Alberto Almeida – Além da dor… o crescimento e a iluminação do ser

Mansão do Caminho 15/03/2026 (há 1 semana) 56:30 3,842 visualizações 629 curtidas

Encerrando o ciclo de reflexões da conferência, Alberto Almeida apresenta uma mensagem de esperança e superação, mostrando como o ser humano pode transcender a dor e alcançar o crescimento espiritual e a iluminação interior. Seja membro deste canal e ajude a Mansão do Caminho: https://www.youtube.com/channel/UCwrG3IHZaEaFCHY1lXnPS9g/join Para assistir palestras inéditas e históricas do médium espírita Divaldo Franco, assine o http://www.espiritismoplay.com Para conhecer mais sobre as Obras Sociais Mansão do Caminho que atendem cerca de 5 mil pessoas gratuitamente por dia, acesse: http://www.mansaodocaminho.com.br Para adquirir livros mediúnicos de Divaldo Franco acesse http://www.livrarialeal.com.br Instagram: http://www.instagram.com/mansaodocaminho Facebook: http://www.facebook.com.br/mansaodocaminho Toda a renda com a venda de livros e assinaturas do EspiritismoPLAY é destinada às Obras Sociais Mansão do Caminho. Para doações: https://mansaodocaminho.com.br/como-ajudar/

Transcrição

Além da dor, o crescimento e a iluminação. Essa é a proposição reflexiva que vamos fazer neste momento aqui congratulando-nos com os amigos de caminhada, com os internautas que estão conectados pela rede mundial de computadores e por todos aqueles que estamos aqui presencialmente participando desse ágape. Por que dizer que a vida é triste, que o mundo é mera fantasia, felicidade não existe e que o amor é hipocrisia? Por que viver nesta amargura, maldizendo o amor de Deus? Por chorar só desventuras se existe luz nos olhos teus? A vida é bela, minha amiga, porque viver na solidão, se brilha o sol em teu caminho, faça feliz seu coração, semeando o amor onde há espinhos. Até a dor sabe sorrir e a ave presa vive a cantar. Por que você não vê sorrir e florir estrelas mil junto ao loar? A vida é bela, minha amiga. O entardecer e multicores deixa a saudade no horizonte. Entre os espinhos nascem flores e entre os amores murmura a fonte. Além da dor, o sol desponta. Além da noite o sol desponta. E a natureza se enternece. O amor de Deus é amor se encontra. Embala o mundo em doce prece. Foi o poema musicalizado por João Cabete, lhe dando, pós, segundo a tradição, uma visitação a uma amiga que estava colapsada na dor, no sofrimento. Somos artistas que muitas vezes t a dificuldade de fazer a articulação da oralidade, ele voltou e deixou o coração falar através da poesia que até hoje reverbera na perspectiva espírita que ele era e é até nos sensibilizando na atualidade para como lidar com esse fenômeno chamada dor. que Leon Deni coloca na sua obra fundante do seu pensamento o problema do ser, do destino e da dor. dor é sempre um enigma para a humanidade, a tal ponto de muitas vezes o olhar filosófico ou psicológico dizer que viver é sofrer. E a perspectiva de olhar o sofrimento ou a vida transforma-se na dor, porque a dor não encontra sentido. A pior dor é a dor que não tem sentido. É por isso que o espiritismo, como ciência que estuda os fatos, como filosofia que enseja reflexões acerca dos fatos

na dor, porque a dor não encontra sentido. A pior dor é a dor que não tem sentido. É por isso que o espiritismo, como ciência que estuda os fatos, como filosofia que enseja reflexões acerca dos fatos originados e como ética nos propõe um comportamento diferenciado, faz-nos olhar a dor a partir de uma luneta capaz de nos entretecer perspectivas diferentes daquelas. que analisam a vida sob a ótica de uma existência única. A doutrina espírita, portanto, não nos nega a dor, ao invés, interpreta e dá-lhe um significado e um sentido existencial que nos possibilita, portanto, viver a vida e poder desfrutá-la. É necessário, portanto, nos aproximarmos mais intensamente do pensamento espírita para podermos facear as dificuldades que emergem de todos os lados e de dentro de nós mesmos, desafiando-nos o viver. Porque viver é uma arte que nos convida a um processo de aprendizagem e de iluminação. Aqui aulá somos defrontados com comportamentos, escolhas que às vezes são tão infelizes que geram sofrimento, dor, causando-nos o impacto e muitas vezes nos eclipsando a tal ponto de desejarmos, por exemplo, não mais existir o espiritismo, mesmo para essas circunstâncias mais infelizes, aponta um olhar para o mais além, a fim de que a dor, mesmo quando ela represente uma escolha sadomasoquista, ela encontre, após as suas consequências um novo significado. E o ser que se dispôs a viver a vida nessa perspectiva de exaltação e de idolatração do sofrimento, possa entretecer novas reflexões, retirar novas conclusões e retomar o seu caminho. Não há dor que não possa experimentar um significado novo e a possibilidade de entretecer o relacionamento com este evento que nos causou desconforto, gerando-nos crescimento interior. Flávio Brando Brandão, advogado paulista, fora chamado para resolver uma questão na Arábia Saudita. Um americano pertencente a uma empresa americana estabeleceu roubo. E nessa circunstância a pena é dramática, é tirar as mãos ou a mão, uma na primeira ocorrência. E como os advogados

