T7:E12 • Jesus e Atualidade • Jesus e Responsabilidade
Neste episódio da série Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, Cristiane Beira explora o capítulo 12 do livro Jesus e Atualidade, abordando a importância da responsabilidade em nossa vida, à luz dos ensinamentos de Jesus. Acompanhe essa reflexão profunda sobre como assumir compromissos e escolhas com equilíbrio, discernimento e espiritualidade. Temporada 07 - Jesus e Atualidade Episódio 12 - Jesus e Responsabilidade (capítulo 12) Apresentação: Cristiane Beira
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angângel. Para fazermos nossa reflexão hoje a respeito da responsabilidade. O tema de hoje é Jesus e responsabilidade. gostaria de começar resgatando, relembrando o conceito de projeção pra psicologia analítica, pra psicologia que Joana de Angeles também adota. Nós usamos o o o a expressão projeção e e é fácil de de imaginarmos, né? É algo que a gente está projetando daqui para lá. Então, nós usamos o conceito de projeção para eh eh se relacionar com aquilo que nós associamos, que nós descrevemos, que nós projetamos no mundo de fora. Então, imagina um projetor, um projetor de filme, a película, o filme está dentro do aparelho, né? Então, todas as cenas, toda a dinâmica, toda a história, todo o movimento está ali dentro do projetor. Mas o projetor ele transfere aquilo que está lá dentro, mostrando uma imagem lá fora. Então, o projetor, vamos imaginar que o projetor tá aqui, ele está projetando numa parede, numa tela, no cinema. Hoje a gente sabe que tem outras tecnologias mais aprimoradas de não projeção mais, mas vamos lembrar do do projetor. Então o projetor tá aqui, a película está dentro dele, então a causa, a origem está dentro do projetor. Aquilo que a gente assiste na tela do cinema é algo que foi projetado, é uma imagem que está sendo espelhada. Ela não está lá fora. Lá fora eu estou vendo, mas a imagem mesmo, a película está dentro do projetor. Então é esse o conceito. Aquilo que eu vejo lá fora, eu estou vendo fora, mas aquilo habita dentro. numa linguagem simples, bem para nós leigos, seria isso. A projeção psicológica são conteúdos que estão dentro, mas que eu projeto fora, vejo fora, acho que está fora. Então, se eu chegar no cinema e perguntar, sei lá, para uma criança, a imagem tá lá na tela do cinema e eu perguntar para ela, para essa criança: "E onde está? a a película, onde está o filme? Provavelmente a criança vai falar: "Está lá na tela. O filme está lá. Eu estou vendo a imagem lá, mas não. O filme está
ntar para ela, para essa criança: "E onde está? a a película, onde está o filme? Provavelmente a criança vai falar: "Está lá na tela. O filme está lá. Eu estou vendo a imagem lá, mas não. O filme está armazenado no projetor e o projetor está deixando a gente ver uma imagem dele. O projetor, o projetor está mostrando o que tem dentro dele. O ser humano quando olha para fora e enxerga as coisas lá fora, ele está projetando o que tem dentro dele. Não é à toa que Jesus falou, a boca fala do que está cheio o coração. Ou Jesus falou, procure o tesouro que você tá seguindo na vida e você vai encontrar o que tem dentro de você. Então aquele tesouro que me encanta lá fora, ele me encanta. Eu estou vendo ele fora porque ele faz associação, ele tem sintonia com o que eu carrego dentro. Eu posso, por exemplo, pegar uma pedra e falar para vocês: "Essa pedra é preciosa, ela é a eu não posso perder essa pedra, ela é misteriosa." E alguém vai falar assim: "Cris, que que é essa pedra? Eu não tô nem aí com essa pedra. Joga fora essa pedra". Ué, essa pedra é preciosa ou não é preciosa? Não é ela a questão. A questão é como que eu transfiro para ela o meu valor. Se para mim ela tiver uma história, for uma pedra que uma vez quando eu estava com meu pai caminhando, eu peguei essa pedra e nesse dia ele me pegou no colo e me falou e me contou a história. Isso para mim tem um significado gigante. Eu projeto na pedra o valor que ela tem. A gente diz assim: "Não, o ouro é precioso pro mundo inteiro, porque o mundo inteiro dá valor pro ouro." O dia que todo mundo fala assim: "Ninguém tá nem aí mais com ouro, ninguém quer mais o ouro, ninguém mais projeta valor na na pepita de ouro, ele passa a ser barato. Ele só é caro porque todo mundo projeta um valor nele. todo mundo quer, todo mundo valoriza. E a gente faz isso na questão psicológica e emocional. Então, por exemplo, outro dia eu vi uma pessoa dizendo assim: "Fulana não gosta de mim". E eu olhando de fora, porque de fora também é mais fácil pra gente enxergar.
