A Cultura do Sofrimento Evitado | T10:E06 • O sofrimento como sintoma e linguagem da alma
Neste sexto episódio da temporada, Cristiane Beira propõe uma leitura mais profunda do sofrimento, compreendendo-o não apenas como dor a ser evitada, mas como sintoma e forma de expressão da alma. O episódio convida à escuta sensível das próprias emoções, reconhecendo que compreender o sofrimento é passo essencial para a construção de equilíbrio, consciência e saúde integral. 📚 Referências bibliográficas: • Momentos de Consciência – capítulo 4 • Vida: Desafios e Soluções – capítulo 2 • O Ser Consciente – capítulo 3 • Amor, Imbatível Amor – capítulo 4 • Psicologia da Gratidão – capítulo 6 • Desperte e Seja Feliz – capítulos 22 e 23 🎙 Série: Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis 🕊 Tema da temporada 10: A Cultura do Sofrimento Evitado 📚 Base: Psicologia Espírita #PsicologiaEspírita #JoannaDeÂngelis #CulturaDoSofrimento #Autoconhecimento #SaúdeEmocional #EducaçãoEmocional #Espiritismo #CristianeBeira #MansãoDoCaminho #DivaldoFranco *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana. de falando sobre sofrimento, tentando desmistificar esse conceito eh distorcido de que eh o sofrimento às vezes é eh relacionado com incompetência, com inferioridade, com fraqueza, com punição. E ao mesmo tempo a gente sabe do nosso grau de evolução. Jesus disse: "No mundo tereis aflições. Eu vim para os doentes. Eu vim justamente porque quem está aqui precisa eh eh da minha orientação. Eu vim para vocês." Ou seja, a terra é pra terra inteira. Então, de um lado, a gente sabe que a gente ainda está no início do do processo de desenvolvimento em direção à perfeição. Nós ainda estamos engatil engatinhando em termos de idade eh de maturidade espiritual. Por outro lado, temos egoicamente essa pretensão eh de sermos perfeitos, né, de não sofrermos. Então, quando a gente enfrenta alguma dificuldade na vida, é como se a gente tivesse sido eh rotulado. Ah, você não é boa suficiente, senão você não estaria sofrendo. Ah, você não deve ser tão evoluída, senão você não estaria com essa doença. Quantas vezes a gente cobra isso de pessoas que são pra gente referências, referências como pessoas, como seres humanos, como mentores espirituais. E a gente espera que eles não sofram, porque senão eles não são tão bons. Porque eu tenho expectativa de que para vir ser mentor tem que vir do nível de Jesus, né? Não. Os espíritos que vêm para nos ajudar, eles devem ser maiores do que a gente em termos de evolução, mas eles também ainda trazem as próprias questões, as próprias provas a que eles querem se submeter para se fortalecer. Mas nós temos essa mente estranha e e e quase que falta pra gente essa essa coerência de pensar. Então a gente faz toda essa mistura. De um lado, a gente sabe que estamos ainda num grau de evolução de mundo, de próas expiações. Estamos começando ensaiando o bem, ensaiando o amor. Por outro lado, também eh projetamos a expectativa de que não não ficaremos mal, não teremos doença, não teremos sofrimento. Se você sofre,
iações. Estamos começando ensaiando o bem, ensaiando o amor. Por outro lado, também eh projetamos a expectativa de que não não ficaremos mal, não teremos doença, não teremos sofrimento. Se você sofre, você não é tão bom assim. Ah, se Mas veja lá no evangelho tem, se fosse um homem de bem, teria morrido dizendo que os valores na terra são inversos do que a gente imagina. Normalmente os poderosos da terra, eles são os que estão sendo testados. Os poderosos da terra não são os espíritos moralmente evoluídos. Não estamos nesse lugar ainda. Conforme a gente vai evoluindo os mundos futuros, né, os estágios evoluídos futuros, sim, os governantes são os moralizados, são os espíritos superiores. A gente observa isso nas colônias espirituais que André Luiz e outros espíritos nos descrevem. numa colônia espiritual, o eh responsável pelo governo, pela administração, é o espírito mais elevado. Na Terra ainda não fazemos esse esse tipo de governança. Não escolhemos os espíritos mais evoluídos, até porque não conseguimos detectar quem seja na Terra, porque estamos cobertos por essa aparência e enganamos muito pela aparência. Quantas vezes passam por nós espíritos que são mais evoluídos, mas que estão nas vestes de alguém que a gente não valoriza e a gente não reconhece esse espírito nobre. Outras vezes nos encantamos por pessoas que falam bem, por pessoas que se apresentam, que tem uma bela persona, por exemplo, religiosa, que faz discursos que prendem atenção e a gente já associa que essa pessoa espiritualmente é mais evoluída e nem sempre é. Então, a gente ainda aqui se mistura muito, a gente se a gente distorce nossa visão. Eh, mas enfim, eh, olhamos pro sofrimento com esses mitos, né, com essas pseudo eh análises, eh, ah, se você tá sofrendo, você não é tão bom. Enfim, por aí vai aquilo que eu já que eu já disse, mas a gente tem nesse nessa temporada tentado trazer mais consciência para que a gente possa entender a finalidade do do sofrimento, o seu lugar, a o para que que ele vem, o
