#reprise T6:E5 • Transtornos Mentais • Perguntas e Respostas
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 06 – Transtornos Mentais Episódio 05 – Perguntas e Respostas Neste episódio especial, Cristiane Beira responde às dúvidas enviadas pelo público sobre os temas abordados nos quatro primeiros episódios da temporada, oferecendo esclarecimentos à luz da psicologia espírita de Joanna de Ângelis. Uma oportunidade de aprofundar a reflexão sobre timidez, fobias, transtorno do pânico e os fundamentos introdutórios da série. 📌 Recapitulação dos episódios anteriores: • Ep. 01 – Introdução • Ep. 02 – Timidez • Ep. 03 – Fobias • Ep. 04 – Transtorno do Pânico 🎙️ Apresentação: Cristiane Beira #PsicologiaEspírita #JoannadeAngelis #SaúdeMental #Autoconhecimento #CristianeBeira #DivaldoFranco #SériePsicológica #Espiritismo #TranstornosMentais #PerguntaseRespostas *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angel. Лиo que a gente pode fazer algumas trocas. Então eu eu fico procurando os chats, os comentários que vocês deixam. Olho um por um. Fico muito agradecida pelo tanto de demonstração, de carinho, de de valor do trabalho, de me contarem o que tem sido feito de benefício na vida de vocês. Nada realiza mais um ser humano do que isso, do que sentir que ele teve algum tipo de impate, de impacto, por mais simples que seja, na vida de outro. Então eu começo agradecendo porque meu coração fica cheio quando eu vejo essas essas mensagens, mas também tô sempre aberta para alguma crítica, sugestão, pergunta. E acho que nós crescemos no processo. Quando alguém faz alguma pergunta que a gente não tinha feito, a gente cresce ao fazer a tentativa de entender, de compreender. Então, eh estou também abertas, aberta para isso. E trouxe então algumas coisas, não deu para trazer todas, tinha bastante pergunta e o nosso tempo é pequeno. E essa vez eu deixei quatro programas para perguntas e respostas. Então, nós temos quatro episódios para falar hoje, então a gente já vai direto no assunto para não perder tanto tempo. Eh, o primeiro episódio nós falamos de um jeito geral sobre transtornos mentais e exploramos mais essa diferenciação do que é um sintoma, do que é um distúrbio, do que é uma disfunção, do que é um transtorno. Nós estamos especificando esse transtorno como aquele que atrapalha o nosso desenvolvimento humano, que nos impede de fazer alguma coisa, que nos obriga a fazer aquilo que a gente não quer. É quase que esse transtorno nos controlando, interferindo tanto em nossa vida que faz com que a gente mude o rumo. Eu iria por esse caminho, mas não consigo porque tenho transtorno do pânico, porque carrego outro tipo de transtorno. Então, é desse que nós estamos falando, desse conjunto que nós estamos falando. Mas a gente lembra o tempo todo que estamos ainda no mundo de provas e expiações, somos espíritos imperfeitos, então todo mundo
é desse que nós estamos falando, desse conjunto que nós estamos falando. Mas a gente lembra o tempo todo que estamos ainda no mundo de provas e expiações, somos espíritos imperfeitos, então todo mundo vai se encaixar em algum ou outro sintoma ou característica de qualquer transtorno que a gente veja. Todo mundo tem um pouquinho de de vez em quando alguma coisa com fobia, com depressão, com empolgação, com mania, seja lá o que for, mas nós vamos falar daqueles que realmente regulam, direcionam parte da nossa vida, a ponto da gente encaixar ele como parte da nossa vida mesmo. Eu vivo com base nisso, não é que de vez em quando vem e vai, atrapalha um pouco, mas a gente lida. Então, é isso que a gente falou um pouco a respeito dos transtornos no episódio um. Eh, então vamos lá. Primeira pergunta a gente trouxe do João e a Rita Barreto lá de Lauro de Freitas que tem acompanhado a gente nos nossos estudos, já são amigos nossos. Então, João e a Rita falam, né, quando nos apresenta uma dificuldade, ficamos tensos, preocupados, mas precisamos entender que a vida são provas. Necessitamos evoluir tendo a certeza de que Deus está no leme da, então vamos confiar. Então, achei bonito isso porque combina um pouco o que a gente tá falando. Vamos diferenciar porque hoje parece que a gente não pode ter nada de sintoma, que a gente já acha que é um grande problema, que precisa de médico. Nem sempre, nem sempre. Vamos lembrar que nós estamos aqui para ter sintoma, para ter dificuldade, para enfrentar obstáculo, para cair. A gente veio aqui para usar esses esses acontecimentos da vida e crescer com eles. Então, se eu ando meio introspectiva, ai, meio triste, meio desanimada da vida, eu não tenho um problema que eu preciso que alguém resolva, então vou procurar o médico. Não. Significa que a vida está me convidando para rever alguma situação. O que que eu posso fazer a respeito? Como eu lido com isso? Como é que eu lido com essa melancolia? Quando eu enfrento isso tentando entender, tentando integrar, tentando
o para rever alguma situação. O que que eu posso fazer a respeito? Como eu lido com isso? Como é que eu lido com essa melancolia? Quando eu enfrento isso tentando entender, tentando integrar, tentando organizar, eu saio maior do que eu era antes. Eu entendi mais da vida, eu conheci melhor a mim mesmo. Eu descobri recursos para lidar com as coisas que me atrapalham. Então, essas coisas que fazem parte do dia do dia a dia, elas nos oferecem crescimento. Então, não é para cada qualquer coisinha que aparecer, a gente tem que sair correndo atrás e é um ai como é que eu ando triste? Faz parte. Tudo bem, leva um tombo, se decepciona, briga com o mundo, depois levanta, chacalha a poeira e dá volta por cima. Lembrando que Deus está no comando de tudo, nos apoiando, nos protegendo, nos orientando, nos ajudando. Vamos lá. Caroline Spadini nos diz: "Se não somos nossos pensamentos, então como eu sei que eu estou de acordo com o espírito?" Então, interessante, Caroline. Eu eu provavelmente falei uma frase que eu aprendi com aquele autor e cartolle no livro O poder do Agora, porque eu lembro que tem essa frase lá. E ele nos ensina que muitas vezes aqui no ocidente nós nos encantamos muito com os nossos pensamentos, como se eles fossem verdades. Então, porque surgiu um pensamento na minha mente, eu saio atrás dele obedecendo e ele ensina que o pensamento é só um instrumento. Do mesmo jeito que eu pego uma caneta quando eu preciso escrever, eu uso o meu pensamento quando eu preciso pensar. E aí ele nos provoca, será que eu preciso pensar 24 horas do do dia? Não. Tem momentos em que eu não tenho nada para pensar. Eu não tenho nenhum problema para resolver. Eu não tenho nenhuma decisão para tomar. Ah, mas isso pode ser 5 minutos do meu dia. OK. Nesses 5 minutos, a gente deveria ser convidado a não pensar, a simplesmente deixar o pensamento decantar e observar a gente, observar o o mundo, contemplar a natureza, descansar. 5 minutos, eu não tenho nada para pensar, só que não, a gente não
