DIÁLOGOS INCLUSIVOS: TEA - TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA COM ANA CLÁUDIA
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: O QUE É IMPORTANTE SABER PARA INCLUIR? Bem-vindo ao Diálogos Inclusivos, um podcast feito para você! Todo mês, um convidado especial traz reflexões e trocas incríveis sobre inclusão, acessibilidade e diversidade. junte-se a nós neste bate-papo cheio de descontração e aprendizado! Curta, comente e compartilhe para levar essa mensagem ainda mais longe! #Inclusão #Acessibilidade #DeficiênciaVisual #Libras #TEA #Diversidade #Audiodescrição #Empatia #Capacitismo #...
Caros ouvintes e internautas, sejam bem-vindos. Dentro de instantes iniciaremos a nossa transmissão. O Sistema Deus Conosco de Comunicação Espírita em parceria com a Federação Espírita do Estado de Alagoas e com a Federação Espírita Paraibana apresentam programa Diálogos Inclusivos. No programa deste mês, o tema será transtorno do espectro autista, o que é importante saber para incluir? E teremos como convidada Ana Cláudia Albuquerque, mediadora Sônia Lima, intérprete de Libras da IS Dulcini. Sejam todos bem-vindos. Boa noite a todos. Sejam todos bem-vindos para um programa maravilhoso que é o Diálogos Inclusivos. Esse bate-papo bem gostoso, interativo. É uma alegria muito grande estar aqui de volta com vocês todo mês, né? Então, eh, hoje o nosso querido programa Diálogos Inclusivos, que é um programa que é uma promoção da do sistema Deus conosco de comunicação espírita. Vamos lá. Aqui é uma iniciativa também da Federação Espírita de Alagoas e da Federação Espírita da Paraíba. E tem também outras federativas do do Nordeste que também estão dando apoio a esse trabalho, inúmeras instituições espíritas. Então, nesse momento, agora, meus queridos, vamos fazer a audiodescrição para que os nossos irmãos são cegos, baixa visão, possam nos perceber. A tela está dividida em duas partes. Ao fundo dessa tela tem várias imagens. eh, de pessoas que têm deficiências de mobilidade eh auditiva, várias, né? E tem duas telas, começando por mim, Sônia Lima, mulher de pele parda, uso óculos, um batom vermelho, cabelos cacheados, a altura do pescoço, eles são na cor, eles são grisalhos. Uso um fone de ouvido na cor branco e uma blusa. Estou usando uma blusa na cor preta, ao fundo uma parede branca. A nossa querida irmã, a intérprete de Libras, Daisy, é uma mulher de pele parda, usa óculos, também está usando batom vermelho, fone de ouvido na cor preta. Sim, os cabelos dela são bem curtinhos e pretos. Usa uma blusa em decote V na cor pr na cor verde e ao fundo uma parede branca. fim da
, também está usando batom vermelho, fone de ouvido na cor preta. Sim, os cabelos dela são bem curtinhos e pretos. Usa uma blusa em decote V na cor pr na cor verde e ao fundo uma parede branca. fim da audiodescrição. Então, eh, meus irmãos, neste nesse programa eu seria mediadora, com muita alegria, né, de estar aqui junto com vocês. Eh, esse programa Diálogos Inclusivos, ele é um bate-papo, isso mesmo, é um bate-papo que nos conecta, que nos une, que tira nossas dúvidas, que nos faz eh aprender mais para que possamos melhor incluir, acolher, né? Precisamos muito desse desse momento, desse acolhimento. Eh, e temos como objetivo disseminar saberes e práticas sobre a inclusão, sobre a acessibilidade, de modo que cada pessoa que nos acompanha adquira, desenvolva ou aprimore competências inclusivas. nos diferentes ambientes que convive, inclusive na instituição espírita a qual participa. E quando falamos de um mundo inclusivo, estamos nos referindo ao quê? A um mundo onde exista o respeito, o amor, a fraternidade são os principais recursos de uma vida plena. de uma vida feliz, não é verdade? E nós acreditamos que todos temos um papel nessa construção, na construção de uma nova terra, de um novo mundo, de um novo olhar para a inclusão, que é o quê? A conclusão, ela é uma bússola que vai nos direcionar neste caminho tão importante para nos conectarmos, nos conhecermos e respeitar ao outro. Eh, e quando falamos eh de um mundo inclusivo, estamos nos referindo ao mundo onde o respeito, né, tem que ser a prioridade, tem que ser a nossa, o nosso guia, como Jesus é o nosso guia. Eh, peço desculpas aqui o barulho, né? tem um barulho um pouco aqui onde eu moro, então peço um pouco de de desculpas aqui a vocês. Eh, e você pode participar, todos podem participar desse programa de amor, de inclusão. Como você podia participar, além de assistir o programa, enviando suas perguntas, né? Esse programa é uma acontece uma vez por mês, geralmente ao final do mês, sempre ao final do mês.
or, de inclusão. Como você podia participar, além de assistir o programa, enviando suas perguntas, né? Esse programa é uma acontece uma vez por mês, geralmente ao final do mês, sempre ao final do mês. Então a gente quer que você participe, né, com as suas perguntas, curtindo, compartilhando, né? Porque é importante para que esse conteúdo chegue ao maior número de pessoas, para que todos possam juntos eh ter conhecimento cada vez mais de um tema tão importante como é os temas que nós trazemos aqui no programa. Eh, deixe me ver aqui. Todos nós aprendemos juntos sobre o que fazer e como fazer para colaborar na construção de um mundo mais fraterno e feliz, sem preconceitos ou distinções. Então, coloque aí na sua agenda uma como prioridade. Todo mês você está junto conosco. É importante a sua presença, é importante o seu compartilhamento de informações. Você pode acompanhar de forma no vídeo e também podcast. tem essas formas de você assistir e compartilhar. E hoje o nosso bate-papo será sobre o tema tea, transtorno do espectro autista. O que é importante saber para incluir? E para conversar conosco, hoje convidamos a nossa querida Ana Cláudia Albuquerque. Olá. Então, eh, a nossa querida Ana Cláudia Buquer, ela é mestre em educação pela Universidade Federal da Paraíba, é psicopedagoga, é neuropsicopedagoga, é também educadora, educadora especial, escritora e diretora psicopedagógica da Acreditar. Tecnologia, terapias e educação. Bem-vinda, querida Ana Cláudia. Faça sua audiodes inscrição, querida. Eh, sou uma pessoa de pele clara. Eh, normalmente meu rosto fica bem vermelho, como ele tá agora. Eh, como vocês estão utilizando batom vermelho. Meu cabelo também é nos ombros. Agora ele é pintado de castanho. Uso óculos. Eh, estou sentada eh à minha direita, à minha direita, à esquerda de quem tá assistindo, né, acredito. Eh, tem uma prateleira com lápis ao fundo e um caderno. A parede também é branca a atrás da onde eu estou sentada. E tem um armário branco e um quadro lá no final da parede
á assistindo, né, acredito. Eh, tem uma prateleira com lápis ao fundo e um caderno. A parede também é branca a atrás da onde eu estou sentada. E tem um armário branco e um quadro lá no final da parede com os horários do que se vai ser feito. Perfeito. Pois é, minha querida, temos muitas perguntas aqui que foram enviadas para você, né, pelo nosso público, está sempre aqui conosco. Então eles querem eh se informar, aprender. Então vamos começar, né, o nosso bate-papo, que é um bate-papo bem suave e estamos ansiosos aqui. Estou aqui para ajudar a desvendar algumas alguns mitos que existem em torno do autismo, né? E vamos Estou, vamos começar. Muito bacana. Muito bacana. Então vamos à primeira pergunta que é do nosso irmão, nosso querido irmão Osley lá de Pernambuco, da Federação Espírita de Pernambuco. Obrigado, Oslei. Eh, a pergunta é: por favor esclareça para todos nós um pouco mais sobre a expressão espectro autista. Vamos lá. A expressão espectro autista se refere ao transtorno do espectro autista. Ela é uma condição. O que é o transtorno? O transtorno é a condição do neurodesenvolvimento que vai afetar a interação social e ao comportamento. E por que o nome espectro autista, né, que é a pergunta do do colega. É porque é um termo usado que ele vai eh trazer o autismo, ele não é algo estático, algo uma condição única. É o autismo, ele se apresenta de de diversas formas. Eh, e aí o que que acontece? ele vai variar muito um termo em relação à à intensidade, a característica, as necessidades. Algumas pessoas elas eh que t o transtorno do espectro autista, elas vão precisar em alguns momentos de muito apoio durante o dia e outras nem tanto assim. Então, como tem essa variação em relação à intensidade, a característica e as necessidades, por isso o termo espectro. E aí, eh, o CID 11, né, que é o CID mais atual, ele traz uma uma roupagem que ele diz assim: "O transtorno do espectro autista, eh, ele não deixa de ser algo autismo, eh, autismo infantil e síndrome de Aspe, por
