🎙️ Podcast CONECTA ESPIRITISMO – CONECTA.ON com Adeilson Salles
O espaço onde as grandes ideias ganham voz. Um bate-papo leve, inteligente e inspirador com as principais personalidades presentes no Congresso Espírita de Campinas 2026. Conversas que conectam experiências, ampliam visões e aproximam corações. Aqui, o conteúdo vai além do palco — ele pulsa, dialoga e transforma. Realização: Conecta Espiritismo Produção e Gestão: TV IDEAK 🌐 www.conectaespiritismo.com.br
Olá, amigos queridos. Estamos aqui no Conecta Espiritismo Campinas, muito felizes pela oportunidade desse evento tão gostoso que alimenta as nossas almas e recebendo um amigo muito especial, Adeísson Sales, escritor de muitas obras, mais de uma centena de obras. Eu estou aqui com um céu para meu filho, um livro que a gente já colocou no coração, maravilhoso pelo espírito Bezerra de Menezes. Bom dia, Deus, bem-vindo. >> Bom dia, Guto. Bom dia, amigos, amigas. Olha, é emocionante reencontrar os amigos, porque é sempre uma festa, e participar de um evento onde a gente faz mais amigos e acaba tendo uma uma ideia muito clara de como o trabalho tá se desenvolvendo na área da literatura, chegando nos corações. Então, eu tô muito feliz pela oportunidade. Adilson, eu quero começar pedindo a você, que eu já perdi a conta de quantos livros você psicografou e e escreveu. Você podia falar um pouco da sua produção literária, por favor? Porque o nosso tema é justamente sobre a literatura. >> Guto, eh eu tenho até o momento publicado 103 livros. Alguns livros foram psicografados e alguns livros foram suografados. Foram livros que eu transpirei para poder escrever. Mas as coisas se confundem. Eu posso trazer, eu nunca fui de divulgar isso em público, mas vou trazer uma um evento que aconteceu comigo com o Divaldo Franco. Eu estava há alguns anos atrás no Congresso em Brasília, sentado como estou agora. Então ele veio por trás e me abraçou. Eu estava num grupo de pessoas e ele me abraçou por trás assim e disse para as pessoas: "Odeilson é o escritor médium mais profío da atualidade, nem tanto pelo profico, mas quando ele disse escritor médium", ele me ajudou muito, Guto, porque durante muito tempo eu tive muita dificuldade em porque eu tentava separar equivocadamente aquilo que eu tinha como intuição as obras que eu produzia entre o escritor e o médium. Então, eu sou um escritor médium. Então, em todas as obras tem componentes de ajuda espiritual na produção da literatura. Sempre teve. E ele me lançou uma boia
eu produzia entre o escritor e o médium. Então, eu sou um escritor médium. Então, em todas as obras tem componentes de ajuda espiritual na produção da literatura. Sempre teve. E ele me lançou uma boia salva vida. E essa angústia nunca mais fez parte dos meus pensamentos. >> É curioso como boa parte dos escritores eh tem essa essa sensação, né? Eu às vezes me abro contigo que também tenho, >> você é você já se abriu comigo mais de uma vez sobre isso. >> Eu fico preocupado, será que foi o espí, será que fui eu? Né? Isso acho que é muito comum a todos nós que estamos aí aprendendo, né? Deus, nós estamos na nessa encarnação aprendendo um pouquinho sobre isso, né? >> Imagino que você com 103 obras você já tenha uma estrada que possa nos confortar o coração, como eu sempre busco esse conforto contigo, né? Queria te perguntar sobre o que a literatura faz assim de transformação íntima no indivíduo. Primeiro, em quem o escreve? >> Bom, é importante a gente frisar que a literatura eh em si ela é neutra. Em si. A literatura, ela reflete a a vivência da do escritor. O escritor ele é antropofágico, ele escreve daquilo que ele come. Chico Xavier dizia que do nada não sai nada. Então, à medida que você se alimenta, dependendo do alimento que você procure, você vai nutrir o teu psiquismo. Os espíritos vão achar, encontrar arquivos dentro do teu psiquismo para uma produção literária. Então, existem pessoas que se nutrem de literatura que não acrescenta nada na sociedade. Eu disse que a literatura ela é neutra e ela se expressa por aquilo que a pessoa tem dentro de si, pelos valores que ela cultiva e tudo mais. Eh, na literatura espírita especificamente, a gente procura passar a mensagem eh de acordo com a nossa compreensão. É importante dizer que tanto no livro mediúnico quanto no livro autoral eh vai um componente do da pessoa que tá escrevendo. Por isso que é fundamental você, eu disse que o escritor, né, o próprio médium também, mesmo recebendo informações da dimensão espiritual, ele também é antropofágico.
