A Cultura do Sofrimento Evitado | T10:E07 • Sombra: a dor que nasce do que foi rejeitado

Mansão do Caminho 25/03/2026 (há 2 semanas) 52:28 1,932 visualizações

Neste sétimo episódio da temporada, Cristiane Beira aborda o conceito de “sombra”, refletindo sobre as dores que se originam daquilo que foi negado, reprimido ou não aceito ao longo da experiência pessoal. O episódio convida à coragem do autoencontro, destacando a importância de reconhecer e integrar essas áreas ocultas da própria personalidade como caminho legítimo para a harmonia interior e o crescimento espiritual. 🔎 Como aprofundamento, recomenda-se também o episódio: T04:E14 • Conflitos Emocionais e Morais • Fugas, da quarta temporada, que dialoga diretamente com os temas aqui abordados. 📚 Referências bibliográficas: • Triunfo Pessoal – capítulos 1 e 4 • Em Busca da Verdade – capítulos 1 e 4 • Conflitos Existenciais – capítulo 1 • O Ser Consciente – capítulo 7 🎙 Série: Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis 🕊 Tema da temporada 10: A Cultura do Sofrimento Evitado 📚 Base: Psicologia Espírita #PsicologiaEspírita #joannadeângelis #CulturaDoSofrimento #Sombra #Autoconhecimento #ConflitosEmocionais #EducaçãoEmocional #Espiritismo #CristianeBeira #MansãoDoCaminho #DivaldoFranco *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana. Eles. Estamos nós nessa 10ma temporada conversando a respeito do sofrimento, tentando dessensibilizar essa esse medo, essa essa aflição que a gente tem apenas de imaginar que a gente possa vir sofrer. É como se fosse um tabu, sofrimento. São vários temas que a gente ainda não processa bem, não elabora bem. O sofrimento, o dinheiro, sexo, são temas que mexem muito com a gente. O medo da morte, a morte é um tema muito sensível e o sofrimento também é. Nós temos medo de falar dele porque a gente não quer atraí-lo. Nós também temos hã não temos jeito de falar porque parece que a gente vai cair num vitimismo e a gente às vezes não quer. Mas também algumas vezes parece que a gente entra numa postura de insensível. Eu já sou espírita espiritualizado, então eu já não sofro mais. O fato é que a gente não sabe lidar com isso e a gente acaba fazendo tudo o que não é bom e acaba gerando então o sofrimento por não saber lidar com o sofrimento. Por isso que o Evangelho Segundo o Espiritismo no capítulo 5 ele fala dessas aflições e lá tem esse esse trecho que fala do do saber sofrer, né, do bem sofrer, porque o sofrer não é para você ser não é com no intuito de você pagar contas, como muitas vezes a gente faz. Mas é de superar, crescer. É como se a gente falasse pro filho: "Filho, chegou a hora de ir pra escola, meu bem. A proteção aqui da casa, da mamãe, da comidinha, do seu quarto, do seu do seu conforto, dos seus brinquedos, você vai ter que deixar. Isso é um sofrimento." É, mas não é um castigo. Ninguém castiga o filho de mandar ele pra escola. É, é, é uma, é um chamado para uma jornada de crescimento. É isso o sofrimento. Mas pra gente poder viver mesmo esse sofrio, esse vivermos olhando pro sofrimento dessa forma, ainda vai precisar de muito tempo. A gente ainda não olha pro sofrimento que começa a se avizinhar. A gente não olha como um aluno que tá indo para uma escola. A gente olha com medo, com tristeza, com

ainda vai precisar de muito tempo. A gente ainda não olha pro sofrimento que começa a se avizinhar. A gente não olha como um aluno que tá indo para uma escola. A gente olha com medo, com tristeza, com raiva. A gente tenta fugir, a gente se envergonha ou a gente se vitimiza, enfim, a gente não tem ainda uma naturalidade frente aos momentos de dor, de sofrimento, de aflição. A gente ainda não enxerga espontaneamente como se a gente fosse um aluno que sai de casa pela primeira vez para ir pra escola. a gente tem essa dificuldade. Então, o nosso objetivo com essa temporada é a gente falar e falar e falar para ver se a gente vai perdendo um pouco esse medo, esse tabu, essa aflição. E a gente olha pro sofrimento com um olhar mais hã com um olhar mais proativo paraa sua finalidade. É, Joana de escreveu um livro Plenitude e ela focou nesse assunto, certamente porque ela também via necessidade de a gente olhar um pouco mais para isso e e ajudar as pessoas a lidarem melhor quando passarem por algum tipo de dor e de sofrimento. O episódio eh de hoje a gente vai falar da dor que nasce do que foi rejeitado. Nós já falamos em alguns encontros anteriores, nós já falamos da dor que nasce quando a gente tenta evitar o sofrimento. Então, ao evitar sofrer, a gente sofre pela evitação. Então, é algo muito parecido, mas esse evitar ainda é um pouco antes. É como se eu tentasse fugir daquilo que se avizinha ao invés de olhar e ir de frente e resolver o problema. A gente fica tangenciando, a gente fica tentando jogar o problema no colo do outro, a gente olha para lá para finge que não, se eu fingir que eu não tô vendo, talvez o o sofrimento vai embora. É uma evitação. Hoje nós vamos falar daquilo que a gente já passou, mas a gente não aceitou ter passado. Ou seja, eu tentei evitar, eu tentei fugir, disfarcei, olhei pro outro lado, não deu certo. O sofrimento me pegou. E no processo de sofrer, eu, ao invés de aceitar e aprender com ele, eu briguei, eu resisti, eu rejeitei. E ao rejeitar

ei fugir, disfarcei, olhei pro outro lado, não deu certo. O sofrimento me pegou. E no processo de sofrer, eu, ao invés de aceitar e aprender com ele, eu briguei, eu resisti, eu rejeitei. E ao rejeitar aquilo que está acontecendo, eu acabo reprimindo. Eu jogo pro fundo do calabolço lá nas camadas [limpando a garganta] do inconsciente, aquilo que eu não quero, eu me recuso a ver. Então, agora já é um pouco a mais. Eu não evitei porque eu não dei conta de evitar, o sofrimento veio, mas eu não me abri para digeri-lo. Eu não me abri para aprender com ele, para falar dele, para viver. Eu não me deixei sentir emoção. Eu engoli o choro. Eu me mantive rígido para ninguém saber que eu estava ali com raiva ou com dor ou com medo ou com ou com tristeza. Então, quando eu resisto, eu reprimo. É como se a gente fosse fazer uma faxina na casa. Então, num primeiro momento, naquele episódio que eu falei anterior, a gente estava evitando que a casa ficasse suja. Então, eu saio fechando janela, eu tranco tudo. A gente não tem pessoas que são assim, eu vou trancar tudo, eu vou cobrir tudo para não sujar e suja a poeira. vem não sei da onde, ela se ela se materializa, a gente sabe disso. A gente não dá conta de falar: "Eu vou fechar, fechar, fechar, fechar, fechar". Aí aquela mãe que não deixa usar, que não deixa, não deixa descobrir, que não deixa eu ficar com janela aberta para não sujar, para não sujar e suja. Então, a o primeiro episódio, aquele anterior que eu falei ou os episódios, alguns episódios anteriores, é essa história de não quero que suje a casa. O de hoje é assim: "Sujou, sujou. Você não queria que tivesse sujado a sujeira tá aí, tá na sala, tá na sua frente. Que que você vai fazer com ela? E o que que a gente faz?" Ah, tenho uma ideia. levanta o tapete, empurra para baixo a sujeira, abaixa o tapete e está resolvido. É esse o ponto do o ponto central do nosso da nossa reflexão de hoje. É quando a gente, apesar de ter tentado evitar, não deu conta, o negócio chegou, eu tô passando

