A Cultura do Sofrimento Evitado | T10:E04 • Quando evitar a dor nos adoece
Neste quarto episódio da temporada, Cristiane Beira aprofunda a análise sobre as consequências emocionais e espirituais da tentativa constante de evitar a dor. O episódio propõe uma reflexão madura: evitar a dor não significa superá-la. Compreendê-la, acolhê-la e aprender com ela é o caminho seguro para a verdadeira saúde integral. 📚 Referências bibliográficas • Plenitude – capítulos 5 e 12 • O Despertar do Espírito – capítulo 3 • Vida: Desafios e Soluções – capítulos 1 e 7 • O Ser Consciente – capítulo 4 Obras de autoria espiritual de Joanna de Ângelis. 🎙 Série: Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis 🕊 Tema da temporada 10: A Cultura do Sofrimento Evitado 📚 Base: Psicologia Espírita #PsicologiaEspírita #JoannaDeÂngelis #CulturaDoSofrimento #SaúdeEmocional #Autoconhecimento #EducaçãoEmocional #Espiritismo #CristianeBeira #MansãoDoCaminho #DivaldoFranco *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Nessa 10ª temporada, tivemos essa atitude corajosa de enfrentarmos essa questão que nos envolve a todos, já preconizada por Jesus, quando ele nos alertou de que No mundo, teríamos aflições. Existe um capítulo no Evangelho Segundo o Espiritismo, que é o capítulo 5, que eu me arrisco a dizer que seja talvez o mais visitado, mais buscado, que é o capítulo que acolhe a dor, o sofrimento, que fala das aflições, fala da justiça das aflições, fala das causas atuais e anteriores do sofrimento. E é algo que nos remete a esse estágio da evolução no qual nos encontramos. ainda estamos pertencentes a essa categoria de mundo, né, de de sociedade que faz parte dessa etapa de provas e expiações. As provas e expiações, elas nos chegam não como elemento punitivo, como no passado, a ignorância. Eh, nossos ancestrais, nós mesmos, acreditávamos como se fosse Deus nos punindo, Deus nos castigando para que fosse para que parássemos de agir mal e adotássemos bons comportamentos, como se fosse a história da recompensa e da punição. Mas existe um outro jeito de olhar que é mais maduro, que é mais profundo, que é tirando a expectativa de que sofrer é castigo, mas que ao crescer temos desconforto. Temos desconfortos. Então, eh, Deus nos criou, o plano dele foi esse, nos criou simples, ignorantes e nos deu uma trajetória para chegarmos a sermos, a ser espíritos perfeitos e felizes. Mas essa trajetória é nossa. Ele não nos deu esse caminho pronto. E essa trajetória requer esforço, disciplina, boa vontade, dedicação, perseverança. E todo o caminho de aprendizado não é um caminho de prazer sensorial, é um caminho que exige crescimento. Se a gente quiser melhorar o nosso tôus muscular, não é deitando e ficando no sofá da sala assistindo TV e nem dormindo. A gente vai precisar de esforço, de suor, de disciplina e de certa dor. A dor é é o é o termômetro de que estamos crescendo, estamos fortalecendo e para todos os aspectos da vida, desde de desse que tem relação com
ecisar de esforço, de suor, de disciplina e de certa dor. A dor é é o é o termômetro de que estamos crescendo, estamos fortalecendo e para todos os aspectos da vida, desde de desse que tem relação com o corpo, com o tonus muscular, como eu disse, que a gente vai fazer a musculação, as nossas atividades físicas, como também com relação à alma, quanto que nós crescemos. A gente observa tantos personagens na história que demonstram isso. Vamos pegar os próprios apóstolos do Cristo. Eles começam a vida e a gente percebe que eram simples em termos inclusive de autoconhecimento e de compreensão da própria força. Eles eram pescadores, pessoas do povo. Eles saem dessa vida como mártires. força desses espíritos, desses seres, ela era muito maior depois da jornada crística que eles aceitaram fazer ao seguir Jesus. Então, qualquer crescimento exige de nós um certo esforço, sacrifício. E isso nem sempre é de uma maneira prazerosa em termos sensoriais. A gente pode encontrar prazer e a gente vai encontrar, mas é um prazer profundo de dever cumprido, de crescimento alcançado, de superação. E esse prazer é um prazer da alma, não é do corpo. Então, ao trazermos o tema do sofrimento, é com essa intenção, Joana de Angeles escreveu um livro que é um tratado eh sobre a finalidade do sofrimento, que é o livro Plenitude. Ela fala do sofrimento em toda a sua obra, mas esse livro em específico, ele traz esse olhar. E veja que nome bonito ela trouxe. A gente brincava quando a gente estudou esse livro aqui no nosso grupo presencial, que a ela convida a gente, né, por esse por esse título, plenitude é o que a gente quer, né? A gente a gente a gente brinca hoje, ai me senti plena. Então essa plenitude é o que a gente almeja. E aí quando a gente pega o livro da plenitude para estudar, ela vai falar sobre como sofrer, a finalidade do sofrimento, a importância do sofrimento. Então é para desmistificar esse medo que a gente tem de sofrer. Quantas pessoas para não sofrer geraram um sofrimento muito maior, que é escolher tirar ou ou
