Para viver o Evangelho 173 - Estudo da obra "Lázaro Redivivo" cap. 8

Mansão do Caminho 05/08/2025 (há 8 meses) 59:54 1,487 visualizações

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Transcrição

sobre Deus, reencarnação e também sobre o intercâmbio interdimensional entre encarnados e desencarnados. A vida não cessa e está em constante processo de mudança e evolução. Compreender as dinâmicas da existência é saber um pouco mais sobre nós, respondendo as questões sobre o porquê de estarmos aqui e qual o propósito das encarnações. Para abordar esses temas, a Federação Espírita do Estado da Bahia, P realizará entre os dias 30 de outubro a 2 de novembro o 21º Congresso Espírita da Bahia, com os seguintes convidados: Alberto Almeida, Pará, Bruno Godinho, Porto Alegre, César Reis, Rio de Janeiro, Fábio Carvalho, Maranhão, Júlio Peres, São Paulo, Margarete Ál São Paulo, Maí e Braga, Brasília, onara, São Paulo, Rosa Martins, Rio de Janeiro, além da participação do Corpo de Palestrantes da FEB e demais integrantes do estado. 21º Congresso Espírita da Bahia. Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei. 30 de outubro a 2 de novembro de 2025. Fiesta Convention Center, Salvador, Bahia. Inscrições www.feb.org.br. br. Venha, participe. >> Caros irmãos internautas, boa noite a todos que estão conosco presencialmente, sejam muito bem-vindos. E como vocês viram neste vídeo que fala do nosso 21º Congresso Espírita do Estado da Bahia, além do site, vocês também podem adquirir os ingressos pelo Simpla. Então fiquem atentos, estamos nos aproximando e aguardamos todos vocês para o encontro fraterno e de aprendizado. Temos mais informações para compartilhar. Finalizamos nesse último final de semana do dia 1eiro/08 a 3/08 no Extremo Sul, especificamente em Itamaraju, os nossos encontros macrorregionais. Então, durante todo o mês de julho e o início de agosto, nós estivemos nessas cidades e nas regiões, levando a temática do ano Centro Espírita, Laboratório para a Plenitude do Ser. Então, a todos que estiveram conosco, os nossos agradecimentos e a lembrança de levar à frente as propostas que foram colocadas para que no ano que vem possamos então acompanhar os resultados de tudo que foi proposto.

e estiveram conosco, os nossos agradecimentos e a lembrança de levar à frente as propostas que foram colocadas para que no ano que vem possamos então acompanhar os resultados de tudo que foi proposto. Além disso, nós temos os cursos para compartilhar a FEB a partir do dia 20 de agosto, todas as quartas-feiras, das 19:30 às 21 horas, semanalmente, fará então o estudo sistematizado da doutrina espírita. As inscrições estão abertas no nosso site e também presencialmente aqui na sede da Federação Espírita do Estado da Bahia. Como nós temos os nossos internautas de outras cidades e também de outros estados e até fora do país, nós estamos também fazendo essa observação de que esse curso será sediado aqui em Salvador, ele não vai ter uma proposta eh online. O outro curso que aparece aí para vocês é o MEP, medio unidade de estudo e prática, que também será presencial aqui na sede da Federação todos os primeiros e terceiros sábados de cada mês, das 9 da manhã até às 10:30, a partir do dia 30 de agosto. Então, os interessados em estudar a mediunidade, façam-se presentes aqui na federação. Além dos cursos, nós temos um seminário que também está perto de acontecer. vai ser no dia 17 de agosto, das 8:30 às 12:30, no período da manhã, também presencial aqui na SEDE Central da Federação Espírita. Esse seminário terá como tema a face eterna do ser e é integrado porque vai reunir tanto o atendimento espiritual ou fraterno quanto a arte de envelhecer. Então também compareçam, estejam conosco em mais uma atividade importante que a federação irá realizar já no dia 17. E por fim, dos nossos informes, queremos compartilhar a revista Um Reformador da Federação Espírita Brasileira, é deste mês, agosto de 2025 e que traz vários artigos escritos, todos eles baseados no semeador de estrelas. na vida e obra de Divaldo Pereira Franco. Tem um artigo muito interessante denominado Sinceridade, que foi então recebido por Divaldo Franco em 1958 e publicado pela primeira vez em um reformador em 1960,

ida e obra de Divaldo Pereira Franco. Tem um artigo muito interessante denominado Sinceridade, que foi então recebido por Divaldo Franco em 1958 e publicado pela primeira vez em um reformador em 1960, que é um texto da benfeitora Joana de Angeles. Então, vale a pena adquirir esse periódico. e está aqui tanto na FEB ou em outros lugares que vocês possam adquirir, mas aqui na nossa federação e distribuidora vocês podem então conseguir esta maravilha deste mês que é o reformador. E agora vamos a Lázaro Regivo. Estamos no capítulo oito, Conquista e Liberdade. E é nessa noite a abordagem será iniciada por Nádia e seguida por Marcel Mariano. >> Boa noite a todos. Agradecemos a presença de vocês aqui fisicamente no auditório da FEB, na sede central e à distância através da internet, tanto nesse momento, simultaneamente com a nossa fala, como em momentos posteriores. Nesse capítulo, o irmão X, ele vai falar basicamente de diversas atitudes humanas comuns. Eh, o que ele diz aqui não se refere, embora ele cite personagens históricos de várias épocas, mas não se refere a situações extraordinárias, a atitudes singulares inusitadas. Não, ele vai falar de atitudes humanas comuns em relação a vários aspectos da vida e nós vamos tecer algumas breves considerações a respeito delas, começando que ele vai falar que quase todas as criaturas guardam ciosamente as disposições da avareza. A avareza que ele vai falar aqui é que a gente retém coisas por causa da nossa natureza inclinada a matéria pela pelo nosso nível evolutivo, que somos ainda espíritos imperfeitos. Ele vai falar de bens, ele vai falar de relacionamentos, ele vai falar de poder. E eu queria começar exatamente pelo poder que ele vai citar Alexandre Magno, ele vai citar a Napoleão Bonaparte falando sobre a transitoriedade, embora nós não sejamos personagens à altura desses vultos históricos que as eh as páginas da história registram e eles não são esquecidos séculos depois de sua morte. Não acontece isso com a gente, mas no nosso pequeno mundo é muito