abaixa o tapete e está resolvido. É esse o ponto do o ponto central do nosso da nossa reflexão de hoje. É quando a gente, apesar de ter tentado evitar, não deu conta, o negócio chegou, eu tô passando por isso, estou passando pela dor, pelo sofrimento, estou perdendo, estou vivendo uma perda, estou vivendo uma doença, estou vivendo uma uma um caos financeiro, estou vivendo o final de um relacionamento. Eu estou sofrendo, mas eu me coloco numa postura como se eu não tivesse. E aí o que que eu faço? Eu vou passear, eu vou viajar para não sei aonde. Não é uma viagem para eu elaborar que eu tô dizendo, porque eu posso inclusive fazer uma viagem para poder processar, mas não sabe aquela viagem que você esquece do que tá acontecendo, empurra para baixo do tapete, vai passear, quando você voltar, você não lembra que tá ali e vida que segue. Ou a gente fica ã ou vai para algum tipo de compulsão ou, enfim, se põe de forte. Não, eu estou preparado. Eu tenho estrutura para lidar com isso. Tudo bem, você tá preparado para enfrentar, mas estar preparado para enfrentar, ter estrutura para enfrentar, não te exenta de sentir, porque eu posso enfrentar uma perda e enfrentar, olhar, processar, analisar, superar, crescer. E nesse processo eu chorei, eu briguei, eu soquei travesseiro, eu eu dei, eu fiquei maluca, eu eu enfim, eu senti a emoção. Não tô dizendo que eu me desesperei, que eu me revoltei, eu tô falando, eu dei vazão ao sentir. A gente mistura as duas coisas, são duas coisas distintas. Uma coisa é eu passar a atravessar o sofrimento. Tanto que sofrer tem na sua origem da palavra o passar. Quando a gente fala do da paixão de Cristo, é o sofrimento de Cristo, é a passagem de Cristo pelo final da vida até a seu até o seu renascimento no plano espiritual. Então, ã, são duas coisas distintas. Uma coisa é: eu vou passar pelo sofrimento. Eu vou passar quer dizer o quê? Eu vou olhar para ele. Eu não vou querer fugir, nem evitar, nem fingir que não está acontecendo. Eu vou conversar com ele

s. Uma coisa é: eu vou passar pelo sofrimento. Eu vou passar quer dizer o quê? Eu vou olhar para ele. Eu não vou querer fugir, nem evitar, nem fingir que não está acontecendo. Eu vou conversar com ele para ver o que que eu posso fazer, que que está nas minhas mãos? Eu vou orar muito para Deus me dar força. Isso é passar bem pelo sofrimento. Outra coisa são as emoções que eu sinto. Então, passar pelo sofrimento aproveitando ele não quer dizer que eu não vou ficar triste nem com raiva. São coisas distintas. Então, eu posso passar pelo pelo sofrimento, aproveitando bem ele, e ter momentos em que eu choro, ter momentos em que eu fico brava, ter momentos em que eu não tenho vontade de sair de casa. Tudo bem, lá na frente tudo isso passa e eu e eu passo nessa prova. Então não tem a ver se para eu passar bem, eu não posso ter emoções. Se eu chorar, eu não sou espírita. Perdeu alguém da sua família e você tá chorando, mas você não é espírita. É essa conversa fiada que a gente tá falando. Então, o fato de eu não sentir não significa que eu passei, porque eu posso ser visitado pela sofrimento. As pessoas, tive uma perta, as pessoas me vem, em nenhum momento eu perdi a minha plenitude. Estou plena. Eu não choro, eu não reclamo, eu não eu não brigo, eu não fico triste, eu não faço perguntas do por eu. Então, nossa, Cris passou super bem por aquele sofrimento. Pode ser que não. Pode ser que eu fui craque em pegar cada cisco que chegou e enfiei embaixo do tapete. Ou seja, eu não passei, eu evitei, eu fingi que não era comigo. Eu fiquei atrás de um muro. Eu pus um muro na minha frente e ficava olhando ali. O sofrimento tá lá, mas eu não tô vendo. Eu não, eu não deixo esse sofrimento chegar. Então é como se eu ficasse congelada, fria, insensível, cristalizada. E eu e eu aparentemente estava plena, mas não tava. Tá? Então vamos olhar como coisas distintas. São duas perguntas. O que você tá sentindo que não tem a ver com o que você vai passar ou vai evitar? É o que você tá sentindo? Como que você lida com o que

á? Então vamos olhar como coisas distintas. São duas perguntas. O que você tá sentindo que não tem a ver com o que você vai passar ou vai evitar? É o que você tá sentindo? Como que você lida com o que você tá sentindo? Não vamos cair no desespero e começar a blasfemar, porque isso não ajuda ninguém, mas também não vamos fingir que você não sente nada, porque você não é uma pedra, né? Você é um ser humano que tem hormônios circulando, gerando reações eh de humor, né? Então, vamos aceitar a realidade que somos ainda seres humanos e vamos deixar a dor a emoção aparecer. Vamos olhar paraa emoção. Isso é sentir. A outra coisa é enfrentar. Então eu posso enfrentar e sentir que é o melhor de todos, de tudo. Ou eu posso ficar fingindo que eu enfrentei e não senti ou que eu não que eu senti, mas não enfrentei. A solução melhor é essa. Eu enfrento sem apagar o que eu sinto, lidando, validando o que eu sinto. Essa é a melhor forma de enfrentar. Então, hoje é sobre essa essa sujeira que a gente costuma varrer para debaixo do tapete porque a gente não gosta dela. Quando a gente fala disso, a gente fala de sombra. Para onde vai aquilo que eu não aceito, aquilo que eu rejeito? Ele não apaga. Puf, né? Então esse pensamento, essa emoção, essa energia existe, não dá para não existir. Então se ela não está na minha consciência, se eu me recuso a olhar para isso porque eu não gosto, para onde em mim isso vai? Só tem outra chance. Não está aqui na consciência, você não quer falar sobre isso, não. OK, reprima e isso vai parar no inconsciente. O inconsciente a gente usa como símbolo para ele a sombra. E o que que é sombra? A sombra é tudo que a gente tem de mal. Não. A sombra é tudo aquilo que a gente tem de desconhecido. É o que não está na consciência. É o que eu não sei que eu sou, que eu carrego, que eu senti, que eu penso. É o meu desconhecido, é o meu, é o meu continente não, não descoberto ainda. Por isso que é sombra, porque não tá iluminado, porque eu não vejo, porque tá escuro, porque tá obscuro para mim.

