A Cultura do Sofrimento Evitado | T10:E01 • Por que evitamos tanto o sofrimento?
Neste primeiro episódio da Temporada 10 da série Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, a apresentadora Cristiane Beira convida à reflexão sobre uma das posturas mais recorrentes da sociedade contemporânea: a tentativa constante de evitar o sofrimento. À luz da Psicologia Espírita, o estudo analisa as razões pelas quais a dor emocional passou a ser vista como algo intolerável, indesejável e, muitas vezes, negado. O episódio propõe compreender o sofrimento não como um erro da existência, mas como elemento educativo essencial no processo de amadurecimento do ser consciente. Ao longo da abordagem, são destacados os riscos da negação sistemática da dor, bem como as consequências psicológicas e espirituais dessa cultura que busca anestesiar sentimentos em vez de compreendê-los. 📚 Referências bibliográficas O Ser Consciente – capítulos 5 e 9 O Homem Integral – capítulos 4 e 8 Vida: Desafios e Soluções – capítulos 3 e 7 📖 Como sugestão, Cristiane Beira recomenda a leitura integral do livro Plenitude, como aprofundamento complementar aos temas estudados nesta temporada. #PsicologiaEspírita #JoannaDeÂngelis #CulturaDoSofrimento #Autoconhecimento #EducaçãoEmocional #Espiritismo #CristianeBeira #MansãoDoCaminho *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Olá, que alegria em iniciar Mais uma temporada de psicologia espírita com Joana de Angeles. vocês, de aprendermos juntos, de explorarmos esse mundo interno, buscando acender espiritualmente, crescer, se desenvolver. Eu sou muito agradecida pela oportunidade e para essa temporada nós decidimos abordar um tema que é doído. A gente não gosta de falar de sofrimento, mas necessário, porque Jesus mesmo disse: "No mundo tereis aflições. E e e ele poderia ter dito tantas coisas, como disse tantas coisas, mas nós sabemos que cada palavra de Jesus, que cada frase, que cada referência que ele fez, é é sempre um um trecho de um plano que ele nos deixou de como viver bem. Então, sobre os assuntos que ele tocou, sobre as recomendações que ele deu, eh, são sempre eh eh partes de de um grande quebra-cabeça, de que nos mostra esse grande quebra-cabeça, o que que é essencial na vida, quais os temas que a gente mais precisa eh prestar atenção. E a gente sabe que o grande tema de Jesus foi o amor. A gente não tem dúvida, mas ele mesmo disse que ele veio para os sofredores. Então esse tema do sofrimento, da dor, das aflições, é um tema também muito relevante. Ele veio para salvar, no sentido de mostrar o caminho, para acolher. Ele veio para trazer a cura que nasce de dentro da própria pessoa. Então, falar de sofrimento é dar um um olhar, é oferecer um olhar, é dar valor para um tema que o nosso próprio mestre julgou. importante a gente fazer. É uma questão que tem a ver com o nosso grau de evolução. E Jesus falou: "No mundo teris aflições" se referindo a esse mundo. Porque nem todo mundo eh existe aflições, existe outros exise mundos é mais evoluídos em que o sofrimento já não faz mais parte. Mas no nosso grau de evolução, ele ainda é a grande chave. É como se ele fosse a bússola o termômetro. É a partir dele que a gente consegue se hã se melhorar nas rotas que a gente adota de como viver. O sofrimento vem para nos chacalhar e dizer: "Olha, presta atenção. Tem algo aí que não é adequado, que não é pro seu
que a gente consegue se hã se melhorar nas rotas que a gente adota de como viver. O sofrimento vem para nos chacalhar e dizer: "Olha, presta atenção. Tem algo aí que não é adequado, que não é pro seu bem. Toma o roteiro novo. Toma o roteiro de novo. Observe onde que é seu norte". Então o sofrimento ele não vem como castigo, ele não vem como punição, ele não vem como ameaça, ele não vem como chantagem divina, ele vem como ferramenta pedagógica. É como se fosse uma mensagem de Deus nos dando alerta. É como se ele dissesse: "Eu vou precisar falar com vocês desenhando, porque vocês não escutam a minha inspiração. Vocês ainda estão muito identificados com a matéria. Ainda é uma matéria muito grosseira. Então eu vou dar sinais muito claros. E esses sinais, dentre vários, a dor e o sofrimento é um dos grandes e dos principais, até porque pela nossa ainda infantilidade espiritual, se não doer, a gente não muda. Veja que recomendação a gente tem de monte. Não, não se vingue, perdoe, não se alimente mal, frequente uma atividade física. a gente tem recomendação e a gente não muda até que uma dor muito forte chega, uma doença, aí a gente muda de jeito. Então, a gente ainda precisa do sofrimento e a gente deveria agradecer, porque se Deus falasse: "Ah, tô com peninha da humanidade, vamos extinguir os sofrimentos", a gente nunca mais evoluiria. A gente pioraria cada, porque a gente só muda. Muitos de nós, na maioria das vezes, apenas mudamos quando estamos sendo realmente chacoalhados pela dor, pelo sofrimento, pela perda, pelo medo do que pode acontecer. Então, a gente deveria agradecer. Joana deângeles tem um livro que ela dedicou o livro inteiro para explorar o sofrimento. E eu lembro que quando a gente terminou esse estudo do livro Plenitude, aqui no nosso grupo de estudos da cidade onde eu moro, quando nós terminamos o livro, a gente fez uma uma checagem do que que mexeu, do que tocou. foi unânime a opinião de que a gente começa o livro querendo fugir do sofrimento, com medo