Arábia Saudita. Um americano pertencente a uma empresa americana estabeleceu roubo. E nessa circunstância a pena é dramática, é tirar as mãos ou a mão, uma na primeira ocorrência. E como os advogados da empresa eram judeus, tinham problemas de acessibilidade naquela época, em termos de passaporte Arábia Saudita, a empresa brasileira foi chamada para resolver o problema. E Flávio foi ter com shake. Corta a mão, não corta a mão, corta a mão. Então ele propôs, mas pode aplicar anestesia? E o Sheik disse: "Não tem no corão, então pode". Flávio então, na negociação muito cuidadosa, disse: "Pode aplicar anestesia num centro cirúrgico?" E o Sheik já meio agastado porque cortar a mão em público para servir de exemplo, mas ele era norte-americano. Ah, qualquer coisa pode. E Flávio então chegou com seu cliente e disse: "Temos duas notícias. tradicionalmente sempre uma ruim, uma boa. A péssima é de que você vai cortar a mão. A boa é de que nós vamos chamar o melhor cirurgião da Califórnia para colocá-la no lugar depois que você se submeter à intervenção cirúrgica, tira a mão e coloca a mão. Essas são as escolhas que fazemos aqui a Cular, que geram consequências mediante a legislação de cada país. E a misericórdia divina é tão fabulosa, tão grandiosa, que proporciona a habilidade da construção dos anestésicos, dos analgésicos, dos equipamentos hoje farmacológicos que são capazes de poder de minimizar o sofrimento e da capacidade de curar com as mãos a cirurgia, nos ensejando, portanto, recuperar aquilo que muitas vezes pode parecer ser uma amputação definitiva com consequências dramáticas para sempre. Foi o que aconteceu com o cliente de Flávio. Tudo deu certo. A misericórdia divina, portanto, se expressa assim. E Paulo haveria de definir muito bem a questão do sofrimento e da dor ou do castigo e da do indulto, quando ele diz que a lei divina ela é colocada à disposição do ser, da alma, que na sua observação fala desfrutando do gozo que a lei divina proporciona. Quando você desfruta

castigo e da do indulto, quando ele diz que a lei divina ela é colocada à disposição do ser, da alma, que na sua observação fala desfrutando do gozo que a lei divina proporciona. Quando você desfruta da observação da lei de amor, tudo pode ser desfrute. Tomar um copo d'água, por exemplo, quando se está sequioso, é um desfrute a gente não considera muitas vezes, porque nunca viu um doente renal crônico ter administrado pelo seu médico a recomendação de que ele não pode tomar mais de um copo d'água ao longo do dia em função da insuficiência renal. Não conseguimos avaliar o que é o desfrute e o encanto de podermos nos recolher aqui, por exemplo, no Sul com uma manta, um paraense que vem com a sua esposa 19º é para bater os queixos. A manta é um desfrute que você precisa considerar. Aqueles que estão à rua às vezes lança a mão da bebida como mecanismo extremo para poder não sentir tanto sofrimento, que o frio e regelante pode inclusive levá-lo à morte. Nós não consideramos alguns desfrutes que a própria organização física nos enseja a experimentar tão singelos como os nossos atos fisiológicos. Urinar, por exemplo, é um desfrute. A natureza fez um reservatório chamado bexiga. E ali nós assistimos uma palestra, outra, e depois levantamos porque há uma reserva agradável para receber a urina e depois fazemos a eliminação da urina. Eliminar a urina numa bexiga cheia é um desfrute. Alguém que temão de ventre, fazer a eliminação das escrescências fetais é um desfrute. Coisas tão simples que nós deixamos de avaliar o quão importante, significativo é observar as leis da natureza, respirar. Passando perto de um jardim, ter a capacidade a longos austos respirar as flores que estão ali postas, como as do divino na fala de Joana de Angeles e que nos perfumam a caminhada nos ensejando o desfrute ou silenciar a respiração por um momento e acelerar o passo na nossa caminhada, se é um bueiro e poder controlar Portanto, e selecionar o ambiente e evitar aquilo que é desconfortável e poder sorver aquilo que chega muito

ação por um momento e acelerar o passo na nossa caminhada, se é um bueiro e poder controlar Portanto, e selecionar o ambiente e evitar aquilo que é desconfortável e poder sorver aquilo que chega muito bem, observando a respiração, a lei da natureza que a consciência evoca. E nós podemos nos colocar nos ambientes confortavelmente, diferente das circunstâncias quando há a inobservação dessas leis. Segundo Paulo de Tarso, a divindade estabeleceu, portanto, que quando nós não observamos essas leis, as leis cósmicas, as leis naturais da vida, nós sentimos um desconforto que é a finalidade de generar, de gerar-nos um desgosto, convidando-nos a voltar a observá-la. É como alguém que vai com um carro de mão única e que deve ir na estrada bem posicionado. Se ele se bandear para um lado, ele corre o risco de ir para o meio fio. E o meio fio não é a estrada, traz alguns tremores, alguns desconfortos para o outro lado do mesmo jeito. E se ele insistir e não observar que o meio fio está lhe chamando atenção, ou nas autoestradas europeias, aonde há uma sinalização no meio fio, porque quando você vai, o carro treme, chamando atenção para que você volte. Se você não observar o meio frio e insistir levando o carro para além dele, você se acidenta. Assim poderíamos pedagogicamente comparar as leis de amor e a nossa observação delas. Se quisermos caminhar na estrada, vamos bem, seguindo as curvas, as subidas, as descidas. Mas se não observarmos essas leis, o movimento que a alma faz desarmônico gera-lhe um desgosto, um desconforto, que nós chamamos de dor. Porque a dor em si mesmo é apenas um fenômeno que nos chama a atenção, que nós temos que reitinerar a nossa caminhada. Se você calça o sapato, está em crescimento e você depois de algum tempo sente que ele está muito apertado, a dor de poder calçar um sapato que discretamente começa a anunciar que o seu pé cresceu, diz que você tem que trocar de sapato, porque o seu pé cresceu. Mas se você insistir, você já gera calos, você vai ter dificuldade de fazer

