Para viver o Evangelho 209 - Estudo da obra "Pelos Caminhos de Jesus " cap. 13

Mansão do Caminho 14/04/2026 (há 2 semanas) 1:00:49 1,654 visualizações

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Transcrição

Obrigado. A Caravana Baiana da Fraternidade 2026 inicia em fevereiro a sua 28ª edição com o tema Espíritas o Livos. É um momento especial. A Federação Espírita do Estado da Bahia visitará todos os centros espíritas do nosso estado e você é o nosso convidado. Participe como caravaneiro e faça parte dessa equipe que promove a união e a confraternização da comunidade espírita do estado da Bahia. Caravana Baiana da Fraternidade, uma história de amor que aproxima. >> Olá amigos. Muito boa noite para todos. É uma alegria estarmos juntos novamente. Aos companheiros que estão conosco aqui no no auditório emprestando o seu calor humano, suas vibrações presenciais. Eh, nosso nossa saudação aqueles que estão já, como disse Alexandre no chat, está sentado no auditório virtual aguardando. Começamos agora, Alexandre e demais companheiros. E aqueles que vão assistir depois em outro momento, que estejamos todos juntos vibratoriamente reunidos na reflexão do Evangelho através da obra de Amélia Rodriguez pelos caminhos de Jesus na psicografia de Divaldo Franco. Nós vamos então aprender a viver o evangelho. Nessa noite trabalharemos com o capítulo 13 que se chama Perdão a melhor terapia. Vou falar um pouquinho daqui a pouco, depois que nós dermos os nossos avisos de pra primeiro deles, a reunião do núcleo do projeto Memórias, um projeto fascinante, porque nós pensamos em história como algo passado. Nós não lembramos que a história é construída à medida que a gente vai vivendo nossas vidas, a gente vai se encontrando, vai fazendo as pequenas realizações que hoje parece que não são significativas e que olhando retrospectivamente elas vão dar eh um desenho, uma expressão da nossa época. Então, o projeto, o núcleo do projeto Memória vai se reunir no dia 19 de abril. às 15 horas e com Jamile Lima e Luiz Cláudio de Almeida Pinto com transmissão ao vivo pelo canal TV FEB. Vale muito a pena a gente assistir, eles dois serão convidados e o projeto é um projeto muito importante que resgata a

e Lima e Luiz Cláudio de Almeida Pinto com transmissão ao vivo pelo canal TV FEB. Vale muito a pena a gente assistir, eles dois serão convidados e o projeto é um projeto muito importante que resgata a memória do movimento espírita na Bahia, coisas que às vezes a gente tem no centro, uma ata, um registro, uma foto, uma experiência, um tipo de atividade e não nos damos conta que aquilo é muito significativo. Então, estão todos convidados a assistir ao vivo pelo canal da TV FEB. Temos aqui as palestras doutrinárias da sede histórica, certo? Eh, tem dois feriados aí que não vai acontecer atividade, porque no centro histórico também é meio difícil você fazer alguma coisa em feriado, porque é um ponto turístico muito ativo, mas nós temos aí diversas exposições, diversas palestras, diversos encontros para a satisfação daqueles que puderem ir até lá, puderem compartilhar desses momentos doutrinários. Essa é a programação de abril. Teremos nos dias 6 e 7 de junho o seminário de mediunidade 2026. O tema é mediunidade, uma visão sistêmica da obra de André Luiz com vários palestrantes. A a temática é muito interessante, a equipe tá fazendo a programação com muito carinho, então vamos nos inscrever, nos inscrever para aprender mais, para trocar ideias, para participar desse momento importante. Temos outro seminário que é o seminário de encerramento da 28ª Caravana Baiana da Fraternidade. A gente no início teve o videozinho da caravana, momento de encontro, de visitas entre os centros, entre os grupos espíritas e o encerramento, a culminância é esse seminário de encerramento no dia 26 de abril às 9 horas no Centro Espírita Deus, Luz e Verdade, na Vila Laura. Certo? Lembrando que quem quiser participar do almoço confraternativo, ele é opcional. a pessoa vai naturalmente pagar com alegria uma taxa pelo almoço, mas o evento, encontro, a troca de experiências, ela é gratuita. Estaremos juntos por amor, culminando aí os a caravana. E por último, mas não menos importante, o 23º Encontro Estadual de Espiritismo,

mas o evento, encontro, a troca de experiências, ela é gratuita. Estaremos juntos por amor, culminando aí os a caravana. E por último, mas não menos importante, o 23º Encontro Estadual de Espiritismo, Vivenciando o Espiritismo, é o tema. vai acontecer de 31 de outubro a 2 de novembro no Fiesta Convention Center em Salvador. Já faz tempo que as inscrições estão abertas. Tem aí o QR code também. A gente pode entrar no site da FEB. Ah, mas tá tão cedo, faltam tantos meses. Quanto mais cedo nós nos inscrevermos, a gente já vai vibrando pelo evento, a gente vai tá reunindo a nossa energia no coletivo e a organização tem condições de prever, de fazer uma programação, de fazer atividades mais adequadas paraa população que tá inscrita. Quando a gente deixa para se inscrever na última hora, aí já fica um pouco mais difícil. Então, vamos prestigiar nosso encontro estadual de espiritismo e vamos nos inscrever, tá bom? Com isso, encerramos os avisos. Os companheiros depois na palestra que fica gravada é só anotar direitinho. E nosso tema de hoje, o capítulo 13, chama-se Perdão, a melhor terapia. Como eu disse, Amélia Rodrigues vai dar um show mais uma vez abordando a temática. a gente estava conversando que esse é um daqueles capítulos que nós nem temos a esperança de abordar tudo, muito menos de esgotar, porque tem muitas, cada frase praticamente oferece uma oportunidade de reflexão e ela vai trabalhar com aquela parábola do eh do acho que é o servo mau, servo cruel, que ele tem uma dívida. O senhor perdoa a dívida dele, mas o amigo tem uma dívida com ele, o colega, e ele resolve não perdoar. Então, vamos fazer reflexões profundas como é que nós podemos vivenciar esse trecho do Evangelho. Passando a palavra agora pro nosso companheiro Marcel Mariano e depois Jamile Lima. >> Meus amigos que nos acompanham aqui e remotamente nossos votos de muita paz. Esse é daqueles capítulos que mereceriam primeira e segunda parte para um aprofundamento. Tempo esse que nem sempre temos oportunidade de dilatar fazendo parte um

