DIÁLOGOS INCLUSIVOS: SEXUALIDADE, DIVERSIDADE HUMANA E INCLUSÃO: O QUE NOS DIZ A DOUTRINA ESPÍRITA?
DIÁLOGOS INCLUSIVOS: SEXUALIDADE, DIVERSIDADE HUMANA E INCLUSÃO: O QUE NOS DIZ A DOUTRINA ESPÍRITA? - ANDRÉ GAYOSO e THAYS TORRES Bem-vindo ao Diálogos Inclusivos, um podcast feito para você! Todo mês, um convidado especial traz reflexões e trocas incríveis sobre inclusão, acessibilidade e diversidade. junte-se a nós neste bate-papo cheio de descontração e aprendizado! Curta, comente e compartilhe para levar essa mensagem ainda mais longe! #Inclusão #Acessibilidade #DeficiênciaVisual #...
Caros ouvintes e internautas, sejam bem-vindos. Dentro de instantes, iniciaremos a nossa transmissão. O Sistema Deus Conosco de Comunicação Espírita em parceria com a Federação Espírita do Estado de Alagoas e com a Federação Espírita Paraibana apresentam programa Diálogos Inclusivos. No programa deste mês, o tema será sexualidade, diversidade humana e inclusão. O que nos diz a doutrina espírita? Expositores: André Gaioso e Taís Torres. Mediador Paulo Yocanã. Inérprete de Libras, Sandra Santiago. Sejam todos bem-vindos. >> Olá, queridos amigos, queridas amigas. Sejam todos bem-vindos, todas bem-vindas ao programa Diálogos Inclusivos. Esse programa é uma promoção do sistema de comunicação espírita Deus conosco e conta com apoio da Federação Espírita do Estado de Alagoas e da Federação Espírita Paraibana. Eu sou Paulo Iocanã. Ah, e fazendo aqui uma audiodescrição. Eh, sou um homem de meia idade, pele branca, cabelos ainda mais pretos, ah, uso óculos, né? Não, não tenho barba. Ah, hoje estou aqui com uma camisa azul, com alguns dizeres brancos, né? E nesse momento estou na Federação Espírita Paraibana, na livraria Leonir, né? E aqui por trás de mim, portanto, tem estantes com livros, né? Um local que é muito muito bacana, né? Ah, aqui estamos, na verdade, com Sandra Santiago, fazendo a interpretação eh de Libras, né? Sandra é uma mulher também de meia idade, cabelos ondulados a na altura dos ombros, pele parda, né? Usa, tá usando um fone de ouvido, né? Camisa preta e por trás dela tem ali uma uma cortina, né? Uma parede. Muito obrigado, Sandra, pela sua participação conosco, né? E esse programa é um bate-papo que tem com objetivo disseminar saberes e práticas sobre a inclusão e a acessibilidade, de modo que cada pessoa que nos acompanha, adquira, desenvolva e aprimore competências inclusivas. E quando falamos de um mundo inclusivo, estamos referindo ao mundo onde o respeito, o amor e a fraternidade são os principais recursos para uma vida plena e feliz. E nós acreditamos que todos temos um
E quando falamos de um mundo inclusivo, estamos referindo ao mundo onde o respeito, o amor e a fraternidade são os principais recursos para uma vida plena e feliz. E nós acreditamos que todos temos um papel na transição planetária e na construção da nova era. Eh, esse é o convite, né, na verdade, do Mestre Jesus. Desse modo, a cada mês, no último sábado, das 20 às 21 horas, teremos um bate-papo com convidados, estudiosos ou especialistas na área. Numa conversa aberta, direta e franca, todos e todas aprenderemos juntos o que fazer e como fazer para colaborar na construção de um mundo mais fraterno e feliz. Então, coloque aí da sua agenda e não perca nenhum programa. Divulgue nos espaços eh espíritas, né, que você frequenta. Você pode acompanhar tanto em forma de vídeo como também em podcast. Ah, e nesse programa, nosso bate-papo será, como foi anunciado na introdução, sobre o tema sexualidade, diversidade humana e inclusão. O que diz a doutrina espírita? E para conversar conosco hoje, né, a gente vai convidar, na verdade, duas pessoas, né? Eh, nosso amigo, eh, André Gaioso, né? E aí eu queria que a técnica já colocasse o André na tela. O André, ele é vinculado ao Centro Espírita Leopoldo Cirne em João Pessoa. É trabalhador espírita ligado ao campo da exposição, evangelização infanto juvenil e arte espírita. Também integra o grupo musical espírita Escolhas de Luz. E quero convidar também a Thaís, né? Thaís, ela, cadê Thaís? Qual? Oi, Thaís. A Thaís Torres. Thaís é de Campina Grande, né? Trabalha no movimento, vinculada à Casa Lupo Machado, né? e ela também trabalha voluntária nos eventos patrocinados pelo pela AM Campina Grande, especialmente o MIEP, né, que é um um evento que já tem aí mais de meio século. Ah, então, meus amigos, sejam todos bem-vindos, todas bem-vindas, né? E gostaria que André e em seguida Thaís também se apresentasse, fizesse aí uma audiodescrição. >> Andrezinho, >> olá pessoal, muito obrigado pela oportunidade de estar aqui. Queria agradecer aos
, né? E gostaria que André e em seguida Thaís também se apresentasse, fizesse aí uma audiodescrição. >> Andrezinho, >> olá pessoal, muito obrigado pela oportunidade de estar aqui. Queria agradecer aos organizadores do programa, as federativas que apoiam. Eu me chamo André, eu tenho 35 anos. Eu estou usando óculos nesse momento. Eu não tenho barba, meus cabelos são escuros e estou com uma camisa verde clara. Atrás de mim há uma parede branca, alguns quadros, um jarrinho e o meu amigo violão. E você, Thaí? >> Olá, boa noite. Boa noite, Paulo. Boa noite, André. Boa noite a todos que nos assistem. Eu me chamo Thaí, tenho aproximadamente entre 30 e 40 anos, né? Não vou dizer exatamente qual, mas próximo dos 30, mas com carinha de 20. Tenho cabelos pretos, olhos negros também, meus olhos são pretos, pele parda, estou usando uma blusa preta e atrás de mim está um pouco desfocado porque estou no meu quarto. Mas eu gostaria desde já de agradecer o convite eh de Paulo, de André também e de todos aqueles que fazem parte desse programa. Uma boa noite. >> Muito bem, gente, né? Então, antes da gente eh começar aqui a trazer perguntas, né, que as pessoas que acompanham enviaram algumas perguntas sobre a temática, né, mas só para contextualizar a nós, né, tanto eu, a que falo aqui de João Pessoa, André também de João Pessoa, a Thaí eh de Campina Grande e outros outros amigos nossos, nós formamos um grupo de estudo sobre espiritismo e sexualidade, né? Então, a a e a ideia nossa exatamente é aprofundar, refletir a respeito da temática, que é realmente muito importante, eh, mas refletir sobretudo sobre o olhar eh amoroso, consolador, né, de Jesus e trazendo também a ciência, né, que eh colabora muito para que nós tenhamos uma uma convivência harmônica. e natural, eh, tentando realmente extirpar os preconceitos que ainda existem e também tentando fazer com que essa conversa sobre a temática seja realmente algo comum entre as famílias, entre as pessoas, né, sem que haja aí os tabus que são tão ainda presentes,
ue ainda existem e também tentando fazer com que essa conversa sobre a temática seja realmente algo comum entre as famílias, entre as pessoas, né, sem que haja aí os tabus que são tão ainda presentes, especialmente sobre isso, né, André e e Thaís. Então, assim, essa é uma questão que esse programa aqui eh ele contribui com isso, né, para que a gente possa falar abertamente sobre essa temática, né, e a gente possa aí ir pouco a pouco. A gente sabe que não acontece de uma hora para outra, mas a gente vai pouco a pouco aí eh tirando esses preconceitos que ainda são muito fortes na sociedade como um todo, né? E no movimento espírita também não é diferente. CCA comentar alguma coisa, Dezinho Thaís antes das perguntas. Eh, sobre o o grupo, né, companheiro, a gente começou a estudar o tema há alguns anos, eh, 16, 17, né, 2016, 2017, mais ou menos por ali, eh, sentindo a necessidade de tomar esclarecimentos acerca da temática, eh, para trabalhar trabalhar nas casas espíritas. Esse grupo foi aumentando de de número, né? Mais mais pessoas foram chegando. A gente tem a mais alguns companheiros, além de Thaís, eh, e você, Paulo, e eu temos o companheiro de de Natal, temos amigos lá de Campina Grande também. E nós tentamos compreender esse assunto, eh, bebendo da fonte da ciência à luz do do espiritismo, porque o objeto de estudo do espiritismo é o espírito. E a sexualidade é um é um um potencial imenso que cada um de nós temos enquanto espíritos. Logo, faz parte das nossas, digamos, atribuições, né? Faz parte do do nosso objeto de estudo também estudar a sexualidade, já que ela está tão ligada, tão presente na vida de cada um de nós que somos espíritos. E lembrando que o bate-papo de hoje não esgota o tema. O tema é tão amplo que na verdade o bate-papo de hoje é apenas para instigar, né? Instigar o conhecimento, instigar a pesquisa, instigar o diálogo, né? E a inclusão desse tema, tal como é proposto eh no tema de hoje, né? Então ele não é exaustivo, ao contrário. >> É isso aí, né? E eu queria também fazer