ade onde eu moro, quando nós terminamos o livro, a gente fez uma uma checagem do que que mexeu, do que tocou. foi unânime a opinião de que a gente começa o livro querendo fugir do sofrimento, com medo do sofrimento, eh tendo esse sofrimento no lugar de porquê. E a gente termina o livro Agradecendo o Sofrimento e, entre aspas, querendo sofrer no sentido de entender a finalidade do sofrimento e aceitá-lo como instrumento de crescimento, não como punição, chantagem, nada disso, mas entendendo que tem horas que a gente vai precisar sofrer e a gente vai agradecer pela oportunidade. Tem coisas que a gente consegue aprender e se melhorar sem precisar sofrer. E para isso Deus respeita. Mas tem momentos, situações, temas que a gente não dá conta se não for por um grande chacalhão, por uma grande perda, por uma grande dor, por uma doença. Então, a gente acaba o livro agradecendo pela existência do sofrimento em virtude do nosso grau de evolução. Ah, mas será que Deus não criaria outro jeito da gente? E isso daí é uma pergunta que a gente vai ter que evoluir alguns níveis, espiritualmente falando, pra gente poder entrar nesse nesse lugar. Eh, nós não precisamos sofrer se a gente for dócil com relação à lei divina. Então, a gente precisa sofrer. Não, não precisa. Se você conseguir executar o plano que Jesus trouxe para você, se você conseguir praticar o amor sempre, você não vai sofrer. Eh, mas é difícil. A gente ainda precisa desses chacalhões. Então, vamos aceitar e vamos olhar com outro ponto de vista. Os orientais não enxergam o sofrimento como a gente. Essas essa cultura eh oriental eh filosófica, as correntes religiosas, eles não enxergam o sofrimento de um jeito tão tão ruim. Por quê? Porque o ponto de vista deles é outro. Pra gente, por exemplo, ah, eu perdi alguma coisa material, eu sofro. Mas se você não for apegado à matéria, você não vai sofrer. Ah, eu perdi alguém da minha vida, da minha família. Eu sofro, essa pessoa morreu. Se você for um espírito que vive mais o lado
l, eu sofro. Mas se você não for apegado à matéria, você não vai sofrer. Ah, eu perdi alguém da minha vida, da minha família. Eu sofro, essa pessoa morreu. Se você for um espírito que vive mais o lado espiritual, sabendo que essa pessoa não morreu, você sofre menos. Se para você tudo se encerra com a morte do corpo, você vai sofrer muito. Então o sofrimento também é relativo de acordo com o nosso ponto de vista. Enfim, nós dedicamos esse semestre, esses encontros, esses 20 encontros paraa gente destrinchar, elaborar, analisar, refletir e, principalmente se posicionar, se conhecer a partir do tema do sofrimento. Então, por que evitamos tanto o sofrimento? Esse é o tema central da 10ª temporada. E nós começamos hoje com esse histórico geral. fazendo uma análise de como a nossa sociedade atualmente se posiciona, se relaciona com o sofrimento. E parece que, e se vocês não concordarem, comecem a escrever aí no chat que depois eu vou ler com carinho. Parece que a humanidade tem duas tendências principais, sempre a humanidade se polarizando. A polarização faz muito parte desse momento evolutivo. E a gente precisa muito lutar para não cair ness nas suas malhas, né, de ficar polarizado, porque não é bom. A vida é a vida, a natureza nos mostra. A natureza não briga para ficar só de um lado, ela transita. É dia e noite e é dia e noite e é dia e noite. Não é só dia. O sol não fica brigando para ser só ele. E na natureza existe nascimento e morte. É tudo muito natural. Existe frio e calor, existe alto e baixo, existe bonito e feio, ai que bicho feio, ai que bicho lindo. Tudo isso faz parte da natureza. O ser humano não quer, ele quer ficar num lado só. Se eu gosto disso, eu quero que só exista isso. E isso é uma grande postura que gera sofrimento. Então, a sociedade polarizada tende a se colocar com relação ao sofrimento em dois polos. Tem aqueles que tendemos à vitimização, então a gente vira um culto ao sofrimento. Eu eu você para para conversar comigo, é para saber de qual
nde a se colocar com relação ao sofrimento em dois polos. Tem aqueles que tendemos à vitimização, então a gente vira um culto ao sofrimento. Eu eu você para para conversar comigo, é para saber de qual sofrimento eu vou falar, é para saber qual é a última dor que eu tenho, porque eu só falo das desgraças. É de uma coisa que de um negócio que não deu certo, é de um filho que é ingrato, é de uma doença que insiste em voltar, é de uma dor que não para de não sei o quê, é do do financeiro, é do emprego, é do patrão, é do governo, é de todo mundo. Você sabe que você vai conversar comigo e eu vou me posicionar de alguma forma sendo vítima. É mais uma questão de saber qual vai ser o tema da vez, porque eu sou sempre aquela que gosta de mergulhar no sofrimento e eu nutro esse sofrimento. A gente não percebe muitas vezes pessoas que já poderiam ter superado aquela dor, mas elas não saem. A pessoa liga para você: "Posso desabafar?" "Pode." "Aí sabe o que que é? Eu vou contar para você que sei lá, tá faltando dinheiro." Bom, tá bom, faz parte. é uma das dificuldades. Vamos lá, te ajudo a pensar, te dou ideias, empresto dinheiro para esse momento seu, se for o caso, até você se refazer, te ajuda a arranjar emprego, tá bom? Seis meses depois, a pessoa liga e ela tá no mesmo lugar. Um ano depois ela liga e ela tá no mesmo lugar. A gente tem que entender. Não é possível um negócio desse. Será que ela tá gostando de ficar ali? Ai, que bobagem, Cris. Ninguém gosta. conscientemente não, mas inconscientemente às vezes a gente precisa daquele lugar porque a gente não sabe sair da postura de vítima. Se eu de repente me mexer, arranjar um emprego, começar a me responsabilizar por mim, como é que eu vou reclamar da vida financeiramente falando? É, armadilhas do inconsciente, mas a gente precisa olhar porque isso existe. Então, ora a gente cai nessa vitimização e a gente faz um culto ao sofrimento e só fala de desgraça e só vê notícia de desgraça e só e só conversa sobre desgraça e a dor