que eu já que eu já disse, mas a gente tem nesse nessa temporada tentado trazer mais consciência para que a gente possa entender a finalidade do do sofrimento, o seu lugar, a o para que que ele vem, o como sofrer, o prejuízo de evitar o sofrimento, o quanto que nos tem custado caro a ilusão de que podemos e estar sempre bem. bem, sempre com esse bem-estar. Então, o mito do bem-estar permanente, o mito de que eu consigo evitar a dor e sofrimento, na verdade, ele volta depois maior e mais complicado. E hoje, no episódio de hoje, a gente vai falar sobre o sofrimento como sintoma e linguagem da alma. A gente terminou o episódio anterior falando disso, de que o sofrimento, o sintoma, a doença, aquilo que nos incomoda, é é sempre um um grito, é sempre um um alerta, é um convite, é um chamado para a transformação. Então, o sofrimento não é punição. O sofrimento não é porque você é ignorante. Ignorante todos somos, mas o sofrimento ele vem como uma resposta ao seu comportamento para que você é um feedback da vida para você. É como se a vida tivesse falando: "Cris, vamos sentar para fazer um feedback. Hoje tá na moda, vamos sentar para fazer um feedback". E o feedback que ela me dá é assim, é na forma de chamados, não é só por dor e sofrimento, porque às vezes eu também tenho feedbacks da vida quando eu me sinto muito bem por algo que eu conquistei. Me sacrifiquei, fui resiliente, tentei, cresci, aprendi, que satisfação. É um feedback da vida, dizendo: "É por aí, isso te faz sentir bem". Então, a vida vai me dando feedback para eu sentir qual caminho é o melhor. Eu não, se eu não tivesse esse feedback, eu ficaria naquilo que é mais gostosinho hoje. Se eu ti, a gente às vezes pergunta, por que que Deus fez com que as coisas gostosas de comer não fossem saudáveis? Porque a gente detonaria o organismo. O organismo ele tem uma inteligência de funcionamento. O tanto que meu fígado é capaz de processar, o tanto que meus rins são capazes de filtrar, o tanto que meu coração é capaz de bombear, é todo
mo. O organismo ele tem uma inteligência de funcionamento. O tanto que meu fígado é capaz de processar, o tanto que meus rins são capazes de filtrar, o tanto que meu coração é capaz de bombear, é todo um sistema inteligente. Ele não é é é plástico no sentido de eu vou comendo e ele vai se adaptando, ele ele ele se vira até um até um tanto. Se eu não tiver uma mensagem de alguma forma falando para, que que aconteceria comigo? Eu explodiria de tanto comer? Eu eu eu atrofiaria os meus músculos porque eu ficaria deitada sem querer praticar. Então, estou dramatizando. Mas para chamar atenção para isso. Então, a vida nos traz feedback. O feedback de um bem-estar, de uma harmonia, é a vida me dizendo: "Isso que você tem feito é bom para você, te faz crescer, te faz evoluir, te faz eh aprender, te faz fortalecer". E quando eu vou adotando caminhos que não são bons de acordo com a lei divina, quando eu vou me distanciando do que Deus eh projetou pro nosso processo evolutivo, a vida também me dá feedback e me diz assim: "Não, não é por aí. Isso que você tem feito não é bom, não é saudável, não é nobre, não é agradável, vai te gerar dor. Então, graças a Deus que Deus permite esses feedbacks da vida, que eu sou capaz de sentir aventura de uma ação boa, como eu sou capaz de sofrer por uma ação não tão boa, porque assim eu tenho chance de me localizar, porque no nosso grau de evolução a gente ainda nem sempre tem clareza do que é certo e do que é errado. Quantas vezes a gente tá agindo da forma como a gente acha que deve? Se a gente olhar, por exemplo, a educação de três gerações para trás, duas gerações para trás, era um absurdo que se fazia e se acreditava que era assim que você tava educando, mas era na base da dor mesmo, do castigo, da punição, da palmada, da chinelada, da seja lá o que for. E a gente achava que assim a gente tava ajustando. A gente tava impedindo que a pessoa fizesse porque ela não queria apanhar, ela não faria mais. Mas não porque ela entendeu, porque ela
lá o que for. E a gente achava que assim a gente tava ajustando. A gente tava impedindo que a pessoa fizesse porque ela não queria apanhar, ela não faria mais. Mas não porque ela entendeu, porque ela integrou, porque ela escolheu, ela tinha medo e criava uma raiva. Então não era o melhor jeito de educar. E tantas outras coisas que a gente não sabia como fazer, achava que estava fazendo bem. Então a vida vai trazendo e feedback. No caso da criança que apanhava para não fazer o que era errado, qual foi o feedback que a vida trouxe? A pessoa cresceu insegura ou às vezes cresceu com raiva da sociedade? Se transformou em alguém vingador que ficava querendo prejudicar os outros. Enfim, é a vida mostrando que aquele jeito não funcionou tão bem quanto se esperava. Então, o ter olhos de ver e ouvidos de ouvir que Jesus nos disse é você ser capaz de prestar atenção nas mensagens da vida. Por isso que a gente trouxe o tema o sofrimento como sintoma e linguagem da alma. O sofrimento, o sintoma, a dor, a aflição, é uma linguagem, é uma fala, tem uma mensagem eh eh codificada dentro do sintoma e é inteligente da minha parte eu tentar decifrar. Por que que eu tenho sofrido isso? E a gente pode fazer tantas perguntas. Puxa vida, por que que eu saio de um relacionamento e entro no outro igual? De novo, eu peguei alguém que se aproveita de mim, que é tóxico, que é abusivo, seja lá como você queira chamar, ou então, puxa vida, por que que eu não consigo me vincular? Eu até passo por pessoas muito interessantes que me tratam bem, mas não consigo me vincular. A gente fazendo perguntas para aquilo que nos incomoda faz com que a gente possa abrir portas para se conhecer. São enigmas, como se fossem cartas, pistas, né? Quando a gente gosta de mistério, vamos pegar essa pista para entender onde que ela vai nos levar. É isso. O sintoma, a dor, o sofrimento nada mais é do que uma pista para que a gente possa eh eh desbravar, desvendar a gente mesmo para que a gente possa eh se compreender. É uma porta pro nosso mundo
