A Cultura do Sofrimento Evitado | T10:E03 • O mito do bem-estar permanente

Mansão do Caminho 25/02/2026 (há 1 mês) 48:48 2,441 visualizações

Neste terceiro episódio da temporada, Cristiane Beira analisa uma das ideias mais difundidas na atualidade: a crença de que é possível — e até obrigatório — manter-se bem o tempo todo. A proposta do estudo é examinar o chamado “mito do bem-estar permanente”, que alimenta frustrações silenciosas, comparações constantes e a sensação de inadequação quando surgem as dificuldades naturais da vida. À luz da Psicologia Espírita, compreende-se que a existência humana é marcada por ciclos, desafios e aprendizados, e que o desconforto emocional não representa fracasso, mas oportunidade de crescimento. O episódio convida a uma revisão honesta das expectativas que criamos sobre felicidade, equilíbrio e sucesso, resgatando a visão de que a verdadeira paz interior é construída com maturidade, consciência e responsabilidade diante das próprias experiências. 📚 Referências bibliográficas • Psicologia da Gratidão – capítulo 3 • Amor, Imbatível Amor – capítulos 4 e 6 • Em Busca da Verdade – capítulo 4 Obras de autoria espiritual de Joanna de Ângelis. 🎙 Série: Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis 🕊 Tema da temporada: A Cultura do Sofrimento Evitado 📚 Base: Psicologia Espírita #PsicologiaEspírita #JoannaDeÂngelis #CulturaDoSofrimento #BemEstar #Autoconhecimento #EducaçãoEmocional #Espiritismo #CristianeBeira #MansãoDoCaminho #DivaldoFranco *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

M. Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Temos falado no início dessa 10ª temporada a respeito do sofrimento, tentando trazer a consciência o papel que ele tem. desempenhado o lugar onde a gente tem colocado a ideia do sofrimento no momento atual. Eh, quando nós olhamos paraa oportunidade que as redes sociais nos oferecem, a internet, de que todo mundo hoje pode falar de si, pode apresentar a própria vida, pode divulgar as próprias experiências e a gente vem notando o quanto que isso tem uma tendência de a gente criar um mundo ilusório, fantasioso, um recorte restrito das nossas experiências do dia a dia. o quanto a gente tem direcionado isso para um nicho muito pequeno de só colocarmos e falarmos e apresentarmos as boas experiências, aquilo que é é tido como sucesso para o mundo. E aí quem está do lado de lá, olhando aquilo que eu apresento do lado de cá, procura fazer uma ideia do todo a partir daquilo que eu apresento. A gente cai então nessa ilusão, nessa vida ilusória, como se eu fosse só aquilo que eu mostro. E as pessoas olham pra minha vida, tiram uma conclusão a partir daquilo que eu mostro, porque teoricamente eu tô falando por onde eu andei, o que que eu comi, com quem eu estive, o que que eu senti. Cria uma ideia de que, ah, então eu tô tendo uma ideia do que que é a vida da Cris, né? E e na verdade não é falando da minha como exemplo, se bem que eu não faço isso. Então, mas mas é isso que a gente costuma fazer. a gente passa uma ideia como se fosse: "Olha, gente, vem me acompanhar, a minha vida é mais ou menos essa". Mas não é, a gente a gente filtra, a gente recorta e cria-se então uma concepção que foge da realidade. E essa concepção passa a ser também referência, um parâmetro de referência para as pessoas buscarem. Então, a gente cai numa numa armadilha que se autoalimenta. Eu mostro só as partes que me interessam, as pessoas fazem uma leitura de como se minha vida fosse o todo e não só essas partes. Aí elas também querem alguma coisa semelhante e

ha que se autoalimenta. Eu mostro só as partes que me interessam, as pessoas fazem uma leitura de como se minha vida fosse o todo e não só essas partes. Aí elas também querem alguma coisa semelhante e aí elas vão atrás de uma vida que seja só assim. Se não for desse jeito, não vale a pena. Aí elas pra parte delas também começam começam a mostrar somente recortes e a gente cai então no mundo de fantasias, né? Somos todos alices perdidas, perdidos nesse mundo das maravilhas. A gente tá vivendo plenamente o o conto do Lis Carol. Estamos todos ã vivendo num lugar que a gente não sabe, perdidos, não sabe da onde a gente vê, nem para onde a gente vai. E vamos vivendo conforme todo mundo vive. seguindo os padrões sociais. E onde fica o sofrimento nisso tudo? Pois é, esse sofrimento não tem um lugar validado, né? a gente não vai, lógico que tem ã conteúdos específicos para falar de dor e sofrimento. Tem pessoas que trazem isso, mas quando a gente faz uma análise do do que tá massificado, do que as pessoas costumam mais fazer, não é difícil da gente perceber que o sofrimento tem sido evitado. E é esse o tema central da nossa temporada. Por a gente evita o sofrimento? O que a gente acha que vai conseguir com isso? Onde a gente chega se a gente viver uma vida não falando da sombra e negando o ruim, fugindo do desconfortável? O que que o que que a gente espera do futuro? Se a gente acredita, porque estamos aqui numa sala virtual dentro do ambiente, né, do guarda-chuva, da mansão do caminho. Então, se estamos nesse lugar, nesse ambiente espiritualizado, que propõe reflexões mais profundas e temos vivido uma vida mais superficial de, vamos falar só de luz e do que é bonitinho, como é que a gente linca uma coisa com a outra? Porque Jesus falou: "No mundo tereis aflições. Meu reino não é deste mundo. Procure cultivar valores no céu." Então Jesus já deu a dica. Não é aqui que a gente tem que impressionar as pessoas. E aí como é que a gente concilia e como é que a gente vive? Então a proposta é essa. A gente falou

