Sandra Borba - Homens novos para uma sociedade nova

Mansão do Caminho 11/03/2023 (há 3 anos) 54:46 1,570 visualizações

Homens novos para uma sociedade nova. Palestra com Sandra Borba em 11.3.2023, Curitiba, Paraná. 25ª Conferência Estadual Espírita do Paraná Realização: Federação Espírita do Paraná

Transcrição

Inicialmente, nosso bom dia. Dizer da nossa alegria, satisfação imensa em mais uma conferência desta feita neste ambiente que nos acolhe com tanto carinho, com tanto amor. agradecer o convite da Federação Espírita do Paraná, agradecer aos seus dirigentes, todos aqueles que compõem as diretorias das USES, aos amigos trabalhadores da casa, voluntários, aos seus funcionários sempre tão atenciosos, ao público aqui presente, ao público que nos acompanha virtualmente e isso para todos nós, acredito, tem uma grande representatividade, afinal de contas, passados esses anos de pandemia, né, embora ainda com algumas problemáticas existentes, mas é sempre bom o abraço, o olho no olho, o carinho presencial. Então, a nossa gratidão, ao mesmo tempo que nós consideramos que a escolha por parte da Federação Espírita do Paraná em relação à temática foi muito importante, muito feliz, porque nós precisamos de fato de muita esperança. Vivemos um período, uma época em que a esperança deve ser a nossa profunda diretriz, a fim de que sigamos adiante em nossos compromissos evolutivos. A escolha do nosso tema, uma sociedade nova, homens novos, eh se enraizou numa colocação do espírito Leoni. Aliás, na época Leoneni mesmo, sem nada mediúnico, quando ele nos diz na obra depois da morte, é pela educação que as gerações se transformam e aperfeiçoam. Para uma sociedade nova é necessário homens novos. Por isso, a educação desde a infância é de importância capital. Então, essas colocações do nosso prezado Leonir nos chama então a atenção para que tudo aquilo que desejamos em termos de algo novo pressupõe que abandonemos certas situações, certas posições, certos hábitos, certos costumes anteriores e consequentemente que possamos adquirir algo novo em termos de disposição, em termos de atitude, de conhecimento, do que quer que seja. Então, nós temos a certeza de que o Leão Denis estava absolutamente correto. Nós não podemos pensar de forma alguma, né, em uma sociedade nova do jeito que ela está, ou seja, né, colocando aqueles

ja. Então, nós temos a certeza de que o Leão Denis estava absolutamente correto. Nós não podemos pensar de forma alguma, né, em uma sociedade nova do jeito que ela está, ou seja, né, colocando aqueles retalhos velhos, né, em algo que a gente pressupõe que deveria ser novo. Lembremos o próprio mestre que nos diz, não se coloca, né, o vinho novo em odre velho. E assim é preciso pensar. refletir que novidade é essa que a gente quer, porque modismos e novidades é só o que temos, né? Mas é preciso saber o que é que é de novo que a gente de fato necessita para que esse novo represente não só a novidade, não só o modismo, mas represente em especial um avanço, represente em especial conquista estruturante no próprio processo societal. Mas quando se fala em educação, se evoca exatamente aquele grupo de pensadores, aquele grupo de verdadeiros. Tem certeza que não cai? Não, não, né? Posso soltar? Tá bom. Qualquer coisa que vocês virem, movimento impetuoso não é convulsão. É é me agarrar aqui com o Mas depois tenho que falar contigo, tá? Veja, então quando a gente fala na temática como educação, a gente vai evocar quem? A gente vai evocar os estudiosos, os pensadores, não é isso? E a gente sabe que o grande ideal de educação, em especial no ocidente, nós vamos encontrar na cultura grega. Então, alguém aqui que é da área já pensou lá, vai a Sandra evocar pra ideia. Não, não vou não. Eu vou evocar um personagem estranhíssimo chamado Diógenes. Mas ele é parecido com o teu nome, né? Então esse aqui é grego também. Então o Diógenis, ele era tão exótico, mas tão exótico, que ele passa para a história da filosofia e do pensamento grego como alguém extremamente excêntrico. Ele se vincula a uma escola filosófica criada por Antístenis, que tinha sido inclusive discípulo de Sócrates, mas depois ganhou seu caminho próprio. E lá pelos anos 400 anes de. Cristo, ele hã cria exatamente o chamado, a chamada filosofia cínica. Alguém deve tá dizendo, é louca, começou com o cinismo, mas esse é um nome

anhou seu caminho próprio. E lá pelos anos 400 anes de. Cristo, ele hã cria exatamente o chamado, a chamada filosofia cínica. Alguém deve tá dizendo, é louca, começou com o cinismo, mas esse é um nome técnico, tá? Cinismo. Então, a filosofia cínica, ela sim se denomina em razão do desprezo que dava as chamadas, aos chamados pactos sociais, né? E eles defendiam principalmente o despreendimento dos bens materiais, OK? E mais famoso do que a própria filosofia cínica foi exatamente a figura de Diógenes. Vocês devem ter ouvido falar nele em algum momento, né, das vidas escolares, de discussões, de estudos, porque é o famoso diógen do barril. Ele vivia num barril. Quer dizer, hoje os engenheiros constróem cada vez apartamentos que na nossa terra nós chamamos de Kinderovo. Então, né? Mas esse esse é um pouquinho maior do que o Kinderovo que é pequenininho. É o chamado tonel, um barril, um tonel. Ele morava num tonel bichinho, né? Mas não ocupava nem o que 2 m², nem isso, né? Vixe Maria, que desgraça. E ele ficou muito conhecido também porque ele andava, preste atenção, com uma lamparina. durante o dia. Alguém pensou aí, eu captei o pensamento, era louco. Não, não era louco não. Ele dizia que estava procurando o homem. O homem não é um homem. O homem, artigo definido, masculino singular. Estava procurando o homem. Para ele, o homem era aquele capaz de superar aquilo que ele denominava as necessidades da vida social. Era alguém que tinha encontrado a sua própria natureza, a essência da sua natureza e seria feliz. Então, vivia o nosso prezado de ordenes num tonel, vestia uma túnica que eu acho que ele não lavava, viu? É só uma pequena observação, tá? E usando essa lamparina e saía com a lamparina, o pessoal tá procurando o qu? Não tô procurando quem? Eu tô procurando um homem honesto. Aí danou-se. Honesto e feliz. Pronto. Porque tem honesto, mas feliz tá difícil, né? Porque quando ele é honesto, ele geralmente tá tão perseguido, está sendo tão torturado, que dificilmente seria

