Palestra: Quando a arte se torna boas vibrações? (Paulo Rowland)

FergsPlay - Canal da Federação Espírita do RS 03/04/2017 (há 9 anos) 42:09 297 visualizações

Painel durante o II Intercâmbio de Trabalhadores da Arte no Movimento Espírita, promovido pela Federação Espírita do Rio Grande do Sul (FERGS). Porto Alegre, 04 de março de 2017.

Transcrição

Vamos convidar o maestro Paulo Rolland, que apresentará o painel Quando a Arte se torna boas vibrações. Paulo Rolland une arte e espiritismo desde o início dos anos 90. Sua primeira composição para este fim foi a peça para couro a capela Vozes da Esperança, para o coral espírita Vozes da Esperança de Goiânia. Desde então, diversas outras composições foram criadas. Em 2006, funda a Arte Cura, um trabalho que reúne médiuns para a produção de pictografias, pinturas mediúnicas, psicografias, poesias e mensagens, psicofonias, música mediúnica e mensagens. Como artista para o movimento espírita, Paulo Rollands fez parte de diversos projetos. Trabalhou como jurado do 11º ao 14º Festival da Canção e Encontro da Arte Espírita em Franca, São Paulo, a FEESCEF. Integrou o Grupo Arte Nascente de Goiânia de 2010 a 2013 13 GAN e ministrou diversas oficinas de música espírita por todo o Brasil. Com vocês, Paulo. OK. Meus queridos, muito bom dia a todos. Bom dia. Eu quero agradecer muito a oportunidade de estar com vocês esse fim de semana. Para mim é uma honra, é uma delícia poder visitar vocês, dizer que que entrar em contato com o povo aqui do Rio Grande do Sul é uma delícia, porque é um afeto pelo próprio estado que não existe paralelo no Brasil e que ensina sempre quem vem de fora. Então, eu me sinto sempre muito agraciado, muito feliz quando eu entro em contato com o povo do Rio Grande do Sul. Muito obrigado de coração por me convidarem, por me trazerem para estar aqui com vocês hoje que vai ser para mim um dia maravilhoso, um dos dias mais especiais da minha vida. Eh, eu eu tenho aqui um um uma missão de conversar sobre a arte e espiritismo com vocês. E já adianto que eu sou um aprendiz dessa questão e que a única coisa que eu pretendo fazer, que eu posso fazer, é dividir a minha experiência com vocês para que nós reflitamos juntos sobre a questão. Em hipótese nenhuma, o que eu vou dividir com vocês é verdade, é o correto. Não, estamos aprendendo, eu mais do que ninguém. Eh, o título desse nosso

ês para que nós reflitamos juntos sobre a questão. Em hipótese nenhuma, o que eu vou dividir com vocês é verdade, é o correto. Não, estamos aprendendo, eu mais do que ninguém. Eh, o título desse nosso bate-papo é quando a arte, quando a arte se torna boas vibrações, né? Essa é a pergunta, né? Então, por causa da pergunta incluir a questão boas vibrações, nós vamos conversar sobre moral. Nós não vamos conversar sobre arte. Eh, porque a pergunta é quando a arte se torna boas vibrações, que é uma questão moral. Isso é muito importante para nós, os artistas e para nós, os artistas que fazemos arte dentro das casas espíritas, o assunto é extremamente importante e ele é tão vasto que nós poderíamos fazer um congresso de dias sobre o assunto e nós não esgotaríamos nunca ele. Então eu vou fazer um pequeno recorte dessa questão das boas vibrações e de reconhecermos na arte quando é que ela emana produtos, promove boas vibrações. Então vamos lá a minha introdução. Nessa introdução eu cito um evento, um momento que aconteceu na biografia, um evento conhecido da biografia do Chico Xavier. Ele tinha acabado de terminar de publicar o livro eh Parnaso de Alé Túmulo, o que tornava ele aos olhares públicos um artista, porque era um livro de poesias, né? E aí é existe um episódio onde um um jornalista pergunta para ele depois de perguntar várias coisas sobre o livro, eh, qual que era o maior medo dele, aquilo que ele tem mais medo de que acontecesse na vida dele. E ele responde é que é emanar qualquer coisa de negativo para qualquer pessoa. Então ele cita que o o grande medo dele era esse. E a gente ouvindo, quando eu ouvi que esse era o maior medo do Chico Xavier, eu parei muito para refletir sobre isso. Porque o que são boas vibrações? O que são as más vibrações? Se uma pessoa com o espírito iluminado que tinha, Chico Xavier tem medo, tinha medo de emanar algo de negativo, é porque não é assim tão fácil da gente reconhecer o que é boas vibrações, o que é má vibrações, da gente diferenciar uma