r valores no céu." Então Jesus já deu a dica. Não é aqui que a gente tem que impressionar as pessoas. E aí como é que a gente concilia e como é que a gente vive? Então a proposta é essa. A gente falou no final no final do último episódio sobre o despertar. A gente precisa despertar porque senão a gente cai nessa vida que é uma vida fantasiosa e ela é discrepante em si mesma. Porque eu tenho momentos em que eu procuro profundo, vou para uma palestra espírita, vou numa casa religiosa, leio algum livro que me leva para dentro e depois eu fecho aquele conteúdo, abro a vida que tá aí fora e começo a correr atrás do que todo mundo corre, viver como todo mundo vive. E e que que vida alienada é essa, né? Uma é uma cisão da consciência, é uma coisa meio que esquizofrênica. Então, a proposta desse desse tema da gente trazer não é cultuar o sofrimento, ninguém vai romantizar a dor, mas também trazer o chacoalhar, o vamos parar para pensar, para saber se a gente não tem caído nessa armadilha. Não é porque todo mundo hoje só fala do lado pirlim pimpim da vida, das da dos do das das luzes que a gente vai fazer isso também. Então, se a gente não acordar, a gente pode cair nessa tendência de negar, esconder, fugir da dor, porque ela tem sido vista como fracasso, né? A gente fala sobre tristeza, é uma, é um dos pontos importantes, né? Como que a tristeza é vista hoje para você testar? Faz uma experiência ao vivo. Se você tiver num supermercado e e faz de conta que você tá falando no celular, para justificar também para as pessoas não acharem que você tá maluca, faz de conta que você tá falando no celular e começa a rir. [risadas] Ai que legal, que engraçado isso. As pessoas vão passar e talvez pensem: "Ai, gente, tá falando, conversando no supermercado, né? tá falando alto ou tá aí muito à vontade, mas tudo bem. Agora pega o telefone e começa assim no supermercado, ai meu Deus, mas como? E começa a chorar no supermercado e vê se a reação vai ser diferente e vai. É como se a gente falasse, uma coisa tá certa,

Agora pega o telefone e começa assim no supermercado, ai meu Deus, mas como? E começa a chorar no supermercado e vê se a reação vai ser diferente e vai. É como se a gente falasse, uma coisa tá certa, a outra tá errada. Tem problema, tem problema. A gente faz essa leitura. É porque tudo bem, dá para justificar no sentido de que se você tá leve, alegre, você não tá precisando de ajuda. Se você tiver chorando, talvez você precise de ajuda. Então, se for nesse caso, OK, justifica. Mas será que é esse o caso? Porque tem outras situações em que você tá, por exemplo, com amigos e aí você ã tá alegre, né? As pessoas podem comentar: "Você tá alegre hoje, né, Cris?" É, tô, tô feliz, deu tudo certo no que eu tava fazendo. OK. Aí se você tá chorosa, né? Se você fica disfarçando, fica enxugando as lágrimas, fica quieta, fica com cara de quem tá tensa, aí as pessoas perguntam: "Mas e aí?" E aí você comenta aí, que que elas tendem a fazer? "Ah, mas isso passa?" "Ah, não, mas vai dar tudo certo? Ó, mas vamos ficar alegre, então vem cá, vou levar você para passear, a gente vai distrair." É como se tivesse uma voz por trás, né? Que diz assim: "Não faz essa cara, Cris. É, não é a cara que eu quero. Eu prefiro levar você para tomar sorvete e aí você fica boazinha de novo. Você faz uma carinha feliz porque eu não quero essa cara, não quero lidar com essa tristeza que você traz. Então essa tristeza, ela incomoda, ela é lida como problema, como errado. Quase nunca as pessoas vão falar assim: "Cris, faz parte, pode chorar, pode chorar. Você quer que eu faça alguma coisa para você? Quer que eu fique só quietinha aqui? Tá tudo bem, Cris. A vida é assim, então chora, sinta, se você quiser contar do que você tá passando, eu vou te ouvir. Mas essa naturalidade ou você tá junto de alguém que já é terapeuta e já e já se deu conta disso, porque no vulgo popular essa permissão para chore, chore, faz parte, tá tudo certo. Essa naturalidade é muito rara. A gente vai tentar tirar o outro desse lugar. Não, não, não, não.

e deu conta disso, porque no vulgo popular essa permissão para chore, chore, faz parte, tá tudo certo. Essa naturalidade é muito rara. A gente vai tentar tirar o outro desse lugar. Não, não, não, não. Vamos lá, vamos ficar alegre, né? Antigamente falava antes de casar Sara, tipo, desvia, vem cá, vamos fazer uma coisa alegre, fuja, fuja da dor, fuja do sofrimento, faz conta que não tá acontecendo nada. Então, a gente chamou esse terceiro episódio de o mito do bem-estar permanente, porque parece que é essa mensagem que a atual sociedade com seus padrões sociais tem estabelecido. É um mito do bem-estar permanente. Você tem que estar sempre bem, senão você vai incomodar as pessoas. E as pessoas, ou se tem alguém com problema, ai você viu fulana, ah, eu não, ela tá sempre com problema, não quero gente com problema na minha vida. E a gente vai descartando. Tudo bem, tem pessoas que são patologizadas por natureza, ok? chega uma hora que você fala: "Eu não tenho como ajudar". E aí a pessoa fica voltando no mesmo assunto. Então, talvez ela precise mesmo de um tempo para perceber que tem um custo esse esse padrão de comportamento, mas às vezes não. A pessoa tá tudo bem. O dia que ela apresentou para você um problema, você descarta ela, você foge, né? Então é um mito de eu tenho que estar sempre bem, você tem que estar sempre bem, nós temos que estar sempre bem, não vamos falar de problema. É uma coisa que tem instituída, né? é irreal, é fantasiosa. Eh, mas a gente pergunta, o que que é esse bem-estar? Essa é uma primeira pergunta. Então, a gente tem falado que nós temos que despertar. Presta atenção para você não cair nessa ilusão que tem se sido disseminada, né? Que tá tudo bem, suas coisas só podem estar bem, não pode sofrer. Mas o que que é esse bem-estar? E aí a gente vê a diferença. O bem-estar real é você estar bem com você, consciência tranquila, senso de propósito alinhado com conduta do dia a dia, noção de sentido da vida, ou seja, eu sei para onde eu quero ir, eu sei quais são os meus valores. Isso é

