Seminário O Evangelho de Jesus - Com Denise Lino e Lusiane Bahia

Mansão do Caminho 24/11/2024 (há 1 ano) 1:08:47 13,704 visualizações 2,102 curtidas

Conferência de encerramento do Seminário "O Evangelho de Jesus", com Denise Lino e Lusiane Bahia. O evento ocorreu na Mansão do Caminho, no dia 23 de novembro de 2024 (sábado). 🙏 ✨ 🗓 Data: 23 de novembro de 2024 (sábado) 🕓 Horário: Das 16h às 21h15 📍 Local: Cenáculo da Mansão do Caminho – Pau da Lima, Salvador, BA. 📚 Lançamento Especial do Box de Amélia Rodrigues 🌐 Modalidades • Presencial - Cenáculo (gratuita) • On-line (EspiritismoPLAY) 📚 Programação: • Módulo I: Lusiane Bahia (16h às 17h) - EspiritismoPLAY • Módulo II: Denise Lino (17h45 às 19h) - EspiritismoPLAY • Módulo III (Final): Divaldo Franco (20h às 21h15) - EspiritismoPLAY e Youtube 📢 Este seminário será um momento especial para aprofundar-se no Evangelho de Jesus a partir do acervo literário do Espírito Amélia Rodrigues! 🙌 No ensejo, foi lançado um Box com todas as obras do Espírito Amélia Rodrigues. Uma edição especial completa, com capa dura, glossário explicativo e acabamento refinado.

Transcrição

Meu Deus e meu Senhor, enquanto lá fora o desespero campeia amargura de Zima, eu quero lhe dizer que ele ofereço o banquete do amor. Eu gostaria, Senhor, de ser a chuva generosa que caísse na terra porosa e reverdecesse o chão. Mas como eu não conseguirei, então eu lhe pedirei para ser um copo de água fria, matando a sede e agonia de quem anda na desesperação. Eu gostaria de ser como a Via Láctea de Estrelas para que as noites da terra fossem mais belas. Mas se eu não conseguir, eu lhe quero pedir para ser um pirilampo na noite escura, iluminando a amargura de quem anda na escuridão. Eu gostaria de ser um jardim de flores de todas as cores para embelezar a terra. Mas na dor que minha alma encerra, se eu não puder ser um jardim, deixa-me ser uma rosa solitária na fresta da montanha, colocando beleza no painel sobre a natureza. Eu gostaria de ser a montanha altaneira que levasse a criatura inteira ao seu nobre fanal. Nunca lograrei. Então eu te rog para ser uma pedra pavimentando o chão, por onde marcha o herói na conquista da amplidão. Eu quero ser com a escada que leva o herói ao seu fanal, mas se eu não puder, aqui eu estou, Senhor, para ser-lhe o primeiro degrau. Eu gostaria de ser um trigal maduro para repletar de pão a mesa da humanidade, mas é demasiado para mim. Então eu lhe peço para ser um grão que caindo no chão me multiplique no milhão e me transforme em pão para a sociedade. Eu gostaria de ser um pomar de frutos maduros para atender a estesia da criatura em agonia. Mas eu lhe venho pedir para ser uma árvore de galhos quebrados, projetando sombra na estrada, para que alguém, quando passar de mansinho pelo meu caminho, eu lhe possa dizer: "Olá, amigo!" E ele se voltar para trás e me querir, "Quem és tu?" eu lhe possa contestar: "Sou teu irmão, dá-me tua mão, sou teu amigo, irei contigo e lado a lado eu possa dizer: Senhor, eu gostaria de ser artista, esteta, trovador, cantor, musicista, orador, para falar da magia, da beleza, da sua glória. Mas como nada sou, me falta o

irei contigo e lado a lado eu possa dizer: Senhor, eu gostaria de ser artista, esteta, trovador, cantor, musicista, orador, para falar da magia, da beleza, da sua glória. Mas como nada sou, me falta o verbo, me falta maestria, eu então lhe peço, Senhor, para ser o companheiro da criatura deserdada, caminhando na estrada da alucinação e dando-lhe a mão de sustento de dizer: "Só teu irmão, estou contigo. Graças, Senhor, porque nasci. Graças porque creio em você. Graças pelo seu amor. Muito obrigado, Senhor. Muito boa noite a todos. Vamos dar continuidade então ao nosso seminário Evangelho com Jesus. E para início dos nossos trabalhos da noite, eu vou convidar a nossa irmã Tânia Menezes para proferir a brecha de abertura dos trabalhos. Querido amigo Jesus, dando seguimento às nossas atividades, onde o teu evangelho toca as nossas almas e o teu amor, Jesus se espalhando sobre este ambiente, promovendo em nós a renovação, trazendo-nos o ânimo para que possamos prosseguir em nossa caminhada, guardando a certeza de que tu estás. ao nosso lado, encorajando-nos para que nos mantenhamos firmes e sentindo a presença do teu amor incondicional que aquece os nossos corações, trazendo-nos a certeza de que o dia de amanhã será melhor do que foram os nossos dias até então. E sabendo, Jesus que direcionas os benfeitores e amigos para cuidar de cada um de nós. O nosso sentimento é de gratidão por vivenciarmos essa tarde e noite revivendo o teu evangelho. o apostolado que tanto nos toca, mas que sinaliza para cada um de nós os caminhos a seguir, seguindo os teus passos. Pedimos então, mestre, que permaneças conosco, que continues conosco e que a tua paz nos envolva hoje e sempre. Que assim seja. Mais uma vez, então, muito boa noite a todos. Como nós estamos agora com uma transmissão ao vivo de forma aqui presencial e também através da web TV Mansão do Caminho e do YouTube, nós vamos dar um comunicado oficial do Centro Espírita Caminho da Redenção a respeito da saúde de Divaldo Franco.