inado que tinha, Chico Xavier tem medo, tinha medo de emanar algo de negativo, é porque não é assim tão fácil da gente reconhecer o que é boas vibrações, o que é má vibrações, da gente diferenciar uma coisa da outra, reconhecer nos nossos atos, reconhecer nos nossos pensamentos O que é que tá produzindo bons frutos? O que é que não está? De forma que ele afirma que tem medo de produzir maus frutos com o próprio pensamento e com as próprias ações, o Chico Xavier. Então, se o Chico Xavier tinha esse medo, é pra gente entrar em pânico. Eh, eu, eu imediatamente eu já pensei: "Bom, então eu tenho que entrar em pânico, então não, vamos nos acalmar e tudo que a gente não sabe tem remédio se a gente vai lá nos ensinamentos de Jesus e humildemente aprende o que é necessário para se equilibrar. Então eu eh imediatamente para poder eh entender melhor a questão das boas vibrações, das vibrações, né? Eu fui no Evangelho Segundo o Espiritismo. Então existe lá no fim do livro um trecho é ação da prece, transmissão do pensamento, que eu tenho certeza muitos conhecem, conhecem bem. E eu vou citar aqui um trechinho que diz o seguinte: a energia da corrente, no caso essa corrente tá falando de transmissão de pensamento, porque o texto tá falando da prece. Então, a energia da corrente guarda proporção com a energia do pensamento e da vontade. Um pouquinho paraa frente, é assim que os espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, que relações se estabelecem à distância entre os encarnados. Então aqui nós temos uma notícia muito clara de que os nossos sentimentos, nossos pensamentos, o nosso universo interior produz imediatamente e sempre vibrações que nos ligam aos demais, nós ao outro. E não importa a distância, porque para essas vibrações eh não existe distância. Então, é disso que nós estamos falando. Nós estamos falando do espírito, do nosso espírito em comunicação com todos espíritos ao nosso redor, encarnados ou desencarnados. Isso são vibrações. E, portanto, boas ou más vibrações, nós

falando. Nós estamos falando do espírito, do nosso espírito em comunicação com todos espíritos ao nosso redor, encarnados ou desencarnados. Isso são vibrações. E, portanto, boas ou más vibrações, nós estamos dizendo a ação do espírito para com o outro. Isso são as boas e as más vibrações. É quando nós fazemos juízo moral do que o seu pensamento ou do que o seu sentimento produz. Então aí para terminar essa introdução, nós não sabemos reconhecer a maioria das vibrações que emitimos quais são. Nós realmente não sabemos. Nós estamos aprendendo. Todos nós temos o perfil de espíritos que encarnam numa escola onde a expiação e aprovação ainda permanecem. Isso significa que nós ainda estamos aprendendo essas coisas, aprendendo a reconhecer nos nossos atos, nossos pensamentos, nos nossos sentimentos o que que eles produzem e a experiência. A medida em que nós vamos adquirindo virtudes, vão vai construindo ess ess ess ess esse juízo, a uma pequenina sabedoria do que é bom e do que não é. Então, por causa dessa dificuldade de nós sabermos reconhecer o que são boas vibrações, o que não são, nós precisamos de uma virtude mais do que todas as outras, que é, enfim, a resposta para essa pergunta. Quando a arte se torna boas vibrações, como nós não temos condição, eu não tenho condição de fazer uma resposta à altura da pergunta, então eu me valho dessa virtude que é a humildade. A humildade é a única resposta prudente hoje para essa pergunta. Então, quando a arte se torna boas vibrações, quando há humildade por parte do artista, sem isso, nós não conseguimos dar o primeiro passo para uma mínima segurança de que a sua arte vai produzir bons frutos. não garante os bons frutos, mas já é o primeiro passo. E a humildade, todos nós sabemos que é a virtude mais importante de todo o tema da existência da encarnação no nosso planeta. É só o assunto mais difícil. Então, por ser o assunto mais difícil, mais complexo, quem sou eu para tá aqui numa federação espírita discernindo sobre o que é a humildade? Ninguém. Eu

