T01:E01 • A Família • Papéis Familiares

Mansão do Caminho 08/08/2021 (há 4 anos) 53:23 136,202 visualizações 11,908 curtidas

Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 01 - A Família Episódio 01 - Papéis Familiares Qual o “lugar” e a “função” de cada membro da família; importância do respeito à hierarquia; atenção às chantagens emocionais, manipulações, compensações. Apresentação: Cristiane Lenzi Beira - escritora, conferencista e mestra em Psicologia. Nesta primeira temporada, Cris fala sobre o tema: "A Família". Confira todas as temporadas na plataforma EspiritismoPLAY. #espiritismo #psicologia #psicologiaespirita #mansaodocaminho

Transcrição

Olá, eu sou Cristiane e estaremos juntos em PSI. Espírita com Joana dees. Uma alegria estarmos reunidos com base nos estudos de Joana de Angeles. E vamos aproveitar esses momentos nos próximos encontros. para nos organizarmos em torno da obra da nossa mentora, da nossa querida mentora, focando em especial esse tema de fundamental importância para a vida do ser humano, a família. Joana de Ângeles nos convida a esse olhar mais profundo, cauteloso e comprometido com essa que é a primeira célula que vai construir o mundo como ele é. é a base de nossa sociedade. A nossa família tem sido tem sofrido muitas transformações e é então da nossa parte interessante, importante e até responsável voltarmos o nosso olhar para a família. Essa família que ao longo das últimas décadas, dos últimos anos, tem sido às vezes relegada a segundo plano, às vezes combatida, confrontada. Fica então esse convite para pensarmos um pouquinho a respeito dessa instituição a partir dos nossos ensinos, dos estudos de Joana de Angeles. Faremos uso dos slides para podermos trazer aqui o pensamento eh literal da benfeitora. E Joana nos fala que a a família, ela é a base fundamental sobre a qual se ergue o imenso edifício da sociedade. A família, ela tem sido a base da sociedade desde que o homem e a mulher estão na terra. Os primeiros agrupamentos se basearam em tribos, em grupos. Eles se organizavam, o tempo, o tempo passou, muitas coisas foram modificadas, mas sempre essa tentativa, essa, esse desejo, esse instinto gregário nos faz nos aproximar e formarmos então essa base. Essa base, ela vem sofrendo mudanças, eh, diferenças de acordo com o lugar, de acordo com contexto histórico, de acordo com o momento evolutivo, mas precisamos admitir que ela continua sendo urgente, necessária, fundamental para pensarmos na vida na Terra, para pensarmos em mundo melhor, para pensarmos em sociedade como desejamos. mais fraterna, mais harmoniosa, mais equilibrada. É na família que nós iniciamos, começamos a arquitetar a sociedade do

rra, para pensarmos em mundo melhor, para pensarmos em sociedade como desejamos. mais fraterna, mais harmoniosa, mais equilibrada. É na família que nós iniciamos, começamos a arquitetar a sociedade do amanhã à sociedade que viveremos e nossos filhos viverão. Por isso é importante pensarmos a respeito. Nesses últimos tempos, quando a vida na Terra mudou tanto e os hábitos e os costumes também se modificaram, a mulher teve mais espaço no meio profissional, os filhos também passaram a estar mais expostos a a ao coletivo por meio das redes sociais e da facilidade de acesso a tantas culturas diferentes. O mundo mudou, a sociedade mudou, as relações se modificaram. E diante disso, a família precisa ser repensada ou revisitada. É importante da nossa parte procurarmos internamente essa atualização. Não podemos mais pensar em família como nossos avós pensavam. aquilo que funcionou lá atrás, que os nossos antepassados utilizaram como recurso, como instrumentos para organizar a sua casa, o seu lar, já não cabem mais muitas vezes nos contextos atuais. No entanto, há outros valores que fazem parte do cerne da constituição de uma família, que eles são atemporais. Não importa a época em que estejamos, não importa o lugar onde vivamos, não importa que século estejamos, eles são fundamentais e precisam ser preservados. e a busca entre aquilo que precisa ser revisitado, transformado, modificado, atualizado. E aquilo por contrapartida que não deve ser abandonado nem jamais ser considerado desatualizado. É essa busca entre esses dois âmbitos que precisa ser feita nos nossos dias e que precisa que cada responsável pelo contexto da família, os pais, os avós, aqueles que são as figuras de representação dentro da dentro do lar, eles se dediquem a isso. É preciso que nós, da nossa parte, enquanto pais educadores ou responsáveis familiares, tenhamos um tempo para olhar. Será que eu, você, nós temos isso claro em nossa mente? Ou nós continuamos repetindo esses jargões? Ah, porque na minha época não

