A arte de comunicar para espiritualizar | Podcast 13º Congresso Espírita RS

FergsPlay - Canal da Federação Espírita do RS 19/11/2025 (há 4 meses) 42:23 194 visualizações

A arte de comunicar para espiritualizar é o tema do bate-papo que vai ao ar nesta noite, reunindo a Área de Arte Espírita e a Área de Comunicação Social Espírita. Como essas duas frentes se conectam e fortalecem a difusão da Doutrina Espírita? No episódio, gravado durante o 13º Congresso Espírita do RS, você acompanha a participação de Vergílio Rios e Guga Rays, que refletem sobre o papel da arte e da comunicação na divulgação e vivência do Espiritismo.

Transcrição

Olá, meus amigos. Eu me chamo Vinícius Lousada. Estamos aqui mais uma vez com o podcast das áreas doutrinárias da nossa Federação Espírita do Rio Grande do Sul, sendo gravado no estúdio do 13º Congresso Espírita do Rio Grande do Sul. Eu estou aqui acompanhado do nosso companheiro Virgílio e do Guga, diretor da área de comunicação social espírita e o nosso diretor da arte espírita. Eu sou um homem grisalho, de cabelos brancos, estou com uma camiseta preta e saudamos a todos que estão nos acompanhando nesse momento no podcast que vai tematizar o assunto a arte de comunicar para espiritualizar. Virílio Guga, saudação de vocês, os nossos amigos. Olá, Vinícius. Olá, Guga. Eu sou atualmente diretor da área de comunicação social e espírita da nossa federativa. Sou um homem de cabelos pretos, pele clara. Estou também usando uma camiseta preta com a comunicação do nosso congresso. Olá, amigos, é um prazer estar aqui com vocês. Eh, eu tenho pele branca, cabelos grisalhos, olhos castanhos e tô estou com uma camisa azul marinho. >> Então, meus amigos, a arte de comunicar para espiritualizar. Virgílio, vamos começar contigo, então, né? Como é que nós podemos usar os instrumentos da comunicação social para levar espiritualidade e consciência da imortalidade para as pessoas? Vind interessante que as nossas duas áreas aqui com Google a nosso lado, são duas áreas bem peculiares com a questão da transversalidade, porque as nossas duas áreas elas se complementam e também se espraiam entre as demais áreas doutrinárias. da do nosso movimento espírita. E pensando especificamente em comunicação, como nós levamos essa proposta comunicativa, né, espalhar o evangelho, a iluminação das almas, ao esclarecimento, nós não podemos prescindir da comunicação. Precisamos de um ponto necessário de nos entendermos como comunicadores, independente da atividade que nós estivermos desempenhando no movimento espírita ou no nosso centro espírita, nas áreas funcionais. Porque se pensarmos no nosso trabalho cotidiano no

mo comunicadores, independente da atividade que nós estivermos desempenhando no movimento espírita ou no nosso centro espírita, nas áreas funcionais. Porque se pensarmos no nosso trabalho cotidiano no Centro Espírito, ao recebermos quem chega ao centro espírita, nós ali já estamos comunicando. Nós estamos comunicando por intermédio do nosso comportamento, pelas palavras que recebemos das pessoas, já estaremos divulgando o evangelho de Jesus já nesse primeiro momento. Então, a comunicação ela se faz presente em todos os momentos, em todos os pontos de trabalho do nosso centro espírita. Não há, por vezes, necessidade específica de pensar quem vai divulgar no centro espírita, no movimento espírita é o orador. Claro que ele é aquela figura muito conhecida no centro espírito durante as palestras, mas precisamos ter essa compreensão mais abrangente que comunicação social espírita, divulgação do evangelho, mensagem para as almas, nós fizemos a todo momento do trabalho em nosso movimento espírita. >> Muito bom. E a arte também comunica espiritualidade. Buga, como é que é isso? >> Sim, é interessante que a área de arte espírita, ela empresta alguns conceitos, algumas ações, eh, da área da a área da comunicação social espírita. Por exemplo, o Virgílio tava falando sobre eh a divulgação. Antes da área de arte, nós éramos a assessoria de arte na difusão espírita. Hum. Verdade. >> Isso mesmo. >> E a difusão é diferente de divulgação. Aí eu tava olhando alguns conceitos sobre difusão, né? E o que que a arte tem em comum em divulgar e difundir os princípios da doutrina espírita. E tinha um texto que falava assim: "Difusão é como, por exemplo, um perfume onde o cheiro é ele vai e alcança vários lugares. E a gente pode pensar em isso em relação às pessoas, né? Quando a gente traz um conhecimento espírita, por exemplo, e adapta a um momento artístico, a um roteiro de um teatro, a uma música, eh nós fazemos com que esse princípio seja como um perfume, que ele possa alcançar vários corações.

