PodCast Espiritismo em Movimento: Convivência familiar na visão espírita
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Meus queridos irmãos, paz e luz a todos vocês. Nós estamos novamente com o programa Espiritismo em Movimento e hoje com a grata satisfação de receber no estúdio da FEGO os nossos companheiros Marco Leite e Cristina Leite, que estão em Goiânia pela realização do segundo encontro da família aqui no nosso estado. Muito obrigado pela presença de vocês. Agradece a oportunidade, né? Gratidão. Bom, então nós vamos iniciar com uma prece e para isso vamos pedir a nossa companheira Cristina para fazer a prece de abertura para nós. Senhor Jesus, mestre da nossa vida e dos nossos corações, que possamos receber as tuas bênçãos e a tua orientação, mestre querido, para o nosso bate-papo na noite de hoje. E que ele possa chegar aos corações dos nossos irmãos de todos os lugares, levando o carinho, a esperança e a fé que só o teu amor pode nos conceder. Te agradecemos por essa oportunidade. Nos abençoe, mestre Jesus, hoje sempre. Muito bem. A a nossa área de família aqui na unificação da Federação Espírita do Estado de Goiás, atualmente tem como coordenadora da área a nossa companheira Geral da Guerra e como coordenadora adjunta a nossa companheira Cláudia Azul. Então, nós temos uma uma equipe que já vem de outras gestões, como a nossa companheira Neid Maria, a nossa companheira Jeanine, né, que são assim trabalhadoras aguerridas nessa área. Então nós não temos a menor dúvida que com esse apoio da coordenação nacional, o trabalho que se espera em Goiás é um trabalho assim muito muito bonito e profundo na área da família. Então nós queremos já parabenizar as nossas companheiras pela realização desse segundo encontro. Marco Leite, fala um pouco de você para nós. Marido da Cristina, pai de dois filhos, atualmente numa situação de aposentado do nosso emprego e tocamos uma clínica de atendimento mental nas área de saúde mental, isso profissionalmente. E no movimento espírita a gente atualmente está na Coordenação Nacional da Família e estamos como diretores da FEB também. Então é um trabalho que a gente agarrou
saúde mental, isso profissionalmente. E no movimento espírita a gente atualmente está na Coordenação Nacional da Família e estamos como diretores da FEB também. Então é um trabalho que a gente agarrou hoje como talvez até uma missão mesmo, porque quando a gente pensa nesse nosso trabalho e a atividade com a família não é de agora, né? Só coincidiu da área ser formada agora, mas já tem algumas décadas que nós dois estamos com esse trabalho de família dentro das casas espíritas e também nas atividades profissionais. Muito bem, Cristiana Leite e você? Bom, como o meu companheiro falou, estamos casados já há 38 anos, temos dois filhos, uma neta maravilhosa, três meses, é de três meses. E eu posso dizer que eu sou espírita de berço, né? Então, a minha família quando eu nasci, praticamente logo em seguida já se tornou espírita. E nesse trabalho dentro do movimento, eu comecei pela evangelização. E aí trabalhei durante muito tempo na evangelização. E na década de no final da década de 90 eu comecei a trabalhar com pais dentro da atividade da evangelização. Então essa migração, como o Marco falou, para ajudar na área da família foi algo muito muito fácil, uma transição muito fácil. Profissionalmente eu sou psicóloga e mais do que nunca eu vejo que as famílias nos dias de hoje precisam de ajuda. Não só as famílias com crianças, com adolescentes, mas também as famílias que estão com seus idosos em casa, passando por pelo momento já de final da vida, os cuidados que precisamos ter com essas pessoas que permitiram que nós chegássemos no mundo. Então, se não houvesse já essa sensibilização, eu tenho visto dentro do meu trabalho o crescimento da necessidade de trabalhar com família. É. E aí, só complementando, como era fal da questão da família, né? A gente tem uma perninha aqui no Goiás. O meu pai, a família do meu pai era de São Paulo e na década de 40 todo mundo veio para Goiás e se estabeleceram em Anápolis, né? Então, grande parte da minha família, por parte de pai, Anápolis e Goiânia.