no nosso planeta. É só o assunto mais difícil. Então, por ser o assunto mais difícil, mais complexo, quem sou eu para tá aqui numa federação espírita discernindo sobre o que é a humildade? Ninguém. Eu eu peço perdão a vocês, mas como é a única resposta prudente paraa pergunta quando a arte se torna boas vibrações, eu aqui me coloco, me prostro diante de vocês para tecer, então, portanto, um pouco da minha experiência sobre a aplicação da humildade possível pro meu espírito na arte que eu faço. E como artista profissional que eu sou, eu vivo diariamente, constantemente, a necessidade de lembrar, de colocar esse ingrediente chamado humildade em tudo o que eu produzo, sem um segundo de invigilância, porque senão o meu trabalho ele me transforma num verdadeiro semeador de más vibrações. A arte é muito poderosa. Se eu não tiver essa vigilância fácil, eu me transformo numa pessoa cheia de vícios, numa pessoa extremamente o oposto do que aquilo que eu gostaria de me tornar à luz do que estou aprendendo na doutrina espírita. Então eu vou seguir agora falando de uma forma bem objetiva particularidades dessa virtude enorme, importantíssima, chamado humildade dentro da questão artística. Mas eu também quero dividir com vocês de que isso se transpõe facilmente para qualquer coisa. É certo que quando nós vamos falar de humildade, nós estamos falando de qualquer vivência, experiência humana possível. A a humildade é necessária em tudo. Mas fazendo esse recorte artístico, eu vou agora então falar com esse nosso dia a dia de artistas espíritas em fazer arte dentro da casa espírita, em abrir as os eventos, em produzir arte, em ter dificuldade de entender a incompreensão das pessoas que não estão produzindo arte em relação à arte que nós produzimos, de nós entendermos a incompreensão que nós temos dessas pessoas. Enfim, é uma necessidade muito grande de que nós, os artistas lembremos como lema primeiro, sempre humildade, sempre. E eu vou dizer, é quase só isso que é importante para que você possa

ssas pessoas. Enfim, é uma necessidade muito grande de que nós, os artistas lembremos como lema primeiro, sempre humildade, sempre. E eu vou dizer, é quase só isso que é importante para que você possa fazer uma arte que produza bons frutos e que, portanto, seja boas vibrações. Eu vou chamar atenção de cinco aspectos, de todo os aspectos possíveis de se extrair dessa virtude. Cinco aspectos da humildade que me ajudam muito nessa vigilância diária, ok? A primeira é a resignação. O segundo aspecto é a temperança. O terceiro aspecto é o aprendizado. O quarto aspecto é a fé e o quinto aspecto é o amor. Então eu estou chamando de aspectos da humildade. maneira de abordar a nossa reflexão sobre a virtude humildade, porque senão a gente não consegue evoluir na reflexão sobre o quando a arte se torna boas vibrações. A o primeiro aspecto da humildade é a resignação. Então eu vou ler aqui uma frase que eu ouvi numa palestra também num numa casa espírita que eu não esqueço jamais. Não há nada que nos aconteça, que não seja o que de melhor possa nos acontecer. Essa frase é uma frase muito difícil para nós, por falta de resignação, portanto, por falta de humildade. Eu vou repetir. Não há nada que nos aconteça, que não seja o que de melhor possa nos acontecer, mesmo quando sofremos, mesmo quando a vida não é aquilo que a gente deseja. E isso não é fácil de entender. É muito fácil por causa do orgulho, o oposto completo da humildade, nós nos revoltarmos com o sofrimento, com o nosso e com os demais e com uma série de outras coisas, por causa dessa lente horrorosa, né? O orgulho com a resignação, nós temos oportunidade de ver tudo como sendo o que de melhor pode nos acontecer, até aquilo que tradicionalmente nós não aceitamos como bom. A resignação é uma das particularidades, eu considero a mais importante aqui nesse caso, por causa do artista. Porque no caso do artista, veja o que é que o artista quer quando ele faz arte. Vai de cada pessoa. Aí é a história daquela pessoa, é aquilo que ela busca.

