Artur Valadares – A lei dos destinos
Nesta conferência, Artur Valadares reflete sobre as leis espirituais que orientam o destino do Espírito, considerando as influências das escolhas individuais, das experiências reencarnatórias e das oportunidades de crescimento moral. Seja membro deste canal e ajude a Mansão do Caminho: https://www.youtube.com/channel/UCwrG3IHZaEaFCHY1lXnPS9g/join Para assistir palestras inéditas e históricas do médium espírita Divaldo Franco, assine o http://www.espiritismoplay.com Para conhecer mais sobre as Obras Sociais Mansão do Caminho que atendem cerca de 5 mil pessoas gratuitamente por dia, acesse: http://www.mansaodocaminho.com.br Para adquirir livros mediúnicos de Divaldo Franco acesse http://www.livrarialeal.com.br Instagram: http://www.instagram.com/mansaodocaminho Facebook: http://www.facebook.com.br/mansaodocaminho Toda a renda com a venda de livros e assinaturas do EspiritismoPLAY é destinada às Obras Sociais Mansão do Caminho. Para doações: https://mansaodocaminho.com.br/como-ajudar/
Queridas irmãs, queridos irmãos, boa noite a todos. Ou será boa tarde ainda? A nossa alegria e a nossa gratidão pela presença de todos. Queremos em nome da nossa diretoria executiva, não apenas da presidência, nosso Luís Henrique, vice-presidente, Juliana, que aqui está, a segunda vice-presidente, mas toda a nossa equipe de trabalho, agradecer a todos vocês mais uma vez. É o segundo ano que aqui estamos no Teatro Positivo. E há alguns meses atrás, quando nas primeiras reuniões, ainda no ano passado, para a organização, tudo é dúvida, insegurança, incertezas. Por outro lado, à medida que o tempo ia passando, nos chegavam orientações e mensagens dos amigos espirituais, dizendo que deveríamos insistir, prosseguir trabalhando, pois que eles estariam ao nosso lado. E hoje, ao chegarmos à culminância de um dia de tantas benéces, de tantas riquezas, de tantas trocas, tão boas experiências que pudemos viver aqui, a possibilidade, por exemplo, de revermos nosso querido José Raul Teixeira, que fechou a atividade da manhã com tanto brilhantismo. que nos encheu o coração de emoção, nós de fato não poderíamos deixar de registrar aqui a nossa gratidão, mas muito especialmente a cada um de vocês por acreditarem no trabalho, na proposta e por aqui estarem conosco. Mas nós queremos dizer ainda que nós que já vivemos então essa possibilidade de estarmos aqui presencialmente, podemos ainda colaborar mais uma vez, porque para amanhã nós ainda temos algumas e vocês verão que é um número significativo de cadeiras que estão ainda vazias. e que poderão ter ainda para o dia de amanhã um amigo nosso, um familiar, alguém que a gente possa convidar para usufruir desse ambiente, dessa psicosfera tão saudável que aqui construímos juntos. Então, queremos dizer que é possível, ainda que tenhamos alguma dificuldade no aplicativo para adquirirem o acesso. Não se preocupem com isso. A nossa equipe aqui à frente, que tem recebido vocês diariamente, dá um jeito para tudo. Então, se chegar aqui sem o acesso,
iculdade no aplicativo para adquirirem o acesso. Não se preocupem com isso. A nossa equipe aqui à frente, que tem recebido vocês diariamente, dá um jeito para tudo. Então, se chegar aqui sem o acesso, terá a possibilidade de adquirir no momento que aqui estiver. E nós vamos facilitar tudo isso. A nossa intenção é de que amanhã tudo possa estar aqui, possamos estar com a capacidade tomada aqui do nosso teatro. Então, lembro que Artur, que está encerrando a nossa reflexão do dia de sábado, estará aqui novamente amanhã já a partir das 8:30. Então, o domingo será um domingo em que nós vamos madrugar, né? Acordaremos cedo para aqui estarmos mais uma vez. Na sequência teremos Alessandro Viana Vieira de Paula. Teremos daí um intervalo um tanto maior, a exemplo do que fizemos hoje para os autógrafos, o carinho, registramos o carinho pelos nossos conferencistas e então o fechamento ou encerramento da nossa atividade com Alberto Almeida. Então, é este o convite que desejamos fazer pedindo esse auxílio mais uma vez, convidem, ainda há espaços disponíveis para podermos assistir ao último dia, vivermos o último dia da 28ª Conferência Estadual Espírita. Temos ainda neste momento uma um convite a fazer a vocês, mas não será feito por mim. Este convite será feito pelo nosso querido Mário Sérgio, já apresentado, presidente da Mansão do Caminho e tem a ver com alguém que nos é muito caro ao coração, que já foi no dia de ontem citado mais de uma vez, homenageado mais uma vez, mas que ainda tem algo muito especial para compartilhar conosco. Então, nós vamos pedir à nossa produção que solte um vídeo e ao mesmo tempo pedimos ao Mário Sérgio que por favor ocupe a tribuna. Fique à vontade, Mário Sérgio, para nos falar da mansão, para realizar o seu convite, as suas considerações. Fique à vontade. A palavra é sua. Vai passar o vídeo agora, senhor, >> senhores, nossos votos de muita mais. Entre os dias 30 de abril e 2 de maio de 2027, Salvador dará lugar a um grande evento em comemoração ao centenário de
é sua. Vai passar o vídeo agora, senhor, >> senhores, nossos votos de muita mais. Entre os dias 30 de abril e 2 de maio de 2027, Salvador dará lugar a um grande evento em comemoração ao centenário de nascimento de Divaldo Franca, um encontro de amor e união em torno daquele que tanto semeu. Man do caminho. Federação Espírita do Estado da Bahia, Federação Espírita Brasileira e Conselho Espírita Internacional promovem este encontro de amor e união, reunindo nomes do movimento espírita do Brasil e no mundo no Centro de Convenções Salvador, onde são esperados cerca de 3.000 corações vindos de todos os cantos do planeta. Faça parte deste inesquecível momento de luz e vamos compartilhar histórias, ensinamentos, momentos de alegria e a saudade desse mensageiro de luz. Para mais informações, acesse www.mansodocaminho.com.br. Muito boa noite a todos meus irmãos, minhas irmãs do Ideal Espírita. Os meus agradecimentos iniciais, Adriano, paraa diretoria executiva, para todos que estão aqui neste momento especial, muito especial para mim. Desde que aqui cheguei, que fui recepcionado no aeroporto junto com a minha esposa, eu senti um grande carinho, uma grande emoção, um grande amor por parte de todos. Eu diria que a verdadeira fraternidade invadiu o meu coração e eu comecei a reflexionar a respeito de tudo isto. Eu disse, essas homenagens são reflexo do longo caminho que meu irmão, que muito amava essa terra, ele falava muito do Paraná, desse evento constantemente. Todas as homenagens que eu recebi, naturalmente, foram um reflexo da grande semeadura que Divaldo Pereira Franco realizou aqui e internacionalmente. Então, inicialmente, eu gostaria de transferir todas essas homenagens que foram para mim feitas, esse amor que eu senti no meu coração para Divaldo Pereira Franco. A semeadura foi dele, mas ele está me oferecendo a colheita, a fartura. Divaldo, sempre foi assim. Ele sempre se ofereceu aos outros. Eu convivi com ele largo período, digamos metade da minha vida com o Divaldo.