sto. Aí danou-se. Honesto e feliz. Pronto. Porque tem honesto, mas feliz tá difícil, né? Porque quando ele é honesto, ele geralmente tá tão perseguido, está sendo tão torturado, que dificilmente seria feliz. Mas ele procurava este homem honesto e feliz, né? E nós ficamos assim pensando, nossa mãe, como é que alguém tem essa, né, capacidade de raciocínio. Mas por que ele achava isso? Dentro dos postulados da filosofia cínica, o homem só seria feliz quando ele não tivesse nenhuma dependência de algo exterior, mas que ele encontrasse a sua natureza essencial, aí só assim ele poderia ser feliz. Mas não foi somente deis, né, lá na antiguidade clássica, que pensou acerca de o tipo ideal de homem. Todas as culturas, todos os as grandes contribuições da filosofia, da história da educação nos apresentam exatamente essas visões acerca do homem. Que homem é esse, né? Então, nós vamos, só a título de curiosidade situar algumas, porque elas são centenas, tantos pensadores, literatos, filósofos, educadores apresentaram as suas chamadas visões de homens, né? As suas visões que terminariam por influenciar na formação ou na educação dessas criaturas. Pontuando só algumas que consideramos mais relevantes. Por exemplo, nós temos o primeiro grande filósofo da história da pedagogia, da educação, que é Platão, o discípulo de Sócrates. Ele tem uma visão que para nós espíritas é sempre muito importante, porque ele entendia que o homem ele tinha a anterioridade da alma, consequentemente, estar no corpo era ser prisioneiro do corpo e aprender era sempre um processo de recordação. envia na educação a possibilidade de um desenvolvimento pleno de todas as potencialidades da criatura. inclusive é o primeiro a pensar em organizar uma sociedade mediante exatamente a educação. E Pasm naquela época acreditava que era o indivíduo, independentemente da sua condição de nascimento, da sua condição social, era o indivíduo, seu esforço, seu talento, enfim, aquilo que ele tinha que determinaria o seu avanço.

tava que era o indivíduo, independentemente da sua condição de nascimento, da sua condição social, era o indivíduo, seu esforço, seu talento, enfim, aquilo que ele tinha que determinaria o seu avanço. E é ele também que estará propondo, né, em sua famosa obra república, que as nações, no caso ali, né, o grupo, a cidade a polis, fosse governada pelos filósofos. Hum, negócio até animado. Mas nós temos muitos outros também. Nós temos o Aristóteles, nós temos no Advento, né, da Idade Média, grandes nomes como Santo Agostinho, como S. Tomás de Aquino, que representam escolas filosóficas eh e teológicas independentes, mas sempre na conotação religiosa, sempre numa visão de preparação para a morte, de preparação para a vida eterna. similar, por exemplo, já andando bastante dentro da própria cultura, a Comênius, no século X7, o grande pai da didática Magna, autor da didática magna, que estará se referindo ao homem como a mais excelente das criaturas criadas por Deus e sua destinação à perfectibilidade. A gente pensa logo, nossa, parecido com o espiritismo, mas é tudo lá do outro lado, nada aqui, certo? Então nós vamos encontrar figuraças dentro da história do pensamento, tanto ocidental quanto oriental, que trarão essas visões que são consideradas muitas delas estranhas, como por exemplo a figura andando mais na frente ainda de Rousseau, o famoso pensador suíço que fez história na na França, que defendia o homem natural e que afirmava que tudo é belo quando sai das mãos de Deus. Mas quando o homem toca, então ele termina por, vamos dizer assim, né? Eh, causar certas reações que não seriam positivas. E ele vai defender o homem natural. esse homem natural que foi extremamente criticado, mas que gerou através do pensamento naturalista de Rousseau, uma série, vamos dizer assim, de outros pensadores que viriam acrescentando, criticando, corrigindo, mas sempre com esse objetivo de pensar nesse homem natural. Para ele, o processo de educação era exatamente não criar problema para esse homem, que esse

e viriam acrescentando, criticando, corrigindo, mas sempre com esse objetivo de pensar nesse homem natural. Para ele, o processo de educação era exatamente não criar problema para esse homem, que esse homem aprendesse a ser feliz de acordo com a sua natureza, porque acreditava ele que as chamadas necessidades da vida social da época interfeririam decisivamente na maneira do eh a maneira da pessoa ter, né, a su o seu desenvolvimento, o seu processo de progresso. Mas o que que vai acontecer é que o nosso Rousseau estará influenciando uma figura que nós espíritas todos conhecemos, que é a figura de Pestalose, o grande mestre da de Iverdan, onde o nosso Allan Kardec, então Polite Leon, Denisar Rivaio, ainda adolescente vai ter o contato e será Pestalose quem nos trará uma visão de homem extremamente importante que nós usamos até hoje, principalmente em nossas atividades vinculadas à educação espírita. Porque ele vê o homem integral, cabeça, coração e mãos, pensar, sentir e agir, como aquilo que caracteriza o homem. E a educação como esse processo exatamente de desenvolvimento de todas essas apetidões, de todas essas possibilidades humanas. Mas não é só isso não. Nós temos também quem vai trazer visões diferentes. Vamos pegar o século XIX, a gente vai ver a figura de Augusto Conte, o pai do positivismo, que muita gente já pensa que ele não vai dar muita importância a certos valores, mas ele dará sim, porque apesar, né, de estar defendendo a visão do homem positivo, onde a ciência teria uma preponderância em sua formação pedagógica, educacional, ele ainda assim defenderá também que o homem deve sair do egoísmo para o altruísmo. O que representa que mesmo sendo um pensador, né, que não teria uma grande vinculação aos aspectos é espirituais, mas ainda assim vê a vocação natural humana como propensa à superação do egoísmo, o que para nós também é fundamental. Mas nós temos a figura controversa dentro da história, muito importante ainda também no século XIX, que é a figura de Carl Marx, né?