isso. O sintoma, a dor, o sofrimento nada mais é do que uma pista para que a gente possa eh eh desbravar, desvendar a gente mesmo para que a gente possa eh se compreender. É uma porta pro nosso mundo interior. Mas para isso eu tenho que ter a coragem de olhar para essas eh situações que nos incomodam. Então, a gente tem falado dos mitos que a gente tá tentando desmistificar. Não precisa só sofrer, não adianta querer evitar sofrimento. E a gente vai t caminhando para então o que que eu faço? Se você falou num episódio que não adianta querer ã ser só bem-estar, também no outro episódio a gente falou também não adianta querer ficar evitando o sofrimento, isso também não funciona. Então o que funciona, uma das coisas que funciona é isso que a gente vai falar hoje, é olhar para sofrimento com a proposta de dialogar com ele. E como é que eu dialogo com o sofrimento? Que língua ele fala? Ele fala a língua simbólica. A linguagem é uma linguagem diferente da racional. Ele não vai me trazer uma uma fala eh eh lógica. Ele não vai falar: "Cris, ó, tá doendo aqui porque você não é. Eu tenho que entender o que ele carrega". Por isso que a dialética é a matéria prima da terapia. Por isso que a gente vai na terapia e o que que a gente fica fazendo? falando, falando, falando do que sente. Daí conforme você vai falando, vai caindo uma ficha, você vai se dando conta, a pessoa que te acompanha faz pergunta, ela te ajuda a pensar em alguma coisa que você não tinha pensado, daí dá um insight. Então, é por meio da análise dialética que é pensa, analisa, elabora, faz analogia. A linguagem simbólica, ela é metafórica. É como ser a expressão. É como ser. Então a gente vai, por exemplo, analisar a linguagem do sonho, o símbolo que o sonho carrega. Não é literal. Ah, eu sonhei que eu eu tava eu morri. Ah, eu estou prevendo o futuro. Pode até ser, mas muito provavelmente não é. Aí é como se você tivesse morrendo. Aí a pergunta é: o que que está morrendo de você? Por que que você sente que você tá
i. Ah, eu estou prevendo o futuro. Pode até ser, mas muito provavelmente não é. Aí é como se você tivesse morrendo. Aí a pergunta é: o que que está morrendo de você? Por que que você sente que você tá morrendo? É como se eu tivesse morrendo. O que quer dizer? Você tá desanimado com a vida, que você tá se abandonando ou que você tá sentindo que uma fase da sua vida tá chegando ao fim? Então esse é como você faz com que eu entenda, me ajuda a entender o que o símbolo do sonho tá carregando. Ah, eu sonhei que eu estava andando numa praia e e surge uma onda que me arrasta. É como se eu estivesse andando pela vida e algo grande me sufocasse. O que que tem de grande me sufocando? É a eminência de uma doença? É um um desafio profissional que tá parecendo que eu acho que ele é maior do que eu, ele vai me engurir. Essa é a busca que a gente faz e a gente faz isso com as doenças também. Ah, eu travei as costas, fiquei um ano com as costas travadas. Vamos conversar a respeito disso. O que que essas costas travadas simbolizam? O que que é as costas? As costas é o que me sustenta. Então, eu estou com alguma, é como se o sustento da minha vida tivesse quebrando, adoecendo, travando. O que que essa dor me impede de fazer? O que que ela me leva a fazer? Eu tive que parar um pouco a profissão para olhar pro meu corpo. Ah, será que tava desequilibrado isso? Tava demais o mundo fora e um esquecimento de si mesmo. E aí a vida trava para que você obrigado seja obrigado a parar um pouco lá para olhar mais para cá. Não sei. Cada história é uma história, cada um é cada um, mas é por aí que a gente faz a investigação do sintoma como linguagem da alma. Bom, vamos começar então com Joana. E eu trago momentos de consciência, capítulo 4, né? Joana vai trazer pra gente essa explicação de que aquilo que está no nosso inconsciente, eh, muitas vezes no nosso grau de evolução, é o que precisa ser analisado, integrado, resgatado. Pensa que a gente não sabe muito bem como viver até hoje. Imagina as vidas passadas, imagina as escolhas
h, muitas vezes no nosso grau de evolução, é o que precisa ser analisado, integrado, resgatado. Pensa que a gente não sabe muito bem como viver até hoje. Imagina as vidas passadas, imagina as escolhas mal feitas, as decisões mal tomadas, o tanto de coisa que a gente foi obrigado a engolir, porque no passado, se não fizesse isso morria, às vezes que a gente foi obrigado a fazer o que a gente não queria. Tudo isso é registro que não ficou na vida passada, foi transferido pro nosso per espírito. Está em nós, está em nós as nossas escolhas passadas. E elas não estão mortas e enterradas, elas estão vivas. Aqueles registros do passado, eles têm vida em nosso inconsciente e eles vão requerer atenção. Em algum momento eu vou precisar tirar a história limpo. Eu vou precisar revisitar aquele passado no sentido de destrinchá-lo, de integrá-lo. Isso que é a integração da sombra. Não quer dizer que eu preciso viver no passado. E é interessante porque a gente fala do tempo e a gente sabe hoje que as últimas pesquisas indicam que esse tempo, como a gente entende linear, não é, não existe, ele é mais circular, ou seja, a gente participa de todo momento, presente, passado, futuro, é no final de tudo uma única coisa. Então a gente vê hoje que quando a gente elabora um uma um tema que hoje de, por exemplo, tema morte, que todo mundo tem questão com tema morte, dinheiro, sexo, tudo coisa que passa por todo mundo. Eu tenho um problema com o tema morte. Quando eu era criança, eu tive um trauma que relacionou com esse com esse tema. Isso vem me acompanhando desde então. Hoje, de tanto fazer análise, passar e viver e pensar, esse tema parece que diluiu um pouco. Quando eu recordo o trauma da criança, eu já vejo que eu sinto ele diferente. É como se já não fosse mais daquele jeito. Não parece que eu mexi no passado, quando eu lembrava do trauma da minha infância, nossa, suava minha mão, eu tinha taquicardia. Hoje eu lembro, não tenho mais. Ou seja, eu reeditei. Por quê? Porque esses esses temas eles não tão