CID 11, né, que é o CID mais atual, ele traz uma uma roupagem que ele diz assim: "O transtorno do espectro autista, eh, ele não deixa de ser algo autismo, eh, autismo infantil e síndrome de Aspe, por exemplo, que era um outro uma outra característica que chamava autismo nível 1, 2 e tr de suporte, que também tá entrando em desuso, né? né, para ser um um termo que ele vem trazendo assim, eh, o transtorno do espectro autista, ele pode ser subdividido de diversas formas e ela vai ter a presença ou não da deficiência intelectual, pode ter ou não comprometimento na linguagem funcional e eh ele deixa de ser assim um eh visto como apenas uma condição de interação social e comportamento, mas ele passa a ser visto como várias características de necessidades e intensidades. Então, para resumir, transtorno do espectro autista, transtorno é algo que tá em desordem. espectro tem várias situações, temos várias intensidades e a pessoa pode ter várias necessidades. E o autismo, como o termo fala, né, a palavra autismo, ela vem eh do grego autos, que significa em si mesmo, que traduz uma condição do ser humano, né? Então assim, eh, respondendo essa pergunta, espectro, espectro é um termo utilizado quando nós temos uma variação de intensidade e necessidades da pessoa autista. Perfeito. Perfeito. Quer dizer que o transtorno do é uma uma oscilação, pode se dizer assim, não? O transtorno é uma desordem, é algo é algo que o eh o o funcionamento ele é diferente. Agora, o spectro, exatamente dizendo que hia tanto na intensidade quanto na necessidade, nas características, até pouco tempo ainda eh tinha uma subdivisão e ainda é usado por alguns profissionais, dividindo o autismo nível um de suporte, dois de suporte e três de suporte. A literatura ainda aborda esse termo, mas os próprios autistas ele vem eh questionando essa esse item que não existe nível um, dois e três de suporte, né? Eles falam que eh muitas vezes o nível três de suporte, se ele bem compreendido, bem acomodado e sem eh desorganização, ele
tionando essa esse item que não existe nível um, dois e três de suporte, né? Eles falam que eh muitas vezes o nível três de suporte, se ele bem compreendido, bem acomodado e sem eh desorganização, ele consegue eh eh ir ao nível dois de suporte, que é o que chamam, né, que tem não tem prejuízo na eh grandes prejuízos na comunicação. Então assim, é importante ficar é bem claro que o transtorno do espectro autista, uma das maiores características dele é exatamente essa, o espectro. Ou seja, você nunca vai encontrar um autista idêntico ao outro. Eles vão ter características parecidas, mas idêntico. Eu trabalho na área, eu sou, além de profissional da área, eu sou mãe de um adolescente autista que vai completar 19 anos, ou seja, um adulto autista, né, um jovem autista que, eh, eu posso lhe afirmar, eu não conheço nenhum autista idêntico ao outro nesses 19 anos de convivência diária com pessoas autistas. Poxa, que que informação, né? Porque a gente às vezes o leigo, como nós leiguas, a gente fica assim eh tentando achar alguma eh, algum nome. Eita, como você falou ainda agora, suporte um. Mas sabendo que nenhum é igual, como você falou, cada um tem a sua identidade, cada um traz suas as suas eh eh características próprias. como você muito bem nos deixou. Isso. E o Cidion 11 reconheceu isso a partir do momento que ele colocou a classificação em essas subdivisões, né? E eh os próprios eh autistas eles trazem, né? aqui tô representando eh um deles, eles eles trazem que a pessoa autista ela não pode ser definida eh apenas como dificuldade na interação social e com comportamento. Eles eles têm várias outras características e dificuldades muitas vezes não faladas, como a dificuldade eh de sensorial que eles têm, eles podem ser hiper sensíveis ou hipossensíveis. Eh, muitas vezes eles têm uma dificuldade eh na alteração de rotina, outros não, outros gostam de mudança de rotina. Então assim, não vai, você não vai encontrar uma pessoa com transtorno do espectro autotista eh com aquelas todas aquelas
ade eh na alteração de rotina, outros não, outros gostam de mudança de rotina. Então assim, não vai, você não vai encontrar uma pessoa com transtorno do espectro autotista eh com aquelas todas aquelas características, elas vão ter variações. Muito bom. Agora vamos paraa segunda pergunta que também é do nosso querido irmão Osley lá da da Federação Espírita Pernambucana. Ele vem, por favor, também gostaria de saber um pouco mais sobre a fita, o cordão de identificação da pessoa com tea e a sua utilidade. Então, esse é um assunto ainda bastante polêmico. Por quê? Porque alguns autistas me relatam que gostam de utilizar o cordão. Outros relatam que não gostam de utilizar nada que fique estampado, que aonde a sociedade já era para perceber as diferenças deles. E aí eu vou trazer eh o que eh é comum no meio falar, né? O cordão ele de identificação do Terra, muitas vezes ele é azul porque eh a ONU, né, eh instituiu o a cor azul como a cor que representava o autismo, algo que também é muito polêmico. Então, muitos autistas dizem que não são esmofes para ficar de azul. Então, isso entra numa polêmica, mas é reconhecido uma cor azul, né, e com desenhos de quebra-cabeça e símbolos do autismo, né, que um um eh que é outra característica. você vai encontrar cordão com símbolo em forma de infinito, porque uma corrente autista, né, eh uma corrente de adultos autistas, eles eh se eh se acham que se representam mais com o símbolo do infinito. Outros não entram em questionamento, utilizam o quebra-cabeça. E ele serve para que a pessoa com transtorno do espectro autista numa situação pública que muitas vezes é uma deficiência, é um transtorno invisível, né? alguns momentos ele é invisível. Eh, mais na frente eu vou falar essa questão de deficiência e transtorno. Eh, ele vem ajudar esse cordão, ele vem ajudar a a pessoa entrar em filas prioritárias, a um atendimento médico prioritário, eh, no aeroporto, emergência, aonde a pessoa não conseguir explicar a sua condição, aquele cordão,
cordão, ele vem ajudar a a pessoa entrar em filas prioritárias, a um atendimento médico prioritário, eh, no aeroporto, emergência, aonde a pessoa não conseguir explicar a sua condição, aquele cordão, ele vai dar visibilidade, proteção e busca a garantia de direitos. Algumas pessoas utilizam o cordão e outras têm utilizado também a pulseirinha. E aí na pulseira consegue destacar, consegue mostrar também essa identificação do tempo. Mas o cordão é para isso, é para que as pessoas consigam visualizar algo que muitas vezes eh não consegue ser visto a a necessidade que ele precisa de uma prioridade. Aí você vê como é interessante, né? O alguns dos deles não gosta muito que se se como é que eu posso falar eh dessa identificação. Na realidade não é que eles não gostam da identificação, é porque eles acham que a sociedade não precisaria identificá-los para poder dar a prioridade, entendeu? Mas enfim, é algo que é muito polêmico ainda o esse uso, mas a maioria, e aí eu vou dizer a grande maioria são adeptos ao cordão de identificação. E esse cordão muitas vezes ele é azul com desenhos de quebra-cabeça, símbolos do autismo e ele vai servir para sinalizar que a pessoa tem o transtorno do espectro autista. OK? Vamos paraa terceira pergunta. eh, da nossa querida Neusa do Piauí. Neusa, eh, gostaria de saber se podemos dizer que alguém é autista nível um, dois ou se há outra forma de nos expressarmos. É uma pergunta tá conectada com a outra, né? Com certeza. Então, vamos lá. Como nada no autismo não é polêmico, eu sempre digo assim, por quê? porque sempre vão ter as variações, né? E aí eu digo, eh, nós podemos chamar transtorno do espectro autista, é a pessoa, né, que apresenta a alteração na interação social e no comportamento. É, em alguns locais e chama-se só autista, né? Mas o termo normalmente é tea, eh, transtorno do espectro autista, pessoa com autismo, né? Nunca eh pessoa eh com pessoa deficiente, tá? Eh, no manual de diagnóstico, eh, no passado, eh, aliás, desculpa, no manual
ormalmente é tea, eh, transtorno do espectro autista, pessoa com autismo, né? Nunca eh pessoa eh com pessoa deficiente, tá? Eh, no manual de diagnóstico, eh, no passado, eh, aliás, desculpa, no manual de diagnóstico, ainda classifica em três níveis, nível um de suporte, dois e três. Só que voltando, já tem resolução, já tem eh nota sobre isso, que a classificação ela não vai, não tem ajudado, porque um autista que em um momento ele é nível um de suporte, eh em outro momento ele pode ser chegar a nível três de suporte em um dado momento, dependendo da situação que ele esteja. Então, o que é que acontece muitas vezes? Eh, o médico ele vai precisar, eh, fazer o o relatório, né? Vai fazer o o laudo médico. Ele vai se guiar pelo pela pelo CID 11, né? ou pelo manual de de diagnóstico DSM5, que lá no DSM5 tem uma classificação de três níveis. No entanto, eh, no dia a dia a gente não utiliza, a gente só chama pessoa autista, pessoa com necessidade com, eh, pessoa com transtorno do espectro autista, eh uma pessoa tea ou simplesmente uma pessoa, que é assim que eu gosto, né? É assim que eu falo. Eu digo, independente do transtorno, independente da característica que ele chegue aqui no consultório, a gente tem que pensar que ele é uma pessoa que tem necessidades específicas. Então, em alguns espaços, eles são pessoas com necessidades específicas. Perfeito, Ana. Perfeito. A quarta pergunta que é da nossa querida Sandra. Deixa eu só deixa eu só reforçar uma coisa. Eh, eu queria pedir para quem tá assistindo eh não fazer rótulos. Por quê? Uma vez que a gente olha a pessoa com transtorno do espectro autista, com um rótulo nível um, nível dois, nível três, a gente tira a condição deles de pessoas eh na sua essência, o ser humano. Então o diagnóstico ele vem para ajudar nas terapias, ajudar no processo, mas a gente nunca pode esquecer que ali tem um ser humano. E a gente vai chamar ele pelo nome. A gente vai chamar, a gente não vai eh, ah, eu atendi aquele autista, eu atendi fulano. Ah, aquela vizinha tem um filho
