CONECTANDO COM O PALESTRANTE | JORGE ELARRAT
"Conectando com o palestrante" é um programa do canal CONECTA ESPIRITISMO no formato de entrevistas com o objetivo de apresentar ao público informações pessoais dos mais requisitados palestrantes do movimento espírita. Conduzido por Paulo Witter, do CEAK Conchal/SP, vai ao ar todas as segundas, às 20h30! O convidado de 10/11/2026 é o divulgador JORGE ELARRAT. Jorge Alberto Elarrat Canto nasceu na capital do Amapá, é espírita desde 1980, atuante em atividades de Juventude, trabalhador das áreas de Estudo Doutrinário e da Unificação do Movimento Espírita junto à Federação Espírita de Rondônia (FERO), por ter morado por muito tempo em Porto Velho/RO. Atualmente reside em Curitiba/PR onde colabora no Centro Espírita Recanto da Prece. Conecte-se conosco! https://www.youtube.com/@ConectaEspiritismo https://www.instagram.com/conectaespiritismooficial/ #kardec #kardeciscmo #espiritismo #evangelho #conectaespiritismo ✅ Inscreva-se no canal 👍 Deixe seu Like ✍️ Escreva seu comentário 🔔 Ative as notificações para não perder nenhum vídeo. 📲 Compartilhe com seus amigos.
Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada para você que está no horário alternativo. Estamos aqui para o segundo episódio desse nosso novo programa do canal Conecta Espiritismo. Essa proposta que é o programa Conectando com o Palestrante tem por objetivo trazermos informações, detalhes eh da história de cada desses palestrantes que tanto nos ensinam, que tanto nos iluminam, que tanto nos confortam com as suas falas. Brasil afora, mundo afora através da divulgação da nossa tão e querida doutrina espírita. Então, conectando com o palestrante, é esse nosso novo programa do canal Conecta e Espiritismo. Tivemos o primeiro episódio com o nosso querido Rafael Siqueira lá de Niterói, do Rio de Janeiro. E esse nosso segundo episódio é o nosso Jorgito, o nosso queridíssimo Jorge Alarrá. Boa tarde, boa noite, bom dia, boa madrugada, Jorge. >> Olá, Paulo, como é que está você? Como é que estão todos que estão ligados conosco nesse momento aí através da internet? Como está Conchau? Tá tudo bem? >> Tudo bem, graças a Deus. Hoje choveu um tanto aqui, então hoje tá bem gostoso o clima tá bem legal. E aí Curitiba? >> Aqui também choveu o dia todo. >> Maravilha. >> Nós entramos na primavera, né? E começou a primavera, era muito fria, aparecia no inverno, agora deu uma arrumada, só que tá chovendo bastante. Que bom, que ótimo, que ótimo, Jorge, primeiramente, obrigado por dedicar o seu tempo aqui pra gente, pra gente poder conhecer um pouquinho mais a sua história. Você é bastante conhecido no nosso movimento espírita brasileiro e também já rodou um tanto quanto por aí fora do Brasil, né, para para divulgar a nossa doutrina. Então, a proposta desse nosso programa é exatamente conhecer um pouquinho mais a sua história junto ao espiritismo. Mas antes de eu começar te fazer perguntas, vamos fazer a nossa prece. >> Você faz a pincel, por favor? >> Eu Você quer que eu faça essa? >> Quero. Quero sim. >> Então vamos orar. Senhor, nós pedimos as tuas bênçãos sobre as nossas vidas, para que as luzes
a nossa prece. >> Você faz a pincel, por favor? >> Eu Você quer que eu faça essa? >> Quero. Quero sim. >> Então vamos orar. Senhor, nós pedimos as tuas bênçãos sobre as nossas vidas, para que as luzes que a doutrina espírita depositou nos nossos caminhos consigam ser melhor aproveitadas por nós, transformando de maneira efetiva as nossas existências e promovendo nas nossas vidas a libertação que há tanto tempo desejamos sem saber como obtê-la. Que o teu amor se derrame sobre esse nosso momento de reflexão e que nós consigamos sempre ter em ti o roteiro ideal para as nossas vidas. Maravilha, Jorge, quem ouve tanto você tem a impressão que você nasceu espírita e já escrita algumas encarnações, né? >> Mas a gente sabe que não é bem assim. conta um pouco do teu início lá de Macapá e depois a tua trajetória. >> Então, eh, eu, na verdade, eu sou o quarto filho de uma família de cinco e nós, nós somos filhos de um casal onde minha mãe era é judia, né, que ainda não desencarnou. Minha mãe é judia e meu pai nesta encarnação não era judeu. Meu pai e minha mãe, eles tinham vindo do Pará e se encontraram em Macapá. Minha mãe era professora e havia feito concurso de para professora em Belém para trabalhar como professora primária no Amapá. Por que o Amapá? Porque o apá tinha se tornado território, tinha se desmembrado do Pará e os salários lá eram salários muito bons porque eram salários federais. Então, minha mãe ser professora primária do estado do Pará ganha um salário pequeno. Minha mãe ser professora do federal, professora federal, ela ganharia um valor bem mais significativo. Então, minha mãe com 17 anos, ela junto com a irmã dela, elas saem de Belém e vão para Macapá, fazem o concurso público. Minha mãe passa em terceiro lugar e fica minha minha não, minha mãe passou em sétimo. minha minha tia, irmã dela passou em terceiro e ela chegam em Macapá, eh, trabalhando ali. E meu pai, meu pai veio de outro lugar. Meu pai veio da fronteira entre o Pará com o Amazonas, ali na divisa, a
nha minha tia, irmã dela passou em terceiro e ela chegam em Macapá, eh, trabalhando ali. E meu pai, meu pai veio de outro lugar. Meu pai veio da fronteira entre o Pará com o Amazonas, ali na divisa, a cidade de Parentins de um lado e a cidade de Juruti do outro. São fronteira entre Amazonas e Pará. E meu pai veio dali de Juruti. Meu pai também era muito jovem e foi atraído para ir para Omapá por conta de oportunidades, né? Mas só que meu pai não tinha a instrução da minha mãe. Meu pai foi para para Macapá para ser peão do C do Porto, carregar eh carrinho de mão, fazer o fazer o o quebra-amar da cidade. Foi a primeira obra que meu pai trabalhou, peão no braço no no pesado. Depois ele foi progressivamente, não tinha pouca gente lá, ele rapidamente se colocou melhor. E meu pai virou motorista de táxi. De motorista de táxi ele ele comprou um carro para pagar com as as corridas. Ó que louco. E aí ele foi pagando e aí conhecendo gente, ele conheceu muitos mações e os mações se agradaram do meu pai e ele virou maçom ainda muito jovem. E muito jovem ele começou a ter contato com uma série de conhecimentos assim que não eram muito típicos das pessoas da época, porque a maçonaria dá muita instrução sobre conhecimentos espirituais de diversas áreas do mundo, diversas épocas. é um curso muito bonito. E meu pai começou a a atuar nessa nessa dinâmica aí e curiosamente eh ele acabou já tinha casado com minha mãe que era judia, né? É até meio esquisito como é que uma judia casou com um não judeu na década de 50. Isso aconteceu porque meu avô, pai da minha mãe, ele ele viajava muito e nessas viagens que ele fazia, em cada porto, ele tinha uma família e aí acabou dando uma confusão na família por conta disso. E os tios, meus tios, irmãos da minha mãe, assumiram a família, dis: "Não, o senhor não manda mais aqui não". E os meus tios passaram a ditar as regras e meus tios gostavam do meu pai. E aí quando meu pai soube, meu pai não queria permitir o casamento, mas os meus tios disseram: "Não, a gente gosta dele
