Sexta-feira Literária | No Serviço do Bem | com Álvaro Chrispino
A Sexta-feira Literária do mês de julho abordará a obra No Serviço do Bem – Convite, Caminho e Chegada, que apresenta as três etapas fundamentais para aqueles que aspiram contribuir com o trabalho do Cristo: o convite para servir e seus desafios, o caminho e os obstáculos para alcançar o êxito, e a chegada, com a colheita dos resultados. Para aprofundar os temas abordados no livro, o programa contará com a presença do autor, Álvaro Chrispino – trabalhador do Centro Espírita Seara Fraterna, expositor, escritor espírita e voluntário do Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro. O bate-papo será transmitido ao vivo nas redes sociais da Federação Espírita do RS, no dia 18 de julho, às 22h. Acompanhe pela FergsPlay, pelo Facebook da Fergs e pela Fergs Rádio (www.radio.fergs.org.br). O aplicativo da Fergs Rádio está disponível gratuitamente na Apple Store e na Play Store.
No [música] serviço do bem, convite caminho e chegada de Álvaro Crispino, conduz o leitor por três etapas essenciais para quem deseja servir com Jesus. O convite ao trabalho no bem com seus desafios e responsabilidades, o caminho a ser trilhado repleto de aprendizados [música] e a chegada quando a transformação interior se concretiza. Uma leitura inspiradora [música] para aqueles que buscam aliar a prática do bem, a certeza de que somos espíritos imortais, temporariamente encarnados em constante evolução. No serviço do bem, convite, caminho e chegada da FERGs Editora, você encontra nas principais livrarias espíritas do Brasil. Olá amigos, uma boa noite a todos. Eu sou Antônio Antônio Nascimento. Estamos aqui iniciando mais um momento especial na noite de hoje. A nossa sexta-feira literária vai unir dois rios, o Rio Grande do Sul com o Rio de Janeiro, tá? E estamos juntos aqui para que possa possamos eh conversar com Álvora, nossa irmã Dalva Ruleto, nossa multiplicadora aqui da área do livro, que depois também vai ter a sua participação. E o nosso convidado especial, já amigo da Félix ali de várias atividades, o Álvora Crispino, né? Álvaro Crispino, ele, apesar da gente não não querer eh eh entrar naquele jargão que não precisa ser apresentado, né? Até, né? É, é justo e necessário que a gente lembre que ele é doutor em educação, tá? E ele tem várias atividades na eh nas áreas de políticas educacionais, prevenção da violência escolar e ensino de ciências. É uma pessoa que tem contribuído muito nesse campo, no campo no campo eh educacional, universitário. Aí você certamente pode encontrar muito material, uma pessoa muito reconhecida, né? E ele trabalha no movimento espírita há já há muito tempo, né? Eu posso dizer que desde o século passado, né? Desde 1979. Verdade. É verdade. Isso. [risadas] Ele quase só não é contemporâneo de Kardec. Foi um século antes ainda, né? Mas mas [risadas] conhece muito Kardec, né? E o Álvaro também ele contempla conosco aqui a sua produção. Tem uma produção literária
ase só não é contemporâneo de Kardec. Foi um século antes ainda, né? Mas mas [risadas] conhece muito Kardec, né? E o Álvaro também ele contempla conosco aqui a sua produção. Tem uma produção literária muito boa, né? A gente destaca aqui pela editora da Ferg, né? Conversando sobre a morte, né? um tema muito sensível que trata desse momento especial da nossa passagem, do nosso retorno à dimensão espiritual. Também uma outra obra que a gente recomenda muito, né, editada pela Leal lá, a a editora Leal lá da da mansão do Caminho sobre ovelhas e lobos, alguns desafios do movimento espírita. É muito significativo e não por acaso a Leal Chancelor, né, que acho Leal costuma publicar somente os livros do Divaldo. É raro ele abrir espaço para outros autores, né? e temos só aquelas obras bem especiais, né? Ensina a orar o Pai Nosso, na visão dos espíritos também pela feb editora, né? E também ela é expositor, colaborador da do CERGE, né? A federativa estadual lá do Rio do Rio de Janeiro. E nós vamos trabalhar hoje numa obra que ele inclusive fez o seminário dos 104 anos da Féx, né? No serviço do bem, convite, caminho e chegada, Álvaro, tá? E eu vou começar a esquentar a noite, né? Porque aqui no Rio Grande do Sul tá frio, né? e trazer umação que tá na orelha aqui do nosso do teu livro, né? Nós vemos uma sociedade cada vez mais complexa que nos apresenta desafios variados. Vejam só o que nós estamos vivendo. É guerras, são guerras tarifárias, né? Conflitos e e situações políticas que expcam a todo momento e que dominam o o nosso noticiário, né? E decisões que afetam o nosso meio ambiente e eh violência são, né? as redes sociais que exige uma nova rotina, né? E que discussão de regulação, não, de direito, de limite, de responsabilização, aspectos pessoais, também os relacionamento do ser humano, as novas formas de relacionamento, novas profissões, novas carreiras, algumas que estão enfrentando desafio e e tendo que se transformar ou se extinguir, né? crises e tudo isso gera ansiedade,
