T7:E10 • Jesus e Atualidade • Jesus e Coragem

Mansão do Caminho 02/10/2024 (há 1 ano) 50:12 4,448 visualizações 636 curtidas

No décimo episódio da sétima temporada de "Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis", Cristiane Beira explora o tema da coragem sob a perspectiva dos ensinamentos de Jesus. Este episódio nos convida a refletir sobre a força necessária para enfrentar os desafios da vida com fé e determinação, seguindo o exemplo de coragem de Jesus em sua missão. Temporada 07: Jesus e Atualidade Episódio 10: Jesus e Coragem (capítulo 10) Apresentação: Cristiane Beira

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Hoje nós vamos falar sobre Jesus e coragem. Vocês sabem que eu gosto de, antes de mergulhar nas nossas reflexões, eu gosto de começar o nosso estudo sempre pensando a respeito daquilo que nós iremos pensar. Por isso que eu busco sempre a origem da palavra. Eu busco, eu busco na história lá atrás como é que nossos ancestrais utilizaram pelas primeiras vezes o conceito que nós vamos falar, porque a gente sabe que a língua ela é viva, ela é dinâmica e ela se modifica, ela se adapta, ela se altera, ela se transforma. E muitas vezes a forma como nós usamos hoje uma palavra, um conceito, ele já foi, não nem digo distorcido, mas distanciado de quando ele foi criado, porque os costumes mudaram e a nossa necessidade de comunicação também sofreu alteração. Então é interessante, é sempre rica essa experiência de buscarmos lá atrás como era usada a palavra que hoje a gente vai eh estudar. Então, pensando a respeito da palavra coragem e fazendo essa busca às vezes na filosofia, na mitologia ou na própria etimologia da palavra, nós vamos primeiro constatar que ela é uma palavra linda, porque ela é irmã, ela é parente, ela é próxima dessa outra palavra que a gente põe em poesias, que a gente coloca nos momentos mais emocionantes da nossa vida, que é a palavra coração. Então, se nós pensarmos em coração e coragem, o que muda é o final. Mas esse final que muda também não muda, porque o final de ação e o final de agem, se buscarmos a etimologia desses dois sufixos, nós vamos perceber que eles são a mesma coisa, porque a ação vem desse do latim, dessa língua antiga. E o agem é uma adaptação do ação, é uma outra forma de falarmos da ação, doctum. Então, é como se coragem e coração fossem praticamente irmãs. Onde é que elas vão se diferenciar? A palavra coração, ela tá focada mais no core, que é o coração mesmo, o órgão. Enquanto que coragem era utilizado mais, elas eram muito próximas, mas o que diferenciava uma da outra? Uma era mais

iar? A palavra coração, ela tá focada mais no core, que é o coração mesmo, o órgão. Enquanto que coragem era utilizado mais, elas eram muito próximas, mas o que diferenciava uma da outra? Uma era mais nesse sentido do coração mesmo, da e e do símbolo que o coração carrega, que é a emoção. Enquanto que coragem era esse coração agindo em benefício, se posicionando em benefício de si próprio, não sentido egoísta, mas no sentido de faço valer os princípios que eu carrego. Então, às vezes, a gente fala assim: "Ah, eu agi de coração". Quando eu falo eu agi de coração, o que que eu estou querendo dizer? Eu estou dizendo que o que me levou a agir foi algo que minha alma me disse. Ou: "Ah, eu a de coração, eu estou querendo dizer, eu fiz o que minha consciência me pediu." Se alguém fala assim, Cris, mas por que que você atendeu a esse pedido? Ai, eu sei que talvez não fosse o melhor. Talvez eu tivesse que deixar a pessoa eh aprender por si mesmo. Mas o meu coração me disse, quando eu falo essa expressão, quando eu digo que que alguma coisa lá de dentro é que me movimentou, eu estou dizendo que foi a minha consciência que me alertou. Teve algo que minha alma, que meu espírito me pediu para fazer, que não não necessariamente tem lógica, não necessariamente é a melhor decisão racional, mas é algo que do meu coração, que do meu ser, que do meu íntimo brota, brota essa necessidade de agir de um jeito ou de outro. Isso é coragem. Veja que a gente associou coragem nos nossos dias atuais. Por isso que eu disse, a gente se distancia lá de trás de como tudo era usado. Hoje em dia, quando a gente fala de ai a pessoa teve coragem, muitas vezes a gente tá dizendo o seguinte, ela tomou uma atitude intempestiva, louca, meu Deus, ela foi, ela foi imprevidente outras vezes não. A gente diz, ela teve coragem, o bombeiro teve coragem de arriscar a própria vida para salvar alguém. Então essa coragem no sentido de valentia, no sentido de ser forte, que combina com essa coragem que a gente está dizendo, que é seguir o próprio

coragem de arriscar a própria vida para salvar alguém. Então essa coragem no sentido de valentia, no sentido de ser forte, que combina com essa coragem que a gente está dizendo, que é seguir o próprio coração, que é seguir os próprios princípios, que é ser fiel a si mesmo no nosso melhor lugar, no nosso melhor lugar, que é o lugar de onde vem as leis divinas. É como se estivéssemos alinhados com o nosso self, com o nosso eh com a nossa centelha divina. Então, quando nós agimos a partir desse chamado lá de dentro, que é o chamado original do espírito, da consciência, do selfie, da centelha divina, nós estamos agindo com coragem. E olha, não faz sentido, porque hoje em dia, pra gente seguir esse lugar lá de dentro, pra gente dar voz àquilo que a gente acredita nesse mundo materialista, superficial, eh, de edonista, consumista, a gente precisa realmente ser forte. E a coragem vai trazer essa ideia de força. É o coração em ação de um jeito forte. Coragem é quando eu sigo o que o meu coração me pede, eu sigo o que meu espírito, minha alma me recomenda de uma maneira forte, porque provavelmente eu vou precisar enfrentar obstáculos, desafios, divergências. Aí é que entra a história da coragem. Então, fazendo esse desenho a respeito do que seria a coragem desse jeito mais profundo, filosófico e ancestral, nós podemos dizer isso. Eu tenho coragem quando eu consigo ouvir mais o meu apelo do lado bom do meu coração. E não só ouço, como ajo, como pratico, como me posiciono a respeito disso a partir desse lado bom do meu coração, custe o que custar. Isso é ter coragem. Ter coragem é você dizer o sim, sim, não, não do evangelho. Mesmo que isso te te cause perder seguidores, se dispor com a família, ser tido como etê, esquisito, ter não ter tantos amigos, não estar tanto na moda. Quando eu ajo com base no que o lado bom do meu coração me indica, no que minha consciência me orienta, tendo coragem de bancar essa postura, ainda que isso me indisponha, ainda que isso me cause algum constrangimento, isso é ter