não". E os meus tios passaram a ditar as regras e meus tios gostavam do meu pai. E aí quando meu pai soube, meu pai não queria permitir o casamento, mas os meus tios disseram: "Não, a gente gosta dele e ela vai casar sim e o senhor não vai mandar nada aqui não. Ele vai, ela vai casar, ela gosta dele, ele gosta dela e acabou-se." Macapá, ó, não tinha uma sinagoga, não tinha nada. Então, meu pai, não judeu, acabou casando com minha mãe, que era judia. Pela tradição judaica, eh, todos os filhos de mãe judia são judeus. Então, nós todos somos judeus porque somos filhos de ventre judeu em que pese meu pai eh não ser judeu. Aí meu pai eh lendo as coisas da maçonaria começou a se empolgar e já na década de 60, década de 70 ele começa a buscar, mandava pelo correio pedir livros que só tinha em São Paulo e os livros chegavam em Macapá e ele começou a ler. Então ele tinha uma biblioteca grande, com coisas das religiões orientais que ele gostava muito. E já a minha mãe ficou ali naquele ambiente judaico. Minha mãe era professora, mas fazia muita costura, fazia muitas roupas em casa. Então ela sentava, >> a gente sentava no chão e ela ficava costurando e contando as coisas da Bíblia pra gente. Eu aprendi muito das histórias do Antigo Testamento, minha mãe contando. Depois, quando eu cresci, que eu fui ver que muita coisa que ela me contou não era verdade, que ela ela me >> ela misturava midraste com texto porque ela ouvia, né? Então aí ela contava umas coisas. Depois quando eu fui lá, digo, gente, não tem essa passagem aqui. Minha mãe falava tanto disso e não tem. Por quê? Porque eram midraches. Midrastes são histórias que os judeus vão contando, contando, contando ao longo do tempo e que se tornam eh verdade pelo tanto de tempo que essas histórias são repetidas. Então a minha mãe ouvia as coisas, misturava com os midrachas e contava umas histórias sobre Davi, umas histórias sobre Noé que não tem em lugar nenhum. Então, minha mãe contava essas coisas do Antigo Testamento e meu pai,
a as coisas, misturava com os midrachas e contava umas histórias sobre Davi, umas histórias sobre Noé que não tem em lugar nenhum. Então, minha mãe contava essas coisas do Antigo Testamento e meu pai, sempre lendo livros, a biblioteca era cheia de de livro, não era assim uma coisa imensa, não. Acho que ele deveria ter ali mais ou menos uns uns 200 livros. Uns 200 livros, eu acho. Acho que era acho que era uma prateleira dessa, no máximo duas que ele tinha de livros. Certo? >> Eh, espiritualistas, né? Mas ele tinha de tudo. Meu pai lia de tudo. Meu pai tinha um livro de astrologia, tinha livro de Umbanda, aí tinha livro de orientais, aí tinha livro de de yogs e aí depois tinha livros religiosos, tinha Bagavadita, tinha Veda, Vedanta, comprava umas coisas do deuns autores que eram mais modernos, Lobzang Rampa, Carlos Castaneda, tinha coisa do Krishna Murti, era uma biblioteca cheia de coisa. Oi. >> Ecclético. >> Ele era eclético, sim. E ele tinha assim da editora pensamento, acho que meu pai tinha quase tudo da editora Pensamento. Acho que ele era assinante, porque maior parte do livro dele que eu abri, gente, da editora pensamento, ó, que legal. Tinha muitos, muitos. E assim eu eu cresci no meio desse ambiente, mas não era um ambiente religioso no sentido de você dizer, olha, era mais um ambiente mais filosófico. E nesse vácuo, o que que aconteceu nesse vácuo? Eu não tinha muito contato com o cristianismo. >> O cristianismo não fazia parte das nossas discussões. Com a minha mãe eu falava de Antigo Testamento e meu pai ele falava de Buda, de Krishna, de um monte de coisa. E eh eu eu cresci nessa nessa dinâmica e ainda por cima meu pai era médium, sabe? Meu pai era médium. Então, toda qu desde pequeninho, toda quinta-feira na minha casa tinha reunião mediúnica, meu pai médium se vestia todo de branco. Aí tinha umas umas imagens lá, aí ele fazia lá as orações. As orações eram sempre as mesmas, não era eram orações decoradas. Não era assim, meu pai ia fazer a prece, eu já
um se vestia todo de branco. Aí tinha umas umas imagens lá, aí ele fazia lá as orações. As orações eram sempre as mesmas, não era eram orações decoradas. Não era assim, meu pai ia fazer a prece, eu já sabia qual era que ele ia fazer e fazia uma primeira tinha uma prece de Cáritas e tal. Aí vinham as entidades que se manifestavam em casa. Então eu eu convivi com mediunidade muito cedo, desde meus desde que eu me entendo por gente, meus >> Mas ele >> ele não realizava essas reuniões mediúnicas com base no espiritismo, >> não de outras vertentes, >> não. Ele ele ele tinha a prece de Cáritas que ele ele sempre recitava e depois as entidades se manifestavam. Então, havia entidades que eram eh mais ilustradas, né, mais de mais conhecimento e tinha outras que eram menos. Tinham às vezes vinham índios, às vezes vinham pretos velhos e tinha tinha um que vinha que era o nosso livro dos espíritos ambulante, né, que ele chegava lá e a gente aí dizia: "O que que vocês querem saber?" Aí a gente perguntava para ele, escuta, como é que como é esse negócio da reencarnação? Por que que isso acontece? A idade acontece por causa disso, disso, disso, disso, disso, disso, disso. Ele ia explicando pra gente, a gente ia perguntando e ele ia respondendo. Então era bem legal, né? Assim, eu cresci dentro desse ambiente. >> E era uma coisa mais familiar ou vinha vizinho, vinha amigo. >> Não, não. Era muito raro vir uma pessoa. Raro. Geralmente era só a família. Geralmente aí teve uma vez que aconteceu uma coisa muito interessante. Extraordinariamente minha mãe trouxe uma amiga do trabalho para participar da reunião, porque o pai dessa amiga tava com câncer. E aí a minha minha mãe disse: "Não, vai em casa, a gente faz umas orações lá, quem sabe não ajuda teu pai". E essa moça foi, o nome dela era Graça. A Graça chegou no primeiro dia, sentou lá e logo que a reunião começou, um índio incorporou no meu pai. Pá, o índio cantou lá um negócio e estendeu a mão. Quando ele estendeu a mão, caiu uma pena
aça. A Graça chegou no primeiro dia, sentou lá e logo que a reunião começou, um índio incorporou no meu pai. Pá, o índio cantou lá um negócio e estendeu a mão. Quando ele estendeu a mão, caiu uma pena da ponta da mão dele, assim, uma pena, tipo uma pena de galinha, desse tamanho, mais ou menos. Ela caiu. Eu vi a pena se formando e caindo no chão. Aí o meu irmão mais velho juntou e colocou em cima da mesa. Mais tarde, quando o índio foi embora e uma outra entidade veio, aí o meu irmão perguntou: "Olha, essa pena aqui é para fazer o que com ela?" Aí a entidade disse: "Dê para ela". Aí apontou pra graça. Puxa, fiquei com uma inveja porque ela veio a primeira vez já levou uma pena, a gente nunca levou nada, nunca tinha >> casa. >> Aí a graça levou a pena. A Graça voltou no dia seguinte e quando a Graça voltou, ela disse: "Olha, eu coloquei a pena dentro desse vidro de remédio." Naquela época, vidro de remédio tinha aquela tampa que era de borracha que vedava. Você não lembra que você não é dessa época, mas tinha >> um vidro aí tinha uma tampa de borracha que vedava de maneira total. Ela botou dentro daquele, aí disse: "Olha, tá aqui a pena aqui dentro." E eu observei que a pena parece que ela tá enrolando. A graça começou a ir sistematicamente toda semana e a pena foi se enrolando, se enrolando, se enrolando. Ela se enrolou todinha, toda. Ficou muito feia. O pai dela operou e faleceu. O pai dela operou e faleceu. Aí o pai dela faleceu, a pena começou a a dar sinal de que ia abrir e o final do ano se aproximou e a graça ia fazer vestibular para direito. Na medida que ia chegando ao final do ano, a pena foi se abrindo, foi se abrindo, foi se abrindo. Quando chegou na época do vestibular, a pena estava um espetáculo de linda. A graça fez o vestibular e a graça passou. E eu morto de inveja, aquela pena, sabe? Morto de inveja dela. Só que aí isso era em Belém. Nessa época eu tava morando em Belém com minha família, mas aí meus pais se transferiram de volta para Macapá e eu fui com eles. Eu nessa época