eu penso. É o meu desconhecido, é o meu, é o meu continente não, não descoberto ainda. Por isso que é sombra, porque não tá iluminado, porque eu não vejo, porque tá escuro, porque tá obscuro para mim. Então, na sombra tem aquilo que eu esqueci que passou, por exemplo, ah, numa vida anterior ou três vidas para trás, eu estudei piano, fui uma pianista muito boa. Eu não sei. E eu hoje, se puser me puser na frente do piano, eu já fiz aula, mas é uma negação. Hoje eu não sei. Eu nessa vida não não se eu já fui pianista em alguma vez, eu não lembro. Então, está em mim, é conteúdo meu, é aprendizado, é registro, mas não está acessível, está na sombra, eu não vejo, não sei onde tá isso. Então, é o que eu esqueci, é o que eu não quis ver, eu reprimi. Então, eu conversando com alguém, alguém me diz assim: "Mas Cris, esse comentário seu parece que é de uma pessoa invejosa e para mim ser uma pessoa invejosa é a pior coisa que existe. Eu não quero ser invejoso. Eu não aceito ser uma pessoa invejosa. Então o que que eu faço nessa hora? Não, não, não, não, não. Você não sabe, minha filha. Imagina eu, invejosa nunca. Então, o que que eu fiz com essa característica? Eu reprimi. Eu pus embaixo do tapete a sujeira, joguei lá pro calabolso. Então, a sombra vai trazer a ou não desenvolvidos. Eu tenho potência para aprender piano, mas até hoje eu nunca sentei para aprender piano. Isso tá lá na sombra. tem um potencial, tem uma possibilidade que não foi desenvolvida. Tudo isso é sombra. É aquilo que está em germen, mas ainda não foi desenvolvido. É aquilo que já foi desenvolvido, mas foi esquecido. Tá distante. Eu não lembro que eu sei. E principalmente o que mais nos toca é a parte que a gente reprimiu. É o lixo que a gente jogou para baixo do tapete que a gente precisa tirar. Então, iluminar a sombra é ter coragem de olhar para dentro, principalmente em busca daquilo que um dia eu achei feio. Eu não, eu tive medo de admitir que eu sou e eu então reprimi. Eu não quis sentir aquilo na hora eu reprimi. E aí isso me gera

ar para dentro, principalmente em busca daquilo que um dia eu achei feio. Eu não, eu tive medo de admitir que eu sou e eu então reprimi. Eu não quis sentir aquilo na hora eu reprimi. E aí isso me gera sofrimento, porque isso continua vivo e continua pedindo atenção. Como que isso pede atenção? Na forma de sintoma. na forma de problema, na forma de desconforto, na forma de incômodo. Sempre que tiver alguma coisa me incomodando ou sempre que eu tiver com algum tipo de disfunção, de doença, de sintoma, é, tem relação com conteúdos da sombra que estão pedindo atenção. Olha para mim, por favor, vem aqui, volta para cá. Bom, então, psique, ela busca a totalidade, a totalidade, ela busca. Por que que ela o o o espírito precisa ser inteiro? Jesus não tem inconsciente. Jesus é pura consciência. É a consciência cósmica descrita por Joana, né? Então, a gente vai em busca disso cada vez mais. Hoje nossa consciência, se a gente for fazer uma proporção, diz que é o equivalente a uma rolha, é a nossa consciência. E todos os oceanos juntos interligados é o inconsciente para ter ideia da dimensão. Então nós estamos começando nosso nosso passo em direção a tomar consciência, a se apropriar de todo esse oceano que é o tamanho do nosso inconsciente. Então a psique busca essa essa integração da sombra. É isso que é evoluir. E um dia nós seremos só luz. Então, o nosso papel aqui é vasculhar a sombra, se aproximar da sombra, fazer amizade com a sombra, não ter medo da sombra, porque é o é o processo de desenvolvimento espiritual. Eh, então, como nós temos hoje uma uma um olhar muito distorcido, uma distorção de ponto de vista, a gente eh eh a gente não enxerga, na verdade assim, a gente não tem olhos de ver, a gente não enxerga. E aí o que que acontece? A gente vive muito nessa fantasia, nesse mundo idealizado. E nesse mundo idealizado, eu me idealizo melhor do que eu sou. Eu me idealizo querendo ser alguém mais iluminado, mais maduro, mais equilibrado, mais tudo, mais tudo de bom. E idealizando isso, o que que eu

e mundo idealizado, eu me idealizo melhor do que eu sou. Eu me idealizo querendo ser alguém mais iluminado, mais maduro, mais equilibrado, mais tudo, mais tudo de bom. E idealizando isso, o que que eu automaticamente faço? fecho o meu olhar para tudo que venha contrariar essa idealização. Se eu quero ser madura, se eu gosto de me mostrar como uma pessoa madura e eu começar a ter um um comportamento infantilizado, eu não vou querer olhar para isso, porque esse comportamento idealizado, se eu olhar e falar: "Nossa, Cris, que infantil você foi?" Eu desmonto todo um eu ideal que eu criei. Sabe quando a gente fala: "Ah, vendeu muito uma imagem e agora não sabe o que fazer porque a casa caiu?" Ficou se pondo aí de, sei lá, puritano, inteligente, culto, seja o que for. E agora que você não conseguiu escapar de um de um comportamento que é antítese daquilo que você fica vendendo, o que que você faz? Então, a gente surta. Então, para evitar esse surto, quando eu percebo que tem alguma coisa se se aproximando que vai desmantelar a minha imagem idealizada, eu reprimo. Esconde isso aí. Melhor não falar disso porque eu não sei o que eu faço com isso, né? Então, a ideia de perfeição, ah, eu sou perfeccionista, ah, eu gosto das coisas, ai, comigo não tem vez, eu sou eu sou honesta mesmo, sabe? Toda essa essa hã essa fala mais eh polarizada mesmo, né? como se a gente fosse só honesta, só paciente, só desprendida. Cuidado, porque a gente não é só isso, senão a gente não tava aqui. E quando a gente força muito esse discurso falando que a gente é muito uma coisa boa, a gente dificulta a nossa reação quando a gente se der com aquilo que não é bem como eu imaginei. Se eu não tenho uma imagem que eu sou muito isso, muito boa, muito, e eu percebo que eu cometi um ato considerado feio, eticamente falando, não me choca tanto. Aí, Cris, que que você tá fazendo? Que que você aprontou aqui? E vamos lá, deixa eu arrumar isso aqui logo. Eu ajo com naturalidade, mas se eu vendo uma imagem para mim mesma, se eu

