Tânia Menezes • Momentos Evangélicos • 23/09/2023

Mansão do Caminho 24/09/2023 (há 2 anos) 1:02:41 22,253 visualizações 3,047 curtidas

Palestra doutrinária realizada no Cenáculo da Mansão do Caminho, todos os sábados, com transmissão ao vivo.

Transcrição

Muito boa noite. Vamos dar início à nossa reunião doutrinária da noite de hoje e vamos iniciar com a prece de abertura dos nossos trabalhos. Senhor e mestre Jesus, nosso amigo, estamos contigo, Senhor. Estamos no caminho, na longa jornada da vida. Diversas etapas já foram realizadas. E à medida que o tempo passa, todos nós nos aprimoramos, nos aperfeiçoamos. Graças à vossa generosidade e paciência para conosco. mundo de certa forma encanta, mas também trazem-nos muitos problemas, muito envolvimento, muito comprometimento. Mais lentamente removemos os véus da nossa mente e dos nossos olhares para percebermos a vossa generosidade e a companhia dos benfeitores espirituais. Faculta-nos nesta noite alguns instantes contigo para que possamos ter instantes de paz e de renovação interior. Abençoa-nos, pois, Senhor, ser conosco hoje e por todo sempre. Que assim seja. Antes de darmos início à reunião, alguns avisos e também justificando a presença da nossa Tânia Menezes, que será a nossa palestrante da noite, substituindo a Odivaldo que não estava assim em condições de saúde plena para vir fazer a nossa palestra da noite de hoje. Então eu peço escas pela ausência dele, mas nos próximos dias ele poderá quç estar conosco. Então, como de costumes, nós temos o a companhia aqui do nosso amigo Manolo da Espanha e com o seu grupo, um grupo que vem nos visitar. Sejam todos muito bem-vindos. E também do Panamá. né? Então, alguns avisos aqui. O nosso Congresso Espírita da Bahia será no dia 2 a 5 de novembro. Vai ser no hotel Fiesta e a realização da Federação Espírito do Estado da Bahia. Aqueles que tiverem interesse pode se inscrever no site da Federação Espírito do Estado da Bahia. Nós temos palestras costumeiramente aqui às terças, quintas e sábados, mas também temos no domingo. Aqueles que tiverem interesse em participar, é no domingo às 16 horas, todos os domingos. Também nós temos nosso espiritismo play, que é uma plataforma, é uma grande plataforma, a maior plataforma do mundo, poderia dizer assim, espírita.

icipar, é no domingo às 16 horas, todos os domingos. Também nós temos nosso espiritismo play, que é uma plataforma, é uma grande plataforma, a maior plataforma do mundo, poderia dizer assim, espírita. que contempla videoaulas, o acervo histórico, a Minuto Gundivaldo, a revista digital e diversos audiolivros. Aqueles que tiverem interesse de se inscrever, eh, Espiritismo Play. Então vamos agora passar a palestra, a palavra, aliás, para a palestra da noite com a nossa irmã Tânia Menezes. Boa noite às queridas irmãs, aos queridos irmãos que se encontram nesse espaço virtual, a aqueles que nos assistem remotamente. Que Jesus nos abençoe na quinta-feira. Tomamos conhecimento que os amigos da Espanha estavam a nos visitar e selecionamos uma história que aconteceu na Espanha, próximo a Madrid. Era uma aldeia onde alguém se destacava no contato com as crianças. Ele trabalhava em uma fazenda e quando chegava ao final da tarde, ele pegava a sua guitarra, tocava alguns números e dizia com a voz forte: "Vem a mim as crianças. Como disse o Mestre um dia, deixai que venham a mim as crianças, pois que delas é o reino dos céus. Assim fazia tio Pedro e a sua música, a sua voz, o seu encanto, encantava todas aquelas crianças, porque na medida que ele fazia o chamado, eis que ao redor daquelas árvores brincavam, pulavam, cantavam. E certo dia, uma mulher o observava e de longe, apreciando como ele interagia com as crianças, porque ele já tinha 60 anos. Era um homem forte, robusto, mas que tinha um poder que impressionava. Ela se aproxima dele e diz: "Como você é feliz?" Ele para e diz: "Vivo feliz. Sou talvez invejado por alguns, mas não invejo a ninguém". Quantos de nós, em alguns momentos da nossa existência não invejamos o nosso próximo, talvez porque desejássemos ser como ele é, ocupar o lugar que ele ocupa. E assim transitamos pela nossa experiência. Mas o tio Pedro não sentia inveja de quem quer que fosse. Ela então diz: "Ora, mas você aparenta felicidade e consegue congregar com muita sabedoria