sabe? Morto de inveja dela. Só que aí isso era em Belém. Nessa época eu tava morando em Belém com minha família, mas aí meus pais se transferiram de volta para Macapá e eu fui com eles. Eu nessa época eu devia ter uns 10, 11 anos quando isso aconteceu. Quando aí nós perdemos o contato com a graça, né? A gente veio embora para Macapá e o a gente se desconectou e vida que segue. E pronto, muitos anos depois, já devia ter passado aí uns 10, uns 12 anos dessa história. Eu fui na União Espírita Paraense para comprar uns livros. Aí eu comprei os livros e a moça disse: "Você quer tirar a nota?" Eu disse: "Ah, por favor, tire a nota." Aí ela foi tirar nota. Qual o nome? Quando eu dei meu nome, ela parou e disse: "Ela, você éá?" Eu disse: "Sim, sou. Qual é a sua relação com Sol e Juvenal?" Elahá são meus pais. Ela disse: "Eu ia na reunião da casa de vocês. O meu nome é Graça." Disse: "Você é a Graça da Pena. Cadê a pena? Cadê a pena graça? Cadê essa?" Disse: "Ai, meu". Aí nós nos abraçamos. Cham alegria. Eu digo, "Quero saber da pena. Como é que aconteceu com a pena?" Da pena. Eu guardei ela dentro do vidro e toda vez que eh as coisas ficavam boas para mim, a pena abria. Quando as coisas não iam dar certo, a pena se fechava todinho. >> Eu sabia se ia ficar bom, se ia dar ruim, se ia ficar ruim, né? >> É. E no dia que eu me formei, apenas sumiu de dentro do vidro. >> Uau! >> Apenas sumiu. >> Que est >> Pois é. >> E o espiritismo nisso? >> Oi? >> E o espiritismo nessa história quando? >> Ah, pois é. Então, então eu tive sempre esse contato com tudo isso. Aí quando eu já estava em Macapá, tava com mais ou menos meus 13 anos, o meu pai eh que não fez isso com nenhum dos meus outros irmãos, ele fez só comigo isso, não fez com nenhum outro, acho que talvez porque eu perguntasse muito, indagava muito, era muito curioso, né, e ficava sempre querendo entender as coisas. Ele me chamou e disse: "Olha, você tá com 13 anos, eu acho que tá na hora de você começar a aprender coisas que são importantes. Vou
era muito curioso, né, e ficava sempre querendo entender as coisas. Ele me chamou e disse: "Olha, você tá com 13 anos, eu acho que tá na hora de você começar a aprender coisas que são importantes. Vou te passar um livro para você ler." Aí me passou um livro, o nome do livro é A vida de Buda. Não, o pensamento de Buda. O pensamento de Buda. Aí eu peguei o livro, disse: "Olha, vai lendo e aí tiver dúvida, fala comigo." Aí eu ia lendo e a gente ia tirando dúvidas, ia batendo papo, né? conversando, terminei de ler o livro, disse: "Vou te dar outro". Aí ele me passou outro, aí me passou o o os Vedas, mandou, não passou primeiro o Bagavad Guita, aí eu peguei li o Bagavad Guita, aí depois ele me passou os Vedas, passou o Vedanta, me passou obras de Krishna Murte, depois me passou obras de Lobzang Rampa, a terceira visão entre os magos do Tibé, entre os monges do Tibé. Aí eu ia lendo aquilo e a gente ia conversando e ele ia dizendo: "Não, isso aí, isso é muito normal. Ah, isso é isso mesmo. Ah, tudo ele achava fácil e maravilhoso. E meu pai tinha uma frase que ele falava muito, meu filho, só o amor constrói e eu achava essa dis pai, não concordo com isso, porque o ódio também constrói. Não é só o amor que constrói, não. O ódio também constrói. Eles não constrói. Porque as obras do ódio depois elas se desfazem, a do amor fica para sempre. Ah, entendi. Porque eu pensava, pessoa com ódio, pega um tijolo, bota outro tijolo, ódio também constrói. Aí disse: "Não, mas essa obra não se sustenta. A obra que se sustenta é a obra que o amor faz." E aí quando eu estava com meus 15 anos, ele disse: "Olha, agora você já leu um monte de coisa, já pode ler o evangelho, porque agora você já sabe que Jesus não é Deus, já vai poder fazer uma leitura melhor dos evangelhos. Você vai ler o evangelho de Lucas, que é o mais biográfico dele. Os outros você vai ler depois. Primeiro você lê esse, vai lendo e vai conversando comigo. Aí eu fui lendo e fui conversando. Só que eu aprendi a ler muito cedo. Então eu terminei o
is biográfico dele. Os outros você vai ler depois. Primeiro você lê esse, vai lendo e vai conversando comigo. Aí eu fui lendo e fui conversando. Só que eu aprendi a ler muito cedo. Então eu terminei o primário muito cedo, terminei o ginásio muito cedo e terminei o o ensino médio muito cedo. Eu tinha 15 para 16 anos quando eu terminei o ensino médio. Aí eu fiz vestibular, >> eu me inscrevi para o vestibular. Ainda com 15 anos. Eu fiz as provas, já tinha 16, mas quando eu me inscrevi em outubro eu ainda tinha 15 anos. Então, quando eu fiz 16 eu tinha passado no vestibular para fazer engenharia eletrônica em Belém. Aí meu pai disse: "Olha, você não vai mais poder ficar comigo pra gente continuar os nossos estudos." Mas a próxima coisa que eu ia te dar para você ler o livro Atos dos Apóstolos, que você você leu os Evangelhos, você lê os Atos dos Apóstolos. Só que tem um detalhe, é muito bom ler o Ato dos Apóstolos com um outro livro. Eu não tenho ele aqui, é o livro, um livro que os espíritas têm que chama Paulo e Estevão, que é um livro rapaz que vai eh fazendo, você tem que ler os dois juntos. Você lê um e lê o outro, você vê como encaixa uma narrativa na outra. Você vai para Belém, Belém tem muita livraria espírita, procura uma livraria lá para você comprar esse livro que vai fazer bem a você. Então você lá você pega e você vai estudar, vai fazer isso, tá bom? Só que esse conselho eu não eu não liguei, eu não não valorizei, tá? Tá bom, vou fazer. Eu nunca fiz, não procurei, não me interessei. >> Não teve não teve nada nesse sentido. E aí eu fui para Belém. Chegando em Belém, eu, faculdade, essas coisas, tudo muito novidade, eu desconectei disso e segui minha vida. Depois de um tempo, eu comecei a sentir necessidade de um lugar para continuar estudando. Eu não sabia onde procurar esse lugar. Aí eu procurei a Rosa Cruz. E a Rosa Cruz disse que eu não podia porque eu era de menor, eu tinha 17 na época. Então não, não, quando você tiver 18, aí a gente admite você como membro. Eu fui no
ugar. Aí eu procurei a Rosa Cruz. E a Rosa Cruz disse que eu não podia porque eu era de menor, eu tinha 17 na época. Então não, não, quando você tiver 18, aí a gente admite você como membro. Eu fui no círculo esotérico da comunhão do pensamento. Não dá, você é menor de idade. Eu estive na Seit Noé, eu estive no racionalismo cristão. Eu procurava sempre lugares que tivessem reencarnação. Onde não tinha, por exemplo, a Igreja Católica, eu nunca me interessei de ir. E também na igreja protestante também não. Mas essas duas não me mexiam. Eu tava atrás de alguma coisa que tivesse muita substância de estudo para eu poder eh conhecer mais sobre as coisas. E aí não tinha, não tinha o que fazer. E eu descobri que tinha na minha cidade um orfanato. Uns amigos tinham me falado: "Olha, a gente visita um orfanato e tal, você não quer ir com a gente?" Aí eu fui, gostei e eu passei aí todo domingo e os miserável dos meus amigos não iam mais. Quer dizer, eu acabei pensando a ir sozinho porque eles me levaram, eles eram muito católicos, muito Carolas, Carolas, e eu ia com eles. Depois eles deixaram de ir com aquela regularidade, né? E era um um orfanato de fre mantido por freiras. Então, seria mais lógico que eles que eram católicos, né, fossem mais. E aí aí eu me habituei aí e criei laço com as crianças que eu sabia o nome delas e tal. Aí ela diz: "Não, domingo que vem você venha". Eu digo: "Não, eu venho sim". Aí eu tinha que ir porque eu tinha compromisso de ir para lá. Eu não tinha nada para fazer, absolutamente nada. Faculdade, não tinha família, não tinha nada em tinha saído de Macapá. Então era até uma forma de eu preencher meu tempo, que ficava sem o que fazer no domingo de manhã. E foi assim, eu fiquei fazendo isso acho que quase um ano. Fiquei fazendo isso quase um ano. Eu tinha 16 para 17 na época. É, fiquei quase um ano fazendo isso aí. Quando foi no final de abril de 1980, no último domingo do de abril de 1980, eu estava lá nesse nesse orfanato, como sempre, brincando com as crianças.
