Sexta-Feira Literária | Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda | com Leonardo Machado

FergsPlay - Canal da Federação Espírita do RS 13/12/2025 (há 3 meses) 59:44 817 visualizações 125 curtidas

Uma obra que apresenta Jesus como o mais notável Ser da história da Humanidade será o tema da última edição da Sexta-Feira Literária de 2025. Nesta noite especial, o programa da Fergs abordará o livro “Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda”, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco. Para fechar mais uma temporada do programa promovido pela Federação Espírita do RS, a equipe recebe Leonardo Machado, médico psiquiatra, professor universitário e palestrante espírita, colaborador voluntário da Mansão do Caminho, em Salvador (Bahia). O encontro será na sexta-feira, 12 de dezembro, às 22h. Acompanhe pela FergsPlay, pelo Facebook da Fergs e pela Fergs Rádio. O aplicativo da rádio está disponível gratuitamente na Apple Store e na Play Store. #LiteraturaEspírita #SextaLiteraria #LivroEspírita #Espiritismo #DoutrinaEspírita

Transcrição

Entre dores e flores é um romance espírita que atravessa os séculos para revelar como os laços do amor, do arrependimento [música] e do perdão unem almas além do tempo. Na existência presente, os personagens dessa história enfrentam desafios familiares marcados por mágoas. silêncios e escolhas dolorosas. O que teria motivado esse reencontro? De que forma as experiências do passado moldam os caminhos do agora? Com sensibilidade e profundidade, esta narrativa comovente convida a reflexão sobre a força do perdão e a beleza da providência divina, tocando o coração do leitor e transformando sua visão sobre a vida e seus vínculos eternos. Entre Dores e Flores de Gustavo Roman, é mais um lançamento da Fergs Editora, disponível nas principais livrarias espíritas do Brasil. >> Olá, meus amigos, sejam bem-vindos a mais uma edição do programa Sexta-feira Literária, um programa da nossa Federação Espírita do Rio Grande do Sul. Eu me chamo Vinícius Lousada. Estou acompanhado da nossa companheira Cleusa Chuk e estamos com um convidado muito especial, o nosso amigo, irmão Leonardo Machado, médico psiquiatra, colaborador da Mansão do Caminho, escritor e palestrante espírita. Nessa noite nós vamos conversar sobre a obra Jesus e o Evangelho à luz da psicologia profunda, publicada pela Leal Editora e uma obra psicografada pelo nosso querido irmão Divaldo Franco, ditada pelo espírito Joana de Angeles. Aproveito aqui para passar a palavra paraa Cleusa para dar sua saudação e na sequência o nosso amigo Leonardo. >> Boa noite a todos. Então, estamos felizes por estarmos aqui, né, mais uma vez na nossa sexta literária e hoje recebendo esse grande amigo e também compartilhando aqui a bancada com o companheiro de longa data aqui, nosso querido vice-presidente doutrinário, o nosso Vinícius Lousada. Uma boa noite a todos e um bom programa para nós. >> Leonardo, contigo. >> Então, amigos, boa noite. É realmente um prazer podermos estar em atividades, mesmo que online pelo Rio Grande do Sul, especialmente vinculados à Federação

programa para nós. >> Leonardo, contigo. >> Então, amigos, boa noite. É realmente um prazer podermos estar em atividades, mesmo que online pelo Rio Grande do Sul, especialmente vinculados à Federação Espírita do Rio Grande do Sul. Eu tenho um gratidão especial pelo carinho que recebo dos gaúchos desde muito tempo. Eu tenho dois livros publicados, né, pela Federação do Rio Grande do Sul e um deles é especificamente sobre gratidão. Então, lembrando da gratidão, eu agradeço o carinho, parabenizo esse povo persistente, valente e que consegue se remodelar nas paisagens do mundo. Parabéns para todos. Parabéns pela federativa, pelos trabalhos desses últimos anos e especialmente desse último ano, desses dois últimos anos, depois das enchentes, ao longo das consequências. Um grande abraço. >> Muito obrigado, meu amigo. A gente recebe com muito carinho a tua presença e as tuas palavras. Mas então vamos lá, vamos dialogar sobre essa obra tão importante em Nossa Seara, que tem muito a nos dizer sobre o momento que nós vivemos de necessidade mesmo de estudo, meditação e vivência do evangelho. E aí, Leonardo, como primeira pergunta que gostaríamos que tu pudesse discorrer junto da gente, a gente gostaria de saber qual te parece a intencionalidade do espírito de Joana de Angeles com a produção dessa obra Jesus, o Evangelho à luz da psicologia profunda e qual seria a contribuição da mesma paraa compreensão da mensagem de Jesus na atualidade. >> Querido, eu vou responder pensando não só neste livro, mas pensando um pouco na trajetória desta série, porque esse livro está inserido naquilo que chamamos de série psicológica de Jana deângeles. Começa com Jesus e a atualidade e termina com gratidão na psicologia da gratidão. E ao longo da série, nós temos Jesus inserido de uma maneira mais evidente ou de uma maneira mais indireta. E esse livro, Jesus evangelho, a luz da psicologia profunda, já fica mais evidente. Acho que vale a pena pensarmos o seguinte. No século XIX, nós temos uma verdadeira revolução das

eira mais indireta. E esse livro, Jesus evangelho, a luz da psicologia profunda, já fica mais evidente. Acho que vale a pena pensarmos o seguinte. No século XIX, nós temos uma verdadeira revolução das ideias na perspectiva de que nós vemos a psicologia sendo oficialmente fundada. Antigamente era um ramo da filosofia, digamos assim. Desde a filosofia antiga, quando nós pensamos os as escolas helenísticas, que são consequências da postura filosófica de Sócrates que traz o homem para dentro de si, nós temos uma dimensão psicológica do ser humano e não apenas uma visão sobre o que seria o universo e do que seria feito o universo. Não apenas uma filosofia da fises, mas também uma filosofia do ser humano. Então, era uma dimensão psicológica. Um filósofo francês chamado Pierre Radou eh teve ocasião de dizer que a filosofia antiga é um exercício para a alma, ou seja, era uma filosofia vinculada a algum nível de psicologia. Só que no século XIX essa psicologia se desgarra enquanto uma ciência. Tanto que um dos primeiros cursos de psicologia teve a ocasião de ser feito em Harvard através de William James. Então, William James é um dos pais da psicologia. E é interessante perceber o que o que é que acontece no século XIX. Acontece uma série de fenômenos, né, que vão culminar com a formação do Espiritismo, mas não só a codificação do Espiritismo por Allan Kardec. Vamos ter ali outros fenômenos espiritualistas. Vamos ter um fenômeno da teosofia da Madame Blavatsk, a rúsa Madame Blavatsk, que teve mais eh influência americana devido ao império russo na época, ainda hoje, né, muito fechado e ela não teve tanto espaço por lá e ganhou outras fronteiras. Nós temos o espiritualismo moderno, por exemplo, se lermos a obra de Artur Conandoyle, em que ele faz um histórico, ele faz um histórico do espiritualismo moderno e vamos ter uma série de pessoas que vão estudar. Então, o próprio William James, que é um dos era médico e era um dos fundadores da psicologia, ele estudou os fenômenos que