do a não pensar, a simplesmente deixar o pensamento decantar e observar a gente, observar o o mundo, contemplar a natureza, descansar. 5 minutos, eu não tenho nada para pensar, só que não, a gente não para. O pensamento lembra do que do que aconteceu. O pensamento lembra de uma coisa que vai acontecer daqui dois meses e a gente já fica prevendo, a gente fica sofrendo, remoendo. Essa é a crítica dele, Caroline. Então ele diz assim: "Presta mais atenção nessa casa mental, desocupa um pouco ela quando ela não precisar ser acionada, deixe um pouco os pensamentos se acalmarem, esvazia, porque a meditação inclusive fala que isso é saúde e que muitas vezes a gente conseguiria eliminar o estresse da nossa vida com esses minutos do dia em que a gente simplesmente parasse de pensar e e relaxasse. assim e deixasse o pensamento solto, sem se preocupar em ficar analisando, caraminholando, remoendo. Então, é mais ou menos disso que a gente está falando. Mas você pergunta: "Então, como eu sei que estou de acordo com o espírito se eu não sou o meu pensamento?" Não é que eu não sou o meu pensamento, eu sou o meu pensamento. Tudo que brota na minha mente é meu, veio de lugares meus. Mas eu preciso aprender a criticar, porque tem pensamentos que são frutos do ego. Por exemplo, tá preocupado, ai meu Deus, será que a roupa que eu pus para essa entrevista? Ai, e às vezes eu dou tanto peso pensando na roupa. Agora pensa você, espírito, será que você colocaria tanto peso de preocupação e de pensamento na roupa? Será que o espírito indo para uma entrevista de emprego não estaria mais preocupado em em analisar os seus valores, em mostrar a sua essência do que impressionar pela sua aparência? Então é essa a diferenciação. A proposta é a gente criticar o que a gente pensa e não seguir ela. O pensamento surge e a gente corre atrás dele. E o ecartol fala que pros orientais, os orientais descrevem assim: os ocidentais, o pensamento dos ocidentais, a mente dos ocidentais é como um macaco pulando de galho em
e e a gente corre atrás dele. E o ecartol fala que pros orientais, os orientais descrevem assim: os ocidentais, o pensamento dos ocidentais, a mente dos ocidentais é como um macaco pulando de galho em galho. Eu penso uma coisa, daqui a pouco essa coisa puxa uma segunda que puxa uma terceira. Em 2 minutos eu pensei em 20 coisas e eles brincam porque eles falam: "Não é possível isso. Eles até debocham desse nosso comportamento." Então eles conseguem concentrar um pouco mais de escolha a partir do que eu penso e do que eu não penso. Então os orientais têm muito isso de em que que você está pensando? Em nada. Pra gente falar pensar em nada é impossível. Como que você fica? Pois é, porque eles dominam a mente. A gente é dominado pela mente, pelo pensamento, por esse ego que tá sempre preocupado, sempre agitado. Então, acalma, ego. Não tô precisando de organizar nada. Não estou precisando que você faça planejamento. Nesse momento, nesses 5 minutos, tá tudo bem? Então, descansa um pouquinho, deixa eu ficar lá em contato com o meu espírito. Então, eu sou tudo, Carolina. Eu sou pensamento, eu sou espírito, eu sou ego, eu sou persona, eu sou sombra. A ideia é a gente não se perder e se deixar arrastar, mas é a gente prestar atenção pra gente escolher o que pensar, até quanto pensar, como pensar. Então, era essa a provocação. Eu trouxe também a Elô, Eloía Buenos aqui de de Amparo, também tá sempre com a gente, nossa querida amiga, e ela diz: "A responsabilidade é sempre do espírito, mas temos como melhorar esses transtornos agora?" Porque a gente trouxe, Joana atrás, o óbvio, que tudo é fruto, é fonte, é origem do próprio espírito. Nada que eu vivo na minha vida hoje, que eu penso, que eu gosto, nada, eh vem de algum lugar que não seja do si mesmo. Eu sou aquele que origina a própria vida. Ah, por que que eu tô passando por isso? A resposta está em mim. Não é alguém que me pôs para passar. Eu é que pelas minhas escolhas das vidas passadas vim caminhando lei de causa e efeito,
pria vida. Ah, por que que eu tô passando por isso? A resposta está em mim. Não é alguém que me pôs para passar. Eu é que pelas minhas escolhas das vidas passadas vim caminhando lei de causa e efeito, ação e reação, que me trouxe pro lugar onde eu estou. Então hoje o corpo que eu tenho, o pensamento como eu costumo usar, como eu lido com as emoções, o ambiente onde eu estou, tudo isso em relação com as minhas vidas passadas. Não existe loteria e Deus fica jogando eh dado para ver para onde ele vai mandar um e para onde ele vai mandar outro. Ele deixou a gente seguir o caminho pelo lei pela lei do livre arbítrio e cada um vai pro caminho que quiser. E ele mostrou pra gente como funcionam as leis. As leis são essas. Façam o que vocês quiserem. fiquem a favor da lei, não fiquem e colha os frutos do seu caminho, das suas escolhas. Então, a responsabilidade é sempre do espírito. Ai, mas hoje eu enfrento um transtorno. Pois é, pelo espiritismo, para quem acredita no espiritismo, na reencarnação, nós vamos dizer: "Esse transtorno que você carrega tem relação com você mesmo no passado." Se não é um passado recente, como diz o capítulo 5 do Evangelho Segundo o Espiritismo, se as minhas aflições não são dessa vida, provavelmente elas estão localizadas em vidas anteriores. Então, todo transtorno está nascendo em mim. E se ele não tem a ver com a vida presente, é um é algo que eu trago de vidas anteriores. Mas aí a Iu pergunta: "Mas temos como melhorar esses transtornos agora?" Sim. E é isso que a gente veio fazer na Terra. A gente veio numa nova versão, provavelmente mais equipados, porque tivemos chances de ter uma educação. Hoje a gente tem mais informação na terra. Hoje nós temos mais recursos tecnológicos, científicos. Então, uma pessoa que passa pelo transtorno que a gente passa hoje e uma pessoa que tenha passado por esse transtorno em 1500, as a forma dela dela ultrapassar, dela vencer, dela entender e dela integrar hoje é muito maior do que ter que lidar com isso lá atrás, né? Imagina, por