sado, quando eu lembrava do trauma da minha infância, nossa, suava minha mão, eu tinha taquicardia. Hoje eu lembro, não tenho mais. Ou seja, eu reeditei. Por quê? Porque esses esses temas eles não tão separados. Aquilo que eu vivo hoje tá tem faz ressonância no que eu já vivi desse tema. Então eu consigo mexer sim nesse passado olhando pro presente, né? modificando, transformando o presente. Então, no momentos de consciência, capítulo 4, Joana diz: "Recordações desagradáveis, pensamentos perturbadores, ideias viciosas, frases deprimentes de ontem, ressumam como necessidade de queixas, ressentimentos guardados, iras conservadas, depreciação de si mesmo, desamor num conjunto de ingredientes destrutivos que terminam por desorganizar o ser que lhes permite vitimar". É o que eu tava falando. Então, hoje eu tenho mil problemas com o tema da morte. El me faz sofrer, eu evito, eu tenho medo, eu passo mal. Se alguém da minha família morreu, não sei o que vai acontecer comigo. Isso que eu estou vivendo hoje não é de hoje. Eu vivo hoje também. Mas isso que eu vivo hoje é por quê? Porque em passados, ao viver esse tema, eu vivi de um jeito que não ficou bem resolvido. Então a minha professora do do curso de UNG diz dizia e diz: "O passado se presenta, ou seja, eu vivo hoje como se tivesse revivendo o passado. Tantas vezes que eu volto nesse tema". Então é isso que Joana diz. A gente tem esses registros e a gente vai precisar elaborar, trabalhar com eles para que eles se diluam dessa carga tensionada. Quer dizer que a memória vai apagar? Não quer dizer que aquela emoção mal resolvida que te afetava não vai mais te afetar. Você vai lembrar daquilo que passou, mas você vai lembrar de um jeito que você não perde o controle do ego. Ela continua sendo uma memória, mas com a carga emocional não tão tensa. Lá no ainda nesse tema, mostrando as impressões que a gente gera no perespírito. E aí a gente vai trazendo de vida em vida no livro Vida, Desafios e Soluções, capítulo ã dois, Joana de
não tão tensa. Lá no ainda nesse tema, mostrando as impressões que a gente gera no perespírito. E aí a gente vai trazendo de vida em vida no livro Vida, Desafios e Soluções, capítulo ã dois, Joana de Angeles fala desse complexo, né, do do da marca no perespírito. diz assim. Ela diz assim: "Nesse empreendimento de ascensão inevitável, o ser depara-se com as construções do seu passado nele insculpidas, que se exteriorizam a miúde, afligindo-o, limitando-o." Apresentam-se essas fixações como conflitos nas paisagens íntimas, ameaçando a sua realização, a alegria do trabalho, a harmonia da convivência com outras pessoas, transformando-se com facilidade em complexos perturbadores na área da emoção e do comportamento. Nós já falamos sobre eh complexo, né, o tema y junguiano em em diversas outras oportunidades anteriores. Eu resgato rapidamente, só para dar sentido pro hoje, para quem não tenha visto as aulas anteriores. Yung descreve como complexo, ele chama de complexo isso que eu estava dizendo anteriormente, registros que estão arquivados na sombra, ou seja, no inconsciente, que se referem a experiências passadas, cuja emoção era muito forte, elas como se fossem encapsuladas. desses é um registro que se cria com um tema central, então, abuso e eh humilhação, medo, ã, trauma, enfim, qualquer situação do meu passado que eu tenha tido uma emoção muito forte e eu não tenha resolvido e trabalhado, né, dissolvido, isso gera um registro. Então isso é um complexo, é uma vivência passada carregada de emoção, criada em torno de um arquétipo principal, de um tema principal que acontece isso tá vivo lá com emoção. Se hoje eu estiver vivendo, tô no meu trabalho e de repente eu me deparo com uma situação que remete aquilo, mesmo tema. Eu percebo semelhança, é como se eu fosse reviver aquilo que eu vivi que tava lá guardado. Aí acontece uma uma um afeto. Que que é esse afeto? É como se fosse lá cutucar esse esse registro. E ele constela. Ele constela. Ou seja, ele irradia do inconsciente paraa
u vivi que tava lá guardado. Aí acontece uma uma um afeto. Que que é esse afeto? É como se fosse lá cutucar esse esse registro. E ele constela. Ele constela. Ou seja, ele irradia do inconsciente paraa consciência. Ele me toma. Jung descreve que ele rouba o lugar do ego. E aí a gente não se controla, a gente é tomado pelo complexo. E aí a gente tem reação que é maior do que precisaria. As pessoas podem falar: "Calma, Cris, não tá acontecendo nada demais. Para mim tá acabando o mundo." Por quê? Porque o que eu estou vivendo não é só a situação de hoje. Eu estou vivendo a situações, a situação de hoje acrescida de todas as outras situações desse tema que eu já vivi no passado. E aí é como se eu tivesse vivendo uma única coisa gigante. E aí eu tenho reação que extrapola, que que é é é demais. E aí a gente não se controla e a gente diz assim: "Nossa, não sei o que deu em mim, não me não me reconheci". Quando eu vi, eu já tava falando, eu fui tomada, parecia que tava possuída. É isso. Ah, pode ser um caso de obsessão, pode, mas pode ser o seu conteúdo que aflorou. Isso é complexo que Joana tá trazendo aqui. E ela tá dizendo isso, que a gente tem esses conteúdos de vidas passadas e que vez ou outra eles vão emergir do inconsciente, constelar, vão nos tomar. E aí essa nessa hora a gente tem chance de descobrir o que tem arquivado. Porque se eu falar assim, ó, deixa eu dar um pulinho ali no meu inconsciente que eu quero ver que complexos que eu tenho, eu não consigo fazer isso. O inconsciente é fechado pra consciência. A gente consegue receber mensagens de lá para cá, mas não tem chave na fechadura daqui para lá. Ainda bem, porque se eu pudesse entrar no meu inconsciente, a hora que eu quisesse, eu poderia encontrar coisas que eu não estaria pronta para ver e eu poderia nunca mais voltar pra consciência. Então é um risco de psicotizar. Então ainda bem que tem essa proteção da psique. É ela que manda mensagem que ela sabe que você tá pronta para ver. Então o que nos cabe enquanto ego, enquanto
