T7:E16 • Jesus e Atualidade • Jesus e Repouso

Mansão do Caminho 13/11/2024 (há 1 ano) 51:42 3,588 visualizações 537 curtidas

No décimo sexto episódio da sétima temporada de "Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis", Cristiane Beira explora o tema do repouso à luz dos ensinamentos de Jesus. Este episódio nos convida a refletir sobre a importância do descanso e do equilíbrio, essencial para a renovação da alma e do corpo, seguindo o exemplo de serenidade de Jesus. Temporada 07: Jesus e Atualidade Episódio 16: Jesus e Repouso (capítulo 16) Apresentação: Cristiane Beira

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana Dian. Hoje falaremos sobre o repouso. O que que Jesus tem para nos ensinar a respeito do repouso? Eu acho que a primeira coisa que nos vem à mente é algo que nega esse repouso, porque nós temos uma imagem de Jesus tão atuante, tão presente, tão trabalhando nos seus limites, das suas forças, que quase que parece uma ofensa a gente imaginar que Jesus descansou, que Jesus repousou. Temos algumas questões mal resolvidas com esse assunto do repouso. Ao mesmo tempo, tem um outro lado nosso que valoriza demais esse repouso. E quantas vezes a gente costuma dizer: "Queria tanto eh ganhar na loteria para nunca mais precisar trabalhar, para poder descansar, repousar, me distrair o resto da vida". Então, Joana foi muito eh foi fez bem pra gente em fazer essa provocação e oportunizando esse essa reflexão a respeito do repouso pra gente tentar entender a sua função, o seu lugar, o seu tamanho, a sua dimensão, quando é que ele deve entrar, quando é que ele acaba nos atrapalhando o progresso. E como é que Jesus lidou com o repouso enquanto esteve aqui? encarnado, andando na nossa terra, nos dando exemplo de como viver bem aqui. Antes da gente entrar em Joana, eu vou trazer algumas ou muitas eh eh muitos textos, tanto do Evangelho, muitos trechos do próprio Evangelho, quanto também da nossa obra básica espírita, eh, para que a gente perceba que, ã, o tema repouso, ele é evangélico, ele é divino, ele é bíblico. o as Sagradas Escrituras já traziam reflexões, propostas de pensar a respeito do repouso. Então, vamos começar por aí. Nós temos, por exemplo, em Gênesis, que conta pra gente o o livro de Gênesis, a história do início eh do nosso planeta, né, do universo, de Deus e de tudo mais, como se fosse um um jeito mitológico, simbólico de explicar que Deus fez a nossa o nosso planeta em sete dias. Enfim, e lá em Gênesis a gente tem o tema do descanso aparecendo do repouso, quando diz assim em Gênesis 2, versículos 2 e 3. E havendo Deus acabado

que Deus fez a nossa o nosso planeta em sete dias. Enfim, e lá em Gênesis a gente tem o tema do descanso aparecendo do repouso, quando diz assim em Gênesis 2, versículos 2 e 3. E havendo Deus acabado no sétimo dia a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou, porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera. Pensa que domingo seria o primeiro dia, então o sétimo dia seria o sábado, que por isso que em algumas religiões esse sábado é sagrado e no sábado se descansa, não se trabalha, né? Os judeus trabalham com esse conceito a partir desses versículos do do do livro de Gênesis, que está lá nas Sagradas Escrituras. Nós temos, por exemplo, em Marcos, quando diz: "O sábado não foi feito para ser um fardo às pessoas, mas para o bem delas e para dar-lhes paz e repouso. Por isso Jesus disse: "O sábado foi estabelecido por causa do homem e não o homem por causa do sábado." Isso está em Marcos 2:27. Nós temos aqui também uma outra provocação, uma outra reflexão a respeito do homem e do descanso. E essa provocação é muito interessante. só ela já dava uma aula inteira e completa, porque eh eh se se propõe aqui eh no no Evangelho de Marcos se propõe uma reflexão a respeito de como está a medida dessas coisas entre repouso, trabalho, como é que o homem encontra, o ser humano encontra o o equilíbrio entre trabalho e descanso. E aí a proposta, o o viés para se olhar para isso, o critério que se analisa a partir desse versículo é: o homem não foi feito para descansar. O descanso é que veio para ajudar o homem. Então aí já é um um termômetro enorme pra gente pensar na nossa vida. Quando a gente vier com esse discurso de que queria ter muito dinheiro para não precisar trabalhar, Marcos está nos propondo aqui, mas esa aí, você não foi criada para não fazer nada, né? O não fazer nada, o descanso, o repouso que foi criado para te ajudar. Então você não tem que viver em função do repouso. O repouso é que existe em

esa aí, você não foi criada para não fazer nada, né? O não fazer nada, o descanso, o repouso que foi criado para te ajudar. Então você não tem que viver em função do repouso. O repouso é que existe em função do que você necessita. Então, por aí a gente já conseguiria elaborar a melhor forma de vivermos nossa vida. Como é que eu tenho que fazer para equilibrar entre trabalhar e descansar, trabalho e repouso? Você tem que pensar o seguinte: você não nasceu para repousar. Então, já começa por aí. Se o repouso fizer muito tempo, tomar muito tempo do seu do seu percurso na terra, se você gastar, investir, usar muito tempo repousando, você inverteu as coisas porque você veio aqui para descansar. Não, você não veio aqui para repousar. Agora, o repouso, sim, ele existe para te ajudar. Então, o repouso entra em alguns momentos específicos. O repouso entra quando nós precisamos eh eh de alguma necessidade específica, que é realmente descansar, é eh resgatar a energia, respeitar os limites do corpo, da mente, da emoção. Então, por aí a gente já consegue imaginar muito bem um caminho para se viver na Terra. Não nascemos para o descanso. O descanso surgiu porque nós precisamos dele em alguns momentos. Ele jamais deveria ser grande o suficiente para tomar o nosso o nosso caminho, para dizer que ai a Cris o que ela faz da vida é descansar. Tá tudo errado, Cris. Acorda enquanto é tempo. Se alguém olhando para mim enxergar que a minha vida, na minha vida prepondera o descanso, significa que eu não entendi qual é a minha função na terra, a finalidade da minha reencarnação. Agora, a Cris nunca descansa. Eu nunca vi um minuto de descanso. Cuidado, Cris. Presta atenção, porque também existe aí algum tipo de desequilíbrio, de exagero, de descompensação, porque você não é um ser supremo que não precisa de nenhum tipo, né, de descanso, de reparação, de resgate, de energia. Então, nossa nossa dúvida é essa, nossa é uma questão existencial. quanto eu devo descansar, onde o descanso deve aparecer, sobre que