que tenha passado por esse transtorno em 1500, as a forma dela dela ultrapassar, dela vencer, dela entender e dela integrar hoje é muito maior do que ter que lidar com isso lá atrás, né? Imagina, por exemplo, o espectro autista, uma pessoa que traz o autismo. Se tivesse nascido lá em 1500, em 1600, ninguém entendia o que que seria. E que que a gente falava? Qualquer pessoa que a pessoa que as que a humanidade, a sociedade não entendesse muito bem como funcionava é maluco. É maluco, é louco, é alucinado, é lunático e excluía. Então, cada vez que a gente volta paraa Terra, a gente tem um pouco mais de condição de lidar com aquele com aquele lado nosso que está desequilibrado. Então, pensando que transtorno é fruto de um desequilíbrio, a gente mergulha na carne para se reequilibrar. Ao atingir o reequilíbrio, o transtorno deixa de existir. Então, a nossa responsabilidade na Terra é estudar, aprender, entender, se conhecer, buscar tudo que tiver de recurso, se conectar com Deus, utilizar os recursos da casa espírita, tudo que a gente puder fazer para tentar entender, para tentar descobrir em si como lidar na medida das nossas possibilidades. a gente oferece possibilidade para quem está com a gente também aprender a lidar com uma pessoa que carrega o transtorno e ela vai ter que desenvolver a paciência, a compaixão, a empatia, o perdão, né? Vai praticar o amor. Então são experiências que nos fazem crescer espiritualmente se a gente sabe como lidar. Então é nossa responsabilidade e a gente tem sim muita coisa para fazer ao respeito. A respeito. Bom, vamos agora pro episódio dois. E a gente falou sobre a timidez e e eu fiz essa distinção entre a timidez que me impede de viver muitas coisas, ou seja, ela atrapalha o meu desenvolvimento, ela controla minhas escolhas porque eu não, eu quero escolher, mas não consigo por conta da timidez. Esse é um, não é caracterizado como transtorno, é sintoma paraa psiquiatria, mas Joana fala muito sobre a timidez em muitos livros, por isso que eu quis dedicar um episódio
nsigo por conta da timidez. Esse é um, não é caracterizado como transtorno, é sintoma paraa psiquiatria, mas Joana fala muito sobre a timidez em muitos livros, por isso que eu quis dedicar um episódio para a timidez. Então, a gente vai falar dessa timidez que nos trava, que nos atrapalha, porque existe a timidez como simples eh traço de personalidade. Eu sou mais introspectiva, não sou uma pessoa que sai e que e que eh é expressiva e comunicativa. Não sou essa pessoa. E tudo bem não ser, não precisa ser só de um jeito. Então, eu ser introspectiva, eu gostar de ficar mais quieta, eu eu ter mais gosto e prazer em atividades de concentração, eh, solitárias, eu gosto de ler, eu gosto de ficar escrevendo, não quer dizer que seja um problema, porque não está me atrapalhando. Eu sou assim. Então nós diferenciamos a timidez dessa que nos atrapalha do traço de personalidade que a gente fala do introspectivo. A Rita da Silva Lima, que também está sempre com a gente, diz assim: "A timidez é baixa autoestima?" Olha, Rita, eu acho que elas estão muito juntinhas e talvez uma tenha muita relação com a outra no sentido de uma ser fruto até da outra, né? Pode ser. Não acho que é, não pode ser sinônimo, mas acho que tem pontos em comum, né? Então, a timidez ela ela quando a gente fala de baixa autoestima, a gente tá falando o quê? A gente tá falando: "Eu não me sinto valorizado, não tenho, não acho valor em mim, não me sinto tão competente, não acho que eu devo ocupar um lugar aí fora como todo mundo, porque eu sou menos". Então, a baixa autoestima é a pessoa que se vê menos do que de fato ela é. Do que de fato ela é. E aí a gente entra numas coisas que é, talvez eu queria ser tanto mais do que eu sou que quando eu verifico que eu não sou, eu acho que eu sou menos até do que eu sou. Olha como nossa mente é maluca. Eu posso ser quem eu sou e sei lá, eu sendo quem eu sou, eu tenho muitas virtudes adquiridas e um monte de vício ainda que eu carrego. Mas eu queria ser mais, eu queria ter só
mo nossa mente é maluca. Eu posso ser quem eu sou e sei lá, eu sendo quem eu sou, eu tenho muitas virtudes adquiridas e um monte de vício ainda que eu carrego. Mas eu queria ser mais, eu queria ter só virtudes. Quando eu queria ser isso, eu tenho um ideal de mim mesmo que é fantasioso, que é imaginário, que não tem como eu atingir no grau de evolução espiritual que eu estou. Eu queria ser assim, eu queria ser Jesus Cristo, eu queria ser uma santa, eu não sou. E quando eu olho para mim, eu vejo que eu não sou, talvez eu me eu me veja tão menor do que eu sou, justamente porque a minha referência era muito alta. E aí eu falo: "Eu não valho nada. Eu eu sou péssima, eu sou um traste. Eu nunca, nunca vou conseguir. E aí as pessoas que convivem comigo falam: "Nossa, puxa vida, mas eu vejo tanta coisa legal em você e eu não sou capaz de ver porque eu não queria me contentar com o que eu sou, eu queria ser aquele." Então, complexo de superioridade tem muito a ver com complexo de inferioridade. E a autoestima tá aqui. Quando a gente fala de timidez, a timidez pode entrar nesse complexo de inferioridade, nessa baixa autoestima, no sentido de se eu me acho menor, se eu tenho vergonha de ser quem eu sou, se eu não acho que eu tenha valores suficientes para compartilhar, para conviver, muito provavelmente eu vou me retrair da sociedade. Não quero que ninguém me veja que senão vão descobrir que eu sou uma farsa. Não quero que as pessoas se aproximem porque senão elas vão confirmar que eu não tenho grandes valores. Então o que que eu faço? Eu fico quieta, eu me isolo, eu não falo, eu não participo, eu me escondo, eu evito contato, não parece uma tímida. Então, não são sinônimos, mas acho que elas conversam porque elas passam eh por mesmos por comportamentos muito semelhantes. Então, acho que foi interessante fazer esse essa provocação a respeito da baixa autoestima. E quando a pessoa é tímida, provavelmente ela tem uma baixa autoestima. Essa timidez de não mereço fazer parte, quero me esconder é um auto desvalor, é