nca pode esquecer que ali tem um ser humano. E a gente vai chamar ele pelo nome. A gente vai chamar, a gente não vai eh, ah, eu atendi aquele autista, eu atendi fulano. Ah, aquela vizinha tem um filho autista. Aquela vizinha é mãe de fulano. Assim você vai poder ajudar a a construir uma sociedade com menos preconceito e menos capacitismo. Nossa, isso, isso, essa essa essa informação, essa observação que você nos trouxe é muito importante, porque a gente percebe isso no nosso nosso dia a dia. eu eu por onde eu ando, onde eu eh participo, eu vejo muito isso, esse tipo de de abordagem, de comentário, e você realmente nos faz eh ver por outro ângulo, porque é um ser humano que necessita e precisa de todo o respeito, porque somos perante Deus irmãos. cada um de nós, eu costumo dizer assim, eh, o tema hoje é sobre o terra, mas em relação as a que é um transtorno, mas em relação a deficiências, eu costumo dizer que todos nós temos, todos nós em algum de algum nível nós temos, eu mesma não posso, no caso de óculos, né? Se eu tirar o meu óculos aqui, eu estou vendo vocês. Nossa, eh, não, não consigo ver nitidamente nenhuma das duas. Não consigo. Mas se eu coloco, mas eu sem ele ninguém vai dizer que eu tenho problema. Então, eh, somos todos os seres humanos que necessitamos dessa, desse amor, desse olhar e deão, de respeito, de fraternidade, de pertencimento, que precisamos ou hoje são eles nossos filhos, nossos sobrinhos, amigos que estão na condição Amanhã somos nós. Amanhã tem, quem sabe nós precisamos já exercitar, praticar dentro de nós esse respeito que você nos trouxe agora com com um olhar mais, né, despertar as a consciência para esse esse esse momento que o nosso irmão está vivendo. nosso irmão e João José chamar pelo nome. Que importante é isso que você nos falou, chamar pelo nome. Assim, muitas vezes, sabe, Sônia, as pessoas dizem assim: "Ah, ó, vai passando ali a mãe daquele autista". E não é sobre isso. Vai passando ali a mãe de fulano de tal, entendeu? Eh, é muito importante as pessoas
as vezes, sabe, Sônia, as pessoas dizem assim: "Ah, ó, vai passando ali a mãe daquele autista". E não é sobre isso. Vai passando ali a mãe de fulano de tal, entendeu? Eh, é muito importante as pessoas deixarem de criar rótulos e pensarem no ser humano. E é isso que eh é por isso que eu todos os dias milito, né? Eh, vou em busca de uma sociedade mais humana, mais sensível, mais responsável pelos seus atos. E é através de pessoas como você que trazem consigo essas experiências já na sua vida que você tem o seu filho, que você já milita nesse nesse trabalho. É, são pessoas como você, que traz pra sociedade informações, que traz essa bagagem, é, de experiências que faz com que pessoas leigas, como eu e tantas outras vá despertando e abrindo a consciência pra importância desse trabalho, pra importância de olhar o outro com esse olhar de pertencimento. Gratidão, viu? Maravilha. Tô aprendendo até agora. Eu tô, nossa, como a gente precisa aprender mais. Então vamos para a quarta pergunta que também é da nossa querida Sandra lá da Paraíba, da Federação da Paraíba. Como as instituições espíritas podem garantir a acessibilidade para pessoas com terra? Vamos lá. Eh, eu trabalho muito com a acessibilidade na perspectiva da visão de Romeu Sasak. Musaz é um brasileiro que militou a vida toda dele por acessibilidade para pessoas com deficiência, tá? Estudando Romeu Sasak, olhando a como ele trazia a acessibilidade para as deficiências e como ele pensava a pessoa com deficiência. Eh, quando o autismo foi equiparado na perspectiva legal, né, para para uma pessoa com deficiência, o que que eu comecei a pesquisar é que uma vez que eu desse acessibilidade a uma pessoa com transtorno do espectro autista, ela também teria condições de autonomia e qualidade de vida, que é isso que a acessibilidade promove. autonomia e qualidade de vida. Qualidade de vida não só para a pessoa que tem a deficiência, que tem nesse momento o transtorno do espectro autista, né, mas para todos aqueles que estão em volta. E
e. autonomia e qualidade de vida. Qualidade de vida não só para a pessoa que tem a deficiência, que tem nesse momento o transtorno do espectro autista, né, mas para todos aqueles que estão em volta. E aí, como é que uma instituição espírita pode fazer isso, né? Eh, pensando na acessibilidade, eh, eu vou dividir nas sete dimensões da acessibilidade que Romeu Sasa definiu. Na acessibilidade, eh, vou começar pela programática, né? a acessibilidade programática, ela diz tudo o que tá escrito. Então, a instituição instituição espírita precisa ter as normas, um regulamento, um folder de orientação, eh, o escrito, como é que ele no regimento, como é que ele vai promover a acessibilidade daquela pessoa com transtorno espectro autista, porque ele só pode praticar se ele tiver dentro das normas e regras daqueles eh daquele espaço, né? Aí, seguindo uma acessibilidade comunicacional, ele pode colocar na entrada do do instituto um painel, um painel grande de comunicação alternativa, aonde ele possa, a pessoa eh poder utilizar a comunicação alternativa de forma expressiva ou receptiva. Por exemplo, você, Sônia, quer falar com autista não verbal e aí ele não entende o que você tá falando, né? E aí você vai lá na comunicação alternativa e você eh toca nas imagens, nos cartões de identificação, na prancha de comunicação e ele vai entender o que você tá querendo passar para ele. Então, às vezes, a comunicação alternativa não é só para a comunicação expressiva da pessoa com transtorno do espectro autista, mas também receptiva quando a outra pessoa utiliza para que ela entenda o que ele tá querendo falar. Porque às vezes o verbal não vai ser suficiente. Aí indo ainda para acessibilidade, para os campos da acessibilidade, né? Eu posso ter acessibilidade instrumental, então eu posso ter um instrumento, um material que que acalme, que eu possa nas escolas de evangelização, material adaptado, que possa ter um livro que eh adaptado para o processo de evangelização. Eh, a eu posso trabalhar e a
rumento, um material que que acalme, que eu possa nas escolas de evangelização, material adaptado, que possa ter um livro que eh adaptado para o processo de evangelização. Eh, a eu posso trabalhar e a acessibilidade metodológica, então a forma como é feito dentro do espaço, do centro, do do da instituição espírita, né? Eh, eu posso ter acessibilidade eh atitudinal, que é aonde você vai trabalhar a formação das pessoas, eh uma campanha de sensibilização. E esse é um canal, por exemplo, a gente tá aqui conversando sobre transtorno do espectro autista. Esse é um canal que estamos trabalhando acessibilidade atitudinal, né? é aonde a gente tá levando a informação, aonde a gente vai buscar estratégias de acolhimento para essa pessoa, uma escuta ativa do que ele quer dizer. E aí muitas vezes eu não eu não vou escutar com o ouvido, eu vou escutar com os olhos, por eu vou perceber o que que ele precisa observando o que ele o que ele é o que ele tá querendo me dizer, né? E aí, aí a acessibilidade, eh, as pessoas sempre vinculam a uma questão física, arquitetônica, né? E ah, que é muito maior do que isso, só o arquitetônico, mas sim um ambiente mais tranquilo que sensorialmente traga conforto para aquela pessoa, né? Espaços acolhedores, flexíveis, eh, buscar um diálogo com essas famílias nesses espaços. E eh acho que eu falei todas, né? Programática, comunicacional, instrumental, metodológica, atitudinal. Acho que eu tô faltando uma. Deixa eu escrever aqui porque aí eu também sou visual. Metodológica, programática, atitudinal, física, né? Arquitetônica. instrumental, esquecendo de uma. Ah, eu falei comunicacional. Eh, a última que Sesac definiu foi a acessibilidade natural, né? Então, quando for ter alguma atividade externa no ambiente eh ao ar livre, verificar se aquele ambiente ao ar livre também eh traz autonomia para a pessoa com transtorno de espectro autista. Então, fechando a pergunta, as as instituições espíritas podem garantir acessibilidade quando elas conseguem fazer esse processo de estratégias. que
a para a pessoa com transtorno de espectro autista. Então, fechando a pergunta, as as instituições espíritas podem garantir acessibilidade quando elas conseguem fazer esse processo de estratégias. que tragam autonomia e qualidade de vida para aquele eh para aquela pessoa com transtorno do espectro autista. É importante agora que você falou o que que emociona é ouvir com os olhos. Foi muito bonito isso. E além de se eu, se eu falar alguma coisa equivocada, você me corrija. Além da gente ter a boa vontade de querer trazer esse trabalho para o onde você está em centro espírita, igrejas, onde estiver inserido, além da boa vontade, nós precisamos buscar essa integração de de como, né, essas essa essa essas condições que você trouxe arquitetônicas de comunicação, esse do quadro que você falou agora, Agora que a gente pode, né, não só para eles comunicar com a gente, mas é nós nos comunicarmos com eles também. É uma prancha de comunicação ampliada, né? O nome técnico para isso é a prancha de comunicação ampliada. Pode ficar num lugar estratégico dentro da instituição espírita e serve como ferramenta. E aí, eh, eu vou trazer muito de prática, né? O que que acontece? Eu lá coloco a prancha de comunicação. A pessoa com transtorno do espectro autista nível eh vamos falar eh com nível de desorganização maior, ela não sabe usar a comunicação alternativa. Ela vai levar um tempo até adquirir a habilidade de se comunicar pela prancha, entende? Então assim, é todo um processo, não é? Eh, não são estratégias de de uma hora para outra. Uma certa vez eu conversando com um adulto, né? Aí ele chegou para mim, disse: "Eh, as pessoas falam comigo como se eu fosse criança, só porque eu tenho autismo e me trata como se eu fosse criança, como se o autista não crescesse, não se tornasse um adulto." Eu gostaria muito que todo mundo conversasse comigo com conversa com meus colegas que são adultos. Veja só. E aí, eh, esse autista, ele sabe falar, ele é verbal. Imagine um autista que tem uma comprometimento intelectual, que tem