humano, as novas formas de relacionamento, novas profissões, novas carreiras, algumas que estão enfrentando desafio e e tendo que se transformar ou se extinguir, né? crises e tudo isso gera ansiedade, depressão, angústia na população e alguns inclusive desistindo de viver tácitamente, né, pela porta do suicídio, outros desistindo, se entregando aos vícios ou a outras formas de anestesiar sua consciência. Então, queria te perguntar, depois que tu fizer a tua saudação inicial, eh, né, como servir ao Cristo nesse panorama tão desafiador? Bom, primeiro, boa noite, Antônio. Boa noite, Dalva. Boa noite a todos aqueles que nos assistem pelo canal da FERGs. É um grande prazer, uma grande alegria estar novamente nesse espaço, interagindo com os companheiros, não só do Rio Grande do Sul, mas por conta da tecnologia por muitos outros lugares. É sempre uma grande alegria e um desafio, né, enfrentar essas perguntas que vocês têm para nós. Então vamos lá. Então você pergunta como é fazer esse o trabalho do Cristo, né? É, na verdade um trabalho de negação do próprio indivíduo ou da própria eh eh dinâmica que a sociedade nos pede atualmente, né? Então, numa sociedade que é instagramável, aonde o desempenho, eh, a estética e outras coisas mais são valorizadas, o trabalho do Cristo pede justamente o movimento contrário, né? Enquanto eu me exalto e hoje a a toda a dinâmica das relações sociais é de autoexaltação, né? Ninguém é infeliz no Instagram, ninguém é infeliz no Facebook, ninguém é infeliz em lugar nenhum. Todo mundo faz lá um uma maquiagem da própria vida, fazendo de conta que é o que não é, né? Então, esse faz de conta para os outros eh no trabalho do Cristo, o primeiro movimento é de voltar-se para si mesmo e fazer essa transformação por dentro e não só por fora, né? Essa essa reconstrução do próprio homem. E essa reconstrução solicita que a gente reconheça o outro como a o grande parceiro da do nosso aprimoramento. É na interação efetiva verdadeira com o outro, com as dificuldades que a gente vai vai
m. E essa reconstrução solicita que a gente reconheça o outro como a o grande parceiro da do nosso aprimoramento. É na interação efetiva verdadeira com o outro, com as dificuldades que a gente vai vai superando nas relações, que a gente efetivamente e eh alcança esse ideal que o Cristo prega. Então, é quase que o contrário de tudo que tá sendo valorizado no nos tempos atuais. Muito bom. Obrigado. Mas agora eu vou passar pra Dalva aqui também fazer a saudação e também, né, buscar uma um aproveitar o espaço do Álvaro aí para nós perguntar alguma coisa sobre esta obra, né, Dal? Sim. Ah, primeiramente uma boa noite a todos e assim eu fico bastante grata pelo convite de estar aqui. Já estamos caminhando e nos preparando para esta chegada. a um mundo que vai na contramão disso tudo que nós temos, que é bem o que esse livro vem trazer. E eu pergunto, né, ah, o livro espírita, o livro, né, traz os princípios da doutrina espírita de uma forma muito clara e reflexiva? Na sua visão, qual a importância de espalhar esses princípios, especialmente quando pensamos em revisar conceitos que já carregamos há tanto tempo? Como a luz do Espiritismo pode ajudar a criar uma sintonia mais harmoniosa entre a nossa fé e a nossa razão. E a primeira parte do livro, a introdução, ela tenta chamar atenção para algumas sabotagens que a gente faz consigo mesmos quando a gente só estuda os conceitos espíritas, não é? Então, quando a gente só estuda imortalidade da alma, a gente leu o conceito, leu, né? a gente vai e a gente reproduz essa clássica, né? Todo mundo que nos ouve já conhece esse exemplo. A gente lê superficialmente mortalidade da alma, a gente eh agrega isso o umbral e o nosso lar. É o inferno tradicional da tradição judaico-cristã e o céu da tradição judaico-cristã. Então, na verdade, quando a gente só estuda e a gente decora o conceito, o princípio, na verdade, a gente dá uma roupa nova a conceitos antigos e como grande parte do movimento espírita tem origem eh na religião católica, se não encarnação,
uda e a gente decora o conceito, o princípio, na verdade, a gente dá uma roupa nova a conceitos antigos e como grande parte do movimento espírita tem origem eh na religião católica, se não encarnação, historicamente, nós mergulhamos na na ideologia católica. Então, a gente tá encharcado espiritualmente dessas ideias. São elas que brotam. Então, e o que brota, você dá um novo rótulo e continua, na maioria das vezes, com as mesmas dinâmicas e rotinas que tinha anteriormente. Logo, você conhece doutrina, mas você não tem a oportunidade de permitir que ela transforme a sua maneira de ver e de pensar, tá? Então, a o a grande ideia aí nesse nesse princípio é chamar atenção para isso. Então, o problema não é na imortalidade. A ideia da imortalidade espírita é que nós existimos antes. Antes, e nós somos espíritos que mergulhamos no corpo. Essa é a grande diferença. mergulho no corpo e depois eu saio dele. Então eu tenho que pensar como espírito imortal que estou provisoriamente vivendo a experiência da encarnação e que depois vou sair dela. Aí a morte, por exemplo, deixa de ter aquele peso horroroso. Meu Deus, eu vou morrer. É, vai, vai. Todo mundo vai morrer. Todo mundo que nos ouve aqui vai morrer. Agora, se eu tenho a confiança de que eu sou espírito imortal e quando eu morro fazer ao vivo, tem essas coisas, pô. Então, se eu tenho a consciência de que eu sou espírito imortal, ah, vou morrer, vou voltar, eu vou voltar. Tá? Então, a importância de você ressignificar esses conceitos, a ideia da reencarnação sem a culpa do do pecado original. Ah, ah, eu vou reencarnar para pagar. Por quê? Porque há milênios a gente vem com essa ideia de que a gente é culpado porque Adão e Eva, lá na mitologia do Velho Testamento, eh, comeram da maçã. Então, na verdade é uma ressignificação dessa dessa situação toda. E aí o pensamento precisa ser mais profundo, precisa uma reflexão mais aguçada. Isso é uma ressignificação. É uma ressignificação, uma mudança de hábito espiritual. Sim. Já não é mais nem o hábito físico, né?
