#reprise T01:E02 • A Família • Ser Mãe
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 01 - A família Episódio 02 - Ser Mãe Importância do vínculo afetivo para o desenvolvimento infantil; inconsciente compartilhado entre mãe e filho; função materna: acolhimento, sensibilidade, proteção; “mãe devoradora”; “mãe suficientemente boa”; mito de Cibele/Átis e Deméter/Perséfone. Apresentação: Cristiane Lenzi Beira Confira todas temporadas na plataforma EspiritismoPLAY.
Olá, estamos iniciando mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. No encontro anterior, nós conversamos a respeito dos papéis familiares e procuramos demonstrar a importância de termos consciência a respeito de cada papel que o grupo familiar contempla, sobre a importância de que cada membro saiba muito bem a respeito do papel que desempenha. E muitas vezes dentro da família nós temos vários papéis. Somos mãe dos nossos filhos, mas esposa daquele que escolhemos para ser o nosso companheiro. E precisamos ter bem definido cada um desses papéis, a responsabilidade de cada um, as necessidades que eles compreendem para que a gente não caia em vícios muito comuns em todas as famílias, que é justamente fazer essa mistura de papéis. E daqui a pouco eu estou falando com meu marido como se ele fosse meu filho. Daqui a pouco eu estou recebendo ordens de um filho como se ele fosse meu pai. E isso é corresponde a muitos dos da maioria dos conflitos familiares e eles aparecem a partir dessa falha na constelação familiar, como diz Joana de Angeles, sobre a importância de sabermos que nessa constelação cada astro é importante por si. Cada lugar deve ser valorizado por si e cada espaço tem que ser respeitado. As pessoas têm que ser valorizadas. Não existe uma ascendência no sentido de importância, mas sim de hierarquia que precisa ser respeitado. Mas de importância todos os membros são importantes. Fica esse convite para você visitar a o primeiro episódio dessa série que estamos falando sobre família, quando falamos sobre os papéis. familiares, hoje vamos falar de algo que da minha parte é um dos temas mais importantes, deliciosos, envolventes, que é sobre a maternidade. No episódio de hoje falaremos sobre ser mãe. Ser mãe. Ser mãe evoca em nós a maternidade. E o que seria esse materno? Quando falamos sobre maternagem, sobre maternidade, sobre a respeito das funções que o materno compreende, quando falamos sobre materno, estamos falando sobre útero. Esse útero que recebe a semente, que
ando falamos sobre maternagem, sobre maternidade, sobre a respeito das funções que o materno compreende, quando falamos sobre materno, estamos falando sobre útero. Esse útero que recebe a semente, que recebe esse ser em potência, em possibilidade, e oferece nesse lugar envolv envolvente esse envoltório onde essa semente vai poder se desenvolver, desabrochar na forma de um ser humano. O útero é isso. O útero é ele, ele recebe, o útero ele acolhe, o útero protege, o útero alimenta, nutre. Quando nós falamos de materno, nós estamos falando disso tudo. Nós estamos falando de uma função que contempla, que compreende o cuidar, o nutrir, o proteger, o acariciar, o afetivo, a afetividade, o vínculo por meio dessa emoção protetora, envolvente. É isso. é esse sempre esse símbolo do útero que alimenta, que protege e ao mesmo tempo acaricia. É afetuoso. Isso é ser mãe. Em poucas palavras, a maternidade compreende tudo isso. E é importante dentro dos papéis familiares, termos essa noção do que que é ser mãe. Em termos psicológicos, em termos espirituais. É isso. A mãe, a mãe cabe essa função de agasalhar, de proteger, de mostrar pro filho que o mundo é um lugar seguro, que as pessoas são amorosas para que ele possa crescer internalizando isso. Aí ele vai se sentir valorizado, amado, para que quando ele enfrente o mundo, e a gente sabe que o mundo não é bem assim, ele tenha prontidão, aptidão para se sentindo amado, porque foi na sua primeira infância ter condições de lutar pela vida, de lutar pelo que merece, de viver com esse aspecto positivo da maternidade. A maternidade, então, precisa, nesse primeiro momento da vida do ser humano, ela precisa oferecer ao filho esse ambiente protetor. Vamos imaginar que esse útero acolhe primeiro dentro do nosso próprio corpo, da mãe, mas depois, nessa primeira infância, nós precisamos continuar ampliando esse útero, mas ele ainda precisa continuar existindo. A criança ainda precisa continuar se sentindo protegida, mas nós vamos alargando esse útero de modo que ela vá
nós precisamos continuar ampliando esse útero, mas ele ainda precisa continuar existindo. A criança ainda precisa continuar se sentindo protegida, mas nós vamos alargando esse útero de modo que ela vá podendo se movimentar cada vez com mais independência até que chega uma hora que a gente pode realmente entregar pro mundo. Então a gente diz que tem esse primeiro parto que é o físico e depois nós vamos continuar ampliando esse útero como aconteceu com a nossa barriga, com o nosso ventre, para que tenha depois uma próxima, um próximo parto, que é quando nós oferecemos o filho para essa nova comunidade, que vai ser esse novo útero, que vai ser a comunidade, a sociedade, que vai ser em última instância o planeta Terra, que é também simbolicamente nosso grande útero. o útero da humanidade, a terra Gaia, essa grande mãe que recebe no seu seio, no seu colo, esse filho que se chama humanidade. Então, nós partimos do micro e vamos crescendo em direção ao macrocosmo. Mas tudo começa com esse primeiro lugar interno. E é interessante porque nesses primeiros momentos, nos primeiros 9 vees dentro do nosso corpo e depois nos ve meses seguintes, às vezes até um pouco mais fora do corpo, o filho ele ainda está imerso no inconsciente da mãe. E esse é o primeiro ponto que eu gostaria de ressaltar aqui para trazermos a consciência que durante os 2 anos, até quase 3 anos, a criança sai do da total imersão no nosso inconsciente que está misturado com o dela, em direção à tomada de consciência, quando perto dos 3 anos esse ego da criança se ele se estrutura como uma unidade, ele passa a ser ego, centro da consciência. A criança, por volta de 3 anos, um pouco antes, um pouco depois, ela finalmente consolida essa etapa e ela é capaz de falar eu separado de mãe. Ela saiu da total inconsciência quando ela não sabia que ela era um ser fora da mãe. E ela vai tentando fazer essa diferenciação até que chega o momento em que ela fala eu. E ela para, então, a criança para de se referir a si na terceira pessoa,
o sabia que ela era um ser fora da mãe. E ela vai tentando fazer essa diferenciação até que chega o momento em que ela fala eu. E ela para, então, a criança para de se referir a si na terceira pessoa, porque ela fazia isso, já que a mãe fala para ela: "O bebê, a minha filhinha". Então, ela reproduz isso, o bebê quer, o bebê. E depois, perto dos 3 anos, ela fala eu. E aí ela entra nessa etapa de se apropriar. Então tudo é eu, é meu, esse brinquedo é meu, porque ela está realmente consolidando esse eu que ela é, esse indivíduo. Ela se dá conta de que ela existe à parte da mãe, é separado da mãe. Então, eu tenho um símbolo que a psicologia analítica traz, eh, que simboliza bem essa história da imersão dos inconscientes, que é a figura, a figura do que é conhecida como uroboro, ooboro ou uroboros. Esse uroboro, segundo Noima no livro Medo do Feminino, abre aspas para ele. O primeiro estágio do desenvolvimento feminino, bem como do masculino, é o da unidade psíquica, caracterizada pelo símbolo do uroboro, a serpente que forma um um círculo fechado, a comedora da própria cauda. É como se fosse uma fusão, ou melhor, uma não separação. Não está fundido, mas ainda não foi separado entre ego e inconsciente. A criança ainda não nasceu e ainda está contida no uroboro materno. Então, enquanto a criança está no nosso ventre e os meses que sucedem, um ano depois, às vezes até um pouco mais, completando essa separação por volta dos 3 anos, antes disso, ele sai da total do total inconsciente para a consciência. Nesse período, a criança ela não tem ainda a condição de separar o que é dela e o que é da mãe. Então, é como se ela vivesse imersa no inconsciente da mãe. Que que isso quer dizer? Quer dizer que aquilo que a mãe sente, a criança sente. Aquilo que a mãe descarrega no próprio corpo como hormônios eh promotores de estados, por exemplo, de medo, de pânico ou de tranquilidade e de segurança. Tudo isso está sendo vivenciado pelo filho, pelo bebê. E o bebê não é capaz de diferenciar aquilo que ele sente do que