ão me choca tanto. Aí, Cris, que que você tá fazendo? Que que você aprontou aqui? E vamos lá, deixa eu arrumar isso aqui logo. Eu ajo com naturalidade, mas se eu vendo uma imagem para mim mesma, se eu vendo uma imagem de que eu sou, eu jamais, eu nunca, comigo é só e daqui a pouco eu dou uma deslizada aqui, porque ninguém tá imune disso, a isso, o que que eu faço com isso? Desmorou na minha vida. E aí vai ser difícil de eu aceitar com naturalidade. Eu vou, eu vou não querer ver, eu vou afastar de mim, né? A gente lembra daquela paciente, se eu não me engano, né? Se eu me lembrar bem, aquela paciente do Freud, que foi acho que uma das que ajudou ele a descobrir esse inconsciente, que ela tinha ele, ela estava com braço paralisado e e aí ele vai fazer as investigações dele e tal. E e ela acho que era hipnosa inclusive e ela lembra do dia que ela quis bater na mãe. Se eu não me engano, a história é essa. Se eu não for, vocês me corrijam depois no chat. E ele quis e ela quis bater na mãe. Nessa hora ela paralisa a mão. Por quê? Porque que feio, menina. Menina bonitinha de de família, não tem vontade de bater na mãe. Então, ela trava ela. Por quê? Porque ela não admitiu que ela fosse capaz de fazer isso. É melhor não. É melhor não. Ela, ela, ela se anula. como se ela tivesse se boicotando para não vir a fazer aquilo que ela temia fazer, né? Então, o inconsciente é a mente, né? É muito enigmática. Mas vamos então entrar em Joana e nós começamos com o livro Triunfo Pessoal, capítulo um. E aqui ela vai falar dessa sombra, né, que é o o desconhecido, é aquilo que a gente não só evitou, mas desconheceu ou reprimiu. É aquilo da gente que a gente não sabe. Então ela diz assim: "Da mesma forma, a sombra significando o lado escuro da personalidade pode ser analisada como herança dos atos ignóbeis desconhecidos ou infelizes que o espírito gostaria de esquecer ou negar, mas que prosseguem. em mecanismo de punição, de de cobrança, de atenção, de chamamento, dando lugar a conflitos e

atos ignóbeis desconhecidos ou infelizes que o espírito gostaria de esquecer ou negar, mas que prosseguem. em mecanismo de punição, de de cobrança, de atenção, de chamamento, dando lugar a conflitos e complexos perturbadores, expressando-se de forma densa. Por outro lado, o desconhecimento, a ignorância das coisas da realidade responde também por essa sombra que se pode dourar. Eu acho linda essa expressão da Joana, que se pode dourar após o esclarecimento, a conquista da verdade, eliminando os conflitos que remanecem esquecidos. Então, esse é o nosso trabalho. O nosso trabalho é dourar a sombra. Que que é dourar a sombra? sombra projetar luz. E a gente vai descobrir ouro ali. Vai descobrir ouro. Por quê? Porque está o nosso futuro. O nosso futuro está ali. Que que eu vou ser enquanto espírito no futuro? Eu vou ser um um uma pessoa integral, integrada. Eu vou me conhecer por inteiro. Então, para eu chegar lá, eu preciso me conhecer por inteiro. Que que me falta conhecer hoje? o que tá na sombra. Então, se eu conhecer o que tá na sombra, eu me aproximo mais rápido do da luz, da perfeição, da evolução. Então, quanto mais eu quiser evoluir e chegar logo no caminho que Deus me colocou, mais eu devo me esforçar para desconhecer, para reconhecer essa sombra. Então, a sombra é o nosso futuro, porque é ali que eu colho o o o ouro que vai me transformar num ser de luz. Ser de luz não é uma pessoa que tem uma aparência bem lustradinha, né, que tá bem iluminada, porque tá tão metalizada que a luz reflete. Não, um ser de luz é aquele que a luz vem de dentro, que brota pelo olhar, pela pela pelo gesto, que brota pelo comportamento, pelas palavras. Agora, eu trouxe um outro ponto aqui que é interessante. Que mais que faz com que a gente queira reprimir conteúdos? Hoje em dia tem uma expressão que está eh que foi criada a recentemento, recentemente, ela ela tem mais expressão nos Estados Unidos, chama safetism. a gente poderia traduzir como um segurantismo. O que que é que esse pesquisador está

está eh que foi criada a recentemento, recentemente, ela ela tem mais expressão nos Estados Unidos, chama safetism. a gente poderia traduzir como um segurantismo. O que que é que esse pesquisador está denunciando, né, chamando atenção que nós entramos numa neurose de evitar sofrer, frustrar, que a gente tem ã tem tornado perturbador a nossa vida. Vamos pegar o exemplo de pais com filhos, que é onde mais a gente vê. Os pais hoje não aceitam frustrar os filhos, não aceitam por limite, porque ele vai chorar. Ah, mas ele vai espernear. Ah, mas ele vai fazer birra. E a gente tem medo, até porque a sociedade não quer crianças que incomodam. A sociedade não quer ir no supermercado e ver uma cena de birra de uma criança. A sociedade quer que a que quer que a mãe quer que a mãe faça parar logo, mas às vezes essa criança tem uma personalidade mais desafiadora e a mãe vai precisar bancar. Se quer fazer birra, você vai fazer até o fim, mas eu não vou me movimentar por causa da sua birra. É assim que a gente arruma uma birra. Se a gente cede ao comportamento, ele tá feito. Cada vez que ele quiser alguma coisa, ele vai dar um show. Você não quer ver o show, para interromper o show, você atende. Acabou. Acabou a educação. Acabou porque a partir dali ele não vai mais saber lidar com o não. Então é todo um sistema que não aceita que criança se frustre. E a gente adulto não pode se frustrar. A gente vê isso no nosso emprego hoje. Ah, mas tem que trabalhar até não sei que horas. Ah, mas tem que chegar amanhã. Mas vai ter que chegar mais cedo amanhã. Ai, mas eu vou ter que fazer hora essa. Tudo pra gente é difícil. Ah, mas é no final de semana. Eu não tô dizendo que a gente tem que se matar de trabalhar, pelo contrário. Eu tô perguntando é por que que você não dá conta de fazer isso se você for chamado a fazer? O que que você acha que vai acontecer? Então, hoje a gente não pode cansar, a gente não pode se frustrar, a gente não pode sentir dor, a gente só quer o conforto, o prazer, o

