"Bezerra de Menezes em família", com Luciano Klein e apresentação de Adriano Máscimo

Conecta Espiritismo TV 24/02/2026 (há 1 mês) 1:46:15 36 visualizações 5 curtidas

Live de estudos espíritas com o tema "Bezerra de Menezes em família", com Luciano Klein e apresentação de Adriano Máscimo!!! Não perca!!!

Transcrição

Pai, Deus protetor, aqui me ponho aos seus pés para lhe falar. Pai, pequeno eu sou, mas seu amor me deu a chance de poder recomeçar. Por isso peço em oração que ilumine meu caminho de cristão. Que eu jamais esqueço o que eu tenho nas mãos. A doutrina da consolação. Pai meu criador, bênção maior, tesouro igual, neste lugar não há. Pai, ó meu Senhor, com gratidão lhe peço forças para fazer multiplicar no lar, na casa de oração, numa rua onde houver algum irmão, levarei com toda a minha Minha devoção, a doutrina do meu coração. Pai meu criador, bção. maior tesouro igual neste lugar não há. Pai, ó meu Senhor, com gratidão lhe peço forças para fazer multiplicar no lar, na casa de oração, numa rua onde houver algum irmão. Levarei com toda a minha devoção a doutrina do meu coração. Ah. Olá, olá, sejam todos muito bem-vindos a mais uma live do Iges, Instituto Goiano de Estudos Espíritas. É com muito prazer que nós estamos aqui com vocês neste dia 23 de fevereiro de 2026. E nessa noite eu vou falar presença especialíssima, senhoras e senhores. Aliás, aliás, Luciano, deixa eu te perguntar uma coisa antes de antes de te anunciar com mais ênfase. O o a pronúncia correta do seu sobrenome é Klein, não é isso? Ou ou tô falando bobagem? >> Não, de jeito nenhum. Eu digo sempre, sabe Adriano, que fica na verdade a gosto dos clientes, né? Porque você pode pronunciar tanto no alemão, palavra de origem alemã, que aliás é alemão quer dizer pequeno, né? Klein, e meu avô, que era, portanto, alemão, meu avô paterno, Irich Klein, né? Quando veio, ele era judeu, veio ao Brasil. Então ele optou sobretudo durante aquele período da Segunda Guerra em a portuguesar o nome. Então os mais antigos chamavam de Cleen. Meu pai sempre foi o Luciano Clen. Eu sou o filho, né? Então eh hoje a geração nova chama mais de Klein. Aí eu acho que por causa da marca da calça Calvin Klein, que obviamente só o sobrenome tem a ver comigo. Não tenho nada a ver com o responsável por essa marca aí tão famosa. Mas tanto faz, querido.

n. Aí eu acho que por causa da marca da calça Calvin Klein, que obviamente só o sobrenome tem a ver comigo. Não tenho nada a ver com o responsável por essa marca aí tão famosa. Mas tanto faz, querido. >> Tá joia. Ó, então hoje conosco Luciano Klein. Eh, uma honra, viu, Luciano, te receber. Luciano, que o primeiro contato que nós fizemos foi até através de uma de uma live do de Moisés da Kardec, né, que você acabou participando com a gente lá, se não me engano, você participou do chat e o Alvinho falou contigo, o Álvaro Morenai falou contigo, né, na não sei se foi no Teto tercido pelo WhatsApp, você entrou na live, participou, foi muito muito muito bacana e a partir dali então eu mantive contato contigo, te fiz o convite, você aceitou prontamente Então, agradecer imensamente a sua dizer para você que é uma honra tá te recebendo aqui no espiritismo, viu Luciano? >> A honra é toda nossa, querido. Foi o Álvaro, sim, essa figura admirável, querida, carinhosa, aliás, uma das almas mais encantadoras que eu tive, Merc da Bondade de Deus, de reconhecer como amigo de outrora na presente jornada. Agora, se não me falha a memória, Adriana, eu tenho a impressão que eu já havia estado com você virtualmente numa live há uns 4, 5 anos, não sei se foi com a Ivana, alguma atividade aqui eh em relação a Goiás, que eu me lembro perfeitamente de você, mas >> é possível, é possível. Eu vou até rememorar e depois a gente se fala. Eu é verdade, eu acho que realmente a gente já fez um, eu vou dar uma olhada nisso, depois te falo. É, >> pode ser mesmo. Eu acho que lá no início, >> naquele período da pandemia, eh, essa tecnologia que acabou ficando, graças a Deus, né, nos possibilitou esses treinitamentos de laço mesmo a distância, né, de afeto, de fraternidade. >> Verdade, verdade. Eu vou dar uma olhada nisso, depois eu te falo no privado. Olha, e vamos fazer a nossa prece inicial. Então, eu vou pedir que todos então fechemos os nossos olhos. Vamos elevar os nossos pensamentos a Jesus, pedir que o divino amigo esteja conosco

no privado. Olha, e vamos fazer a nossa prece inicial. Então, eu vou pedir que todos então fechemos os nossos olhos. Vamos elevar os nossos pensamentos a Jesus, pedir que o divino amigo esteja conosco neste momento nos amparando e nos induindo. Nós que te rogamos, Jesus, o tratamento espiritual que todos nós necessitamos, que o Senhor possa permitir que caia sobre nós uma cachoeira de águas cristalinas a nos banhar e a retirar de nós todas as energias pesadas e deletérias que porventura estejam nos envolvendo. tudo aquilo que nos traz sensação de cansaço, de desânimo, de tristeza, de agonia, que tudo isso possa ser dissipado por essas águas. E feita essa limpeza, Senhor, nós te rogamos também as energias renovadoras que nos trazem ânimo, coragem, vigor e, ao mesmo tempo paz, tranquilidade, harmonia. E que todos esses benefícios sejam estendidos à aqueles que são caros aos nossos corações, aqueles que convivem conosco, nossos parentes, nossos amigos, vizinhos, estud de casa espírita, de movimento espírita e especialmente Jesus, que o Senhor possa alcançar aqueles que sofrem neste momento, que passam por dificuldades, provações, seja no campo espiritual, emocional, seja no campo físico. Muito obrigado por tudo. Graças te damos. Que assim seja. Graças a Deus, pessoal. Eh, então, deixa eu ver se eu tô a a prece meio? Minha internet oscilou ou não? >> Ligeiramente, só um pouquinho. Deu para retomar? Sem problemas, querido. >> Vamos ver. Vamos ver. Eh, só já já avisando o pessoal que minha internet mais uma vez está oscilando. Eh, será que eu eu não sei se eu completei ou não a pressa. Vamos ver o que que o pessoal vai falar aqui no através do chat. >> Completou. >> Nada que atrapalhasse, não. Então, tudo bem. Então, então foi. É isso. Eh, deixa eu fechar um programa mais pesado que eu utilizo aqui para ver se ajuda em alguma coisa. Enfim, vamos ver se agora é a Suzi tá me falando aqui que você tá caindo. Vamos ver se agora melhora um pouco. Vamos lá. Vamos lá. Vamos ver se agora firma um

o aqui para ver se ajuda em alguma coisa. Enfim, vamos ver se agora é a Suzi tá me falando aqui que você tá caindo. Vamos ver se agora melhora um pouco. Vamos lá. Vamos lá. Vamos ver se agora firma um pouquinho essa internet. Pronto, voltei. Voltei, né? Acho que agora tá tudo OK. Bacana. Vamos ver se Vamos ver se agora normaliza um pouquinho aqui a nossa internet. Ó, mandar abraços aqui pro pessoal que se manifestou através do chat. A Vera, tá aqui. Verônica Fortes está aqui conosco. Valeu demais, Verônica. Obrigado. Teca Filizola, presença internacional. Teca está conosco aqui também deixando o seu boa noite. Cícero Bezerra também conosco, deixando o seu boa noite. Gardênia Carlos também deixou seu boa noite aqui e fala aqui da gratidão, né, pela presença do Luciano. Obrigado, Gardênia. também está conosco. Selma, Flávia Teodoro também conosco. Ela que fala de vitória no Espírito Santo, tá sempre com a gente aqui. Valeu demais, Flávio. Obrigado. Ah, o Francisco Orlando também conosco. A Mário Araújo também conosco aqui. Deixa eu ver que mais. Ren. Ã, não, Alemi, Alemil, Alemil Batista Rodrigues, se não me engano. É isso. Obrigado. Aqui o perfil Livramento GEP também conosco. Luciene Brasileiro. Marcos Silva aqui de Goiânia, aqui do Jardim do Serrado, onde nós realizamos lá o trabalho do grupo Espírita Fonte Viva. Valeu demais, Marco. Obrigado. Abraço aí pra Cristiane também. Esmênia Nogueira. Eh, deixa eu ver quem mais aqui. Gilda do Val. Eh, é isso. O Luciano, a Flávia tá perguntando aqui, Luciano, de onde você fala? Da terra besto, Dr. Bezerra de Menezes, né? Só que não especificamente no local onde ele nasceu, mas na capital da antiga província do Ceará, Fortaleza. É isso aí, ó. A Gilda tá falando de Niterói, Rio de Janeiro. Ã, Luciene de Santo André, São Paulo. Que bacana. Esmênia de Fortaleza, no Ceará. Que legal, que bacana. Bom demais. E as presenças internacionais aqui, como eu disse, né, da Teca Filisola. E deixa eu ver quem mais aqui. A Selma, a Selma Demar também conosco, ela que também tá

ará. Que legal, que bacana. Bom demais. E as presenças internacionais aqui, como eu disse, né, da Teca Filisola. E deixa eu ver quem mais aqui. A Selma, a Selma Demar também conosco, ela que também tá falando direto dos Estados Unidos, pessoal. Então fica aquele pedido encarecido a todos vocês. Quem ainda não é inscrito no nosso canal aqui no YouTube, o canal do Gés, Instituto Goiano de Estudos Espíritas, você possa se inscrever no canal, ativar as notificações, curtir e compartilhar os nossos vídeos, inclusive este que você está assistindo. Isso é muito importante para que o nosso conteúdo tenha maior repercussão aí junto à plataforma, junto ao YouTube e possa ser indicado a mais pessoas e consequentemente alcançar mais lares, tá bom? Agradecer os nossos parceiros de transmissão, TV Secal, Conecta Espiritismo, Rede Amigo Espírita, TV Goiás Espírita, Grupo Espírita Fonte Viva, Web Rádio Fraternidade e Rede Amigo Espírita são os canais parceiros, então, que estão retransmitindo este nosso conteúdo. Grande abraço a todos os parceiros. E nós vamos começar então a nossa live de hoje. O tema proposto pelo Luciano foi Bezerra de Menezes em família. Então a ideia é explorarmos, né, Luciano, aí mais essa questão familiar mesmo, as relações familiares do nosso querido Bezerra de Menezes, espírito pelo qual eu sou apaixonadíssimo, tenho como um um protetor espiritual e para mim vai ser uma noite assim muito especial. então tratar desse espírito sensacional que é Bezerra de Menezes, meu irmão. Então eu gostaria de já passar a palavra para você pelas considerações iniciais aí e você falar, né, introduzir aí um pouquinho pra gente essa essa esse assunto, né, da da do do Bezerra em Família e já deixar aí aberto aí pro público, né, algum alguma colocação, algum questionamento e fiquem à vontade que a gente vai estar repassando aqui pro Luciano, né, pra gente então estar tratando desse tema Bezerra de Menezes em Família. meu irmão, que que você pode falar pra gente aí de início de Bezerra de Menezes e as

vai estar repassando aqui pro Luciano, né, pra gente então estar tratando desse tema Bezerra de Menezes em Família. meu irmão, que que você pode falar pra gente aí de início de Bezerra de Menezes e as suas relações familiares? Querido, uma vez mais, primeiro, gratidão pela oportunidade, pelo espaço concedido de podermos, uma vez mais virtualmente estarmos juntos hoje, a fim de falarmos um pouco da vida daquele que tem sido móvel dos nossos estudos já há praticamente três décadas, por sermos conterrâneo Dr. Bezerra de Menezes. Somos egressos do movimento de juventudes espíritas daqui de Fortaleza desde os anos 1980, mais precisamente do ano de 1985. E foi quando fizemos os primeiros estudos relativos à vida desse nosso conterrâneo que até então não sabias não sabíamos muito a seu respeito e que havia, por incrível que pareça, embora como historiador, por ofício e amor a causa de Heródoto e espírita, tenhamos Chico Xavier, figura exponencial do espiritismo no século XX pelo seu legado. sempre dissemos e continu continuamos a afirmar que Bezerra de Menezes é no 800, ou seja, no século XIX no Brasil o maior nome. Eu não vejo outro que tinha se empenhado em fazer o que ele fez, não só pelo trabalho missionário no campo do bem, na relação afetuosa com o semelhante, à frente da Federação Espírita Brasileira, mas sobretudo também na divulgação do Espiritismo a partir especialmente do ano de 1887, quando ele se valendo da mídia principal do século XIX, que era o jornal, escreveu de 1887 até o seu deselace, que se deu no dia 11 de abril de 1900. ininterruptamente, semanalmente, portanto, numa coluna e abdomadária, o nome usado na época, para que assim ele pudesse, de uma forma simples, palatável, numa linguagem jornalística, popularizar os pressupostos fundamentais do espiritismo. Então nós temos estudado a sua vida e a razão desse tema, querido, a sugestão do mesmo Pizer de Menezes é família, porque como historiador e o livro que nós publicamos em 2021, livrinho de 1290 páginas, né?

