A esquina de pedra | Stela Martins | 15.02.26
Essa série de lives tem por objetivo principal divulgar a obra “A esquina de pedra” e seu autor, Wallace Leal V. Rodrigues. O livro aborda a história do cristianismo primitivo e a formação do catolicismo, com capítulos que se assemelham a crônicas poéticas, explorando temas como a fé, a caridade e a transformação moral. https://www.oclarim.com.br/a-esquina-de-pedra/p O autor Wallace Leal Valentim Rodrigues, autodidata, foi ator e diretor de teatro, diretor de cinema, escritor, jornalista tendo atuado durante 25 anos na Casa Editora o Clarim como continuador da obra de seu fundador, Cairbar Schutel. Conheça a trajetória inspiradora desse espírito no documentário WALLACE LEAL – PODERES DO ESPÍRITO (Márcia Tamia | Zé Henrique Martiniano) https://youtu.be/pwItf50t0fg?si=D2qw3eQpXZMVXeyo #espiritismo, #doutrinaespírita, #allankardec, #reencarnação, #mediunidade, #evoluçãoespiritual, #vidaapósamorte, #cristianismoprimitivo, #esquinadepedra 🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5483594840801280
เฮ Boa noite. Parece dia, mas já é noite. Boa noite para vocês e sejam bem-vindos a mais um momento em que vamos refletir a respeito do livro A Esquina de Pedra, de autoria do Alace Leal Rodriguez, uma obra que conta para nós um pouco do que foi a transição ou a mudança de cristianismo, que nós chamamos de cristianismo primitivo para o catolicismo. por volta de 300 anos após a crucificação de Jesus. Espero que vocês estejam todos bem, que estejam animados, porque a nossa história fica cada vez mais emocionante e mais interessante por conta de tudo que vai acontecendo com esses envolvidos, com essas pessoas envolvidas aqui na nossa história. Caso você não tenha o livro, eh, não tem problema nenhum. eu compartilho na tela o as páginas que nós estamos acompanhando. E se você tá pegando essa live a partir de hoje, não se preocupe. Eh, você pode ter acesso a todas as anteriores. E eu aconselho bastante que você comece lá pela primeira que nós tivemos aqui a presença do Zé Henrique da Márcia, que são autores de um documentário a respeito da vida do Alace Leal Rodrigues, eu sempre chamo ele só de Wallace Leal, do Alace Leal Rodriguez. Eh, é muito interessante conhecer a vida desse autor e entender também um pouco de como foi a produção desse livro, porque ele não é exatamente uma psicografia, mas ele também não é um livro sem interferência mediúnica, sem influência mediúnica, enfim, ele tem características muito particulares que são muito interessantes. Então vá lá no primeiro episódio, assista. E você que assistiu, mas que quer conhecer um pouco mais da vida do ALCE, assista o documentário porque ele é muito interessante, vale muito a pena. é a história de um de um eh uma pessoa que foi muito importante no movimento espírita, não só do estado de São Paulo, mas de todo o Brasil, e que teve eh publicadas obras também eh que são importantes pra gente entender o o plano espiritual, né, o mundo espiritual e também entender a a doutrina dos espíritos, a doutrina espírita. Então,
, e que teve eh publicadas obras também eh que são importantes pra gente entender o o plano espiritual, né, o mundo espiritual e também entender a a doutrina dos espíritos, a doutrina espírita. Então, para aqueles que já chegaram, já estão aqui, vou dar meu boa noite para vocês. Começando aqui pela Soraia. Muito obrigada, Soraia. Ela é um novo membro de Canal Espírita. Isso também é muito importante para nós todos. Eu falo sempre para vocês e repito em todas as lives que eu participo nos na nos vídeos também, que eh inscrever-se num canal espírita e comentar no chat, curtir as lives, é de suma importância na divulgação do espiritismo, porque dessa com essas ações a gente diz para o YouTube e para a a internet eh toda que esses conteúdos são relevantes para que para serem apresentado a pessoas que buscam qualquer informação a respeito não só do espiritismo, mas também sobre espiritualidade, o que significa uma coisa mais geral, né? Então, eh, não se esqueça de se inscreverem. O estudo da esquina de pedra, ele parte do canal Consolar Esclarecer, que é um canal baseado em Portugal e também é transmitido, retransmitido pela Rádio Espírita do Paraná, pela TV, eh, pela Conecta Espiritismo TV, pelo Instituto Goiano de Estudos Espíritas, o Iges, pela Web Rádio Fraternidade e pelo Grupo Espírita Fonte Viva. que como vocês podem ver, nós tive nós temos live também no domingo de carnaval, tivemos live na semana do Natal, na semana do ano novo. Estamos aqui, ó, firmes e fortes. Soraia, muito obrigada. Lúcia Araújo, boa tarde. Isso, querida, essa beleza de obra. Isso mesmo. Boa tarde, Rosiane, querida. Oi, Eliamar. Boa tarde também. A esquineira chegou atrasada. Não, não chegou não. Estamos todos aqui dispostos para nossa para nossa live de hoje. Eh, bom, eu mandei mensagem em vários grupos, mas eu mandei hoje de manhã, achei que era mais fácil. Se vocês tiverem pessoas que se interessem pelo estudo, ah, compartilhem o link, porque nosso objetivo aqui é a divulgação da obra, né? A Esquina de Pedra não é um livro