a questão psicológica e emocional. Então, por exemplo, outro dia eu vi uma pessoa dizendo assim: "Fulana não gosta de mim". E eu olhando de fora, porque de fora também é mais fácil pra gente enxergar. É duro quando a gente tá envolvida no no esquema, na situação, né? Mas eu olhando de fora, conhecendo as duas pessoas, convivendo com as duas pessoas, eu enxerguei diferente. E eu disse: "Nossa, eu não vejo isso". Pelo contrário, eu comecei a trazer eh eh argumentos. Lembra daquele dia? Ai, uma vez eu tava conversando com ela, ela me falou de você desse jeito, tão carinhoso. Ou seja, eu estou vendo a situação de um jeito diferente de como a pessoa que diz fulana não gosta de mim está vendo e qual é a realidade? Fulana gosta dela ou não gosta dela? Pode ser que a gente, as duas estejamos erradas. Pode ser que a fulana venha e explique de uma outra forma. Ah, não é questão de gostar de não gostar. é que ela foi importante para mim no passado, porque ela me ajudou. Nós não sabemos. A verdade é que quando nós vamos descrever uma situação, um acontecimento, nós temos, na verdade, a projeção do que nós vemos na forma que nós descrevemos. Por isso que a gente diz, sempre tem entre dois, entre uma briga de duas pessoas, três verdades. Tem a verdade de um, tem a verdade do outro, do adversário, e tem a verdade que só Deus vai saber qual é, porque é uma verdade que precisa contemplar tudo, levar em consideração o que esse pensa, o que aquele pensa, o que esse quer, o que aquele quer, o que aconteceu, o que que será capaz de dar, o que que será capaz de receber, que a gente não acessa. Então, a gente já costuma dizer que quando tem uma briga entre duas pessoas, tem três verdades. É uma forma da gente dizer. A primeira verdade é a projeção da primeira pessoa. É como ela viu, é ela abrindo o projetorzinho e e projetando. Ah, fulano falou isso para mim, onde já se viu, ele depois não sei das quantas, ele tinha que ter me pedido desculpa. Eu projetei uma história na tela. É a minha
brindo o projetorzinho e e projetando. Ah, fulano falou isso para mim, onde já se viu, ele depois não sei das quantas, ele tinha que ter me pedido desculpa. Eu projetei uma história na tela. É a minha história. Saiu de dentro do meu projetor, da minha mente, da minha consciência, do que eu sou capaz de ver. E eu projetei lá fora toda uma situação. Aí eu vou perguntar pro outro e o outro descreve uma outra projeção. Não, não tem nada disso não. Pelo contrário, eu é que cheguei primeiro, conversei com ela, mas ela não me deu bola. e conta uma outra versão. E se você é uma terceira pessoa, você fica perdido, porque as duas são coerentes, as duas estão falando a verdade, estão sendo sérias, estão sendo honestas e você não sabe qual que aconteceu exatamente por conta dessa projeção. Porque nós olhamos pro mundo a partir do que nós carregamos, né? Me fala o que tem no seu coração que eu falo o que que você tá procurando lá fora. Me fale o que você procura lá fora que eu digo que tem no seu coração. Então, a forma como eu vejo as pessoas ou às vezes a gente fala assim: "Nossa, fulano falou com você de um jeito tão seco, você não ficou chateado?" E a pessoa fala: "Não, nem percebi não, não foi seco. Imagina o jeito dele. Não vou ficar chateado por esse fulano é meu amigo de tanto tempo. Veja como que pode uma pessoa contar uma história e a outra contar uma história totalmente diferente da mesma situação, vista no mesmo momento? Então isso mostra pra gente o quanto o mundo lá fora que a gente descreve nada mais é do que o meu mundo interno projetado no mundo externo. Por isso que hoje a gente fala muito de física quântica, de mecânica quântica. E na me na física quântica, eles falam que o olhar do observador determina o objeto observado, né? Então, eu não sei qual é a realidade. Eu só vou saber a realidade a partir do momento em que um ser humano observou essa realidade. Que que que que os os quânticos estão dizendo? Eles estão dizendo que o observador participa da observação nesse sentido.
a realidade a partir do momento em que um ser humano observou essa realidade. Que que que que os os quânticos estão dizendo? Eles estão dizendo que o observador participa da observação nesse sentido. Isso aconteceu ou não aconteceu? Ninguém vai saber, porque sempre a gente vai ter a interpretação de alguém que viu, mas ele vê a partir do que ele carrega. E na física quântica, eles têm experimentos. Sabe aquela história de que a luz pode ser tanto onda quanto partícula? E eles fazem aquele experimento de uma caixa. E se eles colocam a caixa e colocam uma caixa vedada e eles vão projetar a luz e eles colocam um furo nessa caixa, a luz ela vai se comportar de acordo com o experimento. E ela pode ser tanto uma onda quando ela pode ser partícula. Ai, na nossa cabeça isso a gente nem entende, não. Eu não entendo nada. Eu estou reproduzindo o que eu já li, mas não consego, não consigo entrar na minha cabeça. Como é que a luz ela muda? Luz é luz. Pois é. Nós estamos começando a desvendar, a tirar a venda dos nossos olhos, a desvendar as leis que a gente ainda não conhecia. E uma grande lei que vai ter a ver com a nossa conversa de hoje é a respeito dessa interpretação da realidade. Então, quando eu contar uma história do que aconteceu semana passada, quando eu estava no supermercado e eu falando: "Nada mais é do que eu projetando no meu cinema, na minha tela, a minha história. Ai, eu encontrei com uma amiga da infância, no supermercado e não sei das quantas. Eu eu projetei, saiu da minha cabeça, saiu do que eu vi, do que eu senti, do que eu pensei. É meu esse conteúdo, não é a realidade. Porque pode ser que se você escutar a mesma descrição vindo da minha amiga de infância que estava comigo no supermercado, ela projete a partir dela um outro filme e você diga: "Mas pera aí, Cris, o que aconteceu foi isso ou aquilo?" Porque você falou uma coisa, parece que ela falou uma outra um pouco diferente. Pois é, porque a gente não é capaz de descrever a realidade. A gente é capaz de descrever como nós vemos