emotamente nossos votos de muita paz. Esse é daqueles capítulos que mereceriam primeira e segunda parte para um aprofundamento. Tempo esse que nem sempre temos oportunidade de dilatar fazendo parte um e parte dois. Porque o perdão se insere como uma terapêutica da alma muito vasta. hoje objeto de estudo em grandes universidades dos Estados Unidos, do Canadá, da Inglaterra e da Bélgica, onde se examina o efeito terapêutico do perdão. Quem examinar ou quem assistir um filme intitulado A lista de Slinder, vai perceber que naquele filme dramático de quase 3 horas, um homem que foi Oscar Schlinder, ele conseguiu salvar dos fornos crematórios da morte 12 judeus. Ele fabricava panelas, panelas de metal, de alumínio para fornecer ao exército alemão, especialmente a SS nazista e ao exército da Alemanha no período da Segunda Guerra. Mas ele se horrorizou com o que estava sendo feito pelos alemães nazistas contra os judeus. E ele conseguiu reunir em torno dele 100 pessoas para trabalhar que ele conseguia salvo conduto. E no final da guerra ele se notabilizou como um herói por salvar 1200 pessoas, lembrando do nome das 1200 pessoas. e fez uma lista dizendo que não abria mão daqueles funcionários. Como os alemães não abriam mão das panelas que precisavam, ele fez uma permuta, salvou vidas para oferecer caçarolas. Ore que há um momento que ele tem um encontro com um chefe nazista que é um coronel G. E esse personagem é profundamente cruel, mata judeus. apenas por esporte, por deleite. E ele fala sobre o perdão, a capacidade de perdoar, pois ele não consegue tocar esse sanguinário militar alemão. E ele passa também a se valer quando o menino danifica uma cela de um precioso cavalo que ele tinha. E ele simplesmente podia dizer que matassem o menino, porque o menino valia do que a bota dele. Mas ele olha para o menino, disse: "Eu te perdoo". O menino nem acredita que aquele chefe alemão profundamente violento, era sanguinário e canibal no campo de concentração, o perdoou porque ele cometeu um pequeno deslize com a

, disse: "Eu te perdoo". O menino nem acredita que aquele chefe alemão profundamente violento, era sanguinário e canibal no campo de concentração, o perdoou porque ele cometeu um pequeno deslize com a célula. Não soube amarrar a cela convenientemente no abdômen do animal. Aí o perdão foi ensinado a uma pessoa que o adotou por uma outra uma outra expressão, não como a terapia. Adotou porque ele queria se fazer superior diante do menino e dos demais. teve um triste fim quando algumas mulheres que ele violentava no filme também conseguiram exterminar aquele sádico, aquele psicopata coronel alemão. Aí em diante, o perdão passa a ter uma expressão vasta, a ponto de que hoje universidades, já aqui mencionadas, tado o efeito terapêutico naquele que perdoa e naquele que recebe o perdão, mostrando como enzimas, neuropeptídeos ou neurotransmissores são movimentados quando nós mudamos de faixa mental. Então, quando o indivíduo delibera não considerar o o fato que lhe foi feito contra a sua integridade, a pessoa não toma aquilo como um agravo, não toma aquilo como uma ofensa. O organismo tem determinada resposta. Nós estamos num país, o nosso, onde um bordão, um refrão popular diz: "Eu não levo desaforo para casa. O que me fizerem na rua, eu resolvo lá com violência". Estamos começando a perceber que talvez seja conveniente levar o desaforo para casa. Alguém me ofende na via pública, bate no meu carro, me atinge a honra e eu não respondo nada. Levo o desaforo para casa, coloco no vaso sanitário e dou descarga. Pelo menos aquilo não anda, aquilo não se movimenta como uma flecha de sombras, atingindo outras pessoas. Alguém dirá: "Cadê seu bril? Cadê seu valor moral? Você não vai dar resposta para essa ofensa, você não vai fazer nada, você não vai reagir. É o normal a gente ouvir como um discurso e outra pessoa, ué, mas você não vai, não lhe conheço, tô lhe desconhecendo. Você sempre foi da reação, pisou no seu pé, você atira uma banda de tijolo na cabeça do indivíduo que mexeu com você. Agora

e outra pessoa, ué, mas você não vai, não lhe conheço, tô lhe desconhecendo. Você sempre foi da reação, pisou no seu pé, você atira uma banda de tijolo na cabeça do indivíduo que mexeu com você. Agora você não vai fazer nada. Pois é, à luz dos princípios cristãos que Amélia Rodrigues traz nessas histórias comoventes, começamos a perceber que o melhor é não reagir, porque quem reage está na fase do instinto. O melhor é agir. Qual é a situação do outro que agride? Como é que está o outro que investe contra a minha paz, que é o meu maior tesouro? Mas por que eu vou perder essa paz? reagindo para vibrar na mesma faixa do agressor, me tornando de agredido, agressor também. Tudo isso em um capítulo que não é longo, mas nos enseja fundas, profundas reflexões sobre a atitude que nós estamos adotando perante os acontecimentos do mundo, que estamos sendo bombardeados de todos os lados. Já não resta a menor dúvida. Como é que a gente reage, por exemplo, diante das notícias trágicas da TV e do noticiário? Corremos o risco de não nos indignarmos e se não desenvolvermos a indignação, perdemos até a nossa sensibilidade. Mas a minha indignação vai ser aquela que eu vou atar fogo do mundo a pretexto de resolver as coisas do mundo. Haja palito de fósforo e gasolina. E de fato essa etapa que Marcelo traz pra gente, que é mais o que acomete o nosso coração de imediato, que é a nossa tendência a reagir. E isso vai dialogar diretamente com o nível evolutivo em que cada um se encontra. Essa parte já conhecemos bem até com alguma apropriação, mas o interessante foi o roteiro que Amélia nos apresentou sobre o papel que o perdão apresenta posterior a esse momento em que ou ofendemos ou somos ofendidos. Hoje nem seria necessário nos determos no aspecto de que nos ofendemos ou nos sentimos agredidos se essa for a nossa escolha. E isso acontece quando não compreendemos a condição do outro. É aquilo que ele pode apresentar, é o que ele pode cultivar ao longo da sua caminhada. não tem a ver comigo. Eu não