ocupa. E assim transitamos pela nossa experiência. Mas o tio Pedro não sentia inveja de quem quer que fosse. Ela então diz: "Ora, mas você aparenta felicidade e consegue congregar com muita sabedoria todas essas crianças da aldeia? Me parece que a sua vida não trouxe qualquer sofrimento a sua experiência. Ele para e diz: "O sorriso não significa as marcas que tivemos ao longo da nossa existência. Tomei conhecimento de que você gosta de ouvir histórias para poder traduzi-la em livro. Então, contarei um pouco do que foi a minha existência para que você veja, para que você saiba o quanto transitei pelo sofrimento. Pediu a todas aquelas crianças que pudessem sentar e ouvir o conto que ele traria. É claro que naquele momento ele não expressou que a história dizia a respeito a sua vida, mas aquela mulher sabia. E ele para e começa a dizer: "Nasci conheci o meu pai porque morreu cedo e também tive conhecimento de que a minha mãe faleceu quando eu ainda usava fraldas. Fui aquela criança largada de casa em casa e como era rejeitado, aos 5 anos tomei a decisão de eu mesmo conduzir a minha vida. Eu fui uma criança infeliz. A partir deste momento, eu trarei para você toda a minha infelicidade até os 18 anos. Como você pensou que a minha vida não foi marcada pela dor? Como diz a benfeitora Joana de Angeles, que ninguém reencarna sem um objetivo psicológico para sua existência que seja refazer os seus passos, a sua caminhada. E vamos transitando por diversos períodos que são assinalados pela dor, pelo sofrimento, que vai se apresentar talvez por um processo de adoecimento, quem sabe por uma dificuldade econômica, pelo afastamento de alguém que nos é muito precioso, seja porque nos largou, seja porque a morte lhe fez o convite para a viagem à verdadeira vida. E assim, aos 5 anos, batendo de porta em porta para poder pedir comida, porque eu não tinha com que me alimentar. As pessoas de mais idade eram as que mais batiam a porta na minha cara. E com isso, com o passar do tempo, eu fui me

e porta em porta para poder pedir comida, porque eu não tinha com que me alimentar. As pessoas de mais idade eram as que mais batiam a porta na minha cara. E com isso, com o passar do tempo, eu fui me tornando uma pessoa má, má. São as circunstâncias da vida. Quem sabe se eu tivesse o carinho, o acolhimento, o colo da minha mãe, eu poderia ter sido alguém diferente na infância, na adolescência. As minhas companhias eram aquelas crianças que em alguns momentos me oferecia um pouco da sua merenda e tinha uma em especial que se destacava. O nome dela era Joanita. Ela tinha apenas 5 anos quando eu já estava mais crescido, quando eu já tinha 12 anos. Joanita chegou para mim e disse: "Todas as pessoas dizem que você é um menino má, mas eu acho que você pode ser um menino bom". Joanita era aquela amiga que sempre dividia o seu lanche, sempre me dava a mão. E assim, correndo os dias naquela aldeia, eis que chegaram pessoas más, começaram a roubar e certo dia eles colocaram fogo em um bar e mataram o dono daquele bar. Eu só tinha 12 anos, mas como era envolvido com essas pessoas de má vida? O que eles fizeram? Me acusaram de ter sido o autor de tudo aquilo, mas eu era inocente, eu não fiz nada daquilo. Quem ia acreditar na palavra de um menino que não tinha família, que vivia como um pássaro seninho ao léu do destino, mesmo afirmando de que não tinha qualquer envolvimento com aquela história. A partir daí, o meu sofrimento, ele se tornou mais intenso. Você diz que eu sou feliz? Sim. Hoje, aos 60 anos, eu sou um homem feliz, porque tenho uma esposa que me ama e eu a amo. Tenho dois filhos maravilhosos e cinco netos que são a razão do nosso viver. Mas depois daquele episódio na aldeia, entre palavras ditas e não ditas da verdade ou da inverdade, eu fui para a prisão aos 12 anos. Os homens daquela prisão, todos eles me fizeram de criado. E neste momento, tio Pedro foi tomado de uma emoção que as lágrimas começaram a escorrer. E aí lembramos de Jesus quando nos disse: "Bem-aventurados os que choram,

