Sexta-Feira Literária | Ecoespiritualidade | com Felipe Mascarenhas

FergsPlay - Canal da Federação Espírita do RS 21/03/2026 (há 1 semana) 1:03:42 380 visualizações

Você já refletiu sobre o sopro do vento entre as árvores, o curso de um rio ou a contemplação do mar? Esses momentos podem ser convites para habitarmos a Terra como discípulos do Sublime Ecólogo: Jesus. A 7ª temporada da Sexta-Feira Literária vem aí! Felipe Mascarenhas será o primeiro convidado de 2026 para o bate-papo sobre o livro Ecoespiritualidade – Trilhas do Espírito no Habitar a Terra. Neste ano, o programa tem uma novidade: começará mais cedo, às 21h. Inscreva-se na FergsPlay, o canal do youtube da Fergs e participe! A transmissão também estará disponível pela FergsRádio, em radio.fergs.org.br.

Transcrição

Uma leitura que aproxima o espiritismo da fonte da vida, do sagrado presente na natureza e da nossa responsabilidade na gestão dos recursos do planeta Terra. Ecoespiritualidade, trilhas do Espírito no Habitar à Terra de Felipe Trúculo Mascarenhas apresenta a cada página histórias em que a conexão com o meio ambiente é o ponto de partida para profundas reflexões. convite para habitarmos a terra como verdadeiros discípulos do sublime ecólogo Jesus. Eespiritualidade, trilhas do Espírito no habitar à terra, você encontra nas principais livrarias [música] espíritas do Brasil. >> Boa noite, sejam todos bem-vindos. a mais uma edição da sexta literária que está chegando agora na sua sétima temporada, sempre levando conteúdos literários e reflexões edificantes ao nosso público. Gostaríamos de iniciar esse programa fazendo um agradecimento muito especial a Vinícius Lousada e Felipe Mascarenhas que idealizaram, organizaram esse projeto no ano de 2020. Em plena pandemia, quando nós estávamos trancadinhos, se tornou essa ponte fundamental para mantermos o contato, o estudo, a divulgação do livro espírita. Hoje a sexta literária é um sucesso de audiência e segue sempre cumprindo o seu papel com muito carinho, seriedade e dedicação. Lembrando a vocês que esse é um programa da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, produzido pela área do livro. E neste ano estamos também em novo horário. Mais cedo, durante muito tempo, o nosso programa foi apresentado às 22 horas e agora em 2026 passa a ser exibido às 21, facilitando ainda mais a participação de você, o nosso público. Também queremos deixar o nosso sincero agradecimento aos nossos telespectespectadores que estão sempre nos acompanhando, nos prestigiando, compartilhando. E esse programa, com esse jeitinho de vocês compartilhar, ele chega cada vez mais longe, levado a muitos corações. Então vamos aproveitar, vamos curtir, vamos compartilhar, né, enviar para os nossos grupos de WhatsApp, ajudando a divulgar o livro e a boa mensagem.