o, instigar a pesquisa, instigar o diálogo, né? E a inclusão desse tema, tal como é proposto eh no tema de hoje, né? Então ele não é exaustivo, ao contrário. >> É isso aí, né? E eu queria também fazer só um registro de que e esse grupo de estudo ele recentemente ele vinculou-se, né, ao departamento, né, de de apoio à família, né, o DAF, da Federação Espírita Paraibana. Eh, portanto, nós já iniciamos algumas ações, né? Vamos ter esses grupos de estudos sendo ampliados, sendo, eh, digamos assim, implantados também naquelas casas espíritas que queiram, né, também fazer esses grupos de estudos. Enfim, tem todo um campo para se trabalhar nessa temática, visando, como a gente falou anteriormente, visando eh eh naturalizar o tema, né? E com a informação, com a a conversa, a gente ir realmente diminuindo os preconceitos que normalmente eles nascem da da ignorância, né, sobre os temas, né? É por isso que é tão importante a gente falar sobre para poder a gente ir melhorando nesse aspecto, certo? Então, como a gente falou anteriormente, nós recebemos diversas perguntas, fizemos aqui alguns agrupamentos eh em relação a essas perguntas e pra gente tentar assim ser mais didático, enfim, tentar auxiliar melhor, né, a a compreensão das pessoas. E aí a gente tem aqui um primeiro bloco que ele são três perguntas, tá? Aí eu vou ler as três e aí André e Thaís, né, vão aí, vamos, é uma conversa informal mesmo, né? É um, é um bate-papo, tá? Então, vamos lá. Vou ler as perguntas. A primeira aqui do Diogo lá da Federação Espírita do Rio Grande do Norte. O que a doutrina espírita pensa sobre a homossexualidade? A outra pergunta da Tatiana de Sapé, que é uma cidade aqui da Paraíba, quais as principais obras da codificação que abordam esse tema? E uma uma pergunta da Taiane de São Paulo, eh, diz assim: "Que sugestões de livros baseados na doutrina espírita que você recomenda, né, vocês recomendam para eh estudo nessa área? Quer começar, Dezinho? >> Começamos. Então, a primeira sobre homossexualidade, né, que o que é que o
s baseados na doutrina espírita que você recomenda, né, vocês recomendam para eh estudo nessa área? Quer começar, Dezinho? >> Começamos. Então, a primeira sobre homossexualidade, né, que o que é que o Espiritismo acha sobre isso? Eh, eu eu quando recebo alguma pergunta assim de algum curioso, alguma pessoa que sabe que a gente é espírita, ou quando eu desejo saber a posição do espiritismo acerca de determinado tema, eu sempre me sinto no dever de procurar as obras de Kardec. Isso é muito importante que a gente que a gente fixe, porque é ali que estão as nossas bases, né? A forma como a obra foi concebida, foi publicada, o controle que ele fazia nessa publicação, a atenção que ele tinha, né? Então, eh, nós não encontraremos em Kardec, no livro dos espíritos, por exemplo, que é o livro fundamental, livro base, nem outras obras que ele publicou, uma nota, um capítulo, um trecho específico sobre homossexualidade em si. Então, a gente não vai ver, por exemplo, Kardec perguntando, eh, se boa parte das pessoas se atraem, né, a boa parte dos homens se atrai pelas mulheres, as mulheres pelos homens, porque é que existem homens que se atraem por outros homens e mulheres por outras mulheres? a gente não vai encontrar essa pergunta eh formulada por Kardec, mas encontraremos nas obras fundamentais algumas eh alguns pontos, algumas informações que nos ajudam a entender melhor o tema da diversidade na sexualidade, incluindo as orientações sexuais, dentre elas a da homossexualidade. A gente destacaria as questões 200 a 202 Kardec pergunta, né, se os espíritos têm sexos. a gente compreende isso como sendo sexo biológico, né? Pelo menos é o entendimento nosso, eh, de grupo, eh, se os espíritos reencarnam como homens e como os mulheres e como é que, qual é o critério para escolher vir com homem como mulher? E essas informações, as respostas que os espíritos dão a essas perguntas, elas nos facilitam um pouco o entendimento sobre a questão da diversidade, né? A resposta dessa última questão, por exemplo, é que eles
nformações, as respostas que os espíritos dão a essas perguntas, elas nos facilitam um pouco o entendimento sobre a questão da diversidade, né? A resposta dessa última questão, por exemplo, é que eles reencarnam como homens e como mulheres. A dependendo da prova que eles desejam passar, eles vão eh escolher este ou aquele aquela indumentária física, aquele corpo físico, né? Temos também ainda no livro dos espíritos eh uma pergunta em que Kardec conceitua o casamento. Tá lá na lei de reprodução. E ele pergunta assim: "O casamento, ou seja, agora ele vai definir, né, a união entre dois seres?" Eh, essa essa pergunta, a forma como ele conceituou o casamento, ela é um tanto quanto eh curiosa. Ela é no mínimo curiosa, porque ele não escolheu eh o casamento entre dois duas entre um homem e uma mulher, por exemplo, né? Ele escolheu entre dois seres. Então, podemos nos perguntar, né? E aqui é um exercício de interpretação que a gente faz, né? Será que Kardec escolheu dois seres aleatoriamente porque ele considerou essa palavra naquele momento, ou porque ele realmente não quis eh dar um caráter de exclusividade ao casamento como sendo apenas aquele realizado entre um homem e uma mulher? É uma pergunta que a gente faz e que muitas pessoas entendem, que ele não escolheu por acaso a palavra eh seres. E temos também na revista espírita um artigo que muito interessante sobre a temática também, que nos ajuda a compreender a temática da diversidade, que é um artigo de 1866 que ele publica na revista espírita, que era um um jornal mensal que Kardec publicou durante muitos anos, intitulado o artigo as mulheres têm alma? É uma pergunta, né? Porque aquela época ele tinha a necessidade de discutir isso. Estamos falando, né, de meados de século XIX. E nessa resposta, Kardec vai dizer que sim, que a todos os seres encarnados, né, as pessoas humanas encarnadas, elas estão eh elas têm elas são espíritos que estão ali momentaneamente encarnados e as mulheres se incluem naturalmente nesse grupo e
e a todos os seres encarnados, né, as pessoas humanas encarnadas, elas estão eh elas têm elas são espíritos que estão ali momentaneamente encarnados e as mulheres se incluem naturalmente nesse grupo e que no desenvolver do texto ele vai dizer assim, se em outras palavras, né, a gente tá sintetizando, se você vê um homem ou uma mulher eh e acha esquisita a forma dele, né, os caracteres dele, caracteres no sentido de característica, essas Anomalias são apenas aparentes, né? Se trata, trata-se de anomalias aparentes. Ou seja, você tá achando esquisito isso porque você não vê a história espiritual daquela pessoa, as experiências que as pessoas eh passam, né? Que que esses espíritos passaram. Por isso que você acha esquisito ter um homem ou uma mulher com esta ou com aquela aparência que é diferente do padrão. Então, temos nesses textos um determinado norte em que podemos já compreender que a natureza possibilita que o espírito ele reencarne em corpos de homens, em corpos de mulheres, que eles se ligam pela afinidade. Essa é a ligação real, né, das criaturas. e que o padrão que nós conhecemos e que nós achamos padrão um homem ter essas características, as mulheres, aquelas outras, ela, esse padrão, ele não vai acontecer necessariamente todas as vezes, justamente em virtude das peculiaridades de cada espírito. Agora, existem obras espíritas, obras publicadas no movimento espírita, quer seja psicografadas ou não, que aí sim elas falam com mais eh de forma explícita sobre homossexualidade. Eh, nós poderemos citar vida e sexo de Emmanuel eh por Chico Xavier. Nós podemos citar sexo e destino. Existe uma nota, um trechinho, um parágrafozinho sobre isso. Psografia de Chico Xavier, Edivaldo Vieira, espírito André Luiz. eh, e algumas outras obras. A obra que nos parece, pelo menos em termos de grupo, é aquela que a gente mais entende como como legal, né, como bacana, como como em sintonia com a com o pensamento de Kardec, com os pensamentos que os espíritos trazem nas obras de Kardec,
