Além do Agora #1 - "Ninguém entra duas vezes no mesmo rio"
Ninguém pode banhar-se duas vezes no mesmo rio. Por quê? Tudo está em constante mudança — essa é a essência do conceito de impermanência. Vivemos em busca do estável, permanente, mas a verdade é que a única certeza é a própria mudança. Como espíritos imortais em processo de evolução, reconhecer essa realidade e nos prepararmos para ela é um exercício diário — um aprendizado que começa agora e segue pela eternidade. A impermanência é o tema do primeiro episódio da série "Além do Agora" — um convite à reflexão sobre os temas que serão aprofundados no 13º Congresso Espírita do RS. Acompanhe e inscreva-se na maior confraternização espírita do Rio Grande do Sul: www.congressoespiritars.org.br
Um filósofo pré-socrático nascido em aproximadamente 500 anos antes de Cristo, de nome Heráclito de Éfeso, fez algumas considerações sobre este termo impermanência. Heráclito, esse filósofo, ele era filho de um rei de Éfeso, mas dizem que ele não tinha nenhuma ambição por poder e nem apegos materiais. Ele abdicou completamente da possibilidade de suceder o seu pai no trono. E Heráclito então formula, dentre vários pensamentos que deixou para a posteridade, um que é bem significativo com relação a este termo impermanência. Heráclito dizia o seguinte, que nenhum homem é capaz de banhar-se duas vezes no mesmo rio. Por quê? Porque quando nós vamos pela segunda vez ao rio, a água que está passando por esse estuário já não é mais a mesma na qual nós nos banhamos pela primeira vez. E outra, o próprio homem não é mais o mesmo quando ele entra nas águas desse rio por uma segunda oportunidade. Nós vamos mudando a nossa maneira de ver, de sentir, de agir sobre o mundo. A cada segundo, a cada momento, há sempre e sabemos uma revolução, uma transformação das nossas células no corpo, a nossa maneira de encarar, de observar o mundo. Então, a segunda vez que um homem entraria neste rio, ele não seria mais o mesmo da primeira oportunidade. Então, Heráclito vem nos esclarecer sobre esta fluidez da vida, das coisas que passam, que vão se sucedendo ao longo da nossa existência e que nós não temos controle sobre elas. Isto é uma questão bastante interessante. Esta nossa falta de controle sobre as coisas que se sucedem é da natureza. E nós vamos encontrar na própria doutrina espírita passagens, ensinamentos que levam a esta reflexão da impermanência. Quando nós encontramos lá na terceira parte de livro dos espíritos, quando fala da lei de destruição, os espíritos nos explicam que a destruição nada mais é do que um processo de transformação, de aperfeiçoamento, porque todas as coisas no universo estão num processo de desenvolvimento, de mudança. Nós próprios, os espíritos que estamos aqui encarnados, na questão 100 em
so de transformação, de aperfeiçoamento, porque todas as coisas no universo estão num processo de desenvolvimento, de mudança. Nós próprios, os espíritos que estamos aqui encarnados, na questão 100 em diante do livro dos espíritos, encontramos lá informações sobre a escala espírita ou escala dos espíritos e que vai nos mostrando a posição em que nós nos encontramos pela característica dos espíritos dentro daquelas classes que Kardec apresenta. Porém, a gente observa que é uma escala. Nós passamos de um degrau para o outro continuamente até chegarmos à condição que nós conhecemos de espíritos puros. Mas mesmo após a esta condição, o processo evolutivo continua. Nós não sabemos em que termos, mas a vida é uma constante progressão, desenvolvimento. Nós não temos controle sobre as coisas. É disso que falava Heráclito, é disso que a gente percebe no curso da nossa vida. E toda vez que a gente se põe a querer controlar determinadas situações, a gente está criando a possibilidade de passar por uma zona de conflito com a nossa com a natureza e trazendo a cada um de nós bastante desconforto ou sofrimento, porque a vida é assim. qualquer convite que nós aceitarmos para um passeio, toda vez que nós formos a este passeio por uma segunda, terceira vez, nós vamos encontrar num horário diferente do dia, uma condição especial do clima. Nós vamos nos deparar com outras circunstâncias que impeçam até mesmo que este passeio se dê por conta de movimentações na cidade. Nós aqui gaúchos, há pouco estávamos lembrando de um ano daquela catástrofe climática que levou a inundação da nossa cidade de Porto Alegre, de tantas outras cidades do interior. Quem de nós esperava que um determinado evento como esse iria acontecer? Como é que nós passaríamos por isso? E isto é que diz respeito à impermanência. Não há como nós mantermos sobre controle todas as coisas. Nem mesmo em relação a nós, à nossa vida, a nossa existência, as coisas vão fluindo. Nós, naturalmente, com o passar dos anos, vamos perdendo a nossa vitalidade.
