A Essência da Comunicação – T9:E18 | E quando tem bloqueios?
Na nona temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, a apresentadora Cristiane Beira reflete sobre a essência da comunicação, destacando como a fala, a escuta, o silêncio e as atitudes moldam nossas relações e favorecem o autodescobrimento. Neste episódio, Cristiane Beira discute os bloqueios que dificultam a comunicação — emocionais, psicológicos e relacionais — mostrando como eles se formam, como se manifestam e de que maneira podem ser superados à luz da psicologia espírita. A reflexão enfatiza o medo, a insegurança, a autodefesa e os condicionamentos interiores que impedem o diálogo autêntico, convidando a um exercício gradual de autoconhecimento, coragem moral e expressividade saudável. 📚 Referências bibliográficas: • Amor, Imbatível Amor, caps. 2, 3, 4 e 8 • Autodescobrimento: Uma Busca Interior, caps. 9 e 11 • O Despertar do Espírito, cap. 8 • Conflitos Existenciais, cap. 1 • Desperte e Seja Feliz, cap. 2 🎬 Indicação de Filme: • Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003) • O Discurso do Rei (2010) • A Pequena Sereia (1989 / 2023) #PsicologiaEspirita #JoannaDeAngelis #Comunicação #BloqueiosEmocionais #Autodescobrimento #Dialogo #SaudeEmocional #Espiritismo #TVMansaoDoCaminho #EspiritismoPLAY #DivaldoFranco #MansaoDoCaminho *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Hoje vamos falar sobre bloqueios. Eh, às vezes a gente percebe esse bloqueio numa forma bastante sintomática, envolvendo inclusive a função desse aparelho vocal que produz a fala. Outras vezes não. Esse bloqueio ele aparece mais de uma forma psicológica, emocional. Não é que eu não consiga, não é que eu me atrapalhe para falar, mas é uma postura de quem evita falar, de que tem medo de falar ou de quem se atrapalha no pensamento na hora de falar. Você percebe que tem ali algum ruído, você percebe que tem ali uma uma algo acontecendo que não permite a fluidez daquilo que eu penso, daquilo que eu sinto, com aquilo que eu falo, a forma como eu me expresso, não flui. Nós tendemos a reprimir, a segurar, a ficar tenso ou se a gente vai falar, a gente fala o que não queria, aquilo sai de um jeito que acaba atrapalhando, gerando problemas. Então é sobre esses bloqueios que a gente vai conversar. Veja que o próprio termo utilizado faz muito sentido, né? Quando nós falamos: "Ah, eu fui para São Paulo e fiquei parada na estrada porque tinha uma um bloqueio. A estrada estava bloqueada por algum motivo, um acidente, seja lá o que for. Então o que acontece? Eu paro, né? O bloqueio ele é uma interrupção. A gente fala de, quando eu falo em qualquer situação que eu cite existe um bloqueio, a gente já entende que deveria haver algum tipo de fluido, de algo que estava fluindo, movimentando e foi interrompido o bloqueio. Então, ele vem interromper o movimento, a fluidez de algo. Eu comecei a escrever um livro e tive um bloqueio. Então, o livro estava fluindo, as palavras, os contextos, os conceitos, as ideias. Parou, interrompeu. Então, bloqueio em termos de comunicação é algo que interrompe a fluidez, que não permite mais que as palavras, os pensamentos, as expressões eh apareçam, criem vida. E aí a gente pode perguntar o por que será que a gente muitas vezes se sente bloqueado? Ah, eu o meu chefe falou comigo de um
is que as palavras, os pensamentos, as expressões eh apareçam, criem vida. E aí a gente pode perguntar o por que será que a gente muitas vezes se sente bloqueado? Ah, eu o meu chefe falou comigo de um jeito e não foi justo. Ele estava me acusando de algo que eu não fiz, mas eu tive um bloqueio na hora em não conseguir me não conseguir me defender, não conseguir não conseguir expressar. A gente usa muito isso e em várias outras situações. Eh, ou alguém pergunta pra gente: "Ai, eh, eu te dei aquele presente, você gostou e a gente detestou, não tem nada a ver com a gente de novo." Não consegui arranjar um jeito de explicar, né, de uma forma gentil, amorosa, mas de expressar que ele não era bem aquilo que eu queria. A gente não, não me deu um bloqueio na hora. Eu falei: "Eu amei". Aí a gente se cobra porque se eu falar: "Ai, que falsa Cris, você não amou". Mas algo me bloqueou, fiquei com medo de magoar, seja o que for. Então, quais são as causas? Essa é a pergunta, né? Por que que eu me bloqueei, não consegui falar, responder o meu, o meu chefe? Eu me bloqueei, não consegui explicar o que eu não gostava. Eu me bloqueei, não consegui falar em público na hora que chegou a minha vez. Por que que eu tenho esses bloqueios que me travam, que interrompem a fluidez do meu discurso? Então, são várias as causas. Eu pincelei algumas pra gente começar a fazer uma ideia de como que isso é formado no nosso aparelho psíquico, né? provavelmente, maioria das vezes, se não todas, vai ter relação com experiências passadas malsucedidas. Ou seja, hoje eu não falo, hoje eu travo, porque num passado que pode ser próximo, pode ser distante, pode ser remoto, tipo vidas passadas, naquele passado eu tive uma experiência que ao falar deu tudo muito errado. Eu eu eu acabei me deparando com altos prejuízos, dores, sofrimentos. A casa caiu ali, eu passei a ter receio de fazer aquilo que eu fiz e não deu certo. Então isso é é explicação para todos os nossos conflitos, inclusive para esses que nos bloqueiam. Então sempre vai ter relação,