sso ou aquilo?" Porque você falou uma coisa, parece que ela falou uma outra um pouco diferente. Pois é, porque a gente não é capaz de descrever a realidade. A gente é capaz de descrever como nós vemos aquilo que a gente entende por realidade, mas sempre vai sair do que nós somos capazes de ver. E isso é difícil de entender, mas muda tanto nossa nosso ponto de vista, porque a gente abaixa um pouco a nossa bola, a nossa crista. E quando a gente fala assim: "Ah, fulana não gosta de mim, eu mesma vou me criticar e vou dizer: "Cris, essa é sua história, nada mais. Essa é sua interpretação. Isso que você tá enxergando como realidade é seu filme, é você projetando. Pode ser que você tenha baixa autoestima, pode ser que você seja mais ã mais sentimental, goste mais de de contato e essa pessoa não. Então você interprete que como ela não te abraçou é porque ela não gosta de você, mas talvez seja achou só o jeito dela. Eu começo a questionar as minhas histórias para eu não ser a dona da verdade. Quantas vezes a gente briga com alguém porque a gente é dono da verdade e ele também é. E a gente é dono da verdade da nossa. Só que se a gente entendesse que a nossa verdade é tão verdadeira quanto a verdade dele, a gente se desarmasse e falasse: "Ah, eu n eu não vi por esse ponto de vista, porque o meu projetor não projetou essa história que a sua, que o seu projetor projetou". Então vamos validar as duas histórias. Deixa eu contar para você o que eu vi. Você conta para mim o que você viu. Eu conto para você o que eu pensei, o que eu senti. Você conta o que você pensou, o que você sentiu. E a gente tenta entrar no acordo. A gente resolveria. A gente briga muito porque a gente não admite que aquilo que eu estou dizendo que aconteceu é só a minha verdade, porque a gente enxerga aquilo como verdade verdadeira e a gente não entende. Como que o fulano não entende o que eu tô falando? Eu vi, eu estava lá e a gente fica inconformado porque o fulano tem que entender. Mas, mas é isso. O projetor dele
verdadeira e a gente não entende. Como que o fulano não entende o que eu tô falando? Eu vi, eu estava lá e a gente fica inconformado porque o fulano tem que entender. Mas, mas é isso. O projetor dele focou em outro ponto, projetor dele interpretou de um outro jeito. Então, a vida ela é essa projeção. E na psicologia a gente usa isso pro autoconhecimento. Então, se eu chego, por exemplo, numa sessão de análise de terapia e eu digo assim pra analista, pr pra terapeuta: "Ah, ã, o jeito do meu colega de trabalho me irrita profundamente." E aí a analista vai perguntar: "É por que o que que nele irrita você?" Ah, ele é muito soberbo. Nossa, ele fala como se ele fosse sempre o sabichão. Aí a analista vai trazer isso para você e vai falar: "Ai, que legal! Olha que dica boa a gente tem. Vamos falar sobre esse tema. Deixa fulano quieto na vida dele e vamos trazer isso para você. Vamos tentar achar em você esse soberbo. E aí a gente vai falar: "Não, imagina, eu tô falando para você que isso me incomoda. Eu não sou assim. Eu não suporto gente que é assim". E aí a gente começa a nossa terapia. A gente vai ter que descobrir, cadê o soberbo em nós. Porque se ele saiu de mim e eu vi no outro, é porque ele está aqui dentro. Eu projetei o soberbo no meu colega de trabalho. Ah, mas eu não sou assim. Pode ser que eu não seja mesmo. Pode ser que eu esteja reprimindo tanto esse soberbo, porque ele me causa tanta aversão que eu encapsulei ele, eu enjaulei ele. Ele tá lá no meu inconsciente profundo preso dentro de uma masmorra. Eu reprimi o meu lado soberbo de tanto que no meu julgamento ele é inadequado. Eu não quero ser soberbo. Então o que que eu faço com ele? Eu acabo vendo nos outros porque eu tô vigiando a soberba. Ela não pode sair de mim. Ela não pode sair de mim. Eu tô, o meu radar tá assim, ó, t pesquisando onde estão as os soberbos, porque eu tô vigiando a minha para ela não escapar. Quando eu vejo nos outros é uma projeção e me irrita, porque é como se eu falasse inconscientemente: "Tô
ó, t pesquisando onde estão as os soberbos, porque eu tô vigiando a minha para ela não escapar. Quando eu vejo nos outros é uma projeção e me irrita, porque é como se eu falasse inconscientemente: "Tô fazendo um baito esforço pro meu lado soberbo não aparecer porque eu não acho ele bom e você fica aí pondo ele para fora na boa, que irritação que isso me dá." Isso é um fenômeno típico de projeção. Aquilo que me incomoda muito no outro, provavelmente é um conteúdo que está reprimido em mim e é terapêutico. Faz bem para mim eu trazer essa projeção de volta. eu recolher essa projeção e passar a analisar a mim mesma para tentar descobrir cadê ele em mim, porque ele está em mim, senão ele não teria saído projetado no outro, senão eu não teria visto. Sabe quando a gente fala assim: "Nossa, você viu a fulana? Aposto que ela tava tentando tirar proveito". E a gente fala assim: "Não, eu não vi". Por que que eu não vi minha amiga viu? Porque eu não tenho isso para projetar. Então eu não percebi, isso não me foi relevante. Isso para mim não destacou, tá bem resolvido em mim. Mas se a fulana ficou encrescada com aquela lá, porque onde já se viu, ela tem isso ainda dentro dela perturbando, ainda é um complexo, ainda é inconsciente. Então eu espero que eu tenha trazido aqui um de um jeito simplificado esse conceito tão difícil. E ele é difícil, ele é difícil de entender porque parece que pra gente não faz sentido aquilo que eu vejo fora falar que saiu de mim, não, eu tô vendo lá fora. Ou aquilo que me irrita no outro, falar que tá em mim. Nossa, que raiva que dá. Não tá em mim, tá só no outro. É difícil da gente engolir e e é difícil da gente entender mesmo esse mecanismo, né? Mas ele é revolucionário quando a gente aceitar que a gente projeta e aquilo que a gente vê fora não necessariamente é toda a história, mas certamente é a minha história projetada. Eu me liberto de um monte de coisas. Por quê? Porque eu eu mesma passo a me criticar. E quando eu enxergar uma coisa, eu critico. Não, Cris, não é bem