nto espírita, por exemplo, e adapta a um momento artístico, a um roteiro de um teatro, a uma música, eh nós fazemos com que esse princípio seja como um perfume, que ele possa alcançar vários corações. Eis a difusão. Então, nós pensamos que nós precisamos e sempre seremos esses comunicadores, os artistas espíritas, até aqueles que que trabalham nos bastidores na parte administrativa, o trabalhador da arte no movimento espírita, ele também a e eh ele difunde, né, nesse sentido de que todo o trabalho dele também é ação do desenvolvimento do projeto, da elabor coração de todos os momentos de arte. Então, eh o trabalho integrado, além de às vezes estarmos juntos em uma ação específica, é compartilhar esses conceitos. Perfeito. E aí pensando no congresso, porque quando os companheiros estiverem assistindo esse nosso encontro, o nosso congresso já vai ter se encerrado, pelo menos aquilo que tá nessa programação de agora. A gente sabe que ele reverbera espiritualmente e também através desse podcast. Mas se a gente puder dizer pro público qual era a intenção, que que se quis com a arte neste congresso, a gente começa pensando nos momentos artísticos desse desse congresso, como eles surgiram para daí chegar nesse objetivo, porque o objetivo sempre é pegar o projeto do Congresso, estudar esses temas e transformar em momentos artísticos. Mas como nós fizemos isso? o que está eh eh eh na na da forma com que nós elaboramos a nossa equipe, né, de multiplicadores e e pensando em utilizar a arte espírita através do estudo de um capítulo, adaptar esse texto do capítulo dos espíritos felizes do livro Céu e Inferno e trazer pra música, pra dança, pro teatro, criar cada momento eh estudando a vida dos espíritos que se comunicaram ali, porque cada espírito traz é uma abordagem mais ou menos diferente. Então, o que que aconteceu? Os nossos multiplicadores estudaram um espírito, cada um pegou um dos espíritos, trouxe em reunião da área de arte, conversamos sobre quais são as lições que aquele espírito eh revelava na sua

nteceu? Os nossos multiplicadores estudaram um espírito, cada um pegou um dos espíritos, trouxe em reunião da área de arte, conversamos sobre quais são as lições que aquele espírito eh revelava na sua mensagem. E depois nós escolhemos a aquelas histórias que tinham eh uma capacidade assim, digamos, de sensibilizar através da arte, porque aí vem o objetivo, como tu disse uma vez para pra nossa equipe, eh, a gente tentou transformar então como uma carta viva, um livro vivo essas histórias. Porque daí aquela pessoa que conhece o livro, que leu, agora ela pode ver e ouvir e aí cria uma memória afetiva >> pro pro para quem conhece o livro ou para quem tá tá ouvindo a história pela primeira vez, através das emoções, através dessa sensibilização. E aí a gente toca nesses pontos dos temas do Congresso para criar essa vibração interior. E aí o congressista sai daqui refletindo no mínimo, pelo menos a gente espera que seja isso, né? >> Comunica tocando o coração, sensibilizando, né? >> Virgílio, pode ser que quem assista esse podcast se sinta sensibilizado a divulgar a doutrina espírita. Nós temos hoje facilidades tremendas, diversos canais. Como é que a gente pode, de maneira adequada, divulgar a doutrina usando esses recursos tecnológicos à nossa disposição? Porque hoje qualquer pessoa pode criar o seu canal, por exemplo. Como é que a gente pode caminhar para que essa comunicação realmente leve à doutrina espírita, a mensagem e esclareça as pessoas? É interessante ver que o Guga comentava a respeito da questão de de fundirmos e de divulgarmos, né? E por vezes nós temos hoje com as ferramentas, principalmente ferramentas digitais, né, as mídias sociais, uma ampla gama de ferramentas que nós possamos trabalhar, seja no centro espírita ou de forma pessoal. E aí é interessante nós pensarmos nessa questão. Será que nós não estamos apenas produzindo mais informação? >> Uhum. e com as informações que nós temos. E aí entra um ponto muito muito importante de nós pensarmos que comunicação social espírita com o último