os de grupo, é aquela que a gente mais entende como como legal, né, como bacana, como como em sintonia com a com o pensamento de Kardec, com os pensamentos que os espíritos trazem nas obras de Kardec, que é a obra Vida e Sexo. Uma obra muito bacana, muito legal, pequena. São eh, cerca de 30 capítulos, né? uma obra da década de 70 e e atual em tantos pontos, em que ele sinaliza eh na introdução da obra, que é a sua grande pérola para muitos de nós, a importância de nós nos valermos da nossa energia sexual com responsabilidade, eh sem extravagâncias, mas também sem abstinência imposta. E aquele norte que ele dá na introdução, que eu convido todo mundo que esteja assistindo para ler essa introdução, nos parece sinalizar que a criatura que está encarnada, ela deve, independentemente de sua orientação sexual, se valer da sua energia sexual de forma equilibrada. Então essa parece, esse parece ser um pensamento que nos nos norteia muito em relação a esse tema, né? é o pensamento que nós abraçamos como sendo aquele que está mais em sintonia com o pensamento de Kardec. Tem um capítulo específico sobre homossexualidade nesse livro. Eh, muito embora seja importante ressaltar que alguns casos que o espírito Emâmel traz como sendo de homossexualidade, algumas hipóteses nesse capítulo, hoje nós compreendemos como não não se tratando exatamente de homossexualidade. Tem uns exemplos que ele dá lá que a gente parece entender mais que ele tá falando de experiências de pessoas que são transexuais, né, ou pessoas que são transgênero, que não se identificam com o sexo e que lhe foi atribuído no no nascimento, né? A gente pode falar um pouquinho mais sobre isso depois, mas é importante a gente analisar essa obra, assim como todas as obras espíritas, com o crio da razão, né, contextualizando com a ciência da época. Então, em resumo, sei que já falei bastante para responder essa pergunta, mas ela exige, né, essa essa esse pequeno percurso, é que a homossexualidade é uma manifestação da criatura aqui na Terra.
ca. Então, em resumo, sei que já falei bastante para responder essa pergunta, mas ela exige, né, essa essa esse pequeno percurso, é que a homossexualidade é uma manifestação da criatura aqui na Terra. E no nosso entender, essa visão que Emanuel traz de uma de de uso equilibrado da energia sexual direcionada a todas as criaturas que aqui estão encarnadas também se dirige a um homossexual. Eh, não há que se não haveria que se falar, portanto, na ideia de que o homossexual ele deve não utilizar sua energia sexual pro namoro, ele deve fazer outras coisas, etc. e tal. a gente compreende à luz dessa obra e à luz das informações que os espíritos trazem, que o que é realmente irrelevante para o espírito é ele usar a sua energia sexual de forma equilibrada. Eu não conheço, talvez vocês também não, provavelmente não, por aquilo que nós conversamos, nenhuma eh nenhum relato de um espírito que desencarnou e que diz assim: "Poxa vida, eu fui homossexual na minha encarnação e namorei outra pessoa, né? Fui um homem nessa encarnação, um homem gay e namorei outro homem. Eu estou muito culpado por isso. Eh, a gente não conhece nenhum relato de um espírito que fala isso. Agora, a gente conhece relato do espírito que diz assim: "Rapaz, namorei na minha na minha encarnação, namorei, casei, fui um péssimo marido, uma péssima esposa, né? Violentei do ponto de vista afetivo, não fui responsável, abandonei minha família. Aí a gente encontra muitos relatos, relatos de montão. É, nesse sentido. E as perguntas sobre sugestões de obras, a gente já deu algumas, né? O livro dos espíritos sempre, gente, sempre livro dos espíritos, sempre as obras de Kardec. Vamos, vamos pra base sempre. Primeiro tem uma ferramenta maravilhosa que a gente pode usar, que é o Kardec Pédia. Não sei se é Kardec Pédia ou Kardec Pídia, né? que ess as eu já vi a as as duas pessoas chamando, as pessoas chamando de forma distinta, uma plataforma gratuita em que a gente pode fazer pesquisa sobre coisas que estão nas obras de Kardec. a revista espírita
eu já vi a as as duas pessoas chamando, as pessoas chamando de forma distinta, uma plataforma gratuita em que a gente pode fazer pesquisa sobre coisas que estão nas obras de Kardec. a revista espírita que nós mencionamos, sexo e destino, vida e sexo, tem uma obra também eh também conhecida, né, do Divaldo, de Divaldo, pela psicografia de Manuel Flomeno de Miranda, que é sexo e obsessão. Uma obra mais densa, particularmente quando não me me é questionar de recomendação, eu não não recomendo como ser uma das primeiras, porque ela é muito pesada, a história é muito pesada, é forte, né? Eu acho que há umas bases para serem trabalhadas antes. A demanu seria ótima. E de obras mais recentes, publicações mais recentes, eh tem duas que são maravilhosas, a gente gosta muito de estudar, que é a obra Transexualidades Sob ótica do Espírito Imortal, um livro de Andrei Moreira, um livro de encarnado, né? Não se trata de uma psicografia. e um livro muito fiel às suas fontes, à suas referências, um livro que abre um capítulo para que as pessoas transexuais ou transgênero, né, tem pessoas que preferem transgênero, elas relatem as suas experiências. Eu acho que isso gera empatia, isso isso nos nos possibilita conhecimento da forma mais prática possível, né? Eh, tem um desses uma desses relatos, inclusive, né, de uma de uma mulher trans, eu acho, que fala da importância, é surpreendente, alguns relatos. Eu vou dar só esse aqui, tá, rapidinho, para não dar spoiler, que uma das pessoas mais importantes na trajetória dela foi um padre. Eu achei tão lindo, fiquei muito emocionado, né? Quer dizer, foi uma pessoa da Igreja Católica, uma pessoa que eventualmente poderia ter um discurso mais conservador, né? É um assunto ainda muito distante do meio religioso, esse da transgeneridade, né? especialmente no que diz respeito à aceitação. E essa obra ela traz essa experiência dessa pessoa e de tantas outras, além de trazerinho, >> oi querida, >> tá te interrompendo porque você falou uma coisa só pra gente dialogar e uma