ali, eu passei a ter receio de fazer aquilo que eu fiz e não deu certo. Então isso é é explicação para todos os nossos conflitos, inclusive para esses que nos bloqueiam. Então sempre vai ter relação, senão sempre, quase sempre vai ter relação com esses traumas, né, anteriores. E que tipo de traumas a gente vivencia? provavelmente que faz com que a gente retenha a nossa voz, né? Eh, e vou até anotar uma coisa que eu lembrei agora para eu não esquecer, porque até o final eu vou ter esquecido. Então, já anotei. Então, o que que faz com que a gente retenha a voz? Então, por exemplo, que tipo de trauma que a gente vivenciou? Que tipo de experiência a gente vivenciou? eh, de humilhação, de violência verbal. Então, eu fui punida de uma forma rígida por algo que eu falei. E a gente vai começar a lembrar, eu já tô lembrando de episódios quando a gente é criança, às vezes um professor, o pai, a mãe, um dia que não tava de bem com a vida ou por ignorância, não sabia. Então você como criança vai diz alguma coisa que para você tá OK, você não tem capacidade de julgar aquilo que você falou, que você pediu. E aí a resposta ela é desproporcional. Vem uma resposta que você nunca esperou. Vem uma resposta punitiva, autoritária, agressiva, violenta, humilhante. Eu fiz uma pergunta boba porque eu era criança e eu não tinha noção do que eu tava perguntando e a e a minha casa inteira eu era a filha mais nova, por exemplo, e a minha e os meus irmãos, os meus pais deram risada de mim. Eles acharam até fofo a pergunta inocente, bobinha que eu fiz enquanto criança, mas a leitura que eu faço é eles não riem assim deles, eles riram de mim. Então, o que eu falei eh é desvalorizado. Então, essa ironia me causa uma sensação de não sou boa suficiente. Olha o que que eu que eu gerei neles. Eu não gerei uma expressão de admiração, de interesse, eles deram risada. Então, sempre que eu passo por humilhação ou por punição, eh, eu, principalmente quando criança, que eu não sou capaz de fazer uma leitura do tipo: "Meu pai hoje
ação, de interesse, eles deram risada. Então, sempre que eu passo por humilhação ou por punição, eh, eu, principalmente quando criança, que eu não sou capaz de fazer uma leitura do tipo: "Meu pai hoje não tá no bom dia, ele jamais deveria ter falado comigo assim. O erro é dele e não me". A criança não tem condição de fazer isso. Ela vai fazer uma uma leitura contrária. Eu o que eu fiz deixou meu pai bravo. Aquilo que eu trouxe foi um absurdo a ponto do meu pai se irritar e me xingar. Então isso é inadequado. Se é inadequado, eu não vou mais fazer. Então a gente trava, a gente segura. E por aí vai. Pessoas figuras autoritárias quando quando eh pune muito severamente, cobra muito severamente, você vai ficando com medo de se arriscar. Eu fui falar, ele me humilhou, ele ele ele ele me ele me ridicularizou ou ele me puniu por aquilo que eu falei, né? Então, eh, eu vou travando. Melhor não falar do que ser ridicularizado ou do do que ser punido ou do que ser, né, perseguido. Eu passo a adotar uma postura do ficar calado é mais seguro. Eu corro menos risco, eu pago menos patos, eu eu eu sofro menos consequências se eu ficar quieto. Então, eu passo a adotar comportamentos mais fechados. Eu não deixo fluir. Eu não deixo o fluxo natural daquilo que eu quero perguntar, daquilo que eu gostaria de falar. Eu não vou falar, não vou me expor, porque a chance de eu sofrer é grande. Então é preferível ficar protegida aqui. Vou entrando num casulo protetivo, né? Às vezes a a imagem que fica para mim é: "Minha voz não é valorizada, minha voz não é necessária, minha voz não é suficiente, minha voz causa ã uma reação ruim nas pessoas, então é melhor eu ficar quieto. Às vezes tem a ver com baixa autoestima e eu já não acredito que eu sou boa o suficiente. Então é um perfil meu, é é parte da minha personalidade. chego na vida trazendo de vidas passadas, por exemplo, uma baixa autoestima. Eu vou precisar de muitos reforços positivos da minha família, dos educadores, para que eu possa começar a me arriscar.
de. chego na vida trazendo de vidas passadas, por exemplo, uma baixa autoestima. Eu vou precisar de muitos reforços positivos da minha família, dos educadores, para que eu possa começar a me arriscar. Então, tem criança que você percebe que ela chega tímida na vida, ela chega insegura. Então, nesse caso, o ambiente precisa, precisa ler essa criança e perceber que precisa estimular. Olha, qualquer pequena demonstração de tentativa de falar deve ser olhada. Parabéns, eu vi que você se arriscou. Que legal. Olha o que que você trouxe. Interessante o que você falou. Sabe o que eu nunca tinha pensado? Puxa, olha o que que você observou. Eu vou mostrando para ela que quando ela se arrisca a dizer, ela recebe carinho, elogio, gratificação, valorização, pertencimento, autorização. Aí ela vai se soltando aos poucos. Então também tem a ver com vidas passadas, com perfil, com personalidade, né? às vezes tem a ver com questões sociais de algum bullying que sofreu, de algumas alguma situação que tenha vivenciado em sociedade e que, né, a gente fala, pagou um mico enorme, achou melhor na próxima vez nem tentar, ficar quieto, é melhor se reprimir. E às vezes é uma falta de modelo mesmo, né? Às vezes é uma própria estrutura dentro de casa de quem não se valoriza. As pessoas, ninguém ganha nada falando. Para que que eu vou falar? Então, então, se tem alguém precisando de ajuda e e eu vou lá e e ofereço uma uma solução e a pessoa nem me retribui nem para obrigar, nem para falar um obrigada, para que que eu vou me desgastar, me expor, buscar, né, dedicar uma energia para isso? Se eu não recebo, gente, ainda não é Jesus Cristo, né? Jesus Cristo trabalha pelo amor puramente. A gente precisa ainda desse alimento, dessa troca. Então, quando a gente começa a a oferecer e a gente percebe que é inóqua a o resultado é inóquo, assim, parece que o que eu fiz ou que eu não fiz dava na daria na mesma. Começar a se poupar, a gente vai começar a se poupar. É um é um mecanismo natural, instintivo, até.
