A Cultura do Sofrimento Evitado | T10:E05 • Perguntas e Respostas
Neste episódio, Cristiane Beira responde às perguntas dos espectadores sobre os temas abordados nos episódios 1 a 4 da temporada, que analisaram diferentes aspectos da chamada cultura do sofrimento evitado. A conversa retoma reflexões importantes sobre a tendência contemporânea de negar ou evitar a dor, o mito do bem-estar permanente e os impactos emocionais dessa postura. A partir das perguntas e comentários enviados pelo público, o episódio aprofunda pontos centrais dos estudos, oferecendo esclarecimentos à luz da Psicologia Espírita e favorecendo uma compreensão mais consciente das experiências de sofrimento e crescimento interior. Um momento de diálogo e aprofundamento que contribui para ampliar a reflexão iniciada nos primeiros episódios da temporada. 🎙 Série: Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis 🕊 Tema da temporada 10: A Cultura do Sofrimento Evitado 📚 Base: Psicologia Espírita #PsicologiaEspírita #JoannaDeÂngelis #CulturaDoSofrimento #PerguntasERespostas #Autoconhecimento #EducaçãoEmocional #Espiritismo #CristianeBeira #MansãoDoCaminho #DivaldoFranco *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Hoje temos o nosso primeiro encontro sobre perguntas e respostas dessa 10ª temporada. Estamos falando sobre o sofrimento, enfrentando esse tema que a gente procura evitar e fugir. E justamente sobre isso que a 10ª temporada se refere. Por que que a gente evita falar do sofrimento? a gente evita sofrer. Não é um convite ao masoquismo e nem um um romanceamento do tema, mas é trazer consciência pra gente entender, porque de fato, se a gente puder evitar sofrer, eh é para isso que nós estamos aqui, para encontrar alternativas criativas para crescer sem precisar doer. Mas entendendo também que nem sempre nós vamos conseguir. Jesus já nos alertou, no mundo tereis aflições. Então, não vai dar para ter uma vida se esquivando, tangenciando sofrer. Então, por que não olhar de frente e tirar proveito dele? Eh, é é a gente controlar a nossa atitude perante o sofrimento e não sermos controlados por ele. E só tem um jeito da gente fazer isso, que é falando sobre o tema, estudando, pensando, refletindo e trocando. Eu tô muito feliz com a participação de vocês, por esse primeiro episódio, quando eu fui lá colher as as considerações, as perguntas, os comentários. Eu fiquei muito feliz, vocês estão eh eh mesmo participando e isso me dá sentido eh sensação de de missão cumprida. Eu eu estou fazendo o que eu preciso fazer, o que me cabe fazer. Não importa quantas pessoas a gente atinja, mas se a gente conseguir tocar uma que outra ali, parece que nossa vida já tem um um sentido bom de existir, que é o servir. Jesus nos ensinou a servir, a sermos caridosos. Então, eh, eu agradeço pela oportunidade de vocês, eh, nos acompanharem. Tem bastante coisa, ainda não consegui trazer tudo, mas eu li tudo, eu vi tudo e eu trouxe algumas coisas que eu achei interessante pra gente poder trocar. É muita coisa. Então, eu vou direto ao assunto e vou tentar ser mais rápida, porque senão vocês vão ter que ficar comigo aqui 1 hora e meia. Hoje nós
que eu achei interessante pra gente poder trocar. É muita coisa. Então, eu vou direto ao assunto e vou tentar ser mais rápida, porque senão vocês vão ter que ficar comigo aqui 1 hora e meia. Hoje nós começamos com o episódio um, quando a gente trouxe o por evitamos tanto sofrimento. Por que que a gente evita tanto? a gente foge e não é um evitar consciente do tipo, eu não precisava passar por isso, eu não passei é evitar no sentido de fugir, de fingir que não está acontecendo, de tentar desviar daquilo que muitas vezes nos faz crescer. É a ideia do que eu sei que praticar atividade física é bom pra saúde, mas dói, eu não vou. É nesse sentido. Eu sei que aquilo que eu preciso passar, que vai me causar desconforto, mas que vai me trazer grandes benefícios, eu evito. Se eu sei que é pro meu bem. Então, é nesse sentido do por que a gente evita aquilo que nos faz crescer. Só porque, não é só porque, né, vamos combinar que é difícil sofrer, não é não é fácil, mas consciência de que isso vai nos fazer bem? a gente não consegue arranjar aí uma prontidão para enfrentar, pro enfrentamento. Então, a Lúcia, ela nos trouxe uma questão. Uma hora a gente percebe que tudo passa. Olha que que bonito que é isso. Isso é maturidade, né? Por mais que aquilo que está diante de mim vai me dar muita angústia, muita muito incômodo, vai passar. É uma das formas que a gente tem de ter energia para enfrentar, né? Se o processo vai ser longo ou não, vai depender de cada um, da vontade e necessidade de enxergar que a vida continua, né? Então isso é um fato. Obrigada. Uma consideração ótima. Isso é uma daquelas frases que a gente pode pôr aí à vista pra gente recordar sempre, né? Eu lembrei também da frase da mãe do Chico Xavier quando ele estava lá lamentando no na das dificuldades dele. Era uma criança ainda tendo que enfrentar um monte de coisa e a mãe dele fala eh mediunicamente, né, filho? Isso também vai passar. Isso também vai passar. As coisas passam. O mundo material é passageiro, é transitório. Nós estamos aqui como se a
onte de coisa e a mãe dele fala eh mediunicamente, né, filho? Isso também vai passar. Isso também vai passar. As coisas passam. O mundo material é passageiro, é transitório. Nós estamos aqui como se a gente tivesse feito um mergulho e a gente vai e a gente vai sair. Aqui não é o eterno, aqui não é o perene, aqui não é o para sempre. O para sempre é no plano espiritual. A eternidade, aquilo que fica é espiritual. A matéria passa, então tudo, tudo aqui passa, tanto as conquistas, as glórias. Hoje eu estou em alta, as pessoas estão me aplaudindo, amanhã eu estou lá embaixo sendo perseguida. A gente sabe dessas altos e baixos, da transitoriedade das coisas, né? Então é é sobre isso e é um argumento bom pra gente enfrentar as dificuldades. Vai passar e se eu tiver força para suportar, eu vou crescer. Mas se eu quiser ficar fugindo, evitando, fingindo, desviando, vai passar a oportunidade e eu não vai doer e eu não vou ter tirado proveito. É essa é a raiz do nosso estudo dessa temporada, é a gente tomar consciência de que a gente não consegue enganar ludibriar, desviar das leis divinas. Elas estão aí. Não adianta eu brigar com a lei da gravidade, da movimentação dos corpos. funciona, eu queira ou não, é melhor para mim se eu entender como funciona para tirar proveito disso, né? Dói menos quando a gente aceita e interage com aquilo. O diácono Rossi também nos trouxe observa que a cultura do escapismo da dor está profundamente enraizada e é cultivada desde a infância. Quantas vezes vemos crianças que caem, se machucam e logo alguém apressa sem dizer: "Não foi nada". ou crianças frustradas que imediatamente são distraídas comidas, né, ou colocadas diante de uma tela. Enfrentar a dor tem se tornado cada vez mais difícil e precisamos nos vigiar constantemente para não cairmos nesse padrão de fuga. Acredito que isso aconteça com mais frequência do que percebemos. Por isso a importância do autoconhecimento. Obrigado por mais uma aula maravilhosa. Eu agradeço pela sua participação. Você