pai, a família do meu pai era de São Paulo e na década de 40 todo mundo veio para Goiás e se estabeleceram em Anápolis, né? Então, grande parte da minha família, por parte de pai, Anápolis e Goiânia. estão por aqui. E se for ver quando você falou da família espírita, né, a gente já tá fazendo parte da terceira geração. Então os meus filhos, quarta geração, minha neta, quinta geração de espíritas mesmo, nesse sentido. Então é uma família bacana, né? Essa é a proposta da doutrina. Então nós temos aqui raízes espíritas e raízes em Goiás, né? Muito bem, Marco Leite. Eh, a área da família está chegando aí aos 9 anos de existência, não é isso? Como é que está esse trabalho, né, eh, de implantação dessa área nas casas espíritas? Quais são os principais desafios que vocês enfrentam? Bacana essa pergunta, porque se nós formos ver, é uma área nova. Muit das vezes quando a proposta chegasse casas espíritas é muito comum as pessoas fossem mais uma área aí não em família a gente já tem trabalho com elas aqui, não precisa estar criando área não. Mas se nós formos ver, eh, ela apareceu no movimento espírita em 2016. 2015 foi aprovado, 2016 onde a gente começou o trabalho. Como é que tá a implantação? Devagar e sempre, né? O nosso querido bezerra fala que as coisas não devem ser feitas apressadas. E na área da família não é muito diferente, porque o que tá faltando muito é o entendimento, principalmente das lideranças, do que é a área da família. Nós temos uma analogia que numa comparação para ficar claro, é, vamos pegar aqui dentro de uma família, a família tem um cachorrinho. Quem é dono da família? Todo mundo fala: "É o dono da quem é dono do cachorro?" Todo mundo fala assim: "Não, a família toda é dona do cachorro, né? E o que é que acontece com o cachorro? passa fome ou engorda demais, né? Quando precisa de um veterinário ou de um remédio. Não, você não deu remédio. Você não deu remédio. Ah, mas o cachorro também é seu també. Ou seja, fica aquela procrastinação, todo mundo é dono e
né? Quando precisa de um veterinário ou de um remédio. Não, você não deu remédio. Você não deu remédio. Ah, mas o cachorro também é seu també. Ou seja, fica aquela procrastinação, todo mundo é dono e ninguém cuida. Se você for ver dentro do centro espírita, a família tem uma analogia, né? Fala assim: "Não, todo mundo cuida". E quem é que cuida? Na verdade ninguém, né? Porque todo mundo fala que cuida. E quando você vai ver, nós temos a família assistida com certeza sendo cuidada pela área de promoção e assistência social espírita, mas a família do frequentador, a família do trabalhador espírita, às vezes é deixado de lado, né? Então a gente cuida da criança, cuida do jovem, cuida do adulto nas diversas atividades. Hoje em dia, às vezes já tem casas espíritas fazendo um trabalho com idosos, mas nem sempre, né? Se nós formos ver o idoso tem sido um pouco escanteado, né? Então é, a área da família surgiu em 2016, coincidentemente no momento de transição, transição planetária. Na hora que a gente faz essa análise, eh, estamos nos encaminhandos pra regeneração. E a regeneração vai chegar quando? Quando a nossa sociedade estiver equilibrada. E o que que é a sociedade? O reflexo da família, né? Então, se a gente não trabalhar com a família para est deixando essa família em condições de equilíbrio, em condições de tá se organizando para esse momento da regeneração, a regeneração vai atrasar. E a espiritualidade terminou dando muito nesse sentido, as orientações para o movimento espírita da necessidade hoje das casas espíritas estarem focando nessa questão da família mesmo. Não só a família assistida, mas a família do trabalhador, a família do frequentador e a área tem puxado isso pra gente. E a casa espírita precisa ter esse entendimento, né? Então é, hoje as casas espíritas estão trabalhando com a família. Trabalhamos, mas qu das vezes assistência social, não é esse o nosso foco. Isso aí é com o pessoal do da promoção social e espírito. Então a gente tá buscando mesmo abraçar a