do espiritualismo moderno e vamos ter uma série de pessoas que vão estudar. Então, o próprio William James, que é um dos era médico e era um dos fundadores da psicologia, ele estudou os fenômenos que vão culminar no espiritismo, vão culminar no espiritualismo como um todo e vão culminar também na chamada metapsíquica de Charles e Cet, que depois leva a uma parapsicologia. e ele foi presidente da Sociedade de Estudos Psíquicos, assim como William Crooks, que estudou também os fenômenos, assim como Camilo Flamarrion, que estudou também os fenômenos. O que que tô querendo trazer nesse apanhado? O século XIX é um século que nós tínhamos a clara, o claro desejo, talvez a ilusão, mas pelo menos o claro desejo de encontrarmos o endereço de Deus, não só pela religião, mas também com a ciência. E estávamos fazendo ali o link, era possível estudar. E grande parte das pessoas estudaram, alguns não estudaram, digamos assim, não participaram, como Pierre Janet, que é um dos pais da psicanálise, porque a psicanálise é um processo posterior, já é o final do século XIX, o primeiro livro de Freud, eh, 1900, a interpretação dos sonhos. E antes mesmo dele, PR Janet já tava ali, digamos, estudando, né? É um dos partes da psicanálise também. Então, o Pierre Janet, ele não estudou o fenômeno, ele não participou de sessões, digamos, mediúnicas, mas pelo menos ele deu uma contribuição teórica dizendo que a psicografia era um fenômeno do inconsciente pessoal e não de um espírito externo, mas de inconsciente pessoal, em que ele chama de escrita automática. E de alguma forma ele não tá todo errado, ele tá certo porque algumas das fenomenologias são essas escritas automáticas que o Axakov, o russo Alexandre Axakov teve a ocasião de, pegando essa contribuição de Pierre Janet dar um nome de animismo personista, quando a subpersonalidade de outras existências, por exemplo, se comunica com a subpersonalidade de hoje e traz aquele trans que seria no na fala de Axacof, um transmedio, porque são duas personalidades em si.

subpersonalidade de outras existências, por exemplo, se comunica com a subpersonalidade de hoje e traz aquele trans que seria no na fala de Axacof, um transmedio, porque são duas personalidades em si. Então, perceba a complexidade que é a gente pensar em psicologia e pensarmos então o que Joana de Angângeles veio fazer. O que Joana de Angeles veio fazer foi resgatar essa face psicológica que estava envolvida no início do espiritismo e que de alguma forma a gente foi talvez esquecendo e tal. Ela vem resgatar, mas não só resgatar, ela vem aprofundar, ela vem desdobrar, ela vem trazer, sem sombra de dúvidas, eh, pelo menos na minha concepção, uma das coletâneas mais aprofundadas eh e de contribuições para o pensamento espírita eh desde da codificação espírita. Por quê? porque ela consegue atualizar as nomenclaturas, consegue fazer eh um passeio em várias, não só do Jung, mas também do Roberto Assageoli, também do Víctor Frankel, até algumas contribuições de Freud também e sempre lincando com o evangelho. Dito isso, queria lembrar que o espiritismo ele nasce com essa perspectiva de que sim, existe uma dimensão psicológica. Assim como os filósofos antigos perceberam a dimensão psicológica da filosofia, o espiritismo também percebeu. Percebamos que Allan Kardec, o nosso fundador, o nosso codificador, ele vai trazer na revista espírita o subtítulo Jornal de Estudos Psicológicos. Percebamos que Gabriel Delan, talvez o primeiro espírita de berço, porque o era filho de Alexandre Delan, amigo pessoal de Allan Kardec, a sua mãe contribuiu com a codificação e ele nasce, salvo engano, no ano da publicação de O livro dos Espíritos. Se não foi no ano, foi ali bem próximo, por um espírita de berço. Depois ele se torna engenheiro, estudioso, contribui ali com pesquisas de Charles Richet, que não foi bem espírita Charles Richet, mas ele foi estudou o fenômeno, né? Ele ele eh funda o que mais tarde chamaria-se de parapsicologia, mas ele deu o nome de metapsíquica. E o Gabriel Delan tem um livro chamado A

pírita Charles Richet, mas ele foi estudou o fenômeno, né? Ele ele eh funda o que mais tarde chamaria-se de parapsicologia, mas ele deu o nome de metapsíquica. E o Gabriel Delan tem um livro chamado A alma é imortal, mas o subtítulo do livro é assim: ou estudos de psicologia fisiológica à luz do Espiritismo. Por quê? Porque ele tá falando sobre a alma. Então ele vai falar que é estudo de psicologia, só que o ponto de vista mais fisiológico, ele tenta não fazer interfaces, pode lhe dizer até muito pioneiras sobre o cérebro quando a neurociência, então psicologia tá nascendo, neurociência tá nascendo junto com esses outros fenômenos mais espiritualistas. Então, tenho eh total convicção pelas conversas inclusive que tive com o Divaldo e por percepções. Eu posso contar uma lendo um dos livros de Joan deângeles, uma da série, eu vi uma parte que entrou num certo trânsito, que a gente chama assim de uma, é como se fosse uma retrocognição, você vê alguma coisa do passado, né? Porque a conclusão que ela traz está igual à conclusão que Axakov chegou no livro Animismo e Espiritismo, essa divisão de fenômeno mediúnico, fenômeno anímico, o animismo parapsicológico, o animismo personista, muito parecido, muito semelhante. Então eu vi ela ajudando ali o Axacov a chegar nessas conclusões e lembro de ter visto a biblioteca, né, em que ele tava escrevendo, porque quando Axokof escreveu, Axokof, ele não foi espírita a vida toda, ele era um estudioso. Tanto que a obra dele foi importante para e eh é citada na teosofia da Badamsk, porque as pesquisas eram mais gerais. Ele se torna espírita no final da sua existência, justamente com esse livro, Animismo e Espiritismo. E a Joana me diz através do Divaldo, foi aí ele teve muito mérito, foi um dos médicos que ele teve, além dele ter pego todo o o a influência de médico, de conselheiro do que do quisar russo, professor de filosofia, enfim, toda até o seu dinheiro para editar as obras. grande parte em Leipz hoje, até hoje em Leipz onde ele foi professor 14 anos, nós

