#23 • Jesus e Saúde Mental • Como desenvolver a virtude humildade em tempos de redes sociais?

Mansão do Caminho 07/03/2023 (há 3 anos) 37:33 9,674 visualizações 882 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 23: Como desenvolver a virtude humildade em tempos de redes sociais? » Apresentação: Dr. Leonardo Machado

Transcrição

Olá, muito boa noite. Fique comigo um pouco mais nessa noite para que a gente possa refletir como caminhar pelas redes sociais, fazendo um trabalho espírita ou não e ainda manter a virtude humildade ou pelo menos cultivar essa virtude que para nós espiritistas é tão importante. Fica comigo em Jesus e saúde mental mais uma vez. A nossa palestra de hoje, ela versa especialmente sobre essa virtude que em vários pontos do Evangelho de Jesus e em vários pontos da codificação espírita é encontrada como sendo a base, o fundamento da construção de outras virtudes. es e de uma evolução. E aí eu queria primeiro a gente que a gente pudesse refletir sobre humildade. Humildade ela tem na base da sua eh etimologia, na base da sua escrita, um termo em latim humos. Esse termo significa terra. Então é interessante que humos, essa humildade que a gente tanto eh enaltece significa algo que nos prende, algo que nos deixa o pé no chão. A gente não pode interpretar essa etimologia como sendo humildade, algo que nos prende as coisas da terra, porque aí seria um contrassenso, provavelmente. Portanto, essa interpretação da Terra na base da palavra humildade significa mais aquela expressão assim, ó, baixa a bola, tem pé no chão, né? Ou seja, sabe das dos teus limites, sonha com as alturas, mas se mantém com o pé no chão, porque ainda vai demorar muito tempo para você poder estar nessa altura. É interessante que a palavra humos também a gente encontra na história eh da a história humana, quando você vai estudar o império egípcio, né, a civilização egípcia e vai estudar que nas margens do rio Nilo, quando ele transbordava, ele deixava nas margens uma terra fértil, uma terra com húmos. Então, ao mesmo tempo que esse humos significa terra, nos dando a ideia de que nós precisamos ter o pé no chão para poder alçar outros voos, essa esse húmos também nos dá fertilidade, nos dá uma fertilidade de obras. E a partir daí o império egípcio ele se funda, se desenvolve, porque em meio ao deserto ele tinha ali as margens do rio

oos, essa esse húmos também nos dá fertilidade, nos dá uma fertilidade de obras. E a partir daí o império egípcio ele se funda, se desenvolve, porque em meio ao deserto ele tinha ali as margens do rio Nilo, um húmus que fertilizava, que deixava a terra muito fértil a partir dessa água que transbordava. Então veja que a o humus do rio Nilo era desenvolvido a partir de um transbordamento. Se a gente pega todas essas etimologias e todas essas percepções e transborda também para uma um estudo sobre a humildade, a gente vai entender que sim, a humildade é uma virtude base, uma virtude basilar. A humildade está na base que nos prende à terra. mas que não é uma prisão que não faz a gente se desenvolver ao contrário, é uma prisão que possibilita o desenvolvimento, a fertilização de outras virtudes em nós. É por isso que no Evangelho Segundo Espiritismo, quando Allan Kardec se propõe a analisar as bem-aventuranças, ele vai eh colocar a os bem-aventurados, os, né, pobres pelo espírito, ou seja, os humildes, porque sem essa virtude maior, todas as outras seriam um simulacro da virtude. Então, é interessante que os os estudiosos, quando você vê Augusto Esponville, Augusto Conte Esponville, um francês filósofo que vai falar sobre um pequeno tratado das grandes virtudes, ele também vai dar essa ideia da eh virtude como a humildade como sendo fundamental, né, para poder eh desenvolver as outras. Quando você estuda a psicologia positiva, a humildade também entra como uma virtude fundamental para o desenvolvimento das outras. E aí fica um ciclo virtuoso. Conforme eu desenvolvo as outras virtudes, por exemplo, uma virtude de ser grato, eu desenvolvo a humildade, porque eu só consigo ser grato se eu percebo que eu preciso do outro, que eu não sou autossuficiente. Então, a humildade de me perceber autônomo, mas não autossuficiente, desenvolve em mim outras virtudes, como a virtude da gratidão. Então, a a humildade acaba sendo um ponto de partida. E a partir desse pé no chão que fertiliza outras virtudes,