ndo conversasse comigo com conversa com meus colegas que são adultos. Veja só. E aí, eh, esse autista, ele sabe falar, ele é verbal. Imagine um autista que tem uma comprometimento intelectual, que tem um comprometimento eh na comunicação verbal e ele sente a mesma coisa, mas não pode dizer: "Pare de me tratar desse jeito". É, é, é, é muito importante a gente ter essa, bem profundo. É, nossa, eh, desde quando a hora que começou até antes nos bastidores, eu já tava emocionada porque todo o tema que o programa Diálogos Inclusivo traz, ele tem essa essa essa responsabilidade da gente trazer para o público e para nós, para nós mesmos, a esse respeito com o outro. Então, a gente a gente tem, é muito important, desculpa, Sonia, não pode falar, pode falar. Importante que as instituições espíritas capacitem seus evangelizadores e voluntários para compreender a pessoa com transtorno do espectro autista. Porque eu digo a você, eh, existe um grande grupo de pessoas com transtornos que elas não são compreendidas e é muito difícil conviver numa sociedade aonde você não é compreendido. Eh, porque a gente que não, quem não entende, quem não conhece, tudo que é desconhecido, a gente tem a a a tem um olhar de recriminação. Não sei se tem bem eh é mal educado, é mal educada, eh a mãe não ou o pai não não dá educação necessária e tal. Então existe esse esse tipo de de rótulo também para os pais, né, e para os para as crianças também. Assim, eu digo a você, quando o autismo ele tem um comprometimento maior na deficiência intelectual e e não tem linguagem funcional, as pessoas é tipo assim, ah, eu vou cuidar mais, entendeu? Mas aquele que tem o transtorno do espectro autista não especificado, que é ele tem as características, ele fecha o diagnóstico, mas você olha para ele e é uma pessoa esquisita, diferente. Esse aí sofre um preconceito de uma forma que eh eles têm a obrigação de fingir o tempo todo, de mascarar, né? que eles não são autistas. Eh, eu já ouvi alguns autistas eh que têm um transtorno eh não
Esse aí sofre um preconceito de uma forma que eh eles têm a obrigação de fingir o tempo todo, de mascarar, né? que eles não são autistas. Eh, eu já ouvi alguns autistas eh que têm um transtorno eh não especificado, né? Transtorno todo espectro autista, mas de ordem não especificada, que ele diz assim: "É angustiante eu ter que estar todo dia provando que eu sou autista e foi libertador". Depois que eu tive o diagnóstico, eu fiz uma live com alguns adolescentes autistas pela Universidade de Pernambuco e um a fala de um dos adolescentes, né, que fazia faculdade, que faz faculdade, é assim, ó, eu faço faculdade, isso não significa que eu deixei de ser autista, mas ainda é algo que precisa ser muito levado, precisa ser muito debatido. E eu quero parabenizar vocês, né, nós pela pelo trabalho de levar acessibilidade, né, para acessibilidade comunicacional para que as pessoas entendam sobre o transtorno do espectro autista. É verdade, Ana, parabéns para todos, né? Porque a gente vai despertando a a consciência nossa interior nessa busca. por trazer essas informações que são importantes para que a gente possa seguir juntos nessa caminhada, porque como diz a nossa querida Sandra, eu gosto muito dessa fala dela, assim espera o nosso querido mestre. É assim espera ele. Estudamos, estudamos tantos, tanto, tanto, obras e mais obras, mas o nosso mestre espera de nós. Isso aí é é o m que a gente pode trazer para ele de tanta grandeza que ele trouxe pra gente. De tanta grandeza. E é tão simples, né? É tão simples. Basta começar. Exatamente. E e e isso toca os nossos corações. Deixa a gente assim. Eu eu eu acho que todos que estão assistindo estão se sentindo tocados e emocionados, porque eu estou, viu, e muito. Então vamos para a quinta pergunta que é da nossa querida irmã Diana Toledo. O sinal dela é esse aqui, ó. Ela tem sinal. Diana, é isso aqui. Isso. Diana Toledo, lá de Niterói. Como incluir na evangelização uma criança ou jovem com TEA, nível três de suporte? Quais as primeiras medidas a serem tomadas? Já é
la tem sinal. Diana, é isso aqui. Isso. Diana Toledo, lá de Niterói. Como incluir na evangelização uma criança ou jovem com TEA, nível três de suporte? Quais as primeiras medidas a serem tomadas? Já é uma também, já você já veio respondendo e complemento também, né? Como incluir na evangelização uma criança ou jovem com TEA, nível três de suporte? Quais as primeiras medidas a serem tomadas? Vamos lá. Primeiro, é essencial ouvir e envolver a família dessa pessoa, entender a necessidade básica que ele tem, o que que essa pessoa precisa, tá? Eh, eu não vou responder nível três só. Eu vou porque eu não gosto, eu não sou adepta a essa classificação. Nível 1, dois e três, né? Mas, eh, eu vou dizer assim, primeiro de tudo, é essencial ouvir a família, é essencial ouvir as pessoas que convivem com essa pessoa e entender a necessidade específica dela. Por exemplo, ah, ela tira roupa, mas por que ela tira roupa? a gente precisa observar o motivo porque ela tira roupa. Ah, às vezes, eh, é por uma questão sensorial, né? Eh, ou uma questão, eh, de desorganização, de comunicar que quer embora ou que quer chegar. Eh, é preciso conhecer essa pessoa, né? No processo de evangelização, o primeiro passo é esse. Após isso, eu preciso adaptar os conteúdos e os recursos visuais e táteis que vão ser utilizados. Então, eh, essa evangelização, o que é que eu quero passar pra pessoa? O que que eu quero que ela compreenda nessa evangelização? Então, eu posso adaptar esse conteúdo com imagens, com eh com cartões de comunicação, eh enfim, tem n recursos, mas o recurso ele pode ser adaptado e não adequado. Eu já cheguei muito em alguns momentos essa pessoa, ah, eu tô trabalhando aqui com material adaptado. Quando eu chego e observo o material, ele é extremamente inadequado àquela pessoa que ela tá trabalhando. Então, necessariamente o material adaptado, ele ele precisa tá adequado ao perfil. Isso é condição eh primeira, né, depois de conversar com a família, né, eh para usar qualquer material na evangelização, a primeira
riamente o material adaptado, ele ele precisa tá adequado ao perfil. Isso é condição eh primeira, né, depois de conversar com a família, né, eh para usar qualquer material na evangelização, a primeira coisa que eu tenho que fazer é ver se aquele conte aquele material tá adequado, está adaptado de forma adequada paraa pessoa eh com transtorno do espectro autista. pedir a presença de um acompanhante, né? É sempre bom você e essa pessoa, o evangelizador, ter um acompanhante para que ele possa ser o mediador, o facilitador na na comunicação na hora que ele tiver trabalhando com o grande grupo. E aí esse acompanhante vai ter um papel específico e importante como um facilitador intermediário, né? é um cacilitador, eh, usar linguagens simples, objetivas, concretas, às vezes precisar repetir mais de uma vez a mesma mensagem para que ele possa codificar, tá? Eh, essa evangelização, ela precisa ter uma rotina segura, previsível, que ele saiba que ele vai chegar, vai encontrar fulana de tal, que ela vai ter, vai primeiro fazer o acolhimento, a escuta, a oração, a atividade. Ele tem uma ideia, se possível, ter uma comunicação alternativa como agenda visual, tipo passo a passo que vai acontecer naquele processo, né? eh o um autista não verbal com um grau de severidade maior na hora que ele quer passar eh alguma informação, fazer uma interação social, eh garantir um espaço com menor estímulo sensorial possível, né? Esse é o maior desafio, a gente tentar, a gente conseguir um espaço com menor estímulo sensorial possível, porque considerando que a gente tá trabalhando ali com outras pessoas, com transtorno e quando a evangelização de crianças envolve evangelização de crianças, sempre é um espaço com muito brinquedo, muito lúdico, né? Eu conheço eh crianças, crianças autistas, por exemplo, que não gostam de estar que não gostam de estar junto com outras crianças. Eles choram quando estão junto de outras crianças. Quando ele tá no meio de adultos, ele se sente confortável. E aí é importante