foi dele, mas ele está me oferecendo a colheita, a fartura. Divaldo, sempre foi assim. Ele sempre se ofereceu aos outros. Eu convivi com ele largo período, digamos metade da minha vida com o Divaldo. E talvez por ignorância, eu digo é ignorância mesmo minha, que às vezes eu penso que foi muito bom. Eu não fiquei fascinado pelo Divaldo, mas com o afastamento dele e com as reflexões que eu passei a elocubrar, com as mensagens que eu comecei a receber, com os ditos de muitos confrades, eu percebi que o Divaldo era muito, muito, muito além daquilo que eu imaginava. Eu digo hoje eu convivi com um anjo e não sabia que estava com o anjo. O Divaldo foi um ser especial, especial na minha vida, da minha família e creio que especial na vida de todos vocês. Hoje eu sinto muita, muita saudade e sei que vocês também sentem esta grande saudade, aquela saudade do ser ausente, mas que está presente, está presente dentro de nós. Nos últimos dias de Edivaldo não foram fáceis. Na conversa com ele, eu disse: "Meu irmão, que prova que você escolheu?" E ele resignado, continuou na sua grande tarefa até o último dia, até o último suspiro. O Divaldo foi um ser excepcional. Nós falamos muito de Jesus, mas Divaldo Franco viveu Jesus. Divaldo Franco foi cristão, o verdadeiro cristão. Ele dizia as palavras, vivenciava, exercitava. Ele viveu Jesus. Eu posso dizer para vocês que eu não posso, não tenho condições, ainda não. Mas eu percebi que ele conseguiu isto. Por isso que a mediunidade dele ela é excepcional e atingiu esse medionato dos grandes médiuns que conviveram conosco. Então, queria fazer um convite, um convite a todos vocês. A mansão do caminho irá fazer 75 anos. Centro Espírita Caminho da Redenção, 80 anos. Oratória espírita de Divaldo Franco, que iniciou lá em Aracaju, na União Espírita Sergipana, no dia 27 de março de 1947, 80 anos, 100 anos de nascimento de Divaldo Franco. Por isso que nós preparamos o Centro de Convenções do Estado da Bahia para fazer esta homenagem ao nosso irmão
Sergipana, no dia 27 de março de 1947, 80 anos, 100 anos de nascimento de Divaldo Franco. Por isso que nós preparamos o Centro de Convenções do Estado da Bahia para fazer esta homenagem ao nosso irmão do dia 30 ao dia 2 de maio do ano de 2027. Eu conto com todos vocês e tenho me proposto a divulgar este evento para que o Divaldo possa ser homenageado como realmente ele tem sido. é o nosso Paulo de Tarso da época moderna e que nós temos hoje, sabemos o Espiritismo no mundo graças às grandes trajetórias e aos 71 países que ele visitou nessa nossa terra. Muito obrigado, meus irmãos. Que Jesus nos abençoe a todos e tenhamos a companhia do nosso irmão Arturo Valadares. Muito obrigado. Agradecemos ao senhor Mário Sérgio por suas palavras, pelas suas lembranças e pelo convite aqui feito. Vamos agora a alguns avisos antes da apresentação do nosso conferencista. Informamos que temos alguns standes de prestação de serviços à comunidade, como exemplo CVV, centro de valorização à vida. GPAI, Grupo Espírita Paranaense de Assistência Espiritual ao Encarcerado, e sim, a Vida. Programa de valorização à vida, objetivo de amparar e valorizar a vida. Todos esses estes estão localizados na entrada desse teatro, no lado oposto ao local dos autógrafos e estão aguardando a sua visita. Vamos à apresentação do conferencista da atividade. Artur Valadares de Freitas Santos. é natural de patrocínio, Minas Gerais, e reside em São Carlos, São Paulo, onde se vincula a Associação Espírita Obreiros do Bem. orador e escritor espírita, é também fundador e coordenador do NEP Paulo de Tarso, núcleo de estudo e pesquisa do Evangelho e do Espiritismo Paulo de Tarso. Possui graduação, mestrado e doutorado em engenharia mecânica pela EESC USP, atuando presentemente como analista de dados. esteve pela primeira vez no Paraná em 19 e 20 de maio de 2018 para um ciclo de palestras na cidade de Londrina, tendo retornado outras vezes desde então para palestras em diversas cidades do estado e participa pela terceira vez neste ano
19 e 20 de maio de 2018 para um ciclo de palestras na cidade de Londrina, tendo retornado outras vezes desde então para palestras em diversas cidades do estado e participa pela terceira vez neste ano de 2026 da Conferência Estadual Espírita. Passamos a palavra então a Artur Valadares, que nos apresentará o tema A lei dos destinos. Excelente trabalho. Prezados amigos e amigas, uma boa noite para todos nós. Que Jesus, nosso divino mestre, amigo, a todos nos abençoe com a sua paz e com o seu amor. O grande pai da filosofia Sócrates, nas palavras finais da apologia de Sócrates, registra para nós algumas de suas últimas palavras, quando ele, condenado à morte vem a dizer: "É chegado o momento, mas é chegada a hora de partir. Eu para a morte, vós para a vida. A quem cabe o melhor destino é incerto, a não ser para a divindade. Palavras que ficariam gravadas para a história e que certamente nos levam a uma das reflexões mais fundamentais da própria filosofia ou mesmo da vida. É certo que Sócrates tinha muito mais informações em si, em seu coração e em sua mente a respeito daquilo que lhe esperava. Aliás, muitas de suas reflexões e considerações haviam justamente tratado disso, da destinação humana. No entanto, ele deixa esse ponto de interrogação no ar. Ele deixa esta questão para o porvir, convidando assim, induzindo as criaturas humanas a essa que é uma das mais fundamentais reflexões da vida para cada um de nós. O que é o destino humano? Qual a nossa destinação? Sócrates parte, deixando um legado imensamente valioso na figura também do seus discípulos que dariam continuidade à sua obra, já abrindo horizontes para a humanidade daqueles tempos e principalmente do povir. Quanto a esse mistério essencial da vida? O que são nossos destinos? Como conceber, como entender a multiplicidade dos destinos humanos. É o acaso, é a sorte, a roda da fortuna, o determinismo, o fatalismo, o que está por detrás dos destinos humanos. Essa tem sido uma indagação e uma busca de todos os tempos.