ega cada vez mais longe, levado a muitos corações. Então vamos aproveitar, vamos curtir, vamos compartilhar, né, enviar para os nossos grupos de WhatsApp, ajudando a divulgar o livro e a boa mensagem. Esse programa está sendo transmitido pela Fergs Play e pela Rádio Fergs. Eu me chamo Rosene Siqueira, sou multiplicadora da área do livro e também gerente editorial da FERGs. E terei, estou muito feliz de poder conduzir esse programa juntamente com a Cleusa Chu, nossa diretora da área do livro. No nosso grid temos o o nosso querido Felipe Mascareias, autor do livro Ecoespiritualidade, Trilhas do Espírito ao Habitar a Terra. A obra que será será falada nesta noite. Ele também é autor do livro As Perguntas de Jesus e coautor em parceria com Vinícius Lousada. do livro Reencontro com Mestre. Nesse momento eu passo a palavra a Cleusa para dar as suas boas-vindas e logo mais ouviremos o nosso convidado Felipe Mascareias. >> Boa noite a todos. Também é uma alegria imensa estarmos retornando à nossa sexta literária, a na nossa sétima temporada. Realmente tem sido muito eh bom este trabalho, é um sucesso no nosso movimento espírita gaúcho. E nós, então, agradecendo por essa oportunidade bendita de divulgar o livro espírita, os ensinamentos da doutrina através do livro, né, esse instrumento divino que traz luz a todos nós. Então, vamos ao programa, temos algumas perguntas, gostaríamos que vocês participassem, podem fazer pergunta no chat, curtir, como disse a Roseni, né, se inscrever no nosso canal, porque isso é bem importante, que nós estamos realmente eh atingindo os objetivos que é chegar aos lares e aos corações dos nossos ouvintes. Então vamos lá. Vamos lá, Felipe, te apresenta para nós aí, para quem não te conhece. Boa noite, Cleusa, Roseni, amigos e amigas que nos acompanham. Tô vendo aqui pelo chat as mensagens. Já quero deixar o meu abraço aqui, né, com a saudade de muitos amigos que tô vendo. Fiquei muito feliz aqui com a lembrança, né, recordando também dos momentos da do

vendo aqui pelo chat as mensagens. Já quero deixar o meu abraço aqui, né, com a saudade de muitos amigos que tô vendo. Fiquei muito feliz aqui com a lembrança, né, recordando também dos momentos da do princípio da sexta-feira literária. Deixar um abraço aqui pro Vinícius também, que eu vi que tá nos acompanhando. Então, realmente foi muito especial e muito especial ver o programa prosseguindo, né, ampliando o seu alcance, cada vez trazendo mais autores, mais literatura espírita. É, é, é sempre a gente fica com coração muito feliz, né? Bom, eu sou então Felipe, né? é o um gaúcho nascido em Porto Alegre. Eh, moro atualmente no Rio de Janeiro. Eh, sou vinculado hoje ao Lar Paulo de Tarso, instituição espírita, né, que é aqui em Copacabana, onde entre outras atividades eu sou evangelizador da juventude. Então, temos nos dedicado aí a a diversas tarefas junto ao movimento espírita. Eu já passei também pelo saber ambiental, que sei que depois vamos falar aqui também um pouquinho também na área da arte, enfim, vamos aí transitando, trilhando caminhos aí pelo movimento espírita. É sempre uma alegria poder colaborar e contribuir. >> Então, então, Felipe, vamos começar as nossas perguntas, né, a nossa entrevista contigo e queria, primeiro lugar te parabenizar por essa obra. Eh, o livro é lindo, amigo. É lindo. E é assim, quando li, né, fui lendo aos pouquinhos, como a gente diz, saboreando cada capítulo, cada página. O livro é um tributo a Deus, assim que eu percebo ele, sinto ele, né? tem um texto poético, é muito profundo e convida a reflexões importantes mesmo, eh, convida um olhar para dentro de nós mesmos, especialmente nesse momento atual, né, pelo qual passa a humanidade. As citações revelam assim uma escolha extremamente inspirada, tua inspiração, né, meu amigo? E tu sabes ali, então são são tantas eh momentos agradáveis, mas eu vou destacar um que foi no capítulo 5. Quando eu li o título do capítulo C, né? Eh, eu li ali o irmão Sol, daí já pensei, remeteu diretamente a