s educadores ou responsáveis familiares, tenhamos um tempo para olhar. Será que eu, você, nós temos isso claro em nossa mente? Ou nós continuamos repetindo esses jargões? Ah, porque na minha época não era assim, ou porque na minha época sim que isso funcionava ou essa juventude hoje está perdida. Porque onde é que esses jargões nos levam? De que adianta ficarmos repetindo isso? Às vezes saudosistas, porque julgamos que no passado era melhor, como se o mundo fosse desevoluindo, às vezes esperançosos de que essa geração venha resolver os problemas que nós causamos nas gerações passadas. Às vezes é uma expectativa que não tem base. Como é que eu posso imaginar que o ser que eu estou formando, que é meu filho, que é de minha responsabilidade, como é que eu vou imaginar que ele vai crescer para me salvar ou salvar aquilo que eu não fiz bem? Se ele está sendo gerado a partir de mim, a partir do meu contexto e a partir do meu estímulo? É ilusão da nossa parte. Por outro lado, olhar para trás também e dizer que naquela época sim era bom também. E o que que isso nos acrescenta? O que que isso adianta se aquela época já não está mais? Se o contexto não funciona mais, se a tecnologia é outro? O que funciona assim é um olhar consciente. é prestarmos atenção no momento em que estamos, nos instrumentos dos quais dispomos, na família da qual somos responsável e aí sim tentarmos imaginar como poderíamos criar um ambiente que seja realmente produtivo paraa formação do que Joana diz, um edifício que vai servir de base para a construção de toda a sociedade. Nós temos lá no livro dos espíritos, na questão eh 775, essa essa pergunta, né, a respeito da da família. Então, Kardec diz: "Qual seria para a sociedade o resultado do relaxamento dos laços de família?" Vamos imaginar que hoje, por causa da tecnologia, da modernidade, de novos valores que tentado entrar e questionar a família como se isso fosse uma instituição do passado, como se hoje em dia isso fosse uma questão simplesmente de escolha, se eu vivo sozinho ou se eu

e novos valores que tentado entrar e questionar a família como se isso fosse uma instituição do passado, como se hoje em dia isso fosse uma questão simplesmente de escolha, se eu vivo sozinho ou se eu vivo em família, como se fosse um produto cultural e não instintivo e não planejado por Deus, pelas leis divinas. Vamos imaginar então o que que o espiritismo nos tem a dizer, que que os benfeitores disseram. Então vamos perguntar para eles: "Olha, será que a família realmente não é um construto social? E a gente um dia resolveu fazer isso, mas na verdade não tem nada a ver. A gente não precisa viver em família. Vamos esquecer essa história e vamos voltar a a essa individualidade mesmo mais pura." E aí os bons espíritos dizem: "Caso nós venhamos a adotar esse essa essa linha de pensamento, nós produziremos uma recrudescência do egoísmo." Veja como eles são inteligentes. Eles não trê, não trazem cartia, eles não dão lição de moral e eles não dizem o que é certo e o que é errado no sentido impositivo. Eles simplesmente nos convidam a pensar em qual seria o efeito. E aí eles deixam para que nós, que somos autônomos ou pelo menos temos condição de ser, tomemos nossa decisão. Eu vou abandonar a família, não acredito mais na instituição família e vou divulgar essa mensagem. O que será que eu estou promovendo no mundo? Qual é a minha linha? O que eu estou convidando as pessoas a fazerem? Eu estou convidando as pessoas a resgatarem, a alimentarem o egoísmo. Então, é como se eles dissessem que a família ela serve paraa gente de antídoto para o egoísmo. Em outros trechos, o Espiritismo vai dizer que o grande mal da humanidade, ou dentre os grandes males da humanidade está o orgulho e o egoísmo. Então, se aquilo que faz mal pra humanidade na nossa doutrina espírita é explicado que é algo em torno de do egoísmo e do orgulho, e uma das grandes formas de aumentarmos o egoísmo é dissolvendo o valor da família, não fica difícil de constatarmos pela simples lógica o quanto a família é importante, o

de do egoísmo e do orgulho, e uma das grandes formas de aumentarmos o egoísmo é dissolvendo o valor da família, não fica difícil de constatarmos pela simples lógica o quanto a família é importante, o quanto o investimento na família A compreensão do que seja família, o entendimento de como se constrói uma família pode ajudar a desenvolver o mundo como nós desejamos. O egoísmo atrapalha o mundo, a família atrapalha o egoísmo. Então, a família colabora com o mundo. A família é um dos grandes instrumentos para a melhoria do mundo, justamente porque ela abafa, ela dissolve o egoísmo. Como é que a família faz isso? A família faz isso porque quando nós convivemos em várias pessoas, automaticamente nós somos obrigados ou convidados, melhor dizendo, as trocas. Nós convivemos, não sou só eu. O mundo não gira ao meu redor. Eu tenho outras pessoas e eu preciso incluí-las na nossa relação. Então, na família, nós vamos em alguns momentos sermos servidos. principalmente quando somos muito crianças. Em outros momentos vamos aprender a servir quando somos, por exemplo, pais ou adultos responsáveis por outros menores. Então, a gente lembra de São Francisco, é dando que se recebe. São Francisco nos ensina o quanto é importante esse movimento do amar e do amar, do amar e do ser amado. São Francisco nos convida a fazer essa troca saudável. Então, na família tem horas que eu estou acordada durante uma noite cuidando de outro ser humano. E tem horas que eu sou o ser humano que está sendo cuidado por alguém que abriu mão de uma noite de sono para me proteger. essa troca, ela vai sendo treinada, ela vai sendo desenvolvida para que futuramente a gente consiga fazer isso em círculos um pouco maiores, primeiro no nosso entorno, depois na nossa comunidade e daqui a pouco como esses grandes benfeitores da humanidade que olham pro mundo como sua família. Era Jesus quando disse: "Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos? senão todos aqueles que fazem a vontade do meu pai. Então essa irmandade que se chama humanidade é a que vai ser