o, de conselheiro do que do quisar russo, professor de filosofia, enfim, toda até o seu dinheiro para editar as obras. grande parte em Leipz hoje, até hoje em Leipz onde ele foi professor 14 anos, nós temos ali uma das maiores bibliotecas espiritualistas, porque eram jornais que ele fund ele publicava. Então, Joana de Angeles, ela tá na base do da desse século XIX. Existem várias eh frentes de trabalho, né? E a frente de trabalho que ela mais se vinculou desde est da qualificação foi essa face psicológica. Então, como nos coloca Edivaldo, ela tá na base da formação da psicologia e, em geral e especificamente da psicologia espírita. E ela começa a série psicológica com Jesus e atualidade. Até os quatro primeiro livros, o Divaldo Franco não sabia que ia ser psicologia. Ela não falou o termo psicologia. Para quê? Para que a mente do Hivaldo não travasse, né? E veja que ele publica esse primeiro livro da série psicológica já muito maduro. Ele não era um um jovenzinho fisicamente. Por que eu tô dizendo isso? Porque é um uma obra difícil no sentido de ser conceitual. Se a gente parar para pensar, Vinícius, um médium como o Chico Xavier, um médium como o Divaldo Franco, eles já foram médiuns bem médiuns em outra existência. Na última existência os dois foram médiuns e foram médiuns bem médios. Então, não é a primeira eh experiência como mediunidade e escrever sobre romance, escrever poesia, escrever mensagem de consolo, de certa forma eles já estavam mais ou menos acostumados. Agora escrever sobre psicologia não tinha como Divaldo tá acostumado. Por quê? porque ele não foi, ele não foi um desses cientistas da primeiro momento, ele era médio enquanto a psicologia tava nascendo, ele tava na mediunidade. Então é uma série de conceitos novos, inclusive pro psiquismo dele. Então para a mediunidade acontecer, sempre existe uma parceria medanímica que o Axacov chamava de mediunismo. Então é preciso que pegue alguma coisa da mente do médium para facilitar o processo. Então veja a preparação que a

acontecer, sempre existe uma parceria medanímica que o Axacov chamava de mediunismo. Então é preciso que pegue alguma coisa da mente do médium para facilitar o processo. Então veja a preparação que a Jana de Anjo vai fazendo. ao longo de toda a existência do Divaldo, eh, eu conversava com o Divaldo sobre isso, né? E ele falou: "Pois é, meu filho, eu fico pensando, será que não é o meu inconsciente? Mas eu vejo as coisas, não tem como ser." E aí eu falei: "Pois é, porque ele falou assim, interessante, né, Cop chegar nessa conclusão do personismo. Demorei a entender essa coisa do pessonismo, mas de fato e a obra psicológica é uma prova bastante, assim como Parnas Alen Túmulo, é uma prova bastante contundente dos estilos literários, etc. O a série psicológica como um todo é uma prova da mediunidade potente que o espiritismo pode proporcionar quando o médium se entrega a uma causa profunda. Então, me desculpe responder de forma ampla, porque o livro Jesus a luz da psicologia profunda já vem nessa etapa em que Divald já tava sabendo que era série psicológica, porque aí ele ela bota de cara, né? Bota assim, primeiro a psicologia profunda, que é a psicologia espírita, e segundo o papel central de Jesus dentro dessa perspectiva. Porque Jesus, o evangelho de Jesus traz uma psicologia, como disse um espírito, é uma psicologia simples, mas não simplória. Simples porque torna o complexo acessível. Não é simplória porque não é fácil de ser colocado em prática. >> Muito bem. Então, posso ir com uma outra pergunta, amigo? >> Vamos lá, >> então. Tá. Leonardo remetendo à obra ali no seu capítulo em que a autora espiritual ela trata do tema reconciliação. Aí ela afirma, né, que a luz da psicologia profunda, o perdão é superação do sentimento perturbador, do desforço, das figuras de vingança e do ódio através da perfeita integração do ser em si mesmo, sem deixar-se ferir pelas ocorrências afligentes dos relacionamentos interpessoais. Bom, então a gente entendendo assim o perdão, né, como esse exercício às vezes um

ita integração do ser em si mesmo, sem deixar-se ferir pelas ocorrências afligentes dos relacionamentos interpessoais. Bom, então a gente entendendo assim o perdão, né, como esse exercício às vezes um pouco mais complicadinho, vamos dizer assim, né? Então, nesse sentido, o perdão das ofensas tem algum impacto na nossa saúde mental? Qual? Primeiro, Cleusa, perceba que na citação que você muito bem trouxe, a Joana já coloca que o perdão é a superação justamente do sentimento perturbador do desforço. Disforço tem a ver com um comportamento. a gente pode descrever, digamos assim, o nosso psiquismo lá em três esferas, o pensamento, né, a emoção e a ação. Então, comportamento, sentimento e pensamento. Tod esforço tem muito mais a ver com algum comportamento físico ou comportamento mental de palavras que tem a ver com a ela coloca ali uma vingança, é outro comportamento, mas ela vai aprofunda com ódio. Ódio é uma emoção. Então é justamente isso. perdão. Eu digo assim, é um antídoto ou um remédio contra o quê? Contra a mágoa. Para podermos entender o perdão e entrarmos nesse caminho, que é por isso que é tão difícil, porque é muito difícil lidar com mágua, eu vou tentar fazer uma uma revisão didática. Quando nós nascemos, eh, nós temos algumas predisposições emocionais. A gente chama isso de emoções básicas. Essas emoções básicas são compartilhadas com os animais e nós temos e a gente tem aquele filme, né, Divertidamente que muito bem desenhou quais seriam as emoções. Eles colocam cinco, seriam quatro emoções básicas ou primárias que estão na base, que são de primeiro de de desprazer, a gente chama isso de emoção negativa. Então tem medo, tem raiva, tem tristeza e tem nojo. Aí tem uma que é a alegria, que é a personagem principal. É interessante porque nós temos só uma emoção positiva para rivalizar contra quatro emoções negativas. Por quê? Porque as emoções negativas elas nos protegem, elas têm a ver com sobrevivência. Então é primeiro do ponto de vista de animal, né? E ser

sitiva para rivalizar contra quatro emoções negativas. Por quê? Porque as emoções negativas elas nos protegem, elas têm a ver com sobrevivência. Então é primeiro do ponto de vista de animal, né? E ser humano dentro da perspectiva animal precisa primeiro sobreviver para poder então viver de forma plena. Então, eh, são importantes. O filme não coloca uma outra emoção que seria uma cesta básica, que é a surpresa. A surpresa seria uma emoção neutra, eh, que se mistura e pode gerar assim mais alegria ainda e gerar uma uma felicidade quando eu me encanto, mas pode também gerar uma piora dessas outras emoções básicas negativas quando eu me desencanto. Então, a surpresa vai pro encanto ou vai pro desencanto, digamos assim. Aí vão pegar raiva e vão pegar a tristeza. Essas duas, esses dois sentimentos, raiva e tristeza, eles estão justamente ligados no que a gente chama de emoções complexas. Emoções complexas são emoções que misturam as emoções básicas com alguma percepção consciente. Por isso que é uma emoção que começa a ser construída na nossa vida a partir de 3, 4 anos, quando a gente começa a ter um entendimento maior das coisas. Qual é o entendimento? para acionar a mágua em nós é o entendimento de que o outro ou o mundo errou. O outro e o mundo erraram contra mim. Então eu sinto raiva e tristeza contra o outro. Então isso é mágoa, raiva e tristeza contra o outro é mágoa. Se eu entendo que eu errei, então vou ficar com raiva e tristeza para comigo. Então o perdão é o remédio para mágoa e o auto perdão é o remédio para culpa. E geralmente mágoa e culpa vem muito juntos. Por isso que isso é um dos sentimentos mais eh destrutivos no sentido emocional e no sentido social. Porque em geral quando nós estamos com raiva, nós temos comportamentos destrutivos. Fica difícil a convivência, mas isso também gera um comportamento destrutivo dentro de nós. Esses essas emoções sustentadas, elas deixam o nosso córtex pré-frontal e o nosso sistema límbico subcortical. uma região chamada