ão, todos eles me fizeram de criado. E neste momento, tio Pedro foi tomado de uma emoção que as lágrimas começaram a escorrer. E aí lembramos de Jesus quando nos disse: "Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados". Mas naquele momento que eu estava lá, que não recebia uma visita sequer, porque eu pensava que aqueles meninos que cresceram comigo, eles eram os meus amigos. Mas não eram, porque entrava ano, saía ano. Eu continuava sem receber uma visita naquela prisão. E eis que um dia chega a filha de um dos meus colegas de prisão. Ela tinha 7 anos. A partir daquele momento, eu comecei a pensar, ora, se o pai de Joanita permitisse, certamente ela, mesmo sendo criança, conseguiria vir me visitar. E na sequência daquelas visitas, ele ficava com aquele sentimento profundo de desolação, de não ter ninguém que pudesse alegrar, quissá apenas uma manhã, uma tarde daqueles dias sofridos. em sua mente pairava a sua inocência. Mas eis que completei os 18 anos e passado alguns dias eu fui solto. Quando aquela liberdade chegou à minha existência, eu pensei: "Eu vou fazer o quê? Aonde se vivi 6 anos aqui? Sem qualquer visita, apoio, eu não tenho família. De que adianta esta liberdade? Porque terei que buscar recursos para minha sobrevivência? Onde buscarei estes recursos? saiu, foi caminhando e pensou: "Eu devo mudar de moradia, de aldeia. As pessoas, passado todo este tempo vão me ver sempre como um ladrão, como um assassino. Porque se ninguém acreditou lá quando era mais novo, que eu não era autor de nada daquilo, de que vai adiantar agora vai ser tudo muito mais difícil, mas eu não irei embora desta aldeia sem antes me despedir de Joanita. E assim ele resolve ir para a praça. Observou que as suas roupas estavam meio rotas, envelhecida. Ele estava meio sujo, despenteado. E quando alguns que recordavam quem ele era, observando no seu entorno, estavam pelo pensamento e pelo olhar a julgar. O que vem este homem fazer aqui depois de tudo que ele já fez? E aos poucos, tio Pedro foi sentindo

e recordavam quem ele era, observando no seu entorno, estavam pelo pensamento e pelo olhar a julgar. O que vem este homem fazer aqui depois de tudo que ele já fez? E aos poucos, tio Pedro foi sentindo o olhar de reprovação. Aqueles meninos que brincavam com ele na infância olhavam meio atravessado, alguns fazendo de conta que não o conhecia. E assim passaram-se as horas e ele se recordou que era dia de missa, que Joanita certamente estaria com o seu pai na igreja, porque o padre era tio de Joanita. Ele resolveu sentar no banco da praça que ficava em frente à igreja, aguardando o término da missa. E assim se sucedeu. As pessoas começaram a sair. Ele ansioso porque não avistava Joanita. E ao final, fechando as portas da igreja, eis que vai se aproximando Joanita, seu tio e seu pai. Ao avistar Pedro, ela vem correndo e ele se emociona. Ela o abraça. Pedro, Pedro, que bom que você está aqui. Ele começa a chorar. Era um pranto como não tinha acontecido durante toda a sua existência até aquele momento. Ela o abraçou e ele sentiu, apesar da diferença de 7 anos de idade, como se ela fosse a sua mãe que estivesse a o envolver com muito carinho. segurou na sua mão, disse ao seu pai: "Pedro, irá para nossa casa lá, papai, você arranjará roupas e vamos deixar que ele também durma em nossa casa". O párocro virou para ele e disse: "Você deveria ter vergonha pelo que fez em sua vida. Mas já que está liberto, se desejar trabalhar na lavoura, eu te ofereço emprego. Em verdade, tio Pedro jamais pensou em trabalhar na lavoura, porque aquilo não era um ofício do seu agrado. Mas o que fazer se ele não tinha para onde ir? E aquela proposta de trabalho iria deixá-lo perto daquela que era o seu grande afeto. Ele não via em Joanita uma pessoa que era o seu grande amor. Via na figura de uma irmã, de uma pessoa amiga muito querida, de uma mãe. E assim ele aceitou, aceitou o trabalho todos os dias saía para trabalhar. Quando chegava no horário do lanche, eis que aparecia Joanita com alguns daqueles amigos de infância

