47• Semana Espírita de Feira de Santana Leonardo Machado – (PE)
Tema: Ansiedade e Felicidade, Dia: 20/09/2025– 20h Tema central: Céu Inferno e a Justiça Divina, Local: Feira de Santana-Ba, Assista com a gente também aqui no youtube da Tv Espírita da Bahia: @TEBtvBA, Transmissão ao vivo: Canal YouTube CR3/Feira, Retransmissão: Canais Parceiros Apoio: IDEAK- RJ, Realização: CR3 Feira de Santana | FEEB - Federação Espírita do Estado da Bahia.
Ele tá ligado já. >> Deixa eu abrir aqui. Ele ele ainda vai trocar, né? o Pode. Boa noite a todas as pessoas presentes neste auditório. Daremos início ao nosso momento artístico com o coral veranívia. E hoje é um dia muito especial porque a data de nascimento do nosso querido irmão Evilásio Menezes, que nasceu em 20 de setembro de 1933 e hoje, portanto, estaria completando 92 anos. Então, é um é uma grande alegria para nós comemorarmos a a data natalícia de Eviláio Menezes com a apresentação do do coral Veranívia. Para todos nós é uma alegria muito grande. Para mim em particular é uma alegria maior ainda. Com vocês Lilian Almeida e o coral Veranívia. на Aira aberta ao vento para Jesus Cristo pr lá todo mundo deixa nela leve canção de vento. Vai lá, cabeleira aberta, peroso vendo coração bati de pressa com braço sem pego. Oh, eu fiz uma cançãozinha para cantar lá no jardim. Canantei todas as florinhas, coisinhas e o dia que eu vi. O tempo era um só, era um só tempo. Balança se atou no gaio, bate no gaio vento. Laра laera lai laera laera laera laera laera lai laera. Oh, eu fiz uma cançãozinha para cantar lá no jardim. Plantei todas as florinhas, coisinhas e o dia que eu vi. O tempo era um sol, era um sol tempo balança a flor do galho, bate no gaio vento. Laira laiá laeira laiáя laiя. La la. Essa música é uma composição de Vera, filha de Evilázio, irmã de Lília. O nome da música Cabeleira, a próxima aos pés do monte. Um sentimento me ronda. Não sei dizer. Tudo é novo para mim. Meu coração se renova. Sinto a esperança invadir o meu ser. Quero ser manso, ser limpo, ser justo e pobre de espírito ser. Tua palavra me sonda, me conta do reino que espera por mim. Eu te ofereço meu pranto, as dores da alma que quer renascer. Eu ouvi tua voz. >> Deu falar me encantou, quis seguir caminhar, >> quis saber para onde vou. Eis-me aqui minha dor serenou. Um sentimento me ronda. Não sei dizer. Tudo é novo para mim. Meu coração se renova. Sinto a esperança invadir o meu ser. Quero ser manso, ser limpo, ser justo e
nde vou. Eis-me aqui minha dor serenou. Um sentimento me ronda. Não sei dizer. Tudo é novo para mim. Meu coração se renova. Sinto a esperança invadir o meu ser. Quero ser manso, ser limpo, ser justo e pobre de espírito ser. Tua palavra me sonda, me conta do reino que espera por mim. Eu te ofereço meu pranto as dores da alma que quer renascer. Eu ouvi tua voz. >> Teu falar me encantou. Quis seguir caminhar, que saber para onde vou. Eis-me aqui, minha dor sereno. Eu ouvi >> tua voz, seu falar me encantou. Quis seguir caminhar, quis saber para onde vou. Eis-me aqui minha dor serenou. A próxima música também é de Vera, Livres para voar. Galлаá-ла Лала. Eu pudesse sentir alegria, dom de sorrir, de cantar toda emoção, mas para não chorar, canta essa canção. Ei, ei, ioarinho e a me conduzir minha sem que De háar e a esperança na voar. Como me perdoar e voar como bar e me perdoar. E voar bom e me perdoar. E no ar quando pagar vive pelo ar. Шалала ее Ei, ei, ei, ei, eu pudesse alegriar esse dom de sorrir e cantar com toda emoção, mas para não chorar, canto essa canção. Ei, ei, iar eu pudesse sempre pelo caminho. E a luz me conduz guiar. Tem que ter que me esconder um só virar. E a esperança nascer e voar. Comoar livre pelo ar e o ar como pássaro livre pelo ar e o ar. Vamos pássaro livre perdoar e voar. Vamos pôr pelo ar. Лалала. na desar de no chão para o coração tem razão. Terra de heróis pais e mães. para lá da casa de qualquer vida e sonho mundo real toda a gente lá para chan e voa vem e voar lá o tempo espera lá é primavera portas e janelas ficam sempre abertas para sortear em todas as mãos caminhos dos desta canção e o verdadeiro amor para quando você for. ão virarei olharei no volta paraar cantar eu hoje não tirei na malora Coração tem razão. Herói a mãe para se mudou para lá da casa calquer lá e o olho temor do mundo real toda a gente cabe lá na lá. Vem daí boa, vem daí boa, vem daí boa. Lá o esperá. É primavera, portas e janelas ficam sempre abertas paraa todação.
ara lá da casa calquer lá e o olho temor do mundo real toda a gente cabe lá na lá. Vem daí boa, vem daí boa, vem daí boa. Lá o esperá. É primavera, portas e janelas ficam sempre abertas paraa todação. Por os caminhos do espírito dos espíritos dessa canção tem o verdadeiro amor para quando você for. Oh. Oh. Venha e voa, venha da voa, venha e voa. Vai voa, vem da boa, vem voa. Me da igual. Dea voa. Vai comprar. Obrigada. A gente encerra com Ave Maria. >> Ave Maria de Bonô. Ave Maria de Gunou. >> Ave Maria de Gunou. Ave Maria. Gracias. Men frutos tu e Santa Maria. Мария Maria pecador no Amém. Só temos. >> Pode, pode. Só temos a agradecer mais uma vez. São 18 anos que o Coral da Cevu participa da semana espírita desde quando foi criado por Eviláio Menezes. Eh, essa homenagem é para ele. E há um ano atrás eu chorei neste palco, neste não, no outro, pedindo ajuda para o nosso grupo. E o danado do Eviláio não mandou a filha. Perfeito. A gente tá trabalhando e vamos chegar a 100% ou a 99. Muito, muito obrigada pelo carinho de vocês, pela nossa instituição, pelos nossos velhinhos. Gratidão e gratidão, meninas, viu? Obrigada, L. Oi, oi, oi. Oi. Oi. Então, agradecemos ao coral veranívia pelo belíssimo momento musical desta noite. E hoje para nós é um dia muito especial porque é data de nascimento do nosso querido irmão Evilário Menezes, que nasceu em 20 de setembro de 1933 e portanto hoje estaria completando 92 anos. Para quem não conhece, Viláio Menezes, ele foi um dos fundadores da Sociedade de Estudos Espíritas Seense e também foi um dos grandes responsáveis pelas obras da Sociedade Espírita Verdade União de Lustosa, que é um que é um distrito da cidade Teodoro Sampaio, que faz parte a regional três do nosso conselho regional. Então, ah, por todo o trabalho que desenvolveu, tanto social quanto espiritual em toda a nossa região, o nosso querido Eviláio Menezes, conhecido por todos nós como tio Vila, merece toda a nossa gratidão por tudo que fez, né? Quantas vezes vimos em semanas espíritas
o espiritual em toda a nossa região, o nosso querido Eviláio Menezes, conhecido por todos nós como tio Vila, merece toda a nossa gratidão por tudo que fez, né? Quantas vezes vimos em semanas espíritas anteriores ele mesmo a reger o coral veranívia. Todos nós que frequentamos nas nossas semanas espíritas assistimos isso por muitos anos. Como gratidão a ele, estamos dando o nome eh do nosso auditório quando a Casa Edivaldo Franco estiver pronta. O auditório se chamará Eviláio Menezes de Almeida. o este próprio auditório, merecido das palmas, este próprio auditório aqui durante a semana espírita se chama Evilásio Menezes. Se vocês observarem ali entre as duas portas de acesso principal, do lado direito de quem entra tem uma plaquinha com o nome auditório Eviláio Menezes. Então, por toda a gratidão que o movimento espírita de Feira de Santana e da região tem a este exímio trabalhador, vamos agora brevemente serenar as nossas mentes para fazermos uma prece para o início das atividades desta noite, rogando aos bons espíritos que nos assistem, auxiliares diretos do Mestre Jesus, que nos amparem, nos auxiliem nesta noite, que nos permitam estar atentos aos ensinamentos que nos serão passados nesta noite. Que os mesmos também possam inspirar o nosso palestrante, para que todos nós possamos sair daqui hoje, bem diferente do que entramos, com a possibilidade de aplicarmos os conhecimentos que nos serão transmitidos nesta noite na nossa vida diária. Sede conosco, Jesus hoje e sempre. Bem-vindos e bem-vindas à última palestra da 47ª Semana Espírita de Feira de Santana, que tem como tema central céu, inferno e a justiça divina. Saudamos também aos internautas que nos assistem. O Conselho Regional 3 da Federação Espírita do Estado da Bahia agradece a presença de todas as pessoas que aqui estão. Meu nome é Márcio Campos, eu sou mestre de cerimônias desta noite e gostaria de fazer a minha audiodescrição para os que aqui se encontram e aos que nos assistem na internet. Eu sou um homem de pele clara, de estatura
Campos, eu sou mestre de cerimônias desta noite e gostaria de fazer a minha audiodescrição para os que aqui se encontram e aos que nos assistem na internet. Eu sou um homem de pele clara, de estatura mediana, eh calvo usando um óculos de armação preta retangular, usando um terno preto com uma camisa branca listrada de preto, uma gravata preta, calça e sapatos pretos. O nosso evento é transmitido pela internet em nosso canal no youtube.com/cr3 o numumeral feira. pelo TV Ideac, Rede Amigo Espírita, Rádio Portal da Luz, TV FEB e FEB Lives, além da CFTV. Eu gostaria de pedir à equipe técnica que solte os os vídeos do evento. Entre o último suspiro e a eternidade, existe uma verdade que nenhum véu consegue esconder. Não são fogueiras, nem arpas douradas que nos esperam, mas o eco imortal de tudo que fomos. O além não é um lugar, mas um espelho. Reflete o que carregamos dentro. Nossos medos transformados em sombras, nossas escolhas virando destino, a luz que nutrimos ou a escuridão que não largamos. E no silêncio desse reflexo, uma revelação. Não existem portões trancados, apenas degraus da mesma escada infinita, porque o verdadeiro céu e o verdadeiro inferno começam aqui dentro do que escolhemos ser a cada dia. E você já sabe qual está construindo? Lembre-se, Deus nunca abandona seus filhos e sempre abre novas portas para novos recomeços, para gravitarmos em torno dele pelos caminhos da evolução. Sua alma está pronta e a hora é agora. Sejam bem-vindos à 47ª Semana Espírita de Feira de Santana. Oi, gente. Vim contar uma curiosidade para vocês. Vocês já pararam para pensar como é organizada a semana espírita? Hum. Então vem que eu vou te contar. Depois que começamos o evento, precisamos muito da ajuda de vocês. A nossa semana conta com o espaço da livraria e da cantina. E todo o dinheiro que arrecadamos aqui é revestido para poder pagar as nossas despesas. Toda vez que vocês escolhem comprar um livro com a gente ou fazer um lanchinho, tomar um café aqui, vocês também estão contribuindo pra semana.