vo de forma aqui presencial e também através da web TV Mansão do Caminho e do YouTube, nós vamos dar um comunicado oficial do Centro Espírita Caminho da Redenção a respeito da saúde de Divaldo Franco. Nós já promovemos um comunicado que está sendo divulgado aí nas redes sociais também. Outros canais já estão divulgando o estado de saúde dele. Divaldo, estive com ele há pouco no hospital, ele está muito bem, muito, muito bem, muito lúcido, tá fazendo fisioterapia, tomando a medicação adequada. Uma narrativa breve. do que aconteceu com a saúde do Divaldo. Ele sentiu uma dor lateral e pensou que fosse uma problemática de renal, que fosse um cálculo renal, né? Então nós fomos com ele ao hospital lá, ele foi internado no hospital São Rafael e fizemos então um exame de tomografia para ver a presença do cálculo, né? E nesse exame detectamos que não era um cálculo renal, que era um tumor que estava localizado num dos canais da uret do rim para a bexiga. Então foi feito uma um procedimento invasivo através da uretra para verificar essa obstrução. foi, a região foi limpa, digamos assim. Eu tô falando não como médico, como leigo, né? O que eu ço absolutamente como leigo. Então, foi feita uma limpeza na região e não foi detectado o canal, não conseguiram localizar. Voltaram a fazer o mesmo tipo de operação no final da tarde. No final da tarde localizaram o canal, fizeram a limpeza, botaram duplo J e a situação ficou normal. Mas como era um tumor, era necessário fazer um outro exame que seria um petcan para detectar a presença ali de um câncer e se ele o câncer estava irradiado em outros órgãos do do organismo ou na parte óssea também. Bom, então isso demandou alguns dias. Autorização de plano é algo assim bastante complexo, né, na parte hospitalar. Bom, ele é acompanhado pela Dra. Clarissa Matias, que é a médica oficial nossa, é espírita, nossa amiga, né? E tá dando toda a assistência médica necessária. Então, ontem à noite nós tínhamos uma reunião às 18 horas com ela e Divaldo,

larissa Matias, que é a médica oficial nossa, é espírita, nossa amiga, né? E tá dando toda a assistência médica necessária. Então, ontem à noite nós tínhamos uma reunião às 18 horas com ela e Divaldo, lá no Hospital São Rafael. E o que ele tem é um câncer, mas é um câncer muito pequeno que está localizado na parte superior da bexiga. E com o exame do PET SC, ele não tem mais câncer nenhum em nenhum local do organismo. Então é só naquele local de pequena proporção. Então ela diz que vai fazer um tratamento médico e esse tratamento é uma radioterapia com pequena dose de quimio. Ele já tem uma certa idade, não pode aumentar muito, porque a químio ajuda na radioterapia, segundo os médicos. Então esse tratamento vai ser iniciado já na próxima semana. Hoje ele ainda está internado porque estava, ele voltou ao hospital, ele foi liberado na na terça e voltou pro hospital na quarta. Por que na quarta? Porque ele começou a sentir uma teve uma febre alta de uma hora para outra, 38,5, 39. Então a doutora disse: "Olha, vamos voltar ao hospital porque isso é uma infecção". Então ele voltou ao hospital, começou a tomar uma medicação, quer dizer, um, digamos, um antibiótico de larga espectro até detectar pela cultura qual era o a bactéria. Ficou sabendo qual era a bactéria, ela tá tomando um antibiótico específico para aquela bactéria. Então, não tem mais febre, desapareceu, né? Não tem mais problema nenhum, ainda está com a sonda, mas ele deve voltar para casa na segunda ou na terça. Então tem reunião com ela amanhã para tomar essa decisão e retirar a sonda. Ele vai voltar normalmente para casa e a partir então da próxima semana vai começar a fazer esse tratamento que é mais ou menos 20 sessões, 25 sessões, não se sabe ainda, né? Ela vai falar com ainda com o radioterapeuta para determinar a dose certa, a forma adequada. né? Nos então no mês de dezembro ele faz o tratamento. Se ele se sentir bem ele vem paraa reunião, senão a gente vai preservar e se Deus quiser dentro de 30 dias ele já tá normal, regularizada a

uada. né? Nos então no mês de dezembro ele faz o tratamento. Se ele se sentir bem ele vem paraa reunião, senão a gente vai preservar e se Deus quiser dentro de 30 dias ele já tá normal, regularizada a situação dele. Então realmente tem um câncer muito pequeninho, né, de alguns milímetros, mas vai ser resolvido esta questão em breve. Então essa é a notícia que nós temos a respeito da saúde Divaldo, mas perfeitamente lúcido, bem, caminhando, fazendo terapia, andando no corredor, se alimentando bem, normal, né? Então é uma boa notícia e graças a Deus foi detectada essa dor lateral e com essa dor a gente conseguiu chegar até a problemática maior. Se não tivesse a dor, o cânceria se alastrar muito maior e muito mais, né? Aí, quem sabe o tratamento seria muito mais difícil, mas como foi agora no comecinho, é uma coisa que vai ser bem contornada e bem desenvolvida. Então, sobre Edivaldo, é isto. Eu vou passar a direção da reunião para pra Telma Sarraf, que é a nossa amiga Denise Linda, nossa irmã Denise Luziane Bahia. E junto com a Tânia vão fazer uma espécie de uma mesa redonda, né? um debate, não é bem um debate, é uma conversa, né, fraterna a respeito do seminário que foi desenvolvido. Então, os nossos agradecimentos a todos, não se preocupem, Divaldo estará conosco até os 100 anos, pelo menos, tá? OK. Bom, então vamos dar continuidade ao nosso seminário, o Evangelho de Jesus e fizemos uma combinação de fazermos uma roda de conversa agora à noite para variar um pouco a técnica, não é, da tarde, que foi a apresentação individual delas. Então, nós convidamos Tânia para ser a mediadora da nossa roda de conversa, naturalmente abordando o tema do nosso seminário, o Evangelho de Jesus. Então, vamos passar a palavra para Tânia para que possa colocar a situação problema e as perguntas e Denise Lino e a nossa querida companheira Luziane Bahia responderem ou dizerem as suas eh suas considerações, né? fazerem suas considerações a respeito do tema proposto, que é em relação ao que foi abordado na tarde de

ssa querida companheira Luziane Bahia responderem ou dizerem as suas eh suas considerações, né? fazerem suas considerações a respeito do tema proposto, que é em relação ao que foi abordado na tarde de hoje. Então, vamos começar fazendo uma abordagem a respeito da caminhada que as nossas expositoras tiveram com a obra de Amélia Rodrigues. Então, a pergunta que eu faço é: como foi que vocês iniciaram a leitura desta obra e qual o livro dentre todos estes que vocês estão vendo no lançamento capadura dentre estes 11 livros, qual a obra que mais lhe tocou? Vamos começar aqui com Luziane que está próxima. Irmãs, e irmãos queridos, nós cumprimentamos a todos que estão aqui no presencial e que nos acompanham também no modelo virtual, a equipe da TV Mansão do Caminho, as meninas que estão aqui comigo à mesa. Essa é uma pergunta que nos toca de maneira especial, porque ter o contato com a obra de Amélia Rodrigues é ter o contato mais íntimo com falas, expressões, conteúdos de Jesus. E esse contato aconteceu na minha adolescência, eu tava com 14 anos quando eu li a primeira obra do espírito Amélia Rodrigues. E eu quis ler esses livros na ordem, né? Então eu fui buscando ler primícias do reino e fui seguindo essa ordem que tá aí na no box. E quando eu acessei o primeiro livro, eu me encantei. Me encantei, fui ler o segundo, continuei encantada pelo primeiro. Fui ler o terceiro, continuei encantada pelo primeiro. E assim eu fui passeando nas obras da Amélia Rodrigues, eh, me sensibilizando, porque o que me chama atenção é o seguinte. A benfeitora, ela coloca pra gente conteúdos que estão no Novo Testamento com um olhar bastante aprofundado. Então, a gente encontra um trecho do Novo Testamento, uma narrativa, mas a gente não sabe como as personagens chegaram ali, quais eram os seus estados emocionais, o que que passava pela cabeça, o que que tava pensando naquele momento. Então são eh situações, digamos, dos bastidores que a gente lendo o Novo Testamento, acessando a Bíblia, acessando ali o