nhã, achei que era mais fácil. Se vocês tiverem pessoas que se interessem pelo estudo, ah, compartilhem o link, porque nosso objetivo aqui é a divulgação da obra, né? A Esquina de Pedra não é um livro muito conhecido pelos no movimento espírita. E aqui nosso objetivo, óbvio, além de de retransmir de das reflexões, né, que nós fazemos aqui todo domingo, nosso objetivo principal é a divulgação eh da obra, né, e, se possível das demais obras também do Alace Leal, certo? Então vamos lá, vamos paraa nossa prece primeiro. Vamos fazer uma prece que quem sabe hoje é domingo de carnaval, mas quem sabe alguém se anima também a vir, né, a chegar aqui. Deixa eu aqui. Essa é boa. Vamos fazer uma é uma, é um poema da Sâmia. Agradece, minha alma, agradece pelo amor que a vida te derrama. Do luar que a mansidão te chama, a alvorada que a abóboda floresce. Viste as flores, os montes, vales, mares, contemplaste este canto de harmonia. São teus anjos, velam por ti na vida, te amando por onde tu passares. Agradece, minha alma, a cada dia o banquete que é posto a teus pés. Cada estrela te ama como és. Não reclama, não cobra, só te brilha. E aprende, minha alma, a te sentir também parte de tudo que aqui há. Te abre a vida e começa a amar. E amando, aprende a servir. É isso. Amando aprende a servir, não é? Muito bem. Vamos lá paraa nossa paraa nossa leitura de hoje. Eu vou me esforçar para não esquecer de colocar o livro no na tela, tá bom? Boa noite, Maria das Graças. Muito bem, então vamos lá. Donato viera ter as mãos do pai de Flávio em pagamento de débitos. jun integrando herança recente, vira-se libertado, feito assalariado e pessoa de confiança junto daquele que já considerava o seu melhor amigo. Regressava de uma longe de uma longa viagem que se estendera até Roma, ao percurso de muitas cidades aqui e ali, participando a parentes e amigos o desenlácio do seu último senhor. Olha só que coisa, né? Eles precisavam mandar quem podia, né, obviamente mandar um um escravo, um funcionário, enfim, até a
i e ali, participando a parentes e amigos o desenlácio do seu último senhor. Olha só que coisa, né? Eles precisavam mandar quem podia, né, obviamente mandar um um escravo, um funcionário, enfim, até a casa dos parentes para poder avisar, né? Não tinha outro jeito, né, de avisar. Olha, o fulano morreu. Tinha que ser com alguém fazendo essas viagens e avisando todo mundo, né? Resolvendo tudo. E aí, como boa parte das viagens ou era feita de carroça ou era feita a pé, vocês imaginam o tempo que isso levava, né? Não era pouco, não, era um montão. Eu apreciava ver as caras novas que chegavam e ouvir-lhes as pequenas histórias que traziam. Era curioso ficar apenas assistindo aqueles encontros. Como espectadora, eu compreendia melhor as relações que se estabeleciam e os caracteres que se expunham. Então, é a Gala contando, né, que ela ficava prestando atenção nas histórias das dos que chegavam, né? E no caso, nós estamos falando aqui dos elos daquela corrente, né, que já a gente já sabe que tá sendo formada já desde o comecinho ali do livro, né? Então, cada vez chega mais gente para compor essa corrente. Sobretudo era singular que, embora vindos de condições tão diversas, mediassem idade e concordassem em apreciações. Muitos deles traziam sarcófagos mortuários em si mesmos e neles jaziam os despojos dos prejuízos das tradições de costumes conservados a preço de sangue. Flávio, por exemplo, teria sido como Prisco. Teria compartilhado as mesmas ideias, o mesmo orgulho, ler os mesmos livros. Titulívio, Ovídio, Floro e Dianco. Como Prisco antes de sua instrução, alimentara-se pela instrução doméstica nas fontes aparentemente ineotáveis da tradição sobre a eternidade e a virtude de Roma. No entanto, Flávio estava ali e não era cedo demais para que eu pudesse verificar que, como Heráco, ou Nícalo, de todos se libertara. Eu gostei dos recém-vindos. Flávio parecia fato a quem não o conhecesse melhor. Severiano transpirava generosidade. Em Donato, eu encontrava a serenidade obtida talvez sobre os fundamentos da
bertara. Eu gostei dos recém-vindos. Flávio parecia fato a quem não o conhecesse melhor. Severiano transpirava generosidade. Em Donato, eu encontrava a serenidade obtida talvez sobre os fundamentos da dor. Sua imaginação ardente ia ser, com certeza, as asas de seu voo. Lembro-me particularmente dele naquela tarde junto de Filotemo, de quem parecia merecer particular atenção, sobretudo pela narrativa que fazia de seus sucessos em Roma e que eu julguei terríficos. Ali os templos pagãos sob a sanção imperial de Constantino estavam sendo aproveitados pelas igrejas cristãs. Eu vou até marcar aqui, vou até dar uma paradinha. Alguém quer comentar alguma coisa sobre isso? Oi, Tânia, boa noite, meu bem. Alguém quer comentar sobre isso? Olha só, os templos pagãos sob a sanção imperial de Constantino estavam sendo aproveitados pelas igrejas cristãs. Nós estamos entendendo, né, entendendo várias coisas, várias coisas ao mesmo tempo, não é mesmo? Ai, ai. Segue o baile. A preocupação com o proselitismo e a vinculação ainda muito fresca de seus dirigentes aos cultos do paganismo davam lugar a graves medidas. Essa utilização se fazia ruim sentido. Assim, as aras, os altares maiores e menores, dantes ocupados pelos deuses olímpicos, eram empregados para celebrações. Procurando-se expandir sua utilização, caíam forçosamente na cópia de cerimoniais os mais absurdos, ritualizando a religião de Jesus. Não se fazem nesses altares os antigos sacrifícios, as oblatas de animais vivos ou as oferendas em gêneros. Porém, modifica-se a singela comemoração da ceia do Senhor numa outra com caráter de sacrifício, empregando-se o pão e o vinho. Mas os velhos cristãos, os anciã anciões, anciãos, desculpa, os anciãos aceitam isso. As gerações passam de pouco em pouco aqui, ali, copiam um mau exemplo. dia da igreja de Sebasti chegará. É assim que a gente vai fazendo alterações naquilo que existe e que foi orientado por Kardec. Porque ao invés da gente procurar nas obras básicas o que realmente foi escrito ali,