ensamento precisa ser mais profundo, precisa uma reflexão mais aguçada. Isso é uma ressignificação. É uma ressignificação, uma mudança de hábito espiritual. Sim. Já não é mais nem o hábito físico, né? aquele automático é é o o espírito nós nos colocarmos de uma forma mais consciente, mais consistente e mais ampla dentro disso tudo. E isso para nós ainda tem muitos entraves, com certeza. E, mas se a gente não fala fica pior. Se a gente não chama atenção para isso. Olha, reflete sobre isso, vamos discutir sobre isso, vamos, vamos tentar pensar de uma outra forma, vamos olhar a mesma coisa por outro ângulo. Eu acho que essa é a nossa função da quem tá na exposição, quem tá na educação espírita, é, é, é chamar sempre atenção para essas coisas até que a gente consiga incutir essa mudança de hábito dos companheiros. Isso, é isso. Agora então o Antônio. Isso. Muito bom. É só para lembrar que a gente tem o Rio Grande do Sul tá pontilhado aqui de participantes, né? Eu imagino que com o frio de muitas devam estar com as suas lareiras acesas, né? Outros com ar condicionado, aquecedor, com uma uma colxa em volta lá, uma manta em cima, né? uma cacheec, um casaco. Mas nós temos desde Rio Grande, né, até Juí de desde a da da de Dom Pedrito até eh Torres, passando por a região da grande Porto Alegre, temos representantes e participantes de várias cidades do Rio Grande do Sul aqui que a gente não consegue nominar a todos, né? Eh, mas isso aí é importante, né, meu amigo. E o que que é tem o o a Maria Cleci Becker Barcelos, tá? que ela traz uma questão aqui para nós que tem ligação com a questão que eu ia te fazer, né? Ela fala que tem muitos irmãos que estudam a doutrina espírita, porém muitos se dizem que não estão preparados para assumir uma responsabilidade na casa espírita, porque será o que que nós podemos fazer? E na verdade no primeiro capítulo que tu traz o título convite do da tua obra, nós vemos essas diferentes maneiras pelas quais a pessoa recebeu o chamado para se aproximar da boa nova. Então, a
fazer? E na verdade no primeiro capítulo que tu traz o título convite do da tua obra, nós vemos essas diferentes maneiras pelas quais a pessoa recebeu o chamado para se aproximar da boa nova. Então, a gente gostaria que tu compartilhasse essa questionamento da nossa a nossa amiga, né? E também que compartilhasse conosco como é que foi o teu primeiro despertar para o caminho do bem e para o espiritismo na tua vida. Eh, Antônio, para ser coerente com o que a gente tá apresentando e fundamentando no livro lá, tá? Eh, a gente tentou colocar diversos exemplos do chamado convite, aquele momento em que a vida oferece a você a oportunidade de fazer ou não fazer, de ir para um lado ou ir por outro. E o que a a companheira falou, a Maria CL fala, a gente conhece muito, mas na verdade são são companheiros que na generalidade, ó, na generalidade não estão maduros. para aceitar convite, porque eh aceitar convite é você passar para um outro nível, né? Eh, quando a gente aceita um compromisso na casa espírita, a gente abre mão do nosso horário, a gente abre mão do lazer da família, a gente abre mão do nosso descanso, né? a gente se aperta profissionalmente para poder ter essa oportunidade. Então, aceitar um convite de trabalho regular na casa espírita, qualquer que seja ele, mas que vai ocupar um tempo, vai eh te obrigar a ter responsabilidade, porque ah, é voluntário, você é voluntário para aceitar, mas depois que aceita, você tem que manter. Ah, é um trabalho voluntário, eu vou quando quer, tá bom? Aí o o lugar fica lá te esperando, as pessoas contam com a sua contribuição e você não aparece porque o trabalho é voluntário. Então voluntária é a a o aceite, mas a participação passa a ser eh compulsória. Então, muitos dos companheiros gostam da mensagem, se emocionam, mas quando pensam que tem que abrir mão de determinadas rotinas da própria vida em função da contribuição da vida do outro, então assim, ah, não. Então, a eu prefiro imaginar eh eh que são casos de de amadurecimento
am que tem que abrir mão de determinadas rotinas da própria vida em função da contribuição da vida do outro, então assim, ah, não. Então, a eu prefiro imaginar eh eh que são casos de de amadurecimento ainda da do conhecimento e da disposição de servir, né? Mas o convite foi feito. Esse é um daqueles casos que nem um moço rico que tá lá de de Jesus, né? Ah, que que eu faço para ganhar o céu? Ah, você tem que se seguir as leis e os profetas. Oh, isso já sou eu imitando jovem rico com Jesus. Oh, Senhor, então já faço aí. Ah, então vai e vende tudo que tem e vem. Tipo assim, abre mão, a imagem é abre mão das coisas físicas, das coisas materiais e dá atenção para as coisas espirituais. Ah, então ninguém tá pedindo para você vender sua casa, seu carro, mas você abra a mão disso e dê um abra um espaço na sua agenda para coisa espiritual. Ah, senhor, eu tenho um jogo importantíssimo amanhã não posso ir. E conta os espíritos que ele morre. Então, nunca teve a chance de pensar duas vezes. Aí você me perguntou quando foi o meu convite. Essa é uma pergunta vai cheirar formol. Eh, eu venho de um de uma família, Antônio, de bases mediúnicas, né? Tem médio na minha família. Eu vi tudo que você possa imaginar que a gente vê nos livros, eu vi durante a minha infância, desde pequenininho, né? Então, eram grupos mediúnicos, não, que não tinham tanto esclarecimento espírita. Então, eu cresci nesse meio, né? Eu cresci vendo mediunidade, eu cresci convivendo com médiuns de efeitos físicos, psicofonia, aquelas coisas todas. Em 1974, eh, 13 para 14 anos, meu pai desencarna. E meu pai era a época meu grande amigo, meu grande amigo, né? aquela pessoa do do do coração. E eu fiquei muito triste. Ele desencarnou em outubro, em dezembro, mês que eu faço aniversário, eu estava numa dessas reuniões lá no canto quieto e me lembro perfeitamente, né? O espírito eh deu para o médium lá, deu passividade, levantou-se, atravessou a sala inteira, veio falar comigo, disse assim: "Você tá com saudade, né?" Eu