nós temos estudado a sua vida e a razão desse tema, querido, a sugestão do mesmo Pizer de Menezes é família, porque como historiador e o livro que nós publicamos em 2021, livrinho de 1290 páginas, né? Eu fui bem guloso, não fui econômico, não fiz dieta, as pessoas brincam muito. Porque que o livro ficou daquele tamanho? É porque a nossa ansiedade depois de tantos anos de pesquisa sobre Menezes foi de tentar compartilhar o máximo das novidades alviçareiras que nós havíamos encontrado, principalmente com as facilidades que hoje nós historiadores dispomos de pesquisar, valendo-nos aí do concurso da tecnologia contemporânea. Então nós descobrimos muitas coisas e é como se de repente, embora teoricamente seja possível, segundo a lei da relatividade, segundo Albert Einstein, voltar no tempo, teoricamente é possível, na prática ainda não, pelo menos com a nossa tecnologia, mas através das fontes primárias, notadamente dos jornais, nós podemos em voltando no tempo, sentirmos todo aquele ambiente social, político, econômico, cultural, científico, tecnológico que o Dr. Bezerra de Menezes viveu e foi um período de grandes mudanças em nível nacional. Ele nasce no segundo reinado no dia 29 de agosto de 1831 na então província do Ceará, na região central do nosso estado, a época província, na localidade, a época chamada de Riacho do Sangue, espaço físico ou geográfico, onde hoje se encontram a cidade de Solonópoli e Jaguaretama. E depois ele, evidentemente passou um período no Rio Grande do Norte, 4 anos, volta para Fortaleza, estabelece-se na capital da província e daqui ele vai partir pro Rio de Janeiro em 1851. E no Rio de Janeiro, que era a capital do Brasil à época, o Brasil monárquico no segundo reinado, o Brasil passou por um grande eh surto desenvolvimentista durante o governo daquele que, como historiador, eu considero o maior governante da história do Brasil de todos os tempos, que foi Dom Pedro I, até porque teve muito tempo, foram quase 50 anos de gestão de administração

aquele que, como historiador, eu considero o maior governante da história do Brasil de todos os tempos, que foi Dom Pedro I, até porque teve muito tempo, foram quase 50 anos de gestão de administração pública, de 1840 até 1889, quando veio o advento ou golpe da República. E assim sendo, a história nós conhecemos. Então, Dr. Bize é sino nesse período e aí sim sendo mais objetivo, querido, mas já fazendo esse preâmbulo para situar quem nos ouve em relação à razão das nossas pesquisas, a sugestão do tema aí vem muito do historiador, porque como espírita nós quando queremos analisar um personagem da nossa história, nós deveremos percebê-lo no contexto no qual ele se insere. Dr. Bezer de Menezes foi um homem de seu tempo. Assim como para entender Allan Kardec, nós temos que entender o Allan Kardec histórico, como hoje se estuda o Jesus histórico lá atrás. Para entender, por exemplo, eu digo sempre isso, as pessoas acham estranho. Jesus nunca foi cristão, Jesus era judeu. Então, nós temos que entender, o homem de Nazaré, que viveu na Palestina de seu tempo, que não era propriamente a Palestina ainda, mas na região do Vale do Jordão. Então, o Dr. Bezer de Menezes, de igual forma, nós precisávamos entendê-lo como um homem que se insere no Brasil do século XIX. E sobretudo, e aí a razão do tema, querido, eh, quando nós analisamos um personagem com a lupa da história, nós, sempre, naturalmente, historiadores, questionamos: será que o Dr. Bezerra de Menezes foi tudo aquilo que diziam que ele era? Porque eu lhe confesso, há muitos personagens e o historiador pode eh lançar mão disso, porque a história é uma ciência humana, não é uma ciência exata. Então, há muitos personagens na história ainda hoje em nível nacional que são considerados heróis. Quando, na verdade, se nós formos investigar as suas trajetórias de vida, eles não eram tão heróis assim quanto diziam que ele eram, que eles eram. E há outros que são considerados marginais, preteridos. O exemplo grande que nós temos é de Joaquim José da Silva Xavier,

ida, eles não eram tão heróis assim quanto diziam que ele eram, que eles eram. E há outros que são considerados marginais, preteridos. O exemplo grande que nós temos é de Joaquim José da Silva Xavier, nosso Tiradentes, né? E depois, quase 100 anos depois, foi lançado mão para ser o símbolo, né, do projeto de independência política do Brasil, que é de 1822, pelo menos oficialmente. Mas o fato, querido, é que o Dr. Bezer eu comecei a questionar, será que o Dr. Bezerro era tudo isso mesmo que diziam que ele era? E aí a nossa perplexidade quando estudando a vida desse homem notável, colhendo depoimentos daqueles que foram seus coevos, ou seja, seus contemporâneos, daqueles com os quais ele conviveu e sobretudo, querido, e aí a razão do tema. ouvindo que a parentela, os familiares, as esposas, e depois eu vou explicar porque no plural as esposas, ele teve duas esposas que a primeira desencarnou prematuramente, ele se casou uma segunda vez e os filhos sobretudo diziam que o Dr. Bezerra de Minezes era o que falavam que ele era e muito mais. Então ele era uma figura realmente gigantesca, muito além, aliás, daquele bezerro que nós todos, por um condicionamento atárico, muitas vezes ancestral, de comportamento, nós tendemos a mitificar determinados personagens. Isso é compreensível no nosso nível evolutivo. Mas Dr. Bezerra sempre se colocou com humildade, como um espírito extremamente refinado, uma alma, alguns não gostam dessa expressão, mas não há outra que me vê à mente nesse momento, muito além de seu tempo em relação a tudo aquilo quanto ele realizou. Então, Dr. Bezerra de Menezes era na intimidade, a gente pode trabalhar isso no decorrer da nossa conversa, já falei até demais, é guisa de introdução, mas alguém que realmente demonstrava o que é mais importante, não só da tribuna, não só na pregação, na casa espírita, no púlpito de alguém de outra denominação religiosa, mas ele pregava na intimidade do lado tudo aquilo quanto ele concebia, ou seja, ele pregava o que vivia e vivia o que

a pregação, na casa espírita, no púlpito de alguém de outra denominação religiosa, mas ele pregava na intimidade do lado tudo aquilo quanto ele concebia, ou seja, ele pregava o que vivia e vivia o que pregava diariamente. Por isso eu o trato como um gigante, como alma extraordinária, um ser de um refinamento espiritual incrível. >> Que bacana. Que bacana. Eh, pessoal, o o Luciano, você tá com um livro aí perto de você que você me mostrou antes de entrarmos ao vivo. >> Esse livrinho aqui, né? >> O livrinho aí, ó. Aí, ó. Mais de 1200 páginas, não é isso? Eh, inclusive o mais interessante, Adriana, é que nós conseguimos muitas imagens novas dele, dos filhos. Podemos falar quantos filhos de fato ele teve. que nós fomos atrás até corrigindo algumas biografias antigas, nós conseguimos muitas imagens dele, porque o Dr. por razões óbvias, né? Diferentemente de Chico Xavier, na época não tinha ainda, embora o cinema seja de 1895 dos irmãos Lumier, mas nós não temos filmes dele, ele em movimento. Nós não tínhamos muitas fotografias, não tínhamos entrevistas, pelo menos gravadas escritas, uma nós pegamos, mas nós conseguimos recuperar algumas fotografias inédita, entre elas esta que ilustra a CAP. Eu acho sempre interessante, não sei se dá para ver, essa foi ligeiramente ela reconstituída, que ela estava em péssimo estado, estava no setor de obras raras da Federação Espírita Brasileira, mas é o olhar dele, sabe? Aquele já tava bem envelhecido, uma calvice bem acentuada, a barba típica, não totalmente branca. Ele passou por muitas provas difíceis, sobretudo com as aspas, né, perdas fecha aspas, né, dos filhos. Mas o que mais me impressiona é que se depois puderem ampliar aí, mas é o olhar dele, sabe? Um olhar de serenidade que passa uma paz indisível. Esse olhar dele, mesmo fotografia antiga, numa imagem estática, nos mostra realmente o que é que ia no íntimo dessa alma. Basta olhar que você percebe um psiquismo diferenciado, querido. >> Bacana. Bacana, gente. E assim, ó, só

grafia antiga, numa imagem estática, nos mostra realmente o que é que ia no íntimo dessa alma. Basta olhar que você percebe um psiquismo diferenciado, querido. >> Bacana. Bacana, gente. E assim, ó, só para lembrar, né? Eh, o Luciano é um pesquisador, né? Eh, Luciano, que foi presidente da Federação Espírita do Ceará, eh, e trabalhador do Centro Espírita João Evangelista. Então ele teve aí é autor de de biografias, né? Essa sobre Bezerro de Menezes, também sobre Viana de Carvalho, Chico Xavier, Divaldo, né? Eh, atualmente eh foi fundador e atualmente presidente do Centro de Memória Viana de Carvalho, né, Luciano? >> Exato, querido. Viana de Carvalho, que é uma figura lamentavelmente esquecida do movimento espírita dos nossos dias, para quem nunca ouviu falar, cearense também como Dr. Bezerra de Menees, só que da cidade de Có, tá? Talvez um outro se lembre muito do Viana de Carvalho por causa da mediunidade limpa e clara de Divaldo Pereira Franco. Porque Viana desde a década de 1950 foi aquele espírito que numa simbiose perfeita num entrausamento extraordinário com Divaldo, Viana desencarnada, evidentemente, como espírito passou a mandar algumas mensagens e era um dos espíritos que mais inspirava Divaldo Franco nas suas fenomênicas e eloquentes conferências. Viano de Carvalho, para quem não sabe, ele foi o primeiro grande orador espírita do Brasil até a primeira metade do século passado, quando aparecerá Edivaldo. E coincidentemente, e aí a razão da fundação do Centro de Memória, nós somos apaixonados também por Viana de Carvalho. Neste ano nós espíritas vamos celebrar especialmente aqui no Ceará, mas deveria ser no Brasil todo, porque Viana percorreu os mais longincos rincões do nosso Brasil. esteve aí pertinho de você? Não, em Goiás. Nós até tentamos encontrar registro. Naquela época era muito difícil, eram regiões mais ermas no início do século X, século XX, final do XIX, mas ele esteve em Goiás, em Mato Grosso, onde fundou a primeira federativa, nós descobrimos, né, do

ela época era muito difícil, eram regiões mais ermas no início do século X, século XX, final do XIX, mas ele esteve em Goiás, em Mato Grosso, onde fundou a primeira federativa, nós descobrimos, né, do estado em 1905, que era o Centro Espírita de Cuiabá. Nós até no livro descobrimos que era uma federativa, embora haja posteriormente a Federação Espírita do Mato Grosso. E Viana, neste ano, portanto, dia 13 de outubro, nós estaremos celebrando o centenário do seu desenlace. Ele desencarnou prematuramente aos 51 anos, no dia 13 de outubro de 1926. Então, daí a razão também dessa homenagem que prestamos a esse outro ilustre conterrâneo. >> E como o próprio Luciano disse, né, ele é historiador e professor do Colégio Militar de Fortaleza e também sócio efetivo do Instituto do Ceará. Então, pesquisa, estuda e tá sabendo o que tá falando. É isso aí, meu irmão. Eh, e ao final não vamos esquecer, então, de divulgar os seus livros, que são livros assim que com conteúdo espetacular, né? E, e, eh, a gente tem que divulgar esse tipo de trabalho, trabalho sério, trabalho de pesquisa, né? Não tem achismo, é trabalho sério mesmo. Mandar um abraço aqui pro José da Costa, né, que tá aqui conosco. Ele é de Goianésia, Goiás, aqui no interior de Goiás. Valeu demais, José, sempre conosco aqui no Giritismo, meu irmão. Eh, deixa eu só te perguntar uma coisa que eu fiquei curioso aqui, lendo alguma coisa aqui da biografia de Bezerra. E e ele tem raízes e a família, né, tem raiz em Portugal, não é isso? Eu tô perguntando porque eu tenho, a minha tem raiz em Portugal e eu fiquei curioso com essa situação. A família tem raiz em Portugal, né, como quase todos nós, sobretudos a sobre todos aqueles que viveram no século XIX, no Sic, que é o o século XVI, em razão, evidentemente, da proximidade com a chegada dos portugueses. O Dr. dizer de fato, etimologicamente a palavra vem de Becerrá, a origem é de Portugal. E nas pesquisas que fizemos, inclusive com a ajuda de um dos grandes genealogistas dos Bezerros de Minees aqui do Ceará, já