to que discretamente começa a anunciar que o seu pé cresceu, diz que você tem que trocar de sapato, porque o seu pé cresceu. Mas se você insistir, você já gera calos, você vai ter dificuldade de fazer a deambulação, você enfim vai sofrer assim. é a lei de amor. A observação dela nos inclina sempre ao uso fruto. A inobservância leva-nos a um desconforto. Esse desconforto nós podemos chamar de dor que insistentemente observada ou inobservada ou nos fixando nela para além daquilo que é o meio fio, nós vamos sofrer uns acidentes que nós chamamos de sofrimento. O corpo já faz isso no pé dentro do sapato, na roupa que fica apertada. O corpo já nos sinaliza quando a gente dá uma topada e sente dor, porque o ranceniano, não tendo a sensibilidade do dedo, ele arrebenta o dedo sem sentir que arrebentou o dedo e vai comprometendo a deambulação. dor de dar uma topada deve ser bendita, porque são os corpúsculos dolorosos, táteis, que fazem com que o sistema nervoso anuncie que você tem que caminhar observando a relação com o ambiente, assegurando, portanto, a sua integridade física. Quando uma bactéria entra, surge os anticorpos, os leucócitos para devorar aquela bactéria. E surge um desconforto. Surge ali uma empreitada para livrar você de algo que pode colocar em risco a sua saúde no processo infeccioso, bacteriano, viral, fúngigo. É o organismo nas suas defesas biológicas. A natureza é tão sábia e tão bela que nos dotou, do ponto de vista do ser, a forma de lidar com aqueles que caminham conosco, com o ambiente, conosco mesmo, através das leis de amor que observadas nos geram um mecanismo ecológico interno, externo, ambiental, social, capaz de nos subtrair os sofrimentos e as dores. Mas quando não observamos esses ingredientes que a própria natureza colocou no corpo, colocou nas emoções, todos nós temos a emoção de medo. A emoção de medo é uma emoção que nos gera o desconforto, mas nos subtrai de um risco que nos ameaça a existência. A raiva, agressividade é uma das formas que nós temos de reagir

mos a emoção de medo. A emoção de medo é uma emoção que nos gera o desconforto, mas nos subtrai de um risco que nos ameaça a existência. A raiva, agressividade é uma das formas que nós temos de reagir diante de algo que nos ameace a integridade física. Lidar com agressividade e com medo são mecanismos abençoados quando sabemos observar a agressividade e usá-la construtivamente. Mas se não sabemos, fazemos uso de uma agressividade destrutiva. Machucamos os outros, machucamos a nós mesmos. do medo. Nós corremos corremos o risco de fazer um processo fóbico e já entramos para além daquilo que é o meio fio e às vezes nós nos acidentamos, entramos na fobia, entramos numa síndrome de pânico ou entramos num comportamento impulsivo, brigamos na rua, em casa, quebramos as coisas, estamos fora de contexto na nossa ecologia interior e social, porque não estamos sabendo administrar a observação das leis de amor no campo das emoções. Todos temos medo porque a natureza nos colocou e nos dotou desse mecanismo de autoproteção, mas o medo ele precisa ter a sua funcionalidade. Se ele avança demasiadamente, ele causa prejuízo e nos prejudica. Eu mesmo gosto de compartilhar de que eu tenho um medo. Agora já não é mais medo, é receio de cachorro. Todas as vezes que eu vejo um cão, se ele é grande, o meu medo aumenta. Se ele é menor, eu sei que eu dou conta dele. Se for um pastor alemão, um pitbull, eu não passo nem perto. E onde eu vejo um animal na rua, se eu estiver trafegando fora de um carro ou de um com um outro eh algum outro ambiente de lo algum outro instrumento de locomoção, eu fico sempre muito atento aonde eu vou subir ou que eu vou pegar para me defender. E eu vivi uma experiência dessa para mostrar o quanto a natureza é sábia e coloca em toda a natureza os mecanismos de regulação na convivência entre os seres que Deus criou na sua criação monumental. Eu vi um cão que era um pastor alemão e eu fiquei absolutamente preocupado. Olhei, excepcionalmente a rua estava limpa, não tinha um pedaço de

entre os seres que Deus criou na sua criação monumental. Eu vi um cão que era um pastor alemão e eu fiquei absolutamente preocupado. Olhei, excepcionalmente a rua estava limpa, não tinha um pedaço de pau para que eu pudesse me armar com a minha agressividade positiva e fazer o enfrentamento, se fosse necessário. Nem onde subir, já que eu tenho a possibilidade de subir, não tinha nada. vi apenas um portão entreaberto e eu, então, o cachorro estava mais ou menos a uns 100 m, saí atravessando a rua na direção daquele portão, estudando o ambiente, mas eu notei que o cachorro me olhou e também me tirou através de um olhar diferenciado, porque uma orelha estava assim e a outra estava assim, tipo de filme de terror. Cachorro normal, ou tá assim, ou tá assim, assim é filme de terror. aumentou o medo. Eu fui acelerando o passo, ele também foi vindo na minha direção, atravessando a rua, porque ele tava do outro lado da rua como eu. Eu corri e nenhum corredor jamaicano me ganharia naquele dia. Ele correu, eu cheguei primeiro, o portão estava aberto, peguei o portão e fechei e veio com aquela boca que era desse tamanho, porque quem tem medo nunca vê as dimensões normais, sempre supradimensiona. Ele pulou na no aramado do portão. Eu segurei e tinha uma senhora com uma criança no colo e disse: "Moço, abre a porta que aqui é a casa do cachorro". O cachorro estava com medo de mim e eu estava com medo do cachorro. Ele um animal irracional, eu racional. E a minha velocidade no meu medo fez-me chegar primeiro que ele. E a senhora disse: "Abre a porta". Digo, "Mar conversa, minha senhora. Ele está com medo de mim e com medo o animal agride. Eu tive vontade de pular no colo dela. Tava com uma criança no colo para me proteger naturalmente. Eu fiquei tipo homem sombra atrás dela, bem coladinho, estudando o ambiente, esperando que o cachorro e eu nos acalmássemos. Então ela abriu o portão e o cachorro passou como uma lançadeira. E eu saí demonstrando a minha coragem. Coragem é a misericórdia divina.