undo como sua família. Era Jesus quando disse: "Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos? senão todos aqueles que fazem a vontade do meu pai. Então essa irmandade que se chama humanidade é a que vai ser última, em última forma beneficiada pelo treino que nós fazemos dentro da nossa família. Mas então, vamos pensar, tudo isso foi uma introdução até para essa série que vamos desenvolver a respeito da família, apenas para estarmos alinhados, para estarmos na mesma página, para compreendermos família segundo Joana de Angeles e segundo o Espiritismo. Então, estamos aqui nesse momento com essa eh com essa compreensão. A família é a base da sociedade. Um dos principais fundamentos da família é trabalhar a alteridade, o outro, a inclusão desse outro. E ao incluir um outro, eu aprendo a trocar, a dar e receber, a servir e a ser servido. Então eu combato o egoísmo. O mundo não gira só ao meu redor, porque eu vivo no lugar em que eu preciso pertencer, eu preciso me submeter a essas regras de bom convívio. Então eu estou colaborando com para que o mundo seja menos egoísta. E aí, então a gente pensando a respeito do contexto família, nós podemos observar de acordo com esse esquema que eu ã produzi, uma das formas de entendermos a família é através dos papéis que ela compreende. Então, vamos lá. Nós temos, por exemplo, em nossa casa, vários tipos de papéis acontecendo. Depende da estrutura familiar de cada um de nós. Tem gente que mora com os avós, tem gente que mora só com a mãe, tem gente que são que mora apenas entre irmãos, porque os pais já não estão aqui. Todas são famílias, todas podem ser olhadas, observadas por esse ponto de vista que eu apresento agora. Vamos imaginar então os possíveis papéis. O papel de casa, o papel dentro do lar, o papel desse contexto familiar, são muitos. O papel de mãe, o papel de pai, o papel de esposo, o papel de esposa, o papel de avó, o papel de tio, o papel de irmão, de filho, o papel de irmã. São todos papéis pra gente organizar a família, pra gente

pel de mãe, o papel de pai, o papel de esposo, o papel de esposa, o papel de avó, o papel de tio, o papel de irmão, de filho, o papel de irmã. São todos papéis pra gente organizar a família, pra gente conviver numa família de forma que ela seja harmoniosa, porque esse é o nosso objetivo aqui. O objetivo do nosso trabalho é investir na família, é cultivar os valores familiares, é trazer profundidade raiz paraa instituição família, é convidar as pessoas a juntos investirmos. conhecermos mais, entendermos como funciona a família. E uma das formas é compreender o papel que cada membro tem dentro da família. Isso é fundamental. Por quê? Porque quando os papéis estão trocados, quando existe aí uma discordância do papel e como ele está sendo representado, isso gera ruído, isso gera perturbação no contexto. Vou dar um exemplo. Sim. simples da gente entender e a gente vai perceber que isso acontece muito nas nossas vidas. Por exemplo, eu sou mãe, eu tenho o papel de mãe, mas eu também sou esposa. Eu tenho um marido que mora comigo no meu lar junto com meus filhos. Então, percebe, eu tenho por enquanto dois papéis, o de mãe dos meus filhos e o de esposa do meu marido. Eu preciso ter muito bem definido quais são esses papéis, o que cabe a cada papel. Eu preciso entender que são separados e que muitas vezes aquilo que esse papel executa jamais vai poder ser também executado nesse outro papel. Então, vamos imaginar que eu sou mãe e esposa e como mãe eu vou estabelecer uma regra pros meus filhos. Então eu posso, diante da regra, como autoridade dos meus filhos, colocar limites. Eu posso dizer pro meu filho, por exemplo, 10 horas da noite, às 22 horas, eu não quero mais nenhuma luz acesa, nem computador ligado, nem TV. Então, tenho aqui os meus filhos, eles são crianças, adolescentes, cabe no meu papel estabelecer horários. Então, eu vou dizer paraos meus filhos, regra da casa 10 horas é o limite máximo. Se quiser desligar antes, OK, mais que isso não. Então, eu posso vir nessa condição de mãe estabelecer

lecer horários. Então, eu vou dizer paraos meus filhos, regra da casa 10 horas é o limite máximo. Se quiser desligar antes, OK, mais que isso não. Então, eu posso vir nessa condição de mãe estabelecer o limite pros meus filhos. Agora tem que imaginar eu chegar pro meu marido e dizer assim: "Marido, 10 horas da noite, você, por favor, na cama, não quero mais ouvir nenhum barulho, nada de celular. Fica estranho, não fica? Tem algo aí que não combina. Como assim? Eu não sou sua mãe. Ele poderia dizer: "Você não é minha mãe para me dar limites, para me colocar limites." Então, se eu não tiver bem certeza de qual papel eu estou desempenhando naquele momento, eu posso misturar as estações. E daqui a pouco eu estou tratando o meu esposo como filho e muitas vezes estou tratando o meu filho como pai. Do jeito que eu trago parece assim: "Não, impossível de acontecer, mas a gente sabe que não é". Quantas vezes a gente tá dando bronca no marido? Quantas vezes o marido tá falando pra gente: "Ai, você pode guardar aquele monte de roupa que eu fui puxar de baixo, né? Porque ele puxa de baixo, mas ele não consegue erguer para puxar. Ele puxa e a pilha vem inteira de camisetas, né?" E aí ele que não está se vendo como adulto independente, porque o adulto independente vai resolver esse problema por si, vai lá e coloca do seu jeito, ele vai requisitar essa pseudomãe, na verdade a esposa. Ô bem, você pode pôr lá de volta todas as camisetas que eu derrubei, né? Faz até uma voz assim meio infantilizada para ver se comove o instinto materno da mulher. percebe os papéis se misturando aí. Se a mulher não tiver bem centrada como esposa, ela pode entrar nessa narrativa e gostar dessa isca, porque afinal de contas ela tá sendo valorizada, ela tá sendo querida, ela tá sendo buscada, ela tá sendo necessitada. Então ela fala assim: "Ah, amorzinho, deixa, pode deixar que eu arrumo de novo toda a sua bagunça como eu arrumo todos os dias. Isso um dia é bom, dois dias é bom, chega uma hora que ela não aguenta