o de fuga. Acredito que isso aconteça com mais frequência do que percebemos. Por isso a importância do autoconhecimento. Obrigado por mais uma aula maravilhosa. Eu agradeço pela sua participação. Você traz um português aqui entre, entre parênteses, um português muito lindo. Parabéns por ser a sua segunda língua, porque eu sei que é. E você tocou num ponto que eu eu que sou da educação, fiquei pensando como eu mesma nisso. Então, obrigada, Diácomo, porque é é realmente isso, a educação, né, do hábito, da forma como lidar com a dor, ela não começa na nossa fase adulta. Não foi como adulto que eu aprendi a reagir, a re a me posicionar frente à dor. Isso vem sendo instalado desde quando eu, desde antes, né? desde quando eu já era espírito em outras vidas, porque eu carrego os padrões, os condicionamentos, os atavismos das vidas anteriores. Mas chegando nessa reencarnação, a gente tem lá o vel do esquecimento. E a gente tem um período que os espíritos explicam que esse período da infância, principalmente a primeira infância, mas estendendo até a segunda parte dessa adolescência, nós estamos mais suscetíveis às influências. Essa é a palavra que os espíritos explicam lá no livro dos espíritos. Estamos mais suscetíveis. Então, ainda que eu carregue de vidas anteriores padrões, condicionamentos, eu costumo agir assim diante de tais e tais situações, estando suscetível à influência, eu consigo captar, internalizar, interiorizar novos padrões, novos hábitos. E depois quando depois da adolescência em que eu começo a tomar mais consciência de mim enquanto espírito, ou seja, os padrões e condicionamentos afloram novamente, eu tenho agora pelo menos um diálogo para estabelecer. É como se eu falasse: "Ah, em termos de vidas anteriores, eu tendia a fugir do sofrimento, mas nessa vida, pela minha infância, os exemplos que eu tive, a educação que eu recebi, aquilo que eu observei, eu aprendi a enfrentar. Então agora é como se eu tivesse dois eus, tem um que quer fugir e o outro que fala:
minha infância, os exemplos que eu tive, a educação que eu recebi, aquilo que eu observei, eu aprendi a enfrentar. Então agora é como se eu tivesse dois eus, tem um que quer fugir e o outro que fala: "Não precisa fugir". Aí eu ponho eles para dialogar e eu tenho chance de me tornar uma terceira pessoa, ou seja, a que era anterior, somada com essa que a minha educação me ofereceu, eu tenho o jeito de me transformar e conseguir me melhorar. Esse é o plano divino. Então, foi muito boa a sua lembrança. Obrigada. Porque eu, como a gente diz, comi bola nisso, né? Eu deixei passar. Então, o a forma da gente enfrentar o sofrimento já começa na infância. E é o que o diácono disse. Se eu não deixo o meu filho se frustrar, aquele aluno meu se frustrar, se eu não deixo ele sentir dor, eu corro para tirar ele da dor, eu já tô dizendo para ele: "Olha, criança, é assim que a gente faz. Lá na frente, quando você for visitado por dor, por dúvida, por medo, ó, fuja, olha pro outro lado, vai fazer outra coisa, se distraia, vai comer. Essa história do comer a gente já ensina a compulsão. Você tá, você tá desconfortável, mas se você comer um doce, vai te dar um pico de prazer. Você vai receber a serotonina, endorfina, nem sei o que que é, e você vai ter um momento de prazer. Então, a gente ensina as fugas. Então, muita atenção. Quando a gente lida com criança, não é para expor a criança, mas é para apoiá-la no enfrentamento. É para falar daquilo. Você tá, tá doendo, filho. O que que tá sentindo? Como é que é? Então, isso acontece, mas a gente juntos vai superar, as coisas vão dar certo, a gente vai conseguir. É mostrar para ele que a gente precisa viver aquilo que é desconfortável, que não vai durar para sempre, que com ajuda a gente vence. Isso é mensagem para enfrentamento da dor. E a gente não tem hábito de fazer isso. A gente vem eh eh sendo condicionado, porque os pais faziam isso, de fazer essa história. Ah, antes de casar Sara, né? Ah, essa daí já passou, já passou, já passou. Ah, vamos
tem hábito de fazer isso. A gente vem eh eh sendo condicionado, porque os pais faziam isso, de fazer essa história. Ah, antes de casar Sara, né? Ah, essa daí já passou, já passou, já passou. Ah, vamos tomar um sorvete que você que você esquece. É mensagem que a gente passa. Se tá doendo, esquece. Se tá doendo, distrai que passa, né? Então, culturalmente a gente não prepara. Aí tem um perfil que se eh que se denomina, né, comunidade 40 mais. Eu fiquei interessada. Percebem que o meu já é 50 mais, né? Depois você conta o seu nome pra gente. Mas essa pessoa disse assim: "Mais uma temporada oportuna, gratidão. Entendo o sofrimento com muita complexidade, nos propondo uma interconexão de saberes. A vida contemporânea está muito desconectada dos próprios sentidos. Assim, não conseguimos acessar com maturidade o sentido do sofrimento em nossa existência. Lembrei muito de Víctor Franco nesse episódio quando ele nos diz, né, no seu livro Em Busca do sentido, que há sentido no sofrimento, nos motivando a enfrentar, aprender, amadurecer com o sofrimento. Mais uma vez gratidão pela oportunidade preciosa de aprender com o sofrimento e estar em contato com as obras da queridíssima Joana de Angeles. Bom, comunidade 40 mais eu agradeço e de novo fiz uma meia culpa do tipo, como que eu também não trouxe isso no primeiro episódio, que a gente precisa relacionar o o sofrimento com o sentido para dar sentido ao sofrimento e isso servir de apoio, de sustento pro nosso enfrentamento. Se eu não entender, se eu não entender que existe um para que no sofrer, fica difícil de eu encontrar um como eu vou superar isso. Se eu consigo entender que vai ter um ganho, um benefício na minha vida, que eu vou sair mais forte, eu vou resolver um problema, eu vou me livrar de um de uma dívida passada, eu vou aprender, se eu não entender que tem algo que eu ganhe ali na frente, que tem que ser um ganho interno, não é ganhar chocolate nem promoção, se eu suportar o assédio do meu chefe, não é esse tipo de