o lado bom do meu coração me indica, no que minha consciência me orienta, tendo coragem de bancar essa postura, ainda que isso me indisponha, ainda que isso me cause algum constrangimento, isso é ter coragem, isso é ser corajoso. E hoje em dia, pra gente ter essa coragem de seguir os bons tesouros do coração, nesse mundo que anda tão caótico, tão desafiador, tão perturbador, realmente a gente vai estar dando provas de coragem quando a gente consegue se posicionar fiel aos nossos princípios, sem querer agradar a maioria, seguir a moda, estar alinhado com o que se instituiu, se instituiu como padrão social legal. Então, é a gente ter identidade. Uma outra forma que a gente pode dizer, quem é corajoso é quem tem identidade. Ele não segue a a manada, a onda, a massa. Ele não aceita, ele não se curva para aquilo que lá no fundo ele sabe que não é bem assim. Só para não se indispor, só para não ser perseguido, só para não ser cancelado. Ele se mantém autêntico, original. Ele se mantém alinhado com os seus princípios que vêm desse lugar iluminado do nosso ser. Eu estou dizendo e reforçando essa história de do lado bom do coração, dos bons tesouros do coração, porque nós sabemos que somos imperfeitos e temos nosso lado escuro, nosso lado sombra, como a psicologia traz. Nós temos neste lugar sombrio do nosso inconsciente muitos conflitos instalados, complexos na linguagem yunguiana. E esses conflitos, essas nossas reminiscências do passado, as experiências negativas, os nossos vícios, paixões, atavismos, eles muitas vezes é que interferem na nossa postura e passamos a não ter coragem. Então, por será, poderíamos nos perguntar, o que será que me impede de ser corajosa? Ou seja, o que será que me impede de me posicionar na vida? de acordo com o que eu acredito, com os meus princípios, com minha consciência, o que que me atrapalha? Me atrapalha os meus próprios conflitos. Porque se eu tenho, por exemplo, baixa autoestima, eu vivo querendo ser valorizada, eu vivo querendo ser aprovada, eu vivo querendo

ia, o que que me atrapalha? Me atrapalha os meus próprios conflitos. Porque se eu tenho, por exemplo, baixa autoestima, eu vivo querendo ser valorizada, eu vivo querendo ser aprovada, eu vivo querendo agradar para as pessoas gostarem de mim, porque eu mesma não sei o meu próprio valor. Se eu vivo querendo agradar os outros, em determinado momento eu tenho vontade, o meu, o meu espírito me pede para me posicionar de um jeito que avaliando, pode ser que as pessoas não gostem do que eu vou falar, se essa baixa autoestima, que é um complexo, que é um conflito, ela pode me atrapalhar a postura corajosa de falar aquilo que eu acredito. Ai, mas se eu falar o que eu acredito, eles não vão gostar de mim. Eu tenho conflito de baixa autoestima. Preciso que as pessoas gostem de mim, então é melhor eu não falar para que elas continuem gostando de mim. Então eu deixo de ter coragem, eu deixo de seguir o meu coração, eu deixo de ser fiel àquilo que eu realmente penso, acredito, eu abro mão da minha identidade para pertencer a uma a um grupo, a um amálgama. Aí eu não sou corajosa. Então corajoso não é só o herói que salva vidas, os bombeiros, os policiais que se arriscam para manter a segurança da população, os médicos que dão a vida e todos os professores corajosos que enfrentam uma sala de aula hoje com tão pouca disciplina, com tanta falta de limites. Não são só esses que são corajosos, que vão paraa guerra. Corajoso é aquele que mesmo em silêncio, às vezes ele consigo mesmo, ele é capaz de, por exemplo, se disciplinar, se disciplinar para se manter fiel a si mesmo. Ninguém está me vendo. Eu tenho uma ideia de fazer alguma coisa que minha consciência me diz não é bom. Isso é imoral, ninguém vai saber. Ainda assim, para me manter fiel é os meus princípios, eu me policio, eu me disciplino, eu não vou fazer isso, ainda que ninguém fique sabendo. Isso é ser corajoso. Ninguém nunca vai saber, ninguém nunca vai presenciar. E eu tive ali um ato de coragem, porque analisando a situação,