enhum tipo, né, de descanso, de reparação, de resgate, de energia. Então, nossa nossa dúvida é essa, nossa é uma questão existencial. quanto eu devo descansar, onde o descanso deve aparecer, sobre que forma a gente deve eh buscar o descanso, que que seria descansar. Temos um outro trecho que eu selecionei também que está lá em Lucas 6 versículos de 6 a 11 e conta assim: "Sucedeu que em outro sábado, eles com o sábado, né, Jesus veio para provocar lá os os hebreus da época que tinham essa questão muito forte, que no sábado não se podia trabalhar e Jesus veio para pôr o povo para pensar fora da caixa." Então conta lá, Lucas conta: "Sucedeu o quê? Em outro sábado, entrou Jesus na sinagoga e a ensinava. Ora, achava-se ali um homem cuja mão direita estava ressequida. Então, tinha uma atrofia da mão direita. Os escribas e fariseus observavam-no, prestando atenção em Jesus, que que ele vai fazer, porque hoje é proibido fazer qualquer coisa, porque é sábado, é dia de descansar. procurando ver se ele faria uma cura no sábado a fim de acharem do que o acusar. Estavam vai Jesus, faz alguma coisa aí pra gente ter o que falar de você, né? Segundo os critérios dele. Mas ele, Jesus, conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem da mão ressequida: "Levanta-te e vem para o meio". E ele, levantando-se, permaneceu em pé. Então disse Jesus a eles: "O que vos parece? É lícito no sábado fazer o bem ou o mal? Salvar a vida ou deixá-la perecer?" Então Jesus trouxe eles um convite à razão. Tem alguém aqui com uma necessidade, é uma questão de de saúde, de cura. Que que vocês acham? Que que a razão diz? O que que a lógica, o pensamento, a consciência diz? Que eu devo ajudar? curar, salvar ou eu devo não e deixar ele morrer e deixar ele sem se curar, porque hoje é sábado. Como se Jesus falasse, gente, pensa, pensa um pouco. Essa cartilha que vocês estão seguindo, ela ela deve ser analisada com mais profundidade. Será que é isso que Deus quis dizer lá em Gênesis que a gente precisa descansar? Será que é uma

ensa um pouco. Essa cartilha que vocês estão seguindo, ela ela deve ser analisada com mais profundidade. Será que é isso que Deus quis dizer lá em Gênesis que a gente precisa descansar? Será que é uma coisa imposta do tipo você é obrigado a descansar? Se você tiver alguma coisa boa para fazer, você não pode? É proibido? Então, Jesus estava chamando atenção de que ali tinha algo a ser eh eh cogitado, né, um pouco maior. E fitando eh e fitando todos ao redor, disse ao homem: "Estende a mão". E assim o fez, e a mão lhe foi restaurada. Mas eles se encheram de furor e discutiam entre si o quanto o quanto ao que fariam a Jesus. Então, ficaram irritados porque Jesus eh desmontou a cartilha, essa coisa engessada. Eu não sei o que eu tô fazendo, mas eu tô seguindo a ordem, que é esse pensamento fechado que a gente fala de manada. Porque um dia alguém falou para você: "Faça, eu faço, eu não sei porque eu tô fazendo, eu não sei o que que onde eu vou chegar, eu não sei quem me levou a fazer isso, eu não sei para que serve o que eu tô fazendo, mas eu tô lá". Então é Jesus chamando a gente, abre a consciência, entenda o que você tá fazendo, por que que você tá fazendo, para que que você tá fazendo, qual o sentido do que você tá fazendo. Se você não souber justificar, se você não souber argumentar o por você está adotando um determinado caminho, porque você está se sujeitando a uma determinada lei, se você não procurar entender, você é só um o quê? Um robô. Você é uma marionete. E essa marionete é sempre interesse do daqueles poderosos que querem manipular o povo. Eles não querem um povo que saiba pensar, que tenha mente crítica, que pergunte: "Por que que eu não posso fazer isso? Por que que você me obriga a fazer aquilo? Eu quero entender o que está acontecendo. E Jesus veio para para libertar essas mentes, para ampliar a consciência, para nos chamar atenção. Pense explicar o que você está fazendo. Se você não sabe, repense tudo. E esses que estavam ali condicionados à forma de interpretar as Sagradas

s, para ampliar a consciência, para nos chamar atenção. Pense explicar o que você está fazendo. Se você não sabe, repense tudo. E esses que estavam ali condicionados à forma de interpretar as Sagradas Escrituras, porque as Sagradas Escrituras elas são simbólicas e muitas vezes se a gente olhar pelo lado literal elas não vão fazer sentido. O Espiritismo vem fazer essa leitura dos Evangelhos de Jesus levando em consideração o que Jesus queria dizer ao contar uma parábola. Ele, Jesus, não veio explicar pra gente como plantar eh uvas quando ele conta do Senhor que tinha lá um vinhedo e que e que precisava de trabalhadores. Ele não veio dar aula pra gente de agricultura, ainda que a gente possa aproveitar até esse lado. Mas o interesse de Jesus era metafórico. Ele estava ensinando a gente como pensar, como pensar. Então, é preciso olhar por esse ponto de vista, senão nós vamos nos tornar fanáticos. a gente vai defender questões que são ilógicas, irracionais, que não fazem sentido e aí a gente se perde porque a gente abre mão do recurso mais importante que Deus nos deu, que é justamente a consciência lógica, a razão, o poder de pensar, de refletir, né, de de filosofar, de compreender a vida e não simplesmente de seguir um dogma, de seguir uma uma cartilha, de obedecer cegamente. sem saber porque faz. Tem mais alguns trechos que eu ainda trouxe. Estamos agora em Mateus 12, versículo 11. Jesus mostrou-lhes quão incoerentes eram ao fazer-lhes esta pergunta: "Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha e num sábado esta cair numa cova, não fará todo o esforço tirando-a dali?" Veja que Jesus tá dizendo, pensa, gente, não faz sentido o que vocês estão falando. Se eu tenho uma ovelha que antes de ser um bem, que para eles era um bem grande, naquela época de escassez de recursos, a ovelha era ela ela era eh fornecia muitas muitas coisas, muitos benefícios para as pessoas, mas era uma vida, era um ser vivo. Imagina um ser vivo cai num num buraco, numa cova. Ai, hoje eu não posso fazer nada para você