qua a o resultado é inóquo, assim, parece que o que eu fiz ou que eu não fiz dava na daria na mesma. Começar a se poupar, a gente vai começar a se poupar. É um é um mecanismo natural, instintivo, até. Ah, mas por que que você não falou? Ah, eu sempre falo, a pessoa não me escuta, nunca dá em nada. Mesmo que ela age, ela aproveita aquilo que eu falei, ela nem prestou atenção que foi de mim que saiu, não tem troca. Então eu não fico estimulada a continuar alimentando, né, essa relação. A gente vai se distanciando, a gente vai esfriando. Algumas vezes também a gente pode começar a ficar mais quieto por uma sobrecarga emocional. Então eu posso, a gente percebe, a gente diz assim: "Nossa, vocês estão percebendo que a fulana anda mais silenciosa?" Ela não era assim. Ela era de falar, ela expunha o pensamento, ela participava. Engraçado, faz um tempo que ela anda meio quieta. Então isso também pode ser estresse, sobrecarga. A pessoa vai, ela vai entrando num lugar de proteção mesmo, né? Eu vou me aqui para reter energias, porque eu tô com tanta coisa na cabeça, eu tô enfrentando tantos dilemas que eu prefiro me poupar. Então, a gente fica mais na retaguarda nesse sentido de não gastar energia. deixa para deixa energia para aquilo que realmente importa. E a gente pode pensar, então, fazendo um resuminho aí dessas causas, tem a ver com experiências passadas, em que eu me senti desprezada, desvalorizada, em que eu sofribal ou ou outro tipo de violência, em que em que houve ironia ou ou houve punição. Então, eu fui me expressar e eu encontrei isso. Uma vez, duas vezes, três vezes, eu desisto. É como se eu tivesse aprendendo. É um mecanismo de aprendizagem. É pedagógico. É pedagógico a gente gostar. Eu me sentir bem com aquilo que eu fiz. Eu vou querer repetir. Eu me senti péssima com aquilo que eu fiz. Eu não vou repetir, né? É um mecanismo instintivo nosso, em em que a gente vai querer mais uma vez aquilo que foi legal e a gente vai querer evitar aquilo que foi aversivo, aquilo que foi desconfortável.
não vou repetir, né? É um mecanismo instintivo nosso, em em que a gente vai querer mais uma vez aquilo que foi legal e a gente vai querer evitar aquilo que foi aversivo, aquilo que foi desconfortável. Então, as causas dos meus atuais bloqueios estão em experiências passadas, desde agora, às vezes até em vidas anteriores, que tem relação com essa troca que não foi vantajosa, que não foi confortável. Ao procurar me expor, eu recebi um tipo de retorno que foi muito ruim. Então, eu vou aprender que é melhor eu ficar quieta, melhor eu ficar distante, melhor eu ficar protegida. E as consequências desses bloqueios emocionais, uma vez que eu tenha adotado essa postura, mas vou ficar quieta, não vou me expor, deixa eu ficar dentro da minha redoma, eu sou aquela que é melhor não falar nada do que ficar levando eh retornos negativos. Que que vai acontecer comigo ao longo de um de uma vida agindo assim com bloqueios? Então, a gente vai, a gente fala de algumas expressões interessantes, né? A gente passa a adotar posturas do não dito. Aquilo que é não dito fica onde, né? tava aqui, deveria ter saído. Eu deveria ter falado, não gostei da forma como você me tratou, mas eu tenho medo de falar e de receber uma violência maior. Eu fico quieta, eu me calo. Só que isso, essa energia irritada, magoada, uma vez que ela não fluiu, ela fica represada. Se eu bloqueio, ela ela continua viva em mim. E ela vai se manifestar de um jeito ou de outro. A gente falou bastante na temporada em que nós tratamos dos transtornos mentais. A gente falou bastante da questão disso que fica retido, dos complexos e da somatização. Então, muitas doenças que a gente gera, inclusive cânceres, podem ter se originado do não dito. Engolir, engolir, engolir. Às vezes a gente fala assim: "Nossa, eu queria ter falado uma coisa, não falei, me deu uma laringite, uma faringite, um uma midalit, né? Aquilo que não saiu na forma de palavras se manifestou na forma de uma disfunção, de uma de uma bactéria, de um de um de uma irritação. Tô com a garganta
laringite, uma faringite, um uma midalit, né? Aquilo que não saiu na forma de palavras se manifestou na forma de uma disfunção, de uma de uma bactéria, de um de um de uma irritação. Tô com a garganta irritada. Olha que legal a expressão. Como é que a garganta fica irritada? Se irritação é uma é uma expressão emocional e a garganta é física, mas a irritação da emoção que não saiu na forma verbal, também não tô falando para sair xingando todo mundo. A gente precisa dar voz às palavras de um jeito que não machuque nem você e nem ao outro, né? Então existe alternativas criativas, como dizia Jung, em que a gente consegue expressar sem machucar e sem se machucar. Mas a irritação que não saiu na forma de fui lá e falei, pontuei, me defendi, ela sai na forma de uma irritação de garganta, por exemplo. Também não quer dizer que toda irritação de garganta tem a ver com isso, mas pode, né? Então, o dito fica represado. E o represado pode gerar somatização. Aquilo que não foi dito se manifestar no corpo, aquilo que foi mal dito. Então, se é ruim não dizer, porque eu implodo, é ruim dizer de forma descompensada, porque aí eu explodo, aí eu continuo gerando prejuízo pro outro e para mim. Então aquilo que eu fui maldito, que foi maldito por mim, tanto que a gente fala, ai que coisa maldita, né? A maldição, o que que é maldição? É uma fala, tem a ver com o dizer que foi mal feita. ela vai gerar, ela vai carregar o mal, o prejuízo, a dor, o desconforto. Então aquilo que eu digo mal porque eu não me controlei, porque eu xinguei, porque eu explodi também não é uma boa forma, né? Então, esses bloqueios, eles podem tanto gerar essas implosões no sentido de eu somatizei aquilo que eu não tive coragem de falar, porque eu fico quieta, porque se eu falar eu tenho medo do da consequência. Quanto eu segurei, segurei, segurei, bloqueei, bloqueei, bloqueei. Quando aquilo veio, veio com uma força de uma bomba atômica. Aí, olha, eu metralhei quem passou à frente. Também não é legal. Aquilo que