ência, mas isso também gera um comportamento destrutivo dentro de nós. Esses essas emoções sustentadas, elas deixam o nosso córtex pré-frontal e o nosso sistema límbico subcortical. uma região chamada amídala, hipocampo, que tá no lobo temporal aqui do lado, mais ativados, a gente fica pensando, ruminando a memória, lembranças e tal. O hipocampo tem a ver com lembranças, só que isso também ativa o que a gente chama de eixo hipotálamo, hipófise adrenal que fica em cima do nosso gins. Isso joga uma série de substâncias no corpo, que a gente pode chamar de catecolamina, noradrenalina, mas também cortisol, que é o corticoide, que tem uma função, uma função protetora, a gente chama a função anti-inflamatória. Só que se você toma, não sei se alguém já viu, passou por uma doença reumatológica, teve que tomar corticoide muito tempo, a gente sabe dos efeitos colaterais de tomar corticovide muito tempo, então a pessoa fica, aquele anti-inflamatório que era pro bem, acaba deixando uma série de consequências. Da mesma forma, essas substâncias que vêm para uma proteção, se elas são sustentadamente mantidas, elas também deixam nosso corpo inflamado, adoecido e com mais eh chance de ter doenças cardiovasculares, etc. Isso do ponto de vista físico, né? Do ponto de vista espiritual, isso acontece parecido, porque eh Ernesto Botsano, em um livro que tem um um nome parecido com o livro do Axacop, só que é animismo ou espiritismo. O Axacop escreveu animismo e espiritismo. O Hernano examinando a questão, vai chamar o corpo somático, que são essas coisas que eu descrevi aqui, e o corpo etérico. Esse copo arrico seria uma cópia, né? E estaria muito vinculado célula a célula. E o o Néo Bodisano traz essa essa tese muito boa de que a vinculação estaria como se fosse nos espaços interatômicos. Então, quando a gente vê hoje nos filmes, o pessoal colocando assim o quando tá no sono, aí o espírito começou saindo assim, desligando do corpo, eh, parece uma imagem muito correta. E eu conversava com o Divaldo, falou: "Olha,

je nos filmes, o pessoal colocando assim o quando tá no sono, aí o espírito começou saindo assim, desligando do corpo, eh, parece uma imagem muito correta. E eu conversava com o Divaldo, falou: "Olha, meu filho, é a única coisa que tem pra gente poder entender o fenômeno de o espírito conseguir passar pelas paredes, essa coisa de desprendimento, porque é célula, célula, é como se a célula ficasse mais fluida ali e o espírito conseguisse se expandir." Então, o que acontece no nível do corpo etérico, que seria perespírito, sobretudo, sobretudo, eh vai acontecer no corpo e vice-versa. Então, certamente nós temos um os equivalentes energéticos, a gente chama de fluido cósmico, nem nós fluido vital, para esses mecanismos fisiológicos que nós estamos falando aí. Então, o perdão acaba sendo uma reconciliação consigo mesma antes de ser uma reconciliação com o outro, porque aí acho que é uma grande questão. Para nós termos o perdão em dia e para nós termos o auto perdão em dia, trabalharmos a nossa culpa e trabalharmos a nossa mágoa, não é necessário a reconciliação com o outro. É importante, seria ótimo. Seria ótimo que, digamos assim, eu pudesse andar lado a lado do outro. Mas às vezes o outro ele continua. Continua. E aí vem Jesus. É necessário perdoar 70 vezes sete às vezes cada erro, às vezes cada pessoa séculos. E se você pudesse evoluir só depois que essa pessoa evoluíse, ninguém evoluía, né? Então, a reconciliação de duas pessoas não é igual a perdão. Reconciliação consigo. Então, diz Jesus: "Reconcilia-te". Ou seja, reconcilia a ti mesmo. E aí com a reconciliação interna fica mais fácil de reconciliar com o adversário. Mas às vezes vai dizer Emanuel na boa nova e Jonas de Anches também. O adversário tá tão endurecido, tão endurecido, que ele tá focado em mostrar que você é fingido, que você não é aquilo, que você é o que você é há 400 anos, 500 anos atrás, você já mudou e o adversário tá lá. Então, o perdão não é a reconciliação direta com a pessoa, mas sim com a lei de Deus. Esse perdão que é

aquilo, que você é o que você é há 400 anos, 500 anos atrás, você já mudou e o adversário tá lá. Então, o perdão não é a reconciliação direta com a pessoa, mas sim com a lei de Deus. Esse perdão que é reconciliação consigo e com a lei de Deus, a gente chama de reparação. Allan Kardec, no Código Penal da Vida Futura vai dizer arrependimento, expiação, arrependimento, cognição, pensamento, expiação, emoção. Aí um psiquiatra loureiro me falou assim: "Espírito, o que a gente chama de arrependimento mais expiação a gente pode chamar hoje com nome de culpa, porque o arrependimento é a parte cognitiva e a expiação a parte emocional. E a culpa, como eu expliquei aqui anteriormente, tem esses dois componentes, componente cognitivo e componente emocional. Para sair dela, a gente tem que reparar o equívoco, né? E o a reparação é o perdão, é a reconciliação com Deus, reconciliação com a lei de Deus. Se o outro está indo nesse caminho, bom para ele, bom para nós. Mas se não, continuamos. Que ele continue com Deus e que você continue com Deus. Então, meu amigo, na obra também nós temos ensejo de refletir a respeito dos julgamentos. E a gente identifica esse hábito do julgamento da vida aleia como um dos motivos de maior incidência de conflito nos relazenamentos pessoais. Como é que a obra de Joana de Angeles como um todo pode nos ajudar a pensar o problema do julgamento a respeito da vida aleia, de forma que a gente possa constituir relacionamentos mais saudáveis? O principal ponto, dois principais pontos, Vinícius, que me parecem saltar da obra de Joana é a percepção sobre o erro. Eu diria a pedagogia do erro. O julgamento vem muito quando nós ficamos vinculados ao erro do outro, né? Então, ela nos traz uma proposta muito interessante, que não é uma proposta que contradiz a doutrina espírita de forma alguma, mas ela vai dizer assim que o erro faz parte do processo pedagógico de aprendizado. Fica muito fácil. Quem gosta de música como sabe, ninguém aprende a tocar violão sem errar uma