a for a nossa escolha. E isso acontece quando não compreendemos a condição do outro. É aquilo que ele pode apresentar, é o que ele pode cultivar ao longo da sua caminhada. não tem a ver comigo. Eu não preciso me colocar na condição do ferido, de alguém que foi perseguido ou algo do gênero. É também uma escolha estar na condição daquele que foi ofendido, agredido, prejudicado ou quaisquer outras situações semelhantes. Ela, Amélia, vai trazer pra gente a ideia de que o perdão suaviza a gravidade do delito. Aí já é depois que cometemos algo dessa natureza e que quando nos arrependemos vem aquela sensação de que não deveríamos ter feito ou poderíamos ter pensado melhor ou se pudéssemos nem teríamos feito determinada coisa. E aí a gente vai lembrar daquelas três palavrinhas que o céu inferno nos apresenta lá no no código eh penal da vida futura, em que seria necessário, importante nós lembrarmos até por uma preguiça espiritual, se eu vou precisar passar por essas três etapas, eu já as evito. Precisar me arrepender, espiar e reparar. Se a gente for reproduzindo essas três palavras, a gente já sente um certo cansaço de ter que passar por todas as etapas. É possível evitar se refletirmos sobre as consequências. Só que aqui Amélia vai para além desses momentos anteriores, quando ela diz então que nessa fase em que o espírito já se encontra arrependido, que ele deseja espiar e reparar o que fez, quando ele recebe o perdão, embora nesse capítulo tenhamos a afirmação: ser perdoado não nos exime da reparação. Uma vez infringida a lei divina, vamos precisar reparar. Então, o perdão do outro suiza o meu incômodo e a minha inquietude. Mas antes de tudo, eu feri a lei divina, então eu vou precisar de uma espécie de ressarcimento. Então, há uma sensação de frescor na alma e até de esperança, porque se aquele ao qual feriou, é uma motivação que eu experimento para recuperar o dano que eu causei. Então, vejamos o quanto o movimento de perdoar o outro faz com que o coletivo consiga se submeter a um processo regenerativo e

, é uma motivação que eu experimento para recuperar o dano que eu causei. Então, vejamos o quanto o movimento de perdoar o outro faz com que o coletivo consiga se submeter a um processo regenerativo e de evolução. Além de experimentarmos a paz por termos perdoado, contribuímos com o outro para que ele se reabilite. Mas antes disso, é preciso adotar essa compreensão e vivê-la, porque intelectualmente nós entendemos que o perdão liberta. Eu não vou ficar aprisionada em mágoa, ressentimento, pensando em como prejudicar o outro tempo inteiro ou revivendo as sensações e as emoções daquele momento que me foi desagradável. Então, eu me libero dessas emoções que me desgastam, que me adoecem e vão me aprisionando ao outro por uma paz que eu me concedo por compreender que cada um só dá aquilo que tem. De fato, cada um vai ter uma vivência consoante com as suas obras. Então, isso faz com que tenhamos uma utilidade perante o divino. A minha utilidade é pelo perdão, facultar o outro experimento da tranquilidade para que então ele se habilite à possibilidade de rever os seus atos equivocados. Aí a gente pode pensar, mas eu não consigo perdoar o outro. É preciso lembrar que o ato de perdão é uma concessão à divindade para que a paz consiga ou se estabelecer ou ser mantida. Não é o outro algo que eu concedo por benéce ou por generosidade, mas sim um contributo à obra divina. é uma possibilidade de enxergarmos a adoção de uma conduta muito mais proativa, benevolente e de uma prática indulgente para com o outro. Lembrando que tanto aquele que pode ter tido uma espécie de ato leviano e irresponsável ou qualquer coisa que adjetivemos, mas a nossa postura diante da vida, que já temos alguma noção de espiritualidade, seria se libertar e da própria liberdade facultar o outro a possibilidade também de se libertar. E para partilhar a palavra com Naddia, um outro trecho que eu achei muito interessante. O bom é que Nádia já me deixou confortável. Não vai dar para abordar tudo que esse capítulo

mbém de se libertar. E para partilhar a palavra com Naddia, um outro trecho que eu achei muito interessante. O bom é que Nádia já me deixou confortável. Não vai dar para abordar tudo que esse capítulo traz. Mas eu gostei quando ela fala eh que quando escolhemos aspirar, viver, mergulhar na psicosfera do ressentimento e da amargura, nós nos apequenamos. Então, condenamos o outro por aquilo que ele fez, mas ainda estamos numa vivência emocional reída, repetitiva, amargurada, muitas vezes fomentado pelo mesmo sentimento que o outro teve em relação a nós próprios. Então, perdoar o outro é evitar envenenar-se a si mesmo, é evitar adoecer do mesmo jeito que o outro já se encontra adoecido. Para com o outro que ofende, portanto, está adoecido. O nosso exercício para com esse que é o nosso semelhante é de compaixão, indulgência e benevolência. Tem uma coisa interessante nesse capítulo, eh, muitas coisas, mas o que eu vou falar agora remete a uma reflexão inicial básica, como é que nós nos relacionamos com o perdão. Eh, nós pertencemos a uma sociedade onde estatisticamente a grande maioria das pessoas se declara cristã. Eh, pelo senso, o espiritismo é a terceira, é considerada a terceira religião com mais adeptos no país. Mas nós não vivemos num ambiente onde seja natural o perdão. Ao contrário, existe no nosso contexto uma ideia de que o perdão seria algo como que você dá um passe livre ao agressor. Eh, perdoar seria como que permitir que o mal vença. Permitir é ser bobo ou perdão, perdoar é ser bobo. Perdoar é ser fraco. Repare, vamos fazer uma reflexão individual para ver quantos desses pensamentos não estão conosco, apesar de uma sociedade nominalmente cristã, nominalmente espírita, nominalmente eh religiosa. E eu acho que essa concepção ela está na ela precisa estar na raiz das nossas reflexões sobre o perdão. Muitas vezes é difícil para nós perdoarmos porque estamos magoados, feridos, ofendidos, porque e sentimos a dor profunda daquela ação que o outro cometeu, que nós consideramos uma ação má, uma ação