mas não autossuficiente, desenvolve em mim outras virtudes, como a virtude da gratidão. Então, a a humildade acaba sendo um ponto de partida. E a partir desse pé no chão que fertiliza outras virtudes, essas outras virtudes vão também fertilizando a humildade, fazendo aumentar a humildade, a gratidão aumentando ainda mais a humildade. A percepção de gratidão faz com que eu perceba que eu não sou autossuficiente. E isso aumenta a minha humildade. E quanto mais humido eu fico, mais grato eu me torno. Quanto mais grato eu me torno, mais humilde eu sou. E aí fica um ciclo virtuoso, um desenvolvendo o outro. Mas de fato é muito didática e muito simbólica a a passagem de Jesus que enaltece nas bem-aventuranças a humildade como ponto inicial, porque ela seria o ponto de start. Sem ela, os outros seriam os simuláculos. E conforme eu vou desenvolvendo o as outras virtudes, as outras bem-aventuranças, eu também vou desenvolvendo a humildade. Então, partindo desse ponto de vista, a gente pode agora ampliar a ideia da humildade. A humildade muitas vezes é vista como sendo um rebaixamento, tá? Mas a gente não pode entender a humildade como um rebaixamento de si mesmo. Humildade é saber o que se é. Humildade é ter pé no chão, mas não deixar de sonhar. É ter pé no chão, mas não ficar paralisado. Humildade é ter pé no chão, mas fertilizar. Então, a fertilização traz uma série de características de enaltecimento. Então, no exemplo eh do Evangelho de Jesus, nós encontramos ele como sendo o exemplo maior, né? O guia e o modelo. Então, perceba que no guia e modelo da humanidade, Jesus em algum momento é questionado quem ele era. E alguns dizem: "E você é o Messias?" E perceba que ele fala: "É, eu sou". Tu falas com sabedoria, tu falas como quem tivesse falando com a voz de Deus. Ou seja, eh, ele enaltece a percepção daquele discípulo que o chama de Messias, aquele que enaltece a posição de Jesus. E ele não tem uma falsa modéstia, ele tem modéstia. A humildade é modesta. A humildade tem modéstia, mas não falsa

ção daquele discípulo que o chama de Messias, aquele que enaltece a posição de Jesus. E ele não tem uma falsa modéstia, ele tem modéstia. A humildade é modesta. A humildade tem modéstia, mas não falsa modéstia. Então, nesse sentido, Jesus fala: "Eu sou". Então, veja aí, ele sabe o que é ele afirma. Então, por isso um ser integral, né? Um ser que não precisa esconder os seus méritos e esconder o que se é numa falsa modéstia. Eu o sou. Agora, isso não faz com que ele fique levantando a sua a sua obra, né, o seu poder aos quatro cantos do mundo se enaltecendo. A, na realidade, em alguns momentos, ele até pede que as pessoas que receberam alguma cura pudessem ficar mais em silêncio em relação eh ao que tem acontecido. Então, alguns em vários momentos você vê a modéstia de Jesus. E eu também diria, nesse momento em que ele afirma eu sou, ele está sendo modesto. Ele não está sendo falso modesto, né? Que aí é o que a gente muitas vezes confunde. A modéstia com a falsa modéstia. Humildade não combina com falsidade nenhuma. Humildade combina com integridade. Então, na humildade eu percebo as minhas limitações, percebo as minhas fraquezas, os meus nós, os meus pontos fracos. Mas na humildade eu também percebo o que eu sou, o meu potencial, as minhas qualidades, as minhas conquistas, as minhas virtudes. Então, para se desenvolver as outras virtudes, é preciso ter a humildade até para poder perceber e aceitar que você também já tem um um germe de luminosidade. Então, veja que Jesus fala. Vós sois deuses com D minúsculo. Vós sois o sal da terra. É ele enaltecendo o nosso potencial. E se a gente tem uma falsa modéstia, a gente vai dizer o seguinte: "Não, não, eh, que é isso? Eu sou muito, muito pouco e não tenho nada disso. Eu tô no último da fila. E aí, isso pode até me deixar acomodado. Então, uma humildade acomodada não é bem uma humildade, é uma falsa humildade, é uma falsa modéstia, uma humildade mais madura, mais verdadeira, ela não fica se enaltecendo, mas ela também não fica se eximindo, ela

