Encontro de Qualificação ‘Caminhando com Jesus no Sistema Prisional 2' | Manhã

Feemt Play 12/04/2025 (há 11 meses) 3:14:09 630 visualizações

Junte-se a nós em um dia de imersão, onde aprenderemos a semear amor e esperança nos corações de nossos irmãos privados de liberdade. Inspirados nos ensinamentos de Jesus, vamos construir um espaço de convivência baseado no amor, perdão e fraternidade. 🗓️ Data: Sábado, 12 de abril 🕘 Horário de Cuiabá: 9h às 12h | 15h às 18h 👩‍🏫 Facilitadores: Afro Stefanini II, ⁠Edvaldo Roberto, ⁠Emanoel Flores e Hélio Blume Mediadoras: Silvia Tomaz e Solange Montanha. 🤝 Aceite este convite e seja uma candeia a iluminar novos caminhos. Vamos juntos transformar dor em amor e construir um futuro mais justo e humano! 💖✨

Transcrição

Me dá joinha quando tiver ao vivo, me dá joinha quando tiver ao vivo, tá? Na estrada de Damasco, viu os olhos de Jesus e ajoelhado perguntou: "Senhor, o que queres que eu faça? Senhor, o que queres que eu faça? Senhor, o que queres que eu faça? Senhor, o que queres que eu faça? Senhor, na estrada de Damasco, vim, os olhos de Jesus e ajoelhado perguntou: "Senhor, o que queres que eu faça? Senhor, o que queres que eu faça? Senhor, o que queres que eu faça? Senhor, o que queres que eu faça? Senhor, sei que sou seu cativo para sempre. Tudo posso, pois em ti me fortaleço. Sei que é longo o caminho à minha frente, mas já não pertenço a mim mesmo. A estrada de Damasc, os olhos de Jesus e ajoelhado perguntou: "Senhor, o que queres que eu faça? Senhor, o que queres que eu faça? Senhor, o que queres que eu faça? Senhor, o que queres que eu faça, Senhor? Bom dia, irmãos e irmãs em Ideal Espírita. Agradecendo a proteção do alto, damos início ao encontro de qualificação para trabalhadores, caminhando com Jesus no sistema prisional 2. Aos irmãos no YouTube, Fent Play e Fent Facebook, que nós, irmãos em ideal espírita, caminhemos com Jesus. Sejam bem-vindos. Só querida amiga, escreva essa carta com coração repleto de gratidão por tudo o que aprendi com a doutrina espírita durante os 5 anos em que estive recluso no centro de custódia de Cuiabá. No ambiente onde a rotina embrutece e o tempo parece estagnado, encontrei sentido na dor. Foi uma dádiva. Minha visão sobre a vida e sobretudo sobre o seu propósito transformou-se profundamente. Ao estudar a lei de causa e efeito, pude compreender com mais clareza o alcance dos meus atos e a extensão da minha responsabilidade, que vai muito além da existência material. O espiritismo me ensinou que sempre é possível mudar, evoluir moral, espiritualmente, reparar o mal com o bem e que a reencarnação oferece novas oportunidades para isso. Esse entendimento me trouxe esperança e também motivação para seguir um novo caminho. Esses ensinamentos me ajudaram

reparar o mal com o bem e que a reencarnação oferece novas oportunidades para isso. Esse entendimento me trouxe esperança e também motivação para seguir um novo caminho. Esses ensinamentos me ajudaram a lidar com o sofrimento, a solidão, o arrependimento. Passei a ver a expiação não como castigo, mas como um processo de aprendizado e crescimento. A leitura das obras espíritas me convidava diariamente à autoanálise. E eu tinha tempo de sobra para olhar para dentro, repensar atitudes, sentimentos, pensamentos, hábitos e vícios. Lembro com nitidez da primeira visita que recebemos na sua na na prisão, as visitas do movimento espírita. Não transformavas apenas os indivíduos, mas o ambiente inteiro. Era algo quase palpável. Até os policiais pareciam mais serenos. Mesmo antes do início das atividades, já no acolhimento, era possível sentir a transformação acontecendo. Éramos recebidos com flores, abraçados e tratados com uma empatia que muitos de nós já nem sabíamos mais reconhecer. Diferentes dos cultos ou missas, os encontros não tinham ritos. dogmas ou hierarquias. Os ensinamentos nasciam de uma conversa simples, verdadeira, que vinha ensinar e acabava aprendendo algo. Ao voltarmos para as celas, ainda carregávamos aquela vibração elevada. os ânimos mais calmos às vezes até uma noite de sono bem dormida, coisa rara na cadeia. Foi assim, estudando o espiritismo atrás das grades, que eu encontrei algo que jamais imaginei, a verdadeira liberdade com profunda gratidão. PB. Essa é uma carta que ao iniciarmos o trabalho da assistência espírita do sistema prisional no estado de Mato Grosso, um irmão que já está na nossa convivência estar conosco, estudou a doutrina espírita, como ele diz na carta, na cadeia, e que reviveu com os ensinamentos do Cristo, uma nova nova perspectiva de vida, um novo olhar para sua existência e assim consequentemente também seus familiares. E é com essa carta desse irmão amigo do coração, das nossas almas, com toda a certeza, como Joana de Angeles diz, é um

m novo olhar para sua existência e assim consequentemente também seus familiares. E é com essa carta desse irmão amigo do coração, das nossas almas, com toda a certeza, como Joana de Angeles diz, é um amigo interexistencial. E assim, meus irmãos, minhas irmãs, todas as pessoas que estão conosco no canal do YouTube e aqui na federação, que nós convidamos a nossa Luía Leontina para fazer o acolhimento inicial e fazer a oração. Bom dia a todos, queridos irmãos, queridas irmãs. É com grande alegria e profundo respeito que damos início a este evento promovido pela coordenação do Sistema Prisional da Federação Espírita de Mato Grosso. um momento especial, um momento de reflexão, reconhecimento, um trabalho silencioso, mas profundamente transformador e que que tem sido realizado aqui no sistema prisional do nosso estado. Esta iniciativa, claro, além do consolo espiritual, promove dignidade, esperança e humanidade para as pessoas privadas de liberdade. Como ensinou Jesus, sempre há espaço para o amor. Queremos saudar com carinho todos os trabalhadores espíritas envolvidos neste projeto. Irmãos e irmãs, que com coragem e empatia e compromisso cristão atravessam os muros físicos e simbólicos para levar luz onde há dor, diálogo onde há silêncio e fé onde há desânimo. Também agradecemos a presença dos nossos facilitadores que nos honram com a sua participação. nosso querido Edivaldo Roberto, que há tanto tempo colabora com o movimento espírita de nosso estado. Nossa gratidão, nosso querido Hério Blum, representante aí da área de atendimento espiritual do Conselho Federativo Nacional, que também sempre está conosco. E o nosso afro Stefaninha aí, nosso irmão, né, nosso irmão cuiabano já assim com grande espaço em nossos corações. Então, que este encontro seja um espaço de aprendizado múto, de fortalecimento dos laços entre a doutrina espírita e as instituições da sociedade, sobretudo de inspiração, para que mais pessoas se juntem a essa causa tão nobre. Sejam todos bem-vindos.

ado múto, de fortalecimento dos laços entre a doutrina espírita e as instituições da sociedade, sobretudo de inspiração, para que mais pessoas se juntem a essa causa tão nobre. Sejam todos bem-vindos. Então, neste instante inicial, vamos agora unir os nossos pensamentos, fazer a nossa oração de abertura do evento, agradecendo a Jesus oportunidade, Senhor, dos teus ensinamentos em nossa vida, sintonizando, ó mestre, com teu grandioso amor, que afargiste, Senhor, à beira do mar da Galileia e dali, Senhor, as gotículas de amor se expandiram para todo o mundo. Neste instante, Senhor, que ainda nos sentimos por vezes presos ao nosso passado, mas já aspirando também a nossa liberdade, Senhor. Que essas gotículas de amor se façam sobre os nossos corações, Senhor, daqueles que estamos aqui fora, mas muitas vezes presos ainda às nossas limitações daqueles, Senhor, que estão nos presídios, que possam receber, Senhor, as gotículas do teu amor para sentirem, Senhor, a liberdade contigo. Abençoa, Senhor, a nossa querida mãe terra neste momento de transição. Sabemos, Senhor, que somente o teu profundo amor aprendido nos corações será a liberdade, será a regeneração do nosso mundo. Então, nós te agradecemos por tudo, ó Mestre, e te rogamos, Senhor, ajuda-nos o nosso despertar espiritual para que possamos crescer amorosamente em direção a Ti, em direção ao grandioso Pai, cujo amor está constantemente a irradiar sobre todos nós, Senhor. Então, neste instante, só temos a te agradecer por tudo, Senhor. Muito obrigado. Fica conosco no nosso evento. Muita paz. E damos por iniciado o nosso evento. Damos o trabalhador Flávio José Ferreira. Bom dia para todo mundo. Meu nome é Flávio Ferreira. Eu faço parte da casa espírita de Mancheira e trabalho com teatro. E esse trabalho com teatro da qual o grupo de teatro Cena 11 que eu faço a direção, nós estamos a 17 anos no movimento do presídio feminino Ana Maria do Coutumai, ministrando cursos de teatro, de dança, criação de figurinos. E nesses eh 17 anos que nós estamos lá

e eu faço a direção, nós estamos a 17 anos no movimento do presídio feminino Ana Maria do Coutumai, ministrando cursos de teatro, de dança, criação de figurinos. E nesses eh 17 anos que nós estamos lá dentro, houve um aprendizado muito grande. Então eu quero aqui cumprimentar a Federação Espírita de Mato Grosso por essa decisão importantíssima de começar esse trabalho dentro das unidades prisionais, porque essa vivência nossa nas unidades penais, principalmente no Ana Maria do CTO Mai, revelam que a importância de se tratar da espiritualidade, infelizmente as pessoas que são colocadas lá são como um depósito de lixo e poucos olhares generosos existe para essa para essas pessoas. são seres humanos e que precisam sim ser acolhidos, acolhidas. E o que nós vamos apresentar agora é um trabalho do Cena 11, uma peça de teatro chamada Bereu. Bereu na gíria dos presídios representa bilhete, recado. Então recado, são recados das recuperandas, as mulheres presas para nós que estamos aqui fora. E a peça ela dura 1 hora15, então seria impossível construí-la aqui. Como é uma abertura, nós fizemos aí uma montagem de algumas cenas, são 8 minutos de cena, com o elenco do cena 11, sendo que parte desse elenco são pessoas que vieram do presídio, mulheres que começaram a estudar teatro lá dentro, vieram para fora, fizeram faculdade de de arcênicas e hoje estão trabalhando de uma maneira efetiva e com dignidade. Então, mais uma vez, nós queremos agradecer imensamente esse trabalho que começa desenvolvido pela Federação Espírito de Mato Grosso. cumprimentar todos os trabalhadores, as trabalhadoras, muito especial na aqui na presença da Silv, da Solanges, pessoas que há muito tempo militam nessa área. E, enfim, é isso. Então, o que vamos assistir agora é uma peça de teatro, perdão, uma performance baseado numa peça de teatro chamada Bereu pela Companhia de Teatro Cana 11. OK? É isso. Senhoras e senhores, bom dia. A companhia de teatro Cena 11 agradece a presença. A performance que apresentaremos a seguir são fragmentos

ro chamada Bereu pela Companhia de Teatro Cana 11. OK? É isso. Senhoras e senhores, bom dia. A companhia de teatro Cena 11 agradece a presença. A performance que apresentaremos a seguir são fragmentos da peça de teatro Bereu. Bereu é o resultado dos cursos de teatro ministrados pela Associação Cultural Cena 11 para as recuperandas do presídio feminino Ana Maria do Coutume Mei em Cuiabá há 17 anos. Bereu conta histórias das recuperandas, denunciando realidades e violência contra as mulheres. Tenham todos um bom espetáculo. Aqui dentro eu me tornei uma mulher invisível. Eu não pedi para nascer. Eu não pedi para nascer. Perdi meus amigos e a família que me amavam. Eu perdi o meu emprego. Perdi a minha vida. Eu fui desrespeitada e ignorada. Eu fui traída e humilhada. Eu perdi minha dignidade. Perdi minha fé, a minha esperança. Eu fui abandonada. Estou enterrada aqui. Eu perdi tudo até o desprezo da sociedade. Estou esquecida para sempre. Fui condenada há 10 anos e 9 meses no artigo 157. Eu fui condenada, mas eu era sozinha. Eu não tinha ninguém nem para me dar uma calcinha. Ou eu roubava ou eu passava fome e agora querem me criticar, me humilhar. E nessa tal de meritocracia, aonde é que tá o filho do rico que rouba? Foi condenada há 9 anos, 1 mês e 13 dias pelo artigo 159. Eu só queria um passaporte e um visto americano irme embora desse país. Mas o sequestro deu errado e eu fui condenada. Mas onde é que estão aqueles três cabra que estava comigo nesse crime? Onde é que eles estão agora? Onde? Alô, mãe, você entregou o verão que eu mandei pro meu pai. doutora. Ô mulher, como é que tá minha situação? Esquece de mim, ô gente, eu lhe mandei um monte de peru. Como assim? Ele não vem me visitar, ele não vai me perdoar? Eu já me converti, agora eu faço parte da turma de Deus. Eu já tenho até uma amiguinha crente aqui dentro e já tô pagando o dízimo. Tá bom, já entendi, já entendi. Mas um dia eu saio daqui e eu mesma peço perdão pro meu pai. Doutora, eu quero ir pra aula das

u já tenho até uma amiguinha crente aqui dentro e já tô pagando o dízimo. Tá bom, já entendi, já entendi. Mas um dia eu saio daqui e eu mesma peço perdão pro meu pai. Doutora, eu quero ir pra aula das evangélicas. Eu quero é desfrutar daquele conforto todinho de lá, mulher. O quê? Sim, sim. Eu já tô pagando dízimo, então tá certo. Então já é. Aleluia. Aleluia. Aleluia. Aleluia! Aleluia! Aleluia! Este silêncio triste que me leva para um lugar muito distante daqui, um lugar onde mora uma menina. Uma menina que em meio a tantos problemas e sozinha ela sonhadora. Ah, este lugar que viajo todas as noites, quando aqui tudo é triste, silêncio. Vou para onde estão guardados os meus sonhos. Ali, ali estou eu acreditando. Eu posso tudo. Meu Deus, onde foi parar aquela menina que enfrentava qualquer coisa? Onde foi parar aquele coração que acreditava numa vida melhor? Onde foi parar aquele mundo, o mundo inteiro conquistado por mim? E sozinha, silêncio. Ninguém te conta o perigo que vão colocar nas suas mãos. À noite ninguém segura você dos próprios medos. Às vezes eu sinto o cheiro de pão torrado, o pão torrado que a minha mãe fazia todo domingo de manhã no meu aniversário de 18 anos, o meu irmão me ajudou a escolher o bolo, mas as minhas amizades foram embora cedo demais daquela festa e eu fiquei ali sozinha, largada. Você começa a pensar que este lugar está muito frio, frio, frio, frio, frio, frio, frio, frio, frio. A Constituição Federal traz no artigo 5º, ninguém, ninguém será submetido a torturas, tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. No isolamento nem banheiro tem. Passei seis dias no isolamento sem ter feito nada, sem ter arrumado nenhuma treta com ninguém. Passei seis miseráveis dias sem comer, sem beber, usando a mesma calcinha. E o motivo? O motivo é porque eu estava chuteando dentro do meu próprio cubículo. Eu fui humilhada, desrespeitada. Eu levei um tapa na cara e fui chamada de pelas pessoas que deveriam me proteger. Aí eu pergunto, aonde que estão esses malditos direitos?