os aqui é revestido para poder pagar as nossas despesas. Toda vez que vocês escolhem comprar um livro com a gente ou fazer um lanchinho, tomar um café aqui, vocês também estão contribuindo pra semana. Então agora que você já sabem, não esquece de nos visitar, viu? >> Oi gente, tudo bem com vocês? passando aqui para convidá-los para o nosso seminário Espiritualidade Vida, que acontecerá dia 21 de setembro aqui no auditório da SEDUC com Eden Lemos e Leonardo Machado. E você garantindo o ingresso por apenas R$ 20, você ganhará o livro Céu Inferno, que é o tema da nossa semana espírita. Rômulo, é possível agora o vídeo de Aviláio Menezes? Obrigado. Tem muitas. Essa foi a que mais me marcou, porque eu senti que a espiritualidade está ali onde você faz o bem. Essa mensagem deve ser forte para mim e para todo mundo que desacredita no potencial da espiritualidade. Faça as coisas certas e bem intencionadas que não lhe faltará jamais o apoio de Deus. Não tenha medo de fazer o bem. Histórias de vida. A Cevu sempre teve como missão contribuir com a comunidade, mudando vidas, através da prestação gratuita de serviços sociais, educativos e espirituais. com abrigo para idosos, uma escola ofertando oficinas e cursos profissionalizantes. A CEBU também conta com uma clínica para atendimentos ambulatoriais e farmácia própria. Contribua com a instituição, seja voluntário, doe recursos financeiros, alimentos, materiais de higiene pessoal, limpeza ou construção. Seu, mudando histórias de vida. Obrigado, Rômulo. Que não tenhamos medo de fazer o bem, como muito bem disse tio Vila, queremos agradecer aos nossos apoiadores masters, a prefeitura municipal de Feira de Santana, que nos cedeu este maravilhoso espaço que estamos realizando a nossa semana espírita pela primeira vez. Grupo São Roque, Produtos Cuco, Flocão Baiano, Pererê Motociclo, Instituto Social Vipal, Bulos Audor, Marcante Estúdio de Podcast, aos demais apoiadores e também ao movimento espírita de Feira de Santana. A Federação Espírita do Estado da Bahia
o, Pererê Motociclo, Instituto Social Vipal, Bulos Audor, Marcante Estúdio de Podcast, aos demais apoiadores e também ao movimento espírita de Feira de Santana. A Federação Espírita do Estado da Bahia promove o 21º Congresso Espírita da Bahia com o tema Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei que acontecerá entre os dias 30 de outubro a 2 de novembro próximos no Fiesta Convention Center em Salvador. Inscrições no site www.feb.org.br. br. É possível soltar o vídeo. A vida espiritual é certeza da imortalidade de ser. É proposta de crescimento e novas perspectivas para elevação moral e pártrofas. A espiritualidade trouxe por meio dos mensageiros do além preciosas informações sobre Deus. reencarnação e também sobre o intercâmbio interdimensional entre carnados e desencarnados. A vida não cessa e está em constante processo de mudança e evolução. Compreender as dinâmicas da existência é saber um pouco mais sobre nós, respondendo as questões sobre o porquê do Estados e qual o propósito das encarnações. Para abordar esses temas, a Federação Espírita do Estado da Bahia, Pep, realizará entre os dias 30 de outubro a 2 de novembro o 21º Congresso Espírita da Bahia, com seguindo con: Alberto Almeida, Pará, Bruno Godzinho, Fortal, César Reis, Rio de Janeiro, Fábio Carvalho, Maranhão, Júlio Peres, São Paulo, Margarete Áa São Paulo, Maíse Braga, Brasília, ósonara, São Paulo, Rosa Martins, Rio de Janeiro, além da participação do e demais integrantes do estado. 21º Congresso Espírita da Bahia. Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei. 30 de outubro de 2025. Festa Convention Center, Salvador Bahia. Inscrições www.p.org.br. br. Venha, participe. >> Convidamos a todos mais uma vez que visitem a nossa livraria ao final desta palestra e ao final, né, do encerramento das nossas atividades nessa noite. Portanto, fiquem, permaneçam no auditório após a palestra que nós teremos o encerramento das atividades da semana espírita. Mas como eu ia dizendo,
, do encerramento das nossas atividades nessa noite. Portanto, fiquem, permaneçam no auditório após a palestra que nós teremos o encerramento das atividades da semana espírita. Mas como eu ia dizendo, após o nosso encerramento, visitem a nossa livraria, que lá vocês vão encontrar promoção de livros, camisas. Visitem também a nossa cantina. Como dito, eh estas duas estruturas auxiliam, né, na manutenção financeira deste evento. Hoje também estamos lançando, né, eh, é uma noite especial porque estamos lançando o livro Almas em versos, vidas. de autoria de 31 eh autores diversos ferenses da nossa regional e alguns de Salvador. Eh, haverá uma sessão de autógrafos também após a palestra. Todos estão convidados para estarem conosco nestes neste lançamento, né? Eh, todos estão convidados. Aí está a obra belíssima. O pré-lançamento é hoje, então todos estão convidados para este processo de lançamento. São 31 poetas da nossa regional que emprestaram suas eh composições para esta belíssima obra. Estão à venda também em nossa livraria os ingressos para o seminário que acontecerá amanhã, no dia 21 pela manhã. Seminário Pensamento e Vida, O poder terapêutico da fé e da oração com Leonardo Machado, o nosso palestrante de hoje, e pensamento e vida com Éden Lemos, o nosso palestrante de ontem. Teremos também uma homenagem a Divaldo Pereira Franco e na compra do ingresso você ganha um exemplar do livro O Céu Inferno. Então é é um momento imperdível, né, fecharmos a nossa semana espírita com este seminário, com os dois palestrantes que estão presentes nesse momento. Leonardo em breve falará por nós, para nós. Então todos e todas estão convidados a um preço módico de R$ 20. ainda levaremos para casa esta belíssima obra da codificação espírita, que é o céu inferno, e precisamos lê-la ainda muito mais do que já lemos. Então, todos estão convidados. Vamos lotar este auditório amanhã novamente, como estamos lotando nesta noite de hoje. Estamos também muito felizes porque a biblioteca Joana de Ângeles voltou as
lemos. Então, todos estão convidados. Vamos lotar este auditório amanhã novamente, como estamos lotando nesta noite de hoje. Estamos também muito felizes porque a biblioteca Joana de Ângeles voltou as suas atividades no centro empresarial Mandacaru. Então, se você quiser ser um voluntário eh para eh manter esta livraria, esta livraria, esta biblioteca aberta, procure a coordenação do CR3 aqui no evento para dar seu nome para compor a lista e a programação de voluntários. O Conselho Regional Espírita Trê convida a todos para a sessão solene de comemoração do dia municipal de Livro dos Espíritos. No dia 25 de setembro, às 19 horas, na Câmara Municipal de Vereadores de Feira de Santana, o palestrante será o nosso queridíssimo Marcel Mariano, com o tema 160 anos do primeiro Centro Espírita do Brasil, que foi na nossa querida capital Salvador. Todos e todas estão convidados e convidadas para estar lá, para estarem lá conosco nesta noite festiva. Lembramos que eh é uma lei municipal, o dia municipal de O livro dos espíritos em Feira de Santana e nós espíritas precisamos prestigiar. Após a palestra, teremos um momento de autógrafos com o palestrante Leonardo Machado, com seu livro Ansiedade e Felicidade, que é o tema da nossa palestra desta noite. Lembramos a todos mais uma vez a necessidade de permanecerem no auditório, pois teremos um momento especial de encerramento das atividades noturnas da nossa 47ª Semana Espírita de Feira de Santana. Para então compor a mesa de honra desta noite, nós gostaríamos de convidar Eden Lemos, o nosso palestrante da noite de hoje e um dos ah painelistas do seminário de amanhã. está conosco, por favor. Roseane Massariol, coordenadora do CR4 Regional Alagoinhas. José Carlos Carvalho, do Centro Espírita Caminho da Luz, representando o movimento espírita da cidade de Irará. Paola Machado, representando a mansão do caminho. Romilda Vilas Boas. Essa tem um carinho especial para chamar fundadora da Sociedade de Educação Espírita Fabiana de Cristo aqui em Feira
ade de Irará. Paola Machado, representando a mansão do caminho. Romilda Vilas Boas. Essa tem um carinho especial para chamar fundadora da Sociedade de Educação Espírita Fabiana de Cristo aqui em Feira de Santana. a casa que eu amo e frequento, atualmente representando também a mansão do caminho. Bem-vinda, tia Ró. Para proferir a palestra dessa noite, temos a honra de receber da belíssima capital brasileira das pontes, cortada por dois belíssimos rios, o Beberibe e o Capiberibe, uma das capitais mais importantes do nosso Nordeste brasileiro. diretamente da cidade da bela cidade do Recife, como assim chamam os recifenses, a bela cidade do Recife. Eu tenho a alegria de convidar para proferir a palestra de encerramento da 47ª Semana Espírita de Feira de Santana com tema ansiedade e felicidade. Recebam, por gentileza com uma calorosa salma de palmas Leonardo Machado. Queridos amigos, queridas amigas, que nós possamos estar em paz nesta noite. É provável que a região tenha sido muito diferente, mas se pudéssemos reeditar aquelas palavras do sermão do monte numa região nordestina, numa região pernambucana, baiana, paraibana, aquela parte específica do sermão do monte pudesse ser cantada em versos e talvez com um que mais pernambuquês ou nordestês, pudéssemos falar assim: "Se a veste não, amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada. Se a veste não, a burrinha da felicidade nunca se atrasa. Se aveste não. Toda a caminhada começa pelo primeiro passo, porque a natureza não tem pressa. Ela ela segue o seu compasso, mas inexoravelmente ela chega lá. Se a veste não, observe quem vai subindo as ladeiras, quer sejam as ladeiras de Olinda, quer sejam as ladeiras de brotas. Observe quem vai subindo essas ladeiras, porque se ela fora, se ela for lavadeira, não importa. Para ir mais alto, ela vai ter que suar. As palavras são no nordestês, do Saveste não, mas se pudéssemos traduzir em palavras bíblicas, poderíamos muito bem repensar, ou melhor, como o Aciolin Neto, imortalizado na voz do Flávio José