o. Muitas vezes é difícil para nós perdoarmos porque estamos magoados, feridos, ofendidos, porque e sentimos a dor profunda daquela ação que o outro cometeu, que nós consideramos uma ação má, uma ação muito grave, uma ação que nos prejudica. Repare quantos pressupostos estão envolvidos aí. Eu preciso achar que o outro fez algo terrível contra mim e que isso me prejudicou e que causou danos na minha vida. Eu preciso achar que eu tenho que fazer algo para que essa pessoa seja punida, para que essa pessoa sofra. Normalmente é disso que se trata, porque ele precisa sofrer o mesmo que me fez sofrer. Então, todos esses pensamentos que nos cercam, que estão na nossa cultura, na nossa sociedade, nos filmes, nos livros, nas peças de teatro, nas conversas entre as pessoas, nas redes sociais, em vários contextos e estão também na cabeça da gente. Então, pra gente começar a pensar no perdão que o Cristo propõe, ele vai dizer claramente: "É preciso perdoar, não uma vez, não sete vezes, 70 vezes, sete vezes são 490 vezes. Depois que você fizer a conta de 490 vezes, se você perdoou mesmo todas as 490, não precisa mais contar, porque essa altura você já se acostumou, né? Ele tá falando, usando os simbolismos numéricos para falar de algo que é que significa muito, que significa sem conta. E Amélia Rodrigues, eh, Jamile já referiu um pouco esse trecho, mas é dentro dessa ótica de que a ideia hã distorcida, inadequada, de que o perdão beneficia o ofensor, que ela vai fazer as colocações de como é vivermos sem o perdão, como é vivermos com o perdão. É diferente. E pensamos que é diferente pro outro. Repare, todo mundo já deve ter ouvido essa frase, eu acho ela muito interessante, que você guardar ódio, guarda raiva, guarda mágoa, ressentimento, é como você eh beber veneno achando que o outro vai morrer. Ele não tem nem dor de barriga. você tá com seu ódio todo e a pessoa tá lá vivendo a vida dela da melhor forma possível que ele consegue. Então, o perdão ele beneficia, se a gente fizer uma reflexão e estudo sobre

em dor de barriga. você tá com seu ódio todo e a pessoa tá lá vivendo a vida dela da melhor forma possível que ele consegue. Então, o perdão ele beneficia, se a gente fizer uma reflexão e estudo sobre o perdão, ele beneficia sobretudo aquele que perdoa. Ele é aquele que se liberta. Perdoar é se libertar daquela dor terrível que eu considero que foi o outro que me causou. Por que que eu digo, eu considero? Porque nós sabemos que as experiências da nossa vida elas estão em vibração harmônica com as nossas ações, com as nossas próprias vibrações. São experiências de crescimento. Não significa que o outro não é responsável por isso. Mas se isso está na minha vida e eu quero crescer, eu preciso olhar como é isso para mim, como é que eu trouxe essa experiência para minha vida. Então, quando ao invés de fazer isso, eu coloco minha energia sobre como o outro é mau, como é terrível, como fez coisas imperdoáveis, né? Se eu não perdoo, é porque é imperdoável. E eu vou continuar sofrendo, eu vou continuar repercutindo na minha vida aquela experiência dolorosa. Então, a primeira pessoa que o perdão liberta é a pessoa que perdoa. Quando nós perdoamos alguém, nós nos libertamos daquele mal que nós sofremos e daquela dor. O outro se liberta ou não, depende primeiro de ele se perdoar, porque sabemos que a lei de Deus tá escrita na consciência de cada um. Então, na consciência ele sabe o que ele fez, a outra pessoa, mas além disso, depende de ele conseguir também ele se libertar das injunções que levaram aquela experiência. Vamos pensar sobre isso. Vamos pensar no perdão, no sentido que o Cristo coloca como uma libertação nossa e vamos abandonar os conceitos sociais e culturais e atávicos onde nós achamos que é cabe a nós punir o outro porque essa seria a nossa função e não é. Aqui recordo na data de hoje o nosso Edivaldo Pereira Franco, médium dessa e de mais 260 obras, quando contou em diversos workshops e palestras doutrinárias no Cenáculo Centro Espírita Caminho da Redenção, que por volta de 1915

e o nosso Edivaldo Pereira Franco, médium dessa e de mais 260 obras, quando contou em diversos workshops e palestras doutrinárias no Cenáculo Centro Espírita Caminho da Redenção, que por volta de 1915 tivemos na Europa um verdadeiro genocídio. Os turcos invadiram a região da Armênia, que é uma enclave que existe dentro do país turco, onde eles têm vida própria, praticamente dissociado da cultura turca. E ali houve uma guerra entre turcos e armênios e se matou 1 milhão de armênios. Eles não tinham como resistir à força militar dos turcos. Naquela guerra que pouca gente se refere na história e pouca gente conhece, 1915, 16, houve um momento em que um grande cabo de guerra, um major, um coronel turco, invadiu uma casa de armênios e seifou toda a família. Matou todos na hora do jantar, poupando apenas uma menina de 12 anos. Aqui esse militar pegou a menina e atirou para os soldados. Façam o que quiserem com ela, depois me devolvam que ela vai para o meu arei. Ela então passou por servícias, as mais variadas de natureza sexual entre os soldados e veio para ele para formar um arém de odaliscas que ele explorava sexualmente porque era um psicopata. Acabou a guerra, ela ficou como presa a ele, a esse militar, mas um dia ela conseguiu fugir. Fugiu para uma outra cidade, para uma outra cidade, até que fugiu para um lugar distante e foi refazendo sua vida. E já adulta, ela conseguiu fazer um curso de enfermagem, tornou-se enfermeira e foi trabalhar em um hospital numa grande cidade da Turquia. Os anos se passaram, aquele cabo de guerra entrou paraa reserva com a posição de general, só que surgiu na sua pele uma doença devoradora do tipo da doença do fogo selvagem. E essa doença do fogo selvagem foi destruindo a pele daquele homem todinho, que todos os enfermeiros contratados e hospitais o recusavam. Então ele foi levado ao aquele hospital onde trabalhava aquela enfermeira. E ali conversando com o diretor do hospital, nem nem todas as enfermeiras se recusaram tratar daquele homem, porque