o sofrimento, a importância do sofrimento. Então é para desmistificar esse medo que a gente tem de sofrer. Quantas pessoas para não sofrer geraram um sofrimento muito maior, que é escolher tirar ou ou finalizar a própria reencarnação, a própria vida. Então, a gente tem mais medo do sofrimento. Isso, esse medo do sofrimento, ele costuma ser maior do que o próprio sofrimento quando é enfrentado. Como a gente tem muito medo do sofrimento, o que que a gente tende a fazer? Buscar meios de evitá-lo. E é sobre isso que esse episódio vai falar. Quando evitar a dor é que nos adoece. Nós falamos no episódio eh anterior, nós falamos sobre o mito do bem-estar permanente. Então, é como se a gente fosse criando mitos, lendas, ao invés de enfrentar o que que é, como Joana nos propõe no livro Plenitude, que que é sofrimento? Para que que existe? O que que eu tenho que fazer quando ele me aparece? O que que eu não devo fazer? o que funciona, o que não funciona. Vamos falar a respeito, vamos pôr as variáveis na mesa, vamos analisar, vamos compreender, vamos nos aprofundar, mas não, a gente vai criando subterfúgios, a gente vai tangenciando ao invés de ir direto no ponto e enfrentar e crescer. Então, nós vamos criando mitos. Para não sofrer, eu crio o mito do bem-estar permanente. Eu tenho que viver de forma que eu esteja sempre bem. Minha selfie tem que estar sempre perfeita, cheia de filtro. Eu tenho que mostrar só as coisas legais da minha vida. Então, é um mito de que a gente não pode eh olhar pra dor, olhar pro sofrimento. A gente tem que estar sempre bem, sempre bem. Se eu começo um emprego que eu não fico bem no começo, aí sai dele, porque você tem que estar sempre bem. E numa dessas eu acabo perdendo grandes oportunidades. Eu entro num relacionamento que no começo tá mais desafiador. Ah, não, você tem que ser feliz. Abandona logo esse relacionamento. E posso perder oportunidades e ter relacionamento mais aprofundado. A gente discernir uma coisa de outra é bem difícil. Pode ser que eu
não, você tem que ser feliz. Abandona logo esse relacionamento. E posso perder oportunidades e ter relacionamento mais aprofundado. A gente discernir uma coisa de outra é bem difícil. Pode ser que eu me livrei de um relacionamento abusivo, de um emprego explorador. Pode ser que não. Talvez eu tenha que ficar um pouco mais para sentir e e estabelecer, mas hoje a gente foge muito mais rápido. Anunciou algum tipo de desconforto, estou fora. É assim que a gente faz. E esse é o segundo mito, que é o mito de que eu consigo evitar a dor sempre, mas ao evitar a dor, ao ficar mestre em fugir dos problemas, das das dificuldades e dos obstáculos, é justamente aí que eu estou criando para mim dores, sofrimentos, aflições, porque a gente não veio para um parque de diversões. A terra algumas vezes vai ser uma escola, outras vezes vai ser um hospital e algumas vezes até uma prisão para nos evitar. que a gente se complique mais quando a gente tem certas limitações, mas ela não é como finalidade principal um parque de diversões, ainda que a gente possa se divertir aqui, a gente possa ter prazer aqui, não é questão de viver uma vida de de eh eh masoquismo, não é isso? Mas do mesmo jeito que não dá para eu ter a expectativa de que eu vou estar bem sempre, eu também não devo me iludir e achar que eu vou conseguir evitar todos os sofrimentos. Ainda que eu saiba que eu não vou conseguir evitar, mas se eu vivo tentando, algumas vezes eu consigo fugir, entre aspas, porque ninguém foge da justiça divina. Outras vezes eu não consigo e ele vai aparecer do mesmo jeito e nessa hora eu não vou estar preparada. Porque se eu admito que em algum momento vai vir algum tipo de sofrimento maior, menor, eu estou pronta para ele. Eu estou atenta, eu não vou tentar fugir, eu vou tentar encarar da melhor forma possível. Não quer dizer que eu também não possa me defender, não quer dizer que eu vou me atirar de, né, dando mergulho em tudo que é possibilidade de dor e sofrimento. Não é buscar a dor e sofrimento. Mas se eu admito que ela
e eu também não possa me defender, não quer dizer que eu vou me atirar de, né, dando mergulho em tudo que é possibilidade de dor e sofrimento. Não é buscar a dor e sofrimento. Mas se eu admito que ela aparece, eu estou numa posição mais consciente para lidar com ela quando ela aparecer. Se eu creio a expectativa de que eu consigo evitar, algumas vezes eu acho que eu que eu fugi, só que na verdade eu tô dando uma volta para encontrar com a mesma situação, às vezes piorada ali na frente, porque ela foi se foi se aperfeiço foi se desenvolvendo, né? o sofrimento foi eh crescendo. Outras vezes eu eh não consigo fugir, vou ter que enfrentar, mas como eu estava preparada para fugir, eu tenho menor menor possibilidade, boa possibilidade de enfrentar com eh com propriedade para realmente crescer. Então, o objetivo é a gente desmistificando. Não dá para estar feliz sempre. Para com isso. Admita que a vida é altos e baixos. A hora que a vida tiver no alto, aproveite, desfrute. A hora que ela estiver no baixo, não queira fugir, não tenha medo disso. Aproveite e desfrute. Cresça. Não adianta eu fingir que eu consigo fugir, porque na hora que eu não conseguir fugir, eu não vou dar conta do sofrimento. Porque eu eu fia acontecer. Eu fingi que não ia acontecer. Hora que aconteceu, não sei o que eu faço. Se prepare, aproveite. É como a gente fala lá do do da história do Noé, se ele tivesse começado a fazer a sua arca quando a chuva já estivesse inundando, ele não teria conseguido. Ele só conseguiu superar a dificuldade do do dilúvio naquele mito, naquele conto, porque ele se antecipou ao sofrimento, ele se preparou. Então, quando a gente tiver muito bem, é o momento da gente investir em autoconhecimento, se fortalecer, se conhecer, se apropriar de recursos, aproveitar para crescer, para que na hora que as coisas caiam, que você tenha as depressões que são naturais, a gente a gente esteja mais fortalecida para conseguir mais rapidamente sair desse dessa depressão e conseguir de novo tomar ar. Mas então é
