A reparação | Victor Hugo

Mansão do Caminho 01/09/2025 (há 6 meses) 1:06:38 4,867 visualizações 733 curtidas

📍 72ª Semana Espírita de Vitória da Conquista – Tema central: Justiça Divina Victor Hugo apresenta reflexões sobre a reparação como instrumento de justiça e evolução moral, mostrando caminhos para o resgate espiritual e a harmonia com as leis divinas. 📅 29/08 a 07/09/2025 📍 Centro de Convenções Divaldo Franco – Vitória da Conquista, Bahia #SemanaEspírita #JustiçaDivina #Espiritismo #PalestraEspírita #Reparação #VictorHugo #TVMansãoDoCaminho #VitóriaDaConquista #DoutrinaEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Boa noite a todos e a todas. É uma alegria, um privilégio estarmos aqui paraa gente poder prar um pouquinho a respeito do nosso amado evangelho. E diante dessas vibrações tão boas, só gostaria de rogar, Jesus, se tiver condições, dá uma ajudinha pro nosso coração, nos inspire o pensamento, que os corações amigos, essa gente boa do mundo maior possa estar juntinho de nós. Paulo, Estevão, Abigail, Chico, Lívia, Alion, Bezerra, Eurípedes, quem tiver de plantão, vai ser uma alegria a gente contar com inspiração para que seja um instante bem nutritivo e a gente saia daqui um pouquinho mais alimentado pela sua graça, pela sua bênção. Eu gostaria de reforçar quanto vitória da conquista. Para mim já é um ambiente especial, não só por causa dos corações amigos que aqui a gente encontra. Já um privilégio poder ver carinhas, que os nossos olhos já se sentem confortáveis de sentir a amizade. Mas também hoje quando eu cheguei e vim aqui pela manhã, eu entrei lá naquela salinha VIP, né? Chique até. E aí eu pedi, falei: "Nossa, tô numa vontade de comer pão de queijo". E aí o pessoal, né, maravilhosamente surgiu lá com os pão de queijo. E a gente sabe que fora de Minas Gerais a gente tem que ir com muito cuidado, porque apesar da vontade ser tanta, a gente sabe que nem sempre as pessoas conseguem produzir uma experiência pelo menos semelhante. E o pão de queijo tava tão bom, mas tão bom, mas tão bom, que nem parecia daqui assim. Eu falei: "Nu, rapaz, pensa num trem ajeitado. Foi esse pão de queijo de manhã cedo assim tava chegando varado de fome, vem na hora boa e tudo mais. Mas brincadeiras à parte, é só pra gente expressar o quanto essa cidade, né, nos traz alegria e é uma honra a gente estar aqui. Hoje nós iremos conversar sobre reparação. E o primeiro ponto que nós gostaríamos de abordar é lembrarmos daquilo que os espíritos vão nos trazer. a respeito da lei divina. O pensamento de Deus estabelece no universo, na criação, uma medida de equilíbrio. Toda lei divina trabalha para o equilíbrio.

rarmos daquilo que os espíritos vão nos trazer. a respeito da lei divina. O pensamento de Deus estabelece no universo, na criação, uma medida de equilíbrio. Toda lei divina trabalha para o equilíbrio. E quando nós pensamos em equilíbrio, nós estamos falando da condição ideal para a paz. Deus, em todos os seus movimentos divinos trabalhará em favor da paz, a ser sustentada no coração dos espíritos, a ser sustentada nas relações. Mas é justo pensarmos que essa medida de equilíbrio no campo das relações, ela vai ter um nome chamada reciprocidade. O grande ideal divino. E se nós olharmos nos mundos celestes, é isso que se configura as relações. é que o contato entre os corações se dê de forma recíproca, porque a reciprocidade é a medida da justiça perfeita, aonde as almas que se encontram mutuamente se fazem bem. O equilíbrio estabelece o nível de saúde para esse contato tal que aqueles que compartilham desse vínculo saem sempre mais nutridos, mais amparados, saem melhores. Irmãs do Fô no livro Amorosidade, ela vai nos ajudar a pensar nessa questão da reciprocidade. Ela vai dizer assim: "Na vida de relação, a reciprocidade é o caminho seguro para o amor." Então, no contato com os outros, é a partir dessa reciprocidade que o espírito descobre o amor na sua afeição mais suprema. Porque veja, todos nós que já vivemos relações que não são recíprocas, dá para entender direitinho o que não é o amor. O que não é o amor. A reciprocidade pode ser simbolizada por uma balança em cujos pratos é depositado tudo aquilo que cada um oferece para nutrir o convívio. Então, representa reciprocidade, sobretudo nas altitudes da evolução, uma disposição muito grande de duas almas para viverem de forma justa. para viverem de forma equilibrada. interesse, cumidade, respeito, atenção e carinho e vários outros ingredientes de cuidado múlto são a fonte vitalizadora da alegria e do bem-estar na relação. É muito bonito a gente ver essa descrição de irmãs do F. Por meio da reciprocidade, temos a nítida sensação de