ionais, o que que passava pela cabeça, o que que tava pensando naquele momento. Então são eh situações, digamos, dos bastidores que a gente lendo o Novo Testamento, acessando a Bíblia, acessando ali o conteúdo dos quatro evangelistas, os Atos dos Apóstolos, a gente tem uma notícia mais direta, mais resumida, mais objetiva, porque são aqueles que noticiaram os fatos. Dois deles, dos apóstolos, testemunhas mesmo, oculares, né? e dois deles não, que tiveram conhecimento, que acompanharam, enfim. Só que a Amélia Rodrigues, ela coloca a gente no contexto envolvendo todo esse aspecto emocional, esse aspecto psicológico, até a questão do que o batimento cardíaco mais acelerado, até essa questão da emoção de estar diante do magnetismo de Jesus. E isto é uma narrativa tão bem feita que vai nos colocando nesse cenário. Então, nós nos aproximamos de acontecimentos daquela época, só que no contexto de agora, como a gente brincou de tarde, dizendo que os livros que estão nesse box, eles são mágicos porque são uma cápsula do tempo e vai conduzindo naquele momento, aquele instante o conhecimento dessas informações, mas tendo todo esse esse estado atual também sendo revolvido e remetido por isso. Então, o fato de trazer essas personagens de forma tão próxima faz com que a gente se sinta pertencente desse aprendizado também. Então, o que Jesus fala para Judas, para Pedro, pro jovem rico, pra Maria Madalena, a forma como a benfeitora traz, a gente se sente assim, ele também tá falando para mim, ele também tá chamando a minha atenção, ele também tá sinalizando que esse ponto é importante para mim. E aí a obra que mais me encantou foi Primícias do Reino. E eu segui o o catálogo todo e dizendo era Premícias do Reino. É Primícias do Reino. É um livro que traz um prólogo do tio Divaldo, traz um prefácio da benfeitora, traz anúncios históricos. Então a gente passeia bastante sobre essa época de Jesus e tipo conhecendo esses aspectos da época de Jesus sobre a narrativa da benfeitora. E cada capítulo a gente vai

tora, traz anúncios históricos. Então a gente passeia bastante sobre essa época de Jesus e tipo conhecendo esses aspectos da época de Jesus sobre a narrativa da benfeitora. E cada capítulo a gente vai encontrando hegemonicamente nesse livro personagens. Então, Zaqueu, Mancebo Rico, Madalena, a gente vai encontrando essas personagens. Nos outros livros, a benfeitora também vai seguindo essa mesma tradição, essa forma de colocar. Mas aí eu cheguei também no último livro lançado agora, o Essencial. Eu tava conversando isso com a Denise, porque quando eu cheguei no livro Essencial, eu fiz assim: "Não acredito que o Essencial vai estremecer minha relação íntima com primícias do reino." Mas o que que acontece? É um livro diferenciado. Eu acho que eu coloco os dois juntos, né? Ficaram os dois preferidos, então não tenho um só. Agora eu tenho os dois preferidos da benfeitora. Porque o essencial, a linguagem de Jesus parece que respeitando todas as os arquivos históricos, respeitando tudo, mas parece que Jesus está aqui ao nosso lado, muito mais do que nas outras obras que nós lemos e tivemos acesso de Amélia Rodrigues. Parece que ele sentou aqui do lado e disse assim: "Olha, a sua dor é essa, então deixa eu conversar contigo sobre essa dor." É muito pessoal, é muito, é incrível como é pessoal, como é direto, como é íntimo. Então eu digo que agora eu tenho dois livros preferidos, Primícias do Reino e o Essencial. E eu li esses livros, comecei na adolescência e já fiz releituras porque são livros para que a gente leia, releia, medite e tenha uma um envolvimento mais profundo, porque eles impactam, eles estremecem as os nossos aspectos, as nossas chamadas verdades, para que a gente se direcione de uma maneira mais positiva e mais segura. Denise, por favor. Boa noite a todos os que estão aqui e que ficaram da tarde, os que chegaram agora à noite, os internautas que nos acompanham pela web TV Mansão do Caminho. Antes de responder, eu queria dizer da alegria de estar na Mansão do

estão aqui e que ficaram da tarde, os que chegaram agora à noite, os internautas que nos acompanham pela web TV Mansão do Caminho. Antes de responder, eu queria dizer da alegria de estar na Mansão do Caminho neste seminário, dividir a fala aqui com Luziane, com Tânia, com Telma e todos vocês que aqui estão. A minha história de leitura da obra de Amélia Rodrigues é muito semelhante à de Luziane. Eu também comecei a ler na adolescência, mas eu comecei a ler porque eu venho de uma era pré-ceder, aquela era em que a gente precisava viajar para assistir Divaldo falar, ouvir as palestras e viajei com grupos de juventude. Depois apareceram as palestras gravadas, o posteriormente os CDs e aí foi nessa descoberta entre aquilo que está no CD, na gravação também está nos livros. E eu fiz esse mesmo percurso de leitura, começando por primícias do reino e seguindo a série. E o que me encantou e o que me encanta até hoje é a humanização dos personagens. como eles aparecem com os seus conflitos, com as suas dúvidas que são resolvidas numa conversa íntima com Jesus, uma conversa íntima no sentido de proximidade, sem distância. Então, isso que me marcou na obra de Amélia Rodrigues, num percurso de leitura muito semelhante a esse de Luziane, de releituras muitas vezes e depois da descoberta de que os tipos que ali aparecem, os tipos aqui me referindo aos personagens, eles trazem muito do conteúdo psicológico que nós achamos na obra de Joana de Angeles. Então, os últimos anos têm sido de uma leitura conjunta Amélia e Joana. Quanto ao livro preferido, também era Primícias do Reino, pela narrativa. E o que mais me encanta, a geografia, eh as palavras, o regionalismo. Amélia Rodrigues traz regionalismos em hebraico, que é uma coisa dificílima e ela traz isso, traz aspectos da culinária quando ela cita os aromas, não é? Então eu me sinto muito transportada para lá. Mas como disse também uma grande amiga minha, o livro preferido é sempre o último que eu acabei de ler. Então eu li, reli, estudei e mergulhei