dade dos destinos humanos. É o acaso, é a sorte, a roda da fortuna, o determinismo, o fatalismo, o que está por detrás dos destinos humanos. Essa tem sido uma indagação e uma busca de todos os tempos. E já lá na Grécia antiga, vemos algumas dessas concepções mitológicas que buscavam de alguma maneira explicar essa diversidade dos destinos ou apresentar para todos nós o que nos aguardava. Podemos nos recordar, por exemplo, dessas figuras mitológicas da Grécia antiga, da mitologia grega, as moiras, aquelas entidades ou figuras que seriam responsáveis pelos destinos humanos, três delas: Cloto, Láquesis e Átropos. Uma delas, a que tece o fio da vida. Outra delas, a que enrola ou a que mede o fio da vida, definindo assim os destinos de cada um. E por fim, átropos, aquela que corta o fim da vida. Figuras essas que ganharam a sua versão também na mitologia romana, as parcas, nona 10ª morta. esforços humanos por compreender a multiplicidade, a diversidade dos destinos por encontrar respostas em torno desse que é o tema central de nossas vidas. Para onde vamos? O que nos aguarda além do sepulcro? O mesmo para além do sepruco, da vida no além? O que nos espera? Qual a destinação humana? E os séculos têm visto esse esforço humano por compreender e entender esse mistério da vida, bem como o amparo divino da espiritualidade, do Cristo, daqueles que têm vindo ao mundo, abrindo-nos gradualmente os véus, alargando-nos paulatinamente, século a século, milênio a milênio, os horizontes da vida. de compreensão da vida. Sócrates parte com essas palavras, deixando o mistério no ar. A quem caberia o melhor destino, a melhor sorte? A ele que morria como injustiçado ou aqueles que o condenavam? Permaneciam vivos, triunfantes do mundo. Mas a qual deles caberia melhor sorte ou melhor destino? Os séculos haveriam de se passar nesse esforço de compreensão humana e mais uma grande figura, a maior de todas elas, viria ao mundo alargar algo mais desse horizonte humano, do pensamento humano. Quanto a
culos haveriam de se passar nesse esforço de compreensão humana e mais uma grande figura, a maior de todas elas, viria ao mundo alargar algo mais desse horizonte humano, do pensamento humano. Quanto a esse tema, cerca de quatro, cco séculos depois de Sócrates, desceria ao mundo o Divino Mestre, que nos falaria em palavras inouvidáveis, em lições incomparáveis acerca da grandeza de nossos destinos. Mas entendia ele também que aqueles tempos não estávamos ainda de todo habilitados a penetrar no âmago desse entendimento. Por isso nos falou em parábolas, por isso nos trouxe a riqueza dos símbolos, das metáforas, que já traziam em si todo um potencial gigantesco de reflexões e de aprendizados, mas estaria reservado ao tempo esclarecer a criatura humana, a humanidade como um todo, acerca destas questões magnas da vida. Jesus trata sim de maneira mais aprofundada acerca da vida futura, mas ele sabia que naquele tempo, naquele momento, ainda não poderíamos penetrar em toda a sua grandiosidade. Muitas coisas ainda vos tenho ou teria dizer, mas por hora não podeis suportar. Mas um dia virá em que entendereis todas essas coisas. Um dia chegará aquele que estará habilitado ou incumbido de de lhes esclarecer sobre esses temas e esses assuntos. Então ele abre para nós algo mais desses horizontes quanto à vida futura, como o próprio Kardec faria questão de frisar, por exemplo, no capítulo segundo de O Evangelho Segundo o Espiritismo, meu reino não é deste mundo. Jesus projeta as buscas humanas primordiais para além deste mundo. E antes a terra prometida aqui estava, agora a terra da promissão começa a ser vislumbrada como um anseio espiritual, como uma destinação futura, como um estado de espírito, para além de buscas meramente materiais ou conquistas neste mundo. Então ele abre esses horizontes, mas deixa ao tempo o trabalho de continuar nessa jornada de esclarecimento da humanidade terrestre. Os séculos mais uma vez se dobram, passam sobre nós, sobre a humanidade. E vamos então a um dia marcante
deixa ao tempo o trabalho de continuar nessa jornada de esclarecimento da humanidade terrestre. Os séculos mais uma vez se dobram, passam sobre nós, sobre a humanidade. E vamos então a um dia marcante para a história de todos nós que aqui estamos, espíritas, cristãos. Vamos à madrugada de 31 de março de 1848, quando ali encontramos a figura de um grande médium que viveu nos Estados Unidos com faculdades mediúnicas impressionantes, Andrew Jackson Davis. Ele que haveria de registrar nesta data, em seu caderno de notas, que naquela madrugada de 31 de março de 1848, ele havia sentido como que um sopro quente passar pela sua face e havia ouvido então uma voz suave e forte. Interessante notarmos esse detalhe. ao mesmo tempo suave e forte, que lhe disse: "Irmão, um bom trabalho foi começado hoje. Veja, surgiu uma demonstração viva." E ele então registraria em suas anotações. Fiquei a meditar o que aquela mensagem queria dizer, porque naquele mesmo país e naquele mesmo dia haveriam de se iniciar determinados fenômenos que representariam mais um marco na história da humanidade, do pensamento, da concepção humana em torno de nós próprios, em torno de nossos destinos. Porque como sabemos, em 31 de março de 1848 se iniciariam também os fenômenos em Heidesville, na casa das irmãs Fox, inaugurando um tempo em que as batidas, os barulhos, as mesas girantes convocariam a humanidade, a atenção da humanidade mais uma vez para essas questões magnas. e fundamentais da vida, mas agora para um vislumbre, para uma compreensão, jamais antes vistos. Passam-se os anos, 7 anos à frente, vamos encontrar um homem participando pela primeira vez daquelas experiências, daqueles fenômenos. alguém que era reconhecido pela sua seriedade, pela sua reflexão, pela sua ponderação em tudo aquilo de que tratava. Já há algum tempo ele havia ouvido falar sobre aqueles fenômenos, mas até então não havia lhes dado a devida atenção porque não lhe pareciam assim muito sérios pela maneira como eram tratados ou abordados.
algum tempo ele havia ouvido falar sobre aqueles fenômenos, mas até então não havia lhes dado a devida atenção porque não lhe pareciam assim muito sérios pela maneira como eram tratados ou abordados. Aqueles fenômenos que surgidos na América do Norte haviam inundado agora a Europa e estavam presentes em todos os salões, na casa das pessoas mais nobres, eram tratados assim como um passatempo, com frivolidade, com curiosidade. Aquele homem, Hipolite Leon Denizar Rivo, havia ouvido falar sobre aquilo, mas ainda não havia se interessado. Em especial porque o primeiro amigo que lhe aborda aquele assunto era, como diz Kardec, um homem assim muito entusiasmado, era curso. E então Kardec fala: "Deve existir aí mais entusiasmo do que propriamente realidade. Por hora me soua estranho essa possibilidade de que as mesas estejam a responder. Como assim? Não possuem sistema nervoso, não podem raciocinar? Por hora, deixemos de lado essa questão. Há algo mais importante com o que tratar. Mas a espiritualidade o vai cercando e em determinado momento ele tem a oportunidade de ouvir sobre o mesmo assunto agora de um amigo ou de uma pessoa que ele reconhecia. mais séria. Senhor Patier, um homem que havia tratado daquele tema, daqueles fenômenos, com muita serenidade, sem a paixão, sem o entusiasmo excessivo, mas de maneira muito lúcida, de maneira muito racional, explicando melhor o que estava por detrás daquilo. E é então que Kardec passa a se interessar por aqueles fenômenos. De modo que 7 anos após o início ou o registro lá de Andrew Jackson Davis e o início dos fenômenos em Heidville, Kardec participa da sua primeira reunião onde poôde pela primeira vez contemplar aqueles fenômenos. E ele haveria então de registrar mente lúcida, sagaz, perspicaz como er, naturalmente profundamente inspirada. Ele haveria de registrar. Eu via naquelas aparentes futilidades, naqueles fenômenos tratados com curiosidade, como que é algo de muito sério, a revelação de uma nova lei que tomei a mim estudar a fundo.