ecusavam. Então ele foi levado ao aquele hospital onde trabalhava aquela enfermeira. E ali conversando com o diretor do hospital, nem nem todas as enfermeiras se recusaram tratar daquele homem, porque ele inspirava asco, nojo. Ele estava apodrecendo em vida. Pedaços de sua pele caíam. Mas aquela enfermeira que era Armênia, chamada Pedro Leitor, o impositivo caiu sobre ela. Você tomará conta desse doente. Ele já é terminal mesmo, deve falecer em breve. Mas ela tomou conta, cuidou dele de tal maneira, com as medicações, as compressas, as pomadas, que o homem foi praticamente nas vascas da morte se recuperando, se recuperando e ficou bom. Quando ele ficou bom, que voltou para casa, oportunamente voltou ao hospital e perguntou ao diretor: "Mas quem foi o anjo que tomou conta de mim a ponto de me devolver à vida? Hoje eu estou refeito, já estava praticamente no além. Olha, eu vou lhe apresentar." e apresentou aquela enfermeira pequena, de baixa estatura, uma moça muito simples. E ele então entabulou com ela. Eu gostaria de perguntar o que é que eu posso fazer, que prêmio eu posso lhe dar. Nada. Eu comprei meu dever como enfermagem. Mas a senhora de que nacionalidade? Eu sou Armênia. Ah, Armênia. Eu quando fui coronel, estive lá, participei de conflitos, a guerra que assinalou 15, 16, ela disse: "Eu sei, eu bem conheço o senhor, mas você me conhece?" Claro, o senhor foi o senhor que entrou em minha casa enquanto minha família jantava. Foi o senhor que pediu, determinou os seus soldados que matassem todos, pai, mãe, minhas irmãs, meus irmãos. A mim, que tinha 12 anos, a mais velha, sobrei. O senhor atirou-me à soldadesca que me explorou sexualmente até o desmaiar. Depois eu fui prisioneira sua num arém seu privado durante alguns anos, até que por uma janela consegui fugir e me formei em enfermagem. Ele ficou chocado e aí fez uma pergunta a ela: "Mas a senhora teve inúmeras ocasiões de me matar? Podia ter me aplicado uma compressa? uma medicação dolorosa, uma injeção na veia que me expulsasse. A senhora deve

ocado e aí fez uma pergunta a ela: "Mas a senhora teve inúmeras ocasiões de me matar? Podia ter me aplicado uma compressa? uma medicação dolorosa, uma injeção na veia que me expulsasse. A senhora deve ter muito ódio de mim? Não é? Porque além de enfermagem, eu me formei também dentro da escola cristã. Eu conheci Jesus e permiti que ele entrasse no meu coração. Várias vezes eu vi, mas eu não tenho ódio do Senhor. Eu lhe perdoo a insânia que o Senhor cometeu. Divaldo contava isso. Estamos aí fazendo uma tradução muito rápida e perguntava ao público: "Você, no lugar dessa enfermeira perdoaria?" Ele fazia essa pergunta nos workshop e a história chocava. E a grande resposta que devolvíamos ao médium de Joana era um estrondoso silêncio, que cada um refletia até onde a sua capacidade de perdoar num agravo que sofreu ao longo da vida e que muitas vezes transportamos para o além túmulo. Há pessoas que guardam aquele aquele contrafeito, aquela mágoa, aquele ressentimento do que receberam e vão para o mundo espiritual carregando aquela ferida na alma para do outro lado começar a trabalhar isso e muitas vezes que transcende para uma outra existência quando a pessoa volta ainda sob o guante daquela daquele sarcom. Como que não conseguiu expurgar? Então, o perdão tem um efeito terapêutico. Por isso que nesse capítulo Jesus conta a história do rei que perdoa o homem que ele devol devia 10.000 dinheiros ou 10.000 talentos. O homem desespero pediu perdão, mas deixa-me trabalhar até eu conseguir dinheiro. E aquele rei perdoou. Mas logo em seguida, Mateus 18:23 a 35 é a narrativa desta parábola. Mas logo em seguida, ao se libertar das garras do rei, que era impiedoso, mas era justo, eis que aquele homem encontra alguém que ele devia talentos e praticamente enforca aquele homem que ele devia 100. Só que alguém viu e contou ao rei. O rei mandou chamar: "Eu te perdoei de 10.000. Eu esperava que você agisse com a mesma benevolência que tive para contigo. Agora não vou lhe perdoar. Pega esse

100. Só que alguém viu e contou ao rei. O rei mandou chamar: "Eu te perdoei de 10.000. Eu esperava que você agisse com a mesma benevolência que tive para contigo. Agora não vou lhe perdoar. Pega esse homem, esprema ele até o tutano, tire tudo dele. Se precisar, venda a mulher, venda os filhos, venda a casa, venda ele, mas ele vai me pagar. Aí o rei devolveu. Jesus precisava usar essas imagens fortes para aquele público que o ouvia. Não dava para traduzir o perdão, como nós traduzimos hoje, terapêutico, como sendo uma filosofia, um comportamento, porque o povo tava muito centrado em coisas materiais. Ou seja, me dê o que você tá me devendo, senão eu te mato, eu corto o seu braço. Como há em alguns países culturas e legislações que são profundamente draconianas. Por isso ele imprimiu uma imagem muito, um colorido muito forte a essa parábola, nos convidando a repensar sobre esse perdão que faz um bem infinito a quem se libera da mágoa, mas o outro estará assinalado pelo equívoco que cometeu e sob a lei de causa e efeito, oportunamente irá se reabilitar quando só Deus é que sabe. Se bem que a gente pode dar uma ajudinha eh a Deus, não é não, Marcel? Se é que Deus precisa de alguma ajuda, nós é que precisamos. Mas refletindo nesse sentido, quando NJA falou pra gente o 490, que seria o resultado dessa conta do 70 x 7, eu lembrei desse questionamento, né, de Pedro sobre o perdão. Quantas vezes ele deveria então perdoar? E ele já chega para Jesus com uma proposição sete vezes, se já não seria interessante. Tá bom, sete vezes. E aí o o bom quando a gente vai conseguindo fazer algumas leituras, porque é claro, a gente não tem a condição de saber todos os traços históricos e culturais e tudo mais, mas o número sete tinha uma importância significativa pro povo judeu. E com essa questão de como a gente entende o Antigo Testamento, mas a leitura da Torá, Jesus não tinha uma preocupação em estar acima das pessoas pela sua própria condição espiritual, mas dialogar com o outro de acordo com

