A esquina de pedra| Stela Martins | 08.02.26

Conecta Espiritismo TV 09/02/2026 (há 1 mês) 1:04:10 20 visualizações 1 curtidas

Essa série de lives tem por objetivo principal divulgar a obra “A esquina de pedra” e seu autor, Wallace Leal V. Rodrigues. O livro aborda a história do cristianismo primitivo e a formação do catolicismo, com capítulos que se assemelham a crônicas poéticas, explorando temas como a fé, a caridade e a transformação moral. https://www.oclarim.com.br/a-esquina-de-pedra/p O autor Wallace Leal Valentim Rodrigues, autodidata, foi ator e diretor de teatro, diretor de cinema, escritor, jornalista tendo atuado durante 25 anos na Casa Editora o Clarim como continuador da obra de seu fundador, Cairbar Schutel. Conheça a trajetória inspiradora desse espírito no documentário WALLACE LEAL – PODERES DO ESPÍRITO (Márcia Tamia | Zé Henrique Martiniano) https://youtu.be/pwItf50t0fg?si=D2qw3eQpXZMVXeyo #espiritismo, #doutrinaespírita, #allankardec, #reencarnação, #mediunidade, #evoluçãoespiritual, #vidaapósamorte, #cristianismoprimitivo, #esquinadepedra 🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5483594840801280

Transcrição

Nascer Morrer renascer ainda e progredir sempre. Não é além. Nascer, nascer podr ainda e progredir, progredir sempre sem não Amen. No horário, mas hoje a câmera do notebook resolveu começar a falhar. Ainda bem que foi antes da de começar a live. Sejam todos muito bem-vindos a mais um encontro, o nosso encontro para conversarmos a respeito dessa obra tão linda que é a esquina de pedra. Eu fico muito feliz de ver que o número de pessoas acompanhando a live vem aumentando, né? Isso é muito legal e fico muito contente que as pessoas estejam se interessando pela obra. E gostaria muito de dizer para aqueles que estão chegando hoje ou que chegaram nas últimas semanas que, por favor, vão até o primeiro episódio, a nossa a estreia do esquina de pedra. Ouçam a conversa que eu tive com o Zé Henrique Martiniano e a Márcia querida. Eh, eles são autores de um documentário a respeito do ALACAL. Esse documentário é muito bacana, eles dão informações muito interessantes. E aqui na descrição da live também tem o link do documentário. Conheçam aceal, conheçam a sua obra, eh, e o trabalho maravilhoso que ele fez nessa encarnação em que ele viveu aqui em Matão e Araraquara. Na verdade, ele viveu em Araraquara, né? Matão em Araraquara, porque foi certamente uma encarnação de muito trabalho, de muito material interessante para nós todos. Então, eh, e peço também que vocês não se esqueçam de entrarem nos canais em que vocês estão acompanhando essa live para se inscreverem nesses canais, né? curtirem as outras lives, as outras produções desses canais. Nós temos aqui o Conecta Espiritismo, o Consolar Esclarecer no Facebook, o Consolar Esclarecer no YouTube, que é o canal por onde parte, de onde parte o estudo Esquina de Pedra, eh a Rádio Espírita do Paraná, o Instituto Goiano de Estudos Espíritas, que é o Ig, e o Grupo Espírita Fonte Viva e a Web Rádio Fraternidade. Muito obrigada por vocês todos e por favor não se esqueçam, inscrevam-se nos canais e curtam a produção de todos eles, porque são

que é o Ig, e o Grupo Espírita Fonte Viva e a Web Rádio Fraternidade. Muito obrigada por vocês todos e por favor não se esqueçam, inscrevam-se nos canais e curtam a produção de todos eles, porque são produções muito boas. Antes de fazer a nossa prece, eu vou aqui dar já um boa noite para Rosiane, querida. Mais um encontro dessa linda obra. Isso mesmo, Eliamar, boa noite, esquineiros. Adoro, adoro esquineiros. Nivalci, querida, pazem bem para nós todos. Miriam, boa noite, meu bem. Boa noite também para Maria Lúcia. Bem-vinda. Maria Rejane Requeridíssima, boa noite, meu bem. Ai, boa noite paraa Lúcia também desde Orlando, pra nossa esquina de pedra. Isso mesmo. Isso mesmo. Então, vamos lá. Nós paramos. Pera aí, deixa eu compartilhar aqui com vocês. A gente parou. Nós estamos começando um novo capítulo. Eita, não, não apareceu hoje. Hoje é daqueles dias, sabe como é que é? É assim que funciona. Vamos tirar um para ver se ele aparece. É assim que funciona. Quando a gente pensa que vai, não vai. Vamos lá. Agora vai. Quer ver aí? Agora vai. Ai ai. Oi, querida. Que bom que você chegou. Boa noite. Oi, Rosiane. Boa noite para você também. Eh, seja muito bem-vinda. Tava aqui tirando os os obstáculos do caminho. Muito bem, nós paramos aqui começando o nosso o capítulo 15. Para aqueles que têm o livro, vocês já viram, né, que tem o que não falta é capítulo nesse livro. Ele tem um monte de capítulo. Ele não é um livro pequeno, né? Eh, e a gente não se incomoda com isso porque significa nós vamos ter mais tempo com os com os personagens, né, curtindo a história. Isso é sempre muito bom. Opa, esqueci a vou tirar. Esqueci a prece, né? Veja só se a gente não fica esperta. Vamos ver. Ah, é nós, eu vou colocar é uma música que vai funcionar para nós como prece de abertura. É uma música da da Sam Aada, chama Simplicidade. Ela é linda, ela tem uma, a letra vai aparecer aí para vocês. Se vocês quiserem podem até cantar junto, porque eu vou est cantando aqui. As coisas simples, despretenciosas