ra eh fornecia muitas muitas coisas, muitos benefícios para as pessoas, mas era uma vida, era um ser vivo. Imagina um ser vivo cai num num buraco, numa cova. Ai, hoje eu não posso fazer nada para você porque eu não posso me mexer, porque tá escrito lá que no sábado tenho que repousar, não posso trabalhar, não posso me exercitar. E Jesus estava falando: "Como assim? Qual de vocês que vai ficar assistindo a ovelha cair e você não vai fazer nada para resgatá-la dali?" Tem sentido isso? Isso é repousar. Para que serve esse repouso se ele vai gerar mais prejuízo do que benefício? Qual que é a função do repouso? Então, de novo, é obedecer cegamente uma lei que você não sabe para que serve. Então, você não entendeu para que que serve o repouso. Você não entendeu qual é a função do repouso, né? Então, Jesus tentando chamar atenção e e por isso que ele não era aceito, porque ele queria que pensasse fora da caixa. E quem gosta dessa coisa padronizada, da cartilha, do dogma, não quer que você pense fora da caixa, quer te dar um roteirinho e quer que você obedeça cegamente como uma boa marionete, como uma um um bom um bom ser condicionado. Não ouse perguntar, não. Só vai e faça o que eu te mandei fazer. Isso é amor? O amor liberta. O amor, você quer que a pessoa aprenda para ela fazer o que o que a cabeça dela manda, o que a consciência dela pede. Isso é amor. Agora, se eu quiser que alguém me obedeça, venha atrás de mim e me siga cegamente, eu quero o quê? Um súdito, alguém para eu mandar. Eu quero dominar essa pessoa. Se eu tenho amor de verdade, eu quero que ela cresça e aprenda a pensar sozinha. Então, a gente volta a pensar nesse sistema de governo que predomina. Qual é o governo que quer, que investe para libertar consciências, que investe para fazer as pessoas, os seus, os seus cidadãos, aprenderem a pensar criticamente? E aí a gente vê a intenção, porque a intenção de quem quer fazer o outro pensar criticamente é não ter medo até de ser criticado, é fazer a pessoa ser livre, independente

nderem a pensar criticamente? E aí a gente vê a intenção, porque a intenção de quem quer fazer o outro pensar criticamente é não ter medo até de ser criticado, é fazer a pessoa ser livre, independente e autônoma. Mas se eu te obrigo a pensar do jeito que eu digo que é bom se pensar e não saia da linha e siga essa cartilha, eu não quero que você, eu não estou te considerando como um ser humano que merece se desenvolver de dentro para fora, ampliar a consciência, pensar criticamente. Não. Eu quero alguém que esteja na minha mão, que siga a minha cartilha, que dependa de mim, que não saiba pensar, só obedece. Eu tô te falando o que é certo, siga. Senão eu vou te perseguir, eu vou te censurar, eu vou te execrar, eu vou te cancelar, eu vou fazer o que for preciso para você aprender a lição e não ousar sair fora do que eu te disse para fazer. Isso é alguém que se importa com o outro, que quer libertar o outro, que ama o outro e quer que ele se desenvolva? Não, mas Jesus era um verdadeiro educador que amava e ama a todos nós. Jamais ele teve medo de ser perseguido como foi por estar libertando consciências. Ele pagou para ver porque ele sabia que isso era mais importante do que ele se manter aqui. Eu me manter, se eu me mantiver no lugar onde que eu estou, custa de roubar a consciência do outro. Que sentido que tem? Mas se para eu defender o que é bom, o que é honesto, o que é saudável, o que é nobre, o que é agradável, o que é alinhado com as leis divinas, eu tiver que sofrer e sacrificar algo meu no processo que seja, o bem maior deve-se se preponderar sobre o bem pessoal. Jesus fez isso. Mas raríssimos, poderosos têm essa consciência e aceitam esse essa esse gesto de abnegação e de amor. Eu vou te libertar. Então Jesus estava dizendo para eles, gente, presta atenção. Quer dizer que se cair uma ovelha, eu vou deixar ela morrer, porque hoje é sábado. Não faz sentido isso. Mais um trecho que também está em Mateus, o o versículo seguinte. Eles não puderam responder essa pergunta. Então o Salvador lhes disse:

deixar ela morrer, porque hoje é sábado. Não faz sentido isso. Mais um trecho que também está em Mateus, o o versículo seguinte. Eles não puderam responder essa pergunta. Então o Salvador lhes disse: "Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito nos sábados fazer o bem. Se eu vou atrás da ovelha que caiu no buraco, mesmo que seja sábado, para eu não perder uma vida, imagina a vida de um homem. Então, se tem alguém aqui necessitado com a mão atrofeada, eu posso curar essa mão. Se eu ia resgatar uma ovelha, como que eu não vou resgatar um ser humano que é uma vida maior do que da ovelha? Então, Jesus ensinando pensar. Presta atenção, gente. Vamos usar a lógica, o bom senso. E a gente tem vontade de perguntar assim: "Ah, vocês aí poderosos que estão dizendo que não era para curar a mão desse que está necessitado? E se fosse sua filha? E se fosse sua mão, você pensaria diferente, né? Porque a gente quer que as coisas sejam feitas com o outro. Quando chega pra gente, aí a gente muda um pouquinho a opinião, né? É sempre esse olhar pro próprio umbigo. E mais um último trecho que tem lá em Marcos 6, 31, 32. E e e ele lhes disse: "Vim de vós aqui à parte a um lugar deserto e repousai um pouco". Era Jesus chamando, vem para cá, vamos procurar um lugar calmo, vem para cá e repousa um pouco. Porque havia muitos que iam e vinham e não tinham tempo para comer e foram sós num barco para um lugar deserto. Então Jesus mostra pra gente que ele respeitava o sábado, ele respeitava ou melhor, ele respeitava o repouso, mas ele não respeitava o dogma criado pro repouso acontecer. Ele não respeitava essa cartilha que tinha que o repouso acontecer no sábado. E se no sábado não tivesse cansado? E se eu tivesse cansado na quarta-feira? Não posso trabalhar no sábado e repousar na quarta-feira? Veja que não faz sentido. Então Jesus veio nos mostrar. Sim, é preciso repousar. E Jesus fazia isso ao final de uma jornada de cura, de ensinamentos no final do dia. Muitas vezes nós temos eh eh textos que nos