. Então ela fala assim: "Ah, amorzinho, deixa, pode deixar que eu arrumo de novo toda a sua bagunça como eu arrumo todos os dias. Isso um dia é bom, dois dias é bom, chega uma hora que ela não aguenta mais e aí começa o quê? As brigas. E aí aquilo que ela sempre fez, agora ela não quer mais fazer. E ela começa a jogar na cara. Olha o seu tamanho. Tá pensando o quê para eu ficar arrumando suas coisas? Por que que chegou nisso? Não chegou nisso da noite pro dia. Chegou nisso porque as os papéis foram se mesclando e as pessoas não foram separando. E daqui a pouco eu estou como mãe do meu marido e eu falo pro meu filho eh eh resolver meus problemas porque eu não consigo e daqui a pouco meu filho tá acima de mim me dando bronca porque ele falou para mim que eu tinha que fazer isso e eu não fiz. E a gente vira uma bagunça dentro da casa. Eu já vi pais perguntando pro filhinho de 3 anos, no caso era uma filhinha. Pra filhinha de 3 anos, o que que eles iam fazer no final de semana? Para onde que iriam? Era a filhinha de 3 anos que escolhia, se ia almoçar na casa da avó, se ia Como assim? Precisa estabelecer papéis. Cada papel tem sua responsabilidade, tem sua autoridade ou não. A gente não pode misturar papéis, por exemplo, de pôr filho cuidando de outro filho. Eu já vi também muito isso acontecer quando a gente diz assim: "Eh, olha, a mamãe vai ali e você toma conta da sua irmãzinha, tá? Quantos anos tem o fulano que eu mandei tomar conta da irmãzinha?" Seis. E falei para ele de 6 anos eu vou ali e você cuida da sua irmã de dois. Como que eu vou falar para uma criança de 6 anos tomar conta para uma de uma outra de dois? É a gente misturando papéis. O papel de filho é ser filho. O papel de filho não, po, o filho não pode sair dessa hierarquia e de repente subir aqui para cuidar de mim. Ele também não deve sair da hierarquia e vir aqui do meu lado para me ajudar a cuidar dos filhos. A gente sabe que às vezes a vida é turbulenta e nos obriga a certos prejuízos. E a gente sabe que muitas

e também não deve sair da hierarquia e vir aqui do meu lado para me ajudar a cuidar dos filhos. A gente sabe que às vezes a vida é turbulenta e nos obriga a certos prejuízos. E a gente sabe que muitas vezes o irmão mais velho precisou vir aqui no lugar do pai para ajudar a mãe a criar um monte de outros irmãos. A gente sabe, isso pode acontecer, mas a gente sabe também que isso vai ter prejuízo. Vai ter prejuízo para esse que vem, porque ele entrou num papel que não é dele. Vai ter prejuízo pros que estão debaixo, porque eles estão sob a responsabilidade de alguém que, na verdade, deveria estar do tamanho deles. Psicologicamente falando, a gente sabe que vai ter muita interferência, que vai ter muita complicação nisso. Então, o quanto mais eu conseguir manter cada um no seu papel, mais saudável é a família. E eu entender qual é o meu papel e o que me cabe. Aí a gente deixa paraas circunstâncias assim absurdas, quando não se resta outra oportunidade. Aí a gente vai admitir essas trocas de papéis quando a gente não encontrar outra forma de lidar. Mas isso não deve ser requisitado a toda hora. E isso é requisitado a toda hora. As pessoas costumam misturar tudo. Quantas mães fazem do seu das suas filhas um ouvido terapêutico para desabafar as mágoas que traz do marido. Mas esa aí, esse ouvido que me escuta é a filha do homem do qual eu falo mal e conto as histórias e me ponho de coitada. Não é um ouvido que está isento. Ela faz parte da situação. Eu não percebo, mas eu estou comprometendo a psíquica da minha filha, colocando-a como um par meu. Então, se eu estou precisando desabafar, se eu preciso fazer algum tipo de catarse e eu não posso pagar uma terapia, eu posso procurar alguém, procurar alguém que está como par meu, que está no mesmo nível que eu. Eu vou procurar minha irmã, eu vou procurar minha prima, eu vou procurar a vizinha, eu vou procurar a amiga de infância. Eu posso até subir de nível. Eu vou procurar minha mãe para desabafar. Eu vou pedir orientação paraa minha mãe. Ah, eu posso

inha prima, eu vou procurar a vizinha, eu vou procurar a amiga de infância. Eu posso até subir de nível. Eu vou procurar minha mãe para desabafar. Eu vou pedir orientação paraa minha mãe. Ah, eu posso porque eu estou respeitando essa hierarquia psicológica. Agora eu não posso descer para pedir ajuda aqui psicologicamente falando. É óbvio que se eu tiver precisando de alguma coisa, precisando que alguém me ajude subir na escada porque eu tô com as costas travadas. Eu não vou pedir pro meu filho porque a Cris falou: "Não, a gente vai pedir, a gente vai trocar". Não é isso. Nós estamos falando de demandas emocionais, de resolução de conflitos psicológicos. Nós estamos falando de não misturar papéis, de saber bem o que é ser esposa. Ser esposa não é ser mãe. Ser esposa não é ser policial do marido que fica investigando a vida dele, procurando no WhatsApp se tem conversa escondida. Ser esposa não é ser hã coleguinha de de sei lá de futebol. Não preciso fazer tudo com meu marido. Meu marido pode continuar tendo o momento dele com os amigos dele. O meu marido pode ter a privacidade dele de fazer do celular dele o que ele quiser. O que é ser esposa? O que cabe a uma esposa? Você já se perguntou? Se a gente falasse, tá bom, pega aí um bloco de nota e escreva 10 características do que é ser esposa, 20 características, isso sairia rápido? Eu tenho isso muito consciente. No instante eu sei definir o que é o papel de uma esposa. E se eu fizesse uma pergunta, o que não cabe a uma esposa fazer e que a gente costuma fazer? Você tem consciência disso? Então, nesse primeiro encontro, eu entendo que é fundamental a gente começar a entender qual é o fundamento, qual é o organograma da minha família. Quem está nesse patamar de hierarquia, de responsabilidade comigo? Sou eu e meu marido? Sou eu sozinha? Sou eu com apoio de uma irmã que mora comigo? Sou eu junto com os meus pais? Eu preciso ter noção dessa estrutura organizacional e o que cabe a cada papel, porque misturar papéis compromete