s de estados, por exemplo, de medo, de pânico ou de tranquilidade e de segurança. Tudo isso está sendo vivenciado pelo filho, pelo bebê. E o bebê não é capaz de diferenciar aquilo que ele sente do que a mãe sente. Então, veja quanta responsabilidade da nossa parte. os estados emocionais que eu experimento, meu filho experimenta comigo e ele vai imprimir isso no próprio inconsciente como marcas, como se fosse dele, apesar de não ser. A mãe, por exemplo, se sentiu humilhada por alguém, se sentiu humilhada, se sentiu desprezada, desvalorizada. E um moço de emoções como não valho nada, não sou nada ou não tenho lugar no mundo, estou triste, estou com raiva. Tudo isso que a mãe está vivenciando, o filho também está. E o filho vai armazenar como registro do seu inconsciente, como se ele tivesse vivenciado. Então, muitas vezes na vida futura nós carregamos uma ferida, por exemplo, de desvalora, é a mãe que se sentiu assim, mas como estávamos imersos no inconsciente dela, da nossa parte nós também vivenciamos como se fôssemos nós próprios. Olha que bonito que é o contágio emocional dos seres humanos, o quanto ele é importante, o quanto nós precisamos cuidar de nós e dos outros, porque no final estamos sim todos conectados. Então eu costumo brincar quando falo com um grupo de pais que a mulher quando ela fica grávida, se a gente pudesse, a gente retirava ela dessa sociedade ainda muito violenta, muito abusadora. E a gente recolheria as mães, né, as gestantes para esse mundo. Eu brinco dos elfos onde ela seria tratada com uvas e muita arpa. É nesse sentido, se a gente soubesse o quanto de feridas a gente carrega, que não são nossas, mas das vivências em comum com nossa mãe naquele período em que estávamos imersos no mesmo inconsciente, nós teríamos mais cuidado com a gestante, teríamos mais esforço em poupar as gestante, as gestantes de emoções ruins e de experiências traumáticas. teríamos mais cuidado, envolveríamos mais a gestante em ambientes eh harmonios e equilibrados.
teríamos mais esforço em poupar as gestante, as gestantes de emoções ruins e de experiências traumáticas. teríamos mais cuidado, envolveríamos mais a gestante em ambientes eh harmonios e equilibrados. Também não precisamos ir nesse extremo de de recolher ela. Ninguém chega perto, não é isso, porque isso também não é bom. Mas é teríamos mais valor, mais respeito e mais consideração pelas gestantes, sabendo que um ser está sendo criado ali e ele vai carregar marcas no inconsciente a partir do como essa gestante foi tratada. Então, esse é um primeiro ponto que eu gostaria de trazer aqui, a consciência do quanto nós estamos mergulhados no inconsciente das nossas mães nos primeiros momentos da nossa vida, nos primeiros meses intrauterinos e também extrauterinos nas primeiras experiências. E o quanto a mãe aí é importante? Aí uma pergunta ou algo que já surge é assim: Mas eh e quem não teve a mãe por perto? Mas nós estamos falando, então é importante lembrar, estamos falando da mãe no sentido da maternagem. A maternagem pode ser feita muitas vezes pela avó, muitas vezes vai ser feita até por uma profissional, uma criança que fica os meses eh internadas, por exemplo, os primeiros meses de vida. Muitas vezes a criança vai receber essa maternagem da enfermeira. Então veja que responsabilidade às vezes é do pai, porque a mãe, por exemplo, desencarna no parto, né? tem essa fatalidade triste e aí é o pai que vai receber essa criança e é ele que vai proteger, é ele que vai fazer a função desse útero externo, é ele que vai alimentar, é ele que vai cuidar, é ele que vai proteger. Então não estamos falando da pessoa mãe biológica ou mãe de fato. Estamos falando daquela figura que vai representar a maternidade para a criança, para o bebê. é quem vai acolher, quem vai proteger. Esse é o primeiro ponto. Mas seguindo, nós nós trazemos alguns algumas considerações também da psicologia, né? O Jung costuma dizer no livro o desenvolvimento da personalidade. Então, o Jung diz: "A criança tem uma psique extremamente
ndo, nós nós trazemos alguns algumas considerações também da psicologia, né? O Jung costuma dizer no livro o desenvolvimento da personalidade. Então, o Jung diz: "A criança tem uma psique extremamente influenciável e dependente que se movimenta por completo no âmbito nebuloso da psique dos pais. do qual só relativamente tarde consegue liberar-se. Que que ele tá dizendo? Em outras vezes, ele ele usa a seguinte expressão que a maioria dos conflitos das crianças e dos jovens, eles não são das crianças e dos jovens, eles estão na psique das crianças e dos jovens, mas eles se referem a conteúdos dos pais, que é o que nós estamos dizendo. Estou focando especificamente no caso da mãe nesse programa, mas o pai nos aguarda pro nosso próximo encontro. Mas o Yung que diz isso, que quantos dos conflitos das crianças nada mais são do que, abre aspas para ele, a vida não vivida dos pais. E esse a vida não vivida dos pais, o que que ele queria dizer? Ele queria dizer dos conteúdos que nós, como pais reprimimos, dos desejos que não não corremos atrás para realizar, das nossas aflições, das nossas angústias, tudo aquilo que eu não deixei viver, as minhas mágoas que eu carrego, eu nunca tentei dissolvê-las, trabalhar com elas pela prática do perdão. Então, todos os conteúdos de sombra, da nossa sombra, que estão lá no nosso inconsciente, nos perturbando, nos atazanando, fazendo mal pra gente, isso pode ser compartilhado com nossos filhos e podem se tornar também conflitos neles. Então, quando e perguntaram a Yung, você escreveu tantos livros, a sua obra é muito densa, mas você não se dedicou muito para falar sobre a infância, sobre a essa primeira parte da vida, né? Você fala muito de adultos. E aí a resposta que ele traz é essa, porque criança não tem problema. Quem tem problema são os pais. Os pais é que ao fazerem a sua própria jornada de autoconhecimento, de autoiluminação, de iluminação das sombras, de dissolução dos conflitos, de enfrentamento dos próprios conteúdos sombrios, ao não