lino, eu não vou fazer isso, ainda que ninguém fique sabendo. Isso é ser corajoso. Ninguém nunca vai saber, ninguém nunca vai presenciar. E eu tive ali um ato de coragem, porque analisando a situação, eu abri mão de uma coisa que era um interesse passageiro, uma paixão, um desejo, uma facilidade, um atalho. Eu abri mão desse benefício pessoal para me manter fiel aos princípios morais que eu acredito, a minha ética. Eu fui, eu fui fiel a mim mesma enquanto ser essencial e não me deixei arrastar pelos conflitos, pelos complexos, pelas paixões que querem que eu vá para esse caminho mais fácil, mais confortável que eu tenho vindo a tantas vidas. Isso é ter coragem. A gente poderia dizer que ter coragem é a gente viver a vida que nós fomos eh programados, não no sentido de robotizados, mas planejados. É a vida que me cabe, é a vida que faz sentido pra minha história espiritual, é a minha vida. Ser corajoso é aquele que é capaz de viver a própria vida. Jesus foi e Jesus um uma passagem clássica que nós observamos isso que estamos falando é quando ele está lá numa casa de um dos apóstolos conversando, a casa cheia de gente e ele confraternizando com as pessoas, ensinando, cuidando e alguém diz assim: "Lá fora está sua família, sua mãe e seus irmãos estão lá fora. Eles estão nem conseguindo entrar aqui com tanta multidão, mas eles mandaram um recado para você que eles estão lá fora. Então Jesus tem essa essa esse dilema. Eu paro o meu atendimento, eu interrompo a ajuda, a educação que eu estou oferecendo, interrompo o meu trabalho para ir seguir o que meu, minha família quer. E aí o coração dele diz: "Não, não. Continue trabalhando, continue fazendo o que você tem que fazer. Seja fiel a você e a Deus. Não modifique aquilo que sua essência te pede para fazer, porque o outro quer que você faça outra coisa. Então ele diz assim: "Mas quem é minha mãe? Quem são meus irmãos? Eu estou aqui sim para servir a minha mãe e aos meus irmãos, mas minha mãe e meus irmãos são todos esses que fazem a vontade do meu pai. Ou

ele diz assim: "Mas quem é minha mãe? Quem são meus irmãos? Eu estou aqui sim para servir a minha mãe e aos meus irmãos, mas minha mãe e meus irmãos são todos esses que fazem a vontade do meu pai. Ou seja, eu não preciso agradar fulano, eu preciso agradar a família humana em nome de Deus, de acordo com aquilo que Deus me ensina a espera de mim. Então eu é o meu trabalho aqui é um trabalho de identificar internamente o melhor a ser feito e se posicionar fiel a isso. Às vezes não é tão fácil de identificarmos o melhor a ser feito. Será que eu faço isso ou aquilo? Não sei, não tá claro. Aí se não tá claro, significa que eu ainda sou ignorante nisso. Eu não sou capaz de identificar se é melhor eu fazer isso ou é melhor eu não fazer isso. Então você fica ali nesse dilema. Será que eu faço ou não faço? Analiso prós e contras, pergunto, me consulto, oro, ainda assim não tenho certeza, mas eu escolho fazer. Tudo bem. Você não vai ser responsabilidad responsabilizado pelo produto do que aconteceu. Você vai ser responsabilizado pela atitude que você teve, que foi responsável. Você avaliou, analisou, pensou, se consultou, orou e agiu. Ah, eu agi e no fim não era o que eu devia ter feito. Eu percebi que eu deveria ter feito diferente. Tudo bem, aprende pra próxima. Mas você foi corajoso. Você foi corajoso porque você procurou ser fiel aos princípios. que você carrega a sua ética. Você não olhou lá fora para saber o que dá mais curtida, o que fica mais famoso, o que dá mais dinheiro, o que é mais gostoso, o que é mais fácil, o que é mais prazeroso. E é isso que eu vou fazer. Isso não é ser corajoso, pelo contrário, você foi corajoso porque, apesar de você não ser o mais beneficiado com a atitude que você teve no sentido passageiro do termo, eu não ganhei nem mais beleza, nem mais riqueza, nem mais curtida, nem mais prazer. Ainda assim, eu fiz o que eu achei que eu precisava fazer. Isso é uma ação de coragem. Eu a com o meu coração. Tem um livro de Aristóteles pequenininho, mas é um tratado de

s curtida, nem mais prazer. Ainda assim, eu fiz o que eu achei que eu precisava fazer. Isso é uma ação de coragem. Eu a com o meu coração. Tem um livro de Aristóteles pequenininho, mas é um tratado de moralidade de ética atualíssimo. A linguagem, sim, pode ser eh eh às vezes a gente olha e fala: "Nossa, mas que jeito estranho de falar pro momento atual". Mas o conteúdo, se você aperta e vê o que sobra, é um tratado de ética que ele escreve pro filho. Nicômaco. Chama ética a nicômaco. É um pai ensinando coragem pro filho, no sentido de filho, deixa eu te ensinar como é viver pelo coração. Nesse sentido de viver pela sua ética. O que ética? Então ele faz esse livro Ética anicôaco e vai explicando como que é a vida no dia a dia e como que são as melhores atitudes éticas a se tomar. E ele tem um momento que ele fala que eu acho que talvez um dos pontos principais do livro, em que ele fala que a ele fala da virtude e ele fala que a virtude ela é como se fosse a a metade, o meio termo entre dois vícios. Existe de um lado as polarizações. Veja que interessante, ele já falava de polarização lá sem usar o termo polarização. Ele diz assim: "Os vícios são sempre dois, são sempre extremos. Um é um extremo da escassez, é o que falta. Ele se torna vício pela falta. E o outro é um vício pelo excesso, pelo exagero. Ele se torna vício porque ele é e ele passou do limite. Então nós temos um vício por excesso de algo, um vício por escassez de algo e um vício por excesso de algo. E esses vícios quando eles vão se encontrando no meio, ele dá a virtude. A virtude é a combinação boa, é a combinação mediana, não quer dizer estática, não quer dizer que a gente vai ficar aqui para sempre. A gente se movimenta assim, mas é mais uma diretriz para eu saber mais ou menos aonde que tá a melhor decisão. A melhor decisão é sempre aquela que não é nem polarizada para um lado e nem polarizada pro outro. Não está, ele não está trazendo uma visão estática da vida. Fica aqui engessado, não pode sair, não pode olhar