de fato, etimologicamente a palavra vem de Becerrá, a origem é de Portugal. E nas pesquisas que fizemos, inclusive com a ajuda de um dos grandes genealogistas dos Bezerros de Minees aqui do Ceará, já residente no mundo espiritual, meu saudoso e querido amigo Eduardo de Castro Bezerra Neto. O Eduardo desencarnou há 2 anos já velhinho. Ele era sobrinho trineto de Bezerra de Menezes. A vantagem das pesquisas é que nós conseguimos nessas buscas pacientes que fizemos encontrar descendentes indiretos aqui no Ceará. Quando eu falo em direto, tô falando de de sobrinhos bisnetos, sobrinhos trneto. Tem sempre uma que certamente tá assistindo essa live, que é a minha querida Lúcia Bezerra, que é sobrinha bisneta de Bezerra de Menê. No Rio de Janeiro, nós já conseguimos aí sim pegar uma documentação boa com descendentes diretos do Dr. Bezerra. Nós tivemos contato com com uma bisneta e com uma trineta do Dr. Bezerra de Mirz. Então, segundo as pesquisas do Eduardo Carvalho Monteiro, a origem vem realmente Portugal. Inclusive ele faz um rastreio, fez uma pesquisa na Torre do Tombo em Portugal e fez um uma Isso é uma curiosidade histórica, né? uma relação genealógica do Dr. Bezerra de Minezes com o grande taaturgo de Pádua, Santo Antônio de Pádua, que embora nós chamemos de Santo Antônio de Pádua, ele era um santo que falava a nossa língua, o português, que era Santo Antônio de Lisboa. Ele nasceu em Portugal, no antigo condato portocalense. Então o Fernando de Bulhões, que era esse o seu nome, então ele tem também uma vinculação genealógica pelas pelos descendentes, não ele que não se casou, evidentemente, mas por uma irmã dele, da qual vem os bezerros de Menezes, que chegaram no Brasil, vieram ainda no período colonial, estabeleceram-se na vizinha província de Pernambuco. O Ceará fez parte até 1799 de Pernambuco, depois se separaram. Então as ramificações aqui foram se distribuindo também no nosso torral. Então sim, né, o Dr. Bezerra tem esse vínculo genealógico aí, sua família, sua ancestralidade com os

buco, depois se separaram. Então as ramificações aqui foram se distribuindo também no nosso torral. Então sim, né, o Dr. Bezerra tem esse vínculo genealógico aí, sua família, sua ancestralidade com os nossos patrícios, com os nossos irmãos portugueses. >> Bacana. Ó, mandar um abraço também para Fátima Oliveira que está conosco nos acompanhando. Obrigado, Fátima. Valeu demais por estar nos acompanhando, Luciano. Eh, óbvio que nós não vamos conseguir esgotar aqui a biografia de Bezerra de Menez numa live. Eh, então eu vou te pedir pra gente então focar em algum aspecto até que pela sua intuição, enfim, você gostaria de de que nós tratássemos, né, alguma algum recorte aí da vida de de Bezerra que você gostaria de hoje eh eh focar? Pronto. Já que o tema sugerido foi exatamente esse, Dr. Bezerra de Menezes ou Bezerra de Menezes em família, como dissemos, eu acham, eu acho esse essa proposta de reflexão imprescindível para que nós tenhamos a dimensão da grandeza desse psiquismo. Porque eu até confesso, sabe, Adriano, quando eu fui pesquisar, eu fiquei com receio, que dis assim: "Já pensou se eu encontro Dr. Bezerra como um pai despótico, um pai tirando, um pai cruel, um mau marido? Eu não sei nem se eu continuaria a pesquisa, né? Então, há muitos santos na a geografia, ou seja, que é a história dos santos, que se você for analisar, você esse homem era santo a si mesmo, né? Aliás, éu quem diz que muitos que foram guidados aos altares, com todo respeito, né? Evidentemente, a grande maioria não são pessoas virtuosas, mas por vezes pelas práticas de comportamento, pela vida que tiveram, não eram tão santos assim. E no nosso meio também nós temos que ter cuidado em relação a isso. Mas o Dr. Bezer de Menezes não. Então eu fui analisar como é que era a relação dele com as duas esposas num século em que a cultura muitas vezes exigia um distanciamento para a suposta imposição de respeito da sociedade patriarcal que prevalecia o pátrio, poder, etc. E aí o Dr. de Menezes, quando nós nos deparamos, ele

e a cultura muitas vezes exigia um distanciamento para a suposta imposição de respeito da sociedade patriarcal que prevalecia o pátrio, poder, etc. E aí o Dr. de Menezes, quando nós nos deparamos, ele exatamente na contramão de tudo isso. Era um homem que vivia como se de repente tivesse vivendo no mundo de hoje, por exemplo, tinha uma relação extremamente afetuosa com as duas esposas, com as quais, especialmente a primeira, ele se casou por amor numa época em que muitas vezes os casamentos eram por uma questão de conveniência, arranjados entre primos, parentes no século XIX isso era muito comum. Assim também como se casar muito cedo, especialmente as mulheres se casavam com 14, 15 anos, 16 anos. Hoje não dá para pensar assim, mas naquela época a vida era outra, porque a ideia que se tinha era que a mulher quanto mais cedo se casasse, mais filhos ela deixaria. Então, era uma outra realidade. Nós temos que eh relativizar e o cuidado sempre que eu tenho com as visões anacrônicas, ou seja, com o olhar de hoje, você muitas vezes tentar interpretar personagens do passado. Eu tenho visto tantos equívocos aí de pessoas criticando personagens do passado, até o Dr. Bezerra, há companheiros do movimento que criticam, sem a mínima noção dessa visão anacrônica. Você tem que entender as pessoas no século XIX, você tem que entender Francisco de Assis no início da Idade Média, lá nos anos 1220, que foi o período das cruzadas medievais, você tem que entender Jesus, como Jesus e o Severino, o Álvaro, que sempre estão com você aqui, com Elará, tem esse cuidado, embora não sejam historiadores, mas são na prática, eles têm esse cuidado de de mostrar Jesus como homem inserido no contexto do Vale do Jordão daquele período. Então o Dr. casou por amor com a primeira esposa, que vai lhe dar filhos. O mais velho se chamava Adolfo Bezer de Menezes Júnior, nascido em janeiro de 1860. E o segundo Antônio, a homenagem a Antônio de Pádua, né? Nascido em janeiro de 1862. Se essa esposa, uma linda moça chamada Maria

se chamava Adolfo Bezer de Menezes Júnior, nascido em janeiro de 1860. E o segundo Antônio, a homenagem a Antônio de Pádua, né? Nascido em janeiro de 1862. Se essa esposa, uma linda moça chamada Maria Cândida de Lacerda Prego, depois que ela se casa, adota o sobrenome Bezerro de Menezes, ela vai desencarnar em 24 horas em decorrência de uma febre tifoid, o que era muito comum naquela época, porque não é o tifo que os tal que talvez estejam aqui nos ouvindo, era muito comum aqui no Nordeste, até a minha infância ainda tinha tifo, né? Mas a feptioide era uma era uma enfermidade provocada pela péssima higienização dos alimentos com doenças transmissíveis, principalmente microrganismos na lavagem das verduras, dos alimentos e aquilo ali acabava contaminando as pessoas. Então ela desencarnou em 24 horas. Imagine a dor do Dr. Bezerra de Menez. amava muito essa companheira, a quem carinhosamente chamava de mariquinhas. Ele punha, isso já é um detalhe, ele punha apelido em todas as pessoas do seu afeto. Apelido carinhoso. Por exemplo, a primeira esposa ele chamava de mariquinhas, a segunda, vamos já já falar, ele chamava de dodoca. Não é dondoca, é dodoca. Todos os filhos que ele teve, ele põe apelido. Tinha uma que ele chamava de Sazinha, tinha outra que ele chamava de Zizinha, um outro filho chamava de Tuca, um outro de Barão. Então você vai ver o Dr. Yayá. E ele curiosamente, Adriana, ele punha muitas vezes nos romances que ele escreveu alguns personagens aos quais ele dava os apelidos como nome dos personagens dos filhos. por exemplo, tem um personagem de um dos seus romances que é Iá, né, que era o nome de da filha mais velha do segundo casamento, o apelido dela chamada Maria Cândida, nome em homenagem à primeira esposa. Então, ele passa por esse primeiro grande golpe, tem um momento de muita dor, ele ainda não era espírita, ele vai se suerguer pelo primeiro grande importante livro que lhe foi presenteado por um amigo. O primeiro grande importante livro não foi ainda o

um momento de muita dor, ele ainda não era espírita, ele vai se suerguer pelo primeiro grande importante livro que lhe foi presenteado por um amigo. O primeiro grande importante livro não foi ainda o livro dos espíritos, mas foi a Bíblia. Então, a Bíblia vai ajudá-lo a sair daquele quadro de melancolia, que hoje, à luz da psicologia, nós entendemos, tratar-se de um quadro depressivo. Ele se prostra, imagine você recém-casado com um trabalho extraordinário, projetado, porque inclusive ele na época dirigiu uma casa de saúde, pouca gente sabia disso. Então nós descobrimos a casa de saúde Godinho e Bezerra que ele montou com um amigo. tava numa fase assim muito promissora e de repente vem esse golpe pelo qual ele passa e aí passa a viver esse momento de muita dor até que ele se só erguem por conta da Bíblia. No futuro será o livro dos espíritos, 1875, que ele vai receber de um amigo. Um episódio, aliás, bastante conhecido, inclusive trabalhado naquele filme, posto naquele filme na cena do ator Carlos Vera, no bonde, em que ele vai lendo o livro dos espíritos e se encanta com os postulados da doutrina sistematizada por Allan Kardec. Então, ele passa por esse primeiro golpe, fica com dois filhos, depois ele se conscia com irmã materna da primeira esposa mais nova. chamada Câida Augusta, vai adotar o sobrenome Bezerra de Menez. Essa vai ser a companheira com a qual ele vai na terra terminar os seus dias. Aliás, ela vai sobreviver a ele, porque ela vai desencarnar somente em 1909. Aí a grande questão dos filhos, Adriana, é que as biografias que existiam até a nossa pesquisa, elas diziam que o Dr. Bezer de Menezes teria tido com as duas esposas sete filhos, dois do primeiro, cinco do segundo. Havia uma outra, por sinal muito boa, que é um perfil biográfico do Zeus Vantuil de Freitas que publicou o livro Grandes Espíritas do Brasil. São resumos biográficos, são perfis biográficos. Esse livro tem o selo da febre, foi lançado em 1969 e ali ele coloca o Dr. Bezerra com nove filhos, né? O Ramiro Gama já tem uma

s Espíritas do Brasil. São resumos biográficos, são perfis biográficos. Esse livro tem o selo da febre, foi lançado em 1969 e ali ele coloca o Dr. Bezerra com nove filhos, né? O Ramiro Gama já tem uma abordagem diferente, mas sempre com esse número é equivalente. E aí, como historiador, obviamente que eu fui atrás de muitas coisas que normalmente não se busca. Eu digo sempre brincando, eu fui atrás de coisas que de repente alguém vai me perguntar: "Mas que que você vai atrás disso?" Mas eu fui, queria saber, por exemplo, eu brinco sempre dizendo que fui atrás da altura do Dr. Bezer de Menezes, da sua estatura física. A espiritual nós sabemos, né, gigantesca. Mas para que procurar isso? Para mim interessa, né? De repente eu fui atrás. Então eu tive curiosidade de saber, por exemplo, a cor dos olhos do Dr. Bezerra de Menezes, que eram verdes esmeraldinos, a barba dele já matizada de branco prematuramente, em razão das provas pelas quais ele passou, terminou seus dias bem calvo, com entradas bem bem salientes, em razão especialmente das dores pelas quais ele passou, em razão dos filhos, que vamos falar já já na sequência, que a maior parte vai desencarnar. E o fato, querido, é que nós chegamos em meio a essas pesquisas a encontrar a altura do Dr. Bezerra de Menezes. E eu que na época só vi as fotografias do Dr. Bezerro Menezes, né? Então você imagina que ele deveria ter 1,75, 1,80. Dr. Bezer quando desencarnou em 11 de abril de 1900 numa quinta-feira, véspera da sexta-feira da paixão. Veja que dia bom, se é que é há dia bom de desencarnar, né? Mas pelo menos a psicosfera ambiental era outra. Naquela ocasião ele desencarnou, ele tinha, ele tinha 1,60 m, desencarnaros 68 anos, ou seja, ele era baixinho, ele era fisicamente pequenininho. Claro que na juventude deve ter tido 1,65, 1,66 m, porque quem nos está assistindo aqui sabe que quando nós vamos passando dos 40, é uma tendência pela lei gravitacional de nós diminuirmos de tamanho, né? Eu já fui mais alto, tô com 168, né? Já fui um pouquinho mais alto.