am Aada, chama Simplicidade. Ela é linda, ela tem uma, a letra vai aparecer aí para vocês. Se vocês quiserem podem até cantar junto, porque eu vou est cantando aqui. As coisas simples, despretenciosas que a alma descobre os encantos dos dias. No bailar dos astros, nas folhas já mortas, no ficar mais perto das almas queridas. Nessas horas simples, a alma percebe o que é para sempre e o que sempre passa. Então se despe do que não lhe aquece para ser quase tudo sem ter quase nada. Quando a alma complica, acumula pega, passa pelos dias iludida e cega, vive como morta e sequer percebe, até que desperta os encantos dos dias, pois se a ilusão nos afasta da vida. São as coisas simples que a vida acontece. São coisas simples, despretenciosas que a alma descobre os encantos dos dias. No bailar dos astros, nas folhas já mortas, no ficar mais perto das almas queridas. >> Nessas horas simples, a alma percebe o que é para sempre e o que sempre passa. Então se despido que não lhe aquece para ser quase tudo sem ter quase nada. Quando a alma complica, acumula pega, passa pelos dias iludida e cega, vive como morta e sequer percebe, até que desperte aos encantos dos dias. Pois se a ilusão nos afasta da vida, são nas coisas simples que a vida acontece. até que desperte aos encantos dos dias. Pois se a ilusão nos afasta da vida, são nas coisas simples que a vida acontece. né, linda? É muito simples a letra e muito bonita e é gostosa, né, de cantar. Eu acho muito legal. Muito bem, vamos começar com a nossa com as com a nossa conversa de hoje. Vamos, né? Porque hoje nós vamos começar um capítulo novo e capítulo novo é sempre emocionante, não é mesmo? Então vamos lá, vamos aqui adicionar ao palco, como fala aqui o streamard. Então nós vamos pro capítulo 15. E quem tiver ir acompanhando o livro físico, fique à vontade, né? Para quem tá chegando agora, a gente vai fazendo a leitura e vai comentando, porque o objetivo aqui não é fazer uma discussão filosófica sobre o livro, mas conhecer a obra, eh, conhecer essa

tade, né? Para quem tá chegando agora, a gente vai fazendo a leitura e vai comentando, porque o objetivo aqui não é fazer uma discussão filosófica sobre o livro, mas conhecer a obra, eh, conhecer essa história que é belíssima e conversar sobre ela, fazendo a relação com os dias atuais, né? que é para isso que existem as obras espíritas. Não é pra gente ficar pensando lá naquele tempo acontecia isso. É pra gente trazer pro hoje como é que a gente pode aproveitar os ensinamentos, as lições, né, os erros que foram cometidos pelos personagens pros dias de hoje, pra gente não errar da mesma maneira, né? Então vamos lá. Capítulo 15. Os dias se passaram depois da primeira semana em que mamãe falou incessantemente, comentando e recomendando quanto se passara, certa manhã se apresentou muda e concentrada. Compreendi que nada havia sucedido a mais, a não ser que após uma extrema excitação, seus nervos buscavam se acomodar. aqui para quem ainda não tava acompanhando, né, eh, eles tiveram um ataque ali de uma de uma pantera. Eh, Gala, que é a nossa personagem principal, é uma pastora de ovelhas, de cabras. E essa pantera tudo indica, pelo que eles conversaram no final do capítulo anterior, que essa Pantera foi primeiro que lá naquela região da Capadócia, que é onde eles estão, né? A é o que a gente calculou aqui e que a a Eliamar e a Silvia Gandolf trouxeram das pesquisas que elas fizeram. Já adianto. Muito obrigada, meninas. E ela ele a essa história se passa na Capadócia e ali não tem pantera, não é daquela região. Então essa pantera foi trazida e mais ela foi estimulada ao ataque porque ela não atacou para comer, ela atacou para destruir. Isso não é comum num animal, né? A não ser que ele esteja eh em uma situação muito específica. Então eles acreditam que alguém fez isso, né? Alguém provocou essa situação, matou um monte de animal, feriu a cachorra que é usada a que é usada para pro pastoreio, né, que faz parte ali da família e e acabou também machucando a gala, né? Ela ficou uns

provocou essa situação, matou um monte de animal, feriu a cachorra que é usada a que é usada para pro pastoreio, né, que faz parte ali da família e e acabou também machucando a gala, né? Ela ficou uns dias ali também conseguir trabalhar, sem conseguir fazer nada. Então, nós estamos nesse posterior, no que aconteceu eh depois, né? Ai, o pessoal aqui comentando, ó. Que bom. Ainda bem que eu tenho vocês no chat, né? Capítulo 15, página 167. Muito bem. Eu tô lendo no como chama mesmo isso? Ô, meu Deus. Eu tô lendo no Kind, no Kindle. Então, eu não sei as páginas, não bate as páginas com vocês, né? Maria das Graças, oi querida. Paz para nós todos. Eliamar. Lindíssima a música, né, querida? Ela é linda. A música é muito bonita mesmo, Rosiana. Perfeita. Fala tudo que precisamos para termos vida. Simplicidade. Isso mesmo. Oi, Olga, boa noite. Acompanho desde o início, sempre revendo durante a semana. Que bom, B. Que bom. Isso é muito bom. Então vamos lá, voltando ali para pro nosso pro nosso texto. Pronto. Então, a Gala tá dizendo que a mãe depois daquela excitação, né, de ficar falando sobre o assunto, ela deu uma emudecida para dar uma acalmada, né? E o mutismo dela nos contagiou. Foi como se as palavras se estivessem esgotado para nós e não tivéssemos uns para com os outros, mais que olhares distraídos e sorrisos pesados de uma infrutífera intenção de consolo. Eu queria dizer para vocês aqui, vou dar uma paradinha, eh, porque isso é muito parecido com o luto, né? Não deixa de ser um luto aí no caso deles também. E é bom a gente refletir sobre isso, porque eh há uma falsa impressão de eh principalmente das do de uma parte do movimento espírita e das outras pessoas que não são espíritas, de que os espíritas não sofrem com a morte de alguém, que os espíritas não sofrem no luto. E isso não é verdade. o afastamento de um ente querido, a volta de um ente querido para a pátria espiritual, não, não é um momento de dor. Mesmo que a gente saiba que ele foi para um lugar melhor,