redientes de cuidado múlto são a fonte vitalizadora da alegria e do bem-estar na relação. É muito bonito a gente ver essa descrição de irmãs do F. Por meio da reciprocidade, temos a nítida sensação de pertencimento, de que somos amados, protegidos e respeitados, experimentando um estado enriquecedor de nutrição afetiva. Dá, nossa, dá até vontade, né, de de estar numa relação desse tipo, desse patamar, porque a gente experimenta pertencimento, a sensação de ser amado, protegido, respeitado, de estar plenamente nutrido. E aí ela continua: "Pessoas recíprocas correspondem-se moral, emocionalmente, espiritualmente e energeticamente. Isso é o grande ideal divino. Isso quer dizer, nos mundos celestes, depois que você zera o jogo, o nível das relações é só saudável. O nível das relações segue apenas esse paradigma. Todo mundo que convive um com o outro, na sua beleza infinita, consegue experimentar daquilo que o amor tem de mais excelente, daquilo que o amor tem de mais lindo. Só que esse é o ideal dos espíritos puros. Esse é o ideal de quem já zerou o jogo, de quem já construiu dentro de si determinadas referências de afeto. Porque quando nós vamos olhar paraa nossa trajetória, talvez não seja bem assim. Hoje nós falamos de relações tóxicas. relações lesivas. Porque vejamos, é natural do processo evolutivo que nós não só caminhemos da simplicidade, ignorância para perfeição moral, mas que nós caminhemos da infantilidade psicológica espiritual para um amadurecimento. Existe uma trajetória que precisa ser construída. O apóstolo Paulo bem vai dizer em uma das suas cartas sobre essa criança espiritual que é convidada a uma jornada de amadurecimento e criança, convenhamos nós, faz bagunça. Criança faz bagunça. Eu me lembro de uma experiência falando de bagunça, um assim, peço liberdade porque eu fiquei na casa do Barreto o ano passado, acho que foi em março, acho que foi aconteceu isso em março mesmo. A gente tava tomando café da manhã e a Cris, a Santa Cris, ela tinha feito,

erdade porque eu fiquei na casa do Barreto o ano passado, acho que foi em março, acho que foi aconteceu isso em março mesmo. A gente tava tomando café da manhã e a Cris, a Santa Cris, ela tinha feito, acho que era uma vitamina, um suco, alguma coisa. E ela foi, salvo engano, ela tinha servido a gente e tal, e o Barreto foi tomar. Pensa na cena. Ele deu uma esbarradinha no copo, aquela bagunça em cima da mesa. Na hora que eu vi o copo, né, assim, entornando, eu pensei: "Nossa, Cris do céu, Deus te abençoe". assim, porque se fosse lá em casa, a minha mãe possivelmente teria tido uns métodos bem amorosos para mostrar que a gente cometeu um erro e tudo mais, tinha feito bagunça. Mas aconteceu uma cena muito curiosa, porque o Barreto se movimentou para limpa, querendo, né, limpar. Ela falou assim: "Não, pode deixar, eu limpo". Na hora que ela falou aquilo, eu pensei assim: "Que espírito que é esse? Que nível de evolução é essa?" Porque a grande questão é espírito de terceira ordem. E aí eu não tô falando mais do Barreto, era só para dar o exemplo em si da bagunça. Mas espírito de terceira ordem tem uma característica. a gente poderia dizer, é um espírito infantil, imaturo, que tem uma disposição de fazer bagunça muito grande, uma disposição de desorganizar imensa, imensa. E é um coração que na sua jornada evolutiva vai sendo chamado a esse processo de amadurecimento. Porque no início, no ideal da justiça divina, primeiro, pensemos, todas as vezes que a gente faz uma bagunça, que um espírito de terceira ordem faz uma bagunça, normalmente quem limpa primeiro não é ele, porque ele nem tem dimensão do que ele tá fazendo. Ele nem sabe a extensão daquilo que ele tá tomando, das decisões que ele tá fazendo. É só você olhar para Jesus quando na culminância da crucificação, ele vai fazer aquela prece. Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. O que que Jesus está considerando? Senhor, a as minhas crianças não têm noção da bagunça que elas acabaram de fazer aqui. Não tem dimensão do quão lesivo

Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. O que que Jesus está considerando? Senhor, a as minhas crianças não têm noção da bagunça que elas acabaram de fazer aqui. Não tem dimensão do quão lesivo representa isso que acabou de acontecer. Então, a prece do Cristo é: "Eu vou começar a limpar, pai". Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. Como se Jesus tivesse dizendo assim: "Olha, pega leve, não existe maturidade. E Jesus está diante daquela desordem criando um ponto de recomeço. O Cristo está propondo um ponto de reorganização. Porque se até aquele instante a infantilidade tinha sido presente no coração humano, ele erguia de forma profunda um novo norte aos corações. Era um ponto de limpeza, era uma marca de maturidade psicológica e espiritual do Cristo. Porque qualquer um de nós, talvez nas mesmas condições, tivesse apresentado uma reação um pouquinho diferente. um pouquinho diferente. É típico então do espírito de terceira ordem. muitas vezes ele fazia bagunça e inicialmente nem nem ter condições daquilo que ele havia feito, daquilo que ele havia produzido. ele precisar de um determinado tempo para digerir e para dar conta do quão aquilo ali lhe prejudicou. Porque nós podemos pensar que antes da bagunça externa existe uma bagunça interna. Existe uma bagunça interna e é essa bagunça interna que a gente gostaria de tratar na noite de hoje. Porque as experiências que muitas vezes nós temos de insucesso, de desequilíbrio, elas não só desorganizam fora, mas sobretudo nos desorganizam. dentro e a nossa estrutura psicológica fica altamente danificada, porque todo desequilíbrio, todo desequilíbrio tem a ver com a negação de uma necessidade psicológica da nossa alma. Todos nós, na nossa sede de afeto, na nossa sede de amor, nós desejamos proteção, reconhecimento, pertencimento, segurança, aceitação, cuidado. São necessidades que vibram no nosso psiquismo e o amor no ápice do seu equilíbrio oferece um banquete divino para que esse coração se nutra. Só que determinados tipos de movimento