cisa olhar porque isso existe. Então, ora a gente cai nessa vitimização e a gente faz um culto ao sofrimento e só fala de desgraça e só vê notícia de desgraça e só e só conversa sobre desgraça e a dor e e hora a gente vai para um outro polo que aí você também encontra pessoas. Por exemplo, você me encontra e fala: "E aí, Cris, você, eu fiquei sabendo que uma pessoa da sua família morreu, né? Como foi? Ah, mas eu eu tenho fé. Mas eu tenho fé. Não, mas assim, não posso cultivar a tristeza. Eu aí você olha, você fala: "Nossa, Cris, mas que que é? Se é robô, ET, porque cadê o lado humano seu?" Porque o ser humano dói, sofre, chora, chora, tem medo, fica triste. Então, às vezes, a gente encontra esse outro polo da pessoa que evita sofrer. E evita sofrer porque se eu me distanciar da dor, eu não sofro. Então, eu fico racionalizando, eu fico contando um monte. E é como se eu entrasse numa cápsula protetora, mas eu não eu não vivo dentro dessa cápsula porque ela pode me distanciar do sof do do da emoção da dor, mas essa emoção eu não consigo só separar, eu não quero mais sentir eh tristeza. Quando eu consigo gelar o meu coração falando numa figura no meio, numa modo figurado, quando eu consigo me distanciar da emoção a ponto de eu não sentir emoção para eu não precisar sofrer, eu também não sinto emoção da alegria, emoção da ternura. Então não é um bom caminho evitar para não sofrer, para não sentir emoção. E a gente faz muito isso sem saber que tá fazendo. Lógico, ninguém acorda e fala: "Ai, quer saber? Acho que eu vou desligar as minhas emoções. A gente faz em mecanismo de defesa, mas a gente não se defende. A gente se enclausura e se e se aliena da vida. Então, às vezes, a gente encontra pessoas assim que não sente nada. Ah, eu não consigo chorar. Não consigo chorar. E e não consegue sentir e é distante da emoção. Então, evita o sofrimento. Ou evita o sofrimento antecipatoriamente, no sentido de viver uma vida tão alienada, eh, de mentira, de fantasia, né? Então, quando começa alguma coisa ruim a
nte da emoção. Então, evita o sofrimento. Ou evita o sofrimento antecipatoriamente, no sentido de viver uma vida tão alienada, eh, de mentira, de fantasia, né? Então, quando começa alguma coisa ruim a acontecer, ela vira pro outro lado, faz de conta que não tá acontecendo. Eu não tô vendo, não tô vendo. E essa vida hoje de aparência, de estética, de eh de mostrar, de fazer inveja, de foto com filtro de Instagram, tudo isso é um convite você a você não olhar pro sofrimento. Ninguém quer saber se você vai fazer um post falando que você tá deprimida porque você acordou com vazio existencial. Ninguém quer saber disso. Essa pessoa vai ganhar milhões de dinheiro só se ela fizer disso um meio de vitimizar. Daí a gente gosta de seguir ela, né? ou dela falar que ela tá no fundo do poço, mas ela consegue se superar porque na vida dela não tem espaço pro sofrimento. Isso nos atrai. Agora, alguém chegar e vir para esse caminho do meio que é gente, estou passando por uma dor, por um sofrimento. Meu coração tá triste, mas eu tô procurando mecanismos para eu poder enfrentar. Esse lugar centrado, esse lugar sábio não tem tido ibope. A gente gosta da das dos que causam, ou por ser de um lado pobre coitado ou o outro como se fosse um herói, né, de fachada, uma um herói de persona. Então, por isso que eu resolvi eh dar oportunidade pra gente falar de sofrimento. Vamos falar de sofrimento. Vocês aceitam? Será que essa temporada vocês vão continuar comigo? Ou esse ou esse assunto vai ser doído demais? Mas eu prometo que a gente vai fazer com doses homeopáticas, um uma semana de cada vez, a gente vai decompor os assuntos, mas a gente vai sair, eu tenho certeza que Joana vai nos conduzir para um fortalecimento, como se a gente tivesse entrando na academia da do fortalecimento frente aos sofrimentos. Porque na verdade o que mais nos faz sofrer é a ignorância a respeito do que nos causa o sofrimento. É muito maior sempre o que eu imagino do sofrimento do que o próprio sofrimento. Eu lembro que minha mãe passou por pelos
e mais nos faz sofrer é a ignorância a respeito do que nos causa o sofrimento. É muito maior sempre o que eu imagino do sofrimento do que o próprio sofrimento. Eu lembro que minha mãe passou por pelos maiores sofrimentos que você pode imaginar na terra. O que que de pior pode acontecer na terra? Ai, os piores sofrimentos são esses, esse, esse. A minha mãe enfrentou todos. Eu tenho certeza. Eu sei que ela enfrentou todos. E uma vez eu perguntei: "Como é que você deu conta, mãe? Como é que você deu conta de ter perdas tão tão duras, as as mais difíceis? E ela falou: "Um dia de cada vez, Deus dá força." É como se ela falasse, quando você olha de fora, imagina tudo de uma única vez, você não dá conta, mas na hora que você vai passando, vai vindo uma ajuda, uma palavra, uma força, Deus, e você vai indo. Então é sobre isso, é sobre ter coragem de entrar, porque a gente fica de fora e a gente tem muito medo porque parece algo, porque nossa fantasia cria, mas ninguém tem que lidar com o sofrimento. Ah, eu vou passar por um sofrimento, sei lá, de uma doença. Não é tudo de uma vez, ao mesmo tempo, no mesmo instante. A gente vai conseguindo olhar para um lado, olhar pro outro. um dia, eu tento uma coisa, apareceu uma esperança ali e a gente vai amadurecendo. Em qualquer situação existe sempre esse esse processo, né? A gente vai Deus ele é misericordioso. Ah, mas e se eu sofrer um acidente, morrer de repente? Tudo bem. Eh, tem casos assim. Ainda assim, a dor você pode ir decompondo ela. Você chora um pouco aqui, amanhã você chora um pouco mais. Um dia você vai procurar uma ajuda, outro dia você vai outra, você consegue ir dissolvendo essa essa emoção para ir lidando com ela. É sobre isso que a gente gostaria de de falar nessa 10ª temporada. Como é que eu faço para lidar com esses sofrimentos, sendo forte o suficiente para enfrentar mesmo quando eles quando eles pareçam eh intransponíveis? Então nós vamos começar eh conversando, né? Não vamos então romantizar o sofrimento, ninguém vai