e suar. As palavras são no nordestês, do Saveste não, mas se pudéssemos traduzir em palavras bíblicas, poderíamos muito bem repensar, ou melhor, como o Aciolin Neto, imortalizado na voz do Flávio José e de tantos outros. Todos os anos no São João do nosso Nordeste, as pessoas vão dançando e não se dão conta que Jesus nos envia uma mensagem, mesmo quando nós estamos despretenciosamente despreocupados, porque às vezes essa despretenciosa despreocupação esconde, abafa ou angústia danada que nós teimamos em afogar em diversos tipos de substâncias. psicoativas para podermos esquecer das nossas problemáticas. No entanto, mesmo aí, Jesus parece nos enviar o sermão do monte, porque depois das bem-aventuranças, quando ele promove uma revolução, a partir dali, diria Amélia Rodriguez no livro Quando Voltar à Primavera, a lição ficou um pouco mais difícil, porque até ali ganhava na Terra quem tinha força na violência e ainda hoje, talvez, no entanto, a partir dali, um novo novo horizonte paradigmático, um novo horizonte começava a se abrir de uma nova força, de um novo, diríamos no grego, dinamo uma força que tem um poder de transformar, não pela violência física, mas por uma transformação interior. E as pessoas certamente ficaram angustiadas porque bem-aventurados os que têm puro o coração, bem-aventurados aqueles que estão tentando se purificar, aqueles que estão tentando evoluir, certamente algo muito difícil. Então Jesus observa as pessoas certamente nas suas inquietações, certamente nas suas, que eu gosto de chamar ansiedades de evolução, nessa ansiedade de ser puro hoje, nessa ansiedade de ser perfeito hoje e, portanto, caindo certamente em um perfeccionismo, ele então nos relembra: "Não, não vos inquieteis com o dia de amanhã, porque a cada dia baixa o seu mal". Observa, por exemplo, os lírios do campo. Observa, por exemplo, os pássaros do céu. Observa que os lírios do campo eles não tecem. Observa que os pássaros do céu eles não semeiam. Mas todos os dias Deus veste os lírios
lo, os lírios do campo. Observa, por exemplo, os pássaros do céu. Observa que os lírios do campo eles não tecem. Observa que os pássaros do céu eles não semeiam. Mas todos os dias Deus veste os lírios do campo com uma túnica tão bonita que nem Salomão conseguiu se vestir com essa túnica. Observa os pássaros dos céus, porque todos os dias Deus os alimenta. Assim também não vos inquieteis. Se fosse no português nordestino, seria não se aveste não. A cada dia basta o seu mal. Amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada. E é interessante essa proposta já terapêutica. De fato, a ansiedade nos sinaliza, nos amplifica as possibilidades destrutivas, as possibilidades trágicas, as possibilidades problemáticas. Mas nós dentro dessa desse leque precisamos entender que se a cada dia basta o seu mal, não é que Jesus está dizendo que amanhã vai ser tudo bem de uma forma otimista, tóxica ou ingênua, não seria uma tolice, portanto, parafrasiando o paraibano, eh, radicado em Recife, em Pernambuco, né, quando ele vai dizer que o otimista é uma pessoa meio tola, né, e o pessimista também é uma pessoa meio chata. Então ele gostava de ser o Areno Suasuna, um esperançoso realista. Mas o otimismo na perspectiva da psicologia positiva não se trata de uma tolice que nega a realidade da vida, porque dentro do próprio bojo do evangelho, nós, com o otimismo do evangelho, entendemos que se trata sim de que amanhã vai ter um mal, mas amanhã nós vamos cuidar do mal de amanhã. Não importa e complementa Jesus. do ponto de vista muito técnico, terapêutico, quem dentre vós, por mais que pense, por mais força do pensamento que tenha, consegue aumentar 1 cm, 1 mm da própria estatura para aumentar a estatura só colocando um salto alto, mas com a força do pensamento, nós não vamos conseguir aumentar a estatura. Ah, mas talvez tenha a a paranormalidade de levitação, mas não é um aumentar de estatura. É como se Jesus dissesse: "A força do nosso pensamento, ela tem um limite. Portanto, por mais que nós pensemos, nós não conseguimos
a a paranormalidade de levitação, mas não é um aumentar de estatura. É como se Jesus dissesse: "A força do nosso pensamento, ela tem um limite. Portanto, por mais que nós pensemos, nós não conseguimos transformar sempre as realidades." Parece um paradoxo quando vamos encontrar Jesus falando para Pedro, dizendo assim: "Pedro, se tu tivesses uma fé robusta, tu poderias andar como eu sobre as águas. Se vocês tivessem uma fé robusta, poderiam dizer aos montes e às montanhas para serem transportadas". Então, parece um paradoxo. Como é que nós vamos saber se o pensamento tem essa força ou não de modificar o externo ou de modificar o interno? Esse paradoxo encontra-se justamente nas verdades que Jesus veio trazer. As verdades de Jesus não são verdades simplórias, são verdades simples porque são acessíveis, mas não são simplórias porque não são ingênuas. não são simplórias, porque não simplifica tal ponto de serem ridículas. No final das contas, elas são paradoxais porque trazem uma verdade. Por exemplo, aquele que quiser se elevar, que se rebaixe. Aquele que quiser ser o primeiro, que seja o último. Então, sempre encontramos no Evangelho uma verdade paradoxal. E aí temos uma verdade paradoxal. Nós temos sim uma força em nosso pensamento, mas perceba que enquanto Jesus está falando do pensamento motivado pela fé que transporta as montanhas, o pensamento motivado pela fé que consegue fazer com que andemos sobre as águas, aqui ele está falando um pensamento motivado pela ansiedade. Então não é o pensamento motivado por uma força de fé, é o pensamento motivado pela ansiedade. Mas às vezes nós confundimos a fé com ansiedade. Às vezes confundimos a bondade de querer fazer o bem com a ansiedade de querer evoluir todo mundo. E é muito interessante porque muit das pessoas que estamos aqui, aqueles que acreditamos em algum tipo de paradigma para além da matéria, nós também nos envolvemos em um tipo de conceito que envolve algum nível de evolução, algum nível de desejo de crescer, algum nível
les que acreditamos em algum tipo de paradigma para além da matéria, nós também nos envolvemos em um tipo de conceito que envolve algum nível de evolução, algum nível de desejo de crescer, algum nível de desejo de melhorar. Nesse sentido, nós queremos fazer o bem, mas temos que ter bem eh percebido dentro de nós que querer fazer o bem envolve também um nível de paciência e de resignação para podermos entender que não temos o poder total de transformar a realidade externa. às vezes nem temos o poder de transformar a realidade que estamos passando na nossa doença, a não ser aceitar de forma resignada, que aí traz uma mudança totalmente eh nova, uma mudança paradigmática. Diz o Evangelho Segundo o Espiritismo, que a resignação é uma força ativa, porque dentro de nós nós somos inquietos, nós não somos resignados. Naturalmente nós somos ansiosos, angustiados. Naturalmente, nós somos pessoas que temos dentro de nós essas angústias vitais. A psicanálise já disse isso, mas muito antes dela, muito antes dela, Buda, quando percebe as grandes verdades, ele vai dizer que a primeira nobre verdade é que a vida é repleta de sofrimento. A minha vida, a tua vida, a vida de todos nós. Mas antes dele, o Bagavadagita, do qual de alguma forma ele bebe e transforma o hinduísmo em uma nova visão, o Bagavad que tem Cristina e Arjuna também fala dessa luta interna que nós travamos entre um lado chamado caurava, que seriam nossas imperfeições, e o outro lado chamado Pandava, que seriam as nossas virtudes. E o Arjuna simbolizando o príncipe Pandava, precisaria guerrear para poder nessa guerra fazer prevalecer o nosso lado luz. Mas o próprio Jesus também observando a realidade não só vai dizer que a cada dia basta o seu mal e não nos convida a um otimismo tolo, não nos convida a um otimismo ingênuo, mas a um otimismo realista, que percebe que existe o mal, que existem as coisas que são difíceis da existência. Ele também vai dizer: "Na vida só passareis". Ou algumas traduções vão dizer: "Na vida passareis por muitas
ealista, que percebe que existe o mal, que existem as coisas que são difíceis da existência. Ele também vai dizer: "Na vida só passareis". Ou algumas traduções vão dizer: "Na vida passareis por muitas tribulações". Então, qualquer fonte queiramos encontrar, vão nos falar dessa realidade difícil. Então, para podermos pensar em como ficarmos um pouco mais ansiosos e tentarmos encontrar um pouco mais de felicidade, o primeiro ponto que eu queria trazer é justamente a reflexão dessa constatação. A vida tem sofrimentos, a vida tem maus, a vida tem situações difíceis, a vida, portanto, repleta de angústias. No entanto, essa constatação não é tão nova, porque os pessimistas de plantão, eles vão sempre dizer assim: "Olha, tá cada vez pior". E realmente a gente fica às vezes sem assim: "Meu Deus do céu, tanta coisa." E olha que para eu dizer assim que tem muita coisa, eu escuto muita coisa todo dia e todo dia eu acho, não, eu já escutei de tudo e todo dia eu saio assim, rapaz, ainda falta meia dúzia de coisas para escutar, porque é muito problema. São muitas situações difíceis que a vida nos convida, muitas situações difíceis que a vida nos chama. No entanto, essa percepção das situações difíceis nos levam a uma um novo patamar, a um novo patamar de convicção. Jesus falou isso no sermão do monte. Jesus falou da ansiedade humana desde aquela época. Então, a ansiedade é um problema atual, é, mas é um problema eternal, ou seja, é um problema de sempre. Porque se não fosse um problema de sempre, Jesus não teria aberto um espaço dentro do sermão do monte, no qual ele fala das bem-aventuranças, para dizer assim: "Olha, não vos inquieteis com o dia de amanhã. Não vos deixeis ficar tão ansiosos pelo dia de amanhã. a ansiedade que inquieta. Então, é um problema constatado, é como se fosse um diagnóstico constatado desde aquela época. E desde aquela época Jesus, ele então nos dá uma possibilidade ou algumas possibilidades de ficarmos um pouco mais tranquilos. A primeira é essa, quando eu constato que desde a