como a gente entende o Antigo Testamento, mas a leitura da Torá, Jesus não tinha uma preocupação em estar acima das pessoas pela sua própria condição espiritual, mas dialogar com o outro de acordo com os códigos que ele podia entender e se fazer entendido. Nesse sentido, quando ele trabalha com essa questão do set da pergunta de Pedro, o set pra cultura simbolizava a perfeição, o fechamento de um ciclo, a plenitude, a infinitude e se é infinito sete vezes, significaria que eu perdoaria permanentemente toda e qualquer ofensa que nos chegasse. Aí o pobre do Pedro, muito parecido com a gente, ou a gente parecido com ele, chegou logo com a proposição de sete vezes, como quem diz assim: "Não tá bom, mestre". E para a cultura judaica, o perdão ele era autorizado até três vezes. Então não se chegava a quarta vez. Por isso que ele já trouxe um saldozinho maior. Olha aqui, o Código Cultural diz três, então já tô lhe oferecendo sete. Aí vem Jesus com essa resposta de que ele deveria perdoar infinitamente. Quando a gente vê isso e entende que Jesus mergulhou nesse código cultural, quando a gente dá uma olhadinha também no Antigo Testamento e na Gênesis, a gente vai encontrar a história de Lamec. Lamec era a quinta geração de Caim. Então, a ideia trazida ou a tradução do simbolismo, quando Deus então, e aí entendamos, né, a imagem, mas quando ele diz então que quem quiser penalizar Caim por ter tirado a vida de Abel, seria então alguém que padeceria sete vezes o castigo por tentar eh incriminar ou se vingar daquele que tirou a vida do próprio irmão. Esse era um simbolismo para que cessasse a vingança, tivesse um limite e que ela não perdurasse. Só que Lamec era alguém com uma tpera um tanto quanto irritável e não tinha uma certa tolerância para atitudes que ele entendesse que o desrespeitassem. Para vocês terem uma ideia, um pisão no pé foi suficiente para que ele quisesse tirar a vida de um homem que para ele foi o incômodo ter dado esse pisão no pé. E então ele diz que se vingaria mais

em. Para vocês terem uma ideia, um pisão no pé foi suficiente para que ele quisesse tirar a vida de um homem que para ele foi o incômodo ter dado esse pisão no pé. E então ele diz que se vingaria mais vezes do que em relação ao próprio Caim, porque ele foi desrespeitado. E aí ele diz: "Eu me vingarei 70 vezes sete vezes infinitamente." Quando Jesus responde com o sete, o simbolismo do 70 x 7 infinitamente, ele rompe com toda e qualquer postura histórica de vingança. Então ele diz, perdão é o nosso diálogo e a nossa forma de estar no mundo gostaria muito de ter observado a fisionomia de Pedro nessa hora, que a estratégia do pobrezinho não deu certo, nem sete, nem 10, infinitamente. E aí Amélia vai trazer isso pra gente no capítulo em um trechinho que ela mais uma vez recupera Jesus e nos faz eh nos perceber e nos colocar no lugar de que, como Naddia disse, o bobo não é aquele que de fato fica sem responder, mas o que assume a postura de que irá forra. Quando essa afirmativa somente lobo cai em armadilha de lobo, até o nosso espírito vaidoso poderia fazer esse exercício. Eu não vou me igualar a você. O nosso nível evolutivo ainda se permite esse tipo de postura. Então eu não posso ser lobo como o outro também o é. a minha postura vai ser diferente, a ideia de que para a moeda, uma face ofertada, eu lhe então devolvo com a outra face, que não é essa que nos coloca numa condição de enlouquecidos, adoecidos ou sem o controle do próprio mundo íntimo. Interessante, Nja, que falávamos isso mais cedo no grupo de autoconhecimento. O outro não deve ser o senhor do meu mundo interno. Eu estou no comando. Então, ninguém deveria tirar a minha paciência, até porque se tira eu não a tenho. Então, são exercícios permanentes, os sucessivos de que eu devo ser aquele quem consegue manter a sua condição espiritual, mental e emocional e não delegar ao outro a possibilidade de conduzir o meu destino. E lá no Evangelho Segundo Espiritismo, no capítulo 10, bem-aventurados os que são misericordiosos, há uma apresentação

tal e emocional e não delegar ao outro a possibilidade de conduzir o meu destino. E lá no Evangelho Segundo Espiritismo, no capítulo 10, bem-aventurados os que são misericordiosos, há uma apresentação e afirmação de que a misericórdia é fruto de quem optou pela brandura. Então, se eu já sei que ser brando é esquecer as ofensas, o que não quer dizer ser tolo ou não se precaver de situações, mas evitar a truculência e a resposta vai me fazer chegar à condição de esquecimento completo e absoluto daquilo que chega e me desagrada. E aí então o evangelho vai nos dizer que enquanto o perdão é oferta das grandes almas, o rancor é sempre sinal de baixeza e de inferioridade. E se eu correspondo ao outro com baixeza, inferioridade, nós não estamos tão distantes assim, porque qualquer apresentação de um padrão vibratório concentâneo ao meu, eu te correspondo de acordo com aquilo que você me oferta. Então pensemos, se estamos respondendo com rispidez e falta de autodomínio, nós não somos melhores e sim semelhantes ao outro. Uma outra ilusão que nós alimentamos é de que eh nós não tivemos opção. Essa essa jovem que Marcel contou o caso que Divaldo costumava contar, ela poderia dizer: "Mas o que é que eu podia fazer diante de tantas atrocidades? Eu não tenho opção. Como eu posso perdoar? eu não consigo, eu sofro muito, eu fui muito agredida. Tem muitos casos. Eu lembro de ter lido quando eu era bem jovem um um caso também na Segunda Guerra Mundial, que quando os aliados eh liberaram um campo de concentração, encontraram aquelas pessoas sofridas, destruídas e tinha um prisioneiro que obviamente fisicamente ele tava maltratado, tava magro, isso e aquilo, mas ele tava tranquilo, ele estava sereno e ele estava ajudando, ajudava os companheiros, ajudava os os oficiais e os soldados, né, da da do exército, no caso americano, que que tava fazendo aquela liberação daquele campo e eh eh fazia esse intercâmbio entre os que chegavam para ajudar e os que ali estavam, distribuía o alimento,