ildade acomodada não é bem uma humildade, é uma falsa humildade, é uma falsa modéstia, uma humildade mais madura, mais verdadeira, ela não fica se enaltecendo, mas ela também não fica se eximindo, ela não fica se excusando, ela não fica se escondendo, ela sabe o que se é a partir daí ela vai em direção da conquista que ela deseja. Eu queria eh ler no final do do capítulo 7 do Evangelho Segundo o Espiritismo, a mensagem que eh o Espírito Ferdinando traz em 1862 em Bordô a missão do homem inteligente na terra. Não vos ensoberbeis do que sabeis. Veja que ele já começa a frase trazendo essa ideia. Soberba, né? é uma um enaltecimento exagerado, uma vaidade exagerada. Então ele recomenda: "Não vos ensoberbeis do que sabeis". Mas ele também não vai dizer: "Negueis", né? Neguem o que você saiba, tenha uma falsa modéstia. Ele fala para não enaltecer demais, não ficar soberbo. Porquanto, e ele vai explicar o porquê, esse saber tem limites muito estreitos no mundo em que habitais. E aí é importante, não é uma falsa modéstia. Olha, eu sei que sou inteligente, você pode dizer para você, pode dizer para si mesmo, mas o a minha inteligência é limitada, porque eu sou limitado a determinada área de conhecimento, né? Eu não sei de todas as perspectivas do mundo. Além disso, suponhamos que você seja a sumidade em inteligência neste planeta. Nenhum direito tendes também de vos envad, porque a gente pode pensar, tá, eu posso ser a sumidade da inteligência nesse planeta, eu posso ser o homem mais sábio desse planeta, como disseram para Sócrates. Mas Sócrates tem a sapiência de que a sabedoria dele era muito limitada diante da sabedoria universal, diante da força universal. Então ele fala: "Só sei que nada sei". E essa talvez seja a minha principal sabedoria. A humildade é também uma inteligência. A humildade é também uma sabedoria, porque ela dá a verdadeira, o verdadeiro peso do que nós somos e do que nós sabemos. Então, por mais que a gente tenha todo o conhecimento da Terra com a visão

cia. A humildade é também uma sabedoria, porque ela dá a verdadeira, o verdadeiro peso do que nós somos e do que nós sabemos. Então, por mais que a gente tenha todo o conhecimento da Terra com a visão espírita, a gente sabe que é um conhecimento limitado. Isso não dá para ficar eh eh soberbo, vaidoso demais. Até porque, se Deus em seus desígnios vos faz nascer no meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, é que é que ele quer que a utilizeis para o bem de todos. É uma missão que vos dá, pondo-vos nas mãos o instrumento com que podeis desenvolver, por vossa vez as inteligências retardatárias e conduzi-las a ele. Então, o homem inteligente precisa aceitar a sua inteligência. aceitar eh essa característica até para poder aceitar o papel que ele tem na vida humana de desenvolvimento de outras inteligências. E aí o papel do professor é muito simbólico. O professor precisa eh assumir que sabe, mas também não ficar preso no que ele sabe e está sempre aberto para se desenvolver, porque afinal de contas novo, como diria um educador eh pernambucano, fica velho se não se desenvolver. Então o novo ele envelhece se ele não fica aberto ao conhecimento que é a a construção do conhecimento que é tão dinâmica. Então nesse sentido, a gente vai paraa realidade de hoje, que é uma realidade da rede social, né? Uma realidade que mescla a realidade do toque e a realidade de outro toque, que é o toque do touchsreen, né? a tela que vai eh sendo acionada no feed infinito. E o feed infinito das redes sociais dá uma impressão de que nós temos uma eh uma infinitude de conhecimentos aí que nunca acaba. Bem, essa tela, né, que nos conecta ao mundo e é outra forma da gente interagir com o mundo e veio certamente para ficar, né, desde que eu tenho 12 anos, enfim, as telas vão se desenvolvendo. falo 12, na realidade não 12, é 12 anos com a internet ali, a internet entrando na vida, mas aí antes os videogames, depois a internet, depois o smartphone, ou seja, a tela só veio se desenvolvendo