ns à altura desses vultos históricos que as eh as páginas da história registram e eles não são esquecidos séculos depois de sua morte. Não acontece isso com a gente, mas no nosso pequeno mundo é muito difícil que a gente renuncie ao poder que for possível. Poder sobre os filhos, sobre a família, sobre os companheiros, sobre os os espaços que nós temos de casa, de trabalho, sobre as ideias, sobre as atividades. A gente tem essa tendência a buscar vencer, vencer discussões. Hoje a gente vê isso com muita frequência, né? Eh, os debates, eu tava assistindo um vídeo e o autor falava que ele gostava de debate de qualidade. Como é um debate de qualidade? Pode ser por escrito. Você escreve os argumentos sobre uma dada concepção de algo, o outro lê e vai com tranquilidade escrever os contraargumentos daquilo ali. E isso pode continuar, pode ser feito verbalmente também, mas ele disse, tem que ter um moderador, tem que ter eh clareza, lisura e não se trata de discutir com a pessoa. Um debate é sobre ideias. Raramente as o povo nem entende esse conceito. Debate na maior parte do dos do nosso cotidiano é para usar uma expressão da internet lacrar. Que é assim, você diz uma coisa que não quer dizer nada, mas é uma frase de efeito que o outro fica calado. Aí você diz: "Ganhei o debate". É um exercício de poder. Se não chega tanto, discussões pequenas em casa, no cotidiano, a pessoa não consegue. Às vezes continua, continua fazendo a réplica, continua fazendo a tréplica, porque não pode deixar de ter a última palavra, não pode deixar de ter razão. Então, dentro disso, desse aspecto, o que que a gente tem? Eh, que o evangelho, o evangelho traz muitas coisas sobre o poder, né? E o evangelho de Jesus, eu tem um uma um momento que eu já citei aqui, porque é um momento que eu gosto muito, de vez em quando eu reflito sobre isso, quando Jesus tá sendo interrogado, se não me engano, é por Pilatos e e a autoridade, pode ser Pilatos, pode ser os sacerdotes, mas eu penso que foi Pilatos, diz a ele, você sabe que eu

ito sobre isso, quando Jesus tá sendo interrogado, se não me engano, é por Pilatos e e a autoridade, pode ser Pilatos, pode ser os sacerdotes, mas eu penso que foi Pilatos, diz a ele, você sabe que eu teria poder para mandar a para condenar e tal. E Jesus diz assim: "Nenhum poder terias sobre mim se de cima não te fosse dado". Ele revela aí a grande ilusão que os seres humanos apresentam. A grande ilusão de supor que é possível exercer poder sobre o outro. O poder é do todoeroso que é Deus através de suas leis perfeitas. nas suas leis perfeitas, ninguém pode mexer, ninguém pode contrariar realmente. E aí o outro pensa que tem poder sobre mim e eu penso que ele tem o poder de me destruir, de me agredir, de eliminar, de mudar meus caminhos. Isso não é real, porque a lei de Deus ela vige sempre. E aí não é só Jesus que pode dizer a Pilatos: "Nenhum poder terias sobre mim se de cima não te fosse dado". Todos nós precisamos reconhecer pelo que o evangelho nos diz e pelo que a doutrina espírita esclarece, que na verdade o que nos atinge nos atinge porque dentro da lei de Deus nós nos colocamos na sintonia daquela experiência, ou para um aprendizado, ou para um serviço, ou para um resgate, uma expiação. Nós nos colocamos quando aquela experiência não está no nosso roteiro, não é necessária, não é útil, ela se desvia de nós e não há poder externo que possa produzir isso. Então, no entanto, nós passamos a vida com medo de sermos atingidos por terceiros, por situações e buscando ter um controle e um poder sobre as situações e sobre as pessoas, que é um desperdício de tempo e de energia, uma vez que esse poder ele é externo, ele é material, ele é transitório, ele não é real. Poder real é estar em harmonia com as leis de Deus, porque aí nada vai nos atingir. Amigos que nos acompanham, nossos votos de muita paz. Talvez alguns parecerá estranho que estejamos a analisar agora e durante as próximas quase 45 semanas. Lázaro Redvivo, porque o nome remete ao personagem de Betânia que Jesus arrancou

os de muita paz. Talvez alguns parecerá estranho que estejamos a analisar agora e durante as próximas quase 45 semanas. Lázaro Redvivo, porque o nome remete ao personagem de Betânia que Jesus arrancou da morte, da catalepsia. Mas a rigor, a sua, as crônicas de irmão X nesse livro são modernas, retratam acontecimentos do período em que ele escreveu esse livro para cá, 60, 50 anos para cá. Mas avareza, no momento que ele foca uma crônica sobre avareza, indiscutivelmente nos remete ao evangelho. Porque o evangelho, além de combater a hipocrisia, o sinismo, o fingimento, orgulho, vaidade e toda essa corte de adversários tenebrosos da criatura humana, a avareza se incute entre elas. A avareza está elencada junto aos sete pecados capitais, que nasceu na idade média e foi sancionada por um papa, Gregório Magno. No século VI, ele sancionou as sete os sete pecados capitais, a ira, a avareza, a soberba, o orgulho, a preguiça e outros mais. E depois ela foi muito bem abordada na suma teológica por a figura da patrística, né? São Tomás de Aquino também abordou bastante ela na sua suma teológica, de modo que até hoje ela acompanha e o evangelho continua sendo o seu antídoto. Jesus conviveu, por exemplo, Zaqueu. A figura de Zaqueu, que era um homem rico, de certa maneira, ele tinha um desejo muito grande de posse, mas dentro dele havia já um espírito de renovação. E o contato com Jesus foi decisivo para que a partir dali ele doasse todos os seus bens aos pobres, pagasse a todas as pessoas a quem causou algum tipo de prejuízo e mais tarde se tornou uma das figuras mais exponentes do cristianismo nascente. A avareza intelectual de Nicodemos. Nicodemos se considerava um dos doutores mais cultos do sinério de Jerusalém. Mas saiu coitadinho tão confundido da entrevista com Jesus de madrugada, onde ele aprendeu o nascer de novo e nem isso ele sabia o que é que significava. Ele tomou nascer de novo como algo literal, um adulto voltando ao ventre de uma mãe mais adulta ainda. Mais tarde ele