e haveria de registrar. Eu via naquelas aparentes futilidades, naqueles fenômenos tratados com curiosidade, como que é algo de muito sério, a revelação de uma nova lei que tomei a mim estudar a fundo. mais adiante, em seus registros constantes do livro Obras Póstmas, ele acrescentaria: "Compreendi, antes de tudo, a gravidade da exploração a que ia me dedicar. Eu vi ali naquelas aparentes futilidades, naquele passatempo para tantos, a chave do problema tão obscuro e tão controvertido do passado e do futuro da humanidade, isto é, dos destinos humanos. naquelas coisas aparentemente tão fúteis ou banais, ele via a chave do problema fundamental do qual Sócrates havia tratado depois do Cristo, entre tantos outros pensadores ao longo da história da humanidade. Naquela banalidade, por detrás dela, a grandeza, a riqueza de reflexões que haveriam de surgir. Ele entreviu ali todo esse potencial. A solução, acrescenta ele, que eu havia buscado durante toda a minha vida. Era toda uma revolução nas ideias e nas crenças. Era preciso me conduzir, portanto, com muita circunspecção, com muita seriedade. Ali começava o trabalho ercúlio gigantesco dessa grande inteligência profundamente inspirada pelo alto na composição desta doutrina de síntese que vai reunir para nós o trabalho de milênios de tantos e tantos pensadores, tantas e tantas contribuições esparças nas mais diferentes tradições espirituais, conceitos pulverizados aqui e a colá que eleveria então com o auxílio dos espíritos, de reunir, concatenar num corpo sólido de doutrina, estabelecendo então aquilo que ele definiria mais tarde no preâmbulo do livro, o que é o Espiritismo. O espiritismo é uma ciência que trata da origem e do destino dos espíritos, bem como de sua relação com o mundo corpóreo. A humanidade havia chegado a um ponto singular da sua trajetória. Todas aquelas questões, indagações, dúvidas sobre a destinação humana, as tantas concepções, a roda da fortuna, o determinismo, é o fatalismo, é o acaso, é a sorte,
m ponto singular da sua trajetória. Todas aquelas questões, indagações, dúvidas sobre a destinação humana, as tantas concepções, a roda da fortuna, o determinismo, é o fatalismo, é o acaso, é a sorte, é Deus. Mas como seria Deus se os destinos são tão distintos? Como seria um Deus de plena justiça e sabedoria, misericórdia, se são tão distintos os destinos? Como conciliar a onipotência? a soberana justiça e bondade desse criador com os destinos que vemos. Tudo isso, todo esse mistério dos destinos humanos seria agora abordado por esta ciência que trata da origem e do destino dos espíritos, bem como de sua relação com o mundo corpóreo, que é parte dessa grande jornada. A humanidade chegava em fim a aqueles tempos prometidos por Jesus. Outrora, não poderíamos suportar uma tal revelação. Faltavam-nos bases, faltavam-nos recursos internos para lidar com a grandeza do que contemplaríamos. Mas entendia o mestre agora na condução de todos esses trabalhos, esses séculos de evolução que era chegado o momento e ali estava aquele que havia sido incumbido de tal missão de tamanha magnitude, reunir tudo isso e sintetizar numa doutrina que nos esclareceria sobre a grandeza de nossos destinos. sobre essas questões mais fundamentais da vida, compreendendo que evoluir não é senão ampliar a nossa capacidade de apreensão justamente desses nossos destinos. compreender melhor, cada vez melhor essa lei dos destinos, como Leon Deni abordaria conosco no seu livro tão conhecido, o problema do ser e do destino na versão original. Depois o problema do ser, do destino e da dor. Essa lei dos destinos que, enfim, se tornaria acessível a todos nós, explicada nos mínimos detalhes para que a humanidade pudesse então compreender, alargando enormemente os seus horizontes. Porque ficamos a pensar em outros tempos, em outros momentos, o horizonte de muitos e mesmo ainda hoje a se deter no túmulo, era o que alcançávamos. vem os enviados divinos e vão gradualmente nos convidando a transcender o túmulo.
ros tempos, em outros momentos, o horizonte de muitos e mesmo ainda hoje a se deter no túmulo, era o que alcançávamos. vem os enviados divinos e vão gradualmente nos convidando a transcender o túmulo. Vem a mensagem do Cristo e nos apresenta a vida futura um reino que não é deste mundo. Mas ainda assim, onde fomos desaguar? Em duas possibilidades de destino. Num céu estacionário ou num sofrimento sem fim. o que não parecia condizer muito com aquele mesmo Deus de que o Cristo havia falado de soberana justiça, misericórdia e amor. Mas já era algum avanço, pelo menos já considerávamos com mais concretude algo além desta vida, mas era preciso ir além dessas concepções que trazíamos do nosso destino, das possibilidades do nosso destino. E é então que surge o espiritismo. enquanto ciência que trata exatamente disso, construída com tanto trabalho, empenho e dedicação por aquele que recebeu essa incumbência, por Allan Kardec, que lidando inicialmente com aqueles fenômenos, para a imensa maioria daqueles que com eles tratavam mera curiosidade ao passatempo, aquela inteligência, aquele coração inspirado pelo Cristo poôde dali extrair A resposta que tantos benefícios há de trazer ou tem trazido a cada um de nós e a humanidade, de fato, marcando um novo tempo, uma nova era. Porque agora não mais os nossos olhares se deterão no túmulo, algo tão estreito para a grandeza de nossa destinação. Também não mais os nossos olhares se deterão nessa que foi a interpretação predominante por muito tempo, ou a beatitude ociosa pela eternidade aa ou o sofrimento sem fim. Não mais nos deteremos nisso. Vamos agora expandir como nunca antes o nosso raio de visão, o alcance do nosso olhar espiritual, para que esclarecidos por aquilo que o Espiritismo nos traz, nos revela, contemplemos a beleza do que nos aguarda. É assim que Leon Deni vai iniciar. o seu capítulo 19 do livro O problema do Ser, do destino e da dor. abordando a lei dos destinos, ele dirá: "Estando consolidada para nós agora essa comprovação das vidas sucessivas,
Deni vai iniciar. o seu capítulo 19 do livro O problema do Ser, do destino e da dor. abordando a lei dos destinos, ele dirá: "Estando consolidada para nós agora essa comprovação das vidas sucessivas, todas essas comprovações, todos esses elementos novos de consideração na equação da vida, né, para resposta a esse mistério do destino." Trazendo tudo isso, o Espiritismo nos permite agora contemplar com clareza o nosso destino, que é subirmos cada vez mais as altas esferas da sabedoria, aproximarmos-nos cada vez mais da luz, cada vez mais viva, como ele diria, e esse seria um de seus lemas, Leoni. Ascendence, sempre para o mais alto. Subir, subir em faixas de sentimento, de vibração, de pensamento, de visão, compreendendo a grandeza do que Deus reserva aos seus filhos. E então, o que veremos nós nesse quadro que agora o espiritismo nos descortina acerca de nossos destinos? A fatalidade cega, o acaso sem propósito, um Deus que é parcial, ou veremos antes a perfeição das leis divinas diante dos nossos olhos. Agora, tendo removidas as escamas de ignorância que nos impediam de ver com clareza como a vida funciona, o caminho que se nos abre à frente. O que veremos agora com as lentes que o Espiritismo nos dá? diz Leondi. A equidade governa o mundo. A felicidade está em nossas mãos. Deixa de haver falhas no universo. Nunca existiram. estavam em nossa concepção, mas deixa de haver falhas no universo ou mesmo no Criador projetadas por nós, sendo a beleza o seu alvo, sendo os seus meios, a justiça e o amor. É realmente encantador podermos ler Leoni. Como ele consegue traduzir aquilo que por si mesmo já é belo, mas que temos talvez dificuldade de acessar em nossa limitação de apreensão. Ele consegue traduzir isso de maneira tão bela em sua prosa poética, a nos descrever esse novo quadro panorâmico que o espiritismo nos oferta. A equidade governa o mundo. A felicidade está em nossas mãos. Deixa de haver falhas no universo, sendo o seu alvo a beleza e os seus meios a justiça e o
quadro panorâmico que o espiritismo nos oferta. A equidade governa o mundo. A felicidade está em nossas mãos. Deixa de haver falhas no universo, sendo o seu alvo a beleza e os seus meios a justiça e o amor. Dissipam-se, portanto, todo o temor quimérico, todo o terror do além. dissipam-se. Esse que é talvez um dos mais atávicos e antigos medos, temores da criatura humana, o da morte, vai se dissipando. Em vez de recear o futuro, acrescenta ele. O homem pode agora saborear a alegria das certezas eternas. Em vez de recear o futuro, o homem, a partir do que recebemos do espiritismo, a criatura humana pode agora saborear a alegria das certezas eternas. confiado no dia seguinte, isto é, no amanhã, no porvir, nos seus destinos, multiplicam-sehes as forças, o seu esforço para o bem será centuplicado. parágrafo que resume tão bela e poeticamente a oferta, uma das contribuições mais fundamentais do espiritismo para todos nós. Dá-nos ele a ver com clareza, com lógica, com beleza os nossos destinos e quais os benefícios que daí decorrem. O simples fato de entendermos os nossos destinos é o que Kardec previa ao dizer: "É toda uma revolução nas ideias e nas crenças. É algo grandioso por demais. que encontrando no espiritismo as comprovações, que encontrando no espiritismo todos os elementos que estavam esparços ou que faltavam, se nos apresenta agora tão sólida, eloquente, inspiradora à razão e ao sentimento. Porque o que decorre disso nas palavras de Leão Deni? Primeira coisa, a equidade governa o mundo. Meus amigos, minhas amigas, não há injustiça. O quanto o nosso coração não se asserena pelo simples fato de sabermos que o mundo é regido de maneira justa e infinitamente misericordiosa. Não sei quanto a vocês, mas pelo menos em meu coração isso chega como uma serenidade e uma confiança que vão se tornando cada vez mais inabaláveis. A justiça preside o mundo. Esqueçamos o acaso, a sorte, o Deus parcial, a justiça. E não só justiça fria, indiferente, não. Justiça misericordiosa.