tro do meu próprio cubículo. Eu fui humilhada, desrespeitada. Eu levei um tapa na cara e fui chamada de pelas pessoas que deveriam me proteger. Aí eu pergunto, aonde que estão esses malditos direitos? Direitos iguais, dignidade. Aqui dentro, aqui dentro é como arroz cru. Aqui dentro eu como carne crua. Aqui eu bebo água com gosto de ferrugem. Aqui eu sou maltratada pelos homens. Se eu ficar doente, eu sou ignorado enquanto eu tô morrendo. Eu não aguento mais essa merda. Eu só quero que os meus direitos de mulher presa sejam respeitados. A Constituição Federal traz o seu artigo primeiro. Todos os ser humanos nascem livres e iguais em dignidades e direitos. 74% das mulheres encarceradas no Brasil são mães, sendo que a metade dos presídios femininos brasileiros foram considerados inadequados para gestantes e mães. Depois de encarceradas, a violência se estende quando são abandonadas pelos familiares e parceiros. Já o homem quando é preso, a mulher não abandona, cuida da casa, cuida dos filhos e aguarda ansiosamente a volta da liberdade. O Brasil é o terceiro país com a maior população carcerária feminina do mundo. No Brasil tem em torno de 42.355 mulheres presas, ou seja, 656% a mais do que nos anos de 2000. De acordo com a pesquisadora Bárbara Soares, 95% das mulheres encarceradas presas são vítimas de violência vinda dos homens, entre eles pais, maridos e filhos. Tem que ser mulher, amiguinho. Tem que ser mulher. Tem que ser mulher, neiguinho. Tem que ser mulher. Tem que ser mulher, Tem que ser mulher. Tem que ser mulher, Tem que ser mulher. Tem que ser mulher, Tem que ser mulher. Tem que ser mulher, tem que ser mulher. Registrar que todas essas histórias são reais. Todas elas. Não há ficção ali. Todas são fruto de 17 anos de convivência com as mulheres dentro do presídio feminino Ana Maria do Coto. Mai, como eu disse, são 8 minutos que nós fizemos um popor rio de peça. Essa peça viaja pelo Brasil, recebeu vários festivais, premiações. E o que que a gente quer dizer com isso? Essas mulheres são

. Mai, como eu disse, são 8 minutos que nós fizemos um popor rio de peça. Essa peça viaja pelo Brasil, recebeu vários festivais, premiações. E o que que a gente quer dizer com isso? Essas mulheres são colocadas lá, né, para nós estamos tratando de pessoas que foram abandonadas, todas elas, pelos seus homens. Gratidão. Bom trabalho para todo mundo. Agora passamos a palavra para o nosso irmão Afro Stefanini I. Af. Stefanine I, é, um irmão, amigo, está conosco neste trabalho desde quando nós iniciamos no Centro de Custódia de Cuiabá, o irmão que frequenta o Lar Espírito, o Lar, o Lar de Amor e a Federação Espírita. Neste momento ele vai estar dialogando conosco sobre a carta de Paulo a Filemon. É com você, Áfro. Bom dia a todos. Jesus nos abençoe, Jesus nos permita falar tudo aquilo que nós também necessitamos ouvir nesse momento tão fundamental de decisões, como a mensagem do Dr. Bezerra de Menezes nos traz cristãos decididos. as intempées do mundo atual que colocam todos nós em vários dilemas sobre como devemos cuidar da nossa evolução espiritual, nos pede o desenvolvimento de uma consciência mais ampla sobre os nossos deveres individuais e os nossos deveres espirituais. para com a sociedade que nós estamos. Então, é uma alegria poder participar de um evento como esse, no qual a Federação Espírita do Estado de Mato Grosso corajosamente abre essa coordenadoria de amparo ao sistema prisional, porque significa um papel da caridade social. O Evangelho Segundo o Espiritismo nos dá o ponto fundamental da caridade material, da caridade moral. Mas quando nós entendemos o papel da instituição para oferecer a melhoria também das outras instituições, nós estamos diante da caridade social. E na manhã de hoje não poderíamos deixar de evocar a presença especial da figura de Paulo. Paulo ele toca os nossos corações de uma forma singular, porque ele é o convertido, aquele que deu conta de olhar para si mesmo no território da sua sombra. É tão desafiador olharmos para a nossa sombra. Ela se nos parece

sos corações de uma forma singular, porque ele é o convertido, aquele que deu conta de olhar para si mesmo no território da sua sombra. É tão desafiador olharmos para a nossa sombra. Ela se nos parece tão, tão ameaçadora e tão incômoda. Olhar para uma dimensão que claramente faz com que nós sejamos capazes de ver o mal que fizemos. Às vezes, quando nós estamos enclausurados nos nossos conflitos, nós ficamos pensando sobre talvez o mal que a gente tenha feito e ficamos naquele dilema. Fizemos ou não fizemos, fomos ou não fomos. Mas a psicologia, quem comete um crime é diferente. Ele não tem dúvida que fez o mal. O mal se expressa para ele de forma exposta. E essa característica, ela é sugênero, porque a partir do momento em que o mal ele é exposto claramente, que ele rompe as barreiras do subentendido, que ele vem para o compreendido, o visto, o tendo que se assumir nisso, vendo o lado sombra que tem e que todos temos, aí nós Nós temos algo muito profundo para decidir sobre a nossa vida. Então, quando nós observamos a carta deste irmão que a Silvia leu, não é uma carta qualquer, porque quando ele diz que ele aprendeu o espiritismo atrás das grades, nós não estamos vendo uma psicologia de quem aprende o espiritismo no centro espírita. É diferente. Quem aprende o espiritismo no centro espírita vai com todo um planejamento de vida, de sonhos, de construção da sua identidade, de crescimento, tendo a sociedade lhe abraçando, a sociedade lhe albergando, a sociedade lhe aplaudindo também em alguns aspectos. Quem aprende o espiritismo atrás das grades tem apenas, muitas vezes a si mesmo e as lembranças do que fez consigo mesmo, mas de uma forma muito exposta, de uma forma muito clara. E talvez nós possamos apressadamente pensar que um irmão atrás das grades que aprende espiritismo, está mais distante de se tornar espírita do que o espírita dentro do centro espírita. Mas me permita dizer que não é bem isso que a psicologia diz, principalmente a de Joana de Ângeles nos seus livros da coleção psicológica.

tornar espírita do que o espírita dentro do centro espírita. Mas me permita dizer que não é bem isso que a psicologia diz, principalmente a de Joana de Ângeles nos seus livros da coleção psicológica. Quando, por exemplo, a grande benfeitura nos traz no seu livro autodescobrimento e que ela vai falando dos mecanismos do ego e que ela traz, por exemplo, o mecanismo de negação, de projeção, de introjeção nessa obra, ela nos dá uma orientação que somos todos nós detentores de um mecanismo de fuga muito compreensível do nosso ego para não assumirmos aquilo que precisamos nos responsabilizar. Mas também ela explica que a partir do momento que você tem o trabalho de debastar-se, diluir este lugar mascarado dentro de você mesmo, aí a sua força de transformação dobra, o seu poder de reergimento interior se supera. Porque diluir a máscara, você tem agora apenas o esforço de ir direto ao ponto da sua transformação, porque você está no território da realidade. E aquele que assume estar no território da realidade tem mais facilidade de mudar alguma coisa do que aquele que está dentro da dimensão da negação. Agora imaginem comigo um fato. Nossos irmãos que ouvem o espiritismo dentro das penitenciárias e assumem a doutrina espírita, eles não precisam mais de máscaras. Toda a sociedade já vê o que ele fez. Ele sabe o que ele fez. A lembrança da vítima na cabeça dele mostra o que ele fez. Ele só tem um lugar quando ele está no fundo do poço para cima. Aquele que chega no fundo do poço só tem uma direção, subir. E essa direção de subir é compreendida a partir da angústia de Saulo de Tarso na estrada de Damasco. Ele estava tomado dos sintomas clássicos da depressão. Manuel descreve na obra Paulo Estevão o quanto ele estava por dentro completamente apático, num silêncio soturno em companhia dos companheiros a caminho de Damasco para prender o velhinho Ananias, que na mente perseguidora de Saulo, tinha sido responsável por converter a sua noiva, as ideias absurdas daquele carpinteiro. E por

s companheiros a caminho de Damasco para prender o velhinho Ananias, que na mente perseguidora de Saulo, tinha sido responsável por converter a sua noiva, as ideias absurdas daquele carpinteiro. E por isso ele tinha que ser tão punido quanto Jesiel tinha sido. Jesiel, que na verdade era Estevão. Saulo trazia toda a cena do apedrejamento, a cena da sua noiva pedindo clemência para atender o irmão ensanguentado. cena dele tendo que ouvir do irmão no chão a seguinte pergunta: "Abigaiu a sua noiva: "Mas minha irmã, com quem te deixarei?" E ela envergonhada olha meio que para o lado numa posição angular e diz: "Ele é meu noivo". O próprio homem que havia apedrejado era o noivo. E se isso já não bastasse? A dor daquele homem em lembrar tudo aquilo em cima do cavalo na estrada de Damasco, era ter que ouvir na mente a voz daquele apedrejado. Não tenho em teu noivo um inimigo, tenho um irmão. Saulo deve ser bom e generoso. Ele defendeu Moisés até o fim. Mas quando ele conhecer Jesus, defendê-lo aá com o mesmo fervor. E a história nós todos sabemos. Este homem extremamente destruído por dentro, interessado em cometer mais um crime na estrada de Damasco, é levado a um estado completamente singular. Emânuel descreve que uma luz mais forte que a luz do meio-dia se fez diante dos olhos de Saulo. E como uma rampa de luz descesse. Um homem a Nazarena, com os cabelos repartidos em tomêndoa e amêndoa mais escura nas pontas. e dizem, um olhar que traduzia uma infinita melancolia. Vai até ele diz: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" Essa pergunta rompe todas as camadas mascaradas daquele homem, faz com que ele caia imediatamente do cavalo. Em posição, serviu ajoelhado. Ele pergunta: "Quem sois vós, Senhor? Eu sou Jesus, aquele que tu persegues. E nesse momento, meus irmãos, o cristianismo estaria modificando para sempre a sua história. Mano, é muito claro na obra Paulo Estevão em dizer que se não fosse talvez o esforço desse apóstolo, o cristianismo corria o risco de ficar encastelado no burgo

modificando para sempre a sua história. Mano, é muito claro na obra Paulo Estevão em dizer que se não fosse talvez o esforço desse apóstolo, o cristianismo corria o risco de ficar encastelado no burgo judaico, fechado, ali preso. E obviamente o tempo, as tradições, o preconceito esmagaria de alguma forma a propulsão da mensagem. Mas o Cristo elegeu um vaso escolhido, o vaso que não olhava para os papéis, mas ele era tão apegado a papéis. o vaso que agora queria a universalidade, mas ele era tão apegado aos detalhes farisaicos da lei. O homem que já não tinha mais intenção nenhuma de se mostrar, de aparecer, de prestígio, mas ele queria converter Rome, Atena, se possível, ao judaísmo. Que disparidade é essa? Que mudança de personalidade é esse? Seria possível? Sim, foi possível. é que o apóstolo dos gentios tinha algo intacto dentro dele e que na experiência que nós vivemos, todos nós, Néio, Sandra, Silvia, Solange, Gabriel, todos nós vivemos, Ricardo, todos nós vivemos no sistema prisional, todos aqui. Quando nós estamos lá dentro, nós conseguimos identificar ali na convivência esse elemento intacto que Saulo também tinha. Sinceridade de propósito. É aquele que sabe que fez o que fez. E o que fez não foi bom para ele, não valeu a pena. E ele só precisa de uma corridação. Ele só precisa de um fio de luz no fim do túnel para sair daqui. Ele não precisa nem de toda a porta aberta do fim do túnel de luz. Às vezes ele pensa só de uma luz, só de um fio, porque isso faz com que ele cresça. E aí nós vamos ver o trabalho Hercúlio de Chico Xavier, desdobrando-se num nível de renúncia profunda, de humildade profunda para poder ter estrutura psíquica para psicografar a obra Paulo Estevan, que não é uma obra qualquer, é a obra que organiza cronologicamente ente historicamente, factualmente, a história real do cristianismo primitivo. Não é um lugar de deleite literário, apesar da beleza literária. Paulo Estevão é uma obra sagrada, pois o repositório luminoso dessa obra coloca todos nós mais uma vez

real do cristianismo primitivo. Não é um lugar de deleite literário, apesar da beleza literária. Paulo Estevão é uma obra sagrada, pois o repositório luminoso dessa obra coloca todos nós mais uma vez naquele psiquismo da Galileia, naquele psiquismo dos Atos dos Apóstolos. E entre esses atos, um específico, o ato de escrever epístolas do apóstolo Paulo, tendo ele a consciência de que a sua palavra física havia uma contribuição nela, mas não era suficiente. promovia a união, mas a memória tem suas próprias lacunas. Ele começa então deixar registros com as cartas, com as epístolas. E é no capítulo 9 do livro Paulo Estevon, prisioneiro do Cristo, que nós vamos ver o singular momento dele na prisão em Roma, no qual a carta Filemon se transforma num relicário singular. A carta começa assim, por favor. Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, ao amado Filemon, também nosso colaborador e a irmã Áfia e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e a igreja que está em tua casa. Graça a vós outros e paz. da parte de Deus, nosso pai e do Senhor Jesus Cristo. Vamos falar sobre trecho. Primeiramente, é valioso entender que Fileon morava em Colosso, um rico homem da cidade de Colosso. E ele era um coração profundamente dedicado à causa do Cristo. E tinha Paulo como um verdadeiro pai. Aqui nós já estamos diante de um Paulo de muitas décadas. é o Paulo que chegou a Roma, não aquele Paulo de 34 anos de idade da estrada de Damasco, mas o Paulo já sexagenário que estava com o histórico imenso a favor do cristianismo pelo mundo e da universalidade do pensamento e da relação. Então ele já começa a carta trazendo um dado fundamental. Paulo pensava em pessoas. Paulo se importava com o indivíduo, não com status, não com o movimento cristão mais importante, como se fosse tudo, nem com a hierarquia, nem as instituições. Paulo primeiro seguia o ponto central do ensino de Jesus, amar o próximo. Ele já começa a carta dando nomes a pessoas ali, ó. Está com Timóteo. Fala o Filemon, manda um abraço

ia, nem as instituições. Paulo primeiro seguia o ponto central do ensino de Jesus, amar o próximo. Ele já começa a carta dando nomes a pessoas ali, ó. Está com Timóteo. Fala o Filemon, manda um abraço para Áfia, que era esposa de Filemão. Áquipo, que segundo os historiadores, considerado possivelmente o filho do próprio Pilemon, então ele vai demonstrando como ele tem uma relação pessoal. No sistema prisional. Isso é fundamental para o trabalho espírita. Quando nós adentramos ali dentro do raio na prisão, do trabalho prático na prisão, se nós não tivermos esse tato pessoa a pessoa, se nós estivermos um tanto quanto distanciados, quase que se fôssemos uma uma entidade para fora para falar para seres, que estão errados, nós já estamos desconsiderando a proposta do Cristo. Paulo já inicia o processo dando-nos esse ponto central. É importante considerarmos sempre o ser humano pessoa a pessoa, mas ele continua. Pode, pode passar isso. Dou graças ao meu Deus, lembrando-me sempre de ti em minhas orações, ouvindo do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e todos os santos, para que a comunhão da tua fé se torne eficaz no pleno conhecimento de todo o bem que há em nós para o Cristo. Pois, irmão, tive grande alegria e conforto no teu amor, porque o coração dos santos tem sido reanimado por ti. Então aqui ele dá um novo dado, uma nova informação. Quando você se vincula a alguém, como diz a tão conhecida música, cativar do movimento espírita. Não é? Quando a gente cativa laços fortes, a gente cria responsável, tu és pelo que cativou, ele tira isso também da obra, o Pequeno Príncipe. Quando nós olhamos isso, nós temos uma outra dimensão. Cativou, cativei. Foi cativado, fui cativado. Ore pela pessoa. Aqui Paulo fala o quanto ele ora. para Filemon. Mais uma vez, o vínculo é com a pessoa, é com o ser. E aqui ele diz para que a comunhão da tua fé se torne eficaz no pleno conhecimento de todo bem, ou seja, a fé sem obra é morta. Então, todo conhecimento que você tenha, que você busque, Filemon, fique