assistindo aqui sabe que quando nós vamos passando dos 40, é uma tendência pela lei gravitacional de nós diminuirmos de tamanho, né? Eu já fui mais alto, tô com 168, né? Já fui um pouquinho mais alto. Então, querido, eh, deixando essas brincadeira de lado, mas só para descontrair, o Dr. Bezerro com a segunda esposa, dois da primeira, nós descobrimos um a um e fomos compondo e colocamos no livro. Alguns, nós conseguimos fotografias a relação de todos os filhos. Então, da primeira com a da segunda, Dr. Bezerra teve dois filhos do primeiro casamento e mais, tá preparado para ouvir? Quantos? Eu digo sempre, ele teve mais 13 filhos com a segunda esposa, ou seja, filhos do corpo fisiológicos, ele teve 15 filhos e como se não bastasse ainda agregava outros que passavam a viver sob a sua tutela. Inclusive ele adotou uma filha, isso é curioso, a quem ele deu o nome, Antônia Bezerra de Menezes. Ela adotou como sua filha, era uma escrava alforreada. Em 1867 ele adotou essa criança porque ele tinha um carinho muito grande. Deu o apelido de Antonica, né? Todos ele davam apelido. E essa filha inclusive vai desencarnar um ano depois dele, aos 33 anos, em 1901. Ela professora, tornou-se professora aquela época do antigo primário. Então esses filhos, pega onde, querido. Tô falando demais. Pode interferir. >> Não, só essa essa filha na conta dos 15 filhos ou ou >> não. Essa seria mais uma. seriam 16. É porque além desses e muita gente não entende, uma das razões da pobreza material do Dr. Bezerro de Venez o final da vida foi essa quantidade de pessoas que ele mantinha, não só os filhos, mas agregado. Por exemplo, vinha um sobrinho Teófilo Rufino Bezerra de Minezes, que viveu no Rio de Janeiro, que era aliás espírita também, passou a viver com ele. Outro também que foi grande nome da Federação Espírita Brasileira, desencarnou do anos depois dele, em 1902, João Batista Mair Lacerda, que era parente da segunda esposa, era primo da segunda esposa, ficou órfão pequenininho, ele adotou o

deração Espírita Brasileira, desencarnou do anos depois dele, em 1902, João Batista Mair Lacerda, que era parente da segunda esposa, era primo da segunda esposa, ficou órfão pequenininho, ele adotou o menino, né? Então era muita gente curte vida. Claro que naquela época não era como hoje, mas mesmo assim e os reveses da vida, ele teve dinheiro em determinado momento da vida como empresário, o tempo não nos permite, mas tudo isso por conta das circunstâncias foi se esboroando em razão da política econômica do Brasil no final do século XIX, etc. Mas voltando aos filhos, queridos, desses filhos carnais que ele teve, dos 15 filhos, ele viu partir antes dele 10 filhos. Ou seja, quando ele desencarnou e nós pegamos no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro, né, toda a documentação relativa, o seu inventário, na relação só havia cinco filhos. Aí depois eu fui atrás de um por um. Então ele teve filhos e entre os quais os nomes que nós encontramos de Maria Cândida, de Ernestina, de Francisco da Cruz, ele pela admiração que tinha pro Francisco de Assis, de José Rodrigues, de Otávio, teve um filho chamado Emanuel que desencarnou, olha só o nome, né, sugestivo, Emanuel Bezerra de Menê, desencarnou em 1893 de Tuberculose em São João del Rei, em Minas Gerais, com 18 aninhos. né? Infelizmente a tuberculose era um dos grandes males do 800 do século XIX que ceifava a vida física de milhares de jovens no mundo inteiro. Video, grande poeta, poeta abolicionista Castro Alves, né? Vítima, muito novo desse mal. Então nós vamos ter o Dr. Bezerra de Menezes passando por provas difíceis. A, por exemplo, desencarnou o primeiro filho a desencarnar. Isso é interessante. Se você quiser interromper, interrompa, querida. Alguém quiser perguntar também, pode ficar à vontade. É um bate-papo aqui informal, espero, né, descontraído. Mas o Dr. Bezerra se torna oficialmente espírita, isso é conhecido de suas biografias, no dia 16 de agosto de 1886. É curioso, eu sempre chamo a atenção, já que nós estamos fazendo essa live numa

ído. Mas o Dr. Bezerra se torna oficialmente espírita, isso é conhecido de suas biografias, no dia 16 de agosto de 1886. É curioso, eu sempre chamo a atenção, já que nós estamos fazendo essa live numa segunda-feira à noite. O Dr. Bezerio Menezes, no dia 16 de agosto de 1886, ele teve uma dupla alegria. A primeira foi pela manhã ver nascer uma filhinha chamada Hilda. Só um detalhe, essa próle considerável que ele teve com as duas esposas, dois com a primeira, 13 com a segunda e além dos filhos do coração, é uma próle considerável, como todo bom cearense tem seu tempo, né, para honrar a tradição aqui do nosso povo. repetimos, o curso de vida era outro, mas tudo isso, evidentemente, que fez parte de um projeto e todos esses filhos que nós analisamos, inclusive os que chegaram à fase adulta, nutriam por ele um amor, um respeito, eu diria quase que uma veneração. E ao contrário do que alguns críticos andaram dizendo por aí, boa parte da parentela do Dr. Bezerra de Minezes, de seus filhos e sobrinhos, se tornaram espíritas, frequentavam a Federação Espírita Brasileira. Então, para você ter uma ideia, querido, o primeiro filho a desencarnar, ele veio depois que o Dr. Bezerra se tornou espírita, como dizíamos, Dr. Bezerra se tornou pai no dia 16 de agosto de 1886. nasce a filhinha chamada Hilda pela manhã e à noite ele vai no salão da Guarda Velha no Rio de Janeiro. Esse episódio é conhecido, fazer perante um público, veja só, é aí que eu queria chamar a atenção. Eu sempre faço menção a isso, um público de aproximadamente, isso tá registrado nos jornais da época, 2.000 pessoas, Adriano, 2.000 pessoas para nós. Eu sei que você tem um carinho muito grande como a Ivana aí pelo Divaldo Franco, que tantas vezes foi a Goiás. É público para Divaldo Franco, né? Numa segunda-feira à noite no centro do Rio de Janeiro. Lembrando que naquela época não havia automóveis. No Brasil ainda não. Nem na Europa. O automóvel mesmo vai ser nos anos 1890 e início do século XX. Você tinha como meio de transporte principal os bondes

brando que naquela época não havia automóveis. No Brasil ainda não. Nem na Europa. O automóvel mesmo vai ser nos anos 1890 e início do século XX. Você tinha como meio de transporte principal os bondes puxados a burros, ainda não era nem o bonde elétrico. Você tinha o cavalo, que era a motocicleta, deentão, você tinha as charretes ou a pé. Imagine esse povo, 2000 pessoas numa segunda-feira à noite às 20 horas no salão da guarda velha se acotuvelando ali para ouvir o Dr. Bezerra Menees. E só lembrando, na época não havia esse abençoado instrumento que nós chamamos de microfone que amplia a nossa voz. Então você pode se tornar audível, principalmente para quem como eu tem uma voz um tanto débil, né? não tinha aquela voz impostada dos oradores do começo do século passado, que era uma técnica, evidentemente. Então, para você se tornar audível, você tinha que falar com a voz impostada. Então, o Dr. Bezerra emocionou as pessoas ali presentes e que depois encontraram um jeito de ir paraas suas casas. 2.000 pessoas. Então, o sinal de que esse homem era uma luz que atraía as pessoas. Essas pessoas iam para saber quem era, porque já o conheciam como médico humanitário, como médico dos pobres, mas ainda não sabiam e veriam a partir de então do seu trabalho como espírita. Mas aí é outro momento, a gente pode depois ver uma oportunidade para falar. >> Sem os meios de divulgação, né, que nós temos hoje, >> só o jornal, só o jornal naquela época >> e e >> e numa segunda à noite, fosse numa sexta à noite, fosse no sábado, né? É, para colocar 2.000 pessoas no auditório hoje, hoje já é dificílimo, né? Muito difícil. >> Mas assim, as pessoas talvez naquela época tivessem um pouco mais de sede de eh eh de um conhecimento mais aprofundado, né, Luciano? Ou não? >> Não tanto. Hoje é tudo hoje parece que as coisas são >> são mais rasas, né? O pessoal quer tudo muito raso, muito mastigado, tudo que tem mais de três parágrafos para a pessoa não ler, não é? >> É, é como dizia meu saudoso pai, hoje,

e que as coisas são >> são mais rasas, né? O pessoal quer tudo muito raso, muito mastigado, tudo que tem mais de três parágrafos para a pessoa não ler, não é? >> É, é como dizia meu saudoso pai, hoje, infelizmente, você desencarna porque você não lê nem a bula do remédio, né? Então a gente tem preguiça até de ler a bula do remédio, então vai a óbito muitas vezes. Então infelizmente isso é verdade. Agora levando em conta que naquela época as pessoas também, o Dr. Bezerra fez uma reforma importante na federação, as pessoas frequentavam as reuniões públicas na federação muitas vezes para ouvir as orientações dos espíritos através de médiuns, porque houve um período em que a própria FEB tinha as reuniões mediúnicas. Isso foi muito comum no Brasil, do século XIX, comço do século XX, até algumas décadas à frente, aqui mesmo em Fortaleza, no Ceará, acredito que aí em Goiânia também, de nós termos reuniões mediúnicas públicas. O Dr. Bezerra tentou disciplinar, estabeleceu um estudo sistemático de O livro dos Espíritos. Isso tudo ele teve o cuidado, né? Agora, claro que muita gente também, a nossa realidade nacional da época não sabia ler, não sabia escrever, né? aqueles que sabiam aí sim aquela aquela nata da intelectualidade que tinha curiosidade, aí entra no que você coloca de conhecer os pressupostos espíritas, elas liam e especialmente obras em francês, que era a grande língua da época, não era o inglês como hoje, né? Mas na época, depois do português, pela influência do contexto, era o francês. O Dr. Bezerra falava fluentemente francês. E quando eu disse no começo lá da nossa conversa com o Dr. Bezerra, foi grandemente importante. Pouca gente no movimento espírita sabe disso. E talvez a razão de nós estarmos aqui falando de espiritismo, porque foi ele quando assumiu pela segunda e derradeira vez a presidência da Federação Espírita Brasileira, Adriano, em 3 de agosto de 1895. Ele permanece até 11 de abril de 1900, obviamente pela sua desencarnação, né? Foi a derradeira vez. Ele desencarna no

z a presidência da Federação Espírita Brasileira, Adriano, em 3 de agosto de 1895. Ele permanece até 11 de abril de 1900, obviamente pela sua desencarnação, né? Foi a derradeira vez. Ele desencarna no exercício da função. Coube a ele encontrar uma alternativa. Você que trabalha também na Federação Espírita daí sabe disso, as dificuldades que nós temos para manter uma instituição como as nossas federativas. E o Dr. Bezer encontrou através, por exemplo, da criação da livraria da Federação Espírita Brasileira em 1897, um meio eficaz para que a instituição pudesse subsistir, materialmente falando, que ela ia praticamente desaparecer. Além disso, ele conseguiu algo que, por isso que eu digo, as pessoas não têm noção disso. Quando eu falo no no Dr. Bezerra Mines como grande nome do espiritismo no século XIX, por isso ele foi com razão, com justiça em 1895, denominado pelos seus contemporâneos de o Allan Kardec brasileiro ou o Kardec brasileiro, como alguns chamam, o Dr. conseguiu a partir de contatos epistolares, né, de cartas com o Pierre Gaitan Limar, o Limarie, que foi o continuador do trabalho de Allan Kardec, pode até fazer uma outra crítica, um comportamento mais universal do Limar, mas ele deu a sua contribuição e ele conseguiu acertar com o Dr. de Menezes gratuitamente para que a Federação Espírita Brasileira a partir de 1897, embora já houvesse obras espíritas traduzidas anteriormente, mas que ela passasse a divulgar os livros da chamada quadificação espírita, as obras fundamentais do espiritismo no idioma nacional em língua portuguesa. E a FEB fez isso. Então você raciocía, imagine quem me ouve aqui nesse momento, se até então nós não tínhamos obras suficientes em língua portuguesa, tudo era em francês, eram poucas pessoas que inclusive no Brasil sabiam ler. Você tem agora a possibilidade de ler o livro dos espíritos definitivamente o Evangelho Segundo o Espiritismo, mas demais obras da qualificação, até a derradeira lançada em 1868, que é a Gênese, na própria língua nacional,

bilidade de ler o livro dos espíritos definitivamente o Evangelho Segundo o Espiritismo, mas demais obras da qualificação, até a derradeira lançada em 1868, que é a Gênese, na própria língua nacional, tanto o Brasil quanto por tabela Portugal se beneficiou com isso também. E por isso as pessoas não param para pensar por que que o Brasil seguido de Portugal hoje são os países com maior número de adeptos do espiritismo? Lá atrás houve um cearense chamado Bezerra de Menezes. Claro que no século XX nós temos tanta gente aí boa que deu continuidade a esse projeto. Então, só para fechar a linha de raciocínio, querido, eh, o Dr. Bezerra, ele se torna espírita 16 de agosto de 1886 e no ano seguinte, querido, é que ele começa o seu calvário pessoal, familiar, vendo um filho desencarnar quase atrás do outro. Não eram filhos que desencarnavam em terra e idade, não. Por exemplo, dia 2 de abril de 1887, o segundo filho ainda do primeiro casamento, um lindo rapaz chamado Antônio Bezerra de Menezes, de olhos verdes como pai. Eu tenho uma fotografia desse rapaz, colocamos no livro, ele desencarna aos 25 anos, cursava medicina, cursava medicina seguindo, portanto, o exemplo do pai. Se ele não gostasse tanto do pai, não tinha seguido medicina. Não entend o exemplo do pai. Era espírita, frequentava a Federação Espírita Brasileira. A Federação inclusive faz uma homenagem a ele dizendo que ele era confrade, companheiro de ideal. Então ele desencarna o dia 2 de abril de 1887 em decorrência de febre tifoide, a mesma doença que matou a mãe anos antes. Atentou a data, né? 2 de abril, rapaz de 25 anos, lindo rapaz. 13 de agosto de 1887. 13 de agosto de 1887. 3s meses. A filha mais velha do segundo casamento, linda moça, essa de olhos negros, cabelos negros, puxou a mãe, tem uma fotografia dela chamada Maria Cândida Bezerra de Menezes, a quem o Dr. Bezerra apelida dava de senhazinha, linda, linda, tava noiva. Aos 20 para 21 anos, ela desencarna em decorrência de uma tuberculos. Ou seja, o pai viu partir em diferença