opensa à superação do egoísmo, o que para nós também é fundamental. Mas nós temos a figura controversa dentro da história, muito importante ainda também no século XIX, que é a figura de Carl Marx, né? Então, Carl Marx, ele vai nos trazer a visão de um homem também completo e vai a usar uma expressão que é muito curiosa, o homemilateral, que seria no final das contas um homem também com diversas dimensões. Mas dentro das suas análises, em especial do momento histórico, ele trará então toda uma análise em torno da problemática das relações de trabalho, mas apresentará também a função laboral, a função do trabalho como fundamental nesse processo de desenvolvimento humano. Vamos pular mais um pouquinho. E a gente quando chega, principalmente no início do século XX, a América trará uma grande contribuição com a figura do pensador norte-americano John Deay, que olhará o homem como se eminentemente social. Diferentemente da tendência de Carl Marx, ele se situa historicamente no contexto norte-americano e defenderá a democracia como um processo educacional em que a criatura humana, que para ele é uma criatura de processos interativos consigo próprio, com a sociedade, com a natureza, enfim, é essa plenitude de experiências que poderia gerar um homem, né, democrata, um homem responsável sobre o ponto de vista da sua posição e da sua luta social. Então nós vamos pular mais um pouquinho, vamos trazer aquilo pro Brasil, né? Porque não é possível que a gente não tenha produzido pra gente produziu muita gente boa. Vamos lembrar a figura de Paulo Freire que estará eh nos informando que o homem possui quatro características muito importantes. É inconcluso, é incompleto, é inacabado, mas é aprendente. Isso é fundamental, porque quando nós exatamente chegarmos mais um pouquinho lá na frente, a compreensão espírita, nós vamos retornar a essas ideias. Incompleto, inconcluso, inacabado, mais um ser aprendente. E ele usa uma expressão que consideramos das mais belas quando ele vincula o processo

ompreensão espírita, nós vamos retornar a essas ideias. Incompleto, inconcluso, inacabado, mais um ser aprendente. E ele usa uma expressão que consideramos das mais belas quando ele vincula o processo educacional a expressão ser mais. O que era o ser mais do homem? é ele conseguir dar, vamos dizer assim, né, a criatura humana, a sociedade, as oportunidades, as experiências, esse upgrade aí para que a criatura pudesse se tornar cada vez melhor, embora nas suas análises também sociais, ele vá nos trazer a compreensão de que nos processos societais, muitas vezes, alguns homens tentam fazer com que os outros homens não sejam mais, mas sejam menos pelos processos Exatamente. Da exclusão, da opressão e assim por diante. Mas alguém pode dizer: "Esse povo tá tudo antigo, não tem mais ninguém moderninho, não. Tem dois, acalme. Um tem 100 anos, mas é conhecidíssimo. É o nosso famoso Edgar Mohan, o homem da complexidade, que vai dizer exatamente que o homem é este ser de complexidade e que tem como grande objetivo em suas propostas educacionais a superação de visões parciais e fragmentadas. não apenas em relação ao saber, mas também em relação aos próprios processos das chamadas relações sociais, né? Eh, aqui quem é da área conhece perfeitamente não apenas o nosso Moram, mas a sua grande contribuição com a obra Sete saberes necessários à educação do futuro, onde uma coisa fundamental que ele coloca que é necessário ensinar desde ser da criança a sua condição humana e ele defenderá o quê? o princípio básico que Kardec nos apresentará, que é a fraternidade, como a grande base de todo um processo de renovação social. Mas existe a partir agora, já chegando no século XX, né, uma figuraça que tem o nome, né, de Ival Noa Harari ou Harari, que é um autor de acendência eh judaica, que escreveu uma obra chamada Sapiens, uma breve história da humanidade. Tem nada a ver, viu, Luciana, com espiritualidade, não tem. Mas ele escreve no epílogo, né, ele escreve algo que eu gostei muito. Digo,

eveu uma obra chamada Sapiens, uma breve história da humanidade. Tem nada a ver, viu, Luciana, com espiritualidade, não tem. Mas ele escreve no epílogo, né, ele escreve algo que eu gostei muito. Digo, ai que bom, né? Ele vai falar do homem como do animal insignificante de milhares e milhares de anos atrás ao Deus ou a condição de Deus que o homem quer assumir, em especial pela ciência, pela tecnologia e nas suas ações vinculadas, em especial à inteligência artificial que tá aí, né, causando verdadeiro furor e espanto. e também por tudo aquilo que ele tem feito ao longo já de algumas décadas no campo da genética. Por isso ele usa a expressão Deus, né? Então de animal insignificante que ficava correndo atrás da caça, da pesca, né? E do daquilo que fosse necessário para a sua alimentação até ele conseguir esse estágio. Mas ele vai fazer uma colocação que pessoalmente eu gosto muito ao ler aí em especial. Esse epílogo, ele vai dizer que esse homo sapiens, né, ele é muito interessante de fato. Então ele vai dizer tanto, tanto tempo, né, tanta coisa. E este homem que hoje é quase que um Deus, ele é insatisfeito. Ele não sabe para onde vai, não tem objetivos, tá? é extremamente irresponsável e não tem a quem prestar contas, né? Então ele diz, não estamos prestando contas a ninguém. Nos sentimos deuses, destruímos o meio ambiente, destruímos os ambientes e ele conclui o livro, que é um livraço, né? Não apenas pelo tamanho, mas pelo conteúdo também muito muito importante. Ele faz a seguinte pergunta que servirá para a nossa reflexão. Existe algo mais perigoso do que deuses insatisfeitos e irresponsáveis e que não sabem o que querem? Repetindo, é muito importante a pergunta final do livro, tá? Bestseller internacional sapiens, né? uma breve história da humanidade. Existe algo mais perigoso do que deuses insatisfeitos e irresponsáveis que não sabe o que querem? Essa é a pergunta. E alguém pode ter pensado: "Nossa, Sandra, andou, andou, andou e cadê Kardec? Cadê o Espiritismo?" Pois é. Então, eu