a de Sebasti chegará. É assim que a gente vai fazendo alterações naquilo que existe e que foi orientado por Kardec. Porque ao invés da gente procurar nas obras básicas o que realmente foi escrito ali, qual foi exatamente a orientação que os espíritos deram para para Kardec, a gente fica dizendo: "Não, fulano falou que assim tá certo, o Beltrano falou que assim tá certo, mas o que o outro fala que tá certo não é exatamente o que tá escrito, né? Por isso que há muito tempo no movimento espírita diz assim, onde tá escrito isso? Sabe, Miriam, boa noite, querida. O uso político do cristianismo é desde sempre. É que as religiões são comandadas por homens. Exatamente. Homens falhos. É isso. Mas a gente precisa rever essas coisas, Miriam. pelo menos é o que eu entendo. Talvez você entenda diferente ou outra pessoa entenda diferente, mas o que eu entendo é que a gente precisa de vez em quando voltar a essas histórias, relembrar essas situações para que a gente não caia nesse erro de novo, né? Sabe? para que a gente não destrua novamente a esquina de pedra e pise sob o pó dessa pedra destruída. Sabe, eu lembro também quando eu era mais j mais eh já era adolescente, que eu ouvia muitas as muitas das conversas dos meus pais com amigos em que eles falavam a respeito da pureza doutrinária e que num determinado momento isso chegou a a gerar constrangimento e chacota, sabe? Esse negócio de pureza doutrinária, isso é bobagem. Não, não é bobagem, mas aí a pureza doutrinária, ela tem que estar baseada na doutrina e não no que eu acho ou você acha. E obviamente que quando a gente fala de pureza doutrinária, a gente tem que não a gente não pode esquecer que Kardecu algumas orientações sobre mudanças que aconteceriam no espiritismo por conta da evolução da ciência da matéria. Então, quando a ciência progride e entende algumas coisas como eh como é composto, sei lá, daqui um tempo vão dizer: "Olha, o ectoplasma é sei lá o quê". Nós vamos ter que acompanhar, embora esteja uma tenha uma descrição
ia progride e entende algumas coisas como eh como é composto, sei lá, daqui um tempo vão dizer: "Olha, o ectoplasma é sei lá o quê". Nós vamos ter que acompanhar, embora esteja uma tenha uma descrição nas obras básicas dizendo que é X, que é preto, aí eles vão descobrir que o ectoplasma é amarelo. E aí nós vamos ter que entender que a ciência evoluiu e que nós temos que acompanhar a ciência e dizer que o ectoplasma é amarelo. Então, pureza doutrinária não significa rigidez, mas cumprimento daquilo que está escrito nas obras básicas. né? É isso. Esse livro é maravilhoso. Nós esquecemos de como era. Verdade. Bem, vemos o oportunismo da igreja como instituição, fazendo disso a política de expansão aqui. Otânia, eu vou eh repetir uma frase que eu acho muito eh bacana do Jorge Lará. Ele diz assim: "Não nos esqueçamos que esta é a igreja do passado e não a igreja atual e que essa igreja do passado, possivelmente éramos nós que estávamos lá. Então, a gente precisa olhar para eles e olhar também para para eh para períodos mais graves, por exemplo, da Igreja Católica e não esquecer que aquilo aconteceu no passado e não querer ficar penalizando a Igreja Católica para sempre por conta do que aconteceu no passado. Porque o Espiritismo também tem eh espiritismo não, né? Porque o espiritismo é ótimo, mas o movimento espírita tem algumas coisas que não são muito legais, não. Homens cometem erros, não as religiões, não é? Muito bem, vamos lá. Mas temos que ter coragem de ver as coisas como eram. Sim, é para isso que existe a história, não é? É pra gente olhar para trás e ver, olha, isso aqui não deu certo, fizeram desse jeito. Eu costumo falar sobre isso quando eu digo para as pessoas insistirem com os dirigentes das suas casas para que eles coloquem aquilo que deu errado nas atas. Existe muitas vezes uma preocupação das diretorias de casa espírita em não colocar na ata o que dá errado na casa. E este é um problema muito sério, porque quando você não coloca o que deu errado na ata, quem vem lá na frente vai achar
das diretorias de casa espírita em não colocar na ata o que dá errado na casa. E este é um problema muito sério, porque quando você não coloca o que deu errado na ata, quem vem lá na frente vai achar que, poxa, os caras viviam no mar de rosas. E pior do que isso, muito pior do que isso, é que quando o problema acontecer com eles, eles não vão saber como resolver. Mas se a diretoria de hoje escreve na nas atas, tivemos um problema com recurso financeiro, ficamos numa situação muito difícil, passamos muito tempo tentando resolver e acabamos resolvendo do jeito tal, daqui a 20, 30 anos eles vão ler e falar: "Olha, eles conseguiram resolver desse jeito, vamos tentar de novo para ver se dá certo." E aí eles tentam resolver outra vez, entendeu? Mas as pessoas não querem, elas querem que eh o período delas seja considerado perfeito. E aí lembrando, né, perfeição em mundo de provas, expiações. Hum, não existe, né? Perfeição em em mundo de provas, expiações, não existe. Mas, né? Então, é bom que a gente possa conversar sobre isso com as com as diretorias eh de casa espírita, viu? Ô Terezinha, que bom que você chegou, meu bem. Bem-vinda. Vamos lá pro nosso pro nosso livro. Vamos retomar, né? As gerações passam de pouco em pouco aqui e ali e copiam mau exemplo. O dia da igreja de Sebasti chegará. Mas Ários, indo contra a confusão que se arma em torno de Jesus, não combaterá as novas inovações igualmente exóticas? Aqui eles estão falando da criação da santa, do dogma da Santa Trindade. Essa confusão em torno de Jesus, é disso que eles estão falando. Eles o afastarão. Sim, eles o afastarão. Ouvi a voz de Cirilo dizer: "Não porque Aros represente um perigo total, mas pelo menos porque representa um obstáculo a mitificação de Jesus. Ora, para um erro, sai-se de outro erro. Lembro-me dos olhares espantados de Janto, Eunóico e Valente. Mas Eunóico argumentou: "Se Jesus pregava nos campos sobre as barcas, sem a necessidade de locais especiais, por que esse interesse pelos locais do paganismo?