da da do exército, no caso americano, que que tava fazendo aquela liberação daquele campo e eh eh fazia esse intercâmbio entre os que chegavam para ajudar e os que ali estavam, distribuía o alimento, trabalhava bastante. E então uma vez o comandante foi conversar com ele e disse: "Olha, você ficou bem pouco tempo aqui". Não foi? Ele disse: "Não, eu tô há x anos. tinha muito tempo, quase desde o começo da guerra. E ele disse: "Mas você tá bem assim, não tá tão mal quanto os outros e principalmente você tem uma tranquilidade, você não não perdeu muitos entes queridos, como foi?" Ele disse: "Não, eu perdi a minha família toda. Eles foram assassinados, vieram comigo. Aí contou a história dramática como todas, né? E aí o comandante disse: "Mas eu não entendo como é que você trata as pessoas com tanta naturalidade, você não não tá desorganizado." Uma palavra que nós usaríamos, ele disse: "Olhe, quando minha família foi morta, quando eu fui tratado dessa maneira, quando eu cheguei, eu fiquei desesperado, eu fiquei enlouquecido. E aí eu percebi que eu tinha uma escolha. Ou eu ia me deixar envolver por esse ódio, ia tentar destruir o que fosse pela frente desses inimigos ou eu ia perdoar e eu escolhi perdoar. É interessante porque a gente não pensa no perdão como uma escolha, mas ele é uma escolha. Amélia Rodrigues vai dizer: "Por ser de amor, toda a doutrina de Jesus é lavrada na conduta do perdão." Eh, é uma escolha, mas não é uma escolha no momento dramático em que nós sofremos uma violência inominável. Ela é uma escolha cotidiana. as pessoas que conseguem, como esta enfermeira, como este homem do campo de concentração e muitos outros anônimos que conseguem acionar o perdão dentro diante de situações como essas, elas não acordaram um dia no meio da dor mais é de onda e decidiram perdoar. O perdão é um exercício cotidiano, porque nós que não perdoamos uma pisada no pé, nós que não perdoamos uma fechada no trânsito, nós que não perdoamos uma um incômodo de um vizinho, uma malcriação,

r. O perdão é um exercício cotidiano, porque nós que não perdoamos uma pisada no pé, nós que não perdoamos uma fechada no trânsito, nós que não perdoamos uma um incômodo de um vizinho, uma malcriação, uma cara feia, uma grosseria, a gente fica aborrecido, aquilo faz a gente perder o dia, a gente fica com raiva, a gente se aborrece, a gente Não, eu vou falar, eu vou dar o troco, eu vou fazer, eu vou acontecer. Como é que a gente pode ter a esperança de num momento em que formos vítimas de uma crueldade real? Porque essas coisas são coisas humanas que acontecem no nosso nível evolutivo, né? Mas quando a gente for vítima de uma crueldade terrível, de uma injustiça, de algo assim inesperado que derruba a gente, como a gente pode ter a esperança de perdoar? E no entanto, o nosso desejo é de viver o evangelho. O nome desse programa é para viver o evangelho. Porque queremos não apenas nos inebriar com a beleza dos textos evangélicos, não queremos apenas eh nos enlevar com a a presença de Jesus, com seus ensinamentos, com suas ações. Nós queremos nos transformar a partir do evangelho. É aí onde a doutrina espírita é o cristianismo red vivo. A intenção é que a gente operacionalize. Se é isso que nós queremos e nas situações mínimas a gente não consegue, não tenta, porque não é não consegue, é uma escolha. Se a gente não tenta, não faz esse exercício contínuo, como podemos esperar que num momento terrível, do nada a gente vai se tornar uma pessoa capaz de perdoar? É mais provável que a gente se desorganize, que a gente se desespere, que a gente se encha de ódio, de revolta, de angústia, de se sentir abandonado por Deus, quando na verdade a presença de Deus está na vivência do evangelho, na vivência do perdão no cotidiano. E não se trata da gente ser melhor do que ninguém. É só se lembrar que a gente faz essas coisas mesmo sem querer. É só lembrar das nossas próprias dificuldades. É só lembrar da nossa própria falta de amor. É lembrar das nossas dívidas, como acontece com o

se lembrar que a gente faz essas coisas mesmo sem querer. É só lembrar das nossas próprias dificuldades. É só lembrar da nossa própria falta de amor. É lembrar das nossas dívidas, como acontece com o homem da parábola. Se ele tivesse se lembrado que ele devia não sei quantos milhos e que o patrão perdoou tudo, na hora que o rapaz veio pedir a ele, ele dizia: "Tá, olha, meu rapaz, vamos ver aí, faz aí um parcelamento". Que ele não perdoasse tudo, né? Ah, faz aí um parcelamento. Ele não lembrou como ele era endividado. A gente não lembra como a gente é igual ao outro. A gente só lembra que foi ofendido. Então, nosso exercício cotidiano do perdão. A questão também do capítulo traz o vigor a tinta muito forte que Jesus empresta em observando a massa, ele não procura filosofar, ele tenta colocar naquelas mentes obtusas, aquelas mentes fechadas, a ideia de que Deus perdoa. Se não perdoardes a quem te fez o mal na terra, Deus também não perdoará os teus equívocos. Hoje sabemos por estudos mais refinados sobre a divindade que Deus não perdoa nem castiga. Não perdoa porque ele não se ofende. Não castiga porque não trata os seus filhos na base do chicote. Deus aguarda o tempo e educação. ferramentas lapidarem a ignorância dos próprios filhos nas trilhas da evolução. Então ele sabe, Deus sabe que nós estamos por vontade dele condenados à perfeição. Eu falei condenado, sentença penal transitado em julgado. Não tem nem como apelar. Ou seja, eu posso deter meu processo evolutivo. Posso. Por quanto tempo? Por algum tempo. Não posso deter o tempo todo, porque ele tem outras ferramentas que me impulsionam paraa frente. Então, esse Deus que é muito modelo do escambo, Senhor, eu te faço uma oração. Tu me passa no vestibular? Senhor, eu te acendo um pacote de vela. Tu me faz passar no Enem ou no concurso público esse Deus do escambo para ele para favores na terra. Esse Deus está desaparecendo. É o Deus dos exércitos, é o cabo de guerra do passado que tinha um povo escolhido e o restante