mas, não é? Então eu me sinto muito transportada para lá. Mas como disse também uma grande amiga minha, o livro preferido é sempre o último que eu acabei de ler. Então eu li, reli, estudei e mergulhei no essencial. E eu diria que esse livro tem muitas correlações com primícias do reino. Acho que há um estudo aí a ser feito entre os dois, como esses dois livros se conversam, se dialogam, mas eu gostei muito do essencial pelo prefácio de Joana de Angeles. Eu acho que o prefácio dá ao livro O Essencial de Amélia Rodrigues um tom muito especial e eu tô muito apaixonada mesmo pelo livro O Essencial Primícias continua lá no meu coração. Eu estava me recordando no tempo de juventude espírita Nina Aroeira. Telma e apesar de ser um pouquinho mais velha participava também, né? E André Luiz Peixinho nos colocava domingo às 17 horas para ter o momento do evangelho. Então, nós que integramos a juventude lá mais no passado, também tivemos a oportunidade de visitar e revisitar Amélia Rodrigues, porque era um momento que a gente tinha de estar lembrando passagens do Evangelho, lembrando passagens trazidas por Amélia Rodrigues e fazendo eh esta conexão com o amor que é uma marca. Me parece que Jesus, sendo exemplo de amor, está presente, claro que em outros espíritos que trazem as suas narrativas, mas muito presente em Amélia Rodrigues. E aí fazendo essa ponte, enquanto eu ouvia, eu me recordei que também André Luiz Peixinho, ele dizia para nos estimular a leitura, se nós não lêssemos determinado livro, nós perderíamos a metade da nossa encarnação. E aí o que é que nós fazíamos? Corríamos para ler a época. Ele utilizou o livro Renúncia, um romance de Chico Xavier por Emanuel. Não tinha ninguém da juventude, Telma, que não tivesse lido renúncia por conta dessa fala de Peixinho. E aqui reproduzindo André Luiz Peixinho, eu vou dizer: "Quem não ler o Essencial tá perdendo metade da reencarnação. Então aproveitem, no final façam a fila na livraria porque talvez não tenham, né, recursos

reproduzindo André Luiz Peixinho, eu vou dizer: "Quem não ler o Essencial tá perdendo metade da reencarnação. Então aproveitem, no final façam a fila na livraria porque talvez não tenham, né, recursos para adquirir o box, mas não deixem de ler o essencial. Partindo para a nossa segunda pergunta, nós tivemos no seminário hoje à tarde a marca de duas personalidades apóstolos de Jesus, Pedro e Judas. dentre outras que foram trazidas aqui. E esses dois apóstolos tiveram equívocos, como todos nós temos equívocos em nossa vida. E o equ o equívoco foi marcado pela traição e pela negação. Então a pergunta eu começo com Denise. Como nós podemos, diante de um equívoco, partir para o só erergimento como eles fizeram? Essa é uma ótima pergunta, Tânia, para que nós possamos refletir a partir dessas narrativas de Amélia Rodrigues, nos colocando ali como personagens também. Creio que inicialmente precisamos lembrar que o processo de só erguimento ele é pessoal, ele é singular, mas felizmente ele é facultado a todos nós. Isso é muito importante que nós compreendamos à luz da doutrina espírita. O processo de só erguimento de Pedro é muito particular a ele, como o processo que está facultado para mim, me é muito singular para cada um de nós que aqui estamos, mas todos nós temos essa oportunidade. E aqui nós podemos ler o só erguimento com a expressão transformação moral que Allan Kardec nos traz lá no Evangelho Segundo Espiritismo, no capítulo 17, no texto, no item 4ro, intitulado Os bons Espíritas. Eu gosto sempre de chamar atenção para esse texto e eu volto nesse texto com muita frequência por várias razões, por ser um texto codificador, mas sobretudo pela relação título conclusão. O título do texto é Os bons espíritas. Então, numa inferência inicial, nós podemos inferir que o autor do texto, que é o codificador, vai botar ali os que são bons e os que são ruins, né? fazer uma separação, mas ele chega ao final concluindo sobre o verdadeiro espírita, ou seja, e ainda define, é aquele que faz a sua transformação moral

otar ali os que são bons e os que são ruins, né? fazer uma separação, mas ele chega ao final concluindo sobre o verdadeiro espírita, ou seja, e ainda define, é aquele que faz a sua transformação moral e que faz o exercício de domar as suas mais inclinações. Então, Allan Kardec tinha uma lucidez extraordinária sobre quem somos nós, os espíritas. Estamos nesse processo de fazer a nossa transformação moral, o nosso só erguimento. Nesse sentido, das personalidades que apresentamos à tarde, Pedro e Judas, Pedro exemplifica essa transformação moral. E eu diria mais, eu diria que ele exemplifica o que na obra do espírito Joana de Angeles, Porivaldo Franco se chama resignação ativa. Não é que ele tenha apagado a negação, mas é que ele fez do seu arrependimento, que deve ter sido muito árduo, eu não consigo nem vislumbrar quão árduo foi, um motivo de superação, a ponto de, como dissemos à tarde, não aparecer nenhuma nota negativa para ele em Atos dos Apóstolos, que vai narrar a continuidade do grupo de seguidores de Jesus, aqueles discípulos, com a substituição de Judas após a crucificação. E também não achamos nenhuma nota negativa para Pedro na obra Paulo Estevão pelo espírito de Emmanuel nas várias narrativas em que ele ali aparece, nem na obra de Amélia Rodrigues, que é a obra que estamos eh trazendo hoje. Então, ele fica como essa figura grandiosa que nos estimula ao processo de seu erguimento. Para concluir essa resposta, eu diria nós não precisamos ambicionar um processo de seu erguimento tão grandioso. Nós só precisamos focar no nosso, como se nós estivéssemos ouvindo Jesus nos chamar a cada dia para a superação daquele dia, daquela dificuldade, daquele dia. Então vai ser nesse processo de sair da nossa inércia ainda de soergimento para adentrar na resignação dinâmica. Isso é processo que requer, de nossa parte, a mobilização de nossas forças e aí encontraremos o concurso dos bons espíritos que patrocinam a nossa reencarnação. Oane, trazendo, somando essa resposta da