tante aqui nesse caso, por causa do artista. Porque no caso do artista, veja o que é que o artista quer quando ele faz arte. Vai de cada pessoa. Aí é a história daquela pessoa, é aquilo que ela busca. E é óbvio que existem coisas ali que ele deseja, que são coisas que não alimentam um equilíbrio espiritual, assim como outras podem ser que equilibrem ele espiritualmente. E ele provavelmente não está a par dessas questões de si mesmo, a ponto de poder fazer vigilância assim tão consciente. De forma que a resignação ela é a primeira resposta sábia para situações que todo artista vive todos os dias, que é de não entender as reações das pessoas à arte que ele produz. Nós, os artistas produzimos uma arte e aí a gente joga essa arte no mundo, canta, dança, pinta e aí as reações das pessoas ao que a gente faz são as mais diversas. E aí a gente, com a dificuldade que nós temos em lidar com essas reações, construímos muitas vezes problemas, vicissitudes, nós construímos energia negativa, mas vibrações. Então, a resignação tá justamente diante do fato de que nós, os artistas, não temos obrigação nunca de entender a reação das pessoas. O que nós temos é por resignação, entendemos a humildade diante dos demais, é de aceitar as pessoas como elas são, aceitar como as pessoas recebem o que você produz. De forma que se você produz uma arte e em geral as pessoas recusam a sua arte e você é resignado, isso significa que esse diálogo que você tá começando com aquelas pessoas não é um diálogo bom. E, portanto, é hora por resignação de talvez mudar a arte que você produza. Entendem o que eu chamo de resignação na arte? Então, essa é a primeira particularidade da humildade para o artista espírita, a da resignação, principalmente diante de como reage a como reagem as pessoas à arte que você produz. É muito comum a gente ficar frustrado por não ser reconhecido ou por as pessoas não elogiarem o que a gente faz. quando a gente é artista. E isso é falta de resignação. Clara falta de resignação.

duz. É muito comum a gente ficar frustrado por não ser reconhecido ou por as pessoas não elogiarem o que a gente faz. quando a gente é artista. E isso é falta de resignação. Clara falta de resignação. Então vamos lá. A segunda, a segunda particularidade importantíssima também, a temperança. O que que é a temperança? Então eu fui olhar no dicionário para citar para vocês aqui. É a virtude de quem é moderado, de quem é comedido. Então aqui eu vou citar uma frase de um do cientista Albert Einstein. Ele diz, existe uma frase dele que é assim: "Viver é como andar de bicicleta. É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio, né? Se você para, ela cai, você tem que pôr o pé. Então, essas são palavras eh muito sábias e que nos fazem pensar sobre a questão da temperança, o equilíbrio, eh a saúde. Então aqui eu coloco para vocês que aquele dizer que tudo em excesso é ruim para nós. E eu concordo com esse pensamento. Qualquer coisa que você faça em excesso pode te desequilibrar. Então, o equilíbrio que a temperança traz é a segunda particularidade importantíssima para quem tem o dia dedicado a produzir arte dentro da casa espírita. Então, porque se você cede naquilo que você produz na na eu não é a sua arte, no meu caso, por exemplo, é música. Se eu excedo no na produção artística, o que vai acontecer é que eu vou criar desarmonia do que aquilo faz no meu meio. É, se eu pegar um pequeno espaço de terra e colocar muito mais sementes naquele espaço de terra do que cabe do que cabem os as raízes e as eles vão morrer todas as plantas. Não vai não. As sementes podem ser boas, a terra pode ser boa, mas isso não vai adiantar. O equilíbrio tá justamente em você reconhecer a medida com que você oferece o seu serviço, com que você oferece a sua arte. Ela ausente também não produz união. Nós estamos aqui no caso da temperança, nós estamos falando dessa harmonia entre o que o artista produz e o que o ambiente precisa. Então fica aqui a segunda particularidade como algo muito