o canto quieto e me lembro perfeitamente, né? O espírito eh deu para o médium lá, deu passividade, levantou-se, atravessou a sala inteira, veio falar comigo, disse assim: "Você tá com saudade, né?" Eu falei: "Ah, tô com saudade. Com saudade dele?" Eu falei: "É, tô com saudade dele, era o seu grande amigo". Eu falei, mas só não me conhecia. Aí ele disse assim: "Você sabe que você pode reencontrá-lo". Eu falei: "É". Ele disse: "Ah, e como é que eu posso fazer isso?" Não, você é médium. Se você aceitar a tarefa, brevemente vai se encontrar com ele. Então eu disse assim: "Eu aceito, não terminei a frase, né? Quando eu ia terminar a frase, já não era mais eu falando, né? Já estava dando passividade eh no mês que eu fazia 14 anos. Então eu tenho 50 anos de mediunidade ativa de psicofonia. De lá para cá não parei. Quando eu estava completando 18 anos nesse conjunto, o espírito, por nosso intermédio, pediu uma papel e caneta e ele escreveu o nome de um centro espírita, União das Mocidades Espíritas de Niterói, a Hemen, clássica de Niterói, escreveu o endereço da UM, que era um sábado e a hora que eu deveria chegar na que você vai chegar, diga a ele que ele vai chegar nessa hora. Aí me disse assim: "Quando você chegar lá nessa hora, você vai encontrar esta pessoa e mostrou um rosto de uma pessoa." Eu aprendi depois de 4 anos, né? trabalhando mediunidade, aprendendo mediunidade ali direto a ser disciplinado. Aí naquele dia, naquela hora, eu cheguei na UMEN, tava subindo as escadas da UME, me aparece uma senhora, disse assim: "Ah, boa tarde". Falei: "Boa tarde, eh, posso ajudar você? O que que você deseja?" Falei: "Falar com a senhora". era exatamente a pessoa que o espírito tinha indicado. E ela me tomou pela mão e me deu a Maria de Capo Bianco e fez a minha formação doutrinária até hoje. Então foi o convite, o primeiro convite eu aceitei e quando ele me fez a confirmação do convite para um outro nível de trabalho, eu também aceitei e tô nele até hoje. Puxa vida, é, é uma história, é uma
tão foi o convite, o primeiro convite eu aceitei e quando ele me fez a confirmação do convite para um outro nível de trabalho, eu também aceitei e tô nele até hoje. Puxa vida, é, é uma história, é uma poucos sabem essa história, hein? É a primeira vez que eu conto essa história no Espaço Espírita. É uma é uma vivência que por si só ela vai dando condições assim junto com a perseverança e a disciplina de realmente buscar assim um trabalho dentro do da doutrina espírita que vem alavancar até a disseminação do conhecimento espírita, né? Porque o conhecimento ele não é para ficar só com a gente, é pra gente se derramar. Sim. E quando chega num determinado nível, automaticamente as oportunidades para se sempre tem alguém invisível ou visível que pega na mão e permite que isso se derrama, que são os convites que nos chegam. Exatamente. Diante, se nós estamos no caminho, estamos atentos ao caminho onde estamos, automaticamente vamos perceber os convites e vamos aceitá-los, porque às vezes a gente não percebeu que foi convidado, né? Mas vamos lá então. E ela vem bem ao encontro disso. Ah, na página 83 você escreve sobre as pedras do caminho, alertando para o processo de sabotagem que as nossas próprias tendências do passado nos fazem viver. Essa reflexão dialoga diretamente com o ensinamento de Jesus sobre a porta estreita, que nos convida ao esforço diário. Na sua visão, o que precisamos cultivar em nós para nos proteger dessas tendências que ainda carregamos? É suficiente apenas aceitar o convite ou há outros passos fundamentais nessa jornada? Acho que é é indispensável que a gente não perca eh a atenção sobre o que nós somos e o que nós fomos. Nesse conjunto das pedras que a gente coloca no caminho, vou fazer um um mix disso com as pedras do movimento espírita. Estão aqueles aqueles companheiros, por exemplo, que vem pro movimento espírita, mas eles permanecem no movimento espírita desde que as ideias pessoais sejam aquelas sempre vitoriosas. é aquela pessoa que ele estuda doutrina
mpanheiros, por exemplo, que vem pro movimento espírita, mas eles permanecem no movimento espírita desde que as ideias pessoais sejam aquelas sempre vitoriosas. é aquela pessoa que ele estuda doutrina espírita, às vezes estuda pouco, mas ele tem opiniões formadas sobre tudo e ele tem eh eh sempre que criar condições para que as suas ideias sejam hegemônicas, sejam vencedoras, estejam certas e tem pouco espaço para diálogo, diálogo inclusive com os argumentos doutrinários. E aí esse é um caso eh que as características do passado, que são os instintos, a dificuldade da troca, a dificuldade da interação, a dificuldade de ter um tempo de escuta, reflexão e fala, né, a a possibilidade de encontrar consenso, de encontrar meio termo. Isso é essa dificuldade tem a ver com os instintos de sobrevivência, de manutenção de posição, de garantia de poder, porque ter a sua opinião sempre eh colocada em posição superior é de alguma forma manutenção de poder, a manutenção da sobrevivência do poder no grupo social. Então, a gente vem reproduzindo isso, a gente vem se se deixando levar por determinadas eh tendências e características que são próprias do homem antigo, quando a gente deveria aproveitar o conhecimento espírita justamente para fazer essa esse equilíbrio. Então, ninguém é altruísta se ele não confronta o próprio egoísmo. Então, no mesmo eixo. Imagina um cotonete, né? De um lado tá o egoísmo, do outro lado tá o altruísmo. E conforme eu vou desfazendo um lado, vou podendo aumentar o outro. Então, eu só consigo ser altruísta se eu consigo diminuir em mim o egoísmo. Porque altruísmo é é dirigir-se ao outro. O egoísmo puxa para mim. Enquanto eu puxar para mim, eu não me entrego pro outro. Então, essas são as sabotagens, é a gente não perceber que determinadas características antigas do espírito continuam a se manifestar na nas entrelinhas e dificulta a nossa a nossa conquista. Eu gosto sempre de chamar atenção pro livro Mensageiros de André Luiz, né, quando ele eh ele entrevista