u sozinha? Sou eu com apoio de uma irmã que mora comigo? Sou eu junto com os meus pais? Eu preciso ter noção dessa estrutura organizacional e o que cabe a cada papel, porque misturar papéis compromete psicologicamente seus médios. Eu já não sei mais o que me cabe e o que não me cabe. E uma das formas de compreendermos o que é um papel e o que é o papel de cada um é prestando atenção nas necessidades e nas responsabilidades. Necessidades, a gente pode falar necessidades físicas, cognitivas, financeiras, emocionais. Eu trouxe aí um exemplo de uma criança que quer lavar as mãos, mas ela é muito pequenininha para uma para uma cuba, né, para uma pia muito alta. é uma necessidade física, ela não tem tamanho ainda. Então, é uma necessidade. Cabe a quem consegue carregá-la, cabe a quem consegue com segurança carregá-la, fazer isso. Se ela tem 6 anos e tem um irmão de 15, o irmão de 15 tem estrutura para carregar a criança sem pô-la em risco para que ela possa lavar as suas mãos. Mas ela tem 6 anos e o irmão tem oito. Será que cabe ao irmão de oito fazer isso? Eu tô trazendo essas essas perguntas que elas são tênis e a dificuldade é quando ela é têm. Quando a coisa é bem escancarada fica fácil, mas o problema é que não é nas coisas bem escancaradas que nós nos equivocamos. É nessas sutilidades da gente pedir um dia uma coisa, pedir outro dia outra. Daqui a pouco o irmão de 8 anos tem mais responsabilidade com a irmã de cinco do que eu que sou mãe. Porque uma hora eu peço para ajudar na tarefa, outra hora eu peço para pegar a roupa que tem que pôr para lavar, outra hora eu peço para ajudar a tomar banho, outra hora eu peço, porque afinal de contas eu tenho uma casa inteira para limpar. Se eu tenho uma casa inteira para limpar, eu que vá procurar ajuda se eu não tiver dando conta. E que ajuda é essa? Dos meus pares. Mas e aí? Eu não posso pedir nada pros filhos. Pode aquilo que ele é capaz de fazer. Essa é a linha tên que eu disse que é difícil da gente identificar. Eu falar pro meu filho de 8 anos: "O seu

pares. Mas e aí? Eu não posso pedir nada pros filhos. Pode aquilo que ele é capaz de fazer. Essa é a linha tên que eu disse que é difícil da gente identificar. Eu falar pro meu filho de 8 anos: "O seu quarto você mantém organizado por favor?" Eu posso falar: "Guarde os brinquedos, cuide da sua tarefa, arrume minimamente sua cama." Mas eu não posso falar pro meu filho de 8 anos: "Faça uma faxina começando a limpar os vidros". Ele não vai entender o que que é isso. Ele não sabe nem o que é isso. É risco. Então, é muito intrínseco, é muito sutil e é muito importante nós vigiarmos se estamos no papel certo e se estamos atribuindo o papel certo pros nossos filhos. Se na família cada um está no lugar que tem responsabilidade para estar, o filho pode ajudar a pagar uma conta? Pode quando? quando ele for com idade suficiente para poder ser empregado e poder trabalhar. Mas e um filho, eu querer que o meu filho de 10 anos vai conseguir vender alguma coisa na rua para poder trazer dinheiro para casa, ah, mas não vai ter outro jeito, é isso ou vamos morrer de fome? Então, nós estamos naqueles casos trágicos que não deveriam ser assim, que não é o plano natural. O plano natural é o que uma criança não precise trabalhar. Não quer dizer que a criança não possa colaborar com aquilo que ela é capaz de fazer. Então, eu acho que a gente deveria elencar quais são todos os papéis de cada um, os papéis de cada um dos membros da nossa casa e a gente começar a imaginar quais são as responsabilidades e quais são as necessidades de cada um. É muito profundo pra gente sair fazendo qualquer coisa, pedindo qualquer coisa para qualquer um. Isso um pouco dura 2 anos, 3 anos, depois de 10 anos dessa convivência, as coisas começam a não dar mais certo, começa a aparecer muita briga, a gente já não aguenta mais o marido e deu uma confusão e a gente já não sabe mais como resolver e a gente separa e vai embora e pronto, começa tudo de novo. Porque a gente não soube estruturar esses pilares, esses papéis como a gente