deuses insatisfeitos e irresponsáveis que não sabe o que querem? Essa é a pergunta. E alguém pode ter pensado: "Nossa, Sandra, andou, andou, andou e cadê Kardec? Cadê o Espiritismo?" Pois é. Então, eu vou exatamente agora buscar em Kardec, no espírito verdade e toda a contribuição que a qualificação nos traz, eu vou tentar responder a Harar. muito atrevimento, mas ele não vai nem saber que eu vou responder. Mas eu vou dizer para ele, né, a partir da nossa reflexão espírita, né, por que ele não consegue entender e porque é que ele faz essa pergunta? Então, a pergunta diz respeito aos nossos objetivos, as nossas insatisfações, a nossa irresponsabilidade. São esses os temas que ele apresenta na sua pergunta final. E a grande pergunta é exatamente essa: qual é o grande objetivo existencial da vida? Tem gente que acha que quer comer chocolate. Tem gente que acha que é poder ficar bonito, né? Usar abaixo de 42. Quando eu tinha eh 20 anos, algumas décadas atrás, né? Eh, vestir 42, zero o máximo. Quando a gente ia para 44 já estava condenado. E quando usava 46, pronto, aí a condenação era trágica. E se chegava a 4850, então já estava, né, no corredor da morte, certo? Então hoje não, hoje a tropa ou veste 38 ou morre 38, né? uma geração anoréxica, magérrima, uma coisa horrível, né? Que você quando olha diz: "Senhor, tem piedade, manda pro Nordeste, senhor para comer cuscuz e no instante vai melhorar, vai ganhar um pezinho, tá? Tapioca. Tem um povo aqui que é amante de tapioca, tá sentado aqui à direita, né? Então tem o nome de Oláia, mas tudo bem. Então o que é que acontece, né? é que as coisas mudam, os objetivos mudam, mas a grande pergunta é: qual é a essência da nossa vida? Nós estamos aqui para que mesmo? É, eu tinha uma amiga, né, evangélica muito querida e a gente conversando, a gente tinha toda sexta-feira um momento de conversa ela evangélica, espírita e tinha uma outra materialista, né? E aí então essa materialista fica com a cara, né, de bicho. Mas a gente tava lá, ela tava no

tinha toda sexta-feira um momento de conversa ela evangélica, espírita e tinha uma outra materialista, né? E aí então essa materialista fica com a cara, né, de bicho. Mas a gente tava lá, ela tava no mesmo ambiente e a gente começava a conversar e ela me dizia assim: "Eu quero lá, Sandra, saber isso que você sabe. Eu não quero viver embolando de mundo em mundo, embolando de mundo em mundo." Nossa, ela pensa assim, ela pensa que eu penso isso, que coisa triste. E não tinha jeito de explicar. Mas é exatamente essa a colocação em essência. Em essência. É isso mesmo. Porque os mundos são solidários. Há muitas moradas na casa do meu pai, não é isso? Então nós estaremos embolando mesmo de mundo em mundo até um dia a gente chegar, né, no mundinho que a gente espera, ou seja, que a gente deseja, porque há uma marca divina no homem. E essa marca divina chama-se progresso. É a lei do progresso. Ela está inserida em nós. Nós somos seres que desejamos progredir. E quando isso não acontece conosco, então a gente tá doente, a gente tá com algum problema, tá com problema de autoestima, enfim, tem tanta coisa, né? Mas nós somos seres destinados. E quem disse isso para nós não foi o espiritismo. Tá lá sermão do monte. Mateus capítulo 5 versículo 48. Jesus diz: "Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celestial". Pronto. Jesus disse para nós qual é a essência, né? Caberia o Espiritismo depois dizer que realmente a gente vai embolar de mundo em mundo, né? para poder chegar a essa perfeição. Mas o objetivo é esse. A grande pergunta é: qual é então o objetivo nosso e por quê? Então a resposta vem clara, límpida. Criados simples e ignorantes. Já vimos isso. Vou voltar ao Paulo Freire. Mas aprendentes. Nós somos seres de aprendizagens múltiplas, diversas. O que é que significa isso? Todos nós aprendemos. Nós nascemos simples e ignorantes, mas nós vamos aprendendo. A aprendizagem nos traz o quê? Conhecimentos. O conhecimento nos traz o quê? Livre arbítrio. Livre arbítrio nos traz o quê?