erra de Menezes, a quem o Dr. Bezerra apelida dava de senhazinha, linda, linda, tava noiva. Aos 20 para 21 anos, ela desencarna em decorrência de uma tuberculos. Ou seja, o pai viu partir em diferença de 3 meses, o filho mais velho, o segundo filho do do primeiro casamento e a filha mais velha do segundo casamento. Aí vem na sequência, 18989, no dia 11 de abril, desencarna uma linda menina chamada chamada Cristiana, também de olhinhos claros como pai, aos 11 aninhos, né, em decorrência de uma pertin enfermidade. Aí ele vai tendo uma outra em 1890 também na casa dos 23 anos, chamada Carolina. Ele amava essa menina. Linda moça também, olhos claros como pai. Ela desencarna também, estava noiva. Aí vai esse filho que fizemos menção. Ou seja, uma após outra. Dr. Toriz foi pai até os 64 anos para aquela época, né? E nasceu uma garotinha, a última filhinha dele chamada Consuelo. Ela tinha três aninhos, nasceu com um problema congênito no coração e desencarnou, portanto, em 1898. Ou seja, tudo isso fez com que ele fosse baqueando, né, as dificuldades fisicamente. Por mais espiritualizado, por mais que a fé espírita lhe acalentasse a alma, naturalmente não tinha como você ver 10 filhos partirem antes de você. e filhos, como dissemos em idade avançada. Além de tudo isso, querido, ainda teve um drama que o Dr. Bezerra passou que foi com o filho mais velho, Adolfo, que nós descobrimos. Esse caso era conhecido, mas não se sabia detalhes do meio. Foi o problema de um processo grave, obsessivo que o rapaz foi acometido. Inclusive o rapaz chegou a ser internado. Nós descobrimos isso no hospício Pedro I, assim chamado, se submeteu às terapias da época, tido como louco e também a casa de saúde do Dr. Eiras. Até que o Dr. Bezerra de Menezes aí já na fase espírita, ele começa a fazer trabalhos obsessivos. O rapaz consegue realmente uma melhora significativa, mas em razão do processo muito imbricado com o tempo, o rapaz nunca mais voltou a ter a lucidez de outrora, mas terminou seus dias com o

sessivos. O rapaz consegue realmente uma melhora significativa, mas em razão do processo muito imbricado com o tempo, o rapaz nunca mais voltou a ter a lucidez de outrora, mas terminou seus dias com o Dr. Bezerra do lado dele e desencarnou antes do pai aos 39 anos, em 1899. O pai desencarnaria no ano seguinte. Então você veja, querido, a quem nos ouve por isso que nós quisemos fazer questão, né, de ressaltar esse aspecto do Dr. Bezerrio Menezes na convivência com seus filhos. Eu fico até, como se diz aqui no Ceará, arropiado, né, ou arrepiado, como queiram, né, quando falo, porque é uma emoção você imaginar a grandeza desse homem, né, que a despeito de tudo isso, não quedou já alimentado pela fé espírita numa resiliência extraordinária, levou adiante esse projeto. E como dizíamos há pouco, ele foi chamado de o Kardec brasileiro porque ninguém divulgou o espiritismo como Dr. de Menezes, de 1887, falamos há pouco até 1900, ele começou a escrever nas páginas dos jornais da época, repito, a principal mídia da época, o jornal, a princípio jornal O País, depois o Jornal do Brasil, depois A Gazeta de Notícias e um quarto jornal que nós descobrimos, que as biografias antigas não registravam, que era o jornal Gazeta da Tarde, até o seu último artigo que não chegou a ser publicado porque ele desencarnou, mas posteriormente reformador publicou. Veja só, os dois filhos desencarnaram, um em abril e a outra em agosto. Em outubro do mesmo ano de 1887, ele começa esse trabalho extraordinário. Quer dizer, se fosse outro, teria quedado, teria se afastado, ou seja, ele agora já é espírita. E em razão da missão a que foi incubido na Terra, de ser essa figura icônica que nós entendemos, não é nenhum ser privilegiado no processo da criação. O espiritismo não nos faz entender isso, mas é um irmão nosso, o psiquismo que mediante seus próprios esforços individuais, certamente no curso de múltiplas existências, galgou degraus mais elevados na escala de ascensão das almas. E aí eu fo, dizendo: "Por amor, por amor a nós

mediante seus próprios esforços individuais, certamente no curso de múltiplas existências, galgou degraus mais elevados na escala de ascensão das almas. E aí eu fo, dizendo: "Por amor, por amor a nós outros que nos encontramos mais atrás nessa caminhada, ele recebe o comando divino e vem à nossa dimensão para não só com suas palavras, mas como dizia Francisco de Assis, porque é o exemplo que que arrebata, com o seu exemplo nobilitante, ele nos fazer, como faz ainda hoje, refletir a respeito do que existe de mais importante para que nós, especialmente nós espíritas, sobretudo nós que trabalhamos, na divulgação do espiritismo pelas entidades federativas de valorizarmos cada vez mais a nossa união para que sejamos mais irmãos, mais fraternos e a palavra mágica que era tônica, recorrente do Dr. Bezerro Mineir, sermos mais afetuosos, mais ternos uns com os outros. Luciano, o Marcos, então tá, ele tá perguntando aqui, né? Então, em 11 anos, eh, ele viu 10 filhos desencarnarem, 10 filhos que nós contabilizamos, né? Quer dizer, eu não duvido que ele possa ter tido ainda mais, porque naquela época ele teve um garotinho, por exemplo, Marcos, nascido em novembro de 1889, né? E esse garotinho se chamaria já João, já tinha o nome João. Ele desencarnou poucas horas após o nascimento, ou seja, recém-nascido. Aí seria até mais comum, mas foi mais novinho. Na sequência nós vamos ter pelos anos, né, a Consuelo que desencarnou com três para quatro aninhos de idade, mas aí foi um problema conjito. Aí depois nós vamos ter a Cristiana que desencarnou, corrigindo, eu disse 11 anos, a memória que o HD vai funcionando. Ela desencarnou com aninhos, linda menina também conseguiu uma fotografia. E os outros aí? Sim, todos nessa faixa do 18 paraa frente. Realmente isso foi uma coisa que me impactou quando fui estudar a vida do Dr. Bezerro Menezes, porque as pessoas não têm ideia, rapaz, da grandeza, do sacrifício desse homem, sabe, querido? Então, é algo assim que que nosove e sobretudo pelo exemplo de pai, pelo

r a vida do Dr. Bezerro Menezes, porque as pessoas não têm ideia, rapaz, da grandeza, do sacrifício desse homem, sabe, querido? Então, é algo assim que que nosove e sobretudo pelo exemplo de pai, pelo exemplo de marido, pelo exemplo de filho. Eu nem falei da mãe, do pai, né? A relação em família do sogra e da sogra. Ele amava a sogra, né? Aliás, eu eu brinco sempre, só para descontrair depois temos falado algo tão doloroso da vida do Dr. Bezerro. Certa feita, perguntaram a um amigo muito querido, também estudioso da vida do Dr. Bezerro Menezes, qual das duas esposas ele teria amado mais, né? A primeira, a Maria Cândida ou a segunda? irmã materna da primeira Cândida Augusto. Irmã materna porque a Maria Cândida quando se casou ela era órfã de pai e a mãe que se chamava Maria de Lacerda se casara com Mariano José Machado, que a adotou quando ela tinha um ano de idade, né? Então ela nem se lembrava do pai, a primeira esposa. E aí vai ser pai da segunda, que é a Cândida, tem, ou seja, a mãe das duas era a mesma. E alguém me perguntou, aliás, perguntou e perguntou a mim também. Eu respondo repetindo esse amigo. Qual das duas ele amou mais, né? A primeira ou a segunda? Isso é pergunta que se faça, né? Mas eu disse assim, dando uma de Leão da Montanha, que é um personagem da minha infância, né? Da Ana Barber de saída pela esquerda ou saída pela direita. >> Eu lembro, eu lembro. >> É, mas você é mais novo do que eu. Mas aqueles 10 anos que marcaram a nossa infância. E aí, eh, na ocasião me lembrei do que esse amigo de disse, nem a primeira, nem a segunda. Ele amou mais a sogra, porque ele mudou de esposa, mas permaneceu com a sogra, né? Porque era a mesma sogra. Então ficou tudo em família. Verdade. >> Eu sempre que eu digo isso, eu peço perdão a ele para não se chatear com essa brincadeira. Não, >> verdade. É isso aí, ó. mandar abraço aqui pro Valmir, pro Claudan, eh, e pra, pra Zenir, eh, que estão conosco aqui nos acompanhando. Valeu demais, muito, muito, muito obrigado.

a brincadeira. Não, >> verdade. É isso aí, ó. mandar abraço aqui pro Valmir, pro Claudan, eh, e pra, pra Zenir, eh, que estão conosco aqui nos acompanhando. Valeu demais, muito, muito, muito obrigado. >> São amigos queridos, viu? Aí, inclusive, amigos. O Claudan, ele reside em Cané, no Ceará, para você ter uma ideia, Canindé. >> Bacana, que bacana. O o Sivirino já foi a Canidindé uma vez é o maior santuário franciscano das Américas, né? Que bacana. >> São Francisco de Canidé chama São Francisco das Chagas. É um amigo muito querido. >> Que bacana. Que bacana. E e então assim, eh eh tem mais algum algum aspecto dessa relação? Como? Porque você falou assim: "Ah, vamos falar depois então eh dessa questão de por duas esposas, né? Eh, dá uma destrinchada para nós melhor nisso aí do porquê duas esposas, né? você já passou, já já navegou um pouquinho nisso aí, mas só para traçar uma linha uma linha de histórica aí nesse nesses acontecimentos. >> Pronto. O Dr. Bezer casou com a Maria Cândida, que foi o seu grande amor, em novembro de 1858. Ele a conheceu e até interessante porque ele faz o registro desse primeiro contato com ela num dos personagens que é ele próprio representado. Ele fazia muito isso, uma espécie de alterego. Ele se projetava nos personagens do romance a casa mal assombrada. Originalmente o título era esse. Tinha um advérbio mal assombrado. Depois tiraram mal. Ficou hoje a federação, não sei por, ficou casa assombrada, né? Porque toda casa assombrada é uma casa mala assombrada, né? Não existe casa bem assombrada, né? Mas eu eu prefiro não mudar os nomes, mas o nome original era casa mal assombrada. E aí a a a no livro ele mostra como é que ele se encontrou numa solenidade, o coração dele bateu forte, ela era uma linda moça, morena e ele também cá para nós, Dr. Bizé era um tipão de homem mora baixinho, né? muito bonito fisicamente também e obviamente também e mais até espiritualmente. Então ele se casa por amor e ele a encontra numa solenidade, mais tarde eu vim a

ra um tipão de homem mora baixinho, né? muito bonito fisicamente também e obviamente também e mais até espiritualmente. Então ele se casa por amor e ele a encontra numa solenidade, mais tarde eu vim a descobrir, coloco no livro que foi quando ele tomou assento no na Academia Imperial de Medicina em 1857. Aí ali ele era muito amigo do irmão, irmão por parte de de seria na verdade um irmão não carnal que era filho da da irmão, na verdade do pai dela, seria um tio, né, da Maria Cândida. Então ele se se ali reconhece e amou à segunda vista, né, que só a reencarnação explica e se casou com ela já no no ano seguinte. Então, aquela vida inicial foi ela que deu seu o grande incentivo para ele iniciar também na carreira política em São Cristóvão, naquela época ele foi vereador. Os políticos na época não tinham as vantagens pecuniárias, financeiras que hoje nós temos, né? Tanto é que uma das razões do seu empobrecimento foi a política. Ele deu mais do que tirou, porque não desencarnou sem um bem material. Isso é fato. Na outra oportunidade nós podemos falar a respeito, mas o fato, querido, é que ela desencarna com todo esse projeto de vida, muito 19 aninhos, desencarnou com 19 anos, ele se casou muito cedo com ela. Aí vem esse golpe. Então ele ficou, claro, que não ficou muito tempo que naquela época precisa as pessoas entenderem, né? Ele desencarnou em 1863 e 1865, 2 anos depois, a própria família, que muito amava resolveu encaminhá-lo a um relacionamento com a irmã materna, a Cândida, que era mais nova e que já vinha cuidando dos filhos pequenos. Ela era que ficou cuidando dos filhos. Dr. Bezerra morava numa casa que era do sogro na época. Nós pegamos todos os endereços dele, você possa imaginar, né? Um trabalho eh eh de detetive. que nós relacionamos todos os endereços do Dr. Bizia no Rio de Janeiro, da primeira última casa dele, né? Isso é coisa de louco, né? Como dizia um personagem do do antigo vivo gordo J Soares, coisa de louco, né? Então, eh eh nós conseguimos entabular tudo isso, colocar numa