nto eu segurei, segurei, segurei, bloqueei, bloqueei, bloqueei. Quando aquilo veio, veio com uma força de uma bomba atômica. Aí, olha, eu metralhei quem passou à frente. Também não é legal. Aquilo que foi mal dito, aquilo que foi não dito, aquilo que foi mal entendido. Eu não fui clara, eu falei, eu ensinoei, eu usei de chantagem, o outro não entendeu, ficou magoado, aqueles malentendimentos, tudo isso é a partir de bloqueio, né? Então, quando eu gero um quando eu tenho um bloqueio, ou eu seguro, ou eu seguro tanto que eu explodo, ou eu vou falar, mas eu me atrapalho, eu uso a palavra errada porque sai torto, porque sai distorcido, a pessoa entende, entendeu errado e gera conflito. Tá vendo? Não é legal, não vai fazer bem, porque ou eu falo, ou eu não falo, ou eu explodo, ou eu falo de um jeito que sai distorcido, né? a gente acaba gerando falta de confiança nos relacionamentos, porque eu não sei o que a Cris está pensando. Ela não fala, ela tem bloqueio para tudo, ela não se comunica, ela não se expressa, ela não me diz, ela não me conta. Eh, às vezes é uma comunicação passiva agressiva, às vezes a Cristinha, às vezes ela solta o cachorro para todo mundo, às vezes é um autoisolamento emocional, eu não sei porque ela tá lá fechada em si, a gente não sabe o que que ela tá sentindo. Tudo isso é consequência, pode ser consequência desses bloqueios emocionais. Porque é isso, eu viro uma caixinha de segredo, eu me tranco, então eu não sei o que tá lá dentro. Não sei o que tá sendo juntado. As pessoas não sabem o que sai. De vez em quando abre, sai tudo de uma vez, de vez em quando sai distorcido, de vez em quando ela tá horrível a pessoa e você não sabe o que ela tem. E ela não fala o que ela tem, né? E cresce ressentimentos. Porque se eu não falo é aquilo que eu falei, aquilo vai se avolumando em mim. Então a emoção vai ficando grande, vai ficando pesada, vai ficando densa, né? Aí eu acabo até me distanciando de quem eu sou. Por quê? Porque eu vou agindo na vida, eu vou me relacionando
ando em mim. Então a emoção vai ficando grande, vai ficando pesada, vai ficando densa, né? Aí eu acabo até me distanciando de quem eu sou. Por quê? Porque eu vou agindo na vida, eu vou me relacionando não de maneira fluida, porque existe um bloqueio. Então o fluxo da minha vida para, para. Se para, as pessoas não sabem quem eu sou, porque eu tô travada aqui, eu tô escondida. às vezes flui de um jeito que não é o legal, passa por um atalho, flui de outro jeito. Então eu falo, mas eu não falo o que eu deveria ter falado. Eu falo, mas eu não falo para quem eu deveria ter falado. A gente vai se atrapalhando, né? E a gente vai se distanciando de quem é a gente. É muito melhor para todo mundo se eu sou capaz de deixar eu fluir, de falar sim, sim, de falar não, não, de expor aquilo que eu tô com vontade de expor, mas de um jeito que eu não magoeio os outros. Para isso, eu preciso ter liberdade. Eu preciso me sentir num ambiente em que eu tenho permissão de ser quem eu sou. Eu não vou receber deboche, bullying, violência, punição. Eu não vou ser excluída. Se eu tenho permissão de falar, as pessoas vão me ouvir. Não quer dizer que vão concordar, mas isso me dá espaço para eu fluir. Se eu não fluir, eu não eu não sou eu. Eu acabo sendo uma versão de mim adoentada. Não é bom para mim e não é bom para ninguém. Então, as pessoas que são muito autoritárias e que causam nos outros essa esse medo de fala, elas acham que estão no poder. Ah, as pessoas não têm coragem de falar qualquer coisa para mim, não. Só que deveria lamentar isso, porque elas não têm coragem de falar qualquer coisa. Então, elas não vão ser elas, elas não vão ser naturais com você. Você tá vivendo com uma versão distorcida da pessoa. Você pode até se eh se poupar de coisas que elas não vão ter coragem de falar, mas você vai se poupar também daquilo que seria o bonito delas falarem, elas vão ter medo e não vão se expressar. Então é péssimo para todo mundo, né? Bom, agora que a gente já aqueceu, nós vamos entrar em Joana. E eu trouxe
ambém daquilo que seria o bonito delas falarem, elas vão ter medo e não vão se expressar. Então é péssimo para todo mundo, né? Bom, agora que a gente já aqueceu, nós vamos entrar em Joana. E eu trouxe bastante trechos. Então vamos lá, direto ao assunto. É essa questão da infância que eu acabei de falar, né? pais punitivos, rigorosos, que debocham, que não dão espaço pros filhos falarem, que tiram sarro das das coisas inocentes e bobas, eh eh ou que são exigentes, que querem tudo certo, que punem qualquer coisa fora. Então, na infância a gente cria muito bloqueio, muito. Por isso que eu volto a falar, o melhor investimento que a gente pode fazer para a humanidade é investir nos educadores, porque são eles é que vão facilitar a vinda desses espíritos, preparando-os da melhor forma possível para que eles possam se dar bem. A gente atrapalha muito a humanidade pela educação eh imperfeita no sentido de ignorante, que a gente já poderia estar melhor, mas a gente não se prepara e aí a gente gera tantos conflitos. Então eu começo com amor imbatível, amor. Capítulo 2. Muitos fatores perinatais e da infância predominam na área dos conflitos e da desafeição. São registros que não foram digeridos nem consciente e nem inconscientemente, remanecendo como trauma de solidão, de desamor, de rejeição, de decepção dos pais e do instituto familiar ou no meio social, ou mesmo heranças genéticas que agora se manifestam em isolacionismo, censuras doentias, autoflagelações dolorosas, quão injustificáveis. Então, Joana tá falando pra gente, olha aí para esse passado, busca essas possíveis situações que ainda estão reverberando no mundo íntimo dessas pessoas que passaram por decepção dos pais, por rejeição, por solidão, por desamor, por censuras doentias, por flagelações, né? E no livro autodescobrimento, ainda nesse tema da infância, autodescobrimento, uma busca interior, capítulo 9, Joana diz: "Eh, são muito comuns nesse período, né, dessa dessa fase infantil, as ameaças e as chantagens afetivas. Se você não se