ciência. Então é um risco de psicotizar. Então ainda bem que tem essa proteção da psique. É ela que manda mensagem que ela sabe que você tá pronta para ver. Então o que nos cabe enquanto ego, enquanto consciência, estar atento nessas para essas mensagens. Por isso que o tema de hoje é esse, o sofrimento como linguagem da alma. Vamos, não vamos perder a chance de conhecermos nossa alma. Como que a gente vai conhecer a nossa alma? prestando atenção na linguagem que ela, nos símbolos que ela nos mandam, na linguagem dela. Então, é olhar a oportunidade que a gente tem cada vez que que eu tiver um desconforto, um sintoma, uma dor, é a gente olhar, né? Então, o inconsciente quando ele brota, quando ele ele constela, quando ele rouba nosso nosso lugar e a gente não se reconhece e tem reação que que extrapola o que precisaria. Não é o inconsciente querendo nos punir, né? O inconsciente não quer nos ferir, ele quer nos tornar inteiros. Olha que frase bonita. Então, quando Joana de Angeles fala na sua obra da integração do eixo ego self, é isso. Self é o centro da é a totalidade da psique, né? Então ele é o ser total e ele tá esquecido. O ego vive como se fosse o único dono, o dono da casa e o único habitante. Ele vive, a gente vive conscientemente como se tudo que existisse é do âmbito da consciência. Então, é o que eu vejo, é o que eu sinto, é o que eu pego, é o que eu quero. Mas existe todo um universo inconsciente, espiritual e do meu mundo íntimo. Quantas coisas que tem aqui reprimidas, as coisas que eu já vivi em vidas passadas, isso é meu também. Isso sou eu. E quando a gente acha que a gente é só esse eu atual com com o quem eu me identifico, né? No meu caso, eu sou a Cris. Se eu acho que eu sou só Cris, eu vou estar me fechando para um universo de outros eus que me habitam, que eu também sou, de aspectos que hoje eu não percebo porque não fazem parte da minha vida, mas que são eu, são meus também, são parte do meu eu, né, do meu eu espírito. Então, a gente aproveitar a chance que o inconsciente
pectos que hoje eu não percebo porque não fazem parte da minha vida, mas que são eu, são meus também, são parte do meu eu, né, do meu eu espírito. Então, a gente aproveitar a chance que o inconsciente traz mandando mensagem e eu aproveitar isso para vasculhar o meu mundo interior é um um belo empreendimento de integração da sombra, de autoconhecimento, de autodescobrimento, de transformação, de desenvolvimento psicológico, né? Então existe sempre essa força, esse embate de consciência com inconsciente. Se eu acho que isso é mau e tento barrar, tento negar o inconsciente, eu vivo superficial, eu vivo a vida egoica. Se eu falo: "Não, esse embate é bom porque ele vai trazer possibilidade de eu conhecer mais o inconsciente, eu eu relaxo e deixo que o inconsciente me mostre aquilo que eu preciso saber para eu me transformar". Então essa linguagem do inconsciente, ela vem nos convidar a rever muitas vezes ela vem nos mostrar aquilo que funciona e aquilo que não tem funcionado e que a gente pode modificar, pode transformar, pode ajustar. Então, no livro Ser consciente, capítulo 3, eh, Joana fala desse sintoma como instrumento de correção de rota, que precisa só ser ouvido, ser analisado. Ela diz assim: "Nas faixas da evolução mais densa, em que estagia a grande mole humana, onde nós estamos hoje, o sofrimento campeia por ser uma forma de malho e de bigorna, a imagem que ela cria, né? de malho e de bigorna que trabalham o indivíduo. Nele insculpindo o anjo. Olha que lindo. E arrancando-lhe o demônio do primitivismo aí predominante. Olha que imagem linda que Joana cria no nosso inconsciente. O sofrimento é esse objeto, é esse instrumento que vai esculpir a obra de arte. Qual vai ser a obra de arte? O anjo. Somos anjo em potência. Deus nos criou, trazendo um pouco a linguagem da filosofia antiga, Deus nos criou em potência para sermos anjo. E esse sofrimento é o que vai nos ajudar a transformar a potência em ato. Jesus já era ato de anjo, porque a gente já via ele existindo como anjo. Nós ainda não
nos criou em potência para sermos anjo. E esse sofrimento é o que vai nos ajudar a transformar a potência em ato. Jesus já era ato de anjo, porque a gente já via ele existindo como anjo. Nós ainda não somos ato. Estamos no processo de transformar potência em ato. E para transformar potência em ato, um dos instrumentos principais é o sofrimento. Não porque ele quer nos punir, mas porque ele quer nos mostrar o caminho melhor. Se eu não tivesse o sofrimento, eu provavelmente não mudaria a rota. De novo, eu volto falar. Se eu não tivesse uma dor de barriga quando eu como muito mal, eu comeria cada vez pior. Mas como eu tenho prejuízo que dói quando eu não me alimento bem, eu passo a reconsiderar a minha forma de me alimentar. Se eu não tivesse prejuízo de não fazer atividade física e ter e ter e ser sedentário, eu provavelmente seríamos uma sociedade de sedentários. Mas como a gente dói quando a gente muitas vezes é sedentário, causa doença e o médico nos obriga, então a gente muda de postura, adota uma melhor. Então o sofrimento é convite para mudança de rota, é convite para transformação, é para isso que ele vem. Ele é pedagógico, ele não é punitivo. Então, somos anjo em formação. No livro Vida, Desafios e Soluções, capítulo dois, eh, Joana também vai trazer essa essa explicação de que os sintomas eles são mensageiros daquilo que tá no inconsciente, né? É a búsola para onde a gente precisa ã melhorar a nossa rota. Então o o o sintoma, ele vem dizer pra gente: "Opa, não, não, não, mais para cá, mais para cá. Ah, agora sim, é para isso. É como se fosse a bússola que nos ajuda nesse nesse sentido melhor de viver. Então, vida e vida, desafios e soluções, capítulo dois. A dor, que hoje a comprime é camartelo, outro outro outro símbolo, né? martelo de estimulação para que saia da situação que propicia esse desagradável fator de perturbação. A saga da evolução é longa e, por vezes, dolorosa, deixando-lhe sulcros profundos que, noutras fases, sob estímulos inesperados dos dos sofrimentos,