nós não estamos apenas produzindo mais informação? >> Uhum. e com as informações que nós temos. E aí entra um ponto muito muito importante de nós pensarmos que comunicação social espírita com o último termo, nós já ligamos que não é a comunicação meramente convencional, é comunicação social espírita. Então nós precisamos pensar em doutrina espírita. Talvez antes de pensarmos nas ferramentas, eh, quais, quais plataformas, o que nós vamos usar, qual caminho nós vamos seguir, se nós estamos suficientemente preparados para a difusão de pensarmos espalhar, é de fato doutrina espírita. Tem um dado interessante do R de 2022. >> Que que é o RAL? fala aí pra gente. >> O era uma pesquisa foi feita a época, né, de do relatório anual unificado, onde especificamente na área de comunicação, tinha uma questão que nós perguntávamos a respeito do que que o Centro Espírito se utilizava, qual é quais eram as ferramentas, né, que eles davam mais atenção ao enfoque da divulgação. E pra nossa surpresa, em torno, se não me falha a memória agora, em torno de 87% dos centos espíritas que responderam, eles colocaram que era o quadro mural. >> Olha só, o mural lá na parede do centro espíritas. >> Interente, o nosso tradicional mural. Isso em 2022, claro, não faz tanto tempo isso, né? mas foi identificado como uma ferramenta tradicional, que é o meio eh seguro e que praticamente todos os nossos centros espíritas tem, que o pessoal identificava como uma ferramenta de utilizar como divulgação. E aí nós vamos lembrar que nos nossos centros espíritos nós usamos essa ferramenta, seja para comunicação interna ou paraa própria divulgação da doutrina espírita por intermédio de divulgação das palestras, dos eventos que vem ocorrer ao centro espírita, das atividades do movimento espírita. Então, também pensamos lembrar dessas ferramentas tradicionais, como os próprios boletins informativos do Centro Espíritos, que são ferramentas ainda que parecem que foram depostas, mas que ainda são utilizadas. Claro que aí nós precisamos fazer um

s tradicionais, como os próprios boletins informativos do Centro Espíritos, que são ferramentas ainda que parecem que foram depostas, mas que ainda são utilizadas. Claro que aí nós precisamos fazer um link, talvez do mural ao feed >> nos pensamento de hoje, né, com as ferramentas, com as mídias sociais, que ampliou essa perspectiva. Antes nós colocávamos lá no mural, ficava pra nossa comunidade do centro espírito, agora com a instituição colocando um canal no YouTube, as redes sociais, que são uma plataforma de baixo custo, que não necessitam, né, de tantos investimentos. Mas aí talvez venha um pensamento que nos que nos derruba, de pensarmos que é uma ferramenta de certa forma gratuita de colocarmos ali, de esquecermos por vezes o planejamento. Então, precisamos pensar por onde vamos divulgar, quais as ferramentas nós nós pretendemos, mas também de pensarmos na organização do centro espírita. Se aquele trabalhador lá que desenvolve essa tarefa no centro espírita, ele precisa estar ligado com a direção do centro espírita. Se o GUGA fizer essa iniciativa no centro espírita, ela não é uma atividade do GUGA. é necessário que fique >> ligado à instituição para que dê segurança na programação, para que se vincule à questão doutrinária. Hoje os meios eh eh as redes sociais, nas mídias, de uma forma geral, nós vemos isso no mundo da propaganda convencional, um Marte muito forte, claro, voltado pra sua pra sua perspectiva de de comunicação. Só que nós não podemos pegar isso meramente e trazermos para o centro espírita. Claro que nós devemos aproveitar essas ferramentas, as estratégias, contudo, precisamos utilizá-las de forma doutrinária. Então, é necessário que nós termos uma base forte na questão doutrinária para que aí possamos pensar nessas ferramentas. Elas são muito úteis, mas se nós soubermos usar apenas a parte técnica, talvez nós nós vamos eh falhar na proposta de divulgação de fato da doutrina espírita. Claro, reforço, né? A gente precisa entender que a gente precisa da parte técnica. precisa

penas a parte técnica, talvez nós nós vamos eh falhar na proposta de divulgação de fato da doutrina espírita. Claro, reforço, né? A gente precisa entender que a gente precisa da parte técnica. precisa conhecer como que a ferramenta se dá, como nós vamos utilizar, mas o que nós vamos divulgar por intermédio dela. Se o de fato que nós estamos buscando é a divulgação do evangelho de Jesus aclarado pela doutrina espírita. É importante nós pensarmos as métricas, mas se focarmos, por exemplo, assim, olha, eu preciso de mais like no meu Instagram, eu preciso de mais seguidores. E aí precisamos refletir. Essa é a proposta da doutrina espírita. O centro espírita físico, ele se reflete no centro espírita virtual. Se no centro espírita físico nós não vamos à porta na rua a buscarmos colocar pessoas para lotarmos o centro espírita no modo virtual também temos que ter esse cuidado. Nós não vamos fazer proselitismo nessa proposta. Só que não há fã de nós querermos trazer eh visualizações, por vezes nós focamos mais na questão de trazermos seguidores, like, do que na proposta do conteúdo e da programação daquilo que nós vamos buscar desempenhar na programação do centro espírita. Então, de fato, é importante, são muitas ferramentas hoje, né, que nós podemos utilizar, >> mas não podemos esquecer que a base nossa de existência, que é a doutrina espírita. E é importante que em quem queira colaborar, não é, meus amigos, nessa área de comunicação, procure se instruir no Centro Espírita, participar dos grupos de estudos, ver a necessidade, pensar em termos de projeto da instituição, que parece que as iniciativas particulares, se por um lado elas colocam mais conteúdo à disposição, corre-se o risco de pulverizar esforços e comunicar de maneira muito fragmentada, né? Mas eu ouvindo vocês me lembrei de uma questão que é do nosso momento presente, né, que é inteligência artificial. Eu lembro que outro dia assistia a um jornalista que ele foi utilizar pro canal dele eh uma ilustração de inteligência artificial e