do o ambiente, esperando que o cachorro e eu nos acalmássemos. Então ela abriu o portão e o cachorro passou como uma lançadeira. E eu saí demonstrando a minha coragem. Coragem é a misericórdia divina. Coloca-nos esses instrumentos do ponto de vista emocional, psicológico, para regular a nossa psiquê, o nosso desejo, o nosso pensamento. Deus nos deu mais de 20 recursos de autoproteção, psicologicamente falando, que vai da projeção, da identificação, da negação. São 21 recursos, segundo alguns autores, que o ser humano tem de de proteger das suas dores, dos desconfortos, dos conflitos dos quais ele pode estar inserido ou promover num relacionamento de interação psicológica com os outros ou com a vida. É tão magnífico isso que eles são inconscientes. Nós fazemos isso automaticamente, nos protegemos. E quando queremos crescer, ser conscientes na proposição de Joana de Angeles, nós temos que mergulhar muito profundamente, porque o mecanismo de autoproteção, ele tem um tempo de validade, depois ele começa a gerar desconforto, porque ele nos protege para que a gente descubra como lidar com aquele conteúdo e dê um salto de crescimento e de qualidade. Como alguém que está doente está numa cama. Não é desejável que a pessoa fica perenemente na cama. Lá pelas tantas ela vai precisar ser colocado na cadeira de roda. Mas a cadeira de roda não é desejável que seja a sua companheira perene. Se ele pode usar a muleta. Substituindo um mecanismo de defesa por outro. Nós vamos nos equilibrando, crescendo, nos desenvolvendo. Mas se ficamos fixado na cama, nós atrofiamos. Impedimos a nossa mobilidade, a nossa movimentação psicológica. Impedimos que possamos continuar num processo de crescimento grandioso, portentoso, volumoso, intenso, se nos acomodamos. Mas se somos capazes de fazer esse mergulho interno, nós vamos no caminho do autodescobrimento que Santo Agostínio propôs a Allan Kardec para descobrirmos quem nós somos e vamos substituindo esses mecanismos de autoproteção e vamos lidando melhor com a vida, nos

no caminho do autodescobrimento que Santo Agostínio propôs a Allan Kardec para descobrirmos quem nós somos e vamos substituindo esses mecanismos de autoproteção e vamos lidando melhor com a vida, nos tornando maiores que nós mesmos e fazendo interações mais ricas, mais formosas com Os outros. Somos capazes de interferir no nosso corpo e fazermos a prevenção de moléstia, de doenças. Coabitamos com vírus, bactérias, ah, os montes. Eu não sei se você sabe, 70% de você é água. Os outros tantos são os acréscimos feitos de bactérias, células, vírus, fungos que apitam-nos harmonicamente quando estamos na observação das leis regulares da vida. Mas se entramos num descompasso, num estresse, causamos um processo de baixa imunológica, aquelas entidades que estão na pele ou na boca ou que estão nos ganglos nervosos emergem e geram uma infecção na pele ou um herpóster em função de que houve um descompasso do indivíduo, alterou a sua imunidade e surge a dor como processo reflexivo para chamar a atenção. A finalidade da dor é sempre nos prospectar, sairmos dessa dimensão humanoide ou humana, mais precária, ainda muito primitiva, para um movimento mais grandioso e fazermos uma imersão na essência que somos para podermos preencher a existência em que estamos, nos beneficiando daquilo que é um traço de ligação entre o ego que regula nossa vida emocional e o self, o eu interior ou o espírito na sua essência que Allan Kardec definiria através do livro dos espíritos, ao perguntar os espíritos, que é um clarão, uma centelha etérea que nos habita, que é a nossa excelência, que é a nossa essência, que somos nós, mas essa desconexão da nossa essência para habitar uma humanidade nos restringindo a dimensão egóica faz-nos muito limitados. E a despeito de todos esses recursos que a natureza já nos embutiu de autoproteção, nós adoecemos e sentimos dor porque saímos do meio da estrada, vamos para o meio fio e cambismo na forma dramática. Quando cometemos o delito de acabar com alguém, de autoestminarmos, achando que

ção, nós adoecemos e sentimos dor porque saímos do meio da estrada, vamos para o meio fio e cambismo na forma dramática. Quando cometemos o delito de acabar com alguém, de autoestminarmos, achando que vamos resolver o problema matando a dor e matamos o corpo e não a dor, saímos da existência física e continuamos sofrendo. Agora, maximizado pelo tipo de intervenção que fizemos inadequadamente, o convite da dor é um mergulho profundo do ego no espírito imortal que somos, no Deus. Vós sois Deus e no Deus que somos. É por isso que Jesus não esteve acamado, doente, sofrendo com com enchaqueca, com algum tipo de moléstia, porque era um espírito alinhado com as leis de amor. É ele que nos disse que nós poderíamos fazer, segundo a tradição oral, o que ele fazia e poderíamos fazer muito mais, garantindo a nossa excelência de que somos filhos do divino, somos deuses com de pequenininho. E se nós ocuparmos esse lugar do Deus pequenininho, nós estaremos implicitamente observando as leis de amor. As leis de amor é um eterno convite à expansão da consciência, ao engrandecimento do ser, para que ele possa lidar com os desafios existenciais, não só para se subtrair ao sofrimento, mas sobretudo para se iluminar. A vida não foi feita para sofrermos. A vida foi feita para darmos um passo mais adiante e desfrutarmos da existência. A vida, ela é um eterno convite ao processo da planificação constante, ficar fixado na estreiteza das escolhas meramente humanas, negando a nossa transcendência, a nossa antecedência, o nosso futuro espiritual e colocarmos-nos como um ser que vai morrer. É tão pequeno que o próprio medo de morrer já nos faz sofrer. ar o envelhecimento, lidar muito mal com um achaque físico que todos temos, uma virose, por exemplo, que compareça, deixa-nos em pânico. Tudo isso porque a redução do olhar da existência a um ser egóico nos desconecta do espírito imortal que somos. Nós não somos seres humanos puro e simplesmente. Somos espíritos reencarnados, fazendo um pélo evolutivo,