decisão é sempre aquela que não é nem polarizada para um lado e nem polarizada pro outro. Não está, ele não está trazendo uma visão estática da vida. Fica aqui engessado, não pode sair, não pode olhar para lado, porque isso não é nem ser humano. O ser humano transita. Às vezes a gente cai um pouco para cá e cai um pouco para lá. Ele está dando um norte. Ele está dizendo, ó, presta atenção em você, porque toda vez que você tiver muito para um lado ou muito pro outro, muito na escassez ou muito na abundância, abundância no sentido exagerado do termo, cuidado, porque isso daí tá mais para vício do que paraa virtude. Então ele diz isso, a virtude é essa medida entre dois vícios. E um dos exemplos que ele dá para falar da virtude, para exemplificar pro filho, é exatamente a coragem. Então ele diz que a coragem é o é a virtude. A coragem é a virtude. Quais seriam os vícios correspondentes a à coragem? De um lado, é o vício que falta coragem. Quando falta coragem, eu sou o quê? Covarde. Ou seja, eu deve, meu coração me diz: "Fale, Cris, e eu não falo porque eu tenho medo do que vão achar de mim". O meu coração me diz: "Se posicione, Cris, e eu não me posiciono para eu não ficar mal na fita". Meu coração me diz: "Vai lá e faça-me, eu não vou porque vai que sobra para mim. Sou covarde, não posiciono, fico escondidinho para não sobrar para mim. Não quero me comprometer e não ajo. Covarde. Faltou coragem. É um vício. E do outro lado, o exagero da coragem é aquele que faz até o que não é, não é dele fazer. é aquele que faz antes do que se determinou como bom para ser feito, sabe? A pessoa intempestiva, impetuosa, ela exagera. Ela exagera. Ela passa do limite, já não é mais coragem, porque você ali está um pouco a serviço de mostrar que eu sou fortão. Então você invade o que nem é nem é do seu da sua alçada, nem é do que é não é não te cabe fazer e você vai e você atropela. Ah, deixa que eu resolvo isso daí. Sai batendo em todo mundo. Isso não é ser corajoso. Isso é ser espaçoso. Isso é ser intempestivo. Isso

é do que é não é não te cabe fazer e você vai e você atropela. Ah, deixa que eu resolvo isso daí. Sai batendo em todo mundo. Isso não é ser corajoso. Isso é ser espaçoso. Isso é ser intempestivo. Isso é ser impetuoso. Você extrapola o lado que é seu, o lugar que é seu, o que te cabe fazer, o papel que é seu. Então, a coragem, ela é sempre essa combinação mais ou menos equilibrada. Ela é, ela raciocina, ela pensa, ela reflete antes de agir, ela pondera para ela nem cair na omissão e nem extrapolar num abuso de um poder, de uma força que já nem caberia ela fazer. Então, Joana deângeles vai falar dessa coragem relacionada com Jesus e vai mostrar pra gente nas passagens da vida de Jesus as várias manifestações de quando ele agiu baseado em quem ele é. Não se importou em agradar as pessoas, não temeu ser perseguido pelos hipócritas fariseus. também não quis eh eh se ficar bem na fita com os romanos. Ele foi fiel a Deus. Ele foi fiel a Deus que estava nele. Eu e o Pai somos um. Que é a centelha divina que a gente já tem, mas a gente não acha ela em nós. Nós já temos Deus em nós. Não é que a gente vai evoluir para um dia a gente ter Deus como Jesus já tem. O problema é que a gente não acha na gente. Jesus já achou. Nós precisamos evoluir para descobrir onde Deus está em nós, porque ele já faz parte de nós desde quando fomos criados. Bom, vamos então entrar em Joana. Começo com o seguinte trecho. A mensagem de que se tornara portador Jesus, objetivando libertar consciências humanas para a verdade, dele fez o paladino da coragem. Então, a gente pode dizer que Jesus é o herói corajoso, modelo para as nossas vidas. E Joana começa anunciando isso. Jesus foi o paladino da coragem, porque em cada passo, em cada dia, em cada momento, em cada experiência que ele teve, ele precisou de coragem para se manter fiel à própria missão, a Deus, ao amor. Porque o mundo que ele veio ainda hoje, ainda hoje, não é só naquela época, não, ainda hoje não favorece ações corajosas nesse sentido do que nós

para se manter fiel à própria missão, a Deus, ao amor. Porque o mundo que ele veio ainda hoje, ainda hoje, não é só naquela época, não, ainda hoje não favorece ações corajosas nesse sentido do que nós estamos falando. Ainda é preciso muita energia para se movimentar e ser fiel a si mesmo. Ainda precisa muito presença de espírito para falar: "Eu vou bancar e eu vou falar, ainda que todo mundo se volte contra mim, ainda que ainda que eu seja cancelada, execrada, excluída, seja lá o que for." Imagina naquela época o quanto Jesus precisou ser forte para se manter fiel a cada momento do seu da sua vida aqui na terra. Então ele foi, segundo Joana de Angângeles, o nosso paladino da coragem. Ele esteve no nosso mundo, mas não foi do mundo, não se misturou com as coisas do mundo. Ele era sim um estrangeiro aqui a olhos vistos. Ele viveu na terra como a melhor forma de se viver na terra. Mas nós não sabemos viver na terra como ele viveu. Até hoje. A gente ainda cria as nossas normoses e somos engolidos por ela, por elas. Ainda estamos tentando naturalizar comportamentos imorais e antiéticos. Ah, se a gente falar que isso daqui é normal e que todo mundo faz, pronto, ninguém mais cobra, ninguém mais fica com vergonha de fazer e a gente fica tudo bem. Não fica não. Porque lá no nosso interior existe uma voz divina que fala. Lá no fundo temos a consciência que diz: "Isso aí não tá legal. Não é porque as pessoas não estão te cobrando, não é porque todo mundo faz que isso é bom, é nobre, é agradável, faz bem pro coletivo. Então Jesus não se vendeu para nenhuma normose, para nenhuma patologia da normalidade, para nenhum modismo, para nenhuma campanha que a impõe que as coisas precisam ser desses jeitos e quem não for tem que tem que ser cancelado. Jesus não aceitou nada disso. Ele foi fiel a Deus. Ele foi fiel a ele mesmo. Seguiu com o coração a sua vida na terra e pagou um preço por isso. Mas o preço que ele pagou é infinitamente menor do que ele pagaria se ele tivesse transgredido a si próprio. A gente