tar bem com você, consciência tranquila, senso de propósito alinhado com conduta do dia a dia, noção de sentido da vida, ou seja, eu sei para onde eu quero ir, eu sei quais são os meus valores. Isso é bem-estar. Eu posso estar com esse bem-estar passando por uma doença. Eu posso estar com esse bem-estar vivendo uma perda, tendo tido uma queda financeira. E esse bem-estar está ali, porque é esse alinhamento interno com a vida que você tem levado. Mas o que que é o bem-estar normalmente para as pessoas? É estar alegrinho, com dinheiro no banco, com festas na agenda, com promoções profissionais em andamento, com os filhos perfeitos. Isso pra gente tem sido bem-estar. As coisas de fora precisam estar todas dando certo. Aí eu falo que eu estou com bem-estar. Não é verdade isso não é verdade. E a gente vê isso porque muitas vezes tá tudo muito certo lá fora e eu tô péssima por dentro. Porque eu não, o meu self está chamando atenção. Cris, o que você veio fazer aqui você tá deixando para trás. Tem coisa pendente, Cris. você não tá se aprofundando, você tá perdendo tempo, o tempo tá passando, você não tá se se desenvolvendo. Então não adianta fora tá bem, mas a gente vende essa ilusão de que as coisas para eu estar no bem-estar, as coisas de fora têm que estar todas funcionando. Então isso é o objetivo dessa temporada, é criticar, é questionar, é conversar, é é provocar para que a gente mexa nesse tema, para que ele fique mais consciente, mais claro, que a gente não tenha medo de sofrer, que a gente entenda o propósito do sofrimento, que a gente não caia nas armadilhas de vida perfeita, de ilusão, de bem-estar permanente e que a gente não se sinta fracassado se a gente eh não não se a gente encontrar com dores. e sofrimento. Eu lembrei de um episódio um tempo atrás que eu tava conversando com uma pessoa já de idade que teve uma vida dedicada aos outros, viveu para cuidar, viveu para ser gentil para acolher e chegou na chegou na velice, tá lá na casa entre 80 e 90 anos, né? coisa que

do com uma pessoa já de idade que teve uma vida dedicada aos outros, viveu para cuidar, viveu para ser gentil para acolher e chegou na chegou na velice, tá lá na casa entre 80 e 90 anos, né? coisa que já é difícil de chegar e chegou e tá bem, a pessoa tá bem, mas eh passou a ser cuidadora principal de uma outra pessoa da família que adoeceu. Então a gente já sabe quando entra numa situação de cuidados, vamos chamar paliativos, né, que às vezes se se demoram sei lá quantos anos, o cuidador principal precisa ser atendido porque é um desgaste emocional. Ainda mais se ele tem relação afetiva com quem ele cuida, é um desgaste emocional gigantesco. Essa pessoa vai adoecer. Bom, dito e feito. Então essa essa senhora que já tá lá na fase idosa, cuidou 24 horas por dia, 7 dias por semana, acompanhou, ajudou, acolheu, atendeu e não queria abrir mão disso, apesar dos dos alertas, olha, precisa descansar, vamos revesar e tudo mais. mas tava ali e ainda aguentou muitos anos, aguentou, sei lá, 4, 5 anos. Aí chegou num ponto em que a pessoa em que ela ela adoeceu emocionalmente falando. E qual foi a leitura dela? Então vamos pensar, gente, pela descrição que eu fiz, que que eu falaria? Nossa, uma heroína, uma heroína nessa idade, tendo dedicado a vida inteira a cuidar dos outros, ainda cuidou de uma de um caso difícil por tantos anos, dedicação total e e deu conta por tantos anos, por 5 anos. Que heroína! Qual que foi a visão dela? Fali, minha vida não adiantou. fali, sou uma fracassada, não dei conta para que que serve minha vida, eu não sirvo. Aí eu pergunto, de onde ela tirou esse ponto de vista? Ela tirou do contexto atual, porque nada é suficiente, nunca tá bom. Você tem que render, você tem que performar onde já se viu, mas é da sua família, tá bom? Mas eu fiz a minha parte, mas a sociedade não olha assim, né? Então a gente vê às vezes, ah, os filhos colocaram os pais numa clínica, ai onde já se viu? E a gente julga com facilidade, né? Então é isso. Parece que é uma cobrança de um lado de que você

ssim, né? Então a gente vê às vezes, ah, os filhos colocaram os pais numa clínica, ai onde já se viu? E a gente julga com facilidade, né? Então é isso. Parece que é uma cobrança de um lado de que você tem que performar, de que você tem que render, que você tem que ir até o fim, que você tem que conseguir, que você tem que superar. Mas cada um é cada um, né? Às vezes eu consigo um ano, o outro consegue dois, outro consegue cinco, mas ninguém consegue tudo o tempo todo para sempre. Mas a sociedade exige isso. E ela tava me contando isso porque ela diz os comentários que começaram a chegar. Ai que pena, né? Aí coitada de você, coitada do da fulano, coitada do ciclano. Mas por que coitada? Nossa, tá tudo bem, tá tudo em ordem, tá tudo organizado. Mas ela pediu ajuda e ela precisou de ajuda. Ah, faliu. Então, olha onde que a gente tá entrando, né? Então, por isso que precisa essa coisa do despertar. Então, a gente costuma ouvir frases do tipo, eh, eu não, eu devia estar feliz, afinal de contas, olha a vida que eu tenho, eh, eu não tenho direito de reclamar, eh, ah, não, isso é coisa da minha cabeça. Então, é assim, né? A gente não vai passar pano para reclamão, porque tem gente que mergulha na reclamação, não é isso? Mas é a gente saber diferenciar. Uma coisa é, eu eu tenho direito, eu devo ter direito de validar aquilo que eu sinto, né? Então, se eu falar, eh, eu não estou feliz, eu tenho direito de validar. Ah, mas Cris, você tem saúde, você tem família, você tem tudo bem, eu eu eu continuo infeliz, eu preciso descobrir em mim o que que é que tá desorganizado para ver se eu consigo me reestruturar e voltar a ser feliz. Nesse momento eu estou infeliz, eu não tô identificando o que que é, mas eu tenho que ter direito de ser infeliz. Não quer dizer que eu vou sentar, reclamar, lamentar, desistir da vida, culpar os outros, não é isso. Mas assim, a gente não sabe que validar a emoção é simplesmente aceitar. Estou sentindo isso, que que eu faço agora? Aí é outra questão. Não, você não tem direito de