a redução do olhar da existência a um ser egóico nos desconecta do espírito imortal que somos. Nós não somos seres humanos puro e simplesmente. Somos espíritos reencarnados, fazendo um pélo evolutivo, caminhando para no seu processo de ascensão, assegurar na cocriação com o divino, operar a magnífica experiência de poder através das potências que Leon propõe se transformar atualizadas em possibilidades maiores que fazem-nos seres mais harmonios com a lei, mais harmonios com as células, com esse lago que é a terra, que é o nosso próprio corpo que habitamos circunstancialmente. fazem-nos honrar a família, o relacionamento a dois, os filhos, fazem-nos crescer a cada dia para sermos um pouco melhores enquanto pais, enquanto mães, enquanto filhos, enquanto netos, enquanto avós, a partir do olhar dos conflitos. Os conflitos em si mesmos não são negativos, eles são convites a que você dê um salto de qualidade. São experiências para que você se torne um pouco maior e melhor para poder desfrutar a vida de um novo lugar. Um pintinho quando rompe a casca, causando, portanto, essa disupção, ele não está o fazendo para simplesmente sofrer, ao contrário, ele está rompendo para poder ter um outro tipo de vida. A borboleta quando deixa o casulo e portentosa se mostra antes lagarta, ela nos fala, portanto, dessas instâncias que vão se sucedendo de crescimento. Não temos como que tentar apressar que um pintinho nasça rompendo a casca. Não temos como tirar de uma borboleta, rompendo-lhe ali o casulo para que ela logo possa emergir. Não conseguiremos deixar de fazer uma violência se empurramos um filho para um passo que ele não dá conta de dar. Ou um esposo, uma esposa que nos seus limites não consegue ainda vislumbrar algo que está muito além do próximo passo imediato que deve estabelecer. Se forçamos, nós corremos o risco de colocá-lo para fora da estrada, para fora do meio fio e jogarmos no barranco. lidar, portanto, com ser humano, aprender que os conflitos são experiências limitantes de alguém que na

orremos o risco de colocá-lo para fora da estrada, para fora do meio fio e jogarmos no barranco. lidar, portanto, com ser humano, aprender que os conflitos são experiências limitantes de alguém que na relação com você precisa ser acolhido, para que a partir de um processo compreensivo possamos fazer as intervenções adequadas de modo a que a relação se enriqueça. é o chamado que o espiritismo os faz quando nos convida a sairmos um pouco do ego e, portanto, do egoísmo, da egolatria, do egocentrismo para essa postura mais altaneira, no sentido do olhar mais magnânimo, mais virtuoso, mais iluminativo, não para ser melhor do que o outro, para ser melhor que si mesmo, e interagindo com o outro de uma forma mais consonante, sinérgica, convergente, porque um conflito que pode resultar em crescimento, ele pode resultar em desgraça. Quantas desgraças t surgido nesses dias, seja porque eu forço demais, seja porque eu abandono. É necessário, portanto, nestas horas alinharmos o nosso pensamento, a nossa emoção, a nossa biologia, as nossas funções todas com as leis de amor. Porque quando a alma faz um falso movimento na fala de Paulo de Tarso, o apóstolo, ela se desconecta e ela ao se desconectar sofre, sente dor. e sente dor como chamamento para que ela aumente o sapato. Sente dor para que ela possa fazer uma nova movimentação que esteja mais integrada positivamente, harmônica naquele grupo social, no seu corpo físico, ou então lidando com os espíritos imortais, porque a nossa relação com a vida faz-nos ter conexões espirituais mal sãs. E quando nós observamos as leis, aqueles que não nos amam, aqueles que foram lesados por nós outrora e que nos cobram regamente moeda, a moeda, que nós deixamos pendentes, nós temos a possibilidade, a escolha de fazer um pagamento pelo pelo trabalho e não pelo atrapalho, pelo sofrimento. disse-me certa vez um espírito e que nós conversávamos num diálogo difícil e ele muito odioso. E a depois de um tanto de conversa, a meia voz, ele baixou o tom

o e não pelo atrapalho, pelo sofrimento. disse-me certa vez um espírito e que nós conversávamos num diálogo difícil e ele muito odioso. E a depois de um tanto de conversa, a meia voz, ele baixou o tom da voz e disse: "A cada criança que tu atendes, tu ficas mais distante de mim". Aquela fala para mim foi muito importante porque fazíamos um atendimento especialmente numa uma comunidade carenciada e as crianças eram meu objeto central do trabalho no atendimento médico. E a gente não tem a noção o quanto aquilo representa um benefício para você. Porque quem ama é que se beneficia do amor. Quem faz a caridade é que se engrandece. O outro pode até nem aproveitar. E o quanto aquilo tem repercussões biológicas, você fica mais harmônico emocionalmente, você fica mais centrado. O seu pensamento alinhado com a caridade faz conexões espirituais positivas. Você se desconecta daqueles que querem empurrá-lo para fora da estrada e você vai naquilo que está pautado para sua encarnação, avançando, avançando e vencendo. Às vezes, essas pendências de outrora com escolhas infelizes, elas geram processos dolorosos, expiatórios, que são dramáticos, porque há vários tipos de dores. Dores dos missionários. A dor de um Cristo na cruz, diz o Espírito emano, é inabordável para o nossa, ps para o nosso estudo psicológico. Jesus está tão além que nós não conseguimos compreender que tipo de experiência ele teve. Nós nos fixamos na dor física e se o filme tem muito sangramento, tem muito chicote, aí nos toca mais, porque nós ainda estamos muito na objetividade. Não conseguimos compreender a sublimidade, a transcendência, a dor dos mártires. é diferente das dores, daqueles que estão repetindo lições, que saíram da estrada e capotaram e agora retornam à trajetória, mas o carro físico traz as alterações da capotagem da existência anterior. Então, eu quando estava recém formado, conheci o seu Miguel. Seu Miguel era um cidadão extraordinário, um amigo que curiosamente se chamava Queimal, não tinha nada a ver com o nome, mas ele