e do da pessoa que tá escrevendo. Por isso que é fundamental você, eu disse que o escritor, né, o próprio médium também, mesmo recebendo informações da dimensão espiritual, ele também é antropofágico. Se o Chico Xavier dizia que do nada não sai nada e você se alimenta de uma literatura espírita de qualidade, as possibilidades de você produzir qualidade, elas são muito grandes. A literatura para quem produz é uma experiência estética. E a experiência estética, pela visão da filosofia, eh, não é uma experiência de beleza eh exterior. É aquilo que a literatura promove e provoca dentro do teu coração, de você, de quem tá produzindo, que entra em simbiose com o que tá recebendo ou que tá se esforçando para produzir de maneira autoral. E para o leitor que pega o livro, esse livro que você falou a princípio, Um Céu para o meu filho, ele foi tão arrebatador que eu eu de tudo que eu já escrevi, esse eu tenho certeza absoluta que não é meu. Até pelo título que ele trouxe, até pela história que ele conta abrindo o livro. E eu vi agora no nos autógrafos o impacto que esse livro tá causando nas pessoas, porque muitas pessoas vieram autografar e já chegaram em prantos para falar comigo. Então você sabe que lidar com uma dor, com uma separação de um filho pela morte física não é fácil. E esse livro do Dr. Bezerra de Menezes, né, que eu nunca imaginei receber uma obra, ele já dititou outra, tem mais uma que tá pronta, mas eu não encaminhei para nenhuma editora. Esse livro dele, o primeiro como o segundo, são livros que apenas passaram pelas minhas mãos e pela minha mente, não são livros meus. >> Muito bem, Edeísson. Eh, há uma fala crítica e, infelizmente com caráter de realidade, de que o nosso povo brasileiro, principalmente não lê muito, né, Deus, mas eu queria que você nos trouxesse um relato, você tem muitos, eu já ouvi vários, de possíveis transformações que a literatura provoca os seres humanos que têm esse contato com a bênção de ler um livro espírita. Então, a literatura ela, de uma maneira
tem muitos, eu já ouvi vários, de possíveis transformações que a literatura provoca os seres humanos que têm esse contato com a bênção de ler um livro espírita. Então, a literatura ela, de uma maneira geral, a literatura ela fomenta, eh, ela alimenta o nosso intelecto, ela enriquece o nosso vocabulário, nos ajuda a elaborar a nossa capacidade cognitiva, a literatura, tanto a literatura espírita como a literatura de de qualidade. E a gente tem muita literatura de qualidade na literatura brasileira e mundial. Eu leio tudo, sabe, Guto? eu leio tudo. Eh, que for tiver qualidade, filosofia, sociologia, literatura espírita e romances da literatura nacional, né? Machado de Assis e tantos outros autores, né? Clarisspector, eu sou fã da daquela autora poetisa, né? Sou fã da Flor Bela Espanca, que é uma poetisa portuguesa, e sou fã da poetisa mineira de Divinópolis, Adélia Prado. Então, tem muita gente boa. E na minha adolescência, como eu pensei muitas vezes em me matar, muitas vezes, quando