que é do nosso momento presente, né, que é inteligência artificial. Eu lembro que outro dia assistia a um jornalista que ele foi utilizar pro canal dele eh uma ilustração de inteligência artificial e foi cancelado por muita gente. O pessoal reagiu feio assim porque em nome da arte, em nome do trabalho profissional dos artistas. E brincando com os recursos tecnológicos, eu também outro dia vivenciei a experiência de produzir um pequeno podcast e pensei assim: "Bom, perdi o emprego também, né?" Agora, afinal de contas, meus amigos, a inteligência artificial e a arte espírita e a comunicação social espírita. Como é que essas questões podem ser podem convergir de forma a contribuir com a divulgação do espiritismo e não produzir contracensos ou obstáculos para que a mensagem seja adequadamente? Eu vou dar só um exemplo adequadamente assimilada. A gente vê tanta imagem na internet produzida agora, por exemplo, Ivone Pereira, Chico Xavier, que as pessoas não se dão conta na sua simplicidade que são releituras que a inteligência faz e que às vezes desfiguram e que não poderiam substituir espaços de memória ou de registro de história, né? Aí teria que trazer pessoal da GPM aqui para conversar também sobre história e memória e essas questões tecnológicas. Mas para vocês e para as áreas, né, arte espírita e comunicação social espírita, como é que elas podem se relacionar de maneira produzcente com a inteligência artificial? A grande importância, novamente, aquilo que o Virgílio tava falando da responsabilidade, busca por eh conhecimento, por técnica e estudo da doutrina espírita e saber o porquê, qual é o objetivo, para que que a gente tá fazendo aquilo. qualquer que seja essa ferramenta, independente de que agora seja a inteligência artificial, porque o ontem era outra coisa e o modo de operação não mudou. Antigamente, lá pelos algumas décadas atrás, quando surgiu, por exemplo, teclado, né, algumas pessoas ficaram contra, ah, agora vai substituir um instrumentista porque o

o modo de operação não mudou. Antigamente, lá pelos algumas décadas atrás, quando surgiu, por exemplo, teclado, né, algumas pessoas ficaram contra, ah, agora vai substituir um instrumentista porque o teclado toca sozinho ou porque a gente toca ali, né? Então assim, essa questão da tecnologia, se a gente for bem mais lá atrás na história, os instrumentos musicais também tem a sua tecnologia. O violão lá, o primeiro violão, tem a sua tecnologia. Agora, a forma com que nós utilizamos a a o conhecimento e a responsabilidade é que é importante também com a inteligência artificial. E aí a gente traz a questão da importância de nós termos as áreas doutrinárias. Que que adianta eu ter um grupo de arte que tem talento, tem técnica, digamos, e não sabe conversar com as outras áreas, não sabe ter esse trabalho integrado que nós precisamos da área da comunicação social espírita para saber como fazer uma publicação, que seja um card, uma propaganda da área de arte ou um quando a gente vai colocar um poema online, seja uma fotinha de contexto ou quando a gente vai trabalhar um audiovisual, vai gravar um vídeo e a gente precisa dessas orientações, vários aspectos que a gente não vai entrar tecnicamente em cada um dos pontos. Quando a gente vai trabalhar o um filme também, a gente precisa conversar com as áreas e e precisa existir a área para quê? para participar das reuniões. E aí, se eu tenho vontade de utilizar a a inteligência artificial, eu vou conversar com o Virgílio, vou ligar para ele. Virgílio, é o seguinte, será que a gente tá usando da forma correta? Tem uma série de questões hoje que envolve a questão da inteligência artificial. Ou seja, nós precisamos, por exemplo, da área de arte espírita dentro do centro espírita para fazer parte das reuniões com as outras áreas, para ser ouvido pelo presidente, trazer as nossas demandas, as nossas necessidades para ter um planejamento, para conseguir escrever um projeto, para levar para os nossos pares para fazer uma revisão, uma