ito querida, de uma mãe. E assim ele aceitou, aceitou o trabalho todos os dias saía para trabalhar. Quando chegava no horário do lanche, eis que aparecia Joanita com alguns daqueles amigos de infância para levar o seu lanche. Ele ficava agradecido e retornava muitas vezes para casa em sua companhia. Quando ele estava perto de Joanita, nada de suas dores, do que ele viveu, perpassava em sua mente. É como se o mundo fosse um mundo de felicidade. E assim foram 8 anos de trabalhos ininterruptos, de maior proximidade com aquela que deixou de ser para ele a irmã, a amiga, a mãe, porque um sentimento diferente começou a tomar conta do seu coração. E eis que naquela tarde, quando Joanita vai levar para ele o seu lanche, ela traz a seguinte narrativa: "Meu pai disse que eu já estou em idade de casar e já acertou quem será o meu marido, um primo que é juiz e que chegará hoje à noite. noite para fazer as tratativas do nosso casamento. Ao receber aquela notícia, tio Pedro ficou impactado. Como pode em seu pensamento? Depois de tudo que eu passei, ter que lidar com mais esta dor. Estava tão bom todos os dias. neste trabalho, no acolhimento, sentindo este afeto. Mas o afeto não era só da minha parte. Eu sentia que Joanita também tinha algo diferente em relação à minha pessoa. Fomos para casa sem dar uma palavra. E eis que chega a noite. E eis que eu conheço aquele que será o que seria o marido de Joanita, um rapaz belo, bem vestido, perfumado e com dinheiro, coisa que eu passaria a minha existência e jamais alcançaria aquela posição. Fomos apresentados. Quando eu fui para o meu quarto, eu pensei: "A minha vida acabou. De que vale prosseguir com este sentimento? Sabendo que a minha amada ela vai para os braços de outro?" Quantas vezes nós passamos por situações em nossa existência e que somos tomados, invadidos por este desânimo, por este desgosto. A nossa vida parece que momentaneamente ela perde sentido, ela perde o sentido e imediatamente vem ou paira o pensamento de por termo a

e somos tomados, invadidos por este desânimo, por este desgosto. A nossa vida parece que momentaneamente ela perde sentido, ela perde o sentido e imediatamente vem ou paira o pensamento de por termo a existência. Mas foi aquela ideia que o tio Pedro alimentou naquela noite. Ele não conseguiu dormir e assim tomou a decisão que antes do amanhecer ele sairia de casa. Naquela aldeia tinha um precipício que culinava em águas de uma correnteza que seria o seu fim. Alimentando aquele pensamento, ainda sem o sol raiar, eis que ele vai para combinar com a sua vida. Quando ele chega no precipício, imediatamente lembra da sua mãe e pronuncia o nome de Joanita e se joga. Só que quando ele se jogou, existia uma rocha que impedia naquele local exato a queda do precipício. Ele bateu com a cabeça, foi uma distância curta e ficou desacordado. Os meninos que o conheciam quando transitavam por aquele local logo no começo da manhã, se deram conta de que era Pedro. foram até a casa do párocro e anunciou o que tinha acontecido. Quando tio Pedro desperta, estava rodeado de alguns daqueles amigos de infância, Joanita, seu pai e o padre. Passaram-se dois meses ele no processo de convalescência daquela condição. E eis que no raiar de um dia, o tio de Joanita, que era o padre, aproxima-se dele e disse: "Eu não entendo bem o que foi que aconteceu, mas quero te dizer que você vai se casar com Joanita". Ele ficou assustado, sem entender o motivo daquela decisão, porque de fato quando ele saiu naquele ainda próximo ao amanhecer, a decisão era de um casamento. E durante os dois meses da sua convalescência, ele sequer perguntou a Joanita onde estava o seu primo e como estava os preparativos para o casamento. Quando o padre fala a respeito disso, uma emoção diferente toma conta dele. Aram-se alguns dias e eis que as núpcias acontecem. Ele junto com Joanita constrói uma família, uma família que ele não teve a possibilidade de usufruir. E aí, trazendo um pouco desta narrativa, ele volta ao ponto da felicidade