ida, culpar os outros, não é isso. Mas assim, a gente não sabe que validar a emoção é simplesmente aceitar. Estou sentindo isso, que que eu faço agora? Aí é outra questão. Não, você não tem direito de falar isso porque senão você já cai na pessoa. Ah, mas você não pode reclamar. Olha a sua vida. Mas não é, eu não tô dizendo que tá errado. Eu não tô culpando Deus. Eu não tô dizendo que eu sou uma pobre coitada que tá sendo injustiçada. Eu tô só validando minha dor, né? Então, quando alguém fala: "Ah, eu não posso reclamar". Pode. Você não deve ficar na reclamação, se manter na reclamação, fazer uma reclamação, como quem se diz, injustiçada, culpando Deus. Isso é ruim. Agora, eu reclamar, eu tô cansada. Isso é uma reclamação. Eu não posso fazer isso. Eu não tô culpando ninguém. Eu não tô me pondo de coitado, eu tô só validando uma dor. Então a gente é tão, entre aspas, desculpa a expressão, analfabetos em termos de compreender o mundo íntimo, as emoções, em termos de saber o que é bem-estar e o que não é, o que que é validar uma dor e o que é cair em lamentação e reclamação, né? Então é uma pena e essa é uma proposta nossa que a gente pare para pensar sobre isso e a gente vá se aprimorando, né? vá se desenvolvendo, vá se educando mesmo eh nesse lugar que não se fala. Então, se não se fala, vira tabu. Ninguém quer saber de falar de sofrimento, porque a gente tem medo de cair nessas polarizações. Ou eu vou ficar cultuando, romantizando a dor, caindo numa vitimização, ou eu alieno. Não tá acontecendo nada, tá tudo bem, não posso reclamar mesmo, não tenho direito de reclamar. Quem sou eu para reclamar? E o lugar do enfrentamento, que é ficar de frente, olhar, falar, entender, procurar alternativas criativas, como diz Yun, né? A gente não sabe esse lugar, a gente só sabe esses dois. Então, o nosso convite é para esse. Vamos testar, treinar mais essa via que é pouco usada, que é vamos incluir a dor, o sofrimento, falar sobre ela, encontrar meios de superar, saber para que que vem, validar.

nosso convite é para esse. Vamos testar, treinar mais essa via que é pouco usada, que é vamos incluir a dor, o sofrimento, falar sobre ela, encontrar meios de superar, saber para que que vem, validar. Isso é enfrentar, isso é o bem sofrer que o Evangelho Segundo o Espiritismo propõe, né? Então, altos e baixos da vida são naturais, né? Eh, a gente vai precisa saber que na vida teremos aflições, como disse ã Jesus, né? E é muito pesada essa exigência de estar tudo perfeito. Eu só posso estar na crista da onda. Eu só posso estar no alto. Fuja do baixo. Não valide o baixo. Quem tá no baixo é fracassado. Não. Então vamos acordar e e agradecer pelos baixos, inclusive, porque são neles que eu me fortaleço para alcançar o novo auto e depois eu preciso cair de novo no sentido de aprender, no sentido de superar para ir crescendo, né? A vida é essa espiral que a gente vai galgando, passando pelas experiências, né? Então, cuidado, porque muitas vezes pra gente ter garantir essa ilusão de que tá tudo bem, o bem-estar permanente, a gente acaba desempenhando papéis de feliz, de religioso, de espiritualizado, de terapeutizado, né? Então, tô passando por uma perda de uma de um ente querido próximo da minha família, mas como eu sou católico, espírita, seja lá o que for, religioso, como eu faço terapia há não sei quantas décadas, não sei quantos anos, como eu acredito em Deus e tudo mais, então eu preciso estar bem nesse momento. Aí eu desempenho o papel porque no fundo eu tô péssima. Eu tenho vontade de me jogar no chão, de gritar, de espernear, mas eu preciso desempenhar esse papel. Então, cuidado. Existe uma questão de vou procurar me regular, vou tentar não me desesperar, mas eu vou permitir que a expressão passe. Então, eu vou chorar. Eu vou chorar. Eu eu vou tentar não me desesperar se eu conseguir, mas chorar eu vou. Agora existe um papel que eu represento que daí eu não posso chorar não. No enterro do meu parente, eu é que consolava as pessoas. Nossa, você acho que caiu na terra por engano. Você

as chorar eu vou. Agora existe um papel que eu represento que daí eu não posso chorar não. No enterro do meu parente, eu é que consolava as pessoas. Nossa, você acho que caiu na terra por engano. Você deveria estar lá na equipe de Dr. Bezerra ou de Jesus próprio. Então é uma ilusão de que eu não posso, eu não devo, onde já se viu. Eh, aquilo que eu sinto, eu sinto. Paciência. Não sou Jesus ainda. Lógico que eu vou lidar com isso, tentando organizar, não é? Me entregar pra dor. Agora, negar também não funciona, né? Então cuidado pra gente não estar nesse papel de iluminado, carregando ainda muita sombra. A sombra faz parte, tá tudo bem. Eu preciso ser amiga dela, porque ela que vai me dizer o que falta em mim. Ela vai me dizer o que sobra em mim para eu poder me integrar, crescer, me iluminar. Então nós começamos hoje com Psicologia da Gratidão, esse livro lindo, capítulo 3. E Joana diz assim: "A responsável pelos desafios e seus múltiplos aspectos é sempre a natureza que arranca o indivíduo do estado de entorpecimento para o conduzir ao de lucidez. É um movimento natural tirar a gente da sombra para levar a gente à luz. Em tudo estão presentes as duas faces, o claro e o escuro, o alto e o baixo, o iing e o yang, o inyang, a tristeza e a alegria, o bem e o mal. A oposição das forças do universo responde pela existência dele mesmo, assim ocorrendo de maneira equivalente no cosmo humano. Então, gente, no nosso grau de evolução, a natureza opera entre tensão, desculpa, opera na tensão entre os opostos. É na tensão entre os opostos que a natureza se manifesta. Eu preciso de referências. Jesus não precisa. Jesus está integrado. Ele sabe qual é o centro. Jesus sabe qual é o meio. Jesus sabe qual é a virtude. A gente não. A gente ainda é meio cego. Então eu preciso da referência para eu saber onde que eu devo ir. Então às vezes eu vou caindo para cá e vou caindo para cá porque eu não porque eu não sei, eu não eu não percebo. Então eu vou polarizando. Daí a hora que eu chego num