duz união. Nós estamos aqui no caso da temperança, nós estamos falando dessa harmonia entre o que o artista produz e o que o ambiente precisa. Então fica aqui a segunda particularidade como algo muito importante que é a temperança. E eu ligo sempre a temperança à saúde. A a a é uma palavra chave para lembrar de temperança. O quão saudável é a arte que você faz? Então essa pergunta me ajuda a entender o quão equilibrada ela está. Então, porque se eu fizer uma canção que tem um um conteúdo que fala de Jesus, fala de amor, fizer duas, fizer três, fizer quatro e começar a exigir que eu tenho que fazer 25 canções antes do trabalho que que vai começar, toda vez que eu for eu estou intoxicando, em vez de harmonizar o ambiente, eu estou intoxicando o ambiente por excesso de arte. E isso é um problemão que a gente vê em todos os lugares, porque o artista pega o o eu vou falar de mim, tá? Eu pego o violão, começo a tocar e tem que tirar o violão de mim para eu parar de tocar. Eu gosto tanto, eu quero fazer uma, duas, três, aí eu faço a 24ª e as pessoas pedem para eu parar e eu fico ofendido porque a pessoa não gosta de música. Quantas e quantas vocês já não viram coisas desse tipo? Então, falando com os artistas, nós precisamos ser humildes, nós precisamos de temperança, nós precisamos de equilíbrio. E o equilíbrio é a medida do quanto você produz estar em harmonia com o local em que você está servindo. OK? Vamos passar paraa frente. O terceiro aspecto importantíssimo também é o aprendizado. Então aqui eu cito uma frase: "Um encontro com o seu próximo, seja ele quem for, é sempre uma oportunidade de infinitos aprendizados. Essa é uma sabedoria muito difícil de adquirir. Nós fazemos julgamento das pessoas por causa do orgulho. Algumas pessoas a gente valoriza o encontro, outras a gente nem liga para esse encontro, porque nós ainda não temos a sensibilidade de encontrar em quem quer que seja aquilo que nos ensine. Nós ainda temos muito orgulho no coração. Então, creio eu que os humildes

liga para esse encontro, porque nós ainda não temos a sensibilidade de encontrar em quem quer que seja aquilo que nos ensine. Nós ainda temos muito orgulho no coração. Então, creio eu que os humildes eles encontram em qualquer pessoa infinitas oportunidades de aprendizado e, portanto, é uma alegria encontrar sempre qualquer pessoa. Esse é o humilde de coração. E eu sou um candidato a primeiros passos para chegar nisso. Eu de longe ainda não sou. vira e mexe. Eu me pego errando nisso. Eu me pego dando muita atenção para alguém que me interessa mais e não dando atenção para para outra pessoa que tá ali do meu lado. E com isso as minhas vibrações são, eu diria, questionáveis ali naquele momento. Eu não tô disponível de verdade para todos. E o artista ele faz arte para todos. Quando ele faz a arte, a arte por ser material, música é som, pintura é o quadro é a tinta, é a cor. A dança você vê o movimento corporal, a cena do teatro ela tá ali visível para você. Música é material. Então, quando você faz arte, você tá fazendo arte para todos. E aí eu pergunto, são todos os que te interessam? Todos têm algo para te ensinar? Porque se sim, você concorda que a sua inspiração para fazer arte, para criar sua arte, vai ser outra? Se você fizer arte para duas, três pessoas, será que essa sua arte não vai ser diferente de você fizer arte sensível a todos os corações? Essa pergunta é uma pergunta importantíssima pros artistas. Quem te inspira quando você compõe, quando você cria, quando você escreve, quando você pinta? Então, entendo eu, creio eu que na humildade todos te inspiram. E para e aí se todos te inspiram, a tua arte não está restrita a interesses menores ou restritos ou simplesmente interesses seus. Ela vai tá assim, ela vai ser um diálogo entre você e as pessoas naquilo que pode ser de mais belo entre vocês, que são, por exemplo, virtudes morais. Então, entendo eu que o aprendizado é outro aspecto importantíssimo pro artista. Qualquer pessoa pode te ensinar e pode ser a inspiração paraa tua próxima

vocês, que são, por exemplo, virtudes morais. Então, entendo eu que o aprendizado é outro aspecto importantíssimo pro artista. Qualquer pessoa pode te ensinar e pode ser a inspiração paraa tua próxima composição. Qualquer pessoa pode ser a experiência que faltava para você abrilhantar seu dia. Creio eu que esse aspecto da humildade seja muito importante. A gente precisa lembrar dele sempre. Quarto e quarto aspecto. Esse quarto aspecto, ele é tão geral, ele é tão grande que também é muito difícil da gente particularizar, né? Mas ele é importantíssimo, é a fé. Então eu ouvi a, eu cito aqui a seguinte frase: "Tudo o que não sabemos é infinitamente maior e sempre será do que sabemos." Então eu vou repetir. Tudo o que não sabemos, tudo o que existe e que nós não sabemos é infinitamente maior e sempre será, isso é é é é importantíssimo, esse sempre será do que não sabemos, do que sabemos. Perdão. Quando eu entrei em contato com essa com esse pensamento, eu viv eu eu eu entendi que sempre que eu me sinto feliz porque sei alguma coisa, eu eu estou sendo orgulhoso. Não, não, não acredito que que você esteja sendo orgulhoso, mas sempre que eu mostro isso, eu estou sendo. Aí eu estou. Então, o regozígio, a felicidade em saber algo, eu não acredito que seja orgulho, eu acredito que seja simples, regozijo mesmo. É uma bênção, é algo interior seu, é uma riqueza espiritual. Mas no momento em que eu ostento o que eu sei, no momento em que começa primeiro, a primeira cílio que mexe para mostrar o que eu sei, ali começa o orgulho. Ali já não existe mais a humildade. A o que a gente sabe é para esse universo interior ganhar luz. E jamais pode ser usado ou deve ser usado para que você segue com a sua luz quem quer que seja. Então, entendo eu que é muito importante pro artista isso, porque no ofício da arte mostrar o que você produz é em essência o trabalho diário do artista e, portanto, ele tá exposto a algo que muito facilmente transforma ele numa pessoa cuja ostentação intoxica o próprio espírito e