, onde ele aprendeu o nascer de novo e nem isso ele sabia o que é que significava. Ele tomou nascer de novo como algo literal, um adulto voltando ao ventre de uma mãe mais adulta ainda. Mais tarde ele saberia que Jesus se referia à palingia, a reencarnação, a metapsicose. Ele lidou com figuras como Anã, Caifás, soberbos pelo poder religioso que detinham no Sinédrio de Jerusalém. Todos eles desceram ao pó para se confundir no sepulcro para encontrar a verdade. Então, essas crônicas com quanto com sabor moderno, elas têm profundo vínculo com aspectos do evangelho, de modo a nos levar a perceber que as imperfeições continuam nos desafiando na atualidade. Por isso ele cita que ainda temos um apego imenso. Mas quem é que não espera todos os anos a lista da Forbes, a revista americana que divulga todos os anos as 400 pessoas mais ricas da Terra? Quem é o primeiro? É o homem do espaço, é esse que tem os foguetes? É o homem da Microsoft? É o dono da Amazon? É não sei quê? Porque cada um toda hora tá subindo e passa o outro em bilhões. Agora tá todo mundo cogitando quem vai ser o primeiro trilionário da história. OK? Pode juntar um trilhão, não pode levar para o alej. Caixão de defunto não tem gaveta. Mortalha de morto não tem bolso. O que tem fica. O que se é se leva. Nesse ponto, Humberto de Campos, que era um amante da mitologia grega e também romana, do qual ele fazia uso frequente nas crônicas, ele se refere a Bias. Bias é considerado um dos maiores filósofos da Grécia. nasceu em Prien, uma região da Grécia, e na própria cidade ele morreu. Quando a cidade estava sendo invadida por Ciro, rei dos peças, aquele que atravessou o desfiladeiro das termófilas e submeteu à Grécia, todo mundo na cidade estava fugindo com seus bens, prataria, ouro, dinheiro, tudo que pudesse carregar, os lingotes. E Bias estava no meio da praça. E o P dis: "Bias, você não vai pegar suas coisas não?" Ele disse: "Não, o que eu tenho está dentro de mim." E saiu da cidade de mãos limpas. O povo tudo que levou mais

E Bias estava no meio da praça. E o P dis: "Bias, você não vai pegar suas coisas não?" Ele disse: "Não, o que eu tenho está dentro de mim." E saiu da cidade de mãos limpas. O povo tudo que levou mais tarde, Círio saqueou, inclusive na Lídia, quando invadiu Sardes a capital, converteu eh Creso, o rei da Lídia, o homem mais rico da terra, em seu escravo e todos os tesouros da Lídia, Ciro tomou. Cres morreu, Ciro também morreu, Bias também morreu. Mas nos parece que Humberto de Campos deixa claro que Bias morreu numa condição bem melhor, porque o tesouro maior dele não é o que ele tinha, é o que ele era. A filosofia, a sabedoria que ele havia juntado na alma, isso para onde ele fosse, ele levaria. O que ele tinha ficou na terra. Que luta a gente não tem que desenvolver para combater a avareza, porque ela tem multiformas, não é só por dinheiro, é por gente, por recursos intelectuais, por sabedoria, por posse. A avareza na política, na economia, na religião e em várias outras áreas. Talvez seja um dos dramas mais presentes no Evangelho Segundo o Espiritismo. É um dos grandes espíritos que Ali se comunicou. O salvo engano pascal, ele afirma a maior dificuldade que vocês têm na terra, nós os encarnados, é lutar contra a posse. A posse é irmã se a mesa da avareza, dupla ruim. E Júlia, Marcel concorda contigo. Ela colocou aqui no chat que o que temos nós deixamos e o que somos nós levamos. E é bem por aí como Júlia compartilha conosco. Eu observei aqui no iniciozinho do capítulo Conquista e Liberdade, que o irmão X vai dizendo pra gente que quase todas as criaturas guardam ciosamente as disposições da avareza. Então, de algum modo, cada um de nós vai acumulando algo do seu interesse. Contudo, o que vamos acumulando precisa ter uma certa reflexão e questionamento se estamos acumulando para o físico ou se o acúmulo que estamos fazendo dialogam com os tais tesouros da alma que Jesus veio nos apresentar. Isso me fez lembrar de um capítulo de Joana deângeles em diretrizes para o êxito

para o físico ou se o acúmulo que estamos fazendo dialogam com os tais tesouros da alma que Jesus veio nos apresentar. Isso me fez lembrar de um capítulo de Joana deângeles em diretrizes para o êxito intitulado Campeões, em que ela vai falando que o problema não está nas conquistas, mas quando essas conquistas não são acompanhadas por uma elevação moral e emocional que faz com que acabemos criando uma dependência do triunfo permanente. Então, se não temos aprovação do outro, se não vamos conquistando, conseguindo e cada vez mais amealhando mais coisas, nós vamos nos sentindo como seres, sem a devida importância, sem a devida valoração. Ela chega a abordar do mesmo modo que o irmão X traz pra gente, essa ideia de que vamos desperdiçando demasiada energia enquanto estamos na fase da juventude no corpo. E quando chegamos à fase da velice, já estamos tão adoecidos por correr atrás das questões superficiais que já não podemos usufruir da vida no que ela poderia apresentar de maior potência. E aí eu recordo do que Leão Deni traz pra gente, o problema do ser, do destino e da dor, que a fase, não que ela seja, digamos, a mais importante ou a mais valorosa, mas ela assume uma centralidade que é na velice, quando assumimos aqueles que o desejaram e cultivaram a condição de sábios, onde seríamos os exemplos para aqueles que ainda estão em terra idade ou na juventude para seguirem uma espécie de modelo de virtude. E isso a gente vai observando que em algumas culturas, se nós observarmos a cultura indígena, por exemplo, os mais velhos são o exemplo de sabedoria. A eles, então, todos os demais recorrem para um aconselhamento ou tem como uma inspiração para seguirem as suas existências. Aqui ele vai colocando eh um exemplo como os pregadores quase sempre estimam os ouvintes, não pela eh pela qualidade, mas pelo número. E aí foi difícil não lembrar da inquietude que acabou sendo provocada pelo senso, em que ficamos: "Nossa, está diminuindo o número de espíritas, o que está acontecendo."