ser ouvido pelo presidente, trazer as nossas demandas, as nossas necessidades para ter um planejamento, para conseguir escrever um projeto, para levar para os nossos pares para fazer uma revisão, uma análise, eh, considerar sugestõ eh, ser avaliado para daí colocar em prática para que não seja como os exemplos que vocês estavam dando só a, né, tem a rede social, então se publica a qualquer momento, qualquer coisa de qualquer lugar, sem saber qual é essa finalidade. >> E pra arte a responsabilidade é a mesma, né? A pessoa >> nem sempre o voluntarismo é esclarecido doutrinariamente, né? Não basta ter apenas a boa vontade e como Virgílio falou, publicar, publicar, publicar, né? E não trazer o conteúdo necessário, não, não chegar a alcançar aquele objetivo. >> Perfeito. E aí, nesse aspecto, arte e comunicação se conectam, né, quanto a qualidade da mensagem que se quer veicular, quanto as orientações que deverão ser observadas. E aqui não se quer naturalmente colocar impecílio a ninguém. Exato. >> Pelo contrário, o que a gente pretende aqui dialogar é trazer à tona a necessidade da qualidade daquilo que se desenvolve, não somente do ponto de vista técnico, estético e doutrinário. Também se a gente for propor, por exemplo, ã, postagens, vídeos ou performances que não atendam aos princípios da doutrina espírita, daqui a pouco a pessoa imagina que tá comunicando a mensagem espírita, mas tá apresentando outras questões, às vezes até contrárias à doutrina. Até queria que vocês falassem um pouco sobre coerência doutrinária na arte e na comunicação. Pode ser? >> Sim. Sim. É, é, é bem interessante Vinício, nós pensarmos isso e ainda ligando um pouquinho da na inteligência artificial, eh, o Guga comentou a respeito assim, bom, agora a inteligência artificial antes era outra outra eh preocupação que nós tínhamos a respeito e talvez a base do problema ou dos de pensarmos que é o problema seja sempre o mesmo. Nós brincá antes com as redes sociais, nós brincá no seguinte sentido, assim,

ocupação que nós tínhamos a respeito e talvez a base do problema ou dos de pensarmos que é o problema seja sempre o mesmo. Nós brincá antes com as redes sociais, nós brincá no seguinte sentido, assim, nós precisamos evangelizar os algoritmas e agora com a inteligência artificial a gente coloca assim: "Nós precisamos evangelizar os promptes". Só que o prompete é o prompete, o algoritmo é o algoritmo. Nós precisamos evangelizar é os nossos corações. >> É, >> se nós tivermos suficientemente evangelizados, nós vamos utilizar essas ferramentas para o bem de todos. Então, no fundo, sempre são sempre somos nós. E de nós pensarmos assim nessas produções e ligarmos com a questão doutrinária, eu gosto de uma frase do Bezerra de Menezes que ele tem ditada no na mensagem de 2018, naquelas mensagens no encerramento do CF e num pequeno trecho ele diz assim: "Olha, não tem nada de novo". E às vezes nós queremos assim: "Qual é a novidade no espiritismo? O que que vocês estão fazendo com inteligência artificial? Qual é o novo livro? Vamos ver o que que surgiu agora de novo. Eles não tem nada de novo. O que tem são desdobramentos do pensamento cardequiano. Então, nós precisamos moldar a tudo aquilo que nós produzirmos, aquilo que nós pensarmos com base no pensamento cardquano. Então, a fidelidade doutrinária, ela é muito importante. E aí precisamos justamente em ambos os arte, ou seja, na comunicação nas demais áreas, nas nossas produções, se elas buscam de fato nos levar a reflexão sobre o risco de nós cairmos na produção de conteúdo, meramente de chamarmos atenção. Chamar atenção, ele é um ponto, mas não pode estacionar. Ele nos leva ao pensamento profundo, ao pensamento crítico. Uma proposta de arte, uma proposta de comunicação, ela tem que nos levar à reflexão da iluminação de nossas almas para que nós não caiamos naquelas, nos pedidos da propaganda convencional, do mero marketing comum. Não que nós não possamos, como eu falei anteriormente, nos aproveitarmos, pegarmos esses ganchos dessas ferramentas, dessas