ue as núpcias acontecem. Ele junto com Joanita constrói uma família, uma família que ele não teve a possibilidade de usufruir. E aí, trazendo um pouco desta narrativa, ele volta ao ponto da felicidade e diz para ela: "Veja só, eu poderia ter durante aquele período, pós saída da prisão, não feito a escolha de continuar na cidade, apesar da proposta do padre. Eu poderia, por outro lado, ficando na cidade, retroceder aos hábitos que eu havia adquirido dos 5 aos 12 anos, porque de fato eu era uma pessoa má, eu não tinha uma boa vida porque eu não recebi o afeto, o acolhimento, a presença de alguém para me educar e como fiquei pelas ruas, o que foi que eu consegui aprender? Então, a partir desta vivência do sofrimento, eu fui aprendendo o quanto nós precisamos compreender as situações adversas que chegam à nossa vida. Em verdade, eu era revoltado porque eu vi os meninos da minha idade brincarem comigo e depois todos iam para suas casas encontrar com seus pais, com a sua família. E eu, para onde eu ia? Qual era o teto que eu tinha para me abrigar? E quando nós pensamos nesta condição, não podemos deixar de considerar que tantos outros Pedros que estão ao nosso redor também passam por situações semelhantes, que não têm um teto para lhes abrigar, que não tem o afeto do pai, da mãe, de um amigo. E muitas vezes são estes que que transitam ao nosso redor e nós não temos a consciência desperta para auxiliar. Auxiliar quando nós falamos imediatamente pode vir à nossa mente que seria o auxílio financeiro. Este sim é importante porque nós precisamos do dinheiro para a nossa alimentação, para a nossa moradia, para a nossa vestimenta, mas nós precisamos de algo mais para dar sentido à nossa existência. E quando nos deparamos com condições que são desafiadoras, que são obstáculos em nossa existência, por vem à nossa mente os pensamentos pessimistas e de desgosto pela vida. A benfeitora Joana de Ângeles no livro Vida Feliz nos apresenta uma página que ela vai estar falando da necessidade

xistência, por vem à nossa mente os pensamentos pessimistas e de desgosto pela vida. A benfeitora Joana de Ângeles no livro Vida Feliz nos apresenta uma página que ela vai estar falando da necessidade de investimento em nossa saúde. E um dos toques que ela nos apresenta nesta página diz respeito aos nossos pensamentos, que os pensamentos pessimistas eles são capazes de ocasionar em nós o adoecimento, mas é um adoecimento que muitas vezes não se apresenta em nosso corpo físico, mas nas nossas emoções, em nosso psiquismo, em nossa saúde espiritual. E aí, voltando para esta experiência do tio Pedro, ele vai estar trazendo o quanto a vida tem esta possibilidade de ensinar para nós. E aí se aproxima Joanita, a sua esposa, carregando um neto no seu colo e quatro ao seu ao seu redor. E aí ele diz: "Está se aproximando o motivo da minha felicidade". E aí lembramos do Evangelho Segundo Espiritismo, capítulo 5, bem-aventurados os aflitos, item 22, que faz parte das instruções dos espíritos. Quando Fenelon vai escrever tormentos voluntários, ele inicia dizendo que o homem incessantemente busca a felicidade e incessantemente se afasta dela. Porque a felicidade sem mescla não existe na Terra. Vivemos neste mundo que é de provas e expiações, assinalado também por Allan Kardec no capítulo terceiro do Evangelho segundo o Espiritismo, que é o mundo que se caracteriza ainda com a predominância do mal. E muitas vezes podemos pensar, mas eu não sou uma pessoa má e como estou habitando este mundo. Em verdade, talvez tenhamos a predominância do bem, sem dúvidas, mas ainda reside o mal em nós em algum aspecto. Emis aspectos podemos estar assinalando vários. Alguém faz algo que nos provoca, que nos ocasionam de sabor. Talvez a minha consciência já desperta não permita que eu venha reagir a aquele de sabor em ação. Mas no meu pensamento eu estou a guerrear. com aquela pessoa a dizer assim: "Você fez isso comigo? Me aguarde. Me aguarde porque vai acontecer o pior com você". Então, é este mal que nós precisamos