aceitação, cuidado. São necessidades que vibram no nosso psiquismo e o amor no ápice do seu equilíbrio oferece um banquete divino para que esse coração se nutra. Só que determinados tipos de movimento que nós fazemos, que estão relacionados às faltas que nós cometemos, a bagunça de fora que nós produzimos, eles vão causar determinadas feridas, que são negligências dessas necessidades que o nosso psiquismo tem. Necessidades que o nosso psiquismo nunca vai abandonar, porque são condições ideais pro desenvolvimento espiritual. Nós podemos pensar nesse sentido num coração que para nós é muito significativo, o nosso querido Paulo de Tarso, o nosso querido Paulo de Tarso. que por parte da transformação espiritual, há também marcas de um desenvolvimento psicológico notório no coração do convertido de Damasco. Jesus estava atento a a que aquele coração estava tão necessitado. Porque se você olhar para essa obra aqui, quando o Emanu vai narrar, vai descrevê-lo, a gente fica com uma impressão interessante. Para quem é mais jovem, é como se Paulo fosse um hetterotop, um playboy. Tudo bem? Essa é a impressão que a gente fica, o Cadu, né, para, enfim, para aqueles que conhecem a a Lara, OK, né? Aí alguém fez assim, então tá tudo certo. Deu para entender? Quem não entendeu, desculpa. É porque já conhece a obra, então tá OK. Mas o que que Emanuel vai falar do apóstolo Paulo? Ele tinha um corpo bem escultural, o shape dele tava em dia. Era alguém assim que andava bem alinhado, uma preocupação excessiva com a aparência dele e era um coração extremamente orgulhoso. Não parece um heterotópio assim? Eu acho que dá para fazer uma aproximação, apesar de que no campo dos relacionamentos ele era bem mais responsável em si do que os nossos heterotóps de hoje em dia. Enfim, mas ali Emanuel vai trazer à tona aquele coração que era um coração infantil. Era um coração infantil, porque ele tava rodeado de pessoas, mas ele foi descobrindo com o tempo que ele não tinha amigo nenhum. A necessidade de pertencimento dele era

ão que era um coração infantil. Era um coração infantil, porque ele tava rodeado de pessoas, mas ele foi descobrindo com o tempo que ele não tinha amigo nenhum. A necessidade de pertencimento dele era tão grande, era tão grande, porque quanto mais poder ele tinha, menos ele se sentia conectado com as pessoas. pertencimento, uma necessidade natural que todos nós temos, porque o ideal das relações dele não era os afetos, não era uma busca pela reciprocidade sincera, mas era um cultivo dos interesses, porque para ele, naquele instante era muito, mas muito importante estar ocupando autos postos dentro da sociedade. E ele não tava preocupado com as pessoas. Ele não tava preocupado com as pessoas. Então, toda todo esse cenário que ele vai construindo em torno dos próprios passos de não pertencimento, de exibicionismo, de fanatismo, aonde ele deixa de abrir espaço para os outros, vai construindo um clima de insegurança muito grande, porque essa necessidade de autoafirmação diante dos outros outros para mostrar a força, quem ele era. Falava de um coração inconstante, frágil, desejoso de paz e que estava totalmente desencontrado de si mesmo. A nossa irmã, a irmã se for, ela vai falar dos carentes crônicos no livro também amorosidade. Os carentes crônicos de afeto são espíritos com sinais graves de abandono e dor que se perderam no caminho do crescimento pessoal e não conseguem sentir a frequência curativa do amor. perderam a capacidade de autonutrição, de sentir o amor dos outros, de se estabilizar, de se adaptar às relações de trocas maduras e compensadoras. ausentaram-se de uma relação digna com as leis da abundância do Criador e preferiram o lamentável encanto do egoísmo enlouquecedor. Surge então a carência afetiva, a falta do ser divino que se é desde a criação. E ela vai considerar para esse coração esvaziado, existe um sintoma muito comum na sua vida, a chamada mágoa. É um espírito que se ressente de tudo, porque tudo fere. Um coração vazio que se relaciona é um coração

siderar para esse coração esvaziado, existe um sintoma muito comum na sua vida, a chamada mágoa. É um espírito que se ressente de tudo, porque tudo fere. Um coração vazio que se relaciona é um coração normalmente que demanda demais, que exige demais, que impõe demais. E é um coração que vai ter dificuldade em reconhecer a si e os outros. É um coração que vai ter dificuldade de cuidar de si e dos outros. é um coração que não vai conseguir sentir-se seguro. E nesse processo, a mágoa vai ser um reflexo natural de um espírito que parece que é sempre carrasquento. Aonde chega tá esbarrando nas pessoas. As relações, elas não são fluidas, elas não são construtivas. Às vezes elas vão tomando esse caráter muito mais aflitivo. É o que tava acontecendo com o nosso querido Paulo, porque infelizmente ele estava construindo um poço de solidão para si mesmo. Porque embora aplaudido pelos seus, embora materialmente bastante avantajado, nós tínhamos ali um coração esvaziado, um coração esvaziado, de tal forma que ele sentia uma inveja, uma inveja dos cristãos. Ele queria ter algo que os cristãos tinham, que era uma serenidade, uma paz. Porque aquela altura os cristãos estavam trabalhando pertencimento, segurança, aceitação. Esse conjunto de necessidades psicológicas nas relações cristãs daqueles corações estavam muito bem atendidos. eram almas que procuravam uma fraternidade muito grande. E o amor, quando ele existe oferece descanso pra alma. É um repouso bom. É aquele lugar que a gente se sente totalmente em paz. Totalmente em paz. E a vida, de certa forma vai nos chamando a atenção, porque as nossas dores, as nossas dores que muitas vezes emergem da alma podem representar apelos de necessidades não atendidas que o nosso psiquismo, em alguma medida tem precisado tanto. Então, se a gente for dialogar com o nosso mundo interior, às vezes o coração tá desejoso de alguma necessidade, tá precisando ser atendido em alguma dessas necessidades, quando não muito. E que a gente vai se distanciando de si mesmo, construindo o