rabalhando com a família. Trabalhamos, mas qu das vezes assistência social, não é esse o nosso foco. Isso aí é com o pessoal do da promoção social e espírito. Então a gente tá buscando mesmo abraçar a família espírita do frequentador, do trabalhador, que não é uma responsabilidade nossa, uma responsabilidade toda a casa espírita, né? A exemplo do cachorrinho não quer dizer que alguém vai assumir o cachorro, mas vai ter alguém que vai estar falando assim: "Ó, fulano, essa semana a alimentação é contigo, ó, você precisar de remédio agora é com você, o banho agora fica com você". Ou seja, alguém que vai est estruturando o cuidado dessa família para que todo mundo possa fazer a sua parte. Muito bom. É interessante pensar assim, existe uma uma intenção da casa espírita em cuidar da família. O que não acontece, então, até o momento, é uma organização, uma coisa mais sistemática, sistematizada. Que legal. Eh, Cristina, qual é a sua opinião em relação a essa questão? Quais são os maiores desafios que você tem observado no movimento espírita? Eu acredito que o maior desafio nosso seja quebrar o preconceito de que trabalhar com a família dentro da casa espírita é uma atividade que vai sobrecarregar, porque se tem pouco trabalhador para isso. Se nós formos analisar grande parte da demanda que nós recebemos na casa espírita via atendimento fraterno se dá por problemas familiares, problemas conjugais, dependência química nas famílias, desequilíbrios orgânicos de diversas órgãos. Então nós já temos essa necessidade apontada. No entanto, nós não tínhamos até bem pouco tempo pessoas que se ocupassem em entender esse trabalho com a família para trabalhar coletivamente com esse grupo, dando elementos doutrinários para que esse grupo possa se fortalecer, possa crescer em relação a aos problemas que passa e não se sucumbir diante desses problemas. E como Marco falou, a integração das áreas em si, para entenderse que quando a área da família, nós não vamos nos encarregar sozinhos, mas também vamos
passa e não se sucumbir diante desses problemas. E como Marco falou, a integração das áreas em si, para entenderse que quando a área da família, nós não vamos nos encarregar sozinhos, mas também vamos estar indicando possibilidades de ações que não existem sistematizadas antes. Por exemplo, é um frequentador que chega a casa espírita por um problema familiar, vamos dizer, uma obsessão na sua família. Ele chega via normalmente atendimento fraterno, vai fazer um tratamento na casa, frequentar algumas reuniões para desobsessão, esclarecimento, tudo mais, mas de certa forma nós só trabalhamos com esse indivíduo, com com ele isoladamente. Quando nós temos esse olhar de família, se vai fazer a articulação, por exemplo, com a implantação do evangelho no lar, a questão de acolher as crianças num trabalho de evangelização, eventualmente, se houver necessidade, até mesmo um apoio social que possa ser necessário. Então, o nosso papel como área de família é fazer essa integração. Então, há pouco ainda, há um certo receio em relação a isso e um conceito de que já se faz o trabalho com família. Ah, ok. Bom, é, é interessante porque a Cristina, ela fez uma ponte, eh, ela foi além da questão da implantação da área na casa espírita, já fazendo uma conexão com os problemas sofridos pelo sistema familiar. E aí você me fez lembrar, Cristina, o capítulo 14 do Evangelho Segundo o Espiritismo, quando trata da questão dos laços de sangue, né, da consanguinidade, que diz assim que os laços consanguíneos eles não estabelecem necessariamente os laços entre os espíritos. O corpo procede do corpo, mas o espírito não procede do espírito. Não foram os pais quem criaram os espíritos dos filhos. Eles forneceram o envoltório corporal, mas são os responsáveis. pelo seu desenvolvimento moral e intelectual. Aí, nesse sentido, os estudos na área da psicologia, também da espiritualidade diz que esses problemas de violência, dependências químicas que nós encontramos na sociedade, na realidade aquele indivíduo ali, o adolescente, ele
dos na área da psicologia, também da espiritualidade diz que esses problemas de violência, dependências químicas que nós encontramos na sociedade, na realidade aquele indivíduo ali, o adolescente, ele não é o problema, ele é um sintoma de um sistema familiar disfuncional. Nós gostaríamos de ter aqueles filhos sonhados, né? Mas o espírito, o corpo procede do corpo, mas o espírito não. Como que, o que que vocês nos dizem nesse sentido? Até como orientação para os pais que estejam passando por um problema dessa natureza? Eu queria começar aqui. Muitas vezes nós imaginamos que o filho perfeito ele deveria estar presente nos lares dos espíritas. Eu diria que os espíritas podem ter se preparado para receber aquele espírito que mais necessita de atenção e que teriam eles condições