do espírito continuam a se manifestar na nas entrelinhas e dificulta a nossa a nossa conquista. Eu gosto sempre de chamar atenção pro livro Mensageiros de André Luiz, né, quando ele eh ele entrevista espíritos que encarnaram preparados para tarefas no movimento espírita. Essas pessoas desencarnam e voltam e eles são falidos na tarefa. E quando você pergunta, pode ler todos os capítulos que estão lá, todos, sem exceção, falharam no campo da emoção, não falharam na razão, não lhes faltou conhecimento doutrinário, tá lá cada um deles. Eu fui paraa casa espírita, eu estudei, tive boas boa formação, não lhe faltou família espírita. Eu tive família espírita que me preparou, me deu base, era a pedra de tropeço deles estava nas suas emoções. Então, quando a gente faz capacitação de trabalhador espírita e a gente usa isso, esses casos, a gente pergunta assim: "Qual foi a pedra de tropeço dele?" Aí vai ser o cientificismo, né? ele quer se afastar das coisas religiosas, o outro é o egoísmo, o outro é o orgulho. Então, é com eles que a gente tem que aprender como é que a gente é sabotado pelas próprias emoções. Então, não é para ler. Mensageiros é um livro pra gente estudar e refletir. Isso. Olha, tá despertando várias vários comentários, reflexões aqui, muitos emocionados aí, agradecendo o compartilhar da história aí que certamente sensibiliza, né, e estimula essa desafio da gente prosseguir nos caminhos, né, aonde precisamos lidar com as questões humanas, materiais, familiares, né, todos esses desafios das rotas ali, né, e na sequência desse trecho das pedras do caminho. Ali você fala muito sobre a questão das interpretas espíritas, né? E tu fazes uma ponte muito rica com a as cartas ou a carta de Paulo aos Gálatas, onde nós vemos dois eixos muito atuais, a forma como nós interpretamos o evangelho e ainda a maneira como muitas pessoas o aceitam. Então, Álvaro, nós queria saber como é que se você considera que essa é uma parte, é um processo natural de descoberta e amadurecimento dos ensinos
lho e ainda a maneira como muitas pessoas o aceitam. Então, Álvaro, nós queria saber como é que se você considera que essa é uma parte, é um processo natural de descoberta e amadurecimento dos ensinos evangélicos nossas mentes e corações e também se houve algum período na história em que isso foi diferente ou essa etapa faz parte mesmo da nossa realidade, considerando ainda a nossa condição evolutiva do nosso planeta e esse todo esse embrolho aí da transição planetária aí que nos tem fustigado tanto. Antônio, eu gosto muito das cartas de Paulo aos Gálatas. As cartas de Paulo são muito ricas, né? Mas aos Gálatas, ele é uma carta que permite muita reflexão e muita eh semelhança com movimentos religiosos. Esse esse momento que a gente extrai da carta é aquele em que Paulo vai até os Gálatas porque eles, os Gálatas estavam sendo visitados por pregadores cristãos judaizantes. Então, a primeira reflexão de Paulo é assim: "A igreja tá fundada há tão pouco tempo, mas já está se deixando levar por outras mensagens que não são mensagens do Cristo." Então, essa é a é o que que esses pregadores diziam que os gentios, então você tinha os hebreus, o povo chamado eleita, que ela era, e os outros, os gentios, os gálatas estão aqui nos gentios. Então eles viam, disse assim: "Não, nenhum genti pode ser salvo se não virar judeu primeiro". Então, a pregação desses desses falsos profetas era que os gentios primeiro tivessem que se transformar, acolher as ideias da da do judaísmo para aí em tese, né, virando ou se aproximando de serem judeus para depois virarem cristãos. E Paulo dizia que isso era um desvio, n? Você não precisa saltar pro outro lado para depois acender a uma posição de entendimento mais aprimorado. Você podia ser gentil e simplesmente fazer esse esse esse salto de reflexão. E a gente de novo vai ver isso no movimento espírita quando se pregam eh posições pessoais, posições de grupos de interesse, interpretações próprias para eh depois chegar a outro ponto. Então, eh, significa que a gente, além de ter
no movimento espírita quando se pregam eh posições pessoais, posições de grupos de interesse, interpretações próprias para eh depois chegar a outro ponto. Então, eh, significa que a gente, além de ter uma dificuldade extrema de introspectar a doutrina e tirar dessa introspecção resultados, a gente continua hoje a ter pregações individualizadas, pregações com ideias pessoais, pregações com interpretações que não são aquelas que estão no consenso da das interpretações doutrinárias. Eh, no fundo, no fundo, aí eu vou resgatar um pouquinho lá do que a gente discute em sobre ovelhas e lobos, né? Tem muita gente que quer ter um espiritismo para chamar de seu. E aí fica criando essas coisas, os livros e se espalham com o título de livros espíritas, mas com interpretações muito pessoais, eh com afrouxamento de determinadas interpretações que e fazem com que a gente não olhe a vida com a com a seriedade, nem com a com a importância que se deveria dar as transformações. Então, a carta de Paulo é muito atual. Essa parte especial é muito atual. Muito atual, né? As pessoas estão procurando novidades. Novidades. Querem novidades, querem coisas novas, querem eh eh querem efetivamente encontrar alguma coisa, quer dizer assim: "Esse aqui é o que nós temos". Os outros não têm isso aqui, só nós temos isso. Então, eh eh se só eu tenho isso, nós somos melhores do que os outros. Aí voltamos àquela posição anterior, aquela discussão nossa nas perguntas anteriores. Alguém quer ser melhor do que os outros? É, é bastante assim, isso nos traz assim uma reflexão bem profunda, porque nós percebemos às vezes assim esse esse movimento que é contrário aos princípios da doutrina e que se ploriferam assim de uma forma tão tão abundante justamente para aquela questão do cuidado do corpo, a cura do corpo. corpo, a cura das dores, a doutrina espírita ou a casa espírita como um hospital de corpo, sem fazer esse movimento que precisamos curar a alma para que o corpo tenha tenha o equilíbrio e a harmonia que são