s espantados de Janto, Eunóico e Valente. Mas Eunóico argumentou: "Se Jesus pregava nos campos sobre as barcas, sem a necessidade de locais especiais, por que esse interesse pelos locais do paganismo? O belo, o grandioso atrai os homens. É natural isso para o cristão. Entretanto, esse seria um problema de vigilância. Simpatia e antipatia são forças novas dentro do cristianismo. A igreja se dividirá um dia? Nossa, pensei na hipótese de representar a Sebasti a 200 anos. Então, possivelmente, eu não mais reconheceria a casa da boa aba, a casa do caminho, aberta aos necessitados de toda sorte. Constru-me aquela ideia. Era um absurdo dar-se atenção àquelas modificações tão mesquinhamente materiais. Subitamente a lembrança das vestes faltosas, faustosas levadas ao bataneiro e dos lítios entalhados voltaram-me à memória, e estremeci. Primeiro chegar o paladino Aldás em Timorato, portador da da verdade, seria o mais orgulhoso dos seres. Fez-se, entretanto, humilde e pequenino, concitando a todos para que o seguem assim. Fez-se o caminho e ao longo desse caminho, seus seguidores contraíram suas casas, construíram suas casas. Ele era a fonte e queriam transformá-lo em mar, mesmo que o doce manancial se apagasse na salinidade das grandes águas. O que vocês entenderam aqui, ó, ele era a fonte e queriam transformá-la em mar. Ele era o o que trabalhava com pequenos grupos, o que falava, ele tá falando de Jesus, né? O que trabalhava com pequenos grupos, o que foi falar com multidões lá no fim, né? e que gostava de conversar com as pessoas dentro das casas, de atender um por um, né, de conversar com os pequenos grupos. Olha a semelhança. A gente lê Kardec lá em obras póstumas, Viagens Espíritas, 1864, 65, esqueci agora. eh livro dos médiuns. Nessas obras todas ele fala que o espiritismo é para pequenos grupos. OK? Vamos ter de repente grupos grandes porque o lugar exige. Você vai Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, eh Fortaleza, Salvador, Casa, a Mansão do Caminho, eh, Florianópolis, Curitiba, as cidades são
s ter de repente grupos grandes porque o lugar exige. Você vai Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, eh Fortaleza, Salvador, Casa, a Mansão do Caminho, eh, Florianópolis, Curitiba, as cidades são grandes, então os centros acabam, você vai encontrar ali centros que são grandes mesmo por conta da procura. Aí tudo bem, você vai aumentando o centro porque a procura aumentou e aí você precisa atender mais gente no no mesmo espaço. Tá tudo certo. O que ela tá dizendo, que Gala tá dizendo aqui que era exata que era também o que foi também o que disse o Kardec. É pra gente não achar que que fica legal. Uma casa espírita é bacana quando ela atrai centenas de pessoas. Não é isso. Não é isso. A gente deve propagar doutrina espírita? Claro que sim. Mas propagar doutrina espírita não é querer que todo mundo seja espírita, não é querer fazer com que todo mundo mudei levar a doutrina do consolador é consolar as pessoas e não obrigá-las a mudar de religião. Então, depois da pandemia, quando a gente viu as casas espíritas com pouca gente, é óbvio que a gente precisa parar e pensar por que que as pessoas perderam a graça na casa espírita. Ah, cada casa vai ter uma explicação. A gente não vai conseguir dar a mesma explicação para todos os lugares, mas hoje em dia as necessidades mudaram. Então, nós precisamos mudar o atendimento que é feito nas casas espíritas, não para ter uma multidão na casa espírita, mas para que a casa espírita continue cumprindo o seu papel, que é de divulgar a doutrina dos espíritos, que é de orientar as pessoas que querem conhecer o espiritismo e de socorrer os necessitados e no caso, os necessitados de ajuda espiritual. Não sou eu que tô dizendo isso. A função da casa espírita é definida por Allan Kardec. É disso que ele fala. E aí a gente volta no o que é pureza doutrinária. É isso. A gente revê a a situação, avalia a situação e passa a trabalhar de outra forma, porque houve uma mudança na sociedade e é preciso que o espiritismo acompanhe para atender melhor e para
nária. É isso. A gente revê a a situação, avalia a situação e passa a trabalhar de outra forma, porque houve uma mudança na sociedade e é preciso que o espiritismo acompanhe para atender melhor e para continuar cumprindo com a sua missão de casa espírita. É isso. Vamos lá, voltando pro nosso assunto. Ã, subitamente a lembrança das fees. Ah, é, ão aqui mais baixo, né? Ele era fez-se o caminho. É, ele era a fonte que iriam transformá-la em mar, mesmo que o doce manancial se apagasse na salinidade das grandes águas. O que se passava com o homem? Eu perguntava a mim mesma. Material nega-se à espiritualização, mas teria ele o direito de materializar o veículo dessa espiritualização? Impregnei-me de uma vaga sensação de mal-estar. Eu detestava tudo aquilo. Havia um destino irresistível pesando sobre nós, porém ele me aborrecia e eu me recusava. Lá fora, o sol declinava e sua luz dourada como que se desfazia numa fina névoa esbatendo a rua de paisagem ouissa e o tom cor de bronze da vegetação. Eu era paciente, porém nem sempre. Às vezes a impaciência se derramava sobre mim. Era difícil esperar, sobretudo entre incertezas. A prece com que se iniciou o culto me apazigou. Tudo posso naquele que me fortalece", dizia Paulo aos Filipenses. Olhei para fora, procurando reunir minhas ideias sobre o assunto tão providencial como se amigos invisíveis quisessem falar ao meu atribulado coração. Eu estava no ângulo entre a mesa e a janela, de onde podia ver a planície do altiplano, montando em direção às montanhas de do Taurus. Tive então a exata impressão de ver alguém que se ocultava entre as pedras, num ponto elevado de onde a casa e seus derredores podiam ser facilmente vigiados. Não era Prisco que nunca se ocultaria assim, nem tampouco pastores ou viajantes. No momento seguinte, pude ver melhor. Era alguém a cavalo, pois o corpo do animal se descobriu. A pessoa visivelmente olhava para onde eu estava, embora não pudesse não me pudesse ver. Daquela distância, eu tinha a desagradável sensação de estar olhando-a