ue propicia esse desagradável fator de perturbação. A saga da evolução é longa e, por vezes, dolorosa, deixando-lhe sulcros profundos que, noutras fases, sob estímulos inesperados dos dos sofrimentos, ressurgem como angústia, violência, desespero, amargura, que não consegue explicar, né? Então é ela dizendo pra gente: "Você anda amargurado? Você é uma pessoa violenta, se sente de vez em quando tomado pelo desespero? De vez em quando não, com certa frequência? É algo que faz parte? Existe um padrão repetitivo envolvendo desespero, amargura, violência, angústia? Então, tudo isso é mensagem do inconsciente. São bústulas falando para você: "Presta atenção, precisa mudar o sentido, precisa rever a rota". Olha aí como que você tem vivido. Veja o que que precisa ser reformulado. Você não tá prestando atenção, mas tem algo no seu comportamento que é muito prejudicial. A dor, o sofrimento, o sintoma, o problema vem para te chamar atenção, para nos chamar atenção, como se fosse uma corda para que a gente pare tudo e veja o que que precisa ser reformulado. É a forma como eu ando pensando, é a forma como eu tenho falado, são as escolhas que eu tenho feito, o que que em mim precisa de mudança? É só essa a finalidade. Eh, ah, então, ainda no amor imbatível, amor, capítulo 4, mais uma vez ela vem falar pra gente: "Não adianta a gente fugir, como a gente falou no episódio anterior, o sintoma é o que a gente mais precisa." É duro a gente a gente falar isso, né? Mas é o que a gente precisa. às vezes a gente vê isso na maternidade, na paternidade, né? A gente vê o filho passando por um sofrimento e a gente até pode tirar e a gente não tira. E aí a gente fala: "Puxa, mas o que que você é? Um torturador, um capais ou que que você é na vida do seu filho?" Não, eu sou um benfeitor. Porque se eu tirar, ele não aprende, ele não cresce. Eu preciso deixar ele passar por aquilo para ele saber o a referência, o sintoma, a dor, o sofrimento, é uma referência que a gente vai ter na vida. É como se a gente fosse aprendendo.
ele não cresce. Eu preciso deixar ele passar por aquilo para ele saber o a referência, o sintoma, a dor, o sofrimento, é uma referência que a gente vai ter na vida. É como se a gente fosse aprendendo. Imagina a gente cego, imagina a gente sem poder enxergar. E aí eu coloco a gente nessa sala. Eu não sei que sala é essa. Eu não sei tamanho que ela é. Eu não sei o que que ela tem. Eu não sei para que serve as coisas que estão aqui dentro. Se eu não deixar você se movimentar para poder ir apalpando e descobrindo o que tem nessa sala, você vai ficar ignorante, fraco. Ah, mas se eu deixar você ir apalpando, você vai enroscar naquela cadeira e levar um tombo. Você vai pôr a mão nesse lugar que é doído, que tá quente. Você vai dar com a cara naquela porta. vai verar dor e sofrimento, mas você vai terminar sabendo onde você está, sabendo o que que tem aqui, dominando melhor. A partir de agora, eu posso soltar você, que você já não vai mais cair onde você caiu, eh, encostar a mão aonde você queimou. Você adquiriu consciência e referências. É isso. Os pais às vezes deixam os filhos. Quantas vezes a gente fala: "Puxa vida, eu tô vendo que esse caminho dele vai gerar sofrimento". Não vai adiantar eu falar hoje. Se eu falar hoje, eu vou ser a chata, eu vou ter. E e outra, se eu falar hoje e ele me escutar, ele não vai fazer porque eu mandei. Mas temas que eu vou precisar que ele passe. Lógico que eu vou est perto, não preciso que ele sofra tanto e posso dar algumas dicas. Mas tem coisas que a gente fala: "Vou ter que deixar ele passar por isso". Porque eu já tentei conversar uma vez, duas vezes, ele não tá entendendo. Às vezes eu converso e caio a ficha, porque é um espírito que já passou por isso em outras vidas, ele já entendeu. Às vezes não. Às vezes não. Então eu vou ter que deixar ele pôr a mão no lugar quente e levar um tombo porque enroscou, porque ele não tá vendo. Eu vou precisar que ele veja. Eu vou precisar que ele tenha referências. É isso. O sintoma é o que é um grito. O sintoma é uma
o lugar quente e levar um tombo porque enroscou, porque ele não tá vendo. Eu vou precisar que ele veja. Eu vou precisar que ele tenha referências. É isso. O sintoma é o que é um grito. O sintoma é uma referência. é o é o que a gente precisa pra gente poder continuar nossa evolução. Então, no livro O amor imbatível amor, capítulo 4, Joana diz assim: "É natural que surjam agora ou depois vários terríveis processos conflitivos na área da personalidade e do âmago da individualidade. Tais conflitos não serão resolvidos com gargalhadas ou dissimulações, mas somente através de terapia conveniente e grande esforço do paciente, que se deve autodescobrir e encontrar as razões perturbadoras do estágio emocional em que se encontra. O jogo escapista de um para outro divertimento somente complica o quadro por adiar a sua solução. Então não adianta fingir, disfarçar, isso não me afeta. Que nem a gente fazia quando era criança, não tô nem aí. Não dói. A mãe vinha querer dar uns tapas, não dói. Não dói. Não é por aí. Isso não leva nada. Isso é um disfarce, é um desvio. Sou eu querendo pegar atalhos. A vida não deixa, não existe atalho, existe experiência anterior que eu uso hoje para conseguir encontrar melhores caminhos. Agora, não atalho no sentido de que eu deveria passar por isso, mas eu arranjei um jeitinho de não passar. Não tem jeitinho pra justiça de de Deus. Não existe jeitinho que a gente adora achar que está tirando vantagem. Porque eu peguei o que não é meu. Haha. Ele que foi bobo. Porque eu não paguei o que eu deveria. Haha. Ele que não viu. Nas na balança divina não não tem uma grama que eu consiga tirar do prato para passar pro outro sem que a justiça, a perfeição das leis perceba. E aí o movimento vai acontecer e aquilo que eu tirei hoje volta, eu volto a devolver amanhã involuntariamente, né? Então é ilusão a gente achar que vai passar a perna na vida, que vai conseguir ser imoral, antiético e a gente vai se sair bem. Pode parecer que a gente se sai bem nessa vida? Espera,