do e deu uma confusão e a gente já não sabe mais como resolver e a gente separa e vai embora e pronto, começa tudo de novo. Porque a gente não soube estruturar esses pilares, esses papéis como a gente precisaria. A gente precisa ter mais compreensão porque cabe a cada um. Qual é a necessidade de uma criança de 10 anos e que ela pode carregar de responsabilidade? Eu não posso sair de casa e falar para ela: "Você vai cuidar da sua irmã de cinco e o que acontecer vai ser responsabilidade sua". Eu não posso fazer isso. Eu não posso. Criança de 10 anos não tem responsabilidade sobre uma de cinco. Eu vou ter que arranjar outra forma. Eu vou ter que levar as duas comigo se eu não tiver que deixar no lugar. Eu não posso responsabilizar o meu marido por coisas que são minhas e às vezes até emocionais. Ah, eu não sou feliz porque o meu marido não me faz feliz. Não é a responsabilidade dele me fazer feliz. A responsabilidade de ser feliz é de cada um, porque tem a ver com o meu livre arbítrio. Porque se eu não quiser ser feliz, nem Cristo me faz ser feliz. E aí, diante de tantas provocações, será que a gente tá super seguro e consciente de quais papéis nós temos? Do que cabe a cada um desses papéis? Qual é a minha necessidade nesse papel? Qual é a minha responsabilidade? Eu posso dizer, por exemplo, que o papel do meu esposo é se responsabilizar financeiramente. Conclusão, para pagar contas, precisamos de dinheiro. O dinheiro é responsabilidade dele conseguir. A minha responsabilidade não vai ser financeira, mas a minha responsabilidade vai ser, por exemplo, relacional. em casa, eu vou prestar mais atenção nos relacionamentos, até porque meu marido tá saindo para cuidar da parte financeira, eu estou ficando para cuidar dos relacionamentos entre os irmãos, por exemplo. Isso é dividir, isso é a gente ser parceiro do nosso marido. Quer dizer que aquilo que eu promover em casa, a gente gerou juntos, porque eu só pude ficar em casa cuidando das relações, da emoção dos nossos filhos, da educação

gente ser parceiro do nosso marido. Quer dizer que aquilo que eu promover em casa, a gente gerou juntos, porque eu só pude ficar em casa cuidando das relações, da emoção dos nossos filhos, da educação dos nossos filhos, porque ele garantiu a minha necessidade financeira. E o meu marido só poôde sair despreocupado sabendo que os filhos estavam sendo educados, porque eu garanti essa responsabilidade pelos relacionamentos em casa e ele pode sair com a cabeça tranquila. Isso é parceria. Eu acho muito triste quando eu escuto uma mulher que ficou em casa cuidando do lar e dos filhos dizer: "O dinheiro que o meu esposo conquistou é dele". Isso significa você não entendeu nada de papéis. Você não entendeu que os papéis são feitos para no coletivo eles se organizarem. Mas eles não são individuais. Um papel tem relação com o outro. O papel de quem vai garantir a parte financeira tem relação com o papel de quem cuida da criança, da educação da criança. Não são separados, fazem parte de uma única estrutura. É como se eu pegasse um relógio e falasse assim: "O ponteiro sozinho vai marcar as horas". Não vai. Ele precisa daquela outra parte que é a base, né? Ele precisa também da corda ou ele precisa do elemento eletrônico lá dentro. Cada parte dessa sozinha não marca horas. Para que se marque as horas, é preciso que cada partezinha desempenhe o seu papel. Então, Joana nos chama atenção quando ela fala dessa responsabilidade que cada um de nós tem, que resulta do amadurecimento psicológico, que é adquirida pela vivência das experiências humanas, que harmoniza dever com necessidade. Qual é o meu dever? Qual é a minha necessidade? Qual é o dever do meu filho? Qual a necessidade do meu filho? Qual o dever do meu marido? Qual a necessidade do meu marido? Será que eu ando colocando dever na mão do meu filho que não é dele? Será que eu ando deixando em haver necessidades do meu filho que eu deveria suprir? Eu estou consciente com relação aos papéis de cada um, necessidades de cada um em

a mão do meu filho que não é dele? Será que eu ando deixando em haver necessidades do meu filho que eu deveria suprir? Eu estou consciente com relação aos papéis de cada um, necessidades de cada um em cada momento da vida, a responsabilidade de cada um. Quem assim age responsavelmente torna-se pessoa ponte ao invés de assumir a postura de ser obstáculo. Olha que frase linda. Quando a gente consegue ficar cada um no seu papel, desempenhando bem sua responsabilidade, cuidando bem do seu dever, estando bem atento à necessidade do outro, nós seremos seres humanos ponte. Por quê? Porque criaremos linhas de comunicação, linhas de entrosamento, viveremos em harmonia, enquanto que se eu ficar focada só na minha necessidade, no que eu quero e esquecendo da necessidade do outro, do dever meu e do dever do outro, eu não fico. Eu fico pessoa obstáculo. Eu sou aquela pessoa que só quer ser servida, que acha que é a melhor da família, tudo gira em torno dela, que só ela que tem direito, que ela é mais do que as outras. E aí gera briga, gera conflito, gera contenda. Por isso que é importante termos isso, necessidade e responsabilidade. Podemos pensar na pirâmide de Maslow, né? A hierarquização das necessidades é uma outra forma de termos mais consciência a respeito das necessidades. Nós temos necessidades de vários de várias instâncias, desde aquelas de base que são necessidades fisiológicas. Tenho fome, tenho sede, tenho sono, até aquelas de segurança. Preciso de um lar, preciso de proteção, preciso de alguém que me ajude, que me oriente, dependendo do momento da minha vida. Tenho necessidades sociais. Preciso me sentir amada. Preciso conviver com outras pessoas. Preciso ter amizades, aquelas de estima. Preciso gostar de mim. Preciso sentir que as pessoas gostam de mim. Preciso sentir que tenho valor. Preciso sentir que sou valorizada. até conseguirmos dar último último nível de de realização, de necessidade. Quando eu me sinto realizada, eu me sinto realizada, eu me sinto realizada porque eu não tenho fome, eu