tema da infância, autodescobrimento, uma busca interior, capítulo 9, Joana diz: "Eh, são muito comuns nesse período, né, dessa dessa fase infantil, as ameaças e as chantagens afetivas. Se você não se alimentar, se você não dormir, não proceder bem, papai e mamãe não vão gostar mais de você. ou o bicho papão lhe pega, etc. A criança, incapaz de digerir a informação, passa a ter medo de perder o amor, de ser devorada, perturbando a afetividade, que entorpece a naturalidade do seu processo de amadurecimento, tornando o adolescente inseguro ou um adulto que não se sente credor de carinho, de respeito, de consideração. A deformação leva-o a barganhas sentimentais. Conquistar mediante presentes materiais, bajulação, anulando sua personalidade. Vou me distanciando de quem eu sou, procurando agradar o outro, diminuindo-se, supervalorizando o afeto que há nela. Ou seja, eu vivo uma versão da vida distorcida que não é minha. Para eu amar e ser amado, eu vou usar de bajulação, eu vou usar de presentes. Quando eu recebo alguma coisa, eu não sei se sou eu que tô recebendo ou se a pessoa tá querendo alguma coisa de mim. Eu eu me distancio da possibilidade de ter uma vida que é autêntica, né? A gente costuma falar na linguagem unuiana, a alma não é vivida, presente, sentida. Eu vivo conflitos. Eu agi assim porque o conflito que eu tenho me fez agir porque eu tenho medo de de novo. Eu não agi assado porque eu carrego um conflito que da última vez que eu ajei. Então o que que eu tô vivendo? Os complexos. Agora, se eu vou tendo permissão de de deixa sair, Cristida nem debochada. Eu tenho mais chance de expressar a minha alma, o meu ser, o meu espírito, a minha realidade, a minha essência, né? Bom, ã, eu lembrei também, ainda falando da criança, da infância, eu lembrei da comunicação não violenta, né? dos princípios da comunicação não violenta. E tem uma frase que se usa bastante na disciplina positiva, que tem a ver com essa comunicação não violenta. E eles falam assim, ó, ninguém pode, porque é
? dos princípios da comunicação não violenta. E tem uma frase que se usa bastante na disciplina positiva, que tem a ver com essa comunicação não violenta. E eles falam assim, ó, ninguém pode, porque é assim, muitas vezes a gente acha que tá educando sendo rígido, rigoroso, exigente, né? Só que pensa, quando eu ajo assim, como que a criança se sente? Então, meu filhinho, meu netinho, seja lá o que for, acabou de cometer um erro. Foi mexer numa coisa lá, quebrou. Aí, vamos supor que eu chegue para ele, brava, rígida. Eu já falei, você viu o que que você fez? Não era para ter mexido aí. Você desobedeceu, tá? Se ponha no lugar dessa criança. Que que você, ó, só de eu interpretar, eu já me senti mal. Que que você sentiu? medo, tristeza, vontade de chorar, raiva, desespero, tudo isso. E eu acho que eu eduquei uma criança. Então, veja, a criança cometeu um erro, eu como adulto vou interferir para corrigir. resultado. A criança tá lá morrendo de medo, querendo chorar, com choro na garganta, com medo de chorar, com raiva do que seja lá o que ela tá sentindo. Como que eu posso achar que isso foi legal? Como é que eu posso sair da Ah, agora sim, eduquei direitinho, aproveitei a oportunidade, agora, meu filhinho, ó, como que eu posso achar que isso tá funcionando? Eu não paro para pensar, gente. É óbvio que que adiantou isso? Ah, ele nunca mais vai fazer isso. Não vai mesmo. Nem isso e nem algumas outras coisas que ele deveria fazer. Ele não vai fazer porque ele tem medo de se arriscar e chegar onde ele chegou. Olha que lindo que você acabou de fazer. Evitou um problema para você, porque ele não vai mais mexer onde você não quer que ele mexa. E travou. Travou, né? Nós não estamos falando bloqueio, bloqueou essa criança de futuros riscos que ele deveria correr para crescer, né? Então, a frase da comunicação não violenta é assim, ó. Ninguém pode ser melhor, eu não quero que ele seja melhor. Eu quero que ele seja melhor. Não quero que ele quebre coisas. Eu não quero que ele descumpra regras. Eu quero que ele seja
lenta é assim, ó. Ninguém pode ser melhor, eu não quero que ele seja melhor. Eu quero que ele seja melhor. Não quero que ele quebre coisas. Eu não quero que ele descumpra regras. Eu quero que ele seja melhor do que ele foi. A frase é: Ninguém pode ser melhor depois de ter se sentido pior. Porque na hora que eu faço essa correção agressiva, que que ele se sente? Se você perguntar para ele, ele pudesse falar: "Como você se vê nessa hora?" Ele vai falar: "Eu sou um incompetente, eu sou péssimo, eu quebro tudo, eu faço tudo errado". A autoimagem que ele acabou de construir ali com uma com uma pitadinha foi péssima, porque ele olhou para ele e se sentiu péssimo. Como, como que eu posso achar que eu tô ajudando uma criança fazendo ela se sentir péssima sobre ela mesma? Então, ninguém pode ficar melhor, ninguém pode se tornar melhor depois de ter se sentido pior. Isso não educa, isso bloqueia, isso gera baixa autoestima, uma autoimagem distorcida, negativa de si mesmo, né? Então eu tô lá no livro agora, O Despertar do Espírito, capítulo 8. E Joana diz: "Crianças que foram desamadas ou que vivenciaram um grupo familiar agressivo de constituição grosseira, vulgar, permanecem assinaladas pelos atritos emocionais e desajustes a que se a que se viram submetidas, cerrando-se, bloqueando, né, o sentimento por transferirem pra sociedade aquilo que lhes era comum na intimidade doméstica". Ah, eu não vou me expor no meu trabalho, porque muito provavelmente que eu vou receber o que eu recebi em casa, né? Bloqueando a capacidade de amar por não se sentir amada, a criança encarcera outros sentimentos e tendências, impedindo-lhes o desenvolvimento em razão da ira e das mágoas que teve que acumular para sobreviver, ou da dissimulação de que se revestiu, a fim de ser poupada pelos adultos perversos ou doentes que acercavam, criando-se eh, desculpa, crivando-a de reprimendas, de golpes, de desinteresse emocional. Olha que forte o parágrafo que Joana expõe, né? A criança se bloqueia, se bloqueia