essa provocação a respeito da baixa autoestima. E quando a pessoa é tímida, provavelmente ela tem uma baixa autoestima. Essa timidez de não mereço fazer parte, quero me esconder é um auto desvalor, é uma referência de si mesmo equivocada, né? Não é não é real. Eu não me Todo mundo merece fazer parte da sociedade. Tem ninguém na terra que não tenha valor, que não seja importante, que não seja especial, que não seja único, independente do quanto traga de sombra ou quanto já tenha de luz, independente. Mas se a pessoa acha que ela não é boa ou suficiente, provavelmente ela tem uma autoimagem de com baixa autoestima. Vamos lá pra Maria José Nunis de Oliveira. Ela pergunta assim: "O que fazer quando a timidez excessiva impede o crescimento pessoal, profissional e interfere justamente nos até inclusive nos relacionamentos?" Então, Maria José, mais ou menos isso que a gente tentou trazer durante o episódio, que a gente precisa ir, primeiro de tudo, constatar. Você parece que já constatou, não sei se você tá falando de você ou se é uma pergunta genérica, mas você já constatou. Sou, vamos supor que seja você ou alguém que você conhece. Sou tímida. Você já constatou o que que a timidez tem feito na sua vida? Tem me impedido eh de crescer profissionalmente, pessoalmente, tem atrapalhado meus relacionamentos? Então, você já tomou consciência? Joana deângeles fala que a maior parte da transformação, ou seja, de 100%, mais do que 50 é a tomada de consciência. Então você já deu um salto para chegar lá na integração e na realização e na e na libertação, né, da disso que te atrapalha. Tomada de consciência já é uma grande coisa, porque a gente fica muito tempo negando, não, disfarçando, fugindo. Então, quando você fala, sou tímida, isso tem atrapalhado minha vida você já tomou consciência, já deu um pulo nesse caminho em direção ao desenvolvimento, à integração. E aí, qual que é o próximo passo depois que você constatou, que você verificou, que você se deu conta, agora é começar a
ncia, já deu um pulo nesse caminho em direção ao desenvolvimento, à integração. E aí, qual que é o próximo passo depois que você constatou, que você verificou, que você se deu conta, agora é começar a pegar os as forças, né, os recursos pro enfrentamento. Então, eu vou tentando me provar um pouquinho mais. Não precisa sair por aí fazendo palestras para quem é tímido, não. Mas olha, eu não, ah, eu não consigo sair de casa sozinha. Eu vou tentar ir na padaria da esquina. Eu começo do pequeninho, sabe? do pouquinho pro mais, eu começo a enfrentar pequenas situações que eu acho que eu dou conta e essas situações vão me fortalecendo e me fortalecendo e me fortalecendo para eu ir ir tentando maiores. E aí eu vou enfrentando, enfrentando, enfrentando, percebendo que eu sou mais do que eu achava que eu era, criando mais resistência, mais músculo, né, em termos de emoção, de psique. E aí eu vou superando e vou me distanciando da timidez. Então, tomada de consciência, autoanálise e depois enfrentamento, um passo de cada vez, uma experiência menor para depois uma maior. Mas eu preciso da disciplina, da força de vontade para tentar sair do lugar que eu tenho vivido, que tá confortável, mas ele não me deixa crescer. E a Elô também aqui, Eloía Buenos, volta e diz assim: "Timidez paralisa, é fuga e nos escondemos atrás dela para não sairmos da zona de conforto." Na verdade, é uma pergunta. A Elô tá perguntando, né? Se a timidez que paralisa, que é fuga, muitas vezes a gente se utiliza dela para não sair da zona de conforto, né? Então, Elô, é o que eu acabei de falar, né? A gente já alinhou aí. É exatamente isso. Muitas vezes eu prefiro ter um rótulo e eu falei disso muitas vezes nos nos episódios e vou continuar falando. Hoje em dia a gente tem uma tendência normótica pensando no tal da normose como uma patologia da normalidade. Ai já que todo mundo faz então tudo bem fazer. Não é bem assim a história. E parece que existe uma conduta normótica com do tipo, se eu tiver um rótulo, ai
a normose como uma patologia da normalidade. Ai já que todo mundo faz então tudo bem fazer. Não é bem assim a história. E parece que existe uma conduta normótica com do tipo, se eu tiver um rótulo, ai graças a Deus, porque agora agora o quê? Se antes eu tinha uma questão que me atrapalhava, eu descubro que essa questão tem um nome e isso me dá um alívio como se o trabalho tivesse sido feito, não tá? Porque eu continuo carregando o mesmo transtorno. Se eu tinha alguma coisa que me atormentava e hoje eu sei que isso se chama pânico, não é porque eu descobri que chama pânico que eu me livrei do problema e agora o médico que se vire com os remédios que ele vai me dar, porque é função dele me tirar de onde eu estou, não? Então, a gente tem visto muito isso, a gente se se apoiando em rótulos como quem acha que porque agora tem rótulo eu não, meu serviço tá feito, agora não é comigo e é continua sendo comigo. O fato de eu descobrir o que eu tenho só vai me ajudar a saber como lidar com o que eu tenho, mas volta para mim a responsabilidade de ter que descobrir caminhos para me fazer desenvolver apesar do transtorno, né? Então, se a timidez paralisa e a fuga, será que a gente tá se escondendo atrás dela para não sair da zona de conforto? Se eu continuar insistindo nela e falando: "Ai, é que eu sou tímida." Ai, não é porque eu sou tímida. Ai, você tá me chamando para ir num num curso, não sei aonde que vai ter muita gente. Ai, não, eu sou muito tímida. Sim, eu estou bem sentada, bem gostosa nas minhas nas minhas almofadas da zona de conforto e estou dizendo não para eh convites de evolução. Olha que triste. Como se alguém falasse assim: "Cris, vou te mostrar como faz para subir um degrauzinho mais em direção a Jesus. Que é?" Ah, não, eu sou tímida. Como assim? Não, eu quero, eu preciso. Pode ser no meu momento, pode ser no meu tamanho, pode ser nas minhas condições. O que não pode ficar parado, paralisado, como disse a El. Isso que é ruim. Então, é a gente se esforçar minimamente para fazer
