A Parábola da Figueira Seca - Gismair Martins Teixeira

FEEGO 02/09/2015 28:37

Data: 01/09/2015 Tema: A Parábola da Figueira Seca Palestra ministrada por: Gismair Martins Teixeira Local: Federação Espírita do Estado de Goiás (FEEGO) Produção: FEEGO TV

Transcrição

prezados companheiros de estudos espíritas que a paz do mestre Jesus esteja agora e sempre em nossas vidas tema da noite prata da parábola da Figueira mas antes de necessariamente considerarmos como uma parábola ou aceitarmos como uma parábola é necessário pensar um pouquinho sobre o porquê de essa passagem ser considerada ou não uma parábola porque a parábola nós sabemos é uma história que como a própria representação gráfica da parábola dá uma volta como se fosse uma forma de uma bacia né um trajeto não diretamente ligado essa perspectiva gráfica a volta que a parábola através de uma historieta Concebida pelo seu formulador dá para ministrar o ensinamento ao contrário de ir direto em linha reta ao ponto é um recurso didático extremamente eficaz que possui toda uma trajetória histórica e que foi utilizada pelos grandes mestres de espiritualidade ao longo da história e o mais célebre de todos naturalmente o mestre Jesus o episódio narrado no evangelho tanto de Marcos quanto de outros Evangelistas fala de que quando saíram de Betânia Jesus teve fome aproximou-se da Figueira e basculando não encontrou aquele fruto tão delicioso o figo que quando Nas Mãos de uma hábil cozinheira produz aquele doce maravilhoso e o mestre então não encontrou e estava com fome e lançou uma maldição que não haja mais que ninguém mais coma frutos de ti os apóstolos na época discípulos ouviram aquilo e no outro dia observaram e disseram ao mestre olha mestre aquela Figueira e tua amaldiçoaste como está seca E então Jesus ministra o ensinamento se tiver de fé direis a este monte passa daqui para colar e ele o fará mas o grande estranhamento que esta passagem produz está em uma partícula ou uma palavra a palavra não porque quando Jesus busca o figo naquela Figueira e a amaldiçoa ainda não era tempo de figos E então se estabelece aquilo que nós poderíamos chamar de absurdo da passagem os intérpretes bíblicos olhando o texto de perto verificam que realmente está ali a partícula não era tempo ainda de frutos

então se estabelece aquilo que nós poderíamos chamar de absurdo da passagem os intérpretes bíblicos olhando o texto de perto verificam que realmente está ali a partícula não era tempo ainda de frutos então o grande absurdo que fica é como primeiramente Jesus que era a expressão e é a expressão máxima da mansuetude poderia amaldiçoar uma árvore que não produzira frutos no tempo em que ainda não era da sua espécie é o primeiro absurdo o outro é o fato de como já dissemos Jesus amaldiçoar é como se amaldiçoasse uma criança por ela ainda não ter terminado o curso superior ou seja há um absurdo E então fica a grande questão para no ar o grande questionamento do Porque então desta passagem mas esta passagem Apesar deste aparente absurdo ela é de uma riqueza simbólica extraordinária e Allan Kardec interpreta no capítulo 19 do Evangelho Segundo o Espiritismo de forma extremamente apropriada esta parábola ou esta passagem porque na verdade é uma passagem é uma parábola que diz diretamente ao indivíduo quanto ao coletivo ela é de natureza individual e coletiva nas suas possibilidades interpretativas em meados do século passado ali entre a primeira e a segunda metade do século naquele período divisório vivia no Rio de Janeiro um extraordinário jovem um jovem clérico muito conhecido de nós espíritas por um livrinho pequeno no tamanho Mas gigantesco no conteúdo Minutos de Sabedoria escrito ou Carlos Juliano Torres Pastorino Pastorino era a época a que nos referimos sacerdote da igreja católica e nesta condição era um dos mais jovens sacerdotes do Brasil dotado de uma inteligência de uma cultura extraordinária tinha um futuro Eclesiástico brilhante mas ainda jovem dotado de uma energia de um vigor orgânico extraordinário sentia em si os apelos de Eros Eros que dá origem a palavra erótico ou seja através do seu vigor físico a Sexualidade natural ele sentia mesmo sendo sacerdote católico aquela atração magnética natural pelo sexo oposto e então ele observava jovens do seu tempo que eram muito mais