nós aprendemos. Nós nascemos simples e ignorantes, mas nós vamos aprendendo. A aprendizagem nos traz o quê? Conhecimentos. O conhecimento nos traz o quê? Livre arbítrio. Livre arbítrio nos traz o quê? Responsabilidade. Então o caminho é esse. Experiência ou vivência, conhecimento, livre arbítrio. É por isso que em nós existe o quê? A pergunta. A pergunta que o Harar não soube responder. Por que que a gente está sempre insatisfeito? A gente está insatisfeito porque a gente não tá cumprindo aquilo que está em o livro dos espíritos. A gente é aprendente, a gente tem conhecimento, a gente sabe que existe uma grande lei que rege a vida, não apenas na sua dimensão física, material, mas também na sua dimensão moral. Mas a gente não cumpre. Aí, como a gente não cumpre, a insatisfação, é exatamente a resposta que a lei do progresso vai colocando em nós. Você pode fazer mais, você pode realizar mais, você não é só isso, você tem condições de ir adiante. Você sabe que nós temos uma grave problemática entre nós, os humanos, em especial nossos irmãos aqui brasileiros, né, que já falei outras oportunidades, a famosa síndrome de Gabriela. Eu nasci assim, eu cresci assim e se for espírita, eu morri assim, reencarnei assim e vou continuar assim, ô desgraça, né? Então, o que é que ocorre? É a pessoa, é, eu sou assim. Ainda tem gente que é melhor ainda. Ainda diz pros familiares, amigos, quem quiser gostar de mim, goste como eu sou. Uh, coisa mais estranha, né? E você nasceu para ser assim, né? Então eu tenho uma peça lá, né? Lá em casa que eu digo para ela, você nasceu assim, eu sou assim. Vou di, Pois é. Para nasceu para ser melhor. Ui, é isso mesmo. Ui. Ela me diz isso, né? bateu forte, né? Então, mas seu para ser melhor. A gente entra na vida material, na vida corporal, livro dos espíritos, para o nosso melhoramento do jeito que vier, é sempre com objetivo de melhoramento. Então, atingir aquela perfectibilidade à qual Jesus se referiu e que Kardecbulha também para nós em o livro dos espíritos, nas perguntas da

to do jeito que vier, é sempre com objetivo de melhoramento. Então, atingir aquela perfectibilidade à qual Jesus se referiu e que Kardecbulha também para nós em o livro dos espíritos, nas perguntas da parte terceira. em especial da lei do progresso. Qual é o objetivo? Progresso completo, que é que engloba progresso intelectual e progresso moral. Bem, desde aquela época, o que é que ocorre? Kardec vai colocar os espíritos de verdade, vai nos afirmar que o progresso intelectual ele tá aí seguindo, né? Ele segue. Segue por quê? Porque basta um problema, basta uma dificuldade, basta um interesse, um objetivo qualquer que seja. E aí a o progresso eh intelectual, ele vai existir, a pesquisa vai existir, a procura vai existir, a tentativa, né, vai existir, mas o progresso moral ele é difícil porque ele vai exigir de nós uma outra postura. Então, quando nós somos instigados por esta lei do progresso que está em nós, por quê? Porque a lei divina está em nós através de uma palavrinha muito simples chamada consciência, que nós atingimos nesses cenários de aprendizagens as aos quais nos referimos, que são as experiências reencarnatórias, onde adquirimos conhecimento, livre arbítrio. Então isso vai nos proporcionar a consciência do que devemos realizar, do que devemos fazer. Então, o progresso moral ele é uma necessidade, porque chega uma hora que o intelectual eh quase que fica estagnado quase, viu? Por quê? Porque não avança. E se avançar mais ainda vai prejudicar muito mais do que ajudar. Então, o progresso moral ele é difícil porque ele envolve a nós. Basta que nós pensemos num defeito nosso que estamos trabalhando. Alguém pode pensar assim: "Meu não tô trabalhando nenhum defeito, então tá ruim. Tem que tá trabalhando pelo menos um defeitinho, né? Qualquer que seja, por exemplo, né? Comer chocolate todo dia. Eu já falei, né? Sou chocólatra, já perceberam, né? Por sinal, eu soube que tem um plano espiritual, um local para nós, né? Deve ter sido um espírito. Ó, ó, ó, já tá tirando o meu ferreiro rochê. Se dá

u já falei, né? Sou chocólatra, já perceberam, né? Por sinal, eu soube que tem um plano espiritual, um local para nós, né? Deve ter sido um espírito. Ó, ó, ó, já tá tirando o meu ferreiro rochê. Se dá uma chiquermo, né? Então, o que é que ocorre, né? Eu não vou comer chocolate todo dia, eu vou comer dia sim, dia não, já é alguma coisa, não é verdade, né? Falar da vida alheia, fala-me, ô coisa difícil. Trabalhar no movimento espírita sem reclamar. Uh. Coisa complicada. Eu já disse que a irmã Veneranda é de fato, né, nossa referência. A mulher trabalha séculos, né, trabalha sem parar e trabalha animada. Eu digo até que eu poderia me candidatar. O problema é que ela trabalha sem reclamar. Aí eu tô longe, viu? Eu tô tô numa situação complicada, né? Por quê? Porque nós temos comportamentos, né, que não são os comportamentos reais, os comportamentos necessários a esse progresso moral. Bem, mas como é que se faz o progresso moral? Vamos começar porque senão daqui a pouco aparece um papelzinho aqui dizendo para mim: "Tempo acabado, piscotar". Então a gente começa com aquilo que tá lá no livro dos espíritos, questão 919, né? que vai nos falar do autoconhecimento. Oh, coisa complicada, meu Deus do céu. Sabe por é complicado? Porque a gente não tem coragem. A gente é complicado. A gente é medroso. Olhar pra pessoa que tá na frente do espelho com toda a sinceridade é difícil. Por isso, a espiritualidade veio através da figura de Santo Agostinho, Agostinho de Pona, nos responder sobre o método eficaz de autoconhecimento. Fazer o que eu fazia quando vivi na terra. Aí d vontade de dizer, não dá não, meu irmão, você é santo. Ah, a gente ainda não chegou nem no S, né? Quanto mais no santo completo, então há interrogação permanente. E tem gente que diz até que faz esse processo, mas o problema é a resposta, porque quando você faz uma pergunta, você quer uma resposta e a resposta tem que ter um parâmetro. E quando a gente se torna espírita, a gente sabe que o parâmetro não é o quê? O que nós achamos. Tem um