anterior. Então, eu quando estava recém formado, conheci o seu Miguel. Seu Miguel era um cidadão extraordinário, um amigo que curiosamente se chamava Queimal, não tinha nada a ver com o nome, mas ele chamava-se Queimal. Disse: "Aberto, eu vou te levar para ver o seu Miguel". Eu disse: "Que é o seu Miguel?" Não, eu queria que fizesse um atendimento para ele. E nós fomos na comunidade miserável, de acesso difícil. E quando ele entrou num num barraco, a entrada do barraco, tinha uma senhora com o o cotovelo centrado na janela, olhando pro horizonte, não nos cumprimentou. Ele cumprimentou, eu também, mas ela não deu a mínima para nós. Nós entramos, eram dois compartimentos pequenos. No segundo estava o seu Miguel. No primeiro tinha alguém deitado numa rede e lá em São Miguel ele começou a falar bem alto: "Seu Miguel, eu trouxe o médico, é o Alberto". Aí ele se virou para mim, disse assim: "Eu tô dizendo isso porque o senhor Miguel não se queixa, então eu tô dizendo que tu é médico, senão ele não vai se queixar e não vai dizer o que ele tá precisando." E aí nós começamos a conversar com o senor Miguel. Foi uma das primeiras consultas que eu fazia de recém informado e quase que eu desisto de fazer medicina de tão incompetente que eu me senti. Porque o seu Miguel tinha tudo, era um ranceniano que tinha perdido os dedos porque o rato comera ali. E eu tive a oportunidade de ver alguns deles transitando livremente ao largo da sua casinhola. Seu Miguel tinha Elisipela. Falava da Elizipela. Mas falava também de que Elisepela foi decorrente de que ele se coçava. E ele se coçava porque tinha diabetes e como ele não enxergava direito, ele não dava conta de que a coçadura dele feria com a sensibilidade comprometida pela ranceníase, aquilo infeccionava. O que mais, Seu Miguel? Eu tenho pressão alta. O que mais, seu Miguel? Verme. Aí começou a descrever os sintomas da verminose. O que mais, seu Miguel? Falta de ar. Quando chove, Belém é uma cidade do dilúvio. Chove quase todos os dias,

essão alta. O que mais, seu Miguel? Verme. Aí começou a descrever os sintomas da verminose. O que mais, seu Miguel? Falta de ar. Quando chove, Belém é uma cidade do dilúvio. Chove quase todos os dias, sobretudo a metade do ano. E quando chove fica muito úmido. E eu tenho asma. O que mais, seu Miguel? Eu falando bem alto porque ele não escutava. Eu digo: "O que é que você acha desse de tudo isso?" E ele disse assim: "É quando começou há 5 anos atrás esse sofrimento?" Sofrimento não. Aí ele não queria dizer que tudo aquilo que era um tratado de dores e sofrimentos e era dor. Ele não queria dizer que era sofrimento. A resignação do seu Miguel era extraordinária. Deitado na cama, sem uma perna, sem os dedos do outro pé, que o rato comera, sem enxergar, sem ouvir direito, com falta de verminose, pressão alta. Erizipela, ele não queria dizer que estava sofrendo. E ele disse: "É, 5 anos, últimos anos, quando surgisse sofrimento". Aí não encontrou uma outra palavra, ele continuou. Então eu tenho estado preocupado porque eu preciso cuidar da minha família, porque a minha esposa esquizofrênica era aquela que tava assim na janela, olhando por horizonte, perdida de si mesma. E a minha filha, que tá com câncer, era que tava deitada na rede, que viera para casa para morrer em casa. E a que cuidava da casa, que era uma enfermeira, morreu atropelada. Então, há 5 anos tinha acontecido o acidente. Seu Miguel preocupado em manter a família. Seu Miguel era dessas pessoas que quando a gente chegava no centro espírita, depois eu fui me interando, né, reclamando daquilo, uma dor de coluna, uma dor de cabeça, seu joanete, levava reclamando de tudo, levava a fazer uma visita no seu Miguel, largava o seu Miguel lá, depois a pessoa saia curada. Seu Miguel era mais do que um médico, porque ele tinha tanto sofrimento e ele era um hino de louvor à vida, não de louvor ao sofrimento, que ele tentava negar relativamente. Seu Miguel era alguém espírita e as pessoas quando visitavam o seu Miguel saiu envergonhadas de si mesmo.