ado desde aquela época. E desde aquela época Jesus, ele então nos dá uma possibilidade ou algumas possibilidades de ficarmos um pouco mais tranquilos. A primeira é essa, quando eu constato que desde a Bíblia, né, que a ansiedade, se tem verdades bíblicas, né, então a ansiedade é uma verdade bíblica. Então é uma coisa que me tranquiliza, porque eu fico assim, poxa, não é um problema só de hoje, é um problema desde sempre. E é tão importante, não é um problema da moda que Jesus coloca naquele momento. Então, psicologia do evangelho não é um modismo espírita. Porque quando no século XIX Allan Kardec vai trazendo o espiritismo a baila com o céu e o inferno ou os outros livros da codificação, ele vai percebendo sim uma base psicológica no Evangelho e naquilo que ele estava codificando. Então o jornal de estudos espíritas ele lança, mas perceba que os sobrenome também é jornal de estudos psicológicos, né? Então, revista espírita ou jornal de estudos psicológicos. Quando vamos vendo, por exemplo, Gabriel Delane no seu livro A alma é imortal, o subtítulo do livro se diz é mais ou menos assim: ou estudos de psicologia fisiológica à luz do Espiritismo. Quando vamos vendo a obra de Alexandre Axakov, o russo, também vamos encontrar muitas vezes a denominação de uma psicologia experimental. E aquelas reuniões mediúnicas, na verdade, aquelas sessões que aconteciam, eram, na verdade, tratadas como uma possibilidade de uma metafísica experimental. Aliás, o a própria Xakov gostando da filosofia de Artur Schopenhauer vai trazer um pouco da ideia dessa metafísica experimental que Schopenhauer, segundo ele havia falado, vai chegar um tempo em que poderemos fazer uma metafísica, ou seja, coisas transcendentes serem estudadas de forma experimental. Era isso que aconteceu no século XIX, uma experiência em torno desses acontecimentos e uma consequência em torno dessas experiências. era a percepção de uma psicologia, porque no século XIX a psicologia surgia como uma ciência oficial desgarrada da filosofia. Então,
ses acontecimentos e uma consequência em torno dessas experiências. era a percepção de uma psicologia, porque no século XIX a psicologia surgia como uma ciência oficial desgarrada da filosofia. Então, nesse sentido, percebermos o evangelho não como uma prescrição de conduta apenas, digamos assim, rígida, mas uma prescrição de conduta acolhedora das nossas dores é fundamental para entendermos que sim, nós precisamos de uma psicologia, de uma psiquiatria, só para não ficar assim tão, né, órfão de alguma coisa. Vamos precisar dessa visão psé da psiquê, mas uma visão de uma psicologia que tenha alma. Isso é importante, uma psicologia que leve em consideração a alma, porque senão vai ser uma psicologia do ego, uma psicologia e uma psiquiatria que vão falar da saúde mental para mim e os outros tanto faz. E se todo mundo faz esse tipo de saúde mental, não temos possibilidade de termos sanidade coletiva, porque fazemos uma saúde mental selfies ou uma saúde mental egoísta. E os livros que vendem muito, um bestella, que é até difícil de falar o nome devido a uma palestra espírita, é um livro mais ou menos assim, olha, a difícil arte, né, de poder então deixar que todo mundo não se preocupe com a sua vida e cada um vai viver a sua vida. É uma forma mais direta que o livro coloca. Se todo mundo faz isso dessa forma, não vai haver ombro amigo para podermos então desfrutar. E nós então colocamos, com todo respeito aos amigos europeus, mas colocamos muitas vezes o a Europa como sendo o símbolo da evolução. Mas quando eu vou na Suíça, que é linda, que tem uma autoestrada impecável, que se preocupa que as estradas tenham um bloqueio assim ao ao longo delas para poder fazer um isolamento acústico e térmico e as pessoas que vivem ao lado da estrada possam ter uma saúde eh ambiental. É interessante que também é o país que onde o suicídio assistido mais cresce. E hoje nas na Suíça nós temos pelo menos duas empresas grandes que vendem o suicídio. E quando os médicos então vão trabalhar, me falam, me falaram alguns
ís que onde o suicídio assistido mais cresce. E hoje nas na Suíça nós temos pelo menos duas empresas grandes que vendem o suicídio. E quando os médicos então vão trabalhar, me falam, me falaram alguns colegas médicos que trabalham lá, inclusive da Suíça, nascidos na Suíça e outros da Colômbia que foram para lá e falaram: "Léo, isso tá ficando difícil porque quando vamos fazer os atendimentos, como a pessoa tem que decidir de forma livre, a gente tem que falar isso logo no início do atendimento, porque temos os ALP suíços. Então, os ALP suíços temos o quê? Muitos, muito esquip. Então, uma das especialidades médicas que mais tem hospitais na Suíça é ortopedia por causa do esqui. Aqui no Brasil é por causa da moto, mas lá na Suíça é por causa do esqui. Então, ortopedia bomba na Suíça e já tem que ter essa cláusula. Então, existe uma verdadeira indústria, um dos uma das indústrias chamada exit. Então, é interessante pensarmos que nem tudo o que vem de fora é bom. Nem tudo que vem, digamos assim, com ar de modernidade é interessante. Temos que ter uma alma profunda para podermos digerir bem as coisas que estamos vendo, as coisas que estamos recebendo. É por isso que o evangelho nos traz uma psicologia com alma. E Jesus nos traz uma alma para a psicologia quando nos fala dessa passagem do sermão do monte acolhendo as nossas dores. Sim, vós sois ansiosos, vós sois angustiados. Ele vai dizer assim: "Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados". Ele vai dar uma conotação de acolhimento a angústia que nós sentimos também dentro do sermão do monte. Então essa é a primeira postura que eu queria pensar, a aceitação da ansiedade, da angústia como a realidade da vida, não só como dos tempos modernos, mas de que desde que o homem é homem, desde que o ser humano vive em coletividade, nós temos essas dificuldades. Dito isso, nós podemos pensar nessa perspectiva que não adianta tanto se preocupar, não adianta tanto pensar em todas as soluções, porque o máximo que a gente vai
vidade, nós temos essas dificuldades. Dito isso, nós podemos pensar nessa perspectiva que não adianta tanto se preocupar, não adianta tanto pensar em todas as soluções, porque o máximo que a gente vai conseguir é uma briga, né? Cada um que traz a sua solução e não consegue encontrar um acordo. E aí as famílias se delaceram. Por quê? Porque cada um que sabe mais. Porque aqui entre nós é muito fácil ser evoluído com a dor do outro. Então quando passa o outro passa pela dor, então nós temos uma prescrição. Ah, mas volão devia fazer isso, cicrano devia fazer aquilo outro. Ah, mas ele devia ter falado assim: "Não sejamos ansiosos. A dor vai bater na minha porta também". E aí quando a dor bater na sua porta e na minha, aí eu prescrevo a evolução adequada que eu prescrevi a vida toda pro outro. Não sejamos tão ansiosos prescrevendo a evolução pros outros, mas pensemos nem nós com que eu faria no lugar de tal pessoa. Quantas vezes eu penso isso e quantas vezes atendendo pessoas eu fico sem saber a resposta, porque nós só sabemos a resposta quando acontece em nossa existência. É muito interessante que existem aqueles que vendem a caridade e tem muita gente, né, que é como se fosse assim um corretor de caridade. Já pensou nisso? Corretor de caridade. Olha, Léo, você tem que ajudar o outro, mas já são 11:30 da noite, eu tenho que dormir também para poder ajudar o outro. Ajude você, faça a sua parte, faça a sua cota de contribuição. Porque quando nós fazemos a nossa cota de contribuição, nós estamos sendo esperançosos. Esperança. Portanto, o segundo ponto que eu queria pensar para diminuir ansiedade, melhorar felicidade. Esperança como construto, como uma base, como um conceito que passa por três passos. Esperar. Então, esperança, duas palavras, esperar e ança. Então, esperar tem a ver com o que que eu espero, qual é a minha expectativa, qual é o meu objetivo, minha meta? Qual é o meu sonho? Então, o que é que eu espero? Mas esperar também tem a ver com saber esperar. Então, tem a ver com
que que eu espero, qual é a minha expectativa, qual é o meu objetivo, minha meta? Qual é o meu sonho? Então, o que é que eu espero? Mas esperar também tem a ver com saber esperar. Então, tem a ver com saber que o concurso do tempo tem, né, a sua fase. Então, esperar tem essas duas conotações da esperança, o que o desejo e ao mesmo tempo a conotação de esperar o tempo passar. Mas não adianta nada eu desejar algo e saber esperar o tempo passar se eu não faço a segunda parte da esperança, que é uma ação, é a ança. Então a ança vem de agir, vem de fazer algo. Então eu preciso, entendo a minha meta em sabendo que preciso esperar as coisas amadurecerem, eu preciso agir hoje, agir agora. Então quando eu faço a minha ação hoje, eu percebo que essa minha ação é limitada. Eu não vou mudar o mundo todo, eu não vou resolver o mundo todo. No entanto, nessa ação limitada que eu faço, eu estou fazendo a minha parcela de contribuição para uma mudança maior. E isso me deixa um pouco mais tranquilo, isso me deixa um pouco mais serenado em meu coração. Então, percebamos Jesus que em todo momento ele nos convida a uma ação no hoje. Quando o jovem rico vem ao encontro de Jesus, ele era judeu, e vem ao encontro de Jesus e fala: "Senhor, o que é que eu preciso fazer para entrar no reino dos céus?" Então Jesus pegou leve no início e falou assim, né? Faça os 10 mandamentos. Aí começou a falar: "Mas Senhor, eu já faço isso". Ele era um jovem hebreu bom, segundo Amélia Rodrigues, era um jovem hebreu bom. E realmente Jesus não critica assim, ele não fala que ele não fazia, não vai dizer hipócrita, você diz que faz e não faz. Não, Jesus aquece, mas continua respondendo da seguinte forma, porque o jovem pergunta: "Mas, Senhor, eu quero saber assim, o que é que eu faço para entrar hoje?" E pergunta novamente, eu já eu já faço esses mandamentos. Aí Jesus então vai e dá uma outro nível, né? Um nível mais hard, um nível mais difícil. Se você quer entrar hoje mesmo, vai. Doua tudo que tu tens e me segue.