rita de forma alguma, mas ela vai dizer assim que o erro faz parte do processo pedagógico de aprendizado. Fica muito fácil. Quem gosta de música como sabe, ninguém aprende a tocar violão sem errar uma nota. É impossível, né? Então o Vinícius educador não sabe, não tem como educar a pessoa se a pessoa não errar. Não tem como, né? Ninguém ninguém evolui já perfeito, né? >> Uhum. >> Essa é a grande pegadinha da pureza, querer ser puro antes do tempo, né? Querer ser puro lá logo na largada. Então o erro de um mecanismo Joana de Angângeles nela vai dizer assim: "Existem dois mecanismos primários na lei de Deus, o mecanismo do amor e o mecanismo da dor, né, que a gente também fala no popular da doutrina espirita, tá muito correto. O erro ele passa a trazer consequências quando a gente tem uma renitência no erro, ou seja, uma persistência no erro. Quando a gente faz o erro de caso pensado também, geralmente quando o erro tem uma persistência, ele tem uma também uma alguma coisa de caso pensado. Então, tem a ver com o quê? Com uma prepotência, com o narcisismo, né, grande, né, com o orgulho grande, com a vaidade grande de achar-se, eh, digamos assim, acima da lei, acima de Deus. Aí o erro começa a ser acionado e nós temos ali a começa a acionar essa roda expiatória, mas o erro por si só faz parte da trajetória. Por isso ela trouxe uma uma mensagem muito bonita para Paola, minha esposa, falou assim: "Minha filha, não se preocupe com um barro, vislumbre a edificação. O barro tem a ver com esse processo, esse processo inicial que todos nós estamos. A edificação é o que nós estamos fazendo, tendo essa visão que eu comigo é assim, com Vinícius é assim, com a Cleus e assim me possibilita uma visão menos julgadora com a atitude alheia. Eu passo, deixo de ser um fiscal da evolução alheia, né? E passo a ser um irmão com a evolução alheia, ou seja, passo a ser realmente um uma postura de que Paulo de Tasso, como nos convidava, confessai-vos uns aos outros. Confessai-vos uns aos. Confissão tem a

asso a ser um irmão com a evolução alheia, ou seja, passo a ser realmente um uma postura de que Paulo de Tasso, como nos convidava, confessai-vos uns aos outros. Confessai-vos uns aos. Confissão tem a ver com alguma coisa de erro, né? Se fosse, não fosse um equívoco, certamente ele estaria falando assim: "Conversai-vos uns com os outros, né? Assim, dialogai-vos uns com os outros". Mas ele fala: "Confessai-vos uns aos outros". Ou seja, fala as coisas mais íntimas, porque vós sois irmãos, né? Então essa postura de entender o erro como tendo como sendo um processo pedagógico que faz parte do aprendizado, faz parte da evolução, faz com que a gente entenda que precisamos de um olhar menos julgador e mais amoroso. E aí vem um segundo ponto que é olhar compassivo. Compaixão é a presença do amor. Nós temos isso na doutrina espírita, já tínhamos isso antes da obra dela. Sim, tíos ali na pergunta que Allan Kardec faz sobre o que é caridade. E a caridade, muito bem diz os benfeitores, é benevolência para com todos. Ou seja, independente de outro ser evoluído, perturbado, ter feito algo bom, algo ruim, >> Uhum. >> Benevolência, querer o bem, sentir o bem e querer o bem. Mas também indulgem, aí ele vai um pouco mais além, porque benevolência em geral, né? Aí ele vai indulgência com os defeitos, tá bom? outro error, mas seja indulgente com os defeitos dos outros, com o equívoco do outro, né? Olha mais para as tuas questões também, mas ele vai, mas aí é uma, um certo erro com outro, entendeu? Um certo erro que não diz respeito a mim. Aí ele vai mais profundo e fala: "Perdão das ofensas é um erro que me atingiu, um erro que gerou em mim não só uma raiva externa assim, mas uma raiva visceral, porque é comigo." Então, quando eu falo de auto perdão, porque a gente fala assim: benevolência, indulgência e perdão. Mas se a gente completar essa frase do evangelho, que o do livro dos espíritos tem que ser lida como um todo, a gente vai completar com quê? Com a visão crística. amar a Deus, ao próximo e a si mesmo.

Mas se a gente completar essa frase do evangelho, que o do livro dos espíritos tem que ser lida como um todo, a gente vai completar com quê? Com a visão crística. amar a Deus, ao próximo e a si mesmo. Então, se isso é direcionado para o próximo, o ben sem benevolente, sem indulgente e perdoar o próximo, isso também tem que ser direcionado para comigo. Eu também preciso querer o bem para mim. Eu preciso também não é ser leviano como eu erro, mas é ser indulgente, porque senão fico na culpa tóxica paralisado. E eu preciso também me autoerdoar para não ficar paralisado, fixado na dor, para poder me levantar, me sorerguer e continuar. Então, quando eu faço isso para comigo, eu faço isso com o outro. E aí vem perdão, tem a ver com alguma coisa mais do erro. E compaixão tem mais a ver ali com indulgência e benevolência. Ou seja, é uma coisa que não envolve um equívoco necessariamente, envolve uma dor, envolve alguma coisa é de dor. Então eu tenho que ter compaixão para com o outro e compaixão para comigo, não numa palavra que ela fala muito bem, uma compaixão neurótica, porque compaixão neurótica é uma vitimização. A pessoa fica se compadecendo de si, compadecendo de si. A vitimização é o que o Evangelho Segundo Espírito vai dizer: "Sede mais severos para convosco e indente para com os outros". Para ele, ele é um alerta que ele faz no Evangelho para que a gente não entre na compaixão neurótica que Joana deângel nos diz, que seria aquela pessoa que é uma credora perpétua. Ou seja, ela acha que todo mundo deve para ela e não importa o que os outros façam, eternamente ela tá pedindo assim, assim, todo mundo tá devendo, devendo, devendo, devendo para ela, né? Então, é nesse sentido, a gente tem que ler as palavras eh com um como um todo, né? São alertas que precisam ser entendidos como um todo. Porque se você pega essa passagem do evangelho, ser indulgente com os outros, severos com você mesmo, a gente hoje severidade já quase quer dizer uma coisa de castigo, né? E não, a palavra severo não

Porque se você pega essa passagem do evangelho, ser indulgente com os outros, severos com você mesmo, a gente hoje severidade já quase quer dizer uma coisa de castigo, né? E não, a palavra severo não é bem assim. Severidade tem com austeridade. Austeridade tem que se ver com rigor, ou seja, seja rigoroso, não seja, digamos assim, leviano. É mais isso do que as palavras vão perdendo, vão mudando, né, a sua conformação conforme o tempo vai passando. Então, acho que seria essas grandes contribuições, meu querido. >> Nossa, já te fica encantado aqui, né, Vine? Com certeza nós vamos assistir de novo depois que passar outras vezes e outras vezes, amigo. Mas vamos falar um pouquinho sobre a libertação pelo amor, né? A gente encontra essa afirmativa na perspectiva da psicologia profunda e não só nesta obra, né? A gente sabe e nas outras obras também. E então onde a gente sabe que o ser vive para o ser vive para amar e ser amado. E aí Joana diz: "Iluminar a sombra e fazer valer o selfie". Daí tu poderia nos falar sobre este processo? >> Sim. Eu vou fazer um pequeno resgate histórico assim, quer dizer, porque nem todo mundo é da área da psiquiatria e da psicologia, né? E self foi um termo que foi utilizado na língua inglesa, talvez pela primeira vez na filosofia por um filósofo chamado David Holm, mas não tinha essa conotação psicológica. Quem trouxe primeira conotação psicológica paraa psicologia foi o próprio William James, que eu citei no início do nosso programa. Ele trouxe uma teoria, leusa, no seu livro eh magistral sobre os fundamentos da psicologia, que é um dos primeiros livros, né, de psicologia, eh a ideia dos múltiplos selfs, ou seja, os múltiplos eus. Aí ele já traz uma ideia psicológica, self como eu. Ele vai dizer que eu tenho um eu social, um eu biológico, que eu me entendo, tal, e um eu espiritual, porque o William James considerava a parte espiritual das coisas. E é dizer que às vezes esses eus que nós temos entram em conflito, porque o eu social que é uma coisa, o eu