ra um hino de louvor à vida, não de louvor ao sofrimento, que ele tentava negar relativamente. Seu Miguel era alguém espírita e as pessoas quando visitavam o seu Miguel saiu envergonhadas de si mesmo. Não que nós devamos fazer essa comparação de tal modo a que possamos negar a nossa dor. Não é essa a proposição. Mas às vezes nós superrelativizamos a nossa dor, superdimensionamos o nosso sofrimento, não olhamos como os espíritos disseram Allan Kardec para baixo para percebermos que tem pessoas que estão em desafios tão grandes de que os nossos são dignos, mas nós não fomos esquecidos da divindade. Tem outros. Seu Miguel era que todo mundo queria ir visitar no serviço assistencial espírita da União Espírita Paraense. Todo mundo queria atender o seu Miguel. Não era que entender o seu Miguel, era se atender, porque chegava lá, conversava com o seu Miguel e saía rejuvenecido. Seu Miguel era uma borboleta que saiu do casulo misérrimo, idoso. Ele tinha uma grande propriedade além dessas que eu citei no campo da virtude do evangelho. Ele era pai Sandu, que é um time extraordinário de Belém do Pará. Ele era pai sandu e eu dizia: "Senor Miguel, o senhor é extraordinário. O senhor é pai sandu pai sandu apanhava, mas ele continuava. Até nisso seu Miguel era bom, resignado com a derrota do pai Sandu, que era o time que às vezes não ganhava. A alegria do seu Miguel, o espiritismo nos ensina que a vida não nos economiza desafios. Nós não idolotramos de sofrimentos, mas também não negamos os sofrimentos, porque a dor vem para nos ensinar. Se a gente acolhe para aprender com ela, ela vai. Nós não precisamos ficar fixado em dor nenhuma. Nós não somos masoquistas, nem sadistas para fazer os outros sofrer. Nós somos espíritos que viemos para olhar o caminho do meio, caminhar na estrada e não desviarmos em falsos movimentos das da alma para um lado, para o outro e discrepando da inobservância das leis de amor e nos refugiando na vingança, no sofrimento da do cultivo de uma culpabilidade tóxica,

armos em falsos movimentos das da alma para um lado, para o outro e discrepando da inobservância das leis de amor e nos refugiando na vingança, no sofrimento da do cultivo de uma culpabilidade tóxica, de um ressentimento pertino, a histórias que doeram e que nós precisamos olhar, ressignificar, aprender e seguir adiante. Porque o ser, a finalidade do ser é esse processo iluminativo, inevitável, segundo a lei do progresso. Então, o espiritismo vem e diz que tá tudo certo. Outro dia eu estava atendendo uma companheira na nossa instituição, o Jardim das Oliveiras, e ela tava trazendo, vejam quanto, quantos desafios, o esposo autista, o primeiro filho autista, depois os filhos gêmeos, autistas e um quartozinho veio normal do ponto de vista daquilo que é a síndrome, porque o autismo não é uma doença, é uma neurodivergência, é uma atipia. Mas aqueles filhos que ela tinham tinham comorbidades. E eu olhei aquela mulher e dei-me conta o quanto a vida ela nos convida à solidariedade e à fraternidade. O quanto como mãe, ela se desdobra, acolhendo o esposo, que era nível um de suporte, mas atendendo as filhas, que era precarizada, que precisava do atendimento para sair desse estado mais difícil do espectro autista e ganhar uma nova performance, tratando as comorbidades e poder viver na sua atipia normal que é chamada a viver com as suas diferenças. Olhando para ela, ficava me colocando no lugar dela ou dele perguntando como é que eu daria conta de poder. É que Deus coloca você no lugar certo. Não tem fardo superior às forças. E a nossa encarnação, ela está no enquadramento de que tá tudo certo. Uma vez eu atendia uma esposa de um colega também, ambos era da área de saúde, ela era médica, ele era dentista. O primeiro filho nasceu surdo, o segundo nasceu surdo, o terceiro nasceu surdo e ela engravidou do quarto. Quando engravidou do quarto, sem nenhuma exceção dos profissionais que ela consultou, sugeriram que ela fizesse aborto. Ela disse: "Eu estudei, Dr. Alberto, não tem nenhuma tara e eu sou católica, eu

Quando engravidou do quarto, sem nenhuma exceção dos profissionais que ela consultou, sugeriram que ela fizesse aborto. Ela disse: "Eu estudei, Dr. Alberto, não tem nenhuma tara e eu sou católica, eu sou cristã. Eu e o meu esposo decidimos por levar a gestação até a termo e era essin quarto que tinha o ouvido de tísico. Não só ouvia muito bem, mas era o suporte dos três irmãos. Mais tarde, com o tempo, os irmãos, com a deficiência auditiva e com as dificuldades familiares, repousavam no suporte daquele quarto filho, que era, portanto, o filho que não trouxe nenhuma perturbação sensorial, gracioso, alegre. Eu atendi quando ele era bem pequeno. Há bem pouco encontrei ele no ambulatório. Ele se identificou porque ele me reconheceu. Não reconheci, tinha crescido. Digo, mas como estamos nos reencontrando? Te procurei tanto porque eu queria inseri-lo numa obra que eu tava escrevendo sobre a concepção, o respeito à criança desde a concepção. E eu queria introduzir essa situação porque eu achei admirável a posição dos pais dele e não consegui. Agora eu reencontrava. Ele me atualizando as notícias acerca dos irmãos que ele tutelara. A vida faz tudo certo, meus amigos. Não tem dor a mais se nós não aumentarmos essa dor. E não tem desafios dolorosos a menos se nós necessitamos das consequências dos nossos atos que advém. Mas se nós sabemos lidar mesmo com essas encrencas do passado, com as encrencas do presente, como vi uma senhora me interpelando sobre o objetivo da vida e ela dizia para mim o quanto era difícil compreender a vida. mostrava a irmã e a irmã formosa, com seus rostinho bonitinho e tudo, mas quando eu fui examiná-la, ela era uma chaga só. Numa tentativa suicida, em função de um drama afetivo, passional, ela tirou álcool e fogo. A parceria fugiu e ela foi tomada pelo fogo. Foi pra UTI, os médicos desenganaram, fez insuficiência renal, eh eh queemadura de terceiro grau. E ela então essazinha com o olhinho, com a a fisionomia como se fosse de uma santa, me disse assim:

o. Foi pra UTI, os médicos desenganaram, fez insuficiência renal, eh eh queemadura de terceiro grau. E ela então essazinha com o olhinho, com a a fisionomia como se fosse de uma santa, me disse assim: "Doutor Alberto, eu fui para um lugar tenebroso, era como se fosse um terminal. Eu olhava e via tudo escuridão e ouvia gemidos. Eu sabia que eu ia para ali. Eu me ajoelhei e pedi a santa de que eu sou devota católica. Maria, Maria de Nazaré, consagrada em Belém do Pará. E eu orei disse: "Me deu uma chance de voltar". Ela voltou, ficava em coma porque as dores eram muito grandes, como induzido com os anestésicos, tinha recebido mais de duas dezenas de cirurgias plásticas para liberar os braços, liberar as pernas e ela dizia da alegria dela de viver. com manga comprida, apenas descoberto o rosto, voltou a viver uma intervenção superior diante de uma má escolha. Quem a mão da pessoa que roubou na Arábia, Deus dando uma nova oportunidade, porque Deus é o supremo amor e a suprema misericórdia. Mesmo quando seus filhos são peraltas e faz escolhas infelizes, não há nenhuma tentativa de coibir esses filhos com maldade, punição, castigo, a não ser ademoestações. Mas a demonstrações é deixar que os filhos recebam as próprias consequências para despertar, como diria Paulo. É esse ser misericordioso que coloca uma mãe do lado, que coloca um anestésico do lado, coloca um comprimido do lado e coloca uma cadeira para que a pessoa possa se locomover, já que tem uma paralisia. Às vezes coloca um anjo tutelar que veio porque foi cúmplice daquela dor gerada. Às vezes não porque foi alguém que por amor escolheu ajudar o ente amado e renasce como mãe, pai para receber aquele espírito e ajudá-lo de volta ao bom caminho. Esses primeiros reclamam, os segundos não dizem nada, só abençoam. Então o espiritismo vem nesses dias, caríssimos amigos, nos convidar a fazer esse grande salto de qualidade interno, para além do ego mergulharmos no Cristo interno, no timma na tradição indiana, no Buda interno na tradição budista,

ias, caríssimos amigos, nos convidar a fazer esse grande salto de qualidade interno, para além do ego mergulharmos no Cristo interno, no timma na tradição indiana, no Buda interno na tradição budista, para desfrutarmos da possibilidade de retomarmos a existência de um lugar aonde a dor seja um convite ao despertamento, aonde o sofrimento é apenas o caminho de volta que alguém faz. Nós na Associação Médica Espírita do Pará vibramos com sobre seis esquizofrênicos graves resistentes à terapêutica medicamentosa. Foi o trabalho de um ano nas reuniões de desobsessão gravados tinham o objetivo de estudos científicos. seis pessoas. No final do trabalho, nós tínhamos a clara conclusão de que Deus era amor. Porque a cada comunicação que se dava, vibrávamos nominalmente por cada pessoa. Nós entretecíamos ver as atrocidades cometidas. eram reencarnações sucessivas de malquerença. Às vezes era tão difícil as comunicações que no final vinha um espírito amigo, às vezes vinculado à aquele que era estava sendo atendido para nos consolar, para falar de Deus, para mostrar, como disse-me um, finalmente eu estou vendo o meu irmão voltar desde a Grécia antiga. repetidas vezes nós reencarnamos juntos e ele faz escolhas infelizes. Mas agora ele está voltando e ele se emocionou e começou a chorar o espírito. E nós todos chorávamos porque era um homem que estávamos vibrando, cuja história era uma história dantesca que causa asco. Mas o irmão do lugar de fraternidade, de amor, nos convidava a compaixão. A compaixão, como diz Mei mei alma irmã, não me censures. Oferto-te experiência e renovação através daqueles que são os teus irmãos do caminho, que amam, sofrem e aprendem para que tu te movas ao sol da compaixão. Venho ofertar-te também a clareza do peso que há na culpa e da leveza que há no perdão. Sobretudo, sou eu que revelo a grandeza do amor à luz da compreensão. Não me condenes. Venho em nome de Deus. Sou dor. A mensagem de Memei por Chico é a dor falando aos corações sofridos, convidando-nos a um olhar de

u que revelo a grandeza do amor à luz da compreensão. Não me condenes. Venho em nome de Deus. Sou dor. A mensagem de Memei por Chico é a dor falando aos corações sofridos, convidando-nos a um olhar de autoacolhimento e de héteroacolhimento para que a vida possa ser mais leve, para que o perdão seja libertador, para que a doença possa ser depurativa e para que o ser humano avance na prevenção para além do tratamento, parecer este homem crístico que vai se estabelecendo aos poucos, ou seja, que seja cristão, cristão hoje, porque Cristo, Cristo só, muito mais lá adiante. Então, quando Cabete visita a amiga e volta sensível espírita que era e faz essa poesia através da qual nós deixamos a guisa de reflexão de todos. A noite sempre é o prenúncio de uma aurora que se segue. E por isso ele diz: "A vida é bela, minha amiga?" Por que dizer que a vida é triste, que o mundo é uma fantasia, de que felicidade não existe, de que o amor é hipocrisia? Por que viver nesta amargura e mal dizendo o amor de Deus? Por que chorar só desventura se existe luz nos olhos teus? A vida é bela, minha amiga, porque viver na solidão, se brilha o sol em teu caminho, faça feliz seu coração, semeando o amor onde há espinhos. Até a dor sabe sorrir e a ave presa vive a cantar. Porque você não vê florir estrelas mil junto ao? A vida é bela, minha amiga. O entardecer em multicores deixa a saudade no horizonte. Entre espinhos nascem flores e entre os amores murmura a fonte. Além da noite o sol desponta e a natureza se enternece. O amor de Deus é amor sem conta. Embala o mundo em doce prece. A vida é bela, minha amiga. A vida é bela, meus amigos. Gratidão.

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