ntariamente, né? Então é ilusão a gente achar que vai passar a perna na vida, que vai conseguir ser imoral, antiético e a gente vai se sair bem. Pode parecer que a gente se sai bem nessa vida? Espera, espera, porque a roda da vida gira e eu daqui a pouco estou devolvendo o que eu tirei de jeitos sofridos. E aí, o que que eu devo dizer? Graças a Deus, porque eu tô tendo chance de me reequilibrar com a lei. Eu estou tendo a chance de pagar aquilo que eu contraí, de devolver aquilo que eu peguei sem ser meu. Então, não é um sofrimento que vem para me punir. Quem mandou, Cris, menina amar, vai apanhar, vai sofrer. Não é isso. É oportunidade de reequilibrar. O universo só é perfeito porque tem equilíbrio. Agora, se as as criações do universo começarem a querer desequilibrar e e algo pender mais do que deve e o outro querer menos do que pode, vai desarmonizar a lei divina. Para que tudo flua bem, é preciso que exista essa harmonia, né? Então não dá pra gente fingir que vai passar a perna e vai dar um jeitinho e vai se desviar porque o negócio vai só piorar. Bom, continuando, a gente então vai caminhar pra pergunta. É, tá bom, então o que que eu faço? A gente não adianta fingir que não existe, não adianta querer sofrer mais do que deve, não adianta, tem que entender que a o sintoma é uma conversa. Então o que que eu faço com isso quando o sofrimento chegar? E a resposta é enfrente. Enfrente. Não, enfrentar não é confrontar. Então Jesus diz assim, ó, não resistais ao mal. Que que Jesus tá dizendo? Ele não tá falando se entrega e fica sofrendo, mas ele tá falando não se oponha no sentido de não aceito. Sabe quando você fica resistente? Então ele tá falando assim: "Não resista, deixa que o mal passe por você. Opere o que precisa operar em você. Transforme o que precisa transformar". ensine, fortaleça, esclareça e ele passa e eu saio maior, mais desenvolvida, mais fortalecida. Agora, se eu resistir ao mal, não quero, não quero, não quero. Mal vai e sofrimento vai embora, dor vai
. ensine, fortaleça, esclareça e ele passa e eu saio maior, mais desenvolvida, mais fortalecida. Agora, se eu resistir ao mal, não quero, não quero, não quero. Mal vai e sofrimento vai embora, dor vai embora, não quero, não quero, ele não vai embora, ele vai ficar e e pensa que eu consigo fazer uma barreira para um rio. O rio vai embora? Não, o rio vai juntando, juntando, juntando. A hora que ele conseguir passar por cima da minha barreira, vai ser uma avalanche. É isso que Jesus tá falando. Existe um fluxo. Não interrompa. Não resista. Deixa que aquele rio flua e te ensine o que ele precisa ensinar. Deixa que esse mal passe na sua vida e te transforme naquilo que precisa transformar. E depois isso vai, isso vai, isso passa e você sai maior, mais com, mais fortalecido e com uma compreensão maior da vida. Então não é confrontar, brigar, né? É enfrentar. Eu vou de frente, eu vou entender, eu vou ter coragem, eu vou olhar o que tá acontecendo, eu vou falar a respeito, eu vou pôr as coisas em cima da mesa, eu vou analisar, eu vou encontrar e saídas em frente. É a atitude do herói. O herói enfrenta, ele tá morrendo de medo. Ele não tá preparado para aquilo. Ele vai sair preparado. Mas para isso ele vai ter que ir lá lutar, cair, doer, cicatriz. Aí a hora que termina ele fala: "Pronto, agora sim. Se eu tiver que passar de novo, ah, vai ser bem mais fácil. Mas para eu estar nesse lugar hoje maior, eu precisei enfrentar essa fase anterior da minha vida. Isso é enfrentar. É essa, essa é a jornada heróica da alma. É continuar, é não desistir, é não fugir, é não negar, é não se opor, é não se vitimizar, é ir, ir em frente, enfrentar. Então, na psicologia da gratidão, Joana fala assim, capítulo 6. Toda vez quando surge um conflito que se expressa em forma de aflição e de insegurança emocional, torna-se necessário o enfrentamento lógico e frontal com este, de modo que possa liberar-se, libertar-se mediante o uso da razão e do ajustamento psicológico que se fazem necessários. São distúrbios
, torna-se necessário o enfrentamento lógico e frontal com este, de modo que possa liberar-se, libertar-se mediante o uso da razão e do ajustamento psicológico que se fazem necessários. São distúrbios dessa natureza que empurram pro vício, paraa dependência de drogas aditivas, paraa dissimulação, paraas fugas da realidade como transferência de responsabilidade para os outros. Então, ou eu enfrento, olho, falo, eu vou dar conta, vamos lá, vai doer, mas vai passar, vou sofrer, mas vou crescer, ou eu vou com essa postura, ou eu caio no que ela está falando que eu não quero enfrentar, eu gero distúrbio. Por quê? Porque eu vou cair para uma evitação, daí eu vou fingir que não, nada tá acontecendo, vou tomar alguma droga alucinógena, aí vou ficar rindo e faz de conta que nada tá acontecendo. É, é ilusório isso, porque o problema tá lá, a água tá acumulando, a hora que eu tiver que enfrentar vai ser pior, vai ser maior. Então é ilusão eu achar que eu vou transferir a responsabilidade pros outros, que eu vou disfarçar e fingir que nada tá acontecendo. Não dá pro herói se esconder. Para ele ser herói, ele tem que enfrentar, senão ele vai ser o covarde e ele não vai crescer. Então o herói enfrenta, ele pode ir xingando no caminho, esbravejando, mas vai, vai, cresce, aceita, enfrenta. Esse que é o o o tratamento, a cura vai passar por aí, né? Então, quando a gente fala de cura, eh, eu, eu trouxe aqui uma frase que a gente costuma usar bastante do Yun, que ele diz assim: "Aquilo que você evita, né, nas minhas palavras, aquilo que você evita, que você se nega a ver, que é do seu inconsciente, vai aparecer na sua vida em algum momento e você vai chamar de destino." Então, se eu não olho pros meus conteúdos, se eu não analiso as minhas questões, isso vai ser projetado em algum momento, porque eu vou ter que dar conta daquilo. Ou eu faço por um movimento de convite, parece um sonho, parece um sintoma. Deixa eu analisar isso. Ou eu dialogo comigo, tento me conhecer, o que que tem