de abraçar melhor e colaborar com a evolução desse indivíduo. Então, é algo também para pensarmos que eh esse nosso encontro no grupo familiar, ele não é um encontro ao acaso. E Deus nos concede os filhos que ele considera que temos condições de ajudar. Seja porque temos compromissos anteriores com aquele filho, sim, já tivemos um débito, mas ele só vai voltar sobre a nossa responsabilidade se nós tivermos condições de ajudar. Então, muitas vezes e a gente recebe na casa espírita companheiros mesmo desgastados com, "Ah, o meu filho, eu trabalho na evangelização, meu filho não quer vir paraa aula de evangelização." E é, se o evangelizador não consegue convencer uma criança que tem sobre a sua tutela para que ele vá pra aula de evangelização, quem mais vai conseguir isso? Vai ser muito difícil. Então, nós estamos recebendo hoje algumas crianças e alguns adolescentes com muitas necessidades nos lares de espíritas, porque os espíritas estão preparados para fazer essa tarefa. Só que não podem ser tímidos, precisam ter coragem e ter muita fé para fazer o seu trabalho. Vai daí. E ainda e ainda a gente pode estar colocando talvez até uma outra visão, porque quando a gente traz a questão da família, algumas
recisam ter coragem e ter muita fé para fazer o seu trabalho. Vai daí. E ainda e ainda a gente pode estar colocando talvez até uma outra visão, porque quando a gente traz a questão da família, algumas pessoas, mas esse Kardec não trabalhou isso tão claro? do engano. Porque se nós formos pegar tanto o livro dos espíritos, eu falo que o livro dos espíritos é um livro de família, porque a gente encontra de orientação de família a começar, vamos pegar aqui uma coisa simples, né? Questão 383, porque o espírito precisa passar pelo estado da infância, né? A espiritualidade vem muito claro, porque naquele momento esse espírito tá mais suscetível a o quê? As sugestões, à impressões, as orientações por aqueles que são responsável, responsável, né? responsável por ele. Então, nesse sentido, a gente vai ver várias e várias outras questões de Kardec fazendo as perguntas muito focado em família. No evangelho tá lá que Santo Agostinho perguntará Deus a cada pai e a cada mãe que fizesses o filho colocado à tua guarda. Mas quando a gente traz essas falas, nós vamos ver ainda um outro ponto muito firme, que é qual? Na revista espírita de agosto de 1865, nós temos uma mensagem de La Cordé. La Cordé trabalha um assunto de Vicente Paulo quando ele traz no evangelho falando que a caridade é a chave do céu. Da chave do céu ele faz uma dissertação. É o último artigo da de agosto de 65. Num determinado momento, o acordeiro pergunta a ele mesmo: "Estaremos kits com a família desde que tenhamos feito a caridade?" E é interessante porque a doutrina espírita veio mudar um paradigma até então que a salvação era feita pela fé, pela igreja, né? né? A doutrina espírita colocou fora da caridade. Ele da Cordel nos coloca assim: "Não, ele mesmo faz a pergunta para ele responder." Fal assim: "Não, evidentemente que não." Se a gente se propõe a fazer a caridade, a caridade ela deve ser hierarquizada e escolhida. Aí as pessoas falam assim: "Como é que é caridade tem hierarquia? A gente tem que estar escolhendo a quem vai fazer
nte se propõe a fazer a caridade, a caridade ela deve ser hierarquizada e escolhida. Aí as pessoas falam assim: "Como é que é caridade tem hierarquia? A gente tem que estar escolhendo a quem vai fazer caridade." Vejam quem tá falando isso não sou eu. Quem tá falando isso é uma mensagem que Kardec publicou na revista espírita do nosso companheiro da Cordec. E ele começa a falar dessa hierarquia. O primeiro nível é vossas esposas e trazendo pros dias atuais, vossas esposas, vossos maridos e vossos filhos são os primeiros pobres que deveis atender. Olha só que interessante, né? A família que a gente formou é onde a gente tem que est focando o nosso primeiro ponto de caridade. No segundo degrau, Racordel vem e nos coloca que aquele que te deu a vida, te acompanhou na adolescência, seguiu você ao longo da existência, vosso pai e vossa mãe merece a tua solicitude, né? E ele chega a dizer no início é antes e depois. Por quê? Para quem ainda não tem esposa, marido e filhos, os pais têm que estar sendo o primeiro foco da caridade que a gente deve desenvolver. No terceiro degrau, na cordele vem os irmãos que a vida de Deus. E é interessante porque muit das vezes quando