rque quando você faz uma pergunta, você quer uma resposta e a resposta tem que ter um parâmetro. E quando a gente se torna espírita, a gente sabe que o parâmetro não é o quê? O que nós achamos. Tem um pessoal espírita que é engraçado, assim, mas eu acho no espiritismo, né? Eu acho isso, eu acho aquilo, mas não é para achar, meu filho. Não é para achar. Porque o achismo ele complica a vida de todos nós, inclusive com movimento espírita. Tem um que acha que tem que fazer isso, aí faz. O outro acha que tem que fazer aquilo, tem que escrever aquilo, né? Tem que reescrever aquilo. E aí você diz: "Nossa, mãe do céu, né? Que situação é essa que nós vivemos?" Nós temos um parâmetro. O parâmetro tá lá. Nós temos dois filtros no movimento espírita que é o quê? O que são, quais são os filtros? Jesus e Kardec. Então nós buscamos o autoconhecimento tendo um parâmetro. A resposta de Santo Agostinho é exatamente esta, fazer que eu fazia. Aí lá vem, meu Deus do céu, quando a gente acaba de ler dá uma tristeza, né? A gente fica logo assim: "Meu pai do céu, quando é que eu vou chegar nisso?" Mas existe algo que pessoalmente eu me agarro, que é uma palavrinha que tá lá, um depoimento que tá no evangelho. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua, não tenho medo de dizer não. Se tiver medo vai ser pior. Vamos repetir. Conhece o verdadeiro espírita pela sua? Bom, todo mundo assinou, eu fiquei calado. Transformação moral pelos que emprega para domar suas mais inclinações. É perfeito. Isso. É perfeito. Bem pequenininho. Todo mundo decorou. Reconhece o verdadeiro espírito pela sua transformação moral. Transformação moral é objetivo. Olha aí. Harag não sabe o objetivo desse homem. Transformação moral. Progresso completo, progresso, intelecto, moral, através de quê? Qual é o método? Esforço. Esforço para que essa transformação ela ocorra mediante aquilo que a sua consciência lhe diz que tem que acontecer. E qual é o conteúdo a ser trabalhado? As suas mais inclinações. Então, todos as temos. Ninguém está

e essa transformação ela ocorra mediante aquilo que a sua consciência lhe diz que tem que acontecer. E qual é o conteúdo a ser trabalhado? As suas mais inclinações. Então, todos as temos. Ninguém está isento na Terra, não é verdade? Então, nós temos aí todo o conjunto de informações necessárias ao nosso progresso moral. Então, o nosso progresso moral, ele está centrado de modo decisivo nesse esforço para domar nossas mais inclinações. Isso nos facultará a transformação moral. O que será isso? Isso é a construção de uma nova personalidade, de um novo ser, de um novo homem. E por isso é que Leão Deni diz: "Desde a infância, desde a infância, porque nós não vamos deixar que a plantinha o quê? Ela possa engrossar o seu tronco, seus galhos para iniciar o processo." Daí Leondi diz: "Desde a infância". E aí Kardec vai perguntar exatamente na questão que é favorita os evangelizadores, qual para o espírito a utilidade de passar pelo estado de infância? E a resposta é nesse período que o espírito que reencarna, ele é mais flexível às impressões, ele é mais receptivo às influências que recebe. Então, a educação moral, o progresso moral virão exatamente de todo o trabalho que é desenvolvido, em especial durante o período infantil. novos hábitos, novas maneiras de proceder. O espírito está mais aberto para que esses processos eles possam de fato encontrar um caminho na chamada formação de hábitos, conforme Kardec situa muito bem, e é corroborado pelo espírito verdade, educação e a formação de hábitos. Que hábitos? Hábitos salutares, hábitos de respeito, hábitos de ordem. hábitos de solidariedade. Então, desde a infância, a criança vai recebendo exemplos, admoestações, ensinamentos. Por essa razão, mais uma vez voltamos a Agostinho. Santo Agostinho, capítulo 14, né? Na mensagem a ingratidão dos filhos e os laços de família. Quem é mãe, quem é avó, leia todo dia. Hum. aguentar o tranco. Então ali ele vai dizer que compete aos pais desenvolverem inicialmente uma atitude de observação

tidão dos filhos e os laços de família. Quem é mãe, quem é avó, leia todo dia. Hum. aguentar o tranco. Então ali ele vai dizer que compete aos pais desenvolverem inicialmente uma atitude de observação quanto aos instintos apresentados pelas crianças. No Nordeste a gente diz que principalmente avô, avó tem um processo de abestalhamento. A tradução para quem não tem nenhum parente, né, nordestino, é que a pessoa fica meio lesa, lesa, coisa linda, tão lindinha. É uma peste. É uma peste, né? Ai, menina danada de sabida, cuidado. Tá apresentando determinadas características que tem que ser trabalhadas. Então o Espírito Santo Agostinho vai nos dizer que compete aos pais observarem desde cedo essas tendências, porque o espírito, já dissemos, renasce, ingressa na vida corporal para se melhorar, mas ele traz uma bagagem na forma de tendências, aptidões, inclinações, disposições, temperamento e aspectos do caráter. Por isso, mamãezinha tem dois filhos univitelino, lindinha, criados do mesmo jeito, bonitinha. Um vai para um canto, outro vai pro outro. Um vai para um caminho do bem, o outro vai para o não bem. E aí, como é que fica? É porque cada um de nós reencarna com bagagem. Ninguém chega com mala vazia, chega com a mala embutida, guardadinha, escondida e vai a partir do tempo da experiência. E daí a grande beleza da questão 385 do livro dos espíritos, quando Kardec indaga a transformação que o espírito vai apresentando, né, depois da infância, ele já vai falar sobre a crise da adolescência. Quem quiser saber como é que se evolui, educa adolescente. Sobrinho, né, filho, aluno, né? Então você vai descobrir o que é evoluir, meu pai do céu, né? E principalmente quando você ouve do adolescente, do seu adolescente ali na relação. Isso é do seu tempo. Eu me sinto, né, pertencente à época, eu acho que é senozóica, né, superior, é paleozóica ou cenozóica, não me lembro. Faz tanto tempo que eu não me lembro. Então, quando quer exatamente admestar, contestar, criticar, olha pra gente, diz assim: "Isso é do seu tempo".