o. falo 12, na realidade não 12, é 12 anos com a internet ali, a internet entrando na vida, mas aí antes os videogames, depois a internet, depois o smartphone, ou seja, a tela só veio se desenvolvendo e tá agora entranhada na nossa na nossa vida. E acho que é importante a gente pensar de uma maneira que não seja apenas demonizando essa característica, mas aí traz um dilema, né? por exemplo, ah, eu estava num num encontro com um colega espírita, trabalhador, eh, e ele, como eu sempre assim mais eh retraído, digamos assim, foi uma pessoa até que demorou também a fazer as redes sociais, como eu também demorei, apesar de ser da minha geração, uma rede social, eu acabei demorando. E aí ele tir ele tirou uma foto e brincou assim: "Vamos depois publicar nas redes de tal instituição que ele ele representa". E aí eu, pois é, aí ele ficava um pouco acanhado e eu quebrei o gelo falando: "Pois é, é isso mesmo. São as novas formas eh de ser humilde, de trabalha trabalhar com humildade. A gente precisa aprender a lidar com essas novas formas de lidar com a humildade. Porque até então, né, a rede social no início era tido assim, ah, só quer aparecer." E aí a gente tem esse dilema assim, né? o quanto a gente fica aparecendo e essa aparência é apenas parecer ser versus o ser. Isso tem, né, um lado um lado ruim no sentido de a gente, digamos, ficar sempre numa vida excessivamente de tela. a gente perde o momento às vezes de que tá vivenciando para poder captar com as telas fotografia e publicar, mas ao mesmo tempo paraas outras gerações mais jovens assim, isso já faz parte. Então não sei até que ponto isso seria eh sabe, já faz parte você tá num um encontro e vamos tirar uma foto, tirar uma selfie e aí você vai se especializando e em selfie. Eu lembro que essa coisa de self chegou a primeira vez com aquelas câmeras eletrônicas que você tinha um um um pau de selfie, né? Mas era não era câmera do celular, era câmera eletrônica que dava chance de você filmar, de você tirar foto e ver na

eira vez com aquelas câmeras eletrônicas que você tinha um um um pau de selfie, né? Mas era não era câmera do celular, era câmera eletrônica que dava chance de você filmar, de você tirar foto e ver na hora, porque lá no início você tirava foto e só sabia como é que ficava depois com o filme. Então era uma certa ansiedade até que causava, né? Será que ficou bom? Será que não ficou? Aí depois vieram as câmeras fotográficas mais eletrônicas assim, com mais tecnologia, em que você já podia ver a foto na hora. E aí começou a surgir essa ideia do selfie, né, da selfie, porque você tira da selfie, tira e já dava para ver na hora e apagava da câmera, não apagava. Mas era um processo um pouco difícil porque para jogar pro computador tinha um tempo para jogar, não tinha tanta rede social. E a rede social, né, o Instagram, o TikTok, eh, vai servindo quase como um álbum de fotografia, eh, moderno. É como se fosse o álbum da família. E aí faz sentido, veja, num álbum de família, eh, o álbum que você tinha em casa antigamente, você não selecionava as fotos eh ruins, né, que você achou que ficou ruim. E aí dava até um certo problema, porque aquela foto de família que você tirou só uma cópia, às vezes uma pessoa ficou com o olho fechado, mas todo mundo ficou bem e aí essa pessoa tinha que aceitar que não ficou bem na foto. Às vezes puder dar uma confusão, não, essa aqui vai jogar, mas vai jogar e esse momento não foi gravado. Hoje a gente tem outra perspectiva. A pessoa, como não tem o rolo da câmera, aí a pessoa tira três, cinco fotos e alguma, todo mundo ficou bem, seleciona-se essa, mas não se imprime mais, né? você não tem muitas fotos em casa em álbuns de fotografia. Então, os álbuns de fotografia modificaram e ali, eh, por exemplo, o perfil do Instagram serve como quase um álbum de fotografia, né, do perfil da pessoa e e há pessoas que fazem, por exemplo, um perfil como uma pessoa que conheço, ela tem um perfil pessoal, aí tem um perfil e do animal de estimação e tem um perfil

