A Fé Religiosa Condição da Fé Inabalável - Heber C. Oliveira - 08/02/2016
Palestra proferida no Grupo Espírita Mensageiros da Luz (SEDE), no dia 08/02/2016 as 20hs, com o tema "A Fé Religiosa – Condição da Fé Inabalável", E.S.E. Cap. 19 – A FÉ QUE TRANSPORTA MONTANHAS, pelo orador Heber C. Oliveira. Inscreva-se em nosso Canal Youtube para receber atualizações. Acesse também nosso site: www.mensageirosdaluz.org Facebook: https://www.facebook.com/mensageirosdaluztv
Acompanhe agora mais um tema doutrinário do Evangelho de Jesus. Prezados irmãos e irmãs, companheiros de Ideal Espírita, que a paz do Senhor continue nos envolvendo a todos nesta noite em que estamos no número reduzido de frequentadores, um pouco dado ao feriado e o outro, como diz a Márcia, pessoas que frequentam esta casa, que trabalham aqui, estão empenhados na realização do já tradicional Encontro Espírita, congresso que acontece todos os anos, eh, com a promoção da Federação Espírito do Estado de Goiás, sendo realizado no Centro de Convenções. E hoje a palestra, salvo engano, é do Divaldo Franco nessa noite. Certamente que todos que não vieram aqui, estão lá, estarão também recebendo muita informação, muita luz, muito esclarecimento e que Jesus sustente cada vez mais esse movimento de divulgação do Espiritismo em Goiás. O título da lição da noite de hoje, na verdade é capítulo 19, cujo título é: "A fé transporta montanhas." E que na última segunda-feira foi iniciada a explanação desse capítulo pelo nosso companheiro José Rodrigues, que falou sobre o poder da fé e falou com muita propriedade, com muita emoção e dando exemplos práticos de como a fé de fato pode eh fazer grandes obras na vida de cada um de nós. Nós aqui temos hoje e a missão de falarmos a respeito da fé sobre um enfoque eh mais explorado nessa lição, que é a questão da fé refletida, raciocinada, eh de uma fé que encontra fundamento na razão. Inclusive, Kardec, ele inovou ao falar em fé e associar fé à razão. fé vulgarmente, conforme nós conhecemos e conforme as religiões tradicionais sempre enfrentaram essa questão, esse debate, nunca esteve muito ligada à razão, muito pelo contrário, a fé é uma entrega sem muitas indagações, sem muitas perguntas. Então, quando Kardec fala, porque essa lição é comentada por ele, esse é um daqueles tópicos que Kardec escreveu de próprio punho, certamente que buscando a inspiração em textos dados pelos espíritos, mas é obra dele. Então aqui ele fala com toda a propriedade a
le, esse é um daqueles tópicos que Kardec escreveu de próprio punho, certamente que buscando a inspiração em textos dados pelos espíritos, mas é obra dele. Então aqui ele fala com toda a propriedade a respeito da fé e associa fé à razão, a reflexão. É um dos primados do espiritismo. Quando a gente começa a estudar o espiritismo, uma das primeiras coisas que a gente aprende é a respeito dessa tão eh falada fé raciocinada. E quem veio de outras instituições religiosas, quem não nasceu espírita, tem talvez uma certa dificuldade imediata de fazer essa transição, de compreender a fé através da razão. Essa questão é tão importante e é a pedra angular do Espiritismo. É a pedra angular, ou seja, é a pedra principal, é a que sustenta o edifício do Espiritismo. é essa chamada fé raciocinada. Não é à toa que Kardec eh, ao abrir o Evangelho segundo o Espiritismo, ele traz uma frase que diz mais ou menos assim: "Fé raciocinada somente é aquela que pode enfrentar a razão face a face em todas as épocas da humanidade." Essa é a frase que abre o Evangelho segundo o Espiritismo. Então, como negar que, de fato, essa ferra raciocinada é a pedra principal do edifício do Espiritismo? Se Kardec colocou lá, vamos tentar refletir sobre essa afirmação de Kardec. Então, ele diz que fé raciocinada, e ele