E aqui ele diz para que a comunhão da tua fé se torne eficaz no pleno conhecimento de todo bem, ou seja, a fé sem obra é morta. Então, todo conhecimento que você tenha, que você busque, Filemon, fique eficaz na ação, ele já está preparando o Filemão pro pedido que vem logo em seguida. Ou seja, eu oro por você. Você e eu estamos vinculados. Sei que você tem reanimado os que têm coração bom. E quando ele diz, "E você tem reanimado aqueles de coração, os o coração dos santos, ele está dizendo os dedicados, os que estão ali na frente de trabalho do bem, mas o pedido dele é singular. É como se lhe dissesse para Filemon, você que tem se esforçado em fazer o melhor aqueles que pensam como nós, Filemon, e que são muito semelhantes a nós, Filemon, eu tenho um pedido diferente a te fazer. E o pedido vem logo em seguida. Por isso, ainda que eu tenha em Cristo plena liberdade para te mandar o que convém, prefiro todavia pedir em nome do amor, sendo que sou Paulo, o velho e agora até prisioneiro do Cristo Jesus. Sim, solicito-te em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas, o qual outrora te foi inútil, mas agora é útil a ti e a mim. Tem muita coisa nesse trecho. O ponto principal aqui, a gente pode começar dizendo, é que ele está considerando a metodologia profunda do Cristo em buscar fazer por liberdade de ação, liberdade de consciência. Porque ele começa dizendo assim: "Ainda que eu tenha em Cristo plena liberdade para te mandar o que convém". O que que é plena liberdade? Dentro da tradição do cristianismo, ser um apóstolo é ter uma autoridade, inclusive de ação sobre os discípulos de Jesus. Todos os que seguiam Jesus. Paulo sabia que a personalidade de Filemon era aquela personalidade obediente. Sabe pessoas que de pensamento pragmático, você pede, ele vai e faz, ele vai e cumpre. Pilomão tinha esse pensamento de obediência a Paulo. Sabe aquela pessoa que quando pede alguma coisa para você, difícil você fala não, porque você tá tomado com sentimento de gratidão tão grande pela pessoa que se

esse pensamento de obediência a Paulo. Sabe aquela pessoa que quando pede alguma coisa para você, difícil você fala não, porque você tá tomado com sentimento de gratidão tão grande pela pessoa que se ela pede alguma coisa, você tá, eu vou fazer. Pilemon tinha esse tesouro no coração. Uma gratidão por Paulo impressionante. E ele sabia disso. Mas aqui a questão é muito mais profunda. Não se tratava de espírito de obediência aqui e ali. Era uma coisa, se tratava do profundo espírito do amor, da fraternidade. E aqui ele coloca para que Fileon acionasse dentro dele o atributo do livre arbítrio em conexão com a lei de liberdade, para que o mérito da caridade pudesse aparecer, senão não apareceria. Então ele diz assim ao amigo, todavia, pedir em nome do amor, sendo que sou Paulo, o velho não tá falando isso por acaso, ele tá dizendo assim: "Eu tô tão frágil, eu já não tenho mais nada fisicamente e ainda agora, Filemon, você está vendo todas essas coisas externas, Filemon? Eu não tenho poder sobre nada. E ainda agora eu sou prisioneiro. Ainda por cima sou prisioneiro do Cristo. Ou seja, as minhas vontades, Filemon, os meus desejos, aquilo que eu acho que tem que ser, até isso eu tô abrindo mão. Até isso eu não quero mais ter controle. Eu só quero te pedir uma coisa, que você, pela lei de liberdade, pela profunda conexão do atributo do livre arbítrio, deixe que a lei de justiça e amor e caridade aconteça em você. É como se ele dissesse ao amigo: "Entrega, entrega e ação, ação e entrega. assunto que eu conversei tantos anos com o meu amigo Alberico Coni, que foi presidente inclusive da APAC, que inclusive falava sobre muitas questões dos prisioneiros do Cristo para mim, entrega e ação. E nesse momento ele tem um ponto capital. Ele diz: "Solicito-te em favor de meu filho Onésimo". Ele está dizendo para Filemon que Onésimo, que era escravo de Filemon, que fugiu do senhor Filemon, mas Afro, Filemon era cristão, era, não seguia Jesus. seguia. Eu tinha escravo, tinha. A gente precisa entender como é que era ser

que Onésimo, que era escravo de Filemon, que fugiu do senhor Filemon, mas Afro, Filemon era cristão, era, não seguia Jesus. seguia. Eu tinha escravo, tinha. A gente precisa entender como é que era ser cristão dentro da sociedade da época. E como determinadas camadas não se rompem com o que para nós é muito óbvio hoje, não era óbvio naquele momento aquilo que Carl Gustavo Jung, tão bem falado, né, nas obras de Joana, Joana cita tanto Yung, principalmente na obra Amor imbatível, amor e na obra Jesus, a luz da psicologia profunda, fala o ponto capital que todos temos de tempos em tempos. algo que ele chama de sombra coletiva. São questões que para uma geração depois é óbvio que era uma coisa ignorante, é óbvio que aquilo era absurdo, mas para aquela geração não consegue enxergar que é absurdo. Na época colonial do Brasil, por exemplo, haviam muitos cristãos que iram na igreja, choravam, oravam e depois iam paraas suas grandes casas, os casarões e os escravos na cenzala eram chicoteados. Mas como sombra coletiva, detalhes que não damos conta de enxergar, mas que eu gostaria de também levantar aqui apenas uma pergunta. Não tenho a resposta, mas eu levanto a pergunta: Qual será a sombra coletiva que talvez nós do movimento espírita estejamos vivendo? Qual será o tecido obscurecido que talvez nós também precisamos enxergar? Porque isso não foi uma um sintoma só dos cristãos primitivos. Nós estamos como cristãos redivos. Precisamos perguntar onde também estão possivelmente a nossa sombra coletiva. É por isso que o trabalho no sistema prisional da federação é singular, porque ela abre um caminho de diluir os preconceitos, o tecido dos preconceitos da nossa sociedade. É fácil. Não teremos todo o apoio? Não teremos possivelmente o maior apoio de pessoas aqui da Terra. Possivelmente o maior apoio vai ser dos bons espíritos, porque ele precisa primeiro que os que interessam-se por esse assunto se sintam enraizados no assunto. E aí nós vamos evitar a angústia de termos adeptos. Nós só

aior apoio vai ser dos bons espíritos, porque ele precisa primeiro que os que interessam-se por esse assunto se sintam enraizados no assunto. E aí nós vamos evitar a angústia de termos adeptos. Nós só precisamos nos preparar. para sermos faróis. A angústia de ter adeptos de uma ideia parte às vezes do nosso ego. Paulo sabia disso. E quando ele pede a Filemon, ele vai no âmago do vínculo. Ele chama Onésimo de filho. Mas aqui eu quero trazer para você um outro dado. Talvez vocês não saibam, talvez saibam, mas Onésimo é a tradução grega da palavra útil. E aqui ele faz um jogo de palavras muito inteligente, porque ele diz assim: "Aceita meu filho onésimo que gerei entre algemas, o qual outrora te foi inútil, mas agora é útil a ti e a mim." Lá no lar de amor a gente brinca, tem um amigo nosso lá que se chama servino. E a palavra servino seria mais ou menos parecida com isso, né? Como se ele fosse o nosso onésimo de lá. E a gente diz: "É servindo". Pois é, servindo, você pode até achar que você antes não servia para nada, mas agora que você conheceu Jesus através da sua entrega profunda, é, eu sou espírita. Então, que bom, aqui no trabalho espírita você serve para tudo. E ele ri. Esse jogo de palavras aconteceu aqui nesse trecho. Onésimo era a tradução da palavra útil. Então Paulo faz questão de tocar nesse assunto. Antes era inútil. Ele não fugiu de você, Filemão. Ele não foi embora. Pois é, mas agora ele é útil. E ele vai dizer por que ele é útil. Próximo slide, por favor. Eu tô envio de volta em pessoa. Quero dizer, o meu próprio coração. Eu queria conservá-lo comigo, para que em teu lugar me servisse nas algemas que carrego por causa do evangelho. Nada, porém, quis fazer. sem o teu consentimento, para que a tua bondade não venha a ser como por obrigação, mas de livre vontade, pois talvez ele tenha sido separado de ti temporariamente, a fim de que o recebas para sempre. Eu não sei se vocês estão recordando, mas em obra Paulo Estevão, Emanuel tem o cuidado ali na introdução da

is talvez ele tenha sido separado de ti temporariamente, a fim de que o recebas para sempre. Eu não sei se vocês estão recordando, mas em obra Paulo Estevão, Emanuel tem o cuidado ali na introdução da obra de dar um dado muito significativo. Ele diz que essa relação entre Estevão e Saulo constitui a primeira vitória do Cristo na aproximação de uma vítima e um algóz. Tá lá na introdução da obra. A vitória do Cristo na aproximação de uma vítima e de um algóz. fazendo com que a própria vítima fosse depois o mentor espiritual constante de Saulo em quase todos os momentos. Isso não é um simples dado que Emanuel traz. Ele está dando indícios e na obra isso vai aparecendo da metodologia de Jesus. Metodologia de Jesus é em vários momentos nós vamos ver na obra Paulo Estevão o cuidado que aconteceu para Saulo ir se relacionando com as pessoas que tinha ainda ligação com o velho Saulo, com o seu passado, mas que agora Saulo ainda não tinha o nome Paulo. mais convertido já queria tanto mudar isso na história dele. E uma dessas experiências foi quando Saulo, recém-convertido, passado um tempo, ele vai ficar no deserto com Prisca e Áquila. Prisca e Áquila eram vítimas do velho saldo de tais. Por causa das perseguições que ele infringiu, a vida deles foi completamente destituídas como era, prejudicada mesmo. Mas Prisca e Áquila nunca tinham visto o rosto de Saulo. Não é como hoje tem internet, tem Instagram, tem tudo mais. naquela época era muito mais o nome, o nome, quem era, de que cidade era e tudo mais. Então eles foram muito prejudicados, sabiam quem era, sabiam que era o perseguidor, mas eles nunca tinham visto. E como aqui a gente sabe no Brasil, você se chamar João, você se chamar José, tem João e José em tudo quanto é lugar. E Saulo, como Saul, como Sadoc, né, como eh Joshedeb, enfim, eram nomes ali do do povo ilu judaico. Pois bem, Saulo foi conviver com Prisca e Áquila sem dizer agora quem ele era, ou pelo menos quem ele tinha sido. e na convivência com aqueles dois

hedeb, enfim, eram nomes ali do do povo ilu judaico. Pois bem, Saulo foi conviver com Prisca e Áquila sem dizer agora quem ele era, ou pelo menos quem ele tinha sido. e na convivência com aqueles dois cristãos, a pedido do próprio Ananias, a ajuda ali dos dos irmãos da igreja de Damasco, depois que ele já está restabelecido, ele vai ficar de 2 a 3 anos no deserto e ali ele ouve em silêncio, noites e noite, Prisca e Áila falando o que perderam. O que sofreram, amigos que sofreram, pessoas que morreram, pessoas que foram torturadas por causa de um tal Saulo, doutor da lei de Jerusalém. E ele foi absorvendo aquilo, mas foi tecendo tapetes com os amigos no deserto, que ele foi se transformando no amigo inesquecível, o amigo inseparável deles, ajudando, lendo os textos, aprimorando o intelecto a partir do evangelho de Jesus, conquistando o coração. até o ponto que ele teve que se encorajar em dizer quem ele era. Ele nunca teve intenção de não dizer. Ele só não sentia que era hora antes. E quando ele diz, acontece essa metodologia que ele fala, Filemon. Nem Prisca, nem Áquila consegue vê-lo como o antigo criminoso. Os dois estão vendo o coração de um amigo perto deles. Não era mais o mesmo. Não tinha como odiá-lo. Se a gente for analisar obras de André Luiz, por exemplo, a gente vê várias obras em que André Luiz faz parte de grupamentos em que eles se disfarçam no mundo espiritual, ajudam os seres e depois eles se revelam quem são. Ué, isso também existe também. Ou isso é uma coincidência ou será que isso é um método de Jesus? O método da gente se alinhar primeiro pelo coração, produzir primeiro o tecido da fraternidade, constituir primeiro vínculo e depois a gente deixa as informações para o outro também pensar o que quer fazer com ela. Paulo faz uma intervenção. Ele revela a Filemon que o filho dele do coração Onésimo foi gerado entre algemas. Ele quis dizer para o amigo Filemon, este irmão não foi gerado da expectativa de uma ilusão ou de uma ideia apenas, porque muitos eram tomados pela ideia depois

ração Onésimo foi gerado entre algemas. Ele quis dizer para o amigo Filemon, este irmão não foi gerado da expectativa de uma ilusão ou de uma ideia apenas, porque muitos eram tomados pela ideia depois desistiam do cristianismo. Não, Filemon, aceita ele. Ele foi gerado na experiência da dor. Ele foi gerado entre algemas. Então ele termina, aliás, pra outra parte da carta, ele continua. Nati aceita, né, Filemão? Não como escravo, antes muito acima de escravo, como irmão amado, especialmente de mim, e com maior razão de ti, tanto na carne como no Senhor. Se, portanto, me consideras companheiro, recebe-o como a mim mesmo. E se algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança isso na minha conta. Eu, Paulo, de próprio punho, o escrevo. Eu pagarei para não te alegar que também tu me deves a ti mesmo. Deixa claro o apóstolo o nível da gratidão que Filemon tinha por ele. Aí eu faço uma pergunta a todos nós. Que que acontece com o nosso coração quando a gente tá numa mistura entre profunda gratidão e profunda mágoa ou decepção. Eu estou em mágoa e decepção com este, mas este ama este. E por este eu tenho uma gratidão que não tenho nem nome. E este diz que eu acolha este. Que será que acontece no nosso coração? Que alquimia que será que acontece dentro de nós? Paulo sabia que no santuário das virtudes da alma acontece uma alquimia muito poderosa quando nós estamos em estado de gratidão profunda e consideração por alguém e tristeza ou mágoa por outro alguém. Ele claramente solicita que os sentimentos de Filemonham crédito sobre Onésimo. E aí que está, meus irmãos, o coração profundamente grato não dá conta de ser ingrato. Vocês já perceberam que a gente não consegue se sentir grato por obrigação? Pensa alguém que você se sente muito grato aí agora. Pensa. Pensou uma pessoa da sua vida que você se sente muito grato. Pode perceber. Você não dá conta de sentir isso por obrigação. Ó, não existe gratidão por obrigação. Olha que interessante. Não, não. Você pode pegar um copo por uma

ida que você se sente muito grato. Pode perceber. Você não dá conta de sentir isso por obrigação. Ó, não existe gratidão por obrigação. Olha que interessante. Não, não. Você pode pegar um copo por uma pessoa por obrigação. Pode. Você pode ir ao centro espírita por obrigação. Você pode fazer muitas obras horizontais por obrigação. É apenas o espírito da obediência. Mas sentimento de gratidão você não dá conta. O sentimento de gratidão é espontâneo. Na carta que a Silvia leu do nosso irmão privado de liberdade, ele deixa bem claro que ele é um onésio. Ele foi gerado no espiritismo entre grades. Ele diz como Paulo diz que Onésimo foi gerado entre algemas. Mas uma coisa ele diz também, os espíritas não vem com um sistema de pregação, de hierarquia. As conversas são simples. Eles sentam e falam conosco. Ó, a forma como este irmão foi tocado tem a ver com o espírito de ser considerado primeiro como uma pessoa, como um ser humano próximo. E quando Paulo aqui diz, "Lança isso na minha conta, se algum dano ele te fez, ele está pedindo. Pega tudo que você sente por mim, tudo, e deposita para ele, por favor." E aí eu quero perguntar nossos irmãos espíritas aqui, nosso néo, né, experimentado no movimento espírita de tantos anos. Não parece muito aquela aquela informação que a gente tem dos créditos que os mentores colocam sobre nós, né? O que eles chamam de eh você avaliza um protegido, você avaliza uma alma, você coloca todo aquilo que você que você poderia e pede ao alto: "Confia, deixe-me ajudá-lo". E a ajuda vem. Créditos morais. É isso que o apóstolo Paulo pede aí. E aqui nós perguntamos a nós mesmos o trabalho interior de buscar o Cristo no sistema prisional. Não deve vir apenas de um pensamento de que isso ajuda a sociedade. Ajuda, mas nós estamos falando do tamanho do nosso amor ao Cristo. Como assim? do tamanho do nosso amor ao Cristo. Uma vez eu ouvi de uma especialista em luto, se alguém lembrar o nome dela me fala. Ela é muito famosa aqui no Brasil, escreveu alguns