ra eu saber onde que eu devo ir. Então às vezes eu vou caindo para cá e vou caindo para cá porque eu não porque eu não sei, eu não eu não percebo. Então eu vou polarizando. Daí a hora que eu chego num polo, dói. Dói por quê? Porque eu tô polarizado. Polarização é doença, gente. Não é bom. O polo serve para eu saber aonde eles estão e eu procurar viver mais aqui, ó. Isso aqui é integrar. Isso é isso é é caminho do meio. Mas quando eu fico travada no polo, eu tô eu tô deixando de conhecer todas as outras nuanças. Vamos pegar uma coisa boba. Quando a gente fala da cor, do espectro das cores, se eu travar lá no infra vermelho, eu vou perder todas as outras cores que estão disponíveis. Se eu ficar no ultravioleta também, eu vou eu vou perder todas as outras. Então, o que que é bonito? É a gente trazer o colorido pra vida. Trazer o colorido pra vida é não polarizar, não estancar num lugar. É a gente uma hora tá infravermelho, outra hora tá outra violeta e outra hora tá branco, preto, azul, amarelo, verde, dourado, prateado, seja o que for. Então, para tudo é assim. A gente precisa estar aberto. Se eu fico travada num lugar, primeiro que quem tá no outro lugar se torna meu inimigo, porque não é meu. Então, se eu tiver aqui no violeta, eu sou eu sou inimiga do vermelho. O que você tá fazendo aí na outra ponta? É aqui que é o certo, é esse que é o bom. E nós temos feito isso. A gente polariza no lugar, fala que ele é o certo e aí quem não tá nele é inimigo. Vamos combater, vamos brigar, vamos anular, vamos excluir, né? Então, Joana tá dizendo isso, faz parte da natureza. ainda ela continua sombra, muitas vezes disfarça-se e dá a ilusão de que se pode ser essencialmente bom, nobremente generoso, completamente afetuoso, sem máculas, nem problema emocional. Hum. Essa façanha escraviza muitas pessoas desatentas, atraindo-as para o fanatismo religioso, racial, desportivo ou de qualquer outra natureza, gerando graves distúrbios de condutas e recalques de sentimentos. É normal e saudável deixar

ssoas desatentas, atraindo-as para o fanatismo religioso, racial, desportivo ou de qualquer outra natureza, gerando graves distúrbios de condutas e recalques de sentimentos. É normal e saudável deixar se vivenciar por uma raiva momentânea, por uma tristeza justificada, por uma reação anti-agressividade, não se permitindo, no entanto, transformar esses fenômenos emocionais em estado generalizado de comportamento. É momento, momento de raiva, não é ser raivosa como forma de viver. Esses transtornos procedem da obscuridade ainda existente no ser, que se vai libertando das injustões penosas para o fruir do bem-estar, não importando a situação em que se encontre. A sombra, dessa forma, não constitui um adversário perverso, mas um auxiliar. Ela é um termômetro, gente, no processo de autorrealização anelada, né? Então, é muito pesada a exigência da perfeição, de ser só luz. Eh, a gente precisa admitir que de vez em quando a gente vai fraquejar, de vez em quando a gente vai desistir, de vez em quando a gente vai pedir ajuda e ainda assim a gente vai ser um vitorioso, né? Como essa pessoa que me contou dessa experiência, essa senhora, né? Então, cuidado com esse papel, né? Eu preciso desempenhar o papel de ser boa. Então, eu sou só boa. Tem gente que se descreve assim, né? Tem gente que fala: "Ah, eu não minto. Ah, eu não, eu não sou desonesta". Gente, de vez em quando a gente é desonesto com a gente. De vez em quando a gente mente pra gente. Não, Cris, pode comer mais esse esse brigadeiro aí. Vai ser só mais esse, né? Tô mentindo para mim. Eu sei que não vai ser. Então, por que que a gente faz questão de ser polarizada, dar abertura? Eu não sei, gente. Eu não sei se eu minto de vez em quando, se eu não minto, mas eu tô vigiando. De vez em quando eu falo certo, de vez em quando eu caio e falo uma coisa que eu não deveria ter falado. O apóstolo Paulo falou isso. O apóstolo Paulo não falou assim: "Eu só passo bem", né? Ele falou: "Nossa, eu tô tentando fazer uma coisa, não consigo. O bem que eu quero fazer,

não deveria ter falado. O apóstolo Paulo falou isso. O apóstolo Paulo não falou assim: "Eu só passo bem", né? Ele falou: "Nossa, eu tô tentando fazer uma coisa, não consigo. O bem que eu quero fazer, eu não faço. O mal que eu não quero fazer, esse eu faço". Mas a gente bate no peito para falar que a gente é só luz, né? A gente não tem sombra. Então cuidado, porque isso é uma armadilha que nos prende e não nos deixa crescer. Porque para eu crescer eu preciso identificar a sombra. Se eu não tenho sombra, eu não identifico e eu não saio do lugar, né? Outro ponto que a gente vê bastante na sociedade atual é essas receitas fáceis, né? Nem diria fácil, possíveis a curto prazo para ser feliz. Então, como se fosse assim, é é uma venda de felicidade, é uma ilusão de que se a gente fizer ali dois, três passos, ler dois, três livros, fazer dois, três cursos, pronto, aí a gente vai ser feliz. Então, é como se tivesse facilitando prazeres, minimizando as dificuldades, os efeitos, como se fosse uma coisa banalizada. Gente, ser feliz é lá no último grau da evolução. Tem ainda três planet tipos de planetas, tipos de mundos, na verdade, né? Três tipos de mundos pra gente galgar no processo evolutivo descrito pelo Espiritismo. Como é que a gente pode falar da felicidade na Terra? O espiritismo já explicou, a felicidade na terra é relativa, absoluta, a gente nem sabe do que se trata, de tão distante que tá. Então, cuidado com essa facilidade de, né, parece que é tudo tão simples de você viver bem, de você ter bem-estar. É uma venda ilusória, na verdade, né? Minimiza o efeito do que é ruim. Às vezes a gente vê hoje essa visão materialista, né, de que tem que ser feliz hoje, minimizando os efeitos, por exemplo, de drogas. Ah, mas essa droga é leve. Droga. Vamos começar, vamos combinar. A gente começa falando: "Ela é uma droga. Ah, mas não faz nada em você até você ficar velha. Isso não vai." Mas tá bom, mas vai marcar meu perespírito, vai alterar. É uma conduta minha. Se eu preciso de algum tipo de droga, ainda