nos convida a essa fé raciocinada somente é aquela que pode enfrentar no sentido não do enfrentamento físico, da briga, da discussão, né? de querer tá certo, de impore. Esse é um perigo que nós devemos evitar, querer impor a nossa verdade pros outros, obrigar as pessoas a acreditarem como nós, a sentirem como nós, como se nós estivéssemos certos e eles estivessem errados. longe disso. Mas diz Kardec que fé raciocinada somente é aquela que pode enfrentar a razão. A razão, ou seja, a reflexão, a a mente face a face. É mais ou menos assim, olhando dentro do olho, né? Às vezes, quando você vai falar com alguém e você tem vergonha daquela pessoa, porque você cometeu um deslize com aquela pessoa, porque você prejudicou
mais ou menos assim, olhando dentro do olho, né? Às vezes, quando você vai falar com alguém e você tem vergonha daquela pessoa, porque você cometeu um deslize com aquela pessoa, porque você prejudicou aquela pessoa, porque você sente o peso de falar com ela, porque sabe que talvez você sente que ela é mais digna que você, enfim, você não olha muito dentro dos olhos da pessoa. Ou então quando você não está disposto a falar a verdade, aí você não olha no olho, a pessoa olha pro chão, sente-se envergonhada. Mas Kardec diz que a fé raciocinada é aquela que pode olhar, enfrentar, confrontar a razão face a face, ou seja, olho no olho, cara a cara, em todas as épocas humanidade. Ora, Kardec disse com isso que a nossa fé ou a fé espírita tem que ser uma fé que possa ter diálogo no sentido de dialogar, no enfrentamento é o diálogo, que possa ter diálogo com a razão, com em qualquer época, em qualquer tempo, em qualquer lugar, em qualquer momento, dialogar com a razão. Porque não há dúvidas de que o espiritismo nasceu dentro de uma escola positivista, dentro de uma escola que refletia a respeito das coisas. O espiritismo nasceu dentro praticamente de uma academia de ciência. Não poderia ser diferente. Kardec era um homem intelectual, era um homem de muito estudo, de muitas letras. Era muito comum ao tempo de Kardecimento universal. Eles eram mais ou menos versados, bem versados em muitas áreas do conhecimento, na ciência, na ciência exata, nas ciências humanas, nas ciências biológicas, na filosofia, nas artes. Kardec era um fruto dessa época, era um filho dessa época e, portanto, um homem extremamente intelectual. estudou na Suíça, que era referência na Europa naquele século, onde as grandes mentes estudavam, onde as pessoas notáveis eh estudavam. Ele aos 14 para 16 anos, 15 anos, ele substituía os professores nas aulas. Ele era uma espécie de monitor. Ele foi discípulo de Pestalose, o grande educador. Aquele homem notável era uma pessoa intimamente ligada com a razão e com a reflexão. Tanto que quando Kardec
s aulas. Ele era uma espécie de monitor. Ele foi discípulo de Pestalose, o grande educador. Aquele homem notável era uma pessoa intimamente ligada com a razão e com a reflexão. Tanto que quando Kardec foi conhecer o Espiritismo, quando ele teve o primeiro contato com o Espiritismo, que sequer existia com esse nome Espiritismo, porque coube a ele Kardec nome a esse movimento novo que surgia, a essa filosofia nova que surgia após muita dedicação e muita observação, ele é que deu o nome de espiritismo. Mas no começo, o que atraiu Kardec para um fenômeno que estava acontecendo e que depois deu origem ao espiritismo, que nos permite hoje estarmos aqui reunidos estudando uma obra espírita, no caso O Evangelho Segundo o Espiritismo, foi exatamente a notícia de um fenômeno, um fenômeno até então inexplicável que ficou conhecido, hoje é conhecido como fenômeno das mesas girantes, que nada mais era do que um movimento, eh, aparentemente sem explicação, de objetos inanimados, como mesas, cadeiras, objetos como