ria, mas certamente é a minha história projetada. Eu me liberto de um monte de coisas. Por quê? Porque eu eu mesma passo a me criticar. E quando eu enxergar uma coisa, eu critico. Não, Cris, não é bem assim. Pode ser que tenha outra versão. Isso facilita tanta vida. Quantas vezes a gente vai estar chateado com com alguma coisa e a gente critica e a gente fala assim: "Mas será que é bem isso? Será que não foi só eu que vi desse jeito? Será que não tem uma outra interpretação?" Isso amplia, isso me dá liberdade de ressignificar a história, de ouvir de um outro ponto de vista. Então, é realmente libertador, apesar de ser difícil da gente reconhecer os fenômenos de projeção. Por que que eu estou trazendo? até tinha selecionado um trecho do Jung, que é o Gustavo Jung, né, o o no livro A natureza da Psique, ele diz assim: "Todos os conteúdos do nosso inconsciente são constantemente projetados em nosso meio ambiente e só na medida em que reconhecermos certas peculiaridades dos nossos objetos como projeções, como imagens, é que conseguimos diferenciá-los dos atributos reais desses objetos. Mas se não estamos conscientes do caráter objetivo da qualidade do objeto, não temos outra saída se não acreditar plenamente que esta qualidade pertence realmente o objeto. Da mesma forma que nos inclinamos a supor que o mundo é tal qual o vemos, com igual ingenuidade supomos que os homens são tais quais os figuramos. Infelizmente, ainda não existe aqui uma física que nos mostra discrepância entre a percepção e a realidade. Olha que sintético e que profundo. Então, ele está dizendo isso, que se a gente não for capaz de questionar a nossa versão do objeto que a gente descrevemos, nós estamos presos numa crença. Se eu sou capaz de falar que nem aquele primeiro exemplo que eu dei, ah, fulana não gosta de mim. Por que que fulana não gosta de você? Ah, porque ela falou desse jeito em tal lugar. Eu criei uma crença ali, é uma história. Eu projetei uma história. Se eu não for capaz de falar, mas esa aí, será que é só isso
fulana não gosta de você? Ah, porque ela falou desse jeito em tal lugar. Eu criei uma crença ali, é uma história. Eu projetei uma história. Se eu não for capaz de falar, mas esa aí, será que é só isso mesmo? Será que eu posso afirmar o que eu estou afirmando a partir de uma situação? Se eu começar a questionar, eu quebro o fenômeno de projeção, eu tiro o poder que ele tem misterioso. E eu comecei a falar: "É, mas eu não sei se eu posso afirmar isso, porque tudo bem que nesse dia ela foi grossa comigo, mas aquele outro dia, mas aquela outra vez, mas essa outra, ah, então acho que eu não posso fazer essa e esse julgamento rápido. Pronto, eu já saí da escravidão da projeção, porque eu conscientemente eu critiquei ela. É isso que o Jung tá falando, que se a gente não tiver essa competência para criticar aquilo que a gente projeta, como não sei se é realmente a verdade, é como eu estou vendo. Simplesmente isso, se eu for capaz de dizer isso é só meu ponto de vista, isso é só a minha opinião, eu me liberto. Eu me liberto de fanatismo. Hoje nós estamos vendo muito isso, essa questão do quanto que a opinião se mistura com o fato. Quantas vezes a gente escuta alguém comunicando, comunicadores comunicando uma opinião como se fosse um fato. Tanto que a gente já não tem mais facilidade de identificar se aquilo é uma opinião ou aquilo realmente aconteceu. Porque as pessoas estão descrevendo a opinião delas como se fosse a verdade. É isso. Por isso que tem dado tanta briga. Porque o outro lado fala: "Não, isso não é verdade". E daí sai uma guerra, a guerra da polarização. Se a gente fosse capaz de falar: "Essa é a minha versão, mas certamente tem uma outra versão do outro lado que também é tão real quanto a minha", a gente desarma nosso mundo seria bem mais pacífico. Vamos entrar no tema da responsabilidade. E eu falei bastante sobre projeção, por sabe aquela frase que a gente costuma falar assim, ó, a culpa é minha e eu coloco ela onde eu quero? Então é isso. Então quando eu assumo a responsabilidade sobre alguma
i bastante sobre projeção, por sabe aquela frase que a gente costuma falar assim, ó, a culpa é minha e eu coloco ela onde eu quero? Então é isso. Então quando eu assumo a responsabilidade sobre alguma coisa, eu estou fazendo um fenômeno inverso da projeção. Eu estou recolhendo. Nossa, aconteceu esse problema aqui, caiu não sei o quê, quebrou não sei o quê. Se eu chego na situação e falo assim: "Deixa que eu veja o que que eu vou fazer, deixa eu olhar o que eu sou capaz de resolver. Deixa eu ver se eu sou se dá se eu dou conta de ajudar. Eu estou trazendo para mim. Isso é se responsabilizar. Agora, se eu chego, tem alguma coisa acontecendo, quebrou, caiu, não sei o que, e eu chego na situação e eu projeto, foi fulano, ah, chama ciclano porque é ele que tava mexendo. Aí eu estou projetando. Eu estou tentando pegar a culpa e pôr ela em alguém. Ah, esse lugar é sempre ciclando que tá mexendo. Pode chamar que é certamente é ele que tava mexendo. Eu fico tentando projetar o problema no colo dos outros. Por isso que eu trouxe a questão da projeção, porque ela está intimamente relacionada com a história da responsabilidade. Se eu sou uma pessoa que vive projetando nos outros, eu sou certamente uma pessoa que tem dificuldade de trazer para si a responsabilidade. Eu vou sempre achar alguém para justificar o que deu errado. Eu sempre vou ter uma explicação que não é explicação, é uma justificativa. sempre eu justifico. Ah, pode ver que foi fulano. Ah, isso daqui não era eu. Ah, isso daqui é o outro. Se eu fico jogando pros outros os problemas, eu estou projetando nos outros os problemas, porque eu estou querendo me excusar. Eu não quero trazer para mim, eu não quero assumir isso. Então, eu não consigo me responsabilizar. Por isso que eu trouxe essa projeção, porque a gente vai perceber que quanto mais a gente tiver tendência de projetar nos outros os problemas, automaticamente a gente vai ser uma pessoa que tem menos facilidade para assumir responsabilidades. Uma pessoa que facilmente assume a