não gostam de estar que não gostam de estar junto com outras crianças. Eles choram quando estão junto de outras crianças. Quando ele tá no meio de adultos, ele se sente confortável. E aí é importante conhecer esse processo, né? Garantir um espaço com menor estímulo sensorial, né? Eh, é importante. Eh, eu gosto de ratificar assim muito sobre isso. É importante eh, chegar no lugar, Sandra, Sônia, desculpa, chegar no lugar e ver assim, esse local sensorialmente tá agradando, que é uma acessibilidade arquitetônica, física, sabe? Esse local me traz conforto, me traz paz, porque se o local tiver muito agitado, pessoas agitadas, eh o espaço eh traz desconforto, a luz fica fica piscando, eh aquilo ali gera um desconforto, uma sobrecarga sensorial nessa pessoa que ela vai gerar comportamentos inadequados. E assim, eh, eu sempre falo paraas famílias, né? Se você vai fazer um processo de evangelização e você quer incluir uma pessoa criança ou jovem com terra, é muito importante escutar essa pessoa. Mas Ana, ele não é verbal, ele fala de outras formas, né? ele fala não, ele se comunica de outras formas. E é mais importante ainda buscar qual acessibilidade essa pessoa precisa. E dentro da acessibilidade ter acessibilidade à atitudinal, fazer o acolhimento e uma escuta ativa com essa pessoa. Quer dizer, ir experimentando, né, o que aquela pessoa se identifica mais. É isso, é isso, Ana. Não, não existe fórmula mágica. Existe a necessidade que aquela pessoa precisa, entende? Sônia? Eh, para que eu possa incluir uma pessoa na evangelização, eu preciso entender quais são as necessidades, o que é que aquela pessoa precisa de acessibilidade. Vamos fazer um exemplo. João, eh, não verbal, eh, não, eh, a João não verbal, não consegue ficar parado. é é uma é uma pessoa que eh que tem dificuldade em permanecer no mesmo espaço eh em mais de 10 minutos. Eu não posso colocar ele no evangelização de uma hora. Ele vai entrar em desorganização severa. Ele vai entrar num termozinho que se chama de mel.
permanecer no mesmo espaço eh em mais de 10 minutos. Eu não posso colocar ele no evangelização de uma hora. Ele vai entrar em desorganização severa. Ele vai entrar num termozinho que se chama de mel. Então eu preciso antes de definir como vai ser essa evangelização, como é que eu vou incluir. Se eu tenho uma evangelização de 1 hora e ele só dá conta de 10 minutos, é melhor que ele passe 10 minutos fazendo realmente um trabalho de grande eh relevância para ele, né, no caso, ele sendo evangelizado. que aos poucos você vai colocar como meta a ampliação desse tempo. Então é muito importante isso. É, é, é, é, eh, pode-se dizer que a partir do momento, como você trouxe, né, 10 minutos, que ele passe, mas passe com qualidade naqueles 10 minutos realmente desempenhando o que qualidade, autonomia e sem sofrimento. a gente vê muito aí com autistas eh que eh eu vou usar um termo que as pessoas é do senso comum e que a gente tá tentando desconstruir isso, né? O autismo severo ou autismo nível três de suporte, né, que eu não gosto de utilizar, mas é o que normalmente as pessoas eh falam. A gente precisa desconstruir que essas pessoas elas elas sentem dores, que eh as pessoas não consideram, né? Então elas sentem dores, elas são pessoas que têm direito à voz e que a gente precisa buscar estratégias para ajudá-los a a melhorar a sua comunicação. Porque a partir do momento e eu e eu digo isso porque eu já tive uma pessoa em casa dessa forma, entendeu? E hoje eu não tenho mais, mas é muito difícil. Eu não tô dizendo que isso é fácil, não, tá, Sônia? chegar nesse nível, chegar numa mudança de comportamento, eh, é um processo lento e gradual, não é da noite pro dia. Eh, infelizmente, eh, o processo terapêutico no nosso país ainda tem uma lacuna muito grande, né? Mas a gente vai falar sobre isso mais para frente, eu acho. Maravilha, maravilha. Ah, cada parece que a gente vai pena que nosso tempo a gente, se a gente pudesse passar aqui uma uma 4 horas com você, eu acho que ainda ainda é pouco, mas vamos lá. Eh,
eu acho. Maravilha, maravilha. Ah, cada parece que a gente vai pena que nosso tempo a gente, se a gente pudesse passar aqui uma uma 4 horas com você, eu acho que ainda ainda é pouco, mas vamos lá. Eh, sexta pergunta: Quais as leis brasileiras que asseguram os direitos das pessoas com terra? Tais leis se aplicam ao meio religioso também? Que é uma pergunta lá da nossa querida Sandra. Então vamos lá. Federação de da Paraíba. Da Paraíba, né? Vamos lá. Nós temos, e aí eu digo que temos dois momentos antes da antes da política de proteção de direitos da pessoa com TEA e depois da política nacional de proteção dos direitos da pessoa com Tra. Nós temos duas leis, as duas principais leis que trazem essa garantia de direitos. É a política nacional de proteção dos direitos da pessoa com terra, que é a lei 12.764 de 2012. E a Lei Brasileira de Inclusão, que é a 13.146 de 2015, né? Essas duas legislações, essas duas leis é o que protegem, assim, é o que dão a garantia exata da pessoa transtorno do especto autista. Antes da política nacional, a pessoa com transtorno do espectro autista, ela era negado alguns direitos, porque ele não era uma pessoa com deficiência. E aí existia já algumas leis de proteção, a pessoa com deficiência, mas a pessoa autista não, a pessoa com eh com autismo, ela não tinha esses direitos, tipo participar de uma sala de recurso multifuncional, ter material adaptado no escola, eh ter prioridade no atendimento em determinadas situações. Então essa pessoa, ela era negligenciada, existia negligência dos direitos dessa pessoa. E aí com a política, a a pessoa com transtorno do espectro autista, ela passa a ser equiparada legalmente como uma pessoa com deficiência. E aí foi quando começou todo um arcabolso de mudanças. Então eu vivo os dois momentos, né? Eu vivi o primeiro, né? Meu filho, ele é nascido em 2006, diagnosticado em 2008, né? E 2012, deixa eu tomar uma aguinha aqui, 2012 nós tivemos e logo em seguida tivemos a Lei Brasileira de Inclusão, né? Logo em seguida, 3 anos
u filho, ele é nascido em 2006, diagnosticado em 2008, né? E 2012, deixa eu tomar uma aguinha aqui, 2012 nós tivemos e logo em seguida tivemos a Lei Brasileira de Inclusão, né? Logo em seguida, 3 anos depois, tivemos a Lei Brasileira de Inclusão. Embora as leis, nenhuma das duas citem diretamente instituições religiosas, mas elas falam em todos os ambientes de convívio social. Então, se ela fala em todos os ambientes de convívio social, logo chamamos as instituições religiosas para também seguir esse eh seguir essas legislações, né? E aí, eh, quando ela diz assim: "Todos os ambientes de convívio social são chamados a promover acessibilidade e inclusão, respeitando os princípios da igualdade e da dignidade humana. Então, o que que ele tá querendo dizer?" Ele tá querendo dizer que as instituições religiosas também precisam seguir as políticas e a lei brasileira de inclusão. É, as instituições religiosas também precisam. Ficou bem, ficou bem bem claro para todos nós enquanto estamos inseridos em nossos centros espíritas, igrejas evangélicas católicas, independente. Eh, exatamente a pergunta, a segunda parte da pergunta, tais leis se aplicam ao meio religioso também? Resposta também. também precisamos eh despertar porque é lei, não é verdade, Ana? É lei. E o e eu acho mais assim, a lei ela não diz, ela não é muito específica com instituições religiosas, mas quando ela deixa muito aberto ambiente de convívio social, uma instituição religiosa é um ambiente de convívio social. Concorda comigo? Com certeza. Não tenha dúvida. Então, eh eh precisamos, não era nem necessário que existisse a lei, não era, mas já eh já que está a lei, já está aí. Então que nós precisamos ir nos conscientizando a todos nós. Isso é um assunto, isso é um assunto de tão só esse ponto aí daria pra gente tá conversando assim, porque cada cada artigo dessa da legislação, ela abre um leque de possibilidades de de debate, entendeu? Por quê? Porque a política nacional de proteção dos direitos da pessoa com terra, ela
do assim, porque cada cada artigo dessa da legislação, ela abre um leque de possibilidades de de debate, entendeu? Por quê? Porque a política nacional de proteção dos direitos da pessoa com terra, ela vem eh trazendo todo um um uma costura de de possibilidades para pra pessoa ter dignidade humana. Fechou? Perfeito. Dignidade humana, né? Eu quero chegar em qualquer instituição religiosa ou em qualquer lugar com meu filho, com meu neto, com meu, seja lá, ou eu mesma, né? E ser acolhida da maneira correta. Mas se aquela instituição ainda não tem as condições eh perfeitas para receber, só tem a boa vontade, que seja no início, pelo menos aquela boa vontade no acolhimento e se prepare para receber de forma eh eh realmente correta, digna, né, Sônia? Eh, eu tenho uma coisa sempre que eu digo o seguinte: é melhor fazer o feito do que o perfeito, porque o feito você vai buscar a perfeição e a melhoria da qualidade da situação, mas se você não faz nada, aquela pessoa vai sair dali sem condição nenhuma, entendeu? Então, eh, começa aos poucos, começa fazendo um acolhimento, escutando essas famílias, vendo qual o perfil das pessoas com transtorno do espectro autista que frequentam aquela instituição. Eh, é muito importante, coloca no regimento, né, que uma acessibilidade programática nas normas das instituições. Como é que vocês vão lidar com essa com com essa característica com com pessoas com a característica do transtorno do espectro autista? Então, tudo isso é muito importante. Perfeito, querida. Vamos agora para a sétima pergunta. Você concorda que ainda há muito preconceito contra crianças com TA e que isso dificulta a inclusão e a participação delas no espaço de lazer ou de convivência? Essa pergunta tá vindo o nosso querido irmão Jcelino do Ceará. Ah, não é de Sergipe. De Sergipe. Pois é, infelizmente. E aí agora, eh, eu vou falar bem sério, né? assim, eu tô eh eu tô muito feliz de estar aqui. Eh, é uma felicidade enorme de estar aqui com vocês, mas eu vou falar bem sério.