você for chamado a fazer? O que que você acha que vai acontecer? Então, hoje a gente não pode cansar, a gente não pode se frustrar, a gente não pode sentir dor, a gente só quer o conforto, o prazer, o lazer. Tá demais isso. De novo, eu comecei o episódio falando que para uma criança crescer, em algum momento, ela vai pra escola, que é hoje o lugar aonde onde a gente investe para ajudar ou estimular o desenvolvimento. Se eu não quiser que meu filho se frustre, volte chorando, leve um tombo, pegue uma gripe, tenha uma mordida, um puxão de cabelo do seu amiguinho, se eu não quiser que ele passe por isso, eu deixo ele preso em casa. Deixo ele preso em casa. em casa ele não se desenvolve. Então essa essa ilusão de que a gente vai poder escapar, isso porque eu nem falei de sacrifício, porque acho que sacrifício hoje é sacrilégio. Eu lembro do meu pai falando com honra disso, né? Eu vou me sacrificar pela família. Isso era um valor enorme para ele. E trabalhou por muitos anos sem tirar férias. Era juiz de direito da cidade. Quando todo mundo saía de férias, ele que tinha cinco filhos para criar. Que que ele fazia? Ele pegava as comarcas vizinhas para ficar cobrindo as férias dos outros. E para que que ele fazia isso? Porque ele detestava a casa dele. Não, ele adorava aquela cama dele para ele poder assistir a sérios ou na antigamente era os filmes que ele gostava. Ele adorava estar em casa. Ele adora estar em casa, mas tinha um sacrifício por algo maior. Hoje não existe isso. É ofensa você falar que você vai se sacrificar para conseguir uma promoção ou para seja lá o que for. A gente se sacrificava para aprender línguas, pianos, seja lá. Quanto quanto quem hoje aceita ficar 10 anos fazendo aula de piano para poder falar assim: "Pronto, agora você sabe o básico, agora você pode começar a treinar para se desenvolver um balé". O balé vai fazer uma aula de balé para sentir o que que é a demanda, o sacrifício que exige. Não, a gente quer dança. Eu não tô fazendo críticas, eu tô

começar a treinar para se desenvolver um balé". O balé vai fazer uma aula de balé para sentir o que que é a demanda, o sacrifício que exige. Não, a gente quer dança. Eu não tô fazendo críticas, eu tô questionando a atitude, porque a gente pode se identificar com tudo. Eu quero ter uma vida de não quero me sacrificar, tudo bem, mas não porque eu tenho medo do sacrifício e quero evitar, é porque eu escolho conscientemente. Quem é que escolhe conscientemente? a gente foge, a gente não quer porque a gente não quer sofrer, só que sem sofrer, em algum momento a gente não vai crescer. Bom, então esse safetismo, que é esse segurantismo, que é essa super proteção, faz com que a gente perca oportunidades de se desenvolver. E ainda no livro Triunfo Pessoal, mas agora no capítulo 4, a benfeitora nos diz: "No início da sua individualização, o ser humano pouco discerne sobre o que é realidade. Nele permanece uma vaga percepção do que é real em relação ao que é imaginativo, vivenciando mais a sensação que ele predomina no comportamento, o pensamento que eu que eu convido à reflexão, o sentimento que se expressa de acordo com o nível de consciência e a intuição que o capacita para voos mais elevados, aturdem-no nas faixas dos desejos tormentosos ou nas frustrações quando os mesmos não são realizados. Então, é como se a gente, como se o Jana tivesse falando assim, a gente ganha de repente uma Ferrari e a gente não sabe nem onde liga, a gente não tem noção de que que é aquele monte de botão. É a gente, então a gente vai sofrer porque a gente tem sensação, a gente tem pensamento, a gente tem sentimento, a gente tem intuição e a gente não sabe lidar com tudo isso. Então a gente usa mal. Aí ela diz inconscientemente dá campo a fugas da realidade, apoiado nos conflitos que defluem das experiências transatas procedentes de outras reencarnações, buscando complementação para o de que sente falta nos jogos futuristas da ilusão ou na entrega sem relutância aos apelos angustiantes do prazer edonista da

ansatas procedentes de outras reencarnações, buscando complementação para o de que sente falta nos jogos futuristas da ilusão ou na entrega sem relutância aos apelos angustiantes do prazer edonista da libido desenfriada. Então, evitar o desconfortável, porque a gente não sabe como lidar com isso, e, por isso cair nessa alienação do hedonismo, da libido desenfreada, vai gerar o quê? Sofrimento. É quase que um parte do processo. Por isso que a gente tem que desmistificar. Dá para falar: "Ah, eu não vou querer sofrer nessa vida, eu vou fazer tudo certinho". Não dá. [limpando a garganta] Porque o sofrimento não é punição para quando você fizer coisa errada. O sofrimento é o que você sente para crescer, para aprender, para descobrir. Então eu tenho um equipamento enorme, eu não sei usar. Quando eu não sei usar, eu uso mal. Quando eu uso mal, eu gero desconforto. Então é ilusão a gente achar que dá para viver uma vida só de hedonismo, só de prazer, só de libido desenfreada. E ela termina esse trecho dizendo: "Diversos mecanismos de fuga da realidade se lhe apresentam convidativos, desde a transferência de culpa a introjeção das responsabilidades, a projeção da imagem deteriorada e a complementação fantasiosa e sucessivamente." Então, a gente tenta de tudo, projetar no outro, tenta se sentir vítima, introjetar, tudo é culpa minha, eu não sirvo para nada, tudo isso não funciona. O que funciona é o que a gente falou já no episódio anterior, enfrentamento, se pr frente a aceitar, olhar, detalhar, analisar, refletir, ponderar, buscar alternativas e se colocar num caminho para trabalhar com aquilo que aparece, né, e não fugir. Uma outra coisa que a gente faz nesse tema, quando a gente fala sobre eh repressão, então uma repressão é o que eu acabei de falar. Se eu quiser viver desse segurantismo, se eu não quiser sofrer eh me frustrar, então aquilo que começar a querer me frustrar, eu eu enterro, então eu eu reprimo, vai me gerar sofrimento. Outra coisa que pode nos atrapalhar é