eu comecei a ler, a professora me contou história para mim e ela me ela marcou a minha existência e me salvou, porque a partir daquele tempo que eu me apaixonei pelos livros, eu fui morar dentro dos livros. E foi uma forma de me proteger do bullying que eu sofria na escola, que despertava em mim o desejo do autoaniquilamento. Então, um caso particular é o meu próprio caso, né, que fui salvo pela literatura, fui morar dentro dos livros e como eu tinha facilidade em escrever, a gente já conversou sobre isso em outra oportunidade, eu já escrevia com 9 anos de idade, né? Claro que traços da mediunidade, poemas e etc. E eu não sabiam que era um poema, nem meus pais também sabiam, porque eles não tinham cultura para saber o que era um poema. Então, a literatura ela se infiltra. É uma pena que as pessoas, né, que eh levantam discursos muito bem elaborados, eh não entendam que a literatura eh através da educação, ela é o caminho para mudar a nossa sociedade, um caminho eficaz, eficiente. Isso passa
oas, né, que eh levantam discursos muito bem elaborados, eh não entendam que a literatura eh através da educação, ela é o caminho para mudar a nossa sociedade, um caminho eficaz, eficiente. Isso passa pela formação eh dos pais que leem, leem com seus filhos, leem para os seus filhos e trazem para eles esses valores. A minha neta de 9 anos, a Maria Luía, a mãe dela, minha filha mais velha, ela tornou-se juíza federal recentemente. Por que que ela se tornou juíza federal? Porque desde a infância ela lia. E você para trabalhar na área do direito, você tem que ser um leitor voraz. A minha neta Maria Luía, de 9 anos, já tá lendo a coleção do Percy Jackson e a gente não para de dar livros para ela porque a gente entende que esse é um grande tesouro que muda a vida de qualquer ser humano. Verdade. Eu também tive uma história assim na minha infância. Eu era muito deprimido, um jovem muito deprimido, né? E meu pai falava do tal espiritismo que quando eu fosse um pouquinho mais velho, ele ia me apresentar. E certa vez muito deprimido, andando num dia onde a chuva começava a cair, numa ponte na cidade de Barra do Piraí, encontrei um exemplar em cima do parapeito da da ponte e era o céu e o inferno. Um livro sem capa, sabe? Voando ao vento ali, as folhas para lá e para cá. Eu peguei, era um livro muito antigo, uma relíquia, perdido ali na ponte. E a leitura, a primeira obra Liga Espírita que eu tive o contato foi justamente o céu e o inferno. Logo depois eu tive mais uma vez a oportunidade de conhecer a doutrina espírita através de um amigo muito querido, João Henrique Matuchelo, da cidade de Barro do Piraí, que me levou à mocidade espírita. Quando eu cheguei na mocidade espírita, me levaram para conhecer a livraria espírita Ivamar, que era um trabalhador da casa. E a livraria também emprestava livros. Então, para mim também, a Deus, pessoalmente, a literatura foi muito transformadora, porque ali eu não precisava perguntar a ninguém, os livros me respondiam, aliviavam as minhas dores.