ali, então são são tantas eh momentos agradáveis, mas eu vou destacar um que foi no capítulo 5. Quando eu li o título do capítulo C, né? Eh, eu li ali o irmão Sol, daí já pensei, remeteu diretamente a Francisco de Assis e tu realmente falando de Francisco de Assis. E assim eu fui me encantando com todas as conexões feitas em todo o livro. Mas aí fiquei curiosa, pensei: "Como será que foi a inspiração para a escrita desta obra? Eu gostaria que tu compartilhasse um pouco conosco." >> Nossa, Cleusa, que bacana. Fico muito feliz assim ouvindo, né, esse retorno. É muito bom a gente ter o feedback dos companheiros. eh, da tarefa, né? Então, eh é muito gostoso a gente poder ouvir e saber que os benfeitores também nos ajudam, nos inspiram o tempo todo, né? Ajudando também na seleção dos textos, alguma citação que vem também eh e que surge, que aparece pra gente ou que volta à memória. Tudo os benfeitores espirituais nos ajudando na tarefa, né? Mas sabe, Cleusa, que eh desde muito pequeno, assim, eu eu tenho uma relação muito próxima com a natureza de eh e especialmente de contemplação da natureza. Eu cresci eh frequentando o litoral nosso, né, do Rio Grande do Sul. A minha família tinha uma casa muito simples na beira da praia. Então, eh, desde assim de de beber, eu cresci tendo momentos de contemplar o mar, de ver o sol nascer ou de ver uma noite chegando e as estrelas surgindo. Isso sempre foi algo que me empolgou demais, eh, poder ter esses momentos. Ouvi o vento passando nas árvores, no caso do nosso litoral também, que tem muitos pinheiros, né? o som característico que que o vento faz quando passa eh nos pinheiros tem um som muito próprio. Eh, e isso sempre teve muito presente. Até aos 18 anos eu fui católico, me tornei espírita com 18 anos e até esse período eu sempre carregava comigo um tal franciscano, aquela cruz franciscana, né? Porque Francisco de Assis sempre foi uma figura que me mobilizava muito pela, enfim, pela simplicidade, por essa relação com os animais e com a

comigo um tal franciscano, aquela cruz franciscana, né? Porque Francisco de Assis sempre foi uma figura que me mobilizava muito pela, enfim, pela simplicidade, por essa relação com os animais e com a natureza de maneira geral. Então eu diria que sempre na minha vida esteve presente o aspecto contemplativo, uma relação muito próxima com a natureza, de maneira muito especial com o mar, com a praia, com as dunas, eh, e o sol. O sol também é uma presença, a a eu acho que a simbologia do sol é muito potente para nós na Terra, né? E então eu diria, Cleusa, que eh esses elementos em conjunto que que vem aí, né, desta reencarnação, desta existência, a figura de Francisco de Assis, uma inspiração muito grande, mas eu diria que além de Francisco, Leon Deni, eu acho que Leon Denis é alguém que que inspira demais escrever essa obra. Eh, eu eu me espelho muito na fórmula que Leon Deni escreve, né, que ele tem de eh beber nas fontes da natureza, desse mundo que nós habitamos para com isso refletir a luz do espírito imortal. Leandeni faz isso com uma grande maestria. Então eu penso assim que se fosse falar em inspirações, Francisco de Assis, sem dúvida nenhuma, o livro é dedicado a ele. Eh, mas Leon Deni como esse autor que transforma a experiência de estar na Terra numa profunda vivência de espiritualidade entrelaçada com a ecologia, né? E aí a gente faz essa essa junção de palavras que outros autores, né, eh, do campo, hoje até acadêmico, utilizam, mas, eh, eh, essa palavra ecoespiritualidade, ou seja, né, essa casa que nós habitamos, passar por ela, viver nesta casa com um senso de profunda vivência espiritualizante. Então, diria que a inspiração para escrever é um pouco disso tudo. Claro que muitas experiências que a vida foi trazendo também inspiram, mas eu resumiria Francisco de Assis e a escrita de Leon Deni. Com certeza inspirações muito muito presentes pr pra escrita do livro. >> Então, Felipe, vamos a mais uma pergunta. Primeiro eu vou mostrar, né, para quem ainda não teve