s naquelas, nos pedidos da propaganda convencional, do mero marketing comum. Não que nós não possamos, como eu falei anteriormente, nos aproveitarmos, pegarmos esses ganchos dessas ferramentas, dessas estratégias, mas precisamos fortemente estar vinculado à questão doutrinária, o conteúdo que nós temos produzido, a leitura que nós estamos usando para fundamentar as nossas produções, seja na arte, seja na comunicação, quais fontes nós temos usados. Às vezes pensarmos assim, bom, mas eu gosto muito desse livro, mas esse livro ele é doutrinário. >> Uhum. Estamos colocando base das obras da codificação. Há uma diretriz que está posta no orientação comunicação social espírita, diretriz número cinco, que no trecho final ela diz assim: "Olha, talvez não seja o momento de fazer essa publicação, esse trabalho que talvez gerejuízo nesse momento, porque com a base posta daquela base que não base, digamos, em uma base frágil, seja melhor não divulgar. Por vezes utilizamos fontes que não sabemos o o o o da onde surgiu, né, que não são seguras. Pensaram assim: "Bom, mas esse trecho eu vou colocar porque eu gostei, mas da onde é? Quem é o autor?" >> Uhum. por vezes nos surpreendemos com aquele autor que nós vamos citar, é uma pessoa que não se coaduna às vezes com a própria doutrina espírita, mas é mais espiritualista, com todo o respeito que nós nós nós temos aos aos autores, mas de buscarmos fundamentar nas obras básicas, na doutrina segura, né? >> É, porque o cuidado das fontes é algo, né, fundamental nas duas áreas, né? se as referências são inadequadas do ponto de vista de não apresentar fidelidade aos princípios do espiritismo, se a fonte que a gente tá utilizando ou a referência inadequada, dificilmente o resultado vai ser adequado, né? Vai ser pertinente aquele momento presente. Eu lembro quando eu era mais jovem, não faz muito tempo, que não havia ainda essa organização em termos de arte espírita. Eu brinque esses dias uma amiga lembrava que eu dizia isso para ela. Eu disse

Eu lembro quando eu era mais jovem, não faz muito tempo, que não havia ainda essa organização em termos de arte espírita. Eu brinque esses dias uma amiga lembrava que eu dizia isso para ela. Eu disse assim, vamos cuidar para não ter peça só de obsessor, né? Porque era sempre uma peça umbralina, uma fixação da gente, talvez a umas questões mais assim dramáticas, mais trágicas e sombrias. E tem muita coisa para se dizer. E às vezes tu comunica um quadro muito sombrio, tu deixa, o André Luiz fala disso, que a gente é responsável pela imagem mental que cria as pessoas que nos ouvem e a gente pode dizer aos que nos assistem. Se a gente foca dees em alguma perspectiva negativa ou na violência ou num quadro de um sofrimento em que não muda, se a fala é muito pessimista, muito crítica, há pessoas que, né, querem conduzir ao esclarecimento chocando, provocando, tudo bem, elas têm livre arbítrio. Mas no caso do nosso trabalho no movimento espírita, eu queria ouvir vocês um pouquinho, a gente precisa alinhar tanto a arte e a comunicação quanto a intenção mais profunda que é de levar espiritualidade e não desnortear as pessoas, né? Aí é que entra um exemplo que a gente pode trazer eh de como o artista, os trabalhadores que estão na área de arte conseguem eh interpretar aquilo que normalmente eh pode passar, é um pouco despercebido. Por exemplo, os livros do André Luiz. Vamos pegar o o seguinte ponto: tensão e resolução. Na música a gente tem tensão e resolução sem precisar de novo entrar em termos técnicos. >> Uhum. >> A gente tem aquele momento que cria suspense dentro da música que deixa todo mundo ir agora. Por exemplo, se a gente já tá assistindo um filme, né? O que que acontece? Aquela música começa e tá indo lá pro céu e agora o cara vai cair ou a ou o o o a aeronave vai explodir ou o mundo vai acabar e de repente fica aquele silêncio, cria-se o suspense, o que que será que aconteceu? E aqui vem daí depois vem aquela a música épica logo em seguida. Oh, o mocinho se salvou, né?

ou o mundo vai acabar e de repente fica aquele silêncio, cria-se o suspense, o que que será que aconteceu? E aqui vem daí depois vem aquela a música épica logo em seguida. Oh, o mocinho se salvou, né? >> Sim. Então se cria uma atenção até um certo ponto, mas não se cria atenção para sempre. Então o exemplo que o Vinícius deu, né? Tu traz essa intenção do do espírito obsessor, aí tu deixa só a tragédia acontecendo do início ao fim e aí tem um segundo de de eh que cita Jesus. Aí não tem equilíbrio. Aí a gente pode comparar a alguém que está cozinhando um arroz em que a gente coloca 300 g de sal, né, e uma colher de arroz. tá desequilibrado, tu tá trazendo um colocar pimenta, por exemplo, tá trazendo mais tensão do que algo que vai te trazer um benefício, que é a transformação, o poder consolador da doutrina. Aí vem a coerência doutrinária. Quando a gente faz esse tipo de análise, é na hora de, voltando ao livro do André Luiz, ah, mas no livro do André Luiz tem, né, tem assassinato, tem tragédias, histórias assim bem pesadas, >> mas ele como autor sabe equilibrar e ainda trazer essa resolução após atenção. Ele sabe lidar com esse material, então ele cria esse suspense com um problema que tá acontecendo naquele caso ou naquela família ou com aquela pessoa. E vai os desdobramentos, a gente vê os espíritos se aproximando para começar a auxiliar. Então não fica só baseado nessa questão que o Vinícius trouxe. E a isso também, pelo menos eu considero, eh, coerência doutrinária, porque a gente tá tá analisando a obra que veio antes, né? Vocês estavam comentando sobre isso. A gente parte das obras básicas. Aí a gente tem os livros psicografados pelo Chico e começa a ver como como eles tratam desse tema, >> como o livro dos espíritos trata uma questão. Será que ele só fala assim: "Olha, agora é só pranto e rangeiro de dentes, né? Só trazem as más notícias. Afinal é uma boa nova, né? Claro. E e caminhando nesse sentido, Virgílio, vamos pensar um pouquinho sobre a crítica, porque hoje a gente vê que tá