ntos, sendo forte o suficiente para enfrentar mesmo quando eles quando eles pareçam eh intransponíveis? Então nós vamos começar eh conversando, né? Não vamos então romantizar o sofrimento, ninguém vai sair daqui masoquista e também não vamos dizer que a gente precisa sair buscando sofrimento no sentido de ai, já que é assim, então não. A gente vai tentar colocar o sofrimento no lugar dele e a gente vai tentar se posicionar no nosso lugar. Porque hora a gente quer tirar o sofrimento do lugar dele, fingindo que ele não existe. Tem hora que a gente que ele não precisa existir. Eu gosto de pôr ele porque eu preciso dele. Tem hora que eu me posiciono mergulhando onde eu não precisava mergulhar e sofrendo que eu não precisava sofrer. Tem hora que eu me isolo do que é importante que eu sofra. Então é mais uma é mais uma questão de encontrar o lugar. O lugar do sofrimento não precisa nem ser mais e nem menos. e o lugar meu perante o sofrimento, que também não precisa nem ser mais e nem ser menos. Bom, eh, então a gente vai perguntar, ah, eu tinha posto uma nota aqui, uma outra coisa que a gente costuma fazer muito é com relação aos religiosos, eh, como se eles fossem proibidos de sofrer. Então, se eu tiver uma perda na minha família, um ente meu amigo, um ente querido meu desencarnar, eu não vou poder chorar no no enterro porque no velório, porque eu sou espírita, né? E aí o espírita sabe que ele não morre. E então não, né, gente? Não, eu sou ser humano e eu tenho emoção. A emoção vai brotar, eu não dou isento. A emoção vai brotar. E o que que esse o espírito tem que fazer? Engolir, reprimir. Não, eu racionalmente eu entendo. Eu não tô revoltada com Deus. Eu sei que, apesar de dor que eu estou sofrendo, ele está nos carregando no colo. Eu sei que os bons espíritos estão nos apoiando em nome de Deus. Eu tenho consciência de que tá tudo certo. Eu não tô questionando, eu não tô raivosa nada disso. Eu estou sentindo a emoção e permitindo que ela se expresse. Não é um choro revoltado, não é um choro
. Eu tenho consciência de que tá tudo certo. Eu não tô questionando, eu não tô raivosa nada disso. Eu estou sentindo a emoção e permitindo que ela se expresse. Não é um choro revoltado, não é um choro indignado, não é um choro desesperado, é um choro de uma emoção que surge frente aos acontecimentos e que é natural, né? Então, é, é importante a gente olhar para isso. Veja que a gente não sabe nem como se posicionar frente ao sofrimento. Será que eu tenho direito de chorar? E eu já escutei isso. É muito comum. É muito comum a pessoa se sentir fortona. Eu preciso me sentir forte porque senão vão falar que eu tô, a minha fé tá sendo abalada. Não, minha fé continua ali. Eu tenho fé que Deus fez o melhor. Não tenho dúvida. A fé não não impede emoção. Então é muita ignorância nossa quando a gente entra por esses caminhos, né? Bom, então pra gente começar, a gente vai pensar assim, tá? Por que que a gente evita sofrer? Que que na nossa no nosso momento histórico atual, nas tendências, né, nos padrões sociais, nas narrativas predominantes, que que colabora pra gente querer se exentar do sofrimento? Então, acho que ninguém duvida de que o estilo de vida predominante é um estilo de vida que não aborda sover. A gente precisa estar sempre bem exuberante, fascinante, com um monte de filtros, com mil curtidas, viajando, comendo bem, se divertindo e fazendo pose. É isso. Hoje não é uma crítica. Não é uma crítica. Que bom que a humanidade, apesar de tanta dificuldade, a gente tá encontrando alegria de viver e de buscar. tá tudo certo. Mas se a gente polarizar nesse lugar, não é o lugar que cabe sofrer. Então essa sociedade que hoje o ego é preponderante, ele quer estar no primeiro lugar, ser o mais conhecido, ser o de destaque. Ele quer isso. Aí eu tô lá lutando para ter um destaque. De repente eu tenho uma perda financeira significativa. Não é o que eu quero. Eu quero ganhar mais dinheiro, eu quero ficar melhor. Aí eu vou ter que dizer que eu tô com uma doença que vai minar o meu corpo. Eu vou
tenho uma perda financeira significativa. Não é o que eu quero. Eu quero ganhar mais dinheiro, eu quero ficar melhor. Aí eu vou ter que dizer que eu tô com uma doença que vai minar o meu corpo. Eu vou ficar, vou emagrecer, eu vou perder cabelo, seja lá o que for, um um câncer, eu não quero isso, porque isso a sociedade vai falar: "Ih, faliu, deu errado, fracassou". Então, existe isso veladamente. A gente na frente fala: "Ah, não, vamos dar apoio, né? A pessoa precisa, tá?" mas ela não vai mais ter o destaque que a sociedade hoje requer, né? Então vamos começar entrando em Joana de Angeles e eu começo com o ser eh consciente. Antes de eu entrar nos livros, eu vou continuar buscando textos nos nas obras todas, mas se você quiser se interessar pelo tema e falar: "Eu eu queria concentrar minha leitura". Leia plenitude. Então, para falar de sofrimento, o livro é plenitude. Ali tá concentrado. Joana fala de sofrimento na obra inteira, né? Na coleção inteira, mas ali tá concentrado. Então fica aqui essa primeira dica. Mas eu começo com ser consciente, capítulo 9 primeiro. E ela diz assim: aferrada as impressões mais grosseiras do ego em face do que considera como fatores indispensáveis à sobrevivência, que são o quê? valores materiais que propiciam alimentação, vestuário, repouso, prazer, tranquilidade, né, frente à doença e a velice, que isso é natural, a gente querer isso é natural, mas quando eu tenho medo de não ter isso, eu me apego demais. Desenvolve o apego e exterioriza o sentimento centralizador da posse. Eu não posso perder, mantendo-se em alerta para a preservação desses bens que ele parece significado único, portanto, essenciais. Qualquer ameaça real ou imaginária que possa produzir a possível perda torna-se problema. Logo, se incorpora a conduta gerando perturbação e desarma. Então a gente acaba meio que sendo marionete disso. Eu quero, eu eu preciso sobreviver, ter prazer, ter lazer, ter segurança, ter estabilidade, ter um amor, tá? Eu preciso disso. E se eu não tiver? E se isso abalar? Aí, com