segurantismo, se eu não quiser sofrer eh me frustrar, então aquilo que começar a querer me frustrar, eu eu enterro, então eu eu reprimo, vai me gerar sofrimento. Outra coisa que pode nos atrapalhar é essa que a gente chama aqui de sombra espiritualizada. Ou seja, eu pego a sombra e passo uma bela maquiagem de espírita, de cristã, e aí fica tudo lindo e vamos viver felizes para sempre. É o que a gente chama também de eh persona do religioso. O que que é essa persona do religioso? A persona que a gente cria o religioso como uma máscara e não como uma eh como uma entrega, não como um processo onde a gente mergulha. Eu não vou me tornando religioso na medida em que eu aprendo, eu introjeto, eu me transformo, eu evoluo. Isso é o religioso. O religioso é o que pouco a pouco vai se religando mais com Deus, de dentro para fora. Mas se eu visto uma persona do religioso, eu simplesmente executo um papel. Eu interpreto um papel como se eu fosse uma artista num palco. A artista do palco é o personagem que ela interpreta. Não, ela pode ser oposto na vida real, mas enquanto ela está no palco, ela encarna aquele papel e você acredita que ela é. Às vezes a gente faz isso enquanto religiosos. Como que a gente percebe a persona dos do religioso? É muito foco em rituais, então tá mais preocupado com a forma. Ai, mas eu não posso faltar, não sei do que, eu preciso fazer, eu preciso ter a água fluidificada, mas se eu não tomar passe, não valeu. Mas sabe essa coisa da do fenômeno e e e dessa coisa mais de prática ritualística? Então ele é muito foco nesses rituais, tem um uma defesa firme em termos de dogmas, não pode tocar nesse assunto. Ah, mas eu tô na fé. Não, mas a gente pode ter fé e raciocinar ao mesmo tempo, pensar, questionar. Não, só aceita. Então é algo que teme entrar. É como se você falasse: "Olha só, só faz essa casquinha que precisa fazer e pronto. Não precisa, não faça muitas perguntas, não queira entender com muita profundidade, porque isso não vai dar certo." E está muito

cê falasse: "Olha só, só faz essa casquinha que precisa fazer e pronto. Não precisa, não faça muitas perguntas, não queira entender com muita profundidade, porque isso não vai dar certo." E está muito preocupado com a imagem. Esse é o ponto principal. Ele gasta uma energia cultivando uma imagem, a reputação. As pessoas não podem descobrir que eu sou assim, que eu fiz assado ou que eu falo tal coisa, porque senão, né? Ai meu Deus, o que vão dizer da espírita, da cristã, da católica, seja lá do que for. Então, quando eu eu me preocupo muito com a imagem e tenho medo de que as pessoas enxerguem o que tem além da imagem, é um baita alerta, porque a gente tem que se perguntar, se eu sou um religioso de verdade, eu tenho consciência que eu sou imperfeito. Então, eu tenho consciência de que, por mais que eu lute para ser cristã, no meu grau de evolução, eu posso cair e fazer um monte de coisa errada. E eu não vou entender que por isso eu não sou religiosa. Eu vou entender que graças a Deus que eu tenho uma religião que me ergue a hora que eu caí. Graças a Deus que eu tenho o autoconhecimento para saber porque eu caí, para tentar elaborar para não cair de novo. Isso é ser religioso. É aquele que tá escrito lá no nosso evangelho. O verdadeiro espírita se reconhece o verdadeiro espírita pelo esforço que ele emprega em domar as suas más inclinações, em se transformar, em evoluir. Então, se eu tiver muito preocupada com que os outros vão descobrir de mim com a imagem, eu estou abrindo mão de ser verdadeiramente religioso. Então, a gente cai nessa discussão que é entre o eu ideal que a gente cria e o eu real. Precisa de muita atenção, porque a gente vai criar esse eu ideal e a gente vai ficar perseguindo ele. Mesmo que ele não seja possível, a gente fica achando que que dá para ser esse eu ideal. E o eu real que é possível ser fica esquecido. Por quê? Porque para eu ser esse eu ideal, o que que eu faço com o eu real? Eu escondo. Não quero ser aquele eu que eu sou. Eu quero ser aquele que eu

l. E o eu real que é possível ser fica esquecido. Por quê? Porque para eu ser esse eu ideal, o que que eu faço com o eu real? Eu escondo. Não quero ser aquele eu que eu sou. Eu quero ser aquele que eu queria ser. E ao invés de usar isso para crescer, eu finjo que eu sou. E quando eu perceber que eu não sou, eu reprimo, né? Então, hã, olha que belezinha. Eu trouxe aqui um trecho e ah, tá aqui em busca da verdade, achei que eu não tivesse anotado. Em busca da verdade, capítulo 4atro. Como esse lado não está de acordo com a persona, né, o meu lado real não bate com o meu ideal de religioso, por exemplo, a aparência que se mantém surgem os problemas interiores, os conflitos que devem ser evitados, tendo-se em vista que esse aparente mal, desde que não prejudique a outra, é também responsável por muitos acontecimentos bons, por momentos de bem-estar e de alegria. Vamos supor que eu tenha um lado mal que eu não queria ter, que eu sou muito irritada. Sou muito irritada. Eu tenho uma energia de raiva. Eu fico indignada com as coisas. Eu sou um anjo. Não, Jesus é assim. Não. Mas se eu aceitar esse meu lado, duas coisas boas acontecem. Primeiro, eu fico de olho nele, porque eu admito que eu sou assim. Eu fico de olho nele, então a hora que a irritação vem vindo, eu falo: "Cris, respira fundo, vai tomar aguinha". Eu não deixo ele explodir, porque se eu fingir que ele não tá acontecendo, chega uma hora que ele ganha de mim. E a segunda coisa, eu posso direcionar essa energia, por exemplo, vou lutar pelos animais, pelos velhinhos, pelas crianças. Eu vou fazer uma campanha, eu vou denunciar os maus tratos. Veja, eu estou pondo a minha energia irritada em benefício de uma causa nobre. É o que dá para fazer hoje. Quando eu for Jesus, eu não vou precisar fazer isso hoje. É melhor que eu faça isso. Então é isso que Joana tá dizendo. Se eu reprimo o meu lado sombra, primeiro que ele cresce e daqui a pouco ele explode, ele constela e ele toma conta de mim. E segundo, eu deixo de usar a potencialidade boa que eu posso