primeira última casa dele, né? Isso é coisa de louco, né? Como dizia um personagem do do antigo vivo gordo J Soares, coisa de louco, né? Então, eh eh nós conseguimos entabular tudo isso, colocar numa relação e essa jovem se casa com ele do anos depois. Então tudo era por conta de uma conveniência familiar, né? Claro que ele vai amar a esposa, como amou a primeira, não sei, mas passou a ter um carinho muito grande por ela. Ela, a Dodoca, que era a segunda esposa, apelito que ele pôs, tem até uma foto dele com ela que nós conseguimos hoje já circula na internet. Ela é muito novinha na época. as pessoas até estranha. Ah, porque é só lembrar, se você for lá na história de Jesus, você vai ver que há registros que asseveram a partir de textos apócrifos, a possibilidade de José quando se consorciou com Maria, José já tinha uma idade mais avançada, já era mais maduro, talvez até viúvo, e que trazia consigo filhos do primeiro matrimônio. E quando ele se casou com Maria ou Miriam em Nazaré, ela tinha estímase entre 15 e 16 anos naquela época. se era possível, era outro contexto. Então, ela se casa muito cedo, né, também e por conta dessa situação toda, aproveitando aí a convivência familiar, ela vai seguir os passos do marido. Passou a amá-lo profundamente, de tal maneira que, inclusive, ela ia com ele paraas reuniões espíritas. No final da existência, o reformador faz uma homenagem a ela. Ela desencarna em março, 19 de março de 1909. E é interessante porque essa essa segunda esposa, ela foi desenganada pela medicina, né? Não sei se você sabe disso, mas é um dos registros do Dr. Bezerra, quando Dr. Bezerra ele foi curado de uma dispepsia de natureza nervosa por meio do médium João Gonçalves do Nascimento. Esse episódio é conhecido, receita, medicamento homeopático do Dr. Dias da Cruz, que foi seu médico, amigo e grande homeopata, desencarnado em 1877 para 78. E aí vem o receituário mediúnico e ele se vê livre da dispepsia. E a esposa, a Dodoca, ela em 1881 ela é diagnosticada

Cruz, que foi seu médico, amigo e grande homeopata, desencarnado em 1877 para 78. E aí vem o receituário mediúnico e ele se vê livre da dispepsia. E a esposa, a Dodoca, ela em 1881 ela é diagnosticada como tuberculose e os médicos, seus colegas, pares ali na faculdade, na na na Academia Imperial de Medicina, hoje Academia Nacional de Medicina, todos diziam lá que ela estava desenganada. tuberculose realmente era irreversível naquela época. Aí ele no desespero, né, porque já tinha eh eh tava testemunhando esse mal, os filhos ainda não haviam desencarnado, mas no mundo naquela época. Aí ele resolveu levá-la ao médium João Gonçalves do Nascimento, o médium que o curou, né? Uma figura realmente incrível, médium que o movimento espírita hoje desconhece, mas foi um grande um dos grandes nomes da da mediunidade no século XIX. E o João Gonçalvo do Nascimento, isso é que é mais ousado, né, querido, ele chega a dizer para um homem que era da Academia Imperial de Medicina que o problema da jovem e que os seus colegas haviam diagnosticado diagnosticado não era aquele, não era tuberculose, olha só a ousadia, mas era um problema de natureza uterina. Prescreve o medicamento homeopático, pasmem, quem nos ouve, em poucas semanas a jovem se viu curada. Ou seja, de tuberculose para um problema uterino. Imagine a fé do Dr. Bezerra. Aí se fortaleceu. Aí vai a pergunta: "Será que isso aí não foi nenhum engano? Ela realmente não teve tuberculose?" Não. Aí eu tive acesso ao assento de óbito dela. Ela desencarnou, isso foi em 1881. Se fosse tuberculó tinha desencarnado 2, 3 anos no máximo. Depois ela desencarnou em 1909. E a causa mortes que está lá no assento de óbito dela ou atestado de óbito, era um problema relacionado a um acidente vascular cerebral da própria idade na época, né? Na época 58 anos, a mulher, diferentemente de hoje, não ia para como as nossas mulheres vão paraas academias, né? Então, a partir dos 30, aquela ideia da mulher balusaquiana, a mulher muitas vezes isso psicologicamente talvez até

iferentemente de hoje, não ia para como as nossas mulheres vão paraas academias, né? Então, a partir dos 30, aquela ideia da mulher balusaquiana, a mulher muitas vezes isso psicologicamente talvez até contribuísse, né, para um envelhecimento mais precoce, ela se prostrava e cedo, então ela desencarnou de outra coisa. Então você veja, né, a razão, você me pediu para tangenciar para esse lado da das esposas. Eu fui aí e mostro para vocês o o quanto a espiritualidade também atuou na vida do BZ. Ela era médium, inclusive. Tanto que o reformador a homenagei diz que na hora derradeira dela, quando ela estava já doentinha em 1909 desencarnando, ela dizia pros amigos que estava vendo o Dr. Bezerro de Menezes, né? Estava vendo o marido do lado dela que vinha buscá-la, né? Então isso é interessante, né? que normalmente esses episódios nós deixamos pass deixamos passar, >> meu irmão. Eh, se a gente pudesse ficar, nós iríamos ficar aqui uns três dias diretos, né, falando da eh eh da vida de Bezerra de Menezes. Eu eu gostaria só de te fazer mais duas perguntas. >> Eh, >> algo relacionado assim que para você é destaque, né? relacionado a a à relação que ele que ele tinha com os filhos, né? Alguma alguma ou algumas passagens assim mais marcantes do relacionamento com os filhos. E da última eu faço depois. Eu diria para você, querido, que talvez a relação dele com o filho mais velho tenha sido aquela que mais me despertou a atenção. Dr. amava todos indistintamente. Mas, e só reencarnação explica isso, ele tinha o que é compreensível pelo problema grave, uma preocupação imensa com o filho mais velho. O seu homônimo, o Adolfo menino, era de uma inteligência exuberante. Alguns até pensaram, né, que era o que estudava medicina, nós comprovamos que não era. Foi uma estratégia do Dr. dizer para desviar a atenção do filho que permaneceu encarnado. E esse jovem era de uma inteligência fulante até o momento em que na época se pensava um problema que se chamava de alienação mental, né? Os médicos

esviar a atenção do filho que permaneceu encarnado. E esse jovem era de uma inteligência fulante até o momento em que na época se pensava um problema que se chamava de alienação mental, né? Os médicos psiquiatras, a psiquiatria não existia ainda, como hoje nós a conhecemos, de forma estruturada, muito menos a psicologia. Então os médicos eram os alienistas dentro daquilo que eles entendiam que eram as razões ou causas da loucura. Então o Dr. Bezer, por ser médico, obviamente ele imaginou tratar-se de um problema simplesmente fisiológico. Tanto que, como dissemos, ele levou o rapaz para ser atendido na casa de saúde do Dr. Eiras, no Rio de Janeiro. O rapaz chegou a ser internado, se submeteu à aquelas terríveis terapias da época na casa de saúde, o hospício Pedro II, como era chamar igualmente, até que ele parte pro trabalho desobsessivo. Então, nesse trabalho desobsessivo, e ele vai chegar a montar na sua própria casa, sobretudo a partir de 1891, que ficava na estrada velha da Tijuca ao número 23, ele vai montar dentro da casa dele um um aposento à parte, onde ele convidava alguns médiuns e amigos, uma espécie de laboratório em que ele começa a investigar mais aprofundadamente a influência do mundo espiritual, vários médiuns de sua confiança, como mé médium português Brit Saro, que era grande amigo dele. Então ele vai, inclusive tudo isso é registrado em ata, Adriana, que é interessante. Aí ele vai mostrar a presença dos espíritos, tudo tentando fazer esse trabalho dirigido ao filho, né? Então ele conseguiu minorar bastante, né, o quadro do rapaz, que como dissemos, o rapaz sobreviverá, nunca se casou. Nós temos uma foto dele também, também tinha uns olhos claros como pai. E o rapaz sobreviverá até janeiro de 1899, ou seja, um ano antes do pai partir. Ele tinha um amor por esse filho impressionante. Talvez a preocupação aí, como dissemos, são vínculos pretéritos, né? coisas que t a ver com o passado espiritual desse rapaz na vida do Dr. Bezerra de Menez. O Dr. Bezerra de

sse filho impressionante. Talvez a preocupação aí, como dissemos, são vínculos pretéritos, né? coisas que t a ver com o passado espiritual desse rapaz na vida do Dr. Bezerra de Menez. O Dr. Bezerra de Menezes, esse rapaz não cursou faculdade, esse rapaz não se casou e sempre dependeu do pai porque ele ficou meio betetado assim, ficou bom, mas não era mais o o o filho de antes. Então o Dr. Bezerra sempre tinha um cuidado quando ele tava com esses processos ainda do que se chamava de loucura. O Dr. Bezerra quando residia em determinado local, ele comprava ou alugava uma casa do lado para colocar o rapaz, porque ele tinha filhos pequenos, filhinhos. E às vezes o rapaz tinha os acessos, né? Não deixa de ser um caso. Eu conversando até com o Alex Sander Moreira, um amigo, eh ele falava que era um caso de de de esquizofrenia que a gente tem que colocar assim, né? Então, a casa ficava sempre do lado, né? sempre do lado uma casa para cuidar e tinha um outro irmão que cuidava dele. Então, a atenção do Dr. Bezerra de Minezes para com esse filho. E isso foi tão interessante que o seu desenlace em janeiro de 1899 abalou sobre maneira o pai que vai ser no ano de 1899, Adriane, que o Dr. vai aos poucos, né, a partir sobretudo de agosto a sentir pequenos distúrbios que serão acidentes vasculares cerebrais hoje assim classificados. Na época eles chamavam de arteriosclerose, problemas relacionados à nossa circulação, que vai provocar exatamente a enfermidade que vai prostrá-lo na virada do ano para o ano seguinte e levará o seu desenlace em 11 de abril de 1900. Então esse fato me chama atenção, esse vínculo e o cuidado do pai, sabe? A responsabilidade com esse garoto, o amor que ele nutria pelo primogênito, né? Não que ele não tivesse pelos outros, tinha amava os filhos indistintamente, né? Deu uma educação esmerada a todos eles, aquilo que era possível na educação da época, né? Então, foi um pai, ao contrário do que eu já ouvi, ah, alguém dizer e e só um detalhe é interessante, porque eu ouvi

a educação esmerada a todos eles, aquilo que era possível na educação da época, né? Então, foi um pai, ao contrário do que eu já ouvi, ah, alguém dizer e e só um detalhe é interessante, porque eu ouvi certa feita, eh, isso aqui é bom para que de repente quem vai assistir alguma live, havia um um suposto, nada contra todas as religiões são caminhos que leva ao mesmo fim, que é Deus, mas um suposto pastor de uma igreja evangélica que se dizia exespírita e tetra tetra neto do Dr. Bezerra de Minez, porque tinha bezerra no sobrenome. E na época eu achei um absurdo que ele dizia que o Dr. tinha negligenciado a relação familiar, Dr. Bezerra não dava atenção aos filhos por causa do espiritismo, etc, etc. Coisas que a gente já escuta e não adianta nem rebater. Mas eu fiquei tão indignado na época, ainda tava muito novinho, pesquisando. Aí eu disse: "Rapaz, não pode ser eh verídico um negócio um companheiro, deixa dizer". Aí eu, como já conheci a genealogia do Dr. Bezerra, eu mandei, eu mandei deve tá ainda até, se ele não tirou como se dizia antigamente do ar, né? tinha o canal dele na época, ele era até um pastor da da igreja quadrangular, eh, e o primeiro nome dele eu esqueci, mas na época eu mandei um um e-mail, né, o que era possível naquela época, e eu perguntei simplesmente a ele, todo mundo viu ele inclusive, que ele me dissesse, porque eu era pesquisador da vida do suposto tetrav dos filhos do Dr. Bezerra de Menezes ele havia descendido, porque eu conhecia todos, né? Até hoje eu aguardo a resposta. Nunca se se manifestou. Pedi a meu filho também que também mandasse um um uma outra mensagem para saber que era outra pessoa que ele disser. Nunca respondeu. Ou seja, no Rio de Janeiro há outros bezerros de Menezes, especialmente Bezerra de Menezes, que eram de tradição muito católica na região do Vale do Paraíba, Paraíba do Sul, né? Então são outros, porque Bezer Minej hoje só o que tem, mas do nosso, aí eu vou usar o possessivo do nosso Bezerro Minezes eu desconheço, sabe