r no meu momento, pode ser no meu tamanho, pode ser nas minhas condições. O que não pode ficar parado, paralisado, como disse a El. Isso que é ruim. Então, é a gente se esforçar minimamente para fazer alguma coisa. Aí um passinho, tudo bem, na segunda vez vai ser outro passinho e depois já dei três passinhos, então já dei um passo grande. Então o enfrentamento é a forma da gente ir ajudando a gente mesmo a sair dos nossos transtornos. Vamos lá no episódio três em que a gente conversou sobre fobia. Tem bastante coisa aqui. Bom, eh, primeiro eu trou as fobias. A gente falou de fobia, a gente trouxe aí um pouco da mitologia e e a gente conversou que a fobia ela tem relação com algum trauma que a gente associou simbolicamente com alguma questão que a gente vai falar que é a fobia e aí a gente mistura. Ou seja, hoje no presente eu não consigo viver algumas situações por conta da fobia, sendo que hoje no presente não tá acontecendo nada, mas eu vivo o presente como se ele fosse o passado. Então, se eu devo ter dado algum exemplo, se passado, um dia eu andando numa estrada e eu estava sozinho, eu escutei um barulho e quando eu vi caiu uma cobra da árvore, pode ser que eu tenha problemas de andar sozinha por um lugar que não tem muita gente. Se eu tiver no meio do mato, porque eu vou associar. Então, ah, eu tenho fobia de lugares aonde? Porque provavelmente eu tive uma experiência que gerou um registro de alerta e que eu fico carregando esse registro, revivendo mesmo que a situação atual não tenha mais a ver. E muitas vezes a gente pode fazer associações que não são tão literais, são associações simbólicas. Então, sei lá, o medo de altura, será que eu tenho medo de crescer em termos profissionais? Porque eu carrego os meus conflitos e eu acho que eu nunca vou, se eu tiver lá em cima, eu caio. Ou será que na minha vida passada, quando eu ascendi na sociedade e ocupei um cargo de poder, eu me atrapalhei inteira, gerei muito sofrimento, então agora eu tenho medo de altura no sentido de eh de poder, de
ue na minha vida passada, quando eu ascendi na sociedade e ocupei um cargo de poder, eu me atrapalhei inteira, gerei muito sofrimento, então agora eu tenho medo de altura no sentido de eh de poder, de hierarquia, e eu transfiro isso como símbolo por ter medo de altura literal. Então a gente vai, a gente trabalhou isso e vale a pena rever quem tiver interesse. O episódio três em que a gente falou das fobias. A Sandra Regina traz a pergunta: "Tenho acrofobia, que é o medo de lugares altos. Acabei de dar um exemplo, Sandra. E de qualquer bichinho que se encontra em verduras, legumes, eu entrava em pânico. Hoje já não entro mais. Então os bichinhos ela já superou, tá vendo? Ela foi se aproximando. A gente falou muito da fobia dessensibilizar, da gente dessensibilizando. O que que é dessensibilizando? É a gente tirando a certeza de que aquilo vai acontecer daquele jeito. Não sei se vai. Que que você acha que vai acontecer se você subir no lugar alto? Ai, porque eu vou cair, tá? Eu vou pôr um cinto de segurança, a gente vai subir num lugar que não é tão alto, eu vou ficar te segurando, vai ter um lugar para você se, de repente eu vou me dessensibilizando. Ah, então eu consigo subir. Se tiver toda essa segurança, eu consigo subir. Aí vai, fica ali um tempo, respira, olha para aquele lugar, toma consciência de que tá tudo bem, que você não vai despencar dali. É uma dessensibilização. Provavelmente a a Sandra foi fazendo essa dessensibilização dessensibilização com os tais bichinhos das verduras, mas ela diz que com relação a lugares altos ela ainda não conseguiu superar. E eu eu marquei aqui, é interessante a gente notar pelo exemplo que a Sandra tá trazendo o quanto que nós temos níveis diferentes dos nossos complexos, dos nossos conflitos. tem conflitos leves. Por exemplo, esse tal bichinho que ela fala, talvez fosse uma coisa mais simples, tivesse numa camada mais rasa, mais fácil de acessar em termos de de psique, né? Talvez seja uma coisa mais recente, talvez o medo que eu passei não
que ela fala, talvez fosse uma coisa mais simples, tivesse numa camada mais rasa, mais fácil de acessar em termos de de psique, né? Talvez seja uma coisa mais recente, talvez o medo que eu passei não tenha sido tão grande. Então é algo que eu consigo dissolver. Tá tudo certo, bichinho, vai em paz, vocês são da natureza, não vai acontecer nada. E eu me eu consegui me me distanciar, me consegui dissolver a minha questão com os bichinhos. Mas talvez a questão do da altura seja algo que nas camadas da psique estejam mais profundas. Ou seja, eu tô vivendo com isso há muito mais tempo. Já registrou e registrou por cima do registro e veio, né, reforçando. Talvez seja uma experiência mais profunda, que tem um corpo, né, mais denso, então vai ser mais difícil, vai levar mais tempo para eu poder dissolver. Mas é o mesmo caminho. Então, achei interessante porque ela traz pra gente que tem fobias e fobias, tem algumas coisas mais leves, tem outras que são mais densas, né? De qualquer forma, a gente vai vivendo e vai tomando a consciência de que aquilo que aconteceu já foi, que hoje tá tudo bem e a gente vai superando mais no nosso passo a passo, porque se a gente se forçar também, a gente pode eh fazer o registro ficar mais forte. Quando a gente se obriga, pode ser que a gente reviva o trauma e aumente ainda a sensação. Então, tudo leve um pouquinho de cada vez pra gente tendo tempo de assimilar, pra gente tendo tempo de eh entender, de compreender passo a passo. Marisa Frata, que também tá sempre com a gente e olha que bonito que ela escreveu, fala se não enche o coração. Graças a esses estudos, vou fazer minha primeira viagem internacional sozinha. tinha pânico de tudo na vida e desde o primeiro módulo, que é a primeira temporada, estou aqui e mergulhei na fé. Ela juntou essa busca da compreensão, da reflexão, esse caminho do instruí-vos, né, que os espíritos bons nos falam, espíritas, amai-vos, instruí-vos. Então, ela juntou essa tomada de consciência com a fé. Aí a combinação é infalível, né? Então,