lo, pois o corpo do animal se descobriu. A pessoa visivelmente olhava para onde eu estava, embora não pudesse não me pudesse ver. Daquela distância, eu tinha a desagradável sensação de estar olhando-a nos olhos diretamente, e aquele olhar como que me enchia de desconforto e de medo. A brisa da tarde assoprano desprendeu o manto leve e largo verde esmeralda, que se abriu como as asas de um pássaro exótico. Vi também que ao solvam pedrarias. Era pois uma mulher. A sensação de paz que a tão pouco experimentara como que se desfez. E veio a sensação de perigo. Olhei para meus companheiros, serenos e recolhidos, absortos no comentário evangélico. Lembrei-me do rebanho destruído de corona no seu leito. Tudo posso naquele que me fortalece, dissera o texto. Quem quer que estivesse lá fora, eu sabia muito bem quem era. Eu devia afastá-la antes que meus amigos saíssem. Que o grande suspeito número de pessoas não fosse notado se não o for ainda. Antes tinham sido os animais do rebanho. Agora seres humanos estavam em jogo. Esperei que a reunião se aproximasse do fim. Ergui-me discretamente, como se me fosse dirigir aos fundos. Atravessei os cômodos interiores, saí para fora e contornei a casa. Eu precisava ser vista e assim afastei-me da sombra e me mostrei a plena claridade. Junto ao apristo, tínhamos bilhas sobre renov sempre renovadas e cheias, que nos serviam para as abluções e para o fornecimento aos animais. Esvaziei uma delas, segurei-a contra o quadril e simulei ir à fonte. Eu me retardaria ali, certa de que na daquele local a casa não seria vista. Eu precisava ter sorte para que tudo corresse como esperava. Orei fervorosamente enquanto avançava pela trilha. Dobrava o cabeço e seguia sempre em direção à nascente. Estava nervosa e excitada. A solidão aumentava o meu terror. Entretanto, eu não tinha mais a fazer. Eu for à vista. Agora o cavalo trotava em minha direção. Olhei para trás e consolei-me, verificando que pelo menos tinha uma única pessoa contra mim. A amazona
. Entretanto, eu não tinha mais a fazer. Eu for à vista. Agora o cavalo trotava em minha direção. Olhei para trás e consolei-me, verificando que pelo menos tinha uma única pessoa contra mim. A amazona estava só. Seu manto se agitava no ar da tarde e o seu esplêndido tomilar contra o fundo fundo fulvo da steponia. Enfim, eu sabia do que se tratava. era comigo e o momento, o local eram próprios, graças a Deus, para aquele encontro. Eu me movi em diagonal e a visitante compreendeu, pois que avançava contra o horizonte, buscando o ponto em que nossas trajetórias iam se cruzar. Eu ia andando e pensava numa história ouvida muitas vezes em pequena, na qual os pequenos animais, sob o encanto dos olhos das CPES, avançam resignadamente para elas. Assim ia eu sozinha pela trilha deserta, propositadamente entregar-me sem ter ninguém por mim, a não ser eu mesma, e a pequena frase escrita na mente: "Tudo posso naquele que me fortalece". Junto à nascente, a Amazona guardava-me inclinada sobre a cela e medindo-me os passos que eram iguais e firmes. À medida que me aproximava, via os leves movimentos das sedas que esboaçavam na brisa da tarde. Mais uma vez ia me defrontar face a face com Otávia e não tinha menor ideia do que lhe diria, nem do motivo daquele encontro. Para mim, dolorosamente desagradável. Passou-me pela cabeça que vier informar-se, certificar-se se eu morrera ou então saber se eu sofrera fisicamente estragos mais sérios. De fato, naquele instante, importava-me menos por mim do que pelos outros, e disso ia tirar a minha força. Agora eu a olhava de perto e verificava que como pessoa, ela não conseguia atemorizar-me, não conseguia nem mesmo promover qualquer sentimento especial em mim. Pela segunda vez, via-me exatamente como eu era, em meus trajes humildes, desataviada, os cabelos presos num coque de tranças ao alto da cabeça. Naturalmente me julgaria feia, pois que os últimos sofrimentos tinham me tornado mais magra e marcado com mais intensidade os traços de meu rosto. Isso, quem sabe se
oque de tranças ao alto da cabeça. Naturalmente me julgaria feia, pois que os últimos sofrimentos tinham me tornado mais magra e marcado com mais intensidade os traços de meu rosto. Isso, quem sabe se tornaria para ela um motivo de satisfação. Parei junto à fonte, coloquei a bilha no respaldo de pedra que continha água e me imobilizei quase contendo a respiração. Ela me olhava fixamente, examinando-me como se fosse uma peça, por cuja avaliação correta dependessem os seus lances num leilão. Disse-me: "Ninguém viu te sair. Estive a certificar-me". Que medo, né? Que medo, que medo. Opa, errei. Sair sem ser vista, certificar-se. Otávio inclinou a cabeça num gesto que era muito seu. estava deslumbrante no seu péplo de leve tecido esmeraldino, os cabelos arrepanhados num retículo de fios de ouro com contas de jade entremeadas. Ela sorriu bem, disse, agitando seu pequeno chicote de prata. Aqui estamos. fez o movimento de infado de quem estava a perder seu tempo. Renteamo-nos e eu sentia o seu penetrante perfume. Honestamente, eu poderia dizer que nunca vira uma mulher tão bela quanto aquela. Devia ser alta de pé. Todos os seus gestos, mesmos os mais insignificantes, como de trocar as rédeas de uma para a outra mão, ou de agitar a cabeça quando o manto a importunava. tinha uma afetação voluptuosa de estudados encantos e que aos olhos dos homens devia fazê-la irresistível. E Otávia tinha com certeza consciência disso. Sentia-me junto dela como um vagalume junto de uma estrela. Entretanto, não era assim que ela me via, e sim como uma ladra, e ela, a dona incontestável de todas as coisas, por direitos que naturalmente se conferia. Então, sempre tiveste por bem acabar com o meu gato preto? Não lhe respondi, embaraçada pelo tombrido com que revelava aquilo que até aquele momento era apenas uma suspeita minha, mas qualquer coisa em meu rosto deve tê-la irritado, pois que seus olhos se fizeram percentes e ardentes. sua boca macia e rosada, perdeu o sorriso distraído e inesperadamente