lápis, pranchetas, que se sustentavam no ar por mãos invisíveis, que se movimentavam por pancadas, que se ouviam em mesas sem que mãos não as estivessem tocando. E Kardec, então tomou o conhecimento. já vinha sendo eh feito essa observação já algum tempo na Europa, na França em especial. E Kardec, como bom cientista que era, ele primeiro ele duvidou. A dúvida responsável à luz da ciência e da razão permite grandes descobertas. Não é a certeza que permite descobertas, descobertas seguras. É a dúvida. Porque a dúvida faz investigar, a dúvida faz buscar o sentido daquilo. E uma vez que se acha sentido, a descoberta está feita, o progresso está realizado. E Kardec, como todo cientista, usa um método de observação para estudar as coisas. E foi isso que ele fez, meus irmãos. Kardecidou no sentido de virar as costas. Muit das vezes a gente faz isso, né? Gente duvida, fala assim: "Eu duvido e não quero nem saber". Isso é ignorância. Isso não é ciência. Isso não é dúvida construtiva. Não sei, não quero
ar as costas. Muit das vezes a gente faz isso, né? Gente duvida, fala assim: "Eu duvido e não quero nem saber". Isso é ignorância. Isso não é ciência. Isso não é dúvida construtiva. Não sei, não quero saber como é que fala. E tem raiva de quem sabe, né? Isso é ignorância em alto grau. Isso é obscurantismo. Isso é é o contrário do cientista. A pessoa que fala isso, ela está fechada para o progresso. Ela está blindada. Essa vai dem quando ela não abrir, ela não vai crescer. Ela não vai aprender, ela tá fechada, né? Não sei, não quero saber e tem raiva de quem sabe. Grande parte da humanidade se comporta dessa maneira, mas Kardec não. Ele falou: "Olha, eu não acredito nisso. Eu duvido e venhamos e convenhamos". É para duvidar mesmo, né? A pessoa que não tem conhecimento de um de uma realidade espiritual fica sabendo de coisas assim e normalmente, né? Isso seria mais digno de uma ilusão, de uma fantasia, como muitas que existiram, mas ele foi lá para conferir, para conhecer aquele fenômeno. E ele quando chegou, ele também não pôde negar o que ele estava vendo. Há um ditado que nos afirma que contra fatos não há argumentos. Fato é fato. Eu posso quando muito tentar entender o fato, negar o fato. Durante o dia o sol está no firmamento. Isso é um fato. Isso é um fato. Não tem como eu negar. Se uma pessoa é cega de nascença, ela não vê o sol. No entanto, ele está lá. Não é porque ela não vê que ele deixa de existir. Ela apenas não vê. O fato é o fato. Contra fato não há argumento. Isso é ciência. Então o que ele fez? Negar o que eu estou vendo, eu não posso. Eu estou vendo. Antes até de ir ver, ele disse, até que me provarem que uma mesa tem músculos para reagir a estímulos, um cérebro para pensar, eu duvido. Ele foi a primeira afirmação dele de negar, mas foi lá. E quando ele viu, ele não pôde negar. Mas ao mesmo tempo que ele não podia negar, de imediato ele também não podia explicar, não tinha explicação, embora fosse um fato. E a partir desse momento, meus irmãos, Kardec começou a se
ôde negar. Mas ao mesmo tempo que ele não podia negar, de imediato ele também não podia explicar, não tinha explicação, embora fosse um fato. E a partir desse momento, meus irmãos, Kardec começou a se dedicar a uma obra que resultou na codificação da doutrina espírita. A partir daquele momento em que ele viu o fato, o fenômeno diante dele, se certificou de que não era um truque. Porque mágicas, truques, embustes, existem aos milhares. Se você for num show de mágica de grande qualidade, num grande centro cultural, você vai sair dali sem entender como aquele truque foi realizado diante de você, de pessoas desaparecerem, de objetos sumirem de um canto e aparecerem no outro. Se você entrar no YouTube lá, mágicas sensacionais, você vai muita