oisas caiam, que você tenha as depressões que são naturais, a gente a gente esteja mais fortalecida para conseguir mais rapidamente sair desse dessa depressão e conseguir de novo tomar ar. Mas então é sobre isso que nós vamos falar, sobre a questão de tentar ou fingir ou se iludir que é possível a gente evitar a dor. Quando a gente faz isso, a gente está caminhando para gerar dor. Quando poderia simplesmente ser um um uma passagem desconfortável, ao evitar essa passagem desconfortável, a gente acaba criando situações piores. Quer ver um eh querem ver um exemplo fácil da gente eh perceber isso? Eh, vamos falar sobre eh cuidado com os com o corpo, que é sempre mais fácil da gente visualizar na matéria, né? Então, a, eu queria evitar sofrer na velice, eu queria evitar as características que a gente vê, os o que é comum que vai acontecer com o desgaste do corpo. Tem alguma coisa que eu possa fazer enquanto eu não cheguei na velice? Tem muitas coisas. Vai dar para evitar todas as Não, não vai, mas vai dar para evitar algumas que você tem controle. Como que eu devo fazer? Ah, a gente já sabe, cuida principalmente da alimentação, faça muita atividade física, principalmente musculação, pensando lá na na velice. E cuida da mente, cuidado com estresse. Aí eu hoje que poderia estar me preparando lá pra velice e falo assim: "Ah, mas ir pra academia todo dia dói." "Ah, mas comer comidinha arregradinha, grelhadinho, é chato." Ah, mas eu eu pensar em meditar para evitar estresse em em e me dedicar aos estudos, à religião, ah, não dá tempo, eu tenho que ganhar dinheiro. Então, veja, quando eu evito esses desconfortos, hoje eu lá no na minha velice vou colher muitos sofrimentos que eu poderia ter evitado. Então, é isso. A gente acha que evitando a dor hoje ela vai embora. Eu hoje não senti dor na academia. Eu hoje não fiquei com desconforto de comer uma comidinha sem graça. Hoje eu não sofri. Hoje foi uma delícia. Dormi até tarde, almocei um uma comida cheia de gordura ou seja lá o que for. Hoje tá uma
Eu hoje não fiquei com desconforto de comer uma comidinha sem graça. Hoje eu não sofri. Hoje foi uma delícia. Dormi até tarde, almocei um uma comida cheia de gordura ou seja lá o que for. Hoje tá uma delícia. E aí? E aí que pronto? Não vai acontecer nada a respeito disso. Vai. Vai. Tem lei de causa efeito funcionando o tempo todo. A justiça divina tá ali. Ela deixa a gente ter livre arbítrio, mas a gente vai colher o resultado disso, né? Ou a gente pode falar assim: "Ah, eu não gosto de estudar". Tudo bem, você não precisa estudar, mas não dá para você almejar lá na frente, evitar certos sofrimentos que você poderia ter evitado se você tivesse investido em você. Não é uma, não é uma apologia ao academicismo, é aprender qualquer coisa, estudar no sentido de se desenvolver cognitivamente, intelectualmente, qualquer coisa que você saiba que você tá investindo na mente, é, é você é o é o exercício do cérebro. É pensar, é ler, é criticar, é analisar, é aprender. Então, não dá para pensar que eu evitando um sofrimento hoje, eu ele nunca mais vai aparecer na minha vida. Eu tenho que olhar lá na frente. Ah, hoje eu tô me livrando disso. Será que lá na frente vai? E aí eu vou pensar e eu vou encontrar que eu estou evitando uma coisa hoje. Mas talvez eu encontre algo muito maior lá. Hoje, hoje eu eu evito o desconforto de sofrer na academia e lá na frente eu posso encontrar doenças mais sérias, justamente por não ter cuidado bem da saúde do corpo. E aí a gente vai fazendo essas tentativas, né, evitar remédios, né, os remédios amargos que são vários e que hoje a gente para evitar remédio amargo, a gente encontra ã ã situações muito mais difíceis e desafiadoras lá na frente. Bom, vamos entrar em Joana porque hoje eu separei muitos trechos. Eu começo com o plenitude, como eu já falei, né? Eh, então Joana vai mostrar pra gente como nós somos craques em disfarçar, né? como se a gente tivesse enfrentando, mas na verdade nós estamos evitando. Eh, a gente vai sempre nessas polarizações, mas eu vou ler, depois a
ostrar pra gente como nós somos craques em disfarçar, né? como se a gente tivesse enfrentando, mas na verdade nós estamos evitando. Eh, a gente vai sempre nessas polarizações, mas eu vou ler, depois a gente comenta. De certo modo, então, no Plenitude, capítulo 12, capítulo 12, de certo modo, a ocorrência é resultado de uma educação, uma formação cultural materialista, mesmo que sob o disfarce espiritualista. As pessoas ligam-se a correntes religiosas sem vinculação emocional. nem aprofundamento racional do seu conteúdo. E em face desse comportamento, a morte se lhes apresenta como grande destruidora de planos de anseios e realizações. Então, olha, uma das formas que a gente evita sofrimento hoje, entre aspas, porque não evita nada e e gera prejuízo lá na frente. A gente diz assim hoje: "Ah, eu vou est bem quando o meu final de vida tiver chegando, porque eu sou muito religioso, eu sou muito religiosa." E o que que ela tá dizendo? Muitas vezes eu vivo uma cultura materialista. Eu transpiro o materialismo. Eu eu me identifico com a matéria. Eu vivo pela matéria. Minha matéria me interessa. No meu dia a dia. Não tem um pens um pensar espiritual, não tem uma postura de quem lembra de que a vida é passageira. Não tem um uma preocupação em juntar tesouros no céu. A gente vive a matéria pura, mas a gente tem uma religião. Eu vou uma vez por semana lá na minha casa religiosa, então eu tô protegida. E aí ela diz: "Isso que não, né? Isso daqui lá na frente, quando eu chegar e olhar a finitude da matéria, eu vou me assustar. E eu vou me assustar porque não interessa, não importa se a gente se diz religioso, a gente precisa viver de forma espiritualizada para quando tiver chegando o momento de partir, a vida espiritual não seja tão assustadora, porque a gente já acostumou a viver levando ela em consideração. Então é sutil a forma como às vezes a gente tenta fugir dos dos sofrimentos, a gente se engana. Então a gente faz de conta que está cuidando da saúde, porque a gente faz uma coisinha aqui e gera