o que sendo marionete disso. Eu quero, eu eu preciso sobreviver, ter prazer, ter lazer, ter segurança, ter estabilidade, ter um amor, tá? Eu preciso disso. E se eu não tiver? E se isso abalar? Aí, com tanto medo de viver a falta, eu me apego demais a isso. Quando eu me apego demais aí, isso vira mais valoroso do que realmente é. Eu já instalei o sofrimento. Esse é o sofrimento que não precisaria ter, que sou eu que gero. Então, quando eu falo assim, queria ter um carro, ah, tá bom, que legal, uma ambição, vai trabalhar, vai fazer um plano, vai buscar um carro que caiba no seu orçamento. Isso te move, né? Os instintos de comida, de sexo, de segurança me movem. Eu vou, eu vou atrás daquilo que me dá a sobrevivência. Isso faz com que eu me sinta produtivo. Tudo bem? Mas se eu começo a entrar numa neurose que é: "Ai, mas se eu não tiver o carro? Mas e se eu não conseguir o carro? Mas e se o fulano comprar o carro no meu lugar?" Pronto. Aí eu já entrei num negócio de de apego que já sai da naturalidade. Aí antes mesmo de eu chegar a ter ou não ter o carro, eu já estou sofrendo. Eu já tô sofrendo de ansiedade. Eu já tô sofrendo de medo de não conseguir. Eu já tô sofrendo de como que eu vou fazer. Eu já entro num estado de desequilíbrio. Ou seja, eu gero o sofrimento por medo de perder. Que que é medo de perder? é apego. É isso que os orientais falam lá, o budismo fala do desapego, que se você se desapega, você não sofre. Então, se eu não quero muita coisa na minha vida, eu não vou ter muitas coisas que provocariam ansiedade em mim. Agora, se eu quero isso e quero aquilo e quero aquele outro e quero isso aqui, não posso ficar sem. É uma inconstância, é uma ansiedade para ter tudo aquilo. Eu já estou em sofrimento. De novo, equilíbrio. Ah, então vamos desapegar de tudo, vamos desvestir, vamos lá no meio do mato. Ah, São Francisco fez isso. Então, São Francisco tava num grau de evolução que eu ainda não tô. Então não adianta forçar isso também, porque não é forçado, precisa ser conquistado,
lá no meio do mato. Ah, São Francisco fez isso. Então, São Francisco tava num grau de evolução que eu ainda não tô. Então não adianta forçar isso também, porque não é forçado, precisa ser conquistado, precisa ser atingido esse estado. Se eu chegar um dia e falar: "Não preciso de nada, eu realmente vou morar no mato porque vai ser a minha realização, tá bom? Não é desse grau de evolução isso, mas tô tudo bem. Mas eu preciso chegar nesse lugar. Eu não preciso, não posso forçar porque daí é mentiroso, é falso, né? A gente precisa se conscientizar, a gente precisa dialugar. Por que que você precisa tanto desse carro, Cris? Você percebeu que você já tá ansiosa e você já tá sofrendo sem saber se você vai ter ou não vai ter esse carro? Então volta, o carro tá ali, vai trabalhando, vai sonhando, mas volta pro equilíbrio. Se desapega, entrega. Se tiver que ser, vai ser. Se Deus entender, eu vou fazer minha parte, mas eu vou entender que vai ter a hora certa. É um diálogo interno que me centra para não me deixar pegar, porque senão eu já começo a sofrer. E ainda no livro O Ser Consciente, no capítulo 5, Joana diz: "Aprressadamente, há quem afirme que a felicidade tem a ver com o princípio freudiano do prazer e que através desse comportamento se poderiam satisfazer as necessidades e evitar a dor. Não obstante, a dor não pode ser evitada." Considerá-la como o fenômeno natural do processo de evolução, encarando-a como instrumento de promoção do ser em relação à vida. Eis uma forma eficaz de lograr a alegria, superando os seus mecanismos desgastantes e as ocorrências degenerativas que não compreendidas e aceitos com equilíbrio conduzem à infelicidade. Então, o que que Joana tá tá dizendo aqui pra gente? Existe uma tendência de falar que a gente tem que só ser feliz e só ter prazer e corra atrás do prazer e tudo que você tem que ter prazer. Então não dá, você não vai conseguir. Jesus já disse: "No mundo tereis aflições." Gastar energia tentando evitar é frustração e você vai já sofrer antes de mais nada. Você já
você tem que ter prazer. Então não dá, você não vai conseguir. Jesus já disse: "No mundo tereis aflições." Gastar energia tentando evitar é frustração e você vai já sofrer antes de mais nada. Você já começa sofrendo porque você já começa a querer evitar uma coisa que não dá para ser evitada. enfrentar no sentido de entender que é mecanismo de evolução, que é oportunidade para você conhecer você, para você superar. Isso sim é sucesso. E aí o sofrimento passa mais rápido e eu saio transformada. Enquanto que se eu ficar querendo evitar, eu sofro antes. Eu vou sofrer porque eu não vou evitar e não necessariamente eu vou crescer porque eu posso sair desse sofrimento revoltado. Não quero, não quero, não quero, não quero, não quero. Foi, não consegui evitar. Que raiva, que raiva, que raiva. Quando eu saio desse sofrimento, quem que que eu mudei? Eu me neguei. Eu não aceitei ele chegando, eu fiquei com raiva a hora que ele chegou. Como que eu posso sair transformada? Eu saio revoltada. Agora o sofrimento tá aparecendo, tá chegando. Deus, se for possível, afasta de mim esse cálice. Não vai ser possível, que ele está bom. Venha, me ajuda a superar, me ajuda a entender, me ajuda a compreender o que que eu preciso mudar. Aí eu saio crescida. Então é diferente. Então a gente precisa tomar cuidado porque o mundo de hoje vai querer conduzir a gente a um lugar ilusório de felicidade, felicidade, prazer, prazer, prazer. A hora que eu percebo que o sofrimento tá chegando, eu vou querer evitar. Não quero passar por isso, porque é como se eu tivesse falido, porque a sociedade falou que eu tenho que estar sempre bonita na fita, que a minha foto do Instagram tem que estar sempre fazendo alguma coisa muito legal. E aí eu vou tentar evitar e ao evitar eu sofro mais e não necessariamente cresço. É esse que é o pior problema, né? Por outro lado, a gente precisa validar esse instinto de que evitar a dor é é protetivo, porque se eu não tivesse isso isso, eu viveria me metendo em enrascada.