to. E isso não é verdade. o afastamento de um ente querido, a volta de um ente querido para a pátria espiritual, não, não é um momento de dor. Mesmo que a gente saiba que ele foi para um lugar melhor, que ele foi porque era a hora dele ou dela e que nós também vamos encontrar, não precisa necessariamente ser quando a gente desencarnar, mas nós vamos encontrar eh eventualmente durante o sono. A gente sabe de tudo isso, mas a gente sente falta da pessoa na nossa rotina, né? A gente sente, quando a gente muda de rotina, a gente sente falta dos hábitos que a gente tinha na rotina anterior. Como é que nós não vamos sentir falta das pessoas? Como é que uma mãe não sente a falta do filho? Ela pode saber de vida após a morte, pode ter certeza disso tudo, mas ela vai sentir tristeza, ela vai sentir dor, vai sentir saudade. O que o Espiritismo recomenda, recomenda é que não haja revolta, sabe? Não haja ódio, não haja mágoa, que são os sentimentos ruins. Mas a saudade não é um sentimento ruim. A saudade significa que a gente gosta muito daquela pessoa e sente falta dela, né? Então essa o o os sentimentos ruins é que devem ser evitados ao máximo o máximo possível, né? A gente sabe que o espiritismo não proíbe nada, né? Nem obriga a nada. Ele nos orienta, eles ele aponta os melhores caminhos, mas nós todos temos livre arbítrio para decidir como agir, inclusive por conta da nosso grau evolutivo, né? Eu não vou agir da mesma maneira quando uma pessoa desencarna e quando outra pessoa desencarna, porque eu também já não sou mais aquela pessoa, né? Eu já tive aí um período de desenvolvimento, de aprendizado, de amadurecimento, certo? Muito bem. Oi, Terezinha. Que bom, querida. Que bom. Chegou bem no comecinho. Então, vamos lá. E naquele silêncio pesado, o vento batia as portas e janelas que ninguém se lembrava de fechar. Vovô olhava tristemente para nós sem compreender. Eu saía para fora e percebia os outros fitarem cisudos os poucos animais que nos restaram. Cirilo levava-os e trazia-os. Eliano

se lembrava de fechar. Vovô olhava tristemente para nós sem compreender. Eu saía para fora e percebia os outros fitarem cisudos os poucos animais que nos restaram. Cirilo levava-os e trazia-os. Eliano descia para a colheita ao lado do vovô. Eu me assentava nos degraus da casa, magra, enfraquecida, envolta numa espessa manta, e ficava a olhar o voo migratório das aves em fuga para a África, pois que o inverno se aproximava. Em duas manhãs, os gaviões tatalaram suas asas castanhas sobre a casa, depois sumiram. Foram, como papai contava, caçar seus lagartos nas quentes areias dos desertos. Levantava-me e ia parar junto ao cesto de corona, um monte de pelo desforme com dois grandes olhos amorosos e doloridos. Mamãe trazia seu nartex, a caixa de unguentos e remédios. De joelhos ajudava nos curativos. As lágrimas escorriam-me silenciosamente pelo rosto. Dizia mamãe: "Amanhã Cirilo poderá voltar a ajudar vovô. Eu sairei com o rebanho." Ela recusava: "Não, ainda não. É cedo." Debruçava-me na janela e meu olhar viu o outono em ação ao longo do rio, onde tinha mais a fazer. era sempre outono na step, menos na primavera, quando um leve verdor nascia nas urzes e nos espinhos. Na segunda noite, a partir do nosso encontro à margem do rio, Prisco voltara, embora não o tivesse visto. Pela manhã, ao abrir a janela, encontrei um fresco botão de rosa no peitoril. Na terceira noite, despertei alta madrugada e abri a janela. Era ainda a noite fechada. No ponto mais alto da colina postava-se alguém a cavalo. Não pude ver quem era até que o animal se moveu um tanto e a luz do luar incidiu sobre o peitorio de Prisco. Era ele sim, embora não lhe visse o rosto, pois que a lua, descrevendo sua trajetória, pusera-se à suas eh pusera-se à suas costas, mergulhando a face da casa em sua claridade de prata. A estrela norte apagou-se. Ele foi embora. Impotentes desesperos traziam-no. Este era apenas um detalhe de seus sofrimentos. No dia seguinte, houve reunião em nossa casa. Por que que o o Filotemo tá sofrendo,

a norte apagou-se. Ele foi embora. Impotentes desesperos traziam-no. Este era apenas um detalhe de seus sofrimentos. No dia seguinte, houve reunião em nossa casa. Por que que o o Filotemo tá sofrendo, né? Porque ele sabe que quem causou esse esse ataque da pantera lá na famí contra a família do Ah, desculpa, esqueci de voltar o texto. Perdão, Lúcia, perdão. Por que que o o Prisco tá sofrendo? Porque ele sabe que quem causou esse essa confusão toda com a pantera eh foi a moça que gosta dele, que é romana também, que não se conforma que ele tenha interesse numa simples pastora de ovelhas, né? Ela uma romana de alta estirpe atrás dele, querendo ele de todo jeito. E ele, pelo jeito, tá caindo fora, né? Não tá. Ele vai acabar casando, eu acho, né? Vai acabar casando com a moça porque ele não ele não quer deixar de ser um romano, não quer deixar as as tradições da família dele, então ele ele vai acabar casando com a moça. É o que eu acho, gente. Só acho. Bom, no dia seguinte houve então reunião em nossa casa. Filotemo veio e porque nos encontrássemos à porta, assentamos-nos sobre os degraus mais altos à crua luz do crepúsculo a conversar. Ouve em nossos olhos reciprocamente o mesmo espanto. Eu estava abatida e cansada, e ele também emagrecera. Um leve tom de violeta sombreava-lhe as pálpebras. Então, estás bem? Ele perguntara. Sim, muito bem. Tu és que não parece bem. Não me pareces bem. Nada de importância. É a estação disse olhando a encosta despida. Prosseguiu sorrindo e apontando com o dedo para a cabeça e o coração. Aqui e aqui estou ótimo. E tu podes dizer o mesmo? Por algum tempo não disse nada, porém depois suspirei aliviada. Pusemo-nos a conversar naturalmente. De súbito senti fome. Contei-lhe isso e nos pusemos a rir. Entrei e fui buscar pão e azeitonas conservadas, que ficamos a comer em fatias, querendo acertar os os caroços mais e mais longe. Mamãe arrastou o cesto de corona até ali. Corona é a cachorra, viu, gente, para quem tá chegando hoje. e pô-la aquecer-se ao morno sol da