to à aceitação. E essa obra ela traz essa experiência dessa pessoa e de tantas outras, além de trazerinho, >> oi querida, >> tá te interrompendo porque você falou uma coisa só pra gente dialogar e uma das grandes frases que eu eu lembro que a gente passou mais de semana pensando nisso sobre essa obra, que nós estamos falando de espíritos imortais e há uma frase que ficou marcada pra gente. Mas não, ela diz assim: "Eu não sou uma pessoa trans, eu estou vivendo uma experiência, né? A experiência como a trans." Então, quando a gente pensa em espírito imortal, a gente eh pensa na vida como a experiência mesmo, né? Da necessidade de passar por aquela experiência. >> Sim. E eu eu acho que o contexto dessa fala foi quando perguntam para ela, né? Eu a eu acho que ela conheceu o espiritismo depois. Eu não me lembro, mas eu acho que sim. E ela se tornou espírita, tu lembra? Foi, né? E aí ela diz, ela viu até André Moreira em algumas palestras, se eu não me engano. >> Ah, muito bem. E ela e ela disse assim que pergunto muito para ela, mas você nasceu no ela no corpo feminino, né? Aliás, num corpo masculino, num corpo biologicamente masculino de homem. E ela diz assim: "Mas não foi uma uma prova que você veio, né? Não, será que você foi foi por acaso que você veio com o corpo de homem? Não é para você passar por isso e ficar com essa identidade até o fim. etc e tal. E ela responde isso. Olha, Deus não me deu a uma prova, né, da da transgeneridade. Ele deu uma experiência trans, ele me proporcionou uma experiência. Então, é muito linda mesmo esse esse trecho, não é esse o contexto? É isso, não é? E aí, eh, eh, a gente poderia falar também uma outra obra que a gente gosta muito, que é a obra de Marquinhos, que é um dos nossos amigos do grupo e e ele publicou recentemente, no ano passado, né? Passado ou retrasado, 24 ou 23? >> 23. >> 23, retrasado, o tempo voa, né, meus amigos? E ele publicou, por hora, de forma apenas virtual, uma obra chamada Sexualidade, o que dizem os espíritos e
, né? Passado ou retrasado, 24 ou 23? >> 23. >> 23, retrasado, o tempo voa, né, meus amigos? E ele publicou, por hora, de forma apenas virtual, uma obra chamada Sexualidade, o que dizem os espíritos e a ciência. Em breve aí a gente vai ter essa obra de forma física, mas qual foi o o o lance dele? Ele escolheu, ele ele como essa literatura espírita sobre sexualidade, ela é muito dispersa, ou seja, os espíritos vão falando de forma pontual sobre esse assunto nas obras eh salvo essas que mencionei, que era o conteúdo central. Eh, ele reuniu tudo aquilo, fez perguntas e as respostas eram extraídas desses textos. Ele usou uma metodologia, metodologia semelhante à do livro dos espíritos, né? Ele e para fazer a seleção dos textos, ele se valeu de critérios. tem um critério da razão, o crio da razão, o crio da da condição moral do médium, né, da contemporaneidade do pensamento, da sintonia do pensamento que tá tá no livro com o que a ciência tá dizendo hoje. Então, é uma obra super interessante que vale muito a pena. Por hora, lá na nas plataformas digitais, coloquem isso no o nome do autor Marcos Leal, não é isso, companheiro? Marcos Leal. Exatamente. >> E a obra é o que dizem sexualidade, o que dizem os espíritos e a ciência. Então, seriam essas essas recomendações. Como vocês podem, falei de algumas, né? Se vocês quiserem pausar o vídeo, vocês certamente conseguirão registrar aí sem sem maiores problemas. >> A gente a gente pode até só fazer um resumo. Vida e sexo, Emanuel, né? >> Eh, sexo destino, André Luiz com Chico e Valdo Vieira, né? Aí, André Moreira, podemos citar tanto transexualidades como também homossexualidade, né, sobre a ótima espírita imortal. Essa que de Marquinhos, né, sexualidade, o que diz os espíritos e a ciência para começar eh eh são obras e de fato vão dar aí muito pano paraa manga, né? Sim, >> e sem esquecer da base, né, da codificação, sempre colocando todos esses livros indicados, fazendo um paralelo com a codificação. >> Sem dúvida, Thís. Aproveitando, então,
ano paraa manga, né? Sim, >> e sem esquecer da base, né, da codificação, sempre colocando todos esses livros indicados, fazendo um paralelo com a codificação. >> Sem dúvida, Thís. Aproveitando, então, eh, deixa eu direcionar para você agora uma pergunta que foi feita pela Kina lá da lá da Federação Espírita do Rio Grande do Norte, né, que ela pergunta assim: "O que significa homofobia?" >> Então, vamos lá, Kina. Eh, só se a gente sempre pensar apenas na palavra, né? A fobia significa medo. Medo do quê? Da homossexualidade ou aquele que tem essas essas eh orientações, né? tudo ligado à homossexualidade. Porém, se a gente colocar hoje para hoje em dia, sem eh pensar tanto no que significa a palavra, a gente pode pensar numa aversão. São aquelas pessoas ou aquele sentimento que produz uma aversão à homossexualidade ou aquilo que eh está ligado a ela. Então, se eu sou homofóbico ou possuo sentimento de homofobia, é porque eu tenho uma aversão a a esse tema ou dizeres e características realizado a isso. Então, eu acho que é bem simples assim entender pra gente não estender tanto o assunto, né? são as pessoas ou atitudes que sejam contrárias a à perspectiva da homossexualidade ou da afividade de pessoas do mesmo sexo. >> É isso aí. Quer que eu tá travando um pouquinho, viu? A tua >> tá tá tá cortando, né? Eu acho que minha conexão >> tá travando um pouquinho aí a tua a tua tela, né? Mas deu paraa gente ouvir direitinho a questão da da pergunta, né, da a resposta a essa pergunta da Karina. Eh, vou eu vou fazer aqui duas perguntas juntas, né? uma que é da Mariana do Lar de Jesus, que é uma casa espírita aqui em João Pessoa, que ela diz assim: "Porque o tema da sexualidade é abordado num programa sobre inclusão, que é este aqui que nós estamos agora participando, né, de aulos inclusivos. E o Osley lá da Federação Espírita Pernambucana, ele diz assim: "Por que podemos considerar a questão de gênero como sendo uma questão de inclusão?" Tá? Então, né? O a Mariana pergunta, >> foi para mim, foi para Andrezinha?
ão Espírita Pernambucana, ele diz assim: "Por que podemos considerar a questão de gênero como sendo uma questão de inclusão?" Tá? Então, né? O a Mariana pergunta, >> foi para mim, foi para Andrezinha? >> Oi. >> Continua para mim ou para Andrezinho? Para mim, né? Se eu cortar, Andrezinho, aí você continua porque minha câmera pode ser que corte, certo? >> Vai lá, >> combinado? >> Então, Mariana e Osgley que que fez a pergunta, não é isso? >> Isso. >> Muito boa pergunta. E trazendo já esse conceito da homofobia, a gente pode pensar que existem grupos que, infelizmente, são incluídos da o que a gente chama de heteronormatividade, daquilo que é normal da gente ver todos os dias. Mas quando a gente pensa em sexualidade, a gente não pensa apenas no sexo propriamente dito, né? A sexualidade ela tem uma dimensão muito ampla e cuja abordagem é trazida de maneira bem didática pelo livro V Sexsexo de Emanu até foi citado por Andrezinho, eh, psicografia de Chico, que diz respeito, se a gente pudesse conceituar a sexualidade com todas as expressões criativas do ser. Então, se a gente fala de arte, se a gente fala de de poesia, né, que tá dentro da arte, se eu falo de exercício físico, se eu falo da própria criação, a gente tá falando de sexualidade. E justamente quando a gente coloca esse universo da sexualidade, a gente vê que o universo é diverso, né? Eh, eu sou diferente de André, que por sua vez é diferente de Paulo, que é por por sua vez diferente de todos aqueles que nos assistem. Então, quando a gente pensa que todo mundo é diferente, cada um vai ter a sua sexualidade e a sua expressão de maneira particular. Então, nós, a maneira da que a gente se porta, que a gente se apresenta, da maneira que a gente fala é diferente. E se a gente é diferente, porque a gente vai excluir, né? Então, quando a gente fala de sexualidade, é entender que todos nós temos expressões diferentes, nós somos diferentes e a gente deve incluir os diferentes, inclusive quando a gente sai um pouqu da