, tal, e um eu espiritual, porque o William James considerava a parte espiritual das coisas. E é dizer que às vezes esses eus que nós temos entram em conflito, porque o eu social que é uma coisa, o eu espiritual que é outra. Então são os conflitos. Com essa ideia do self aplicado no ser, eh isso traz espaço para que mais tarde o Jung aprofunda esse termo self, agora não mais como um eu eu, só seria o verdadeiro eu, né? o verdadeiro eu que precisa ser integrado numa individuação, né, que lembra um processo de evolução, eh, mas é vir a ser o que se é. Então, aí vai ganhando outros termos, o Roberto Sagioli vai aprofundando self. E esse termo hoje, se você for ler neurociência, neuropsicologia, neurociência, self é como se fosse eh a percepção de si, entendeu? Então, quando você vê, tem uma área, tem uma coisa chamada default mode network, que é o nosso estado cerebral quando nós não estamos fazendo nada, assim, o, ah, nada específico, não tá dormindo, tá acordado, mas também não tá aqui pensando numa live falando, ou seja, estaria estaria de boa, como se diz hoje. >> Uhum. >> Aí eu estaria com default mode e isso aí daria a ideia do self. Falando isso, porque vai diferenciar, né, de acordo com o que você for ler, vai diferenciar. A Jana de Angeles, ela usa esse termo self, muito emprestado da psicologia eunguiana, mas ela amplia. O self que Jana de Angeles traz não é bem igual ao que Jung, ela é mais ampliado. Por que eu digo isso? Porque na visão da da Joana, sendo uma psicologia profunda, mas uma psicologia profunda, espírita, porque psicologia profunda a gente tem vários, inclusive a própria psicologia de Junga é profunda, a psicologia transpessoal é profunda, a psicologia espírita dela que ela traz, né, e a própria psicologia espírita que já existia antes dela, mas que ela amplia bastante, aprofunda, o self é quase sinônimo de espírito. Então, self seria o eu espiritual, o eu espírito, portanto, seria essa conexão com Deus, seria onde está o nosso arquétipo divino. Arquétipo é uma

ante, aprofunda, o self é quase sinônimo de espírito. Então, self seria o eu espiritual, o eu espírito, portanto, seria essa conexão com Deus, seria onde está o nosso arquétipo divino. Arquétipo é uma palavra grega, quer dizer, é uma palavra que Jung usa, mas vem de arqué. Arqué tá na base, arqué, arquitetura, né? Então, arquitetura, arcaico também vem disso. Arqué no grego é a base e é uma coisa arcaica. Então, na arquitetura espiritual do nosso ser, ou seja, do nosso self, ou seja, do nosso ser espiritual, nós temos Deus. Esse é o self. Então, seria praticamente o nosso ser espiritual, nosso eu espiritual. Aí nós temos o nosso ego. Ego tem uma série de conotações, mas o ego na psicologia espírita de Joana seria aquilo que tem a ver com persona, aquilo que tem a ver com personalidade. E aí é onde eu falei da parte do do Axakov russo já espírita e de Joana. Axakov tem uma frase assim: "Dessecando a personalidade dissociável, nós vamos encontrar a individualidade imortal. Se alguma coisa em nós sobrevive, é justamente o nosso inconsciente". Dizacol. Então, vejam, palavras que não estão em Ung, não tá em Freud, tá antes dele, porque essa obra é de 1800 e 90. 1890 ou é 1889? antes, portanto, desses dessas psicologias tradicionais, que que ele tá querendo dizer? E por isso que ele fala a palavra personismo. Personalidade tem a ver com essa vida. Personalidade, Léo, pernambucano, colaborador da mansão, que fica viajando daqui para Salvador, que é professor, que é psiquiatra. São as características dessa minha personalidade, dessa existência. Mas em outras existências eu tive outras características. Ou seja, teve outras personalidades. O Roberto Sagioli, italiano, ele se aproximou muito disso, viu? dessa questão de subpersonalidades. Só que na doutrina espírita a gente vai ter essas subpersonalidades relacionadas às nossas reencarnações, porque em cada reencarnação eu desenvolvo um ego, eu desenvolvo uma persona, uma personalidade. E o conjunto das minhas personalidades é o meu

s subpersonalidades relacionadas às nossas reencarnações, porque em cada reencarnação eu desenvolvo um ego, eu desenvolvo uma persona, uma personalidade. E o conjunto das minhas personalidades é o meu indivíduo, sou eu, o todo. Então, self tem a ver com espírito, ego tem a ver com a a matéria, tem a ver com a personalidade que eu estou na matéria. E a proposta da psicologia espírita é poder fazer convergir esses dois interesses na formação do que Jonas de Angel chama do si mesmo ou do si. Esse si é o vir a ser, é o ser espiritual evoluído que nós seremos um dia, passando, portanto, por uma espiritualização do ego, fazendo com que o nosso ego ele possa aspirar e desejar o bem. Aspirai e desejar as coisas do alto, disse Paulo de Tasso. Ambicionai as coisas do alto, fazendo uma convergência do self, ou seja, do da da essência divina que ele é, com aquilo que ele aparenta ser, aquilo que ele está no mundo, como Paulo de Tasso, fazendo com que sua vida convirja na construção de um si. Então, entendendo eh esses aspectos, tudo que a gente falou até agora nessa nessa nessa conversa, a gente pode culminar dizendo assim: quando eu não me amo, quando eu não me perdoo, quando eu não amo o outro, quando eu não perdoo o outro, quando eu não sou compassível para comigo, quando eu não sou compassível para com o outro, quando eu não uso amor no acerto mais profundo, De alguma forma eu vou escondendo aquilo que eu não consigo ver em mim, que a gente chama de sombra, que é aquilo que fica mais inconsciente, e vou projetando tudo que é de ruim em mim no outro. Aí isso quem desenvolveu bem foi Jung, não é bem a Jana, a Jung que coloca. ela só vai trazer as questões reencarnatórias, porque o que a gente tem que entender que alguns conceitos do Jung e da do Victor Frank ou da psicologia, da psiquiatria tem total razão de ser. Só que a psicologia espírita ela dá uma dimensão maior porque ela fala: "Olha, isso aqui não é só por essa vida, tem a outra existência e além disso tem os obsessores, meu