na tá dizendo. Se eu reprimo o meu lado sombra, primeiro que ele cresce e daqui a pouco ele explode, ele constela e ele toma conta de mim. E segundo, eu deixo de usar a potencialidade boa que eu posso colher a partir dele. Porque toda energia pode ter um fim útil, né? Mas eu posso direcionar se eu tiver consciência dela, senão ela me governa. Joana continua: "Estar aberto às diversas manifestações existenciais sem repugnância pelo chamado lado mal, pela exteriorização desse eu demônio, sobrepondo sem violência nem conflito o eu angélico". proporciona uma pré-individuação, porque nessa luta de opositores surge uma terceira coisa, que é a conquista do estado luminoso. Olha que bonito isso, né? Então, lindo esse trecho que Joana traz. Se eu fingir que não existe um eu demônio, eu vou viver de aparência do eu angélico. Se eu admitir que tem um lado eu meu, que de vez em quando é um tapetinha, eu tenho chance de trabalhar com ele. Aí sim eu estou me trabalhando para ser um eu angélico. Ã, eu tinha dito que quando a gente reprime, se a gente não resolve olhar e admitir nosso eu, demônio, ele pode constelar e esse é como se ele tivesse, ele explode, né? Ele toma conta, daí eu faço tudo que eu não queria ter feito a vida inteira, eu largo a religião, porque eu engoli, engoli, eu criei uma persona de religioso que foi difícil de manter porque eu era aperfeita. Eu era luz, eu era plena, eu era sol, eu era tudo. Aí 1 ano, 2 anos, 5 anos, 10 anos, 15 anos, vai chegar uma hora que eu vou falar: "Quer saber? Eu hoje virei ateu, hoje eu não quero saber de religião." E aí, por que que eu fiz essa cisdão? Porque é difícil você sustentar uma aparência. A pessoa que entra num palco para interpretar um papel que não tem nada a ver com a essência dela, ela aguenta aquele tempo. Tanto que a gente sabe que pessoas que artistas que ficaram mais tempo no personagem do que davam conta, eles tiveram prejuízos, inclusive precisaram fazer algum tipo de tratamento, enfim. Então, ninguém dá conta de sustentar uma aparência muito

as que ficaram mais tempo no personagem do que davam conta, eles tiveram prejuízos, inclusive precisaram fazer algum tipo de tratamento, enfim. Então, ninguém dá conta de sustentar uma aparência muito tempo e aí ela vai acabar gerando um impacto eh assustador, né? Então, eh, essa sombra quando ela vem dessa repressão do lado mal que eu não quero ser, ela pode retornar como crise, como um rompimento abrupto, como um colapso emocional, como sintoma físico e como comportamento compulsivo. Tudo isso é sinal de que tem sombra precisando urgentemente de atenção. Então, se você se identifica com isso, nossa, eu tive uma gri, uma crise, rompimento abrupto, um colapso emocional, sintoma físico, quem de nós não, né? E comportamentos compulsíveis. compulsível, o comportamento compulsivo é a sombra, é o chamado do mundo interior pedindo atenção para algum conteúdo. Então, autoconhecimento, autodescobrimento, terapia, oração, pedido para que Deus ajude, reflexão, meditação, tudo que me dê oportunidade de ter insightes para descobrir o que que em mim precisa nesse momento de atenção. Lembra que João disse no capítulo 8, versículo 32, eh, "Conhecereis a verdade e ela vos libertará". É um, é um lema nosso esse, né? A gente fala muito isso. Conhecereis a verdade e ela vos libertará. A verdade vos libertará. Isso serve para tudo, inclusive paraa gente. Conhecer a minha verdade é conhecer o ser total que eu sou e não só a aparência e não só aquilo que eu tenho na consciência do quem eu acho que eu sou baseado na personalidade atual. Conhecer a verdadeira, o verdadeiro espírito que está hoje como Cris é libertador. E a gente sente isso. Quem faz terapia por algum tempo já é essa descrição. Nossa, como isso me libertou. Isso tava lá reprimido, mal resolvido. Eu não sabia, eu não admitia, eu não queria, eu não, não, eu não lidava. Quando eu fui, consegui diluir, desfiz, integrei. Nossa, que alívio, que liberdade. A sensação de fazer um processo terapêutico de autoconhecimento é sensação de liberdade. Conhecereis a

u não lidava. Quando eu fui, consegui diluir, desfiz, integrei. Nossa, que alívio, que liberdade. A sensação de fazer um processo terapêutico de autoconhecimento é sensação de liberdade. Conhecereis a verdade e a verdade vos libretará. Ainda no em busca da verdade, no capítulo um, a benfeitura diz: "A sombra existente no ser humano não deve ser combatida. Não é para brigar com o nosso lado que a gente não conhece ou não gosta, senão diluída pela integração na sua realidade existencial. Eu preciso deixar ela viver. Eu não preciso soltar os cachorros para sair mordendo todo mundo, não. Mas eu preciso admitir ela para que ela possa fluir na vida de fora e não implodir lá dentro. Ela desempenha, portanto, um papel fundamental no equilíbrio entre ego e self. no que resulta a unificação também dos polos quando se consegue a sua diluição. A a cisão existente deuente da fragmentação psicológica, deve avançar para a integração, a unidade. A gente busca a integração. Esse é o caminho paraa iluminação, paraa evolução. Integrar luz e som consciente com a consciência com o inconsciente. E o que que é integrar? Integrar não é agir impulsionamento. Porque às vezes a gente fala isso, ah não, eu fui fazer terapia, eu tenho que soltar tudo, não tenho que eu não tenho que segurar nada. Não, isso é falta de educação, inclusive, né? Significa que eu não vou reprimir, eu vou deixar se expressar, mas eu controlo a expressão. Eu fui para um lugar, um evento social, uma pessoa falou uma bobagem, mas me deu uma raiva. [limpando a garganta] Eu soquei a cara dela. Não, eu posso me controlar, respirar fundo e num determinado momento, pode ser ali, eu posso pontuar para me posicionar com educação. Veja, eu não reprimi, eu deixei a energia fluir, mas com controle. Ou eu posso falar: "Não, se eu abrir a boca aqui vai ser um prejuízo para todo mundo. Então vou ficar quieta lá em casa, eu vou socar o travesseiro, eu vou espernear, eu vou pôr para fora. Eu preciso dar movimento. É só isso que pede. Não é reprimir e não é explodir,