né? Então, quando a gente fala de sexualidade, é entender que todos nós temos expressões diferentes, nós somos diferentes e a gente deve incluir os diferentes, inclusive quando a gente sai um pouqu da heterormatividade, né? quando a gente fala de homossexualidade, quando a gente fala de transgeneridade, quando a gente fala até próprio do capacitismo, né, que existe essa essa questão do capacitismo, que a gente precisa fazer letramento sobre isso. Então, a gente traz essa inclusão, a necessidade de falar que todos nós temos eh assuntos para tratar dentro do tema sexualidade. Então, quando a gente pensa que a inclusão ela é um exercício da caridade, que ela nos convida a acolher o próximo sem julgamento, reconhecendo que todo mundo eh tem experiências e desafios, né, inerentes à sua própria evolução espiritual e ao seu progresso, a gente tem que fazer esse paralelo, que a sexualidade ela está atrelada à inclusão, né, e atrelada à inclusão e atrelada aos ensinamentos do amor, né, que Jesus nos nos propôs. Então, praticar a inclusão, conversar sobre isso e ter um programa tão assertivo nessa nessa conversa, nesse bate-papo, é buscar também aprimorar a nossa a nossa própria experiência, a nossa própria eh capacidade de interpretar o tema e o nosso espírito para essa tarefa. Respondi a pergunta. respondeu sim, Thaís. Eu só eu sózinho, >> deixa eu só fazer um comentário rapidinho, né? Fala >> eh o fato é que as pessoas cuja orientação sexual não é a hétero, né? E as pessoas que de identidade de gênero que não seja si gênero, né? Historicamente elas são excluídas, né? Elas são, elas estão à margem, né? Elas estão sofrendo preconceitos, elas estão sofrendo violências, as mais diversas, inclusive aquelas capitais, né? Aquelas que você vai que leva à morte, né? Infelizmente o nosso país, se não é o maior, é um dos maiores, enfim, que matam, né? Pessoas, >> é o segundo, é o segundo que mais mata pessoas trans no mundo é o Brasil. >> Pois é. é uma é uma é uma triste. Então, então como essas pessoas são excluídas,
maiores, enfim, que matam, né? Pessoas, >> é o segundo, é o segundo que mais mata pessoas trans no mundo é o Brasil. >> Pois é. é uma é uma é uma triste. Então, então como essas pessoas são excluídas, né, e elas fazem parte de minorias que são fortemente atacadas pela sociedade como um todo, por isso que a gente precisa então eh tê-las, né, nesse programa de inclusão, né, a gente precisa garantir isso para todos, né, Andrezinho, quer cumprimentar. E na aqui essa exclusão, por exemplo, no que diz respeito à morte, né, ela é eh considerada crime, evidentemente, o homicídio, né? Mas existem países hoje em que é regular, em que é legal você, na verdade eu vou refazer, existem países hoje que combatem de forma expressa o de forma legal, né, o relacionamento entre dois homens, entre pessoas do mesmo gênero, né? Então, existem países no Oriente que criminalizam a conduta. Se você tem é gay e fica na sua dentro do armário, que é a expressão popular que nós usamos, você não vai sofrer as consequências dessa legislação. Mas se você decide namorar alguém e é descoberto, você pode estar condenado à morte. Existem países no oriente em que isso ainda está presente. Então essa exclusão histórica, ela ainda perdura tanto em países como o nosso em que você pode exercer isso. A não há legislação que proíba, né, que uma pessoa trans ela se manifeste, que um casal que eh de dois homens, duas mulheres, ela eles namorem, mas eles são eh violentados por causa disso, em razão disso. Mas essa exclusão tá mais aprofundada ainda em países como esses, por exemplo, que mencionei, em que você corre o risco de perder a vida com o apoio do Estado, né? Tem uma legislação do Estado ali que vai eh proteger eh que vai proteger, não, que vai desproteger, né? >> Isso. Eu eu acredito que tem uma pergunta sobre isso, mas a gente não precisa nem estar na pena capital da própria morte. E a gente pensando aqui na realidade do Brasil, foi há pouco tempo que houve a possibilidade de casais eh homoafetivos, né, de poderem se casar. Não faz muito
m estar na pena capital da própria morte. E a gente pensando aqui na realidade do Brasil, foi há pouco tempo que houve a possibilidade de casais eh homoafetivos, né, de poderem se casar. Não faz muito tempo também, olha, isso assim pode ser um absurdo, mas as pessoas homoafetivas não poderiam doar sangue. Então assim, quando você pensa que só porque eu sou homossexual, eu não posso doar sangue, né? Isso é a coisa assim de 4 anos mais ou menos. Então, foi preciso uma uma uma necessidade de de conscientização, de participação popular para que alguns direitos fossem acolhidos, né, e incluídos como pessoas de direito. Então, assim, são fatos e são questões que precisam serem conversadas, debatidas, para que a gente possa realmente garantir a dignidade de todo mundo. >> Perfeito. >> Pois é. Bom, por isso que a gente precisa conversar sim, né? E e sobre essas questões todas. Bom, eh, deixa eu ouvir aqui, André. Eh, tenho a Anete lá da Federação Espírita do Piauí, ela manda o seguinte, a seguinte pergunta: "Acredito que podemos ser preconceituosos e nem ter noção disso, né? Você poderia dar exemplos de preconceitos eh contra pessoas do grupo LGBT? Eh, essa essa afirmação antes da pergunta, ela é faz muito sentido, né? Eu me lembro que quando era criança, quando se fazia campanha, né, de conscientização em relação ao racismo, havia um slogan, era era algo parecia, eu acho que era o slogan da campanha, né? Onde você esconde o seu preconceito, né? Porque eh como a gente não costuma, muitas muitas muitas condutas nossas, elas acabam saindo no automático de acordo com o local onde a gente vive. Nós sofremos uma influência muito grande no meio onde a gente tá, a educação que nós tivemos quando éramos crianças e muita coisa fica no automatismo, de modo que quando a gente é confrontado em relação a algum tema mais sensível como esse da sexualidade, em um primeiro momento a gente pode dizer assim: "Não, eu olha respeito todo mundo, não tem problema, tá tudo certo". Mas dentro de
tado em relação a algum tema mais sensível como esse da sexualidade, em um primeiro momento a gente pode dizer assim: "Não, eu olha respeito todo mundo, não tem problema, tá tudo certo". Mas dentro de nós existem algumas construções que contrariam essa essa essa perspectiva, né? essa essa visão dessa pessoa. Eu acho que uma das formas que a gente é muito preconceituoso e um tanto quanto violento em relação a pessoas eh homossexuais, transgênero, é quando nós fazemos algumas piadas sobre as pessoas, né? Então tem piadas que estão no nosso cotidiano, o número 24, né, por exemplo, né, que é o número que as pessoas não gostam de de receber eventualmente, né? Eh, as pessoas que querem, eu passei por uma experiência recente de um determinado grupo em que havia um um controle de controlar carros, né, controlar entrada de carro em condomínio. E algumas pessoas eles elas não quiseram por ser rosa, né, e ficaram naquela brincadeira como como se for como ter aquilo significasse eh algo, né? você ter abraçar um objeto uma coisa específica, ter um objeto uma coisa específica significasse algo e que significasse algo que fosse menor, né? A poucos dias também. Isso isso é tão no nosso cotidiano que eu acho que eu vou contando essas esse lembrando desses casos e vocês vão vão acabar lembrando vocês daqui da sala e quem tiver ouvindo, né? tava praticando, por exemplo, o esporte em que eu estava, que eu que eu gosto de jogar, que eu sou apaixonado, que eu amo fazer esporte, a endolfina que liberada pelo depois de uma atividade física para mim é mesmo que um remedinho, né? Assim, é extraordinário. É uma medicação, é considerada uma medicação, né? Não é química, mas enfim, não é não é o químico que eu tô ingerindo, mas é maravilhoso. E a pessoa foi me contar uma história em que ele foi jogar contra um adversário, contra uma dupla adversário que era muito superior a ele e a seu parceiro. E eles ele disse assim que para estimular o parceiro, ele disse assim: "Vamos entrar e vamos jogar feito