s ou doentes que acercavam, criando-se eh, desculpa, crivando-a de reprimendas, de golpes, de desinteresse emocional. Olha que forte o parágrafo que Joana expõe, né? A criança se bloqueia, se bloqueia não só na fala, se bloqueia em tudo emocionalmente falando, até na capacidade de amar, porque ela tem medo de se arriscar. Ela não entendeu que esse amor é livre, ele não julga, ele acolhe, ele protege. Aquele amor que ela vivenciou é um amor que ficava supervisionando com o dedinho aqui para punir, para xingar, para expor, para pr para eh debochar. Então, ela não vai se arriscar porque ela não quer ficar passando por aquilo, né? Então, é muito triste isso. E lembra que eu falei que pode até ter não só origem na infância, mas em vidas passadas. Então, Joana, no livro Conflitos Existenciais, capítulo 1, ela diz assim, ó: "Sob outro aspecto, as heranças espirituais de experiências transatas permanecem comandando o inconsciente profundo e gerando automatismos de bloqueio para todas as experiências que se apresentam na condição de ameaças à paz." Então, Joana tá lembrando que não necessariamente foi instalado nessa infância. Às vezes ela vem de uma vida anterior. A infância, se for bem vivida, com pessoas eh com estrutura para educar, eh pode minimizar o um tanto a ponto dele conseguir se soltar ou pode reforçar, dependendo onde essa criança nasce, que tipo de educação ela recebe. Bom, agora vamos para outro assunto que é a consequência. Você lembra que eu falei que essa essa coisa da dominação, da intransigência, da exigência, da violência, esse negócio de de intimidar, ele gera bloqueio. A pessoa se sente vítima e aí ela não vai conseguir expor, falar, ela não se sente naturalmente, ela vai se segurar, ela vai se reprimir. Então, no livro Amor imbativo Amor, capítulo 4, Joana fala assim: "A violência de qualquer matiz é sempre responsável pelas tragédias do cotidiano, não apenas a que agride pela brutalidade, por intermédio de gritos, golpes, covardes, mas também a silenciosa, né? É, desculpa, mas também
quer matiz é sempre responsável pelas tragédias do cotidiano, não apenas a que agride pela brutalidade, por intermédio de gritos, golpes, covardes, mas também a silenciosa, né? É, desculpa, mas também a que a que deriva do orgulho, da indiferença, da perseguição sistemática e silenciosa, das expressões verbais pejorativas, dissimulando, condenando, enfim, de todo e qualquer recurso que desdenha das demais criaturas, levando-as a patologias inumeráveis. Então, a violência não é só ruim, essa que dói o corpo, essa que agride com soco, pontapé, tapas, não. A violência ruim também é essa silenciosa, fruta de um orgulho. É uma perseguição sistemática, é um deboche, é uma humilhação, palavras pejorativas, deboches e e isso gera patologias inumeráveis. Nós falamos também quando a gente comentou sobre as causas e as consequências do eh dos bloqueios, a gente falou sobre timidez, sobre insegurança, né? Tanto uma pessoa insegura vai ter dificuldade para se expressar, mesmo que ela não tenha sido traumatizada, quanto ela pode ter se tornado tímida, insegura por conta do trauma que sofreu. Às vezes é uma questão da personalidade, traz isso de vidas passadas, fica mais quieta porque faz parte do jeito dela ser. Às vezes esse jeito dela ser é porque ela foi eh reprimida nesse sentido violento no passado, né? Então, de qualquer forma, vale uma investigação, uma análise, prestar atenção nos aspectos de quem é tímido, de quem é inseguro, porque ele precisa, a gente precisa desenvolver, independente se foi dessa vida ou de vida passada, a gente precisa se soltar, se arriscar, ter um pouco mais de segurança, né? Eu voltei lá no livro Amor imbatível amor e Joana diz assim no capítulo oito eh, o indivíduo tímido de alguma forma é portador de Ah, olha que interessante isso, gente. E porque ela vai falar o seguinte: às vezes a gente fica tímido por conta do que eu acabei de dizer, né? Trago traço de temperamento de vida passada ou sofri algum tipo de repressão, prefiro ficar quietinha. Às vezes essa quietinha,
e: às vezes a gente fica tímido por conta do que eu acabei de dizer, né? Trago traço de temperamento de vida passada ou sofri algum tipo de repressão, prefiro ficar quietinha. Às vezes essa quietinha, coitadinha, na verdade é engolindo um orgulho enorme. Eu tenho medo de ser esse prepotente, então eu, ó, fico recluso aqui dentro. É sobre isso. Então, então Joana diz: "O indivíduo tímido de alguma forma é portador de exacerbado orgulho que o leva a construção de comportamento equivocado. Supõe inconscientemente que não se expondo, resguarda sua realidade conflitiva, impedindo-se e aos outros eh impossibilitando uma identificação profunda do seu self." Então ela tá dizendo assim: "Vai que as pessoas descubram que eu sou arrogante, prepotente, orgulhosa. Então eu vou ficar quietinha, não vou dizer nada. Bloqueio quem eu sou de medo que vocês descubram as minhas sombras. Isso não funciona. Isso não funciona e isso não é bom. Isso é eu arrastar a questão. Aceite-se, olhe pro seu lado e inclusive brinque com ele no sentido de, gente, olha, desculpa, recolho o que eu acabei de falar. Foi a orgulhosa que existe em mim que disse, eu sou capaz de enxergar. De vez em quando ela escapa, mas eu tô aqui educando essa orgulhosa. Então, me perdoem, tá? Tô retirando o que eu falei. Olha que legal, né? Eu eu me permito fluir, não vou reprimir, não vou bloquear, mas estou vigiando, presto atenção e me recolho, reparo, me desculpo, peço perdão. É, é, é assim que eu vou me educando. Essa orgulhosa, ela vai começando a, ela precisa viver para ela aprender como se vive. Eu não preciso matar a orgulhosa em mim. Eu preciso pôr esse orgulho no lugar dele que ele vai ser bom. Porque o orgulho tem um aspecto do quero ser, quero ser boa, quero dar conta, isso é bom, mas ele não pode fazer isso a custas do outro, de humilhação, de se achar a última bolacha do pacote. Mas eu vou aprendendo a lidar. Para isso, eu preciso que ela viva. Se a minha, se o meu filho, ele não sabe se comportar direito, eu vou amarrar ele? Não, eu vou