r em fatias, querendo acertar os os caroços mais e mais longe. Mamãe arrastou o cesto de corona até ali. Corona é a cachorra, viu, gente, para quem tá chegando hoje. e pô-la aquecer-se ao morno sol da tarde. Lembro-me de que chegando egídcio, Filotemo e ele puseram-se a conversar sobre o instinto dos homens de Eliano e de como seguramente tinham localizado o animal depois de encurralado. Ao atirar-se de um cabeço sobre um dos homens, este o espetou, colhendo-o na ponta de sua lança. Aquela descrição deu-me um vago nervosismo. Distraí-me da conversa pensando na certeza daqueles que desejavam afastar-me de seu caminho. Do ponto de vista da absoluta ausência de escrúpulos, Otávia, a moça apaixonada pelo Filotemo, né? Otávia era uma personalidade verdadeiramente fascinante, imaginativa e requentada. Seu espírito dava voltas mirabolantes. Por infelicidade, nessas voltas estava eu. Levantei-me e a pretexto de receber os visitantes que chegavam, subi a encosta e fui me postar em cima, de onde podia ver as steps que o sol crepuscular banhava, atéonde meu olhar podia alcançar. Ali estivera prisco na noite passada e o solo ressequido ainda guardava a marca das patas de seu cavalo. As touceiras ressequidas, sinais de haverem sido tosadas aqui e lá pelos dentes do animal. Da escada tranquilamente, Filotemo me olhava. Como seria feliz se pudesse fazer meu o seu mundo, porque o o Filotemo também gosta dela, né? Mas em respeito, ele se mantém à distância e se comporta como um amigo muito, muito, muito respeitoso. É um espírito fantástico. Mas as nossas linhas de limitação transbordaram. Assim pensava quando viante o que se aproximava. Um desconhecido chegava com ele e Filotemo foi-lhes ao encontro. vendo-os na trilha serpente, já bastante que víssemos suas feições, Filotemo segredou-me: "Vê só mais um dos meus, mais um dos meus, porque Filotemo já havia contado pra Gala lá no começo do livro que ele sabia que ele ele sonhara, eh sonhava com uma corrente de uma corrente formada por

e: "Vê só mais um dos meus, mais um dos meus, porque Filotemo já havia contado pra Gala lá no começo do livro que ele sabia que ele ele sonhara, eh sonhava com uma corrente de uma corrente formada por elos. que são rapazes que ele não sabe muito bem quando eles vão aparecer, mas quando eles esse esse rapaz que é um dos elos da corrente aparece, ele reconhece, fala para ela, avisa gala, esse também é um um dos elos da corrente, né? Mais paraa frente, lá na frente nós vamos entender a história da corrente. Poucos minutos depois estavam à nossa frente. Jantio disse-nos trouxe hoje, desculpa, gente, trouxe hoje um companheiro e ao que espero um novo membro para o grupo de Sibírcio. Bircio é o espírito que eh o orientador desse grupo de jovens que estão estudando as escrituras que eles têm ali disponíveis. Eh, e o Sibício já era conhecido da família da Gala, né? O espírito que conviveu com eles, conviveu com o pai e morreu no mesmo dia que a que a que o pai da gala em em circunstâncias diferentes, né? a morte dos dois, mas eles morreram no mesmo dia, exatamente por serem cristãos. O Sibírcio e o pai da gala. Gala, Filotemo, egídcio. Este é meu amigo Severiano. Lá vamos nós então conhecer mais um personagem dessa nossa história, o Severiano. Severiano não diz uma palavra, limita-se a contemplar com olhos assombrados o companheiro tão modificado. O que se passara com Jantil naqueles últimos dias? Deixa eu só olhar para ver se tá tudo bem aqui com vocês. Essas tradições romanas destruíram muitos amores. Ah, sem dúvida, né? Mas tradição destrói até hoje, né? Ah, mas você vai casar, mas você vai namorar esse aí? Nossa, não, pera, né? conhecera-o como uma extravagante criatura que viera esconder na distante Sebastes o seu pujante drama interior, como um ser que se sentia rodeado de amigos e inimigos e não era capaz de distinguir um dos outros, uns dos outros. tem jante na conta de um artista de talento, porém incapaz de se firmar no conceito do público, que se apagava e fugia deliberadamente,

gos e não era capaz de distinguir um dos outros, uns dos outros. tem jante na conta de um artista de talento, porém incapaz de se firmar no conceito do público, que se apagava e fugia deliberadamente, furtando seus contatos indispensáveis, a não ser raramente. Vocês lembram, né? Jante é aquele artista que vai fazer uma uma pintura, escultura da da gala para entregar pro Prisco. E aí ele eh a gala percebe que ele era vítima de uma eh obsessão de múltiplos espíritos. E aí o Jantio vai até vai para paraa eclésia, que é a igreja deles. Lá ele é tratado, ele é atendido, socorrido, os obsessores se afastam, né, vão embora e aí Jante passa a ser cristão e e a frequentar a casa da gala. Se eu tiver falando bobagem e trocando os personagens, vocês tratem de me de me corrigir, hein, gente? Porque vocês sabem que a minha minha memória é uma vaga lembrança, né? Severiano nunca vira ninguém tomado de um medo maior e além disso mais destituído de ousadia e astúcia, únicas armas com que poderia enganar ou enfrentar os inimigos desconhecidos. Assim escondia-se subitamente Severiana encontra um novo ser. O próprio quadro em que estivera a trabalhar sofrera rápidos retoques. A formosa mocinha de cabelos cor de abricô, que dantes recortava-se contra um rude fundo de rochas escuras, emerge agora de um obscuro e suave crepúsculo, onde não é difícil descobrir-se uma nova esperança, uma nova alegria. Severiano, porém, não se atreve a fazer perguntas. Dantes, Jante não hesitava em insultar os curiosos. Ele não pode saber o que se dará agora. É, entretanto, o próprio pintor que lhe fala a respeito. Já não me fazem dano, vês? dirige-se ao leito e senta-se sobre ele, compondo uma pose de relaxamento e descanso. Severiano sente-se pleno de uma sincera satisfação. Aquela modificação torna-o feliz e curioso. Jante, pois se afalar com a pressa de quem necessita urgentemente transmitir a outra em uma fantástica descoberta. Severiano não recusa as revelações. A história de todos os povos está cheia de fatos semelhantes. Por