sso é processo que requer, de nossa parte, a mobilização de nossas forças e aí encontraremos o concurso dos bons espíritos que patrocinam a nossa reencarnação. Oane, trazendo, somando essa resposta da Denise, eh nós entendemos também que, eh, o amor é essencial em todo esse processo de equívoco, porque se nós não temos a percepção desse amor por si mesmo, esse autoamor, nós podemos resvalar na questão de uma culpa exacerbada ao constatarmos o equívoco realizado. A benfeitura Joana de Angeles tem uma obra excelente, que também a gente considera uma das melhores obras da benfeitora e durante muitos anos ficou como a nossa preferida e ainda é, que é Mess de amor, lançada em 1964. é a primeira obra eh da benfeitora através do nosso tio Divaldo. E nessa obra tem um capítulo quinto intitulado Embora imperfeito. E a benfeitora, ela é exímia ao nos trazer que os nossos equívocos tendem a nos paralisar as ações. E ela nos propõe nesse texto que, embora imperfeitos, continuemos caminhando, adicionemos passos à nossa jornada, que não devem a constatação do equívoco, da falta, da imperfeição, não deve ser essa constatação paralisadora, mas sim uma evidência de algo que estava íntimo em nós e que psicologicamente não era reconhecido, não era sabido por nós, ou se sabíamos, não tínhamos forças para empreendermos esforços numa direção diferente. E por isso aquela falta extravazou, por isso veio como um erro, um equívoco e veio à tona, não somente para nós, mas também em alguns contextos trazendo prejuízos a outrem. Então, é uma mensagem motivadora que é uma mensagem de autoamor. Então, diante do equívoco, Pedro teve uma sustentação moral de lembrar-se de que quando Jesus anunciou a negação, ele também disse: "Fortalece os teus irmãos uma vez erguido". Ele conseguiu essa sustentação. Judas não conseguiu de outro lado. Mas é como a Denise disse, o processo individual é cada um de nós. Mas o que é mais belo e perfeito na estrutura da justiça divina é que todos alcançaremos esse reino dos

não conseguiu de outro lado. Mas é como a Denise disse, o processo individual é cada um de nós. Mas o que é mais belo e perfeito na estrutura da justiça divina é que todos alcançaremos esse reino dos céus, o reino de Deus proposto por Jesus. E a prova está em Judas que mesmo sendo ah, só um tempo depois, mas alcançou. Não existem penas eternas, não existe castigo, nem punição, nem algo que seja a ser carregado para todo sempre. Então, nesse processo do seu erguimento, nós temos de ter o coração recheado de amor e pensarmos: "Sou filho de Deus. Se ele me concede sempre oportunidades porque ele me ama, eu vou agarrar essas oportunidades e vou fazer com que essas oportunidades sejam a expressão do meu sorregimento, do meu crescimento. E não diante da oportunidade de eu perguntar: "Ah, mas quem sou eu?" ou "mitir que mentalmente a falta retorne, o equívoco retorne para que eu me regozije com aquela questão da falta cometida e seja uma culpa doentia." De maneira alguma somos seres conscientes e esse é o ponto alto do nosso processo evolutivo. Então, aproveitemos isto para que, embora imperfeitos, continuemos tomando da charrua e seguindo em frente, não desanimando, não desistindo, seguindo em frente e tendo a certeza de que sozinhos não estamos. o processo individual, mas a marcha sempre é no amparo da espiritualidade maior, dos bons espíritos, de anjos desencarnados e de anjos encarnados, porque nós temos muitos. Basta que a gente perceba, se alie e se fortaleça, porque uma vez refletido, como fez Pedro, é necessário que a gente se reerga também para se fortalecer e fortalecer aos irmãos. Antes de passar para Telma, que vai fazer um próximo questionamento, eu queria lembrar também que a benfeitora Joana de Ângeles, no livro Vida Plena, ela apresenta para nós que diante dos equívocos nada de autoculpismo, que é justamente aquele sentimento que nós ficamos relembrando e se culpando porque fez aquilo. Quando lembramos a negação última de Pedro e que ele olha e vê aquele olhar

ívocos nada de autoculpismo, que é justamente aquele sentimento que nós ficamos relembrando e se culpando porque fez aquilo. Quando lembramos a negação última de Pedro e que ele olha e vê aquele olhar de Jesus para diante dele, sem qualquer julgamento. E após a morte do Cristo, quando ele aparece para os discípulos, ele vai até Pedro e pergunta três vezes: "Simão, filho de Jonas, tu me amas? Então, como não reerguer sabendo que aquele a quem eu neguei estava ali perguntando e reafirmando este amor? Telma. Bem, nós estamos desde à tarde vendo os nossos personagens bastante humanizados, não é? O medo de Judas, o medo de Pedro, a insegurança, a fragilidade, o arrependimento posterior, entretanto, a vontade férrea de reerguimento. Porque, na verdade, é, como nos pontuou Tânia, o fundamental não é o erro, é a permanência nele. Uma vez é conhecido o erro e com a consciência que temos ou precisamos despertar, resta-nos então seguirmos os passos para o seu erguimento. E vimos isso nesses personagens à tarde apresentados por Luziane, por Denise. Então, a nossa consideração agora seria, diante do título do nosso seminário, o Evangelho de Jesus, como nós criaturas ainda falíveis no processo evolutivo, dando os passos para o erguimento moral que necessitamos, tendo em vista que a reencarnação tem por meta a nossa evolução, o comprometimento do passado e o reerguimento presente com vistas aos compromissos assumidos. Como este evangelho de Jesus pode nos auxiliar concretamente para este despertamento e esta mudança de pensamento e de conduta, porque o pensamento primeiro precisa mudar o nosso desejo para que então a conduta se transforme. É uma consequência. Então, gostaria de ouvir as nossas companheiras e a seguir solicitar que elas façam as suas considerações finais sobre o tema que foi o nosso seminário de hoje desde às 16 horas. Bom, essa pergunta de Telma suscita um outro seminário, né? Nós poderíamos passar aqui um dia, né? eh para responder, meditando, fazendo oficinas

a que foi o nosso seminário de hoje desde às 16 horas. Bom, essa pergunta de Telma suscita um outro seminário, né? Nós poderíamos passar aqui um dia, né? eh para responder, meditando, fazendo oficinas de autoconhecimento. Mas de forma objetiva, a resposta, eu diria, se encontra no livro já tantas vezes citado hoje, que é o Essencial, na frase síntese do prefácio de Joana de Angeles, lembrando-nos: "Buscai primeiro o reino de Deus". Então, o nosso processo de superação, de transformação moral, de só erguimento, qualquer desses nomes que nós escolhamos para esse processo de erguermo-nos sobre nós mesmos, passará na Terra incontornavelmente pelo nosso autoencontro com Jesus. Não é apenas autoencontro no sentido de nos encontrarmos conosco mesmo, quem somos, mas é de nós nos encontrarmos e reconhecermos que o encontro com Jesus é fundamental para que nós saibamos quem ele, quem nós somos, simplesmente porque ele é o governador da terra e que organizou essa experiência reencarnatória para todos nós. Nós somos espíritos observando aquilo que Luziane disse no início do seminário da tarde de hoje, que é o ocaso de um mundo de provas e expiação com conflitos multicomplexos que não se resolverão de forma simples, mas ao mesmo tempo nós somos espíritos assistindo o alvorecer do mundo de regeneração, que já apresenta aí suas marcas aqui a acular, o que muito nos alegra. porque só confirma a mensagem de Jesus. O evangelho de Jesus, a sua síntese e mais especificamente a síntese feita por Allan Kardec no terceiro livro da codificação, O Evangelho Segundo o Espiritismo, que toma o ensino moral de Jesus como eixo, é a resposta para os nossos desafios, para os nossos conflitos, para as nossas dificuldades. O evangelho de Jesus e a sua parte moral é profundamente terapêutica. E isso é dito e encaminhado não apenas por nós os espíritas, mas há um reconhecimento científico já de quão terapêutica é a mensagem de Jesus. E do ponto de vista citar aqui as várias biografias conhecidas e as várias vidas anônimas