el a ele mesmo. Seguiu com o coração a sua vida na terra e pagou um preço por isso. Mas o preço que ele pagou é infinitamente menor do que ele pagaria se ele tivesse transgredido a si próprio. A gente lembra aqui também do próprio Sócrates, né, quando ele estava lá nos seus últimos momentos, ele tinha sido preso injustamente, como até hoje a gente vê isso acontecendo. essa arbitrariedade, essa interpretação de acordo com os próprios interesses do que é justiça. O que serve para cá não serve para lá. O que eu aplico aqui, eu não aplico lá. E Sócrates foi preso porque ele estava corrompendo a juventude, ou seja, libertando as consciências as mentes dos jovens. Ele estava ensinando os jovens a pensarem. A gente sabe que os poderosos ou os falsos poderosos, eles gostam de ensinar os jovens o que pensar. Vem cá, jovem, que eu vou te contar o que você tem que pensar. Isso é o quê? Isso é doutrinação. Isso é roubo da mente do outro. Isso é abuso. Eu vou entrar na sua mente e eu vou implantar aí dentro o que eu acho que é bom. Sócrates não fazia isso. Libertava. Ele fazia perguntas. Ele queria que cada jovem pensasse o que quisesse com tanto que exercitasse o poder de pensar. Sócrates queria ensinar a pensar e não o que pensar, mas foi preso. Foi preso porque até hoje isso não está na moda. O que está na moda ainda é: "Eu vou te converter, você vai ter a mente que a minha, a mesma mente que a minha, eu não quero que você pense qualquer coisa, não. Não quero que você seja livre para criticar, para pensar. Não, não, não. Eu quero que você venha aqui na minha cartilha e siga exatamente o que eu estou te falando. Então, Sócrates foi preso. E os seus discípulos, seus aprendizes, imagina, gente, o que que é você imaginar o seu o seu mentor sendo injustamente preso para morrer, porque ele ia morrer, ele morreu. Então, eles fizeram o que eles acharam que era justo de se fazer. Eles foram lá e conversaram com o guarda, corromperam o guarda, pagaram pro guarda libertar. Afinal de contas, o fim justifica o meio. Só que

eles fizeram o que eles acharam que era justo de se fazer. Eles foram lá e conversaram com o guarda, corromperam o guarda, pagaram pro guarda libertar. Afinal de contas, o fim justifica o meio. Só que não. Para Sócrates, não. Para quem tem uma mente lúcida, não. É isso que é ter coragem. Ter coragem é você seguir o caminho que o seu coração te manda, mesmo que isso te custe inclusive a vida. Como foi Sócrates, como foi Jesus, como foi Gand, como foi tanto, foram tantos outros. Então ele chegam e falam: "Sócrates, nós conseguimos te libertar. Ah, é? Que que que vocês fizeram? Ah, nós nós vendramos o guarda, ele vai fechar os olhos, você sai com a gente." Ele falou: "Nossa, mas isso não é me libertar, isso é me prender. Como assim? Você tá preso aqui nessa cela?" Não, nessa cela eu estou solto. E aí ele dá esse último ensinamento. Ele diz: "O que me prende é minha mente, o que me liberta é minha mente. Aqui eu estou livre porque a minha minha minha consciência está tranquila. Se você se eu corromper alguém para sair daqui, eu nunca mais vou ficar livre, porque a minha consciência vai me aprisionar nessa culpa. Eu não tenho culpa de nada. Aqui eu estou livre. Se o meu corpo precisar pagar o preço de perder a vida, que seja feito, a minha mente continua livre aonde quer que eu vá. E aí já dava para perceber que ele acreditava que ele continuaria vivo e fiel a si. E isso que aconteceu. Ele não se deixou vender, ele não se deixou corromper e nem corrompeu o outro. e ele acaba morrendo por isso. Mas ele disse: "Se eu sair daqui por essa forma, é que eu me torno preso. Não importa que eu tenho todo o mundo ao meu redor. Não importa onde eu esteja, eu vou me sentir preso." Então isso é ter coragem. Ter coragem é você pagar o preço que precisa ser pago, mas você não se permitir a corrupção nem de si e nem do outro. Continuando aqui, Joana diz: "Elegu um samaritano como exemplo de solidariedade em detrimento de um sacerdote presunçoso e de um levita astuto, que desfrutavam de algum prestígio na comunidade

outro. Continuando aqui, Joana diz: "Elegu um samaritano como exemplo de solidariedade em detrimento de um sacerdote presunçoso e de um levita astuto, que desfrutavam de algum prestígio na comunidade dominadora, embora que ele fosse destado e desconsiderado." Ela tá falando do exemplo que Jesus dá quando ele conta a parábola do bom samaritano e ele diz que tinha alguém precisando de ajuda. Três passaram por ele. Primeiro, esse sacerdote presunçoso não ajudou, depois um levita astuto não ajudou. E por fim um samaritano que não era bem visto na sociedade. Esse que parou ajudou. Então Jesus tá dizendo: "Quem ali agiu com coragem? Quem ali seguiu seu coração e seguiu o seu princípio e seguiu a o a voz boa do coração? Aquele que ajudou. Não importa as aparências, não importa a vida que ele tenha em termos de padrões sociais. Importa falar: "Eu vesti o chapéu de sacerdote, eu vesti o chapéu de intelectual, eu vesti o chapéu de governador, de governante. Tanto faz esses esses status que a gente conquista de de inteligente, de famoso, tanto faz. Quero saber da sua ação. Ela segue seu coração? Se ela segue seu coração, ótimo. Não importa qual chapéu você vista ou que você não tenha nenhum chapéu. Sou um camponês que gosto de cuidar do meu jardim, da minha horta, vivo disso. Ótimo. Você tá seguindo seu coração, você tá alinhado, você é corajoso. Agora, não adianta eu me enfeitar de rótulos, sacerdote, levita e seja lá o que for. Se na hora que meu coração falar para mim, Cris, tem uma pessoa precisando de ajuda, eu viro as costas, eu não sou corajosa. Isso é persona, isso é ego exaltado, é ego inflado. Eu não estou seguindo o meu coração, eu não sou corajoso. Então Jesus trouxe esse exemplo. Aquele samaritano tido como uma má vida, questionado, criticado pelos padrões sociais, ele foi corajoso porque ele seguiu o coração. Coração dele falou: "Estenda a mão para esse que tá caído aqui. Pode ser que seja você amanhã e ele faz". Isso é ser fiel. Ter coragem é renunciar a um bem pessoal para atender um