o amor ao Cristo. Como assim? do tamanho do nosso amor ao Cristo. Uma vez eu ouvi de uma especialista em luto, se alguém lembrar o nome dela me fala. Ela é muito famosa aqui no Brasil, escreveu alguns livros. Não, ela é uma brasileira, uma médica. Eu não me lembro o nome dela agora. H, ela escreveu alguns livros muito belos. Ela ela é muito conhecida no YouTube, ela é uma médica de São Paulo, mas ela falou uma coisa tão bela sobre o luto. Ela disse assim: "Olha, o tamanho do luto é do tamanho do nosso amor". Falei: "Meu Deus, isso é tão profundo". Porque a pessoa às vezes fala: "Tá de um luto tão grande, ela falou: "Não consigo mais viver". Você vai dar conta de viver. Mas isso tá, isso dói tanto, é tão grande. É mesmo, porque é do tamanho do teu amor. O tamanho do amor aos criminosos, aos que se equivocaram, aos privados de liberdade. Fala muito do nosso amor a Jesus. Porque cada um de nós que nos dedicamos a esse trabalho é o crédito desse amor a Jesus que a gente também vai lá. Como se Jesus dissesse: "Pega esse amor que você tem por mim. Precisa dar para mim, dá para eles. Eu sou um sol, eu estou contigo, estou com o pai, mas eles não pega e dá. Esse trabalho Paulo faz. E aí termina a carta dizendo: "Sim, irmão, que eu receba de ti no Senhor este benefício. Reanima-me o coração em Cristo, certo? Como estou da tua obediência? Eu te escrevo sabendo que farás mais do que estou pedindo, que tem a ver com caridade. Não era obediência que ele queria. Ele queria livre arbítrio para Onésimo, né? E ele diz: "Ao mesmo tempo, prepara-me também pousada, pois espero que por vossas orações vos ei de ser restituído. Saúdam-te epáfras, ó que tava junto com ele, prisioneiro comigo em Cristo Jesus. Marcos, o evangelista, Aristarco, Demas e Lucas. Meus cooperadores, a graça do Senhor Jesus Cristo seja com vosso espírito. Mais tarde, o Ato dos Apóstolos registra que Demas não conseguiu ficar ao lado de Paulo. Era muito duro para ele. Então, a gente precisa compreender que dentro do nosso

Cristo seja com vosso espírito. Mais tarde, o Ato dos Apóstolos registra que Demas não conseguiu ficar ao lado de Paulo. Era muito duro para ele. Então, a gente precisa compreender que dentro do nosso trabalho, não sejamos nós os demas. Mas pode haver demas ao nosso lado. E há de se compreender que mesmo entre prisões, cada pessoa tem o seu tempo de lidar com o trabalho de autoeliminação naquilo que suporta. Por isso eu vou terminar com uma reflexão que traz o método de Jesus, mas que é tão paulino quanto aconteceu isso com Mahatma Gand. A Índia estava empolvorosa. Lutas entre muçulmanos, hindus e cristãos tinham alcançado ápice inenarrável. Para diminuir o ódio de milhões, Gand começou a jejuar. E o jejum de Gand era água e limão. E o apóstolo da consciência da paz na Índia era disciplinado. Quando ele dizia que ia fazer, ia fazer e começou a fazer. O processo de jejum com água e limão é muito singular, porque você começa um dia, dois dias, uma semana e você vai definhando mesmo, porque vai parando os rins, os órgãos, vai parando. Você não tem o nutriente que você precisa, mas o limão vai deixando você um tanto quanto aguentando um pouco mais. Então ele conseguia aguentar muitos dias para que o ódio de milhões em guerra parasse. Eu só quero que vocês parem de se matar. Mas aquele ódio, aquela pulsão, aquela coisa coletiva, aquela coisa preconceituosa e sempre só que tinha um detalhe. Você podia ser muçulmano, você podia ser hindu, você podia ser cristão, você não podia ignorar o quanto grande impactava o seu coração. Eles amavam o Mahatm. E quando a notícia começou a se espalhar para tudo quanto é lado, que Gand estava morrendo, a consciência coletiva abria a pergunta: "Morrendo de quê?" Do teu ódio. Do teu ódio? do meu ódio, ele vai morrer, porque ele não vai comer enquanto não pararem de matar uns aos outros. Aquilo tomou uma proporção de onda tsunâmica e foi batendo de um lado, batendo de outro e aquele ódio e tudo mais e os líderes que amavam Gand. Meu Deus, nunca tinha tido na história

r uns aos outros. Aquilo tomou uma proporção de onda tsunâmica e foi batendo de um lado, batendo de outro e aquele ódio e tudo mais e os líderes que amavam Gand. Meu Deus, nunca tinha tido na história daquele povo um homem que tinha se erguido como um verdadeiro gigante e realmente conquistado a força de combater o império britânico. Ele era quase que o Messias para ele, para eles. Então eles ficaram assustados, as lideranças começaram a conversar, começaram então a definir para aqui, para ali, vamos parar. E numa noite ele muito ao quebrado, aparece um grupo de muçulmanos, entrega as armas e depois vem um grupo de hindus e com uma espada circular assim du na frente dele, com cabeça baixa, um dos líderes mais poderosos, entrega a espada e diz: "Nós vamos parar Não queremos mais a possibilidade de ver a sua morte. Até aí tudo bem. Mas quando eles estavam saindo, veio um trêsloucado de lá, olhos esbugalhados, cabelo desconsertado, o rosto perturbado e diz: "Com pedaço de pão amassado joga no peito de Gandi e com uma raiva incomum fala ele: "Coma, coma esse pedaço de pão". And olha para ele. Eu posso até ir para o inferno, mas eu não vou com a sua morte. Coma. Candy olha para ele e diz: "O que que aconteceu?" E ele perturbado. Imagina o quadro de um obsediado em dobro. Era aquilo. Disse: "Eu matei um menino desse tamanhozinho. Cande fecha os olhos e diz: "Por quê? Eles entraram na minha casa, os muçulmanos mataram o meu filho, deshonraram a minha esposa. Eu não tive dúvida. Eu saí pelas ruas de Bombaim e quando eu encontrei a primeira criança que eu achei, a criança muçulmana, eu peguei a cabeça dela e bati, bati, bati até ela morrer no chão. Eu vou para o inferno, mas eu não vou com a sua morte. Come esse pão. Não sei como tirar você do inferno de cigante, como eu sei como tirar você do inferno. Saia hoje mesmo. Pelas ruas de Bombaim. Há muitas. Encontre uma criança deste tamanho. Tome a ela como se fosse seu filho. Crie essa criança como se fosse seu filho. Ele tava

mo tirar você do inferno. Saia hoje mesmo. Pelas ruas de Bombaim. Há muitas. Encontre uma criança deste tamanho. Tome a ela como se fosse seu filho. Crie essa criança como se fosse seu filho. Ele tava estático. Mas não se esqueça de uma coisa. disse o pai da Índia, o Bapu, não se esqueça de buscar uma criança muçulmã. E quando você for criar, crie nos costumes muçulmanos. você vai sair do inferno. Essa, meus irmãos, é a metodologia de Jesus. Ela faz a gente primeiro amar ao próximo como nós mesmos e depois a gente vê como o outro pensa. Depois a gente vê que crença que o outro tem. Depois a gente vê a forma como ele entende o mundo. Isso não é mais importante. Primeiro eu amo a pessoa. Depois eu vejo o jeito que a pessoa pensa. Jesus nos abençoe. Nem sei o tempo que eu gastei, mas estamos dentro. Bom dia a todas as pessoas que tá lá no canal do YouTube da Federação Espírita do Estado de Mato Grosso. Neste momento nós vamos dialogar um pouquinho sobre músicas que faz sentido no sistema prisional e logo mais nós vamos dialogar sobre o que está escrito na camiseta do palestrante AV Stefanino. Caminhando com Jesus no sistema prisional dois. No final da manhã, nós vamos conversar um pouquinho e para que nós possamos neste momento refletirmos sobre o sentido das músicas, do trabalho que nós realizamos no sistema prisional. Essa música que Afro vai cantar neste momento foi um momento que eu particularmente estava com muita dor e um momento desafiador da minha existência, um momento um dia, um sábado, porque nós eh com a nossa equipe, nós vamos no, no presídio feminina na Maria do Couto, no último sábado de todos os meses. E neste sábado eu não queria ir, mas os amigos não, Silvia, vamos que é vai ser bom para você. E quando nós estamos ali no no presídio, quando nós estamos no trabalho do bem, de uma maneira geral, o trabalho do bem nos conforta, o trabalho do bem eh nos auxilia, nos ampara e nos fortalece a todos os desafios da nossa existência. lembra da carta do início,

trabalho do bem, de uma maneira geral, o trabalho do bem nos conforta, o trabalho do bem eh nos auxilia, nos ampara e nos fortalece a todos os desafios da nossa existência. lembra da carta do início, né, que o nosso irmão disse? Então, nós também vamos conversar mais sobre a carta. E neste momento que ali estava todas nós estávamos, acredito que umas 40 meninas no no no presídio e aproximadamente uns seis a oito trabalhadores naquele dia e a afro cantando, tocando ali, porque a música faz muito sentido neste trabalho. Faz diferença o dia que não tem música. E nesse dia o afro começou com violão, começou a cantar a música. E a música ela fala da distância que nós estamos de Jesus. E naquele momento eu estava distante de Jesus. E naquele momento eu fui colocada na roda, todas as meninas me abraçando, me beijando e dizendo: "Silvia, nós amamos você. Nós precisamos de você. Estamos em oração por você." Então, quando nós estamos no trabalho do bem e o presídio, meus irmãos, é um espaço que tem a mesma energia que está aqui agora, basta nós conectarmos. Quando nós estamos ali, existe toda uma assistência da espiritualidade. Para mim não tem diferença nenhuma de quando eu estou aqui na federação ou quando eu estou no centro espírita. Então o Afro começou a dedilhar e começou a cantar essa música. Essa música não está gravada, mas nós pedimos depois para que ele pudesse voz e violão. E todos os momentos que nós estamos nos presídios, essa música, ela virou a canção do acolhimento no sistema fisional. Então nós vamos ouvir agora, né? Vamos. Faz algum tempo, Senhor, que eu ando afastado de ti, meio atolado, girando, girando, girando. E por isso eu sofri. é que o tempo não para, a vida não para e a lei é viver. Mas de repente é a gente que para e pergunta: "Por quê?" Que vida é essa que a gente levanta e já tem que correr com medo do emprego ou do desemprego, com medo do quê? Por isso eu venho, Senhor, estar ao teu lado. Por isso eu te peço perdão por estar tão cansado. Por isso eu venho,

te levanta e já tem que correr com medo do emprego ou do desemprego, com medo do quê? Por isso eu venho, Senhor, estar ao teu lado. Por isso eu te peço perdão por estar tão cansado. Por isso eu venho, Senhor, estar ao teu lado. Por isso eu te peço perdão por estar tão cansado. De sol a sol a gente segue adiante tentando esconder o sofrimento. Quer tanto, que é tanto, que é tanto pros filhos não ver. Mas é que às vezes a dor é imensa, não dá para aguentar. E os meus olhos se enchem de água, eu começo a chorar. Minha mãe já dizia: "Meu filho, harmonia está em Jesus". Quem é que aguenta dizer queado na cruz? Se a vida para ele teve fase difícil, pra gente também. E é nele que eu tiro essa força de mãe, que eu te mostro o meu bem. Por isso eu venho, Senhor, estar ao teu lado. Por isso eu te peço perdão por estar tão cansado. Por isso eu venho, Senhor, estar ao teu lado. Por isso eu te peço perdão por estar tão cansado. Não é assim, músicas que faz sentido no sistema prisional. No último sábado do mês de março, foi a primeira vez que nós entramos, nós chamamos hoje de lar temporário. Entramos no raio três da penitenciária feminina, onde tem 10 raios, tem 10 lar temporários. E ali quando a gente chega, elas já estão de braços abertos para nos acolher, numa felicidade, no encantamento, dizendo: "Vem aqui conhecer o meu espaço, a minha casa, a minha morada". E aí, nesse diálogo que nós vamos conversar à tarde do lar temporário, elas ficaram encantada também com esse convite do lar temporário. Então, eh, o AV cantando e eu lembrando aqui a da forma com que a gente chega desde a entrada do Policial Penal, eh, quero registrar aqui do acolhimento com que os policiais penais t com a nossa equipe. é encantador, é amoroso, é afetivo, é algo que não não tem como narrar para vocês como nós somos acolhidos eh no sistema prisional. E nesse acolhimento no sistema prisional também tem uma música que nós cantamos lá no sábado, tava eu e Ricardo na no no raio três, Solange e a equipe estava na escola. E nós cantamos

stema prisional. E nesse acolhimento no sistema prisional também tem uma música que nós cantamos lá no sábado, tava eu e Ricardo na no no raio três, Solange e a equipe estava na escola. E nós cantamos minha vida não é minha. É isso. Que lindo, né? Então vamos lá. Isso é tão singular, sabe, Silvia? Porque essa música realmente ela foi ditada através eh da mediunidade pela mentora Dália, como sendo a música, uma das músicas que eles cantavam. eh na época do cristianismo primitivo e cantaram inclusive indo na arena de Roma, né? E quem como eles estavam antes de chegar na arena de Roma, né? Prisioneiros. Prisioneiros do cárcere, do esquilínio, prisioneiros da masmorra marmentina, né? prisioneiros, humilhados, às vezes mulheres defloradas e ali estavam cantando essa música. Minha vida não é minha, é do céu que me abençoa. É da luz que me ilumina. Minha vida não é minha, vem da força do amor que se entrega aos teus braços, meu bom. Bondoso Salvador. Seguirei teus brandos passos. Minha vida não é minha. É do céu que me abençoa. É da luz que me ilumina. Minha vida não é minha. Vem da força do amor que se entrega aos teus braços, meu bondoso Salvador. Seguirei teus brandos passos. Então, Afro, neste momento Ricardo estava falando de Paulo e nós estávamos, nós construímos um roteiro, eu vou pegar aqui, de um evangelho, levamos esse roteiro. Hum. Hum. O evangelho um guardanapo que ele tem o afeto, né? Tem uma uma leveza, tem algo, lembra pergaminho, né? Isso. Isso. E não rasga. Quer dizer, a pessoa pode ficar com ela. Muito legal, viu? Isso. E esse é um roteiro, né, do Evangelho, eh, nos lares temporários. E esse roteiro já já nós à tarde nós vamos conversar mais. Mas eu quero dizer aqui, né, eh, dos mensageiros da alegria para você, nossa irmã privada de liberdade, falando do evangelho, dos benefícios, como fazer. E neste dia nós eh aprendemos juntas ali a fazer o evangelho. E essa música que o afro termina de cantar, ela foi, nós colocamos eh logo após as reflexões eh do segundo capítulo do Evangelho Segundo