falar com a pressa de quem necessita urgentemente transmitir a outra em uma fantástica descoberta. Severiano não recusa as revelações. A história de todos os povos está cheia de fatos semelhantes. Por toda parte identifica criaturas verdadeiramente enlouquecidas no mal, que fazem do amargar aos semelhantes o seu deleite. E que outra coisa poderão fazer já desgarradas do corpo físico? A discussão surte proveitosa a ambos. Debatida dois, a melindrosa questão parece deslindar-se, mas é terrificante. Os abismos do invisível abrem-se ao entendimento dos dois jovens. Jantio tenta reproduzir as instruções recebidas no núcleo cristão e provenientes de homens desprendidos da carne, mas em estado de lucidez e elevação moral. Então, Jantil tá contando das comunicações eh que acontecem tanto na eclésia, eventualmente na eclésia, quanto na reunião lá dos jovens na casa da gala, né? Eles se comunicavam, eventualmente, eles se comunicavam com espíritos. Não era uma coisa frequente, mas ela acontecia e e não era surpresa para eles, não se tratava de algo. Olha, hoje teve uma comunicação, eles encaravam aquilo como uma coisa muito normal. O assunto transporta-os a cenas evangélicas em que Jesus expulsa os espíritos obsessores, restituindo a liberdade a infelizes criaturas sob o julgo de potentes e aniquiladoras mentes. Tomado de reconhecimento, Jante beija o retrato da jovem pastora que apresenta ao amigo como sua primeira instrutora. Que bonitinho, né? Aí a gala vira a instrutora do do jante, né? Muito legal. É verdade, Marilda. Preconceitos sempre os preconceitos. Ô meu Deus, aceito a doutrina de Jesus Severiano, e desejo viver com ela e por ela. Eu era um escravo em condições mais degradantes do que a dos escravos da terra. As portas da prisão se abriram. Não podes imaginar o que isso significa para mim. Posso imaginar e crer, Jantilo, eu mesmo talvez não hesite em aceitar a nova fé. Fala sério, Jant pergunta em júbilos. A dor-me, mas se fores por ti mesmo, teu mérito redundará maior. O simples ver-te

Posso imaginar e crer, Jantilo, eu mesmo talvez não hesite em aceitar a nova fé. Fala sério, Jant pergunta em júbilos. A dor-me, mas se fores por ti mesmo, teu mérito redundará maior. O simples ver-te é concludente. Não podes imaginar como estás diferente. Só um poder maravilhoso poderia operar essa modificação. Talvez pareça estranho, mas ouvindo-te a falar de Jesus, o assunto parece-me conhecido. E aí é interessante, né? Porque ele, Jante, tá falando de uma coisa que a gente repete com frequência, né? Ah, se não chegar pelo amor, vai chegar pela dor. A gente falou muito isso, né, em nas casas espíritas. E aí o outro lado da moeda são as pessoas que vão, porque não, olha, eu vi umas coisas interessantes, quero aproveitar, né? Quando, por exemplo, falaste do sermão no monte, meu julgo é suave. Onde eu vi isto antes? Desejo, Jante, de todo coração submeter-me a esse julgo. Lá entre as colinas, eles te contarão outras coisas igualmente belas. Iremos juntos solicitar teu ingresso. Queres? Sim, Severiano quer. E a ideia fervilha de expectativas tão regozijantes que os dois silenciam devorados por seus próprios pensamentos. "Vê só o que acabas de dizer, Jant", disse Filotemo com interesse. "O grupo de Sibírcio, não é que temos um nome? E melhor não haveria nem tão a calhar. Já estávamos reunidos na sala quando ele contou aos outros o pequeno diálogo travado entre Jantio e nós. E naquela mesma noite, o grupo com agrado geral ganhou o nome de Sibírcio, sob o qual ainda séculos depois era denominado e lembrado nos círculos cristãos de toda a Ásia Menor. Vocês vão saber porque que o grupo de Sibírcio ficou famoso na Ásia Menor toda, mas lá no fim do livro só. Vocês não vão lá no fim do livro ler a história, hein? O final da história. Claro que vocês podem ir, né? Obviamente. Ai, ai. Não se passaram muitos dias e um outro chegou. O que me fez dizer a Filotemo por troça? Eles chovem falando, né, que os elos da corrente estão chovendo, né, tão caindo aos montes, aparecendo aos montes.

o se passaram muitos dias e um outro chegou. O que me fez dizer a Filotemo por troça? Eles chovem falando, né, que os elos da corrente estão chovendo, né, tão caindo aos montes, aparecendo aos montes. Eu estiver a palestrar com Acácio, ao qual apazia chamar-me pelo nome de sua irmã Corina. Trouxera de presente bonitas figuras de argila, nas quais representava a pastora com suas cabras e ovelhas, uma das quais tinha atravessada nos ombros, como fazíamos com os cordeirinhos. Ergui os olhos das gentis figurinhas e vi o desconhecido. Não era muito alto e seu modo de olhar denunciava a vista curta. De pouco em pouco, a conversa geral arrefecia e agora ele, falando com fluência e com peculiar veemência, dominava o auditório. Estava bem vestido, suas mãos eram expressivas, finas e bonitas, e corriam extraordinariamente em seu auxílio em gestos moderados e expressivos. às vezes cruzava-as sobre o peito, o que lhe dava solenidade, concedendo-lhes um repouso que parecia preparar a mímica para a frase seguinte: "Tudo aquilo não me era de todo desconhecido, porém de imediato, não me pude lembrar mesmo porque a exposição em que se absorvia contagiava-me também. Entretanto, semanas transcorridas, repetindo-se a situação, a memória ajudou-me. Eu vira, talvez um ano antes no fórum de Sebastes, no decorrer de um laudátio. Estando na cidade, Cirilo e eu entráramos justamente porque na praça louva-se o jovem orador. Um préstito fúnebre se aproximava do fórum. O próprio procurador com sua guarda se fazia presente. Opa, errei aqui. Um o se fazer presente ao lado das famílias mais representativas da cidade. Só um minuto, gente. Ah, tá. É o laudá aqui é um discurso mesmo. Um bom. Cirilo e eu nos aproximamos o quanto nos permitia nossos trajes pobres, porém o suficiente para assistirmos à entrada da luzida comitiva no recinto, a que chamavam rostra, onde às vezes expunham as cabeças dos suplicados. Tratava-se do enterramento de um honorate. E assim, sempre curiosa, população a corria pressurosa a