mais a gente tiver tendência de projetar nos outros os problemas, automaticamente a gente vai ser uma pessoa que tem menos facilidade para assumir responsabilidades. Uma pessoa que facilmente assume a responsabilidade, dá conta, traz para si, é uma pessoa que provavelmente projeta menos, ela conhece-se mais. Ela tem mais maturidade, então ela traz para resolver, ela não joga pros outros as questões. Vamos lá pra Joana. Então, Joana, um trecho inicial que eu peguei é: "Há no homem latente um forte mecanismo que o leva a fugir da responsabilidade, transferindo seu insucesso para outrem na condição de indivíduo social ou para os fatores circunstanciais da sorte, do nascimento e até de Deus." Ou seja, a gente não pega pra gente, a gente projeta e fala: "Culpa do outro da sorte de Deus, menos minha". Quando tal não se dá na área das suas projeções comportamentais, apega-se ao complexo de culpa, mergulhando nas depressões em que oculta a infantilidade, pouco importando a idade orgânica em que transita. Então ela tá dizendo o seguinte, que de vez em quando eu pego a culpa, o problema, a responsabilidade e jogo no colo dos outros, do governo de Deus, do vizinho, do patrão, ou às vezes eu pego para mim, mas eu não pego para mim como quem vai resolver, assumir, lidar. Não. Eu pego para mim como se eu fosse péssima. Eu pego para mim na forma de culpa. Aí eu sento, me faço uma cara de de vítima culpada e não e não me resolvo, não me modifico, não lido. Os dois caminhos, como ela diz, são eh paralisantes, paralisadores. Se eu tenho um problema para resolver e eu jogo no colo do outro, eu não sei se o outro vai resolver esse problema ou não. Ele pode querer resolver ou não. Se é do meu interesse, eu acabei de dar a possibilidade de uma solução na mão do outro. Agora eu vou sentar e esperar o outro ter boa vontade de resolver. Então eu projetar pros outros, ah, mas não tem nada a ver comigo. Ah, mas isso não é problema meu. Ah, isso daqui é da área do fulano. Eu posso correr o risco de ficar
tro ter boa vontade de resolver. Então eu projetar pros outros, ah, mas não tem nada a ver comigo. Ah, mas isso não é problema meu. Ah, isso daqui é da área do fulano. Eu posso correr o risco de ficar paralisada esperando a boa vontade do outro para vir para resolver. Se, por outro lado eu pego isso, me ponho como culpada e também cruzo os braços e não faço nada, só fico me martirizando. Eu sou péssima mesmo. Eu só faço coisa errada mesmo. Eu sou uma incompetente mesmo. Eu também não resolvo o problema. Os dois comportamentos são os mais automatizados. Pode observar. Os dois comportamentos não nos ajudam a crescer, resolver, lidar, enfrentar. Um joga pro outro e espera. O outro traz a culpa, se sente péssimo e espera. Então, a melhor situação, a melhor decisão é aquela em que eu pego para trabalhar com aquilo. Daqui eu vou investigar, eu vou olhar, eu vou ver o que eu posso fazer, eu vou dar um jeito. Essa pessoa é a pessoa que é a responsável. Essa pessoa que fala daqui, eu deixo para mim, eu vou ligar para alguém, eu vou tentar ver, eu vou arranjar um jeito, vou fazer acontecer. Essa pessoa é a responsável. A pessoa que é irresponsável é aquela que fala: "Ah, não, mas isso daí não foi eu que fiz. Ah, mas eu não tava aqui nem na nem na hora. Ah, mas certamente foi fulano. Ah, isso daí tem cara de ciclano. Essa é aquela que costuma serponsável, não se responsabiliza. E aquela que fala assim: "É, isso daí fui eu mesmo, só pode, porque eu sou péssima, né? Tudo que eu ponho à mão é horrível". Que que adianta isso? O que que adianta esse discurso de lamentação e de autodesvalorização? Onde que eu chego com isso? Então, essas esses dois comportamentos, eles nos paralisam e a responsabilidade é que me põe em ação. Daqui eu vou resolver, eu vou ter que me virar, eu vou ter que arranjar saída, eu vou ter que ser resiliente, eu vou ter que ser perseverante. Eu cresço, eu cresço. E aí é aquela bola de neve, quem nasceu antes, o ovo ou galinha. Porque cada vez que eu me responsabilizo
r saída, eu vou ter que ser resiliente, eu vou ter que ser perseverante. Eu cresço, eu cresço. E aí é aquela bola de neve, quem nasceu antes, o ovo ou galinha. Porque cada vez que eu me responsabilizo por algo, eu cresço, porque eu vou ter que me virar para fazer. E por outro lado, para eu me responsabilizar por algo, é sinal que eu já tenho algum crescimento, senão eu não dava conta. Então, se eu me responsabilizo, significa que eu já tenho algum crescimento. E quando eu me responsabilizo, eu cresço um pouco mais. Aí eu já tô crescida um pouco mais, eu consigo me responsabilizar por outra coisa. Ao me responsabilizar, eu cresço um pouco mais e aí eles vão juntos. E por outro lado, a gente pensa igual, né? Vice-versa vale. Ou seja, se eu não cresci, se eu me sinto insuficiente, baixa autoestima, não conheço os meus recursos, eu não vou me responsabilizar. E faz alguém aí. E se faz alguém aí, eu não me responsabilizo, eu não, eu perco a chance de crescer tentando fazer, tentando arrumar. Aí eu não cresço. Aí aparece uma outra situação, eu não me sinto crescida. Aí de novo vou tentar empurrar para alguém. Eu empurrei para alguém, eu perdi a chance de lidar com aquilo e de crescer com aquilo e eu vou ficando estagnada, eu vou ficando para trás. Então, responsabilidade é como se como se Deus tivesse dando pra gente massinha pra gente trabalhar e produzir coisas. É como se Deus tivesse dando matériapra pra gente produzir coisas. E a gente enxerga responsabilidade como uma coisa chata que se a gente pudesse livrar melhor. Então é como se Deus falasse assim: "Cris, vou te dar aqui todos os ingredientes para você fazer um delicioso risoto. Que gostoso! Tu ganhando a chance de aprender a fazer e de comer um delicioso risoto. Agora Deus chega e fala assim: "Cristo, tô te dando aqui todos os ingredientes para você fazer um delicioso risoto. Ah, não fui eu que fiz. Eu não sei des fazer disso, fulano. Problema do fulano. Aí o fulano que tá passando fala: "Dá aqui para mim". Ele