esço. É esse que é o pior problema, né? Por outro lado, a gente precisa validar esse instinto de que evitar a dor é é protetivo, porque se eu não tivesse isso isso, eu viveria me metendo em enrascada. Como eu não quero sofrer, muitas vezes eu consigo evitar a dor desnecessária. Ah, eu tenho, eu tenho medo de morrer. Que bom, que bom que você tem medo de morrer. Você não vai sair fazendo loucuras. A gente, mesmo tendo medo de morrer, a gente come errado, bebe o que não deve beber, usa substâncias que não deveria usar. A gente faz coisas que aceleram nossa morte. com medo de morrer. Eu tenho medo de morrer, mas eu bebo até não sei das quantas. Eu uso droga, seja lá o que for. Imagina se eu não tivesse medo de morrer, ninguém durava. Então, evitar é um instinto protetivo. O problema não é evitar a dor. O problema é quando a dor chegou e você continua querendo evitar. Aí você vai falar: "Pronto, eu queria ter evitado." Não deu. Não deu. Ah, Cris, você foi fazer um exame e deu alguma alteração. Eu quero evitar sofrimento. Vamos correr atrás. Que que eu preciso fazer? Eu preciso tomar esse remédio. Eu preciso melhorar a alimentação. Eu preciso parar com esse hábito. Eu preciso começar aquele hábito. Corre, corre para ver se evita. Consegui um mês, dois meses, no terceiro mês não deu. Tudo que eu fiz não foi suficiente. A doença chegou. Não deu tempo. Eu tinha que ter começado antes. Tá bom. Chegou. Chegou, tentei evitar, tentei, deu certo. Não, então agora vamos enfrentar. Vamos enfrentar. Então agora que a doença tá aqui, que eu preciso fazer? Como é que eu posso superar? Vamos lidar com ela. Então evitar é uma coisa, continuar evitando, porque a hora que a doença chega, fala assim: "Não, não chegou não, ainda vai dar certo, não". Aí a negação, né? Então eu posso continuar alimentando a esperança. Deus vai interferir. Eu vou eu vou vibrar, mas eu vou enfrentar. Eu não vou negar. Eu não vou fingir que não tá acontecendo. Então é nesse ponto que a gente eh precisa prestar atenção, né?
esperança. Deus vai interferir. Eu vou eu vou vibrar, mas eu vou enfrentar. Eu não vou negar. Eu não vou fingir que não tá acontecendo. Então é nesse ponto que a gente eh precisa prestar atenção, né? Então, é eh eh é evitar o modo de viver que nega o sofrimento. Isso é péssimo. Agora eu fui lá em O Homem Integral, capítulo oito, e Joana diz assim: "Enfrentar, portanto, sofrimento sem válvulas psicológicas escapistas, fingindo que não tá acontecendo. Ah, eu recebi uma notícia, eu comprei uma viagem e fui passear, fazer de conta que não, né, que não é comigo." Então, enfrentar o sofrimento sem válvulas eh psicológicas e escapistas é uma atitude saudável, muito distante da distonia masoquista habitual. Então, não é aceitar o sofrimento para enfrentá-lo, não é masoquismo, não é cultivar o sofrimento. Também resulta de uma disposição consciente para o homem enfrentar-se desnudado, com uma visão otimista em torno do futuro por conquistar. Realmente, o sofrimento faz parte do mecanismo de evolução da Terra. Nos reinos vegetal e animal, ele se encontra na embrionária percepção das plantas que sofrem as agressões, as hostilidades dos meios, as contaminações, os processos degenerativos. Veja, o sofrimento, a doença faz parte dos reinos antes da Terra. Então, como que a gente vai querer se exentar? Faz parte da matéria, né? se corromper, se degenerar e morrer entre os animais, desde os menos expressivos até os mais avançados biologicamente, o sofrimento se manifesta na sensibilidade nervosa como forma de produzir novos e mais perfeitos biótipos em constante adaptação e harmonia das formas do psiquismo neles latente. Então é um jeito de crescer, é mecanismo sofrimento é pedagógico, né? H, bom, vamos continuar, né? E o que que acontece agora, uma outra pergunta que eu pus aqui, o que que acontece com a dor quando a gente fica evitando? Ah, não, vai dar certo, ah, não, não é comigo? Ah, não, deixa para lá. Ah, não, isso vai se resolver. Não, isso não pode acontecer. Isso não pode acontecer. Não,
om a dor quando a gente fica evitando? Ah, não, vai dar certo, ah, não, não é comigo? Ah, não, deixa para lá. Ah, não, isso vai se resolver. Não, isso não pode acontecer. Isso não pode acontecer. Não, isso não tá acontecendo. Que acontece com essa dor quando eu não olho para ela? ou quando eu estou doente, mas eu não paro para me transformar pela doença. Eu fico xingando, reclamando, me vitimizando. Eu não me relaciono com a sofrimento. A doença tá lá, eu tô tomando remédio, eu tô indo no médico, eu tô fazendo tratamento, mas o tempo todo reclamando, perguntando, porque eu me pondo de coitada, contando para Deus e o mundo, ficando indignado, ou seja, a doença tá lá, mas eu não estou na doença, eu não estou aprendendo com ela, eu não estou conversando com ela, não estou procurando entender o que que é que trouxe essa doença, eu não estou usando ela para eu me transformar, para eu me melhorar. Que que acontece com esse com isso aí? a gente enxerga, né? A gente sabe, porque a ciência já está inclusive estudando