u aprender, se eu não entender que tem algo que eu ganhe ali na frente, que tem que ser um ganho interno, não é ganhar chocolate nem promoção, se eu suportar o assédio do meu chefe, não é esse tipo de ganho, né? Mas um ganho real em que eu cresço com aquilo, vai ficar difícil da gente encontrar um, né? Como é que eu vou superar isso? Se para que só o sofrer pelo sofrer, não, isso é masoquismo, né? Então, muito obrigada porque você realmente trouxe um, você acrescentou e trouxe Victor Frank com seu livro em busca do sentido e ele nos mostrou porque o sofrimento que ele enfrentou é um dos maiores que existe. Ele perdeu durante o holocausto praticamente a família inteira. A família inteira foi morta pelo nazismo, né, pelo regime da época. E ele passou por vários campos de concentração. Então a gente consegue, não consegue imaginar o que que ele sofreu em termos físicos, emocionais, morais. E ele cria a logoterapia, que é essa terapia com base na busca do sentido, pela sobrevivência dele. Foi como ele conseguiu sobreviver, porque ele tinha um para que sobreviver, porque ele queria contar pras pessoas o que foi, ele queria ensinar as pessoas como superar. Então ele viu outros colegas que passaram pelo que ele passou, que tinham muito mais condição física de sobreviver que ele e que se entregaram porque perdeu o sentido da vida, não tem mais nada que me reste e eles morreram logo. E aquelas pessoas que tinham para que eu preciso sair daqui porque eu preciso encontrar alguém que que eu amo que tá lá fora, essas pessoas que encontraram sentido, elas conseguiram sobreviver, né? Então tem tudo a ver mesmo. O sofrimento precisa ser compreendido, precisa trazer pra gente um sentido pra gente ter mais força para superá-lo. Aí a Vera Pais, que tá sempre com a gente diz: "Ai, Cris, que legal, assisti agora." Acho que ela assistiu um pouco depois, né? Não foi ao vivo. Esses encontros, os estudos, as releituras têm me ajudado muito. Você falou sobre duas polarizações. Precisei do vigiar um pouco mais a mim
Acho que ela assistiu um pouco depois, né? Não foi ao vivo. Esses encontros, os estudos, as releituras têm me ajudado muito. Você falou sobre duas polarizações. Precisei do vigiar um pouco mais a mim mesma, né, para não ser uma torre repetidora de sofrimento e também não ser instrumento de escutas eh repetiva repetitivas que por vezes acabam nos puxando de volta. É, se não ligar o alerta, né, e por ter a ilusão de estar ajudando a pessoa, a gente tende a continuar a escuta, que ao meu ver pode até travar a nossa própria evolução. Daí buscar o equilíbrio, né, e trabalhar, não sentir a culpa é um ponto. Viver traz consigo inevitavelmente também o sentir dor. E trazer esse assunto vai me ajudar, porque todos temos os dias sim e os outros não. Obrigada mais uma vez, Cris. Gosto sempre de pontuar a diferença que é reler contigo, Joana. Obrigada. Você me ajuda a internalizar as cutucadas profundas dela. Joana sende Joana, né? Mas Joana colhe também. Oa, põe põe no colo. Bom, então obrigada pela sua consideração. Eu estou chegando à conclusão que daqui a pouco eu me torno muito desnecessária, porque vocês estão trazendo pontos que vocês já podem trazer esse serem os coordenadores do do grupo da da Joana. Eu fico muito feliz porque são considerações profundas mesmo. Então a gente tá junto. Eh, e o que que você trouxe que eu achei bastante interessante, Vera, foi a questão do ter viver com consciência. É, é isso. A gente a gente viver o que que é o melhor, a melhor postura que a gente pode ter na Terra. É ter consciência. Quando a gente estuda sobre o livre arbítrio, a gente chega a conclusão, eu tenho uma amiga que a gente sempre debate sobre isso, a gente chega a conclusão, a gente se pergunta: "Mas cadê esse livre arbítrio?" Por quê? Porque a gente sabe que que o inconsciente é tão poderoso, ele vive tanto através de nós, a partir desses conteúdos que a gente repete, como ela diz aqui, a torre de repetição, quem são esses conteúdos, né? aquilo que está nas nossas, no nosso inconsciente,
, ele vive tanto através de nós, a partir desses conteúdos que a gente repete, como ela diz aqui, a torre de repetição, quem são esses conteúdos, né? aquilo que está nas nossas, no nosso inconsciente, na sombra, os nossos complexos que que constelam e roubam a nossa consciência. Daqui a pouco eu tô falando o que eu não queria falar, eu não estou fazendo o que eu jurei que eu ia fazer, eu não dei conta, quando eu vi, eu fiz tudo errado. Sabe essa ideia de que a gente pergunta, por que que eu agia assim? Eu queria fazer uma coisa e fiz outra, né? complexos, os conflitos, os traumas que nos travam, que não nos deixam fazer aquilo que a gente queria, a gente não consegue. Os próprios condicionamentos de vidas passadas, né, os padrões, os padrões sociais, culturais, familiares, tem muita coisa no nosso inconsciente. Então, quando a gente vai estudar na neurociência, os autores dizem que 98, 95, eles ficam entre essa cifra, mas é muita coisa. 98% das nossas atitudes, elas são condicionadas, elas não são tomadas conscientemente pelo livre arbítrio. Elas são repetições, são padrões, elas brotam como reações. Então a gente fala: "Mas cadê meu livre arbítrio?" Por que que o que que é ter livre arbítrio? É o que a Vera disse, é a gente viver com atenção pra gente poder escolher como como reagir, ou seja, agir, porque o reagir já é um condicionamento que aquilo que me afetou eu já reajo sempre da mesma forma. é quase que automático, é um automatismo, é um atavismo. O livre arbítrio é aqueles segundos quando eu não reajo e eu consigo parar e falar: "Não, deixa eu ver o que que eu quero fazer". E para isso eu preciso estar atenta, estar consciente, prestar atenção para não ir distraída, porque daí o inconsciente rouba e eu vou vivendo de automatismo em automatismo, de repetição em repetição, né? Então esse é o ponto central. Pra gente não fazer aquilo que a gente tem feito, sendo que a gente poderia agir melhor, eu preciso não deixar a repetição acontecer automática. Como atenção para eu ver esse momento,
o ponto central. Pra gente não fazer aquilo que a gente tem feito, sendo que a gente poderia agir melhor, eu preciso não deixar a repetição acontecer automática. Como atenção para eu ver esse momento, eu conseguir enxergar esse momento em que a reação vem. Então, a pessoa me falou de um assunto que eu sei que eu fico nervosa quando toca nesse assunto. Eu fui reagir falando aquilo que eu sempre falo, que é soltando os cachorros e eu consegui ver eu fazendo isso. Eu eu vi, aí eu segurei. Ai, tá vendo? Dessa vez eu não reagi. Deixa eu prestar atenção. Deixa eu ver como eu quero falar com essa com essa pessoa, como é que resposta quero dar. Isso é uso do livre arbítrio e a gente consegue estender isso quanto mais atenta eu fico com relação a mim mesma para eu não viver reproduzindo comportamentos, mas para eu adquirir novos hábitos é só prestando atenção. Senão eu vou fazer aquilo que eu tenho feito sempre e continuo num mesmo lugar. O Demétrio, que também tá sempre com a gente, disse: "Creio que o espírito desta abordagem seja algo como entendendo e enfrentando o sofrimento ou até olhando com sabedoria o sofrimento. Estamos juntos nessa nova temporada. Obrigada, Demetro. Gostei do seu slogan. E é realmente isso, é entender e enfrentar. Como entender e como enfrentar, né? é olhar com sabedoria o sofrimento. É falar sobre o sofrimento. É ter coragem de mergulhar no tema, é saber encontrar as perguntas certas. As perguntas certas movimentam energia interna, energia psíquica. E a energia psíquica movimentando faz com que a gente tenha a chance de encontrar respostas criativas, senão a gente cai no mesmo. O que que é esse mesmismo? Ah, sempre que acontece isso, que que eu posso fazer? É a nossa expressão. Que que eu posso fazer? Ou eu faço isso ou eu faço aquilo. Ah, mas o que que você queria que eu fizesse? É isso ou aquilo? E o Yung fala que a terapia, o autoconhecimento, a busca, a individuação, ela vai nos oferecer oportunidades de encontrar essa terceira alternativa criativa. Não tem só esse