qui todos os ingredientes para você fazer um delicioso risoto. Ah, não fui eu que fiz. Eu não sei des fazer disso, fulano. Problema do fulano. Aí o fulano que tá passando fala: "Dá aqui para mim". Ele pega o risoto, vai embora e eu fico aqui com fome. Me livrei de fazer o risoto e passei fome. Depois me privei de colher o benefício de ter recebido o fruto daquele meu esforço. Cada vez que a gente se livra de uma responsabilidade, é a gente dizendo não para colher bons frutos de algo. E a gente não enxerga assim: "Uh, me livrei do trabalho, deixei pro fulano." É. Só que o fulano vai crescer, o fulano vai se deliciar e você vai ficar aí lambendo os dedos. Como a gente ainda é criança, a criança que tem esse olhar, que acha que se livrando dos deveres, ela se saiu bem. E a gente ainda acha isso até hoje, que cada vez que eu me livro de um dever, eu saí ganhando. Que que eu ganhei? Eu perdi oportunidade, né? Então, Joana fala desses dois jeitos. Um é projetando e o outro é se culpando. Os dois não resolvem, não ajudam. Quando a gente quer facilidade, quando a gente não quer encrenca, problema, a gente quer facilidade, significa que a gente é imaturo. Criança, criança que não quer, ah, eu não quero pra escola. O adulto fala: "Nossa, queria tanto voltar pra escola, tô precisando tanto estudar". Esse é o maduro, porque pode ser que ele seja adulto imaturo, que ainda esteja fugindo da escola. Mas se ele amadureceu, ele vai valorizar a escola. A criança não tem condição de valorizar a escola. Então, quando eu tento me esquivar de responsabilidade, eu estou assinando um atestado de ainda sou infantil, ainda sou imatura, porque se eu fosse madura, eu assumiria a responsabilidade porque eu veria a importância dela para mim, inclusive. E esse outro ponto que é quando eu não tenho autoconfianças, pode ser que eu não assuma responsabilidade porque eu não acredito que eu sou capaz de, ou seja, eu não reconheço meus recursos, não acho que eu dou conta, não acho que eu sou grande o suficiente. E
, pode ser que eu não assuma responsabilidade porque eu não acredito que eu sou capaz de, ou seja, eu não reconheço meus recursos, não acho que eu dou conta, não acho que eu sou grande o suficiente. E aí eu tento me esquivar, significa que eu ainda não me desenvolvi, mas eu vou precisar mexer na sarcbuca. Eu vou precisar em algum momento enfrentar alguma coisa para começar a crescer. Porque se eu fico fugindo porque eu tenho medo do que vai dar, eu só cresço. Se eu enfrentar, eu nunca vou crescer. Então, ah, eu acho que eu não consigo fazer, mas eu vou tentar. Pode ser que eu não consiga mesmo, mas certamente eu cresci tentando. Agora da próxima vez eu já sou um pouco mais forte. Eu vou tentar de novo. Ainda não deu. Fiz, fiz, fiz, fiz, fiz, não resolvi. Tudo bem, mas você se fortaleceu ainda mais. Vamos de novo na terceira vez. Agora eu consegui. Eu só consegui na terceira porque eu usei a primeira e a segunda para crescer. Agora, ah, eu não dou conta, eu não vou, eu nunca vou. Eu preciso me propor a começar a mexer com as responsabilidades para crescer e elas se tornarem cada vez mais fáceis. Bom, Joana continua. A responsabilidade resulta da consciência. Graças a isso, não se omite, não se precipita, estabelecendo um programa de ação tranquila. O homem responsável sabe o que fazer, quando e como realizá-lo. Não se torna parasita social, nem se hospeda no triunfo alheio. Tampouco se oculta no desculpismo ridículo. Essa frase, gente, pode marcar ela aí ao centro do nosso estudo de hoje. Vou eu vou repetir. A pessoa responsável não se torna parasita social. Ou seja, façam aí e me mandem para eu ficar aqui tranquilo. Não se hospeda no triunfo alheio, não fica ganhando vantagem em cima do esforço do outro e nem se oculta no desculpismo ridículo. Fica se justificando. Ah, mas não fui eu que fiz. Ah, mas essa parte não é minha. Ah, mas isso daí não é da minha área, né? Então, cada vez que eu tirar proveito social, que eu utilizar o triunfo do outro para eu aparecer na fita e eu não
eu que fiz. Ah, mas essa parte não é minha. Ah, mas isso daí não é da minha área, né? Então, cada vez que eu tirar proveito social, que eu utilizar o triunfo do outro para eu aparecer na fita e eu não fizer e justificar que é o outro que fez, eu tô sendo infantil e irresponsável. O amadurecimento requer isso. Então, ela tá dizendo o seguinte: outro jeito da gente olhar a responsabilidade é comparando ela com a nossa consciência. Quanto mais amplia a minha consciência, quanto mais eu enxergo a vida, quanto mais eu aprendo sobre como é viver, quanto mais eu me conecto com o transcendente, quanto mais eu amplio a minha consciência, mais eu me responsabilizo, mais eu vou sendo responsável. Quanto menor a minha consciência, quanto mais eu tiver voltando pro meu umbigo, quanto mais eu tiver preocupado com os meus coisinhas aqui, menos eu sou consciente, menos eu sou responsável. Ai, Cris, tá pegando fogo na mata. Porque agora a gente fala disso, tá pegando fogo lá na mata e aí a gente, ah, não, não é, não é meu, isso daí é lá longe e eu não, não é problema meu, tô olhando pro meu umbigo, mas se eu enxergo meio ambiente, se eu enxergo natureza, aí eu vou me preocupar com isso. Eu me responsabilizo pela parte que me toca. Quanto maior a minha consciência, mais eu assumo responsabilidades, mais eu me envolvo com causas sociais, mais eu me importo com o que tá acontecendo com o outro, mais eu pratico o dever moral, que é aquele que o espírito sente. Não é a lei dos homens que cobra. Não é meu dever isso. Não é meu dever na terra, mas em espírito. Eu me sinto habilitada a lidar com isso. Não é problema meu especificamente, mas é porque eu estou embutido nessa sociedade. A família humana é minha família. Quanto maior a consciência, maior a responsabilidade. Quanto mais menor a responsabilidade, pode olhar que essa pessoa tem uma consciência ainda pequena, estreita, constrita. Joana continua: "A responsabilidade liberta o indivíduo de si mesmo, alçando-o aos planos superiores da vida.