superior, é paleozóica ou cenozóica, não me lembro. Faz tanto tempo que eu não me lembro. Então, quando quer exatamente admestar, contestar, criticar, olha pra gente, diz assim: "Isso é do seu tempo". Oh, Ivone, é triste ouvir isso, né? Que eu digo assim, mas meu tempo era tão bom. Eu digo, eu respondo exatamente assim: "Ó, meu meu tempo é, eu me lembro de Chico Xavier quando um sobrinho dele dis assim para ele, isso é do seu tempo, tio?" Ele disse: "Pois é, eu sou do tempo da vergonha, eu sou do tempo da honra, eu sou do tempo do respeito, não é?" Então, nós entendemos que a 385 do livro dos espíritos é magistral, porque o espírito retoma o seu patrimônio. Aquilo que foi possível fazer, em especial na infância, é fundamental na construção de uma personalidade saudável. Então, a educação moral desde a infância Leão Deni, ela é fundamental para que nós possamos o quê? Ter um homem novo no futuro, o homem novo mais na frente, que na verdade não é um homem novo por ser o homem novo, é a criança nova, o adolescente novo, o jovem novo e o adulto novo. Então é uma construção, meus queridos amigos e estimados irmãos. Então, quando a conferência ela fala em um novo mundo, em um rumo novo, é preciso retomá-lo em Deni e saber que nada será novo se não começar pela mudança nossa. Nós deveremos começar pelas grandes mudanças e será exatamente esse homem novo que poderá construir uma nova sociedade, um novo mundo, um novo grupo social. Então acho que a reforma não virá de fora para dentro. Volta a Leandondi. Não é revolução das armas, mas é revolução das almas. Reforção das armas é o processo externo que vem muitas vezes violento e doloroso, impondo comportamentos, impondo padrões de conduta. Mas a revolução da alma é a criatura que se encontra, que entende qual é a sua essência, que ouve a voz da consciência e que sabe que está aqui não para turistar, não está para brincar, não está apenas para satisfação das suas necessidades básicas ou dos seus interesses imediatos, mas o nosso

ouve a voz da consciência e que sabe que está aqui não para turistar, não está para brincar, não está apenas para satisfação das suas necessidades básicas ou dos seus interesses imediatos, mas o nosso objetivo é evolução, o nosso objetivo é progresso completo. Então, é a partir desta concepção que nós estaremos construindo o novo homem e a nova sociedade. Mas alguém pode dizer assim: "Mas ainda assim é complicado saber e o que é que este homem novo ele tem que ter." Há uma página que está em o Evangelho Segundo o Espiritismo, né, no seu capítulo 17, que toda vida que eu leio, eu gosto muito, mas que quando acabo de ler a página eu entro em crise. Eu vou dizer para vocês qual é a página. O homem de bem. Ainda bem que é para os homens. Brincadeira, gente. É só para provocar vocês, tá? É só para provocar. Quando eu disse isso, meu amigo aqui nordestino, ó, tá os olos para mim, mas vamos lá. Então, é que tu já um homem de bem, o homem de bem. Essa página ela é brilhante porque ela vai trazer para nós as características deste homem novo, vai nos dizer quem é este homem novo, tanto em relação a si mesmo como em relação ao próximo, como em relação a Deus. em torno de 20 e poucos itens. Vamos destacar alguns para chegar aquele ilustre parágrafo que me deixa a ser angustiada. Eu quero socializar porque aqui é um segredo, só nós sabemos e o povo todo que tá ouvindo, né? Mas vamos lá. Então, o homem de bem, né, Kardec botou para moer, como a gente diz no Nordeste, né? Então ele vai começando dizendo o quê? O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e caridade na sua maior pureza. Quando ele coloca isso, a gente entra em pânico. Eu não sei o caso de vocês, né? Eu disse assim: "Mas não dá para ser média pureza, pouca pureza, né? Pequena pureza." Não. Ele coloca na sua maior pureza. Por isso que eu entro em crise quando eu leio o último parágrafo. Vamos lá. Se ele interroga, começa o processo de autoconhecimento, que é a chave do progresso individual. Vamos lá. Se ele interroga a consciência

eu entro em crise quando eu leio o último parágrafo. Vamos lá. Se ele interroga, começa o processo de autoconhecimento, que é a chave do progresso individual. Vamos lá. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, toma. Se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia. Isso é que é terrível. Vamos lá. Se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele, enfim. se fez a outra em tudo que desejaria ou desejara lhe fizesse a regra áurea. E quem nos fala Emanuel, a regra fazer aos outros o que desejamos que os outros nos façam. E aí começa uma sequência de atitudes que são características do homem novo, do homem de bem. Deposita fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça, na sua sabedoria. Sabe que sem a permissão divina nada acontece. Essa aí tá ótima. Eu gosto dessa. Tem fé no futuro, razão porque coloca os bens espirituais acima dos bens temporais. Pra gente que é pobre, classe média, tudo bem, né? Então a gente vai caminhando bem. Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar. Começou o problema. começou o problema, porque o sem murmurar é o sem reclamar, né? Então a gente vai dizer: "Ah, meu Deus". O pior é que a gente encontra a espiritada nessa atitude mesmo. Eu incluo também, tá? De repente eu encontro alguém que diz assim: "Eu não sei porque eu apareci com essa doença. Eu não sei porque eu estou passando por isso". Aí dá vontade da gente perguntar: "Hum, olhou o currículo? Porque nós temos aqui, chama-se, é folha corrida da polícia, né? Vai lá, vai fazer a consulta, né? Vai consultar também o Detran, tá lá, né? Débito, não sei né? Encontro lá de vez em quando as multas horrorosas. Tudo bem. Ai, mas existe também, existe o currículum espirituales reencarnatórium que vocês não vão encontrar em nenhum livro porque ainda vou escrever sobre isso, tá? Mas todos nós temos essa situação. Então a gente murmura porque a