fizesse? É isso ou aquilo? E o Yung fala que a terapia, o autoconhecimento, a busca, a individuação, ela vai nos oferecer oportunidades de encontrar essa terceira alternativa criativa. Não tem só esse jeito. Mas você queria o quê? Que eu ficasse quieta? Eu não fiquei quieta, eu falei mesmo. Falei tudo. Só tem duas chances. Não dá para você ficar quieto um pouquinho, pensar no que falar e na hora de expor falar de um jeito que seja mais acolhedor pro outro receber. Não tem só um jeito de se calar ou soltar os cachorros pro outro. E a gente sempre a gente tem esse hábito de, né, de com frequência polarizar as ações. Ah, mas o que que você queria que eu ficasse lá? Eu não. Virei as costas e fui embora. Não tem outra coisa entre as entre as duas entre os dois polos. E aí o Yung fala que a pessoa que tem consciência, ela vai se questionar. Não vou ficar aqui escutando esse monte de coisa porque tô sendo ofendida, mas também não vou virar as costas embora. Eu vou ficar e vou me posicionar. Não que virar as costas ir embora ou ficar quieto também não seja de vez em quando a a inteligente. A alternativa criativa que não seja a melhor, pode ser. Tem situações que é melhor ficar quieta e tem situações que é melhor ver as costas embora, mas não tem só essas duas, existem outras que eu posso criar. Naquele momento eu fiquei quieta, esperei acalmar, dali uma meia hora eu voltei no assunto. Ou naquele momento eu fiquei quieta, no dia seguinte eu chamei para uma conversa, fomos almoçar junto, ou virei as costas naquele dia porque senão ia dar briga, mas no dia seguinte eu chamei: "Tem 1000 situações que a gente pode criar, né?" Eh, aí para finalizar esse episódio um, a gente, eu trouxe mais duas, dois duas participações. Marcos Santos diz: "Oi, Cris, associei o tema da sua fala ao Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 5 e tem 18". É o capítulo 5 inteiro, porque o capítulo 5 é sobre sofrimento. É um dos maiores, é um dos mais visitados, é um dos mais necessários, é um dos que mais dá
Segundo o Espiritismo, capítulo 5 e tem 18". É o capítulo 5 inteiro, porque o capítulo 5 é sobre sofrimento. É um dos maiores, é um dos mais visitados, é um dos mais necessários, é um dos que mais dá sentido pra nossa existência. Bem-aventurados os aflitos, né? Mas o item 18 ele fala que o desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio paraa alma. Contudo, não basta. É preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Muito obrigada, Marcos. Eu falei, gente, vocês estão alunos, nota máxima. Eu achei super interessante isso, Marcos, porque quando a gente sofre, a gente muitas vezes recorre a Deus, né? Daí a gente lembra, a hora que tá tudo bem, a gente vai vivendo a vida. Na hora que o negócio aperta, o calo, o calo dói, aí a gente para e lembra de orar, de pedir ajuda e tudo mais. Mas a nossa postura ainda é uma postura ancestral de negociação. E quando não de negociação, de depósito, como se tivesse a tal, o tal do Salvador. E é perigoso esse lugar. Por quê? Porque a gente se isenta. Muitas vezes a nossa relação com a fé é algo do tipo, não, eu tô orando muito, Deus vai cuidar, Deus vai prover. Ele vai, como ele já faz isso. Agora, não é? Parece que lá no fundo tem uma tem uma sensação do tipo, eu já entreguei, a gente fala, eu entreguei na mão de Deus. De vez em quando é a melhor situação, porque você já esgotou as suas. Daí, a partir daqui, Deus vai fazer o que for melhor. Mas a gente já adota isso no primeiro momento. Apareceu um problema. Ah, eu já orei, entreguei para Deus. Mas mas e você não vai fazer nada. Você não vai se movimentar, você não vai refletir, você não vai tentar imaginar uma uma situação, você não vai se movimentar. O sofrimento vem para você sair do lugar. Ele vem como um convite para transformação. Qual é a o lugar de Deus nessa história de apoio? de sustento, de inspiração, de orientação, né? Então, Deus vem nos dando força para a gente fazer esse enfrentamento. Não é uma questão de eu sento porque eu
a o lugar de Deus nessa história de apoio? de sustento, de inspiração, de orientação, né? Então, Deus vem nos dando força para a gente fazer esse enfrentamento. Não é uma questão de eu sento porque eu entreguei para Deus, ele vai resolver. Então, cuidado, porque é isso, né? A fé é é é uma coisa que parte de mim. Jesus falava: "Você quer que eu te cure?" "Eu quero." É, foi sua fé que te curou. Era como se ele tivesse falado: "Eu sozinho não posso fazer nada". Porque seria uma intromissão. Seria uma intromissão se eu fosse te curar sem que você quisesse. Eu respeito seu livre arbítrio. Então você faz sua parte e eu faço a minha. Então é assim que funciona a lei divina. É a partir do nosso acionamento. Quando Deus nos deu o livre arbítrio, ele entregou nas nossas mãos o quanto a gente quer a afinidade com ele, a participação dele e e essa união com Deus está nas nossas mãos. Então, trabalhar com fé diante do sofrimento é a gente entender que a gente sozinha vai ser mais difícil. Então, a gente pede ajuda para que Deus venha, mas a tarefa é minha, não é dele. A tarefa é minha. Quem precisa crescer sou eu. E um último comentário, hum, Rald Ralde de Marim, alguma coisa assim, ou Rovalde Marim. Roval de Marim, talvez seja. Que felicidade poder estar mais uma temporada contigo, Cris. Muito obrigada. E eu também fico feliz por sua sugestão. Comprei o livro Goro, o O Corpo Guarda as marcas do Dr. Bessel Vaner Colk. E que aula sobre traumas é, eu falei, eu falei, esse livro me impactou muito. Eu fiquei digerindo ele um tempão até hoje. Confesso que algumas vezes fechei o livro para não chorar. Eu eu sei, eu imagino. Eu também. Toca o fundo da alma e vai na parte mais sensível. Gratidão pelo tanto que nos auxilia. Que Jesus retribua sua generosidade. Obrigada. Grande beijo no coração. Ah, Rosângela, desculpa, seu nome tá aqui. Rosângela. Tadacuma, Valdemarim de São Paulo capital. Obrigada, Rosângela. Eh, eu fico muito feliz com esse tipo de feedback, porque de novo, eu volto