e fotografia, né, do perfil da pessoa e e há pessoas que fazem, por exemplo, um perfil como uma pessoa que conheço, ela tem um perfil pessoal, aí tem um perfil e do animal de estimação e tem um perfil da casa, porque aí no perfil da casa ela só segue outras casas porque ela gosta de etc. Assim, eh, sites de perfis de engenharia, perfis de arquitetura, sabe? O perfil da do animal de estimação, ela segue só questões de animais de estimação, de veterinários, de pet shops, enfim. e no perfil dela ela segue, então foi a forma que ela organizou na cabeça dela. E aí eh é interessante que a gente tenha também essa percepção. começa a ficar um pouco estranho, começa a ficar talvez ruim quando a gente inverte, né, os valores, a gente para poder, né, eh, fingir que é, a gente aparece mais do que vive. Então a gente acaba invertendo os valores. Uma questão é você é, vamos supor, aquele momento que você vivenciou foi muito bom e aí você tira um registro, né, em algum momento e algum momento publica. Ou seja, o evento foi, a felicidade existiu, aí você vem e só transborda a felicidade na fotografia, nessa nova forma de ser. Mas acontece muito eh a felicidade superficial. A primeira vez que eu vi isso, eu não tinha na época Instagram, foi uma família que tava almoçando, quer dizer, jantando num restaurante e eu vi ali todo mundo tirando foto e depois eu vi uma jovenzinha publicando, né? Vi mexendo no celular, imaginei, ela deve estar publicando na rede social, então não tinha mais sabia como é que era a dinâmica, né? E e foi interessante que quando ela tirou a foto tava todo mundo sorrindo, todo muito feliz, fizeram puse, mas foi um jantar que eu tava ao lado e vi, ninguém interagiu, sabe? Não tava aquela felicidade que estava sendo colocada na rede social. Então é uma felicidade de aparência. Então, nesse sentido, eh, e provavelmente o comentário foi alguma coisa assim: "Eita, jantar em família não tem nada melhor, que felicidade", né? ou algum emoji, alguma expressão um jantar em família, alguma coisa assim.

, eh, e provavelmente o comentário foi alguma coisa assim: "Eita, jantar em família não tem nada melhor, que felicidade", né? ou algum emoji, alguma expressão um jantar em família, alguma coisa assim. Eh, e aí acho que isso começa a ter um trazer um problema, né, uma inversão, parecer muito mais do que ser. E a gente acaba se acostumando com a aparência apenas. E a aparência do ponto de vista emocional, ela não é o mais importante, né? Eh, a vivência, que é o mais importante, não é a aparência da virtude e humildade que vai nos trazer a sensação, a virtude e humildade. Não é a aparência da virtude, né, de de gratidão que vai trazer a vivência de gratidão. Então, eh, a gente começa a a ver, né, a responsabilidade e a o manejo que nós precisamos ter enquanto eh pessoas que usam. Mas aí quando eu falo pessoas que usam, até agora eu falei da pessoa que posta, eu queria colocar da pessoa que vê a postagem, você e eu enquanto espectadores da postagem, porque eu penso também a rede social não só um exercício de trabalharmos enquanto estamos nos expondo a nossa humildade e aí de certo modo deixar uma humildade menos frágil, uma humildade que se expõe, porque também uma humildade que só é humildade porque tá escondida, ou seja, eu só sou humilde se eu tiver fazendo o meu trabalho e estou escondido, não estou exposto aos elogios, eh, e as críticas, né? As duas coisas abalizam bem a nossa humildade, porque a gente vai se acostumando com a crítica, mas o elogio também é importante a gente se acostumar, né? que não seja uma humildade tão frágil, que não consegue resistir a um elogio. Então, a exposição da rede social vai treinando também e deixando a nossa, podendo deixar essa virtude mais robusta, mais, portanto, treinada, né? Mas também de quem tá vendo, porque quando a gente tá vendo, a gente é levado eh a outros sentimentos. Por exemplo, o sentimento de inveja, o sentimento de ciúmes, porque fulano postou a foto com outra pessoa e eu não tô lá incluído. Aí eu me sinto excluído,