exão, esse caminho do instruí-vos, né, que os espíritos bons nos falam, espíritas, amai-vos, instruí-vos. Então, ela juntou essa tomada de consciência com a fé. Aí a combinação é infalível, né? Então, obrigada, Marisa, que Deus abençoe sua viagem e que ela possa também ser um instrumento para você voltar amadurecida, crescida e depois você conta pra gente como foi. E eu escrevi assim, né? Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece. Nesse caso, Joana de Angeles, a obra psicológica da da do espiritismo, essa parte psicológica da doutrina espírita, foi para ela, esse mestre que ajudou ela. Que que eu quis dizer com isso? Que se eu não estiver pronta, nem Cristo consegue me ajudar. É o buscai e achareis do evangelho. É o batei que se abri vos dá, pedi que se vos darei. Se ela não tivesse pronta para fazer essa busca, esse pedido, ela poderia passar por um monte de estudo, de lugares e de não ia adiantar. Mas uma vez que ela buscou, Deus coloca para cada um de nós aquilo que vai nos tocar. Tem gente que se interessa por um tipo de abordagem, tem outra que que prefere o outro, não interessa, tem lugares para todo mundo. E aí a Marisa conseguiu aproveitar o convite juntando com a fé, fez o seu esforço, se dedicou e tá hoje começando a colher os frutos eh desse dessa escolha que fez. Parabéns. Temos aqui a Eloía Moreno, que ela faz um relato de família, então ela diz, vou dar uma resumida, que ela uma vez alugou uma van para uma festa e ela foi entre em 10 primas. Imagina que delícia de farra. De repente, todas queriam o assento mais próximo à porta, que passamos a chamar de rota de fuga. As 10 primas brigando na van porque todas queriam sentar na rota de fuga. Foi uma surpresa descobrirmos que tínhamos a mesma fobia de ficar presas sem condição de fugir. Após esse fato, passamos a observar mais. Olha que interessante, né? Agora, Eloía, veja que não existe coincidência. A gente sabe que tudo tem uma amarração, uma explicação e a lei divina controla tudo, explica tudo. Eu
samos a observar mais. Olha que interessante, né? Agora, Eloía, veja que não existe coincidência. A gente sabe que tudo tem uma amarração, uma explicação e a lei divina controla tudo, explica tudo. Eu fiquei pensando, não que seja, e a gente também não vai saber tão cedo, mas fiquei pensando se essas 10 primas não não adquiriram esse pânico em uma experiência passada juntas, alguma coisa que passou, sei lá, eh se se tiver uma experiência traumática e não conseguiram fugir, vai saber, né? Não quer dizer que seja, mas a gente cogitando, imaginando e criando essas possibilidades, a gente vai aprendendo como funciona a vida. A gente não sabe se foi isso ou se não foi, mas eh isso pode ter acontecido da gente eh resgatar juntas alguma coisa que a gente contraiu juntos, a gente passar por uma experiência e relembrar sem saber que tá relembrando numa próxima. Então, achei curioso, por isso que eu trouxe, porque eu achei que era interessante a gente fazer essa amarração. Alessandra Pires, ela diz também, ela traz um relato pessoal, ela disse que aos 7 anos ela estava se afogando na piscina. Eh, aos 7 anos estava me afogando na piscina, meu irmão mais velho me salvou de vez em quando. Sonho estar afogando em muitas águas. Nunca consegui aprender a nadar e tenho fobia de sufocamento, né? Alessandra, então veja, a gente pode tanto imaginar que isso foi muito traumático para essa criança, a ponto de ter sido criado um trauma naquele momento e esse trauma ser tão denso e ter esse corpo tão grande, internamente falando, será algo tão impactante que você ainda não consegue relaxar para falar dele. Então respeite e tudo bem. Você vai ter o seu tempo ao longo da vida para poder mexer nisso ou nas próximas vidas. se respe, mas fiquei pensando também, ou pode ser que não, pode ser que daqui um tempo isso já se esvazie, você já se fortaleça emocionalmente em outros pontos e já consiga olhar para isso com mais força e aí você consiga lidar com isso. Fiquei pensando se esse episódio da sua
um tempo isso já se esvazie, você já se fortaleça emocionalmente em outros pontos e já consiga olhar para isso com mais força e aí você consiga lidar com isso. Fiquei pensando se esse episódio da sua infância já não tinha relação com algum outro trauma que intensificou. De qualquer forma, o que te cabe fazer hoje é é falar a respeito, é tentar trazer um pouco mais paraa naturalidade e se abrir pro fato de que de vez em quando volta a visita, será que eu consigo? Não, não, não, ainda não. OK, vai chegar um momento que você vai, você vai falar: "Será que eu consigo entrar numa piscina rasa? Ah, eu acho que hoje eu quero. Pronto, alguma coisa em você já foi eh internalizada, você já tá mais forte e aí você vai conseguir avançar para poder tirar essa essa questão da sua frente, mas tudo no seu tempo. A Thaís Mantovani fala: "Tenho fobia de lugares fechados, não consigo andar de avião e acabo perdendo muitas oportunidades." É frustrante. Ela disse que ela até conseguiu fazer uma viagem de avião, mas ela sofreu tanto que ela hoje acaba evitando, né? É aquilo que a gente falou, Thaís, a dessensibilização. Você tentou fazer uma dessensibilização, tentou andar de avião, foi muito grande ainda. Tudo bem, se respeita e de repente voltar um pouco paraa frente, fazer uma tentativa um pouco menor de um lugar um pouco mais perto, mas é esse o caminho, sem se cobrar, sem se exigir e e entendendo que dá tempo de fazer tudo. Então, hoje você tá perdendo oportunidades, é frustrante, mas se você não faz uma coisa, você faz outras. Então não é porque eu não posso viajar que eu vou deixar de evoluir em algum, não. Eu posso não viajar nesse sentido, mas ter outras tantas experiências onde eu estou e não tem só o único caminho. Então não consegui fazer isso, mas eu fiz aquilo. Então tira um pouco até o peso da cobrança que você traz. Dá para evoluir sem andar de avião. Fique tranquila que você consegue fazer essas viagens para dentro, pro próximo e também vão te enriquecer muito. E vamos por fim pro episódio