r que sou valorizada. até conseguirmos dar último último nível de de realização, de necessidade. Quando eu me sinto realizada, eu me sinto realizada, eu me sinto realizada porque eu não tenho fome, eu não tenho frio, eu não tenho sono, porque eu estou protegida, porque eu sou orientada, porque eu tenho relações sociais, eu tenho amigos, eu tenho famílias que me amam, família que me ama, porque eu me sinto amada, porque eu sei que eu sou amada, eu me amo também. Aí sim eu me realizo. A família deveria promover isso para cada membro, para cada papel. Esse é o objetivo. Porque daí quando eu abro as portas do meu lar e digo: "Vai, família, vai pra sociedade", qual homem, qual mulher, qual ser humano eu estou colocando na sociedade? Seres humanos que são realizados. Então eles estão bem, eles se cuidam, eles cuidam dos outros, eles se valorizam, eles valorizam os outros. Eu estou formando uma sociedade como a gente sempre sonhou, mas para eu abrir as portas da minha casa e dizer vai cada membro da minha família vai ser feliz, se sentir realizado lá fora, eu preciso ter criado esse ambiente dentro. Como é que eu vou criar esse ambiente dentro se eu não sei o que me cabe? Se eu não sei qual a minha responsabilidade, se eu não presto atenção nas minhas necessidades e nas necessidades dos outros. Então, a primeira providência que a gente precisa ter em casa é a gente ter bem definida essa questão do papel de cada um de nós. O que é ser pai? O que é ser mãe? Como que a gente pode conseguir identificar a necessidade de cada um? Será que eu não tô saindo do meu papel? Será que eu não tô sendo filha do meu marido? Será que eu não tenho no meu o meu filho não está sendo minha mãe, minha meu pai? Será que eu não tô misturando meu papel de esposa com o meu papel de mãe ou com meu papel de filho? O que é ser cada um desses papéis? É importante da nossa parte nós olharmos para isso, para não fazermos essa confusão. Então, Joana deângeles diz assim: "A constelação familiar recorda o equilíbrio que vige no

r cada um desses papéis? É importante da nossa parte nós olharmos para isso, para não fazermos essa confusão. Então, Joana deângeles diz assim: "A constelação familiar recorda o equilíbrio que vige no universo. Os astros menores giram atraídos pela força dos maiores, no caso específico das estrelas, planetas, satélites e asteroides." Olha que figura linda. Então, o que que Joana tá dizendo? O sol é diferente da Terra, que é diferente da Lua, que é diferente de Saturno, que é diferente de um cometa, que é diferente de uma estrela menor. No entanto, é a sincronia entre todos que faz com que o sistema solar seja harmonizado, equilibrado para gerar nossa vida. por exemplo, como que estamos em casa também assim, cada membro é um astro específico. Ah, qual astro do sistema solar é o melhor, é o mais importante? Ah, é o sol. Se tirar o sol não tem vida, tá? Mas e se tirar a lua, que é bem menor e nem tem luz própria, nós também não conseguiríamos ter vida no nosso planeta Terra. E se não tivesse o planeta Terra, a gente não estaria aqui reencarnado. Então, a ideia é tomarmos consciência de que, ainda que uns sejam maiores do que outros, mais velhos do que outros, família só funciona se o contexto total estiver bem alinhado. Família não é feita por um único membro sozinho, no sentido de que sou melhor do que os outros, vai todo mundo embora porque eu só quero viver sozinho. Família é esse conjunto, é essa esse essa confraternidade que existe, é esse grupamento de pessoas, de espíritos que se juntam. Pouco importa o papel de cada um no sentido de superioridade ou inferioridade. Não, não é por aí que nós vamos avaliar, porque cada papel é importante para a harmonia do todo, para que a família como um todo seja feliz. A mesma coisa com o nosso corpo. Qual parte do meu corpo é menos importante? Ah, o meu dedinho. Tá. Posso abrir mão dele? Não. Não é isso. A família é essa constelação. Cada um é importante do seu jeito. Cada um precisa estar no seu lugar para gerar harmonia. Vamos supor que o sol fale assim: "Ah,

. Posso abrir mão dele? Não. Não é isso. A família é essa constelação. Cada um é importante do seu jeito. Cada um precisa estar no seu lugar para gerar harmonia. Vamos supor que o sol fale assim: "Ah, vamos viver todo mundo grudadinho, vai. Vamos juntar sol grudado com lua, grudado com terra. acabaria a vida na Terra, porque o sol não pode sair do lugar dele. Então, olha que interessante, a constelação ela dá espaço. A constelação ela ela permite que cada um esteja longe suficiente um do outro, mas ao mesmo tempo não tão longe a ponto da gente se perder de vista. É longe suficiente para que cada um tenha seu espaço, para que cada um mereça o seu lugar. É o que a gente tem falado hoje sobre ser protagonista. A família precisa criar protagonistas. Cada um é importante, cada um é único, cada um é essencial, cada um é valor por si. A família precisa apresentar essa valorização de cada membro. A gente não pode dizer que um membro é maior que o outro, é melhor que o outro, é mais importante que o outro, é mais fundamental. Então, no caso dos pais, eles precisam valorizar os filhos. Não importa se o filho mais velho, se ele sabe mais do que o filho mais novo, não importa. Todos são importantes. É preciso respeitar o lugar e o valor e a luz de cada um. Eu não vou querer que a lua seja igual ao sol. Ela precisa ser lua, o sol precisa ser sol. O meu filho mais velho precisa ser ele. O meu filho mais novo precisa ser ele. Um não tem que se comparar ao outro. Eu não tenho que dizer que só tem um jeito de ser e que o outro filho que não conseguiu ser, que pena, lamento. Não, cada um de nós é especial do nosso jeito. E existe na constelação familiar esse esse ramo da psicologia, essa frase que diz: "A constelação sistêmica que visa organizar a dinâmica dos relacionamentos, devolve a cada membro o lugar que lhe cabe, ou seja, retirando dele o peso assumido indevidamente, seja por ignorância, por conflito, por necessidade de pertencer e agradar." Agora olha essa frase frase. Cada