iança que vão se tornando cada vez mais inabaláveis. A justiça preside o mundo. Esqueçamos o acaso, a sorte, o Deus parcial, a justiça. E não só justiça fria, indiferente, não. Justiça misericordiosa. Há uma providência divina que a todos ama, mas que também quer ver todos progredindo, que rege o universo. E sendo assim, tudo o que surge, tudo o que acontece, atende a um propósito dentro desse programa de equidade, de justiça, de misericórdia. Ou seja, olhamos para o universo ilimitado, que os nossos instrumentos cada vez mais vão nos ajudando a desbravar. vemos a grandiosidade dessa criação do ponto de vista físico, sem considerar ainda toda a dimensão espiritual de tudo isso, essa infinitude, vemos tudo isso e o que temos construído ao longo dos séculos ou o que temos alcançado do ponto de vista das ciências materiais, temos visto em tudo isso ordem, porque temos visto as leis materiais que presidem o funcionamento da matéria. Mas do ponto de vista moral, para muitos, talvez essa ordem ainda não era vista, porque faltavam certos elementos. Como assim? Os destinos são tão diversos? Pois bem, acrescente um elemento à sua equação. Põe aí a reencarnação. E o que parecia tão injusto, tão parcial, logo se torna a perfeita expressão da justiça de Deus no transcurso dos. É o que o Espiritismo faz. A pecinha que faltava para a compreensão de todo o mecanismo, eia aqui, ela e algumas outras. E tudo se explica. Há ordem também no plano moral, como o há no plano físico. Essa sensação, portanto, de que não estamos ao léu, de que não estamos ao sabor do acaso, ela nos traz segurança, serenidade. É o que Leon diz, a equidade governa o universo. Mais do que isso, está a felicidade em nossas mãos. das antigas concepções de um destino que era decidido por entidades mitológicas. Chegamos agora a concepção de um destino que é decidido pela própria criatura, centro irradiador dos seus destinos, causa dos efeitos que encontra, que colhe. Nas palavras de Emmanuel, o destino não é senão um campo, retribuindo
e um destino que é decidido pela própria criatura, centro irradiador dos seus destinos, causa dos efeitos que encontra, que colhe. Nas palavras de Emmanuel, o destino não é senão um campo, retribuindo de maneira fidedigna, retribuindo invariavelmente o que recebe. Aquelas palavras, portanto, de Jesus ganham uma dimensão tão mais ampla, porque no estreito recorte de uma existência poderiam não fazer sentido a cada um, segundo as suas obras. Mas quanto quantos viram poderosos, tiranos, que viveram uma vida inteira às vezes de gozos e prazeres e pareceram não encontrar as consequências das suas ações. Mas porque o nosso olhar se detinha num mero recorte de uma existência. O próprio Eurípedes Barcenufo, antes de sua conversão ao espiritismo, graças à leitura de um livro de Leon Deni, depois da morte, ele tinha dificuldade em entender da parte de Jesus as bem-aventuranças, porque ele pensava: "Promete o Senhor bem-aventuranças aos aflitos? Contudo, tenho visto tantos aflitos falecer sem encontrarem as bem-aventuranças". Seria a promessa de Jesus, portanto, vã, ilusória? Não poderia ser. Ele é a pura expressão da verdade. Euedes só viria compreender toda a profundidade da fala de Jesus ao entender a reencarnação, as vidas sucessivas, a criatura como o artífice do seu próprio destino, quer nesta existência ou num olhar mais amplo ao longo das existências. De modo que de fato a cada um segundo as suas obras. Nesta que é nas palavras de Kardec, no livro Céu e Inferno, a melhor síntese da justiça divina em toda parte, a cada um segundo as suas obras. Naturalmente só poderia vir de Jesus. Paulo também acrescentaria: "Não vos enganeis, o que o homem semear, isso haverá de colher. Felicidade e infelicidade, portanto, são o produto, são o resultado da sementeira humana, isto é, a sua colheita, frutos doces ou amargos, conforme a sementeira de agora ou de ontem, a preparar amanhã. Felicidade, portanto, que está agora em nossas mãos, não mais projetada nas circunstâncias, na sorte, no favorecimento de Deus ou
margos, conforme a sementeira de agora ou de ontem, a preparar amanhã. Felicidade, portanto, que está agora em nossas mãos, não mais projetada nas circunstâncias, na sorte, no favorecimento de Deus ou dos deuses, não. Em nossas mãos um fardo de responsabilidade, mas ao mesmo tempo a chave mais libertadora da vida é o que o Espiritismo nos entrega. está em suas mãos. Um universo que não agora que agora não mais tem falhas, uma visão de Deus que não é agora contraditória. Como assim um pai de infinita misericórdia e justiça a estabelecer sofrimentos sem fim e irremissíveis aos filhos seus? Não mais essa visão limitada, estreita da justiça divina. Ah, sim criatura de colher arduamente, dolorosamente a sua sementeira infeliz. Mas no universo infinito não existem portas para sempre fechadas. Não existem pontos finais, apenas reticências. Porque se nos desdobra agora o olhar estasiado, uma jornada infinita de ascensão. A escada de Jacó, degraus inumeráveis até as faixas superiores da vida. É isso o que a ciência do destino nos oferece, nos explica. E então o futuro antes temido e por isso davam tudo à vida material às criaturas. Kardec mesmo dirá, ele vai tratar tantas vezes desse conceito de vida futura, ele dirá: "Quanto menor a compreensão da criatura quanto a vida futura, mais ela tudo dará à vida presente, a vida material. Alargar, portanto, os horizontes da vida futura dos nossos destinos é induzi-la, estimulá-la a desprender-se cada vez mais da vida material, buscando as verdadeiras e mais perenes felicidades sempre associadas ao espírito e à suas edificações íntimas. Então, em relação ao futuro, dissipam-se os temores quiméricos, muito mais baseados em falsas concepções, em ilusões nossas do que realmente verdadeiros ou embasados. Dissipa-se todo o terror do além. Por isso Leon Deni escreve um livro Depois da Morte, para que aprendamos a conviver com naturalidade com esse depois da morte. Eu ficava sempre a pensar, por que esse título? Porque ele pode ser complicado,