ssis e a escrita de Leon Deni. Com certeza inspirações muito muito presentes pr pra escrita do livro. >> Então, Felipe, vamos a mais uma pergunta. Primeiro eu vou mostrar, né, para quem ainda não teve oportunidade, esse livro ele é muito delicado, foi um projeto editorial assim muito bonito, né, muito cheio de emoção, né, na procura das imagens, né, essa mata, esse rio que corre e trazendo a natureza e atrás a terra pedindo ajuda. né? Então ele tem toda uma conexão e a gente se emociona muito quando fala, >> né? Porque quando eu comecei a ler cada capítulo, porque ele ele é muito o nosso dia a dia, eh, ele não tá distante das coisas, ele tá muito perto de nós. Então, no capítulo sete, Felipe, quando tu fala das trilhas, né, que tu narra tuas experiências pessoais caminhando na mata, nas estradas, aqueles passeios, né, as tuas vivências e e tudo vai te reconectando, né, ao teu interior, ao que tu tá vendo. Achei muito bonito quando tu fala do vento, né, dos sons da natureza, assim como tu colocou há pouco, isso tudo vai despertando muitas coisas. E aí eu fico pensando e e te faço essa pergunta, eh, como o contato assim da natureza pode ajudar o ser humano a desenvolver assim toda essa espiritualidade nesse mais profundo? Porque a gente às vezes a gente vê pessoas que acampam, vão em vários lugares e eles não conseguem se conectar com isso, né, esse mundo a a ao redor e e também eh como é que a gente pode compreender esses sons, esses sinais, eh essa visão que pode transformar, né, a a nossa vida e conduzir a gente para viver melhor? Vamos lá, Pip. >> Muito bom, muito bom, Razini, que pergunta bacana. Tu sabe que enquanto tu falavas, eu me lembrei de uma situação eh que eu vivi em Osório, quando morava na cidade de Osório e tinha um recanto que eu gostava muito de de frequentar nos finais da tarde, especialmente, tinha um Porto Sol belíssimo, que era uma prainha na praia. me fugiu agora o nome, daqui a pouco eu me lembro, mas era na estrada do Palmital e uma prainha assim que dava

nais da tarde, especialmente, tinha um Porto Sol belíssimo, que era uma prainha na praia. me fugiu agora o nome, daqui a pouco eu me lembro, mas era na estrada do Palmital e uma prainha assim que dava pra lagoa e o sol se pondo na direção do morro. E uma vez eu recebi uma visita lá da irmã Aía Pinheiro e levei ela para para conhecer esse lugar, né, muito contemplativo. Quanto a gente estava ali, tava um silêncio e a gente passou alguns minutos assim só observando a natureza e alguns minutos depois chegou um carro com um som extremamente alto e aí ela parou, olhou pro meu lado, falou assim: "É, as pessoas, né, eh, não sabem apreciar esse, eh, o que a natureza tá aqui entregando pra gente, esse silêncio, precisam agredir, como que agredir a natureza?" E aquilo, aquela situação ficou muito marcada, né? Porque foi como se fosse uma agressão mesmo, né? Claro que a música, a alegria faz parte, mas tem certos momentos, certos lugares em que a gente se desconecta do presente se a gente não silencia o mundo interior para ouvir os recados que a natureza endereça. Inclusive o Leon Den vai falar sobre isso. Mas para te responder especificamente a pergunta, Rosini, uma das coisas também que de certa forma contribuiu para escrever o livro foi eh o percurso que eu realizei na no mestrado, que eu fiz um mestrado em eh dinâmicas regionais e desenvolvimento na linha de pesquisa eh natureza, cultura e sociedade. E pesquisando alguns dos autores no estudo, especialmente um deles me chamou muita atenção, que foi o Gregory Bateson. que ele fala, ele propõe um conceito de ecologia da mente. E aí ele vai propor que a nossa mente ela transborda e ela ela transborda e ela se entrela com o ambiente que nós habitamos. Ou seja, a nossa mente, o ambiente, a natureza em si forma um todo dinâmico que se entrelaça, que não é separado. E aí ele vai trazer essa proposta de uma ecologia da mente para dizer que nós caminhamos enquanto humanidade, acabamos fazendo uma jornada de ter um equívoco de percepção de quem nós somos e de como