ração. Ah, Rosângela, desculpa, seu nome tá aqui. Rosângela. Tadacuma, Valdemarim de São Paulo capital. Obrigada, Rosângela. Eh, eu fico muito feliz com esse tipo de feedback, porque de novo, eu volto falar, parece que reforça o sentido do nosso encontro. É um encontro que a única intenção que eu tenho é abrir espaço para transformação. É aquilo que a gente quer pra gente. A gente gosta que o outro também aproveite. Joana foi transformadora na minha vida, foi revolucionária. Revolucionária. Ela junto com Divaldo, eu posso dizer que tem a minha vida é um marco e ela junto com ele e eh me colocaram nesse caminho que eu só tenho agradecer. Então, a gente saber que estamos juntos se afetando uns aos outros me enche de alegria. Então, Rosângela, muito obrigada e continuo esperando você. Essa história de traumas realmente acho que é o é o ápice do sofrimento, né? Porque é um sofrimento que já tá instalado antes do do antes de acontecer, ou seja, já tem uma dor aqui. Aí qualquer coisa de fora aciona essa dor. Então você viver carregando algo que te traumatizou não é fácil, porque é eh essa lente que a gente põe quando a gente tem traumas, ela ela define nossa vida. Então ela rouba um pedaço da vida. Eu vou olhar pra vida com desconfiança. Eu vou estar sempre esperando alguma coisa acontecer, eu tô já estou machucada. Qualquer coisa que me chega dói mais do que deveria. Então é muito acolhimento que a gente precisa dar para quem carrega traumas, né? E eu vou terminar esse primeiro episódio. Os outros eu vou ter que correr mais, gente, né? Com o resumo da Elô, nossa querida companheira aqui de Amparo, que assiste depois ela oferece pro nosso grupo de estudos, ela oferece um resumo e aí eu tenho trazido esse resumo e ela diz assim: "Por que evitamos sofrimento, medo, imaturidade, falta de coragem? Sofrer não é castigo, punição, mas é uma ferramenta para evolução. Quando ou ressignificamos, temos a tendência de polarizar a situação ou ser vitimado ou evitando sofrer. Emoções devem ser
e coragem? Sofrer não é castigo, punição, mas é uma ferramenta para evolução. Quando ou ressignificamos, temos a tendência de polarizar a situação ou ser vitimado ou evitando sofrer. Emoções devem ser vividas, sentidas e não camufladas. Sofre, sofrer faz parte do reino da terra. É pedagógico, é saudável. Reclamar, xingar, se somatiza e adoece o corpo e a mente. Enfrentar, mergulhar na dor, ter coragem com equilíbrio, transforma e amadurece. O livro de apoio, Plenitude. Excelente tema escolhido pela temporada, Cris. Já cheguei a agradecer algumas dores que passei. Me fez ser uma pessoa melhor e mais resiliente. Entendi que Jesus já traçou o plano com sabedoria. Cabe a nós segui-lo. No mundo tereis aflições. Eu lou ser brilhante no seu resumo. Muito obrigada. Agora vamos para o episódio dois. Então o episódio dois nós chamamos de a dor virou falha pessoal. E a gente trouxe essa voz cultural que diz que quem sofre é porque tem defeito, como se fosse possível não ter defeito nesse sentido de imperfeição no grau de evolução que a gente está. Mas a gente é muitas vezes hipócrita ou ignorante e a gente às vezes lê. A gente tem dó do que sofre, como se ele fosse menor, inferior à gente, né? E no mundo tereis aflições. Então, cuidado com essa história de associar que se eu estou sofrendo, eu sou menor, eu sou inferior. Então, eu vou esconder o meu sofrimento para as pessoas não descobrirem minha falha pessoal. O Demétrio traz assim: "Se considerarmos que necessariamente sofrimento não é doença, em algumas situações podemos considerar que seja um caminho que nem sempre pode ou deve ser evitado. Sim, Demetro, é sempre um caminho. É sempre um caminho. Ele não é outra coisa. Não é punição, ele é um caminho, é simplesmente um tipo de lição que dói. A gente não tem coisas na terra que a gente faz e que faz crescer. Algumas são confortáveis e outras são desconfortáveis, mas ambas nos arremessam para lugares melhores. Sim. Se, por exemplo, eu amo ã música, eu vou aprender piano e eu eu desfruto
e que faz crescer. Algumas são confortáveis e outras são desconfortáveis, mas ambas nos arremessam para lugares melhores. Sim. Se, por exemplo, eu amo ã música, eu vou aprender piano e eu eu desfruto daquilo. Eu gosto, aquilo me dá prazer, eu vou aprender balé, aquilo me dá prazer, mas tem coisas ainda que doa, ainda que doa, mas tem coisas que eu vou fazer que eu não gosto. E eu que eu preciso fazer do mesmo jeito. Eu vou fazer balé, eu pessoalmente amo. Oi, eu é muito desafiador, mas eu saio realizada. Mas tem outras coisas que eu preciso fazer. Musculação. Eu faço, mas eu não gosto. Aquilo é desconfortável e eu faço os dois. É isso. Na terra tem situações em que a gente vai viver e que a gente vai sair flutuando e crescendo. E tem coisas que a gente vai fazer porque precisa ser feito, mas a gente não gosta. E a gente faz do mesmo jeito. Eu vou me alimentar. Tem alimentos que eu eu alimento, eu me alimento aquilo que me faz bem, tá bom? Consigo já fazer isso. OK. Tem coisas que eu como e sinto prazer e aquilo me faz bem. Tem coisas que eu como, eu não sinto prazer, mas eu como porque aquilo me faz bem. É isso que é o sofrimento. Tem coisas que a gente aprende e por algum motivo pessoal a gente já curte e tem coisas que a gente faz por dever. Todos são caminho para evolução. O caminho é um, desculpa, o sofrimento é um caminho paraa evolução. Ele vem às vezes no sentido da gente resgatar, ou seja, refazer o que fez errado. Outras vezes ele vem como desafio frente ao novo. Mas a proposta dele é que ele é sempre uma forma de transformação. Não é fim, ele é meio. E sendo meio, ele é caminho. Jesus já disse: "No mundo teris aflições, então o Demetro não vai dar mesmo para passar na Terra sem ser visitado de vez em quando por dores, sofrimentos e aflições." Esse episódio dois foi só o do Demétrio que eu trouxe. Então eu já traz já trago aqui o resumo da Elô. Ela ela traz assim pra gente: "A dor virou falha pessoal, não devemos negar o que nos faz mal. A dor nos ajuda a evoluir e superar os
rio que eu trouxe. Então eu já traz já trago aqui o resumo da Elô. Ela ela traz assim pra gente: "A dor virou falha pessoal, não devemos negar o que nos faz mal. A dor nos ajuda a evoluir e superar os dramas da carne. A dor é um reflexo das ações da vida que temos e o sofrimento é a lição. Só será falha pessoal para quem vive em ilusão, porque o mundo é meio, não é o fim. Fugimos da dor para não acordarmos. Seguir Cristo não nos exenta de crescer, sofrer. Quando entendemos que a dor é um trampolim e o sofrimento é dos eleitos. Com força, garra e o alinhamento de dentro para fora, venceremos. O autão, autoamor nos ajudam a superar e enfrentar as dores com menos cobrança, porque sofrer é condição da natureza e enfrentar as sombras faz parte da evolução espiritual. Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta. Ela trouxe essa frase do Yung. Desperta, ó tu, que dormes. Essa frase está no Evangelho. Olhar mais pro espiritual e menos pro material gera crescimento. Maravilhosa reflexão. Obrigada pelo seu resumo, Elô. Então, nesse episódio dois, a gente trouxe esse alerta, esse esse esse convite para que a gente não caia nesse padrão social de fingir que não sofremos para que não ficar feio na fita. Ninguém quer pôr postagem na rede social sofrendo. A gente quer pôr tudo aquilo que causa admiração, até inveja, né? Então, existe uma cultura do esconda o lado ruim, esconda a sombra, mostre só aquilo que pode ser projetado na luz. Cuidado, porque isso é uma fuga da realidade. E a gente precisa viver a luz e a sombra, precisa viver o dia e a noite. E a sombra, a dor, o sofrimento traz grandes oportunidades de crescimento. Então, não vamos deixar a cultura nos fazer, nos condicionar para fingirmos que não tá acontecendo o que é ruim, porque pode falar que eu sou incapaz, incompetente, imperfeita. Eu sou incapaz, eu sou incompetente, eu sou imperfeita. senão não estaria na Terra, no mundo de provas e expiações. Então, vamos assumir a realidade e não termos vergonha disso.