ontra um adversário, contra uma dupla adversário que era muito superior a ele e a seu parceiro. E eles ele disse assim que para estimular o parceiro, ele disse assim: "Vamos entrar e vamos jogar feito homem, não vamos jogar como bicha". E você não sabe o que aconteceu. Nós vencemos a dupla. E ele falava isso com a naturalidade assim muito grande, como se tivesse assim bebendo água. E eu fiquei observando aquilo ali. É muito introjetado no nosso dia a dia. Quer dizer, eu não devo jogar como uma eu não devo jogar contra uma pessoa que é homossexual, porque essa pessoa ela joga menos do do que o que do que eu preciso para poder vencer essa outra dupla aqui que tá é sempre inferiorizando, sempre colocando num outro local, né? como se aquela pessoa homossexual, transgênero, travesti, bi, enfim, ela não fosse capaz, como eu que sou hétero, que sou seis, de fazer isto ou aquilo. Então, eu acho que a gente, eu, o exemplo da piada e falas como essa são possibilidades muito claras, são exemplos muito claros de como esse preconceito eh ainda ainda existe, né, >> André? Eh, só rapidinho. Eh, bom, além das piadas, eh, porque a pergunta da da Anete, né, ela ela faz essa afirmação e de fato, por exemplo, quando a gente, ah, eu não permito que o meu filho brinque de boneca, né, por exemplo, né, a minha menina não pode fazer isso, né, meu menino não pode eh eh cozinhar ou ou lavar louça, enfim, são ou não pode vestir rosa, né, porque rosa é é eh eh é cor de menina. Então a gente, claro, a gente foi educado nisso e a gente acaba reforçando essa esse preconceito que é uma construção social que não existe campo nenhum que diga que uma um menino possa brincar de boneca, né, que uma menina possa brincar de carrinho, de caminhão. Lembrando, né, por exemplo, que esse menino ele poderá ser um pai um dia, né? e e essa experiência, né, da desse brincar, essa questão lúdica, isso auxilia efetivamente, né, nos dá experiência, né, e que é muito importante. Então, a gente acaba, eh, reforçando essas esses estereótipos, né,
eriência, né, da desse brincar, essa questão lúdica, isso auxilia efetivamente, né, nos dá experiência, né, e que é muito importante. Então, a gente acaba, eh, reforçando essas esses estereótipos, né, essas questões eh a partir daquilo que a gente recebeu também na educação. Então assim, nós temos um desafio, né, assim, a nossa geração, eh, eu sou um pouco mais velho que vocês dois, né? Mas a nossa geração, a gente recebeu uma educação e a gente precisa fazer um esforço para se livrar daquilo que a gente aprendeu, seja nas piadas, seja nas questões que foram eh eh colocadas, né, foram foram eh eh foram realmente eh eh colocadas como uma regra, mas que elas não têm sentido de existir, né? Então, né, né, quer falar alguma coisa. Eu ia dizer assim, sem contar nas próprios preconceitos, que a gente não verbaliza, né? A roupa que a pessoa veste, que você já fica assim de sempre atrelar o público LGBTQ P, né? É, o nome é grande, eh, a questão da promiscuidade quando não tem nada a ver das pessoas. Então são coisas que a gente fica dentro da nossa caixola porque foi construindo pra gente desconstruir isso, olhe, demora. E diálogos como esse, o de hoje à noite, né, é interessante porque pelo menos coloca uma interrogação. E se fosse comigo, como é que eu gostaria de ser eh julgado? Como é que eu gostaria de ser acolhido? Como é que eu gostaria de que conversassem comigo, né? Então eu acho que que essa pergunta ela é bem interessante porque faz a gente ter uma reflexão, né, sobre nós, sobre os nossos comportamentos e não nos comportamentos do outro >> com e com a gente, né? >> Isso. >> Fala, fala, fala você. Não, eu já ia dizer assim, uma das coisas, pelo menos para mim depois do grupo, é que quando a gente antes as piadas eram tão normais e a gente passava despercebido, não é a piada do momento, mas quando você começa a a funcionar o ticteco, né, o ticteco do benzinho e da consciência e e ir falando com você, você começa a se incomodar. E esse incômodo ele é tão bacana porque traz a transformação.
uando você começa a a funcionar o ticteco, né, o ticteco do benzinho e da consciência e e ir falando com você, você começa a se incomodar. E esse incômodo ele é tão bacana porque traz a transformação. Então hoje você não consegue escutar a piada do seu colega, né? falando sobre seu colega e deixar despercebido. Olha, no meu trabalho, só para eu eu converso muito, por isso que eu tô caladinha hoje, no meu trabalho teve uma piada que eu tô no ambiente masculino, meu trabalho é predominantemente masculino e eh tem uma menina que ela é lésbica e ela foi colocada no mesmo alojamento que a gente, né, menina. E aí disseram: "Eita, hoje a noite vai ser boa, vocês cuidado, viu? todo mundo no trabalho. Aí o outro disse: "Eita, mas se ela fosse mulher de verdade, até eu me interessaria". Eu olhei assim, eu disse: "Mas ela continua sendo mulher, só que ela gosta de outra mulher". Aí ficou aquele, né? Ninguém fala nada, mas são coisas que você começa a escutar e você começa a refletir que é normal dizer que uma mulher que gosta de outra mulher não é mulher. Da mesma forma que homem que gosta de outro homem não é não é homem. né? Mas quem disse? Como é que a gente sabe disso? Então assim, são interrogações que a gente pode fazer no nosso dia a dia, um exercício do diálogo, da necessidade de estudo e da nossa própria transformação moral. >> Taís, só aproveitando essa esse seu exemplo, ainda tem aqueles presunçosos que diz assim: "É porque ela ainda não conheceu o homem de verdade, né? Eh, eh, e, e muitas vezes é aquela pessoa que se coloca como sendo o homem de verdade que então iria transformá-la, né, numa pessoa hétero, enfim, né? Então, >> Paulo, a gente não tem tempo, a gente não tem tempo para fazer essas indagações desses aspectos sobre a a o homem de verdade na atual conjuntura, né, sobre sexualidade e a necessidade de transformação, inclusive de todo mundo. >> É, é isso aí. >> E você falou assim, né? Imagina se fosse se fosse assim a gente nessa situação, como é que a gente gostaria? E eu ainda
e e a necessidade de transformação, inclusive de todo mundo. >> É, é isso aí. >> E você falou assim, né? Imagina se fosse se fosse assim a gente nessa situação, como é que a gente gostaria? E eu ainda ainda lembro de uma coisa, imagine se for um filho que a gente receba, né, que se afigure como uma pessoa que é homossexual, como uma pessoa que é trans. Como é que a gente reagiria? Se a gente quer que a o nosso filho seja respeitado ou filha seja respeitada, é importante a gente começar a se modificar também. É como Paulo sempre diz, é muito difícil, não sei se foi Paulo ou se foi agora na no encontro que nós tivemos na roda, né? Acho que é Paulo, que é muito difícil você ter uma família em que não exista uma pessoa que que esteja fora do do padrão estabelecido pela sociedade. Uma pessoa que não seja gay, uma pessoa que não seja bi, que seja lésbica, né? Que seja trans. Eh, se se não é, né? Como é que você fala, Paulo? Se não é, se não se não tem, é, observe melhor, né? Como é que você fala? Eh, é assim, na verdade assim, para mim toda família, né, ela tem a adversidade. >> Isso, >> toda família tem adversidade, né? Se numa família não apareceu essa diversidade, as pessoas precisam procurar ver como é que tá sendo a atitude muitas vezes repressiva daquela família que não tá dando o direito para aquelas pessoas do núcleo familiar eh serem quem elas são efetivamente, né? Elas estão sendo tolidas, elas estão com receio, com medo, né? E e aí vem as piadas, vem, né, enfim, aquela aquele comportamento homofóbico, né, que a gente viu que tá falou que no sentido mesmo de ter a versão e de ser violento para quem não é hétero, para quem não é esse gênero, né? Então essa >> isso se torna ainda mais eh relevante, impactante quando se trata de um jovem, né? temos uma quantidade de jovens eh muito significativa que se identificam, né, ao longo dos anos de juventude com esta ou aquela orientação, com esta ou aquela identidade e não podendo expressar aquilo, joga o que a gente não