so Leon Deni escreve um livro Depois da Morte, para que aprendamos a conviver com naturalidade com esse depois da morte. Eu ficava sempre a pensar, por que esse título? Porque ele pode ser complicado, né? Em certas circunstâncias, presentear alguém com esse livro pode soar algo estranho, mas é para essa naturalidade ou expansão de compreensão que ele nos convida, mostrando-nos a justiça, a beleza, a continuidade da vida para além da estreiteza dos sentidos físicos, materiais. Porque é do progresso humano, é dessa fase que vivenciamos no alvorecer da era do espírito, podemos transitar pelo pensamento nesses domínios com a mais absoluta naturalidade, porque os temores se dissipam. Quem vive para o espírito não temerá a morte. Como diria Jesus no contexto da aparente morte de Lázaro, quem crê em mim, ainda que morra, viverá. Quem, porém, crê e vive em mim, ainda que nunca mais, perdão, nunca mais morrerá. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. Quem crê e vive em mim, este alguém nunca mais morrerá. Porque o que será para ele a morte? nada senão o despojar-se do veículo físico para maior liberdade, para mais altas sensações e experiências nos planos superiores da vida. E então essa frase que ao lê-la fiquei impactado porque sublime, diz ele: "Em vez de recearmos o futuro, pode agora a criatura humana saborear a alegria das certezas eternas." Meus amigos, minhas amigas, será que temos dado a devida atenção a isso que o Espiritismo nos entrega? Temos saboreado a alegria das certezas eternas? Temos saboreado o fato de sabermos que a dor, que a morte, que a luta, que a dificuldade, que a prova vem e passam. mas que a vida nunca fenece. E assim como ela também a esperança e a fé nunca fenecem. Temos saboreado isso que o espiritismo nos dá de maneira tão sólida, tão rica. Temos saboreado isso. Recordo-me aqui de Santo Agostinho na questão 919 a livro dos espíritos, aquela que trata sobre o autoconhecimento. Em determinado momento ele diz assim: "Muitos dirão que o futuro é incerto e
o isso. Recordo-me aqui de Santo Agostinho na questão 919 a livro dos espíritos, aquela que trata sobre o autoconhecimento. Em determinado momento ele diz assim: "Muitos dirão que o futuro é incerto e que o presente é positivo não. O futuro é incerto. O que temos agora é o presente." Então ele dirá, mas é justamente essa ideia que estamos incumbidos de destruir em vossas mentes, a fim de que compreendam cada vez mais claramente esse futuro, de modo a não restar mais nenhuma dúvida em vossas almas. Olha que bonito. Santo Agostinho está dizendo, a nossa principal incumbência é apresentar para vocês de maneira tão lúcida, lógica, bela, clara esse futuro que outrora julgáveis incerto para que não exista mais em vós nenhuma dúvida, de modo que essa convicção seja tão sólida que sobre ela vocês possam edificar a esperança, a fé, a confiança. a serenidade, inabaláveis e a clareza do que buscam de fato as edificações do espírito. De modo que a mais valiosa, talvez, ou pelo menos uma das contribuições da doutrina espírita para nós todos é justamente esclarecer-nos quanto aos nossos destinos ou quanto aquilo que Deni denominaria o alvo da vida. Entendendo agora o processo sementeira e colheita, a liberdade de semear e a fatalidade ou determinismo de determinadas de algumas consequências. Tudo isso se conjugando sob o amparo e a condução da providência divina por meio dos espíritos que nos auxiliam ao longo de séculos e de milênios. liberdade de semeadura, a fatalidade de determinadas experiências por nós mesmas escolhidas antes de para cá retornarmos ou definidas pelos nossos benfeitores, conforme as nossas necessidades evolutivas. É esse o novo quadro do destino que vamos formando. Como Kardec vai trabalhar tão bem com os benfeitores das questões 851 a 867 de O livro dos Espíritos, quando dentro da lei de liberdade, livre arbítrio, ele trata o tema da fatalidade. Como se conjulgam essas duas coisas na trajetória humana? Há liberdade ou não há? Há pleno determinismo ou não há?
s, quando dentro da lei de liberdade, livre arbítrio, ele trata o tema da fatalidade. Como se conjulgam essas duas coisas na trajetória humana? Há liberdade ou não há? Há pleno determinismo ou não há? E o que aprendemos ali é que essas coisas se conjugam. Quanto mais progrede o espírito, a mais liberdade vai sendo convidado, porque também mais discernimento vai tendo no uso dessa liberdade. Quanto mais a quem está na jornada do espírito, mais ele vai sendo conduzido ou pelo instinto ou pelo auxílio dos seus benfeitores. Mas tudo isso vai se conjugando na jornada. E muito do que nós chamamos de fatalidade, ah, é o destino, não são senão as consequências de atos de outrora ou escolhas previamente definidas por nós próprios antes de para cá retornarmos. Mas faz questão de frisar Kardec. Fatalidade pode existir pode existir quanto aos acontecimentos materiais, mas nunca haverá fatalidade quanto aos atos da vida moral. Ninguém será fatalmente impelido a fazer o bem ou mal, porque isso é a essência da liberdade e a base do progresso do ser. Quanto aos acontecimentos, pode sim existir um destino, como outrora concebíamos, algumas coisas pré-determinadas, mas muitas delas já serão o nosso livrearbítrio exercido antes da encarnação, como outras serão deliberações da lei divina, dos benfeitores a nosso benefício. Mas quanto aos atos da vida moral, permanece sempre em nós a possibilidade de atender ou não as tentações, de ceder ou não às sugestões infelizes, aos arrastamentos da matéria. É o quadro que se nos vai mostrando. E para além de tudo isso, dessa imensa jornada de ascensão, sempre ascendas, sempre nos convidando a subir, vamos vendo a distância no horizonte. E justamente por isso, algo que nos impele a avançar, o alvo da vida, aquilo de que Jesus trata, o reinado de Deus. A terra da promissão agora não mais um local físico, mas um estado de espírito projetado na imortalidade. O espírito puro, a plena comunhão com o nosso pai, a perfeita integração com as suas leis, o alvo da vida que se nos
gora não mais um local físico, mas um estado de espírito projetado na imortalidade. O espírito puro, a plena comunhão com o nosso pai, a perfeita integração com as suas leis, o alvo da vida que se nos desenha no horizonte e que nos cabe buscar com esforço, com luta, com sacrifício no processo, purificando-nos, alargando em nós o céu, abandonando os infernos de outrora do remorço, da culpa, do arrependimento. Como diria Emmanuel, o céu começa sempre em nós mesmos. E o inferno tem o tamanho da rebeldia de cada um. Vamos deixando para trás os infernos de outrora, alargando a expressão do céu em nós nessa jornada de glorificação do Espírito em busca de seu pai, em busca da plena fidelidade a Deus, o que é o próprio conceito do reinado de Deus na criatura. Esse o caminho infinito que se nos abre, o alvo da vida. a buscar como ele mais uma vez tão belamente vai nos descrever, Leon Deni no seu livro Depois da Morte, no capítulo de número 12, intitulado O alvo da vida, ele nos dirá: "Tal o mistério de Psique, a alma humana, mistério admirável entre todos". Aquele mesmo mistério de que Sócrates tratava, a alma transgravada em si mesma a lei dos seus destinos. Aprender a soletrar os seus preceitos, aprender a decifrar esse enigma. Eis a verdadeira ciência da vida. Então, o espiritismo, enquanto ciência que trata da origem e do destino de cada um de nós, nos gabarita a aprendermos a ciência da vida, por sua vez, que consiste em aprender a decifrar e soletrar os os preceitos e esse enigma dos nossos destinos, alinhando escolhas e decisões, o uso de nosso livre arbítrio, as leis eternas do Criador, gerando com isso mais e mais felicidade, mais e mais progresso e ascensão. Cada farrapo arrancado ao céu da ignorância que a cobre, cada faísca que adquire do foco supremo, cada conquista sobre si mesma, sobre suas paixões, sobre seus instintos egoísticos, permite-lhe uma alegria pura, uma satisfação íntima, tanto mais viva quanto maior for o trabalho executado. Então nós vamos nessa jornada