ipe. Pois é, infelizmente. E aí agora, eh, eu vou falar bem sério, né? assim, eu tô eh eu tô muito feliz de estar aqui. Eh, é uma felicidade enorme de estar aqui com vocês, mas eu vou falar bem sério. Infelizmente, muitas vezes o preconceito surge pela falta de informação e pior, de empatia, né? E aí essa exclusão ela dói na alma. Por que ela dói na alma? Porque não tem coisa mais triste é você ver. E aí eu vou falar agora como mãe. Vê um filho não sendo compreendido numa sociedade, tá? Eh, nessa nesse, longos 19, 18 anos de diagnóstico, né, 17 anos de diagnóstico, eu presenciei a exclusão eh velada, é pior das coisas, porque é uma falsa inclusão. Você não vê pessoas sendo empáticas, se colocando no lugar da pessoa com transtorno do espectro autista. Imagina você num lugar com um som daquele bate estaca e a pessoa vai lá e liga o som mais alto porque tava gostando do som. Ou você tá ali de um lado e você chegar e faz assim, como é o nome dele? Eu, do jeito que eu sou, eu faço assim. Qual o teu nome? Aí ele vai responde. A gente já tem um códigozinho. Mas isso preconceito com pessoas, não é só com criança, não, tá? Contra pessoas com terra. Ele é muito presente na sociedade. O capacitismo, né? É quando a pessoa olha para pessoa com terra e não tem a ideia do potencial que ela tem, muitas vezes porque ela não é verbal, né? E aí, eh, eu digo que ainda precisa ter muita informação e acolhimento ativo para os caminhos mudar. E esse cenário com fé em Jesus ter uma mudança sim de verdade, porque o que mais dificulta a inclusão, né, já respondendo a segunda pergunta, é a falta de informação e de empatia das pessoas. E isso é sério, a falta de informação. Mas vivemos num momento hoje no nosso planeta que a informação tá chegando, tá chegando de várias formas, né? Principalmente um programa como esse e tantos outros programas maravilhosos que temos aí na internet. Eh, até na parte presencial, o movimento hoje no planeta tá tendo muitas palestras em determinados locais. Então, precisamos
como esse e tantos outros programas maravilhosos que temos aí na internet. Eh, até na parte presencial, o movimento hoje no planeta tá tendo muitas palestras em determinados locais. Então, precisamos abrir realmente o nosso coração para essas informações entrarem, né, Ana? É porque não adianta eu ter informação e não ter empatia, entendeu, Sônia? Empatia, exatamente. Não adianta, eu tenho informação, mas eu não sou empática. Eu não me coloco no lugar dele, tá refratário, né? Informação e vou fazer o quê com ela? Exatamente. Ou então eu vou ter informação de uma forma deturpada. Ah, eu li em tal lugar e não vê se não checa se aquela informação é fake, se aquela pessoa, se aquela informação recebida é aplicada, a característica daquela pessoa com transtorno do espectro autista, porque também tem isso. Vamos lá. É uma pessoa com transtorno do espectro autista, tem dificuldade na interação, mas adora abraço. E aí? Aí vem uma pessoa e diz assim: "Ele não gosta de abraço não, né?" Aí eu disse, ele tem dificuldade de receber abraço. É diferente dele não gostar, porque quando ele tem interação, eh, ele abraça. Aconteceu uma certa vez uma situação, eh, no centro de eh no centro espírita lá de João Pessoa, tá? Eh, tinha uma menina, eu fui dar uma palestra, eh, e tinha uma menina que chegou, não me conhecia, é uma menina autista, por sinal, até hoje eu sou apaixonada por essa menina. Ela sempre tá presente nas minhas orações. Ela, ela chegou no início da palestra, quando eu cheguei, ela me deu as costas para eu abraçá-la. Ela me abraçou de costas, né? Ela me deu as costas para eu abraçar. Aí fui, fiz a palestra, conversei com a mãe dela, falei com no final da palestra, aí eu fui me despedir dessa menina e ela me permitiu eu abraçá-la de frente. Nunca vou esquecer. Sabe o que isso? Sabe o que naquele abraço ela me disse? Você entende o que eu sinto e aí eu levo pra minha vida, né? Olhe que eu trabalho com isso, né? Sou profissional, eh, sou psicopedagoga, né? Atuo já há há 15 anos especificamente
abraço ela me disse? Você entende o que eu sinto e aí eu levo pra minha vida, né? Olhe que eu trabalho com isso, né? Sou profissional, eh, sou psicopedagoga, né? Atuo já há há 15 anos especificamente dentro de uma área de transtorno de aprendizagem. E eu digo a você, é muito difícil eh diariamente conviver dentro de uma situação de preconceito, né? Trazendo isso aí. Muito emocionante, viu? Esse seu esse sua experiência, né, que você viveu com essa com essa criança, né, muito emocionada. Na época era uma criança. Eu acho que hoje ela deve ser um adolescente, mas na época ela era uma uma menina com transtorno, né? E enfim, obrigada por você compartilhar essas suas experiências com todos nós, viu? Vamos para a próxima pergunta que é a oitava. Onde as mães de crianças e jovens com te podem encontrar apoio? A Luía de Pernambuco. Então eu vou te dizer, essa é a resposta mais difícil que você tá me perguntando. Eu tô rindo para não chorar, porque assim, quando a gente vi às vezes fica um pouco nervoso, a gente fica, a gente tem os extremos, né? Mas eu vou lhe dizer essa resposta, Sônia. É muito difícil porque hoje existe uma poucos locais de atendimento eh de qualidade e gratuito, entendeu? muitos pela demanda ou pela falta de interesse público ou pela eh enfim, n casos que eu não quero discutir aqui, não é o ambiente, mas eh existe uma uma demanda muito grande de pessoas com transtorno do espectro autista e existe uma pouquíssima oferta de espaços que tem um atendimento de qualidade e gratuito. É, é, não tem nem gratuito de qualidade. Então é que não tem mesmo, são pouquíssimos mesmo, de verdade. Agora, trazendo grupos eh para essas famílias, né? Essas famílias podem encontrar apoio em grupos presenciais ou grupos online, né? Eh, instituições como a pai, as amas, os cápses, eh casas de de acolhimento, né, para pessoa com transtorno espectro autista. Aqui em Recife existe uma alguns espaços que é a casa do autista, né, que faz eh que faz o atendimento, mas ainda é muito
, eh casas de de acolhimento, né, para pessoa com transtorno espectro autista. Aqui em Recife existe uma alguns espaços que é a casa do autista, né, que faz eh que faz o atendimento, mas ainda é muito pouco paraa quantidade de demanda que existe, né? E aí, eh, na existe algumas universidades que fazem atendimento, eh, gratuito e de qualidade, os centros disciplinares que às vezes as prefeituras eh colocam, né? Eu sugiro sempre procurar o Crash da da do seu município e ver quais são os espaços que existe o tratamento. Mas aí eu vou te dizer também uma outra coisa, eh, cuidado para o tratamento que você tá dando, ele não ser pior do que você não dar tratamento, tá? Que isso? Quer dizer, ah, Ana, você tá dizendo que não é para dar tratamento? Não, não tô dizendo isso. Tô dizendo que muitas vezes muitas famílias vão para espaços porque são gratuitos e tem que fazer a terapia que as crianças voltam pior do que foram. Então isso é muito sério. Eh, um tratamento adequado é um tratamento que respeite o processo de desenvolvimento e aprendizagem daquela pessoa. É um é um tratamento aonde eu olhe aquele ser humano na sua integralidade e veja e perceba o que que ele realmente precisa, tendo um programa psicoeducacional realmente individualizado e personalizado paraas necessidades daquela criança ou daquele jovem, daquele adulto. Muito, muito, muito importante, viu? É, é preocupante, né? Mas essa essa foi a pergunta mais difícil que você me fez até agora. Mas mas vamos lá. Vai ela é ela dói aqui. Realmente a é o sofrimento, né? Que a gente precisa buscar ajudar é de maneira correta, como você muito bem falou, para que não prejudique mais as crianças, né? Vamos para paraa nona pergunta. O que eu devo fazer quando a casa espírita que frequento ou trabalho não tem nenhuma ação inclusiva para esse público? É da Sônia de Marcel. Conheço a Sônia. Eu acho que essa é a décima. Não é porque você a a a outra já respondeu, né? Você já respondeu, por isso que eu depolei ela, né? Você já respondeu.