nto, porque eu vou ter que dar conta daquilo. Ou eu faço por um movimento de convite, parece um sonho, parece um sintoma. Deixa eu analisar isso. Ou eu dialogo comigo, tento me conhecer, o que que tem aqui dentro? O que que será que isso se refere? A serviço do que vem esse sintoma, o que que ele me pede? Ou eu faço esse movimento? ou isso vai estar no meu caminho ali na frente, porque em uma hora eu vou ter que vou ter que lidar com isso e vai ser uma bomba na minha vida e eu vou chamar de destino. Eh, por que que eu vou chamar de destino? Porque eu sabia que eu tinha que ter trabalhado com isso, mas eu evitei e no fundo eu sei que eu vou me deparar com aquilo. Então eu vou falar: "Ah, eu eu tava destinada a isso". Não necessariamente. Você teve chance de elaborar isso quando era pequeno. Você evitou. você vai encontrar ali na frente, vai ser uma bomba na sua vida e você vai falar que era destino, mas não precisava ser. Então, por isso que a cura é a questão da transformação, da finalidade cumprida. Finalidade do sofrimento é me fazer acordar a respeito de mim mesma para eu me conhecer um pouco melhor, para eu saber que rumo que eu preciso ajustar, para eu poder transformar as minhas atitudes, melhorar a minha conduta e aí pronto, o sofrimento passa e eu saio crescida, eu saio transformada. É para isso, né? Então, quando a gente fala de cura, a gente fala o quê? De transformação. Aí a gente pensa na crisálida, que ela tá lá como lagarta, né? se arrastando. Aí ela tem chance de evoluir, ela tem chance de voar, de sublimar. Para isso, ela passa por um período de constrição, de contrição, de sufocamento, de dor, de de escuridão. Se ela aceita passar por pela crisálida, ela sai depois na forma de uma borboleta. Então, a vida mostra pra gente que é assim, não dá para ser sempre borboleta. A gente vai ter períodos de todos os tipos. Período que eu me arrasto, período que eu me eh que eu me eh vou para dentro para eu elaborar, para depois eu sair transformada, para eu poder evoluir.
eta. A gente vai ter períodos de todos os tipos. Período que eu me arrasto, período que eu me eh que eu me eh vou para dentro para eu elaborar, para depois eu sair transformada, para eu poder evoluir. Isso é movimento. Querer ficar parada só de um jeito, evitando, fingindo que nada tá acontecendo, não ajuda, só atrapalha. Então, eu peguei alguns trechos do livro Desperte e Seja Feliz pra gente finalizar essa reflexão dos dois capítulos 22 e 23. Então, Joana diz assim: "Enquanto houver no ser humano prevalência dos impulsos de violência, de ressentimento, de ciúme, de ódio, de amargura, de mentiras, de maledicências, de calúnias, a problemática da enfermidade nele predominará. É indispensável que lhe ocorra uma mudança de comportamento mental, a fim de que se lhe dê a cura real e se erradiquem os miasmas pestilenciais que intoxicam as células e as debilitam. Então, é indispensável que ocorra uma mudança de comportamento mental para depois ser da vida prática, senão eu vou continuar cultivando esses miasmas, esses registros que me atormentam. E aí você fala assim, tem pessoas que falam assim: "Nossa, faz a vida inteira que eu me deparo com o mesmo problema." E a pergunta é: "E você evitou mergulhar nisso para se transformar uma vida inteira?" E ela continua: "Enquanto não se identifique com o erro e dele se conscientize, assumindo o compromisso de regularização pelo amor, pelo bem, permanecerão os fatores de perturbação ou os degenerativos de difícil superação. A cura real somente ocorrerá do interior para o exterior, do cerne para a sua forma transitória. As curas verdadeiras resultam da decisão superior de encontrar-se e localizar-se, cada qual no contexto do equilíbrio que vige no universo. Então, nem toda dor educa, nem todo sofrimento transforma, depende de como o enfrentamos. Por isso que o evangelho fala do bem sofrer, do bem e do mal sofrer. O bem e o mal sofrer é isso. Não basta você passar pelo sofrimento. Se ele não te fez ter mais consciência, não conhecer
frentamos. Por isso que o evangelho fala do bem sofrer, do bem e do mal sofrer. O bem e o mal sofrer é isso. Não basta você passar pelo sofrimento. Se ele não te fez ter mais consciência, não conhecer mais sobre você mesmo, não mudar de postura, não ter mudanças na sua vida, ele não operou o que ele veio operar. ele vai voltar e ele vai trazer o novo convite. Então, que a gente aproveite cada detalhe, cada sintoma, cada sonho, cada insight pra gente ir para dentro, diluir esses registros que vão aparecer na nossa vida. A gente vai chamar de destino se a gente não cuidar deles com pequenas eh sinalizações. Vai chegar uma hora que ele vai precisar ser tão concreto que vai doer muito. Mas ele apareceu para mim antes em formas mais sutis. Eu é que não tive olho, olhos de ver. Então, vale essa atenção em si mesmo, observando a si mesmo, observando os problemas que acontecem, as dores, as questões, os sofrimentos, os dilemas, porque é a partir deles que a gente tem chance de conhecer um pouco mais sobre nosso mundo íntimo. Eu deixo vocês então com essas reflexões e espero vocês semana que vem, se Deus quiser.
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