não faz sentido. Então Jesus veio nos mostrar. Sim, é preciso repousar. E Jesus fazia isso ao final de uma jornada de cura, de ensinamentos no final do dia. Muitas vezes nós temos eh eh textos que nos contam que Jesus falava: "Agora vocês ficam aí, vigem, eu vou subir para ter com meu pai. Eu vou subir para fazer minhas orações. Eu vou subir para descansar minha mente, eu vou subir para me reenergizar, me revitalizar orando, para me reconectar com Deus. Isso tudo é descanso. Veja que Jesus não falava assim: "Bom, eu tô cansado, gente. Eu vou ali na taverna tomar uns uns vininhos". Veja que a gente começa a imaginar o que seria repouso. Que que será que a gente não tem que ressignificar inclusive o que pra gente é repouso? Será que nós não estamos nos desgastando ainda mais na hora do repouso? E a gente volta do repouso mais cansado do que a gente tinha ido? Então Jesus veio sim validar o repouso e Jesus convida, venham, vamos pegar o barco, vamos para um lugar deserto e vamos repousar, porque faz muito tempo, tem muita gente que vai e volta e a gente não tá comendo e a gente precisa respeitar o organismo físico, então vamos descansar. Só que Jesus questionava essa história de dogma, de ritual sem sentido. Então Jesus nunca foi contra o descanso. Agora Jesus questionava o que se entendia por descanso, que era não fazer nada, inclusive não curar, inclusive não ajudar, inclusive não beneficiar, não fazer o bem. E no dia de sábado, então Jesus estava tentando mostrar, gente, vamos tirar essa história de cartilha, de dogma. Vamos entender que é necessário descanso. Quando a gente tiver precisando, a gente se recolhe, mas não tem que ser desse jeito engessado na forma de uma ordem. Tem que ser na fase, na base do bom senso. O que que eu estou precisando? Que tipo de descanso eu estou precisando? E quando a gente pergunta que tipo de descanso eu estou precisando, a gente chega e e toma consciência de que nós somos várias instâncias, temos vários corpos, tem esse corpo material que é uma máquina

quando a gente pergunta que tipo de descanso eu estou precisando, a gente chega e e toma consciência de que nós somos várias instâncias, temos vários corpos, tem esse corpo material que é uma máquina concreta, material. E essa máquina ela precisa de manutenção. Que que seria a manutenção da máquina corpo físico? Primeiro, ela precisa de energia, ela precisa de combustível, que a gente consegue através do alimento e do oxigênio. Ah, acabei de me alimentar. Meu corpo foi e ele teve a ingestão de algo que ajuda a continuar a funcionando, oxigênio. E quando eu bebo água, quando eu ingiro alimentos também eles vão ser processados e transformados em energia para eu conseguir continuar vivendo, andando, falando, carregando, estudando, pensando. Então, existe esse corpo material, que é um corpo que precisa de eh combustível e ele também precisa de descanso. Porque se eu começar a usar o meu o meu o meu braço para carregar coisa, carregar coisa, carregar coisa, ele tem um limite. Chega uma hora que esse músculo ele não vai mais conseguir dar conta. Aí ele precisa relaxar e ficar quietinho para suas fibras se restaurarem, para ele ter um descanso para depois ele poder ser usado de novo. Então esse corpo precisa de manutenção na forma de ingestão de energia de oxigênio e ele precisa também de não fazer nada de vez em quando para recuperar as suas fibras. Então, o corpo físico precisa de repouso, o corpo mental precisa de repouso. Sabe quando a gente fala assim: "Ah, essa máquina esquentou, o o motor do carro ferveu? Essa máquina deu tilte, o computador deu tela azul. Significa que no seu processamento, o seu processamento foi sobrecarregado, deu um overload, ele não deu conta, daí espanou, pifou, ferveu, deu um curto circuito. Nosso, nosso aparelho mental, ele é elétrico. Ele é elétrico. Ele funciona na as sinapses são são feitas, os neurônios, a as correntes nervosas são feitas com base nessa nessa energia elétrica. A gente precisa entender também que o que o a própria mente, o

rico. Ele funciona na as sinapses são são feitas, os neurônios, a as correntes nervosas são feitas com base nessa nessa energia elétrica. A gente precisa entender também que o que o a própria mente, o cérebro precisa de um momento de descanso. Então, da mesma forma, o cérebro precisa de alimento e muitas coisas, o próprio oxigênio e os alimentos que a gente ingere também são usados pelo cérebro e o cérebro também precisa de descanso. A gente sabe quando vai estudar o sono, função do sono no na nosso pra nossa mente, a gente vai ver que é feito uma faxina mental. O cérebro ele descarta aquilo que não vai ser usado. Então é importantíssimo a gente cuidar dessa manutenção, desse cuidado com a mente. Então esse repouso, ele deve ser visto como restaurador. Como restaurador. Eu vou repousar para refazer o corpo, refazer a o cérebro, a mente, refazer a emoção. Tive muito estress, lidei com muitos problemas, passei por muitos apuros. Deixa eu ficar um tempo aqui quietinho, sabe? Vou sair um pouco, vou ver a natureza, vou descansar a emoção. A gente precisa de espaços para restaurar o aparelho físico, mental, emocional, espiritual, psicológico. Então, o repouso é essencial e ele é essencial como função restauradora e não como fruto da preguiça. Ai, queria ficar sem fazer nada porque tudo dá trabalho, cansa, exige, eu queria ficar sem fazer nada. Esse repouso não é repouso. Esse repouso é preguiça. Esse repouso não faz bem. Então é esse repouso que a gente precisa evitar. Tem que ter um equilíbrio. A gente veio aqui para aprender, trabalhar, crescer, agir, ação. Só que o nosso equipamento não é infinito. Ele precisa de espaços para assimilar, para acalmar, para se refazer, para restaurar. Então é é essa vida. Eu vou, trabalho, trabalho, trabalho, descanso um pouquinho. Vou, faço, faço, faço, faço, descanso um pouquinho. Vou, faço ação, ao, descanso um pouquinho. Eu preciso desses ciclos de ação e de repouso. De ação e de repouso. Isso estende minha vida. Isso me faz bem. Bom, vamos entrar então em Joana.