a pessoa termina ficando adulto, sai de casa, fal assim: "Ah, graças a Deus me vivei daquele irmão". E a gente esquece que se a gente nasceu naquela família com aquele irmão que é problema e às vezes a gente não vê porque às vezes não é o irmão que é problema, o problema sou eu, mas ele considera o irmão que é problema. Deus não erra. Se Deus colocou você com aquele irmão, é porque você tem coisas a resgatar, coisas a construir, né? E o terceiro nível da caridade na cordel lembra essa questão. Então os irmãos que a vida te deu, hoje em dia a gente pode tá colocando tanto os irmãos consanguíneos quanto os adotivos, né, que são irmãos na mesma categoria, eles têm que estar sendo o nosso foco de caridade, independente do momento que a gente esteja com ele. Veja só, isso é Kardec, revista espírita 1865. O quarto
s, né, que são irmãos na mesma categoria, eles têm que estar sendo o nosso foco de caridade, independente do momento que a gente esteja com ele. Veja só, isso é Kardec, revista espírita 1865. O quarto nível, os Amigos do coração. E se nós formos ver, ele fala assim dos três primeiros, a família que a gente formou, a família que a gente veio e a nossa família espiritual, que é a família Os Amigos do Coração. No quinto nível, ele falou assim: "Atendeu todos esses? Vá ajudar os pobres a começar pelos mais miseráveis". Olha só que interessante, né? Então, quando Kardec nos orienta na questão da caridade, quatro primeiros degraus, família, família que a gente montou, a família consanguínea, a família espiritual e depois os pobres, os mais miseráveis. Começando pelos mais miseráveis. Se nós formos ver, hoje em dia as casas espíritas têm focado muito na caridade para o quinto nível. Aham. E o que a doutrina nos coloca é antes desse quinto nível, tem os quatro primeiros que a gente não tem focado, a gente não tem orientado, a gente não tem trabalhado isso dentro da casa espírita. E aí o que que normalmente ocorre? É muito comum e provavelmente você já deve ter encontrado situações assim de jovens que falam assim: "Eu espírita, mas nem pensar, a casa espírita roubou meu pai, a casa espírita roubou minha mãe, porque quando eu era pequeno era só casa espírita, só casa espírita, só casa espírita". E eles literalmente foram perdendo o contato, iam paraa casa espírita obrigado. Lógico, em determinado momento os pais têm que estar afirmando isso. Mas eles começaram sentir uma ogeriza pela casa espírita, porque o espírita vai querer ajudar, vai querer fazer a caridade. Só que a casa espírita não orienta que a família vem em primeiro lugar, né? Então a pessoa sai da família para est dentro da casa espírita, para est dentro do hospital, tá dentro da associação de caridade, na creche, na favela e a família que seria primeiro, entende não? Então é um momento da gente estar resgatando essa
da casa espírita, para est dentro do hospital, tá dentro da associação de caridade, na creche, na favela e a família que seria primeiro, entende não? Então é um momento da gente estar resgatando essa prioridade que Kardec nos fala. A família vem em primeiro lugar, então é vamos fazer caridade, vamos prioridade aonde hierarquia existe, a gente tenta estar escolhendo. Muito bom, entendeu? Nós já estamos encaminhando, né, paraa nossa conclusão do bate-papo, mas tem uma uma questão do livro dos espíritos que é a questão 775. Ali Allan Kardec ele pergunta assim: "Eh, qual seria para a sociedade o resultado do afrouxamento dos laços de família?" E aí os espíritos dizem o recrudescimento? né? Qual a importância da comunicação para o fortalecimento dos laços de família pra gente evitar esse esse sofrimento que é o fruto do egoísmo que nós vemos na sociedade atual? Eu gosto de falar que a família é o melhor personal treino do espírito, porque na família, por isso que crudecimento do egoísmo, né? Quando a gente tá em família, a gente aprende a abrir mão, aprende a ver o outro. Pega aí uma situação de uma mãe, às vezes de um irmão mais velho, né? que termina sendo educado a ceder. E quando em família a gente tem uma convivência sadia, a gente não foca só em nós, a gente começa, às vezes você vamos pegar aqui aquela situação, né, antigamente tem até uma uma figurinha falou assim: "Eu descobri que a minha mãe mentiu o tempo todo, né? Mas como assim? Ela me entregava aquele bolo". Fala assim: "Não, meu filho, pode comer tudo porque eu tô sem fome, né?" E a gente passando necessidade. Não, meu filho, eu já comia, agora é sua vez, né? Ele contando aquela situação, porque como é que a gente se aproxima do amor divino? Emanuel nos fala que o amor materno é o mais parecido, né? O mais parecido, que é onde a mãe abre toda a possibilidade de se doar em direção ao filho. O pai vai aprendendo esse tipo de coisa. Isso acontecendo na família, dentro dos irmãos não vai ser muito diferente. Então, quando fala que é o