jovens eh muito significativa que se identificam, né, ao longo dos anos de juventude com esta ou aquela orientação, com esta ou aquela identidade e não podendo expressar aquilo, joga o que a gente não joga, não coloca para fora, a gente implode, né, quando é algo relevante. Aí você implode em doenças de diversa ordem, em questões de saúde mental, indeções suicidas, em automes, infelizmente, quando a família não dá esse espaço e mas o jovem decide falar, essa família muitas vezes é a responsável por excluí-lo eh daquele núcleo, né? Então vemos os jovens que são eventualmente retirados de suas casas, né, expulsos eh por falta de de compreensão, né, da da família acerca daquela orientação que, diga-se de passagem não se afigura mais como doença, né? Foi perguntado sobre homossexualidade, né? Foi considerado doença muitos anos atrás, mas hoje não é mais, né? né? Faz muito tempo, há mais de 30 anos que a OMS já aboliu como doença. Por esse motivo também, quando falarmos, quando vi virmos alguém falar sobre cura gayia, a gente já sabe que tá falando de um procedimento que não tem o menor respaldo eh na ciência, né? >> É isso aí, né? Isso e só para deixar registrado que a a existe um um um aumento significativo, né, no suicídio entre jovens, né? E quando você faz aquela aquele corte, aquela estratificação eh de jovens eh homossexuais ou transgêneros, né? Aí você tem aí quatro vezes mais, pelo menos, no índice de suicídio, né? Então, só esse dado já traz a importância da gente poder conversar sobre isso, né? Porque é muito sofrimento que tá por trás disso, né? Então a gente não pode ignorar esse fato. Eh, bom, gente, então vamos agora para a última último bloco de perguntas. São três perguntas. Eh, aí eu acho que a gente pode aqui, viu, eh fazer aqui um um batebola aqui com Taís e André, que é assim, ó. Primeira de Lenilda Belmonte da Federação Espírita lá do Espírito Santo, né? Assim, o que significa a sigla LGBTQI mais? Eh, aí o Osley, mais uma vez lá da da FEP, né, da Federação Espírita
assim, ó. Primeira de Lenilda Belmonte da Federação Espírita lá do Espírito Santo, né? Assim, o que significa a sigla LGBTQI mais? Eh, aí o Osley, mais uma vez lá da da FEP, né, da Federação Espírita Pernambucana, ele diz assim: "Existe hoje no Movimento Espírita Nacional alguma ação ou campanha ou mesmo alguma iniciativa isolada em favor de pessoas LGBTQI, AP+, né?" E a finalizando aqui as perguntas, a Sandra, né, que é essa aqui que faz está fazendo a interpretação em Libras, ela fez a seguinte pergunta: "Quais as orientações ou sugestões que vocês deixariam para as lideranças e trabalhadores espíritas no sentido de garantir a inclusão de pessoas LGBTQI AP+ em suas atividades, né? Então, na no movimento espírita. >> Eh, >> quem quer começar aí com >> Eu ia começar já ia dizendo, Paulo, que você pode participar também desse desse desse último bloco, né? >> E na primeira pergunta que é da Lenilda, >> eh, é importante dizer que essa sigla parece que só vai aumentando, né? Porque antes era LGBT, aí depois começou a a aumentar cada siglazinha, parece que não tem fim. Mas é interessante a gente antes de dizer o significado de cada um, é dizer que justamente ela aumenta porque mais pessoas querem ser parte ou se sentirem representadas, né? Mas isso não significa que elas não estão nessa sigla, tanto é que tem um maisinho. Esse mais significa todas as siglas que não estão é porque ela pode crescer. Mas vamos lá. L, deixa eu lembrar. L, lésbicas, mulheres com mulheres, gays, homens com homens, bi, né? Podem transitar entre homem e mulher. Eh, transexuais, que é o quê? E que ele ele é interessante porque o quiz ele significa estranho. Muitas vezes ele pode ser confundido, né, com o trans, mas ele o significado é estranho. Ele veio da Inglaterra. são aquelas pessoas que não se adequam nas siglas anteriores, os que, os intersexuais, né, assexuais e pansexuais. Então, o maisinho ele vai significar que todos aqueles que não estão, mas eles podem ser acrescentados. Quer responder
equam nas siglas anteriores, os que, os intersexuais, né, assexuais e pansexuais. Então, o maisinho ele vai significar que todos aqueles que não estão, mas eles podem ser acrescentados. Quer responder a próxima? André Paulo? Vocês estão mais só dizer que inclusive já tem o N também do não binário, né? Já tá já influíram. Eh, tem outros, acho que André até comentou comigo, né, que já já tem mais outra letra, né? Mas isso é é um é realmente dinâmico, né? Isso é dinâmico. Eh, >> tem um livro que diz até que tem mais de 70 letrinhas, mas é porque eles não colocam justamente porque são muitas, mas todo mundo quer poder ter a sua participação e a sua representatividade nessa sigla, né? Mas por enquanto mais significa o restante. >> Como eu falei lá atrás que a gente ia conceituar trans para as pessoas que ainda que se depararam há pouco tempo com essa palavra ou que nunca meditaram sobre ela, a pessoa transgênero ou transexual é aquela que não se identifica com o sexo biológico que foi atribuído no nascimento. Então você lá você nasce um homem, por exemplo, do ponto de vista masculino, toda aquela estrutura é de genital, a questão dos cromossomos, você é você é um homem do ponto de vista biológico. ao longo do tempo, essa pessoa, ela não vai mais se identificando como homem, ela se identifica, por exemplo, como mulher, né? E aí essa pessoa, ela pode ver a se entender como uma pessoa trans, uma mulher trans, né? Nesse caso, eh, é interessante que há muitas discussões sobre isso, mas o que é ser mulher? Essa pergunta é uma pergunta que tem muitas respostas, tem muitas pessoas que criticam, né, a terminologia, enfim, mas em regra a gente tem que entender que o grupo, né, das pessoas trans, são as pessoas trans, né, e que reivindica o espaço cada vez mais na sociedade e vem tendo, eh, nós vemos cada vez mais esclarecimento sobre essa questão, pessoas no parlamento sobre isso, né, pessoas que falam, pessoas que estão no parlamento, que são pessoas trans, pessoas que eh estudam sobre isso,
mos cada vez mais esclarecimento sobre essa questão, pessoas no parlamento sobre isso, né, pessoas que falam, pessoas que estão no parlamento, que são pessoas trans, pessoas que eh estudam sobre isso, divulgam e reivindicam um lugar de respeito e de dignidade na sociedade inteira. Conceituar intersexo também, né, que era antigamente eram as pessoas que eram chamadas de hermafroditas. >> Eh, são pessoas que nascem sem a especificação biológica absolutamente definida, né? Então, nascem com estrutura do corpo masculino e do corpo feminino, né? E a a depender do caso, se decide se faz se se faz uma intervenção cirúrgica ou não, né? Ah, sobre as pessoas traz um dado interessante. Eh, nem toda pessoa trans manifesta o desejo de fazer uma intervenção cirúrgica para alterar o seu próprio corpo. Isso é importante dizer. A gente tem que desmistificar um pouco e também desmistificar que nem todas as pessoas tranossexuais, porque isso as pessoas confundem, né? Sempre diz: "Ah, é uma mulher transá, então é homossexual". Não depende, né? Sempre o depende. Então já fica até um objeto de estudo para quem está nos assistindo, que a gente não vai conseguir falar sempre. Mas é interessante dizer tanto da da intervenção, né, cirúrgica, como também da questão da afetividade, que essas siglas elas podem indicar tanto a orientação sexual, a identidade, né, sexual e não necessariamente só se ela é homossexual ou não. Então, assim, essa sígulla ela ela abrange vários contextos da ligados à sexualidade. >> Isso. Beleza, >> Zzinho. Eh, bom, eh, essa pergunta do Osley, né, com relação a se existe no movimento espírita nacional, eu desconheço, né, alguma ação assim, alguma campanha a respeito disso, né, a gente pode trazer a a iniciativa da Federação Paraibana, né, na no sentido de ter o departamento da família, né, com grupo de estudo e com ações de rodas de conversa, eh, seminários palestras a respeito da temática na casa espírita, né, ou enfim, na na evangelização, né, trazendo sempre essa temática para que a