m pouquinho. Vou, faço ação, ao, descanso um pouquinho. Eu preciso desses ciclos de ação e de repouso. De ação e de repouso. Isso estende minha vida. Isso me faz bem. Bom, vamos entrar então em Joana. Jana diz: "Ah, no homem sempre presente um imenso desejo de repousar, espairecer, sair do trabalho, refazer as energias. Um grande número se entrega a trabalhos esfalfantes durante o ano para economizar e realizar o sonho das férias. Labora até a exaustão, assume compromissos para pagar depois a expensa de juros escorchantes no resgate penoso, a fim de gozar alguns momentos, de gozar hoje. Então, ainda não temos consciência desse equilíbrio, ainda pendemos nos exageros. Ou seja, pra gente o trabalho é visto como algo penoso. Ele só serve pra gente ganhar dinheiro para depois poder descansar. Então eu não, eu não, eu eu eu o trabalho pesa para mim, ele é visto como um lugar de quase que uma escravidão, quase que uma punição. Então eu vou e canso e me esgoto no trabalho. Primeiro porque eu vejo o trabalho desse jeito. Eu não estou relaxado no trabalho. O trabalho para mim, eu vou de mau gosto, eu vou reclamando, eu fico lá olhando pro lado negativo, contando as horas para acabar, eu volto para casa falando: "Graças a Deus que eu me livrei". Imagina que peso que é trabalhar num lugar desse. Quando que a gente deveria ir pro trabalho assim, que gostoso. Vamos lá, tem esse projeto. Vamos ver se hoje eu consigo acelerar isso. Vamos ver se hoje vai dar certo aquela negociação. Uh, vamos. Então, isso não me cansa tanto. Mas ora a gente exagera porque a gente enxerga o trabalho como punição, ora a gente trabalha mais do que deveria mesmo. A gente acaba não tendo vida social, não tendo vida familiar, não tendo vida pessoal, porque a gente se torna um work holic, como se diz. né? Um viciado em trabalho. E aí a gente se esgota porque a gente passa do limite. Então ora a gente exagera no trabalho porque trabalha demais ou porque trabalha de mau gosto. Então enxerga o trabalho, vive o trabalho como se ele fosse muito

e esgota porque a gente passa do limite. Então ora a gente exagera no trabalho porque trabalha demais ou porque trabalha de mau gosto. Então enxerga o trabalho, vive o trabalho como se ele fosse muito pesado. E ora a gente exagera no repouso, porque daí também a gente se mata de trabalhar para poder sair para se distrair. E aí acaba se endividando, acaba fazendo coisas e e nunca tá bom. Nunca a gente consegue falar: "Nossa, que bom, a gente tem que buscar esse equilíbrio. Eu volto do trabalho bem, eu volto do repouso bem". Não, a gente volta do trabalho acabado, a gente volta das férias acabado, porque daí vai, faz tudo que não tem direito, tem que aproveitar, aproveitar, aproveitar, ai não posso perder nada, daí volta esgotado, volta doente. Quantas vezes a gente volta doente das sérias? Porque se esgotou. Então, a gente sempre tem essa tendência do exagero. A gente passa dos limites, seja trabalhando, seja descansando. Ã, Joana continua: "Com raras exceções, as viagens são penosas, né? Isso que eu acabei de falar, e as excursões exaustivas. Pouco repouso e muito incômodo. As alegrias e entusiasmos do começo emchecem à medida que passam os dias, substituídos pelo sono irregular, pelas indisposições, pelas horas interérminas de espera em hotéis abarrotados, com serviços deficientes e outros percalços. Eu fiquei aqui lendo e visualizando quantas coisas ao longo da nossa vida a gente não presenciou nas nossas férias. que a gente não viveu. Parece que Joana tava lá assistindo e anotando para depois vir trazer pra gente, né? Então a gente tem essa ilusão. Aí a gente vai se endivida para fazer aquela viagem porque todo mundo faz, então a gente tem que fazer também. Nem sei se é o lugar que eu mais queria ir, nem entendo do lugar onde eu vou, não me preparo, mas tá na moda. Como que eu não vou para Paris? Todo mundo vai para Paris, eu vou também. Às vezes não é meu jeito. Às vezes, se eu fosse fazer uma uma análise, um estudo, eu perceberia que eu preferia conhecer, sei lá, Tailândia do

vou para Paris? Todo mundo vai para Paris, eu vou também. Às vezes não é meu jeito. Às vezes, se eu fosse fazer uma uma análise, um estudo, eu perceberia que eu preferia conhecer, sei lá, Tailândia do que Mas não, eu vou onde todo mundo vai, aí o lugar é caro, eu não tenho onde ficar, não posso gastar muito, daí eu fico num lugar que vai me fazer mal, daí eu brigo com o lugar, aí eu não, aí eu não aproveito porque o lugar tão longe, aí eu arranjo 300 coisas para fazer, porque eu quero fazer tudo para não perder nada nos dias que eu est que eu estou lá. Aí eu não consigo ver nada porque eu tô sempre acelerada pro próximo, pro próximo passeio, pro próximo passeio, não desfruto, aí eu me canso, me esgoto e aí eu fico doente. Então isso é saber repousar, é uma ansiedade, como se a gente quisesse abraçar o mundo, engolir tudo de uma única vez, né? É uma, é uma, é uma ilusão que a gente vai, a gente não vai descansado. Eu vou descansar, eu não sei, vou ficar aqui alguns dias, eu quero conhecer o lugar, eu quero experimentar, eu quero ter tempo, quero ter tempo de olhar como as pessoas são. Quero olhar com cuidado como é a cultura daqui. Quero experimentar, quero pesquisar do lugar, quero conhecer a sua história. percebe que isso é um descanso e ao mesmo tempo é um descanso que enriquece, que faz crescer. Esse é o descanso, o repouso que os espíritos vão nos ensinar. Não é você ficar sem fazer nada e não é você se esgotar no descanso. É realmente você conseguir restaurar as suas energias e ao mesmo tempo aproveitar para crescer enquanto descansa. Então precisa ser muito maduro para entender como se descansa, que que eu preciso pro meu descanso. Às vezes é, eu preciso mesmo não fazer nada. Eu vou deitar aqui, ó. Vou pegar essa varanda, vou pegar esse lugar aqui gostoso. Eu vou deitar e eu vou procurar não pensar em nada. Vou fazer uma meditação para esvaziar a mente. Vou ficar aqui, ó, inerte. Às vezes o que eu preciso é isso. Às vezes eu não preciso disso. Eu preciso de um descanso que me distraia, que eu