a época. É, fiquei quase um ano fazendo isso aí. Quando foi no final de abril de 1980, no último domingo do de abril de 1980, eu estava lá nesse nesse orfanato, como sempre, brincando com as crianças. E esse orfanato das freiras fazia muro com o asilo, que também as freiras tomavam conta. Era uma área grande. E aí era o Dom Macedo Costa, o asilo e o preventório Santa Terezinha, que era do era o lugar onde as crianças ficavam. Na verdade, eles não eram órfãos, sabe? Ali era um local onde ficavam os filhos dos rancenianos. Os rancenianos ficavam na colônia de rancenianos e os filhos eram cuidados pelas freiras para que eles não se contaminassem, né? Então, eram crianças assim que estavam vivendo longe de seus pais. Por isso que era preventório, porque era para prevenir que eles não adoecessem no contato com suas mães, seus pais. Muito bem. Aí eu estava lá com as crianças brincando e houvia para lá pro lado do asilo e tinha um muro baixo e tinha um banco que a gente sentava para brincar com as crianças. Eu subi nesse banco, aí olhei por cima do muro. Aí eu vi que lá atrás no asilo tinha uma roda, não dava para ver direito, mas parecia ser uma roda com muitos jovens. Aí digo: "Poxa, eu vou lá ver". Aí disse para mim: "Olha, eu vou bem ali, rapidinho e já volto. Daqui a pouco eu volto." Eu mentiu nunca mais voltei. Eu nunca mais fui no preventório, eu nunca mais voltei. Aí muito bem eu saí, entrei pelo asilo e fui seguindo o caminho da música, né? música. Fui, fui, fui, fui. Aí cheguei lá atrás nos no quintal do asilo, na parte dos fundos dele, tinha uma roda, deveria ter mais de 100 jovens, ali, uns 100, 150 jovens em roda, em pé. E do lado de dentro da roda, sentados em cadeiras, estavam os velhinhos. Então, eles botaram as cadeiras pros velhinhos sentarem e fizeram a roda em torno deles. É. E aí eles estavam em pé cantando músicas antigas para eles. E quando eu fui me aproximando, eles estavam cantando aquela música do Roberto Carlos e A Montanha. Aí eh, aí eu fui me aproximando, porque
E aí eles estavam em pé cantando músicas antigas para eles. E quando eu fui me aproximando, eles estavam cantando aquela música do Roberto Carlos e A Montanha. Aí eh, aí eu fui me aproximando, porque não qu não quer nada. Fui me aproximando, fui me encostando assim. Aí eles estavam cantando. Eu comecei a cantar também. E o cara que tava cantando, tava com o papel assim para para cantar. Quando ele viu que eu tava cantando e eu tava sem papel, ele dividiu comigo. Nossa. Ah. Ai, quando ele dividiu aquele papel comigo, eu me senti tão incluído, aquilo foi tão importante para mim, para quem tá sozinho, que não tá com família, que vive só, uma solidão danada. Quando eu dividiu aquele papel, nossa, eu me senti tão bem. E aí eu fiquei cantando ali algumas outras músicas. Aí quando deu uma folga, eu perguntei para ele, escuta, eh, quem são vocês? Ah, nós somos a juventude espírita disse juventude espírita. Rapaz, eu nunca imaginei que existisse isso. >> Tem isso. É >> coisa incrível. Vocês tão jovens fazendo reunião mediúnica, acho isso incrível. Não, mas a gente não faz reunião mediúnica. Como não faz? Vocês não são espíritas? Somos espíritas, não é para fazer reunião mediúnica. Aí ele não, nós não participamos da reunião meia, a gente estuda, disuda, >> estuda. Pronto, deu é. Aí eu disse, estuta. Olha, deixa fazer uma pergunta. Eh, lá tem reencarnação, não tem? Aí disse: "Tem, disse: "Cara, então me dá um endereço aí, eu vou vou dar um endereço, eu vou aparecer lá". Eu fico assim às vezes pensando como eu era corajoso. Hoje eu não teria essa essa presença de não, eu me dá aqui que eu vou lá porque eu quero conhecer. Parece que tinha alguma coisa assim em mim para que eu fosse. E aí ele me deu um endereço. Aí eu olhei e disse: "Mas isso é na esquina da minha casa. Eu morava na avenida e a a travessa que chama travessa em Belém, a rua estreita que que pega da avenida, no meio do quarteirão, que é um quarteirão bem comprido, no meio do quarteirão ficava o centro espírita e
na avenida e a a travessa que chama travessa em Belém, a rua estreita que que pega da avenida, no meio do quarteirão, que é um quarteirão bem comprido, no meio do quarteirão ficava o centro espírita e >> eh e a parada de ônibus que eu pegava para ir pra universidade, é ali eu saía do meu prédio e virava naquela rua. Era no comecinho da rua. É, é na mesma rua, no comecinho. E a Sâmia morava na na quadra de baixo. A Sâmia morava na quadra de baixo. Eu morava na quadra de cima e o o centro espírita era na bem no meio da da quadra que eu ficava. Aí eu, muito bem, vou lá, vou conhecer. Aí eu fui, entrei no centro, era uma quinta-feira, dia primeiro de maio, entrei na não tinha aula na universidade, era feriado e tal, vou lá. Aí f lá sentado, o rapaz chegou, quem é que tá vindo pela primeira vez aí? Eu tô vindo. Então bora. Aí eu fui assisti uma apresentação preliminar o que que era. E achei assim interessante que o cara falava as coisas. Ah, então é esse que é o nome que dá? É. Ah, então assim me chama. né? Porque aí ele falava assim, porque quando um espírito perturba alguém assim, tal, eh, ele está dentro um processo, a gente chama de obsessão. Ah, chama obsessão. Eu não, e as palavras >> conectando com as coisas que teu pai. >> É. Ah, então é isso. E na mesa tinha uma senhora bem velhinha, assim, ela tava quase na minha idade, quase com 100 anos, com uma vela, ela tinha uma caixa de fósforos e uma vela na mão. Aí ela ficava, enquanto o rapaz falava, ela fazia assim com a vela, ó. Passou a a a reunião inteira com aquela vela na mão e uma caixa de fósforo e o cara falando um álbum seriado lá mostrando tudo. Quando ele terminou, tal, alguém tem uma pergunta? Se eu tenho aí, pode perguntar. Vai terminar a reunião. Já já vai terminar. E que horas que ela vai incorporar para falar com a gente? Disse: "Não, sem som. Tô sem São Jorge. Vou vir na internet do Jorge lá. Travou". Vou dar um minutinho e já retorno. Para quê? Para que que é isso aí? Não é para Voltou, >> voltou, voltou
com a gente? Disse: "Não, sem som. Tô sem São Jorge. Vou vir na internet do Jorge lá. Travou". Vou dar um minutinho e já retorno. Para quê? Para que que é isso aí? Não é para Voltou, >> voltou, voltou >> aqui. Voltou. >> Parou. Parou que você perguntou. E essa senhora que horas que ela vai incorporar? >> Aí eu disse incorporar por quê? Se ela tá com essa vela na mão e essa caixa de fósforo, para que que ela tem isso aí? disse: "Não, amigo, isso é porque falta muita luz na cidade e a gente tem que deixar aqui porque qualquer hora tem que acender." Eu fui muito importante para o movimento espiritando do Pará, porque a partir dessa minha pergunta a vela passou a ser guardada dentro de uma gaveta, tá? Eu mudei a história do Espiritismo. Aí, não, não, não. >> Isso aí é só para poder faltar luz. Belém nessa época faltava luz demais. Aí nós terminamos a reunião, eu desci, ficava num segundo piso, eu desci a escada. Quando eu vou descendo a escada, eu vejo debaixo da escada um cara negociando com uma moça um livro que ela estava devolvendo. Aí eu disse: "Ah, biblioteca". Aí na mesma hora, a ideia veio, o Paulo Estevão. >> E eu nunca tinha lembrado desse livro, acho que alguém soprou isso no meu ouvido, porque eu nem lembrava mais. Quando eu via disse: "Olha, biblioteca espírita, livros espíritas". Aí, Paulo Estevan. Aí eu desci. Com licença, amigo. Você tem aí Paulo Estevan? Tem, tenho sim. Aí ele abriu a armário de correr, pegou um livro velho para caramba. Acho que era a primeira edição. Me deu pastas horríveis, amareladas, com capa dura e tal, sem nada na capa. E ele me deu o livro e não me deu atenção nenhuma, ficou conversando com as pessoas aqui e eu sozinho olhando o livro e ele batendo papo e tal. Eu fiquei esquecido para lá. Aí olhei um bocado, quando eu terminei, aí eu eu disse para ele, olha, muito obrigado, eh, o seu livro, por que você que vai me dar o livro? Você não vai levar? Eu disse: "Não posso, isso é a primeira vez que eu tô vindo. Ninguém me conhece aqui, não posso levar um livro