te mostrar o que você produz é em essência o trabalho diário do artista e, portanto, ele tá exposto a algo que muito facilmente transforma ele numa pessoa cuja ostentação intoxica o próprio espírito e pode, portanto, emitir mais vibrações. onde quer que ele esteja. No momento em que eu me apego a esse resultado obrigatório de fazer arte, que é mostrar, ostentar, exibir, no momento em que eu me apego a essa a essa particularidade da produção artística, eu estou trabalhando e desenvolvendo o meu orgulho e não a minha humildade. Para evitar isso, eu tenho que criar um que eu chamo de efeito frame em arte. Frame é uma palavra em inglês para moldura, tá? No momento em que eu começo a minha arte, eu dou o melhor de mim, mostro tecnicamente em termos de energia, beleza, o que eu puder dar de melhor até que acabe aquele momento da performance, o último segundo em que eu terminei a música, por exemplo. No que terminou a música, eu não estou mais em performance artística. E, portanto, ali eu não tenho, eu eu estou eu sou igual a todos. Eu não sou diferente, eu não sou melhor, eu sou igual a todos. Mas é muito comum a gente ver artistas que se entende melhor do que os demais antes de começar a performance e permanece nessa postura de melhor que os demais depois da performance, porque a arte que ele produz é maravilhosa, é de embasbacá e como todo mundo fica hipnotizado com a arte dele, então ele veste essa postura eterna de ser melhor. O que é o carnaval do orgulho? Você vê o orgulho desfilando e isso é fácil de o artista viver. Eu várias vezes já me peguei fazendo isso, dando corda, alimentando as pessoas ao meu redor de ficar me paparicando por causa de uma arte que eu fiz. Enquanto que a arte, o momento da performance, nela você tem que dar o seu melhor, mas fora dela você não tá mais, você não é, você não tá mais fazendo arte, você está sendo um ser humano. Então ali essa ostentação tem que desaparecer. E eu diria mais, aí é pessoal, tá? É só uma opinião. Eu diria mais, você tem que até compensar,

não tá mais fazendo arte, você está sendo um ser humano. Então ali essa ostentação tem que desaparecer. E eu diria mais, aí é pessoal, tá? É só uma opinião. Eu diria mais, você tem que até compensar, porque se você ofereceu um momento de num, sei lá, um show de uma hora, você ofereceu uma hora de arte para um público e o público ficou lá hipnotizado, admirando o que você produz e se estasiando com a sua arte antes daquele tempo e depois daquele tempo, compense isso. E a única maneira de fazer essa compensação é sendo humilde. Não existe outro caminho, não existe outra forma de equilibrar o artista, a não ser lembrar incessantemente das particularidades da humildade, porque senão você cai em vicissitude mesmo. Mas mesmo, e é assim, eu posso dizer de carteirinha, eu sou artista profissional, eu conheço artistas de todos os tipos, de todas as idades, de vários lugares do mundo. Todos eles sofrem todos os segundos a tentação da vicissitude para compensar essa esse o que o orgulho produz nessas pessoas, porque produz muito. Eles estão o tempo todo expondo os o tempo todo sendo admirados. Imagina você todo dia ser admirado pelo que você faz. É fácil você esquecer que existe a humildade. É fácil. É uma provação muito difícil pro artista. Mas que nós que fazemos artes e espiritismo, precisamos lembrar constantemente de que você tem todo o direito de, no momento em que você está dentro do frame ser o melhor, mas fora do frame, acabou a performance. volta para sua condição de igual aos demais. Use a humildade. Por fim, a última particularidade é a do amor. Então, eu vou aqui ler também uma fazer uma citação. Se há prazer na renúncia, há prazer no testemunho do crescimento de quem está ao seu redor. Isso é uma frase muito bonita. Esse começo dessa frase diz muito a respeito à educação, né? Então, ó, vou de novo, ó. Se há prazer na renúncia, há prazer no testemunho do crescimento de quem está ao seu redor. E aí agora eu sublinho sem em absoluto que haja a necessidade de qualquer anúncio de nossa pessoa no