a cada membro o lugar que lhe cabe, ou seja, retirando dele o peso assumido indevidamente, seja por ignorância, por conflito, por necessidade de pertencer e agradar." Agora olha essa frase frase. Cada tragédia familiar descansa sobre uma transgressão das leis que regem o sistema. Então, a constelação vai familiar é um ramo da psicologia, é uma área da psicologia que vai tentar trazer saúde e harmonia paraa família, simplesmente colocando cada um no seu papel, simplesmente tirando de um ou de outro membro o que não era dele, o que não lhe pertencia. Filho fazendo papel de pai, marido sendo colocado na condição de filho, esposa que vira criancinha e que acha que o marido manda nela, filho que acabou desencarnando e o outro entra no lugar, marido que desencarna e um filho vem para tentar suprir o lugar do pai, a constelação familiar, ela vai trabalhar isso. E ela afirma que se cada membro estiver no seu lugar, não quiser ser como a mãe quis que ele fosse, não quiser ser igual ao irmão, porque o irmão que é valorizado, não quiser ocupar o lugar do pai, não quiser, se cada um ficar no seu lugar desempenhando o seu papel, é suficiente para trazer harmonia pra família. A constelação familiar fala que as famílias não dão certo porque os papéis estão trocados. Cada tragédia familiar descansa sobre uma transgessão das leis que regem o sistema. É a gente desempenhando papel que não é nosso. É um de nós estando no lugar que não nos pertence. Olha quanto é importante a gente ter consciência a respeito do papel que é de cada um de nós. Então, na convivência com o com o próximo, o ser humano lima as arestas. Olha que bonito, nós estamos nos ajustando ao grupo, aprendendo que a sua perfeita sintonia com os demais resulta em produção e aperfeiçoamento moral para todos. O seu crescimento é conquista geral. O seu fracasso é desastre coletivo. Se pudéssemos perguntar o que que eu mais posso fazer pela minha família? É isso, é compreender o meu lugar, é valorizar o lugar do outro, é não

é conquista geral. O seu fracasso é desastre coletivo. Se pudéssemos perguntar o que que eu mais posso fazer pela minha família? É isso, é compreender o meu lugar, é valorizar o lugar do outro, é não atrapalhar, confundir, misturar papéis. É valorizar o indivíduo como ele é. É construir um coletivo por meio da valorização das partes e não da submissão de todos, porque um se acha melhor, maior do que os outros. é pensar enquanto coletividade. É o primeiro exercício que a gente faz para depois viver numa coletividade maior que se chama comunidade, que se chama sociedade, que se chama humanidade. É primeiro aprender a respeitar qual o meu papel, qual a minha responsabilidade, quais são as minhas reais necessidades. A mesma coisa com cada membro da minha família. Qual é o seu papel? Qual é a sua necessidade? Qual a sua responsabilidade para que eu respeite a mim e eu respeite cada membro da minha família? Pronto, eu aprendi a viver a diversidade de pessoas. Agora eu vou pra sociedade e vou ter esse olhar que respeita o indivíduo que tem consciência do seu papel, que não quer pegar papel do outro. que tem noção da sua responsabilidade. Agora eu estou mais preparado, eu tenho mais prontidão para viver em sociedade. Eu não me misturo com os outros. Eu não faço o que não me cabe fazer. Eu não interfiro em lugares que não me dizem respeito. Eu não deixo pros outros o que era da minha responsabilidade. Eu não quero que alguém venha pro meu lugar para cuidar daquilo que eu não estou cuidando. Não. Cada um no seu lugar, com o seu papel e com aquilo que lhe cabe. Se simplesmente a gente se propor a fazer esse olhar para a nossa família. resgatando a importância dos papéis, fazendo inclusive um acordo coletivo. A gente pode inclusive fazer isso e de repente fica esse convite para hoje para que cada um se reúna com a sua família e faça uma um diálogo, uma conversa a respeito dos papéis de cada um. Como você vê meu filho? Como você vê o meu papel de mãe? O que que você acha que

hoje para que cada um se reúna com a sua família e faça uma um diálogo, uma conversa a respeito dos papéis de cada um. Como você vê meu filho? Como você vê o meu papel de mãe? O que que você acha que cabe à mãe fazer? E o papel de filho, o que cabe ao filho fazer? O que não é papel do filho? O que não é papel de uma mãe? O que é papel de esposo? O que é papel de avô, de avó, que não é mãe. E a gente promover uma conversa para alinhar as nossas compreensões a respeito disso tudo, para trazer novamente ordem para esse sistema, colocar no lugar o que é de cada um, isso já seria suficiente para evitar muitos conflitos no ambiente familiar. Finalizamos aqui com essa reflexão a respeito da constituição familiar, da organização, da estrutura do servo da família, convidando que cada um de nós faça essa autoanálise, vá para esse momento de introspecção e procure dentro do seu contexto familiar responder essas perguntas. Eu tenho consciência dos papéis que estão na nossa família, na minha família. Quem representa esses papéis? Quais as responsabilidades de cada um? Qual a necessidade que cada papel traz? Isso seria suficiente para que a gente já promovesse transformações em benefício da harmonia em nossos lares. Vamos pensando sobre isso e eu aguardo vocês pro nosso próximo encontro. Até mais.

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