muito obrigado, eh, o seu livro, por que você que vai me dar o livro? Você não vai levar? Eu disse: "Não posso, isso é a primeira vez que eu tô vindo. Ninguém me conhece aqui, não posso levar um livro com Ninguém me conhece?" Não, você vai levar, mas ninguém me conhece, amigo. Como é que eu vou levar um livro se ninguém me conhece? Aí disse: "Qual é o seu nome?" Aí eu dei o nome, ele voltou. Disse: "Pronto, agora eu já lhe conheço." Você é J. >> Pode conhecer. Pode. >> Pronto, agora eu já conheço e eu vou lhe prestar assim: "Não, não faça isso, pelo amor de Deus. Eu lhe prometo, eu vou, eu gostei, eu vou voltar, eu gostei daqui, eu vou voltar assim, mas não não quero levar o livro, não posso levar não. Você vai levar, vai levar o livro porque eu tô lhe emprestando, você vai levar, você tem 30 dias para ler." Aí ele pegou, fez uma ficha para mim lá e deu o livro. Eu achei aquilo a coisa mais extraordinária do mundo, sabe? Às vezes a gente não dá atenção para as pessoas que vão na casa espírita, mas >> é >> essa atitude dele, esse acolhimento, ainda que ele ele ele chegou em casa, ele nem lembra do que ele fez, que foi uma coisa tão >> ele empresta al para tanta gente, mas para mim aquilo foi foi muito importante. >> Dois gestos simples, né, Jorge? o primeiro que dividiu com você a letra da canção e esse de te dar o livro, eh, você nem sendo conhecido lá. Muito legal, né? >> Nossa. A, é, aí o centro espírit época tava em reforma, então as paredes estavam sem reboco, tava num tijolo nu, não tinha contrapiso, aquele piso molhado com água que pingava da laje de cima. A gente andava em cima de umas tábuas de madeira para poder não molhar os pés. Quando eu comecei a andar naquilo, eu disse: "Meu Deus, são as catacumbas". Eram uns corredores estreitos, escuros, assim. Eu digo: "Meu Deus, eu tô na catacumba, eu acho que eu voltei pro ambiente dos cristãos, cara. Que louco isso, que louco. Aí eu fiquei super impressionado. Fui para casa com aquele livro, rapaz. Mas eu chorei, chorei, chorei, chorei,
cumba, eu acho que eu voltei pro ambiente dos cristãos, cara. Que louco isso, que louco. Aí eu fiquei super impressionado. Fui para casa com aquele livro, rapaz. Mas eu chorei, chorei, chorei, chorei, chorei porque o cara me acolheu. Chorei porque eh eu achei um lugar, digo: "Eu vou voltar lá, eu vou voltar." Aí na semana seguinte eu cheguei antes de abrir o centro, fiquei na porta esperando abrir. Aí o rapaz chegou para abrir, dis: "Pois não, diga". Eu disse: "Eu vim pra reunião." Sim, mas a reunião é só 8 horas. Não deu nem 7 horas, senão eu sei. É porque eu moro no prédio aqui do lado e aí eu eu vim semana passada, aí eu gostei, aí eu voltei e eu fiquei observando vocês semana passada. Eu vi que vocês não têm sacerdote, que todo mundo aqui usa roupa comum. Então eu entendi que as pessoas vêm aqui, dão como voluntário sua contribuição, não é isso? Se é. Então, eu moro aqui, eu queria dar minha contribuição, eu queria varrer, eu quero chegar cedo, eu me comprometo, eu varro as salas e coloco as cadeiras tudo ajeitado, eu posso fazer isso. Aí o cara disse: "Não, mas não precisa, amigo. Aqui no fundo a gente tem um caseiro, ele já mora aqui, ele faz isso para nós. Tudo bem, mas eu posso ajudar o caseiro. Ele arruma uma sala, eu faço outro." >> Não, mas o caseiro tem a esposa dele, ele já trabalha os dois aí. Não precisa, você não se preocupa com isso. Assim, mas eu quero ajudar. Eu posso ajudar. Eu tenho tempo. Eu posso fazer. Me deixa ajudar. Eu quero fazer. Deixa eu arrumar. Eu limpo, varro, coloco as coisas arrumada. >> Me dá alguma coisa aí. >> Oi? >> Me dá alguma coisa para eu fazer, uai. >> É, não. Aí ele ficou assim. Você quer ajudar mesmo? Aí disse: "Eu quero." Então aqui, ó, anota esse endereço aí. Aí me deu um endereço no centro espírita que fazia trabalho com criança de periferia. sábado, 7 horas da manhã, eu quero você lá, que a gente faz um trabalho com com essas crianças e aí você vai para lá para ajudar a gente. Aí eu passei aí sábado para esse trabalho de
nça de periferia. sábado, 7 horas da manhã, eu quero você lá, que a gente faz um trabalho com com essas crianças e aí você vai para lá para ajudar a gente. Aí eu passei aí sábado para esse trabalho de evangelização que acontecia lá. e eu fazer a sopa, eu eh ia buscar as verduras na na feira, eu saía com paneiro, eu e o outro carregando um paneiro, pedindo aí o pessoal jogando as verduras e a gente chegava lá com aquela tudo doado, aí chegava, cortava as verduras e fazia sopa. Era muito legal, né? Era um Você conheceu duas pessoas importantíssimas para você nesse centro, né? Uma tá com você aí do ladinho. >> Sim. >> E a outra? conheci conheci na semana seguinte, quando eu eu fui paraa juventude, né, conversei com esse rapaz, ele disse: "Agora você pode ir paraa juventude". Aí eu subheguei na juventude, eu conheci o Alberto. Alberto na época era acadêmico de medicina, tinha 24 anos. Na época ele era mais velho que eu. Eu tinha 17, ele tinha 24. E aí eu fiquei assim muito impressionado. Por quê? Porque o Alberto falava de Jesus com intimidade. Nunca, eu nunca tive ninguém que tivesse intimidade, disse: "Não, porque ele falava assim, porque ele quando Ai, gente, eu nunca vi isso, porque meu pai não falava disso assim. Meu pai falava mais filosoficamente, mas o Alberto não falava como filósofo, ele falava como alguém que que conhecia, que parece que privou da intimidade dele. E eu ficava impressionado de ver a habilidade que ele tinha, a maneira. Aí eu começava a observar como é que ele produzia os estudos, como é que ele encaminhava as ideias, como é que ele abordava as coisas, a maneira como ele ele punha as palavras. Alberto nunca viu Alberto bater. O Alberto nunca bate de dizer assim: "E cuidado, hein? Porque as trevas, nunca viberto fazer isso. Eles sempre muito cuidado. Então, eh depois que a gente se tornou mais próximo e tal, aí ele me orientava isso de maneira mais direta, mas no começo eu observava, né? >> Uhum. Mas depois ele me disse: "Olha, quando você for abordar, você sempre
que a gente se tornou mais próximo e tal, aí ele me orientava isso de maneira mais direta, mas no começo eu observava, né? >> Uhum. Mas depois ele me disse: "Olha, quando você for abordar, você sempre tome cuidado com as palavras que você usa. Nunca fale o crime do aborto. Você fala a questão do aborto, o drama do aborto, o a problemática do aborto. Nunca use o crime por conta das pessoas que estão lá. Então ele sempre essa habilidade, nunca diga tá errado, você diga não é a melhor alternativa, existem opções melhores. Então e ele tinha 24 anos e ele já tinha essa, o cara veio pronto já >> maturidade >> de entender. Alberto fazia muito atendimento fraterno pelo diálogo da juventude. Ele tinha 24 e era tido como uma pessoa que era a referência de de diálogo. Todo mundo que tinha problema ia procurar Alberto para conversar e ele ouvia todo mundo. Ele muito jovem já assim com essa capacidade de entender a alma humana, de orientar. Ele era incrível. E uma coisa assim que eu aprendi muito com Alberto nesse sentido é a questão do bem possível. É o que dá para fazer? É o que dá para fazer. Só dá para ir até aí, então vai até aí, sabe? Porque outras pessoas não, mas tem, você tem que conseguir. Você não consigo não, você tem que conseguir. Não, eu não consigo perdoar. Você vai perdoar. Eu não dou conta de perdoar. Então você vai dar um jeito, você vai se virar. você não consegue, então pronto, você vai se esforçando devagarinho. Aí fazia uns degraus paraa pessoa poder eh andar, para poder chegar na questão do perdão, mas ele não era uma pessoa para colidir de frente. >> Ele foi assim muito importante na minha formação. Depois de um tempo, nós nos tornamos amigos e a gente começou a ele me diz assim: "Olha, eu vou fazer uma palestra tal para tal local, vai na minha casa que eu quero te mostrar como é que eu monto". Aí eu ia pra casa dele e dizia: "Ó, o tema é esse aqui. Como é que a gente monta?" Olha, eu vou pegar os livros que eu tenho aqui para tirar. Aqui nesse livro aqui tem umas Alberto,