la qualidade, mas pelo número. E aí foi difícil não lembrar da inquietude que acabou sendo provocada pelo senso, em que ficamos: "Nossa, está diminuindo o número de espíritas, o que está acontecendo." Mas a nossa preocupação diária deveria ser o que mesmo o espiritismo vem ocasionando e proporcionando de mudança no meu mundo íntimo e também nessa comunidade que é conformada pelo movimento espírita. ainda estamos adotando medidas quantitativas para falar de evolução e de progresso. E não é por aí que nós de fato deveríamos caminhar e se imprimar por qualidade. Depois ele colocou algo que eu achei super interessante, que não importa se o simpatizante das suas obras é algum emulo de José do Telhado e que ele vai explicar aqui que era um militar e famoso salteador português. Então, a preocupação com o quantitativo que não prima pela qualidade é que não importa quem siga, quem goste, quem seja adepto, contanto que isso traga volume. E a nossa ideia é por qualidade. O que é mesmo que como espíritos encarnados estamos buscando naquilo que a gente pode dizer que aqui foi denominado como tendência de amontoar? O que é que eu estou conquistando? Que o amontoar, se a gente lembrar do excesso, vai chegar em algum momento também que não vai nos fazer bem. O que é que eu estou conquistando na minha caminhada evolutiva? Um pouquinho mais à frente, ele vai falar que esses conquistadores acabam sendo escravos da própria conquista. Então, se eu não tenho aprovação daqueles que eu entendo como os que eu conquistei de algum modo, com que falo, com que faço, com o que visto, com o que represento, eu não consigo encontrar na minha condição de essência espiritual alguma utilidade ou valor. Então, eu vou sempre entender que se o outro não valida as minhas escolhas e as minhas percepções, eu perco então a valia que tenho no mundo. E a pergunta é: qual a valia que eu tenho diante daquele que se conformou em nosso modelo e guia? Aí a gente consegue ter paz, a gente consegue ter harmonia, porque deixa de se

lia que tenho no mundo. E a pergunta é: qual a valia que eu tenho diante daquele que se conformou em nosso modelo e guia? Aí a gente consegue ter paz, a gente consegue ter harmonia, porque deixa de se preocupar pelo menos excessivamente com a representação, inclusive vestindo uma máscara e uma fantasia de que é aquilo, porque a gente passa a representar o que o outro entende e deseja que nós sejamos. Então, perde-se em autenticidade, perde-se em liberdade. E se olharmos até o título desse capítulo, conquista e liberdade, o que estamos buscando conquistar na na superficialidade nos torna escravos, enquanto que se eu busco os tesouros, eu me torno alguém que goza de liberdade. A questão é: prefiro ser escravo no mundo com os aplausos que ele me confere, ou eu prefiro ser liberto em Jesus? sem que os aplausos do mundo estejam no meu cotidiano. E essa visão quantitativa, eu tava ouvindo Jamile e pensando em muitas situações onde nós fazemos essa conta. Quando ela falou do José do Telhado, eu lendo e digo: "Gente, quem é esse?" Porque os outros eram personagens históricos. Eu não sabia quem era. Infelizmente tem uma nota dizendo quem é o famoso José do Telhado, um salteador. E aí a gente vive numa época em que as pessoas dizem: "Olha, eu tenho 5.000 amigos na rede social, gente que nunca botou os olhos em você e que efetivamente não se pode dizer que sejam seus amigos. Ah, tá vendo quantos seguidores? Tá vendo quantos likes? é uma lógica tão quantitativa que eh precisa ser repensada, né? Nós atribuímos esse valor externo, a o número, a quantidade, as as coisas que não deveriam ser avaliadas externamente. Então, Jesus teve 12 apóstolos, não seria melhor que ele tivesse uns 30? era mais eficiente. Por essa lógica seria, né? Ah, mas ele fez toda uma fala para eh eh 5.000 pessoas lá no na no sermão da montanha. E aí? Ah, mas se fosse 10.000 era melhor, porque era o dobro. Gente, a lógica da do Evangelho, que aí é o que o irmão X está ressaltando com todos esses pequenos exemplos e mais os outros que a

tanha. E aí? Ah, mas se fosse 10.000 era melhor, porque era o dobro. Gente, a lógica da do Evangelho, que aí é o que o irmão X está ressaltando com todos esses pequenos exemplos e mais os outros que a gente pensa, não é uma lógica do externo e do quantitativo. Porém, para nós é muito difícil na sociedade em que vivemos lembrar disso. Eu assisti uma palestra de, acho que foi André Trigueiro uma vez e ele dizia assim: "Eu acho que é mais difícil ser espírita hoje que no tempo de Kardec, porque tem tanta distração, tem tantas demandas, tem tanta coisa que na época não tinha, era a fala dele, né? E hoje, por exemplo, eu eu diria que a cada época tem suas dificuldades, mas hoje a gente tem que lidar com uma sociedade completamente voltada pro consumo, a ponto de que você eh vai avaliar a riqueza de uma nação, não pelo que ela produz, pelo que ela consome. Não importa se aquele consumo todo é comprado em outros países, é produzido em outros países. Então, na nossa vida, isso parece com um uma estímulo constante para que a gente tenha mais coisas, que a gente tenha mais objetos. E aí a tendência é a gente transformar também as relações em posses. Os entes queridos, os familiares, os amigos acabam se tornando como que propriedades. Isso nos dá segurança, porque como espíritos ignorantes ainda, nós achamos que há segurança na matéria. E a gente sabe que a matéria ela é perecível, ela é transitória. lei de destruição, que é uma lei moral, funciona em todos os níveis, mas no nível material ela é visível, não tem nada que fique do jeito que é. Você compra uma casa linda, maravilhosa, se não ficar dando manutenção o tempo todo, daqui a pouco tá descascando, tá estragando, tá caindo. Você tem que ficar mantendo aquilo, porque é da natureza da matéria a degradação. E aí Jesus, vamos pro evangelho, né, nosso nossa reflexão sobre como viver o evangelho. Jesus vai dizer que ele vai dizer assim: "Eh, cuidado para não ajuntar tesouros na terra, onde a traça devora, a ferrugem corrói, os ladrões arrombam e roubam. Ao