interior, às vezes o coração tá desejoso de alguma necessidade, tá precisando ser atendido em alguma dessas necessidades, quando não muito. E que a gente vai se distanciando de si mesmo, construindo o que a irmã se vai chamar de autoabandono. A gente não tem várias necessidades na alma. Paulo estava nesse instante. Veja, nós estamos caminhando até aqui dentro de uma perspectiva aonde nós queremos tratar daquilo que Allan Kardec está propondo no Código Penal da Vida Futura. Quando vai falar da reparação, nós queremos tratar numa perspectiva interna, numa perspectiva da alma, do coração. Porque existem dois tipos de reparação. Existe a bagunça de fora que precisa ser corrigida, mas existe a bagunça de dentro que precisa ser corrigida. É o que Kardec vai dizer, porque ele vai falar assim: "A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem se havia feito o mal. Quem não repara os seus erros numa existência por fraqueza ou má vontade, achar-se há numa existência ulterior, ou seja, posterior, em contato com as mesmas pessoas que de si tiveram queixas e em condições voluntariamente escolhidas. de modo a demonstrar-lhe reconhecimento e fazer-lhe tanto bem quanto mal lhes tenha feito. Então, o que que Kardec tá considerando? A o primeiro tipo de reparação. Se você prejudicou alguém, a bagunça ainda de fora ainda permanece, porque você feriu, o outro se comprometeu também, a bagunça ainda tá posta. O que é necessário? que exista uma reorganização entre esses dois componentes. Mas Kardec não só fica nessa bagunça de fora, que gera o duplo comprometimento, ele diz: "Nem todas as faltas acarretam prejuízo direto e efetivo." Em tais casos, a reparação se opera fazendo o que deveria se o que deveria fazer e foi descurado. Cumprir os deveres desprezados, as missões não preenchidas. Então, a alma que fez movimentos degenerativos, ela vai para precisar fazer movimentos regenerativos ou reparadores. Esse processo que é mais interno, porque é como se não tivesse mais a ver com o outro.

ão, a alma que fez movimentos degenerativos, ela vai para precisar fazer movimentos regenerativos ou reparadores. Esse processo que é mais interno, porque é como se não tivesse mais a ver com o outro. É o que aconteceu. No caso que falamos de Jesus, não existia da parte dele um comprometimento com a gente, porque ele, o movimento feito por ele foi um movimento equilibrado, um movimento saudável de um coração maduro. não teve comprometimento, o que oferece livre passagem ao coração dele. Mas a grande questão é para todos nós que nos equivocamos naquela hora, gerou uma turbulência e uma bagunça interna. E desses movimentos desorganizadores que a gente provocou a si mesmos, cumpre agora fazer todo o bem que a gente poderia ter feito. Ou seja, entender aonde foi os pontos que de ausência, os pontos lesados para que a alma possa se restabelecer. É uma jornada autocurativa, é uma jornada autaradora que Kardec está propondo aqui e que, por sinal, o lema fora da caridade na nossa salvação, a gente poderia reescrevê-lo como: "Fora caridade não existe equilíbrio psíquico. Fora da caridade, não existe saúde mental, porque vai sendo essa caridade o movimento essencial do psiquismo de reorganização da própria vida interior, aonde a gente volta para reavaliar essas necessidades que a nossa alma tinha. em alguma medida, ela vai precisar agora construir percursos de nutrição, caminhos de correção. Por isso, pensando nos três passos, arrependimento, expiação e reparação, a gente poderia pensar em três etapas dessa cura. O arrependimento como o auto encontro, o momento que o espírito olha para si e consegue propor um caminho de reconciliação, um momento que ele consegue olhar para si e propor um momento de reencontro, porque às vezes aquela turbulência, aquela marca na alma, ela deixa ali uma ferida. que gera um barulho interno muito grande. Então, olhar para essa dor, a expiação, poderíamos tomar nesse caso, como sendo um percurso de autoresponsabilização. Eu preciso olhar, propor esse acolhimento pessoal