ente, eu já eu já faço esses mandamentos. Aí Jesus então vai e dá uma outro nível, né? Um nível mais hard, um nível mais difícil. Se você quer entrar hoje mesmo, vai. Doua tudo que tu tens e me segue. Esse jovem parece que não voltou mais, né? Porque era uma proposta um pouco difícil. Amélia Rodrigues vai contar em um dos seus livros que era um jovem rico, que era também jogador de bigas. Bigas eram corridas, né? que tinham como se fossem alguns cavalos e o jovem lá eh caminhava como aquele filme bem horror. Então ele tinha uma corrida de Biga em Cesareia de Felipe e ele falou assim: "Poxa, eu tenho essa corrida, né? O diálogo se estende um pouco mais e ele pede: "Mas Senhor, deixa eu fazer essa corrida e volto". Óbvio que Jesus não era impaciente, mas ele queria dizer algo, né? Ele queria ensinar que às vezes nós precisamos tirar o desapego das coisas para poder ter leveza para poder então subir. É muito mais fácil subir a ladeira se você tira alguns pesos da sua vida. E alguns pesos na nossa vida tem algumas características e nós precisamos tirar às vezes esse peso da vida para poder subir mais alto e voar. Então essa é a mensagem principal. Não significa, não significa que precisamos largar tudo e fazermos como São Francisco de Assis, até porque seria uma vaidade escondida. Porque eu não sou Francisco de Assis, você não é Francisco de Assis, nós não somos Francisco de Assis. Então nós não temos essa capacidade, seria uma vaidade das vaidades no subterfúgio, no terreno escondido dos nossos corações. Como diria o Eclesiastes, nós fomos fazendo o que dá. Mas o ensinamento fundamental que Jesus vai passar é a necessidade de algum tipo de desapego para a sererenar os nossos corações. Não dá só para ficar na teoria, não dá só para ficar, digamos assim, evoluindo teoricamente com a dor do outro ou teoricamente no papel. É necessário, é fundamental nós podermos então experimentar. Mas essa experiência tem que ser uma experiência humilde de aceitar quando as coisas chegam. Não
m a dor do outro ou teoricamente no papel. É necessário, é fundamental nós podermos então experimentar. Mas essa experiência tem que ser uma experiência humilde de aceitar quando as coisas chegam. Não adianta entrar no martírio sem causa, porque aí é masoquismo, mas entender que o sacrifício vem na hora que nós temos a condição e o preparo, a força para poder passar por essas situações. Quando temos isso em mente, podemos dizer de forma diferente e seguir então Jesus em uma outra perspectiva. Essa outra perspectiva que eu queria trazer, lembrando da diminuição da ansiedade, aumentando a felicidade. essa perspectiva esperançosa, mas não as esperanças comuns, não as esperanças materialistas, uma esperança espiritualista, não uma esperança espiritualista em geral genérica, uma espiritualidade laica, mas uma espiritualidade que tenha a força de mudar a nossa existência. não é uma espiritualidade assim domingueira, mas uma espiritualidade domingueira que possa também invadir toda semana os nossos corações. Então, para nós espíritas, esse espiritualismo espírita nos convida a uma mudança paradigmática para que a nossa esperança, o nosso objetivo seja assim vencer na vida, na perspectiva profissional, seja assim realizarmos algo que possamos entender: "Poxa, eu me sinto satisfeito, eu me sinto em paz, eu me sinto vitorioso, mas que além dessa vitória na vida, nós possamos vencer a vida. como Jesus propôs. E vencer a vida é uma vitória diferente. É uma vitória que se trava no campo íntimo dessas dificuldades, não de uma saúde mental selfies, mas de uma saúde mental que abarca o todo. Porque quando eu tenho objetivos muito egoicos, o meu self ele fica de fato atrofiado e eu, meu ego hipertrofiado vai ficar apenas com peso e sem possibilidade de subir às ladeiras da vida, os desafios da existência. Isso foi muito bem traduzido por um baiano que colocou o nome da música de uma de uma bebida não alcoólica, mas poderia dizer que era sim a vida espírita, porque ele fez a música quando encontrou
cia. Isso foi muito bem traduzido por um baiano que colocou o nome da música de uma de uma bebida não alcoólica, mas poderia dizer que era sim a vida espírita, porque ele fez a música quando encontrou um um espírita promotor no estado do Piauí. O seu amigo Torquat Neto, poeta, havia cometido suicídio e ele não havia conseguido ter forças, o Caetano Veloso, de ir aos ao velório do Torquato Neto. 3 anos depois, indo fazer um show no Piauí, o pai do Torqu Neto, espírita, militante, fundador de algumas casas espíritas, alegre. E sei, não por ter conhecido, mas por ter contado essa história que irei contar lá no Piauí. E algumas pessoas que eu conheci falava: "Olha, ele era felicidade em pessoa". Como um pai enlutado dessa forma, consegue ter ainda espaço para a felicidade, só tendo uma esperança mais profunda que não é uma esperança materialista, só sendo alguém que consegue entender uma visão mais profunda da vida e não apenas uma visão exmaterialista. Então, quando ele foi trs anos depois lá no Piauí, fez o show, o pai do Torquato Neto, que era amigo do Divaldo, inclusive, ele vai ao encontro do Caetano, combinam uma um encontro na casa do do pai do Torquato Neto. E quando o Caetano Veloso chega lá, ele narra que havia tanta foto, tudo cheirava, tudo lembrava o amigo dele que ele começou a chorar. e chorou tanto que ele ficou envergonhado, porque quem devia chorar, ele pensava, era o pai e não ele que era amigo. Então, ao invés de ele consolar o pai, ele se surpreendeu. E o pai, então, do Torquato Neto, pegou os cabelos do Caetano e falou assim: "Não chore tanto, meu filho". Foi até o quintal, pegou uma rosa que era pequena, deu ao Caetano Veloso, depois foi na geladeira, pegou uma cajuína, uma bebida feita do caju, mas que não é um suco de caju, né? E é uma coisa que quanto mais cristalina, melhor. E aí lá existe a ideia da cajuína, quanto mais cristalina, melhor. E deu um copo de cajoína para o Caetano Veloso. Eles não conseguiram falar nada porque às vezes não há o que se falar,
alina, melhor. E aí lá existe a ideia da cajuína, quanto mais cristalina, melhor. E deu um copo de cajoína para o Caetano Veloso. Eles não conseguiram falar nada porque às vezes não há o que se falar, há o que se sentir. Então o Caetano Veloso disse que ali começa a música cajuína, quando ele vai dizer existirmos a que será que se destina? Porque quando tu me deste a rosa pequenina, eu vi que tu eras o homem lindo e se acaso assina do menino triste não se nos ilumina, tampouco turva-se a lágrima nordestina. Apenas a matéria vida era tão fina e éramos olhar-nos intacta retina, a cajuína cristalina em Teresina. E fica um mantra. É um mantra que fala do poder de uma visão espírita no coração de um pai, não de uma cajuína só, mas fala do existirmos. Porque o suicídio nos coloca essa pergunta em cheque. A que será que se destina à existência? Por que tudo isso que fazemos? Por que tudo isso que somos? Por que tudo isso que tentamos fazer de melhor em nossas vidas? Existirmos para que? Porque qual a finalidade? O pai do Torquato Neto, espírita convicto, pôde no silêncio, olhando na retina do Caetano, trazer para ele essa verdade. E a música é quase um segundo hino do Piauí. você vê cantando, cantando e a gente às vezes não sabe, mas é a cajuína espírita que traz uma intacta retina de perceber as paisagens profundas da vida. Não apenas a dor que está agora, mas o olhar. Como diz Joana deângeles, a dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos. Quando conseguimos entender isso sem masoquismo, mas com realmo, sem buscar um sacrifício, mas aceitar quando ele chega, nós podemos dizer: "Sim, a dor é uma bênção, porque tudo que vem vem de Deus. Se somos espíritas ou espiritualistas que sejamos, nós sabemos uma que tem uma força, uma força no universo. Essa força não importa o nome de brama, de para brama, não importa o nome que possamos dar, mas essa força tem um centro de gravidade pela qual todo o universo gravita. Aristóteles diria que é o motor primário. Pensando que a vida é movimento,
para brama, não importa o nome que possamos dar, mas essa força tem um centro de gravidade pela qual todo o universo gravita. Aristóteles diria que é o motor primário. Pensando que a vida é movimento, pensando que a vida se move, algo precisa existir que ele se move a si mesmo e por nada é movido. Então ele vai chegar no motor primário, Deus, a causa primeira, a causa primária de todas as coisas, aquilo que nós não sabemos o que é, mas aquilo que nós sentimos existir, aquilo que nós não temos condições de entender, mas aquilo que nós podemos experienciar, aquilo que está, portanto, na tela, não da experiência racional, cognitiva, mas de uma experiência emocional. e porque entendemos que tudo que vem é devido a teu poder, devido a tua permissão. Então, para podermos aguentar as angústias da vida, fica o convite. Quando vier uma coisa boa, aceite também. Não diga assim: "Eu não mereço, eu ainda sou muito perturbado" e tal. Quando me parabenizava alguma alguma aula ou alguma palestra assim, eu falava assim: "Não, que é isso? tem gosto para tudo, né? Mas veja que coisa, eu tava falando do mau gosto da pessoa, né? Tava duvidando do gosto da pessoa, entendeu? Então tava sendo rude sem querer. Para me proteger, né, da vaidade, eu então tava jogando ou então dizendo: "Não, que é isso, né? São são seus ouvidos, são seus olhos". Aceita o elogio. Quando alguém agradecer, agradeça, porque o agradecimento é algo tão bonito. Eu vi meu filho pequenininho, uns 5 anos ou 6 anos de idade na época. Então eu falo muito para ele, meu filho, eu amo você. E a primeira vez que eu toquei ele no braço, ele era recém-nascido, foi uma coisa tão intensa que é como se fosse uma autoscopia. Eu vendo a mim mesma, eu sentindo a mim mesmo uma coisa extremamente diferente que eu nunca havia sentido. Então eu falo: "Meu filho, como é bom seu ser seu pai, eu amo tanto você". E uma vez ele falou assim: "Ah, papai, muito obrigado". Aí eu falei: "Por quê? Muito obrigado por dizer isso. E é verdade, eu podia não