enas uma suspeita minha, mas qualquer coisa em meu rosto deve tê-la irritado, pois que seus olhos se fizeram percentes e ardentes. sua boca macia e rosada, perdeu o sorriso distraído e inesperadamente senti um terrível temor de que um ataque semelhante ao outro a empolgasse, atirando-a por terra. Nesse caso, o que poderia eu fazer? Entretanto, meu temor era enfundado. Sua respiração apenas se fez arfante e seu rosto se aproximou ainda mais de mim. E de tal ponto que vi E de tal ponto que via ali os artifícios da pintura. em que, em certo momento pus-me a imaginar aquela face, aquele colo, invadidos pela gordura, o seu pescoço se desmanchando em dobra sobre os colares de ouro e de pedrarias. E tive um pesado dó de Otávia. Tive uma pesada, né, para nós aqui seria uma pesada dó de Otávia. Ela evidentemente continuava a pensar no animal que mandara soltar-me em cima, pois que me perguntou com ironia: "É superstição tua o gato preto? Aposto que nunca tinhas visto um outro daquele porte, nem com tal apetite. Um azar em ponto grande. Achei que devia responder-lhe, não apenas porque era preciso encerrar aquele encontro absurdo, como também não parecer tola e insignificante por detrás do meu budismo. Não disse. Claro que não. Parece-me, entretanto, que estais a perder os vossos gatos e o vosso tempo inutilmente, senhora. não está e nunca esteve em meus propósitos e me excuir-me no que quer que seja que vos diga a respeito. Tudo isto é um equívoco e um equívoco lamentável. Eu, porém, me intrometo, e esta é a primeira vez em que me intrometo diretamente e as coisas não me saem como desejaria. Imagina, pois, o que reservei aos responsáveis por esse fracasso. Pôse então a narrar-me com detalhes os suplícios que impuseram os infelizes escravos carregadores e seus portadores. Era irreal, como um pesadelo, ver aquela boca bem feita, de linhas quase cândidas, a narrar aqueles desteros. Eu estremeci e tentei voltar ao assunto que me interessava. Da primeira vez em que me viste, senhora, já podias podes
o, ver aquela boca bem feita, de linhas quase cândidas, a narrar aqueles desteros. Eu estremeci e tentei voltar ao assunto que me interessava. Da primeira vez em que me viste, senhora, já podias podes ter aizado. Não vedes então a distância que nos separa? Como os pobres escravos, sou de todo inofensiva a voz e já deviais ter disso ter consciência. Parece-me, pois, inútil que estejamos a parlamentar o que parlamentar o que, com todo o respeito que me mereceis, não fica bem para vós, nem para mim. Poxa, nós vamos de novo aqui a uma situação em que a a Gala nos coloca que ela tá sendo ali provocada, né? Provocada e tratada como uma inferior, como uma pessoa qualquer. A outra acabou de dizer: "Ol, tentei matar você, não consegui." Então eu eh matei os escravos que não cumpriram com o seu papel. E como responde a gala? Nem vou falar da gala. Como eu responderia? Nossa, eu ia brigar, falar o monte, vou falar que precisa ser dito na sua cara, vou fazer justiça. Ainda punha o dedo na cara dela. E que a gala fez o quê? Minha senhora, dá uma olhada para mim. Tá preocupada comigo? Por quê? Precisa se preocupar comigo, não é? Ah, é verdade. A, o coragem era a principal virtude na antiguidade. Para nós é quase incompreensível a doação deles. Se colocam em perigo para salvar outros. Vemos muito pouco disso hoje. Pois é, querida. Pois é. Mas nós precisamos, né, ficar, nos colocar nessa posição de servir ao próximo. Você tem toda a razão. É uma pena. É uma pena que a gente tenha mudado de comportamento. Otávia deixou escapar suas temíveis risadinhas. Ora, os pobres escravos não tm nenhuma importância. Se não morressem ontem, morreriam amanhã. Mas tu deverias ter morrido anteontem. Morrer não tem também nenhuma importância, senhora. Afinal, ninguém morre. Vossa própria religião vos assegura isso. Os olhos dela se incendiaram. Os miseráveis devem morrer. Devo acreditar que não o quereis? Não entendi bem e por isso retruquei. Nada existe entre mim e Prisco. Ela começou a rir raivosamente,
isso. Os olhos dela se incendiaram. Os miseráveis devem morrer. Devo acreditar que não o quereis? Não entendi bem e por isso retruquei. Nada existe entre mim e Prisco. Ela começou a rir raivosamente, fazendo-me outra vez rear o ataque. Assim continuei veemente. Mesmo em superfície, vê-se que isso é uma loucura. Espanta-me que não compreendais. E acaso não o tens visto? O tom dessa pergunta surpreendeu-me. Era como se soubesse que ele tinha vindo. Custei a responder. Sim, tenho disse por fim com cansaço. Quis explicar em que condições, mas não sei por não o consegui. E seria também um esforço vão. Arrependi-me de ter-lhe dado resposta. Eu for inábil, desastrada. Se ela me apalpara, eu caí c ca caira redondamente na armadilha. Assim, Redarguiu. E queres que te acredite? Riu-se um riso insultante que me fez afoguear as faces. Depois meditou um instante antes de voltar a falar: "Tu te contradizes e por que julgas que ele se arreceie por ti? Por quê? Não mais, talvez do que o interesse de um ser humano para com outro. Para muitas pessoas a lógica nos sentimentos. Além disso, o fato de vós me ameaçardes por sua causa pode fazê-lo responsável por mim. Dar-me a importância que me dais serve apenas contrariamente aos vossos propósitos. Prisco é sensível. As pessoas como ele reagem assim. Vós o conheceis melhor do que eu deveis saber. Ela me enregelou com o olhar. Seu ódio atingiu meu peito como um golpe material. Vi que se punha de novo a rir. Eu não disse nada, porém ela continuou a rir e a manter em mim o gelo de seu olhar. Agora havia algo de novo nela, algo de rápido e furtivo que me pôs em guarda. O que me disse a seguir revelava claramente o seu caráter, o caráter de seu povo. É muito divertido, disse. Mas entre receber e tomar, eu sempre prefiro a força. É um esporte. Nós romanos, romanos somos, aliás o único povo que se pode dar a este esporte de reis. E sabes o que me ocorre agora? Que seria divertido levar-te ao palácio e apresentar-te aos nossos conhecidos numa
Nós romanos, romanos somos, aliás o único povo que se pode dar a este esporte de reis. E sabes o que me ocorre agora? Que seria divertido levar-te ao palácio e apresentar-te aos nossos conhecidos numa festa especial. Gostarias de ir? Meu constrangimento aumentava, não respondi. O diálogo com Otávia quando era irônico era forçado e estúpido. Ela insistiu: "Gostarias?" Compreendi quase num sobressalto o perigo em que se constituía aquela insistência. Não era difícil perceber o imprevisível em Otávia, e eu não podia imaginar o que sucederia se lhe firmasse na mente aquela ideia de exibir-me numa festa do palácio. De uma coisa não tinha dúvidas de que ela conseguiria meios de realizar seu intento. Era quase uma humilhação responder-lhe, mas eu devia. Devia. Não, eu não gostaria. E não deveis esquecer de que vos é adverso envolver-me em acontecimentos que façam Prisco supor-se devedor de uma reabilitação. Ela soltou as rédeas do cavalo e deu uma pequena volta lenta entre os tufos de espinheiros. Eu a seguia com os olhos vagarosamente