apenas por nós os espíritas, mas há um reconhecimento científico já de quão terapêutica é a mensagem de Jesus. E do ponto de vista citar aqui as várias biografias conhecidas e as várias vidas anônimas que no mundo inteiro se transformaram a partir do conhecimento do evangelho de Jesus, fazendo um autoencontro consigo mesmo e ao mesmo tempo um encontro consigo que se encontra com Jesus. Então, o reino dos céus que nós tanto buscamos por vezes lá fora, a doutrina dos espíritos nos ensina lá em o livro dos espíritos que está íncito na nossa consciência. Nós precisamos desvelar para nós mesmos essas leis divinas que estão também em síntese e poeticamente apresentadas no Evangelho de Jesus. Então, se tivermos que sair daqui com uma resposta sintética, essa resposta é o Evangelho de Jesus. Por onde começo a ler? pelo Evangelho Segundo o Espiritismo, com certeza um caminho seguro para nós, para aqueles que quiserem um contexto ampliado, a parte histórica, como disse Kardec, a cronologia da vida de Jesus, os quatro evangelhos que estão em o Novo Testamento. Para os que quiserem a leitura lírica à obra de Amélia Rodrigues, para os que quiserem a análise verticalizada à obra de Joana de Angeles. Dizendo isso, Telma, as palavras finais são de um profundo bem-estar nessa tarde, nessa noite, pela presença dos amigos encarnados, mas sobretudo pela presença dos amigos desencarnados, os espíritos que aqui vieram, que aqui estão, que nos assessoram nesse momento, que sustentam essa casa e com certeza conduzirão a todos nós a caminhos de paz nesta noite. Muito obrigada. Nós agradecemos a nossa Denise e vamos passar a palavra paraa Luziane respondendo a pergunta, fazendo suas considerações. Francisco de Assis é conhecido na humanidade pela sua doçura, pela sua forma caridosa de agir. Francisco iniciou a sua jornada como seguidor de Jesus, buscando em si uma vontade de viver de forma genuína o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo. adotou pro seu coração a razão e o sentido da sua existência,

iciou a sua jornada como seguidor de Jesus, buscando em si uma vontade de viver de forma genuína o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo. adotou pro seu coração a razão e o sentido da sua existência, doando-se para que através da forma da sua vivência pudesse modificar-se e, ao mesmo tempo, auxiliar o processo de menor sofrimento, de menor dor no seu entorno. Para tanto, enfrentou muitos embates em muitos momentos, mesmo rodeado de muitas pessoas. estava sozinho porque não era compreendido, não era trazida uma significação importante aos olhos da matéria. Só que em um instante da sua vida, sem que ele mesmo percebesse ou notasse ou pudesse trazer como a catalogação organizada, diz Francisco que Deus enviou irmãos. E aí começa a saga franciscana, não só de uma pessoa que buscava viver o evangelho de Jesus, mas alguns outros que foram se atrelando, se vinculando ao poverelho de Assis, buscando na simplicidade do evangelho, na pureza, na singeleza, na letra que emociona, na vivência que impacta, razões para que o amor pudesse estar presente na vida. E assim estas pessoas foram se aproximando de Francisco, mas ele começou a imaginar que ele não dava conta como é que ele vai administrar algo que está crescendo tanto eram as suas emoções, dos seus sentimentos, mas também dos irmãos que iam se aproximando. E não foram só irmãos, tinham as irmãs também. tinha clara as clariças, como é que ele lidava com todos esses aspectos. Quando Francisco estava formando um grupo de 12, ele resolveu ir ao papa. Ele queria buscar uma anuência assertiva, organizada para que ele pudesse viver com tranquilidade o evangelho de Jesus e para que aqueles que estavam começando a segui-lo também tivesse essa segurança. O Papa era Inocêncio terceiro. E Francisco chega na cidade e pergunta: "Onde mora? Onde mora o Papa?" E alguém diz: "No palácio de Latrão". E ele diz: "OK, eu vou para lá". E daquele jeitinho, com os pés descalços, com a roupa simples, entra no palácio. Os policiais ou os guardas não viam

ora o Papa?" E alguém diz: "No palácio de Latrão". E ele diz: "OK, eu vou para lá". E daquele jeitinho, com os pés descalços, com a roupa simples, entra no palácio. Os policiais ou os guardas não viam maldade no seu olhar. Era um olhar de transparência, de verdade e lucidez, de tanta naturalidade e bondade, que ninguém desconfiava ou imaginava que ele pudesse fazer alguma coisa ruim. E Francisco foi entrando, entrando até que chegou na antissala da sala do pontífice e se deparou com o Papa. E diante dele ele disse: "Eu quero uma audiência com o senhor". E já foi falando o que desejava. O papa achou aquilo tão inusitado, ouviu Francisco, mas num determinado momento disse: "Ó, basta, é necessário ter uma recomendação, seguir o protocolo para vir conversar comigo." E Francisco pensou: "Eu imaginei que conversar com o Papa fosse fácil, porque conversar com Jesus sempre foi fácil. As pessoas aproximavam-se de Jesus, acessavam Jesus e conseguiam falar com Jesus. Se ele é representante de Jesus, vai ser fácil falar com ele. Mas Francisco então sai do palácio, vê o Papa entrando na sala, encontra os irmãos menores lá fora e diz assim: "Nós precisamos orar mais. Oramos pouco, não conseguimos falar como deveríamos com o Papa. Oramos pouco, vamos orar mais. Quando eles começam a orar ali mesmo no pátio, eis que aparece Dom Guido, aquele bispo que é responsável pelo momento emblemático em que Francisco Déspice entrega os bens aos ao Pai, rompe a aliança com o mundo material e segue para a vivência do mundo espiritual ou da vida espiritual. Esse Dom Guido aparece, consegue organizar uma recomendação e uma representação para Francisco. E olha que dois dias depois Francisco está diante do Papa numa audiência onde sensibilizou-se o pontífice pelo relato de um cardeal que viveu nesses dois dias acompanhando a vida daqueles 12 homens. O cardeal João São Paulo sensibilizou-se tanto com a vivência simples de Francisco que disse ao Pontífice: "Senhor, nós sempre queremos, sempre quisemos no contexto da igreja