bre toda a possibilidade de se doar em direção ao filho. O pai vai aprendendo esse tipo de coisa. Isso acontecendo na família, dentro dos irmãos não vai ser muito diferente. Então, quando fala que é o recrudecimento do egoísmo, a gente aprende a estar convivendo, a gente aprende a dividir, a gente aprende a ver o irmão, a ver o pai, a ver o filho, a ver o primo. Isso é família, né? Ou seja, é o melhor personal treino do espírito. Muito bem. É. E a família precisa ser fortalecida para conseguir dar essa estrutura que você começou falando sobre a estrutura da sociedade. Ela precisa ser fortalecida para ter essa estrutura da sociedade resgatada, ressignificada, como nós psicólogos gostamos tanto de falar, a ressignificação. E tem grandes desafios aí, temos grandes desafios a superar. Desafios de equilibrar trabalho e família, beleza? em família, eh, e outros tantos. E talvez um que me sensibilize muito nos dias atuais é que a família também hoje passa por um desafio que é a existência cada vez maior dos idosos no seu contexto. E cuidar de um bebê, de uma criança novinha, é praticamente fácil. Todos querem, todo mundo quer. Mas quando chegamos a ter as nossas dificuldades, a idade vai chegando, a teimosia vai aparecendo, as doenças vão aparecendo, eh, nem sempre é uma convivência tão fácil. E esse é um desafio que nós temos agora no século XX. Graças ao avanço da medicina, cada vez nós estamos vivendo mais e tendo a oportunidade de conviver com os nossos pais, com os nossos avós, muitos bisavós, bisavós que estão aí, mas é um desafio a ser cumprido para o qual a sociedade ainda não está pronta. Precisa haver muito amor renovado para isso. E como nos disseram os espíritos, se não for na família, quem é que vai fazer esse trabalho tão bonito? vai ser muito, muito mais difícil. E hoje nós já vimos uma sociedade com muito egoísmo, com muito orgulho e família se esfacilando. Então está na hora de nós podermos compor a família com mais fortaleza, desde a sua origem até a sua
l. E hoje nós já vimos uma sociedade com muito egoísmo, com muito orgulho e família se esfacilando. Então está na hora de nós podermos compor a família com mais fortaleza, desde a sua origem até a sua finitude. Então é um cuidado que a área da família vem procurando defender, estabelecer. Muito bom. Bom, eu acredito que a base da felicidade em família é termos espontaneidade. Aqui no programa Espiritismo em Movimento, nós trabalhamos assim. Como hoje o tema é família, eu vou convidar as nossas companheiras da área da família que estão aqui no estúdio, a Neid e a Cláudia, para vir até aqui. Vamos fazer essa conclusão, esse encerramento conosco aqui. Venho cá as duas, né? É, sei que eu estou pegando elas de surpresa, não deu tempo de retocar a maquiagem e tal, mas tudo certo, né? Vamos chegar aqui. E nós queremos agradecer a Gisele Freitas pelo apoio técnico, nosso companheiro Avelino Júnior e toda a diretoria da Federação Espírita do Estado de Goiás. Nós agradecemos profundamente o Marco Leite, a Cristina Leite e as portas do nosso estado e dos nossos corações estarão sempre abertas para acolhê-los aqui na nossa família espírita. A gratidão é toda. Contem com a gente. Que maravilha. Neid Cláudia, alguma colocação? Só quero que enaltecer o raio de luz, o centro da quales participaram hoje, de estudo espíritos raio de luz na buritice, que acolheu suas duas almas. Que maravilha. Inclusive um seminário assim de muita espiritualidade, um clima muito gostoso, né? Muito bom mesmo, Cláudia. Também quero agradecer muito porque foi um grande design para nós da área da família que está precisando dessa sustentação, nos fez compreender no caminho que estava meio perdido e a gente conseguiu entender. Então, muito grata e nós teremos surpresas aqui no estado que nós vai trabalhar e fazer uma coisa funcionar com a presença de vocês novamente. Muito obrigado. Acredito que essas manifestações já representam a nossa prece final. Muito obrigado a todos e até a próxima.