e se achar a última bolacha do pacote. Mas eu vou aprendendo a lidar. Para isso, eu preciso que ela viva. Se a minha, se o meu filho, ele não sabe se comportar direito, eu vou amarrar ele? Não, eu vou deixar ele se comportar para corrigir. Vou apontando, vou mostrando. A mesma coisa comigo. Se eu tenho aspectos internos que não são adequados, eu preciso deixar eles saírem sob vigilância para eu poder ajudá-los a se educarem, né? Eu não sei se eu li agora, falei tanto que até me perdi aqui. Autodescobrimento, não. Eh, então vamos lá. Então, esse medo de ser criticado, eh, por se sentir num ambiente hostil, perigoso, né? É como se eu tivesse que vestir uma máscara para ninguém descobrir. Então, no livro autodescobrimento, uma busca interior, capítulo 11, Joana fala sobre isso. Tem um pouquinho continuação do que eu tava dizendo antes. Então, muitas vezes eu uso uma máscara para ninguém perceber quem eu sou, porque eu tenho medo que vocês não gostem de mim, ou porque eu tenho medo do que pode sair de mim. Então eu uso uma máscara no sentido de eu fjo ser uma pessoa não muito parecida com quem eu sou. Então ela diz: "Descobrimento, uma busca interior, capítulo 11". Bloqueando-se pelo injustificável receio das opiniões alheias, o indivíduo recua ante possibilidades enriquecedoras de crescimento interior, de realização, deixando de ser feliz para estar sob. Porque ele não é quem ele deveria ser. Fugindo das suas dúvidas, tornando-se crítico mordaz dos outros no processo de transferência de valores internos, procura agradar na presença e faz-se sensor na ausência. Na frente, ai lindinha, vira as costas que eu, ó, metralho você. insatisfeito, é rude com as pessoas que dele dependem, é bajelador com aqueles que acham superior, ou seja, quem eu enxergo que tá abaixo no sentido hierárquico, meu funcionário, eu sou exigente, eu maltrato, eu humilho. Quem está para cima nessa hierarquia, eu baju e quero agradar para ele gostar de mim. Ai, que desagradável que é, né, esse tipo de comportamento, né? E por isso
sou exigente, eu maltrato, eu humilho. Quem está para cima nessa hierarquia, eu baju e quero agradar para ele gostar de mim. Ai, que desagradável que é, né, esse tipo de comportamento, né? E por isso que ele é confuso, ele é ele apresenta esse dúbio melíflo, né? As suas opiniões têm por meta atender a todos, concordando com ambos os litigantes quando for o caso. Sabe a pessoa que concorda com com o A e com a antítese do A? Parece um diplomata hábil, mas na verdade traz temores íntimos, né? Não tem nada de diplomacia, tem é conflito em atuação. Então isso também acontece. Percebe que é uma pessoa bloqueada? Por que que ela é bloqueada? Porque ela não tá sendo ela. Ela não tá se deixando fluir. Ela representa papel. Daí ela fala para um que ela acha que o outro quer escutar para para gostar dela. Daí ela fica por aqui tendo que aguentar um monte de coisa para bajular. A hora que ela tá quase explodindo, ela vomita na cabeça de quem tá abaixo. É uma confusão, é desagradável. Não é gostoso conviver com alguém assim. É tão bom conviver com alguém que é natural, que flui. Toda vez que a gente bloqueia esse bloqueio, uma hora eu seguro tanto, outra hora ele explode. É, é ruim para todo mundo. Ele é ruim. Agora a gente vai já pros finalmentes, né? Então quando que a gente vai perguntar, e aí que que a gente faz com esses bloqueios, né? Como é que a gente se livra deles? O que que nos cabe? E é uma palavra, enfrentamento. O que quer dizer enfrentamento? Olhar de frente. Olhar, analisar, prestar atenção, falar a respeito, fazer terapia. Que que é essa fazer terapia? é trabalhar com aquilo, é trabalhar, é trazer, é conversar, é processar, é diferenciar, é é analisar, é testar, é treinar pedagogicamente. Vou prestar atenção em mim para ver se eu consigo não fazer de novo. Então é o enfrentamento. Não adianta reprimir, fingir que não existe, deixar para lá, outro dia eu resolvo. Não sou eu, é o outro. Tudo isso não funciona. Então vamos olhar de frente. Então no amor imbatível amor, hoje eu
to. Não adianta reprimir, fingir que não existe, deixar para lá, outro dia eu resolvo. Não sou eu, é o outro. Tudo isso não funciona. Então vamos olhar de frente. Então no amor imbatível amor, hoje eu trouxe bastante esse livro, né? Ele é lindo, ele é um dos mais bonitos. em termos poéticos, né? Amor, imbatível, amor. Capítulo 3. A medida que se amplia o desenvolvimento psicológico, né? Vou amadurecendo, seu amadurecimento, né? São eliminadas as distâncias entre eu e os outros, superando o mal pelo bem natural. suas ações de fraternidade, compreensão dos diferentes níveis de transição moral, compreendendo-se que o mal que há muitos aflige, por eles mesmos buscado, transforma-se na sua lição de vida. Então, o bem, o amor, a saúde que eu almejo não estão fora. A gente gosta de procurar programas fora, né? Ah, eu vou passar um final de semana lá, não sei aonde, porque lá eu vou encontrar. Não, você pode passar um final de semana fazendo um programa, não sei das quantas, para você se encontrar. O que se espera é que aquele programa te ajude a se encontrar, mas não é lá. Não importa o instrumento, a ferramenta maravilhosa que ele te traga. Ela só funciona se ela for meio de você entrar em você. Então, para eu ser feliz, para eu viver bem, para eu ser harmônica, para eu fluir, eu preciso desbloquear o que está em mim. Não existe nada fora que eu possa internalizar para daí eu ficar bem. Não existe receita, não existe tipo de terapia que eu aplico em mim. existe essa terapia de de dentro para fora. A terapia no sentido de me ajuda a identificar quem eu sou, a descobrir os bloqueios, a saber a origem, a tentar desbloquear, a fluir, mas é de dentro para fora. Então, basta que a gente tenha essa coragem de começar a se olhar aceitando o que a gente vai encontrar para poder inclusive processar aquilo que aparecer, né? E eu termino falando desse amor. O amor é é o antídoto, é o remédio salutar para tudo. Então, se eu tenho bloqueio, eu preciso me amar. Cris, que que você tem