tria tem total razão de ser. Só que a psicologia espírita ela dá uma dimensão maior porque ela fala: "Olha, isso aqui não é só por essa vida, tem a outra existência e além disso tem os obsessores, meu amigo. Então fica mais complexo ainda." Beleza? Mas essa sombra não identificada pode ser projetada demais pro outro. Ao mesmo tempo, eu me identifico demais com a minha personalidade, como eu ego, ou seja, eu sou o médico. O médico socialmente é uma pessoa que quer o bem, né? Então eu posso ficar, ó, eu sou o cavaleiro do de Deus, né, digamos assim. Eu sou o salvador de todo mundo, né? Então, a imagem do médico também, vão pensar assim, o arquétipo do médico no na doutrina espírita, Bezerra de Menezes, né? É o arquétipo de um bom médico, né? um médico dos pobres, o médico evoluído. Eu posso ficar pensando, eu sou o próprio Bezer de Menezes, digamos assim, não reencarnado, mas eh do ponto de vista de identificação. Aí eu projeto todas as minhas broncas, porque na das contas eu sou quase um bezerro de Menezes e aí todas minhas broncas, todas minhas sombras eu projeto nos outros. Então isso se chama assim identificação excessiva com uma persona, com um identidade persona e uma projeção da sombra no outro. E é isso que gera as grandes guerras, as grandes mágoas, as grandes vinganças, os grandes problemas. Então entenderse na totalidade é entender também que nós não somos aquilo que seremos um dia. Nós estamos tentando. E nessa caminhada é muito natural esse conjunto do erro. do equívoco. Por isso que a necessidade do auto perdão, o perdão é necessário para a nossa evolução, assim como o auto perdão é o necessário para o nosso soergimento e para não haver projeção de perturbação nossa para com os outros. >> Leonardo, é próprio do espiritismo o diálogo entre ciência e religião. Tá na base do pensamento espírita. A gente destaca isso no próprio livro dos espíritos, em a Gênesis, o Evangelho. Não há como pensar espiritismo dissociado das possibilidades do diálogo com várias ciências. Nessa obra, nós

o espírita. A gente destaca isso no próprio livro dos espíritos, em a Gênesis, o Evangelho. Não há como pensar espiritismo dissociado das possibilidades do diálogo com várias ciências. Nessa obra, nós encontramos, na perspectiva da Joana de Ângeles, também um diálogo entre ciência e espiritualidade, um olhar entre o evangelho e psicologia. A gente poderia dizer que o evangelho de Jesus, a mensagem é um tratado de saúde integral e como é que nós poderíamos utilizar esse tratado em nosso próprio benefício? Sim, o evangelho de Jesus eh um dos primeiros tratados, né, de psicologia, eu diria juntamente com a filosofia antiga, que é anterior, né, ao Evangelho de Jesus. E nós espíritas entendemos que Sócrates foi um enviado de Jesus à Terra, um preparador. O próprio Lancardec diz isso. >> Então, talvez o um dos primeiros que deu a dimensão psicológica foi Sócrates, porque aquela frase conhece-te a ti mesmo era numa dimensão assim: "Conhece-te a tua limitação diante dos deuses". E ele não, ele não traz, então não tem uma dimensão psicológica do eu, é ele quem traz essa dimensão psicológica. >> Então eu diria que esses essa essas duas, né, especialmente no Ocidente, porque se eu pego no Oriente, o budismo, o hinduísmo já tem uma uma pegada mais do do psiquê, da psicologia, sabe? Não só da prescrição de comportamento, né? Mas se eu pego no ocidente, teremos ali Sócrates como sendo precursor dessa dimensão psicológica que Jesus veio aprofundar e ampliar, né? Porque realmente se a gente parar para pensar, por mais que eu goste de Sócrates, assim, até um livro meu pela Ferges é sobre Sócrates, né? Então eu gosto dele eh bastante. Estudo, fiz um na pandemia, aproveitei para fazer uma especialização em filosofia antiga na PUC do Rio. Falta só terminar a monografia. Eu gosto muito dele, mas ele não falou de amor como Jesus, né? Não falou do amor, ele falou do amor à sabedoria, né? Amor à sabedoria e um comportamento ético. Mas realmente falar de amor como Jesus ninguém falou. Ninguém falou.

não falou de amor como Jesus, né? Não falou do amor, ele falou do amor à sabedoria, né? Amor à sabedoria e um comportamento ético. Mas realmente falar de amor como Jesus ninguém falou. Ninguém falou. E ninguém viveu como Jesus esse amor. Então Jesus é o zênite, né, do a transcendência do amor. E o amor é a principal característica de uma psicologia que é terapêutica, uma psicologia que é de florescimento e não só uma psicologia que é de, digamos assim, sanar sofrimento. A psicologia de Jesus, do amor é uma psicologia que não é só para sanar o sofrimento, é para florir o crescimento do ser humano. Então, nesse sentido, todo o evangelho de Jesus é um tratado, sim, de psicologia. Tanto que, como um exemplo prático disso, eu quero pegar Agostinho de Pona, Santo Agostinho para a igreja e Agostinho que nos deu uma dimensão profundamente psicológica em o livro dos espíritos. Porque perceba que é Agostinho de Ipona, que traz em Livro dos Espíritos a questão do conhecer a si mesmo. Ele resgata Sócrates porque na vida dele ele foi muito filósofo, né? Ele ele é um filósofo, né? Também a obra dele influenciou muito o nosso pensamento ocidental, eh especialmente com o neoplatonismo e especialmente com a obra que chegou dele para ele através de Cícero, né? da obra de Cícero. Então ele resgata a filosofia antiga, especialmente o neoplatonismo de Plotino. E ele fica naquela dúvida, né? Ele vê as duas partes dele que ele consegue se encaixar no maniqueísmo. O manikeísmo era uma mistura de zoroastrismo com cristianismo que dizia que existiam as duas coisas no universo, o mal e o bem. Então aí ele conseguia mais ou menos entender os dois lados dele, o lado que queria, digamos, a luz e outro lado que ele fala assim da devacidão. Era um homem bonito, um jovem líder, etc. E aí o manquismo ajudou ele por um tempo, até que ele se converte, né? Quando o bispo Ambrósio, que falava muito de de Plotino e neoplatonismo, ele vai se convertendo aos poucos. Não foi de uma vez só, mas foi aos poucos. Foi