é uma droga. Ah, mas não faz nada em você até você ficar velha. Isso não vai." Mas tá bom, mas vai marcar meu perespírito, vai alterar. É uma conduta minha. Se eu preciso de algum tipo de droga, ainda que seja leve, eu tô dizendo que tem horas que eu não dou conta e eu fujo. Tudo bem, mas tome consciência disso. Eu fujo. Tem hora que eu fraquejo, eu fujo mesmo. OK. Agora, dizer que isso não é nada é iludir, é se iludir. Ou seja, se de vez em quando o negócio est apertando e eu tomar umas ou seja lá o que for para eu dar uma variada e fingir que nada tá acontecendo e isso é normal? Não, isso é isso é compreensível no nosso grau de evolução. Tudo bem, não dá para ser não dá para dar salto, eu ainda preciso disso, tá bom? Mas traga a consciência de que isso não é caminho para nada, a não ser para dar uma alienada, depois volta no mesmo lugar. Você não resolve sua vida dando uma alucinada. Você não, a hora que você voltar, as coisas não estão em lugares melhores, elas estão onde elas estavam. Ah, mas eu preciso descansar. Mas tem muito jeito de descansar sem precisar dar uma alucinada, né? Então, cuidado com essas vendas de facilidades, como se fosse tudo tudo normal, afinal de contas, avá, é só um, mas é uma questão de princípio de valor. Então, não tô dizendo para não fazer, tô dizendo faça com consciência. Tá errado, eu sei que não é o melhor, mas não dou conta. Nesse momento ainda tô nisso, OK? Mas tenha consciência de que futuramente você vai se livrar disso e vai conseguir enfrentar melhor sua vida, descansando, distraindo de formas mais eh saudáveis, emocionalmente, fisicamente falando, né? Ã, no amor imbatível amor, no capítulo 4, Joana aponta um pouco dessa tendência de a gente só viver na aparência, né? Então é muito preocupação com posse, né, com o ter, com o poder, com a aparência, com a estética. E isso tudo faz com que a gente evite a dor. E isso tudo faz com que a gente crie uma uma ilusão desse bem-estar permanente, né? Porque tá todo mundo só, tá todo mundo bem no no nas

a, com a estética. E isso tudo faz com que a gente evite a dor. E isso tudo faz com que a gente crie uma uma ilusão desse bem-estar permanente, né? Porque tá todo mundo só, tá todo mundo bem no no nas redes sociais. Nossa Senhora, ali é um mundo de fantasia. Todo mundo tá lindo, todo mundo tá bombando, todo mundo tá comendo bem, viajando, né? E e é uma Mas a vida, segundo Joana, altos e baixos, cadê o lado sombra da vida, né? Então, no amor imbatível, amor, capítulo 4ro, ela diz assim: "Quanto mais divertimentos, mais fugas psicológicas, menos prazeres reais". Ah, então vamos começar de novo. Minha entonação não tava boa. Quanto mais divertimentos, mais fugas psicológicas. Então, é diversão, é diversão, é prazer. É prazer, é fuga psicológica. Cadê a vida real? Eu preciso dar uma descansada e voltar, né? E menos prazeres reais, porque eu fico nesses prazeres efêmeros que são sensoriais, picos de, né, de de serotonina, seja lá do que for. e que que é um é uma é um instante, mas o verdadeiro bem-estar, aquele prazer que é perene, que é mais serena, ele ele ele é mais sereno, isso não é com essas fugas de adrenalina e de e de picos de prazer. Onde proliferem também surgem a crueldade, a indiferença pelo sofrimento alheio, a ausência da solidariedade, porque o egoísmo deseja retirar o máximo proveito da situação, do lugar, da oportunidade de fruir, de se iludir, como se fosse possível ignorar os desafios, os conflitos somente porque você busca anestesiá-los. Então, se eu vivo de prazer, de prazer, de prazer, porque eu quero isso, porque eu quero aquilo e gozar a vida e fruir a vida, cadê a dor do sofri? O sofrimento alheio? Não tem lugar. Eu não quero saber do que tá passando na sociedade, o meio ambiente, as crianças, os velhinhos, as mulheres. Não quero saber porque eu estou ansiando por me sentir freneticamente o prazer. Sentir freneticamente o prazer. Então, não dá para ser duas coisas ao mesmo tempo. Se eu quiser viver essa casquinha, eu não vivo a profundeza, a profundidade. Se eu quiser

ir freneticamente o prazer. Sentir freneticamente o prazer. Então, não dá para ser duas coisas ao mesmo tempo. Se eu quiser viver essa casquinha, eu não vivo a profundeza, a profundidade. Se eu quiser viver as coisinhas passageiras, eu deixo de viver aquelas que são eternas, né? Não dá para juntar tesouros no céu e na terra. Jesus já alertou. Você vai juntar em um lugar. Presta atenção onde você põe os seus tesouros. Juntar tesouros no céu, porque lá não a traça não corrompe, o a ferrugem não corrói, né? Então, presta atenção. E ela continua mais um pouco. As pessoas divertidas parecem felizes, mas não o são. A gente não conhece gente que vive fazendo piadinha. E aí, se você olhar lá no fundo do seu olhar, você vai ver que tem uma certa tristeza, um certo, uma certa dúvida. É ela tentando parecer. Na verdade, provocam risos porque conseguem mascarar os próprios sentimentos em um faz de conta sem limite. Demonstram seriedade, mesmo nos seus divertimentos. o que provoca, desculpa, eh, seriedade. Demonstram seriedade, mesmos nos seus divertimentos, o que provoca alegria, bulha e encantamento de outros aflitos sorridentes. Mas, passado o momento, volvem à melancolia, ao vazio em que se atormentam. A descontração muscular e emocional é forjada, não espontânea, nem rítmica, proporcionadora do prazer que harmoniza interiormente. É falso, é papel, é interpretação. Eu desempenho o papel de feliz, de alegre, de bem resolvido. Mas lá dentro eu não sou, eu não tô bem. Eu tenho dúvidas, eu não sinto que eu atingi o meu propósito existencial. Eu não me sinto completa porque me falta, me falta o que transcende a matéria. Me falta essa energia cósmica, essa conexão com o divino. Não dá, gente. A gente é criação de Deus. Se você não tá conectada com Deus, vai sempre faltar algo, vai sempre ter essa sensação de vazio existencial, porque falta, falta Deus. Eu preciso viver Deus comigo. Então é ilusão a gente achar que a gente vai encher a nossa vida de coisas passageiras e que vai dar tudo certo e a gente vai ser,