a cura das dores, a doutrina espírita ou a casa espírita como um hospital de corpo, sem fazer esse movimento que precisamos curar a alma para que o corpo tenha tenha o equilíbrio e a harmonia que são necessários. Eu penso que tudo isso leva um tempo, porque é o amadurecimento do próprio espírito nesse processo que vá, né? E é necessário que a gente continue batendo na mesma tecla. E aqui vale aquele ditado, né? Água pedra em água mole em pedra dura tanto bate até que fura. A gente faz a parte da gente, a nossa parte. E, né, as pessoas também têm o livre arbítrio. Mas seguimos. Então, então a nossa reflexão agora, ela vai lá numa partezinha do da página 124 que nos diz: você aborda uma questão bem presente na história da humanidade, o temor da morte, ligado à ideia de julgamento no juízo final e a busca pela salvação por meio de atos exteriores. muitas vezes sem a verdadeira transformação interior. Como a doutrina espírita nos ajuda a compreender melhor essa questão, trazendo a luz sobre o que realmente significa salvação e como lidar com o medo da morte de uma forma mais serena e consciente. Ai ai. É, veja que a palavra salvação, ela se encaixa perfeitamente naquela ideia que a gente tinha nos séculos anteriores, nos milênios anteriores, que a gente estava perdido, né? A gente vivia em salva em pecado e a gente precisava ser salvo em algum momento. Aí você vem a salvação pelas penitências. eh antigamente a salvação eh por um terceiro que te dava a absolvção dos seus pecados e depois você tem a salvação pela fé, a salvação pela graça na reforma protestante. E aí chegamos nós aí doutrina espírita com espíritas que eh vieram desses movimentos e a gente continua com essa ideia de que tem que ser salvo. Às vezes essa palavra tá envelopada diferente, tá embrulhada diferente, mas o conceito o conceito tá lá dentro. E aí há um um pesquisador eh Emerson Guelli, que escreveu um livro que é um clássico na antropologia da religião chamado O cuidado dos mortos. E ele tem outros estudos aonde ele vai
eito tá lá dentro. E aí há um um pesquisador eh Emerson Guelli, que escreveu um livro que é um clássico na antropologia da religião chamado O cuidado dos mortos. E ele tem outros estudos aonde ele vai discutir a caridade e em especial a caridade feita pelo movimento espírito. Ele coordenou uma pesquisa no Rio de Janeiro, por exemplo, eh, profissional, aonde ele identificou que grande parte das eh ações sociais eram realizadas por instituições espíritas na cidade do Rio de Janeiro. E aí vem a a veio a a confirmação de que os espíritas têm uma longa, ampla e potente eh eh atividade de assistência social. Perfeito. E ele vai cunhar uma expressão que incomoda muito quando os espíritas ouvem, porque às vezes ele ouve a expressão, discorda dela porque não estudou o contexto, né? Os espíritas, os espíritas tomaram a caridade como a sua porta da salvação. Em outras palavras, a salvação que existia de outras formas nas outras religiões, para nós, pros espíritas, segundo ele, foi tomado pela ideia da caridade. Então, nós saímos por aí dizendo que temos que fazer caridade. Eh, não importa a qualidade da caridade. E aí vamos fazendo assistência, vamos fazendo assistência ao corpo, vamos dando o que temos de excesso pros outros, né? Aquela história da da viúva que bota um uma moedinha, essa que é séria. Por quê? que essa vai fazer falta para ela e o rico que enche lá o baú nem tanto. Então a gente vai tomando a caridade eh como salvação naquela ideia de que eu preciso ser salvo. Então eu faço a caridade, opa, já vou para nosso lar, porque a gente não vai pro céu, né? Mas já vou para nosso lar, tá tudo no mesmo na mesma equação. E aí as reflexões são muito complicadas. Vou contar um caso para vocês. Eu trabalho muito com movimento espírita, né? Trabalho com formação em movimento espírita. Eu estava então numa federativa, numa determinada federativa, não vou contar qual é, não adianta. E aí havia um espaço na agenda, nos convidaram para ir a uma casa, fomos à casa, fizeram para fazer uma reflexão lá
ão numa federativa, numa determinada federativa, não vou contar qual é, não adianta. E aí havia um espaço na agenda, nos convidaram para ir a uma casa, fomos à casa, fizeram para fazer uma reflexão lá e tal. E a pessoa que dirigia a casa foi nos mostrar a casa. Era numa, se fosse no Rio de Janeiro, seria no Leblon, né? Um lugar assim muito eh eh eh muito caro, nãoé? E aí távamos lá naquele lugar caríssimo e na casa, aquela casa toda nova, pintada, tudo brilhando, ela foi mostrando, aí nos levou num corredor e disse assim: "Vou lhe mostrar onde está o nosso problema". Aí eu, ô, experiência, né? Aí a na porta estava lá SPS, serviço de promoção e assistência social. Aí ela abriu a porta. Quando ela abriu a porta, havia um cômodo com prateleiras muito bem cuidados, repletos de mantimentos de todos os tipos. Aí ela disse assim: "Aqui está o nosso problema maior". Aí eu falei: "Não, desculpa, não entendi." Aí ela olhou nos meus olhos e me disse o seguinte: "Nós não temos pobres". Eu falei: "Desculpe, continuo não entendendo. Nós não temos pobres, nós temos o serviço de assistência social e não temos os nossos pobres." Aí ela colocou os nossos. Eu falei: "E aí quer dizer que vocês têm um serviço, vocês criaram um serviço antes de saber se tinha alguém que pudesse usufruir do serviço, porque toda casa espírita tem os serviços para desse tipo para fazer caridade. Então o mantimento, a matula, né, a doação da coisa externa era a caridade." Aí eu falei assim, mas a senhora já pensou, por exemplo, em fazer um um ajuste com outra casa espírita que esteja numa comunidade, por exemplo, que ela possa eh vocês recolhem e possam doar para outra casa, para outra casa, mas é assim, mas aí os pobres não serão nossos, os pobres serão deles. Aí eu falei, realmente não dá para não dá para discutir. E aí o que acontece, Antônio Dalva, nessa situação em que a gente tem essa visão de que eu tô dando, eu preciso que os pobres existam, porque se essa é a minha rotina, se na minha cabeça a salvação está em eu