. E neste dia nós eh aprendemos juntas ali a fazer o evangelho. E essa música que o afro termina de cantar, ela foi, nós colocamos eh logo após as reflexões eh do segundo capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo. Meu reino não é deste mundo. E neste momento que nós estávamos ali dialogando e cada uma pontuando dos desafios dentro do presídio e dialogando sobre a construção do reino de Deus na nossa consciência. E aí foi nesse momento, terminando a as reflexões do capítulo dois do Evangelho Segundo o Espiritismo. E neste momento nós solicitamos antes eh da leitura que elas pegassem a Bíblia delas e Ricardo ali junto foi lá no Novo Testamento na Bíblia e pegou toda a conexão, porque o Evangelho Segundo o Espiritismo, né, afim tem eh tudo que está no Novo Testamento. Isso aí teve uma que disse assim: "Mas eu não imaginava que o espiritismo eh traz o que está na Bíblia". Então, por isso que é muito interessante, é eh é super eh importante estarmos dialogando com essas mulheres e com esses homens na linguagem, eh, como ele se encontra, porque não tem espíritas ali. Uhum. tem eh os evangélicos estão lá, os católicos também não. E os espíritas agora com as diretrizes da Federação Espírita Brasileira e a Federação Espírita do Estado de Mato Grosso está nessa conexão profunda hoje do Caminhando com Jesus no sistema prisional dois para que nós possamos eh estarmos conectados neste trabalho, porque este trabalho ele faz bem para nós. Quando eu estou no sistema prisional, às vezes tem algumas pessoas falam: "Como que você consegue estar lá?" E ontem à noite eu estava com uma equipe eh num trabalho profissional e nós fomos no Sesc Arsenal. E eu fui na área do artesanato e eu perguntei, tem algum artesanato dos irmãos privados de liberdade? A pessoa levou um susto, né? Então o que que a gente percebe? tem uma discriminação muito grande. E as meninas que estavam no raio três, elas trabalham, elas sai de manhã e volta à tarde. E elas tinham me visto na rua porque eu fui na secretaria e ela,

percebe? tem uma discriminação muito grande. E as meninas que estavam no raio três, elas trabalham, elas sai de manhã e volta à tarde. E elas tinham me visto na rua porque eu fui na secretaria e ela, Silvia, nós vimos você ontem, você tá aqui conosco hoje e abraçando aquela alegria amorosa de uma forma muito significativa. Não sei se você vai conseguir cantar essa música, porque a gente não combinou essa, só tinha combinado a primeira. tocando em frente, não consigo sim. Quero aproveitar a sua fala e dizer que olha, é uma questão de eh frequência e consciência, né, Silvia, porque ah existe um um uma pessoa que eu admiro muito nesse sentido de apoio e de respeito, né, aos privados de liberdade, que ele é ele é por si o que Kardec diria do espírita natural, né, o cristão nato e o espírita nato, por ser a mesma mesma coisa. Eh, o nosso Néio conhece, é o amigo Winkley, né, lá presidente da FUNAC, que é a Fundação Nova Chance aqui de Mato Grosso. E eu tive o privilégio de conviver com Incley algumas semanas, eh, agora nesse mês de de fevereiro, de março, né, com com ele. E ele, muito gentil me levou até a sala dele, Silvia, né, gente? Ele é o presidente da Fundação Nova Chance, mas ele era durante muito tempo, Silvia, ele foi diretor dos presídios aqui de Cuiabá, né? Diretor do do CRC aqui. Então ele ele tem essa função como diretor do presídio, né? Hoje a a lei chama a todos de policiais penais, né? Antes antes não era esse termo, mas hoje é. Então ele seria, gente, o que no capítulo 9 de Paulo Estevão Silvio, ele seria o centurião Júlio. Júlio, no capítulo 9, prisioneiro do Cristo, ele fica magnetizado com Paulo. E Emanuel faz questão de contar sobre Júlio, que seria hoje o policial penal modelagem, e Dionésimo, que seria o privado de liberdade e modelagem para o Cristo. No mesmo capítulo, ele coloca o policial penal e o privado de liberdade junto com o apóstolo Paulo, que é o trabalhador do Cristo. É uma tríade. E ali Júlio, ele acompanha desde o momento em que ele precisa levar Paulo

ele coloca o policial penal e o privado de liberdade junto com o apóstolo Paulo, que é o trabalhador do Cristo. É uma tríade. E ali Júlio, ele acompanha desde o momento em que ele precisa levar Paulo para o porto. Acompanha ele inclusive na tempestade enquanto o navio sofre o revés do furacão. Depois ele acompanha ele, Paulo, curando o próprio pai de um senhor romano quando ele chegam no porto. Depois ele tem um constrangimento, Silvia, cristão, que é ter que algemar o apóstolo Paulo. Mas o apóstolo Paulo diz: "Não fique constrangido. Eu sei que você precisa me algemar. Cumpra o teu dever." E Júlio, constrangido, precisa algemá-lo, porque eles estão chegando já nas cercanas de Roma e aí as questões burocráticas são maiores, né? E eu quero trazer isso por quê? Porque quando eu vi o Winkley, ele me chamou pra sala dele. Ah, falou: "Venha cá." Quando eu chego na sala dele, meus irmãos, repleto de artesanatos, todos os artesanatos que você possa pensar a coisa mais linda. E aí ele com bastante serenidade, humildade fala: "Afro, esse aqui é de um irmão de tal cidade, esse aqui é de um irmão". Quando eu fui ver, todos os artesanatos eram dos privados de liberdade. E ele conta a história que ele recebeu de presente, cada um, com aquele nível de gratidão que a gente vai ver gente no capítulo 9, Paulo Estevão. Então ele de fato ele soube na tarefa dele de centurião dos tempos atuais, Winley, Winkley, e fazendo o papel de um policial penal do Cristo, eh, trazer para nós a seguinte mensagem. Em relação ao trabalho do sistema prisional, o nosso papel fundamental é auxiliar a todos os nossos irmãos privados de liberdade a sentir que tem o direito de tocar em frente. Ando devagar porque já tive prece e levo esse sorriso porque já chorei demais. Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe. Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, nada. Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas, das maçãs. É preciso amor para poder paz para poder sorrir. É preciso a chuva para florir. Penso que cumprir a vida seja

e muito pouco eu sei, nada. Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas, das maçãs. É preciso amor para poder paz para poder sorrir. É preciso a chuva para florir. Penso que cumprir a vida seja simplesmente conhecer a marcha e tocando em frente como um velho boiadeiro. Levando a boiada. Eu vou tocando a vida pela longa estrada eu vou. Estrada eu sou. Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs. É preciso amor para poder pulsar. É preciso paz para poder sorrir. É preciso a chuva para florir. Nessa hora quando eu canto esse trecho e algumas vezes eu, Silvio e os companheiros lá, elas sentem tanta emoção, eles sentem tanta emoção. Todo mundo ama um dia, todo mundo chora. Um dia a gente chega, o outro vai embora. Cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz. Conhecer as manhas e as manhãs o sabor das massas e das maçãs. É preciso amor para poder pulsar. É preciso paz para poder sorrir. É preciso a chuva para florir. E esse momento, Edivaldo, já tá chegando. Eh, eu queria que você deixasse o violão um pouquinho, que você olhasse para mim aqui. Uhum. Eh, num primeiro momento a gente tinha autorização de entrar eh com o celular registrado para fotografar o trabalho. Hoje nós não temos mais eh autorização. Eh, ninguém entra no sistema com celular e hoje a gente tira selfie da consciência. Depois nós vamos falar um pouco mais, mas teve um momento singular que quando eu olho pro afro, eu eh jamais deixo de lembrar daquele momento. É o primeiro momento que quando a gente faz o acolhimento no sistema prisional com as obras básicas e afro ao lado de uma irmã privada de liberdade da costura que a senhora vai lembrar quem é. Depois Afro entrega o livro para ela e ela abre o livro. Você tá lembrando? Fala aí. É verdade. Ela isso. E Afro abre o livro. Ela abre o livro e começa a conversar com Afro sobre o evangelho. Porque essa atividade é uma atividade que leva 15 minutos. 5 minutos para cada obra básica, para que a gente possa

Afro abre o livro. Ela abre o livro e começa a conversar com Afro sobre o evangelho. Porque essa atividade é uma atividade que leva 15 minutos. 5 minutos para cada obra básica, para que a gente possa dialogar sobre as obras básicas. E é encantador quando de nós os espíritas que consegue dialogar sobre o evangelho em 5 minutos, o céu e o inferno em 5 minutos. E neste momento, olha aqui para mim. E a afro, o afro, ela olhava pro afro, o afro falando, e ela olhava assim pro afro com amor e um afeto único. E só, de fato é um trabalho que conecta a via do coração e do olhar. Tira o ócima e dos olhares, tirando a lente, como Joana de Anes nos convida, que nós possamos abrir a janela da alma. E nessa conexão profunda de estarmos conectados com as obras básicas. Bezerra de Menezes, recentemente em uma mensagem a Federação Espírita Brasileira e foi o nosso irmão Hélio Brumo que vai estar à tarde conosco, traz para nós da necessidade dos espíritas estar conectando com as obras básicas. E este é o nosso trabalho, caminhando com Jesus no sistema prisional dois. É o olhar, é o afeto de dizer: "Vamos caminhar". Todos nós temos os mesmos desafios, porém hoje vocês estão presas, mas nós também podemos estar presos, livres. Então, meus irmãos, este o momento do sentido da música no sistema prisional tem muito de você, que você nos convive e nos convoca que um dos da virtude do seu propósito existencial é sensibilizar a todos nós com a sua canção. Gratidão por esse momento. Obrigado. Foi muito especial, viu? Gratidão a todos vocês, meus irmãos. Gratidão, o carinho, a energia que a gente tá sentindo aqui. Tá tá tá lindo, né? E a gente já volta. Eu e Afro, nós vamos dialogar mais falando sobre Solange, vem aqui. Eh, nós vamos conversar eh sobre o sistema, o sobre a assistência espírita no sistema prisional, logo depois do nosso irmão Edivaldo Roberto. Agora nós vamos chamar um irmão amigo da alma de longa data. Eh, tudo que nós desenvolvemos aqui no estado de Mato Grosso, na área da

no sistema prisional, logo depois do nosso irmão Edivaldo Roberto. Agora nós vamos chamar um irmão amigo da alma de longa data. Eh, tudo que nós desenvolvemos aqui no estado de Mato Grosso, na área da promoção social espírita e agora também da promoção do espírito imortal na assistência espírita do sistema prisional, Edivaldo Roberto de Oliveira é um amigo da Federação Espírita do Estado de Mato Grosso, do estado do Rio de Janeiro e que também está nessa conexão desse trabalho no estado do Rio de Janeiro. Então é com você, meu irmão Edivaldo Roberto. Queridas e queridos, conosco Jesus. Primeiro cabe uma palavra breve de agradecimento ao carinho de sempre, o convite gentil e mais do que a compreensão amiga, porque hoje, 12 de abril, a minha filha, a caçula, aniversaria e eu tardei a organizar a minha agenda. que eu dependia dela. O que que ela queria fazer como jovem, ela optou por estar conosco, sua família almoçando juntos e ela não queria abrir mão na parte da tarde de ir, como faz todos os sábados à mocidade. E aí eu tive que pedir a compreensão e e recebi essa generosidade de fazer uma alteração no programa. O nosso encontro é tão suave, tão fraterno, começou com a leitura de uma carta. O missivista era alguém que esteve eh como um apenado, um privado de liberdade. Isso me levou a pensar que em nosso estado do Rio de Janeiro, o trabalho e feito por uma mulher pioneira na causa e da lenda de Agui Armado começou com cartas. Ela foi solicitada a escrever cartas a prisioneiros privados de liberdade do estado do de Santa Catarina, que iniciara um trabalho de visitação aos apenados. Pois bem, mandando as suas mensagens para ele, um deles toma a mensagem recebida e encaminha para eh para o Rio de Janeiro para chegou às mãos de prisioneiros ou de um dado prisioneiro, de um dado privado de liberdade do sistema prisional do Rio de Janeiro. E este após ler e conhecer o trabalho da Idal Linda de Águia Armados, solicita-lhe que faça o mesmo aquilo que era feito em Santa Catarina, que além

e liberdade do sistema prisional do Rio de Janeiro. E este após ler e conhecer o trabalho da Idal Linda de Águia Armados, solicita-lhe que faça o mesmo aquilo que era feito em Santa Catarina, que além das cartas, das mensagens radiofônicas que ela fazia na Rádio de Janeiro, que ela pudesse realizar um trabalho nos presídios do nosso estado do Rio de Janeiro. e ela aquece, vai atender a essa solicitação, fazendo uma visita a primeira em março de 1000 eh 956 ao presídio federal de então, o Instituto Penal Hoje Lemos Brito. em conversação com os diretores daquela unidade penal, ela recebe autorização e no dia 28 de julho do mesmo ano, ela inaugura a primeira escola, era como ela chamava, escola espírita dentro das unidades penais, utilizando-se das obras básicas essa primeira escola denominada a caminho da redenção. Mas pensando em cartas para lá e para cá, tenho aqui comigo uma anotação preciosa que talvez historicamente nos traga a primeira carta, quem sabe, que chegou às mãos de Allan Kardec em 863. Ela é datada de 20 de setembro de 1863. Diz a carta, eu vou ler apenas um pequeno trecho. Senhor, dirigindo-se Allan Kardec, tive a felicidade de ler, de estudar alguma de vossas excelentes obras, as obras básicas, portanto, tratando do espiritismo. O efeito desta leitura foi tal sobre o meu ser, que julgo dever com isso tomar-vos a atenção. Mas para que me me possais bem compreender, penso necessário vos dar a conhecer as circunstâncias em que me acho colocado. que ele prossegue o missivista. Tenho a infelicidade de ter sido condenado a 6 anos de reclusão, justa a consequência da minha conduta passada. Assim, não tenho direito de me queixar. E se o relato, se o relato é a bem da ordem, ele prossegue apenas um mês. Eu me julgava perdido, porque hoje pensa o contrário. E por que a esperança luz em meu coração? Não será porque o espiritismo, desvendando-me a sobremidade de suas máximas, fez-me compreender que os bens terrenos nada são, que a felicidade só existe realmente para os que praticam as

meu coração? Não será porque o espiritismo, desvendando-me a sobremidade de suas máximas, fez-me compreender que os bens terrenos nada são, que a felicidade só existe realmente para os que praticam as virtudes ensinadas por Jesus Cristo, virtude que nós, que nos aproximam de Deus, nosso pai comum. Não é também porque caído no estado de abjação, estragado para a sociedade, posso esperar renascer de alguma sorte e, desse ponto de vista, preparar minha alma para uma vida melhor pela prática das virtudes do meu amor a Deus e ao próximo. Não sei se são bem estas as verdadeiras causas da mudança que em mim se operou. O que sei é que todo o meu ser, que em todo o meu ser se passa algo que não posso definir. Estou melhor disposto em frente aos infelizes que, como estão colocados sobre a férola da sociedade. Tenho certa autoridade sobre uma centena deles. Estou bem decidido a só usá-la para o bem. Minha posição moral parece-me menos penosa. Considero meus sofrimentos como uma justa. expiação e essa ideia me ajuda a suportá-la. Enfim, não é mais com sentimento de ódio que considero a sociedade, rendo-lhe a justiça que lhe é devida. Eis o estou certo. As causas que reagiram sobre o meu espírito e que no futuro farão de mim, tem uma suave esperança, um homem amante e servo de Deus e do próximo, praticando a caridade e seus deveres. E a quem deverei render? Graças por essa feliz metamorfose, uma transformação íntima de dentro para fora? Eh, que de um homem mal terá feito amante da virtude, inicialmente a Deus, a quem devemos tudo referir, e, em seguida aos vossos excelentes escritos, as obras básicas. Assim, Senhor, permiti que volo diga: "Esta carta tem por objetivo vos assinalar toda a minha gratidão". Ele vai prosseguir. Eu vou aqui parar, mas vou destacar uma expressão que ele utiliza. Mas ele fala assim: espírita. Ele entende que as obras básicas foram um meio, um instrumento de um processo educativo na mais lima expressão. Aquela educação que, segundo Allan Kardec, é mudança de