Os pais é que ao fazerem a sua própria jornada de autoconhecimento, de autoiluminação, de iluminação das sombras, de dissolução dos conflitos, de enfrentamento dos próprios conteúdos sombrios, ao não fazerem isso, vivenciam esses conflitos. E como os filhos estão próximos, vivendo uma vida com o exemplo deles, muitas vezes imitando os pais, seguindo os pais como exemplos. Muitas vezes os filhos aprendem a resolver problemas observando os pais não resolverem os próprios problemas. Percebe como os filhos eles vão internalizando modos operandes que não são deles, são dos próprios pais. E eles vão incorporando, internalizando, importando para si muito dos aspectos de temperamento, de personalidade dos pais. Então, eu tenho uma amiga que é terapeuta muito querida e ela costuma dizer assim e diz para mim um dia: "C, se você quiser cuidar bem dos seus filhos, da sua filha, né, em específico, porque era dela que estávamos falando, se preocupe mais em viver feliz". Então, ela diz assim: "Mães felizes liberam os filhos. Mães felizes fazem com que os filhos internalizem aspectos e felizes. E o que é ser feliz? É estar de bem com a vida. É saber perdoar? É não carregar grandes mágoas? É entender o outro. Então, para eu estar feliz, eu preciso saber me cuidar. Eu preciso saber cuidar da minha psique, da minha emoção. Então, quando eu cuido de mim, automaticamente eu estou cuidando dos meus filhos. E não é de uma forma egoística, não é fazendo os meus desejos, não é me pondo em primeiro plano, é dedicando tempo para eu ser saudável. saudável emoção, em mente e em corpo. É mostrar pro meu filho, inclusive como que a gente deve valorizar a própria vida e amar a si mesmo. Então, Yung diz a respeito dessas desses conflitos, Yung nos chama a atenção sobre a vida não vivida dos pais, ou seja, aquilo que eu não resolvi, aquilo que eu não enfrentei, isso vai acabar sendo transferido pros filhos, né? Então, é nossa responsabilidade buscarmos o autoconhecimento para diminuir os nossos próprios
aquilo que eu não resolvi, aquilo que eu não enfrentei, isso vai acabar sendo transferido pros filhos, né? Então, é nossa responsabilidade buscarmos o autoconhecimento para diminuir os nossos próprios conflitos e automaticamente não transferir, não contagiar os nossos próprios filhos com os nossos próprios problemas. Então, por isso que a mãe precisa cuidar de si. Essa mãe que esquece de si pelo pelo filho e não se ama e não se valoriza e por consequência vive estressada, vive se sentindo triste, acha que não tem mais vez, ela não tá colaborando com o filho, ela pode estar inclusive prejudicando. Por isso que Jesus nos ensina amar ao próximo como a si mesmo. Se eu não sei me amar, como é que eu vou ensinar o meu filho a se amar? Eu vou ensinar o meu filho que alguém tem que amar ele. Eu, no caso, eu amo tanto meu filho que eu só vivo para ele. Que que meu filho vai entender? Que ele pro resto da vida, ele vai precisar de alguém que o ame. Porque quando eu não me amo, eu não ensino o meu filho a não a se amar. Meu filho não vai aprender a se amar. Meu filho vai aprender a receber amor, mas eu preciso me amar para que meu filho me imite, aprenda comigo e ele também se ame. Então, ser mãe é ter consciência de que o filho ele é um espírito que ele já chega sendo espírito. Ele não é alguém que nasceu de mim, ele nasce por mim. Ele nasceu de Deus, ele nasceu da vida, ele nasceu desse amor que nós nem sabemos explicar. Mas ele já é alguém quando ele vem através de mim ganhar vida no corpo. Então é importante termos essa consciência de que o filho ele nasce através de mim, mas ele não é meu. Ele já era alguém antes de chegar às minhas mãos. E cabe a mim ir atrás buscar essas tendências que o filho carrega. Quem é esse espírito? Como ele é? Quais suas características? Eu me dedicar a ter consciência de que ele é um espírito, que ele já existia antes de mergulhar na carne, né? Então, qual é a nossa ideia? É termos essa essa ciência de que meu filho já é. Então, me cabe conhecer esse filho para que eu
que ele é um espírito, que ele já existia antes de mergulhar na carne, né? Então, qual é a nossa ideia? É termos essa essa ciência de que meu filho já é. Então, me cabe conhecer esse filho para que eu possa ajudá-lo a ter a própria vida. Ele não vai ter a minha vida. Quando eu reprimo meus desejos, por exemplo, os meus sonhos, e eu tento vivê-los depois através do meu filho, como se ele fosse meu, eu estou roubando a filha, a vida do meu filho. Olha como é importante o que eu tô tentando dizer. Como é importante a gente não cair nessa armadilha. Se eu, por exemplo, tive um sonho de ser bailarina e por um outro motivo não pude me realizar sendo bailarina e não vejo a hora de ter uma menina para vesti-la de bailarina e para investir todas as minhas energias para que ela se torne bailarina, que que eu estou dizendo? Eu estou dizendo primeiro, eu não sei quem é essa menina. Eu não sei se ela já chegou carregando as próprios conteúdos, os próprios sonhos. Eu tô deixando de lado o fato de que ela é um espírito e que ela já é espírito antes de mim, antes de ser antes de de eu ser mãe dela. E eu tô dizendo para ela: "Olha, filha, eu não sei o que você veio fazer nesse mundo, mas eu sei o que eu vou fazer que você faça nesse mundo, porque eu preciso que você viva o que eu não vivi." Tá vendo Yung dizendo que o problema dos filhos é a vida não vivida dos pais? Quantas vezes nós vemos isso acontecer? Pais que tentam se realizar através dos filhos. Pais que querem que o filho seja rico porque ele não deu conta de ser. Estude para poder ser o presidente de uma empresa porque ele não conseguiu chegar. seja esportista porque ele não deu conta de de correr atrás disso. Então, eu não deixo o meu filho, que é o espírito, viver a programação dele como espírito. Eu quero que ele viva a minha programação que eu não vivi. Isso é roubo. Eu estou roubando a vida de um espírito, querendo que ele viva o que eu quis viver e não pude. Por isso a importância dessa diferenciação. O que eu quero viver, eu vou correr
u não vivi. Isso é roubo. Eu estou roubando a vida de um espírito, querendo que ele viva o que eu quis viver e não pude. Por isso a importância dessa diferenciação. O que eu quero viver, eu vou correr atrás pro resto da minha vida. Não tem idade para ser esportista, para ser bailarino, para estudar. Vai estudar com 40 anos, quanta gente vai fazer faculdade depois de de de adulto, não tem problema. Isso eu posso fazer pro resto da minha vida. Eu posso correr atrás e realizar os meus sonhos. O que eu não devo fazer é querer que meus filhos vivam os sonhos que eu não fui capaz de viver para mim. Eles têm direito de sonhar o próprio sonho, de viver a própria vida. Então, como mãe, eu preciso aprender a descobrir quem é esse espírito para ajudá-lo a se realizar sendo ele e não sendo o que eu acho que ele deve fazer da vida. Então, não é porque eu acho bonito a profissão X que eu vou tentar conduzir o meu filho para isso. Não é porque eu acho que a profissão Y não dá dinheiro, que eu vou tentar afastar o meu filho dessa profissão, porque isso é interferir muitas vezes na história da vida daquele espírito. Eu não estou querendo dizer que eu não oriente, eu não estou querendo dizer que eu não participe da da escolha dele. Eu não quero dizer que eu não converse com ele, que eu abra os olhos pro que pro existe aí. Tudo isso eu preciso fazer. Ao mesmo tempo, eu preciso ter uma atenção para garantir que não sou eu que estou escolhendo, que é esse espírito que está cumprindo a jornada que ele veio fazer. Eu tive um sonho uma vez que tirando o aspecto simbólico de lado, né, porque eh o sonho ele é sempre simbólico, mas eu vou tentar literalizar. E o meu sonho era assim, eu sonhei que eu estava grávida novamente. Não, não, não era real, não tinha nada a ver com a, com a realidade. E nesse sonho que eu estava grávida, eu sonhei que eu tinha ido, talvez desejo reprimido, porque na minha época não tinha isso, né? Eu sonhei que eu tinha ido lá numa daquelas lojas de Miami que o povo diz que tem, né?