eflexão sobre como viver o evangelho. Jesus vai dizer que ele vai dizer assim: "Eh, cuidado para não ajuntar tesouros na terra, onde a traça devora, a ferrugem corrói, os ladrões arrombam e roubam. Ao contrário, ajuntai tesouros no céu, onde a não existe traça para devorar, não existe ferrugem para correr e não existe ladrão que consiga roubar aquilo que Marcel falou sobre o o caixão que não tem gaveta e a mortalha que não tem bolso. Mas nós projetamos uma ilusão de que a matéria pode nos fornecer segurança, de que nós fazem, se fizermos determinados planos, se fizermos determinados projetos, se fizermos determinadas ações, necessariamente nós vamos ter segurança. A segurança não está no externo, a segurança não está na matéria. uma sociedade de consumo como a nossa, todo mundo acha que ser pobre é alguma espécie de castigo. É uma coisa muito lamentável. E a gente esquece que o Evangelho Segundo o Espiritismo, ele vai nos mostrar que a riqueza e a pobreza são igualmente provas, sendo que a riqueza com frequência é uma prova muito mais difícil de vencer, onde nós vamos lembrar que Jesus disse: "É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no céu". Não era sobre ricos externos, não era sobre pessoas que tinham dinheiro e que ai não conseguem se espiritualizar. Era sobre este valor. Essa é uma ideia falsa. Por quê? Se nós estamos no mundo material e somos seres como somos muito identificados com a matéria, o que é que vai acontecer? A gente acredita na matéria. Quanto mais a gente tem, mais a gente tá estimulando essa lógica e esse estilo de vida. Quanto menos você tem espiritualmente, você vai ter menos dificuldade nesse caso. Então, vamos eh viver o evangelho lembrando dessas coisas que são trazidas nesse capítulo, mas que o evangelho já fala com a gente há 2000 anos. E quando nós viajamos pela história, a mitologia tá cheio de personagens avarentos e são deuses. Aarentos e são deuses. Defendem essa ou aquela área, mas possuem avareza, que é

m a gente há 2000 anos. E quando nós viajamos pela história, a mitologia tá cheio de personagens avarentos e são deuses. Aarentos e são deuses. Defendem essa ou aquela área, mas possuem avareza, que é tipicamente da questão humana, porque os deuses tinham os mesmos reflexos das criaturas humanas. Se adentrarmos à religião, encontraremos os príncipes destaquela igreja que viveram na babescamente, humildade no altar, mas saiu dali, ele queria o luxo para ele e o máximo de recursos em si. há períodos da história, retratando o confisco de bens de judeus, como no período da inquisição, especialmente na Península Ibérica, Portugal, Espanha, e tivemos a Inquisição também se instalando no Brasil com dona Maria primeiro, a rainha louca, o marquês de Pombal, mas como não tínhamos vínculo cármico com essa causa criada por Inácio de Loiola, ela foi expurgada da história do Brasil, porque o auto moveu os recursos para tirá-la daquesse braço tenebroso da história. Se olharmos na economia, nem se fala a avareza de se possuir, de ser o maior rei disso daquilo, maior produtor disto daquilo. Ninguém me se compara aí eu cada vez vou ficando mais rico. Nem os quadrinhos escapam. Vamos para viajar agora para Patópolis. Quais são os dois patos mais ricos de Patópolis que tem uma relação de ódio? Tio Patinhas e Patacôncio. Dois patos avarentes. A gente joga até avareza nos patos. Dois patos, um que só tem caixa forte, nada em dinheiro. O velho só vê ouro na frente dele. Tio Patinhas, não tem família, não formou família e explora os três, o sobrinho, o sobrinho e os sobrinhos do sobrinho. Só vive explorando da lei. Além de Peninha, coitado, que é o penado mesmo, né? Peninha é um penado. Ele tira as penas daquele homem. Se formos para outros eh extertores, se formos para outras histórias, encontraremos sempre a soberba que também se manifesta na beleza. Estamos hoje numa época de beleza física em que o padrão tem que ser alcançado. Corpos sarados. O tórax tem que ser um tanque de guerra.

contraremos sempre a soberba que também se manifesta na beleza. Estamos hoje numa época de beleza física em que o padrão tem que ser alcançado. Corpos sarados. O tórax tem que ser um tanque de guerra. Não pode ser menos do que isso. Tem que ser esculpido bíceps para o indivíduo virar homem, um deus Apolo e a mulher rivalizar-se com a Vênus de Milo ou derrubar de beleza Marily Morrow. Tem que ser mais. Então é uma avareza também com a beleza, sabendo que cedo ou mais tarde todos serão visitados pela decretude orgânica, pela pobreza, pela transferência desses recursos materiais a terceiros. Por isso, a mensagem do evangelho é uma mensagem de espiritualização da criatura humana. E crônicas como essa de Humberto acendem um alerta. Parece que nós estamos na urgente necessidade de recristianizar os cristãos. Porque até o cristão, sob diversos matizes, se deixou furtar, se deixou apunhalar, se deixou sequestrar pelos apelos de Midas, pelos apelos de de dinheiro, de recursos. E Midas é a história da Grécia antiga, né? Tá dentro da mitologia. Um rei pede aos deuses que tudo que ele tocasse virasse ouro. Ele começou a passar fome que ele pegava no prato, virava de ouro. Ia botar comida na boca, pegando com a mão, não podia comer ouro. Começou a morrer de fome. Voltam-se pros deuses. Mas isso virou uma praga contra. Mas não foi você que pediu? Você disse que queria tudo que tocasse virasse ouro. Tocou na comida, no pão, no cordeiro, no peixe, vira ouro. Você não pode comer ouro. Aí ele viu que não era o que ele queria. Que que ele fez? Suplicou aos deuses que o libertassem, que daquilo era um dom, agora virou uma praga. E ele foi para um rio e banhou-se. Nas águas desse rio ficaram salpicados de pepitas de ouro no fundo do rio e ele se libertou. Aí ele percebeu realmente o valor de um sanduíche, de um cachorro quente. E de fato a história traz pra gente diversos episódios que muito provavelmente devemos ter protagonizado alguns ou até por uma questão de ressonância e lei de causa e efeito,