o, a gente é levado eh a outros sentimentos. Por exemplo, o sentimento de inveja, o sentimento de ciúmes, porque fulano postou a foto com outra pessoa e eu não tô lá incluído. Aí eu me sinto excluído, me sinto enciilumado. O sentimento de inveja porque fulano postou uma foto fazendo tal trabalho ou fazendo tal exposição em determinado evento e eu vou sentir inveja de fulano. Então, é, é interessante e eu queria colocar essa reflexão, a rede social não apenas sendo um treino de humildade para aqueles que se expõem, mas também um treino de humildade para aqueles que estão vendo. Porque na medida que eu me sinto, eu sinto muita inveja do outro pelo feed que estou vendo dele, eu estou na realidade também mostrando uma vaidade, um orgulho meu ferido, porque o outro, né, aparentemente está melhor do que eu. Quando eu fico com com ciúmes, né, de alguma maneira de me sentir excluído, eu também tô mostrando a minha vaidade, porque afinal, por que eu tinha que estar naquele evento social? Quem eh sou eu tão importante que tenho que estar em tudo e não posso ficar de vez em quando, tenho que estar em tudo. Então é um treino de humildade, não só para quem se expõe, mas para quem tá teoricamente tranquilo vendo, né, e analisando. E eu diria que é um treino, portanto, para essa pessoa que tá vendo, de empatia. Por quê? Porque compaixão eu desenvolvo pelo sofrimento do outro, mas empatia eu também posso desenvolver pela felicidade, pelo sucesso, pelo álbum de fotografia da família. Eu também posso desenvolver empatia. Por quê? Porque empatia não é só pro sofrimento, mas é também pra alegria, é também para o outro lado da moeda da vida alheia. Então, nesse sentido, eh, eu acho um grande treino de empatia dessa empatia mais difícil, porque sentir empatia pela dor alheia é mais fácil, porque aí aciona a compaixão junto. Sentir a empatia pelo sucesso alheio, pela beleza alheia, pela virtude alheia, por tantas coisas alheias, boas, é mais difícil, porque em geral desperta a nossa fragilidade,

aciona a compaixão junto. Sentir a empatia pelo sucesso alheio, pela beleza alheia, pela virtude alheia, por tantas coisas alheias, boas, é mais difícil, porque em geral desperta a nossa fragilidade, desperta o nosso a nossa, a nossa vaidade, o nosso fere, né, o nosso orgulho, o nosso egoísmo. E a gente começa a sentir ciúmes, começa a sentir inveja e começa a ter uma série de sensações nesse sentido. Então assim, vem outro, um outro ponto. Eu fico lá caladinho, né, sem postar nada, mas eu sou uma metralhadora nos comentários, sou uma metralhadora eh nessa hora. E aí eu fico eu fico acho curioso, porque veja, eh, hoje utilizo bastante mais, né, e tenho treinado mesmo. Por quê? Porque o impacto é muito grande. Você coloca um vídeo ali do rears do Instagram, um minuto, rapidamente 8.000 pessoas visualizaram. Eu coloquei um sobre eh demência frontal em relação ao autor Bruce Willis. Rapidamente tava lá 11.000 visualizações, 200 pessoas mandaram para outras, mais de 1000 likes, ou seja, vários comentários. Impactou rapidamente, né, uma informação eh que para eu conseguir ter essa esse alcance, presencialmente falando, não teria. Então é uma ferramenta que eu acho fantástica de divulgação. E aí eu tenho que enquanto expositor espírita, trabalhador, né, médico também, eh, palestrante profissional de para empresas, enfim, uma uma professor de medicina, uma série de atribuições, eh, eu não me esquivo mais hoje. Eu me exponho, né, tenho acionei essa característica de coragem para inclusive lidar com esse medo que sempre foi um medo que eu tive. de eh sempre tive fazendo exposições, então quem tá na palestra sempre se expõe na vitrine, né? Então, esse tema da vaidade, do orgulho, sempre, pelo menos para mim, sempre ficou muito na minha cabeça, porque eu deveria combater essa característica, eh, e cultivar um pouco mais a humildade. Então, quando chega a rede social me dá um certo bug, eu fico com medo como é que eu teria, como é que eu seria isso, até porque no iníciozinho,