a. Mas ele fala assim: espírita. Ele entende que as obras básicas foram um meio, um instrumento de um processo educativo na mais lima expressão. Aquela educação que, segundo Allan Kardec, é mudança de hábitos, vem de dentro para fora. É um conhecimento que a doutrina é que se lhe adentrou o coração, loizando-o como consolador, tal qual se encontra no Evangelho Segundo Espiritismo, capítulo sexto. O espiritismo é um conhecimento que faz o homem saber de onde vai. Ele aprendera de onde viera, por estava naquela situação, qual seria o seu futuro que estava nas mãos dele. Era um conhecimento consolador. E Allan Kardec, por final, ele vai fazer uma observação que está na mesma revista espírita 1863, eh, novembro, diz Kardec. Assim, esse senhor Beno simples operário, era um exemplo recente do efeito moralizador do Espiritismo e, por sua vez, já traz ao bom caminho uma alma desviada. Ou seja, aqui está uma outra eh registro histórico, talvez um primeiro trabalho feito por um espírita dentro de uma unidade penal. Um operário eh transformado porque conhecer a doutrina espírita pelas mãos de uma senhora espírita daquela cidade francesa, pôs-se a ir ao encontro do o homem privado de liberdade para lhe levar à doutrina espírita. E prossegue Kardec devolve a família e a sociedade um homem honesto, eh, um homem honesto invés de um criminoso, boa obra para o qual concorreu uma senhora caridosa, estranha, a ambos, mas animada do único desejo de fazer o bem. Aí está. E Kardec diz: "Espíritas, eis desses milagres de que vos deveis orgulhar, que todos podeis operar e pelos quais não necessitais de nenhuma faculdade excepcional, porque basta o desejo de fazer o bem". Se o Espiritismo tem tal poder sobre as almas manchadas que não se deve esperar para a regeneração da humanidade quando ele tiver convertido em crença comum a e cada um empregar na sua esfera de ação. Pois bem, aí está feito esse registro com o qual, né, a nossa conversa nesta manhã, nesta oportunidade. O tema proposto para a minha

vertido em crença comum a e cada um empregar na sua esfera de ação. Pois bem, aí está feito esse registro com o qual, né, a nossa conversa nesta manhã, nesta oportunidade. O tema proposto para a minha fala repete o do primeiro encontro. É o capítulo 11 do Evangelho Segundo o Espiritismo, item 14, caridade para com os criminosos. E eu fiquei a pensar, por que que esse item 14, que se encontra no capítulo 12, no capítulo 11, não está no capítulo 12, que é o amor ao inimigo. Pode parecer estranha a minha reflexão, mas não creio que seja, porque historicamente, desde os recuados tempos da história humana, os criminosos são considerados inimigos da sociedade. Eles são identificados como inimigo. Eu tô usando uma expressão identificado como inimigo, que é uma eh uma expressão que se apoia na psiquiatria, eh, na quando explica os delírios perscutórios. Aquele que experimenta um transtorno mental que o leva a ter delírios persecutórios, ele elege o inimigo. A sociedade tem eleito eh tem elegido inimigos historicamente. Desde os recuados tempos. Ela se sente amaldiçoada por conta de uma praga. Aí elege alguém. o ranceniano, por exemplo, a mulher e o o louco, o prisioneiro tem sido excluído como eh inimigos da sociedade. O tempo avançou, alcançamos a Revolução Francesa que nos trouxe, alargou os direitos humanos, o direito eh individual, eh os direitos individuais, os os direitos políticos e sociais, os avanços aconteceram na legislação. É, é corrente que e na contemporaneidade as melhores legislações remetem todas elas a um princípio da dignidade da pessoa humana que se atribui a Emanuel Conte, que inaugurou uma era nova na ética contemporânea. Todo ser humano, pela condição mesma de humanidade, é possuidor de dignidade, independente que ele seja. pode ser um estuprador, um canalha, mas ele pertém. Isso afirma eh Emanuel Kant. é o único valor que é irredutível, porque não nasce da comparação de uma coisa com a outra, é próprio da condição de humanidade. Então, por que, apesar dos

mas ele pertém. Isso afirma eh Emanuel Kant. é o único valor que é irredutível, porque não nasce da comparação de uma coisa com a outra, é próprio da condição de humanidade. Então, por que, apesar dos avanços nos direitos, a sociedade ainda continua a olhar esse outro que está apenado como um como eh por conta da sua condição de criminoso, assim, ele é ele é um inimigo. Veja, então a primeira questão a romper é esta. Este é o grande desafio. Quando o nosso querido Afro fala das sombras coletivas, esta é uma a vencer, a superar. Por isso, sabiamente os espíritos apontaram a Kardec. Caridade para com os criminosos. é no capítulo eh 11, que é o capítulo do amor. Exatamente. Não é um amor condicional. Porque no capítulo 12, Allan Kardec explicando sobre o amor inimigo, quão difícil é experimentá-lo, é porque há uma rejeção fluídica, há algo além de quaisquer outros aspectos, até medido, eh, fisicamente a aquilo que popularmente nós ouvimos, ah, meu meu santo não cruza com o dele, né? E Allan Kardec vai construindo no capítulo 12 uma possibilidade de superação dessas dificuldades para uma convivência pacífica. É verdade. Mas voltando ao capítulo 11, o que tá descrito ali é o amor numa dimensão ampla, sem nenhuma condicional. Porque há pensadores que em falando do amor, como se tivesse lido o item oitavo do capítulo 11, lei de amor de Lázaro, que o amor é um processo em cada um de nós, porque é da nossa essência, mas é preciso amadurecimento. Há há um estágio amoroso, ágape, pleno de generosidade. É o amor de Jesus absolutamente oblativo, que nós, por enquanto, ainda não podemos experimentar por inteiro, dada a nossa condição evolutiva, ético moral. Dito isso, eh, usando uma certa expressão que também o Afro usou, muitos de nós amamos por obrigação, por dever, a consciência esclarecida. Entendemos que temos que começar a experienciar o amor. Não é o amor ainda pode ser o amor filóso de no tom da amizade possível, mas eh a caridade para com os criminosos está colocado exatamente neste neste

emos que temos que começar a experienciar o amor. Não é o amor ainda pode ser o amor filóso de no tom da amizade possível, mas eh a caridade para com os criminosos está colocado exatamente neste neste capítulo 11 do aprendizado do amor. E ao encontro desse criminoso é para os outros aprendizado do amor. Nós estamos aprendendo amar. Por isso o texto do capítulo do capítulo 14, 11, item 14 diz: "Deus permite que haja grandes criminosos entre vós para vos ensinardes. É para aprender com eles, pela empatia nos colocando no lugar deles e em olhando as sombras que neles moram, que os levaram talvez à cena do crime, olhar as nossas próprias sombras num encontro de profundo amor. Esta é a lição, esta é o ensinamento. Agora, é interessante que pensando nesse capítulo 11, item 14, como foi que ele nos chegou? É, é bom lembrar que o trabalho de Kardec foi de um homem de ciência, um nobre pensador, mas de coração amoroso. E ele eh garimpava as mensagens usando revista espírita. Exatamente. Revista espírita. E este esse item 14, ele vai tirá-lo da revista espírita de novembro de 186 e2. E ele vai dizer algo muito curioso, eh, porque quando a gente lê esse item, como está posto eh no Evangelho, às vezes ficam algumas dúvidas, porque faltou um introito que Kardec faz exatamente na revista espírita. é o seguinte, é muito pequeno. Ele ele na revista ele registra um uma circunstância na qual a mensagem foi psicografada e por Elizabeth de França. Era um grupo espírita de árvore e eles estavam conversando. E Kardec diz assim, eh, escreve-nos que em consequência de uma conversa a respeito de um criminoso do Mularde, o espírito da senora Elizabeth de França, que já havia dado várias mensagens, apresentou-se espontaneamente, editou a página. Veja, é curioso, né? dá aquela vontade de voltar no tempo e e e saber o que que eles conversavam ao ponto de provocar uma comunicação espontânea. Talvez eles tivessem naturalmente em dúvidas, o que seria normal como é hoje. Quando nós dizemos, estamos aqui a dizer que a que

e que eles conversavam ao ponto de provocar uma comunicação espontânea. Talvez eles tivessem naturalmente em dúvidas, o que seria normal como é hoje. Quando nós dizemos, estamos aqui a dizer que a que de resto os preconceitos ainda nos levam a olhar o criminoso, aquele que está apenado como um um inimigo. Eu não estou a condenar longe de mim, estou a constatar e trazer para uma reflexão. Talvez muitos de nós numa conversa ou outra poderíamos dizer: "Não, ele mereceu mesmo, tem que tá preso, é pouco tempo, não é? É 20 anos, tem que ser mais". Talvez estivesse conversando sobre isso, dizendo: "Não, é um criminoso terrível, é um assassino." E é curioso que essa página que vai ser o item 14 do item do capítulo 11 do Evangelho, ela é aqui está antecedida por um por uma mensagem que lá no Evangelho vai ser o item 15, assinada pelo espírito Lomé, que diante de um problema moral que lhe é colocado, somos nós a confrontar tá diariamente com esse problema moral. Cabe fazer o bem a um a um malfeitor? Essa é uma dúvida recorrente em nossas sombras. Até que ponto cabe ajudar alguém que cometeu crime? E aí, eh, a, a questão moral que Lené vai responder aqui antecedendo a mensagem de Elizabeth de França, que vai ser o item 15 do capítulo 11, é assim, a pergunta é esta. É uma pergunta, porque sempre a questão moral é uma pergunta, portas adentro da nossa própria consciência, de cada um e da própria sociedade. Um homem está em perigo de morte. Para salvar é preciso arriscar a vida. Sabe-se, porém, que aquele é um malfeitor e que se for salvo, poderá cometer novos crimes. Apesar disso, devemos arriscar-nos para a para o salvar. É o que nós pensamos. Cabe salvar um criminoso, não deixá-lo lá aprisionado, não é? Isso é natural, entre aspas, compreensível em nosso estágio atual evolutivo, tá? Precisamos entender as contradições que há na sociedade, porque há em nós. Nós construímos a sociedade tal qual ela é, ela nos reflete e somos nós que a construímos, que temos que transformá-la a partir de nós mesmos.

er as contradições que há na sociedade, porque há em nós. Nós construímos a sociedade tal qual ela é, ela nos reflete e somos nós que a construímos, que temos que transformá-la a partir de nós mesmos. Herculano Pires diz que isso é um trabalho de pensa, não é mudar a nós para mudar a sociedade depois. é simultâneo. Por isso o trabalho é de ir aos prisioneiros para amá-los, para aprender a amá-los, crescer na capacidade de amar com eles, num trabalho difícil, mas congruente e honesto conosco mesmo, não negando as nossas sombras e fragilidades, mas enfrentando-as nesta relação a ser construída com ele passo a passo, como foi dito. Lembrando aqui o o Pequeno Príncipe naquela música do cativar. Como é que eu faço isto? É um ritual, diz a raposa pro pequeno. Tem que ser um ritual, a mesma hora, o mesmo, o mesmo dia. É um bom ritual, porque cria-se a boa expectativa para ambos. Então, esta é a lição e de tudo que nós podemos ler aqui da carta ouvida. e lida aí. E do que recebemos com muita eh carinho as palavras do nosso querido Afro, o que que temos a pensar? Eu volto a um outro a um um outro eh texto que está em revista espírita, esta de 1864, quando em duas oportunidades, duas mensagens chegam a Kardec falando de um outro criminoso. E há uma dúvida que pode aparecer nesse trabalho. Será que ele mudou de fato? Ele diz que mudou, que a mensagem, a vivência conosco mudou. Era uma dúvida que apareceu, eu não vou me adentrar nisso por conta do tempo, mas tá lá. Quem quiser eh ter isto, seria muito bom que os trabalhadores fossem à revista espírita 1864 e lesse as duas cartas, a de outubro, eh, e a de novembro, um criminoso arrependido. É uma grande sempre uma grande dúvida que a gente precisa meditar e enfrentar também. Pois bem, nesse nesse número, eh, novembro de 1864, além desta eh um criminoso arrependido, Kardec fala de um, ele apresenta uma carta, uma palestra que ele fizera aos espíritas de Bruxelas e Antuérpia. E ele na fala, ele talvez afro, ele comece a trazer daqueles dias de hoje as

arrependido, Kardec fala de um, ele apresenta uma carta, uma palestra que ele fizera aos espíritas de Bruxelas e Antuérpia. E ele na fala, ele talvez afro, ele comece a trazer daqueles dias de hoje as sombra do movimento espírita, porque ele vai trabalhando o tempo todo dizendo o que que é ser um espírito. É aquele que é tocado no coração. É a condição sinequá, tem que ser tocado no coração. Essa mudança não vem do cognitivo apenas da aproximação intelectual com a doutrina. Ela, a mudança, ela tem um start, uma partida que advém do coração louarizado, consolado e que vai nesse processo de transformação. E ele vai dizer quais são as consequências da doutrina espírita. é para onde eu vou caminhar para poder concluir. Ele vai dizer que esse conhecimento novo que ele chama de ciência positiva, consoante a cultura da época, vamos lembrar que havia uma esquina na história humana, naquela naquela naquela quadra histórica do século XIX. houvera acontecido a Revolução Francesa, que trazia um sonho de liberdade, fraternidade e igualdade, eh, a partir de uma eh referência histórica cultural. Jean Jaque Rousseau, o o genebrino, e entre os seus livros escreveram uma proposta de um modelo de sociedade cujo contrato social, um documento de relação entre os pares de uma sociedade, deveria ser a compaixão de Jean-Jaca Rousseau, uma nova ordem, não econômica, social, mas antoral, para sustentar a ordem social e moral. a compaixão. Aí nascer a solidariedade, que é outro nome da fraternidade proposta naquele momento da Revolução Francesa, marcada por eh terrivelmente pela pela manchado pelo sangue, eh, equivocadamente, diz a história que Paulá, por exemplo, um desses revolucionários, ele assinava sentença de morte com a mão e a outra mão na Bíblia. são as contradições do ser humano. Então, naquele contexto da razão, dos direitos, também a mesma razão que trouxe a ciência, trouxe uma filosofia nadaísta, seticista, era o materialismo mecanicista, como que desenhando um futuro da humanidade que será descrito

razão, dos direitos, também a mesma razão que trouxe a ciência, trouxe uma filosofia nadaísta, seticista, era o materialismo mecanicista, como que desenhando um futuro da humanidade que será descrito por Eric Fron numa expressão notável. O homem do século XIX ousou em sua loucura matar Deus, decretou-lhe a morte. E o homem do século XX a morte do próprio homem, não só através de drones terríveis com bombas eh tenebrosas, é a desumanização nas relações, é o individualismo, é a competição desenfreada, é o consumismo. Tudo isto é filho de e é filho do materialismo e também do outro lado de um equívoco da superdição, da crendice, do sobrenatural, de um modelo religioso superado. Isto é importante refletir, porque a doutrina chega quando alguns pensadores, uma minoria, pensavam a possibilidade que era possível uma filosofia espiritualista. Sim. mais racional. É, e é com esta proposta que Kardec se identifica no seu trabalho. E ele vai dizer que essa esse novo conhecimento que traz o elemento espiritual estudado cientificamente, metodologicamente na relação com o mundo material, é isso que vai inaugurar uma nova ordem, uma ordem moral. E que é esta ordem moral? É aquele sonho de de Jean-Jacques Roussa. A compaixão nas relações humanas. É isso que vai curar a sociedade, que vai curar as nossas sombras. É essa experiência extraordinária que podemos experienrar a casa do caminho, que são hoje o convite para as casas espíritas e para além delas as escolas espíritas nas unidades penais, como sonhara e da linda de Aguiar Matos. E essa nova ordem moral, segundo Kardec, ela pode ser entendida com duas perguntas para que eu não vá mais longe do livro dos espíritos. Uma complementa a outra. A primeira é 886. O que é caridade? Segundo é inconformidade com Jesus. E ela é uma tríade benevolência. ela é eh perdão e indulgência. É muito interessante a análise dessa eh dessa ordem moral, porque aí tem uma há uma síntese, o perdão, ela é uma expressão de uma transformação ético comportamental na emocionalidade, que é

dulgência. É muito interessante a análise dessa eh dessa ordem moral, porque aí tem uma há uma síntese, o perdão, ela é uma expressão de uma transformação ético comportamental na emocionalidade, que é o nosso grande pedra de tropeço, as emoções. Somos herdeiro das paixões, ainda guardamos próximos do egoísmo que estamos e ainda distantes do amor verdadeiro. Toda uma dificuldade no campo emocional. Há um há uma distância entre o que nós conquistamos no campo da intelectualidade com a nossa minoridade emocional. Somos ainda imaturos. O perdão, ele é uma experiência emocional profunda. Ele é do latinho perdonar, é da donar e dar ao outro a oportunidade, dando-me a mim mesmo essa experiência emocional libertadora. Porque na expressão de Miri Lopes, o psiquiatra nobre, entre aquele que odeia e o odiado há um laço que só o amor pode dissolver. Não é romper com violência, é com amor, diluir na expressão de Joa de Angângelas. E a indulgência indúcere do latim é ser doce por dentro. É uma forma de compreender como Jesus propusera naquele encontro eh notável, quando uma mulher lhe é apresentada como adúltera e os homens têm nas mãos homens, somente homens no patriarcado daquela época tem nas mãos pedras que expressam a pedra que tem no coração. Eles são duros pela lei, pelo fanatismo, pela falsa religião. E Jesus abre-se a oportunidade da doçura, endúcere, ser doce por dentro para compreender o outro, aquele que por algum motivo trilhou o caminho do erro e do crime. Ele perde de mim indúcere um coração doce marcado pela compreensão. Benevolência. Benevolência. benevolar da vontade no bem, o serviço no bem como persistência. E a outra pergunta, resposta complementar é 888. Quando Kardec pergunta se essas ações, ainda que de boa vontade, como a esmola, resolveria a grave questão da humanidade do século XIX ou do século XX. E vai tendo toda uma construção pro Vicente de Paulo e a certa altura ele descreve a ordem moral. É, é profundo. Ele diz assim: "Na intimidade da matéria, o amor é atração. A força