obrança que você traz. Dá para evoluir sem andar de avião. Fique tranquila que você consegue fazer essas viagens para dentro, pro próximo e também vão te enriquecer muito. E vamos por fim pro episódio quatro, que foi o transtorno do pânico. Então a gente trouxe também um pouco da mitologia do deus pan, né, que é aquele que era tudo, né? Então é muito e a gente usa hoje panamericano, todas as Américas, o pan é isso que engloba tudo, todos. Então o pânico você imagina o tanto de medo que tem. É um medo de tudo, de todos. É um medo exagerado, que é uma prisão. Porque eu ter medo de uma coisa, eu não vou aqui, mas eu vou lá. Eu tenho medo disso aqui, eu evito aqui, mas eu vou para cá. Agora, se eu tenho medo de tudo, eu não saio do lugar. Então, o pânico é essa paralisia, é essa prisão que a gente que a gente entra. E a Silvia Ribeiro, ela traz pra gente: "É impressionante sermos parado pela vida ou pela doença. No primeiro momento surge a frustração até até perceber que não temos controle e conseguirmos eh entender que perdemos o tempo de estar vivendo o momento presente." Tem um lamento aqui da Silvia, né? Então, Silvia, eu eu empatizo com você porque é mesmo muito frustrante, até decepcionante quando a gente olha e fala: "Puxa, eu queria fazer uma coisa e não dou conta de fazer". Isso se aplica em muitas áreas. Queria tanto me candidatar para isso, mas não consigo. Queria tanto poder ajudar lá, mas não não tenho não tenho prontidão para isso. Então é frustrante. Mas eu acho assim que o primeiro ponto é a gente se acolher nesse sentido de não se cobrar, se condenar ou se culpar. Tá tudo certo. Cada pessoa no seu lugar, no seu ritmo. Nós não somos capazes de identificar uns aos outros enquanto idade espiritual. Mas às vezes a gente nem tem idade espiritual. para poder exigir da gente o que o outro já faz. Ele já é bem mais velho em espírito, já tem tantas outras experiências. O que a gente precisa prestar atenção e vigiar é o que a Elô já tinha falado, zona de conforto e
da gente o que o outro já faz. Ele já é bem mais velho em espírito, já tem tantas outras experiências. O que a gente precisa prestar atenção e vigiar é o que a Elô já tinha falado, zona de conforto e acomodação. Lá no fundo eu sei se o que eu estou evitando é porque eu tô com preguiça, tá tão gostosinho aqui, eu já conheço tudo isso. Tem que, ó, alerta, sende uma pama, mas se eu tento, eu quero, eu faço, eu me esforço, mas eu não consigo, se respeita. É a mesma coisa que a gente querer. Uma criança quiser que uma criança de 5 anos vá sozinha pro supermercado, faça compra. Afinal de contas, você tem que se virar, meu filho. Ele vai no momento da idade dele. Então, cuidado com o que a gente às vezes exige. Vamos diferenciar o que é preguiça, acomodação, zona de conforto, do que é ainda a imaturidade natural do seu estágio evolutivo. Então, presta atenção, porque às vezes a gente tá também exigindo demais da gente. A Caroline Espadini volta aqui e Célia Gomides também traz alguma coisa no sentido, né? Elas dizem que convivem com o pânico a a Carolina acho que 20 anos e a Célia há 45 anos e de alguma forma elas encontraram recursos para viver. É como se elas tivessem vivendo, apesar de. Então, sabe aquela frase, só não desista, só por hoje? Tenta mais um pouquinho. Só por hoje fica calmo e descobre um jeito de lidar com o dia de hoje. Talvez isso faça muito sentido pra questão do do pânico e aceitar a vida como ela é. Eu não tenho força suficiente para ser alguém que vai carregar ou não sei lá eu quantas caixas. Tá bom. Esse essa vida eu vim com um corpo menor, mais frágil. Tudo bem. Ah, eu não tenho uma inteligência daquelas que sabem muitas coisas ao mesmo tempo. Tudo bem, eu não preciso ter ter tudo. A gente cria às vezes expectativa e deixa de viver o que a gente, o que é nosso para viver. O que que eu tenho e que eu carrego nessa vida é essa a minha vida. E se eu trago alguma deficiência, disfunção, transtorno, tudo bem. Eu vou às vezes viver uma vida inteira com esse
nosso para viver. O que que eu tenho e que eu carrego nessa vida é essa a minha vida. E se eu trago alguma deficiência, disfunção, transtorno, tudo bem. Eu vou às vezes viver uma vida inteira com esse transtorno e tudo bem, a vida é curtinha e daqui a pouco passa. daqui a pouco eu vou ter uma outra vida livre. Não quer dizer que eu vou passar uma vida inteira, porque a gente não sabe do dia de amanhã. Mas eu quero dizer que às vezes a gente põe muito peso naquilo que nos falta, que a gente olha tanto para aquilo e a gente deixa passar toda uma vida de um monte de coisas que poderiam estar acontecendo. E eu não deixo acontecer porque eu tô focada nisso, porque eu tô presa no meu rótulo, porque o meu problema é a minha, é meu transtorno. Mas tem um monte de coisa que eu consigo fazer, apesar do transtorno. Então, apesar de um dia de cada vez, segue a vida. E paciência. Paciência. Às vezes a gente fala, por exemplo, de uma perda, uma mãe que perde um filho, uma criança. Não existe nada mais sofrido, eu arrisco dizer, na terra. E aí, ah, se você for nua e crua, acabou o meu tío da minha vida, não tenho mais por ficar na terra. Então você vai fazer o quê? Você vai tirar a própria vida? Você vai? Não, a gente vai viver uma outra vida. não era aquela que eu tinha planejado, mas não quer dizer que não exista vida para ser vivido. Existe. Vai depender da minha resiliência, resignação de eu abrir mão, fazer um luto por uma vida que eu tinha planejado, que era aquela que eu tinha sonhado, e viver a vida que a vida me preparou. Nunca mais, talvez, eu vou fazer alguma coisa ou outra. Tudo bem, eu me respeito porque essa dor é incalculável. Mas dizer que então eu não vou viver mais nada, aí é um pouco de infantilidade pela frustração da gente não ter podido viver a vida que a gente sonhou. E de novo, a gente vai viver muitas vidas. Você vai voltar com o seu filho e vai ser feliz com ele tanto que você puder, né? O o tempo ele é ele é curto aqui, é que a gente tem a sensação de que essa