pensava: "Não, já terão partido de nossa casa? Contra nós o céu devorado em chamas rubras já se velava nas sombras da noite. De súbito, a estrela da tarde se acendeu sobre nossas cabeças. Ocorreu-me que mesmo no caso de nossos amigos se retardarem na casa, o que costumava acontecer, se eu conseguisse que Otava Otávio arrumasse diretamente para a cidade, eles estariam acoberto. Aliás, a fonte se encontrava a meio caminho entre a estrada do porto e a da e a casa, de sorte que não haveria necessidade de Otávia retornar, a menos que um capricho ou um acontecimento qualquer inesperado a levasse. Assim, eu suspirei aliviada. Essa parte, pelo menos pudera levar a bom termo. Gostas de te envolver com pessoas importantes, não é? E em seguida, essa pergunta inoportuna veio pior. Com Rud franqueza, propôs-me que me recolhesse aos floros. Pequena encosta no bairro do circo de Mafama, onde infelizes raparigas eram acolhidas em casas de luxo para os ruidos divertimentos dos filhos família
ranqueza, propôs-me que me recolhesse aos floros. Pequena encosta no bairro do circo de Mafama, onde infelizes raparigas eram acolhidas em casas de luxo para os ruidos divertimentos dos filhos família de Sebastes. Eu respondi com paciência. Ai ai. Com paciência e serenidade, senhora. Nada mais peço do que dar conta daquilo porque me responsabilizo. Procurou então me interessar pelas tascas da cidade que frequentava, ao que dizia para se desenfadar. Ora, fez Otávia, que ideia tola. Prisco não me acompanha nessas aventuras, logo não te poderia encontrar. Não sei o que se passou por sua cabeça, pois quase sem transição, mudou de tom. Bem, ótimo", foi o que disse. Retirou do pescoço um de seus deslumbrantes colares feitos de magníficas pedras verdes e pô-la cintilar diante de meus olhos. Eu aceitava aquilo tudo com fatigada indiferença. "Que tal achas? Magnífico! Gostarias que fosse teu?" Não respondi. Virei a cabeça e fechei os olhos. Sabes? Eu poderia oferecer-te um pequeno tesouro se te decidisses a partir para o norte, por exemplo, para uma das cidades do ponto. Mas não farei isso. Será divertido ter-te aqui. Ela riu-se e sacudiu a cabeça. Eu estava farta, aborrecida com aquela prosa tola, exausta pela tensão, a ponto de chorar. Ora bem, não vamos continuar, Amarola. Seria muito mal feito desencaminhar-te, mas muito divertido também. Bem, vou-me embora. Foi cômico encontrar-te. Queria ver o que te deixar o meu gato. Ele falhou. Teve o que merecia. Sofreu antes de morrer. Deveriam tê-lo espetado lentamente. Esta seria a minha ordem. Em seguida, ela disse exatamente o que eu não desejava ouvir. Deixa em segredo o nosso encontro. Se preciso te desculpes. Não contes que estivesse com estiveste comigo, nem mesmo aqueles que te foram ver, os que estão em tua casa. Não sussurrei tomada de um súbito terror. Estão sempre contigo, não é? Não gostas de ficar sozinha. Vem por meu irmão Cirilo. São amigos dele. Divertem-se juntos, discutem pensamentos. Verdade que extraordinário.
i tomada de um súbito terror. Estão sempre contigo, não é? Não gostas de ficar sozinha. Vem por meu irmão Cirilo. São amigos dele. Divertem-se juntos, discutem pensamentos. Verdade que extraordinário. Venha a essa casa miserável discutir pensamentos. É contra a natureza que tantos homens jovens percam seu tempo a discutir pensamentos. Bigas e cavalos aíados, agente de categoria entre os seus visitantes, isto é, entre os visitantes de teu irmão. Eu não disse nada. Ela prosseguiu. Quem sabe eu me divertiria numa reunião em que se discutissem pensamentos. Ademais, é possível que encontrasse conhecidos meus em tua casa. Temos amigos, afinal nos mesmos círculos. Prisco, por exemplo, riu-se e envolveu o rosto em seus véus antes de partir e disse a Guisa de despedida: "Entrego-te a proteção de Gorgona, e que Medusa faça tua a sua face." Desapareceu no pequeno vale, no caminho da estrada. Pera aí, gente. Vamos voltar, ó. Deixa eu ver uma coisa aqui. Eu não não pergun não procurei isso. é uma figura simbólica, poderosa e ambivalente, incorporada na cultura, arte e religião romana como um amuleto de proteção. As górgonas eram três irmãs, Medusa, Esteno e Euríali, filhas de divindades marinhas, conhecidas por terem serpentes no lugar de cabelos, e o poder de transformar quem as olhasse em pedra. Puxa górgona e que Medusa faça a tua face. Não. Desapareceu no pequeno vale no caminho da estrada. Senti-me fraca e desorientada. Minhas veias pulsavam minha fronte latejava. Era para ter ficado mesmo com dor de cabeça, né? Pelo amor de Deus, deixa eu ver se tá tudo bem aqui. O que nos admira é a integridade de Gala e sua coragem. Galvão, não, né, Gala? É. E a nos a integridade e a serenidade dela. Sem dúvida, sem dúvida. Puxa vida. A última parte de nossa conversação me parecera terrificante. O perigo se generalizava. Transcendera de mim para minha família. Agora poderia atingir o grupo de nossos amigos. Enchi a bilha e voltei. Respirei fundo antes de entrar, totalmente ignorante do
cante. O perigo se generalizava. Transcendera de mim para minha família. Agora poderia atingir o grupo de nossos amigos. Enchi a bilha e voltei. Respirei fundo antes de entrar, totalmente ignorante do tempo que gastara. Sentia-me vulnerável como um galho seco. Era estranho que ela me pedisse silêncio, equívoco e ameaçador. Era estranho que me pedisse silêncio, equívoco e ameaçador. Era como se preparasse, com acordo implícito meu, nova tentativa com impunidade. Já não tinha dúvidas de que Otávia era insana. Entretanto, ocorreu-me como uma forma de desesper da esperança que talvez inesperadamente ela pudesse se esquecer de mim. Capaz, né? Era uma dessas ideias fantasiosas que nossa imaginação procura avidamente entre as aflições e que, por um momento, podem nos encher de uma calma maravilhosa, embora curta. Entrei e assentei-me em meu lugar primitivo. Filotemo, que estava a falar se voltou para mim. Nossos olhares se encontraram e foi como se eu me visse pálida, espantada, refletida nos seus olhos. Entretanto, ele não se alterou. Meu olhar fugiu pela sala vazia, a corrente de Filotemo. Ela se estendia, dava voltas pela sala, que embora grande já quase não comportava os contingentes que chegavam. Um elo hoje, dois amanhã. Para quem chegou no com o livro já andando, Filotemo tá falando dessa corrente faz um tempão, né? Que até onde a gente sabe é uma corrente com 40 com 40 elos aos comentários. Comentários, comentários. Maria das Graças para Otávia a luxúria e a a gala. para Otávio luxúria e Gala simplicidade. Quando se tem ensino sobre a vida futura é diferente. É, é verdade. Bem, só de pensar na Medusa eu já estaria tremendo. É, é. Eu tô lendo Medusa, né? O importante dela tordoou, o comportamento dela tordoou a Otávia. É porque ela, ela, Otávia percebeu que ali não tinha muito o que fazer, né? Só de pensar na Medusa. É verdade. Eu entendi que era Medusa, querida. Mas é, não é? Será que a gente ia reagir que nem? Eu sei que eu não ia reagir que nem a gala. Eu tenho certeza disso. Preciso nem