ação. Então é sutil a forma como às vezes a gente tenta fugir dos dos sofrimentos, a gente se engana. Então a gente faz de conta que está cuidando da saúde, porque a gente faz uma coisinha aqui e gera prejuízo em outras tantas e a gente se ilude, acalma a nossa consciência, só que a gente não se cuida, mas a gente se ilude que tá se cuidando. Ela continua falando dessa negação. por negarem-se a uma análise profunda em torno da vida, passam à existência corporal, transferindo reflexões no tempo e programando, fluindo ao máximo sob a conveniente, desculpa, sobre a conivente ilusão da eternidade carnal. Quando jovens transferem-se para a velice o exame da morte, quando os sadios adiam para o período das enfermidades a maior a mesma reflexão, acreditando-se invulneráveis ao desgaste. e aos fenômenos degenerativos da matéria. Então é essa a história. Eu acho que vai depois eu faço, deixa para depois eu ainda sou muito nova e aí a hora que eu tiver que realmente enfrentar vai ser mais difícil, o desafio vai ser maior e eu não vou estar fortalecida para tanto. À medida que o tempo transcorre, negam-se a envelhecer, utilizando de expedientes cirúrgicos, e gástricos, alimentares, na van tentativa de manter a juventude, que os danos arrebatam inexoravelmente. A luta para escamotear a realidade é tenaz. E quando essa essa se apresenta vechatória, derrapam nas crises neuróticas, nas fugas pelos alcoólicos e outras drogas tombando no suicídio. Então ela diz isso. A gente finge que tá evitando, que tá dando tudo certo. você acha que está eh ludibriando as leis divinas, que você tá conseguindo desviar dela e a hora que aparecer todo esse conjunto que você foi evitando, evitando, evitando, a hora que tudo isso aparecer de uma única vez na sua vida, você não tem estrutura, você não conseguiu suportar o pequeno. Lembra lá do evangelho? Quem não é fiel no mínimo não vai ser no máximo. Se eu não fui capaz de enfrentar e me disciplinar para aceitar um pouco de dor e de sofrimento quando ele era pequeno, como é que eu
a lá do evangelho? Quem não é fiel no mínimo não vai ser no máximo. Se eu não fui capaz de enfrentar e me disciplinar para aceitar um pouco de dor e de sofrimento quando ele era pequeno, como é que eu vou ter prontidão psíquica de atitude para poder enfrentar uma grande dificuldade lá na frente? A vida é sábia, a natureza é linda, Deus é bom e perfeito. Ele vai nos dando pequenos assim, assim como na academia. Eu não chego lá para para levantar não sei quantos quantas centenas de quilos. Eu começo com pouco, mas ao longo do tempo eu olho para trás, eu falo: "Nossa, lembra quando eu carregava só aquele pezinho?" É isso. A natureza nos mostra para isso. Ela começa fazendo com que a gente criança, a gente enfrente pequenos, pequenas frustrações para criança enorme. Os pais precisam deixar as crianças se se frustrarem. Não é deixar sofrer sozinho, é estar para dar o apoio, é ajudar a pensar numa solução, mas não livrar ele das das frustrações. Aí a gente vai crescendo, evitando as frustrações, tudo para mim tem que dar certo. Vai chegar uma hora que eu não vou ter como evitar. Eu não vou ter como tirar da frente do meu filho a dificuldade que a vida lhe trouxer. A vida vai lhe trazer uma dificuldade grande, porque ele já deveria estar fortalecido, porque ele deveria ter se fortalecido ao longo do processo. Essa é a jornada do herói, do mono mito descrito por Campbell. Mas eu fui evitando as pequenas tarefas e aí a hora que eu tiver que enfrentar uma grande tarefa, eu não vou dar conta. Aí acontece que Joana fala: "Eu me sinto eh eh fracassado, vechatório, me sinto envergonhado. O que que eu faço? Eu escapo. Eu escapo para tudo que é amortecimento. Eu escapo paraas drogas, eu caio em crises neuróticas. Aí eu vou atrás de medicamento forte, eu vou pros alcoólicos e acabo inclusive optando por encerrar a minha vida, porque eu não dou conta de vivê-la como ela está se apresentando. Então é disso que o episódio se trata. Eu acho que eu estou evitando a dor e eu estou gerando para
optando por encerrar a minha vida, porque eu não dou conta de vivê-la como ela está se apresentando. Então é disso que o episódio se trata. Eu acho que eu estou evitando a dor e eu estou gerando para mim uma dor maior ainda. Então, não é inteligente da nossa parte nem buscar o sofrimento, porque também não adianta, mas também não adianta a gente achar que consegue se livrar dele, escapar dele. Se defender, sim, se defender. Quando eu vou cuidar do corpo, quando eu vou praticar meditação, quando eu presto atenção na alimentação, quando eu faço exames, eu cuido da minha saúde física e mental, eu estou me defendendo de muitos problemas que eu vou evitar. Isso é inteligente. Me defender é uma coisa. Evitar é fugir. Fugir não funciona. A gente não foge. A vida não permite a gente fugir. A gente vai encontrar o fruto dos das nossas plantações em algum momento. Então essas duas atitudes, uma é pessimista, dá tudo errado, a vida é uma desgraça, não não não vale a pena, eu vou embora, eu vou fugir para alguma, para para alcoólicos. Não funciona, como também não funciona aquela história de achar que tudo é tudo é lindo e as coisas podem ser perfeitas e nada vai dar errado. Se eu tenho um pensamento de que tudo dá errado, eu estou polarizada, eu estou com uma visão distorcida da vida. Não é tudo que dá errado. Se eu sou a pessoa que costuma falar que tudo tá dando errado, se você encontra comigo e eu só conto do que tá dando errado, eu estou polarizada. Não estou num lugar bom para viver. Por outro lado, se eu sou a pessoa que tudo que nada de ruim acontece, se você encontra comigo e eu sempre falo que minha vida é perfeita, que tá tudo lindo, que nada de ruim acontece, eu também estou querendo enxergar certas coisas. Então, eu devo ser a pessoa que que eu vou de vez em quando contar de coisas que deram errado e de vez em quando eu vou contar para você de conquistas. Às vezes eu vou falar que eu cansei por causa de um monte de problemas, outras vezes eu vou falar que eu tô super animada com vários