um barulho interno muito grande. Então, olhar para essa dor, a expiação, poderíamos tomar nesse caso, como sendo um percurso de autoresponsabilização. Eu preciso olhar, propor esse acolhimento pessoal e sentir responsável pela minha história, pelo meu destino. momento que a gente se dispõe a um nível de presença diante das dores da alma, que talvez aquilo que Paulo de Táo não tenha se dado conta, mas que a vida foi pedindo para ele, porque tava muito barulho mesmo no deserto as portas de Damasco. E foi no meio daquelas aflições crescentes que o Cristo propõe a ele. Essa trajetória, essa trajetória pessoal para chegar e culminar num passo que é o da autotransformação. Porque a reparação, em outras palavras, é o momento que esse espírito assume a disposição de produzir um movimento diferente, de realizar um caminho diferente. E a abertura do coração paulino, ela foi se dando de forma gradativa, porque existiu uma certa insegurança. E é muito lindo porque a primeira coisa que ele se sente quando Jesus o visita é um sentimento de afeto. Alguém que estava sendo amado. E aquilo ali mexe tanto com a alma dele. Se sentir amado, que gera um impacto tão grande no coração que antes dele se dar conta que ele estava conversando com Jesus, ele podia sentir paz. Porque o afeto quando é real, o espírito sente, independente do nível de familiaridade, a priori, porque o amor ele tem essa capacidade expansiva. Então, ele se sente profundamente amado. E aí ele começa a revisar os seus atos quando Jesus se identifica. e fala: "Olha, Saulo, eu sou Jesus. Sabe aquilo que você tá perseguindo? Sabe aquela criança que tá assim, fez um monte de bagunça?" E aí o pai, né? Chega depois ou a mãe vai olhar para ela e pergunto assim: "Meu filho, o que que tá acontecendo? Que que te levou a fazer isso tudo? Por que você tá desse jeito? A pergunta de Jesus, Saulo, Saulo, por que você me persegue? É uma pergunta de alguém levando a consideração do próprio caminho, esse reencontro profundo para um caminho de

or que você tá desse jeito? A pergunta de Jesus, Saulo, Saulo, por que você me persegue? É uma pergunta de alguém levando a consideração do próprio caminho, esse reencontro profundo para um caminho de autorresponsabilidade. E aí Jesus propõe uma coisa para ele que é fantástica. No meio de todas as cogitações íntimas, Jesus diz para ele: "Não recalcitres contra o aguilhão". Porque observemos todas as vezes que a justiça divina nos visita, é para nos empurrar paraa frente. E todo coração adoecido vai receber esses empurrõezinhos divinos. Só que para quem tá com a alma machucada, tudo dói. Tudo dói. O aguilhão, que é uma experiência comum da vida, se torna um elemento de sofrimento, porque coloca a gente em contato com aquilo que às vezes a gente até então tava fugindo. Pensemos aqui numa parábola muito curiosa, parábola dos dois irmãos, dos dois filhos ou do pai amoroso, como a gente queira chamar. Lucas capítulo 15. Todo mundo sabe a história do filho pródigo. Acho que de cor salteado. Beleza, mas vamos olhar pro filho mais velho, porque parece o filho certinho. Parece o filho certinho. Não faz nada de errado, tá sempre assim, né? sempre dentro do time, beleza? Mas tem algumas coisas que nos chamam atenção psicologicamente nesse filho e que talvez falem de um coração que se sente empurrado por um aguilhão. Porque quando as experiências da vida vêm, elas nos tocam de alguma forma. E normalmente quando o coração tá machucado, essas feridas sobressaem. O filho mais velho, depois que o irmão volta, ele tava no campo e aí ele escuta música. tava uma festa, uma resenha boa e tal, por parte do pai, ele não tava entendendo o que que tava acontecendo. E aí ele chama, não o pai, não o irmão, ele chama um dos servos e pergunta: "Oi, pera aí, que palhaçada que é essa que tá acontecendo aqui?" E o servo disse: "Veio o teu irmão e teu pai matou o bezerro cevado porque recebeu são e salvo. O que que aconteceu? Em que ponta aquele filho foi tocado?" Observemos o que o que o evangelista

aqui?" E o servo disse: "Veio o teu irmão e teu pai matou o bezerro cevado porque recebeu são e salvo. O que que aconteceu? Em que ponta aquele filho foi tocado?" Observemos o que o que o evangelista narra da fala de Jesus. Mas ele se indignou e não queria entrar. Ele ficou o quê? emburrado. Só que o que que o pai vai fazer? Se o filho não quer pertencer, que que o pai faz? vai oferecer condições de pertencimento e saindo o pai estava com ele. Olha que interessante isso, porque às vezes quando os filhos emburram, às vezes o pai toma uma postura que é assim, emburrou, vai ficar, você que venha. E aí até parece assim razoável de tipo assim, o outro precisa se resolver, mas não seria, e Jesus tá propondo isso, mais saudável, um diálogo nisso? Quantos de nós às vezes, e aí eu posso me incluir, porque eu emburrava bastante e aí dava umas zebras, porque eu me punia até no poder mais nessas horas. Eu era assim, difícil de lidar. Pensa numa pessoa, ainda sou. Jesus o sabe, mas quando criança pensa em alguém cabeça dura e o não doía de um jeito assim absurdo, absurdo. E meu pai e minha mãe deixava eu no quarto. Quer ficar emburrado? Fica. Só que o quão não teria sido talvez mais saudável chegar para essa criança que não tava ainda letrada emocionalmente ou nem tinha dimensão do quão era importante cuidar dos próprios sentimentos, o qual não seria importante chegar para essa criança e falar: "Meu filho, vamos conversar, vamos estabelecer uma ponte. O que que tá acontecendo? Uma das coisas que na terapia eu comecei a fazer o movimento foi de buscar esse Vítor criança, esse Víor que emburrava, porque aquela postura lesiva, ela se tornou um padrão. Que aí eu comecei a entender, falei: "Gente, olha, nessa situação aqui eu também emburrei e nessa outra também". E quando a gente vai se dando conta, esses movimentos lesivos que a gente faz, que às vezes tem a ver com a nossa história espiritual, com o nosso tipo psíquico, eles tendem a se repetir. E buscar-nos interiormente para