ompetente, imperfeita. Eu sou incapaz, eu sou incompetente, eu sou imperfeita. senão não estaria na Terra, no mundo de provas e expiações. Então, vamos assumir a realidade e não termos vergonha disso. Agora vamos para o capítulo três, pelo episódio 3, o mito do bem-estar permanente, que é outro mito da sociedade atual. Uma, o que a gente falou no episódio dois, esconda a sua imperfeição para ninguém saber. Você tem que ser bonita, perfeita e tá sempre indo bem. E o outro é você tem que estar sempre bem. É o mito do bem-estar permanente. De novo, é um outro jeito da gente esconder a sombra. A Simônica Ileia, que tá sempre com a gente, diz: "Quando esquecemos de cuidar da nossa essência, acabamos criando um personagem para caber no mundo, né, na sociedade, nessa sociedade doente." A consequência disso são doenças de toda ordem. É bem isso, Simone. E Ung alertava para esses sintomas decorridos da vida não vivida. Aquilo que a gente reprime, aquilo que a gente evita, aquilo que a gente esconde. Isso ganha força no inconsciente. Fica sob pressão, que nem uma panela de pressão. Uma hora aquilo explode, aí a gente não dá conta. É melhor a gente lidar com a coisa quando ela tá fora que eu vejo, que eu posso lidar, que eu posso conversar, refletir, encontrar soluções, do que pegar tudo isso, engolir, joga lá para dentro do inconsciente, faz e conta que não acontece e aquilo começa a ferver, aquilo ganha pressão. Quando aquilo explode, eu não dou conta, aquilo me toma e aí eu passo a ser vítima de mim mesma, né? Então, cuidado com essa vida não vivida. Não tem sentido a gente forçar a nossa vida a caber naquilo que não nos cabe. Isso é uma auto hã é um é uma autoviolência. Eu me forçar a fazer parte de grupo só porque eles estão em alta. Eu me forçar a ser de um jeito que não cabe, não é a minha essência só para ser para ganhar curtidas. Cuidado com isso, porque é uma violência é um é um desrespeito, é um abuso de si mesmo, né? Então precisamos ter coragem. de sim viver no mundo,
ão é a minha essência só para ser para ganhar curtidas. Cuidado com isso, porque é uma violência é um é um desrespeito, é um abuso de si mesmo, né? Então precisamos ter coragem. de sim viver no mundo, respeitar a cultura, inclusive se apropriar dela, mas nunca ferindo a nossa própria essência. A Mônica Massa Rud disse assim: "Às vezes o sofrimento da gente não é entendido pelos outros, né? Uma dor crônica, por exemplo, há sempre alguém definindo um comportamento ou dando uma receita. Eu lembro do Divaldo falando já no final da vida dele, quando ele começou a ter algumas questões físicas que faz parte, né, da natureza na idade avançada. E ele falava: "Nossa, cada um que chega aqui me dá uma receita. Se eu for seguir todo mundo, eu não sei como é que vai ser. Todo mundo quer ajudar, porque a intenção é boa, né? A gente quer ajudar, a gente quer poupar do sofrimento, a gente quer se sentir útil. É muito ruim você ser impotente, né, frente à dor do outro e você ficar assistindo. Mas aí a gente cai nesse outro esquema, né, que é ã eu tô querendo tirar a minha dor, né? Então, tô vendo alguém que eu amo sofrer, eu não quero, eu não quero sentir essa dor. Então, eu quero dar uma receita, eu quero que ele faça alguma coisa para ele deixar de sofrer. Então, isso acontece muito mesmo, apesar de ter intenção ser boa, né? E eu lembrei também daquilo que o diácono trouxe lá. A gente faz isso desde a infância, né, que é a história do ai não foi nada, não foi nada ou toma isso daqui que passa. A sensação é essa, né? Pronto, me livrei. E e não é, tem às vezes às vezes o melhor conselho que a gente vai dar é: "Tenha paciência, eu te ajudo a passar, vamos, eu carrego esse fardo junto, vai dar certo, vamos viver um dia de cada vez, né? Fica, eu tô falando fica e enfrenta." Eu não estou falando toma essa receitinha logo que que vai passar, porque daí eu vou embora para minha casa como se eu tivesse resolvido o problema, né? Eu vou embora, pronto, eu já expliquei para ele o que ele tem que fazer, eu saio aliviada. E
o que que vai passar, porque daí eu vou embora para minha casa como se eu tivesse resolvido o problema, né? Eu vou embora, pronto, eu já expliquei para ele o que ele tem que fazer, eu saio aliviada. E nem sempre isso é o é o melhor, né? Então, cuidado pra gente não minimizar. a o sofrimento e a dor. A Fernanda Assunção diz: "Cris, amei o tema desta temporada. Meu exercício diário tem sido paciência no meu processo de mudança. Tenho que lembrar diariamente que leva tempo e para isso é preciso estar no mundo sem ser do mundo, né? Essa visão tem me trazido leveza. Muito obrigado por estar comigo nesse processo. Eu é que agradeço pela sua pelo seu depoimento, Fernanda. Muito gostoso escutar e saber. Me faz muito bem, né? O livros, o livro Plenitude, que a gente já trouxe, a, a Elô lembrou, ele é esse tratado sobre o sofrimento, né? E ele nos leva justamente a essa constatação de que a vida fica mais leve quando a gente muda nosso olhar para as dores e os sofrimentos. Quando a gente enriquece o sofrimento no sentido negativo, a gente potencializa quando a gente olha para ele com medo, eu quero me afastar, eu quero. Quando você só relaxa, as coisas vão, eh, fazendo uma analogia boba, né? Mas sabe quando a gente vai entrar numa montanha russa, para quem gosta, né, da desses e dessas brincadeiras mais radicais, a gente vai entrar numa montanha russa. Vamos supor que você está confiante que aquilo lá é seguro, né? Que você tá protegida, não vai ter risco nenhum. Se você entra nela, quando você já tá lá equipada e ela começa a se movimentar, sua cabeça vai definir tudo. Se você entra numa coisa do pensando bem, eu não queria, o coração dispara, você fica tentando evitar, você quer que abra aquele negócio, você quer que pare o carrinho, você é capaz de ter um treco ali, de ter um de de de entrar num surto. É desesperador. Se você consegue trabalhar com a sua cabeça e falar, você vai gostar, no final você vai gostar, relaxa. e você só relaxa e deixa aquilo passar por você, você curte. Então é a nossa postura que
erador. Se você consegue trabalhar com a sua cabeça e falar, você vai gostar, no final você vai gostar, relaxa. e você só relaxa e deixa aquilo passar por você, você curte. Então é a nossa postura que vai fazer com que o enfrentamento seja realmente mais ou menos doloroso. Quando Jesus falou: "Não resistais ao mal", era disso que ele estava falando. Quando quando algo precisa passar por você, uma dor, um sofrimento, se você não não quero, não quero sair, quero fugir, faz conta que não tá acontecendo, não vai dar. E vai doer duas vezes. Se você respira fundo, fala: "Deus, vem comigo, Jesus me dá suporte". E aí por aí vai. Anjo da guarda, vem agora vai. Eu consigo passar por aquilo de uma forma mais natural, né? Então acho que é isso que a Fernanda tá nos trazendo. O livro eh, desculpa, A Ivani Golveia também tá sempre com a gente. Acho que ainda falta humildade pra gente, né? para nós, para nos mostrar o que realmente somos e os e os sentimentos. Então, é a maior dificuldade que para para demonstrarmos a esperança e a certeza que é um dia ã que um dia vamos ser nós mesmos sem disfarce e sem representações. É isso mesmo, né? É muito eh é comum, né? a gente ainda é imperfeito e a gente tem dificuldade de assumir isso. Eu lembrei do do Sócrates, né, que a gente sempre lembra quando ele eh eh eh foram conversar com ele a respeito da da consulta a tal sacerdotisa, pitoniza, não sei o que que era lá. E quem é o maior dos homens na atualidade é Sócrates. E aí vem contar para ele, ela falou que você é o maior e ele fala: "É verdade". E aí ele falou: "Mas isso é orgulho". Não, eu sou maior porque eu sou o único que sei que nada sei. Ou seja, eu tenho tanta consciência da minha inferioridade que eu sou maior porque todo mundo acha que é alguma coisa. Eu sei que eu não sou nada. Então é nesse sentido, né? Talvez ele foi dramático para chamar atenção, para chocar, porque ele sabia da competência dele. Ele tinha mais consciência do que os outros ao seu redor. Era um espírito diferenciado. Mas é isso, é a gente, eu
foi dramático para chamar atenção, para chocar, porque ele sabia da competência dele. Ele tinha mais consciência do que os outros ao seu redor. Era um espírito diferenciado. Mas é isso, é a gente, eu acho também que falta humildade, como se a gente não tivesse que sofrer, né? Quem sou eu? E aí a gente costuma dizer, quando a gente se perguntar por que eu? Aí a recomendação é pergunte por que não eu, né? Por que que eu deveria ser poupado? Se eu tô aqui, eu sou mais um nesse barco paraa terra, né? Então, precisamos trazer realmente mais humildade. André Furtado diz: "Olá, Cris, poderia elucidar algum estudo futuro sobre dissociação, transformação ou desintegração do ego e do inconsciente na desencarnação e suas particularidades também eh no desdobramento parcial durante o sono? Muito obrigada. Então você trouxe o assunto, eu vou tentar ser rápida porque ele foge um pouquinho do tema, mas eu acho que a gente precisa tocar nesse ponto, já que você trouxe, não queria deixar isso eh no ar. Então você tá perguntando assim, ó, tem uma dissociação, desintegração, transformação do ego quando ele se desprende do corpo pro sono ou quando eu me quando eu desencarno, né? Que que acontece com esse ego? Então, eh, vamos retomar. ego é um complexo do eu, é como eu me vejo, é a consciência que eu tenho dessa vida. É quase que um sinônimo da minha personalidade atual. Quando eu falo eu, Cris e me descrevo, eu tô descrevendo a quem eu acho que eu sou, quem eu penso que eu sou, quem eu tenho consciência que eu sou. Eu não sei quem eu fui nas vidas passadas. Então, não dá para eu falar das minhas vidas passadas, dá para falar da imagem que eu tenho de mim. A imagem que eu tenho de mim é o ego. O ego é esse centro da consciência. Então você tá me perguntando assim, quando o meu corpo dorme, o meu espírito se desprende, o que acontece com esse eco? A gente já tem informações. O livro dos do o André Luiz traz muitos eh exemplos e eu não me desintegro, eu me eu me apresento enquanto Cris mesmo, né?