le seguiu o coração. Coração dele falou: "Estenda a mão para esse que tá caído aqui. Pode ser que seja você amanhã e ele faz". Isso é ser fiel. Ter coragem é renunciar a um bem pessoal para atender um coletivo. Veja que tá lá o sacerdote o levita. Eu não vou ganhar nada de ajudar esse fulano aqui, pelo contrário, eu vou perder tempo, eu vou ter que eu vou ter que gastar dinheiro porque ele tá precisando de de socorro. Não é do meu interesse pessoal ajudar esse esse esse esse caído do caminho. Então eu não faço. Eu só sigo aquilo que faz bem para mim. Enquanto que o samaritano passa e fala: "Nossa Senhora, vou perder tempo, vou ter que achar um lugar tanto". Porque ele faz isso, ele acha uma hospedaria, ele hospeda, fala pro pro dono da hospedaria: "Tá aqui o dinheiro, cuide dele, ele está precisando de atenção, cure as feridas, dê alimentação, eu vou fazer uma viagem, na volta eu paro de volta, se tiver mais custos, eu continuo pagando." Ou seja, o benefício pessoal que ele teve, nenhum. Pelo contrário, pelo lado material, ele teve só prejuízo. Ele perdeu tempo, ele perdeu energia, teve que carregar e daqui para lá e e e teve perda financeira, teve que dar dinheiro ali para pagar, para curar. Mas e o ganho espiritual dele? Ele foi corajoso. Enquanto que aqueles dois que não perderam materialmente nada, porque não perderam nem tempo, nem dinheiro, eles tiveram uma perda espiritual. Porque geraram certamente culpa de saber que agiram de uma forma que não foi corajosa, foi covarde. Então Jesus nos mostra o que é a verdadeira coragem. Ela não veio com aparências exteriores, não. Ele diz também a respeito daquela mulher que foi pega em adultério, né? Apoiou a mulher que se tornara objeto de prazeres e era acusada publicamente de haver induzido o homem ao pecado, ao crime, com naturalidade e ternura. com naturalidade e ternura, ele acolhe aquela mulher, né, escolhendo uma equivocada de conduta pública irregular para torná-la mensageira da boa nova da sua ressurreição. A gente sabe a

ade e ternura. com naturalidade e ternura, ele acolhe aquela mulher, né, escolhendo uma equivocada de conduta pública irregular para torná-la mensageira da boa nova da sua ressurreição. A gente sabe a história de Maria de Magdala. Maria de Magdala, que era uma mulher que vendia o próprio corpo para se sustentar ou para benefício próprio, para poder, a gente não sabe. E ela vai ser uma das maiores mensageiras do cristianismo depois que Jesus parte. Ela vai cuidar de uma casa para leprosos. Ela vai doar a vida dela para ser servidora cristã. Então, o que que Jesus tá dizendo pra gente aqui? Que ter coragem é não julgar o outro pelo seu comportamento equivocado. Ter coragem é empatizar com o outro. é compreender que cada um cai no tropeço do seu pé, da do seu passo. Eu não posso dizer: "Ai, olha aquele lá que caiu. Eu não sei o que é estar no caminho dele calçando os sapatos que ele calça. Será que se eu tivesse no lugar dele o meu tombo não seria ainda maior?" Isso é ter empatia. É você não deduzir da vida do outro que você não pode, porque você não tá lá para saber. Você não trilhou o caminho que ele trilhou. Você não sofreu o que ele não, o que ele sofreu. Você não viveu o que ele viveu. Como que você pode dizer que a pessoa deveria ter feito isso, não deveria ter feito aquilo? Onde já se viu aquele fulano? Olha como ele age, a gente, a gente é uma metralhadora de julgamentos e a gente às vezes não sabe nem o nome do outro, mas eu já sei tudo. Ih, só pela aparência já peguei, já fiz gay. Que que eu fiz gay? Que ridículo, que ignorância minha eu achar que eu posso falar do outro, porque eu dei uma passada de olho. Ah, porque eu fiquei sabendo quem te contou o fulano, que contou pro ciclano, que contou pro outro, que a mulher tava lá na casa não sei de quem e que o homem e eu vou e eu divulgo. Isso que covardia. Se eu perguntasse pro meu coração como agir, certamente ele me diria: "Cala-te, Cris. Você não sabe nada. Se você tiver que dar uma palavra, dê uma palavra de erguimento pro outro, de

so que covardia. Se eu perguntasse pro meu coração como agir, certamente ele me diria: "Cala-te, Cris. Você não sabe nada. Se você tiver que dar uma palavra, dê uma palavra de erguimento pro outro, de acolhimento. Isso que Jesus nos ensinou. Ter coragem é ele não seguir o padrão social, que era apedrejar mulheres peg em adultério, em adultério, como se elas fossem sozinhas, as adúlteras, não tivesse ninguém ali junto no quarto, né? Os homens escapavam, mas elas é que eram as pecadoras, eles não. Jesus não aceitou isso. E Jesus não só não se calou diante disso, como Jesus a exultou quando fica contra todo mundo. Por exemplo, nesse momento, aquele que foi, aquele que não tiver pecado, que atire a primeira pedra, ele enfrenta, isso é ter coragem, ele enfrenta o status qu, ele enfrenta essa essa narrativa, ele não aceita. Coração dele fala: "Não, isso daí tá tudo errado". E ainda que ele sabia auscultar a alma humana, ele ouviu aquele apelo daquela alma. que era Amélia Rodriguez veio contar pra gente um pouquinho da história daquela mulher que teve um problema no casamento seríssimo, foi rejeitada pelo marido, se sentia carente. Lembra que eu falei: "O que me impede de agir pelo meu coração? O que que me impede de ser corajosa e seguir o que é o certo? São os meus conflitos." Ela tinha uma carência enorme e esse conflito que ajudou a tomar uma ação covarde, porque ao invés dela se libertar do marido, não sei quanto isso seria possível, ao invés dela lutar pelo casamento, ao invés dela, seja lá, todo mundo tem caminhos ou se simplesmente resignar, não. Mas não é uma atitude de julgamento, é de compreensão. Quantas vezes a gente passa por isso, a gente fala: "Eu sei o que eu tenho que fazer, mas eu não dou conta de fazer. Ainda não consigo". Quem não compreende isso? Jesus compreendeu. Ela não deu conta. Ela estava carente. Amélia Rodrigues vem contar pra gente. E a gente chora quando a gente lê essa passagem mostrando o lado da mulher, como se a gente pudesse sentar para conversar com ela e ela