coisa. Então Kardec certificou disso primeiramente e ele certificou que não era um truque, que não era uma ilusão qualquer de um préstigitador, de um mágico. E ele começa então a estudar e vai caminhando e percebendo através de método de experimentação que quem produzia aquele barulho ou aqueles fenômenos eram espíritos. Ele começou a entender isso. Eram pessoas que haviam vivido na terra e que haviam deixado seus corpos na terra com a morte do corpo e que continuavam tão vivos quanto antes, na verdade até mais vivos, com maiores faculdades. E eram eles que produziam aqueles fenômenos ali. E começou de uma forma muito incipiente, combinando códigos. Há uma pergunta que a resposta fosse sim, uma pancada na mesa. Há uma pergunta cuja resposta fosse não, duas pancadas na mesa. E por assim começou-se a caminhar a codificação do espiritismo de uma forma bastante simples, de uma forma bastante rudimentar. Houve uma época em que se amarrava um lápis num objeto mais pesado, como uma cesta, alguma coisa assim, para dar peso, e ele se movimentava espontaneamente sobre um papel e fazia uma escrita, a psicografia direta, né? Direta. O espírito pegava diretamente no lápis e escrevia. Depois eles perceberam que aquele objeto que segurava o lápis
a espontaneamente sobre um papel e fazia uma escrita, a psicografia direta, né? Direta. O espírito pegava diretamente no lápis e escrevia. Depois eles perceberam que aquele objeto que segurava o lápis podia ser substituído por uma pessoa que veio a ser o médium, o médium psicógrafo e com muito mais condição de fazer o trabalho. E aí a mediunidade veio trazendo as informações, as revelações do mundo espiritual de uma forma bastante eh eh ponderável, de forma bastante crível e não era aquilo uma ilusão. E Kardec, nessa condição de cientista, ele começou a fazer perguntas iguais em lugares distintos para médiuns distintos, para provar que aquilo que ele recebia de informação sobre um tema de um médium em uma cidade era o mesmo que ele receberia de outro médium em outra cidade. É o que Kardec chamou de universalidade do ensino dos espíritos. Ou seja, era um ensinamento universal, era algo que não estava no médium, porque pode estar no médium. O animismo, a manifestação do próprio médium, da própria pessoa, criação da mente dela, isso existe também. Não que seja o mal em si mesmo, é criação dele, mas não poderia certificar que havia alguém escrevendo através dele. Mas com a experiência que Kardec fez de colher informações sobre o mesmo tema em médiuns diferentes, em cidades diferentes e até em países diferentes, foi dando credibilidade para a pesquisa que ele iniciava com a descoberta de um fenômeno novo, de um mundo novo, de um mundo chamado mundo espiritual. E aí vieram, né, os ensinamentos, as revelações. E como eu disse, quando Kardec teve a primeira informação de um fenômeno espírita, nem era um fenômeno espírita, porque sequer a palavra espiritismo espírita existia. Kardec criou essas palavras. Essas palavras são neologismos, neo do grego novo. Então, na verdade, Kardec estava criando uma palavra nova e ele explicou porê. para algo novo, palavras novas, porque a gente se influencia muito pela palavra, né? A palavra ela já tem uma carga muito forte de impressões,