existencial, porque falta, falta Deus. Eu preciso viver Deus comigo. Então é ilusão a gente achar que a gente vai encher a nossa vida de coisas passageiras e que vai dar tudo certo e a gente vai ser, né, o o ó pode até ser pra terra. Bom, ainda no amor, imbatível, amor, mas agora no capítulo seis, Joana traz uma expressão muito interessante. Ela chama, ela cria essa, esse conceito, né? Ela chama de pessoas, pessoa espelho. E o que que seria essa pessoa espelho? É essa pessoa que parece. É porque o que é o espelho? Quando eu olho e eu vejo a cris no espelho, é a cris real? Não. Quando você olha você no espelho, quem é o real? O real é quem tá em frente ao espelho. A imagem que o espelho mostra é só uma casca, é só uma imagem. A realidade está em você. Então eu posso pôr uma maquiagem linda, pôr um sorriso no seu rosto e olhar a a imagem do espelho. Se eu for falar da imagem, é tudo lindo, maravilhoso. Mas se eu puder entrar dentro de você, que não vou poder entrar dentro dessa imagem. Não dá para eu entrar dentro do espelho para saber que que tem lá dentro, mas de você dá. Para entrar dentro de você, eu vou ver que tem dúvidas, que tem medos, que tem aflições, que tem melancolia, que tem arrependimento. Mas se eu olhar aquela imagem que é só isso que eu vejo, eu não eu não vejo quem é o ser real. Então, Joana diz: "É muito triste quando a pessoa que vive é só a imagem, como se fosse um espelho andando por todos os lugares. O espelho entra no centro espírita, o espelho entra na empresa onde trabalha, o espelho fala com os filhos. É muito triste quando é só a imagem que vive e esse ser profundo que tem tá aprisionado, esquecido, distanciado, né, abandonado. Então, nesse capítulo seis do amor imbatível amor, ela diz assim: "O ego, na sua ambição eh possessiva, esconde o ser o quanto pode. mascara a realidade como mecanismo teimoso de sobrevivência, desenvolvendo projeções, né, imagens para o exterior, mesmo em situação conflitiva, que é aquilo que eu tava falando, a pessoa tá enfrentando um

ra a realidade como mecanismo teimoso de sobrevivência, desenvolvendo projeções, né, imagens para o exterior, mesmo em situação conflitiva, que é aquilo que eu tava falando, a pessoa tá enfrentando um problemão na vida e aí você encontra com ela, ela o espelho, né? Ah, eu tô, não, imagina, eu lido, eu sou espírita ou seja lá o que for, eu dou conta, eu não sei, pode ser que ela seja um caso à parte, né, forte, madura. Ou pode ser que não. Ela só esteja ali como espelho, pessoa espelho. Essa é a imagem que eu quero que vocês vejam. Quem é que tá por trás dessa imagem? Tá, tá escondido. Porque eu tenho medo, tenho medo de mostrar minha fraqueza, eu tenho medo de mostrar minha dúvida, então eu prefiro esconder. Guardo lá no porão e eu mostro só o espelho pras pessoas, a imagem bonita. Continuando, a insegurança, os temores, os complexos de inferioridade, as compulsões mascaram o ser. E este, a fim de sobreviver no grupo social, que se lhe apresenta como hostil, passa a atuar de forma semelhante, isto é, em consonância com o que se lhe impõe, tornando-se pessoa espelho, mas tormentosa por dentro. Então, eu sou espelho nesse sentido, né? Preciso mostrar a imagem que é palatável, que é aceita. Eu vou mostrar uma crise que tá com dúvida, ninguém quer saber, né? A crise espírita que faz aulas, que prepara palestra, se ela falar assim: "Ai, de vez em quando me dá uma dúvida com relação a futuro ou de vez em quando eu acho que eu não tenho fé". Ah, não serve mais. Porque a gente espera o quê? Que ela mostre pra gente a crise espírita. espelho, né, que é perfeita na espiritu na como religiosa, como espiritualizada, como senão a gente joga fora, a gente gosta das pessoas espelho, a gente não quer o lado, o lado ruim. Tem uma história que a gente conta, contava, né, quando lidava com os adolescentes para falar sobre o erro, trazendo a importância de você olhar com com naturalidade pro erro, ele ele vai estar presente, né? Não dá para não querer errar. E aí a gente contava as histórias

dolescentes para falar sobre o erro, trazendo a importância de você olhar com com naturalidade pro erro, ele ele vai estar presente, né? Não dá para não querer errar. E aí a gente contava as histórias de pessoas que erraram muito e que e que foram pessoas de sucesso para mostrar que não é porque a pessoa teve sucesso que só deu só só deu tudo certo na vida dela. E aquele Jack Welsh, né, que é o papa, um dos uma das referências importantes da administração, ele na sua autobiografia ele conta que ele primeira vez que ele foi administrar eh seu gestor, né, seu administrador gerente de um chão de de um de uma planta de fábrica, ele explodiu a planta. Não teve tragédia, ninguém morreu, mas teve uma perda física ali e e assim e ele errou. Depois ele foi tentar pro pro ramo financeiro, ele falou um banco. Então essa pessoa chegou num lugar muito grande, é referência mundial, mas ele teve grandes erros. Se eu fosse falar assim: "Ah, não, uma pessoa que explode uma fábrica e fale um banco, jamais pode ser referência, a gente jogaria ele fora." Então, é ilusão nossa achar, a gente gosta de acreditar que existem pessoas perfeitas e que eu tenho que seguir só pessoas perfeitas. Que que elas estão fazendo para você? Elas estão escondendo muito bem escondido o seu lado sombra para você não descobrir, senão você vai parar de seguir, de admirar ou seja lá o que for. Mas a verdade é que todo mundo vai trazer a sua luz e a sua sombra, o seu alto e seu baixo. O importante é o que a gente faz quando cai, o que a gente faz quando erra. Ali é que a gente vê a grandeza da pessoa. Se ela assume, se ela estuda a a o erro, se ela se propõe a mudança, se ela se disciplina para fazer diferente, se ela cresce com o erro. Essa eu quero seguir, porque isso sim é exemplo para mim. Agora, achar que nós vamos encontrar pessoas que só acertaram, isso é bobagem, né? Então, Joana diz, ã, a mente astuta ainda, ainda tô nesse mesmo livro, tá, gente? Vou repetir ele aqui porque ficou longo. Amor, imbatível,