luzida comitiva no recinto, a que chamavam rostra, onde às vezes expunham as cabeças dos suplicados. Tratava-se do enterramento de um honorate. E assim, sempre curiosa, população a corria pressurosa a empurrar-se entre coxichos nas pontas dos pés. Pera aí, gente. Eu não, eu esqueci de anotar. Ai, ai. Ah, tá. Honorato é um romano. A cena. Cadê a a lectica lética funebres? Deve ser lética, funebres. Foi depositada junto de uma pira. E logo em seguida, um jovem pálido em roupas negras destacou-se de entre a comitiva. A cena ficou-me pela força e beleza da oração fúnebre do moço, as brancas mãos a se destacarem das roupagens lutuosas. Entretanto, de chofre ali em nossa casa naquele primeiro dia, a cena do laudá não me ocorreu. E assim perguntei a Acácio, este quem é Flávio? Ele respondeu: "E lá vamos nós para outro para outro personagem da história, né? O Flávio, quando lê". Imaginei que belo filme essa história tão linda da nossa, é verdade, hein? Era um ia dar um filme lindo, sem dúvida. Oi, Eurídice. Não tem problema, querida. Bora lá. Bora lá. Então, agora nós vamos conhecer Flávio. Orientava-se reparando nos cabelos das montanhas muito distantes, um dos quais o mais alto marcava o norte. Cabeços, desculpa, orientava-se reparando nos cabeços das montanhas muito distantes, um dos quais o mais alto marcava o norte. Havia anoitecido completamente. Andava, pois, há quanto tempo? 3 horas desde manhã bem cedo. Senti urgência em se alimentar, distraíra-se com seus pensamentos e só agora, com a aguda sensação de fome e a fuga da claridade de urna se apercebia de que o tempo passara, mas continuou a caminhar com firmeza em direção à cordilheira. Flávio alcança o vilarejo entre as trevas da noite, porém a luar. A casa que procura tem uma pequena escada e perto desta um poço com três castanheiros. Luzes amarelas filtram-se pelas fendas estreitas das janelas e portas. Um homem desce a viela sinuosa, iluminando-se com a taeda de resina. É a tocha, né, que segura bem alto. Ao se cruzarem, o homem

Luzes amarelas filtram-se pelas fendas estreitas das janelas e portas. Um homem desce a viela sinuosa, iluminando-se com a taeda de resina. É a tocha, né, que segura bem alto. Ao se cruzarem, o homem torce e saúda humildemente. Flávio sabe como se orientar pelas vielas até a pequena explanada no sopé da montanha, pois tudo lhe for explicado. De sorte que encontra o poço com os três castanheiros e a casa. Sobe a escada, bate a porta. Abrem-na. Ele fita um homem moreno de rosto semita. O desconhecido diz-lhe com afabilidade de maneira desconcertantemente inesperada. O meu nome é Jeremias. Em que polo sus servi-lo? Está iluminado pela candeia que segura entre os dedos. Tem qualquer coisa de militar no porte e seu sorriso, seu olhar claro, mostram uma aliciante simpatia, a qual Flávio não pode fugir. Diz: "Venho de uma longa viagem, quero falar a Basílio. É bom que tenhas vindo", diz o outro. "Que o bom Deus te abençoe. Entra." Ele entra para o interior da casa, no centro de uma espaçosa sala, iluminada por três ou quatro candeias. Jeremias oferece-lhe um escabelo para sentar, né? Um banquinho. Sorrilhe e desaparece por uma das portas dos fundos. A noite azul e fria das montanhas entra por duas janelas através das quais é possível ver-se retalhos do vale em Loarado. Por elas chega também o perfume de beladonas e ervas aromáticas. Através do silêncio macio da casa, Jeremias volta com muitos apetrechos, uma bacia de água fresca, toalhas, uma bilha, depois frutos e pão. Em seguida, um prato de sopa quente de perfume convidativo. Basílio chegará em breve, diz Jeremias, sempre a sorrir. E Flávio, desconcertado, percebe que nem ao menos se der a conhecer. procura consertar a indelicadeza e roga desculpas, declinando seu nome. Jeremias tem um cânido mover de cabeça, então quebra o silêncio que se faz as vozes de muitas pessoas que cantam. É um coro sentimental, algo triste, porém agradável e dolente. Flávio percebe que as palavras falam de uma divina esperança, de uma esperança que cresce

e se faz as vozes de muitas pessoas que cantam. É um coro sentimental, algo triste, porém agradável e dolente. Flávio percebe que as palavras falam de uma divina esperança, de uma esperança que cresce para muito além das dores dos homens. faz o seu repasto, ouvindo aquelas maviosas vozes. E exatamente ao terminar, o ancião entra na sala pela passagem do fundo, por onde Jeremias se movimentava. Assenta-se à sua frente. É um velho de grandes barbas brancas que irradia serenidade e bondade. Sou aquele por quem procuras, filho. Dize em que posso valer-te. Flávio sente-se reconfortado, aquecido e à vontade. Tenho ambições de escrever, Senhor, e o dom da palavra não me é adverso. A história me apaixona, sobretudo a vida dos grandes homens. Um amigo de meu pai, o melhor amigo de meu pai, um outro pai que tenho, animou-me a procurar-vos. anos atrás conheceu-vos quando, ao passar por aqui, no decorrer de uma grande tormenta que durou três dias, vós o acolhestes. Esse homem assegura-me que sabeis a história do maior de todos os homens que jamais viveu. Porém, só isto me disse, afiançando-me que não vos furtareis a contar-me tudo. A curiosidade trouxe-me. Quem é, Senhor, o homem cuja glória epsa a de todos os outros? Quem é maior do que os príncipes e reis, guerreiros e heróis? Uma chama extraordinária parece dançar nos olhos velhos de Basílio, quando, fixando profundamente o jovem interlocutor, diz-lhe com firmeza: "Jesus, ele se chama Jesus." Repete Flávio. Vocês lembram, né, que das outras, várias outras encontros aqui começaram desse mesmo jeito, não é? Lembra que eu comentei semana passada, semana retrasada? Não lembro. Eles saem andar, passam pelas vielas, vão parar num lugar e esse lugar, o que que é? Esse lugar é um lugar de oração. Eles vão sempre parar no lugar de oração. Vocês perceberam? Esse pelo menos aí veio com o endereço certo, né? Mas ele achou que ele fosse encontrar uma casa e na verdade ele tava encontrando um lugar de oração, sabe? daria um belo dorama, segundo a