e rangeiro de dentes, né? Só trazem as más notícias. Afinal é uma boa nova, né? Claro. E e caminhando nesse sentido, Virgílio, vamos pensar um pouquinho sobre a crítica, porque hoje a gente vê que tá muito fácil fazer a crítica, né? Abrir um canal, achar um uma possibilidade de produzir um texto e jogar na internet. Às vezes até uma intenção não daquela reflexão crítica, mas de desconstruir o trabalho de obras monumentais. a gente vê críticas assim até enfundadas em torno da obra de André Luiz, por exemplo, em termos de comunicação social espírita, até onde a crítica ela é espírita? >> E é é interessante. Isso reflete até na arte também, né, G? Sim, de de pensarmos assim e nas demais áreas funcionais, né, como comentava, nas nossas tem uma peculiaridade da transversalidade. Isso é importante, Vini, porque por vezes nosso afã de construirmos um canal e eu tenho toda a melhor boa vontade do mundo de pensar em divulgar. vou estruturar esse canal, fazer uma proposta de divulgação e faço a condução desses caminhos buscando. Só que por vezes, se eu não estiver, como já comentávamos anteriormente, não estiver bem fundamentado, é muito fácil de eu destar e por outro caminho. E se eu encasar assim, o meu canal não está tendo bons seguidores, não está tendo muitos likes e o do Vinícius está bom. Então eu preciso talvez desconstruir o discurso do Vinícius para que eu traga esse argumento para mim. Agora aí vem o pensamento crítico que eu preciso fazer. Isso é cristão. >> Uhum. Vou vou vou trazer uma reflexão de novo de Bezerra de Menezes que eu penso particularmente pensava assim e como escutei algumas vezes assim, quando surgiu um problema, pensa o que que Jesus faria nesse no no teu lugar para resolver esse problema. E eu pensava assim, mas isso como que eu vou me colocar dizer que Jesus pegar, colocar no no lugar? E o Bezerra de Menezes tem uma reflexão que ele traz assim assim: "Não, meu amigo, quando tu tá com problema, pensa o que que Jesus faria, porque esse é o momento que a

sus pegar, colocar no no lugar? E o Bezerra de Menezes tem uma reflexão que ele traz assim assim: "Não, meu amigo, quando tu tá com problema, pensa o que que Jesus faria, porque esse é o momento que a espiritualidade vai poder se conectar contigo pela nossa elevação do pensamento." >> Uhum. Então, é muito importante de nós pensarmos em mantermos o pensamento elevado durante as nossas construções, mas isso demanda planejamento, demanda eu estruturar como eu vou construir o meu canal, como eu vou construir as atividades de divulgação no centro espírita, porque nós temos que ficar uma coisa bem clara na nossa mente. Nós não concorremos. O Centro Espírita do Vinícius ou o canal do Guga não não são concorrentes. >> Uhum. Nós todos estamos juntos divulgando evangelho com Jesus. Então, se não são meus concorrentes, estão trabalhando todos no mesmo propósito, nós temos que trazer essa reflexão. Se nós cairmos nessa armadilha que necessitamos desconstruir outros pensamentos ou de trazermos novidades do que outros canal, o canal do Google lá está tratando somente sobre Jesus, sobre Kardec, eu preciso trazer algo novo para chamar de meu. >> É o personalismo, né? >> Percebam o cuidado que nós temos que ter. E às vezes falta de fato realmente a estruturação sólida do pensamento. E essa e essa questão do personalismo para nós cairmos é muito fácil. Se eu tenho uma iniciativa, de repente, quem sabe não é mais segura, eu levar essa proposta pro centro espírita, onde eu posso ter uma base que possa me acelar nas fontes, como nós tratávamos anteriormente, >> porque se eu for sair da linha, alguém do centro espírita vai me puxar de volta, >> é um feedback, >> feedback dizer assim: "Olha, essa colocação que tu tens colocado talvez não seja o melhor caminho. Isso me ajuda na na avaliação daquilo que eu me proponho a divulgar. Só que nós precisamos ficar muito claro assim que também nós somos falíveis. >> Há um trecho na revista Espírito quando o Kardec em um determinado momento ele é enganado.