onta. Ela estava carente. Amélia Rodrigues vem contar pra gente. E a gente chora quando a gente lê essa passagem mostrando o lado da mulher, como se a gente pudesse sentar para conversar com ela e ela diria do que ela já passou. que daí aparece uma pessoa, parece uma pessoa carinhosa, ela simplesmente se entregou para algo natural do corpo. Ela se entregou para uma afeição emocional, ela estava carente. Quem é que não entende isso no nosso grau de evolução? Como é que a gente pode condenar? Como é que a gente pode cobrar? Como é que a gente pode acusar? Então Jesus vem mostrar. é muito mais complexo para mexer nesse assunto. Não dá para sair falando quem tá certo, quem tá errado, o que que devia ter feito, o que que não devia ter feito. Então Jesus acolhe e diz para ela: "Vai peques mais, escolha melhores caminhos para você. Se ame. Você não precisa de alguém para te amar, ame-se. Vai aprender a se valorizar, vai cuidar de você, vai investir na própria vida. Se apaixone por você. Era tudo isso que Jesus queria, que ela se ressignificasse, resgatasse a própria dignidade. Essa é a atitude corajosa. A covarde é aquela que aponta o dedo, que sai de perto, que não quero me comprometer. Essa é a covarde. Joana também diz: "Conviveu com as pessoas ditas de má vida". Continuando isso, sem receio de uma contaminação, com total desprezo dos que possuíam privilégios em uma vida má à qual se entregavam ocultamente. Ela foi pega e quantos não foram pegos, né? Então Jesus veio mostrar pra gente que ter coragem é não fugir desse posicionamento, porque ele declarava, ele declarava, ele não foi, ele nunca foi, ele nunca anuiu com o erro, com aquilo que era ruim, que fazia mal, que era imoral, que era antiético. Ele apontou, ele apontou tudo. Ele acusava aquilo que precisava ser acusado. Não a pessoa, porque a pessoa ainda estava em evolução. O ato. O ato. não é certo de se fazer, mas eu compreendo porque você fez, porque você ainda é imperfeito, mas isso tá errado. Então, ter coragem é não

pessoa, porque a pessoa ainda estava em evolução. O ato. O ato. não é certo de se fazer, mas eu compreendo porque você fez, porque você ainda é imperfeito, mas isso tá errado. Então, ter coragem é não fugir de se posicionar. O próprio evangelho fala também, né, naquele trecho lá de João, não seja e eh seja que é perdão, gente, seja frio ou seja quente, mas não seja morno que eu te vomito. Ter coragem é o que você acha que é que seu coração lá dentro tá dizendo? Banque, se posicione. Nossa, errei, mas errei bem errado. OK, mas eu me posicionei pelo que meu coração me dizia. Mas sou ignorante, não compreendi tudo. Estava um pouco cego numa parte, eu tudo bem, aprendi, errei, caí. Vamos começar de novo. Mas não tenha medo de se posicionar, porque vai que então melhor não me comprometer. Isso é errar. Ter coragem é fazer o que acha que precisa ser feito e voltar atrás quando percebeu que errou. Isso é ter coragem. Seguir meu coração, dei com a cara na porta, voltei e vou fazer diferente. Isso é ter coragem. Ser covarde é melhor não falar porque vai que o outro. Então, deixa eu ficar quieta aqui. Isso é ser covarde. Joana diz também que ele não negociou favores ou se submeteu às conveniências humanas. Foi humilde, mas não se fez subserviente. Foi afável, mas não se tornou piegas. Foi amigo, mas não se qualificou de subalterno. Sempre estoico, né, corajoso, mantinha a linguagem e a conduta próprias para cada ocasião, pessoa e circunstância, sem afastar-se do roteiro que estabelecera. Jesus nem era corajoso, porque ele nem se vendia. Ele nem queria comprar, ele não queria agradar, ele não tinha medo de desagradar. Jesus seguia seu coração. O resultado disso, vão gostar, não vão gostar? Vão seguir, não vão seguir? Vão me vão me vão vão vão me valorizar ou vão me matar? Não cabe a mim. Isso é Deus com a justiça dele. Eu faço o que o meu coração me manda. Onde isso vai me levar? O que isso vai gerar? É da lei divina os frutos. A mim cabe a geração, a mim cabe a mão na obra, a mim cabe o