perceberam? Esse pelo menos aí veio com o endereço certo, né? Mas ele achou que ele fosse encontrar uma casa e na verdade ele tava encontrando um lugar de oração, sabe? daria um belo dorama, segundo a Eurídice. É verdade. É verdade. Eu disse, eu ia dizer, mas fiquei com vergonha. Imagina um dorama, pelo amor. Pode ser também, né? Qual que é o problema? Nenhum. Pode ser um dorama, sim. Tem problema nenhum nisso. Ai ai. E o nome ressoa? E o nome ressoa ali com doçura e calor nos mais recônditos refolhos da alma. Abre o seu bornal, retira os pergaminhos, os estiletes, os sais de escrita. Basílio repassa a maravilhosa aventura e o moço circunspectamente escreve. Lembro-me de que ao relacioná-lo com a cerimônia do Laudátio, certos detalhes que na ocasião nos tinham surpreendido a Cirilo e a mim, tornaram-se compreensíveis. Por exemplo, a simplicidade da cerimônia, a ausência dos músicos, das proeficai, praeficai, carpideiras profissionais encarregadas das níneas, das imagens dos antepassados e a abstenção do sacrifício de animais em deror da pira fúnebre. A falta desse cerimonial que decepcionara a turba à espera de um espetáculo espalhafatoso nos agradara. São ávaros, poupam-se os gastos, resmungava em resmungavam em derredor de nós. Mas como viemos a saber depois, Flávio cortava suas amarras. Eram aqueles funerais o de seu próprio pai. livre, conforme ele próprio nos contou de certa feita, seguir o chamado que a religião de Jesus lhe endereçava. Distraí-me naquela noite ouvi-lo. Flávio dissertava com muita oportunidade e era indiscreto relativamente à sociedade em que vivera e que agora desprezava. comentando sua aproximação do grupo cristão, dizia com seriedade que compreendera ter chegado o momento de entrar em brios. Os outros sorriam do cristianismo dizem ser uma moléstia que contamina, mas eu vos digo, irmãos, é a saúde que retorna. Ora, sempre se fugiu às doenças, nunca se fugiu à saúde. O tom com que disse isso fez com que um couro de gargalhada se levantasse em roda. Ele, entretanto,

eu vos digo, irmãos, é a saúde que retorna. Ora, sempre se fugiu às doenças, nunca se fugiu à saúde. O tom com que disse isso fez com que um couro de gargalhada se levantasse em roda. Ele, entretanto, não ria. Olhando para fora, viu um terceiro personagem desconhecido que se apresentava e prosseguiu a representar. fez com suas bonitas mãos um gesto largo e anunciou: "Varões, tenho a honra de vos apresentar um ex-pagão e um ex-escravo", disse o recém-chegado sorrindo enquanto Flávio completava sua frase. Donato, aí mais um elo da corrente chegando, hein? Vai dar tempo? Acho que vai, né, Donato? Vamos lá, vamos conhecer mais um personagem. Tomou, gente céu, eu vou ter que aprender a ler essas fras, essas palavras. Jesus amado tomou sua polipitia, politi poliptia, deve ser assim, e guardou-a decepcionado nos bolsos de sua túnica. estavam cheias de palavras amargas, palavras que pareciam desagradar a própria cera onde estavam escritas e que se mostrava áspera, indócil e dura. Ali ele mesmo escrevera ruins acontecimentos, exagerar fatos sem importância, mentira, tudo para causar ao espírito da senhora aflições e desespero. Donato assistir a tudo quanto anteriormente se passara. vira o amo levar de volta à casa dos pais a esposa inocente, acusando-a de prevaricação. O dia do di defre de difarreatil de farreatil. A cerimônia religiosa com que se extinguia o casamento, o amo rejubilara-se entre libções que conseguiram madrugada fora, mas na manhã seguinte verificara que sua vitória ficara pela metade. Envolvida a lei, os dois filhos do casal tinham partido para caminhos diferentes. O menino permanecia na custódia do pai, a menina partira para a companhia da mãe em Amsos. E quando o amor das duas crianças imaginara a forma de correio que desafogasse a saudade mútua, o Senhor propositadamente mantivera o pequenino druso e letrado, a fim de que outrem redigisse suas mensagens infantis. E essas mensagens, subtraindo as palavras do menino, ele próprio as ditava. Durando isso, havia meses, a alma de

era o pequenino druso e letrado, a fim de que outrem redigisse suas mensagens infantis. E essas mensagens, subtraindo as palavras do menino, ele próprio as ditava. Durando isso, havia meses, a alma de Donato se enche de aflição, sente-se responsável e à noite rola na cama, imaginando as inquietações e lágrimas a dois que provocava distância naqueles puros e inocentes corações. A ama, simples e afetuosa, sempre fora bondosa. Quando o menino Quando o menino escravo adoecia, ia pessoalmente vê-lo e tratá-lo. Donato estava disposto a, por sua vez, também falsificar aquelas tábuas, pouco lhe importando os riscos, que não eram muitos, já que ele mesmo as expedia. Mas não tinha as palavras, as frases de esperança, de alegria e de encorajamento que desejaria enviar com a assinatura de Druso. Havia poucos rolos escritos na biblioteca da casa e, na maioria tratava de prescrições legais. Apesar de ser seu exterior sereno, o jovem escravo ardia. Em quatro ou cinco dias, ao mais tardar, teria de redigir uma nova mensagem e daquela vez não está disposto a ministrar a pessoa em forma discrita. Já que não pode contar com seus próprios recursos, necessita rogar o conselho de alguém. Mas de quem? Então, Donato lembra-se: "E homens do caminho? Conhecer alguns deles? falavam com júbilo sobre a paz nos corações. Quem será que fez ele lembrar justamente dos homens do caminho? Ah, esqueci de novo, né, de colocar aqui o texto. Oi, Luciana, me perdoa. Eu toda hora tô esquecendo o texto, hein? Puxa vida, desculpa, gente. Carambas, as chegadas nos mostram o reavivamento de compromissos anteriores à reencarnação. Sem dúvida. Muitos de nós sentimos isso. É mesmo, meninas, vocês me perdoem, viu? Esquece o texto outra vez. Perdão. Bom, Donato decide-se a procurá-los ainda esta noite. Desculpa-se diante do amo, alegando a necessidade de algumas aulas noturnas em que aprimore seus conhecimentos e parte sem dificuldades. Os anainhostas, ananhostas, anagnostas, escravos ledores, gozam de consideração