ue eu me proponho a divulgar. Só que nós precisamos ficar muito claro assim que também nós somos falíveis. >> Há um trecho na revista Espírito quando o Kardec em um determinado momento ele é enganado. O espírito diz assim: "Não, eu sou São Luís, pode confiar". E segue o diago e ele percebe, diz assim: "Não, esse ainda não é São Luís." E ele encerra na reunião seguinte, ele pergunta para São Luí: "Por que que deixaste me enganar? E o São Luís, não deixa assim, vamos dar prosseguimento ao trabalho. Ele insiste para que esse esclarecimento venha. E aí São Luiz traz de fato essa essa informação assim: "Olha, tu prestes atenção a quem tu colocastes na tua reunião, percebesses em um determinado rosto, aquele sorrisinho de canto de lábio. Que que São Luís queria chamar a atenção de Kardec paraa seriedade do trabalho, que talvez aquelas pessoas que naquele momento Kardec tem escolhido para aquela reunião não estivesse com os propósitos de seriedade. inclusive para quem nós vamos convidar para fazer um um diálogo, para escrevermos no site do nosso centro espírita, nas redes sociais, às vezes uma mera foto de fazermos associações com outras propostas que não são da doutrina espírita. Então, precisamos ter esse cuidado, né, >> até pra atividade da arte também, né, meus amigos, pra gente caminhar pros nossos minutos finais, as considerações de vocês sobre a arte de comunicar para espiritualizar, em breves breves palavras, >> dá para seguir pelo pelas reflexões que Virgílio trouxe. Comunicar para evangelizar começa na nossa atitude, no nosso trabalho, independente da da área, né? Claro que tem toda essa questão do pensamento, das emoções, né? Não, não, não precisamos conversar sobre isso. >> Então, o que que a gente vai fazer? O que que os espíritos nos ensinam? Se eu vou utilizar uma crítica, se eu vou tornar público algo contra alguém, que isso seja feito apenas se for prejudicar um número considerável de pessoas, senão, como o Virgílio falou, eu chego pro meu colega, trago para uma

tica, se eu vou tornar público algo contra alguém, que isso seja feito apenas se for prejudicar um número considerável de pessoas, senão, como o Virgílio falou, eu chego pro meu colega, trago para uma reunião, converso com as outras pessoas e a gente começa a buscar uma solução juntos Porque nós só vamos conseguir este nível de comunicação, por exemplo, através da área de arte espírita, se houver união e unificação, porque nós podemos discordar, mas nós vamos continuar trabalhando juntos >> e como irmãos >> e levar em consideração tudo que a a gente aprendeu fraternidade, o perdão, a indulgência. Então, a gente não pode escapar disso senão não há espiritualização nenhuma do ser. Eu acho que é mais ou menos isso. Sim, eu brincava ontem com o Google, eu falava: "Googa, a área de arte é muito parecida com a área de comunicação, porque eu olho pro Google assim, eu vejo nele um artista e eu imagino que ele canta, que ele toca, que ele faz poesia, que ele dança, que ele faz todas as artes. E penso: "Guga tem o dom da arte". E na comunicação, por vezes, tem esse imaginário que o trabalhador da comunicação, ele sabe de estudo de de de TI, de jornalismo, de design e assim por diante. E por vezes o Vinícius é um orador, tem o dom da oratória. Deve ter escutado muito isso ao longo do da tua caminhada. Só que é preciso nós fazermos a reflexão que não é o dom. Isso é trabalhado ao longo das nossas encarnações. Então, nessa encarnação, nós estamos trabalhando um determinado tijolinho que vai nos acrescentar na questão da nossa espiritualidade. Então, a arte de comunicar, ela nos pede pensamento crítico, nos pede a base doutrinária que nós só vamos ter com seguro, com com estudo seguro, com a leitura, mas não a leitura meramente de trechos, livros abertos ao acaso, a necessidade de termos essa proposta de reflexão, de estudo coerente, de estarmos unidos e unificados e aí conseguiremos Podemos de fato levar a doutrina espírita através dessa arte de comunicar o evangelho de Jesus aclarado

ssa proposta de reflexão, de estudo coerente, de estarmos unidos e unificados e aí conseguiremos Podemos de fato levar a doutrina espírita através dessa arte de comunicar o evangelho de Jesus aclarado e aprofundado pela doutrina espírita a todas as nossas almas, né? >> Muito bom, meus amigos. Nós tivemos aqui então o nosso Virgílio Rios e o nosso Guga Reis, diretores da Federação Espírita do Rio Grande do Sul. Muito obrigado por ter nos acompanhado até aqui e até a próxima, se Deus quiser. >> Obrigado, amigo. Obrigado.

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