o é que eu monto". Aí eu ia pra casa dele e dizia: "Ó, o tema é esse aqui. Como é que a gente monta?" Olha, eu vou pegar os livros que eu tenho aqui para tirar. Aqui nesse livro aqui tem umas Alberto, como é que eu vou saber que tem essa história? Se lenda tu vai ter que ler para saber, mas eu sei que tem. Então aqui, ó, aí eu vi, o Alberto anotava em cada capítulo o que que tinha. É esse capítulo aqui, ó. Tá aqui, ó. Anotei, ele tinha tudo anotadinho. Aí eu diz: "Olha que interessante". E depois eu passei a fazer a mesma coisa, fazer as anotações dos capítulos dos livros para eu poder eh acessar esse material. E foi assim, né? ele foi eh muito importante, não só na na minha relação com a doutrina, mas também com relação ao movimento espírita da dess desse engajamento com as coisas. Eu lembro que uma vez o primeiro encontro de jovem fui participar, primeiro encontro de jovens. Aí eu assisti uma palestra, aí o Antônio tava fazendo a palestra, ele falando porque Jesus, nós temos que porque o Cristo e e falando assim com uma ênfase do das dos ensinamentos de Jesus e tal que fica aqui impressionado. Aí eu saí pro Alberto, Alberto quer falar contigo que que é assistindo o o o Antônio, ele tava falando lá um monte de coisa sobre Jesus. O que é que ele disse? Não, ele falou que Jesus, o nosso mestre, que que a gente tem que seguir o que o nosso mestre fala. Aí sim. O que que tem? >> Não, que ele tá >> falandoidade. >> É, ele tá falando que Jesus é o nosso mestre. Sim, mas ele é o nosso mestre. Ele é o nosso mestre, Alberto. Ele é nosso mestre. É, o que que tem novidade nisso, cara? Porque para mim ele não é meu mestre, não. Ele é mestre de quem então? Dos discípulos dele lá atrás. Meu mestre, ele não é aí. Ah, então a partir de hoje ele é, presta atenção, a partir de hoje botou a mão no meu ombro, a partir de hoje ele é o teu mestre, entendeu? Ele é o teu mestre. Pronto, acabou. Admite isso. Segue não. Antes ele perguntou assim: "Se tu não v como mestre, vem como quê? Para
u a mão no meu ombro, a partir de hoje ele é o teu mestre, entendeu? Ele é o teu mestre. Pronto, acabou. Admite isso. Segue não. Antes ele perguntou assim: "Se tu não v como mestre, vem como quê? Para mim ele é um pensador igual eu vejo Krishna, igual eu vejo Budo, eu vejo Jesus. É tudo pensadores que tiveram discípulos, ideias muito boas, mas meu mestre. Então, pronto, agora mudou. Aí, botou a mão. A partir de hoje ele é o teu mestre. OK, vai. E é isso aí. Pronto, acabou. >> Jorge, e aí com essa coisa do Alberto te levar pra casa dele, mostrar como ele estruturava as palestras, tal, esse foi o momento que você passou a palestrar também? >> Não, não. Eu coordenava grupo de jovens. Ele me mostrava porque eu tinha que conduzir grupo de jovens. Eu conduzi grupo de jovens por uns 7 anos sem fazer palestra. Eu não falava num num gostava de falar com adulto, porque eu era muito novo. >> Uhum. >> Eu era muito novo, tinha a cara de muito menino. Eu eu eu pesava 58 kg. Então eu tinha uma cara, eu era menino, menino, menino, menino. Ninguém achava que que eu era adulto. Pensava que eu era eu era tinha 18 anos. já tinha, já era formado, já tinha responsabilidade de família e tal. Ah, você tem, ah, é, não é só porque eu era muito magrinho, então, eh, eu não coordenava grupo de de adultos, porque eu tinha até vergonha de falar com adultos, porque eu achava que os adultos tinham muito mais cabedal do que eu. Aí quando foi uma vez, eu eu estava conduzindo num grupo de juventude lá no no C espírita da Bezerra de Menezes, lá de de Porto Velho. >> Porto Velho. Aí o o Pedro Barbosa Neto, atual presidente da federação, abriu a porta, diz, disse: "Preciso de você no salão". Eu disse: "Que que foi que houve?" "Você fazer a palestra". E elá dis: "É você fazia a palestra, Pedro, não falo para adulto, falo para jovem. A partir de hoje você falar para adultos. Não, não falo não. Eu eu eu não dou conta disso aí não. Nunca falei para esses caras não. Eu só sei falar para jovem. Não, você vai falar para adulto.
jovem. A partir de hoje você falar para adultos. Não, não falo não. Eu eu eu não dou conta disso aí não. Nunca falei para esses caras não. Eu só sei falar para jovem. Não, você vai falar para adulto. Pedro, por favor, o palestrante não veio e não tem ninguém para substituir. Você vai ter que ir lá. Mas vou falar sobre o quê? Te vira, cara. Tu não conhece espiritismo? Vai lá e fala. Aí, meu Deus. Aí eu disse, então me dá um novo testamento. Ele me deu um novo testamento daquele cinzazinho que dá em hotel. >> Sim. >> Aí eu abri a parábola do Bom Samaritano e fui pro salão. Aí eu fiz a palestra fazendo a leitura da parábola e comentário. Aí pronto, quando eu fiz aquilo, ah, não, você tem que voltar a falar mais vezes e tal. E aí eu comecei a fazer palestras na Federação Espírita de Rondônia. É isso. 1900 e 89, 90, mas foi muitos anos. 89, 90, 91, 92, 93, 94, 95. Foi um período que eu fiz muitas palestras na federação. E como é que eu fazia a palestra? Eu fazia a palestra assim, eu trabalhava na Imbratel e tinha os papéis de papel de impressora, >> aquele que tem litradinho assim. Isso. Eu pegava o verso do papel e fazia uma palavra para ser o esquema. Então eu pensava uma palavra e eu botava, pensava outra palavra, botava. Aí eu fazia umas 20 até 23 fichinhas, dava uma palestra. Aí eu botava aquele monte de fichinha, pegava uma folha sem sem cortar e botava assim dentro e levava a fita adesiva. Aí pregava a fita adesiva na beira da mesa. Quando era na hora de falar, eu tirava fita, tira, cortava a fita com estilete. Aí eu ia pregando e ia apresentando o conteúdo, ficava todo estruturado, não tinha data show, não tinha retrojetuto, era caro. Então a palestra ficava toda no quadro, toda organizada. Eu fazia várias colunas. Aí essa aqui vinha para cá, para cá, aí eu fazia outra. E depois que eu terminava a palestra, que ela ela ela era curta, porque eu não tinha muito conteúdo, eu dizia: "Quem tiver dúvida pode perguntar". Aí o pessoal perguntava: >> "Já tinha piga fogo." Então
depois que eu terminava a palestra, que ela ela ela era curta, porque eu não tinha muito conteúdo, eu dizia: "Quem tiver dúvida pode perguntar". Aí o pessoal perguntava: >> "Já tinha piga fogo." Então >> é, aí eu dizia pro pro dirigente: "Anota as perguntas para mim, só faz isso, anota as perguntas". Aí eu dizia: "Qual é a sua pergunta?" Não, porque você falou tal coisa, tal, mas e por que tal coisa? Ah, isso é por causa de coisa assim, assim, assim, assim. E ali que que é? Ah, isso aqui é por causa de tal coisa assim, assim. Aí eu dava uns aprofundamentos e aí eu levava para casa de novo o material com as perguntas tinham sido anotadas. Quando o programa girava, que aquela reunião vinha de novo, eu tinha tudo arquivado na minha casa. Eu ia lá para este aqui. Aí eu pegava os slides, os as faixinhas, olhava, via a sequência das ideias e lia as perguntas. eu criava novas para inserir aquilo no corpo. Aí ela crescia e assim ia crescendo e aí da já começou a ficar curto. Mas eu fiz muitos anos essas palestras e aproveitando as perguntas e inserindo como conteúdo. E aí eh, com passei acho que mais de acho que bem uns 20 anos, eu acho, fazendo palestra com essas faixinhas. Não, 20 não deu, mas uns 15 anos eu fiquei fazendo com essas faixinhas. >> E teve uma ocasião que você foi numa casa que não tinha onde colocar, não é isso? Não tinha onde fixar. Foi, foi um evento da Seite. Foi um evento da Seit Onoer. Eu fui chamado pela Seit Onoé para fazer uma atividade junto com eles. E eu cheguei lá, era um local muito bonito e tinha uma cortina assim no fundo do salão e aquela cortina não ia dar para eu pregar o material na cortina porque não ia prestar. Aí eu disse pra moça assim: "Eh, abre a cortina para mim, por favor". Ela disse: "Você quer que abra a cortina?" É, abra, porque ela tem que abrir para eu poder pregar na parede que tá atrás da cortina. Quando ela abriu a cortina, não tinha parede, era um vazio para trás, cheio de cadeira, mesa virada, quebrada, pedaço de coisa, gente. Era um