am errado e de vez em quando eu vou contar para você de conquistas. Às vezes eu vou falar que eu cansei por causa de um monte de problemas, outras vezes eu vou falar que eu tô super animada com vários sonhos em andamento. Isso é a gente conseguir enxergar a vida como ela é. Isso é integrar luz e sombra. Proposta do Jung, proposta da psicologia profunda também de Joana de Angeles. É integrar luz e sombra. é enxergar a vida, buscar enxergar a vida em todos os seus aspectos e não fechar o olho para uma ou outra eh versão. Bom, vamos continuar. Então, nós estamos falando que quando eu fico fugindo da dor, ela se intensifica, né? E ela não desaparece, no máximo ela muda de forma. Eu evitei uma academia hoje, não doeu o músculo. Amanhã eu tenho um problema de postura e vou ter que enfrentar uma fisioterapia que vai me virar do avesso, me torcer e a dor tá ali do mesmo jeito. Não, não doeu por um jeito, dói pelo outro. ou eu posso desenvolver alguma doença e ter que enfrentar algum tipo de tratamento que vai doer do mesmo jeito. Então, eu não consigo eliminar a dor, o desconforto. No máximo que eu consigo é fazer com que ele mude forma, porque eu evitei de um jeito, ele aparece de outro. Então, muitas vezes eu eu evito falar de problemas, enfrentar problemas, eh, dialogar com problemas. Eu não quero falar do desconforto emocional, da briga da daquele familiar. Eu, se eu fico evitando esses enfrentamentos psicológicos, às vezes eles retornam em outra forma. Por exemplo, ansiedade difusa, irritabilidade constante, tristeza sem nome, sintomas físicos, sensação de vazio. Tudo isso, gente, é mensagem. Isso aqui não é uma coisa isolada ele por ele mesmo. Isso é proposta de conversar, de dialogar. Isso aqui é termômetro. Por isso aqui é é é carta que o nosso ã ser está mandando pro nosso ego. É como se ele falasse: "Cris, você percebe que você tá ansiosa o tempo todo? O que que é isso? Não era para ser assim. Para tudo e presta atenção. Descobre de onde vem, por que que vem, para que que vem, principalmente o que
Cris, você percebe que você tá ansiosa o tempo todo? O que que é isso? Não era para ser assim. Para tudo e presta atenção. Descobre de onde vem, por que que vem, para que que vem, principalmente o que que pede essa ansiedade? Que que ela te pede, Cris? Que que ela propõe? que precisa ser transformado, mudado, destruído, construído, reconstruído e por aí vai. Se eu tô sempre irritada, não é para ser assim, Cris. Por que que essa irritação não vai embora? O que que te irrita lá no fundo que você não tá olhando, então o negócio não tá sendo diluído de novo. Para que que vem? Que que ela tá te trazendo essa irritação? Para que? Qual é a finalidade? É serviço de quê? Se eu não olhar para isso, isso vai intensificando até virar doença. Bom, vamos lá, então, eh, em o despertar do espírito, capítulo 3, que Joana vai propor pra gente isso. Presta atenção nesses sintomas, porque eles são e eles são uma linguagem, é uma linguagem simbólica. É, é, é uma, é um pedido, é um convite, é uma sugestão que tem. Presta atenção em si, olha no seu corpo, sente o desconforto, porque esse desconforto não é só do corpo, ele está integrado ao ser total. Esse desconforto que hoje está no corpo, ele começou antes na emoção, na mente, na psique. E é um jeito da gente se conhecer. Então, capítulo 3 de O despertar do espírito, Joana diz assim: "Em face da inibição de que é vítima, o indivíduo passa a ignorar o próprio corpo quando não ocorre detestá-lo em consequência da incompreensão de seus mecanismos, vivendo emparedado em cada em cela estreita e afligente, que termina por gerar grandes confusões no comportamento psicológico e na saúde física, somatizando os conflitos não digeridos elabora enfermidades de grave curso que não encontram solução, exceto quando são realizadas as terapias convenientes orientadas para o rumo dos fatores responsáveis pelos transtornos. Então, olha isso. Somatiza conflitos não digeridos e elabora enfermidades de grave curso. Ou seja, eu acho que não olhar para o que me incomoda hoje é um