i se dando conta, esses movimentos lesivos que a gente faz, que às vezes tem a ver com a nossa história espiritual, com o nosso tipo psíquico, eles tendem a se repetir. E buscar-nos interiormente para reorganizar é fundamental, porque eu não preciso com 26 anos agora fechar a cara pras pessoas e ficar igual criança emburrada. quando não é atendida em algum desejo. Só que é curioso porque mesmo adultos às vezes a gente tá lidando com pessoas que emburra, que quando não é do jeito delas, acabou. Você não precisa contar com ela mais de jeito nenhum. Além dela não ajudar, ela ainda ora para dar errado. Só porque ela não tá. Veja que tipo de necessidade a nossa alma tem apresentado que não tem sido atendida. Para que a gente sustente posturas tão imaturas? O que que o nosso coração tá demandando tanto? Porque nós estamos aqui no filho que ficou dentro de casa, o mais velho. Então o pai volta para ele e os dois vão conversar. Aí o filho diz assim: "Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento e nunca me destes um cabrito, um cabritim para alegrar-me com os meus amigos. vindo, porém, esse teu filho, parece que não é mais irmão, que desperdiçou a tua fazenda com prostituta, você vai e mata o bezerro cevado. Pelo amor de Deus, o cara se envolve por causa do job e você faz festa. Não é possível. Tem um probleminha aí. Mas pensa aqui comigo, qual que é o problema dele? Eu sempre fiz tudo certo. Será que é um coração que se sente suficiente ou é um coração que tá caminhando a vida toda para provar que merece ser amado? Por que que a primeira coisa que ele quis mostrar foi que ele nunca tinha desrespeitado, ele tinha sido obediente em todas as situações. Qual necessidade psicológica que ele tá requerindo aqui? Reconhecimento. Reconhecimento no fundo. No fundo é um coração que tá querendo ser reconhecido. Mas por quê? Que ausência é essa? Por que que a alma tá tão doente assim? A ponto de que tem que ter alguma coisa externa, materializada, bem forte, para

é um coração que tá querendo ser reconhecido. Mas por quê? Que ausência é essa? Por que que a alma tá tão doente assim? A ponto de que tem que ter alguma coisa externa, materializada, bem forte, para que isso em alguma medida fique bem claro? Que nível de insegurança que tá cacionando esse coração que tá mostrando, olha, eu faço tudo e você não me ama. Pensa num coração carente que tá pedindo esse lugar de afeto, de carinho, de aconchego. Porque se a gente for olhar uns pros outros, no fundo, no fundo, os as nossas imaturidades, as nossas infantilidades falam desse desejo de afeto que a gente traz na alma e que se apresenta de muitas formas, mas que no fundo é um coração que tá com sede de amor. Tá com sede de amor. A Joana dees vai mostrar que um dos componentes centrais do ciúme, uma das nascentes do ciúme, tá tá relacionado à baixa autoestima. A criatura que não se reconhece digna de afeto, ela normalmente vai sentir ciúme, porque ela nunca vai se achar merecedora de receber. E quando alguém recebe e ela tá vendo o que ela queria e o outro tá recebendo, ela começa a demandar. Só que o ciumento tem uma coisa, ele nunca vai pedir, na maior parte das vezes ele vai cobrar. Não cobrar com as palavras, ele cobra normalmente com as atitudes. Porque emburrar normalmente é um jeito, esse se fechar de dizer assim: "É, eu queria receber afeto, eu queria receber amor e eu não recebi." Então, a alma vai movimentando-se, ela vai criando mecanismos de defesa, que no fundo é esse coração tentando lidar com a dor que Kardec vai nos ajudar a perceber. Enquanto você não entende que imperfeição te levou aquele sofrimento, a dor não acaba. Só que como a gente não consegue às vezes lidar com a dor, a gente arruma um mecanismo de defesa para tentar encobrir aquilo ali e a gente conseguir sobreviver emocionalmente porque tava doendo demais e a gente não conseguiu manifestar e resolver. E é tão saudável. Eu, nossa, pensa, gente, quando a minha irmã nasceu, que trabalheira, porque pensa numa pessoa ciumenta,