atólica na região do Vale do Paraíba, Paraíba do Sul, né? Então são outros, porque Bezer Minej hoje só o que tem, mas do nosso, aí eu vou usar o possessivo do nosso Bezerro Minezes eu desconheço, sabe querido? Então na época isso aí me chamou a atenção, mas se pudesse registrar de caso, seria esse. >> Bacana demais, ó. A Fátima Borsar tá conosco aqui de Pompeia, São Paulo. Bacana demais. Querido, >> e minha minha patroa Mônica Leal, que está aqui nos assistindo também, ela que está em Mozarlândia, Goiás. >> Para Mozarlândia agora, agora à tarde pegou muita chuva, mas chegou bem, graças a Deus. >> Tá chovendo por aí muito. >> E ela disse que pegou chuva na estrada toda. São, >> acho que Goiânia, Mozarlândia em torno de 300 km. El dis que pegou muita chuva e mas chegou bem. tá lá com o nosso pequeno Lucas Máximo, que tiro, o moleque vai fazer se anos agora em março, viu, Luciano? >> Pensa no moleque que é um aviãozinho. >> Graças a Deus é um dos nomes mais lindos, né, que eu acho é Lucas. Aliás, o meu nome vem de Lucas, né, de Lucano, né, do latim virou Luciano, né, mas é lá do velho médico de tradição grega, amigo de Pau. Sou apaixonado por ele. >> Eh, eu dei responsabilidade pros meus. O mais velho se chama Mateus e o mais novo se chama Lucas. Não é brinquedo não. >> Esse daí tem responsabilidade, >> meu irmão. Eh, para finalizar hoje, né, nós já temos inclusive data marcada pro segundo semestre. Aí, deixa eu até conferir aqui. Acho que é 3 de agosto. 3 de agosto. Você vai estar com a gente de novo. Depois nós vamos definir o tema. Mas eh eh Viana, Viana de Carvalho, eu acho que é um bom tema para se abordar. inclusive pelo que você falou que que precisa, né, é um nome que precisa ser mais estudado. Eu acho que seria muito bacana falar de Viana de Carvalho. Eh, eu tenho uma passagem para mim que até foi abordada no filme de Bezerra de Menezes, que para mim é a mais marcante, dentre as dezenas, centenas de passagens com Bezerra de Menezes, que é aquela do desafio do materialista, né? Quem

que até foi abordada no filme de Bezerra de Menezes, que para mim é a mais marcante, dentre as dezenas, centenas de passagens com Bezerra de Menezes, que é aquela do desafio do materialista, né? Quem assistiu o filme se lembra. que Bezerra foi desafiado por um materialista e aí teria dito, né? Olha, me traga um só ser que o materialismo tenha consolado, tenha levado paz, né? Que aí eu aceito seu desafio. A a aquela passagem me pegou demais aqui para mim foi assim uma uma uma situação, uma uma tirada sensacional. Eu vou tentar te apertar um pouquinho, não sei se vai ser possível você responder. >> Para você, qual foi a passagem assim, né, o acontecimento mais marcante que sego, eu lembro de tal coisa. Tem alguma passagem assim que você considera a mais marcante da história de Bezerra de Menezes? Não sou Roberto Caso, mas eu diria são tantas emoções, são tantas passagens. Mas Adriano, primeiro, querido, em relação, eu vou responder sim, sem fugir, mas é difícil essa pergunta, é difícil mesmo. Mas em relação ao filme, eu tive a felicidade na época de ser convidado para ser um dos roteiristas do filme, né, do do Bezer de Menez, Diá de um espírito, foi lançado em 2008, da pela Estação Luz daqui do Ceará e já chega a 20 anos o filme, né? Eles estão, isso aqui eu tô dizendo de de antemão, nem de viria, né? Mas tô dizendo para você que eles estão aí com projeto também, já me consultaram, vão usar até algumas coisas do livro também para fazer um novo livro sobre Dr. um novo filme sobre Dr. Bezerra de Menezes para 2031. Que >> que é o ano, é, são os 200 anos do Dr. Bezerra, né? Certo? >> Então, certamente é um filme de de de maior qualidade pelos próprios recursos hoje tecnológicos que nós dispos. Mas eu diria para você, inclusive no filme, essa passagem que você citou, ela não é histórica, ela é mediúnica, ela foi, eu que sugeri. Inclusive, na época ela me marcava muito, eu me lembrei que você foi falar, né? nem sabia que você ia falar. E na época nós sugerimos que ela fizesse parte, porque e aí

iúnica, ela foi, eu que sugeri. Inclusive, na época ela me marcava muito, eu me lembrei que você foi falar, né? nem sabia que você ia falar. E na época nós sugerimos que ela fizesse parte, porque e aí entrou o Lúcio Mauro, que na época representou o materialista que foi muito bem, mas é uma é um é um uma narrativa do Dr. Bezer de Menezes, eu não me recordo agora do livro do Humberto Campos, mas é uma mensagem psicografada que trata daquele caso ali com o materialista que é uma lição de vida, mas baseada, evidentemente, em um fato real, que aí a gente tem que confiar na ação da espiritualidade, sobretudo porque vem através de Chico Xavier. Mas há tantas passagens, queridas, mas há umas sempre que me pedem ultimamente nas lives que eu participo falando sobre Dr. de Menezes, que eu gosto de narrar porque me toca o coração, que tem tudo a ver com aquele momento de dor pela qual ele passou, mas uma dor, claro, uma dor não tanto quanto aquela que ele vai ter em relação à desencarnação da esposa e dos filhos, mas pela separação física do Ceará e dos pais, quando ele se desloca pro Rio de Janeiro, a fim de dar consecução ao seu projeto de cursar a faculdade de medicina. Naquela época só havia dois cantos no Brasil onde havia faculdade de medicina. Diferentemente de hoje. Você tem muitas possibilidades. Era em Salvador e no Rio de Janeiro, na cidade do Rio de Janeiro. Então ele optou pelo Rio de Janeiro, até porque a família havia sugerido, havia alguns familiares e assim aconteceu. Eh, a vida dessas grandes almas peregrinas, mas isso acontece com todos nós. Nós constatamos inúmeras ações da espiritualidade que nunca nos abandona. Há o episódio do estudante de matemáticas no plural, o filme até mostra no plural. E depois eu descobri que o fato é real, que aquilo realmente aconteceu e que não era só matemático. O rapaz vinha buscar aula de matemáticas no plural e de filosofia. Ele acerta, recebe aquela quantia, o rapaz nunca mais apareceu. Ação da espiritualidade. Aconteceu um fato na vida do Dr. Bezerra

co. O rapaz vinha buscar aula de matemáticas no plural e de filosofia. Ele acerta, recebe aquela quantia, o rapaz nunca mais apareceu. Ação da espiritualidade. Aconteceu um fato na vida do Dr. Bezerra Minees que vai nessa linha. Esse fato eu sempre conto, as pessoas sempre se emocionam. inclusive eu. E era uma história verídica narrada até 1939. Ela era conhecida do movimento espírita brasileiro de uma hora para outra. Por isso eu lhe agradeço, querido, essa oportunidade de você nos dá, porque o trabalho de historiador, veja aí o que se virino faz também com Álvaro nessa linha mais do evangelho, o Elahrá, alguns até gostam, né? Porque aí você tá falando de coisas que t a ver com o evangelho, mas na parte da história do espiritismo, o trabalho do historiador é um trabalho que eu digo sempre de cavaleiro solitário. Por isso que eu me empolgo aqui até peço perdão para estar falante demais. >> Que isso? >> É porque a gente não tem com quem compartilhar essa essas descobertas impressionantes que nós fazemos. E divulgar isso é sempre um prazer para mim, ainda mais falando de Dr. Bezerra. E na época nós descobrimos uma história real, uma história verídica. Depois eu confirmei que era bastante divulgada até a década de 1930. E depois, por conta da diluição da nossa memória no decorrer do tempo, isso foi ficando no esquecimento. Hoje ninguém sabe desse fato, a não ser pelo fato de nós termos colocado no nosso livro. E é a história da matrícula quase perdida. Essa história sempre me pedem para contar, ela aconteceu quando Dr. Izer de Menez chegou no Rio de Janeiro. É um fato verídico era contado por Antônio Guilherme Cordeiro, grande amigo do Dr. Bezer de Menezes no futuro, na célebre farmácia Cordeiro, onde ele prodigalizou ali os mais lindos casos de atendimento amoroso ao semelhante. Inclusive no filme é mostrado aquele episódio que todos nós conhecemos do anel também cena tocante como vento. Mas essa história eu sem ser muito prolígio já sendo mas na narrativa isso é importante. O Dr. Bezerra sai de

mostrado aquele episódio que todos nós conhecemos do anel também cena tocante como vento. Mas essa história eu sem ser muito prolígio já sendo mas na narrativa isso é importante. O Dr. Bezerra sai de Fortaleza numa quarta-feira na estação invernosa do dia 5 de fevereiro de 1851. Ele parte no vapor. Aquela época era o principal meio de transporte para as longas distâncias e chega no Rio de Janeiro quase 20 dias após, no dia 23 de agosto daquele mesmo ano. E aí a família havia alugado uma casinha para ele que ficava na rua hoje Riachoelo. Na época a rua se chamava Mata Cavalos porque literalmente a rua matava cavalos. explicando como o cavalo era o principal meio de transporte da época terrestre, né, puxando carroça, charrete ou tendo alguém do seu doce, no doce do animal, a rua Mata Cavalos era uma rua muito arenosa e de repente qualquer chuvinha que desce, a lama provocava acidentes constantes, o animal de mau jeito pisava e naquela época, infelizmente, tinham de sacrificar, por isso era chamada de mata cavalo. Então ele chegou no dia da matrícula, era o último dia, acomodou-se na casinha singela que o acomodaria nos primeiros meses e disparou na na na no rumo da rua Santa Luzia, onde ficava o Vetusto Casarão, daquele educandário médico da época, a faculdade de medicina do Rio de Janeiro. o trajeto. Porém, houve um problema na charrete que eu conduzia e o condutor teve de descer por conta do lamaçal e mudar, não é trocar, como nós chamamos hoje, o pneu, né? Então era a carroça, deu um probleminha, ele teve que fazer alguma arte lá e demorou algum tempo e ele chegou. quando ele chegou, surpreendentemente, já depois das 16 horas, acabara de fechar a porta principal da faculdade, ou seja, ele perderia a matrícula da faculdade de medicina. Era o último dia. Diferentemente de hoje, dos nossos dias, os cursos médicos naquela época eles não eram semestrais, eles eram anuais. Ou seja, ele em 1851 já estava com 19 anos, iria fazer 20. Ele é de 1831, já tava numa idade além,

de hoje, dos nossos dias, os cursos médicos naquela época eles não eram semestrais, eles eram anuais. Ou seja, ele em 1851 já estava com 19 anos, iria fazer 20. Ele é de 1831, já tava numa idade além, porque normalmente era de 17 para 18 que os jovens se matriculavam nos cursos fosse de direito, que era o principal curso da época, e depois o de medicina. Então, ele teria muito possivelmente esperar mais um ano, teria que voltar para o norte do Brasil. Naquela época Nordeste não era chamado de Nordeste. Da Bahia para baixo era sul, da Bahia para cima era norte. Não havia nem Centro-Oeste, nem Sudeste, muito menos Nordeste. Então ele teria de voltar para o norte, para o Ceará, a fim de esperar, se quisesse, o ano seguinte para poder voltar. E certamente ele não mais voltaria, teria cursado direito, como os outros três irmãos dele cursaram aqui mais perto do Ceará, em Olinder, em Pernambuco e Perderia. E aí ele diante dessa situação, pensando nas dificuldades da família, o que a família se mobilizara para cotizar, inclusive tava passando por um momento difícil aqui no Ceará, ele se senta na escadoria, na escadaria do casarão, onde que abrigava a faculdade de medicina e começa a chorar, né, pensando no sofrimento do pai. E o pai, inclusive, desencarnaria naquele mesmo ano, um pouco mais à frente. Até que de repente aí para causar aquela emoção das narrativas antigas, não mais que de repente uma garotinha de aproximadamente 9 anos que vai dar título à história que nós descobrimos o anjo loiro da vida de Bezerra de Menê, uma garotinha linda, menina de aproximadamente 9 a 10 aninhos, brincava sereleps, saltitante ali no jardim da instituição, com uma boneca de porcelana entrelaçada em seus bracinhos alvinitentes, acompanhada por uma ama ou uma escrava que era comum naquela época, diríamos a babá os dias de hoje. E a criança corria de um lado, corria pro outro e de repente movida por um secreto extinto, a criança se sente atraída para deslocar-se na direção do rapaz. E aí quando ela chega diante do jovem

hoje. E a criança corria de um lado, corria pro outro e de repente movida por um secreto extinto, a criança se sente atraída para deslocar-se na direção do rapaz. E aí quando ela chega diante do jovem Adolfo, olha para ele, como toda criança é muito franca nas perguntas que faz, vê que ele está chorando e pergunta: "Moço, você está chorando? Aí ele muda a estrutura psicológica, limpa os olhos, as lágrimas, disse: "Não, querida, não, não, não. Eu estou apenas um pouco triste". E a criança insiste por quê? Porque eu vim de muito longe e o que eu vinha fazer aqui não deu para levar adiante. Aí disse, mas de muito longe de onde? Ele vim do Ceará. Ceará? Você sabe onde fica? Ela disse: "Nunca ouvi falar. Aí fica no norte do Brasil, mas por um problema que foi meu, eu vou ter que voltar para lá e não vai ser possível realizar o meu sonho de cursar a faculdade de medicina. Ah, você veu para isso? Foi, eu vim para isso, mas cheguei e a porta principal que dá acesso à secretaria já está fechada e eu não terei condições. Não, não, não. Venha cá. E a menina movida por um ímpeto extraordinário, certamente inspirada pelo alto, segura na mão, como se já conhecesse o nosso personagem da história, o Dr. Bezerra de Mines Futuro, médico dos pobres, chama o jovem Adolfo e diz: "Venha, venha comigo". O rapaz não entende assim: "Mas por quê? Não me pergunte. Venha. Puxa 9 anos a garotinha e leva para uma sala, para uma porta contígua, na lateral do prédio que dava acesso a um longo corredor. Ele entra, mas meu amor, essa essa sala aqui, esse acesso é exclusivo dos funcionários, dos diretores, da instituição. Eu não posso entrar. Venha comigo. E aquela menina impetuosa vai, vai, vai levando e ele sem entender nada. Quando de repente caminha uns 6 7 m, ele estaca, para com os olhos injetados quando observa na sala da frente, na porta da frente, onde ficava uma sala que dava para o corredor do lado, uma plaqueta com o nome do diretor Dr. Cruz Jobim, que era o célebre fundador da faculdade de