E de novo, a gente vai viver muitas vidas. Você vai voltar com o seu filho e vai ser feliz com ele tanto que você puder, né? O o tempo ele é ele é curto aqui, é que a gente tem a sensação de que essa vida é a vida única. Então é a gente sabendo lidar e aceitar. Não, não posso mais fazer isso. A velice nos traz esse convite. Já não dou conta mais de dirigir tanto como eu dirigia. Já não dou conta da de correr para cá e para lá. Já não consigo me lembrar de tudo. Vive. OK. E aí eu vou fazer o quê? Me forçar a voltar para trás para querer ser adolescente de novo. Eu vou tentar melhorar minha aparência. Mas eu não muda quem eu sou em termos de idade. A pessoa pode olhar de fora e falar: "Ai, não imagino que você tenha a sua idade". Mas você tem. Você pode vender uma imagem e todo mundo achar que você tem 20 anos a menos, você não tem lá dentro, você não tem. Então, se é uma coisa de não, mas eu gosto de me cuidar, mas eu aceito a idade que eu tenho e eu vou viver essa idade, ok? Senão, cuidado, cuidado, porque é uma fuga da realidade. Aprenda a viver a vida que você tem nesse momento. Não é para sentar e chorar e nem se descuidar e nem se conformar. Não é uma, não é uma apologia ao conformismo, porque isso é péssimo paraa evolução, mas a resiliência, a resignação, isso assim, ã, Silvia Ribeiro fala na fase que a criança tem medo das sombras de um objeto, por exemplo, numa noite escura e ela é repreendida ao invés de ser acolhida, pode desencadear traumas, gente? É meio que óbvio, né? Obrigado, Silvia, porque você trouxe uma coisa que deveria ser óbvio e nem sempre é. Pensa, gente, se numa hora que eu levo um susto e eu tô tremendo de medo e um susto do nada do não tinha motivo nenhum, foi minha imaginação que viu, mas eu tô tremendo. Imagina se alguém chega e começa a me dar bronca. Ah, para com isso, que frescura. Seja lá o que for, não é impactante? Que que eu queria na hora, com a idade que eu tenho, se eu levasse um susto a ponto de ficar tremendo, tivesse alguém
dar bronca. Ah, para com isso, que frescura. Seja lá o que for, não é impactante? Que que eu queria na hora, com a idade que eu tenho, se eu levasse um susto a ponto de ficar tremendo, tivesse alguém que surgisse na minha frente, que que eu queria dele? Cris, Cris, calma, calma, vem cá, tá tudo bem, vai passar, não tem nada, eu tô com você. Acolher. Ai, graças a Deus. Ai, obrigada que você apareceu aqui. Nossa. Ufa. Ó, ainda bem. Agora imagina se depois do susto eu ainda levar uma bronca, um chamado, como a gente tá distante de entender minimamente o que é educar alguém, do que ajudar alguém crescer de criança para paraa idade adulta, né? Então, certamente isso pode criar um monte de confusão. Não mereço ser acolhida. Ninguém gosta de mim porque eu tô aqui num baita sofrimento passando medo. A pessoa nem para me dar um abraço ainda, vem me dar bronca. Eu devo ser um traste. Ixe, eu vou criar crenças, eu vou criar traumas. É realmente um desserviço que a gente faz paraa educação. Bom, e Ricardo Lins Jansen trouxe pra gente a última pergunta de hoje. Desculpem pelo textão, ele faz um textão mesmo, mas eu li tudo e agradeço porque ele ele descreveu, ele ele se entregou ali. Muito obrigada, Ricardo. Mas ele conta sobre um documentário sobre leões marinhos. Sabe aqueles insightes que a gente tem quando a gente tá vendo alguma coisa? Eu eu eu amo isso. Você vê um filme, às vezes cai uma ficha. Então ele viu um documentário sobre leões marinhos. Então vou descrever leões lá embaixo. Monte de leões marinhos, um por cima do outro. Devia estar um desconforto. Alguns leões se arriscaram, se esforçaram e foram para um patamar maior da pedra. E aí alguns leões ficaram lá em cima tranquilos, viu? Meu esforço, né? A gente imaginando, viu? Eu me esforcei, eu vim aqui em cima e aqui eu tô bem tranquilo. Só que de repente surgi urso polar que quer se alimentar deles nesse lugar lá em cima e aí vai atrás desses e esses de pânico, de medo do que que aconteceu lá. São bichos, a gente sabe que não tem, mas por
e de repente surgi urso polar que quer se alimentar deles nesse lugar lá em cima e aí vai atrás desses e esses de pânico, de medo do que que aconteceu lá. São bichos, a gente sabe que não tem, mas por automatismo eles se jogaram e se arrebentaram lá embaixo. Então ele faz essa provocação. Que coisa, né? Tem hora que é melhor se esforçar, tem hora que é melhor ficar onde tá. Que difícil que é a gente descobrir o nosso lugar. Mas Ricardo, você você concorda comigo que de todo jeito você aprende? Se você fica lá embaixo, você aprende o preço do da acomodação, que é ficar com outros bichos em cima de você e um desconforto, mas eu pelo menos não me esforcei para sair. E quando você se esforça, você percebe também que quanto mais alto a gente cresce, mais risco a gente corre. Só que a gente vai continuar crescendo para aprender a lidar com os riscos. Dessa vez eles não souberam o que fazer, se esborracharam lá embaixo. Mas em termos de evolução, a gente vai aprendendo a lidar com o crescimento. Então não dá para fugir. Mas eu gostei da sua reflexão. Achei que foi interessante porque realmente muitos dramas humanos atualmente têm suas raízes fincadas nos ambientes que frequentamos. É preciso muita vigilância para não sermos arrastados. Então, prestar atenção o que que é melhor agora? Será que é melhor sair? Será que é melhor ficar? Isso que tá me incomodando. Porque também pode ser fuga. Muitas vezes tem alguma coisa me incomodando. Ah, eu vou embora daqui, eu vou viver minha própria vida. Isso é crescer ou isso é fugir do que tá ruim? Algumas vezes eu preciso ficar porque eu preciso aprender a lidar com aquilo. Outras vezes eu não devo ficar, eu devo sair para crescer. Só que a o entendimento é tênue entre uma coisa e outra. Por isso que precisa de muito olhar para dentro, porque lá do fundo eu vou encontrar a minha resposta. Devo ficar nesse ambiente que tá me atormentando para ver se eu cresço nele ou esse ambiente está me atormentando justamente para eu sair e buscar outros
lá do fundo eu vou encontrar a minha resposta. Devo ficar nesse ambiente que tá me atormentando para ver se eu cresço nele ou esse ambiente está me atormentando justamente para eu sair e buscar outros lugares para crescer em outros lugares. Dá pra gente refletir muita coisa, né, Ricardo? Muito obrigada, gente. Então, a gente termina hoje por aqui. Tentei correr para dar tempo de tantos conteúdos. Tem sido uma alegria para mim um retorno do trabalho com vocês. É uma é uma satisfação. E a gente se encontra daqui mais quatro episódios para essas trocas novamente. Que Deus abençoe vocês. Uma uma semana linda. Да.
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