IX ou do século XX. E vai tendo toda uma construção pro Vicente de Paulo e a certa altura ele descreve a ordem moral. É, é profundo. Ele diz assim: "Na intimidade da matéria, o amor é atração. A força que agrina, os elementos, os elementos simples da matéria que é identificado pela ciência como atração, é amor. É o embrião do amor. E na no reino dos homens, o amor é atração. Vou dizer que uma e outra coisa é uma só. É, é o amor como força da ordem moral. Isto a doutrina espírita nos traz com clareza e precisão nessas duas questões e em outras, mostrando-nos quão distante ainda que estamos da construção de uma sociedade cuja base seja a ordem moral. Há muito o que fazer, mas os prepassos inaugurais estão sendo dado. As cartas a Lida hoje nos dizem isto e aquela que Kardec recebeu de um operário que eh tomar a doutrina espírita e se transformar ao ponto de virar um trabalhador do bem, um alguém a serviço do bem. Ele receber o convite, se pôs a caminho para compartilhar com alguém que estava apenado a mensagem espírita. Este é o convite, caridade para com os criminosos. Por enquanto os teremos, enquanto não mudarmos nós mesmos e a sociedade, eles a estarão como sinais de uma sociedade doente. Doente pelo interesse no dinheiro, no consumismo, no ter. E esta toda esta visão de uma nova ordem moral eh proposta por Jesus como primeiro passo. Dizem os sociólogos que Jesus inaugurou a moral universal, a moral eh a ética eh urbe e etiorbe para a cidade, para o mundo. foi a primeira que se iniciara embrionariamente lá na primeira revelação, o amor a Deus e amor ao próximo. E que com a doutrina espírita avança numa proposta de transformação humana, é coletiva, num grande trabalho. Esse é um trabalho coletivo. Kardec vem nos ensinar que este trabalho dos espíritos há que ser um trabalho coletivo, como ele ensinou. Ele apaga-se na sua individualidade, dizendo que o espiritismo não era uma obra dele, de um homem, era de um coletivo. E esse trabalho, este com nos presídios ou qualquer outro, tem que ser de coletivo,

e apaga-se na sua individualidade, dizendo que o espiritismo não era uma obra dele, de um homem, era de um coletivo. E esse trabalho, este com nos presídios ou qualquer outro, tem que ser de coletivo, tem que ser um um trabalho colaborativo de uns com outros, um amparando o outro para que esse trabalho avance, superando as dificuldades próprias de uma transformação da sociedade. Então essa ideia de Jesus experienciadas pelos meus cristãos vai aparecer mais tarde em alguns momentos da história. Vai aparecer entre os cártaros, vai aparecer com povorelo de Assis, vai aparecer de um jeito ou de outro na revolução francesa. que no século passado um psicanalista, um pensador dos melhores, Eric Fron, escreve um livro Psicanálise da sociedade contemporânea e ele desenha essa ordem moral que o Espiritismo houvera trazido no século XIX. Ele fala do amor. Ele diz que o grande desafio dos tempos atuais, desde aquela hora em que ficamos de pé pela inteligência, deixando a condição de animalidade, tornamos-nos homines espíritos na condição de seres inteligentes. O desafio foi sair dessa relação com a natureza, formar a nossa própria identidade, certo? Mas eh estabelecer um modelo de relação uns com os outros, que tem dois desafios extraordinários na frente, eh que são marcado por uma palavra que é duas palavras que vem juntas, sadomazoquismo. Nós precisamos de construir relações saudáveis, que não nos firam, que eh não nos tire a nossa autoestima. Não pode ser masoquista. O amor ao outro não pode ser um ato masoquista de dependência minha ao outro por culpa, quase sempre por culpa, mas também não pode ser algo aparentemente melhor, porque é o sadismo, a violência. É, é essa a dialética em que nos encontramos ainda. Mas só tem uma saída saudável, é o amor. Se não podemos, por enquanto, ter o grande amor das almas iluminadas, um povorelo deismo, uma rato, uma grande, que amemos com o nosso tamanho, com as nossas limitações, mas amemos. Essa é a coragem. Holly, o psicanalista americano, falava da coragem de ser, que

inadas, um povorelo deismo, uma rato, uma grande, que amemos com o nosso tamanho, com as nossas limitações, mas amemos. Essa é a coragem. Holly, o psicanalista americano, falava da coragem de ser, que é a coragem de amar. Esse é o maior desafio que a sociedade, a humanidade atual eh eh enfrenta. E aqui nós vamos encerrar com os corações ao alto, pela alegria deste momento, dessa convivência. Eu, como disse, agradecer a oportunidade de alterar programa. Então eu queria estar esse trabalho me toca, está aqui no Rio. Eu quando eh acompanhei atentamente aí a performance, ouvi claramente o que eu já sei pelo trabalho que faço. Nós somos a terceira população carcerária eh feminina. Isso é doloroso. Não estou descurando a prisão do homem, mas estô querendo trazer. Eu estou trabalhando com isso. Eu sou assistente social voluntário de um comitê eh de política judiciária da primeira infância aqui no Rio de Janeiro, porque eh as vítimas elas são, é verdade, mas os filhos dela. E a lei avançou, o Código Penal mudou dizendo que há há que ser feito um trabalho de convivência. As crianças não podem ser punidas também, porque tidas e avidas como criminosas, como as suas mães, o são nesse eh no rol dos preconceitos. É um trabalho importante. Meu estado só tem uma unidade materna infantil para todo o estado. Foi um avanço. Quando a mulher é pesa presa grávida, com 7 meses ela vai para essa unidade. Lá tem a criança e ela lá permanece mais de 6 meses. Mas é preciso um esforço. Está no papel, tá na lei, tá no SUAS, mas tá na no marco legal da primeira infância. Mas que dificuldade fazer esse trabalho com essa, não são elas que são as limitadoras, somos nós. Esse modelo de sociedade que se burocratizou ao excesso até para fazer o bem, não entendendo a a leveza. Esse trabalho é artesanal. Esse trabalho de relação sempre será artesanal, por mais tecnologia que se tenha, porque é uma outra tecnologia ainda não praticada, mas proposta, a ternura, tal qual está no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo 13,

o sempre será artesanal, por mais tecnologia que se tenha, porque é uma outra tecnologia ainda não praticada, mas proposta, a ternura, tal qual está no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo 13, item 17. Deixai que os vossos corações se enterneçam. É hora de deixar nossos corações se enternecerem. Quanto mais violência houver, quanto mais ensandecidos governarem o mundo, que não nos permitamos a outra ação que não seja essa, deixar nossos corações se enternecer. Que assim possa ser. Obrigado. Muita paz, Edivaldo. Gratidão pelas reflexões, né, pelo convite amoroso, eh, que você sempre traz conosco. Afro foi pro seu lar, à tarde ele retorna para cá, mas está aqui à disposição para o diálogo aqui neste momento que nós vamos ter agora. Eh, momentos para as nossas reflexões. Eu e Solange, nós vamos até meio-dia. Eh, a reflexão que eu falei sobre a doutrina espírita e o sistema prisional, nós vamos fazer depois da fala eh do Hélio à tarde, tá? Então, neste momento, nós vamos passar, nós estamos aqui com alguns trabalhadores na Federação Espírita do Estado de Mato Grosso. Eu vou chamar o Philips que ele vai fazer uma pergunta e aí a pergunta eh Afro e Edivaldo pode responder. Vem para cá, Felipe, você fazer a pergunta. Sim, pode. Então, a minha dúvida é o trabalho. Acho acho que você vem para cá para na câmera. Sim, na câmera conosco. Senta aqui para cá. Tá aqui. Aí tem que outro. Vai fazer pergunta. Ô, só fazer uma pergunta, não vou palestrar. A minha pergunta é a no o trabalho, né, do dentro do cárcere, ele basicamente é elevar à doutrina, né? Só que dentro do movimento espírita existem trabalhos, né? Espíritas de mediunidade, né? que tem a ver com a desobsessão ou comunicação com espírito. E a minha pergunta é se existe eh nessa atividade do movimento espírito dentro do cárce algum tipo de trabalho ou algum momento vai se buscar levar essa esses tipos de atividade para dentro do cárc. Eu acho meio difícil, né? Até aceito também, né? Eu falo que o movimento espírita vai ter

algum tipo de trabalho ou algum momento vai se buscar levar essa esses tipos de atividade para dentro do cárc. Eu acho meio difícil, né? Até aceito também, né? Eu falo que o movimento espírita vai ter uma atividade, pessoal que não conhece muito confunde, né? Religiões de matriz africana que também tem comunicações com espíritos, né? eles acabam confundindo. Então, um trabalho de mediunidade, eu acho muito complicado também dentro de uma unidade, né? Mas se existe essa possibilidade também, né, de desobsessão, de comunicação espiritual, né, para levar uma mensagem de parentes pros próprios presos, né, não sei se tipo de de atividade pode acontecer. Essa é a minha dúvida. Difícil, né, Rafivaldo, quem quer começar a fazer a reflexão aí? Ah, Edivaldo. Tá, então vamos passar pro Edivaldo. Grata, Philips. Eh, olha só, esse trabalho, eh, meu querido perguntador, que eu não gravei o nome, né? Eh, naquilo que eu disse das conquistas históricas dos direitos, quando eu me citei 18 1956, a primeira escola aqui no Rio Cara, de lá para cá houve grandes avanços. Existe hoje um Conselho Nacional de Políticas eh penitenciárias, criminal e penitenciária. Ela regula esse trabalho como direito. Isso é da Constituição Federal de 88. A assistência ao apenado é um direito dele. E é bom lembrar o que a o próprio Ministério da Justiça diz. Todos nós que vamos lá fazer esse trabalho, nós somos um agente público fazendo esse trabalho que é do estado. O estado como ente jurídico de caráter permanente teria que fazer esse trabalho. Ele nos delega a nós, entrega na mão do jurigioso para atender um direito do apenado. É um dever do estado garantir esse direito. Agora tem regras, certo? É, avançou muito. Houve, acho que foi o ano passado ou o ano eh retrasado, saiu uma nova resolução desse conselho. É, ampliou as possibilidades. Esse trabalho, por exemplo, de teatro pode ser feito lá dentro. O trabalho de música pode ser feito, pode ser roda de conversa, pode ser atendimento espiritual. A, aguarda, por uma questão

ibilidades. Esse trabalho, por exemplo, de teatro pode ser feito lá dentro. O trabalho de música pode ser feito, pode ser roda de conversa, pode ser atendimento espiritual. A, aguarda, por uma questão de segurança, há outros trabalhos que são feitos na casa espírita, que não pode ainda ser lá executado, mas em não sendo lá o espaço físico, por exemplo, para uma assistência espiritual mediúnica, por que não fazer isso na casa espírita? Eu tenho aqui no Rio de Janeiro um companheiro que guardou uma série de comunicações mediúnicas de eh presos ou ex-presos já desencarnados, dando relatos da sua vivência transformadora dentro do presídio com esse trabalho espírita. Então, por que não, por que que não eh fazer essa junção? os que lá vão fazer o trabalho e a casa se pedo não tem nenhum impedimento, não. Ao contrário. Agora, se lá nós não somos médios no sentido ostensivo pleno, não vamos deixar de ser aqueles que têm o coração alto e ligado com a espiritualidade. Se eu perguntar aqui ao Afro, se eu perguntar a todo mundo, eu vou contar a experiência dessa vivência. Eu estava numa unidade penal debaixo do sol esperando e eis que a ida linda se me apresenta. Eu não sou ninguém especial, isso acontece com todo mundo, não é? É da nossa condição. É preciso que a gente admita o espírito, como Kardec propôs, essa relação entre o espírito, o elemento espiritual e o e o elemento material. Agora, a legislação eh estabelece algumas normativas para poder universalizar os que podem lá adentrar para fazer o trabalho eh de eh promover esse direito à assistência religiosa. Somos nós, os espíritas, os evangélicos, os católicos, as religiões afrodescendentes, como qualquer uma outra, não há distinção. Então daí umas regras gerais, não é? É porque aí aí ainda há uma uma contradição que eu experimento no sistema penal e ouço isso dos próprios dos próprios diretor. Olha, isso aqui é uma unidade de segurança. Parece que na hora do vamos ver prevalece o conceito de segurança, né? Nós estamos ainda numa cultura de

enal e ouço isso dos próprios dos próprios diretor. Olha, isso aqui é uma unidade de segurança. Parece que na hora do vamos ver prevalece o conceito de segurança, né? Nós estamos ainda numa cultura de controle, de proibição, de medo, de não confiança. Não podemos perder isto, né? que e o sistema penal com está na mão do Estado, esse ente jurídico de caráter permanente. Então, as contradições são próprias, entendo eu, desse momento histórico, mas que não nos impedem de fazer o trabalho. Ao contrário, eu vejo com um bom desafio para o o bom trabalhador no serviço do bem. Apro não tá saindo o seu som, Afro. Seu áudio tá fechado para mim. Tá aberto aqui. Tá fechado. Abriu agora. Oi. Abriu. Tá bom. Então, falando do nosso Edivaldo, né, que tem uma experiência vasta na área da assistência e promoção social, promoção espiritual, traz aqui aquilo que a experiência mostra que funciona ou que nós ainda precisamos ver o que possa funcionar. Eu sempre costumo dizer que estamos presos dentro de uma geração, como qualquer seres dentro do tempo do espaço e que obviamente tentarmos determinar alguma coisa muito vasta é um passo muito fácil pra gente cair num erro, né, num erro de conclusão ou num erro de conceituação, mas nós precisamos ter as bases do que hoje enxergamos para poder falar alguma coisa sobre funcionamento, eh, por exemplo, do trabalho espírita no nosso foco aqui, no sistema prisional. Todas as instituições elas têm um foco central, o princípio central de todas as coisas. Você vai numa escola, o princípio central da escola é educar. Às vezes você não pode estar feliz com a lousa, às vezes você não pode estar feliz com lanche ali ou com arquitetura da escola. Mas se essa escola deixar de oferecer para você a educação que você busca para você ou paraos seus filhos, aí te atinge. Hospital, núcleo central funcional do hospital é você ser atendido a ponto de sair dali eh eh curado ou pelo menos com o tratamento adequado. Às vezes pode ser que alguma coisa no hospital que outra