eu estava grávida, eu sonhei que eu tinha ido, talvez desejo reprimido, porque na minha época não tinha isso, né? Eu sonhei que eu tinha ido lá numa daquelas lojas de Miami que o povo diz que tem, né? E não sei se tem, deve ter mesmo. Essas lojas especializadas. Então, era um lugar gigante que tinha muita coisa, muita diversidade. E no meu sonho eu chegava nessa loja, tava grávida, eu pegava um carrinho do supermercado, imagina, né, a consumista. E eu começava a pegar tudo que eu tinha vontade. Nossa, eu via uma coisa mais linda com a outra. Eu ia enchendo o carrinho de coisas de bebê. Quando esse carrinho tava cheio, eu me dei conta no sonho de que eu não conhecia o meu filho e que eu estava escolhendo coisas para ele. Olha que interessante. E aí eu digo assim: "Mas isso não é justo, porque se eu não conheço meu filho e eu estou comprando coisas para ele, como é que eu posso escolher por ele? Aí que que eu fiz? Eu devolvi. Nem no sonho eu me realizei, né? Porque na minha época a gente comprava coisa aqui perto mesmo, era poucas opções que a gente tinha hoje que tem essa infinidade. Nem no sonho me realizei, devolvi tudo, esvaziei o carrinho, mas saí feliz da loja e saí fazendo sonhos, pensando e pensando assim: "Não vejo a hora de ver esse filho. Não vejo a hora de tê-lo nos meus braços. Não vejo a hora de conhecê-lo para saber o que ele gosta, o que ele precisa. o que é dele. E aí eu volto para buscar não o que eu acho bonito, mas o que faz sentido para o meu filho, porque o que eu estou escolhendo é para ele. É essa diferenciação que a gente precisa ter. Aquilo que eu gosto e aquilo que o meu filho gosta. Isso precisa ser respeitado na medida em que a gente vai descobrindo quem é esse ser que está nos nossos braços, quem é esse bebê que na verdade é um espírito que veio com a condição de eu ajudá-lo a transitar pelo mundo, a se preparar para ter essa vida no mundo. Então, por enquanto é isso. Nós temos que ter consciência de que estamos mergulhados no inconsciente por um bom
ndição de eu ajudá-lo a transitar pelo mundo, a se preparar para ter essa vida no mundo. Então, por enquanto é isso. Nós temos que ter consciência de que estamos mergulhados no inconsciente por um bom tempo. mãe e filho ou maternagem, maternidade e filho. Mas não podemos nos misturar o tempo todo. Temos que ter consciência de que precisamos ir caminhando para essa diferenciação. O meu filho tem que ter a vida dele, que é diferente da minha. Eu tenho que conseguir viver a minha, escolher para mim o que eu gosto e viver a vida dele escolhendo o que é bom para ele, o que ele quer, o que ele precisa para essa vida, não misturando. Esse é esforço que a gente tem que fazer direto. Ai, mas é fácil. Não, será que eu vou conseguir? Não sei. Não é tão simples. O importante é a gente tentar. O importante é a gente manter consciência de que isso precisa ser buscado. Eu sempre me perguntar: "Isso é meu ou é do meu filho? Isso é para mim que eu estou fazendo ou é pelo meu filho?" Aí eu tive filhos gêmeos, né? E eu tinha essa história de quando eles eram bebês, era um casal. Ainda bem, porque senão acho que eu teria feito um estrago. Era um casal. Então eu punha eles com a mesma roupinha, só que, né, o menininho e uma menininha. E eu fazia isso. Eu achava lindo, mas eu achava lindo. Eu não sei se eles pudessem escolher, se eles iam escolher a mesma coisa. Não, até porque a personalidade deles é muito diferente, é impressionante como que eles estavam na mesma barriga, como que eles foram criados pela mesma mãe e hoje que já tem 26 anos de idade, eles têm temperamento muito temperamentos muito diferentes. São diferentes, eles são diferentes, são espíritos diferentes, mas por algum tempo eu tentei fazê-los ser iguais. Olha, ignorância. Ainda bem que Deus perdoa a nossa ignorância. Mas é isso, é a gente conseguir se diferenciar, inclusive diferenciar o filho do outro. É permitir que cada um seja quem é, cada um seja quem já é em espírito. Por isso que Kardec fala que é nossa função
é isso, é a gente conseguir se diferenciar, inclusive diferenciar o filho do outro. É permitir que cada um seja quem é, cada um seja quem já é em espírito. Por isso que Kardec fala que é nossa função estudar os filhos, estudar as tendências dos filhos para conseguir garantir que eles se realizem no que eles precisam enquanto espíritos. Então, nós temos aqui, evidentemente, por meio da especialidade das aptidões naturais, Deus indica a nossa vocação neste mundo. Muitos de nós, de nossos males, não advirão de não seguirmos essa vocação. A pergunta, né? Assim é. Então, estamos lá no livro dos espíritos agora, não é? Joana de ângeles, agora é lá livro dos espíritos. Então assim é de fato e muitas vezes são os pais que por orgulho ou avareza, desviam seus filhos da senda que a natureza lhes traçou, comprometendo-lhes a felicidade por efeito desses desvios, responderão por eles. Então, o pai precisa estudar os filhos, estar atento nessa personalidade para não acontecer, como os bons espíritos dizem, de virmos a desviar nossos filhos da senda que a natureza lhes traçou, o seu planejamento espiritual. Então, muitos males desse mundo é por não conseguirmos ajudar nossos filhos a descobrir quais são suas próprias vocações, porque nos misturamos entre aquilo que é do meu desejo, do meu sonho, e aquilo que é do sonho do outro. Bom, então nessa primeira infância, o materno predomina, a maternidade é mãe, é acolher. Então, nessa primeira fase da vida, a criança está se preparando como a criança está se preparando e ela precisa se preparar se sentindo protegida, segura, amada. Nesse momento, ela precisa ter muito afeto, muito carinho, ela precisa de muito contato, ela precisa de muito colo, ela precisa ser alimentada, ela precisa desse materno, desse útero, ela precisa desse envolvimento. Quando ela está sendo cuidada, amamentada, nutrida, protegida, a criança está criando uma ideia de mundo. E ela está criando uma ideia de mundo assim: "Eu sou amada, eu sou cuidada. Eu sou importante.