ar em nada. Vou fazer uma meditação para esvaziar a mente. Vou ficar aqui, ó, inerte. Às vezes o que eu preciso é isso. Às vezes eu não preciso disso. Eu preciso de um descanso que me distraia, que eu dê um pouco de risada, que eu que eu curta um pouco a vida, porque eu estou vivendo coisas muito melancólicas, depressivas, situações tristes. Então, eu preciso descansar no seu oposto. Eu preciso ir assistir uma comédia, eu preciso sair para dar risada com os meus amigos, para contar casos engraçados. O repouso precisa ter relação com o que eu estou vivendo. Ele precisa vir por causa do que eu estou vivendo. Ele não nasceu para mim. Quer dizer, eu não nasci para ele. Ele é que nasceu para mim. O o repouso vai nascer aqui é um repouso que que é necessário pro que eu estou vivendo nesse momento. Que repouso é esse? É um repouso não fazer nada. É um repouso ir fazer um curso de artes para eu experimentar outras áreas de mim mesma, eu me liberar, liberar as minhas energias. É um, é um descanso de natureza. Eu tô precisando em contato com a natureza recarregar as minhas baterias com o fluido vital que tá ali no no meio do mato, na praia. Esse é o descanso inteligente, aquele que eu analiso o que eu estou precisando e faço nascer o descanso que combina com o que eu estou precisando. Mas a gente não tem um descanso lá, não sei se é o que eu preciso, mas é o que todo mundo tá fazendo, é o que eu quero também. Ah, todo mundo para descansar vai pra balada, vai lá dança e enche a cara e e se acaba de Mas de repente eu vivo uma semana intensa, eu trabalho com organização de eventos, então a minha semana é cheia de música e cheia de altas horas e cheia de muvuca e cheia de o que for. E para eu descansar, eu preciso do seu oposto. Preciso para um lugar que eu fique quieta, que ninguém lembre que eu existo. Eu vou fazer o descanso com base naquilo que eu preciso. Ah, mas todo mundo faz isso, eu vou fazer também. De repente eu tenho um perfil mais introvertido, introspectivo. Eu gosto de conhecer museus, eu gosto de

r o descanso com base naquilo que eu preciso. Ah, mas todo mundo faz isso, eu vou fazer também. De repente eu tenho um perfil mais introvertido, introspectivo. Eu gosto de conhecer museus, eu gosto de conhecer igrejas, eu gosto de aprender a história da humanidade. Ah, não. Que está na moda é, sei lá, um lugar que tem muita gente, muita badalação, muito. Então, mas não tem a ver comigo isso. Eu não vou descansar lá, eu vou para lá, não vou curtir, não é o que me interessa, eu vou voltar acabada, porque aquilo me esgota. Então eu preciso me conhecer para saber que descanso que combina com que eu, quem eu sou e com o momento que eu estou vivendo. Porque tem períodos da vida que a gente precisa descansar energizando. Deixa eu dar um pouco de gás para mim, porque eu tô muito, né, muito, muito para baixo na minha vida. E tem hora que eu estou muito agitada. Eu preciso de um descanso que me faça acalmar. O descanso tem que ser funcional para nossa vida. Ele não é por si só alguma coisa que a gente tem que correr atrás e todo mundo vai para o mesmo lugar, fazer a mesma coisa do mesmo jeito, no mesmo tanto, né? Então a gente, muitas vezes a gente usa esse descanso como uma entidade sozinha que a gente tem que correr atrás dela. Não, ela tem que ser gerada a partir do momento que a gente vive, de quem a gente é. Então é uma ilusão que a gente tem e aí a gente acaba sendo arrastado por esses modismos ou até pelas nossas próprias paixões. Porque pode ser que eu goste muito de uma coisa super agitada, mas eu sei que aquilo me faz mal, aquilo não me faz descansar. Então eu posso fazer aquilo de vez em quando porque eu curto fazer, mas eu preciso dar atenção para mim também e me disciplinar a fazer o descanso que eu preciso fazer. Então, se eu sou uma pessoa, por exemplo, que vive muito agitado, o dia a dia é muito agitado, muita coisa, muita coisa, a mente tá assim, mas eu adoro também uma festa no final de semana e aquela e e a badalação. E aí, e aí eu vou ter que achar o meio

uito agitado, o dia a dia é muito agitado, muita coisa, muita coisa, a mente tá assim, mas eu adoro também uma festa no final de semana e aquela e e a badalação. E aí, e aí eu vou ter que achar o meio termo, porque se eu viver assim dia de semana e assim, final de semana e assim dia de semana, eu vou entrar numa estafa. Então eu vou negociar comigo, falar: "Cris, vamos ficar quietinho esse final de semana, vamos cuidar da alimentação, vamos fazer meditação". No outro final de semana a gente sai para essa curtição, mas vamos equilibrar. Isso é se cuidar. Isso é promover para si o que é necessário para você prolongar seus dias, para você fazer melhor uso desse recurso desses corpos, para você não antecipar o nosso retorno, porque a gente esgotou esse recurso, porque não soube cuidar. Vamos lá, continuando então com Joana. A preocupação com trages, aparência, o tormento das compras, das novidades, das lembranças exaurem o sistema nervoso que se desgoverna gerando irritação e mau humor. E quando a gente vai então para uma viagem e daí a gente tem, sei lá, 20 pessoas que são importantes, muito importantes na nossa vida, a gente vai ficar uma semana no lugar e a gente tem que trazer presentinhos, lembrancinhas para essas 20 pessoas. E aí a gente não tem como curtir, porque você tá lá com uma lista, né? Ai, não comprei nada para fulano, meu Deus do céu, e agora? Tá acabando os dias, eu não tô achando nada, daí você compra qualquer coisa só para dizer. Veja como a gente se atormenta, como existe expectativa e às vezes nem é só nossa, porque o outro lado também se a gente não trouxer fica ofendido, fica magoado, faz uma interpretação que esqueceu da gente. É uma escravidão. Ou seja, a gente vai viajar para relaxar, distrair, descansar e a gente se escraviza. Aí fica lá atormentado porque tem que comprar isso, porque tem que fazer. Ai, fulana falou que se eu não, eu preciso ir em tal lugar. Mas não vai dar certo. Daí eu tenho que ir. E a gente fica numa ansiedade para cumprir as expectativas.