amos encontrar pessoas que só acertaram, isso é bobagem, né? Então, Joana diz, ã, a mente astuta ainda, ainda tô nesse mesmo livro, tá, gente? Vou repetir ele aqui porque ficou longo. Amor, imbatível, amor. Capítulo 6. A mente astuta, anestesiada pela ilusão, nega-se a aceitação da realidade por temor de se ver desmoronar o seu castelo dos sonhos. A gente adora construir um castelo e ter que se enfrentar eh despida das mentiras e quejantos. Momento, porém, chega, no qual se rompe essa couraça constritora e o sofrimento, o amor, o conhecimento, alegria íntima afloram, porque eu sou tudo isso. Eu sou luz e sombra. E surge num parto feliz a criatividade enriquecedora, equilibrada e tranquila, proporcionando saúde psicológica. Eu tenho tanto medo de mostrar quem eu sou, só que eu sou tão rica. É verdade que eu tenho minhas sombras e tenho minhas questões, mas eu tenho tanta coisa boa também que eu ignoro, porque não é o que as pessoas valorizam, porque não é o que dá ibope, então a gente se anula, né? Então cuidado com esses castelos. A gente vai muito para tudo ou nada. Ou a pessoa é tudo ou ela não vale nada, né? Cuidado com isso. Esses castelos de ilusão. A gente fala sobre individuação. A gente já falou nos nos episódios, nos eh nas temporadas anteriores, a gente falou bastante sobre a individuação, que é você se tornar quem você é, você se desenvolver de dentro para fora e não com base de fora para dentro. O que que você quer que eu seja, o que que a sociedade exige? Não. Eh, eu olhar para dentro, o que que eu preciso desenvolver, quais são os meus talentos e eu viver a vida minha, né? na vida dos outros já tem dono. Eu preciso viver a minha. Essa é a individuação. É você buscando ser cada vez mais consciente de quem você é. E isso significa descobrir as sombras, descobrir potenciais, talentos, tendências, mas também descobrir dificuldades, complexos, conflitos, traumas. Mas eu estou mais próxima de quem eu sou. Eu sou mais real do que as pessoas espelho, que só

scobrir potenciais, talentos, tendências, mas também descobrir dificuldades, complexos, conflitos, traumas. Mas eu estou mais próxima de quem eu sou. Eu sou mais real do que as pessoas espelho, que só mostram a parte que interessa para ter ibope, né? Então, quando a gente fala dessa individuação, é o quê? É a gente ter consciência da gente. Só que para ter consciência de si, a gente vai ter que aceitar uma aceitar uma dose de insegurança, de aflição, de ansiedade, porque não é fácil olhar para dentro. Eu não sei o que eu vou encontrar. Então, eu preciso entender que vai, não vai ser fácil, vai ser difícil. E quem estuda Joana fala isso. Nossa, de vez em quando a gente sai atordoada de uma aula dela, né? Mas é uma é um atordo ar que chacoalha para fazer despertar, né? Então, eh vamos só ratificar aqui que pra gente ter consciência e estar no processo de individuação, é a gente aceitar a luz e a sombra, os altos e baixos, os conflitos e as e as virtudes já desenvolvidas, né? Então eu anotei aqui, ó, paz não é ausência de conflito, é a serenidade de saber que a gente tá fazendo o nosso melhor, que a gente está consciente do que está fazendo, mesmo que a vida esteja num turbilhão. Serenidade é diferente de anestesia emocional. Não adianta eu estar lá chapadona, numa, né, alucinada. Isso não é serena. A serenidade é de novo estar confiante de que você tá certo no seu passo, de que você tá buscando o que precisa. E aí é uma questão de tempo para você ir vendo o fruto da sua do seu crescimento. E maturidade espiritual inclui atravessar as sombras, as dores, os sofrimentos. Faz parte. Então eu termino aqui trazendo em busca da verdade capítulo 4, né? Quando Joana fala do da importância da gente tomar consciência, da gente não se identificar com os padrões de comportamento da massa, da gente ousar, questionar, criticar, mostrar o diferente, da gente quebrar o espelho de mostrar pro outro só a minha carinha linda e só querer preencher padrões e só fazer o que dá ibope, né? Então, é como

te ousar, questionar, criticar, mostrar o diferente, da gente quebrar o espelho de mostrar pro outro só a minha carinha linda e só querer preencher padrões e só fazer o que dá ibope, né? Então, é como se fossem tarefas que nos cabem. Eh, tomar consciência da realidade. O que significa isso? é não se identificar com os padrões de comportamento da massa, mas ter coragem de olhar para dentro e identificar o que é só seu, o que é seu, para daí poder reconfigurar pontos de vistas, eh procurar aproveitar as mensagens e também melhorar comportamento. Ou seja, eu tô entendendo o que que meu mundo íntimo está me trazendo. E é aceitar o convite para se mudar, para se transformar, para evoluir, para aprender e para crescer. Então eu finalizo com Em Busca da Verdade, capítulo 4, Joana trazendo através das reencarnações, no entanto, o livre arbítrio faculta-lhe a eleição do bem ou do mal sofrer, da alegria ou da tristeza, da desgraça ou da aventura, porquanto a única fatalidade que existe, melhor dizendo, o determinismo que se lhe impõe é a plenitude que cada qual adquire. conforme o empenho e a luta a que se consegue. Então, a gente vai ser mais feliz, pleno, serene e ter paz de acordo com o nível que nós temos condição de suportar as dores e as sombras. Não é negando, não é fugindo, não é fingindo. Eu vou me aproximando da realidade, ainda que ela seja dura, mas é essa mesma realidade que vai me trazer paz, serenidade e a verdadeira felicidade. Assim sendo, a aprendizagem do bem viver, do desfrutar da saúde integral, é feita mediante erros e acertos, como tudo quanto diz respeito à existência em qualquer forma através da qual se expresse. Então, vamos ter coragem de enfrentar a vida como ela é, fugindo de querer parecer ter o bem-estar permanente, porque isso é mito. A vida é feita de altos e baixos e graças a Deus que a gente tem chance de aprender, de crescer tanto no alto quanto no baixo. Obrigada pela atenção de vocês e eu fico aqui esperando o nosso próximo encontro semana que vem,

e baixos e graças a Deus que a gente tem chance de aprender, de crescer tanto no alto quanto no baixo. Obrigada pela atenção de vocês e eu fico aqui esperando o nosso próximo encontro semana que vem, se Deus quiser. M.

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