e, de um cachorro quente. E de fato a história traz pra gente diversos episódios que muito provavelmente devemos ter protagonizado alguns ou até por uma questão de ressonância e lei de causa e efeito, passamos pelos efeitos delas. Perdoem a redundância. E aí eu fico pensando as grandes civilizações, as grandes construções que para demonstrar opulência se viciaram corpos, exploraram vidas, pessoas e povos escravizados, como nós já sabemos, inclusive na realidade do nosso país. E isso não sofreu uma modificação significativa, até porque a gente já sabe, já estudou, já viu, como Kardec salientou, que a maior chaga que ainda carregamos é o egoísmo. E o egoísmo anda de mãos dadas com a soberba. e essa falsa ideia de superioridade por uma, digamos que vestimenta temporária que nós então precisamos utilizar nas reencarnações e que a depender de uma questão eh epidemiológica do país onde você nasça, das condições sociais e econômicas que você venha viver, da pigmentação de sua pele, isso vai estabelecendo espécies de hierarquias onde seres se colocam como superiores e outros que estariam em condição de inferioridade. Enquanto que Jesus, nos seus diálogos, como o Evangelho nos traz, ele não dialogava com classe, com casta, com questões raciais ou econômicas. Ele dialogava com a alma. Que queres que eu faça? Crêis que eu possa te curar? sempre buscando qual era o anseio daquele espírito que estava ali diante dele. E por mais que afirmemos, mas era Jesus, ele mesmo nos trouxe a afirmativa da possibilidade que nós temos de persistir no nosso crescimento. E se ainda estamos passando por essas situações de agrura, é porque ainda estamos de qualquer modo conectado com um sistema que é explorador. E aí não é só porque o governo ou porque o sistema apareceu no momento histórico, ele é um retrato do nosso nível evolutivo. E isso a gente não precisa ter dificuldades de chegar a essa conclusão ou de não concordar. Pensando nesse sentido, eu assisti um documentário há pouco tempo em que o

retrato do nosso nível evolutivo. E isso a gente não precisa ter dificuldades de chegar a essa conclusão ou de não concordar. Pensando nesse sentido, eu assisti um documentário há pouco tempo em que o excesso de compra que está sendo feita principalmente pela internet vem causando um grande acúmulo especialmente no continente africano, onde tudo aquilo que não se deseja lá é depositado e até nesse sentido não se tem mais pessoas para usar tantas roupas que estão sendo compradas e consumidas devido ao excesso e que elas estão ficando abarrotadas. em alguns países, porque não se tem mais a condição de vestir determinados corpos, mesmo que necessitados, pelo excesso daquilo que se compra. E isso fez com que eu lembrasse de algo recentemente que foi motivo de conversa no meu ambiente de trabalho, em que as pessoas que por algum motivo sofrem de insônia agora tem alguns sites que colocam para você que está em Sony, venha fazer compra neste canal. Então você passa a noite consumindo, tá acordado, então não perca tempo e consuma mais. E a pessoa, claro, levado por aquele momento ou de preocupação de algum tipo de adoecimento, ela ia comprando cada vez mais, iludida com o percorrer do dedo, que na verdade vai aparecer na fatura no final do mês. Então, há uma espécie de culto ao amontoar, há um um uma ideia de que cada vez que a gente consome, isso nos torna seres melhores e com maior visibilidade, digamos assim. E isso me fez eh fazer uma espécie de junção com o pensamento de Joana e com o próprio irmão X, quando ele fala que raros são os espíritos encarnados que recordam que precisam conquistar a si mesmos. E só conquista a si mesmo quem investe em conhecimento da sua condição de ser espiritual e viver, ter momentos de espiritualidade ao longo de sua caminhada. E Joana então vai trazer pra gente que o verdadeiro campeão da vida é aquele não que disputa com o outro um status ou quem é melhor do que quem, mas quem consegue vencer a si mesmo e as suas dificuldades. nossa repetição frequente e necessária

rdadeiro campeão da vida é aquele não que disputa com o outro um status ou quem é melhor do que quem, mas quem consegue vencer a si mesmo e as suas dificuldades. nossa repetição frequente e necessária de que se reconhece o verdadeiro espírita pelo esforço que faz e pela consequência desses esforços, chega-se então à sua transformação moral e ela traz um caminho que todos nós já conhecemos e é exemplificado por Jesus, que é de trabalho, persistência, disciplina e sacrifício. Então ela diz que o verdadeiro campeonato é daquele que luta contra as próprias paixões que acalenta. Esse é o verdadeiro campeão no mundo. Jamile falou bastante mais detalhadamente dessa questão do consumo, dessa questão do do acúmulo. Eu tenho uma certa esperança, né? Não sei se é esperança porque eu acredito na evolução. Então é, eu é uma certeza, mas eu fico imaginando daqui a 200 anos a gente reencarnado e olhando pro século XX, XX e dizendo: "Gente, esse povo era doido. Como é que faz um negócio desse, né? Como a gente olha pro passado e diz: "Nossa, que ignorância." Ah, porque idade média e faziam isso, faziam aquilo? Aí éramos nós mesmos. E aí no futuro a gente vai poder contemplar esse processo e vai ver assim, é uma coisa louca, é uma uma sociedade muito adoecida exatamente por essa identificação com a matéria. É verdade que é uma característica do espírito de terceira ordem, mas nós avançamos intelectualmente. Então, nós produzimos tecnologia, nós criamos sistemas e processos de governo, de convivência, de comércio altamente sofisticados. Só que a evolução intelectual, ela vem antes da evolução moral e ela vai ajudar a evolução moral a se manifestar. Mas enquanto existe essa defasagem, o indivíduo pouco evoluído, materializado, ele vai fazer o quê? Ele vai pegar todo o conhecimento que ele tem e colocar a serviço das limitações morais. E isso é de tal ordem, irmão X vai dizer: "Sem luz no coração é impossível fugir ao jogo de sombra das conquistas exteriores." Então ele tá falando quanto essas