vida daqueles 12 homens. O cardeal João São Paulo sensibilizou-se tanto com a vivência simples de Francisco que disse ao Pontífice: "Senhor, nós sempre queremos, sempre quisemos no contexto da igreja apresentar algo que fosse puro, sincero, verdadeiro. Esse homem que tá aí, ele tem um ideal, um ideal verdadeiro, um ideal sincero." O pontífice resolve escutar, Francisco começa a falar, só que a fala dele é simples, porque a fala do evangelho é simples. E ele começa a contagiar alguns, mas outros não, que começam a dizer: "Isso é impossível. Viver desta forma é impossível". E Francisco, então com toda a sua humildade e simplicidade, redargue perguntando se é impossível viver o evangelho de Jesus, o que nós cristãos estamos fazendo? E o silêncio reverberou no ambiente. O Inocêncio Terceiro, que era um idealizador e que aguardava alguém que fosse sonhador para movimentar as estruturas da igreja, disse: "Você tem a minha bênção". E alguns outros foram aderindo e Francisco pôde sair dali com a anuência do que ele simplesmente queria, viver a pureza do evangelho de Jesus. Se nós cristãos não achamos que é verdadeiro o evangelho de Jesus, o que é que nos resta? Se achamos que são palavras belas, expressões notáveis no encadeamento lindo e perfeito, mas se isso não tem impacto nas nossas vidas, o que é que tem impacto para nós? Então, estas palavras do Evangelho de Jesus que acessamos estão para além de um livro. É a boa nova que Jesus trouxe ao coração da humanidade. E como diz o espírito Amélia Rodrigues no livro Luz do Mundo, no livro A Flores no Caminho, como diz a benfeitora Joana de no livro Vidas vazias, Jesus é a resposta dos céus aos apelos aflitivos da humanidade. Nós apelamos e apelamos diariamente. Senhor, tende misericórdia. Senhor nos auxilia. E o auxílio já tá em nossas mãos, já está batendo na porta do nosso coração para entrar com firmeza, se instalar e jamais se apartar de nós. Abramos a porta para Jesus, porque ele é sim o Salvador. Ele é o Messias. E estas obras maravilhosas

batendo na porta do nosso coração para entrar com firmeza, se instalar e jamais se apartar de nós. Abramos a porta para Jesus, porque ele é sim o Salvador. Ele é o Messias. E estas obras maravilhosas trazem de retorno este mestre, como a doutrina dos espíritos teve esta e tem esta responsabilidade de trazer de volta esse evangelho mais vibrante, pulsante, com o brilho de cada um de nós. A marca da vivência do evangelho de Jesus não é a perfeição, é as são as nossas imperfeições. elaboradas, trabalhadas, superadas, porque aí tem o sabor da conquista, tem o sabor da verdade, da compreensão de que não são palavras, mas que são comportamentos. Como palavras finais ficam as palavras da benfeitora Amélia Rodrigues, as palavras do espírito Joana de Angeles que nos conclamam a seguirmos firmes e em frente. Se na jornada tivermos tropeços, são tropeços sinalizadores do que nos falta fazer, das lições que precisamos prestar atenção, do significado que tem cada situação nas nossas vidas, o quão as pessoas que estão nosso entorno são especiais, mesmo aquelas que nos agridem, que nos traem, que nos fazem mal, são especiais porque estão sendo responsáveis. por nos trazerem significados importantes que talvez a condição de tranquilidade de tudo na normalidade não fosse capaz de nos sinalizar. Então, sigamos firmes, lembrando que não estamos a sós. Apoiemo-nos uns aos outros. Ao invés da crítica mordaz, do julgamento infeliz, sustentemo-nos, porque a hora é grave, a hora é especial. Não é a hora da dor do sofrimento. A hora é do evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo. E estamos aqui para viver essa hora com o sabor dessa conquista. Aproveitemos, un-nos, porque é a união que vai nos fazer mais ainda fortalecidos para adentrarmos este mundo que nos espera. O mundo de regeneração nos espera. de mãos dadas, confiantes, muitas vezes, muitas vezes com joelhos desconjuntados, mas firmes, vibrantes, na certeza de que Jesus é a resposta dos céus aos apelos aflitivos da humanidade. Amigos, embora eu já tenha feito as

tes, muitas vezes, muitas vezes com joelhos desconjuntados, mas firmes, vibrantes, na certeza de que Jesus é a resposta dos céus aos apelos aflitivos da humanidade. Amigos, embora eu já tenha feito as considerações finais e gerais sobre o tema, eu pedi aqui a Telma um minutinho para trazer um esclarecimento que acredito, é muito salutar para todos nós espíritas. Quanto nós trazemos toda essa ênfase à resignação ativa, a transformação moral, isso não significa dizer que à luz da doutrina dos espíritos nós colocamos um olhar de relativização para os nossos desacertos, para os nossos conflitos, como se atitudes que certamente são graves de nossa parte, no campo moral, no campo emocional, no campo da vida material pudesse essem ser simplesmente relativizadas e não fossem tão graves como elas são. Da mesma forma quando nós trazemos a biografia de Pedro, de Judas, de tantos outros colaboradores de Jesus e, por exemplo, entre eles Paulo e damos tanta ênfase, não significa dizer que nós relativizamos, que nós minimizamos a negação, que nós minimizamos a traição de Judas ou que nós minimizamos a perseguição inclente que Paulo, por exemplo, liderou em relação aos primeiros. cristãos significa que nós focalizamos o processo de sóergimento para além dessas dificuldades, para além desses erros. Não é a expressão do mundo material comum muito conhecida como passar a mão na cabeça de fulano, mas significa olhando paraas situações, sobretudo a partir da contribuição da obra do espírito Joana de Angeles pela psicografia de Divaldo Franco, ter um olhar de enxerga para esses eventos, para essas situações que nos fazem caminhar na direção daquilo que que Allan Kardec colocou no capítulo 6, salvo melhor memória, em o céu e inferno. O arrependimento, a reparação e a no sétimo capítulo, o arrependimento, a reparação e a expiação quando necessário. O chamado código penal da vida futura. Não vamos pelo capítulo, vamos pelo título dele, Código Penal da Vida Futura. E a vida futura não é somente nesse sentido a da próxima