com grupo de estudo e com ações de rodas de conversa, eh, seminários palestras a respeito da temática na casa espírita, né, ou enfim, na na evangelização, né, trazendo sempre essa temática para que a gente possa efetivamente eh eh ir rompendo a essas barreiras, né, esses tabus, enfim, né? Então, mas em termos de campanha nacional, eu realmente eu desconheço no moví. >> A FEB, ela tem eh campanhas nacionais que são conhecidas, né? campanhas antigas, campanhas eh contra a eutanásia, contra o aburto, né? Eu acho que quando a pessoa os fez a pergunta, ele talvez tivesse se referindo a essas campanhas, né? Tentando uma comparação. Será que existe? >> É, realmente a gente não não conhecendo. Quem sabe não teremos um dia, né, um dia breve, >> eh porque poderá trazer um esclarecimento de forma eh nacional, né, mais ampla. E a última pergunta, >> isso para finalizar, >> as sugestões paraas lideranças espíritas, né, e dirigentes acerca do tema. Eu acho que a primeira coisa que a gente tem que se lembrar é que eh a nossa referência do ponto de vista moral é Jesus. E Jesus é uma criatura, é uma criatura muito acolhedora. Ele tinha uma capacidade muito grande de lidar com a diversidade e de abraçar a diversidade. Quando Jesus conversa com aquela mulher no poço de Jacó, a mulher samaritana, ele dá um exemplo muito claro de como ele abraçava a diversidade, porque era escandaloso um mestre na sua época primeiro conversar com uma mulher, né? Se aproximar de uma mulher, de uma mulher. A mulher ela tinha ela tinha ela era muito inferior ao homem, socialmente falando, ela tava num patamar inferior, não se considerava a mulher a um objeto, uma uma pessoa que era relevante de mesmo patamar do homem. Era uma sociedade muito patriarcal. E Jesus conversou com aquela mulher, travou um diálogo longo, né? Eh, o evangelista traçou aí mais de 40 versículos desse diálogo, um diálogo muito bonito que fala sobre templo. Eh, ela se ele se revela para ela como sendo um Messias e era uma mulher samaritana. Quer dizer, a
gelista traçou aí mais de 40 versículos desse diálogo, um diálogo muito bonito que fala sobre templo. Eh, ela se ele se revela para ela como sendo um Messias e era uma mulher samaritana. Quer dizer, a coisa ficava ficou mais complicada ainda para as pessoas que estavam olhando, porque Jesus era judeu e a richa entre judeu e samaritano era histórica e muito antiga. Então, quer dizer, ele tinha uma capacidade de abraçar muito grande. Essa é a postura para mim que o dirigente e a liderança espírita ela deve ter, né? você é o fazer um movimento de acolhimento, entender que ali antes de serem pessoas gays, pessoas trans, pessoas bi, pessoas queir, pessoas travestir, elas são pessoas, são espíritos, como todo mundo que tá aqui encarnado. Então esta é a primeira, é o primeiro de tudo, é a base de tudo, porque alguns conceitos a gente trouxe aqui, Thaís trouxe o significado das letras, né, da sigla, a gente vem falando sobre isso ao longo da conversa. É muito isso pode ser muito conteúdo, muita informação paraa pessoa que tá se deparando pela primeira vez com o tema. Então, quando a gente acolhe uma pessoa homossexual em sofrimento no acolhimento fraterno, uma pessoa trans, uma pessoa travestia, eventualmente a gente não vai saber dominar, articular bem esses conceitos, ter compreensão sobre a sexualidade, mas se a gente acolher, tem errada, não, a gente vai acertar, a afetividade vai predominar, né, naquele atendimento, naquela escuta, né? E em segundo local, em segundo lugar, depois do do atendimento, a instrução, né? Espíritas amá-os, espíritas instruívos. Tá lá, é uma uma fala muito conhecida no nosso movimento. Tá lá num das obras de Kardec, espíritas amai-vos, espíritas instruí-vos. Quer dizer, enquanto trabalhador, enquanto dirigente, né, enquanto liderança do movimento, paute esse tema dos estudos da sua casa, converse com pessoas que estão estudando esse assunto, né? é importante ter essa seleção, eh, porque, infelizmente, aqui outra aqui o Aculá, a gente vê uma pessoa falando sobre esse
tudos da sua casa, converse com pessoas que estão estudando esse assunto, né? é importante ter essa seleção, eh, porque, infelizmente, aqui outra aqui o Aculá, a gente vê uma pessoa falando sobre esse tema numa palestra, numa aula de evangelização, e as posições que que elas elas ofertam, elas não têm muito resguardo na nas obras espíritas, elas não têm muito resguardo nas ciências, né? Existe muita opinião pessoal que não tá em sintonia, não tá bem embasada, bem fundamentada e a gente precisa consertar um pouco isso, né? Historicamente a gente tem aí umas umas falas um pouco complicadas sobre esse assunto. Eh, aqui mesmo na cidade onde nós moramos, na Eu e Paulo, né, e Sandra, a gente vê tem um histórico aqui de algumas algumas falas que não são propriamente felizes acerca desse assunto. Então você dirigente, seleciona bem a pessoa, o grupo da ou as pessoas que vão falar sobre isso, procure fazer as leituras sobre isso, porque você vai conhecendo o tema, compreendendo melhor, ter mais capacidade de abraçar, de acolher, que é a grande meta de todo mundo, né? >> Acho que é por aí. Eh, eu eu diria, sabe, até pra gente finalizar, porque o já já estouramos um pouquinho aí o horário, mas assim, e dizer que para a atividade espírita, né, questão de orientação sexual, identidade de gênero, não deve, em hipótese alguma, fazer parte de de seleção, né? Eh, a orientação sexual, a identidade de gên da pessoa não vai determinar se ela é apta ou não para qualquer atividade espírita. Então, retira isso, por favor, né, desse dessa dessa questão. Não é isso que vai dizer se a pessoa é ou não equilibrada, né? Então, são outras questões, né? >> Perfeito. >> Certo, gente. OK. Taís, >> na dúvida, Paulo Jesus, né? Como o Andrezinho falou, na dúvida, remeta-se a Jesus. E se ainda ficar na dúvida, dê uma lida só para ser desenhado na introdução de vida e sexo, que eu acho que ali é uma direção para todas as pessoas, não apenas para dirigentes, né, mas para nós como um todos. >> Verdade. Bom, gente, então estamos
a ser desenhado na introdução de vida e sexo, que eu acho que ali é uma direção para todas as pessoas, não apenas para dirigentes, né, mas para nós como um todos. >> Verdade. Bom, gente, então estamos chegando ao final do nosso programa. Foi assim um prazer enorme estar com com vocês, André. Thaís, com Sandra também aqui, né? Eh, que é a que mais fala, porque ela fala por todos nós, né? Interpretando em líder. Com certeza saímos desse programa eh diferente, né, do que quando aqui chegamos, né, e e evidentemente melhores, né? Então assim, muito obrigado André, muito obrigado Thaís, obrigado Sandra, obrigado ao sistema Deus Conosco, né? A o pessoal que tá na técnica por detrás, que não aparece aqui, né? Muito obrigado a todos que nos acompanham, né? Que pedimos que participem, que mandem, né, suas considerações, enfim, eh, suas opiniões a respeito do que foi aqui tratado, né? e que fiquem bem atentos ao nosso próximo encontro agora em setembro, né, que vai ser no último sábado de setembro e como sempre eh está imperdível. Grande abraço, gente. Até uma próxima, se Deus quiser. Tchau, tchau. >> Sistema Deus conosco de comunicação espírita. Aqui você navega em Pontas de Luz. >> O sistema Deus Conosco de Comunicação Espírita apresentou Programa Diálogos Inclusivos. O próximo programa Diálogos Inclusivos será dia 27 de setembro às 20 horas e terá como tema a inclusão da pessoa surdocega o que a sociedade precisa saber. Teremos como convidada Cláudia Sofia, mediador Elmo Costa, intérprete de Libras, Diana Toledo. Aguardamos todos vocês. Você gostou do conteúdo que produzimos? A maior caridade que podemos fazer a doutrina espírita é a sua própria divulgação. Gostaria de participar? Então venha e se junte ao grupo de amigos do sistema Deus conosco de comunicação espírita. Ajude a manter esse trabalho de amor. Seja um colaborador. Você pode contribuir com qualquer valor. Basta escanear o QR Code da tela. A sua colaboração é muito importante para nos ajudar a levar para o mundo a mensagem do Evangelho de Jesus
ja um colaborador. Você pode contribuir com qualquer valor. Basta escanear o QR Code da tela. A sua colaboração é muito importante para nos ajudar a levar para o mundo a mensagem do Evangelho de Jesus e a doutrina espírita.
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