Cosme Massi: Allan Kardec foi racista?
“Estudando Kardec” – Mini-seminário com COSME MASSI | Associação Espírita O Semeador Catanduva-SP Assista completo: https://www.youtube.com/live/EKT4rlfRVnI?si=z_njGZmn9nUuXi5Z Recorte do mini-seminário realizado no dia 18/10/2025 (sábado) das 9h às 12h em Catanduva/SP. Evento promovido, filmado e transmitido em parceria pela Associação Espírita O Semeador Catanduva-SP, pela USE Intermunicipal - Catanduva/SP e pela RAETV – Rede Amigo Espírita TV. Recorte editado por Michel Macedo do canal Kardectube. @RedeAmigoEspiritaTV @USEIntermunicipalCatanduva @semeadorcatanduva @kardectube Conheça os projetos de Cosme Massi: ideak.com kardecpedia.com kardecplay.com kardecbooks.com Siga Cosme Massi e seus projetos no Instagram: @cosmemassi @kardecpedia @kardecplay @editora_kardecbooks Se inscreva nos canais de Cosme Massi e seus projetos no Youtube: @cosmemassi @KARDECPlayCanal
No meu entender é falta de estudar Kardec mais cuidado, não percebendo inclusive a época em que alguns textos que ele escreveu foi escrito, né? Principalmente as pessoas reclamam isso a partir de alguns textos, como está na rev espírita, por exemplo, sobre a perfetibilidade da raça negra e outros textos lá. As pessoas leem o texto com o olhar de hoje e não com o pensamento presente ali. Olha, se eu leio qualquer texto, com os conceitos de hoje, eu vou encontrar problema em qualquer texto, tá? Porque o conceito de hoje não é o conceito daquela época. O que Kardec procura mostrar? Comparação cultural a partir do progresso científico tecnológico que estava presente. Se você comparasse os o progresso científico e tecnológico da Europa, por exemplo, com o progresso científico e tecnológico de outras culturas, você via uma diferença muito grande, muito grande. Então você tem diferenças intelectuais, morais de um povo para outro, de uma raça para outra, que era a expressão usada no século XIX. Então você não pode fazer essa comparação porque isso é racismo. Então você não pode considerar selvagens determinadas raças que eram antropófagos, que se guerreavam o tempo inteiro entre si, que não cultivavam os valores morais que as culturas europeias cultivavam pelo crescimento, pela ideia do próprio Cristo, pelo desenvolvimento das ciências, da filosofia. Então, se você faz essa comparação, isso é racismo. Então, eu acho que as pessoas têm que tomar mais cuidado. A obra espírita inteira de Kardec é um combate a qualquer forma de discriminação. Quando ele diz, "Todos são iguais perante as leis de Deus". Do ponto de vista moral, não há nenhuma proposta de diferenciação das pessoas por raça, em que haja direitos diferentes, que uns merecem mais que outros. Pelo contrário, a obra espírita inteira é contra essas formas de discriminação, seja discriminação pelo corpo, seja discriminação social. As diferenças entre as almas se dão pelo progresso intelecto moral alcançado. Não é nem por condições materiais, sociais,
as de discriminação, seja discriminação pelo corpo, seja discriminação social. As diferenças entre as almas se dão pelo progresso intelecto moral alcançado. Não é nem por condições materiais, sociais, por títulos e cargos, nem por condições corporais de raça. Então, como o espiritis não tem nada, nada, absolutamente nada de racismo. Agora, se o indivíduo olha o conceito de hoje, tenta ler o século XIX, ele vai achar estranho certas expressões, mas olha o que que era usado no século XIX, como é que o século XIX entendia esses termos. É assim que a gente lê um autor quando usa os conceitos da sociologia, das ciências daquele século. E ele usou, mas ele usou mostrando que de fato o espiritismo não tem nenhum tipo de discriminação, não trata, não dá direitos diferentes para pessoas que tenham cor diferente ou que tenham qualquer característica diferente. O que vale é a alma e não características corporais, nem mesmo sociais. Então isso é que faz o espiritismo ser uma doutrina muito mais lúcida, muito mais profunda. Só que eu entendo, as pessoas acabam fazendo esse tipo de leitura. Eu li todos esses textos com o olhar dos conceitos de século XIX, não vi nenhum texto de Kardec, nenhuma posição que eu chamaria de racismo, mas é a minha opinião. Eu respeito quem quem pensa diferente, mas discordo. Respeitar não é concordar. M.
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