alo: "Meu filho, como é bom seu ser seu pai, eu amo tanto você". E uma vez ele falou assim: "Ah, papai, muito obrigado". Aí eu falei: "Por quê? Muito obrigado por dizer isso. E é verdade, eu podia não dizer, mas eu estava dizendo que amava ele. Então ele falou: "Papai, muito obrigado por me dizer isso". Então entendi, poxa, meu filho, muito obrigado por também dizer isso para mim. Então é um agradecimento que se retroalimenta e podemos agradecer o agradecimento. Podemos agradecer, portanto, essa dádiva da vida. Então, quando alguma coisa vier boa na sua vida, treine isso. Eu mereço. Porque foi Deus quem me deu. Foi Deus quem me colocou. Se ele colocou, ele sabe. Se eu digo que eu não mereço, eu estou duvidando da providência divina. E quem sou eu para duvidar da providência divina? Se eu não recebo um elogio, tô duvidando do seu gosto. Quem sou eu para duvidar do seu gosto? Como forem ali dois psiquiatras, eu sempre conto que é muito curioso, né? Era um psiquiatra e verdade isso. Era um psiquiatra professor dando aula ótima no congresso. Aí um amigo meu, psiquiatra também foi lá e falou: "Poxa, professor, que aula massa! Massa é muito bom, né? feito arretado em Recife, assim, é tanto irritado quanto muito bom, quanto tudo. É uma palavra coringa para tudo, arretado e massa. Então, professor, foi ótima a sua aula. E aí o professor, não foi péssima. Mas professor, foi ótimo. Eu gostei, aprendi muito. Não, não foi péssima, não mereço parabéns, não. Aí o psiquiatra, amigo meu, queria porque queria dar o parabéns para ele e o outro não queria aceitar. Então, que coisa, né? Aí esse aqui falou assim: "Mas olha, se você tá dizendo que a sua aula foi ruim e eu tô dizendo que aprendi muito, você tá me chamando de burro". Ou então você tá duvidando do meu gosto e aí o professor: "Não, não, não quis dizer isso. Então aceite, tá bom? Eu aceito. Veja que coisa psiquiátrica para aceitar um parabéns, né? Coisa difícil para aceitar um elogio, uma coisa. Se acontece algo de bom, Deus sabe. Então,
quis dizer isso. Então aceite, tá bom? Eu aceito. Veja que coisa psiquiátrica para aceitar um parabéns, né? Coisa difícil para aceitar um elogio, uma coisa. Se acontece algo de bom, Deus sabe. Então, a gente vai treinando. Eu mereço. Graças a Deus. Muito obrigado. Ao invés de ficarmos assim com uma falsa modéstia ou diminuindo, porque quando a coisa ruim vier, aí eu também vou falar: "Eu mereço". Vai ficar mais fácil aceitar coisa ruim, porque eu entendo que a coisa boa eu mereço. Tudo eu mereço, porque Deus é uma providência divina. Aliás, a ideia de providência foi trazida antes mesmo do cristianismo, quando os históicos eles não vão falar da providência divina. Tudo acontece para um bem. E pegando uma influência histórica, uma influência da filosofia antiga, Agostinho de Pona sai do maneiqueísmo e vai entrar na percepção de que, de fato, tudo que tem no universo é o bem. Nós somos também um bem. Quando estamos no mal, ou seja, em alguma coisa da destruição, é ainda um bem que não foi construído. Essa primeira vez, essa ideia foi feita pela primeira vez por Agostinho, que vai nos falar que a chave para resistirmos às tentações e melhorarmos na nossa vida, segundo o livro dos espíritos, é ele que capitaneia essa resposta, é o autoconhecimento. Então, para se conhecer, nós temos então que entender que aquilo que eu ainda não sou e que queria ser vai chegar aquilo, a minha meta de melhorar vai chegar. O outro também é essa pessoa que ainda é invadida pelo mal porque o bem não chegou. O mundo ainda é envenido pelo mal porque o bem não chegou. diria, portanto, Agostinho de Pona, não na não só nas suas confissões, mas na verdade no seu tratado filosófico que nos seus tratados filosóficos que influenciam toda a existência, a visão de que tudo que vem na nossa vida vem para um bem. Se nós não percebemos, é porque não deu tempo ainda de percebermos as consequências. diria-me é de Virgem Bos em espírito, meu filho, quando a lei de destruição não é acionada pelas suas mãos, ela vem para uma libertação
s, é porque não deu tempo ainda de percebermos as consequências. diria-me é de Virgem Bos em espírito, meu filho, quando a lei de destruição não é acionada pelas suas mãos, ela vem para uma libertação total. No espiritismo, falamos da lei de destruição e da lei de conservação. São duas faces da mesma moeda que a lei de Deus. Se pudermos pensar no hinduísmo, a Chiva e Krishna, aquele que destrói e aquele que constrói, são duas faces. Outrora, acionamos a lei de destruição e acionamos, portanto, um karma numa visão budista, numa visão hinduísta. Acionamos uma lei de causa e efeito, porque gravamos em nosso perespírito uma dor, uma desarmonia. E essa desarmonia causa um registro. Esse registro, portanto, veio por conta do acionamento da lei de destruição nos seus mais diversos aspectos pelas nossas mãos. Quando acionamos pelas nossas mãos, isso vem em retorno em algum momento e vem as expiações físicas com as mais diversas dificuldades físicas, que às vezes fica tão difícil que até para poder pensar numa coisa mais profunda é difícil por causa da dor. Depois disso vem as expiações morais, que são os sofrimentos, as dores que só nós sabemos, aquelas que a gente não consegue traduzir muito bem, porque já não é mais uma expiação física, é uma expiação moral, já é um outro nível de possibilidade de mudança até entrarmos no momento dos testemunhos. Mas curiosamente, Victor Eg vai nos dizer que as expiações podem ser sublimes e as expiações morais podem se transformar em testemunhos. Então, a partir da nossa postura, dessa maneira resignada, dessa maneira mais aprofundada no nosso olhar, podemos transformar as nossas vidas em uma vida melhor para ser vivida e, ao mesmo tempo, algum nível de simbologia daqueles que estão ao nosso redor aprendendo algo com as próprias dores que sentimos. É nesse sentido, então, que a doutrina espírita é fantástica, porque ela é leve. é fantástica não porque ela vai dizer uma verdade dura, nua e crua, mas sim porque ela vai trazer uma verdade
sentimos. É nesse sentido, então, que a doutrina espírita é fantástica, porque ela é leve. é fantástica não porque ela vai dizer uma verdade dura, nua e crua, mas sim porque ela vai trazer uma verdade empacotada com o sabor do carinho e dizer que tudo que acontece é sim aquilo que nós merecemos, mas graças a Deus eu estou quitando as minhas dívidas como alguém que está quitando a dívida do apartamento ou como alguém que está quitando uma dívida. é uma alegria do evangelho, é a alegria do sacrifício. E aí nós começamos a ficar um pouco mais leves, um pouco mais gratos, de uma maneira mais profunda. E aí vamos entendendo o que é possível brincar com leveza, porque um dos medos muito grandes que nós temos é assim, que nos traz ansiosos, né, que nos faz angustiados, o que nos faz inquieto, dessas questões todas, é um medo de, como diria Lopesbor, um psiquiatra espanhol, o medo de morrer psiquicamente, o medo de enlouquecer, diríamos nós. psiquiátratas. De fato, são dois grandes medos. O medo de morrer fisicamente. Já estamos falando aqui de todo um paradigma imortalista que nos dá uma tranquilidade da alma mais profunda, mas queremos falar dessa outra morte, dessa outro tipo de morte que é a morte psíquica, que é um tipo de morte que nós podemos chamar de uma loucura. Portanto, os adoecimentos mentais como um todo. É verdade. Dá uma agonia danada. Mas eu quero dizer e pedindo permissão para essas pessoas, né, que é interessante que quando a coisa é muito trágica, ela fica cômica. Quando a coisa é tão dolorosa, às vezes só a comédia para aliviar. E eu aprendi isso com um jovem com transtorno bipolar do humor, que também tinha toque, transtorno obsessivo ou compulsivo. As duas coisas juntas. E essas duas coisas juntas são muito difíceis de tratar. É raro, não é comum, é raro, mas quando vem, vem com muita dificuldade. Então, teve uma aula na faculdade, eu perguntei: "Olha, eu posso dar aula com você?" ou seja, te examinando e os alunos vendo? Aí ele falou assim: "Professor, só se eu disser como é meu
a dificuldade. Então, teve uma aula na faculdade, eu perguntei: "Olha, eu posso dar aula com você?" ou seja, te examinando e os alunos vendo? Aí ele falou assim: "Professor, só se eu disser como é meu toque, tá bom? Você pode dizer do jeito que forma o que você quiser. Então ele foi contar mais ou menos assim pros alunos. É assim, o meu toque tem que ter um encaixe. Eu sinto um encaixe energético e quando eu sinto um encaixe energético, então eu posso abrir a porta, posso me levantar, posso tomar água. E aí perguntaram: "Como é que você fica durante esse encaixe energético que não chegou?" Ah, eu fico esperando geralmente com a mão assim levantada. Então as pessoas acham estranho porque eu fico na frente da porta com a mão levantada e esperando o encaixe chegar. E como é que esse encaixe chega? Como é que você sabe? Ah, é mais ou menos assim. Na minha cabeça é como se tivesse um pêndulo. Tem aqui o centro e esse pêndulo é mexido com a força do meu pensamento e tem que ficar centralizado para ter um encaixe. Então eu fico mexendo o pêndulo. Aí passou, não dá. Eu tenho que voltar porque não pode fazer um jeitinho, entendeu? tem que voltar lá para cá e depois até ver o encaixe. Quando ele falou isso, tava todo mundo aqui, nem vocês, assim, os alunos não podiam rir, né? E você não sabe se pode rir ou não? Então ele olhou para todo mundo e falou assim: "É muita loucura na minha cabeça, né, doutor?" E aí começou a rir. E aí eu falei: "Pode rir disso assim" e tal. Ele falou: "Ah, doutor, se eu não rir, eu fico louco". Eu achei fantástico assim, né? porque teoricamente já estava, né? Mas se eu não rir, eu vou ficar mais louco ainda, ou seja, eu vou aumentar minha dor duplamente. Então eu perguntei, eu posso contar para as pessoas? Claro, doutor, pro pessoal rir da minha loucura, pode contar. R de si mesmo é um grande exercício para podermos atingir uma leveza. Cuidado para não rirmos da dor alheia e sermos então meus sádicos, mas também não rirmos da nossa dor antes do tempo,