ou no concurso público esse Deus do escambo para ele para favores na terra. Esse Deus está desaparecendo. É o Deus dos exércitos, é o cabo de guerra do passado que tinha um povo escolhido e o restante era bastardo. Era uma raça que não merecia qualquer tipo de proteção divina. Não. Deus é uma ideia. É um moto contínuo, é um psiquismo que tudo provê. Está desde o verme até a estrela que se multiplica ou a constelação que é oriunda da poeira estelar. Essa ideia cresce. Então esse Deus é ponto final, acabou. Ele não tem essas propriedades, qualidades que a gente dá. Então, por nunca se ofender, porque tem em outro nível de percepção, não se ofende, ele não perdoa, nem castiga os filhos quando os filhos se equivocam, porque ele sabe que a do próprio equívoco muitas vezes vai surgir o lampejo do acerto, da percepção melhor. E, portanto, Jesus empregou essa imagem paraa época. Olha o contexto. Na terra de sapo de cócoras com eles. Se eu estou em Roma, eu me visto e falo que nem os romanos. É o que o povo pode entender. Ele aplicou. Portanto, se vocês não perdoarem, Deus também não lhes perdoa. A imagem é vigorosa para sacudir. No dizer de Emanuel num prefácio de um belíssimo livro. A gazela desperta os primeiros raios de sol. A pedra só desperta com dinamite. Eita pedreira. E para me despedir de vocês na noite de hoje, eu só gostaria de destacar esse trecho que Amélia nos traz para nos ajudar a prática do perdão. Comprai-se em felicitar, porque é desditoso, alegra-se em ferir em razão de estar doente e semeia a incompreensão, porque se acredita menosprezado. Já imaginou olharmos as demais pessoas sob esse prisma? Nós não nos sentiríamos ofendidos, agredidos, violentados ou qualquer outra coisa semelhante, porque a gente vai entender o estado de alma de quem age deste modo. A nossa postura seria de compaixão, piedade, inclusive amorosidade pelo outro. Eu já compreendo, esse irmão ou essa irmã está emocionalmente adoecido, psicologicamente, enfim, tudo que a gente puder imaginar tem um

a seria de compaixão, piedade, inclusive amorosidade pelo outro. Eu já compreendo, esse irmão ou essa irmã está emocionalmente adoecido, psicologicamente, enfim, tudo que a gente puder imaginar tem um comprometimento no campo da alma. Então, eu vou evitar lhe conceder algo semelhante ao que está sendo ofertado. E encerro com a frase que está lá no Evangelho, belíssima, por sinal. Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si próprio. Perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova de amizade. Já perdoar as ofensas é mostrar-se melhor do que era. Então vamos pensar no exercício do perdão. Vamos lembrar que o perdão não é uma fraqueza, ao contrário, vai exigir uma força de alma muito grande. E vamos recordar o conceito de caridade, como a entendia Jesus. Eh, as palavras têm significados que são sempre atribuídos. O significado de uma palavra não é da essência da palavra, é uma atribuição. Então, Kardec vai perguntar aos espíritos qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus. Então, o verdadeiro sentido de acordo com Jesus que nos interessa, porque é o nosso modelo e guia. E a resposta dos espíritos é: benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas. Dá pra gente pensar que a benevolência para benevolência para com todo significa praticar a benevolência continuamente. Ao invés da gente ficar exercitando diretamente o perdão, vamos começar com a benevolência. Benevolência é desejar o bem. Desejar o bem para todos, todos. Quem a gente conhece, quem a gente não conhece, quem a gente não gosta, quem a gente gosta, quem gosta da gente, quem não gosta da gente, quem faz o bem pra gente, quem faz uma exercitar a benevolência, desejar de coração o bem para todas as pessoas. Indulgência com as imperfeições alheias, não é indulgência para com os erros alheios. tem uma sutileza aí, porque os erros a gente precisa responder por eles. E no contexto social não é possível permitir que as pessoas continuem cometendo crimes, agressões,

a para com os erros alheios. tem uma sutileza aí, porque os erros a gente precisa responder por eles. E no contexto social não é possível permitir que as pessoas continuem cometendo crimes, agressões, etc. E fique por isso mesmo. A sociedade precisa eh educar, como Marcel falou, e corrigir isso. Mas a imperfeição, a pessoa não é culpada da imperfeição. A imperfeição ela não pode impedir porque é o nível de consciência. Então vamos ser indulgentes, vamos deixar, vamos minimizar, vamos dar oportunidade, vamos lembrar isso que que Jamile disse. Essa pessoa tá em processo de crescimento, gente. Se a gente fizer esse exercício da benevolência para com todos e da indulgência com as imperfeições, aliás, com a nossa não precisa que a gente sempre é indulgente com as nossas imperfeições. Gente diz: "Ah, mas eu não tive a intenção ah, mas esa aí, eu faço tanto esforço para ser uma pessoa mais paciente, aquilo escorregou". Isso é indulgência com a nossa imperfeição, porque a gente sabe mesmo que tá lutando, que tá se esforçando e não conseguiu ainda. Vamos aplicar isso nos outros. Com certeza. Ao fazer isso, o perdão das ofensas, ele vai vir com muito mais naturalidade, ele vai vir com muito mais facilidade, tanto no cotidiano quanto se se cruzarem o nosso caminho situações dramáticas e terríveis num mundo convulsionado pela necessidade de mudar, pelos estertores de um passado que já ficou para trás. a gente não pode continuar funcionando desse jeito no planeta com base no egoísmo, com base no orgulho. Então, pode ser que pra gente venham essas experiências dramáticas, mas aí nós já vamos ter praticado a verdadeira caridade e a gente vai saber perdoar e, portanto, seremos livres, seremos felizes. Não é sobre o outro, é sobre a gente. Vamos nos encontrar de novo na próxima semana e que Deus nos abençoe a todos. A Caravana Baiana da Fraternidade 2026 inicia em fevereiro a sua 28ª edição com o tema Espíritas o Livos. É um momento especial. A Federação Espírita do Estado da Bahia visitará todos os centros

odos. A Caravana Baiana da Fraternidade 2026 inicia em fevereiro a sua 28ª edição com o tema Espíritas o Livos. É um momento especial. A Federação Espírita do Estado da Bahia visitará todos os centros espíritas do nosso estado e você é o nosso convidado. Participe como caravaneiro e faça parte dessa equipe que promove a união e a confraternização da comunidade espírita do estado da Bahia. Caravana Baiana da Fraternidade, uma história de amor que aproxima.

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