. E aí ele vai trazer essa proposta de uma ecologia da mente para dizer que nós caminhamos enquanto humanidade, acabamos fazendo uma jornada de ter um equívoco de percepção de quem nós somos e de como habitamos esse mundo. Que equívoco? um equívoco de que nós seríamos apartados disso. E ele diz assim: "A crise que nós vivenciamos ecológica de toda uma devastação da natureza, é também uma crise de percepção, de pensar que nós estamos apartados e por isso também, por estarmos a a parte, podemos subjugar, destruir, ferir." E o que ele vai dizer? Não. Quando nós estamos entendemos que estamos irrelaçados, que somos parte disso, que a nossa mente forma um todo com esse e eh com esse coletivo, a nossa percepção precisa ser modificada. Então, se eu eh agrido a natureza e vou ferir, eu estou também recebendo o choque, o retorno disso. Os sintomas da nossa desconexão com a natureza se expressam também na devastação ambiental que nós percebemos. Aí o que que ele vai dizer? nós fazermos uma eh uma mudança nessa percepção, nos entendendo como parte, como integrantes, isso precisa modificar a nossa a nossa forma de habitar esse mundo. Outros pesquisadores vão falar sobre isso também, mas aí vão dizer, por exemplo, o Team Ingold, que é um outro antropólogo que vai abordar o tema também, também acaba citando muito o Gregory Batson, ele vai falar que uma que para estudar ecologia, por exemplo, não basta a gente pegar livros e ler intelectualmente. É preciso a experiência, é preciso ir ao local, viver, se entrelaçar ao ambiente, um pouco na linha do que o Gregory Bitson tá falando. Agora, se a gente pega esse conhecimento, essa proposta e vai pro campo espírita, bom, os horizontes se ampliam muito, se ampliam demais, porque nós sabemos que somos seres espirituais, que o nosso pensamento, que as nossas irradiações transcendem muito o nosso corpo físico, nosso ser mesmo. nós nos entrelaçamos com os fluidos dos ambientes por onde nós andamos, por onde nós circulamos e, portanto, nós afetamos e somos afetados.

ões transcendem muito o nosso corpo físico, nosso ser mesmo. nós nos entrelaçamos com os fluidos dos ambientes por onde nós andamos, por onde nós circulamos e, portanto, nós afetamos e somos afetados. Então, é por isso também que frequentar lugares, recantos da natureza é fundamental tanto para essa percepção, tanto para nos eh aproximarmos, entrelaçarmos e mudarmos a nossa consciência em relação à responsabilidade que nos cabe, mas também no sentido de harmonização, de equilíbrio espiritual. Isso quem vai dizer são também os benfeitores espirituais, o próprio Leoni. O Leon Deni vai chegar a dizer uma, ele tem uma uma fala que me sempre me sensibiliza muito, eh, que ele diz assim no no livro, não é nem no grande enigma, o grande enigma é um é um dos principais livros em que o Leon Deni vai falar sobre a natureza, né? Ele vai dedicar uma parte a falar do que ele vai chamar de o livro da natureza. Mas no livro Depois da Morte, o Leondi vai dizer assim, olha que interessante o que ele diz. Nas horas de incerteza e de desânimo, voltemo-nos para a natureza. Olha isso. Como uma mãe, a natureza então nos acolherá, sorrirá para nós, nos acalentará em seu seio, irá falar-nos em linguagem simples e eterna, na qual a verdade está despida de atavios e de fórmulas. Porém, essa linguagem pacífica, poucos sabem escutá-la e compreender. Aí, olha o que ele vai dizer. O homem leva consigo mesmo no fundo das solidões, essas paixões, essas agitações internas, cujos ruídos abafam o ensino íntimo da natureza. Aqui no Rio, por exemplo, precisou ter uma lei para que as pessoas não tivessem o som alto na praia, né? para que houvesse um respeito. Aí o Leand diz assim: "Para discernir a revelação imanente no seio das coisas, é necessário impor silêncio às quimeras do mundo, a essas opiniões turbulentas que perturbam a paz dentro e ao redor de nós." Olha só, o Leão Deni tá falando que para conseguirmos fazer esse entrelaçamento e ouvir as mensagens da natureza, é muito importante o silêncio interior,