vários ramos de várias formas aquilo que a gente chama das doenças psicossomáticas. Era para eu ter elaborado, eu não elaborei, ela vai ã evoluir, ela vai se transformar. Então, quando eu não quero viver a dor, essa dor vai precisar voltar. Ela vai precisar voltar até eu escutá-la. Então ela cresce, ela não me transforma. Então evitar a dor pode ser duas coisas principais. Quando eu ã quando eu passo por uma situação e eu não quero sentir tristeza porque eu não quero sofrer, que acontece com essa com essa emoção que eu não me permiti sentir? Morreu alguém da minha família? Ah, não, mas eu não posso. Eu tenho que agradecer a Deus. Eu eu tenho fé. Eu não posso chorar. Aí eu fico nessa postura rígida, mas a emoção da tristeza tá querendo aparecer. Ela apareceu lá, tá lá dentro de mim. Que acontece com ela? Ela somatiza. Em algum momento isso vai vir no corpo, porque isso não evapora. Eu não tenho como falar assim: "Puxa vida, eu deveria ter chorado ali porque me deu vontade de
mim. Que acontece com ela? Ela somatiza. Em algum momento isso vai vir no corpo, porque isso não evapora. Eu não tenho como falar assim: "Puxa vida, eu deveria ter chorado ali porque me deu vontade de chorar, mas eu não chorei." Tem como eu agora pôr a mão lá dentro, arrancar essa esse choro que não foi chorado e jogar fora? Não, não joga fora. Ele vai de alguma forma, ele precisa sair. E se ele não sai na forma de lágrima, na forma de de voz, ele vai sair numa erupção, ele vai sair numa gastrite, ele vai ele vai sair. É, é uma conta matemática. Isso é a psicossomática estudando, né? Tudo se resume nisso? Não, né, gente? Não vamos nunca ser reducionista e nem generalista. Isso pode acontecer. Agora, o sofrimento, ele pode ser analisado por vários pontos de vistas, né, de expiação e tudo mais, mas isso pode acontecer. Então, evitar o sofrimento não nos faz nos livrar dele, faz com que a gente tire ele do lugar. Então, se tem uma sujeira aqui que tá me incomodando, eu vou pôr ela aqui atrás de mim, assim eu não vejo. Ela continua lá, em algum momento eu vou virar e ela vai me incomodar. Então eu não consigo fugir porque eu olhei pro outro lado. O melhor é realmente enfrentar. Então, Joana, no livro Homem Integral, ainda no capítulo 4, o outro estava no capítulo oito, agora esse aqui tá no capítulo 4. Coragem para os enfrentamentos sem violência e recu capacita capacita, né, nos capacita para os logros transformadores do ambiente social, que deslocará para o passado a ocorrência das crises de comportamento, iniciando-se a era da construção ideal e reconstrução ética, jamais vivida antes na sua legitimidade. Então, eu preciso aumentar a letra porque eu já não tô enxergando. Então, o que que Joana tá dizendo isso hoje aqui? Ela tá dizendo assim que se você enfrenta que não é sair confrontando, brigando, dando soco e pontapé e também se você não recua, que é eu não quero, não quero, não quero, não vou ver, não fingo que não é comigo, se você realmente olha, processa, aceita, conversa, vive, chora,
do, dando soco e pontapé e também se você não recua, que é eu não quero, não quero, não quero, não vou ver, não fingo que não é comigo, se você realmente olha, processa, aceita, conversa, vive, chora, eh, se você vive essa essa dor, ela vai transformar. E ela transforma como eh inicia uma construção ideal e uma reconstrução ética. É como se você mudasse de comportamento. Você muda o ser, você muda a postura, você muda a atitude, você muda. É como se você falasse, e a gente fala: "Nossa, eu passei por aquela dor, passei por aquela perda, eu não sou mais o mesmo". Que bom. Isso sim é enfrentamento. Eu não sou mais o mesmo. As coisas que antes, algumas coisas que antes tinha tanto valor e já não tem tanto. Outras coisas que eu não prestava atenção, hoje eu olho. Pronto, o efeito pedagógico foi experimentado, que é fazer a gente crescer. É para isso, né? Então, dor punição, dor eh eh revolta de Deus, não é porque Deus tá bravo com a gente, vai dar umas sentadas, Deus Deus não faz isso, não é isso o papel. Então, a dor ela é pedagógica, ela é instrumento, ela é quase que uma ajudante nossa. É como se a gente algumas vezes falasse assim: "Puxa vida, eu não tô entendendo o que tá acontecendo". Aí vem a dor, vem e mostra e a gente tem chance de olhar. Nossa, agora entendi. Quer ver uma coisa muito clara nisso? É ai, depressão é falta de trabalho. Hoje a gente já não fala mais isso porque já tá bem claro, mas há 10 anos atrás, 15 ou 20, imagina o maior preconceito. Depressão é falta de trabalho. Ai, depressão vai arranjar o que fazer. era um um desvalor, um preconceito, um julgamento que tinha, né? E eu conheço quem passou por isso, quem não entendia a história dos depressivos até ter depressão. A hora que teve depressão mudou tudo. Ah, agora eu entendo o que que é. Agora eu senti em mim, na pele. Você não tem que agradecer. Muito obrigada, depressão. Você me transformou. Você tirou a venda dos meus olhos. você me mostrou uma área que eu nunca imaginei que existisse, você fez eu conhecer de