ente porque tava doendo demais e a gente não conseguiu manifestar e resolver. E é tão saudável. Eu, nossa, pensa, gente, quando a minha irmã nasceu, que trabalheira, porque pensa numa pessoa ciumenta, no rapaz, coitada dela, né? Graças a Deus que ela era bem mais evoluída do que eu. E aí ficou agora a bagunça para eu arrumar, porque ela tá em paz. Mas a questão é aprender a pedir. Olha, eu tenho necessidade de afeto. Gosto de conversar, gosto disso, gosto daquilo, vamos fazer isso, aquilo junto. Porque às vezes em relacionamentos afetivos, as pessoas ciumentas, elas passam a ser corações sangue suga, extremamente possessivos, pela dificuldade de pedir. E aí a possessividade vira uma cobrança indireta, porque aquele coração mostrando que ele quer afeta, mas da pior forma possível. Então esse filho aqui que tá incomodado por ele na cabeça dele, ele fez tudo. Ele fez tudo. Olha o nível de exigência que ele se colocou também. Eu não faço nada de errado. Eu mereço amor. Só que o afeto no plano divino não tem a ver com esse merecimento nosso. Você é amado e ponto. Não tá em negociação. O amor divino não tá em negociação. Se você deixar de fazer, acabou. Não, a justiça divina tem a ver com o meu destino, não com o amor divino. E é por isso que criar essa consciência estável não é fazer para ser amado, porque inconscientemente é um coração que às vezes vai estar cultivando dentro de si. Eu não sou digno de ser amado, então eu sempre vou ter que provar. E às vezes ele corre o risco de querer agradar para ocupar esse lugar dos afetos. E o que o pai vai mostrar para ele diante disso tudo é diferente. Filho, tu estás sempre comigo. Você pertence. Você pertence. Eu estou presente. Não existe ausência da minha parte e todas as minhas coisas são tuas. Porque foram as duas coisas que ele tava tipo assim: "Poxa, você é ausente na minha vida e você nunca me dá nada". E aí o pai tá mostrando, eu tô sempre presente e tudo que é meu é seu, um coração que tá sendo nutrido. Só que o último elemento,

o assim: "Poxa, você é ausente na minha vida e você nunca me dá nada". E aí o pai tá mostrando, eu tô sempre presente e tudo que é meu é seu, um coração que tá sendo nutrido. Só que o último elemento, mas era justo alegrarm-nos e regozijarmo-nos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, tinha se perdido e foi achado. Além desse olhar para consigo mesmo, ele estava sendo cuidado para que pudesse perceber esse outro, para que pudesse reconhecer esse outro no seu lugar de dignidade, numa jornada terapêutica fundamental, que tinha a ver com a reparação. Mas o aguilhão dele, qual que era aqui? convivência familiar, conviver com um outro coração. aguilhões da vida que o apóstolo Paulo ouviu Jesus proclamar. Experiências comuns por vezes, como Emmanuel vai dizer lá no livro Caminho, verdade e vida, no capítulo 150, um conjunto de experiências, um conjunto de experiências que tem por objetivo nos ajudar a trabalhar os nossos temas. as nossas necessidades afetivas que a gente traz na alma. Depois que Jesus propõe isso pro pro apóstolo Paulo, ele vai começar uma jornada, uma jornada profunda de autotransformação. Jesus antes de qualquer tarefa de fora, porque pensa no Paulo carente, fazendo a tarefa de divulgação do evangelho, resmungando, lamentando para Jesus. Ô Senhor, caminhei 100 km. Pensa nos escomungado, nos atribulado de Deus que não me escutou. Imagina no Paulo carente, que trabalheira que ia ser pro Estevão cuidar dele. Um coração desencontrado, o quanto ele ia demandar dos outros, sair brigando, querendo reafirmar o seu valor diante das pessoas. E o que que foi acontecendo com o apóstolo Paulo? Um percurso de educação interna. um percurso de educação interna que ele só entendeu isso depois de 7 anos, depois de 3 anos de deserto e 3 anos de trabalho anônimo em Tarso, porque teve que revisitar o coração e aquiietar, se reposicionar de novo na vida. E ele aprendeu isso sendo muito amado, porque o que Jesus fez com ele nesses 7 anos foi ofertar pessoas que tinham modelos

ue teve que revisitar o coração e aquiietar, se reposicionar de novo na vida. E ele aprendeu isso sendo muito amado, porque o que Jesus fez com ele nesses 7 anos foi ofertar pessoas que tinham modelos de amor saudável. Primeiro deles, Ananias, um coração saudável que o afeto transpirava esse equilíbrio psíquico. Coração que falou assim: "Olha, calma, Saulo, essa inquietação sua, porque ele já queria fazer alguma coisa". E o Ananias falou: "Calma, recolhe semente. Antes de plantar, todo semeador precisa ter semente. A gente precisa fazer a jornada reparadora para poder partir para esses contextos reparadores que a vida por vezes vai nos colocar muito mais nutrido, porque senão o nível de dar, o nível de possibilidade de dar errado é gigantesco." de ser a mesma coisa, mudar nada, nada, nada, nada. Dá errado a primeira vez. O Saulo não escuta, vai paraa sinagoga. E a primeira vez que Emanuel vai falar do homem velho. O que que é o homem velho? É aquele movimento destrutivo da alma se repetindo, aquele coração que não estava se enxergando novamente buscando o mesmo movimento. E Emanuel fala que a partir daquele instante ele entraria numa jornada de renúncias. Porque veja, o equilíbrio é o a condição ideal. Se você tá acima ou se você tá abaixo, você vai ter que equilibrar. Então, renúncia ao movimento que você faz, seja para ir para cima ou seja para ir para baixo, porque às vezes a gente se envolve na vitimização e o seu movimento é de se dignificar interiormente para assumir a responsabilidade com a vida. Então é um movimento de abertura, porque o coração tá fechado, mas às vezes a gente acede na superioridade e aí a gente precisa de um pouco de retraimento, que foi o que aconteceu com o apóstolo Paulo, porque era uma consciência que tinha perdido os limites do próprio espaço. Então ele tinha que retrair para chegar nesse equilíbrio, para encontrar essa medida, para desenvolver relações mais saudáveis. Porque aí Jesus foi colocando ele dentro de experiência. E aí a gente conta duas