estava livros. Então, para mim também, a Deus, pessoalmente, a literatura foi muito transformadora, porque ali eu não precisava perguntar a ninguém, os livros me respondiam, aliviavam as minhas dores. >> Um grande amigo, >> isso é um livroos, né? É. E hoje a gente vive um mundo em que as pessoas não gostam muito de livro. Quando eu dava aula, eu levava paraa sala de aula sempre um livro. E eu comecei a observar que pedir aos alunos para ler não funcionava. Mas o meu ato de andar com livro sempre debaixo baixo provocava esse reflexo. >> Exatamente. E eu fico assim olhando e Guto, nós estamos vivendo um tempo dos influencers, né? Infelizmente a maior parte dos influencers é influencer de coisa nenhuma e poucos são aqueles, né? E na área do esporte também para os garotos e para as garotas. como seria bom se eles aparecessem com o livro debaixo do braço. Isso seria transformador. Então, é algo que pode trazer uma modificação muito grande paraa nossa sociedade se aquelas pessoas que são referências, eh, elas pudessem usar o livro como ferramenta de transformação social, >> pelo menos que pudessem ler, né? já seria um efeito maravilhoso na na humanidade. Mas Adilson, eh como você vê eh a possibilidade de mudança desse paradigma da informação rápida da microliteratura pelas redes sociais, por essas mídias tão curtinhas e rápidas, coloridas, musicadas que tanto atraem os jovens? Porque às vezes são 100, 200 posts vistos em poucos minutos, né, que eles têm durações muito rápidas, que, como você disse, não alimentam em nada, compostos por influencers que não trazem. Você acha que a gente consegue mudar esse paradigma? Então, a gente tá por percebendo dentro da sociedade, eu falaria como psicanalista, assim como você, que nós estamos vivendo o tempo da do reino da ansiedade. Então, é tudo muito informativo e tudo muito instantâneo. Não há tempo de se elaborar, digerir as informações e as emoções que serão eh nascerão dessa elaboração de uma leitura que você degusta, que você
ão, é tudo muito informativo e tudo muito instantâneo. Não há tempo de se elaborar, digerir as informações e as emoções que serão eh nascerão dessa elaboração de uma leitura que você degusta, que você esmiuça e que você acaba saboreando dentro, seja qual for o estilo literário que você tenha predileção. A questão da literatura e da pouca leitura é um é algo do Brasil, porque existem países no mundo em que a leitura é um hábito que não se perde, porque já se desenvolveu o conceito e o entendimento de que a leitura, a literatura, ela é algo que contribui muito pra formação do cidadão, eh, dando a ele qualidade de vida. Então, dando um exemplo claro para reset essa tua colocação, eu fui fazer passa aula na cidade de Praia Grande a pedido da US estadual, onde eu fui falar acerca eh das conflitos emocionais na adolescência. E quando eu comecei a falar sobre a ansiedade na adolescência, tinha uma senhora com filho de 10 anos. E quando eu falava, ela levantou a mão e me disse que o filho dela, eh, de 10 anos já sofria de ansiedade. Então, eu pedi para ela me contar sobre e para todos que estavam presentes, evidentemente, a agenda do filho. Então, ela me disse que o filho vai pra escola de manhã, às 2 da tarde vai pro inglês, às 3 da tarde vai pro karatê, às 4: da tarde vai pro espanhol. E ela foi falando, fui ficando cansado porque o garoto tinha atividade até às 7 da noite. Então nós estamos fabricando criaturas ansiosas, porque a gente não respeita o tempo de desenvolvimento da criança e do adolescente, entendendo que a educação é enchê-los de compromissos e que muitas vezes eles não vão dar conta de atender, >> vai ampliar a ansiedade, né? vai aumentar, vai potencializar a ansiedade, vai desenvolver uma criatura humana ansiosa. Então, é evidente que diante de um quadro social como esse, todas as informações, a essas informações que microinformações, digamos assim, é aquilo que as pessoas eh acabam digerindo, né, absorvendo. Só que informações superficiais, elas podem até