Só de pensar na Medusa. É verdade. Eu entendi que era Medusa, querida. Mas é, não é? Será que a gente ia reagir que nem? Eu sei que eu não ia reagir que nem a gala. Eu tenho certeza disso. Preciso nem pensar. Ai ai. Mas voltando aqui à corrente do Filotemo, né? Filotemo era a força que os reunia. Eu, se Deus não tivesse pena de mim, seria a força que os separaria. via-lhes as faces expectantes. O caudal crescia. Quantos eram antes? Quantos eram agora? Eliano, Mongol, Heráclio, o loiro, filho de um pai nascido às margens do Danúvios? Como me pareceram belos naquele instante. Seus rostos eram tranquilos e uma apaixonada obstinação luzia em seus olhos ao ouvir a mensagem daquele outro jovem, o de Tarso. E o caminho de Sebastes entre seus véus cor de esmeralda, galopava Otávia. Os dedos que comandavam as rédeas do cavalo comandavam também nossos destinos. Fechei os olhos e ouvi a voz de Filotemo repetir: "Tudo posso naquele que me fortalece. Tudo posso naquele que me fortalece. Eles levam paraa rotina, né, pro dia a dia. O Ah, pronto, eles levam pra rotina, pro dia a dia, exatamente o que diz o evangelho. Para quem também não não lembra, eles estudam muito Paulo de Társo, porque Paulo passou por ali, né? Lembra que eu mostrei o mapa de duas das viagens de Paulo em que ele passa eh por aquela região? Então eles foram muito influenciados pelos ensinamentos de Paulo. Eles acompanham muito ali. E no caso dos estudos ali da mocidade, que eu que tô chamando de mocidade, né, gente? Não tá escrito no livro que era uma mocidade. Eu que tô tô dizendo que era. Mas é isso, não é? Eles vão se estão se reunindo. E certamente não era à toa porque Filotemo já tinha dito que tinha sonhado com essa união e ele sabia quem eram os elos dessa corrente. E eles foram chegando a Sebasti justamente porque era ali que eles precisavam estar. Alguns deles chegaram ali para conhecer o cristianismo, outros já vieram sendo cristãos. né, conhecendo o cristianismo e foram parar ali por motivos os mais
e porque era ali que eles precisavam estar. Alguns deles chegaram ali para conhecer o cristianismo, outros já vieram sendo cristãos. né, conhecendo o cristianismo e foram parar ali por motivos os mais diversos, né? E como esse acaso que é resultado do caos não existe, eles estão ali certamente por por conta de algum objetivo que o Filotemo não sabe qual é e nem a gala, por que que eles teriam que se juntar, né? Por qual motivo eles teriam que se juntar? Esse livro tira a gente do barulho do mundo. Ficamos em silêncio sentindo desenrolar das situações que existiram e trazendo para o nosso eu. E eu, como eu agiria exatamente? Mas toda vez que a gente lê qualquer coisa, a gente tem que pensar nisso, como eu agiria e ser sincero, viu, gente? Ser sincero, porque muitas vezes a gente olha e fala assim: "Ah, isso eu não faria". Mas a gente não tem coragem de falar porque dá a impressão que a gente é superior, porque nós já chegamos num ponto em que algumas coisas a gente não faria, né? Mas nós temos que reconhecer o as nossas conquistas. A gente não pode ficar olhando só pros nossos defeitos. Nós precisamos reconhecer os dois lados que nós temos, né? o lado que é luz e o lado que é escuridão. Porque nós precisamos do lado que é luz para lidar com o lado escuridão. Então, se a gente fica só pensando, ah, não, ah, imagina, eu nunca vou conseguir ser assim, eu jamais vou conseguir. Não dá, não pode ser assim, não pode. E a gente tem tempo para pensar na nessas reações, né? E e mesmo que você reaja da maneira errada, que você solta um palavrão no trânsito, você tem que parar. Não, eu não devia ter dito um palavrão. Eu sinto muito. Eu eu peço desculpas pelo palavrão que eu falei. Mesmo que seja de longe, você pedir desculpas já mostra que você tá no caminho certo. Você não é mais aquela pessoa que fala um palavrão, depois fala o segundo, terceiro, quarto, aí tira de algum lugar uma arma e vai lá para matar a outra pessoa. Entendeu? A pergunta é: qual a ligação entre Gala e Otávia no passado? Bingo.
um palavrão, depois fala o segundo, terceiro, quarto, aí tira de algum lugar uma arma e vai lá para matar a outra pessoa. Entendeu? A pergunta é: qual a ligação entre Gala e Otávia no passado? Bingo. Tamanho ódio deve vir de longe. Certamente. Certamente. E o amor entre o o Prisco e a gala também, né? Esse livro tá tão da luz que para nossas existências eu amo. Nossa, é verdade. Bem, é verdade. Vocês já foram ver assistir o documentário sobre o Alace Leal? Vão assistir. Vão assistir que vocês vão entender muito do que tá escrito no esquina de Pedro. Sabe qual que era o objetivo dele? Ai ai, queridos. e queridas, muito obrigado pela companhia, pela paciência, pela parceria. Eu espero que vocês tenham uma ótima semana. Não se esqueçam de fazerem, de reforçarem suas preces, suas leituras do evangelho, de ouvir boa música. Boa música. Não tô falando aqui de música clássica, eu tô falando de música que tenha que traga para vocês bons sentimentos, que tenham letras bacanas, que estimulem o fazer o bem, né, o pensar em coisas positivas, coisas honestas, enfim, reforcem muito, porque essa realmente é uma época em que os o ambiente espiritual do nosso país fica conturbado e nós não estamos aqui para julgar, criticar e nem apontar o dedo para ninguém, mas é nossa obrigação acentuarmos, ampliarmos, aprofundarmos as nossas preces, as nossas boas leituras e as boas vibrações para todo mundo, certo? É um romance histórico. É verdade. É um, é, tem elementos históricos nele também. Não, por isso, querida, eu que agradeço. Bom fim de sema para nós todos. Que vocês fiquem com Deus, que as coisas aconteçam com calma e tranquilidade na vida de todos nós. Um beijo grande. Até domingo que vem. เฮ เ
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