racterística, eh, e cultivar um pouco mais a humildade. Então, quando chega a rede social me dá um certo bug, eu fico com medo como é que eu teria, como é que eu seria isso, até porque no iníciozinho, né, eh, eu usei e fui muito e recebi críticas muito fortes assim, eh, de pessoas bem mais velhas do que eu, sabe, que até algumas vezes eram referências para mim. E, eh, jovem, né, precisava de referências. Às vezes as referências não são tão capazes de serem referências assim, me julgaram como, ah, tu quer aparecer, quer isso, quer aquilo outro. E aí vários trabalhos espíritas que eu fiz de livros, sabe, que me colocava eh em evidência, era visto como se o motivo fosse estar em evidência e não o trabalho em si, enquanto na realidade todo aquele dinheiro que eu arrecadei era doado. A motivação aqui entre nós do primeiro CD que eu lancei de música erudita, eu comprei, eu consegui fazer sozinho, né, com o dinheiro próprio do lanche que meu pai me dava. Eu já tava na faculdade, meu pai me dava um valor para eu almoçar e aí eu segurei esse almoço, primeiro para poder comprar um violão que pudesse gravar bem e segundo para poder eh arcar com os custos da confecção do CD. E aí, de forma eu ia fazer? Então, sei lá, na época eu consegui juntar, vamos supor, eh, 700 e e eu consegui, eh, confeccionar os 1000 CDs. E desses 1000 CDs, toda a palestra espírita que eu fazia, eu vendia e o dinheiro todo, eh, eu doava pra instituição. Aí o dinheiro, uma parte ficava para poder fazer mais CDs, né? O custo inicial eu nunca cobri, né? Mas ficava uma parte para cobrir novos CDs e o restante todinho para doação. Nunca fiquei nada comigo, nem cobri o curso inicial que tive e aí fui doando. Depois i me apresentando com um grupo de música. Aí comprei eh juntei um pouco mais dinheiro para comprar um um violão para poder eh tocar melhor. Tudo isso para ter várias fontes de, digamos assim, de divulgação do espiritismo, sabe? A música, a palestra, ou seja, era um jovem, muito jovem. desejoso de divulgar o bem, né? E

der eh tocar melhor. Tudo isso para ter várias fontes de, digamos assim, de divulgação do espiritismo, sabe? A música, a palestra, ou seja, era um jovem, muito jovem. desejoso de divulgar o bem, né? E utilizando os versos, os diversos meios que ele tinha naquele momento. Eu me recordo de ter tido muitas eh de pessoas, como falei, não no hoje eh eu entendo que não tinha uma condição de estarem num local que minha eh imaturidade os colocou, né? Porque aqueles que tiveram condições de realmente serem, digamos assim, referência para mim, continuam hoje sendo referência, eh, porque tem mais maturidade, mas esses outros não entenderam. E eu escutei muitas vezes isso, sabe? E um de tá tá querendo aparecer, tá querendo se autopromover e esqueci o fundamento por trás de um jovem espírita querendo trabalhar, querendo fazer o bem, querendo divulgar o bem, né? E para isso não tendo nenhum ganho financeiro, pessoal, mais o contrário, se dedicando. Isso me fez retrair, confesso, me fez retrair porque eu fiquei com medo. Será que é verdade mesmo? Será que eu isso que eu tô fazendo é tudo um símo lacro? Eu tô, ao invés de fazer o bem, eu estou querendo mais e aparecer. E fiquei nessa noia, como se diz, porque era muito jovem, até que eu fui entendendo, né, que não era bem isso, né? Eh, e me lembro do Divaldo, mais uma vez, a gratidão ao Divaldo, porque minha mãe colocou e esse dilema para ele e ele colocou assim: "O nosso jovem tem o direito de servir". Interessante, não é? o dever de servir apenas o direito de servir que ele conquistou na na espiritualidade, o direito de servir que ele continue. Então isso foi uma fala muito importante. Eu me lembro de uma vez que eu até pensei assim tão triste, tão decepcionado, muito jovem, pensei: "É, realmente acho que eu não tenho um trabalho não, porque eu só quero aparecer". Acreditei, né? Eh, desacreditei de mim mesmo acreditando nessa fala que era uma fala invejosa depois de descobrir uma fala enciumada, uma fala com medo do da juventude tomar o lugar. Eh, mas eu