le. Você não tem que agradecer. Muito obrigada, depressão. Você me transformou. Você tirou a venda dos meus olhos. você me mostrou uma área que eu nunca imaginei que existisse, você fez eu conhecer de mim o que eu não sabia. É isso. Então, de vez em quando, ela é uma ajudante da gente, porque ela faz com que a gente acesse lugares e conheça coisas que antes a gente não tinha percepção. Então, que que Joana nos fala a respeito disso? Agora eu fui lá pro livro Vida, desafios e soluções, capítulo 7. Somente quando se passa a viver a compreensão da realidade interior, descobrindo-se e conservando-se desperto para a ação do pensamento lógico consciente, é que se liberam os efeitos danosos do passado e se estabelecem novas normas de condutas para o futuro. Você se transforma. Aquilo que estava no seu passado, que estava te atormentando e te adoecendo, você internalizou, enfrentou, integrou, superou. Já não é mais. faz já não mais faz parte da sua vida. Adquire-se então liberdade para ação criativa sem as amarras de culpa que sempre se estabelece depois de qualquer atitude irregular de toda ação prejudicial. Então não adianta ficar se culpando. Lida com aquilo, entende aquilo, processa aquilo e segue. Ela só veio para te ajudar a melhorar o seu caminho, mais nada. E já indo aqui pro final, hã, o objetivo desse primeiro episódio não é esgotar, resolver, dar receita, é provocar. Eu vim aqui tentar abrir caixinhas, tentar provocar, despertar o interesse, eh, como se eu tivesse me aproximando do tema, instigando. Acho que acho que é esse, né? Ele ele veio para abrir, ele veio para convidar a gente para parar para pensar e para começar a tocar em pontos que talvez estivessem ali quietinhos, né? Então eu deixo algumas perguntas. O que que acontece com a dor que não pode ser sentida? Se eu tento evitar a dor, que acontece? Que acontece comigo? Que acontece com a própria dor? Que acontece com a minha vida? O que que me apressa em parar de sofrer está tentando esconder? Essa é bem psicológica.
evitar a dor, que acontece? Que acontece comigo? Que acontece com a própria dor? Que acontece com a minha vida? O que que me apressa em parar de sofrer está tentando esconder? Essa é bem psicológica. Eu não posso sofrer, eu tenho que sair logo de sofrimento. Por quê? Por que que eu preciso sair logo? Porque eu tenho medo de sofrer. Porque eu tenho medo de não dar conta? Porque eu tenho medo que os outros vão falar. Por quê? Será que fugir da dor tem me custado mais do que enfrentá-la com consciência? Essa é boa, né? Então eu termino aqui com vida, desafios e soluções, capítulo tr. E eu trouxe trouxe três trechos. O indivíduo imaturo sempre adia soluções. Então, Joana vem dar, né? Olha, olha o que que ela tá dizendo. Ah, você não quer sofrer, foge do sofrimento, evita. Ó o nome que ela tá dando pra gente. O indivíduo imaturo sempre adia soluções na ilusão de que amanhã as possibilidades serão melhores do que as de hoje, fugindo ao enfrentamento com a consciência e o dever. Suas vitórias são sempre conseguidas através de mecanismos de deslealdade. A gente não vai conseguir, gente. É uma pseudovitória. Eu não vou ter atalho, não vou dar jeitinho. A dor vai aparecer de novo ali na frente de conduta incorreta que lhes permite sorrir de forma como ludibriam as demais. ilusão. Em verdade, porém, em verdade, porém, enganam-se a si mesmos, porque o compromisso retorna-lhes sempre para a necessária regularização. O amadurecimento psicológico propõe que cada atividade tenha lugar no seu momento próprio e cada desafio seja atendido no instante correto quando se apresente. Não adianta deixar para amanhã, não adianta fingir que hoje tá tudo bem, não adianta pular, querer atalho. Se aquilo se apresentar hoje, é hoje que eu preciso viver. Faz sentido hoje. E eu sempre vou ter recursos. Deus nunca manda um fardo maior do que a gente consegue carregar. Então, a autocompaixão diante dos problemas e astúcia em fugir dele são mecanismos infantis que nada se resolve. Lembra que eu falei que a gente tem duas
fardo maior do que a gente consegue carregar. Então, a autocompaixão diante dos problemas e astúcia em fugir dele são mecanismos infantis que nada se resolve. Lembra que eu falei que a gente tem duas polarizações? ou a gente vai para esse ã essa autocompaixão, a vitimização, e tem hora que a gente acha que a gente vai ser astuto para fugir do problema, né? Problemas solucionado. Problema solucionado significa patamar vencido e novo desafio de crescimento adiante, porque assim é a constante da vida humana em seu sentido de evolução. Bom, então vocês aceitam olhar? Fica aqui esse convite para que a gente olhe paraa dor. Que convite gostoso esse, né? Mas eu tenho certeza que no final a gente vai sair mais fortalecido e Joana vai nos segurar pela mão e Deus vai estar sempre amparando e Jesus é nosso modelo. Então que a gente tenha coragem e a gente mergulhe nessa temporada no sofrimento que não deve ser evitado. Obrigada pela presença de vocês e até a semana que vem, se Deus quiser. M.
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