que perturbam a paz dentro e ao redor de nós." Olha só, o Leão Deni tá falando que para conseguirmos fazer esse entrelaçamento e ouvir as mensagens da natureza, é muito importante o silêncio interior, o silêncio de recolher-se a esses recantos da natureza e ali encontrar mensagens, as vozes que elas nos falam. Mas não é só o Leond que fala sobre isso. E aí eu eu gosto muito de perceber nas obras espíritas esses detalhes que às vezes nos passam despercebidos, porque a gente é natural, a gente às vezes tá focado em outros aspectos que a obra traz. Mas o André Luiz, por exemplo, nas suas obras, fala muito sobre a natureza e sobre esses momentos de recolher-se a recantos da natureza e ouvir mensagens que a natureza endereça. Ou seja, o que os espíritos dizem na questão 626 do livro dos espíritos, que a natureza é um livro divino e que nós precisamos aí, sempre que nós quisermos aprender, aí nós podemos beber profundas lições. Tá lá na questão 626 do livro dos espíritos. Então, estas experiências de vivência na natureza, de recolhernos a a certos recantos, fazer uma trilha, caminhar a beiramar ou mesmo buscar uma praça, numa, se a gente mora numa grande cidade, não tenho, né, a de fácil acesso a um recanto, buscar uma praça. Tem um filme até citei no no livro, né? Ah, num dos capítulos, um filme muito bonito. A FEB inclusive fez um cine debate sobre esse filme, que é o filme Dias Perfeitos. É um filme assim, tem um ritmo diferente, né? um filme mais lento, mas um filme muito belo que mostra um homem já de meia idade que mora em Tóquio e ele é responsável por lavar os banheiros públicos da cidade e ele encontra uma certa paz naquela função que ele desempenha e que desempenha com esmero. Mas um detalhe muito especial do filme é que nos momentos de descanso, em que ele vai fazer um lanche e tal, ele tem uma máquina fotográfica analógica e ele usa esses momentos para tirar fotografias, pequenos detalhes da natureza. Então ele fica olhando assim, uma hora que ele para e fica olhando para cima

, ele tem uma máquina fotográfica analógica e ele usa esses momentos para tirar fotografias, pequenos detalhes da natureza. Então ele fica olhando assim, uma hora que ele para e fica olhando para cima das árvores, só o vento batendo assim e os raios do sol. E naquele momento ele encontra a paz no meio de uma grande, gigantesca cidade como Tóquio, né? Ele limpando os banheiros públicos da cidade, ele encontra um instante em que na natureza, simplesmente observando o balançar das árvores, os raios do sol e o vento, ele consegue encontrar ali algum significado, algum sentido, encontrar um pouco de paz. Bonito, muito bonito tudo isso, porque é nos detalhes, né, que a gente consegue se conectar e às vezes a gente não precisa ir longe, Felipe, é muito perto, a gente consegue se conectar com tudo isso. Eu tô olhando aqui no chat e tem o nosso amigo aqui, o o Paulo G, tá dizendo assim: "Parabéns, Felipe. Acho importante essa análise que você traz de muitas referências dos livros de André Luiz. Mediante estudo, conseguimos perceber essas belezas do plano físico e espiritual. E já deu tanta conversa isso tudo, né? Mas a eu vou passar agora paraa Cleusa porque ela tem mais coisa para perguntar. Tá no mudo, Cleus. >> Eh, não, não voltou. Acho, eu acho que é com Cris. Cris. Ah, >> tá no mudo. Cleozinha >> tá digitando ainda. Estamos no mundo. Vamos ver aqui. Bom, eu enquanto a Cleusa tenta ali, já vamos. Tá normal aí, Cleusa? Tá conseguindo? Não. Então eu vou fazer a pergunta da Cleusa, né? Vamos lá. Vamos lá. Então assim, essa pergunta da Cleus é do capítulo , tá? Que ela fala, que tu fala sobre as estações da vida, né? Então tu faz essa analogia assim muito muito bonita entre os ciclos da natureza, né? E esses são os ciclos da nossa existência também. E assim como a gente passa pelo outono, inverno, primavera, verão, isso na nossa vida também acontece, né? E e essa comparação nos faz refletir muito sobre isso. E a pergunta é, Felipe, o que podemos aprender com esses ciclos da natureza