Quando ela está sendo cuidada, amamentada, nutrida, protegida, a criança está criando uma ideia de mundo. E ela está criando uma ideia de mundo assim: "Eu sou amada, eu sou cuidada. Eu sou importante. Alguém presta atenção em mim, alguém me observa, alguém me faz aquilo que eu preciso. Então, olha, esse mundo é assim. Eu posso crescer formando uma psique em que eu me sinto segura, amada, em que eu tenho afeto, eu recebo carinho. O mundo é bonito, o mundo é o lugar seguro, as pessoas me amam. Eu estou formando uma personalidade saudável, equilibrada. Eu não vou nessa fase criar grandes conflitos no inconsciente. Mas esse é o mundo perfeito, né? Ah, mas é difícil, hein? Eu estou trabalhando agora em tese, eu estou trabalhando agora nesse ideal. O ideal seria isso. O ideal seria que a criança nessa primeira infância até os seus 7 anos, a criança conseguisse sentir protegida, amada, acolhida. Então, o tempo todo o mundo é, o mundo é seguro, eu sou valorizada, eu sou única, eu sou especial, a minha mãe me acolhe, a minha mãe me faz carinho. Isso é criar uma personalidade saudável, é o melhor. Nem sempre a gente vai conseguir, mas é esse o nosso norte, porque muitas vezes nós temos nossos próprios conflitos. Então, de vez em quando eu vou sair correndo atrás dos meus filhos com chinelo na mão. Depois eu vou me arrepender. Aí eu vou pedir desculpa, eu vou explicar para ele que eu não consegui me equilibrar. Isso é viver no mundo de provas e expiações. Isso é carregarmos nossas próprias imperfeições, nossos vícios. O importante não é acertar sempre, o importante é não desistir, o importante é continuar e ter esse norte, continuar olhando pro mundo, pro filho, pra vida com isso. Se eu sou mãe, eu estou na primeira fase da vida do meu filho, na primeira infância, de 0 a 7 anos. A minha atenção é para que meu filho se sinta nutrido, protegido, cuidado, amado e valorizado. É isso. Não é mimar, é oferecer o que ele precisa. É necessidade suprida. Não é passar do limite, não é ficar com muito
o é para que meu filho se sinta nutrido, protegido, cuidado, amado e valorizado. É isso. Não é mimar, é oferecer o que ele precisa. É necessidade suprida. Não é passar do limite, não é ficar com muito guti, porque isso infantiliza mais do que deveria. É respeitar a infância. Infância tem necessidade. Necessidade deve ser suprida. E uma das necessidades é se sentir amado, é se sentir valorizado. É olhar pro filho, olho nos olhos, abaixando no nível dele e falar: "Eu te amo, você é importante. Eu estou te ouvindo. Eu estou aqui para você, meu filho. O que que você precisa? Isso é estar próximo, isso é acolher. Não é fazer tudo que dá vontade no filho, encher ele de coisas, mas não ter esse contato profundo, esse vínculo mais próximo. Não é de coisas, não é de de presentes, é de estar presente, é de ser presente. É o filho se sentir importante. E ele se sente importante pela minha presença e pela importância que eu dou a ele e não pelo tanto de coisas que eu faço. Porque eu posso estar enchendo de presente, mas eu nem olho no olho dele. Eu não não dedico a minha vida a ele. Eu não paro 5 minutos para brincar. Eu só estou como se fosse uma compensação pela minha ausência. Então é isso. Isso é materno, né? A criança vai internalizar isso. Então, Joana de Angeles diz assim lá no livro Amor imbatível amor: "A infância construtora da vida psicológica do ser humano deve ser experienciada com amor e em clima de harmonia, a fim de modelá-lo para todos os futuros dias da jornada terrestre". É isso. É a gente dar exemplo, é a gente estar presente, é a gente demonstrar na nossa vida o quanto a gente tem que se cuidar, se amar, se proteger, se sentir seguro, se valorizar. Então fica esse primeiro, esse convite para essa atenção à primeira infância. Na primeira infância o materno predomina. E materno é isso, é dar segurança, é mostrar que é importante, que é valorizado, que existe amor, que existe vínculo afetivo, é suprir as necessidades. E quando isso não acontece, quando esse plano divino
terno é isso, é dar segurança, é mostrar que é importante, que é valorizado, que existe amor, que existe vínculo afetivo, é suprir as necessidades. E quando isso não acontece, quando esse plano divino não acontece, porque o plano divino é esse, você, mamãe, vai receber, estamos falando mais da mamãe hoje porque o programa é dedicado a elas. Semana que vem ou no próximo programa a gente volta para falar dos pais. Mas é sempre os dois. Mas hoje estamos dando mais ênfase à mãe. Então a mãe, né, os pais vai receber, a mãe vai receber esse filho. Então é, qual é o plano divino? O plano divino é assim: esse filho vai chegar trazendo suas questões. Ele é um espírito que já viveu. Ele tem hábitos, tendências, padrões negativos de vícios do passado. Todos temos. Ele está no mundo de provas e expiações. Então esse espírito vai chegar carregando tendências negativas. Mas Deus, né, o plano divino foi esse. Eu aplico esse véu do esquecimento como se ele fosse zerado, né? Deixa de lado um pouquinho quem ele é para que você pais, para que vocês pais tenham a chance de desenvolver nele tendências, hábitos, padrões novos, saudáveis. Então vocês vão ter 7 anos bem tranquilos, depois o passado começa a voltar, mas ainda tem mais sete até os 14 anos. Com 14 anos a gente realmente resgata, a partir dos 14 a gente resgata de vez o o homem que estava, né, meio afastadinho, esse homem velho que a gente costuma dizer simbolicamente, né? O espírito volta com as suas integrais aptidões, mas nessa primeira fase da vida é como se ele fosse novo. É uma sensação de novo. Ele não é, mas ele está mais vulnerável a assimilar padrões novos, hábitos novos, tendências novas. Então, esse é o plano divino. Eu entrego para vocês pais, alguém que não está com o automatismo ligado em termos de hábitos, de padrões, né, de tendências. Está desligado. Vocês vão ficar treinando, né, praticando, praticando, praticando novos hábitos, novos automatismos para que eles instalem novos novas condutas, novos comportamentos.