rdec estava criando uma palavra nova e ele explicou porê. para algo novo, palavras novas, porque a gente se influencia muito pela palavra, né? A palavra ela já tem uma carga muito forte de impressões, de pensamentos, de energia. Então, para não ter esse préonceito, ele falou: "Eu vou criar um termo novo, aliás, alguns termos novos. Ao invés de espiritualismo, que é muito mais amplo, né? É, espiritualismo é gênero, do qual espiritismo é espécie." nessa classificação mais acadêmica. Então o Kardec falou: "Não vou não. Espiritualismo é muito amplo. Tem muita filosofia espiritualista por aí. Todas tm o seu valor que diga-se de passagem. Mas como eu tô estudando uma coisa nova, eu vou dar um nome disso aqui. Isso aqui eu vou chamar de espiritismo. E quem vai crer nessa nova ordem, nesse novo pensamento, eu não vou chamar de espiritualista, eu vou chamar de espírita ou espiritista, porque ciência nova, filosofia nova, religião nova exige termos novos para ter identidade própria. E assim Kardec fez, meus irmãos. E Kardec, já um homem maduro com mais de 50 anos, quando começou a estudar o espiritismo, o fez a partir da negação e da dúvida. Não foi na crença imediata, foi na dúvida imediata, mas uma dúvida responsável que buscava conhecer. Há quem diga que Kardec é a reencarnação de Tomé. Eu não sou muito afeito a essas certezas porque eu não as tenho, mas acho bastante razoável que tenha sido porque tem algo a ver com a linha do pensamento, né? Tomé foi aquele discípulo de que quando Jesus ressuscita e se encontra com os apóstolos, ele duvida. Quando ele ficou sabendo que Jesus havia ressuscitado, a primeira afirmação dele foi uma negação. Ele negou: "Ah, não acredito. Eu não acredito. Se eu não tocar, se eu não, eu não acredito, né? Negou". Quando Jesus então surge diante deles, é que ele então acreditou. E Jesus, você só acreditou porque viu, né? Toca aqui do meu lado, né? Toca aqui na minha ferida, disse Jesus a ele. Então a gente vai encontrar lá, né? 1850 e poucos anos depois, vamos
ntão acreditou. E Jesus, você só acreditou porque viu, né? Toca aqui do meu lado, né? Toca aqui na minha ferida, disse Jesus a ele. Então a gente vai encontrar lá, né? 1850 e poucos anos depois, vamos encontrar Kardecindo que ele de fato tenha sido Tomé na mesma postura. Eu duvido, eu não acredito. Mas acreditou depois porque não teve como negar o que ele estava vendo. Então esse é o fundamento do espiritismo. Muitos dos iniciantes do Espiritismo, dos que os precursores, eram homens de ciência, de academia. Podemos destacar o William Cooks, que descobriu ondas que deram origem à televisão no futuro. Podemos citar o eh Conan Doy, criador do romance Sherlock Holmes, que é uma um notável homem eh da da literatura mundial e que era cedeu aos impulsos de conhecer aquela coisa nova chamada espiritismo e se apaixonou por ele e foi um notável espírita. Podemos citar César Lombroso, um jurista italiano que criticou severamente o espiritismo e os espíritas, chamando-os de ingênuos, estavam presos a uma teia de mentiras e de engodos, mas ele acabou estudando casos, como fez Kardec, de fenômenos dentro do Espiritismo e se convenceu da sua realidade e se tornou também um seu defensor, um dos notáveis espíritos da história, homem de extrema capacidade de ciência. Quem é do ramo de direito conhece essa figura de César Lombroso e outros tantos Camilo Flamarion e outros tantos notáveis que acreditaram no espiritismo. Então essa é a base do espiritismo. Por isso a Kardec fala que tem que refletir. Mas por que isso, meus irmãos? Por que que o Espiritismo teve essa preocupação tão grande com a fé refletida? que não é essa fé que se deixa levar, uma fé que reflete, uma fé que busca saber porquê. Exatamente porque, lamentavelmente, as igrejas que se sucederam ao mestre Jesus foram tomadas por interesses materiais. Se criou a partir dessas igrejas mentiras e mais mentiras para iludir o povo na sua boa fé, na sua ignorância, na sua ingenuidade. Mentiras e mais mentiras. Era a fé absoluta em dogmas