termos sobre controle todas as coisas. Nem mesmo em relação a nós, à nossa vida, a nossa existência, as coisas vão fluindo. Nós, naturalmente, com o passar dos anos, vamos perdendo a nossa vitalidade. Hoje já somos outras pessoas diferentes do que éramos há anos atrás, do ponto de vista biológico, do ponto de vista da psicologia, da articulação das nossas ideias, da forma de nós vermos o mundo. Então, este é um processo de impermanência. Quanto mais tentamos segurar para que esse processo natural não se dê, nós acabamos sofrendo. A forma que nós precisamos encarar a vida é que ela nos entrega aquilo que nós precisamos a cada momento. Estar em equilíbrio com esta impermanência, procurando aceitar estas situações. na época do Cristo, a forma deles eh festejarem o que chamavam da festa, das tendas era bem interessante do ponto de vista desse argumento que estamos trazendo aqui sobre a impermanência. Na festa das tendas, os judeus armavam uma tenda fora da casa deles, ou na parte superior, quando não tinham telhado, era só uma uma plataforma na parte superior, armavam lá ou então no pátio e passavam durante todo esse período desses festejos das tendas ou do tabernáculo, como se eles vivessem sobrema limitação. de tudo. Por quê? Porque eles lembravam o período que o povo hebreu saiu do cativeiro do Egito até ao encontro da terra prometida. Foram 40 anos vivendo sob as condições mais difíceis, sem saber o seu destino. Então, nesse período, eles lembravam desses 40 anos dos hebreus no deserto. Pois esta festa das tendas também fazia lembrar ao homem que ele estava aqui nesse mundo de passagem, que nada pertencia a ele. casa, um dia não estariam mais na posse dela. As relações familiares também mudariam com tempo. No desencarne, na morte, eles dariam adeus aos seus familiares, a tudo aquilo que haviam conquistado. Então, era um período para lembrar que nós estamos aqui nesta vida de passagem, porque a vida é impermanente. E vejam, a nossa tentativa muitas vezes em relação às coisas às pessoas é de
conquistado. Então, era um período para lembrar que nós estamos aqui nesta vida de passagem, porque a vida é impermanente. E vejam, a nossa tentativa muitas vezes em relação às coisas às pessoas é de eternizar esse momento. A gente quer eternizar a nossa família, queremos eternizar os nossos compromissos sociais, queremos eternizar o nosso trabalho. E sempre quando alguma modificação ao longo da vida acontece, nós sofremos se tentamos nos apegar a essas situações. desencarne. Se estamos apegados às relações, ao status, nós sofremos. Se nós também perdemos os nossos bens por conta de uma contingência, também sofremos se estamos demais apegados. Agora, quando a nossa visão é a visão de um peregrino que está passando por esta vida e a vida vai oportunizando aprendizados e a gente vai se defrontando com cada vez situações novas e agradecendo por estas situações aparecerem, porque a gente sabe que na condução de tudo isso está Deus. Deus tem o seu tempo, as suas formas, a sua sabedoria para nos encaminhar no melhor desenvolvimento possível para todos nós. Então, meus queridos, a impermanência com base neste olhar desse filósofo Heráclito, que nós não nos banhamos no rio duas vezes da mesma forma, com os ensinamentos da doutrina espírita de que a destruição é um processo de transformação. Nós temos uma escala de progresso, a escala dos espíritos e uma própria lei específica moral que trata sobre isso, que é a lei de progresso. Então, nós precisamos aproveitar aquilo que o mundo tem nos oferecer dentro desta condição de vir a ser, de acontecer da sua forma, dentro dos seus ciclos, para que a gente retire as oportunidades de crescimento no campo intelecto e moral. A vida é impermanente. Não é interessante esse tema, esse assunto? Pois bem, estamos aqui para fazer um convite a você, a acompanhar, a estar conosco no 13º Congresso Espírita do Rio Grande do Sul, que acontecerá aqui na capital do nosso estado, de 17 a 19 de outubro, outubro, no salão de atos da PUC Rio Grande do
ocê, a acompanhar, a estar conosco no 13º Congresso Espírita do Rio Grande do Sul, que acontecerá aqui na capital do nosso estado, de 17 a 19 de outubro, outubro, no salão de atos da PUC Rio Grande do Sul. Estamos aqui esperando por vocês para tratar desse tema em permanência e também do tema geral do congresso, vida futura, permanência e mortalidade, à luz do do espiritismo. Nos encontramos lá.
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