avés do seu vigor físico a Sexualidade natural ele sentia mesmo sendo sacerdote católico aquela atração magnética natural pelo sexo oposto e então ele observava jovens do seu tempo que eram muito mais digamos assim havia toda uma diferença cultural para os nossos dias em termos de investimento e o próprio comportamento não é Nenhuma crítica apenas uma observação ele observava jovens e sentia-se fortemente atraído por elas isso para o sacerdote e havia feito o voto de castidade era realmente algo incômodo e ele se lembrava das diversas passagens bíblicas concernentes a problemática da sexualidade talvez a mais explícita de todos afirmação do apóstolo Paulo de que trazia em si um espinho na carne talvez fosse os apelos de natureza sexual o que leva o também ex padre e espiritualista Roberto Holden afirmar que o orgasmo é a Mística da Carne assim como a Mística é o orgasmo do Espírito porque em ambas as condições a força da natureza e da evolução espiritual a exigir do Espírito a transcendência a transcendência biológica via sexualidade expressando a imortalidade vai ser através dos filhos netos e as gerações subsequentes sexual entre os esposos E então no campo do Espírito este orgasmo do Espírito seria a grande transcendência e a evolução através da aquisição de aquisições intelecto Morais que transcendem em muito ao aspecto biológico então Pastorino se incomodava profundamente Como aquela condição foi até o seu orientadores espiritual o seu superior disse a ele das suas angústias de natureza sexual e então ouviu algo que o deixou extremamente estarecido o seu superior lhe disse meu filho você pode satisfazer as suas necessidades desde que ninguém fique sabendo você pode ir aos prostíbulos se satisfaça Mas não deixe que ninguém fique sabendo aquilo foi uma verdadeira punhalada na alma daquele espírito nobre sai dali já com a fine decisão de abandonar a igreja e cabisbaixo caminhando pela cidade do Rio de Janeiro passa em frente à Federação Espírita brasileira E olha um livro extremamente

e espírito nobre sai dali já com a fine decisão de abandonar a igreja e cabisbaixo caminhando pela cidade do Rio de Janeiro passa em frente à Federação Espírita brasileira E olha um livro extremamente chamativo pelo seu título O Livro dos Espíritos adquire ler de um só fôlego porque era um leitor voraz dono de uma biblioteca ao fim da vida de mais de 35 mil volumes lidos e anotados espiritualista Pastorinho se torna Espírita e escreve uma sequência de obras admiráveis extraordinárias sabedoria do evangelho que a bênção do lado positivo da internet nos disponibiliza em PDF os sete volumes sabedoria do evangelho onde Pastorino pega as passagens bíblicas do novo testamento aquelas as mais espinhosas e faz uma análise do ponto de vista da filosofia e após o ponto de vista da filosofia o ponto de vista espírita interpretando E analisando as passagens e naturalmente Pastorinho se detém sobre a parábola da Figueira e Analisa e nos afirma nos apresenta do Alto da sua capacidade ou conhecimento de natureza teológica em torno da interpretação dos textos bíblicos a informação de que quando uma passagem prima pelo absurdo ela deve ser analisada do ponto de vista simbólico e é o que ele faz nesta passagem mostrando que Jesus ao buscar o fruto na Figueira e não encontrando porque não era tempo de figo ele amaldiçoa nós temos aí Possivelmente e muito provavelmente segundo a exegese de Pastorino uma parábola uma daquelas histórias historietas contadas para que se dê a volta para se chegar a um ensinamento definitivo ensinamento este que nós encontramos literalmente quase na interpretação que Allan Kardec faz em O Evangelho Segundo o Espiritismo mostrando para nós esta ou este cruzamento entre o pensamento de pastor e de Kardec a magnitude da compreensão kardequiana como Allan Kardec era adotado de uma intuição de uma mediunidade intuitiva extraordinária em suas elaborações e formulações Acerca das passagens do evangelho e a parábola da Figueira simboliza na feliz expressão de Allan