sses materiais. Se criou a partir dessas igrejas mentiras e mais mentiras para iludir o povo na sua boa fé, na sua ignorância, na sua ingenuidade. Mentiras e mais mentiras. Era a fé absoluta em dogmas inquestionáveis. É e acabou. É porque é. Mas por que eu quero entender? Não, não se pode entender. Não se deve entender. Aliás, querer entender é heresia. Querer entender é pecado, punido com o inferno. E o inferno é eterno, dizia aquela teologia. Então, foi logo após esse movimento de dominação da igreja, quando veio um outro movimento que nós sabemos que veio do mundo espiritual pra Terra, fica fácil demais perceber isso. Quem estuda a história na sua antiguidade, pós Idade Média, vai ver o movimento do Iluminismo, onde a humanidade foi brindada com inúmeros espíritos que vieram, mesmo durante a Idade Média, e foram vítimas da crença religiosa da época, de morrer na fogueira, de sofrer os piores martírios e mesmo depois e notadamente mais próximo à codificação espírita, luminares espirituais que vieram trazer sementes de avanço. De vez em quando a humanidade é brindada com esses espíritos de luz que vem do das mais altas paragens para fazer a humanidade caminhar na filosofia, na nas artes, não é? na ciência principalmente. Então, foi logo após esse movimento de luz, aquele facho de luz que veio sobre a terra, foi que o espiritismo pôde surgir. Imagina Márcia Kardec lá em mais ou menos 1300, 10000 falando com os espíritos, teria sido queimado, como muitos foram queimados. Há quem diga que ele viveu essa época e pagou esse preço, mas ele não teve como fazer o espiritismo brilhar como fez já no final do século XIX. Por quê? Porque a humanidade estava pronta para pensar. Como é importante nós pensarmos, meus irmãos. Nós temos que ter as nossas crenças sabendo porquê. E aí tá até no nessa lição do evangelho, chega em casa e lê é capítulo 19 do Evangelho, segunda lição, foi lido só parte dela. Leia toda a lição. Kardec fala sobre isso aqui, que nós temos que refletir, que essa reflexão nos faz
o evangelho, chega em casa e lê é capítulo 19 do Evangelho, segunda lição, foi lido só parte dela. Leia toda a lição. Kardec fala sobre isso aqui, que nós temos que refletir, que essa reflexão nos faz acreditar muito mais. E ele diz também que a falta de fé de muitas pessoas não é porque ela não quer ter fé, é porque o que se ensinou em nome de religião para essa pessoa durante 1000 anos podia fazer tudo, menos ela ter fé, porque se apresentou para ela não um Deus de amor, um Deus de justiça, um Deus de generosidade, mas um Deus corrupto, um Deus venal, um Deus mentiroso, um Deus que vendia céu para quem podia pagar. e mandava pro inferno quem não podia pagar. Como acreditar com razão em um Deus desse? Dá até para ter medo, mas amar, compreender, houve uma corrupção de todos os preceitos de Jesus. Então, é por isso é que Kardec começa o espiritismo nas bases da razão. E sem dúvida nenhuma que os primeiros protestantes da história foram precursores do Espiritismo moderno, mesmo que hoje hajam protestantes de um lado, aparentemente, e espíritas do outro. Mas eles questionaram, Martim Lutero, João Rus, Soldenborg e tantos outros fizeram esse trabalho. A salvação se alcança pela fé. Todo mundo tem que ter a Bíblia na mão. Todo mundo tem que ler a Bíblia e tirar suas próprias conclusões. Porque a igreja oficial dizia: "A Bíblia só quem lê são os sacerdotes." A interpretação é deles. O povo não tem que ler a Bíblia. Um livro tão maravilhoso na mão de poucos. Se os filósofos Sócrates foram precursores do cristianismo, isso tá escrito no Evangelho Segundo o Espiritismo, lá nos prollegos, nas introduções do Evangelho, podemos dizer que o protestantismo foi precursor do Espiritismo, porque começou a levantar essa questão. Você tem que saber porque você acredita. Você tem que ser senhor da sua consciência. Você tem que ser senhor do seu conhecimento. Evolução infinita. E eu só cresço quando eu sei por, como, quando. E o espiritismo nos dá essas respostas. Quem sou? De onde venho? Para onde vou? Por estou aqui?