mo dos fatores responsáveis pelos transtornos. Então, olha isso. Somatiza conflitos não digeridos e elabora enfermidades de grave curso. Ou seja, eu acho que não olhar para o que me incomoda hoje é um jeito de eu evitar sofrimento e eu gero uma enfermidade grave que vai exigir de mim mais disponibilidade para enfrentar um problema maior do que aquele primeiro. Ela fala sobre eh conflitos não digeridos. Quantas vezes é literal, o corpo mostra literalmente: "Eu estou com problema no aparelho digestivo". E esse problema no aparelho digestivo, gastrite e outras tantas coisas, é justamente por uma emoção que eu tô sendo obrigada a engolir ou que eu não tô querendo engolir, que eu não que eu resisto ao mal, não gosto do que tá acontecendo. E aí essa emoção que primeiro não tá sendo elaborada nesse plano psíquico, ela se manifesta no corpo, porque faz tempo que ela tá pedindo atenção, você não tá dando atenção, você não está processando, elaborando, pensando, dialogando. E uma hora ela vai se transferir, ela vai aparecer no corpo, porque é um processo natural. A gente não tá separado, corpo, mente, espírito, alma, é, a gente é tudo junto. Então, uma coisa reverbera na outra. pode demorar um pouquinho paraa gente perceber, mas tudo está eh conectado, né? H, então a emoção que é não vivida, sentida e e não é expressada, vai ser observada depois na forma de diversos sintomas, disfunções e doenças. A gente pode fazer o caminho contrário. Se hoje eu estou passando por alguma dor, sintoma ou doença, eu posso perguntar: "O que que é que isso foi antes de ser na carne uma doença? Que emoção que foi? Que pensamento que foi? Que situação que eu vivi? que ao não elaborar, não parar, não deixar aquilo penetrar, não enfrentar, eu acabei evitando, mas isso ficou encapsulado para depois voltar na matéria de um jeito ainda maior. Então, ainda no livro Plenitude, no capítulo 5, ela diz: "A somatização dos problemas emocionais que decorrem da insegurança, do medo, da mágoa, do ódio, do rancor, do ciúme é
de um jeito ainda maior. Então, ainda no livro Plenitude, no capítulo 5, ela diz: "A somatização dos problemas emocionais que decorrem da insegurança, do medo, da mágoa, do ódio, do rancor, do ciúme é responsável por graves patologias orgânicas, assim como as diversas enfermidades físicas, produzindo distonias emocionais e perturbações psíquicas lamentáveis. Lá nesse capítulo 5 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, tem um trecho em que os espíritos falam: "A causa da maioria dos seus sofrimentos está nessa vida, na forma que você vive, nos seus comportamentos, pensamentos, nas suas escolhas. A gente acha menos humilhante a gente associar que o mal que a gente passa hoje, a doença que nos acomete hoje, ah, é das vidas passadas, como se não fosse eu. Mas eu acho menos humilhante dizer que lá na vida passada, quando eu era ignorante, eu fazia tudo errado. Hoje não. Então, se eu estou com alguma doença, ai, que será que eu fiz na minha vida passada? Como se isso fosse, só que a nossa vida passada foi ontem. Não pensa que aconteceu o quê entre uma vida e outra? Eu eu eu que que aconteceu no plano espiritual? Eu me eu me tornei Cristo? Não, eu sou continuação. Eu é quase que a mesma pessoa que tava ali na última vida e a que começa essa vida hoje. No máximo, tomou consciência de algumas coisas enquanto eu tava no plano espiritual, percebeu alguma coisa, aprendeu alguma coisa e vem tentar usar. Mas a gente falar que foi a vida passada que eu fiz, não me exenta de nada, porque se eu fiz na vida passada, eu faria de novo hoje, né? Eu tô aqui justamente para tentar não fazer, mas a gente tem essa ilusão. A gente adora falar que o nosso problema não é de hoje, é da vida passada. Mas os espíritos falam, Joana tá dizendo, muitos, a maioria dos sintomas de hoje t origem nessa vida pela forma que a gente não sabe viver. Se a gente investisse em melhorar a nossa vida hoje, a gente já se exentaria de muitos problemas, muitas dores e muitas doenças. Então, a gente tem falado aqui que esses
ma que a gente não sabe viver. Se a gente investisse em melhorar a nossa vida hoje, a gente já se exentaria de muitos problemas, muitas dores e muitas doenças. Então, a gente tem falado aqui que esses sintomas eles são pra gente símbolos. A linguagem da psicologia profunda vai trabalhar com inconsciente. O inconsciente é preenchido por uma linguagem simbólica. Quando falamos de conteúdos do inconsciente, não estamos falando de uma linguagem racional. O inconsciente não é racional, ele é irracional. Ele ele ele é inteligente, mas a inteligência é simbólica. A mensagem que vem é na forma de símbolo. Eu preciso decifrar. Não é uma mensagem racional eh desse modelo empírico de pensar lógico. Tanto que a gente vê pelos sonhos. Os sonhos a linguagem é simbólica e você sonha com coisas que são impossíveis. Logicamente falando. Nossa, eu sonhei que tinha um macaco que de repente crescia uma asa nele, ele saía voando. Por quê? Porque é um símbolo. Aí você vai analisar o que que é um macaco, simbolicamente falando. Ah, acho que tem a ver com algum aspecto primitivo ou com um lado meu mais animalizado. Mas pera aí, ele cria a asa, ele se aperfeiçoa, ele se transforma, ele se sublima. É dessa forma que a gente conversa com o símbolo e a gente deve analisar os sintomas também dessa forma simbólica. Quando eu vou falar de problemas sintomáticos, é assim que eu vou analisar para entender de onde ele veio. Eu dei o exemplo da gastrite e a gente pode perguntar o que que é que não tá sendo digerido na sua vida. O que que você tem tem engolido e que tá descendo atravessado? Que não é o que você queria? você tá aceitando algumas coisas, se submetendo, mas você não tá concordando. É assim que a gente vai analisando os sintomas, os problemas que vão acometendo. A gente pode dizer sobre sincronicidade, existe até uma sequência mais ou menos, né? A gente começa, quando o inconsciente precisa conversar com a gente, ele começa mandando imagens no sonho, imagens oníricas. é o jeito mais simples, mais fácil, menos doloroso,