te do amo, alegando a necessidade de algumas aulas noturnas em que aprimore seus conhecimentos e parte sem dificuldades. Os anainhostas, ananhostas, anagnostas, escravos ledores, gozam de consideração superior e ele bem diz essa condição. Donato tem contatos seguros e não lhe custa chegar ao local das reuniões discretas, quase em segredo. O número de ouvintes, todavia, o impressiona. Ele apresenta-se respeitoso, de cabeça descoberta. Explica que deseja aprender as palavras boas e supunha poderem os cristãos ministrá-las. Não o tratam com reserva. é convidada a integrar o auditório e a primeira mensagem evangélica desce como chuva amiga e propícia sobre o bom terreno de seu coração. Donato não tem dificuldades, compreende de pronto, sente-se alimentado espiritualmente. Os conceitos que ouve, mesmo os mais singelos, são flores preciosas de amor e de luz. Voltará amanhã, voltará em todos os dias de sua vida. Perdoai-me, diz humildemente a guisa de explicação à saída. Sou um escravo comum e, desgraçadamente não tenho com que retribuir a Jesus o que me oferta e me ofertará, pois amanhã estarei de volta. Ele não espera que retribuas, filho, dizem-lhe: "Surgem, entretanto, dois deveres novos para ti. E quais são? Que não retenhas só para ti o que tenhas, e que te modifiques à luz de tua fé. Nesta noite ainda, Donato inicia a redação em sua polipitá. Na última delas, escreveram o nome do pequeno Druso. Usa o estilete lesto e imaginativo. Eu tenho as palavras. Eu tenho as palavras. parece dizer jubilosamente o seu coração. E aí a gente para aqui. Ai ai eles estão que que aumentam, né, o número de de pessoas ali. que é acho que esse pedaço que a gente leu hoje, pelo menos a mim, né, acho que a Euídice também, é essa sensação quando você eh lê alguma coisa ou ouve alguma coisa e aquilo parece que, sei lá, parece uma bomba atômica na cabeça, né? Por que que eu tô falando isso, gente? Porque a Euridice eu, né, nós, eu não sei quem mais aqui na no chat, nós já nascemos em família

quilo parece que, sei lá, parece uma bomba atômica na cabeça, né? Por que que eu tô falando isso, gente? Porque a Euridice eu, né, nós, eu não sei quem mais aqui na no chat, nós já nascemos em família espírita. E esse então esse encantamento que muitas vezes a gente ouve das pessoas que eh cresceram em outras eh em outras religiões e depois entrar em contato com o espiritismo, essas pessoas vão tendo esse encantamento conforme elas vão aprendendo sobre o espiritismo. Mas nós crescemos já na doutrina, né, aprendendo a doutrina. Então esse nosso encantamento ele surge em momentos, ele hoje ele surge nesses momentos específicos. Não sei se eu tô conseguindo me explicar, mas óbvio que para todo mundo existem esses momentos que são especiais, né? Quando você, sei lá, lê pela 15ª vez a mesma frase e de repente parece que ela faz mais sentido do que nas outras todas que você leu, não é? É isso que eu tô dizendo, que parece que faz puf na cabeça da gente, não é isso? Boa noite a todos do chat, Estel, estaremos juntas para um novo estudo. Isso é verdade. É que novo estudo? Esse aqui mesmo não, né? Outro. Então, eh, a gente precisa tá de coração aberto para perceber esses momentos, porque eles não vêm só quando a gente escuta frases, eles podem chegar de dos lugares mais diferentes. Eles podem aparecer quando você canta uma música, eles podem aparecer quando você assiste um dorama que nem as meninas, sabe? Então, eh, eles podem aparecer das maneiras mais inusitadas que vocês pensarem, mas é preciso estar disposto para isso. Esse último personagem, ele tava buscando só palavras de esperança para poder mandar a carta pra menina. Era só isso que ele queria. E aí ele chega lá e aprende essas palavras, né? Mas mais do que isso, ele descobre onde encontrar as palavras dentro do coração dele. E isso é muito bonito, não é? Porque ele percebe que tava tudo lá dentro. Tava tudo dentro dele. Era só alguém ensinar como cessar. E foi isso que os homens do caminho fizeram, né? ensinaram esse escravo a

o é muito bonito, não é? Porque ele percebe que tava tudo lá dentro. Tava tudo dentro dele. Era só alguém ensinar como cessar. E foi isso que os homens do caminho fizeram, né? ensinaram esse escravo a acessar as informações de esperança, de fé, de compreensão. Lá a doutrina sempre me encantou desde criança. Pois é. Pois é. A mim também. E mas esses essas essas situações assim de como é que é a aqui o reavivamento de compromissos e aí eu incluiria o reavivamento de conhecimentos, sabe? Isso é fantástico. É fantástico. Acontece assim com com alguma frequência, né? E quanto mais a gente tá disposto, mais frequentemente acontece. Eu ouvi a Aziros Arur no rádio todos os dias. Que legal. Muito bom isso. Muito bom. Eh, bom, queridos, eu agradeço muito a companhia. Espero que vocês tenham eh gostado desse dessa desse nosso início de capítulo e que nós possamos nos ver no próximo domingo. Sim, sim. Domingo de carnaval. É, eu sei, é domingo de carnaval, mas nós vamos continuar com as atividades de sempre e vamos fazer também o esquina de pedra no próximo domingo, tá? Se você não puder, por algum motivo, tiver algum impedimento, não tem problema. você assiste a gravação depois, mas eu gostaria muito que você pudesse se dedicar especialmente no carnaval do Evangelho, a realização do evangelho no lar, a acompanhar as as lives especiais que vão ser realizadas por vários canais, eh, justamente por conta do carnaval. Vamos nos manter mais do que normalmente conectados à espiritualidade maior, a bons sentimentos, a boas vibrações, né? Esse é um período delicado pro nosso país. Então, a gente precisa redobrar os nossos cuidados, a nossa atenção aquilo que a gente ouve e aquilo que a gente pensa, viu? Eu espero que vocês fiquem bem, que tenham uma ótima semana. E que a gente se encontre domingo que vem aqui. Nós não vamos pular carnaval não, mas nós vamos refletir por sobre os cristãos primitivos. Um beijo grande para vocês e até o próximo domingo, se Deus quiser. Ciao

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