. Hospital, núcleo central funcional do hospital é você ser atendido a ponto de sair dali eh eh curado ou pelo menos com o tratamento adequado. Às vezes pode ser que alguma coisa no hospital que outra não está adequado, mas se isso deixar de existir, realmente o ponto central. Então, todas as coisas têm o seu núcleo central de funcionamento. Para que que aquilo serve, né? Quando nós olhamos hoje, né, uma penitenciária, como o nosso Edivaldo falou, para que que serve? Ponto central é a segurança. Pensar que é possível estender trabalhos espirituais mais complexos que existe no centro espírita dentro de uma penitenciária nos leva a entender então que é como se a gente pegasse o contorno de de um centro espírita, o contorno de uma penitenciária e a gente tentar se encaixar o quadrado dentro do triângulo, né, o retângulo dentro do círculo. Hoje essas formatações não combinam na geração que a gente vive, porque em tese nem o sistema penitenciário como está hoje estruturado daria conta de suportar atividades psíquicas, né, como a gente entende. Nem o Centro Espírita hoje eh estaria adequado, a equipe adequada para fazer um trabalho como esse de tal envergadura e tal complexidade. Entretanto, é interessante que no livro Em Busca do sentido de Victor Frankel, veja como certas coisas acontecem na história. Victor Frankel e é o psicólogo que passou pelos campos de concentração, escreveu depois o livro Em Busca do sentido e fundou a logoterapia, a terapia do sentido existencial. E ele conta uma experiência que ele passou dentro do campo de concentração. Certo dia ele foi chamado de improviso pelo médico responsável, médico da SS, o médico nazista, mas o médico responsável ali para participar de uma reunião, e ele diz esse termo, Vctor Frankl, uma reunião espírita dentro do campo de concentração. Então ele participou de uma reunião que eles faziam. Claro, era totalmente escondido, totalmente secreto, mas nessa reunião espírita, para você ter uma ideia, ali estava, por exemplo, o chefe, né, que era o o médico

cipou de uma reunião que eles faziam. Claro, era totalmente escondido, totalmente secreto, mas nessa reunião espírita, para você ter uma ideia, ali estava, por exemplo, o chefe, né, que era o o médico chefe do campo, o suboficial de saúde do campo, tinha até um colega estrangeiro, tinha secretário da enfermaria e tinha outras pessoas que ele diz que era um círculo ali, possivelmente até outros prisioneiros ou algum soldado também. E ali ele participa dessa reunião eh secreta em que obviamente essas pessoas eh alguma busca eles queriam sobre informações ou até elucidações, aparentemente, pelo jeito, seriam morais, porque a forma como eles convidaram Vctor Frankel foi muito respeitosa, a forma como eles convidaram Víctor Frankel foi muito eh foi muito livre, né? Então, não me parecia na descrição do livro que fosse algo ruim, mas só para entender que assim, tentativas como essa, né, podem ter acontecido além dessa experiência de Victor Frankel em outros lugares, mas como a gente sabe, a constituição de uma reunião mediúnica requer todo um preparo psíquico e um ambiente psíquico. Então, se a gente começar a perguntar, será que um dia vamos ter passe, né, o passe clássico dentro do presídio, será que um dia teremos uma reunião mediúnica dentro do presídio? O que a gente pode dizer hoje é que com as configurações atuais que a gente vê dos presídios, o sistema penitenciário, eh com as atuações que a gente vê, isso não tem eh não tem sinergia, tá? Não tem sintonia. Então, mas já temos sintonia para uma roda de conversa, temos sintonia para o estudo, temos sintonia para, claro, a oração, temos sintonias para as vibrações, mas para atividades mais complexas a gente vai precisar realmente de reorganizar o contorno e a estrutura da da do próprio sistema prisional. E pelo que a gente pode perceber, um evento como esse, esforços como esses, me parece que já é a semente do amanhã. Muito bom. A, o Edivaldo Roberto teve que sair, né? Ele tinha o compromisso que narrou pra gente no início. Grato.

er, um evento como esse, esforços como esses, me parece que já é a semente do amanhã. Muito bom. A, o Edivaldo Roberto teve que sair, né? Ele tinha o compromisso que narrou pra gente no início. Grato. Ah, eu só queria trazer uma reflexão e a gente já tá encerrando, tá? Tá lá no canal do YouTube. Depois a gente volta às 15 horas. Eh, só fazer uma reflexão dessa pergunta. Eu concordo plenamente com o que vocês colocaram, eh, quando nós falamos aqui no início da ambiência, né, da assistência espiritual que nós temos no presídio. E a Afro vai lembrar disso, né, eh, porque no o trabalho que é feito ali, existe toda uma assistência da espiritualidade para com a a as privadas de liberdade. E nós vamos conversar um pouco à tarde sobre isso, inclusive o diretor que eh quando nós começamos o trabalho aqui em Cuiabá, ele vai estar conosco, ele vai falar um pouco sobre isso na carta que nós lemos amanhã. Eh, na carta está dizendo assim: "A noite de sono diferente, coisa rara no presídio." Então, o que que a gente percebe com isso da assistência da espiritualidade? Eh, o nosso amigo Alberto Almeida traz para nós também as reflexões para o trabalhador que está numa mediúnica que há necessidade que ele passe pelo trabalho da assistência. E hoje eu vou fazer um convite aqui, aquele trabalhador que vá pra reunião mediúnica, que ele esteja também no trabalho da assistência espírita no sistema prisional, né? Porque existe eh o trabalho eh da assistência da espiritualidade com aqueles irmãos que estão acompanhando as meninas. O AP vai lembrar disso porque tem as mediúnicas do centro espírita do trabalhador que está e tem esses atendimentos, né? E ali naquele momento quando o Afro fala eh do passe convencional, mas há os abraços, né? Também Afro. E a gente sabe que que lógico que no presídio a configuração é instituir um centro espírita como hoje tem igrejas. Na verdade, hoje as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça é para não ter essa configuração. E nós, os espíritas, orientação da da as orientações da

ituir um centro espírita como hoje tem igrejas. Na verdade, hoje as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça é para não ter essa configuração. E nós, os espíritas, orientação da da as orientações da Federação Brasileira, eh que a gente que não tenha essa estruturação eh de de de terra aqui, aqui são os espíritas e tal, mas tem as escolhas, os convites, né, como as meninas também falam que estão conosco do candomblé da Umbanda, né, e ela até achou que ia ser discriminada ali. a gente acolheu, envolveu, teve o atendimento da Solange, da Sandrinha lá, que a diretora chamou para esse atendimento. Eh, a gente já vivenciou algumas situações ali também no sistema prisonal, é óbvio que a gente não tem aquela comunicação ali com os espíritos, mas eh afirmo para vocês que existe um planejamento do plano espiritual conosco, desde o que nós estamos desenvolvendo. a preparação daqueles que vão estar conosco, porque eh tinha também assim vários trabalhadores em desdobramento e tinha a conexão com tudo que ia ser realizado e a narrativa dos irmãos privados de liberdade trazendo para nós eh de que eles eles eles tinham uma percepção e parece que eles tinham sido preparado para estar ali naquele momento. Eu acho que isso é é interessante a gente perceber, né, Solange também, eh, desse convite que nós temos também, eu e Solange, nós estamos liderando esse trabalho e a gente assim, o convite especial é a preparação do trabalhador, né? Como eu vou preparar para uma mediúnica, eu preciso me preparar também para estar nesse trabalho, como o AF falou, eh, da energia que tem ali, né? E e eu lembro muito bem também que nos primeiros encontros o afro narrou para nós que tinha uma equipe de evangélicos no plano espiritual nos auxiliando naquele momento. E a gente sabe, vai lá nos livros eh eh onde eh eh Deoripos Basanufo, não é? É o transição planetária, quando eles acolhe ali na Segunda Guerra Mundial, eh eh Manuel Filomeno de Miranda, ele traz a narrativa de como é que os espíritos são

h onde eh eh Deoripos Basanufo, não é? É o transição planetária, quando eles acolhe ali na Segunda Guerra Mundial, eh eh Manuel Filomeno de Miranda, ele traz a narrativa de como é que os espíritos são acolhidos no plano espiritual. de acordo com eh o entendimento que ele tem aqui, né? Então, eh, no sistema prisional, como os espíritas, eh, mesmo dizendo, eh, recente que não é, eh, quando o, o, o Edivaldo Roberto coloca a narrativa das cartas de Paulo, da assistência espírita eh nos tempos de Kardec e hoje, nessa contemporaneidade eh a questão realmente de uma reunião mediúnica dentro do Centro Espírita Ela eh hoje não não a gente não visualiza assim, mas amanhã, né, quem sabe, né, Tá, você ia falar, amigo. Pode falar. Essa configuração atual, a gente de forma nenhuma, é o que eu disse, nós não podemos nos atrever a entender o que seria configurações futuras da nossa sociedade, mas entendendo isso como hoje, todos os elementos que a gente tem hoje, não. Outra coisa importante é lembrar que o trabalho da nossa federação espírita, como o trabalho da FEB hoje, como o trabalho de todas as instituições espíritas interessadas, é levar o espiritismo para o sistema prisional e não fundar centros espíritas, tá? Isso é muito importante, levar o espiritismo para o sistema prisional e auxiliá-los. Por quê? Porque a gente tem a ferramenta reflexiva, a ferramenta do conhecimento, a ferramenta da arte. Eles já já são ingredientes valiosos para sensibilização e para espiritualização. Agora, é claro que aqueles que queiram, né, como como se diz, eh a pessoa terminou o seu ciclo ali, fechou o seu ciclo dentro do presídio, tornou-se espírita, quer aprofundar, nada lhe impede, aliás, tudo lhe incentiva, né, a aprofundar o seu conhecimento dentro de um centro espírita, entrar em integração de conhecimento dentro de um centro espírita, participar como trabalhador, tornar-se um trabalhador ador da mediunidade, se assim ele se dedicar e se quiser, e fazer parte, com certeza, de uma grande falange de espíritos que

e um centro espírita, participar como trabalhador, tornar-se um trabalhador ador da mediunidade, se assim ele se dedicar e se quiser, e fazer parte, com certeza, de uma grande falange de espíritos que possam ajudar, inclusive outros espíritos do mundo espiritual ao imenso processo de arrependimento que o Cristo todo nos chama, tá? E é com certeza uma interação maravilhosa. Da mesma forma quebone do Amarel Pereira tornou-se a médium singular do arrependimento aos suicidas, por não dizer que muitos poderiam se tornar médiuns do arrependimento ao crime? E assim estamos todos nós, né, vinculados a esta tarefa. Gratidão, Afro. Eh, na diretriz que a gente tem da assistência espírita ao sistema penal e socioeducativo, tem uma questão muito significativa que são as peculiaridades da assistência espírita no sistema penal e socioeducativo, porque ela só se realiza eh com a conexão direta com todo o sistema de segurança diante do qual nós vivemos. Ela é fora da instituição espírita, ela requer o deslocamento do voluntário. Então, o trabalhador de qualquer área, ele pode estar participando dessa atividade, mas é muito significativo que a gente coloque essas pontuações diante do que foi colocado aqui. À tarde a gente vai trabalhar mais sobre a questão do método, de como esse trabalho se efetiva. Eh, e eu vou pedir pra nossa Sandra, trabalhadora da área da assistência, fazer a nossa oração de encerramento da manhã e convocando a todos ao retorno às 15 horas, horário de Cuiabá. À tarde, nós retomamos eh o início da tarde com uma carta de um trabalhador, o sentido do trabalho do bem em nossas vidas. Em seguida, nós temos a reflexão eh da importância do atendimento espiritual no sistema prisional. com o nosso Hélio da Federação ESP Brasileira. E em seguida nós vamos ter um depoimento de um um diretor eh do sistema prisional, o primeiro trabalho que nós começamos e ele vai falar para nós como foi esse trabalho e depois eu e o Afro nós vamos fazer uma reflexão da assistência espírita no estado do Mato Grosso.

ema prisional, o primeiro trabalho que nós começamos e ele vai falar para nós como foi esse trabalho e depois eu e o Afro nós vamos fazer uma reflexão da assistência espírita no estado do Mato Grosso. Depois nós vamos fazer uma roda de conversa Solange, Afro e Marquinhos. Nós vamos falar do método, né? como é que ah nós nos organizamos para essa sistematização desse trabalho. Então, até logo mais. Vamos orar com a Sandrinha. Vou ficar em pé mesmo. Querido amigo Jesus, aqui estamos, Senhor, nessa semeadura de paz, de amor, que possamos aos poucos, Jesus nos tornarmos cartas vivas do Cristo. possamos adentrar cada vez mais em nossos corações, nos tornando, Senhor, seres mais benevolentes, seres mais caridosos e indulgentes. possamos sentir Jesus em todos os momentos, lembrando, Senhor, cada momento da existência de Jesus nessa convivência amorosa com todos, seja com a mulher adúltera, seja com Dimas na cruz, seja com todos aqueles que anseiam pelo teu evangelho, rede vivo. possamos, Jesus cada vez mais nos redigirmos nessa carta amorosa dentro dos nossos corações, que possamos cada vez mais emanarmos e levarmos a tua mensagem a este sistema penal tão sofrido, tão amargurado. com pessoas tão necessitadas quanto nós mesmos e assim nos tornarmos verdadeiramente como Paulo de Tarso, prisioneiros do Cristo. Fica conosco, Senhor, em todos esses momentos, caminhando com Jesus no sistema prisional dois. nos abençoe, Senhor, hoje, agora e sempre. Que assim seja. Você convive com uma pessoa depressiva? Conhece alguém que já se automutilou se suicidou? Por onde olhamos, vemos angústia, sofrimento e dor. As pessoas, cada vez mais perdidas, buscam a fuga desse estado de forma trágica. Nunca presenciamos tantos suicídios, mas o que fazer? Como ajudar a promover a saúde emocional e espiritual dos que sofrem? Ao longo de 60 anos de trabalho, a Federação Espírita do Estado de Mato Grosso tem buscado produzir conteúdos que promovam a paz interior, o equilíbrio emocional, uma vida mais

iritual dos que sofrem? Ao longo de 60 anos de trabalho, a Federação Espírita do Estado de Mato Grosso tem buscado produzir conteúdos que promovam a paz interior, o equilíbrio emocional, uma vida mais consciente. A doutrina espírita, por meio da certeza da imortalidade, proporciona reflexões que nos levam a entender por sofremos e como superar esses desafios. Com a ajuda de alguns corações, na última década produzimos centenas de horas em cursos e seminários sobre temas que afligem a humanidade. Nosso canal no YouTube já exibiu mais de 13.000 minutos em vídeos. Isso equivale a 25 anos e 221 dias de exibição ininterrupta de conteúdos que acolhem e consolam. Nosso trabalho agora é facilitar ainda mais a disseminação desse conteúdo de forma simples, direta e acessível para todos, independente de religião, chegando lá na ponta para a pessoa certa no momento certo. Queremos transformar todo esse conteúdo doutrinário já captado em pequenos vídeos, infográficos e posts em linguagem popular e acessível. Sua empresa pode, de forma rápida e simples, contribuir mensalmente para ampliação desse trabalho e ter sua marca associada a ações que preservam a vida. Foi nessa nossas formas de engajamento empresarial, conversando com um de nossos representantes. Como dizia a Madre Teresa de Cautá, o que eu faço é uma gota no meio do oceano, mas sem ela o oceano será menor. Contribua com essa iniciativa. Seja você também uma gota do bem.

Mais do canal