olocar a serviço das limitações morais. E isso é de tal ordem, irmão X vai dizer: "Sem luz no coração é impossível fugir ao jogo de sombra das conquistas exteriores." Então ele tá falando quanto essas conquistas exteriores elas nos tomam e mesmo que a gente possa ter dar muitas vezes um limite ao exterior, às vezes até pela questão financeira, mas existe um elemento que também tá colocado aqui nas entrelinhas das várias citações que ele faz, que é mais sutil ainda a avareza, ainda o excesso, ainda a materialidade, mas no nível mais sutil. Já não é a busca do poder claro e explícito, já não é a busca das posses dos bens, mas é a busca do reconhecimento. Isso é muito mais sutil. Primeiro porque a gente vai dizer, mas é natural você querer ser apreciado? É totalmente natural. No entanto, é preciso reconhecer pelo que estamos sendo apreciados e ver se tem validade essa apreciação. Existe uma uma ênfase muito grande em você ser aceito. Os tais likes, né, da da das redes sociais, tudo que a gente fala de que todo mundo nas redes sociais é feliz, só bota retrato disso, sorrindo, feliz. Olha o qu eu aqui viajando. Olha eu aqui que comprei não sei o quê. Esta busca de reconhecimento tem a ver com posição social, tem a ver com classe, é uma busca de títulos. A gente quer ser reconhecido por alguma coisa que a gente valoriza, né? E aí vamos lembrar que no evangelho Jesus vai dizer: "Quem quiser ser o maior seja o servo de todos". Essa é uma das lições mais profundas e mais complexas no evangelho e que eu acho, a minha impressão é assim, no processo evolutivo, ela é uma das mais difíceis, porque significa você compreender que ponto de vista do evangelho é o inverso. reconhecimento social, reconhecimento de uma sociedade que tá pautada no interesse pessoal, na materialidade, ela diz mais contra nós em relação ao evangelho do que a favor. A pessoa que vive o evangelho, ela não vai ser reconhecida, ela não vai ser aprovada, ela não vai ser apoiada. Basta a gente ver o que aconteceu com

contra nós em relação ao evangelho do que a favor. A pessoa que vive o evangelho, ela não vai ser reconhecida, ela não vai ser aprovada, ela não vai ser apoiada. Basta a gente ver o que aconteceu com Jesus. Jesus era o evangelho vivo. Ele era a presença de Deus, as leis de Deus vivas, caminhando, ensinando, buscando. E o que que acontece? acontece que ele é crucificado. Ele não só é crucificado fisicamente lá, como ao longo do tempo, através dos tempos e até hoje, ele é ignorado, ele é desconhecido, ele é visto só superficialmente. Ele tem de novo, a gente volta pra fase eh em que ele tava sendo interrogado. E aí, eh, Pilatos diz, pergunta se ele é rei, ele diz: "Tu dizes". E aí, eh, tem uma abordagem em relação assim: "Cadê? Como assim você é rei?" Ele disse: "Meu reino não é deste mundo. Se fosse, os meus combateriam". Quer dizer, se o reino do céu, se a vivência plena do evangelho fosse uma coisa que corresponde a isso que a gente vê, ele não seria crucificado, ele seria coroado, rei. Não há como no mundo que impera o egoísmo e o orgulho, alguém que vive o evangelho profundamente, não apenas do modo exterior, não apenas no esforço e na vontade, mas vive profundamente, não há como nesse mundo essa pessoa ser bem vista, bem aceita. Então, uma das coisas para viver o evangelho é a gente renunciar ao reconhecimento que a gente tanto deseja, tanto gosta e viver a partir dessas leis divinas que estão escritas na nossa consciência. Indiscutivelmente, Jesus permanece o grande paradigma, modelo e guia que para nós reflete tudo aquilo que desejamos ser sem qualquer tipo de ambição. Finalizando a sua curta vida entre nós, 3 anos de pregação pública, 33 e 30 de existência no mundo, encontraremos um homem completamente desprendido. Ele só teve uma coisa que foi dele que ele não deu a ninguém, a cruz. Essa ele não dividiu. Carregou desde o momento que a recebeu dentro de Jerusalém até o Golgota, o monte da caveira. Tudo mais que ele teve foi transitório. Se hospedava em casas de estranhos, fazia

z. Essa ele não dividiu. Carregou desde o momento que a recebeu dentro de Jerusalém até o Golgota, o monte da caveira. Tudo mais que ele teve foi transitório. Se hospedava em casas de estranhos, fazia refeições entre amigos, utilizava-se de transporte de terceiros e ia passando de um lugar para outro sem preocupar. Ele fazia as longas viagens, não levava nada, não se a roupa do corpo. E onde chegava alimentava-o, ofereciam-lhe água, oferece um repouso de uma noite para o dia seguinte. Então, foi o grande modelo, permanece sendo modelo do homem inteiramente desprendido, que vive livre, não à toa, irmão X intitulou liberdade e conquista. O que nós precisamos é nos libertar da sombra, a sombra que nos arrasta para ter coisas com as quais não escravizamos a coisa. nos escravizamos a coisa que acaba por nos vassalar. Depois de iluminar a sombra, nós temos que começar a cogitar, a pensar que tudo quanto temos é transitório, é passageiro. A posse de agora, amanhã passa a outras mãos. Então vamos começar que até agora falamos do mal, temos que falar do remédio. O que não falta no mundo são regras. Benjamin Franklin, que foi um dos grandes cientistas norte-americanos, inventor do paraaio, propôs 13 virtudes para combater as más paixões. Se formos analisar o povo Tolteca, deixaram quatro regras que está no livro, os princípios, quatro princípios do povo Tolteca. Se formos para Buda, encontraremos o caminho octoplus, né? as oito posturas que o indivíduo deve ter em relação à vida. Todo lugar existem regras boas, saudáveis, legítimas que o indivíduo pode adotar porque vencer a avareza impossível, mas ela pode ser controlada. Dizem que alguém perguntou a um velho pajé: "Eu tenho dois cães que duelam dentro de mim". É mesmo? Um é bom e o outro é muito mau. Qual deles o senhor acha que vai vencer? E o velho pai já respondeu: Aquele que vou se alimentar mais. Então, quando esses dois mastins estão dentro de nós duelando, aquele que a gente der mais ração, a do mundo ou a ração divina, é que vai sobrepujar o