comprar isso, porque tem que fazer. Ai, fulana falou que se eu não, eu preciso ir em tal lugar. Mas não vai dar certo. Daí eu tenho que ir. E a gente fica numa ansiedade para cumprir as expectativas. Tanto que muitas vezes depois que a gente viajou um tanto de tempo fazendo isso, chega uma hora que a gente fala: "Ah, não, dessa vez eu não quero ter hora para nada. Eu não quero ter compromisso agendado. Eu não quero ter expectativa de que eu vou ficar levando coisas. Eu já aviso, não vou trazer nada para ninguém, nem criem expectativas. Eu quero ir lá e simplesmente viver e estar. Eu vou me deixar acordar na hora que eu tiver vontade. Eu vou passear olhando as coisas. Eu vou comer se eu quiser. Eu vou descobrir as coisas. Aí a gente aprende um relaxar dentro dessa viagem. Não precisa ser esse estresse que Joana está dizendo, que a gente acaba fazendo, né? Às vezes a gente viaja e fica preocupado com roupa, né? Porque como é que eu vou tirar foto para pôr no Instagram? Então eu tenho que estar com o meu chapéu, com meu tudo isso. A gente rouba descanso. Eu podia estar lá relaxada, leva meia dúia de coisas o suficiente para você tá bem ali, não. Eu vou com três malas porque eu tenho que fazer o look de cada dia. Nada contra. Às vezes tem pessoas que conseguem relaxar fazendo isso. Mas vamos pensar se é o nosso caso ou não. O meu caso não seria. Eu me estressaria se eu tivesse que ficar fazendo look, combinando. Então que gostoso. Você viaja com pouca coisa, não tem que tomar conta de um monte de coisa, não tem que carregar tanta mala, as coisas fluem. Ah, não, mas eu para mim, se eu for viajar assim, eu eu volto mais estressada. Então, mas é importante a gente se conhecer quem é você. Se você é essa, OK, o problema é a gente estar seguindo padrões que não combinam com a gente só porque todo mundo faz. Então, estou sempre reforçando, o descanso nasce a partir da nossa necessidade, não do que está na moda, do que ganha curtida no Instagram, de mostrar para todo mundo, porque aparência conta

undo faz. Então, estou sempre reforçando, o descanso nasce a partir da nossa necessidade, não do que está na moda, do que ganha curtida no Instagram, de mostrar para todo mundo, porque aparência conta muito, porque todo mundo tá fazendo, porque eu quero ser mais um dos que foi para Dubai, seja lá para onde for, né? Às vezes o o descanso não é nem viajar, é que viajar hoje está muito em alta e Joana está falando das viagens, mas às vezes eu descansar e ficar em casa, porque a gente corre tanto que não fica em casa, não curte a casa, por exemplo. O descansar é é fazer crochê, que nem eu fazia quando eu era menina, nunca mais tive chance de fazer. Aí eu vou atrás de procurar a linha, de procurar agulha para eu poder voltar isso. Ai que gostoso, eu relembrei. Isso é um descanso. Tô lá trabalhando, tô lá produzindo, mas é um descanso porque não tenho pretensão, não tenho meta, não tenho hora para acabar, não é uma atividade que eu faço tanto, então eu tô curtindo, é novidade, eu gostei, eu dei risada, eu relembrei, eu descansei e ao mesmo tempo eu me enriqueci. Esse é o melhor repouso. Esse é o dos espíritos. Quando os espíritos falam que eles descansam trocando de atividade, né? A gente já ouviu falar disso. Eles não precisam dormir, ficar inerte sem fazer nada. Então eles descansam trocando de atividade. Eles estão trabalhando no atendimento aos necessitados. Aí eles vão descansar e vão eh eh participar de alguma reunião, participar de algum grupo de estudo ou vão paraa natureza, observar a natureza, os animais, as aves ou e aí por aí vai. Então, os espíritos descansam trocando de atividade. A gente descansa trocando de atividade. Às vezes a gente trabalha muito em escritório, no final de semana a gente vai jogar, hoje em dia tá na moda, bit tênis, a gente sai de lá suando, acabado, ao mesmo tempo descansado, porque descansou a mente que ficou trabalhando no escritório a semana inteira e cansou o corpo que estava lá parado e ficando enferrujado. Então, a gente mudou de atividade,

ao mesmo tempo descansado, porque descansou a mente que ficou trabalhando no escritório a semana inteira e cansou o corpo que estava lá parado e ficando enferrujado. Então, a gente mudou de atividade, a gente cansou uma coisa e descansou outra. A gente trouxe equilíbrio. A mente muito agitada durante a semana descansou no final de semana. O corpo muito parado, sedentário durante a semana agitou durante o final de semana. eu conseguir equilibrar corpo e mente. Então, é preciso planejar, elaborar, pensar a respeito. Joana continua: "Toda mudança de atividade, ó, acabei de falar, toda mudança de atividade faculta a renovação de energias e dá novas motivações. Um bom balanço de labores define quais as opções, quais as opções de que se dispõe como alternativas para o bem-estar". Então, o que que Joana disse aqui? Aquilo que eu acabei de falar. Às vezes eu só preciso mudar de atividade e mudar de atividade fazendo um balanço para ver o que tava exagerado na minha vida e o que tava faltando na minha vida. Então, eu trabalho muito com o corpo. Semana inteira eu trabalho com o corpo, com o corpo, com o corpo. Final de semana eu vou relaxar. Eu vou ficar esticada na frente do mar, olhando por do sol. Eu vou ler, eu vou, seja lá o que for, eu vou exercitar a mente e descansar o corpo. Eu vou sempre procurando um balanço. Uma coisa precisa compensar a outra. Agora, se eu trabalho a semana inteira com o corpo, uso o meu corpo mesmo fisicamente, o final de semana eu vou jogar futebol de manhã e jogar não sei que à tarde, cadê o descanso desse corpo? Então, precisa sempre desse balanço. O trabalho é lei da vida tanto quanto é o repouso. Repouso também é lei da vida. Este, o repouso, porém, não é paralisação, ociosidade e nem corrida de busca por coisa nenhuma. Então eu lembrei lá no livro dos espíritos, tem todo um tratado que fala sobre o trabalho. Tem um capítulo que é da lei de trabalho e lá a gente percebe que o trabalho é um laboratório pra gente, não é escravidão, punição. Ai