a adotado de uma intuição de uma mediunidade intuitiva extraordinária em suas elaborações e formulações Acerca das passagens do evangelho e a parábola da Figueira simboliza na feliz expressão de Allan Kardec algo que diz muito de muito próximo a condição do Espírito individual e da coletividade é o símbolo daqueles que tem condições para fazer e não fazem aqueles que teriam condições para produzir frutos e não produzem aqueles que recebem Mais especificamente no campo da mediunidade o dom extraordinário da comunicabilidade com os espíritos Mas prefere relegar esta dádiva a plano secundário priorizando aspectos menos nobres da existência a preocupação com as coisas meramente mundanas abandonando a sua mediunidade relegando-a a segundo plano o que mais tarde em outra existência terá de ser recomeçado diz ainda Allan Kardec que a parábola da Figueira remete no plano coletivo a todas as instituições a todas as ideologias filosofias proposições que não produzem frutos benéficos para a humanidade e quando Allan Kardec o faz faz essas observações quando ele diz ele parecia que estava até vendo todo Panorama que a partir daí se desserraria a partir das altas aquisições do humanismo no ponto de vista do conhecimento humano tanto na filosofia na sociologia homem diversos outros setores do conhecimento que relegam Deus e a espiritualidade a segundo plano trazendo para a concepção de mundo de Nós seres encarnados no século 21 se prospera uma intelectualidade que nós poderíamos até considerar como sendo um antropoteísmo ou seja o que seria este antropoteismo homem tem isso relativa a Deus ou aos Deuses naquilo que Jesus afirma vós sois deuses e hoje o homem através da cultura humanística sem Deus porque temos também a outra corrente e a outra perspectiva que considera a espiritualidade alcançou poderes inimagináveis aos séculos anteriores o homem hoje é capaz de realizar proezas dignas dos Deuses e Dentro desta perspectiva muitas vezes a espiritualidade é colocada em segundo plano ou quando não

eres inimagináveis aos séculos anteriores o homem hoje é capaz de realizar proezas dignas dos Deuses e Dentro desta perspectiva muitas vezes a espiritualidade é colocada em segundo plano ou quando não totalmente ignorada e os frutos igualmente são frutos mas são Quando o homem desconsidera na ciência a ideia do divino a ideia da transcendência a ideia da espiritualidade quando colocamos para as coletividades que Deus é um Delírio que Deus é uma falácia que o pensamento espiritual é coisa para mentes infantis estamos Como diz um espírito amiga um Evangelho Segundo o Espiritismo levantando os nossos instrumentos de jardineiro contra o do Jardim estamos utilizando o instrumento da Inteligência que deveria ser voltado para aquisição da espiritualidade contra Aquele que nos concedeu o dom da inteligência para que nós pudéssemos compartilhar e fazer a partir disso uma humanidade mas mais igualitária mas fraterna mas evoluída mas amorosa melhor sobre todos os aspectos e a figueira é uma árvore onipresente no texto bíblico é uma árvore que tem a sua simbologia de espiritualidade e nós encontramos uma outra passagem no evangelho uma parábola muito rápida que Jesus utiliza-se da Figueira e que nos conduz de maneira extraordinária a percepção de que temos ali uma espécie de profecia em termos de parábola do Advento do próprio espiritismo conta Jesus de maneira muito rápida que um homem foi após três anos seguidos a figueira que estava em sua propriedade em busca naturalmente de figo e não encontrou em nenhuma das três oportunidades nas estações de figo durante aqueles três anos E então chama o responsável chama aquele que estava encarregado de cuidar do seu Pomar ele diz arranca aquela Figueira e joga fora porque nos últimos três anos fui buscar figo e não encontrei e aquele responsável por aquela plantação diz para o senhor senhor tenha piedade Eu pretendo cuidar pessoalmente desta Figueira deixe que eu Adobe deixe que eu cuide deixe que eu arregue deixe que eu vou me esmerar para fazer com que ela Produza