ue acontece, Antônio Dalva, nessa situação em que a gente tem essa visão de que eu tô dando, eu preciso que os pobres existam, porque se essa é a minha rotina, se na minha cabeça a salvação está em eu dar o que eu tenho pros pobres, pros mais necessitados, porque estão numa posição abaixo da minha, sempre eu terei que fazer existir e manter alguém que esteja na posição inferior. que se isso não acontece, que que eu faço? Como que eu vou ser salvo se eu não tenho para quem dar? Então, eu preciso que exista pobres. Logo, dificilmente esse grupo vai trabalhar por justiça social. Esse grupo, dificilmente espíritas que somos e muito bem engajados, sabemos lidar, falar, interagir, criar redes de impacto, dificilmente vamos nos engajar em projetos de justiça social, de diminuição de desigualdade, porque o ideal é que a gente não precisasse dar matula para ninguém. A grande caridade está na libertação do espírito pelo conhecimento. Essas são questões muito, muito graves. De novo, precisando reconceitualizar o que tínhamos antes, pro que a doutrina escrita nos apresenta hoje. Ai, esse tema me deixa assim. Ah, isso aí é o que a gente fala, Álvaro, que a dispensa tá cheia, mas a dispensa do coração ela tá vazia ainda. Então, cria esse disparate. É, e essa harmonia ela é muito difícil, muito difícil ainda, porque não é só a o ter, mas é a pessoa ter um direcionamento, ter uma uma visão mais ampla, ter um desprendimento. Isso envolve uma série de virtudes, é um conjunto, né? É um conjunto de virtudes que nós estamos em processo, né? E que pena, né? Mas vamos continuar trabalhando que vamos confiar que vai melhorar, que essas essas dispensas elas vão esvaziado do de todas essas ideologias e vão vão luarizar, como diz Joana de Angeles, né? Vão sejamos otimistas. Sejamos otimistas. Trabalhamos para isso. Exato, né? Pois é, meus amigos, recebemos o convite que vem sempre na hora certa, né? pela misericórdia divina, pelo apoio e amparo dos benfeitores amigos, né? enfrentamos o caminho e muitas vezes,
o. Exato, né? Pois é, meus amigos, recebemos o convite que vem sempre na hora certa, né? pela misericórdia divina, pelo apoio e amparo dos benfeitores amigos, né? enfrentamos o caminho e muitas vezes, né, como Paulo, temos que prosseguir, né, com os pés sangrandos, os joelhos desconjuntados, né, mas resistir, né, exige muita renúncia, abnegação, persistência, né, e tem o momento da chegada, né, que tu abordas muito bem, né, Álvaro. Então, a gente gostaria de trazer um pouco esta diálogo sobre esse momento, né? Quando nós pensamos na chegada da pátria espiritual. Nessa obra você nos convida a refletir desapaixonadamente sobre o nosso ego para termos uma visão mais realista desse momento. Então, diante das nossas limitações e da evolução ainda que é tão acaiada que a gente possui, como nós podemos cultivar mais clareza e consciência sobre quem realmente nós somos para que essa chegada seja vivida com mais serenidade e lucidez. Amigo, ai Antônio, a primeira obra que eu escrevi doutrinária era o Conversando sobre a morte na a sua no seu primeiro texto, né? Porque e e e eu tinha época a a convicção e tenho hoje que a imortalidade da alma é o princípio que a gente precisa debater e falar mais. o quanto for possível, tá? Então, sempre que eu posso iniciar um estudo doutrinário, fazendo aquela aquela aquele posicionamento que falamos aqui no início, né? Nós somos espíritos imortais. Espíritos imortais. Então, o corpo é secundário, viver é secundário, viver é processo, viver no corpo é meio, não é fim, né? Então, quando a gente tem essa consciência, a gente eh eh passa a ter um valor diferenciado da morte. Se eu acho ainda que a morte me leva a situações de de penas eternas incubadas na gente, eu vouer a morte. Mas se eu começo desde diante a refletir de que eu vou desencarnar, vou alargar o corpinho aqui, por mais bonitão que ele seja, ele vai ficar e eu vou voltar, eh eu começo a pensar nas consequências após a morte. Muitos dos nossos companheiros que falam e conhecem a imortalidade da alma, eles
ui, por mais bonitão que ele seja, ele vai ficar e eu vou voltar, eh eu começo a pensar nas consequências após a morte. Muitos dos nossos companheiros que falam e conhecem a imortalidade da alma, eles tomam decisões para esta vida. Eles pensam reduzidamente no tempo do corpo. E a gente sempre pensa, mas ó, algumas das nossas decisões hoje tem impactos no futuro. Eu lembro de do filme Gladiador. Gladiador. Ele tem uma cena que ele, o general conclama, Russell Cruel, quando conclama a os que estavam em torno dele, diz assim: "O que fizermos hoje era uma daquelas daquelas batalhas épicas, eh, pelos bons motivos, né? O que fizermos hoje ecoará na eternidade." Essa é a frase que a gente devia eh ter para nós todos os dias. O que fizermos hoje euará na eternidade. E aí eu sou um técnico que servi em cargos políticos, né? Tive gestão pública, né? E eu cansei de colocar na mesa, não me peça nada que não possamos contar para os outros que fizemos juntos. Então não posso numa função de decisão fazer coisa com alguém que não posso contar pros outros que eu fiz. que se eu não puder contar pros outros, é porque o negócio tá fora da cartilha. E aquilo que a gente faz sem contar pros outros é aquilo que a consciência vai jogar para você depois da morte. São as coisas escondidas, são as coisas feitas na sombra, são as coisas feitas com interesse pessoal, prejudicando os interesses de do de terceiros. Você vai defender sempre os seus interesses. O problema é quando os seus você puxa para você e isso faz com que você crie problemas pro coletivo. Aliás, eu ficaria a semana dando exemplos aqui de uma determinada cidade de capital, aonde essas coisas estão acontecendo a rodo, aonde os pobres estão sendo atacados, aonde os miseráveis estão ficando mais miseráveis, aonde os que t pouco têm sido eh espoliados e aqueles que têm muito, que tem muito, que tem muito, querem sempre mais. Então, essas são as coisas que ecoam na eternidade. Então, a pessoa vai fazendo isso e em algum momento quando vai chegando perto
ueles que têm muito, que tem muito, que tem muito, querem sempre mais. Então, essas são as coisas que ecoam na eternidade. Então, a pessoa vai fazendo isso e em algum momento quando vai chegando perto da morte, ele diz assim: "Nossa, e tudo aquilo que eu que eu semeei e que eu vou ter que colher depois da morte?" Aí ele tem motivos para ficar preocupado. E pra gente ter ter certeza que existem outras possibilidades. No nosso livro de hoje, eu coloquei vários exemplos. eh, de morte, muito diferenciados. Ah, então tem aquele lá que chamou a família, o médium conhecido, chamou a família, chamou a família, conversou, acertou tudo com ele, ó. Vai, vai ser assim, vai ser assim. Você vai ficar fazer isso, fazer. Tá tudo bem, tá tudo certo. Orou e morreu. Orou e morreu. Olha só, gente, coisa boa. Sabia? Chamou todo mundo, dividiu tudo, tirou todas as dúvidas e morreu. Aí você tem o outro lá que eh eh faz a própria desencarnação, né? na aura celeste faz a própria eh eh processo de quem de nós vai poder fazer a próprio eh eh eh separação da lá da da do perespí do corpo. Então tem vários modelos. Então morrer bem, para morrer bem tem que viver bem. Para morrer com paz precisamos construir, não é ter porque fica mais difícil, mas construir, ter processo de busca de paz no coração, pô. Pessoa tem uma vida atribulada, tem uma vida eh desonesta e quer ter uma morte pacífica. A morte é encontro com a própria consciência, que é o grande juiz da nossa vida. Então, não adianta conhecer doutrina espírita. A questão é como que eu aplico essas coisas nas minhas lutas. Podem não ter vitórias. O importante aí não é a vitória, o importante é o processo. Eu posso não ter ganho à luta, mas a morte quando chegava vai dizer assim: "Pô, encontrei esse cara lutando diferente. Ele desencarnou, mas ele tava na ativa, ele tava ali. Ou então na hora que você desencarna, Jesus diz assim: "Nossa, fulaninho vai desencarnar. Ele tá escalado para trabalhar no dia tal, na tal hora. Alguém perguntou aqui