ncia mais ou menos, né? A gente começa, quando o inconsciente precisa conversar com a gente, ele começa mandando imagens no sonho, imagens oníricas. é o jeito mais simples, mais fácil, menos doloroso, mais eficiente, mais rápido. Ele começa a mandar mensagens no sonho. Se eu souber aproveitar, eu já capto. Pera aí, tem alguma coisa aqui que eu tô vivendo. Meu inconsciente tá dizendo para mim que eu preciso olhar para isso. Aí eu vou, elaboro o sonho, penso no sonho, avalio a minha vida, reformulo algumas posturas, enfim, e pronto. A mudança é pequena, mas eu descarto o sonho. Não sonho, não lembro de sonho. Tone com sonho, não entendo o sonho. OK, começa a aparecer sincronicidade. Puxa vida, isso tem acontecido com várias, com frequência. Terceira vez que me aparece esse tema. Uma hora veio num livro, outra hora veio alguém conversando ou nossa, tá dando errado com frequência isso ou puxa vida, de novo me surge um convite para fazer sincronicidades, né? Coincidências significativas que não são caóticas, aleatórias, ocasionais, né? Por acaso não. Elas têm uma mensagem que você começa a perceber uma certa inteligência. É de novo a vida tentando conversar com você, mas você não enxerga isso. Você é uma porta, não presta atenção em nada. Tá bom? Então, precisamos de uma mensagem mais material. Aí começa a aparecer sintomas. Esse essa energia que tava circulando, pedindo atenção, ela não foi dissolvida enquanto ela estava só na forma da energia psíquica, né? Então ela começa a se manifestar no corpo, agora eu começo a sentir na pele e aí eu tenho chance de nos primeiros sintomas, se eu sei fazer uma leitura do meu corpo, presto atenção em mim, eu já vou vasculhando, tem alguma coisa dando, é mudando, tem alguma coisa requerendo atenção, pronto. Mas se eu de novo não presto atenção no meu corpo, ela vai evoluindo. Então algo que é primeiro um sintoma, passa a ser uma disfunção e se torna uma doença. Então, é o é sempre o o você mesma pedindo atenção, pedindo mudança. E se
tenção no meu corpo, ela vai evoluindo. Então algo que é primeiro um sintoma, passa a ser uma disfunção e se torna uma doença. Então, é o é sempre o o você mesma pedindo atenção, pedindo mudança. E se você não vai ouvindo, isso vai sendo cada vez mais gritando mais, né? Então é um símbolo que a gente deve sempre eh prestar atenção a quando a gente vai evitar a dor, ela vai aparecer pra gente nessa forma simbólica de um sonho, de um sintoma, de um problema com frequência, de uma sincronicidade, né? Então eu preciso prestar atenção para antecipar a solução. Aí eu trouxe dois trechos que falam sobre essa questão do inconsciente e sobre a somatização. Um está no livro Vida, Desafios e Soluções, capítulo 7. E ela lembra do Freud, que é esse grande e eh desbravador do inconsciente, né? Para Sigmund Freud, tanto quanto para Gustav Jung, que que continuou essa pesquisa, o inconsciente somente se expressa através de símbolos e esses símbolos podem e devem ser buscados para a conveniente interpretação através dos delicados mecanismos dos sonhos da imaginação ativa, de modo a serem entendidas as suas mensagens, que é aquilo que eu acabei de falar. Então, vale a pena a gente parar, elaborar, pensar a respeito, perguntar para que que esse sonho vem, o que que ele tá querendo te mostrar. E no livro O Ser consciente, capítulo 4, Joana diz: "A insegurança, a frustração, os complexos de inferioridade, perturbando o equilíbrio psicológico, transferem-se para as reações nervosas, manifestando-se em contrações musculares, fixações, repetições de gestos, palavras, condutas alienadoras. que degeneram nas psicosices compulsivas específicas, cada vez mais constritoras em curso para o desajuste total. Então, ela tá dizendo isso, começa pequenininho, aí vai desajustando, começa pegar uma parte física até se tornar uma neurose, até se tornar um problema realmente físico, até estar na matéria, né? Então, lembrando que nós somos um ser total, tudo se integra, então não dá pra gente fugir. Aquilo que
até se tornar uma neurose, até se tornar um problema realmente físico, até estar na matéria, né? Então, lembrando que nós somos um ser total, tudo se integra, então não dá pra gente fugir. Aquilo que eu penso vai ser transferido pro meu corpo. Se eu mudar o padrão de pensamento logo, é, é como se ele só tocasse a matéria. Mas se eu fico alimentando esse padrão e eu continuo, então eu eu afeto a matéria, eu afeto a matéria, eu afeto a matéria. chega uma hora que eu imprimo, aí a matéria já passa a ter a a propriedade daquele pensamento. Então, a gente tem certa resiliência, não é porque pensei uma coisa já somatizou, não. Agora, se eu penso e continuo pensando e eu penso de novo, eu volto na emoção, eu vou, né, batendo no mesmo lugar, chega uma hora que eu machuco. Aí machucou, já faz parte da matéria, eu já vou poder perceber a somatização acontecendo. Eh, então não adianta essa evitação. Essa evitação muitas vezes vem na forma de repressão, são as fugas do ego, né? Repressão, negação, ã, e outros tipos de fuga, né? racionalização, fico querendo explicar tudo. São todas formas que eu vou procurar não sentir. E se você não quiser sentir a dor no momento, você vai jogar ela pra frente. Ela vai mudar de forma. Algumas vezes ela vai ficar mais intensa, mas ela vai voltar. Então não dá pra gente evitar. Então a gente vai tentar entender qual que é a finalidade do sofrimento. Então para que que eu sofro? Se se eu preciso sofrer, se ele é pedagógicos, né? Se se sofrer faz parte do processo de crescimento, ele não é algo por si, mas ele é decorrente de um crescimento. Sofrimento não é algo por si. Deus não manda um sofrimento, Deus manda crescimento. Quando eu cresço, para eu crescer tem certo desconforto. Então, o sofrimento é uma é uma característica do processo de crescimento. O sofrimento em si não é por si só uma entidade. Deus não manda um sofrimento na sua vida. Deus manda para você oportunidade de crescimento. E aí, se você vai crescer para um lado, crescer pro outro, vai ter um