existe o currículum espirituales reencarnatórium que vocês não vão encontrar em nenhum livro porque ainda vou escrever sobre isso, tá? Mas todos nós temos essa situação. Então a gente murmura porque a gente não consegue compreender por meu Deus, por que esse filho Hum vai ver a história. Levanta a ponta do véu. Perdi um emprego. Por que essa prova? Hum hum. Teve uma derrocada financeira. Hum. Né? Uma problemática familiar grave. Hum. Então a resposta é sempre essa: levanta a ponta do véu, consulta. O problema é saber onde consulta esse currículum espirituales reencarnatório. Eu ainda não pensei sobre isso. Como é que eu vou escrever? Tá, mas eu vou, tá? Aí lá vem, continua. Possuído do sentimento da caridade do amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar o quê? Com retribuição, paga alguma. Retribui o mal com o bem. toma defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre seus interesses à justiça. Complicou. Complicou por quê? Porque nós não somos assim de modo geral. Muitas vezes nós somos assim para os nossos. Aos amigos tudo, aos inimigos a lei. E aí complica porque nós temos que ampliar nossa noção de família. família não é a consanguinidade, não é aquele que está próximo a nós, nada disso. Então, quando você pensa que você é irmão de eh Gengiscan, Stalin, Hitler e assim vai. Todos os terroristas estão pintando miséria. Aí não são meus irmãos. Sã, aí você diz assim, é a banda podre da família. Não, não é. É, não é? Todos estarão também destinados a quê? À perfeição, né? As eternidades serão mais longas. Está lá para nós na qualificação. Muito bem. Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta. Minha nossa senhora adora o quê? Fazer de todosos os outros. As lágrimas que enxugam, as consolações que prodigalizam, enfim, esse é bom. Eu gosto dessa parte. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros às vezes, né? Antes de pensar no seu próprio interesse, aí lá vem a cacetada, o egoísta, que é o nosso caso. Ao contrário, calcula os proventos e as

arte. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros às vezes, né? Antes de pensar no seu próprio interesse, aí lá vem a cacetada, o egoísta, que é o nosso caso. Ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa. Complica. E aí vem a descrição desse homem de bem, esse homem bom, humano, benevolente para com todos. E agora vem a lapada. Lapada mesmo, sem distinção de raça, de crença. Por em todos os homens vê, irmãos, quando nós vivenciamos a tristeza de ver tanto preconceito, tanto preconceito, desencadeando processos violentos, né? Isso é complicado. Respeita nos outros as suas convicções sinceras e não lança anátema para os que não pensam como ele. Ô, coisa difícil. É só o que a gente tem vivido nos últimos tempos, não é verdade? Em todas as circunstâncias toma por guia o quê? A caridade, que é uma lei universal. OK? E aí tem, né, o quê? Como certo que aquele que prejudica outrem com palavras malévolas, que fere com suas, né, com seu desprezo, seu orgulho, não qu, né, vivenciando de fato o quê? O dever do amor ao próximo. Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança. É indulgente para com as fraquezas alheias. Muito bem. Nunca se compra em rebuscar os defeitos alheios. estuda as suas próprias imperfeições, seguindo a orientação de Santo Agostinho. Trabalha incessantemente para combatê-las. Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, as pensas de outrem. Não se envaidece da sua riqueza, olha aí, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo que tem lhe foi dado que poderá ser retirado. Vai terminando. Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos. Ah, meu Deus. Tem uma minoria aí se comprometendo espiritualmente de uma forma trágica, não é verdade? Porque só pensa no aspecto material. Se a ordem social, prestemos atenção, tá fechando, colocou sobre o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para esmagar com seu

fechando, colocou sobre o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para esmagar com seu orgulho. E o subordinado, por sua vez, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. Finalmente, vocês estão cansados, né? O homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis naturais, como quer que sejam respeitados de seus. Agora o parágrafo que me coloca em crise. É, vamos ver se vocês também ficam em crise. Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem. Mas aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho, se acha que a todas as demais conduz. Quando eu leio, eu fico: "Meu Senhor, tende piedade da minha imperfeição." Mas se quiserem ainda o tiro de misericórdia, a próxima página é Os Bons Espíritas. A gente lá no Nordeste, acredito que aqui também diz assim: "Nufrágio só presta o Titanic, né? Barco chei". Bem compreendido continua, mas sobretudo bem sentido. O espiritismo leva aos resultados aim expostos que caracterizam o verdadeiro espírita como cristão verdadeiro, pois que um é o mesmo que o outro. Olha aí. Então, meus queridos amigos e estimados irmãos, se temos alguma dúvida acerca desse homem de bem, esse homem novo que construirá a sociedade nova. Leitura obrigatória, capítulo 17, item: O homem de bem. Lembrando que somos todos nós, homens e mulheres, tá? Ele não vai dizer todes, não aqui, certo? Mas é para todos e para todas. Nós estamos necessit Ai, ganhei. Eu vou respeitar o horário, né? Ganhei o chocolate. Então, sigamos adiante. O novo ele só se fará através desse processo de renovação ao qual somos todos convidados. Portanto, que possamos usufruir de todos esses momentos da nossa conferência na certeza que temos que sair daqui melhores do que chegamos. Que Jesus nos abençoe.

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