lusive processar aquilo que aparecer, né? E eu termino falando desse amor. O amor é é o antídoto, é o remédio salutar para tudo. Então, se eu tenho bloqueio, eu preciso me amar. Cris, que que você tem aí dentro? Que traumas você carrega? Que situações difíceis você precisou engolir? Quantas vezes você foi humilhada, o que que te falaram que você tem medo de falar? Eu preciso me amar e eu preciso amar o outro, aquele inclusive que foi objeto do meu trauma. Eu sinto muito que você não seja feliz, porque se você fosse feliz e realizado, você não tava machucando ninguém. Você tá, você, você também carrega os seus próprios conflitos. Então, é esse amor que vai gerar um campo de trabalho para que novas sementes de espontaneidade, naturalidade se expressem. Então eu termino com essa frase eh que traz o amor, tá no livro Desperte e seja feliz, capítulo dois. Abrir mão do amor para ser temido é uma escolha muito infeliz. Vale a pena experimentar uma relação mais amorosa, menos punitiva, mais solidária e empática. Bom, eu trouxe sugestão de filme. Eu escolhi dois, acabei de lembrar de um terceiro e descartei um quarto para vocês verem quanto que se precisa falar a respeito desse tema, o quanto que ele é raiz para um monte de coisa, quanto a gente vive bloqueando e bloqueado, né? Tem um filme que eu encontrei, eu ainda não assisti, mas quando eu tava fazendo uma busca ele me apareceu e eu fiquei curiosa, então eu resolvi trazer e vai ficar na minha listinha também. Ele é de 2003. Em inglês ele é big fish, né? Peixe grande. Em português, ele foi traduzido como as aventuras de peixe grande e outras histórias. E disse, né? Depois eu vou precisar verificar se isso mesmo, se a gente vai assistir para ver se é isso mesmo. Mas é é um exemplo impecável para esses bloqueios, por a história vai falar sobre um pai que nunca consegue falar de si de forma direta. Quem já não viu essa história, né? Conta a história de um filho que se frustra por não conseguir atravessar esse muro. Porque, gente, o
lar sobre um pai que nunca consegue falar de si de forma direta. Quem já não viu essa história, né? Conta a história de um filho que se frustra por não conseguir atravessar esse muro. Porque, gente, o bloqueio, a gente pode pensar no bloqueio emocional como se ele fosse um muro invisível. né? Eu eu consigo enxergar você, mas eu não consigo acessar você. Existe um muro na nossa frente. Fala também sobre mágoas acumuladas por falta de conversas sinceras. E é uma jornada delicada de reconexão emocional. Não dá vontade de assistir, né? Parece que tem uma história feliz. Eles vão conseguir destruir esse bloqueio, esse muro. Fala sobre segredos, medos, feridas antigas. é tocante, simbólico e perfeito para provocar reflexão. E um outro ã filme que esse eu até assisti novamente não faz muito tempo, é o discurso do rei, que é baseado numa história real, né, de um dos reis da Inglaterra. Ele é de 2010. O rei tem um problema de gagueira. Vocês já devem ter assistido, ele é um clássico. Vale a pena assistir de novo. Depois de ter feito essa temporada da comunicação, a gente vai achar tantos detalhes que a gente não tinha visto antes. Então ali fala sobre quem eh sobre o bloqueio, mas fala sobre quem aposta nele. A forma carinhosa que a esposa ã a esposa não reforça o bloqueio. A esposa tenta criar um ambiente a eh protetivo, seguro, para ele poder relaxar. Ela é, ela é um esteio para ela, ela dá suporte, ela tá presente. Ele encontra um terapeuta, né, um médico que de novo vai conseguir falar para ele o que as pessoas não falavam porque era o rei da Inglaterra. Como é que você vai falar? Não é qualquer coisa que você fala, pois esse homem diz assim: "Aqui dentro você não é rei de nada, você não é nobreza, você é só o a pessoa." Então aqui a gente vai falar e aí começa a fluir essa espontaneidade e ele meio que tem uma catarse ali. Já tô indo dando spoiler de tudo, né? Ali ele começa a conseguir encontrar recursos para superar a sua dificuldade e conseguir destruir esse bloqueio e fluir mais,
e ele meio que tem uma catarse ali. Já tô indo dando spoiler de tudo, né? Ali ele começa a conseguir encontrar recursos para superar a sua dificuldade e conseguir destruir esse bloqueio e fluir mais, pelo menos encontrar um jeito de expor, de se expressar que ele não tinha. E a hora que eu tava começando, eu lembrei de um desenho que a gente pode trabalhar inclusive com as crianças, que é o desenho de um a partir de um clássico, né, da da literatura infantil da pequena sereia, que é isso. Ela ela para ela conseguir uma coisa, ela perde algo valioso, que é a voz, a capacidade de falar. Então, dá pra gente analisar ali que tipo de vida a gente vai ter se a gente abrir mão da do talento, do tesouro que é poder falar. É muito prejudicial, é um preço muito alto eu abrir mão das das minhas palavras, eu não dizer o que eu penso, o que eu sinto. Então ali dá para a gente ficar ansiosa porque ela não pode falar, ela tem que falar e ela não consegue falar. Dá pra gente ver o quanto vai interferir na nossa vida. Então, vale a pena a gente se dedicar para diluir, né, esses bloqueios que a gente vem carregando. Agradeço pela presença de vocês, espero os comentários, a participação e encontro vocês semana que vem, se Deus quiser. Até lá.
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