i já respondeu: Aquele que vou se alimentar mais. Então, quando esses dois mastins estão dentro de nós duelando, aquele que a gente der mais ração, a do mundo ou a ração divina, é que vai sobrepujar o outro. Então, para que a gente se liberte da escuridão que não tem vida própria, é fundamental acender ou um palito de fósforo ou um pirilampo, ou qualquer mini lâmpada que possa nos guiar, porque tudo quanto temos vai passar para outras mãos, como fez Jesus nos ensinando que não tivéssemos preocupação com o dia de amanhã, porque o dia de amanhã se basta a si mesmo e é fundamental o indivíduo se preocupar em hoje, iluminar-se hoje. O amanhã virá com as suas próprias cargas, com as suas próprias ocorrências. Vamos nos preocupar com o dia de hoje. Ontem passou, já passou. O amanhã virá. Então, o nosso melhor momento é aqui e agora. No finzinho do capítulo, Marcel até trouxe pra gente o Bias de Prien, esse filósofo grego. E interessante que ele era alguém que poderíamos intitular como bondoso, preocupado com as questões espirituais e de repente a cidade é então invadida eh pelos soldados de Ciro e as pessoas estavam ali preocupadas, os soldados estão vindo aí, então vamos juntar as nossas coisas. Então, todo mundo ia juntando os seus pertences, porque então para fugir, quando os soldados chegassem, todos já teriam saído e, claro, levado as coisas que conquistaram ao longo da vida. E as pessoas então observando esse filósofo lá quieto, que coisa estranha, ele não apanha nada, não carrega nada consigo. E aí, claro, vão fazer um questionamento para ele, né? Isso gerou uma inquietude. E a resposta que ele deu a essa questão de não estar apanhando nada é que eu trago tudo comigo. Essa foi a resposta então que ele forneceu. Então o que ele tinha de patrimônio era a sua bondade e a sua retidão. De fato, era o que ele precisava. E não imaginem o que é um momento de soldados invadirem a cidade e a gente tá ali preocupado em catar as coisas, podendo perder a vida física. Mas alguma coisa eu iria reter nessa

o que ele precisava. E não imaginem o que é um momento de soldados invadirem a cidade e a gente tá ali preocupado em catar as coisas, podendo perder a vida física. Mas alguma coisa eu iria reter nessa necessidade de estar sempre juntando alguma coisa. E nessa proposta que Marcelo nos trouxe, eu lembrei da história que está no Evangelho de Lázaro, que a gente lembra das suas feridas de um cão a lambê-las. E ele ali se alimentava do resto da mesa do homem rico. E esse homem rico, então, quando faz a passagem, chega no mundo espiritual e que observa que Lázaro está ao lado de Abraão. Isso não deve ter causado nele uma boa sensação, porque ele era alguém rico, superior. Como é que Lázaro, aquele que comia do resto da minha mesa, coberto de feridas, está ali ao lado então de Abraão. E ali a gente tem o grande aprendizado de que tudo que ele acumulou na vida de nada valeu naquele momento, enquanto que Lázaro pôde ser um espírito que estava ali ao lado de um grande profeta. Então essa ideia traz pra gente a necessidade da reflexão do que estamos trazendo, que não eh conquistando, que não é a ideia, vou mudar agora o meu ritmo de vida e as coisas que tô buscando conquistar para ver se eu consigo um lugar no céu. Não vai ter também validade, mas é uma substituição dos valores que a gente vai carregando, que não precisa ser de modo a nos violentar, mas refletir mesmo. Sabe aquela ideia? Eu vi, fiquei com vontade, mas de fato eu preciso, diante das necessidades de outras pessoas, eu preciso consumir ainda mais. E não é só consumir o alimento, a roupa, a vestimenta, mas as oportunidades, as chances que você pode conceder a outras pessoas, mas que às vezes o desejo de reter impossibilita conceder ao outro uma chance em qualquer instância que nós possamos eh pensar na vida. Já compartilhamos a riqueza da escuta, do aprendizado, de uma doação ou a gente quer sempre manter o nosso tempo privado dos incômodos que aqueles que precisam de um apoio requerem de nós? Então, estamos amontoando mais egoísmo ou

escuta, do aprendizado, de uma doação ou a gente quer sempre manter o nosso tempo privado dos incômodos que aqueles que precisam de um apoio requerem de nós? Então, estamos amontoando mais egoísmo ou distribuímos as nossas horas em prol do acolhimento do outro que necessita eh desse tipo de cuidado? E eu achei interessante uma observação que Leia, espero que a pronúncia do nome esteja correta, que ela trouxe no chat falando que ela se entristece eh quando lembra de afirmativas eh de que as classes sempre existirão. Mas aí eu recomendo que você reveja no Evangelho o que é que se explica entre superiores e inferiores. E ali não é superior porque está numa classe ou inferior porque se está em outra, mas a relação espiritual que se estabelece quando ocupamos esses lugares e que não são estanques. Isso muda quando evoluirmos. E uma outra resposta que eu gostaria de trazer aqui, que foi uma pergunta que Sandra Márcia fez quando eu falei ressoar, Sandra, no sentido de encontrar guarida em nós. Então aquilo fez uma espécie de eco, encontrou concordância com os meus valores e com aquilo que sinto. Então é nesse sentido que a gente pode estar nutrindo valores que não são espiritualizantes e que comprometem a nossa marcha. E por fim, na partilha dessa noite, algo que eu achei bem interessante ainda sobre o Bias de Prien, o filósofo, é que ele não permitia ouvir as sugestões do mal. Isso tá aqui no finzinho. Então ele não deixava a sua consciência se corromper pelas mais sugestões. Isso também é conseguir ter discernimento no que é que eu estou acumulando ou conquistando. Então, ao invés de dar acolhimento aos pensamentos que vão me desequilibrar, a minha economia espiritual pode acolher os bons pensamentos e isso também nos ajuda a conquistar os bons tesouros. Isso muda a minha psicosfera, traz outras companhias e a minha economia espiritual que eu conquisto me ajuda, com certeza a ter mais possibilidades de ter intuição, inspiração, escutar o outro, ser alguém mais harmônico na convivência social.

companhias e a minha economia espiritual que eu conquisto me ajuda, com certeza a ter mais possibilidades de ter intuição, inspiração, escutar o outro, ser alguém mais harmônico na convivência social. Então, encerramos essa noite, já voltando a lhes convidar para a próxima segunda em mais um capítulo de Lázaro Regivo, dessa vez o nove, por amor a Deus, deixando esta noite com essa reflexão. O que é que nós estamos conquistando? É um tesouro que aprisiona, que aí até perde a condição de tesouro, ou seria aquilo que nos leva à liberdade, como Jesus nos prometeu no reino dos céus, que está íncito em cada um. Boa noite e até segunda. Так.

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