o. Mas no meu pensamento eu estou a guerrear. com aquela pessoa a dizer assim: "Você fez isso comigo? Me aguarde. Me aguarde porque vai acontecer o pior com você". Então, é este mal que nós precisamos extirpar, dentre outros, do nosso mundo íntimo. que se Jesus recomendou, recomendou para nós a indulgência como um dos requisitos para a caridade, que é exatamente o que nós vemos lá no Evangelho Segundo Espiritismo, no capítulo 10º, Bem-aventurados os Misericordiosos, um tópico exclusivo sobre a indulgência, que é quando nós Nós precisamos ter a compaixão pelas imperfeições do nosso próximo, que agiu ocasionando um dabor em mim, porque ele ainda se encontra naquele estágio evolutivo. E muitas vezes nós criamos expectativas em relação ao outro que ainda não tem condições de oferecer para nós algo que seja diferente. Então, quando Joanita se aproxima e diz para aquela mulher, "Eu soube que você adora ouvir histórias, mas queria trazer um ponto que ele não certamente apresentou em sua narrativa. Quando eu era criança e me aproximei dele, algo diferente pairou em meu mundo íntimo. Era como se eu já conhecesse o tio Pedro. Nós fomos crescendo juntos e na medida que nós conversávamos, brincávamos, eu sabia, no meu íntimo que eu tinha um papel importante na vida dele. Quando ele foi preso, eu vi chamam de espíritos dizendo para mim: "Ele está passando por uma prova, mas ele voltará e você tem o papel de auxiliá-lo depois que terminar a sua prova". Quando eu fui contar isso para o meu tio, ele disse: "Joanita, não fale nada disso com ninguém. Onde já se viu espíritos conversando, dizendo isso ou aquilo? Eu guardei para mim aquela informação, mas depois outra vez outro espírito chegou para mim e disse: "Vocês viveram em outras experiências. E na última, você foi a mãe do tio Pedro. Eu guardei mais uma vez no meu íntimo, não partilhei, não partilhei com ninguém aquela informação. E daí na saída dele, eu sabia que mesmo contra tudo e contra todos, a minha voz, ela precisava ser firme, porque eu só tinha

no meu íntimo, não partilhei, não partilhei com ninguém aquela informação. E daí na saída dele, eu sabia que mesmo contra tudo e contra todos, a minha voz, ela precisava ser firme, porque eu só tinha 12 anos. E eu enfrentei o meu pai quando disse: "Ele vai para nossa casa". Imagine uma criança adolescente, início da adolescência, dizendo ao Pai o que ele deve fazer, especialmente porque ele era tido como uma pessoa má e havia saído da prisão. Pensando em nossa existência, quem de nós faria isso? por amizade, por um conhecido que foi o seu amigo de infância, mas que passou 6 anos na prisão, levar para sua casa, para a sua convivência, então só a reencarnação para poder dizer a nós sobre estes fatos, dizer o quanto nós precisamos Amos estar atentos às ocorrências que transitamos em nossa existência, para que tenhamos especialmente a resignação como teve o tio Pedro. O que é mesmo a resignação? Lázaro vai escrever um tópico em Evangelho Segundo Espiritismo, capítulo 9, item oito, obediência e resignação, quando vai dizer para nós que a resignação é o consentimento do coração. Foi aquilo que tio Pedro conseguiu ter, mas na hora de uma prova maior, ele fez a opção em por termos a sua vida. Nós podemos nos minutos finais da nossa existência não suportar a prova e antecipar o nosso retorno, comprometendo-nos mais e mais. E qual é a nossa escolha? Qual tem sido as nossas escolhas diante dos mais variados desafios existenciais que estamos a transitar em nossas experiências? Temos buscado a vivência, as lições preciosas de Jesus? ou elas servem neste momento que nós estamos aqui, ouvimos, algumas acolhemos, outras ficam apenas na escuta e quando saímos daqui não deixamos nem ficar mais abastecidos desta energia, deste ambiente que é povoado não só por nós, encarnados, mas de uma assistência espiritual que não temos a dimensão. Então disse Joanita, nós somos os construtores da nossa felicidade. Quando nós buscamos lá em O livro dos espíritos, Allan Kardec vai formular na primeira pergunta da parte terceira, que