o, inverno, primavera, verão, isso na nossa vida também acontece, né? E e essa comparação nos faz refletir muito sobre isso. E a pergunta é, Felipe, o que podemos aprender com esses ciclos da natureza sobre os nossos próprios processos, o nosso crescimento, a nossa transformação interior, a evolução ao longo desses anos? >> Tu vê, né, Roseni Cleusa? Voltou aí, Cleusa? Acho que voltou, né? Não, não voltou. >> Não voltou, mas não voltou. Mas fica aí, Clezinha, fica aí que vai voltar. >> Vamos lá. >> Olha, olha que coisa interessante. Tava pensando um pouco sobre isso hoje, né? quis a organização da espiritualidade dos benfeitores, enfim, em conjunto com a organização da FERGs, que o nosso encontro de hoje sobre esse tema caísse justamente no começo, no dia que está começando o outono. >> Exato. [risadas] É, >> é muito interessante, né? as sincronicidades da vida. E e é muito é muito interessante porque toda a nossa vida e o universo se desdobra em ciclos. O Leão Deni, nesse livro que a gente já referenciou, o grande enigma, ele chega depois de falar do livro da natureza e falar de diversos pontos, né, eh, da floresta, do céu estrelado, da montanha, eh, e, e, e do mar. Ele vai falar, ele vai dedicar um capítulo a falar sobre a lei circular. E aí eu queria pegar um trechinho do que o Leondic fala no começo desse desse capítulo. Ele vai dizer assim: "A lei circular preside a todos os movimentos do mundo, rege as evoluções da natureza e as da história da humanidade cada ser gravita em um círculo. Cada vida descreve um circuito. Toda a história humana se divide em ciclos. Os dias, as horas, o ano e os séculos rolam na órbita do espaço e do tempo e renascem. Porque seu fim, se há um fim, é precisamente o de voltar ao princípio. Os ventos, as nuvens, as águas, as flores e a luz seguem o mesmo destino. Os ventos vão pelas mesmas órbitas para as cavernas misteriosas de onde procedem. E aí o Leon Denis prossegue no capítulo inteiro falando sobre esses ciclos que se desdobram. E eu fico