o é Deus com a justiça dele. Eu faço o que o meu coração me manda. Onde isso vai me levar? O que isso vai gerar? É da lei divina os frutos. A mim cabe a geração, a mim cabe a mão na obra, a mim cabe o trabalho. Agora, onde que isso vai chegar? Quando isso vai gerar bons frutos? Aí é com Deus. A gente não garante nossos frutos, não nos cabe isso. Aí é a lei divina que cuida. Então Jesus foi corajoso, não foi identificado com a persona, ele não desempenhava papéis. aqui. Eu preciso falar desse jeito, porque os que estão aqui são muito sábios, então eu preciso impressioná-los. Não, Jesus era ele. Jesus era ele onde quer que ele estivesse. Ele adaptava a linguagem pro povo. Sim, pessoas mais simples, ele contava histórias, mas não no sentido de fazer uma interpretação para impressionar, para amedrontar. Não, Jesus era corajoso de ser ele. E a gente, quantas vezes a gente faz papéis, desempenha papéis, porque covardemente nós estamos com medo. Então eu falo uma coisa aqui e falo a antítese da coisa ali, porque esse grupo gosta disso, mas esse grupo gosta daquilo. Então eu vou me modificando. Que covarde eu sou. Que covarde. Que que eu quem eu sou? Nem eu sei. Eu sou o quê? uma meeba que não tem identidade, que não tem posicionamento. Então, ter coragem é você ser quem você é. Se esse grupo gosta, que bom. Se esse grupo detesta, que paciência. Não quero nem impor, respeito, quero ser respeitada. Isso é ser corajoso. Continuando, ela diz: "Autoanalisa-te banhado pela claridade dos ensinamentos dele e rompe os grilhões que te que te jugulam o ao medo, à insegurança, à instabilidade, ao sofrimento moral e físico. Enfrenta com naturalidade os teus limites e angústias, confiante na vitória, não te evadindo aos deveres que te compete realizar". É como se ela falasse assim: "Ter coragem é a gente aceitar a nossa imperfeição. Ter coragem é aceitar que o tempo ainda precisa operar em nossa vida, que nós ainda precisamos de experiência, de aprendizagem, de conhecimento, de vivências para crescer. Ter coragem é

a imperfeição. Ter coragem é aceitar que o tempo ainda precisa operar em nossa vida, que nós ainda precisamos de experiência, de aprendizagem, de conhecimento, de vivências para crescer. Ter coragem é aceitar essa imperfeição. Ter coragem é se responsabilizar pelas próprias sombras e pela própria autoiluminação. Ter coragem é correr atrás do que é melhor para si, sem expectativa de perfeccionismo, de perfeição, mas entendendo que nós estamos no caminho com paciência, com perseverança e com resiliência. Ela diz também: "Nunca temas a ninguém, atribuindo-lhe uma superioridade e valor que certamente não possui." Respeita sim as conquistas de cada pessoa, considera, toma-a como estímulo para ti, a fim de que também alcances essas realizações superiores. Eu lembrei de um trecho que tem no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo 10 e tem 21, que ele fala lá, porque o Kardec vai investigar se a gente deve falar dos erros dos outros ou não, né? Não julgue, não julgue, não julgueis. Então, não posso falar. Daí eles vão explicar o seguinte, que tudo é a intenção. Que que você busca ao analisar o outro? Se você expuser o outro, não. Aí você não tá sendo corajoso, você tá sendo covarde. Se você contar para todo mundo, se você fizer intriga, se você espalhar o mal dos outros e fazer fofoca, tudo isso aí é covardia. Você não tá agindo com seu coração, não. Mas eu analisar o que o outro fez de bom e de ruim para eu aprender com o outro, isso é inteligência, é sabedoria. Então é isso que eles estão dizendo. Olha, se então Evangelho Segundo Espiritismo, capítulo 10 e tem 21. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam, nenhuma utilidade haverá nunca em divulgá-la. Se, porém, podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se atender, de preferência ao interesse do maior número. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever. Jesus o fez, né? Pois mais vale caia um homem do que do que virem muitos a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das

ncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever. Jesus o fez, né? Pois mais vale caia um homem do que do que virem muitos a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes. Então, ter coragem muitas vezes é sim fazer o que Jesus foi fez quando ele falou: "Ai de vós hipócritas". Ué, mas a gente não pode julgar. Mas é isso. Jesus estava trazendo à luz um erro para elucidar e esclarecer uma coletividade. Não era para se vingar, nem para expor, nem para humilhar, não. Jesus estava só trazendo à luz uma sombra que precisava ser desmascarada. Então, veja que sabedoria que precisa ter. Tudo é o que o meu coração me diz. Ah, eu vou tocar no ponto, no ponto nervoso, no ponto sensível daquela pessoa. Pergunta antes lá dentro que que você tá querendo, Cris? Tá querendo ficar mostrar que você é melhor? Tá querendo, tá com raiva dela? tá se vingando de alguma coisa do passado, para não. Eu queria realmente trazer isso à luz para que a gente refletisse. A minha intenção é essa. Eu vou acolher essa pessoa. Se meu coração me diz, aí sim é uma atitude corajosa. E pra gente terminando, a coragem de viver deve ser treinada continuamente, vencendo as pequenas as pequenas barreiras da timidez, dos receios, dos fracassos, dos complexos de inferioridade, das doenças reais ou imaginárias, fortalecendo o ânimo em cada triunfo e reconsiderando a ação em cada insucesso. Então, ter coragem é a gente arriscar, é a gente aceitar que vai errar, é aprender com o erro, é recomeçar. Isso é ter coragem. Ser covarde é não se arriscar por medo de errar, por medo do que vão dizer e ficar no mesmo lugar estagnado. Então tem que ser corajoso. Vai, pensa, analisa, se prepara e se arrisca. analisa, avalia, vê o que deu certo, o que deu errado, começa tudo de novo. Isso é ter coragem, é treinar continuamente. E ela termina então dizendo: "Apoia-te nele sob tribulação ou fora dela, busca-o. Em dúvida atroz ou perseguido, pensa em como ele agiria nessa situação e faz

o é ter coragem, é treinar continuamente. E ela termina então dizendo: "Apoia-te nele sob tribulação ou fora dela, busca-o. Em dúvida atroz ou perseguido, pensa em como ele agiria nessa situação e faz conforme te inspire a consciência reta." Siga a consciência reta. Reflexiona com tranquilidade em torno da coragem de Jesus e busca-lhe o exemplo. Tem coragem de viver. Vamos ter coragem de viver de forma cristã nesse mundo ainda tão materialista.

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