xpiação quando necessário. O chamado código penal da vida futura. Não vamos pelo capítulo, vamos pelo título dele, Código Penal da Vida Futura. E a vida futura não é somente nesse sentido a da próxima encarnação, é a dessa existência. Então, o nosso foco à luz da doutrina dos espíritos é para esse processo tão extraordinário e também humano que está em nossas mãos, que é tomando consciência do equívoco ou o famoso cair em si, nós possamos iniciar o processo de soergimento ou de transformação moral ou de redenção. Esse processo não será feito de forma mágica por um outro espírito. A nossa ficha corrida, ela não será apagada, ela será o nosso processo, estará ali na nossa ficha. Mas os espíritos nos falam do consolador que Jesus nos prometeu. Esse consolador que nos diz, embora imperfeitos, como citado o texto de Joana deângeles, embora com joelhos desconjuntados. Lembrando aqui a afirmativa de Paulo, nós podemos nos erguer. Então, para todos os que nos escutam presencialmente, os que nos acompanham pelo web canal nesse momento que nos transmite e que é uma problemática que está que estamos vivendo com constância e é um dos fatores paralisantes de muitas vidas nesse momento, é aquele repisar o erro. martirizar-se pela dificuldade. O consolador prometido nos leva a esse mergulho profundo na alma e nos diz que essa mesma alma, esse mesmo espírito que tem sombras, tem também grandes potências. Nós somos o sal da terra. Essa sentença de Jesus nos lembra disso. Nós somos aqueles que podem fazer a diferença, porque o sal em excesso vai tornar a comida inviável. Se ele falta também a torna inviável na medida correta. Então, nós temos essa potencialidade, a potencialidade de sermos sal, de nos recuperarmos, de nos só erguermos, fazendo leituras profundas sobre as experiências da vida, integralizando essas experiências no nosso curso e as transformando em força motivadora para o nosso processo de seu erguimento. Então, queríamos fazer esse destaque para que nós tenhamos essa

a vida, integralizando essas experiências no nosso curso e as transformando em força motivadora para o nosso processo de seu erguimento. Então, queríamos fazer esse destaque para que nós tenhamos essa lucidez que o Espiritismo nos dá em enfocar cada coisa, cada evento, cada situação com a sua devida proporção, mas nos olhando como espíritos, com espaços de potencialidade imensos a serem descobertos e trabalhados por cada um de nós no nosso percurso, no nosso processo. Obrigada, Denis. Luziane ainda quer fazer uma colocação e Tânia também. Este seminário de hoje, o Evangelho de Jesus, ele foi organizado para que tivesse a participação da Denise, a nossa participação e a participação do nosso tio Divaldo. Nós organizamos tudo para que a presença do tio Divaldo estivesse aqui com a gente, a construção e a contribuição dele. Então, a nossa gratidão sempre por tudo, por todo o conhecimento, por toda a dedicação, por toda a renúncia que o tio Divaldo sempre nos traz e nos ensina bastante. E agradecemos a Denise por ter estado aqui com a gente, disponibilizado o seu tempo, trazido o seu conhecimento, compartilhado conosco e seja sempre muito bem-vinda, sempre será muito bem acolhida em nossa casa. Volte sempre, querida. Muito obrigada. O evangelho em nossas vidas. Todos nós em nossa estrada rumo à perfeição, transitamos por caminhos. E às vezes nós temos dúvidas de que caminho deveremos seguir. E aí Amélia Rodrigues apresenta em uma de suas obras pelos caminhos de Jesus. Nem sempre optamos pelos caminhos de Jesus, porque tem dias que não são os melhores dias que estamos a viver. Aí chega Amélia Rodrigues e nos apresenta dias venturosos. Tem dias que passamos por sombras, por trevas, por tempestades, mas chega Amélia Rodrigues e nos apresenta luz do mundo. Transitamos ainda por caminhos que tem pedras, que tem obstáculos, que tem desafios. Mas chega Amélia Rodrigues e nos diz que há flores no caminho. Então, revisitar Amélia Rodrigues é também sair daqui pensando o que é essencial

os que tem pedras, que tem obstáculos, que tem desafios. Mas chega Amélia Rodrigues e nos diz que há flores no caminho. Então, revisitar Amélia Rodrigues é também sair daqui pensando o que é essencial para minha vida. Que saiamos com esta reflexão e descobrindo o essencial, certamente encontraremos Jesus a cada instante nos caminhos da vida. E assim estamos encerrando o nosso seminário de hoje, agradecendo a Luziane Bahia, a Denise Lino, veio da Paraíba especialmente para este seminário, a nossa Tânia, que foi mediadora da nossa roda de conversa a esta casa que nos abriga, a todos vocês que estão aqui presencialmente, alguns desde as 16 horas. aos que nos acompanham pela internet através da web TV Mansão do Caminho, aos benfeitores generosos que aqui se encontram, nos inspiram, nos fortalecem e nos amparam. Agradecemos a todos e vamos passar para a etapa final do nosso trabalho, que são os nossos passes, convidando a todos os companheiros vinculados a esta atividade do dia de hoje para tomarem os seus lugares. Senhor Jesus, mestre amigo das nossas vidas, tu nos conheces e sabes das nossas necessidades, dos nossos alcances e dos nossos limites, também do nosso esforço e da nossa preguiça, para as vezes tomarmos da charrua e não olharmos para trás. Permite, Senhor Jesus, que possamos aproveitar de forma satisfatória esta jornada evolutiva, difícil ainda para as nossas vidas, pois nos postamos nos atavismos do passado, nos equívocos, na inquietude do orgulho, do egoísmo, da vaidade, deixando para trás às vezes o teu convite amoroso de sermos os colaboradores da tua seara de amor. Permite, Senhor, que tenhamos forças, coragem, bom ânimo e persistência nos bons propósitos e no sentido que guiará os nossos propósitos para o fanal da jornada evolutiva. Abençoa, Senhor, aos companheiros amorosos que dedicam as suas energias e os seus pensamentos construtivos a esta tarefa. Abençoa também a todos que aqui nos encontramos, necessitados do teu amparo, da tua misericórdia. Que estes breves momentos de oração

as suas energias e os seus pensamentos construtivos a esta tarefa. Abençoa também a todos que aqui nos encontramos, necessitados do teu amparo, da tua misericórdia. Que estes breves momentos de oração sejam para nós a quietude necessária para sermos envolvidos na atmosfera de harmonia e de paz de que tanto carecemos. Abençoa também, Senhor, a água que expomos para ser magnetizada. Que os efluvios generosos da paz possam lhes transformar as propriedades para que seja medicamento para os males da alma. Abençoa, Senhor, o nosso Divaldo. Leva até ele as nossas melhores vibrações de bom ânimo, de saúde, de força, para que logo mais se recupere e esteja conosco de volta às suas tarefas, sobretudo a nos guiar e nos orientar, a ser para nós este farol que sempre foi. Abençoa a nossa casa, Senhor, aos seus dirigentes, colaboradores e voluntários. Permite, Senhor, que possamos retornar aos nossos lares nesta ambiência de harmonia, de serenidade. Em teu nome, Jesus, damos por encerrada a nossa atividade de hoje. Que a tua paz permaneça conosco agora e sempre. Assim seja. Não.

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