é, de tendências. Está desligado. Vocês vão ficar treinando, né, praticando, praticando, praticando novos hábitos, novos automatismos para que eles instalem novos novas condutas, novos comportamentos. Aí quando o velho voltar, lá na adolescência começa a voltar, ele vai ter chance de ter dois, no mínimo, dois padrões, um novo, melhorado, esse é o plano divino, melhorado porque os pais estavam presentes, porque os pais foram responsáveis, porque os pais se dedicaram. Então, esse espírito ajuntou uma bagagem muito especial. Agora o velho volta, as tendências voltam, mas ele tem uma referência boa para fazer esse enfrentamento. Ai, algo em mim tem vontade de fazer isso, mas não é bom. No entanto, essa vida na minha casa eu não fiz. Minha mãe me ensinou a não fazer. Eu aprendi a não fazer. Então, ainda ainda que na vida anterior eu fizesse, hoje eu tenho chance de não fazer mais, porque eu vim numa família que me ensinou o diferente. Esse é o plano divino. Mas nem sempre nós damos conta. E muitas vezes a gente acaba não oferecendo uma boa bagagem pro filho e o filho se desenvolve ainda com tendências negativas. Então eu não ofereço para esse espírito uma boa possibilidade de ele se dar melhor na vida, porque ele vai ter uma bagagem bem saudável. Por isso que a importância da educação nos primeiros anos de vida, na infância e na adolescência, porque quando eu vou dar mais condição para esse espírito se dar bem na vida, ter sucesso, porque eu fiz com que ele ajuntasse muitos bons tesouros para usar na vida. Mas se eu não usei bem esse período e a infância dele foi turbulenta, cheia de conflito, com uma família totalmente desequilibrada, esse espírito não vai dispor de tantas possibilidades que ele poderia, como era o plano divino. Então, Joana de Angeles diz assim ainda no livro Amor imbatível, amor. É na infância que se fixam em profundidade os acontecimentos, aliás, desde antes na vida intrauterina, quando ser faz-se participante do futuro grupo familiar no qual renascerá.
Amor imbatível, amor. É na infância que se fixam em profundidade os acontecimentos, aliás, desde antes na vida intrauterina, quando ser faz-se participante do futuro grupo familiar no qual renascerá. As impressões de aceitação como de rejeição se ele escupirão em profundidade, abençoando-o com amor e segurança ou dilacerando-o o o seu sistema emocional que passará a sofrer os efeitos inconscientes da animosidade de que foi objeto. Então, para interrompermos os ciclos de sofrimento, precisamos dar novos panoramas para esse espírito. Se ele receber amor, proteção, segurança, ele vai ter mais possibilidade de viver assim no seu futuro, porque ele aprendeu como se faz. Se ele recebeu animosidade, violência, desconsideração, ele vai tender no futuro a agir mais sobes padrões. E aí nós vamos ficar observando e Kardec fala, e a gente vai sofrer de ver nossos filhos caindo nesses padrões nocivos que nós ajudamos a desenvolver, porque não fomos esforçados o suficiente, vigilantes o suficiente, conscientes o suficientes para oferecer pro filho um ambiente seguro para ele acreditar que ele pode, que ele é capaz, para ele se desenvolver com mais autoconfiança e poder enfrentar o mundo com mais capacidade de enfrentamento, possibilidade de crescimento. Então, é muita responsabilidade, por isso que vale a pena esse tipo de reflexão, a gente tentar entender como funciona pra gente se preparar para essa grande missão, a maior delas da nossa vida, que é a e a paternidade. Quando nós damos esse, é, oferecemos esse tipo de, de acolhimento, de segurança, de ambiente favorável na primeira infância, oferecendo para ele o que ele precisa, é como se estivéssemos fazendo com que o filho internalizasse um um uma mãe, um aspecto materno. A gente fala de um complexo materno, que é a linguagem da psicologia analítica, mas é como se ele internalizasse uma mãe. É como se um dia nós estivéssemos preparando o filho para que um dia ele possa ser mãe dele mesmo, pai dele mesmo. Não precisa mais da nossa figura
analítica, mas é como se ele internalizasse uma mãe. É como se um dia nós estivéssemos preparando o filho para que um dia ele possa ser mãe dele mesmo, pai dele mesmo. Não precisa mais da nossa figura exterior, porque ele aprendeu como se cuida. E quando ele cuida, sabe ele cuidar dele. Quando ele foi cuidado, ele aprende a se cuidar e ele aprende a cuidar do outro também. Olha que bonito. Então, quando o filho teve uma maternidade, um exemplo, uma referência de maternidade boa, ele vai internalizar os aspectos do materno. Tanto faz se ele é homem ou mulher. Ele vai ser um ser humano que carrega em si o materno. Então, ele vai saber cuidar, proteger, ter vínculo afetivo, acariciar. Ele vai saber aplicar a maternidade tanto para si mesmo quanto para outros. pro planeta, para um bichinho, para um vaso de flor, para um filho, para um aluno, para um sobrinho, para qualquer pessoa que precise, para alguém que ele acolha, que ele atenda, que seja seu paciente. Sempre que eu carrego esse cuidar, que eu identifico alguém, nossa, como essa pessoa tem esse coração, ela envolve, ela acolhe, ela cuida, ela protege, ela transmite segurança, ela é sensível. pode ter certeza que ela teve uma boa referência materna, que quando ela era criança, ela conviveu com alguém que foi uma mãe muito joia, muito legal, né? Então, Joana de Angeles, no livro Autodescobrimento, ela nos diz assim: "A criança tem necessidade de ser amada, protegida, nutrida, orientada, a fim de desenvolver os sentimentos de afetividade, de harmonia, de saúde e discernimento." Tá vendo? A mãe aplicou isso pro filho. O filho vai desenvolver esses aspectos. Depois de ser orientada, protegida e amada, ele vai ter bons sentimentos de afetividade, vai ter harmonia, vai ter saúde, vai ter discernimento. Agora, a criança que foi esquecida momentaneamente desses valores, né? Ah, ela é esquecida porque o véu abafa. Ou seja, ela chega aqui e ela esqueceu do passado. É um espírito que vem com a sensação de que tá zerado, como se ele tivesse começando agora a