lidade, pode olhar que essa pessoa tem uma consciência ainda pequena, estreita, constrita. Joana continua: "A responsabilidade liberta o indivíduo de si mesmo, alçando-o aos planos superiores da vida. Enquanto ele se movimenta cultivando o morbo das paixões selvagens, desajusta os implementos emocionais, tornando-se vítima de si mesmo, facultando que se lhe instalem as doenças degenerativas e causticantes. Então, Joana está dizendo o seguinte aqui, que conforme a gente vai crescendo, amadurecendo, a gente vai se tornando mais responsável. Quanto mais a gente se movimenta com base no que é gostosinho, nas paixões, nas tentações, nos confortos, quanto mais a gente se movimenta, mais infantil a gente é, mais atrasado em termos de evolução a gente é, menos responsabilidade a gente assume e mais problemas e doenças a gente gera. Então, olha, uma outra forma de olhar. Conforme eu vou assumindo as responsabilidades, eu vou gerando uma vida de menos turbulências, menos doenças, menos conflitos, mesmo, menos problemas. Por quê? Porque eu estou escolhendo um caminho mais alinhado com a lei de Deus. Buscai o reino de Deus e tudo ou mais vos será dado em acréscimo. Mas se eu fico desviando das leis de Deus, ai eu vou tirar proveito aqui. Ai, eu vou jogar o meu problema no colo do outro, ele que se vire. Ai, eu vou fingir que eu não vi para alguém resolver para mim. Quanto mais eu tentar atalhos, quanto mais eu tentar me sair da responsabilização, mais eu estou infringindo as leis divinas. E a gente sabe que infringir as leis divinas é que gera o mal, que a gente chama de mal. A gente gera o mal, que a gente chama de mal paraa nossa vida, que a gente chama de doença, de sintoma, de problema, de de dificuldade. Quando a gente tentou se desviar das leis divinas, se eu ando nas leis divinas, eu vou estar em contato com o reino de Deus. Se eu estou contato correndo de Deus, tudo mais me será dado em acréscimo. Não quer dizer que eu não vou ter problema, mas os problemas que vão me aparecer fazem parte do meu
tato com o reino de Deus. Se eu estou contato correndo de Deus, tudo mais me será dado em acréscimo. Não quer dizer que eu não vou ter problema, mas os problemas que vão me aparecer fazem parte do meu crescimento para eu crescer. Agora, quantos problemas aparecem que não são para eu crescer, que são fruto do meu uso de livre arbítrio errado. Eu acho que eu não vou cuidar do meu corpo e eu nunca vou ficar doente. Eu me alimento mal, eu não faço atividade física. Eu eu bebo, eu fumo, eu seja lá o que for que eu faço com esse corpo e eu acho que tá tudo bem. Ah, eu não me responsabilizei por esse corpo, mas vai tá tudo bem, não vai? Em algum momento ele vai chorar, ele vai pedir ajuda na forma de um sintoma, de uma disfunção, de uma doença. É ele dizendo para mim: "Que você tá fazendo, Cris? Se responsabilize por mim, por favor. Então, eu me não me responsabilizar por algo é ao mesmo tempo assinar um contrato de geração de problema futuro, de doença, de de problema qualquer que seja. Então, é isso que Joana está dizendo, que ela tem relação com o quanto eu quero ter uma vida fácil é o quanto infantil. Quanto infantil é quanto irresponsável. Quanto irresponsável é o tanto de problema que você vai gerar pro seu futuro. Mais um trechinho. A sua lucidez torna o elemento precioso no grupo social onde se movimenta. Talvez não lhe note a presença em face da segurança natural que proporciona. Todavia, a sua falta sempre se faz percebida por motivos óbvios. A responsabilidade do homem leva-o a extremos de sacrifício, de abnegação, da renúncia, inclusive do bem-estar e até mesmo da sua vida. Então, ela tá descrevendo um homem, um ser humano responsável. Ela diz que esse ser humano responsável, ele passa despercebido. A gente não nota. Por que que a gente não nota? Porque ele tá deixando as coisas certas, ele tá organizando, ele não está causando, ele não está jogando coisas nas costas dos outros, ele está mantendo o lugar dele em ordem. Então, a gente não percebe. A gente percebe aquele que larga coisa
le tá organizando, ele não está causando, ele não está jogando coisas nas costas dos outros, ele está mantendo o lugar dele em ordem. Então, a gente não percebe. A gente percebe aquele que larga coisa por fazer, aquele que joga as coisas nas costas dos outros, aquele que causa o responsável que mantém tudo bonitinho. Veja que não era a nossa reclamação quando a gente era criança na sala de aula. Eu cheguei a falar isso com a professora. Professora, você vive falando do fulano que faz tudo errado. Eu que faço tudo certinho. Você esquece de mim. Por favor, me lembre. Olha para mim de vez em quando, me dê parabéns. Porque a gente faz isso inclusive com os filhos. A, o filho tá fazendo tudo certinho, tudo certinho, tudo certinho. A gente tá indo, o filho pisou na bola, a gente vai em cima. E às vezes ele fala: "Mãe, você tô fazendo tudo bonitinho, você não me fala nada. A hora que eu faço uma coisa de errada, daí você olha". Então é isso, a pessoa que é responsável, ela passa despercebida. Mas aí Joana fala assim: "Todavia, a sua falta faz, a sua falta sempre vai ser percebida por motivos óbvios. Agora, essa pessoa que tá mantendo tudo em ordem, que ninguém lembra que ela existe, o dia que ela falta, aí a gente vê toda a desorganização que vai ser gerada, aí a gente lembra quanto que ela foi importante." Então é um jeito de dizer que a pessoa responsável, ela acaba sendo despercebida. a gente não nota porque ela tá mantendo a vida dela em ordem, tá tudo bem, tá tudo seguindo, tá tudo fluindo, ela não chama atenção, ela não causa. Então é um outro termômetro pra gente perceber quando a gente tiver, nossa, eu faço tudo certinho, que bom, é sinal que você é responsável. As pessoas acabam não notando os responsáveis, as pessoas olham mais aqueles que estão chamando atenção porque estão causando turbulência no ambiente, né? Eh, então essas pessoas, elas são as verdadeiras, os verdadeiros heróis. Às vezes a gente vê o herói aquele que tá chamando atenção, ele quer atenção.