pode contar. R de si mesmo é um grande exercício para podermos atingir uma leveza. Cuidado para não rirmos da dor alheia e sermos então meus sádicos, mas também não rirmos da nossa dor antes do tempo, porque é masoquismo. Mas quando o humor veio natural, como esse jovem, nós podemos então acolher o humor e começarmos então a pensar nas próprias angústias, nas próprias situações. Eu ia fazer psiquiatria aqui na Bahia, eu passei aqui na residência, mas também passei lá em Pernambuco. Então eu tinha, eu não sei, acho que é o bairro do Canela em Salvador, onde tem o hospital universitário, não é isso? Então, bem bonito assim, poxa, que legal, que bairro bonito, vou ficar por aqui. Mas não consegui ficar porque não teve local para me alugar assim em casa, né? Mas eu fui procurando, procurando, encontrei uma e era um quartinho assim nos fundos, era um quarto que a mãe tinha preparado. E aí ela falou assim: "Pronto, deu preço, dava tudo legal". Ela falou: "Você vai fazer o quê por aqui?" Eu falei: "Não, tô, sou médico, vou entrar na na residência". Eita, que bomba. Eu falei estudante de medicina. É bom que o senhor vai ajudar ele, né? Bem, não era bem para isso que eu tava alugando, né, o quarto assim para ajudar o seu filho. Mas eu pensei só, não falei isso para ela não, né? Aí ela, você vai fazer o quê? Para ver se eu tinha condições de ajudar ou não, né? Ela, eu falei assim: "Psiquiatria". Mas quando eu falei psiquiatria, a coitada começou a rir e riu de forma assim meio desesperada. Eu não sei por. Até hoje eu fiquei na dúvida. Eu queria ter lido o pensamento dela para saber o porquê, mas ela foi me enchotando da casa dela e não me alugou a casa. Então veja que coisa, né? Só pelo fato de ser psiquiatra, é como se fosse meio contagioso, né? alguma coisa do tipo. Mas a minha professora de redação foi muito curiosa também, porque quando me formei, eu falei assim: "Professora, eh, eu fui, meu pai era professor, estudei com bolsa no colégio, eh onde ele ensinava. E aí eu voltei lá, por algum
ação foi muito curiosa também, porque quando me formei, eu falei assim: "Professora, eh, eu fui, meu pai era professor, estudei com bolsa no colégio, eh onde ele ensinava. E aí eu voltei lá, por algum motivo, acho que eu fui pegálo, não sei o que aconteceu, mas tava essa professora de redação que era ótima e ela falou assim: "Aí, meu filho, vai se formar quando?" "Ah, professora, mês que vem." Tava no bem pertinho de me formar. E aí, você sabe o que vai fazer? Já eu falei: "Ah, já sei, professora. Eu pensei em neurocirurgia antes, mas não era muito assim a vida que eu queria. Não queria abrir a cabeça de ninguém, com todo respeito ao neurocirurgião, né? Nem neurologia. Eu vi que também não era bem isso. Eu quero abrir a cabeça mentalmente, entender a cabeça mentalmente. Eu vou fazer psiquiatria. Falei empolgado para ela. Ela ficou assim preocupada, né? Ai, meu filho, psiquiatria, você tem certeza? Eu falei: "Tenho, professora, o que foi?" "Meu filho, você não sabe não". Falei: "O quê?" Todo psiquiatra só tem 10 anos de validade. Aí eu como assim, professora? Ainda fui perguntar o como, né? Porque depois de 10 anos fica louco também. Eu achei curioso porque eu já tô com mais de 10 anos e depois que chegou assim na data fatídica, né, de 10 anos, eu fiquei e aí, será que eu vou ficar bem e tal? Tem toda essa profecia, né? Mas eu encontrei no supermercado ela depois de uns 12 anos de formado já de psiquiatra. E aí ela, ah, meu filho, que bom, eu acompanho você e tal. E aí o professor, eu tô bem, viu? E ela, por eu contei a história, nós vimos no supermercado, ela falou: "Ah, meu filho, eu que tô precisando de ajuda agora. A dor vem para todo mundo, né? Mas se nós podermos pensar que a dor vem para todo mundo e que nós podemos fazer algum nível de leveza diante dessa dor, nós vamos ter um caminho um pouco mais tranquilo para enfrentar os reves da vida. Eu fui uma vez aqui na Bahia e em Ilus, na verdade era Itabuna. Mas meu amigo, quando eu veio o avião, quando eu vi aquela pista pequena, eu comecei a
o mais tranquilo para enfrentar os reves da vida. Eu fui uma vez aqui na Bahia e em Ilus, na verdade era Itabuna. Mas meu amigo, quando eu veio o avião, quando eu vi aquela pista pequena, eu comecei a orar, né? Aí lembrei da música. Se a veste não, amanhã pode acontecer porque vocês já foram, né, numa uma pista pequena assim, tem um mar, eu acho que tem o mar do outro lado. Se o piloto errar você ou cai no mar e não dá para frear. Pior foi em Patos na Paraíba, né? Porque era assim, não foi pior, não. Foi quase igual. Foi quase igual, foi quase igual. Porque o lá em Patos, a última vez que eu tinha ido, é um sertão da Paraíba, eu tinha ido de carro, é longe de Recife. Aí ele falou assim: "Agora tem avião". Graças a Deus fui com Paula e aí quando fui fazer o chequin só tinha seis lugares. Eu achei estranho, seis lugares, mas compraram assim, né? Uma coisa assim como uma cabine de luxo para mim. Foi, não precisa cabine de luxo, pode ser alguma coisa executiva. Quando cheguei na fila do chequin, só tinha realmente um um gato pingado de pessoas, assim, seis pessoas. Aí quando caiu a ficha, é um teco teco. A Paula nunca tinha viajado em teco teco. Eu falei: "E agora que ela vai ou não vai?" Se é espírita mesmo ou não, né? Ela foi feliz, né? A gente ficou feliz vendo aqui. Realmente uma paisagem linda. Se eu não tivesse viajado de Tecuteco, eu não tinha visto assim a paisagem tão linda. Mas quando eu fui descer, eu vi também a pista minúscula. Aí eu lembrei de Lus, né? Mas era menor do que Elus. Eu falei: "Vou descer nisso". Exatamente. Aí eu lembrei: "Se a veste, não, a manhã pode." Pior eu fui de novo lá. Eu pensei: "Não, já fui a primeira vez. Adoro lá, viu? Mas só porque o avião é que dá um medo de nada". Mas eu fui a segunda vez no avião e eu pensei que era melhor. Não porque diz que a primeira vez é pior e tal, é nada. A segunda vez eu olhei para Paolo, a Paul para mim taquicardia, porque não era mais o pensamento, era uma coisa fisiológica, lembrando. Mas o fato é que se a gente não tivesse ido,
pior e tal, é nada. A segunda vez eu olhei para Paolo, a Paul para mim taquicardia, porque não era mais o pensamento, era uma coisa fisiológica, lembrando. Mas o fato é que se a gente não tivesse ido, não tinha visto a paisagem fantástica e feito o trabalho do bem. A verdade, portanto, queridos, que quero dizer é que há possibilidade de, apesar das angústias da vida, termos um que de leveza e podermos então sair de um pessimismo e entrarmos em um otimismo que não é um otimismo tóxico, mas um otimismo que entende que existe um mal, que existem os maus da vida, o mal em mim, existe a tragédia, o trágico, porém existe também um bem que está chegando. e pedindo para aquela jovem contar a história dela. Ela vitoriosa com o nome de Vitória. Era pequena quando eu estudei medicina na UPE, a estadual. A estadual de Pernambuco era conhecida pelo Centro de Oncologia, é conhecida pelo centro de oncologia de crianças inclusive. Então, era muito interessante porque nós passávamos e víamos as crianças com câncer ali, brincávamos com elas. Eu havia feito inclusive trabalho voluntário, tocado o violão nas enfermarias da oncologia. Lá tem uma um castelo porque tem uma ONG dentro do hospital e tem um castelinho, né, que tem as aulas de balé, enfim, porque as crianças muitas vezes moram, se tratam de crianças muito pobres, com doenças muito difíceis e precisam ficar às vezes morando no hospital. E é interessante transformar o hospital num espaço lúdico. Não é para enganar a dor, não é para enganar a pessoa, mas é para enganar a dor. Ou seja, tentar traduzir um ambiente mais lúdico para aquela dor que chega tão cedo, tão jovem. E para Celso é citado lá. Curar, muito pouco, aliviar, quase sempre, mas sempre consolar. Então esse paradigma de ajudar foi o que me fez fazer medicina, porque eu pensei em fazer música também no vestibular, fiquei nessa dúvida, estudei música no Conservatório Pernambucano, mas a ideia de ajudar especificamente e mais palpavelmente o outro, a música é uma cura, a música é uma ajuda, sem sombra
vestibular, fiquei nessa dúvida, estudei música no Conservatório Pernambucano, mas a ideia de ajudar especificamente e mais palpavelmente o outro, a música é uma cura, a música é uma ajuda, sem sombra de dúvida, a música terapêutica, transformadora, mas eu fui levado a fazer medicina por esse olhar. A vida me levou a ser professor e fui professor na na federal. E foi interessante porque em uma das aulas do sétimo período, uma das aulas em que havíamos transformado as aulas, não aula, digamos assim, de conteúdo, mas em uma verdadeira terapia de grupo, porque os jovens estudantes adoecendo muito, então eu tentando fazer algo para mudar a realidade, né? fazer algo nessa gota do oceano, que é a possibilidade de um professor sozinho fazer algo. Mas eu sou psiquiatra, sou psicoterapeuta, tô como professor, posso ajudar. Então, transformei a sala de aula numa numa terapia de grupo, peguei a psicologia positiva que fala dessa felicidade não tóxica, dessa felicidade realista. transformei em técnicas, estudei. Foi por isso que a vida acadêmica, foi aí que a vida acadêmica foi feita a partir do estudo científico da felicidade, o estudo clínico, como podemos aplicar essas coisas na vida. E então essa jovem em determinado momento narrou a história dela. Ela amputada de uma perna, andando, portanto, com as muletas. Ela contou a própria história e me disse e disse assim para todo mundo: "Ah, eu fui uma criança do GAC. O GAC era o grupo de apoio à criança com câncer. Eu fiz as contas, ela estava na minha faculdade quando eu era estudante de medicina. Talvez foi uma daquelas crianças que eu vi e agora uma criança com que tenha tido um tumor, por isso amputado a perna. E agora minha aluna de medicina na faculdade, triste, melancólica, porque às vezes os cursos, qualquer um, medicina e outros, tem muitas decepções do que não se deve fazer. Quando muitos falam assim: "Professor, eu aprendi muito o que não fazer". É triste isso, né? Mas é realidade. Eu aprendi muito e além da dor, do contato com a dor humana. Não é