ovo, ó. Se há prazer na renúncia, há prazer no testemunho do crescimento de quem está ao seu redor. E aí agora eu sublinho sem em absoluto que haja a necessidade de qualquer anúncio de nossa pessoa no exercício desse testemunho. Essa segunda parte da frase é para nós, os artistas escrevermos na parede do nosso quarto. Assim, nós o artista que tem vontade de crescer, tá? moralmente é é com esse artista que eu tô conversando. Então, por quê? Porque quando ele fala sem em absoluto que haja a necessidade de anúncio no exercício do testemunho, significa que vão, vamos ser um mais claros assim, essa frase tá dizendo assim: "Eu fico feliz com você crescendo e no momento em que isso eu sinto essa felicidade, eu é que chamo a atenção dos de todos ao meu ao meu redor por est feliz por você crescer". Isso é muito comum na arte. né? Principalmente quando você tá lidando com grupos artísticos. Você tem, por exemplo, no teatro uma relação de exposição extremamente violenta, porque o o ator ele é o instrumento da arte. Ele ele ele todo, tudo que ele é, o corpo dele, os olhares, não importa o que ele produza, é o objeto da cena. Então ele se expõe muito e ele às vezes veste, é um, entre aspas, né, uma personagem. Essa personagem tem características psicológicas supostamente que não são as dele, mas que criam uma certa sintonia com o espírito dele no momento em que ele treina mostrar o que aquela personagem exige que ele mostre. E isso no meio de outras pessoas cria uma relação extremamente complexa que pode fazer com que as pessoas comecem a acreditar na ilusão que essas personagens produzem e começar a agir como se elas fossem um cosplay 24 horas por dia. Então vocês entendem o termo cosplay? Sou eu vestido de mestre Yoda indo no congresso do do Star Wars. Isso é o cosplay, entendeu? Eh, é muito comum você ver no meio artístico as pessoas se vestirem daquela ilusão que a arte delas produz porque acreditam que elas passaram a ser aquilo. E aí acabou a humildade. Não existe a renúncia. Portanto, o amor aqui tá

o meio artístico as pessoas se vestirem daquela ilusão que a arte delas produz porque acreditam que elas passaram a ser aquilo. E aí acabou a humildade. Não existe a renúncia. Portanto, o amor aqui tá falando em renúncia. Não existe a renúncia daquilo que você produz. você produz, se apega ao que produz e não consegue sair. E aí você passa a exigir que as pessoas tratem você como alguém que tá vendo algo que só você vê. E nem mediunidade é, porque quando é mediunidade, um outro médium tem acesso. É ilusão mesmo. É você vendo o que só existe dentro de você. E quantos artistas, infelizmente, não caem nessa armadilha. a ausência de renúncia, portanto, a dificuldade de você ser feliz com a felicidade do outro somente, sem ter que mostrar essa felicidade através do seu comportamento. E quando o artista tem essa humildade e um show termina, uma música é feita, ele sente as boas vibrações indo da arte dele e por causa dessaura, dessa postura, retornando para ele, justamente porque as pessoas não estão olhando pro artista, mas elas estão olhando para o que aquela arte e aquela vibração boa produziu. Não existe a menor necessidade. Agora eu falo com os artistas presentes, não existe a menor necessidade de que você seja aplaudido. A, o aplauso ele, ele é uma tradição, ele é uma coisa cultural e a gente respeita, a gente aplaude, mas não existe a necessidade. Se você tem amor no coração, só o simples fato de você ter feito aquilo já te dá toda a satisfação. Eu ainda tô aprendendo a fazer isso. Eu ainda não sei fazer isso. Quantas e quantas vezes eu já não me peguei numa situação onde eu estou produzindo arte e o aplauso não é aquilo que eu esperava e eu me frustro. É normal. Eu sou um ser humano. Eu tô aprendendo ainda a humildade e vou por muito tempo ainda, mas eu tô dividindo com vocês no momento. Tive alguns momentos de lembrar no palco do amor, da renúncia, de ser feliz porque os outros estão felizes e só. Eu me sinto tão completo e se as pessoas terminassem e elas permanecessem em