ir para eu poder pregar na parede que tá atrás da cortina. Quando ela abriu a cortina, não tinha parede, era um vazio para trás, cheio de cadeira, mesa virada, quebrada, pedaço de coisa, gente. Era um depósito de tudo que tinha lá, mas não era da era era da prefeitura, não era do Aí eu disse: >> "Fecha a cortina", >> fecha a cortina. Eu vou ter que pregar nessa cortina, porque eu só sei falar pregando, não sei falar do outro jeito. Aí eu preguei todos os slide naquela cortina cheia de poeira. Eu preguei todos. Caíram todos, mas eu preguei todos. Peguei até o último. Eu pregava, virava as coisas, quando eu olhava caiu. Aí eu eu só sabia falar pregando. Não tinha outro jeito. Teve uma vez que eu esqueci os papéis em casa. Meu Deus, eu tô sem os papéis. Como é que eu vou falar sem papel? Aí eu disse, eu não dirigia na época, né? Aí eu disse, preciso de alguém para ir em casa pegar o papel que eu esqueci, porque senão não consigo falar, porque aí tem a sequência bonitinha dos slides, tópicos, >> cabeça de engenheiro, né? >> É. Aí o pessoal foi em casa, aí trouxe aí. Ah, beleza. Agora eu falo aí. >> E quando é que você começou, >> quando é que você começou a rodar região e depois você ampliando, fazendo palestras? Ah, é porque em Rondônia tudo era muito pequeno, né? Então quando eu cheguei, eu já fui paraa condição de secretário da federação. E aí, como secretário da federação, eu fazia as atas, eu fazia a programação, a agenda da do estado. Bom, então muito bem. Na Urital, no mestal vai ter curso de passe. Na Uital, no mestal vai ter curso de orador. Aqui a gente vai ter uma palestra, aqui vai ter isso, aqui vai ter aquilo. Então eu eu montava a programação e eu viajava para fazer a programação cumprir, porque não tinha muita gente. Então eu dá, eu ia num mês para dar o curso de passe, eu ia no outro para dar o curso de orador, depois eu ia dar para o curso e assim eu ficava descendo e dando esses treinamentos, fomentando o trabalho federativo, visitando as pessoas que tinham se afastado. Eu tinha
para dar o curso de orador, depois eu ia dar para o curso e assim eu ficava descendo e dando esses treinamentos, fomentando o trabalho federativo, visitando as pessoas que tinham se afastado. Eu tinha na época uns 25, 26 anos, eu trabalhava no trabalho de unificação, né? E e assim eu fiquei fazendo, fiquei 35 anos fazendo um trabalho de unificação do movimento de Rondônia, articulando, trazendo todo mundo para trabalhar junto com a federação, todo mundo com estudo sistematizado, todo mundo eh junto no mesmo ideal. Foi muito bacana. E eu comecei a fazer isso no meu estado porque eh era onde eu eu tinha vivência. >> E no Amapá, porque o pessoal do Amapá todo me conhecia, quando eu ia lá eu fazia palestra no Amapá. e de fazer palestra no Amapá e de fazer palestra no em em Porto Velho, Rondônia. >> Rondônia, >> eh eu comecei a falar também na Comissão Regional Norte, então tinha tinha evento da Comissão Regional Norte, aí eu fazia uma palestra, eu fazia uma ponta, falava alguma coisa e aí outros iam me vendo aí, ah, você não quer fazer, olha, vai ter em Hororaima, você não quer fazer uma fala lá na abertura? Tá, posso fazer aí? vai ter um evento em Manaus, você não quer fazer não, eu vou, falo, fala no Acre. Então, ali naquele ambiente bem comportado do do do da onde eu eu era da região norte, as pessoas me conheciam, então ali eu fui falando. Só que a Comissão Regional Norte tinha pessoas que não eram do Norte e que iam e que começaram a ter a ideia de que eu eh pudesse falar fora de lá. Eu lembro que uma vez a Sueli Caldas e Schubert não pôde ir para um evento no Mato Grosso do Sul. Aí a a Túlia me ligou e disse: "Preciso de você amanhã aqui". Para quê? Se a ela não pode vir e você tem que vir para substituir a sua Eli. Aí tá bom. Aí eu fui, aí cheguei lá, desci no aeroporto, né? Aí dis olha, você vai falar hoje à noite. Eu disse: "Eu posso pelo menos saber o tema assim >> facilitar para mim?" Porque você só me disse que eu tinha que vir. Eu peguei o avião, não tinha celular na época.
lha, você vai falar hoje à noite. Eu disse: "Eu posso pelo menos saber o tema assim >> facilitar para mim?" Porque você só me disse que eu tinha que vir. Eu peguei o avião, não tinha celular na época. Eh, sa ver que que é que eu tenho que falar. Ah, não, você vai falar tal coisa. Era Paulo de Taro >> e foi engraçado. >> Oi, >> pode falar, pode falar. Fui fazer essa palestra e eu fiquei esperando que ela dissesse que tava que eu tinha que encerrar e ela não falava, ela só fazia balançar a cabeça. Aí eu fui seguindo a p, falei 1 hora e meia que essa mulher não vai mandar eu parar não. E aí ela eu falava, olhava para ela, ela fazia assim e eu mandava ver. Nossa. Mas aí depois fui falando para outros lugares. Estive na Semana Espírita de Vitória da Conquista em 2013. Aí depois que eu fui paraa Vitória da Conquista em 13, aí a Bahia começou a me chamar. Eu falei em muitos lugares da Bahia, muito. A Bahia e foi o lugar onde eu mais falei depois de Rombonia. >> Agora não é mais. Agora não é mais, mas durante muito tempo era a Bahia. Aí depois fui falando noutros lugares, foi sendo chamado, né? a gente vai, vai sendo chamado, vai falando. E quando veio a pandemia, foi um momento muito significativo, porque fechou tudo, não tinha nada. Eu também fiquei de home office, então eu fazia muitas lives. Eu cheguei a fazer 1000 lives por ano na pandemia. >> Meu Deus. Olha, a gente vai ter que fazer um outro programa para você contar das suas loucuras, >> né? O material que você desenvolve. essa questão toda, essa coisa de você colocar no numa planilha o o tema que você já falou num raio de tantos quilômetros. >> Ah, eu eu até mostro a planilha, >> então eu já vi. >> Vamos fazer um vamos fazer um dois para falar do programa só para falar das suas loucuras, né? Mas caminhando já nos as coisas. Mas eu não quero terminar sem falar de uma coisa. >> Sim. >> Foi nesse centro espírita que eu conheci a Sâmbia. Isso. >> Nesse que eu conheci Alberto, conheci Samia também. >> Samia chegou dois anos depois de mim. Eu
terminar sem falar de uma coisa. >> Sim. >> Foi nesse centro espírita que eu conheci a Sâmbia. Isso. >> Nesse que eu conheci Alberto, conheci Samia também. >> Samia chegou dois anos depois de mim. Eu cheguei em 80 >> e ela chegou em 82. Quando eu bati o olho nela, eu vi que ela tinha uma cara de oriental meio de meio Oriente Médio, sabe? Só que eu achei que ela era judia. Hoje, com mais experiência é nítido que ela é árabe, que ela não é judia. Mas eu na época misturava tudo na minha cabeça, eu fui perguntar se ela era judia. Ela olhou com uma cara, disse: "Não, eu sou árabe, eu sou libanesa, xita, >> é, nem ela sabia. Sabia que o pai dela tinha vindo do Líbano e que o pai era muçulmano depois que a gente foi descobrindo, né? >> Essa é uma outra história boa também para você contar pra gente outro momento. >> Ah, essa é uma história boa também. >> Essa história sensacional. Ô Jorge, antes continuar, eu só queria fazer aqui uma propagandazinha para divulgar o Conecta Espiritismo Campinas, o evento que você vai estar presente, não é, nos dias 20 a 22 de fevereiro do ano que vem na Expo Dom Pedro. Então tem todo esse time aí de craques, de palestrantes e o nosso querido Jorge vai estar entre nós nos dias 20 a 22 de fevereiro do ano que vem. Jorge, mais uma pergunta, entrando no nosso momento final aqui. Eh, quais são os temas? Você citou o tema, né, quando você foi lá pro Mato Grosso do Sul para substruir a Suel e Caldas. Mas quais são os temas que você tem predileção por abordar? >> Transição planetária, eu gosto muito. Família, eu gosto demais. E evolução anímica. Gosto essa parte assim do surgimento da vida, da evolução da vida, a evolução do pensamento religioso, essa essa essa coisa que conecta a evolução da vida e a evolução do pensamento religioso, a doutrina secreta, essa essa coisa toda do da das várias doutrinas que existiram. E aí isso vai desenvolvendo, desemboca lá na frente na transição planetária. Eu acho tudo isso um tema só, o surgimento da vida. o surgimento do homem, a evolução do