o para todo mundo. Então vou ficar quieta lá em casa, eu vou socar o travesseiro, eu vou espernear, eu vou pôr para fora. Eu preciso dar movimento. É só isso que pede. Não é reprimir e não é explodir, fazer tudo que dá na cabeça. Também não é justificar comportamentos nocivos, não é dar vazão a tudo. Então muita gente fala: "Ah, é, eu sou assim e eu não vou ficar doente por causa dos outros. Então, o que tiver que falar mesmo eu falo, falo na cara". Não é isso, isso é descontrole, né? É aceitar e trabalhar com isso. Vou dar uma acelerada porque hoje eu caprichei aqui nos textos. H, como eu falei dessa individuação, desse desse despertar do do da luz, dessa descoberta da luz, dourado, né, que é essa integração de consciência com inconsciente, a gente lembra da figura do herói. A figura do herói é a base pra gente falar sobre individuação. A jornada do herói é essa. Ele sai de simples e ignorante, né? O herói é desconhecido, ele só tem potências, mas ele não tá pronto ainda. Quando a gente assiste filme, eu lêu os livros dos heróis, eles começam frágeis, duvidosos de si mesmos e inocentes, infantis, até imaturos, na verdade. E aí eles vão e enfrentam e lutam e cai e tomba e cicatriza e e levanta de novo e faz o que tem que fazer. No final, ele é herói, ele é forte, ele é maduro, ele se superou. Então isso é a é a vida do espírito. A gente sai de simples ignorante e vai chegar nesse estado crístico. Daí lá no livro Conflitos Existenciais, no capítulo um, tem assim: "Em vez de dos enfrentamentos dos problemas com naturalidade, determinadas predisposições emocionais impedem a aceitação de ocorrências mais exaustivas, produzindo um mecanismo automático escapista, mediante o qual pode livrar-se da dificuldade quando apenas a posterga". Isso não é atitude heróica. O herói não vai eh fugir, fingir que não existe e tentar escapar. Ele não vai, ele vai enfrentar. Então, departamentos seletivos da mente bloqueiam automaticamente muitas ações desagradáveis que são arquivadas lá

vai eh fugir, fingir que não existe e tentar escapar. Ele não vai, ele vai enfrentar. Então, departamentos seletivos da mente bloqueiam automaticamente muitas ações desagradáveis que são arquivadas lá reprimida, né? Em face dessa conduta escamoteadora, surgem os mecanismos de transferência de responsabilidade, de ausência de discernimento, de fugas variadas. Então ela vai dizer isso. Se a gente quiser ser esse herói, a gente não vai poder se dar ao luxo de fugir, rejeitar, fingir. A gente vai precisar enfrentar. Toda vez que se tenta evitar esforço e luta, opera-se em sentido contrário às leis da vida, que impõe movimento e ação como recursos de crescimento psicológico, moral, intelectual e espiritual. Então ela termina a necessidade dos enfrentamentos faz parte da existência humana, sem os quais o processo de crescimento interior ficaria interrompido, dando lugar a transtornos profundos de comportamento que se transformariam em patologias de difícil solução. Eu fiz uma anotação aqui, gente, que na temporada 4ro, na quarta temporada e no episódio 14, a quarta temporada é sobre conflitos e o episódio 14 fala muito disso que a gente tá falando hoje. Então, se esse tema te interessou e você queria saber um pouco mais dele, dá para voltar lá na quarta temporada, episódio 14. E aqui Joana tá dizendo isso. Então, é preciso enfrentar para crescer. O herói se faz nesse enfrentamento e não na fuga. E aí, já que a gente falou de fuga, eu termino trazendo hã o livro O Ser Consciente, capítulo S. O Ser Consciente, capítulo 7, Joana vai trazer das fugas psicológicas. Vale a pena olhar. É, é grande, então não vou ler tudo. Mas a gente tem a como fugas do ego, né? Não quero ver, não quero ver, não é comigo. Reprime. Quais são os? Tem muitos. Tem muitos, mais de 30. Mas os principais comportamentos que a gente vai perceber que realmente a gente acaba fazendo compensação, né? Que que é compensação? É, é como se assim, ó, ai, ai, Cris, você foi impaciente nesse caso com essa pessoa, ao invés de falar para

nte vai perceber que realmente a gente acaba fazendo compensação, né? Que que é compensação? É, é como se assim, ó, ai, ai, Cris, você foi impaciente nesse caso com essa pessoa, ao invés de falar para tudo, deixa eu ver se eu fui impaciente mesmo. Eh, acho que sim, eu aceito essa sombra minha, Cris, vamos trabalhar com isso. Nossa, eu não sabia que eu era impaciente. Quando mais que eu sou impaciente, o que que é ser impaciente? Deixa eu prestar atenção em mim para ver se eu pego mais ocasiões em que eu sou impaciente. Isso é integrar a sombra. Isso é ter coragem de enfrentar a sombra, é aceitar o convite para uma autoanálise. E aí realmente eu descobri que eu sou impaciente em muitos casos. Como que eu faço quando eu quero fugir pelo mecanismo de compensação? Puxa, Cris, você foi impaciente com essa pessoa agora. Ah, mas também depois de tudo que eu aguentei, é quase que fosse uma compensação. Eu eu extrapolei porque você não viu, eu já tinha aguentado isso, aquilo. Então eu compenso com outras coisas. Isso é um exemplo simples. Quando eu quero compensar alguma coisa, ao invés de enfrentar, eu compenso. Eu não faço isso, mas eu faço aquilo. Ou eu fiz isso por causa daquilo. Então, como que eu, como se eu dissesse: "Eu não tive escolha. Eu não tive escolha. Afinal de contas, depois de tudo que eu aguentei, você queria o que mais de mim, né? É essa postura. Ou de deslocamento. Deslocamento eu tiro eu tiro de um assunto pro outro, por exemplo, ou de uma pessoa para outra. O meu chefe brigou comigo. Ao invés de eu falar, fiquei com raiva, quero socar a cara dele, deixa eu ir para casa, vou processar isso. Ao invés de analisar, eu reprimo. Não, eu não fiquei bravo com o meu chefe, imagina. Daí eu chego em casa, meu marido fala: "Ah, e eu descarrego um monte de coisa por causa de nada". E aí ele fala: "Não, mas você tá brava por causa disso?" É, mas não é, não é. Você tava brava lá, engoliu, quis dar uma de fortona e deslocou para cá. Então a gente vive fazendo também isso,

de nada". E aí ele fala: "Não, mas você tá brava por causa disso?" É, mas não é, não é. Você tava brava lá, engoliu, quis dar uma de fortona e deslocou para cá. Então a gente vive fazendo também isso, que mais repressão que é simplesmente não quero pensar sobre isso, não quero falar sobre isso, isso não existiu, isso não acontece, joga para baixo. Eh, racionalização, eu fico explicando mil coisas, né? Você tá você tá triste com o que aconteceu? Não, porque veja bem, eu como espírita sei que a lei de causa e efeito, ã, que que você tá fazendo? Você tá querendo racionalizar a emoção, aceita? Eu só perguntei se você tá sentindo, Cris, olha pro sentimento, olha paraa emoção e valida. Mas a gente fica racionalizando para não entrar em contato com aquilo que nos desagrada. Bom, eu dei uma corridinha agora no final, senão a gente ficaria muito mais tempo. Eu acho que a gente ficou mesmo. Eh, e aí espero vocês, então, semana que vem. Aguardo as os comentários, as considerações e deixo esse convite para sermos heróis e enfrentarmos e não adotarmos mais aptitudes e levanta o tapete, joga a sujeira e finge que não aconteceu. Obrigada pela atenção. Até mais.

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