e tinha que retrair para chegar nesse equilíbrio, para encontrar essa medida, para desenvolver relações mais saudáveis. Porque aí Jesus foi colocando ele dentro de experiência. E aí a gente conta duas experiências, querido apóstolo, pra gente terminar. Já agradecidos por todo mundo na sua paciência. extraordinária até aqui. Veja dois exemplos que a gente poderia citar rapidamente. O Paulo, ele vai para Icônio e lá dá um beo. Ele era bonito, não era? E uma garota, uma jovem apaixona-se por ele. Qual o problema? Ela tava noiva. Gente, imagina se Paulo tivesse carente. Você sai para pregar o evangelho e volta com casamento desfeito. Pensa na dor de cabeça que isso iria gerar na trajetória dele. na dorso iria gerar, porque ele tava muito atento quando porque ela ela começou a se ausentar de todos os compromissos para assistir palestra dele. Aonde Paulo tava, ela tava lá, era uma espectadora assídua do evangelho. Só tinha um problema. Ela não tava interessada em nenhum momento na mensagem, só no mensageiro. Então, Paulo filezinho, aquela coisa bonita. Imagina se fosse um coração carente, gente. Porque quantas não são as almas que acabam quedando no campo da afetividade por carência? Às vezes não é nem maldade, traição, nem sempre é perversidade. Às vezes é só um coração que não sabe administrar si mesmo e que se encanta sempre, que encontra um possível oasis, mas que se torna dentro em breve miragem. E o Paulo, quando ele vê a moça dando umas cantadas nele, o que que ele faz? Ele pensa em Abigail e na fidelidade que ele tinha a ela, ponto de nutrição interna. Ele se sente totalmente seguro. Fala: "Moça, pera aí, você tá confundindo as coisas. Não tô para jogo, não. Calma lá, estamos aqui na tarefa. O trabalho é esse. Olha o nível de exatidão daquele coração fiel ao propósito. Mas a grande questão é: só um coração nutrido consegue sustentar o equilíbrio na sua postura. Só um coração nutrido. Então, Edão chega para lá nela fraternalmente, porque o Paulo é elegante assim, um

Mas a grande questão é: só um coração nutrido consegue sustentar o equilíbrio na sua postura. Só um coração nutrido. Então, Edão chega para lá nela fraternalmente, porque o Paulo é elegante assim, um gentleman fantástico. E só que o esposo, o futuro marido dela não acredita muito na fidelidade do Paulo. Enfim, o Paulo vai ser preso, 37 açoites que ele vai tomar no lombo por causa desse episódio. Mas a alma tava serena, o coração tava em paz. Doeu com certeza demais da conta. Eles saíram de lá, foram paraa próxima cidade, a cidade do nosso amigo Timóteo, a cidade do nosso amigo Timóteo. E aconteceu um negócio curioso, porque Paulo foi pra praça pública e o negócio foi bom. Foi bom. Pessoal tava gostando da palestra, assim, aquela coisa maravilhosa. O Paulo faz uma cura. O Paulo faz uma cura e aí acontece um trem interessante. O pessoal começa a olhar para eles, para ele e pensa assim: "Isso aqui é um Deus, um Deus na terra. Um Deus na terra. O Paulo tenta assim, não, gente, não é isso não. Só que as pessoas ficam com aquela ideia na cabeça. Olha o grande desafio. O grande desafio, porque todo mundo iludido. O Paulo um pouquinho mais atento, coração nutrido. Ele tava bem conectado. Ele pensou, esse treino tá suando muito bem. Ele ficou um pouco mais precavido, porque esse é o desafio do equilíbrio. Tem situações que se você não tomar cuidado, você vai para cima o tiquinho. Você chega num lugar, pessoa manda você pr pra prisão e você toma um monte de chibatada, você vai para outro, o pessoal te considera um deus. interessante. Qual que é mais agradável? Só que aí são as armadilhas. As armadilhas. Adquirir o equilíbrio. Nessa hora, nessa hora o querido convertido de Damasco já tava meio preparado. aconteceu um reboliço e foi a primeira vez que o Paulo foi apedrejado por causa dessa exaltação. Só que de novo ele estava bem tranquilo, porque antes de tudo acontecer, ele chega por Barnabé e conversa com ele, fala assim: "Olha, a gente precisa ficar atento porque na extensão das bênçãos de Deus existe os

ovo ele estava bem tranquilo, porque antes de tudo acontecer, ele chega por Barnabé e conversa com ele, fala assim: "Olha, a gente precisa ficar atento porque na extensão das bênçãos de Deus existe os testemunhos. Vamos ficar sussa tranquilo." O apóstolo Paulo naquele momento passa por mais uma situação difícil. Mas porque o coração estava nutrido, a armadilha do desequilíbrio não sona. A grande questão que a gente gostaria nessa noite, e foi a nossa reflexão, é, é preciso olharmos para os movimentos da alma. Nossas dores falam possivelmente das nossas necessidades não atendidas. Nossos corações com sede de afeto rogam o equilíbrio, suplicam por paz. E é justo com a bênção do alto desenvolvermos essa disposição para um autoencontro, uma reconciliação com as nossas histórias a partir da autorresponsabilidade para vivermos as experiências do nosso caminho e uma autotransformação para nos dispor na medida que a gente estiver vivendo a esse percurso da infantilidade à maturidade que vai acontecendo dia e noite, aonde a gente vai aprendendo a se regular, auscutando o coração e sobretudo o pensamento de Deus que nunca irá nos desamparar. Obrigado.

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