Seguir Kardec ou vender livros? O dilema das editoras espíritas. - Michel Macedo
Recorte do vídeo "#12 - "Nosso Lar" segundo o Espiritismo". Transmitido em 16/05/2024 no canal Kardectube. Texto estudado: Revista Espírita 1863, Maio, Exame das comunicações espíritas que nos enviam
Vejam que quando surge obras do estilo nosso lar, quando ela surge, vão começar a surgir outras centenas. E à medida que isso não é mais novidade, o interesse baixa, a venda baixa. Isso é uma regra natural para qualquer coisa. É por isso que no caso do que aconteceu, por exemplo, no século XX, aquilo já não era mais novidade. Todo mundo já publicava obras iguais com histórias muito parecidas. E aí a venda vai baixando, o interesse vai baixando. O que faz então os novos escritores? Eles tentam colocar algo novo. E como aqui a gente tá falando aqui, por exemplo, de obras que tentaram descrever o mundo espiritual, a vida no mundo espiritual, a gente nota que um autor vai acrescentando uma coisa mais que o outro, justamente paraa obra dele ser a da vez. E nessa ânsia de obter, de colocar novidade para ser atrativo e para vender mais e despertar mais interesse, ao se acrescentar mais coisas, cada vez mais vai se perder o critério, a seriedade, o controle, a racionalidade, porque se mudou o interesse, se passou a ver só o mercado. O que se quer vender e vender mais. Então eu tenho que colocar a ponto de que a o a obra que inicia, que há escancar e abre as porteiras para tudo, para se dizer qualquer coisa sobre o mundo espiritual, é o solular, a ponto da gente ter depois outros médiuns, outros espíritos, outros autores colocando coisas até além do que o próprio nacional fou. Por exemplo, há obras mediúnicas ou ditas mediúnicas dizendo que há espíritos que engravidam no mundo espiritual. Veja onde vai a coisa, porque como eu tenho que ficar acrescentando cada vez coisas mais extraordinárias para chamar atenção, para vender, a gente vai cada vez mais aumentando o nível de ficção e perdendo o contato com a realidade, com a ciência, com bom senso, com a racionalidade. Eu já não tô mais fazendo algo que que eu eu tenho os pés no chão, né? Agora, isso para uma ciência, isso para quem busca a verdade, isso é eh é eh vai na contramão, né? Porque quando eu passo a ver só a questão eh da da
zendo algo que que eu eu tenho os pés no chão, né? Agora, isso para uma ciência, isso para quem busca a verdade, isso é eh é eh vai na contramão, né? Porque quando eu passo a ver só a questão eh da da venda e deixo de lado a o critério, a verdade, a qualidade, eu acabo então inventando qualquer coisa e foi o que aconteceu. Mas mesmo essas primeiras obras que iniciaram isso, a gente vai ver futuramente que elas já se afastaram completamente dos critérios de racionalidade e de cientificidade.
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