to em si não é por si só uma entidade. Deus não manda um sofrimento na sua vida. Deus manda para você oportunidade de crescimento. E aí, se você vai crescer para um lado, crescer pro outro, vai ter um desconforto de um jeito ou de outro. Então é uma qualidade o sofrimento não é um substantivo no sentido de ter vida por si só. É como o mal. O mal também não existe por si só. Ele é uma característica da forma como a gente age. Ele é resultado. Ele é produto de algo. Ele por si só não tem existência própria. Sofrimento também. Eu vou sofrer mais ou menos ou não sofrer, dependendo de como eu vivo a minha vida. Então, a finalidade do sofrimento, né, ele é pedagógico, né? A gente vai ter alguns tipos de sacrifício, frustração e tudo isso dói, é chato, mas cresce. E quando a gente cresce, aquilo que antes nos fazer sofrer já não faz mais. A gente vê isso nesses benfeitores da humanidade, que a gente sofre por qualquer coisinha e eles sofrem por quase nada. Passaram os mártires. Olha os sofrimentos daqueles cristãos que enfrentaram feras. Foram incendiados vivos naquele naquela época dos circos romanos. Olha o que que é ter condição de falar: "Eu passo por isso, mas não abjuro". A gente sairia correndo. Imagina se hoje encostou em mim. Ai ai ai ai. Imagina ter que me provar a minha fé tirando minha vida. Não vou. Então, quanto mais a gente se fortalece, menos vulnerável ao sofrimento a gente é. No nosso grau de evolução, ele ainda nos abala muito. A gente morre de medo de sofrer. Conforme a gente vai progredindo, as coisas não vão sendo tão hã a percepção que a gente tem, a interpretação que a gente tem muda e isso faz com que mude a forma como a gente sente também o sofrimento. Então eu termino com vida, desafios e soluções, capítulo um. E Joana diz assim: "A doença, no entanto, nem sempre representa estado de calamidade na maquinaria ou nos equipamentos responsáveis pelas expressões da inteligência, do pensamento e da emoção. Quando bem entendida e direcionada para finalidades superiores que são
estado de calamidade na maquinaria ou nos equipamentos responsáveis pelas expressões da inteligência, do pensamento e da emoção. Quando bem entendida e direcionada para finalidades superiores que são conseguidas por meio da reflexão, do amadurecimento das ideias, pode ser considerada, em muitos casos como terapia preventiva, amar-lhes piores." os de natureza moral profunda, espiritual, significativa, advertindo que a organização somática é sempre uma indumentária de breve duração e que o ser em si mesmo é quem merece todo o investimento de preocupação e esforço iluminativo preservador. Então a gente lembra, eu lembrei do Sócrates quando ele está preso injustamente porque ele falava o que a massa não queria que se falasse. Ele despertava as consciências dos jovens e o estado predominante não tinha interesse em mentes livres. Então ele foi acusado injustamente de perverter. Na verdade ele estava libertando as mentes, né? Ele só fazia perguntas. Ele não era um doutrinador. Hoje parece que ser doutrinador e ensinar como pensar, tudo bem. Agora, você querer libertar as mentes até hoje, olha, Sócrates é de 500 anos antes de Cristo. Até hoje a gente tem dificuldade de libertar as mentes para que cada um tenha chance de pensar o que quiser. A gente precisa que pense de um jeito, senão a gente cancela. E, enfim, mas aí a gente lembra de Sócrates lá preso e os seus discípulos, né, tentando fazer justiça, né, pelos próprios meios que dispunhaam. Então, eles conseguem eh subornar o guarda para que ele deixasse o Sócrates escapar. Então, eles vão conversar com o Sócrates, porque você tá sofrendo, você tá preso, você tá sendo injustiçado, olha o lugar que você está, a gente vai permitir que você seja livre. E ele faz aquela reflexão, né, a última lição da sua vida. E ele fala: "Eu, quem está preso é o meu corpo. Eu não estou preso." Agora, se eu sair por essa porta tendo subornado uma outra, uma outra mente, eu nunca mais vou ser livre. O corpo pode ser livre, mas eu vou ser preso da minha consciência para
o. Eu não estou preso." Agora, se eu sair por essa porta tendo subornado uma outra, uma outra mente, eu nunca mais vou ser livre. O corpo pode ser livre, mas eu vou ser preso da minha consciência para sempre. Então é ele mostrando pra gente como ele via o sofrimento, o sofrimento do corpo de de receber depois a culta e e ter o a dor da daquilo corroendo o corpo até ele morrer. Isso para ele era menos assustador do que ele precisar se se ã se sujeitar a mudar a seu pensamento, abrir mão da verdade, né? como filósofo, amante da sabedoria, amante da verdade, buscador da verdade, ele estaria, ele estaria jogando fora o ser que ele é. Então, a gente vai fortalecendo o espírito, as coisas da matéria não nos afetam tanto. Os maiores sofrimentos serão aqueles, como Joana diz, morais. Hoje é muito triste de a gente observar que as pessoas evitam o sofrimento corporal, mas não tem nenhum problema em sofrimento moral. A imoralidade está correndo solto. Ninguém parece que em termos de massa se incomoda com o que é imoral, mas com o sofrimento do corpo, esse a gente não quer. A gente quer mecanismos de fuga, né, para poder se livrar da dor momentânea. E estamos cultivando um belo terreno de dores maiores no futuro. O bom é que sempre teremos mais uma chance. mais uma chance, porque temos aí a eternidade para crescer, mas se a gente puder antecipar, tomando consciência antes, melhor pra gente. Obrigada pela atenção de vocês e espero vocês na semana que vem, se Deus quiser.
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