l como esse, todas as informações, a essas informações que microinformações, digamos assim, é aquilo que as pessoas eh acabam digerindo, né, absorvendo. Só que informações superficiais, elas podem até te dar uma ideia, mas não te dão entendimento verdadeiramente do assunto que tá sendo tratado. Então, por isso que a gente vê muita gente que tem opinião fundamentada em WhatsApp, nas redes sociais, porque alguém falou, então eu, se eu me identifico dentro do meu quadro de compreensão do mundo com aquela mensagem, seja na área da política ou qualquer outra questão, eu vou abraçar aquilo como verdade e vou entender que aquela informação, ela é de uma fonte segura e não é o que acontece. Então essa compreensão de que uma as microinformações vão perdurar, eu não acredito nisso, né? Elas podem perdurar dentro das redes sociais, mas na estrutura do desenvolvimento do ser humano hoje, na dinâmica psíquica das criaturas humanas, é mais uma contribuição para a insatisfação e o desenvolvimento de pessoas ansiosas. Eu me lembro no final da da reunião de mocidade, né, já isso já vai algum tempo, nós terminávamos tão ansiosos, mas era de estudar mais, que nós saímos do centro e íamos paraa casa de um ou de outro. Eu me lembro que as mãezinhas reuniam a gente, faziam lá aquele aquele suquinho de caju, aquela broa, e nós continuávamos no pósmcidade falando sobre André Luiz, falando sobre Manoel Filomeno de Miranda, as boas obras que a gente lia, né? e que ainda mais a doutrina, porque a Deus, eu não sei se você entende assim, mas as pessoas querem muitas firulas hoje, muitas exigências e culpam muito a casa espírita, os bancos das evangelizações. Claro, tudo precisa se aprimorar e seguir o processo, o progresso, mas a própria doutrina ela já é essencialmente maravilhosa. Quando a gente mergulha nas páginas, na literatura espírita, nos debates dos temas espíritas, a gente vê o quão isso é maravilhoso pra nossa transformação moral, né? E eu queria perguntar a você sobre o conteúdo literário, especificamente da sua obra,
espírita, nos debates dos temas espíritas, a gente vê o quão isso é maravilhoso pra nossa transformação moral, né? E eu queria perguntar a você sobre o conteúdo literário, especificamente da sua obra, que dialoga com a infância, dialoga com a juventude e com a família. Você podia falar um pouco dessas principais obras que você traz a Lume sobre essa temática? Olha, Guto, uma das minhas preocupações, né, sempre se o Espiritismo fez bem para mim, eh, traduzir aquilo que faz bem para mim numa linguagem pedagogicamente adequada à idade da criança. Eu terminei essa semana, pode parecer assim incrível, mas eu terminei. Não bebi, não fumei, não cheirei para escrever o memórias de um suicida para jovens. Não foi fácil. Não foi fácil, mas a gente fez, eu tenho lá na FEB já aprovado eh o livro Adaptação do livro Os Mensageiros, o livro Os Pequenos Mensageiros, em que as crianças encontram com André Luiz e André Luiz leva elas para dentro do livro Os Pequenos Mensageiros e apresenta os personagens, apresenta as circunstâncias e as crianças eh fazem prece junto com André Luiz, contribuem ali dentro do universo daquele livro. Eu escrevi também os missionários da luz, os pequenos missionários com os mesmos personagens, as duas crianças dos pequenos mensageiros. Que que é isso que eu tô fazendo? Eu tô procurando levar aquilo que me faz bem numa linguagem pedagogicamente adequada para a criança, para o adolescente e para o adulto. Então isso é fundamental. Você, muita gente, eu já disse isso algumas várias vezes, muita gente fala sobre o jovem, mas pouca gente fala para o jovem. Muita gente fala sobre a criança, mas pouca gente escreve para criança. Muita gente acha que escrever para criança é escrever no diminutivo. Então, veja, eh, é importante ter essa percepção para que a tua obra ganhe eh visibilidade, que ela seja aceita pelas pessoas, porque você tem que respeitar o teu leitor, você tem que respeitar a criança, o adolescente e o adulto. Você pede para que eu cite obras. É bem difícil para mim citar algumas