le por um tempo, até que ele se converte, né? Quando o bispo Ambrósio, que falava muito de de Plotino e neoplatonismo, ele vai se convertendo aos poucos. Não foi de uma vez só, mas foi aos poucos. Foi aos poucos. E chega na conclusão que foi ele primeiro quem trouxe a essência do universo. Não é o bem e o mal, é o bem. O mal é apenas a ausência do bem. É ele quem traz essa essa definição nas suas obras. E Agostinho de Ipona traz o primeo, o primeiro tratado. Se Jesus faz um tratado, digamos, teórico geral, Agostinho de Pona faz um tratado de psicanálise pessoal, análise da sua alma no seu livro Confissões, que são é uma psicoterapia, ele vai escrevendo, escrevendo a dualidade do homem, a dualidade do ser. Tudo isso ele vai encontrando em Jesus, o psicoterapeuta para fazer convergir o self e o ego em um vira a ser diferente, que foi o que nós vimos, né? Ele já na nossa codificação, assim, esse espírito, enfim, fundamental que conseguiu fazer com que Jesus Gonçalves na época Alarico, não entrasse e destruísse Roma. e Ges Gonçalves tão impactado por Agostinho, por aquela figura, aquela presença, funda no leprosário de Praigui, um centro espírita Agostinho de Pona, o psiquismo dele, né, guardado pelo contato que ele teve muito tempo atrás com esse ser. Então, sim, eh, a psicologia, eh, espírita não é um modismo, é uma profundidade e é uma grande chance de a gente unir, unir ciência e religião, ciência, filosofia e religião a serviço do ser, como fez Jesus quando Agostinho se converte totalmente assim, é quando ele tava querendo uma resposta contra ele e ele abre uma passagem de Paulo de Tasso. E Paulo de Tasso também, esse ser que no princípio em dualidade, né? Quem é Paulo? Quem sou eu? Sou essa persona que é, portanto, judeu com cidadania romana, um doutor da lei ou esse ser self, que é chamado pelo divino amigo para uma mudança. Então, muitas vezes Paulo também tem as suas angústias, descreve isso nas epístolas e dá essa dimensão humana. Então, quando Augostinho lê essa dimensão humana, que

pelo divino amigo para uma mudança. Então, muitas vezes Paulo também tem as suas angústias, descreve isso nas epístolas e dá essa dimensão humana. Então, quando Augostinho lê essa dimensão humana, que a gente muitas vezes traduz assim, Paulo dizendo: "Aquilo que eu não quero fazer, eu vou lá e faço, e aquilo que eu quero fazer, eu não consigo fazer". Mostra essa dualidade humana. Agostinho se se sente assim representado por Paulo e aí ele se converte finalmente ao cristianismo. Então sim, se você pegar o exemplo dos grandes pais do cristianismo, eles conseguiram porque entenderam a função profunda do da psicologia de Jesus. >> Maravilha, hein? >> Maravilha mesmo, né, amigo? Nós queremos agradecer, né? agradecer primeiramente ao nosso amigo Leonardo, né, que como eu falei antes já, essa cesta literária não é para ser assistida uma vez só, né? Isso aí nos convida a várias mergulhos nas nessa nessas informações e tudo isso que o nosso amigo nos traz. Então, a nossa gratidão é imensa, meu amigo, e a nossa gratidão também ao público que está conosco, né, que está ali, a gente diz que está curtindo, que está nos acompanhando, que está vibrando junto conosco. Isso nos deixa imensamente felizes e gratos. Então, nós gostaríamos também, agradecendo ao amigo Vinícius por essa oportunidade, né, de estarmos aqui, pedir para que o nosso amigo Leonardo possa fazer as suas contribuições, as suas considerações finais e depois o nosso amigo Vinícius, então encerra a nossa sexta literária. Queridos, já que falamos tanto aí sobre psicologia com Joana e lembramos dos iniciados que nos prepararam o caminho, eu queria finalizar com uma breve história que não é talvez real, mas é bastante simbólica, sobre Sócrates, porque ele, além de filósofo, era escultor. Ele dizia que enquanto escutou, ele seguiu a profissão do pai Sofronisco, enquanto filósofo ele seguiu a profissão da mãe Fenárita que era parteira, só que ele era parte de almas. Mas naquele dia ele foi chamado para esculpir uma ninfa em um bloco de

ssão do pai Sofronisco, enquanto filósofo ele seguiu a profissão da mãe Fenárita que era parteira, só que ele era parte de almas. Mas naquele dia ele foi chamado para esculpir uma ninfa em um bloco de mármore. E era uma ninfa em homenagem à deusa Aena. Quando veio o bloco de mármore sem nenhum tipo de beleza, era um bloco ainda rude, né? Ele começou a se emocionar e as pessoas ficaram assim, eh, sem entender o choro de Sócrates. Ele passou a trabalhar no bloco de mármore com o escope, fez a ninfa e depois de um tempo relativamente rápido, ele volta e e traz ao prefeito da cidade dizendo que tinha feito a ninfa. quando ele tira, né, junto com os os escravos, assim, a o manto que encobria a ninfa agora com beleza, agora com brilho, todo mundo começa a chorar como ele já havia chorado antes. E antes as pessoas haviam achado que ele tava pouco louco, né, do tipo, como é que ele tá chorando diante de nenhuma beleza? Mas o grego apreciava a beleza e quando viram a beleza concretizada na escultura de Sócrates, todos choraram. E aí o prefeito parabenizou Sócrates e Sócrates falou: "Não, não me parabenize". Como não? Você sabia que tinha que ser você? Não, mas não fui eu que fiz a ninfa. Mas como é que não foi você? Você sabia que o trabalho tem que ser feito por você? E Sócrates, então aproveita para ensinar. Não, não foi o que fez a ninfa. Porque quem fez a ninfa foi a divindade, porque foi a divindade que fez o bloco de mármore. O meu trabalho, enquanto escutou foi apenas tirar as pedras que encobriam a ninfa que estava oculta no bloco de mármore. E por isso, quando eu vi ao bloco, eu já comecei a me emocionar. O meu trabalho foi apenas de retirar o que estava sobrando. É uma simbologia sobre o que nós somos, o que Jesus faz conosco. Jesus nos vê, nos viu e nos verá nesse bloco ainda sem total brilho, mas percebendo não só o aparente, porque ele nos convidou a ter olhos de ver e ouvidos de ouvir, além do óbvio. E além do óbvio, é essa ninfa que nós estamos esculpindo, essa ninfa bela

total brilho, mas percebendo não só o aparente, porque ele nos convidou a ter olhos de ver e ouvidos de ouvir, além do óbvio. E além do óbvio, é essa ninfa que nós estamos esculpindo, essa ninfa bela que nós temos dentro de nós, que é esse vir a ser, é esse si mesmo na fala reflexiva e psicológica de Jona de Anes. Então fica o convite do Espiritismo para que nós possamos ir além do óbvio, com o nosso semelhante, com os nossos desiguais, aqueles que trazem alguma ofensa para conosco, mas também para conosco. Porque como disse Agostinho de Pona, o mal é só a ausência do bem. Nós somos de essência luminosa porque somos filhos de Deus. Muita paz e muito obrigado aos companheiros do Rio Grande do Sul. Muito obrigado, Leonardo. Muito obrigado, Cleusa. Muito obrigado a você que está nos acompanhando. Lembramos sempre de convidar os amigos para curtirem o canal Fergs Play, compartilhar esse vídeo para que a mensagem chegue a outros corações.

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