m que ser senhor do seu conhecimento. Evolução infinita. E eu só cresço quando eu sei por, como, quando. E o espiritismo nos dá essas respostas. Quem sou? De onde venho? Para onde vou? Por estou aqui? Por desigualdades, por dos sofrimentos, das venturas. Tudo tem uma explicação. Não é só porque Deus quer que as coisas acontecem. Elas acontecem porque Deus quer, mas sobretudo porque as pessoas querem. Porque se dependesse só do querer de Deus, todos seríamos felizes, seríamos bons, seríamos generosos, passaríamos longe do mal, da desonestidade, da falta de caráter, da falta de honra. Passaríamos longe se dependesse só de Deus. Mas meus irmãos, o Espiritismo nos ensinou que depende principalmente de cada um de nós. E é aí que entra a nossa reflexão em cima dessa fé. Posso dizer, meus irmãos, que com Kardec, com o Espiritismo, a fé se transformou em certeza. A fé do espírita é uma certeza. Não é fé de que há um mundo espiritual. É uma certeza, é um conhecimento. É um conhecimento que liberta. Não é a fé de que um dia todos seremos felizes, é a certeza, porque isso nos convence a razão, a lógica, o bom senso. Somos convencidos disso. Então, nós temos todo um instrumental à mãos para prosseguirmos caminhando na nossa jornada, sempre certos de que tudo é para o bem, para o progresso, para o nosso crescimento, que os desarranjos da vida são frutos do nosso trabalho, da nossa incúria, do nosso trabalho negativo, digamos assim. E de fato é isso que acontece. Então, é alicerçado nessa fé que nós hoje interpretamos esse essa lição do evangelho. Mas sem dúvida nenhuma que nós também podemos e devemos ter essa fé do coração, mas nunca apartada da razão. Nós precisamos das duas. O intelecto que nos faça compreender os fatos e o coração que nos impulsione para o bem, para e os atos de humanidade, de fraternidade, de generosidade, que dentro de religião se chama de caridade. Mas eu prefiro fraternidade. Sabe por quê? Porque fora do conceito de religião, alguém pode ser fraterno e na
humanidade, de fraternidade, de generosidade, que dentro de religião se chama de caridade. Mas eu prefiro fraternidade. Sabe por quê? Porque fora do conceito de religião, alguém pode ser fraterno e na nossa ótica está fazendo uma caridade e sem nenhum compromisso com igreja nenhuma. No final, o sentimento é o mesmo. Pessoas que se dizem ateus podem ser fraternas e ajudarem muitas pessoas. Uma pessoa que eu sempre respeito é a figura do Betinho, um grande brasileiro que iniciou esse movimento do Brasil contra a fome lá nos anos 90, ateu de formação. Olha quem fez um trabalho como ele em prol da cidadania, da dignidade, da luta contra a fome, que hoje é um assunto em pauta nos governos. Lá nos anos 90, eles foram um dos primeiros a levantar um trabalho sobre isso, sem citar religiões. Elas sempre fizeram isso. Eu digo um ateu, alguém que diz: Deus não existe. Deus não existe, mas meu irmão tá passando fome, você tem que te ajudar ele. Aí o outro fala assim: Deus seja louvado. Tem um irmão passando fome, Deus seja louvado. Tá bom. Isso é problema dele, né, digamos assim. Então, meus irmãos, a fé do espírita é essa fé racional, essa fé operante, é essa fé que se alicea eh nos fatos e contra fato não há argumento. Hoje o Espiritismo nos convence muito mais pela beleza do seu ensinamento. Porque há poucos anos atrás, o movimento espírita teve muitos e muitos exemplos de fenômenos que tiveram o papel de fazer com que as pessoas acreditassem, plantar no povo essa essa certeza, que as pessoas são incrédulas por natureza. E como eu disse, a gente já tá muito cansado desse discurso de dominação de igreja. E aí os fenômenos foram tão importantes, quem viu o fenômeno de muita expressão viu, quem não viu não vai ver mais. Isso dizem os espíritos, né? Eu vi tinha uma presidente de centro lá na Bahia, fui passear lá por acaso, passando na porta de um centro, falei: "Vou vir aqui à noite". Aí tava na praia espírita essa mania de incentro, né? Aí entrei, ela viu que eu não era de lá, você conversar comigo e tal, a gente