as várias doutrinas que existiram. E aí isso vai desenvolvendo, desemboca lá na frente na transição planetária. Eu acho tudo isso um tema só, o surgimento da vida. o surgimento do homem, a evolução do pensamento religioso, a tolerância religiosa e a transição planetária. Eu acho que tudo isso é é como se fosse um eh um tema só. Tenho vontade de um dia, se Deus me permitir, até escrever sobre isso, juntando isso como capítulos de uma única obra, né? Que o nome dessa obra seria, se eu fizesse, né? Seria A história da Terra. >> Pará. Pará. Aí vai pegando desde a formação dela >> até a regeneração. Para finalizar, você sabe que eu gosto de tríades e você também gosta, né? >> É cheio de número três. Número três tá permeando a doutrina, né? Então temos algumas tríades para você apresentar pra gente da sua predileção. Três livros espíritas. Três livros espíritas depois da morte de Leon Deni. Vou pular as obras básicas porque são evidentes, né? Um outro renúncia. Eh, eu diria depois da morte, renúncia e acho que memórias de um suicida. >> Memória de um suicida. E tudo começa com Paulo Estevan. >> É, é. Paulo Estevan é um livro muito interessante, mas esses foram os que mais impactaram na minha vida. Na minha vida impactaram mais esses textos. É, é essa a pergunta mesmo. Exatamente. É que eu só citei que começa com Paulo Estu para poder >> Eu eu achei eu achei duas tríades para você este final de semana. Até que falar para você. É >> buscai e achareis. Batei e abrirse-vos a pedi e obtereis. Buscai o caminho, batei para obter a verdade, não é? E depois >> a vida. Então o caminho, verdade e vida conecta com esses três, porque você busca o caminho. Quando você chega, que você bate, que a porta se abre, abre para quê? para entregar para você o conhecimento que é a verdade. De posse da verdade, de posse desse conhecimento, você agora pode obter algo fantástico, que é a vida livre, a liberdade, a vida verdadeira. >> Maravilha. Vou anotar, >> passar essa pro Paulo pra coleção. >> Vou anotar essa assim que acabar a live,
, você agora pode obter algo fantástico, que é a vida livre, a liberdade, a vida verdadeira. >> Maravilha. Vou anotar, >> passar essa pro Paulo pra coleção. >> Vou anotar essa assim que acabar a live, >> tá certo? A gravação de hoje. Ô Jorge, três livros não espíritas agora. >> Três livros não espíritas. >> Um eu já sei. >> Ah, o primeiro deles é o Bagavad Guita, né? Tava na cara. >> O primeiro deles, não tenho dúvida nenhuma. O Bagavad Guita de Krishna. Essa obra é o espetáculo do espetáculo. Esse é, né? Uma outra obra não espírita importante. Acho que é um livro privado, chama Civilização, uma obra que corre paralelo no entendimento do que é. Eu tenho até ali, deixa buscar. Não, não vou mostrar a capa não. Vou fazer a propaganda. Eh, chama civilização. É uma obra, é, é um bestseller. Se você colocar a civilização e aí você vai achar, eu tenho até dois volumes dele aqui, Niel Ferguson, o nome do autor dela. E essa obra é uma obra que me ajudou muito a entender eh a vida da história da humanidade sem a conexão eh explicando algumas coisas que a doutrina espírita havia me oferecido. Terceiro livro que eu tenha não espírita tem que olhar pro lado de lá, porque o lado daqui são só os espíritos, o lado de lá são os não espíritas. Eu acho que além do civilização desse outro, talvez o nazareno de sholen as nazareno. >> O nao na Eu vou contar rapidinho a história do Nazareno. Sei que o tempo acabou, mas eu vou contar. História do Nazareno é um é uma história, é ficção, não é verdade? é escrito por um judeu ortodoxo lituano que escreve sobre Jesus. Ele cria um romance em que ele fala que os dois personagens centrais da obra tiveram encarnações no momento de Jesus. Então eles têm momento de crise, aí caem lá atrás e contam narrativa do que aconteceu com Jesus. Então você tem a narrativa do evangelho contada por um judeu. Então ele ele te conta os detalhes da da do rito judaico dentro daquilo. >> Então esses personagens eles têm >> eh momentos de memória espontânea e eles retornam e
a do evangelho contada por um judeu. Então ele ele te conta os detalhes da da do rito judaico dentro daquilo. >> Então esses personagens eles têm >> eh momentos de memória espontânea e eles retornam e contam detalhes do detalhe de como é que era. Meu pai lia toda a sexta-feira da paixão esse livro em casa. A gente sentava ele dizia: "Vamos ler". Aí ele pegava o Nazareno e aí ficava eu e um outro irmão meu. A gente ia se revesando. Um lia um pedaço, outro lia outro. A gente lia esse livro durante o o a semana o período da quinta-feira e sexta-feira santa a gente faz essa leitura. >> Incrível. E agora três filmes inesquecíveis. >> Três filmes inesquecíveis. A missão com Robert Deniro, um filme de 1986, se eu não me engano. Um outro filme, ninguém vai gostar do que eu vou dizer, mas eu gosto. Paciência, o Gladiador. E o terceiro, Avatar. >> Avatar. >> Avatar, o gladiador e a missão. >> Show. Muito bom. E para terminar, três personalidades espíritas ou não, não importa que você admira. E por quê? Três pessoas que eu admiro. Vamos lá. É, eu admiro muito Allan Kardec pela habilidade que ele teve de fazer o que ele fez, no tempo que ele teve. com os recursos que ele possuía foi realmente um foi uma coisa incrível que ele conseguiu fazer. Ele realmente >> é um cara destacado. Uma segunda personalidade muito interessante, Chico Xavier, que esse cara conseguiu fazer, o exemplo de vida que ele deixou incrível. E um terceiro, acho que Gandatma Gand. Show, maravilha. Excelente, excelente, excelente. Jorge, obrigado mais uma vez pelo teu tempo, pela tua história. >> Vai ter que ter parte dois para eu mostrar, para eu mostrar os meus controles, >> as suas loucuras, loucuras, loucuras. >> É, aí dá até para compartilhar a tela para mostrar. Olha como é que é. Tá vendo aqui, ó? Eu clico aqui, ele mostra >> e mostra aí. fazer, >> vamos, vamos fazer sim, vou fazer a prece final aqui pra gente encerrar. >> Quer deixar um micentário, uma fala final? >> Não, tranquilo. >> Então vamos lá.
aqui, ele mostra >> e mostra aí. fazer, >> vamos, vamos fazer sim, vou fazer a prece final aqui pra gente encerrar. >> Quer deixar um micentário, uma fala final? >> Não, tranquilo. >> Então vamos lá. Deus, nosso pai Jesus, mestre querido, agradecemos a espiritualidade amiga por mais essa oportunidade, por tudo que nos tem oferecido, Senhor, ao longo dos nossos dias. Agradecemos ao Jorge por tantos ensinamentos que nos traz, iluminando os nossos caminhos. que ele possa a cada dia mais se fortalecer nesse propósito e seguir transmitindo ensinamentos sempre com essa generosidade e também com a disponibilidade que o caracterizam. Obrigado, Senhor, por tudo. Obrigado por nos enviar tantos emissários para nos trazer a sua luz, a sua verdade e nos mostrar o caminho. Que assim seja. >> Excelente, meu amigo. Muito obrigado mesmo. Até a próxima. >> Até uma próxima.
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