si mesma, sobre suas paixões, sobre seus instintos egoísticos, permite-lhe uma alegria pura, uma satisfação íntima, tanto mais viva quanto maior for o trabalho executado. Então nós vamos nessa jornada milenar arrancando cada vez mais os véus que nos impedem de ver aquilo que nos espera e vamos adquirindo mais e mais faíscas desse foco supremo que se acendem em nós, tornando-se claridade em nosso enxergar, em nosso caminhar rumo a nossa destinação. Eis aí, continua ele, o céu prometido aos nossos esforços. O céu não está longe de nós, mas sim conosco. Felicidades íntimas ou remorços pungentes. O homem traz nas profundezas do ser a própria grandeza ou a miséria consequente dos seus atos. Porque, como aprendemos também com o espiritismo, em nós, em nosso próprio veículo perespiritual, se nos apresenta a nossa glória ou a nossa miserabilidade. De modo que para adentrarmos naquele reino de que nos fala Jesus, no banquete, na festa do reino, não o poderemos fazer sem a túnica nupcial, que não é senão uma imagem do quê? do perespírito purificado, do ser que por séculos no esforço de aplicação do livre arbítrio, em conformidade com o evangelho, em conformidade com as leis divinas, vai se tornando tanto quanto possível puro, diáfano, desprendido da matéria e, por isso mesmo, habilitado a novas e mais sublimes percepções que por hora, nos são vedadas, dada a nossa condição espiritual e perespiritual. Porque o que nos dizem os benfeitores, meus amigos? Há belezas, há percepções, há faculdades, há vibrações que sequer por hora podemos conceber sem nos prepararmos para isso. Nesse esforço milenar, preparando o nosso próprio veículo para tais percepções, difícil é para eles até mesmo descrever-nos o que nos espera. chegam a dizer: "As vossas mais belas expressões de arte são para nós verdadeiros ruídos. As vossas mais altas concepções de beleza para nós raiam pela feiura, porque o que vos aguarda em termos de sensações, percepções, a glória divina é por hora inabordável. Mas sigam pelo caminho que foi aberto,
mais altas concepções de beleza para nós raiam pela feiura, porque o que vos aguarda em termos de sensações, percepções, a glória divina é por hora inabordável. Mas sigam pelo caminho que foi aberto, percorrido por Jesus, alargado pelo Espiritismo. Sigam por essa senda e estareis gradualmente preparando-vos para a grande festa, tecendo a túnica, não mais as moiras agora a tecernos o destino, a própria criatura a tecer o seu destino e a sua vestimenta para o ato último de glorificação nas esferas sublimadas. é o que vos espera. Avançai por essa senda e chegareis um dia a esse banquete. O próprio Emanu chegaria a dizer em todo o seu esforço de nos auxiliar a compreender melhor as lições de Jesus, ele diria: "Eu sou meramente um pregador de cartazes convidando para a festa do reino. convite no qual está lá trage necessário, né? Como vamos a uma festa, uma festividade, trage necessário. Pois bem, trage necessário, a túnica nocial, o espírito purificado e com isso o seu próprio veículo. É o que o Espiritismo nos ajuda a entender. Imagina só lermos essa parábola sem essa compreensão. Que história é essa de túnica? Qual sentido haveria nessa túnica não fosse isso que o Espiritismo nos traz? Pois bem, continua, Deni. As vozes harmoniosas ou severas que em si percebe são as intérpretes fiéis da grande lei, tanto mais potentes e imperiosas, quanto mais elevado ela estiver na escala dos aperfeiçoamentos infinitos. Quanto mais galgamos os degraus, com mais eloquência, com mais vigor, essa voz fala em nós, em nosso íntimo, convidando-nos a avançar, alertando-nos para a brevidade, a efemeridade de tudo aquilo que o mundo nos possa ofertar em comparação às glórias divinas, que são a destinação do espírito. Cada vez mais a voz do Cristo nos conclama com beleza, eloquência e vigor. Vem, meu irmão, vem, meu amigo, a grandeza da obra de nosso Pai. A alma é um mundo em que se confundem ainda sombras e claridades. Mundo cujo estudo atento faz-nos cair de surpresa em surpresa. Em seus recôndidos todas as potências
a grandeza da obra de nosso Pai. A alma é um mundo em que se confundem ainda sombras e claridades. Mundo cujo estudo atento faz-nos cair de surpresa em surpresa. Em seus recôndidos todas as potências estão em ger, esperando a hora da fecundação para se desdobrarem em feixes de luz. Por isso, na outra obra, O problema do ser, do destino e da dor, no capítulo já citado sobre a leis dos destinos, Leoninos trará uma frase sublime que encerra em si tanta reflexão. Ele diz: "Tua obra mais bela é tu mesmo". E a gente fica a pensar, de fato, o que há de mais belo na criação que um espírito iluminado? Alguém poderá dizer tal cachoeira, tal montanha, tal por pô do sol, tal estrela, tal planeta, tal sistema planetário, tal constelação, mas poderíamos contraargumentar. Tudo isso é de fato belo, porque é obra divina, mas é matéria. E um dia não mais existirá. Mas e o espírito? O espírito aí estará para sempre. e mais, cada vez mais belo, cada vez mais fulgente a atender ao grande imperativo da criação, estabelecido desde o princípio. E disse Deus: "Haja a luz e a luz se fará. Mas não lá fora, em nós, no brilhe a vossa luz, porque não há obra mais bela Cebar chuta, eu chegaria a dizer a obra prima do universo, o espírito que se constrói a si mesmo em harmonia com a vontade e os desígnios do Criador. À medida que ele se purifica o espírito ou a alma, suas percepções aumentam. Tudo o que nos encanta em seu estado presente, os dons do talento, os fugores do gênio, tudo isso nada é comparado ao que um dia adquirirá quando tiver atingido as supremas altitudes espirituais, quando tivermos efetivamente avançado em direção à sublimidade de nossos destinos. Por isso, recorrendo às palavras ainda desse grande apóstolo do Espiritismo, ele que tinha essa habilidade muito marcante em suas obras de ao final de cada capítulo sempre trazer assim uma espécie de síntese e culminância tão bela e em geral dirigindo-se diretamente ao seu leitor que trata por irmão. Ele nos diz na lei dos destinos:
s de ao final de cada capítulo sempre trazer assim uma espécie de síntese e culminância tão bela e em geral dirigindo-se diretamente ao seu leitor que trata por irmão. Ele nos diz na lei dos destinos: "Almas humanas que percorreis estas páginas, elevai os vossos pensamentos e resoluções à altura das tarefas que vos tocam, porque não nos enganemos também. Tamanho horizonte de compreensão não virá sem responsabilidades. Quem muito vê, quem muito consegue compreender desse alguém, muito será pedido. E se vemos tão clara e amplamente o destino que nos espera, quanto não nos caberá agora nos esforçarmos por concretizá-lo, por tornar o futuro o porvir o presente, por trazê-lo à nossa realidade, à concretude da nossa vida. Por isso nos convida Leão Denia a meditar na magnitude das tarefas que nos cabem e a levarmos a nossa resolução, a firmeza de nossa vontade à altura correspondente. As vias para o infinito abrem-se semeadas de maravilhas inexauríveis diante de vós. Paulo chegaria a dizer na sua primeira epístola aos Coríntios: "Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu e mente nenhuma imaginou o que Deus preparou à aqueles que o amam." Nós não temos ideia do que nos aguarda, meus amigos. E isso por si só nos deveria infundir tanta esperança, tanta força. Entendo um horizonte assim tão esperançoso, a par das sombras que ainda marcam o mundo, das nuvens que ainda encobrem a nossa visão. Se conseguirmos pelo sentimento e pelo pensamento subir além delas, há sempre a mesma estabilidade, a perpétua serenidade do universo sem fim. regido pelo amor de Deus, pela misericórdia da providência divina. Isso por si só nos infunde tanta esperança. As vias para o infinito abertas, as chaves em nossas mãos. Por que hesitar? Por que resistir? Por que duvidar? São as indagações que ficam de nós para nós mesmos. Porque o que nos podiam dar de recursos já nos deram. o Cristo e os seus prepóstos. A qualquer ponto que o voo vos leve, aí vos aguardam objetos de estudo com mananciais inesgotáveis de alegria e
mos. Porque o que nos podiam dar de recursos já nos deram. o Cristo e os seus prepóstos. A qualquer ponto que o voo vos leve, aí vos aguardam objetos de estudo com mananciais inesgotáveis de alegria e deslumbramentos de luz e beleza. Por toda parte e sempre horizontes inimagináveis suceder-seão aos horizontes percorridos. Porque o que nós vamos notando em nossa trajetória ainda tão singela, por mais estudemos um tema, por mais mergulhemos em nossas análises, estudos e esforços, o que notamos? Cada vez mais ou quanto ignoramos. Para cada tema profundamente estudado, surgem 10 outros que ignoramos quase que completamente. Por isso também já diziam os gregos: "Troco a todo tempo de minha vida tudo que sei pela metade do que não sei." Porque tudo que sabemos é efetivamente nada, quase nada diante do que temos por saber, por descobrir, por viver. Se quisermos avançar. Por isso diz Deni: "Horizontes inimagináveis suceder-seão aos horizontes já conhecidos. Tudo é beleza na obra divina. Reservado-vos está em vossa ascensão apreciar os inumáveis aspectos, risonhos ou terríveis, desde a flor delicada até os astros rutilantes. Assistir às eclosões dos mundos e das humanidades. Sentireis ao mesmo tempo desenvolver-se vossa compreensão das coisas celestiais e aumentar o vosso desejo ardente de penetrar em Deus, de vos mergulhardes nele, em sua luz, em seu amor. Em Deus, nossa origem, nossa essência, nossa vida, poderemos acrescentar nossa destinação. Da luz nascidos a luz destinados. É imensa jornada de ascensão. A inteligência humana não pode descrever os futuros que presente, as ascensões que entrevê. Nosso espírito encarcerado num corpo de argila, nos laços de um organismo perecível, não pode encontrar nele os recursos necessários para exprimir estes esplendores. A expressão ficará sempre a quem das realidades. Então ele conclui esse esse trecho dizendo-nos: "A alma em suas intuições profundas tem a sensação das coisas infinitas de que ela participa e à quais aspira. Seu destino é vivê-las e gozá-las cada
s. Então ele conclui esse esse trecho dizendo-nos: "A alma em suas intuições profundas tem a sensação das coisas infinitas de que ela participa e à quais aspira. Seu destino é vivê-las e gozá-las cada vez mais, mas em vão procuraria exprimi-las com o balbuciar da fraca linguagem humana. Debalde se esforçaria por traduzir as coisas eternas na linguagem da Terra. A palavra é impotente, mas a consciência envolvida percebe as radiações sutis da vida superior, dessa vida que nos chama, dessa vida que nos encanta, dessa vida que nos convida a avançar sempre mais. Por isso, meus amigos, ante essa ciência de nossos destinos, que nos tem ensinado a soletrar e a decifrar a ciência da própria vida, fazendo-nos compreender a grandiosidade e nossos destinos, por tergiversar, por resitar se o futuro nos acena com tanta beleza, luz e esperança? Exemplos não nos têm faltado daqueles que, de olhos voltados para o alvo, souberam superar toda e qualquer dificuldade, toda e qualquer luta, sempre confiantes nesse porvir, naquilo que ele nos traduz e naquilo que ele nos infunde, fé, esperança, amor. Façamos como Paulo que deixaria para nós esse registro. Alguém que tendo se perdido nos caminhos do mundo, poôde enfim contemplar naquele encontro em Damasco o futuro de todos nós. O Cristo, o que ele é, a árvore da vida que ele é, os frutos que oferta são em nós sementes de vida que nos cabe cultivar. E ao ver aquele relance do futuro de todo filho de Deus para nós expresso em Jesus, Paulo mais tarde chegaria a dizer na sua epístola aos Filipenses, capítulo 3, irmãos, não julgo que haja ainda alcançado, mas se tem uma coisa que faço é o seguinte: deixando para trás ou esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. O que Paulo quer nos dizer? Que Jesus, em verdade é um convite, vocação de Deus para todos nós. Jesus é a carta viva do Criador, dizendo-nos: "Temes quanto ao porvir?
vocação de Deus em Cristo Jesus. O que Paulo quer nos dizer? Que Jesus, em verdade é um convite, vocação de Deus para todos nós. Jesus é a carta viva do Criador, dizendo-nos: "Temes quanto ao porvir? Duvidas de minha assistência? Pois bem, veja o que é. a vossa destinação, em carne e osso, caminhando entre nós, em exemplo e em vida. Veja, contemplai a beleza dos vossos destinos, que mais tarde o espiritismo nos ajudaria a entender ainda mais belamente. Por isso como ele, aceitemos o convite da festa do reino, o convite de Deus em Jesus e avancemos de olhos voltados para o alvo em busca do prêmio reservado a todas as criaturas, não mais aqueles que não chegarão até lá, não mais sofrimentos eternos ou portas fechadas a todas as criaturas. Agora, seja qual for a sua condição, a ciência de nossos destinos, o Espiritismo nos diz: "Vem, meu filho, vem, meu irmão, nós te aguardamos para a glória da vida nas esferas superiores do Espírito, no encontro e na comunhão com Deus. A todos nós, portanto, muita luz e muita paz. E que esse convite, esse chamado aos nossos destinos possa repercutir e que, como Paulo, possamos trilhar a nossa jornada inspirados nessa esperança que nos dará forças, que nos dará estímulo para superar quaisquer desafios ou dificuldades que haveremos de encontrar. Que Jesus a todos nos abençoe. Saibamos saborear a alegria que o Espiritismo nos deu das certezas eternas de nossos destinos. Muita paz a todos.
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