caso, passando na porta de um centro, falei: "Vou vir aqui à noite". Aí tava na praia espírita essa mania de incentro, né? Aí entrei, ela viu que eu não era de lá, você conversar comigo e tal, a gente tinha uma pousada da nossa associação lá. Aí ela me pediu para fazer a palestra, eu aceitei, né? Fiz a palestra, achei bacana lá no outro, lá em Nova Viçosa na Bahia. Aí ela conversando com ela dis que ela é espírita lá de muitos anos e que assistiu em Minas, que ela veio de Minas, sula, é sul da Bahia, perto de Minas, esses fenômenos de materialização, as que viu muitas. Eu conheci o seu Jair lá no Jesus de Nazaré. O Zé Rodrigues conheceu a Divina ali conheceu a Márcia deve ter conhecido. E ele me contava, eu era adolescente, jovem, achava que interessante, eu tenho isso muito vivo na minha cabeça, histórias de materializações. Aliás, essas materializações é que convenceram muitos cientistas da época de Kardecitarem no espiritismo, porque eles assistiram esses fenômenos. E essa senhora me contou e o seu Jair me contava que o espírito materializava assim, ó, na frente das pessoas. Começava uma coisa muito tên uma névoa e tal, ia tomando forma. De repente, pessoas apareciam ali, expadres, ex-papas, pessoas da história, pessoas anônimas, crianças, ao ponto de, segundo seu Jair falava e eu já li outras obras, você pegar e sentir o pulso, pegar e sentir a temperatura, ser é algo fantástico, né? Eu, por exemplo, sou espírita por pura convicção. Nunca vi nada, nada, nada, nada, nada. É puro convencimento, né? Mas fico imaginando como seria isso. A fé dessas pessoas naquele momento é arrebatador, mas hoje não tem mais. Essa senhora me disse: "Olha, os espíritos falavam: "Vocês aproveita para ver isso aí, porque isso aí vai acabar. Isso aí vai acabar, não vai ter mais." E praticamente eu não ouço falar mais, não sei se os irmãos aí sabem onde tem, né? Mas eu não vejo falar. E teve muito para convencer as pessoas. Hoje, meus irmãos, nós estamos numa outra etapa do espiritismo. Essa etapa, ela teve o seu
s, não sei se os irmãos aí sabem onde tem, né? Mas eu não vejo falar. E teve muito para convencer as pessoas. Hoje, meus irmãos, nós estamos numa outra etapa do espiritismo. Essa etapa, ela teve o seu papel. Ela foi muito importante, tão importante que Jesus usou desse recurso. Jesus, ele ficava curando as pessoas. Primeiro que elas mereciam ser curadas. Segundo, ele usava aquele momento certo para mostrar quem ele era para as pessoas. Tipo assim, olha, eu sou o Messias. Ele não negou isso. Eu e o Pai somos um. Ele falou. Então ele através das curas ele fazia as pessoas terem fé e acreditarem. Eram pessoas rudes que se não tocassem como Tomé não acreditariam. Mas hoje nós estamos no outro patamar. A nossa fé hoje, inspirada pela razão, tocada pela fraternidade, pelo amor, ela pode nos levar a situações muito melhores. Nós vamos acreditar em um Deus de amor, em um Deus de justiça, em um Deus de equilíbrio, em um Deus que não nos pune, em um Deus que não nos premia, em um Deus que não castiga, mas em um Deus que permite a educação, fazendo cumprir o que disse Jesus. Conhecereis a verdade, a verdade vos libertará. Que as nossas vidas sejam vidas consagradas a esse princípio de retidão, de caráter. É o que precisamos hoje, de pessoas honestas, pessoas boas, pessoas gentis, pessoas educadas, assim na terra como no céu. Se nos portarmos aqui na terra assim, certamente que teremos uma entrada na vida espiritual de maior equilíbrio. Não adianta desejar o mundo espiritual venturoso, contato com os espíritos e palestra e não sei o quê e não sei o quê. Se a menor oportunidade que eu tenho na vida, eu leo, eu prejudico, eu falo mal, eu faço com observações perniciosas sobre alguém, não respeitando a ausência dele. Essa fé não me transformou, essa fé não me mudou. Essa fé não me fez uma pessoa melhor. Que a fé nos faça pessoas melhores, pessoas mais comprometidas com a verdade, pessoas mais éticas. Que a fé nos faça de fato verdadeiros discípulos de Jesus. Que Jesus nos ampare hoje
a pessoa melhor. Que a fé nos faça pessoas melhores, pessoas mais comprometidas com a verdade, pessoas mais éticas. Que a fé nos faça de fato verdadeiros discípulos de Jesus. Que Jesus nos ampare hoje sempre.
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