pírito se desprende, o que acontece com esse eco? A gente já tem informações. O livro dos do o André Luiz traz muitos eh exemplos e eu não me desintegro, eu me eu me apresento enquanto Cris mesmo, né? Então, às vezes nos sonhos a gente fala: "Ah, Cris, eu estava com você numa reunião, a gente estava conversando de tal coisa, eu não tô desintegrada, dissociada ali, eu continuo me apresentando como essa personalidade". Mas a gente tem casos também em que a pessoa se desprende e ela assume uma personalidade de uma vida anterior, por exemplo. Tudo bem, também pode acontecer, é mais raro. E ela precisa, inclusive ter domínio sobre isso, né? Quando Joana de Angeles se apresentava para Divaldo, às vezes como Clara de Assis, né? Então esse espírito precisa ter esse domínio, mas o fato é que a gente desprendendo ou desencarnando, é mais natural que a gente continue se mostrando com essa personalidade. Então esse ego, esse senso de de si enquanto essa atual reencarnação, ele continua. Então eu desencarnei e quem tá lá no plano espiritual não é um ser amorfo. Eu tenho a forma, a forma da crise. Às vezes a gente até muda um pouco a forma. A gente sabe que os espíritos, os as pessoas que se desencarnam muito velhinhas, de repente no plano espiritual se mostra com aparência um pouco mais jovem, mas continuas tendo a forma dessa atual. Então, continua com a noção do que tinha aqui, do que gostava aqui, do que vivia aqui, de quem era aqui, das preocupações que tinha aqui. Continua só que com uma visão ampliada, porque já não tem a barreira da carne para eh para segurar, né? A gente sabe que é como se fosse um escafandro esse corpo. No plano espiritual, minha visão amplia. Então é como se eu tivesse o meu ego tem uma visão ampliada, mas ele não some, ele não se dissolve. A não ser depois na preparação para uma próxima vida. Daí tem todo um trabalho que faz com que o o perespírito volte a ter uma forma neutra para poder formar um novo corpinho que vai seguir. Então, não sei se eu respondi, se não você pergunta de
ma vida. Daí tem todo um trabalho que faz com que o o perespírito volte a ter uma forma neutra para poder formar um novo corpinho que vai seguir. Então, não sei se eu respondi, se não você pergunta de novo, mas a gente desperta com esse mesmo eu, salvo algumas outras exceções que podem acontecer. A El vem e resume esse terceiro episódio e ela diz assim: "Evitamos sofrimento negando as sombras sem expor as tristezas. Dor não é fracasso. As sombras nos fazem crescer e devemos validá-las sem medo. Estar bem com você através do alinhamento interno com seus propósitos. Incluir a dor é enfrentar. Altos e baixos são naturais. Nos baixos nos fortalecemos para voltar ao alto. A sombra nos diz o que falta. A natureza opera na tensão entre os opostos. Não polarizar e sim trazer cores pra vida. Tendência é viver nas aparências. Pessoas desempenham papel de feliz, fazem piadas, humor excessivo. São fugas da realidade interna. Criar tesouro no céu e não na terra. Paz não é ausência de conflitos, mas eh, desculpa, assim como serenidade é diferente de anestesia emocional. Aceitar os convites para crescer sem seguir os padrões da massa. Mais felizes, plenos e serenos, conforme enfrentamos as dores. Erros e acertos fazem parte. Permita-se sentir a dor e desperte para não cair. Excelente reflexão. Obrigada pelo seu resumo, Elô. E vamos então pro episódio 4atro. correndo. A Simone Caetê nos traz, penso que, desculpa, o episódio quatro é quando evitamos a dor e nos adoece. A gente às vezes reprime tanto para não doer que a gente gera uma dor maior, né? Então é sobre isso que nós falamos no episódio 4. E a Simone diz: "Penso que quando não trabalhamos essa questão do medo, do sofrimento, é como se vivêsemos em constante prisão perpétua de nós mesmos. Só enfrentamos os obstáculos, é que vivemos melhores. Eu lembrei do trecho de João 8, eh, capítulo 8, versículos 31 e 32. Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: "Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos e
ores. Eu lembrei do trecho de João 8, eh, capítulo 8, versículos 31 e 32. Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: "Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará". Jesus, ele estava, ele nesse momento, ele estava debatendo com os pseudos sábios, né? tentando explicar a condição celestial da a sua condição celestial. Eu e o Pai somos um de Deus que me enviou. E eles estavam criticando. O que que você acha que você é? Você acha que você é muito mais do que os outros, né? Então era nesse contexto. E Jesus profetiza dizendo que somente entenderiam quando conhecessem a verdade. E é um pouco do que a Simone trouxe, né? A gente, enquanto a gente não conhece a si mesmo, a gente é prisioneiro das nossas próprias sombras, né? E então Jesus vem e fala: "Vocês vão precisar tirar essa venda materialista porque eles acreditavam na única vida". E aí no versículo 34, João fala, né? João traz, respondeu-lhes Jesus: "Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado, ou seja, tá preso no pecado, tá preso no erro, é prisão, como a Simone diz." Então, complementa essa explicação de que viviam pelos seus conflitos presos, ou seja, não eram livres, mas eram condicionados pelos próprios complexos. Então é isso. Quanto mais eu tenho coragem de mergulhar para dentro, mais eu me conheço e mais eu me liberto. Quanto menos eu quero, quanto mais eu quero evitar olhar para mim, mais eu sou condicionada pelos meus traumas, atavismos, tô presa. Não tenho livre arbítrio para poder escolher uma nova história. Estou vivendo condicionada pelos meus passados, pelos meus eh comportamentos passados. A Débora de de Marco, que também tá com a gente, diz: "Então, quando o corpo sente os desconfortos das emoções em excessos, é para alertar no cuidado aos sentimentos? É possível diferenciar quando algo é mais emocional do que corporal?" Ó, vamos retomar então o conceito da psicossomática. Emoção