eja aceita pelas pessoas, porque você tem que respeitar o teu leitor, você tem que respeitar a criança, o adolescente e o adulto. Você pede para que eu cite obras. É bem difícil para mim citar algumas obras, porque são muitas, né, para crianças e adolescente, uma faixa de 50 55 obras para esse universo, mas tem muitos livros. Eu poderia destacar dessas adaptações, o Evangelho Segundo o Espiritismo para crianças, o livro dos Espíritos para Crianças, volume um, e vai sair o volume dois agora, onde eu contemplo as 1019 perguntas com histórias infantis. para esse universo. E eu posso te dar aqui em primeira mão que em março eu vou estar lançando o livro Boa Nova para Crianças. Já tá pronto, já tá na gráfica ilustrado, tal. Então eu eu tenho procurado permear, né, percorrer esse caminho, porque eu entendo que não é fácil. Eu quando eu pensei, quando eu fiz a adaptação do Paulo Estevão, eu achava que eu era um tanto quanto louco, né? Depois eu fui percebendo que é possível e até o Memórias de um suicida, eu ainda não mandei paraa FEB, vou mandar porque eu tenho que entregar paraa FEB, né, essa obra. Essa semana eu entrego que eu tô terminando a leitura, porque eu eu terminei de escrever e fiz uma releitura. Mas como foi que eu consegui fazer essa adaptação? Eu posso contar, né? >> Claro que sim, por favor. >> Eu peguei dois evangelizadores de 20 anos, um casal, 20 anos, 22 anos. que estavam com a mocidade e uma garota da mocidade pediu para que se fizesse um encontro sobre suicídios, falar sobre esse assunto, sobre os traumas do adolescente, do jovem. E aí o que que eu elaborei? Peguei a os dois jovens na hora do sono lá deles, eles saíram do corpo e encontraram dona Ivone e Camilo Castelo Branco. Camilo Cândido Botelho. >> Camilo Cândido do Botelho >> e Don Ivone. Então Don Ivone apresenta o Camilo Cândido Boteiro pros evangelizadores e ele conta a história para eles do Memórias. Uhum. >> Então ele conta de tudo, da cegueira, do suicídio, mas eu conto de uma forma que
on Ivone apresenta o Camilo Cândido Boteiro pros evangelizadores e ele conta a história para eles do Memórias. Uhum. >> Então ele conta de tudo, da cegueira, do suicídio, mas eu conto de uma forma que durante a narrativa da história, eles vão pensando fatos e comentam: "Olha, os adolescentes tão assim hoje, tão assado". fazendo uma analogia, aproximando, sem que eu fique detalhando os aspectos mórbidos, né, da da dessa história que é uma história, o livro original a gente não tem o que falar, é uma história maravilhosa, mas a gente precisa entender que o vocabulário hoje não é usual, não é? e que dificilmente um adolescente vai pegar aquele livro para ler. Mas se ele fizer uma leitura agora do Memória de um suicida, dessa forma como a gente trabalhou, com identificação com a vida dele, tem uma passagem até que o Camilo vai num departamento do hospital Esperança lá, Maria de Nazaré, e encontra adolescentes que se suicidaram. Então a gente vai fazendo o link, né, Guto, para poder oferecer uma obra de qualidade e que a gente trabalhe doutrina espírita. >> Que maravilha. Eu espero que essa loucura sua se multiplique, viu? que você disse que ah, eu acho, acho que eu tava um pouco louco quando comecei a fazer esse trabalho. Olha essa loucura maravilhosa que você tem de traduzir através da sua literatura mágica, esse universo infanto juvenil, essas lutas que todos nós temos, eh, motivo de muita gratidão de todos nós, sabe a Deus. E o tema do nosso Conecta Campinas 2026 é a dor. Eu queria que você comentasse, por favor, sobre uma dor que eu presenciei. Eu estava num evento para jovens como trabalhador desse evento, fazendo uma dinâmica. E aí foi abordado no final por uma jovem trans na faixa dos 20 e poucos anos. e ela veio conversar comigo sobre essa dor. O tema era justamente eh o jovem protagonista. Ela me me abordou e me perguntou o que ela tinha que fazer para ser aceita na casa espírita, porque ali no evento ela foi muito bem acolhida, abraçada por todos. Todos compreenderam o seu