vro dos espíritos, tem todo um tratado que fala sobre o trabalho. Tem um capítulo que é da lei de trabalho e lá a gente percebe que o trabalho é um laboratório pra gente, não é escravidão, punição. Ai Deus condenou a gente a trabalhar porque Adão e Eva comeram a maçã. Agora você vai viver do fruto do seu trabalho. Mas isso não é condenação, isso é crescimento. Isso é Deus falando. Ah, então se vocês já têm imaginação para morder o que não deveria ter mordido, vocês já têm condição de viver por si próprios. Isso é seu filho cresceu. Quando eu falo pro meu filho, filho, você já tem idade e condição para arranjar um emprego e se sustentar, eu não estou punindo ele. Agora vá embora e viva com a sua própria, as suas próprias custas. Não é uma punição, não é um castigo, é uma valorização. Filho, tô tão feliz que agora você não precisa mais de mim. Você não é mais dependente. Você pode ser independente, autônomo. Você é capaz de providenciar para você o que antes era eu que fazia. Do mesmo jeito que eu providencio para mim, filho, eu fico feliz de saber que você cresceu e hoje você vive com seu próprio esforço. É isso que Deus fez quando ele falou no mito do Adão e Eva: "Agora vocês vão ganhar a vida com esforço". Mas a gente faz uma leitura diferente. Por quê? Porque a gente é ainda preguiçoso e queria estar lá no paraíso, deitadinho, sem fazer nada, com tudo caindo do céu. Mas isso é um estado infantil. Quem que recebe tudo caído do céu? O bebê. O bebê, a infância, a primeira infância. A gente quer retroceder. O adulto não. O adulto é ele que produz, é ele que faz, ele que conquista, ele que gera, né? Então, Joana está dizendo aqui pra gente isso. E o livro dos espíritos também nos ensina que o trabalho ele faz crescer, ele não é castigo, ele não é punição. É por é por onde a gente vai se desenvolver. Quanto que a gente não aprende dentro do trabalho, lidando com pessoas, tendo que desenvolver, fazendo o curso, aprimorando e a competição e tem que crescer. E nós a gente se desenvolve

e desenvolver. Quanto que a gente não aprende dentro do trabalho, lidando com pessoas, tendo que desenvolver, fazendo o curso, aprimorando e a competição e tem que crescer. E nós a gente se desenvolve muito, né? Continuando, copo repouso, entenda-se tranquilidade interior, recuperação de forças, conquista de otimismo, estar de bem com a vida. É isso que é repouso. Então é tranquil. Ai, pronto, relaxei, tô mais calma, recuperei as forças, tô ai, descansado, que gostoso. Tô mais alegre, otimista, ai que bom. Agora eu tô disposta de novo começar minha labuta. Estou de bem com a vida. Isso significa eu descansei. Se eu não, se eu não cheguei nesse ponto, eu não descansei. Eu fui pro lazer e voltei mais cansada. Se eu voltei com a mente cheia de coisa, cansada, que descanso foi esse? O descanso deve me levar a esse estado de alegria, de otimismo, de relaxamento do corpo, de esvaziamento da mente. Isso é descanso. proporcionar-se relaxação, leitura agradável, esporte sadil, convivência com pessoas experientes, joviais, alegres, sem ruídos, viajar em calma para tomar contato com outros lugares, costumes, indivíduos, sem pressa, constituem método eficaz para um bem utilizado repouso. Agora, Joana nos dando exemplo de como a gente pode repousar bem. Esporte sadio, leitura agradável, convivência com pessoas legais, viajar com calma, conhecer coisas novas, né? Igualmente, meditar no próprio lar, orar, buscando sintonia com as nascentes do pensamento superior, confraternizar com os sofredores, né? Praticar a caridade, confortando-os, ajudando-os a serenar-se, escutando melodias de profundo conteúdo emocional. São recursos valiosos e técnicas de repouso que podem ser aplicados em qualquer lugar nas horas possíveis. Então isso é repousar, isso faz bem, isso gera otimismo, isso esvazia a mente, isso energiza o espírito, né? Então, a gente precisa sim fazer uma leitura de si mesmo para escolher dentre esses monte de opções que Joana deu, o que que nos faria melhor. É estar na companhia dos

e, isso energiza o espírito, né? Então, a gente precisa sim fazer uma leitura de si mesmo para escolher dentre esses monte de opções que Joana deu, o que que nos faria melhor. É estar na companhia dos amigos rindo com pessoas alegres? É estar quieto em casa fazendo uma meditação porque eu ando com a mente muito agitada, tô distante de Deus. Eu preciso saber fazer uma leitura do que eu ando vivendo para saber o que me falta, o que me sobra e o que eu vou buscar. Isso é planejar o próprio repouso. Basta, e aí Joana diz, basta entrar no quarto, entre aspas, simbólico, né, em si mesmo, fechar a porta e conversar com Deus, conforme ensinou Jesus ao referir-se à técnica da oração. O quarto é o mundo íntimo, a porta é o acesso ao exterior. Nesse lugar silencioso, ouvirás a Deus. Então, Joana termina dizendo que nenhum descanso é maior do que aquele quando a gente se projeta no colo de Deus, relaxa e descansa. Nesse momento da conexão com Deus, dessa entrega, dessa fé, dessa confiança no Criador, esse momento desse dessa oração e dessa entrega é onde nós mais refazemos as nossas energias. Então fica aqui o convite pra gente rever a forma como estamos descansando, repousando, analisando a própria vida para saber o que precisamos fazer para compensar essa balança, enxergando o trabalho com gratidão porque ele nos faz crescer, aproveitando os momentos de relaxamento, de repouso, mas não vivendo em função deles. E nunca se esquecer de que o principal repouso é o colo de Deus. Obrigada pela atenção. Até a semana que vem, se Deus quiser.

Mais do canal