ses valores, né? Ah, ela é esquecida porque o véu abafa. Ou seja, ela chega aqui e ela esqueceu do passado. É um espírito que vem com a sensação de que tá zerado, como se ele tivesse começando agora a vida, né? Então, cabe aos pais, a família, a sociedade oferecer os estímulos para propiciar a eles o despertamento desses tesouros. Então eu preciso criar um ambiente, um contexto em que os meus filhos despertem em si esse lado do cuidar, do proteger, do amparar. Quantas vezes nós falamos a mesma coisa para gravar? Quantos lugares a gente vai encontrar Joana deângeles apontando a mesma coisa com palavras diferentes, sempre chamando atenção. É como se ela falasse: "Vou precisar desenhar". Deu para entender o que que o materno precisa oferecer? Deu para lembrar que como mãe ou quem está na figura da mãe precisa garantir que a criança se sinta protegida, amada, valorizada? Porque essa criança vai crescer assim. Então, quando nós encontramos um professor muito sensível, muito cuidador, uma enfermeira que consegue fazer essa esse acolhimento, pode ter certeza que teve uma mãe muito boa por trás. Então, é sempre esse o pedido, né, que a espiritualidade nos faz. Outras coisas que a gente vai ver na idade adulta aparecer e que foram geradas na infância tem a ver também com a nossa personalidade. Ainda em Joana de Angeles, no livro Amor imbatível do Amor, trazemos aqui da mesma forma os acontecimentos à sua volta, direcionados ou não à sua pessoa, exercerão preponderante influência na formação da sua personalidade. Então a criança vai estar num ambiente, independente se for um ambiente bom ou ruim, vai influenciar na personalidade dela e tornando-a jovial, extrovertida ou conflitada, depressiva, insegura em razão do ambiente que plasmou o comportamento. Então nós vamos desenvolver a personalidade do nosso filho muito com base no tipo de ambiente que costumeiramente ele estava imerso, onde ele vivia. Essas marcas acompanha-laão até a idade adulta, definindo a maneira de sua maneira de viver. Tornam-se
o filho muito com base no tipo de ambiente que costumeiramente ele estava imerso, onde ele vivia. Essas marcas acompanha-laão até a idade adulta, definindo a maneira de sua maneira de viver. Tornam-se feridas quando de natureza perturbadora, que ao mesmo tempo eh ao mesmo tempo de serem cicatrizadas deixam sinais que somente uma terapia muito cuidadosa consegue anular, anular, trabalhar, né? Então, a leitura que o filho vai fazer da sua primeira, do seu primeiro ambiente, é a leitura que ele vai fazer do ambiente de lá. Como o filho costumar viver em casa. Em casa ele costuma ser humilhado. Em casa ele costuma ser relegado. Ninguém liga para ele. Em casa ele costuma ser reprimido. A gente vai encontrar essa personagem lá na idade adulta trabalhando. E a gente vai observar e vai ser incrível e triste, porque a gente vai ver esse profissional que ele vai conseguir gerar para si um lugar, ele vai arranjar o emprego onde ele é humilhado pelo chefe. del valorizado pelos seus superiores. As pessoas não o consideram, ninguém nem lembra que ele existe. E você vai, é triste de ver o quanto isso é padronizado. E aí você vai falar: "Essa pessoa que se sujeita a esse tipo de tratamento, provavelmente foi tratada assim na infância." Então para ele não é novidade. Aliás, é o que ele conhece. Ele nem sabe que existe lugares onde ele vai ser valorizado. A gente não gera pra gente. A gente vai como um íã atrair os ambientes e as pessoas que são parecidas com as da nossa infância. A gente vai encontrar namorados, amigos parecidos com quem eram estavam na nossa casa. A gente vai reproduzir nosso ambiente primeiro lá do lar. A gente vai reproduzir na sociedade. A gente vai reviver o ambiente familiar na sociedade. Ah, mas e se tiver uma pessoa muito boa que vai me tratar bem, eu não vou ver, eu não enxergo, eu acabo afastando de mim, porque eu eu nem sei que isso existe, eu não mereço. E eu vou como um íã, né, como um radar, aproximando todo mundo que faz sentido com aquilo que eu vivi. Então, trata seu
eu acabo afastando de mim, porque eu eu nem sei que isso existe, eu não mereço. E eu vou como um íã, né, como um radar, aproximando todo mundo que faz sentido com aquilo que eu vivi. Então, trata seu filho de um jeito que você vai ver depois a sociedade tratando ele lá na frente, que é como a gente gostaria que ele fosse, que ele seja tratado. Então, aquilo que meu filho conhecer agora, provavelmente ele vai reproduzir na vida futura. Ele vai tender a ser de um jeito ou de outro, com base em quem ele foi quando criança. E ele vai conviver com pessoas e em ambientes parecidos com a da casa. Olha como é responsável da nossa parte promover uma boa educação na sua infância. Então, ainda em Joana de Angeles, né, mais alguns exemplos de associações entre a personalidade da vida adulta e a da vida infantil, o quanto isso vai influenciar na forma como a gente vai se relacionar. Jana deângeles diz assim: "Castrado nos sentimentos do amor, que não experimentou e, por isso, não desenvolveu, anela pela afetividade, mas tem medo, tem receio de amar e de ser amado. Não se acredita merecedor de qualquer tipo de afeto. Por outro lado, se desenvolve de sendo inseguro, ciumento, desconfiado, sistematicamente busca pela dominação do outro ou precisa ser dominado. Isso quando não tomba em problemas maiores, por exemplo, como crime e homicídio e suicídio. Então isso também traz relação com as experiências dessa primeira infância de se sentir protegido, amado e valorizado. Se ela não se sentiu amada, ela não vai saber o que é ser amada. Ela não vai desenvolver para si relacionamentos em que isso existe, porque ela não sabe o que é isso. Então vai ser aquela pessoa insegura, ciumenta, porque para ela é isso que é se relacionar. Ela precisa vigiar a mãe dela, porque senão a mãe dela vai embora e deixa ela. Então eu vou ter um relacionamento amoroso e eu vou ficar vigiando porque senão a pessoa vai embora. Aquilo que eu vivi na infância eu vou tender a viver na sociedade. Por isso que a terapia vai sempre buscar
vou ter um relacionamento amoroso e eu vou ficar vigiando porque senão a pessoa vai embora. Aquilo que eu vivi na infância eu vou tender a viver na sociedade. Por isso que a terapia vai sempre buscar essas feridas que não ficaram resolvidas, porque o adulto tá vivendo no adulto, na verdade, o que a criança viveu na própria infância. Ele não está enxergando a vida adulta com olhar de adulto. Ele está vivendo a vida adulta como se fosse uma reprodução da sua infância. Bem, aí a gente pode ainda continuar falando. Tem mais alguns exemplos. Vou mais uma vez aí em Joana de Ângeles agora o despertar do espírito. Então diz assim: "Quando o amor filho, mãe, foi frustrante e inquietador, o adulto transfere para outras pessoas a carência. e se que se torna mórbida, apaixonada, insegura, aprisionada, permanece incapaz de realizar vinculações de respeito, de permuta afetiva, tá sempre projetando no outro as próprias próprias sombras, né? E tomba em desespero, sabe? Essa coisa meio que de um lado snob, não sei se eu quero você, do outro lado uma coisa pegajosa, eu preciso de você, eu morro se você for embora, né? né? Então assim, quer dizer que eu não sou suficiente sozinha, quer dizer que eu preciso de alguém que me que me satisfaça ou ninguém é bom o suficiente. Toda vez que eu não consegui elaborar uma relação de paridade, de parceria, eu sou tão importante quanto meu marido, meu namorado, eu sou tão valorosa quanto ele. Ele é tão valoroso quanto a mim, quanto eu sou. Sempre que eu não conseguir amar a mim e amar ao outro, ou eu me ponho acima, oh o outro não é nada, eu sou maior que ele, ele tem que agradecer de estar comigo, ou me ponho abaixo, ai eu preciso agradar, senão ele vai me abandonar. Sempre que isso acontece é sinal que eu não soube, eu não desenvolvi um bom relacionamento na minha infância com os meus pais, né? Então é importante a gente lembrar, e aí eu termino nesse slide mais uma vez com Joana de Angângeles no Despertar do Espírito, lembrando que a maternidade