ecer". Acreditei, né? Eh, desacreditei de mim mesmo acreditando nessa fala que era uma fala invejosa depois de descobrir uma fala enciumada, uma fala com medo do da juventude tomar o lugar. Eh, mas eu lembro que eu continuei por causa dessa fala muito bem posta do amigo Divaldo paraa minha mãe e minha mãe então me falou e eu falei: "É, eu vou continuar". Aí continuei, continuei sem muita expectativa e hoje eu vejo e por isso tô compartilhando, né, a importância da gente poder utilizar bem esses espaços e como o trabalho não é só de um, não é o trabalho de cultivar a humildade, continuar cultivando, não é só daquele expositor que se expõe, mas também daqueles que estamos escutando, daqueles que estamos mais observando apenas. E aí isso traz dilemas, traz desafios a mais, né? Traz, como eu coloquei com o amigo também expositor, são as novas formas de humildade que as redes sociais estão estão nos ensinando. Mas eu também as novas formas de educação diria, que eu lembro de uma live que fiz e nem sempre eu posso estar aqui nesse local de trabalho, né? Eu me lembro de uma que era na casa de minha mãe. Até sai um pouco desconfigurada a iluminação. Taram muita iluminação. Eh, tava melhor iluminação originalmente e no na casa de minha mãe, uma senhora, né, que geralmente senhores têm mais coisas em casa. E aí eu vi uns comentários, puxa vida, até mal educado dizendo: "Poxa, cadê o não tem espaço para respirar. Em todo canto de parede tem quadro". Mas veja o que é que a pessoa foi ficar olhando para dentro da casa de minha mãe, né, e fazer um comentário até mal educado aqui entre nós, porque o objetivo era ver uma palestra espírita. Ela se desfocou tudo. Óbvio que a gente sabe da parte técnica. É importante menos coisas, né, para não desfocar, não acontecer isso. Mas aí vem também eh às vezes é o que dá, né? Naquele dia é o único dia que eu, a única local que eu tive para poder fazer a gravação foi nesse canto. E por que não fazer, né? Porque a gente vai para centos espíritas tão pobres, né? E não

dá, né? Naquele dia é o único dia que eu, a única local que eu tive para poder fazer a gravação foi nesse canto. E por que não fazer, né? Porque a gente vai para centos espíritas tão pobres, né? E não ficar falando: "Olha, tá faltando reboco, tá faltando iluminação, sabe? tanta não tinha isso quando a gente ia fazer palestra presencial, né, nos centros espíritas, mas pobres, ao contrário, era até meio desumano, meio deselegante, meio antifraterno você ficar vendo essas coisas, porque até enaltecia, né, a simplicidade. Então, assim, às vezes a gente tem que sim daqui do desse lado fazer a parte técnica, mas quem tá aí também tem que lembrar do ideal cristão. Se você adentra, né, o expositor, a pessoa que tá falando no local que tá falando, é um local menos abastecido de recursos, ao invés da gente fazer análises pseudopsicológicas do negócio e colocar eh falas mais ácidas, vamos enaltecer. Que bom que essa pessoa poder pôde encontrar esse espaço, como Jesus encontrou todos os espaços, nem que fosse numa tapera, nem que fosse numa casinha muito simples. Então são uma série de reflexões que a gente pode fazer, mas eu queria finalizar com essa esse ponto. Não se pode eh uma humildade não pode ser escondida, né? É preciso utilizar os melhores meios possíveis, os meios mais justos. Humildade não é se esconder. Humildade é estar com pé no chão, mas sabendo que esse pé no chão faz a gente fecundar outras coisas em nós e nas pessoas, utilizar as nossas virtudes como a inteligência ou outra virtude que a gente teve a possibilidade de ter, né? outra característica boa, digamos assim, para fertilizar, para poder enaltecer a vida dos outros, para poder desenvolver a nós e aos outros. Então, humildade não é se esconder. Se esconder talvez seja mais falsa, modéstia. Humildade é saber o que nós somos e a partir daí trilhar com coragem o nosso caminho. Muita paz. Até semana que vem.

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