para o senhor senhor tenha piedade Eu pretendo cuidar pessoalmente desta Figueira deixe que eu Adobe deixe que eu cuide deixe que eu arregue deixe que eu vou me esmerar para fazer com que ela Produza os frutos necessários nesta modesta e rápida parábola nós temos a expressão do que vem acontecer na própria história do Espiritismo quando nós mencionamos o exemplo de que colhemos em palestra de Divaldo Franco na internet sobre a vida extraordinária de Pastorino mas nos recordamos de que conforme a espiritualidade E conforme o próprio Jesus a doutrina Cristã sofreria ao longo dos séculos e dos milênios o desnaturamento ela seria aquela Figueira que pararia de produzir e não mais produziria figos E era necessário então que esta Figueira fosse readubada fosse cuidada fosse enfim rodada e trabalhada para que produzisse no tempo oportuno e quando mestre pretende arrancar aquela Figueira estéril aparece Aquele Moço aquele jardineiro aquele palmitou e diz ao mestre deixe que eu cuide dessa Figueira para Que ela volte a produzir figos é uma simbologia extraordinária para Grande M issão de Allan Kardec que retira a doutrina Cristã retira o ensinamento do Cristo daquele período longo extenso de quase dois milênios de empobrecimento por conta do despilamento causado pelos discípulos ainda inferiorizados que outros não eram que senão nós mesmos e encarnações passadas então o espiritismo Kardec realiza esta missão faz com que o espiritismo ressurja traga a voz da espiritualidade para relembrar o que Jesus havia falado o que Jesus havia ensinado e acrescentar outras coisas que não foi possível ao mestre dizer a época porque a maturidade intelecto moral da humanidade ainda não o comportava e rochester este magnífico romancista da espiritualidade escreve no livro Herculano que um jovem soldado romano aproxima-se de Jesus na prisão e diz ao mestre que ele o libertaria naturalmente que as escondidas e que o Mestre poderia fugir porque ele sim aquele soldado romano eram indivíduo que já ceifar a vidas era

ima-se de Jesus na prisão e diz ao mestre que ele o libertaria naturalmente que as escondidas e que o Mestre poderia fugir porque ele sim aquele soldado romano eram indivíduo que já ceifar a vidas era o indivíduo muito distante daquele mestre que ele puder acompanhar a distância a sua pregação vá levadas-se da prisão eu morrerei no seu lugar e Jesus olhando firmemente para aquele soldado romano e descendo os séculos que viriam mais à frente diz aquele soldado eu aceito a sua oferta mas não hoje e na rochester os séculos se passariam aquele soldado voltaria novamente a vida física e daria sua vida por diversas vezes pela mensagem do Cristo e no século 19 reencarnaria para trazer de vez a mensagem do Evangelho de Jesus à tona da humanidade do século 20 21 e futuro readaptando recolocando redubando e colocando aquela Figueira do cristianismo para que pudesse produzir os frutos extraordinários numa época em que as filosofias em que a ciência em que o pensamento humanístico do antropoteismo faz com que os indivíduos tenham ainda esta condição nos dias de desvirtuar a mensagem de Jesus então o grande acontecimento a grande possibilidade que esta parábola nos da Figueira nos oferece é de que o espiritismo representa esta Figueira redubada recosolidada para trazer para os nossos Espíritos as nossas almas cansadas do materialismo seja ele de natureza religiosa ou Humana mundana porque há também este materialismo dentro do próprio seio das religiões Como pode constatar Pastorino naquele Episódio biográfico e o espiritismo então nos traz Esta possibilidade e faz com que nós possamos vislumbrar novas perspectivas não somente na parábola da Figueira estéril ou Figueira seca mas também em diversas outras parábolas extraindo delas a simbologia a interpretação a possibilidade que nos faz compreender com mais amplitude a mensagem do mestre Jesus em toda sua Plenitude muita paz a todos

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