ando observa na sala da frente, na porta da frente, onde ficava uma sala que dava para o corredor do lado, uma plaqueta com o nome do diretor Dr. Cruz Jobim, que era o célebre fundador da faculdade de medicina, um grande cirurgião e o diretor do Educandar. Aí ele recu disse: "Não, não, não, não, não posso ir adiante porque é o diretor da instituição. Conheço demais pelo nome, todo mundo sabe quem é o Dr. Job. inclusive conhecido por ser uma figura aparentemente, né, muito cisuda, antipática, mas era o jeito dele, um grande cientista, um cientista de nomeada. E a garotinha insiste, não, não, não vou deixar, venha comigo. E eles tentando fazer resistência. E eu fico imaginando a cena muito hilária, até porque a escrava deveria est esbaforida, assustada, sem conseguir segurar a menina. E aí ele entra pela, ela entra pela porta arrastando o jovem. E a escrava do lado sem segurar a criança, quando de repente ela grita: "Papai!" Aí o diretor da instituição, pai dela, estava naqueles birô antigos com aqueles piscinêses, aqueles óculos de época, olhando assim de baixo para cima. Eu teria desmaiado ali mesmo. Se fos Imagine, imagine que essa foi a cena mais constrangedora da vida dele, né? Mas aí a garotinha chega, ele olha cisudo, circunpecto, né? vendo aquela cena, parece essas pegadinhas de hoje, né? Papai, eu trouxe um amigo, um amigo aqui que tá muito triste, ele veio de muito longe, o senhor sabe onde fica o Ceará? Aí o doutor, sei. Pois é, ele perdeu a matrícula, mas eu disse para ele que ele não ia perder e agora eu digo porque eu sou não vai deixar, não é? Aí ele por quê? Aí ele se apresenta e não, doutor, me perdoe. Ela insistiu, eu vim, mas eu vim de muito longe mesmo e por um problema que tem a ver com o meu transporte, que me trouxe, eu só cheguei hoje até esta faculdade e no caminho atrasei e cheguei poucos minutos após. Infelizmente terei de voltar ao Ceará, mas por responsabilidade minha. Você está dizendo a verdade? Sim, senhor. Estou dizendo a verdade. Então, dê cá

no caminho atrasei e cheguei poucos minutos após. Infelizmente terei de voltar ao Ceará, mas por responsabilidade minha. Você está dizendo a verdade? Sim, senhor. Estou dizendo a verdade. Então, dê cá documentação. Você está matriculado, mas com uma condição. Vou aceitar a interferência da minha filha, mas a condição é que você venha frequente as aulas a partir de amanhã, mas brilhe, seja um dos melhores alunos. E de fato ele foi, terminou em 1856, por isso que eu digo que eu fico arrupado, né? Com óptima com Lauder, né? Que é a nota máxima em latim. interessante, Adriano, desculpa aqui me prolongar nessa conversa fraterna demorada, né? Esse registro aqui fica para posteridade. Como curioso, eu fui pesquisar sobre a vida dessa jovem, saber se não era ficção, assim como eu fiz com o caso do estudante matemático, comprovei que ele existia num jornal do Brasil de 14 de abril de 1900, ao registro do caso do estudante matemático. Aí eu fui investigar a vida da jovem. Pô, será que o Dr. Cruz Jim teve uma filha com essa idade mais ou menos em 1851, quando o Dr. Bezerra chegou, batia exatamente o nome da garota se chamava Francisca Cruz Jobim. Olha as coisas do destino. Ela tinha realmente era uma das mais novinhas que era da idade da época. As outras todas eram mais velhas, só podia ser essa. E aí eu verifiquei, olha as coisas do destino. Ela desencarnou antes do Dr. Bezerra de Menez, um pouquinho. Era muito comum as jovens desencarnarem, mas foi esse anjo loiro que apareceu na vida do Dr. Bezerro Menez. E olha a coincidência do destino. Eu fui verificar um pouco da vida dela, até coloco como nota de rodapé. O seu marido mais tarde se tornou espírita, era espírita, né? Então, certamente essa jovem guiada pelo alto, com evidente mediunidade foi um instrumento para que o Dr. Bezerra de Menezes não desistisse e levar e levasse adiante seu projeto e o resultado. Hoje nós escolhemos. Obrigado, querido, pela oportunidade. >> Olha que espetáculo, que espetáculo, meu irmão. Eh, te agradecer imensamente.

istisse e levar e levasse adiante seu projeto e o resultado. Hoje nós escolhemos. Obrigado, querido, pela oportunidade. >> Olha que espetáculo, que espetáculo, meu irmão. Eh, te agradecer imensamente. Ó, a o Maurício Martins tá conosco aqui, deixou mensagem. Valeu, Maurício, obrigado. E a Lúcia Paiva também deixou aqui. >> É ela mesmo. Aqui é a sobrinha, minha querida amiga, sobrinha bisneto da tua Bezerra de Mere. Vá dormir, Lúcia. Vai dormir, senão ela tá acordada, >> Lúcia. conhecer, rapaz. É uma alma maravilhosa. >> Muito, muito, muito, muito obrigado por estar aqui conosco, viu, Lúcia? Representa muito para nós aqui, tá? Valeu demais. Obrigado, meu irmão. Então, te agradecer imensamente por mim. Eu ficaria aqui por muito mais tempo, mas eu eu preciso te liberar, né? Afinal de contas, você tem os seus afazeres aí, tem muitos compromissos. agradecer e dizer que eh o Ig está não está de portas abertas para você, está de portas escancaradas, tá? Eh, se surgirem projetos aí no sentido de divulgar trabalho, enfim, de fazer uma série de estudos, qualquer coisa que você precisar do IGES, o IGES está à sua disposição, viu? Estará à sua disposição. Então, muito, muito, muito obrigado, viu? Valeu demais. Eu que agradeço de coração. Olha só um detalhe, tem uma outra pessoa aqui que às vezes acompanha pelo pelo meu WhatsApp que eu mando tem perguntado aqui a respeito do livro onde adquiri. Se alguém quiser ainda tem alguns exemplares. A minha companheira que está na live, se não tiver, ela entra já já. A Meiri, ela pode colocar aí o o endereço depois o contato com ela que daqui de Fortaleza manda deixar o que ainda sobrou. Foram 10.000 livros. C veja em 2021 por conta dos 190 anos do nascimento do Dr. Bezerra de Menezes, 29 de agosto de 1831, 29 de agosto de 2021. E esse livro mesmo, um livro muito volumoso, né? Se você não gostar, usa como como aparador de livro ou como corador de portas, né? >> E aí dos 10.000 livros, é, dos 10.000 livros que nós tiramos hoje, nós temos

o mesmo, um livro muito volumoso, né? Se você não gostar, usa como como aparador de livro ou como corador de portas, né? >> E aí dos 10.000 livros, é, dos 10.000 livros que nós tiramos hoje, nós temos apenas poucos livros, né? Menos de 1000 livros. Então, quem quiser, eu vou pedir ela aí depois para deixar o contato. Obrigado pelo carinho. >> Deixa, deixa eu já te pedir para você falar um pouquinho então desse trabalho, trabalho literário e o trabalho aí na na na internet, nas redes, enfim, divulga, por favor, aí esse trabalho. >> Não, nós só pedimos para quem quiser mais diretamente, aqui está o Centro de Memória Viana de Carvalho, que foi essa instituição que nós idealizamos. Eu estou falando, inclusive, embora esse fundo aqui, o fundo é artificial, né? Então nem toco piano, nem está de dia, mas eu acho bonito, né? Então, hoje estô aqui num espaço que é do Centro Memória Viana de Carvalho. Aqui alguns objetos antigos, espécie de museu, tem até uma espada que foi do Viana de Carvalho. Muita coisa, Dr. Bezerro Minez, fotografias eh originais dele e nós organizamos esse espaço. Então, nós temos um canal que é o canal CMEV, né, Centro de Memória Viana de Carvalho. Aí nós temos vários programas, né? Inclusive um que tá um tendo aí uma uma uma boa assistência que é Divaldo entre amigos, que é uma homenagem que nós fazemos sempre ao Divaldo. Eu sempre mando para você >> e divulgamos também o resultado das nossas buscas, material antigo, lives, Dr. Bezerra. Então, quem quiser, procura o canal, se inscreve, né, e ajuda também na divulgação do mesmo. >> Bacana demais, meu irmão. Eu vou pedir para você então a nossa prece de encerramento, agradecendo ao espírito Bezerra de Menezes, que nos nos uniu aqui nessa nesse programa de hoje, né, e que uniu tantos corações que que converteu, né, no sentido de levar ao bem tantos corações. Então, agradecer Bezerra eh por tudo que ele faz por nós, por todo o amparo, toda a proteção que ele nos proporciona, né? E mais uma vez, então, agradecer você aí pela disponibilidade,

antos corações. Então, agradecer Bezerra eh por tudo que ele faz por nós, por todo o amparo, toda a proteção que ele nos proporciona, né? E mais uma vez, então, agradecer você aí pela disponibilidade, por ter estado conosco. >> Ah, meu querido, eu que agradeço. Sempre acompanho os seus trabalhos, especialmente as lives lá, quando você faz essas de com histórico, com sivir também gosto muito. E obrigado pela lembrança do nosso nome. Senhor Jesus, permite-nos nesse instante, mestre amado, a ti externarmos o nosso reconhecimento, a nossa gratidão por tudo quanto permanentemente nos tens concedido. Entre tantas dádivas, Senhor, a oportunidade de participarmos de encontros como este, essa interação fraterna, encurtando distâncias com os instrumentos da tecnologia dos nossos dias, para que pudéssemos, como hoje falarmos a respeito da vida de um desses nossos irmãos mais velhos, de um desses missionários do bem que mercime. enviaste a vir ter conosco há muito tempo, mas que nos deixou pelo seu exemplo de vida este legado imorredoro, mostrando que é possível sim a partir do exercício do bem, da prática da caridade, a virtude por excelência, consoante as orientações de Paulo em sua epístola, nós darmos o nosso contributo, mesmo que mínimo, para fazermos a partir de nós, deste mundo, um mundo melhor. Que o Dr. Dizer de Minezes, envolva como teu intermediário, Senhor, junto a cada um de nós, todos que estamos neste ou noutros instantes quando essa live for acionada, para que pudermos buscar a mudança do nosso panorama mental, elevarmos o nosso padrão vibratório e dessa forma entrarmos em sintonia com os amigos espirituais que nos secundam os passos. abençoe especialmente nosso Senhor Adriano, sua família nesse projeto de levar adiante de forma eterna e descontraída a mensagem espírita. Abençoa também de maneira especial todos os nossos irmãos desse belo estado do centro do nosso país, do nosso estado de Goiás, nossos irmãos do Brasil aa e do mundo inteiro. Guarda-nos, Jesus divino, na tua paz,

bém de maneira especial todos os nossos irmãos desse belo estado do centro do nosso país, do nosso estado de Goiás, nossos irmãos do Brasil aa e do mundo inteiro. Guarda-nos, Jesus divino, na tua paz, ser conosco agora, hoje e por todo sempre. Que assim seja. Que assim seja. É isso aí, pessoal. Lembrando então que amanhã nós teremos a sequência dos estudos de Moisés a Kardec. Sexta temporada estarei com Álvaro Morderhei, professor Severino Celestino e Jorge Alará, né, a partir das 21 horas. Então fica aí o convite para que todos possam acompanhar. Luciano, beijo no coração, meu irmão. >> Obrigado. Mande, mande um beijo aí nas crianças de amanhã, viu? Nos meninos se virino. >> Bacana, bacana, bacana. Vou, vou mandar, vou mandar. Ó, espetacular. Eu particularmente não tem nem palavras para te agradecer, viu? E já tô esperando a sua próxima participação aí em agosto, que eu tenho certeza que novamente será maravilhosa. Beijo no coração. Valeu demais. >> Beijo nos corações de todos vocês que estiveram nos acompanhando. Muito, muito, muito obrigado. Eh, como eu sempre digo, esse trabalho é feito com muito amor, com muito carinho para vocês, por vocês, tá bom? Então, amanhã estarei no de Moisés Kardec e retorno com Inés falando de espiritismo na próxima segunda-feira, se Deus assim permitir. Tchau, tchau, pessoal.

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