o momento. Tive alguns momentos de lembrar no palco do amor, da renúncia, de ser feliz porque os outros estão felizes e só. Eu me sinto tão completo e se as pessoas terminassem e elas permanecessem em silêncio, não ia fazer a menor diferença. Talvez eu até ouvisse melhor por causa desse silêncio material o aplauso do coração dessas pessoas, o que tá acontecendo na vibração que elas me dão. E aí, com essas particularidades, eu eh digo para vocês com toda a confiança de que é a única resposta que eu tenho para essa pergunta hoje. Quando a arte se torna boas vibrações, quando é humilde quem a produz? E para que nós não fiquemos somente nessa resposta que é muito genérica, eu apresentei essas particularidades. Quando você tem resignação, aceita as pessoas como elas são. Quando você entende que tudo te acontece é o que de melhor pode te acontecer. Quando você trabalha em desenvolver temperança, quando você, portanto, busca equilíbrio e saúde, a medida, a a medida mais correta possível do que você produz. Quando você está disposto a aprender com qualquer pessoa e não com algumas somente, aí você, a sua criação vai ter uma inspiração que é regada por amor incondicional. Quando você através da fé entende que porque você não pode e nunca vai saber realmente as coisas, então você se coloca numa numa postura de eh de literalmente de comunhão com Deus, de você dizer assim: "Eu não preciso saber as coisas porque eu tenho um amparo maior que me que me que me garante, que me que que faz com que eu não precise, por exemplo, ter medo de viver. E por fim, a do amor, que é a felicidade em ver a felicidade do outro e só ela, sem que você tenha que ostentar, mostrar, sem que você tenha que transformar essa felicidade em um algo que o teu comportamento produza. Essas são, então, portanto, a resposta a essa pergunta, quando a arte se torna boas vibrações, quando há humildade em quem produz essa arte? E vocês que estão hoje aqui e que fazem arte dentro de casas espíritas, dentro do dos ambientes onde se onde se

ta, quando a arte se torna boas vibrações, quando há humildade em quem produz essa arte? E vocês que estão hoje aqui e que fazem arte dentro de casas espíritas, dentro do dos ambientes onde se onde se estuda o espiritismo, se pratica o espiritismo, fica aqui o um o meu forte abraço e um desejo profundo de que todos vocês estejam diariamente procurando virtudes morais para que vocês possam embalar a arte de vocês nelas, porque não há outro caminho para que você cresça. Não há. Se você é um excelente artista, se você tem muita técnica, se você é muito bonito, se você é muito admirado, se você estasia e hipnotiza muito, magnetiza muito as pessoas ao seu redor, lembra, você faz isso com as pessoas e isso pode ser uma vibração má poderosíssima em destruir e intoxicar a vida de vocês, se não houver da sua parte simplesmente humildade. Com humildade você pode fazer arte e pode fazer a melhor arte. Deve fazer a melhor arte. Você não precisa ser Existe, existe sempre essa pergunta, me falam muito, ah, é bom que a arte não seja tão boa, porque aí ela não humilha as pessoas. Eu já ouvi muito isso. Veja, olha, olha como como são coisas comuns que a gente ouve no nosso dia a dia. Veja, a arte não é o problema, é o coração do artista. É se há humildade ou se há orgulho. No caso da vida real, existem sempre um pouco dos dois, né? Existe sempre humildade e existe sempre orgulho no coração dos artistas. E eu tô falando do meu, tá? Existe sempre uma humildadezinha e é sempre Mas existe já. Todo mundo já tem um algum aprendizado. Vamos fazer isso crescer. Vamos observar essas particularidades. Vamos ler o Evangelho Segundo o Espiritismo, que é manual de virtude moral, mas e vamos procurar aplicar igual a gente aplica tecnicamente, como tocar com palheta a minha guitarra, como fazer um fuitê, enfim, como fazer arte. Tá dada aqui a a o meu testemunho desse assunto, que é um assunto muito difícil, muito extenso. E mais uma vez, então, eu quero agradecer a todos e vamos então agora fazer arte. Muito obrigado.

arte. Tá dada aqui a a o meu testemunho desse assunto, que é um assunto muito difícil, muito extenso. E mais uma vez, então, eu quero agradecer a todos e vamos então agora fazer arte. Muito obrigado.

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