que não se deve fazer. Quando muitos falam assim: "Professor, eu aprendi muito o que não fazer". É triste isso, né? Mas é realidade. Eu aprendi muito e além da dor, do contato com a dor humana. Não é fácil ter contato com a dor humana. Então ela tava deprimida e eu percebi o quadro depressivo dela, percebi a melancolia, o pessimismo e percebi que tinha uma idea deações de suicídio, embora ela não falou, mas é da minha área, ela tava se abrindo ali. Quando ela terminou o módulo, eu dei uma retenção especial para ela e mandei uma mensagem: "Será que você não queria receber ajuda do grupo que a gente fundou ao estudante de medicina? tem os residentes que podem atender você, eu vou estar junto supervisionando e esse caso vai ficar em silêncio assim porque eh não passa nenhum estudante, são os casos sigilosos. Professor, eu quero. E ela me falou depois, professor, eu só fui porque o senhor pediu, porque eu não achava que precisava. Só foi por causa de uma vontade emprestada, ou seja, alguém que detectou que fez um pouco mais além de ser professor e ensinar a técnica. Então, passamos a atender essa jovem, de fato, uma melancolleia muito grande, porque muitas dores, muito pobre, vindo de uma cidade do interior de Pernambuco, morava como se fosse perto do penhasco, assim, da do barranco, né, da barreira. E muitas vezes ela via ali a chuva e devido à faltas de obras de contenção, ficava com medo. Todas essas dores viam agora na medicina e ela ficava assim entristecida. E aquela aquela jovem que queria mudar o mundo, aquela jovem que queria ajudar o mundo, estava sem saber se queria ser médica e, na verdade, querendo morrer pela angústia tão forte que assolava. Naturalmente passei a atendê-la depois que o aluno se formou. Então, eu mesmo passei a conversar com ela, a atendê-la, a fazer terapia, a tratá-la do ponto de vista medicamentoso e de psicoterapia. E depois pedindo para que ela fesse assim: "Fulana, Vitória, por que você não escreve uma carta de gratidão depois de outro momento, né?" Ela: "Ah,
a do ponto de vista medicamentoso e de psicoterapia. E depois pedindo para que ela fesse assim: "Fulana, Vitória, por que você não escreve uma carta de gratidão depois de outro momento, né?" Ela: "Ah, professor, eu acho essa coisa de gratidão meio forçada". Eu falei, "Mas force a sua cabeça para você começar a ver também outras coisas. Mas faça o seguinte, não escreva agora, escreva depois. Escreva a carta que você quiser. A invés de carta de gratidão, veio a carta de desabafo. E ali então vamos podendo trabalhar, trabalhar. 6 anos e meu depois, há poucos meses, ela então formada e médica que é agora amputada que foi pela medicina no passado, vendo as dores do que se deve e do que não se deve fazer na própria vida a partir do hospital, ela podendo então agora se reconciliar com a vida, reconciliar com sua mãe, que tinha uma fé um tanto quanto castradora demais. Ela ficava angustiada, desconectada com Deus, porque agora a medicina apresentava uma outra visão e formada. Ela me dizia: "Professor, eu tô pensando em conseguir uma prótese, mas é tão caro. Eu fui ver o preço, são R$ 100.000 para conseguir uma prótese melhor, mas o meu primeiro salário eu vou tentar fazer isso, mas eu quero salvar minha família também. Eu quero salvar minhas minhas irmãs, né?" E eu falava para ela, Vitória, a chance de você salvar a sua irmã é você salvar a si mesma, você salvar a sua vida, formar-se e a sua irmã mais novinha, 11 anos, a outra irmã mais novinha, 12 anos, vai perceber que é possível vencer na vida e mudar o destino. Se dar se dermos uma oportunidade. você teve oportunidade, estamos aqui juntos e você aproveitando essa oportunidade você vai mostrar pra sua irmã com certeza. Ela guardou isso e depois me disse depois do baile de formatura, na verdade da colação de grau, professor, não é que o senhor tava certo? A minha irmã, que não gosta de estudar, ficou tão feliz e a família que era brigada se juntou para comemorar. Era filha pobre se formando médica, era filha amputada se formando médica, era
tava certo? A minha irmã, que não gosta de estudar, ficou tão feliz e a família que era brigada se juntou para comemorar. Era filha pobre se formando médica, era filha amputada se formando médica, era filha que vencendo um tumor na infância, se formava médica para cuidar agora de outras crianças, de outras dores, todo mundo orgulhoso. Então minha irmãzinha falou assim: "Vitória, eu quero ser que nem você, eu vou estudar todos os dias". Bem que o senhor falou, né, professor? Eu me salvando, eu salvando a tristeza interna, eu posso salvar os outros. Sim. E você acha que vai fazer o que agora? Eu quero voltar lá no hospital. Faz muitos anos que eu não volto no hospital no GAC. Você acha que tem condições? Agora eu tenho. Ela já tinha feito uma carta de gratidão paraa médica que havia atendido, uma boa médica que havia dado esperança e havia também dado assim um referencial do que é cuidar do outro com amor. Então ela falou assim: "Eu vou voltar lá e entregar essa carta e ter uma consulta. Como foi, Vitória, a sua a sua a sua consulta? Professor, foi extraordinário. Eu chorei tanto, todos choraram. Tratava-se de uma criança ex-paciente do hospital público, que agora voltava vitoriosa, com a vitória no nome, médica, para poder no hospital do câncer, então, voltar a se consultar. Se consultando, então eles descobriram que dava para fazer aquela prótese no SUS. professor, eu vou poder ter o meu recurso para ajudar outras, minha mãe, o meu pai, a minhas irmãs e vou poder ter essa prótese pelo SUS. Que coisa maravilhosa, professor. E o que que você quer fazer agora como primeiro emprego? Eu tive um, eu tive dois plantões, professor, que me acionaram. Mas sabe o que eu também quero fazer? Eu queria perguntar pro senhor o que é que o senhor acha. Eu queria fazer o trabalho voluntário, ser médica, voluntária lá daquele hospital que me ajudou. Eu não respondi para ela porque fiquei tão emocionado, porque poucas vezes eu vi médicos se formando e olha que eu ensino há 11 anos médicos, estudantes de
oluntária lá daquele hospital que me ajudou. Eu não respondi para ela porque fiquei tão emocionado, porque poucas vezes eu vi médicos se formando e olha que eu ensino há 11 anos médicos, estudantes de medicina, poucas vezes eu vi os médicos se formando, mesmo que sejam de universidades federais, universidades públicas, querendo logo no Icara fazer um trabalho voluntário, além do trabalho natural, natural, ganhar o primeiro emprego, salário, 6 anos de luta. Ela, portanto, natural querer ganhar o primeiro salário, mas louvável, admirável, gratificante. Poucas vezes vi, só vi uma jovem, um outra jovem que também se formando, psiquiatra, foi a um centro espírita atender 14 anos, tão logo se formou psiquiatra, mas poucas pessoas eu vi. Então, Vitória, vá, faça o trabalho voluntário. Você sabe, né, que eu faço esse trabalho voluntário. Pois é, professor. O que é que o senhor acha, querida? Tem coisas que não têm preço, tem coisas que não têm pagamento, tem coisas que lavam a nossa alma, tem coisas que salvam a nossa alma, tem coisas que salvam o nosso ser, nos dando esperança de um futuro novo. É sobre isso que a doutrina espírita nos fala. Mesmo que não sejamos espíritas, mas sendo cristãos, podermos então olhar que há outro paradigma, um paradigma que nos fala da vitória no mundo. Tudo bem, voltar vitoriosa no mundo, médica pro hospital que te acolheu, mas uma outra vitória, uma vitória nos céus, porque o céu, disse Jesus, está dentro de cada um de nós. Quando vitoriosos somos no céu, somos vitoriosos dentro de nós. E não cabe mais espaço, portanto, para melancolia sem fim, porque vem a tristeza, mas é uma tristeza com uma alegria, porque graças a Deus isso está acontecendo, porque isso me faz o benefício de vislumbrar outras camadas de céus. Muito obrigado, portanto, Senhor, por todas as dificuldades vividas. Muito obrigado pela própria vida. Muito obrigado por conseguir crer em ti. Muito obrigado por poder, apesar das dificuldades, entender que existe uma outra verdade no mais além. E então,
ades vividas. Muito obrigado pela própria vida. Muito obrigado por conseguir crer em ti. Muito obrigado por poder, apesar das dificuldades, entender que existe uma outra verdade no mais além. E então, sem conseguir entender por completo como Castro Alves eu me perguntava: "Deus, ó Deus, onde estás? Que não me respondes?" Não encontrava resposta. No mais além não encontro porque o psiquismo precisa crescer para adentrar nas verdades profundas. Mas o meu ser agora entende que há mistérios peregrinos nos mistérios dos destinos que nos mandam renascer. Da luz do criador nós nascemos, múltiplas vidas vivemos para mesmo a luz volver. E buscamos aqui na humanidade as verdades da verdade, sedentos de paz e de amor. E meus mortos vivos, nós somos míseros cativos da iniquidade e da dor. É a luta eterna, é a luta bendita, em que o espírito se agita nas tramas da evolução. É a oficina onde a alma presa forja, a luz forja a grandeza da sublime perfeição. É a gota d'água que vai caindo no arbusto, que vai subindo pleno de seiva e verd o fragmento do estrume que se transforma em perfume na corola de uma flor. A própria flor que terna expirando cai no solo e vai fecundando o chão duro que produz. Mas nesse caí ela deixa uma aroma leve nas aragens que passam breves nas madrugadas de luz e a rede a bigorna o malho. Pelas fainas do trabalho a enchada fazendo o pão. O escopro dos escultores que transforma as pedras em flores, em carraras de leção. É a própria dor que através dos anos, dos algozes, dos tiranos, anjos puríssimos pais, transformando os neros rudes em araltos de virtudes em mensageiros de paz, porque tudo evolui, tudo sonha, na imortal ânsia risonha de mais subir, mais galgar, porque a vida é luz, a vida é esplendor. Deus é o seu autor, o universo, e nós somos o seu altar. É por isso que aqui na terra às vezes se acendem radiosos faróis que esplendem dentro dessas trevas mortais e suas rúteas passagens deixam fugores, deixam imagens em reflexos que são perenais. É o sacrifício do Cristo porém todos
às vezes se acendem radiosos faróis que esplendem dentro dessas trevas mortais e suas rúteas passagens deixam fugores, deixam imagens em reflexos que são perenais. É o sacrifício do Cristo porém todos jamais visto no sofrimento da cruz, sintetizando toda piedade, cujo amor verdade, nenhuma pena traduz. é Sócrates com a Secuta, é César trazendo a luta. Tirânico, o conquistador é Anchieta que ensinando naquele momento os povos originários, os povos indígenas, ainda infelizes naquele momento, mas sobretudo o exemplo de humildade, de extremos caridade do pobrezinho de Assis. Por isso, benditos sejam aqueles que semeiam o bem, bendito sejam aqueles que semeiam o amor, porque esses também encontrarão a alegria que tanto desejam na esperança da evolução. É por isso que nesses dias uma excelsa voz ressoa e em meio às guerras, em meio às dores aos assassinatos, às troculências do mundo, ela ecoa insistentemente, esperançosamente, otimisticamente falando e nos diz: "Para a frente caminha". O amor é a luz a que se alcança. Tenhamos fé, queridos irmãos. Tenhamos esperança. Para o infinito marchemos. Esse é o nosso caminho, esse é o nosso lugar. Muita paz. Que assim seja. Так.
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