s a dimensão. Então disse Joanita, nós somos os construtores da nossa felicidade. Quando nós buscamos lá em O livro dos espíritos, Allan Kardec vai formular na primeira pergunta da parte terceira, que é da lei divina ou natural. Primeira questão que é a 614, que qual a definição de lei natural? E os benfeitores vão estar respondendo que a lei natural é a lei de Deus, única responsável pela felicidade no homem da terra. O homem só é infeliz quando dela se afasta. Ou seja, o que é que estamos fazendo em nosso cotidiano para que de fato possamos encontrar a felicidade? Não a felicidade transitória, não a felicidade nos prazeres que sentimos momentaneamente que logo passa. Então, buscar a lei de Deus é exatamente saber qual é o caminho a seguir. E se Deus é, por exemplo, como vemos lá no primeiro capítulo do livro dos espíritos, soberanamente justo e bom, que são um dos atributos elencados e que nós temos conhecimento disso. Aí vamos pensar, eu tenho sido uma pessoa justa quando tio Pedro estava naquele mundo tumultuado entre a sua infância e início da adolescência, como ele se portava? Certamente que não seguia a lei de Deus. E como nós já transitamos por outras experiências e que também não soubemos aproveitar esta lei que está íncita em cada um de nós, porque se ele nos criou, depositou na sua criação a centelha divina e a bondade, justo e bom, atributo do nosso pai, Eu tenho sido esta pessoa que se caracteriza pela bondade. E aí vamos pensar nas últimas ocorrências do nosso cotidiano, se isso de fato esteve presente, foi uma marca e o que eu preciso alcançar se nesta minha viagem viagem eu identifico que ainda está distante de mim. Então, buscar este caminho da felicidade é exatamente fazer esta movimentação em viagem interior para poder estar identificando quais são os aspectos em que eu ainda me distancio da lei de Deus, que é também amor. que tem em nosso mundo íntimo esta energia amorosa que precisa se expandir e principalmente a expansão com aqueles que temos a

aspectos em que eu ainda me distancio da lei de Deus, que é também amor. que tem em nosso mundo íntimo esta energia amorosa que precisa se expandir e principalmente a expansão com aqueles que temos a convivência mais próxima, que parece que são os mais difíceis. Porque quando Jesus recomendou o amor aos inimigos, ele estava dizendo para nós que é muito fácil amar aqueles que nos amam, mas e aqueles que estão em nosso caminho, exatamente se apresentando como instrumentos para o nosso crescimento, para que saiamos do nosso mundo egóico. para que possamos nos testes e exames da vida sermos aprovados, porque conseguimos colocar em nossa caminhada os exemplos e as lições preciosas de Jesus. Então, esta viagem interior, ela se faz mais do que necessária e urgente, mas nós precisamos também mudar o padrão dos nossos pensamentos, porque muitas vezes são eles que nos demovem das nossas vitórias quando não acreditamos no potencial que reside em nós. Quando ouvimos de alguém, você não vai conseguir. E eu acolho aquela afirmativa como sendo algo que de fato eu não vou conseguir. E aí lembrando do quanto é necessário também estarmos investigando que padrões de pensamento eu estou adotando na minha existência, pensando na trajetória de alguém. que viveu durante 6 anos em uma prisão, que é um ambiente onde você não tem o que fazer, onde os pensamentos certamente estão povoados e tomados e impregnados do pessimismo, porque todos os dias são dias iguais, onde a violência também impera naquele ambiente. E nós o que estamos fazendo também para debelar esta violência que talvez não tenha uma expressão marcante, mas que ainda está em nosso mundo íntimo e a importância de nesses momentos tumultuados que estamos a viver, que Não deixemos que os nossos pensamentos sejam invadidos por esta onda de violência, de terror, que muitas vezes nos tira de sair de casa. Não, eu vou fazer o quê naquele lugar de noite exposto? E aí essa onda vai se avolumando dentro de nós. É claro que precisamos ter