esse público? É da Sônia de Marcel. Conheço a Sônia. Eu acho que essa é a décima. Não é porque você a a a outra já respondeu, né? Você já respondeu, por isso que eu depolei ela, né? Você já respondeu. Então, bora lá. Bora lá. Então, eu sou uma pessoa muito do diálogo, sabe, Sônia? Eh, antes de qualquer coisa, antes de se eu vou para uma instituição espírita, o que é que eu busco nessa instituição? Por que eu tô indo lá? Então, o que é que eu sugiro sempre? Comece com o diálogo respeitoso e com a cooperação. Se eu vou para uma instituição espírita já pensando que eu vou levar ali uma discórdia, um estresse, eu sempre começo com o diálogo respeitoso, com a coordenação, expondo as necessidades do meu aprendiz, do meu filho, de um colega, de uma colega. Eh, e é importante que a gente entenda quais são as necessidades específicas que aquela pessoa na qual eu tô buscando ações inclusivas, eu faço uma lista de coisas que aquele espaço deveria pegar acessibilidade programática, precisa disso, disso, disso e disso, acessibilidade arquitetônica, física. Isso, isso, isso, e anoto, né? E ali eu vou buscar ser a ponte que vai levar a mudança. Eu quero ser a semente de amor que vai colher flores e frutos de respeito e harmonia. Então, assim, o primeiro passo que eu dou é o diálogo. Eu vou buscar o respeito. E aí, Ana? Eh, eu vou dar uma uma incrementada nessa pergunta, mas eu já fui, já falei, protocola, conversa com outras pessoas, seja aquela luz mínima que vai abrindo quando você perceber, você tem um clarão, as coisas funcionam. Então, é muito importante a gente chegar despido daqu eh da sede dos direitos, porque às vezes a forma que eu vou fazer não faz acontecer, pelo contrário, afasta. Então, o primeiro passo é o diálogo e o respeito, né? buscando a a gestão daquele processo, levando, propondo eh ajuda, escutando o que que essa coordenação, as dificuldades que essa coordenação tem de implantar, levando, montando um uma comissão de mudança, de acessibilidade, uma e eu costumo dizer assim, monta uma comissão,
do o que que essa coordenação, as dificuldades que essa coordenação tem de implantar, levando, montando um uma comissão de mudança, de acessibilidade, uma e eu costumo dizer assim, monta uma comissão, uma comissão de inclusão, uma comissão de de eh inclusão no espaço naquele espaço, entendeu? E aí vai ser muito mais frondoso os frutos. Perfeito. Vamos para eh pergunta número 10. Você é escritora. Algum livro sobre Ta, onde é possível adquirir? Eh, eu sou escritora, eu tenho um livro sobre Ta, né, que tá esgotado. Estou preparando para esse ano ainda a um outro livro sobre a acessibilidade para pessoas com transtorno espectatista. E vocês estão sabendo de primeira mão, breve vai tá saindo, tá? eh, que foi fruto da minha dissertação, parte da minha dissertação do mestrado. Então, está no forno, né, tá cozinhando lá. Eh, eh, ter, eu, o ano passado eu fui colaboradora de um livro, né, que é o j o o jovem autista, né, aonde eh você eu posso passar para você, Sônia, a foto da capa do livro e vocês colocarem eh eles podem adquirir na editora Agora eu vou não pronto. Você manda, você manda pra gente. Mas eh nesse livro tem muitas estratégias para jovens. Quem escreveu foi minha orientadora, né, a Janine, e eu colaborei com o capítulo e nesse capítulo eu coloco o estudo de caso de um jovem autista, né? Então, eh, é um livro bem interessante. Ah, da editor OP. Muito bem, mas vai ficar quando você for lançar o próximo, né, seu trabalho, você vai voltar aqui com a gente. Lógico que a Sandra já vai deixar certinho para que você já esteja conosco ainda esse ano, né, se Deus quiser, né? Nós estamos aqui muito felizes por ter você aqui, por estar aprendendo junto com você e sermos somos gratos por você. Sou feliz pelo convite iluminado de vocês nesse trabalho maravilhoso, gente. Agora vem a última pergunta. E essa última pergunta também eu quero acrescentar que você também traga eh eh a importância aí do dia que tá chegando, dia 2 de abril, né? E vou fazer aqui a pergunta número 11. É
a última pergunta. E essa última pergunta também eu quero acrescentar que você também traga eh eh a importância aí do dia que tá chegando, dia 2 de abril, né? E vou fazer aqui a pergunta número 11. É fale sobre a acreditar tecnologia, terapias e educação. Do que se trata? deixe um contato para que as pessoas conheçam seu trabalho. Então, gente, eh, após, eu sempre trabalhei na área de desenvolvimento de pessoas, né? Eu, eh, eu me formei em serviço social, minha primeira formação. Eh, a minha segunda eu fiz pedagogia e esse ano eu termino psicologia. E aí quando eu comecei a quando veio o diagnóstico de Rafa, eu comecei a estudar e a criar muitas adaptações, criar material, estudar sobre acessibilidade para pessoas autistas. Eu fazia curso e trazia cursos mais acessíveis para as pessoas que não podiam pagar um valor eh caro, porque curso é algo muito caro. Então eu trazia cursos mais acessíveis. Eh, enfim. E aí nasceu a acreditar, né? Por que acreditar? Porque eh inclusive a nossa logo é uma flor de lótus, né? Porque a a flor de lótus nasce nas águas mais turvas. E aí, eh, acreditar que é possível sim na adversidade, nas necessidades específicas, a pessoa se desenvolver e aprender. E aí nós somos um espaço, né, aonde não somos uma uma clínica multidisciplinar. Eu trabalho com processo de aprendizagem, programa psicoeducacional de desenvolvimento e aprendizagem, né? tá tendo eh presencialmente aqui em Recife, aqui em Camaragibe, né? nem em Recife, em Camaragibe, eh, e no e nem e em outros estados eu faço remotamente ou quando eu visito, mas o nosso trabalho é exatamente levar possibilidades de desenvolvimento e aprendizagem para qualquer pessoa com transtorno de aprendizagem, seja ela com transtorno de espectista, com dislexia, com eh qualquer tipo de pessoas que considere que precisa de um apoio específico na sua necessidade individualizada, entendeu? Então, eu costumo dizer que aprender, a gente aprende até a hora que vai morrer. Então, aprender é um momento que
idere que precisa de um apoio específico na sua necessidade individualizada, entendeu? Então, eu costumo dizer que aprender, a gente aprende até a hora que vai morrer. Então, aprender é um momento que a gente tá o tempo todo eh buscando informação, aprendendo, se desenvolvendo. E acreditar nisso é muito importante, porque a partir do momento que eu não consigo mais vislumbrar desenvolvimento e aprendizagem, perde o sentido da vida, né? nosso eh nosso Deus, ele sempre diz que ele é muito bom o tempo todo e ele diz e ele sempre diz que a gente eh está aqui para levar amor, respeito e que a gente consiga o tempo todo se desenvolver e a gente se desenvolve aprendendo. É isso mesmo. Sim. E e o contato para que nós possamos conhecer no Instagram, o meu contato é @acreditar. terapias e educação. Eh, lá eu tenho algumas lives falando sobre PDI, sobre IP, sobre adaptação curricular. Eu faço alguns algum algumas lives, né? Eh, faço, faço cursos também. Às vezes as pessoas me procuram, Ana, eu quero uma mentoria, eu quero entender mais, eu eh eh eu tenho um filho, eu tenho um neto ou então uma instituição, por exemplo, um um museu, uma instituição. Ana, eu quero montar um programa de acessibilidade para pessoas autistas aqui na no meu espaço, na instituição. Então, eu faço uma assessoria sobre isso, né? Eh, são 17 anos estudando como trazer acessibilidade no dia a dia. Então, assim, além de profissional, eu moro com uma pessoa com transtorno do espectro autista. Então, eu sei exatamente o que ela precisa de qualidade de vida. Bom, essa informação agora por todas foram maravilhosas. Essa daí foi um complemento maravilhoso que nós podíamos entrar em contato quem quiser, né? E e vai ter esse esse esse apoio aí, essa essa mentoria, né, como você fala. É, eu chamo de mentoria. Fica aí a a dica, né, Sônia? Eu digo ainda mais, eh, as pessoas eh acreditam que eh a partir do momento que eu conheço uma pessoa autista, eu conheço o autismo. Tá enganada? Eu só conheço o transtorno do espectro autista quando eu passo a