os das emoções em excessos, é para alertar no cuidado aos sentimentos? É possível diferenciar quando algo é mais emocional do que corporal?" Ó, vamos retomar então o conceito da psicossomática. Emoção sempre gera um correspondente no corpo, instantaneamente, porque há uma conexão. Não tem como a emoção não ser impressa no corpo, porque quando eu senti uma emoção, automaticamente eu fiz uma descarga de hormônios. Dependendo da emoção, eu gero determinados hormônios e eles já estão circulando no corpo. Então, toda vez que eu senti uma emoção, eu imprimi meu corpo com alguma com algum hormônio. Agora, o que acontece? Eh, quando eu quando eu tenho emoções que passam, o corpo recebeu uma dose lá de endorfina, de adrenalina, de cortisol e passou. Quando eu fico naquilo, essa impressão, o cortisol bate, o cortisol vai, o cortisol vem, o cortisol fica, aí ele começa a a a interferir no funcionamento. Aí eu começo a gerar questões psicossomáticas. Então, que que é a emoção? Ela é um um termômetro para eu não precisar sentir no corpo. Porque se eu começar a sentir no corpo, significa que foi, foram tantas descargas que agora o corpo ficou marcado, surgiu um problema. Vamos supor, eu fiquei com muita raiva porque alguém me falou alguma coisa, eu não engoli. Se eu lido com essa emoção na hora, vejo o que que eu preciso fazer, como é que eu vou me posicionar, qual que é a melhor atitude, aquilo passa. Agora, se eu sou a pessoa que engole, que engole, que engole, que engole, chega uma hora que, por exemplo, eu crio um problema gastrico. Não quer dizer que sempre seja isso, mas tô dando uma hipótese e criando uma hipótese para chegar nessa disfunção gástrica significa que eu tenho sendo visitada, estou sendo visitada por essa emoção com muita frequência, sem sem tomar consciência dela e sem resolvê-la, sem transformá-la, sem conversar com ela. Então, Débora, emoção e corpo é é é uma única coisa. Quando eu sinto a emoção, eu imprimo o meu corpo com o correspondente hormônio e ele vai afetar
solvê-la, sem transformá-la, sem conversar com ela. Então, Débora, emoção e corpo é é é uma única coisa. Quando eu sinto a emoção, eu imprimo o meu corpo com o correspondente hormônio e ele vai afetar o meu funcionamento. E o contrário, se alguém chega e me bate, primeiro eu senti o corpo, mas esse bater vai gerar uma emoção de raiva, de medo. Então, eles dois se comunicam automaticamente, sempre. Não tem jeito de ter só uma presença ou só de outro. E o que que eu posso fazer para melhorar? Eu posso prestar atenção tanto na no soma quanto na psico. Que que eu estou sentindo? O que que meu corpo está me dizendo. Analisando esses termômetros, eu sou capaz de ver se eu tô tendo uma vida boa, se tem algo que eu preciso fazer para melhorar. Veja se eu respondi, senão você me pergunta de novo. E a Ivani diz assim: "Oi, Cris. Ivani Golve, muito bom tema, como sempre bem abordado. Nós não gostamos de sentir dor, mas ela é nossa amiga porque ela sinaliza que algo não está bom, não está bem e que requer cuidados e atenção. Então, devemos estar atentos. É isso que eu acabei de falar. A gente vai prestar atenção tanto no corpo quanto na emoção para descobrir o que que precisa ser mexido. É, são sinais de alerta, né? Então é realmente esse é um resumo que a Ivan faz. Dor não é punição, ela não é inimiga, que eu preciso descobrir onde ela tá para expulsar ela de mim. Ela é simplesmente um sinal. Presta atenção nisso. Tem algo nesse tema que precisa ser abordado. É como se fosse uma bússola me apontando uma direção. E eu termino contando que vocês estão comigo ainda com paciência com a Simônica ET dizendo na questão da cura do corpo. Muitas vezes essa cura não acontece por causa do nosso padrão comportamental repetitivo e acabamos adoecendo para que tenhamos o despertar da nossa consciência. É verdade. Aí eu lembrei, sabe do quê? Desse capítulo 5 do Evangelho Segundo o Espiritismo, tem um trecho lá que ele fala sobre o bem e mal sofrer. E o que que os espíritos mostram? Que não basta passar
verdade. Aí eu lembrei, sabe do quê? Desse capítulo 5 do Evangelho Segundo o Espiritismo, tem um trecho lá que ele fala sobre o bem e mal sofrer. E o que que os espíritos mostram? Que não basta passar pelo sofrimento, eu tenho que tirar proveito dele. O bem sofrer significa: "Eu aceito que é meu, eu aceito que ele vem para me transformar, eu converso com ele, eu passo por ele de forma resignada, eu me modifico." Quando Jesus falava, "Eu vou te curar", depois ele curava. Daí ele falava: "Agora vai e não peques mais". Que que ele tava falando? Aprenda com o que você fez, senão você vai voltar aqui de novo doente, né? Então é isso. A a o corpo ele vem para essa cura, ele vem para nos despertar. A dor vem para nos despertar. E o que que é a cura? A cura é: "Eu não sou mais o mesmo. Eu me transformei, pronto. Aí esse sofrimento eu não vou mais precisar ter, porque aquilo que ele me trouxe para aprender, eu aprendi. Então agora eu sou outra. essa essa dor, esse sofrimento eu não vou mais gerar para mim, porque eu sou uma nova pessoa. É para isso que ele vem. E a gente termina então com a participação da Elô, quando ela fala, né, desse desse capítulo, desse episódio, quando evitar a dor nos adoece, ela ela disse: "Sofrer não é castigo na Terra o caminho é de disciplina, foco e enfrentamento. Não é só prazer. Evitar sofrer é fuga do ego. Criamos mitos para não adoecer, mas o sofrimento caracteriza crescimento. E se nos prepararmos paraa dor, vamos enfrentar melhor. Alinhar corpo, mente. alimentação prevenidores futuras. A dor não desaparece, apenas muda de forma. Quando somatizamos conflitos não digeridos, adoecemos. Ficar atentos aos sinais que o inconsciente nos envia, através de sonho, intuição, evita que a doença se instalhe. A doença pode ser terapia preventiva, diz Joan. Sofrimento do corpo é menos assustador do que perder liberdade de se expressar, dizia Sócrates. Vamos nos fortalecer moralmente e assim menos medo teremos de sofrer, pois sempre haverá novas chances. Imperdível essa reflexão.
os assustador do que perder liberdade de se expressar, dizia Sócrates. Vamos nos fortalecer moralmente e assim menos medo teremos de sofrer, pois sempre haverá novas chances. Imperdível essa reflexão. Gratidão. Ela lembrou daquilo que eu deve ter comentado no dia, que é Sócrates, quando foi falado para ele, você tá preso, nós vamos eh corromper o guarda, ele vai deixar a porta aberta, você escapa. ou você vai ter que tomar se cuta, passar uma dor e morrer. E aí, o que que é estar livre nessa situação? Então, Sócrates fala: "Se eu sair por essa porta para não sentir dor e continuar vivo, eu vou estar preso na minha mente pro resto da vida, porque eu vou me sentir culpado. Agora, se eu enfrentar uma dor aqui, tiver que tomar secut e morrer, eu vou estar livre, porque a minha consciência vai estar tranquila." Então, a gente sempre vai buscar essa essa homeostase, esse bem-estar do organismo como um todo, mente, físico e espiritual. É para isso que o sofrimento vem, para nos falar quanto nós estamos mais próximos dessa harmonia ou quanto nós estamos mais distantes. Obrigada pela paciência de ficar um pouquinho mais comigo hoje. Eu corri muito, desculpa se eu me atropelei, se ficou dúvida, vocês me trazem de volta. E eu espero vocês semana que vem, se Deus quiser.
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