a de violência, de terror, que muitas vezes nos tira de sair de casa. Não, eu vou fazer o quê naquele lugar de noite exposto? E aí essa onda vai se avolumando dentro de nós. É claro que precisamos ter cuidados. Isso é básico, é fundamental, é imprescindível, mas nós não podemos ser escravos do que está em nosso entorno e nos deixarmos contaminar por esta onda quando o nosso papel seria de vibração, de oração, de recolhimento, de acreditar que se estamos neste momento vivendo esta violência, porque ela faz parte de um programa maior e que eu tenho um papel fundamental para poder estar modificando tudo isso. Então, a narrativa vai se encerrar dizendo: "Realmente, tio Pedro, você soube superar as adversidades da sua existência e podemos dizer sim que você hoje é feliz". Então, esta mensagem de superação, de uma história que se deu no fato real, que é preciso nós acreditarmos que também temos esta possibilidade de vencer o desafio, de superar os obstáculos, de retirar as pedras que chegam à nossa frente e Parece que tem dias que a nossa frente são pedras e mais pedras, mas será que elas foram colocadas do acaso? Não. E todos aqueles que foram os que colocaram as pedras diante de nós, eles estão sendo apenas os instrumentos para o nosso crescimento, para a nossa libertação. Então, que possamos sair daqui acreditando neste potencial que reside em cada um de nós. Certamente aqui tem muitos tio Pedro e Joanita que passaram e que transitam por experiências difíceis, que em alguns momentos não se acredita na vitória, mas a vitória ela se inicia a partir do momento que nós acreditamos que seremos vitoriosos. Se alguém está ao nosso lado e diz: "Você não vai conseguir". Faça o inverso em sua mente. Alimente a ideia de que você pode, você é capaz e você será vitorioso. A nossa vitória, ela se inicia a partir do nosso pensamento, porque o pensamento é vida. Então, se pensamos de maneira positiva, nós vamos dar vida a esta positividade e vamos atrair o que é bom para nós. contrapartida,

a se inicia a partir do nosso pensamento, porque o pensamento é vida. Então, se pensamos de maneira positiva, nós vamos dar vida a esta positividade e vamos atrair o que é bom para nós. contrapartida, a realidade também vai acontecer do negativismo e precisamos afastar este pessimismo, especialmente nesses dias turbulentos em que estamos a viver. E a mensagem de Jesus é a mensagem de conforto, é a mensagem de consolação, porque foi ele próprio que havia dito, conforme a narrativa do evangelista João, capítulo 16, versículo 33, tenho-vos dito estas coisas para que tenhais paz. No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo. Nós seremos vencedores se trouxermos este mestre para os nossos passos, para que ele seja este hóspede constante em nosso mundo íntimo. Acreditemos no nosso potencial e seremos de fato vitoriosos em nossa experiência corpórea. Porque somos seres espirituais que momentaneamente habitamos o corpo físico e a promessa é de que alcançaremos a plenitude. Jesus nos abençoe, que Jesus nos envolva com o teu infinito amor. Muita paz para todos nós. Nossos agradecimentos a Tânia. Vamos nos preparar então agora para o encerramento da nossa reunião. Vamos à parte prática da doutrina espírita. Convidamos os médiuns passistas da casa para se colocarem ao longo dos corredores para a aplicação dos passes coletivos. Amém. Amém. Senhor e mestre Jesus, nosso incondicional amigo, eis-nos diante da vossa misericórdia. Temos muito a dar, Senhor. Temos muito a transmitir. Dentro de nós. Existe uma energia especial. Essa energia pode ser direcionada àqueles que a querem receber. Através dos passes, nós transmitimos pela nossa vontade os bons fluidos que residem em nós. Esses fluidos, eles são mesclados com aqueles outros do mundo espiritual e se espalha sobre todo o ambiente as energias benfaz espiritual. Assim devemos nos predispor a receber aquilo que os médiuns passcistas aqui se predispõe a nos dar e que os benfeitores espirituais impulsionam em nossa direção.

mbiente as energias benfaz espiritual. Assim devemos nos predispor a receber aquilo que os médiuns passcistas aqui se predispõe a nos dar e que os benfeitores espirituais impulsionam em nossa direção. Desta forma, Senhor, se faz a vossa misericórdia, a quem apelamos para que conduzas esse bom campo produzido por nós ao nosso irmão Divaldo Franco e aquele outros nomes que colocamos na entrada do nosso cenáculo dos encarnados e dos desencar. encarnados fluidifica a água que colocamos para poder absorvê-la, sentir os benefícios para o nosso corpo físico e o nosso corpo espiritual. Ao retornarmos ao nosso lar, conduz-nos em paz. Levando deste ambiente a paz e o amor para os nossos familiares, amigos, companheiros que nos esperam. Abençoa-nos, Senhor. S conosco hoje e por todo sempre. E que assim seja. Nossa gratidão a todos. Muito obrigado. Sigamos em paz.

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