inda mais, eh, as pessoas eh acreditam que eh a partir do momento que eu conheço uma pessoa autista, eu conheço o autismo. Tá enganada? Eu só conheço o transtorno do espectro autista quando eu passo a olhar a pessoa na sua necessidade específica. E aí eu vou conhecer as características e as necessidades que aquela pessoa precisa. Perfeito. E dia 2 de abril tá chegando, né, minha querida? Sim. Olha aí, já estamos com @acreditar terapia, terapias e educação. É isso mesmo, Belmiro tá nos bastidores. Belmiro é maravilhoso. Parabéns aí coração do Belmiro. Então, então eh durante muito tempo, né? Eu digo muito tempo porque eh não são 5 dias, dois dias, três dias, né, minha gente? Eh, são 17 anos. E nesses 17 anos, eh, eu posso dizer que eu só não participei de dois dias, 2 de abril, fazendo movimentação. Só que eu quero dizer que a movimentação não é só dia 2 de abril, são todos os dias quando você acolhe uma pessoa com transtorno do espectro autista e a família dela. No entanto, dia 2 de abril, o dia mundial de conscientização sobre o autismo, não é um dia de festa, não é um dia de comemoração do autista, é um dia pela luta de conscientizar uma sociedade que ainda é excludente, que as pessoas com transtorno do espectro autista, elas têm direitos e elas precisam ser ouvidas. E aí eu convido todos vocês no dia 2 de abril a deixar uma mensagem para que essa sociedade ela consiga entender que nós somos diferentes. Todas as pessoas são diferentes. E essas diferenças é que faz a nossa maior qualidade, né? Porque imagine se nós todos todos fôssemos idênticos iguais, né? Então assim, eu digo que dia 2 de abril é um dia de conscientização, um dia de você eh ligar para aquela pessoa com autismo e dizer a ela: "Olha, eu te respeito e admiro os desafios que você enfrenta todos os dias para viver numa sociedade excludente." Isso. Muito obrigada, viu, querida Ana? E agora chegamos ao final do programa. Nossa, é, mas foi maravilhoso, né? Nós estamos aqui, olha, Ana, sem palavras por tudo que você nos
sociedade excludente." Isso. Muito obrigada, viu, querida Ana? E agora chegamos ao final do programa. Nossa, é, mas foi maravilhoso, né? Nós estamos aqui, olha, Ana, sem palavras por tudo que você nos proporcionou nesses nesses nessa 1 hora30, né? Só foi foi o programa é uma hora mais eu vou lhe dizer foi maravilhoso. Então nós só temos a agradecer. É impossível quem vai assistir esse programa sair diferente. Não tem como nós hoje dizer assim: "Não, não virou a chave". Todos nós estamos saindo daqui diferentes para melhor. Isso eu tenho certeza, porque eu estou me sentindo assim. Muitas coisas a chavezinha virou aqui na minha cabeça. Então, gratidão, querida Ana, que nós possamos ter a oportunidade de ter você muitas e muitas vezes aqui conosco no programa e pra vida. É o que eu espero sempre. Que Deus abençoe você imensamente nessa sua luta de levar o conhecimento e compartilhar o conhecimento com o mundo, né, com com o planeta, porque essa essas informações chegam no Brasil, chegam nos estados e chegam no mundo. Pessoas que vão estar assistindo aqui vão estar assistindo no Japão, nos Estados Unidos, vai chegar no mundo. Então, obrigada por você compartilhar com todos nós eh os seus conhecimentos, né? E agora eu peço a você que deixe uma mensagem aí pro público, né? Se dispersa. Eu quero agradecer a cada um de vocês que assistiu, né, que está assistindo essa live. E quero dizer que no dia 2 de abril procure uma pessoa com autismo e diga a ela que ela é muito importante e que ela é uma pessoa que merece dignidade e respeito. Eh, e eu quero dizer a vocês o seguinte, pessoas autistas, elas não são ficam crianças eternamente, elas crescem. Elas são pessoas que merecem respeito, são pessoas que merecem dignidade e uma sociedade que entenda as necessidades específicas. E eu também quero dizer, Sônia, eh, que pessoas autistas, ela, algumas delas têm dificuldade de entender metáfora, mas outras adoram piadas. E é isso é tão interessante que eu eh pessoas com transtorno do espectro
uero dizer, Sônia, eh, que pessoas autistas, ela, algumas delas têm dificuldade de entender metáfora, mas outras adoram piadas. E é isso é tão interessante que eu eh pessoas com transtorno do espectro autista, elas não são ingênuas. As pessoas têm uma ideia que eles são anjos, que são ingênuos, eles são pessoas e que precisam de acolhimento, cuidado, respeito, dedicação e a minha admiração, porque enfrentar uma sociedade diariamente capacitista e com as necessidades sensoriais muitas vezes que eles têm, são verdadeiros campeões. na vida. Então assim, eh fica aqui o meu respeito, minha admiração a toda a comunidade que tem o transtorno do espectro autista. A nossa também, né? Nossa, nosso respeito também e admiração a todos. E agradecendo aqui a nossa querida Ana Cláudia. Olha, gratidão. É a palavra que eu posso dizer para você. Gratidão a nossa querida intérprete maravilhosa Daisy Ducine. Gratidão, querida irmã, por você ter dedicado esse seu tempo por estar para estar aqui no programa com muito amor. Sei que a gente passou um pouco, mas olhe, você foi que é maravilhosa, tá certo? Ah, é maravilhosa. Que nós possamos ter você aqui. Olha aí, de coraçãozinho. Gratidão, querida irmã, queridas irmãs. Gratidão ao Belmiro que tá nos bastidores dando todo o suporte. Gratidão, meu querido irmão Belmiro, que Deus te abençoe. E gratidão aí e agradecendo a todos os parceiros, os apoiadores deste programa, ao público que nos acompanha, que está aí conosco. Gratidão a todos e fico relembro aqui. Mandem suas perguntas para que no próximo programa nós possamos trazer para nosso para o nosso próximo palestrante, tá certo? Então, eu só tenho agradecer uma boa noite cheia de bênçãos, que nós possamos botar em prática e buscar aprender mais ainda do que nós começamos na noite de hoje, tá certo? Um forte abraço em cada um. Obrigada ao sistema, Sim, sistema Deus conosco de comunicação espírita que está proporcionando esse trabalho maravilhoso juntamente com a FEAL, que é a Federação Espírita de Alagoas, Federação Espírita
brigada ao sistema, Sim, sistema Deus conosco de comunicação espírita que está proporcionando esse trabalho maravilhoso juntamente com a FEAL, que é a Federação Espírita de Alagoas, Federação Espírita eh da Paraíba e a todos as outras federativas, todos os apoiadores. Um forte abraço e até o próximo programa, se Deus, nosso pai de misericórdia infinita, nos permitir. Tchau, gente. Sistema Deus conosco de comunicação espírita. Aqui você navega em Ondas de Luz. O sistema Deus Conosco de Comunicação Espírita apresentou programa Diálogos Inclusivos. O próximo programa Diálogos Inclusivos será dia 26 de abril. às 20 horas e terá como tema o que é preciso fazer para promover a inclusão da pessoa com deficiência física. Teremos como convidado Luís Loreto, mediador Elmo Costa, intérprete de Libras, Sandra Santiago. Aguardamos todos vocês. Será dia 26 de abril às 20 horas. Você gostou do conteúdo que produzimos? A maior caridade que podemos fazer a doutrina espírita é a sua própria divulgação. Gostaria de participar? Então venha e se junte ao grupo de amigos do sistema Deus conosco de comunicação espírita. Ajude a manter esse trabalho de amor. Seja um colaborador. Você pode contribuir com qualquer valor. Basta escanear o QR Code da tela. A sua colaboração é muito importante para nos ajudar a levar para o mundo a mensagem do Evangelho de Jesus e a doutrina espírita.
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