mento na minha infância com os meus pais, né? Então é importante a gente lembrar, e aí eu termino nesse slide mais uma vez com Joana de Angângeles no Despertar do Espírito, lembrando que a maternidade humana é mais do que um fenômeno biológico. Trata-se de uma experiência iluminativa. Olha que linda essa essa frase. Trata-se de uma experiência iluminativa e libertadora para a consciência, que descobre a necessidade de superação do egoísmo, de desenvolvimento dos valores morais mais expressivos, para que o amor se encarregue de dirimir as dificuldades e estabelecer parâmetros de comportamentos sadios, sem os exageros do apego, do ressentimento, da transferência de amargura, de frustração para os filhos, que acabam se tornando vítimas sem defesa. Então eu termino com uma com um pequeno conto que eu vou resumir muito. Talvez a gente volte nesse conto Encontros futuros para tratar de outras coisas, mas esse conto é um conto russo e ele fala de uma história de a menina se chama Vassalissa e ela começa a história com ela na com a mãe à beira da morte. A mãe está jovem, relativamente jovem, mas morre. Ela é uma menina ainda, 7, 8 anos. E a mãe no seu leito de morte fala para ela assim: "Eu vou te abençoar para que você tenha uma vida boa". A mãe está liberando a filha para ir. E a mãe fala: "E a minha bção vai na forma dessa bonequinha. A bonequinha é como se fosse uma miniatura da própria menina da vassalissa. E ela diz: "Filha, você vai manter essa bonequinha no bolso e toda vez que você tiver dúvidas, você vai pegar essa bonequinha e ela vai te responder. E quando você tiver decisões, escolhas, lembra sempre de pegar a bonequinha que ela vai te orientar." E a menina sai numa jornada. Essa jornada que eu vou deixar para contar num próximo encontro, em que ela vai aprender a se desenvolver, a se apropriar eh eh da própria força e da própria intuição. Eu só queria mostrar esse ponto nesse desse conto que a mãe a mãe morre. Que mãe que morre? A mãe muito boazinha, a mãe que fazia tudo
ver, a se apropriar eh eh da própria força e da própria intuição. Eu só queria mostrar esse ponto nesse desse conto que a mãe a mãe morre. Que mãe que morre? A mãe muito boazinha, a mãe que fazia tudo para ela, a mãe que mimava. A menina já precisa nesses 7 anos. Essa mãe precisa já perder um pouco dessa força, desse poder. Não é morte, não é morte literal, né? né? Morte simbólica, a mãe precisa se afastar um pouco. E essa filha, ela já consegue ter a própria, ela começa a desenvolver a própria versão da própria maternidade. Então, a própria criancinha de 7 anos, ela já começa a brincar de boneca, ela já começa a experimentar o que é ser mãe. Mas olha que interessante, a miniatura da boneca não é uma miniatura da mãe, é uma miniatura da própria menina. Olha que bonita essa imagem. Eu não tenho que que carregar em mim a pessoa mãe que eu tive. Eu tenho que carregar em mim o materno. E esse materno, ele vai ser meu. É minha forma de ser mãe. Eu não tenho que fazer o que a minha mãe fazia. Eu tenho que aprender como ser uma mãe. Eu aprendo com a minha mãe, mas eu não vou fazer exatamente o que a minha mãe fazia. Então é isso. A mãe abençoa a filha com o potencial da maternidade. A mãe não fala para ela: "Olha, me copie, hein? Faça o que eu fazia, porque parece que a mãe estaria falando para ela: "Seja eu." E a mãe não fala: "Seja eu, a mãe fala: "Seja mãe de si mesmo". Mas seja mãe de si mesmo a partir de você, da sua bonequinha, do seu interior, de você. Então, a mãe não deu uma cartilha para ela, ó, daqui paraa frente faça tudo o que eu mandei, tá bom? Porque daí quem estaria orientando aquela pessoa que foi mãe. Dá para perceber a diferença? Então, a maternidade minha tem que vir de mim. Eu não tenho que fazer o que minha mãe mandou. Eu não tenho que fazer o que minha mãe fazia. Eu tenho que desenvolver em mim a maternidade. E eu não preciso ser mulher para isso. Posso ser homem, tanto faz. Eu tenho que desenvolver em minha maternidade. Eu tenho que despertar a semente da
ia. Eu tenho que desenvolver em mim a maternidade. E eu não preciso ser mulher para isso. Posso ser homem, tanto faz. Eu tenho que desenvolver em minha maternidade. Eu tenho que despertar a semente da maternidade que já existe em mim. É a miniatura de mim mesma. Mas eu faço isso aprendendo com as mães da minha vida, com as figuras maternas. Fica aqui esse convite então para que a gente mergulhe mais nesse mundo da maternidade, para que a gente aprenda mais sobre a importância da primeira infância, para que a gente se lembre de fazer essa diferenciação. Eu sou diferente do meu filho, minha vida é minha, a filha do meu filho é dele. para que eu me lembre de que o afeto, a afetividade, a segurança estão formando o a personalidade do meu filho e que ele vai levar isso pro futuro e ele vai ter uma vida mais saudável, tranquila, com menos conflitos, quanto mais a primeira infância dele for equilibrada, saudável. Então, nem ser uma mãe boa demais, porque acaba mimando o filho, fazendo o que não precisa e, inclusive não deixando o filho viver, porque ela vive por ele, ela quer fazer por ele. Deixa que eu amarro o seu cadarço, deixa que a mamãe dá comidinha na boca quando o filho já tem 4, 5 anos. Não, nem ser boa demais e nem ser uma mãe insuficiente, que não supre a necessidade, que não mostra que o filho é importante, que não oferece útero, que não agasalha no colo, que não faz carinho, que não olha nos olhos, que não diz: "Você é único e eu estou aqui com você". Então, a mãe insuficiente é a mãe que falta e o filho cresce se sentindo órfão, mesmo com a mãe ali, mas ele não se sente protegido, cuidado, amado, nutrido, afetivamente nutrido. Então, a mãe suficientemente boa que essa mãe que esse Winicot, esse grande pensador e pesquisador da infância oferece a mãe suficientemente boa. É a mãe que oferece o que o filho precisa, não o que ela quer. Ela nem falha. E ela nem sobrecarrega, ela é na medida. Fica esse convite para que a gente busque sempre a nossa maternidade suficientemente boa. Muito obrigada. Até
filho precisa, não o que ela quer. Ela nem falha. E ela nem sobrecarrega, ela é na medida. Fica esse convite para que a gente busque sempre a nossa maternidade suficientemente boa. Muito obrigada. Até uma próxima.
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