ele tava na ativa, ele tava ali. Ou então na hora que você desencarna, Jesus diz assim: "Nossa, fulaninho vai desencarnar. Ele tá escalado para trabalhar no dia tal, na tal hora. Alguém perguntou aqui dos que não trabalham ou aceitam e não vão? Aí Jesus imagina Jesus sai de lá, olha na tua agenda, diz assim: "Ah, ele devia estar na reunião eh que ele aceitou ser voluntário. Vou lá, vou ajudar e vou eu próprio vou trazê-lo para cá e quando chega lá o cara não tá." Aí Jesus, perdi a oportunidade de ajudar o cara no momento desencarnar. vai desencarnar longe do lugar aonde ou da tarefa que deveria estar fazendo para dignificar o próprio processo. E isso não significa que você não vai viver as coisas da sua vida. Vai continuar vivendo as suas coisas, vai ter sua família, vai ter sua eh ascensão profissional, vai fazer mestrado, doutorado, pós-doutorado, vai ter ascensão, vai virar diretor, vai comprar uma casa, um carro, não tem problema nenhum. São coisas diferentes. Você pode ter isto reservando espaços para viver com a direção do mundo espiritual, porque todos vamos morrer. Então, que seja uma boa morte. É uma pena, né, Dalva, que é só sexta-feira literária. A gente tinha que fazer a semana literária, tinha que ser um stream aí, uma série com várias temporadas e capítulos pra gente poder continuar nos, digamos assim, nos beneficiando tanto dessas reflexões lúcidas aí dos companheiros que vem aí, especialmente do Álvaro hoje com a sua verbia, o seu conhecimento, sua experiência, sua vivência, né, Álvaro? Mas infelizmente, né, o tempo não perdoa e assim como na vida, né, passa rápido, tá passando aqui. Então a gente só tem que agradecer, né, agradecer também a Dalmava pela participação, ao Cris que nos deu o suporte aqui, né, meu amigo. E ainda temos dois ou três minutinhos finais e a gente vai passar para ti para te fazer as considerações finais e éí a tua despedida aí dos dos gaúchos aí, tá, meu amigo? Bom, primeiro de novo, né, agradecer a chance de estar com vocês. É sempre uma
gente vai passar para ti para te fazer as considerações finais e éí a tua despedida aí dos dos gaúchos aí, tá, meu amigo? Bom, primeiro de novo, né, agradecer a chance de estar com vocês. É sempre uma alegria muito grande e estar com vocês e ser provocados por vocês, né? é sempre uma chance, um momento de reflexão. E dizer o seguinte, eh, para onde nós olharmos hoje, quer no entorno, quer no espaço mais amplo, nós temos problemas, desde problemas das questões emocionais. Então, Brasil hoje é o primeiro, primeiro ou segundo em números de casos de ansiedade, em casos de depressão e ampliação de deação suicida, né? Eh, nós estamos vivendo questões internacionais importantes que impactam o Brasil. A sociedade brasileira tá revolta de uma série de coisas. Então, a gente vai viver esse tipo de coisa, lembrando sempre que eles são problemas externos a nós. A grande discussão é como é que eu posso aprender a extrair desse conhecimento doutrinário as melhores condições para fortalecer a alma e enfrentar os desafios. Porque às vezes o convite vem no momento da batalha. Então nós estamos na batalha. Todos nós estamos em uma batalha pessoal, cada um de nós em situações diferentes. Então, mesmo que tudo externamente fosse sereno, cada um de nós tem as suas próprias lutas. A grande questão é saber se nós vamos querer lutar isolados e com uma visão estreita, ou se vamos querer fazer as nossas lutas conectados a uma grande rede de companheiros encarnados e desencarnados que formam as grandes falanges, as redes mesmo com quem nós interagimos, fortalecemos a eles e nos fortalecemos deles, fazendo com que as nossas lutas, por mais individuais que sejam, possam ser mais leves, possam ser menos dolorosas, possam ter uma taxa de sucesso melhor. Então, não encarnamos sozinho e não vamos conseguir sucesso no coletivo. Só vamos conseguir sucesso no coletivo. Então, vamos aprender a conviver e vamos transformar doutrina espírita numa ferramenta de luz para dentro e depois de luz para fora.
seguir sucesso no coletivo. Só vamos conseguir sucesso no coletivo. Então, vamos aprender a conviver e vamos transformar doutrina espírita numa ferramenta de luz para dentro e depois de luz para fora. Esse é o grande convite. Muito bom. E a gente vai ter que fazer um convite, um pedido a todos vocês que ficaram conosco aqui. Vamos compartilhar esse link para beneficiar, né, mais pessoas nos grupos de WhatsApp das casas espíritas, do nas nossas redes, do nosso movimento espírita, né? A gente precisa ser ousado o mais possível para que essas mensagens da reflexão possam atingir mais corações. Mais uma vez, Álvaro, gratidão, muito obrigado, né? Esperamos, né? Não, até só a próxima sexta-feira, mas quem sabe a próxima obra que vem aqui para Fergs Editor aí que a gente tá sempre nessa ansiedade de tu ligar para Rosenir. Rosenir tem pensando, tô pensando isso. Isso aí, minha amigo. ficamos nessa boa expectativa orando para que tu esteja bem inspirado e e consiga fazer com que verter as palavras luminosas aí, que a gente possa eh na parceria aí distribuir a obra que é tão importante, a difusão através do livro espírito. Obrigado Dalva, obrigado a vocês que ficaram aqui. Obrigado, Cris. Um bom final de semana, uma boa semana a todos. Muita paz.
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