rotagonista. Ela me me abordou e me perguntou o que ela tinha que fazer para ser aceita na casa espírita, porque ali no evento ela foi muito bem acolhida, abraçada por todos. Todos compreenderam o seu propósito de vida, a sua vida, a personalidade que ela é, né? o ser humano que ela é, independente das suas escolhas. E ela disse com muita ator o que ela fazia para ser compreendida e aceita na casa espírita. E eu sei que você é um bom conselheiro nesse aspecto. Por favor, >> veja, Gulto, a grande questão é não é não é a casa espírita em si. Nós temos alguns aspectos na nossa sociedade, isso merece um estudo sociológico mais profundo, que são condições estruturais na sociedade. Por exemplo, o racismo é uma condição estrutural e cultural, um país que escravizou a pessoa negra por mais de 300 anos. Então, tenha arraigado na sua cultura algumas circunstâncias comportamentais no vocabulário da sociedade, na cultura que tratam ainda a pessoa negra como se ela fosse inferior. Isso é uma questão estrutural. Eu terminei de escrever um livro como psicanalista sobre o feminicídio. Eu dei o título ao livro Até que a posse nos separem. E o subtítulo é psicanálise do feminicídio e da mente que se autoriza a matar, onde eu trabalho muitas questões, porque o feminicídio, o machismo, a misoginia também é algo estrutural. na sociedade. Sem dúvida. >> Então isso precisa, é trabalho de educação. E aí, evidentemente que a transfobia, a homofobia também é algo estrutural para quem define o outro pela sua orientação sexual. Isso também é fruto de ignorância. Eh, muitas vezes a religião, os religiosos contribuíram para esse estado de coisas de calamidade que a gente vive. a falta de respeito pela orientação das pessoas, né? E vale vale a pena dizer que ninguém escolhe ser homo afetivo ou escolhe ser trans. É uma condição e para espírita, nós deveríamos olhar essas questões como uma experiência evolutiva e não um desvio de caráter. Só que eu tô falando de questões estruturais. o cara que tá dentro do
ns. É uma condição e para espírita, nós deveríamos olhar essas questões como uma experiência evolutiva e não um desvio de caráter. Só que eu tô falando de questões estruturais. o cara que tá dentro do centro espírita, que é homofóbico, eh, claro que ele tem responsabilidade, mas ele é fruto dessa homofobia estrutural que tem na sociedade. Então, veja que o nosso olhar, eh, quando a gente olha para as pessoas que estão próximas de nós e entende que ele fez uma escolha, é muito superficial para um problema mais grave e mais profundo. Então, a gente precisa ter uma discussão madura, adulta, para que uma pessoa como essa que não se sente acolhida possa até ter um olhar para e não esperar eh uma >> esperar muito, né? >> Não esperar muito para não se decepcionar. vai muito também paraa pessoa que ela é uma pessoa trans ou uma afetiva e tudo mais da na necessidade que ela apresenta muitas vezes e muitos estão assim da própria autoafirmação. Então entram conflitos na área da autoaceitação, não é, de se compreender, entender, porque a luta ela é árdua, graças a Deus a gente tá vivendo novos momentos, mas ainda vivemos muitos momentos dolorosos e isso a gente precisa trabalhar em processos que existe, que só uma atitude, uma palavra resolve. Chama-se educação. Educação e não é educa não é educação do intelecto, é educação ética, moral, de nós olharmos para as pessoas eh de forma humanizada. >> Muito obrigado, Adeísson. Eu tenho certeza que ela está nos assistindo, nos acompanha muito nos eventos que o IDAC participa. Eu agradeço tantas lições que você nos trouxe do seu coração, amigo, tudo que você nos proporcionou nessa entrevista e agradeço a você, internauta, que está nos acompanhando no Conecta Espiritismo Campinas. Que Jesus esteja visitando o seu lar, abençoando a sua família e até a próxima entrevista. เฮ
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