orque estão causando turbulência no ambiente, né? Eh, então essas pessoas, elas são as verdadeiras, os verdadeiros heróis. Às vezes a gente vê o herói aquele que tá chamando atenção, ele quer atenção. Então ele tá fazendo umas coisas bonitinhas para todo mundo ver. Pode ser que ele seja também um herói, pode ser que não, que ele esteja só interpretando um papel para nos impressionar. Mas esses do dia a dia que são organizados, que se responsabilizam, que assumem compromissos, a gente não lembra deles. Eles é que são os verdadeiros heróis, porque eles é que fazem a vida fluir. A professora que vai assiduamente, dá sua aula, capricha, cuida, a gente não lembra. Então, essas essas pessoas que harmonizam nossa vida, vamos lembrar, a gente costuma falar os invisíveis, vamos lembrar, porque se elas um dia falar, não vamos assumir nossa responsabilidade hoje, como fica a nossa vida? Essa vida que flui? Quanto que ela não vai gerar de perturbação? Né? Seguindo, Joana diz: "A humanidade sobrevive graças aos seus homens responsáveis, que eu estava dizendo, que trabalham continuamente em prol do bom, do belo e do ideal". Esses são os heróis. O herói é aquele que promove o bom, o belo e o nobre. Bom, belo e ideal. Bom, belo e nobre são termômetros pra gente analisar se o que a gente está fazendo está em sintonia com a lei, com as leis divinas. Eles se destacam pela grandeza das suas realizações cimentadas no sacrifício pessoal. Outra característica do responsável. Disciplina, sacrifício, dedicação, perseverança. Irresponsável. Hum. Irresponsável, preguiçoso. Ele tenta escapar, ele joga pro outro, ele cansa, ele reclama, não quer responsabilidade. O responsável é essa pessoa ali, Caxias. como a gente costuma dizer. Então, quem são essas pessoas extraordinárias? Essas sim é que fazem o mundo se movimentar nesse sentido de funcionar, de fluir, né? É esse trabalho assido, a gente fala o trabalho de formiguinha, que importante que é essa responsabilidade. Às vezes a gente quer grandes
mundo se movimentar nesse sentido de funcionar, de fluir, né? É esse trabalho assido, a gente fala o trabalho de formiguinha, que importante que é essa responsabilidade. Às vezes a gente quer grandes responsabilidades, a gente quer grandes programas na nossa vida, a gente quer ser reconhecido e a gente acaba a vida não fazendo nada. Se a gente assumisse a responsabilidade do dia a dia de pagar as minhas contas, de ser gentil no trânsito, de cuidar da minha família, de cuidar da minha pessoa, as responsabilidades comuns, a gente consertaria o nosso planeta, a sociedade viveria em paz. A gente pode dizer que a sociedade não tem paz porque cada um ainda não assumiu a responsabilidade que toca a cada um de nós. Continuando, como pastor de almas, agora ela traz Jesus, né? Porque é Jesus responsabilidade. Como pastor de almas, Jesus fez-se responsável, elucidando-nos a respeito dos deveres, das necessidades reais, dos legítimos objetivos da nossa vida. Em contrapartida, doou-se até o holocausto, não fosse a sua vida, ao nosso lado, em si mesma, um grande e estóico sacrifício de amor. Como se ele já não tivesse dedicado uma vida para o amor. Ele aceitou ser crucificado para nos dar ainda uma outra lição de abnegação, de perdão, né, e de responsabilidade com a missão. É lindo, né, pensar que Jesus se responsabilizou. Imagina a grandeza dessa alma. Imagina alguém que fala: "Eu me responsabilizo por um planeta. Deixa que eu vou construir". Porque ele é o nosso governador. Ele esteve consciente cuidando do andar do progresso da Terra desde a sua origem. Que espírito é esse que assumiu? Deus me dê aí. Bilhões de almas. Eu vou colocá-las no caminho do bem. Que gigantesca esse espírito é para ele assumir essa responsabilidade. Deixa Deus que eu vou pessoalmente, eu vou me vestir de carne para que eles vejam com os olhos da terra como se vive uma alma, uma vida responsável. E ele se responsabilizou por cada um que passou pela sua vida. Ele se responsabilizou para ser referência, para ser professor, para ser
m os olhos da terra como se vive uma alma, uma vida responsável. E ele se responsabilizou por cada um que passou pela sua vida. Ele se responsabilizou para ser referência, para ser professor, para ser médico, para ser psicólogo, para ser terapeuta, para ser tudo. Nunca deixou uma qualquer responsabilidade que Jesus pôde pegar, ele pegou, ele assumiu e ele mostrou como se faz, como se vive. é o nosso modelo e guia mesmo. Desse modo, sempre que acolhia aqueles que o buscavam, concedendo-lhes as causas dos pesares, após atendê-los, propunha-lhes conveemência que não retornassem aos erros, a fim de que lhes não acontecesse nada pior. Jesus mostrava e depois Jesus falava: "Se responsabilize, meu filho". Quando ele falava assim, vá e não peques mais, ele estava dizendo: "Não seja irresponsável mais. Não seja desatento com sua saúde, com sua família, com seu trabalho, com a sociedade, com Deus. Não seja irresponsável. Vai e não peques mais." É uma outra forma de dizer: "Seja responsável, assuma seus compromissos, aceite os desafios, enfrente-os. cresça. Eles vão exigir disciplina, esforço pessoal, sacrifício. Faça, vá e não peques mais. Ande na linha, seja responsável. Era isso que Jesus estava recomendando. E para terminar, Joana diz: "A ninguém transfira as causas de teus desires, dos teus insucessos. Dá-te conta deles e recomeça a ação transformadora. Colherás conforme semeares. Lindo, né? Poeticamente nossa mentora termina nos convidando. Para de se esquivar do que é responsabilidade sua. Para de acusar o outro, de dizer que a culpa foi do outro. Para. Levanta. Levanta. Pega a charrua e anda. Vai. Vai semear. vai arar a terra, vai cuidar, vai pôr semente, vai colher. Você vai colher aquilo que você fizer. Então, se responsabilize. Você é o grande beneficiário do de si mesmo. Não adianta pegar o trabalho e jogar no colo do outro e achar que isso vai te ajudar. Não vai. Vai te ajudar o esforço que você fizer pro seu crescimento. E assumir isso é assumir a responsabilidade pela própria vida.
o trabalho e jogar no colo do outro e achar que isso vai te ajudar. Não vai. Vai te ajudar o esforço que você fizer pro seu crescimento. E assumir isso é assumir a responsabilidade pela própria vida. Ficamos aqui então com essas reflexões e eu aguardo vocês semana que vem, se Deus quiser.
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