mesmo destino. Os ventos vão pelas mesmas órbitas para as cavernas misteriosas de onde procedem. E aí o Leon Denis prossegue no capítulo inteiro falando sobre esses ciclos que se desdobram. E eu fico pensando, Roseni, Cleusa, Cris, amigos e amigas que nos acompanham, como pode nós, seres espirituais, seres inteligentes, estejamos habitando um universo que se desdobra aos nossos olhos o tempo inteiro em ciclos e habitando especialmente a Terra neste momento que se desdobra em vários ciclos, desde o ciclo de um né, que tem aí todo um aprendizado em um dia que nós vivemos vários ciclos. Eh, eh, eh, como pode que nós estejamos habitando aqui e os ciclos da natureza, especificamente falando das estações do ano, não tenham uma finalidade pedagógica para todos os seres que habitam aqui. Há h a há oportunidades profundas de aprendizado com estes ciclos. Eu fico pensando muito na Terra temos, então, eu não sei se em outros planetas haverá esses ciclos, porque a natureza se desdobrará em outras possibilidades, mas na Terra nós temos esse que nós convencionamos de chamar outono, primavera, verão e inverno. O Leon Denis chega a fazer um pouco essas metáforas eh ao longo do livro, mas ele se ele procura pensar mais em torno de uma vida, de uma existência. Mas se nós olharmos pro outono, o que é que a entrada dessa estação que começou hoje nos fala? Se nós olharmos paraa natureza, é um instante, por exemplo, olhando para as árvores, em que as árvores começam a trocar as suas folhas, elas começam a deixar que as folhas caiam, que elas, né, possam se desfazer partir numa preparação para o tempo que virá. Então, se nós olharmos a luz do espírito imortal e formos fazer algumas metáforas, podemos pensar no outono como um tempo de temperaturas amenas. mas um tempo de reflexões para deixar também partir experiências, eh, situações vividas, aprender que partem também pessoas queridas e pessoas com quem nós não nos afinizamos e que estas partidas fazem parte dos ciclos da vida, fazem parte de processos

experiências, eh, situações vividas, aprender que partem também pessoas queridas e pessoas com quem nós não nos afinizamos e que estas partidas fazem parte dos ciclos da vida, fazem parte de processos de aprendizado que nós todos vivenciamos. O outono então vai nos convidando a esses movimentos de deixar partir, de eh iniciar novas reflexões, preparando também para uma experiência que o inverno se desdobra. o inverno quando nós olhamos paraa natureza, de maneira mais geral, né, falando assim de maneira mais ampla, o frio aqui no Rio as estações não são tão marcadas, é mais assim, temperatura amena e calor extremo, mas não é que nem no Rio Grande do Sul que as que as estações são mais marcadas, né? tem lá o outono, o inverno é o frio verdadeiro. Eh, o inverno vai nos convidar profundamente a uma introspecção, por exemplo. É um momento de mais de retração, onde as coisas se retraem mais. Há aí um convite para olhar para dentro de si, refletir caminhos trilhados, circunstâncias vividas e prepara também a criatura para as experiências que virão nos novos tempos da primavera, que vai se desdobrar em experiências de florescimento, de novas experiências, de novos ciclos que surgem, outras oportunidades, vida que vai agora se desdobrando. Depois de uma interiorização, começa um instante de afloramento, transitando a criatura para os movimentos exteriores que o verão convida. O verão é o sol, o calor, convida a criatura à dinâmica, a ação, fora todos os movimentos que vão fazendo a criatura transitar nesses ciclos da sua vida. Isso. A gente tá aqui fazendo um exercício pensando muito no mundo interior, né, numa vivência interior, mas algumas possibilidades de reflexão que a a a os ciclos da natureza propiciam pra gente. Habitar este mundo e passar por essas experiências traz também reflexões pro ser imortal. Mas mais uma vez, lembrando, Leon Deni, é preciso também que a gente imponha silêncio aos burburinhos, as agitações cotidianas da vida, sobretudo a nossa vida moderna, né? que

flexões pro ser imortal. Mas mais uma vez, lembrando, Leon Deni, é preciso também que a gente imponha silêncio aos burburinhos, as agitações cotidianas da vida, sobretudo a nossa vida moderna, né? que tanto demanda de nós, é preciso silenciar para conseguir também ouvir essas mensagens e perceber estes ciclos, até mesmo para encontrar caminhos de harmonização interior, que a gente não lute, não brigue com os ciclos que a natureza nos traz, que a gente aprenda a fluir com eles e viver cada experiência que cada um deles eles nos traz >> que todas são lindas, todas as experiências são lindas, né? Nosso, né? Tem uma, a Adalva aqui nos diz o seguinte: "Percebo que não há caminho diferente. Sempre vamos representar externamente o que está no interno. A mudança começa numa percepção mais apurada do meio de vivo. >> Muito legal. >> Perfeito. Perfeito. Muito bom. >> Como é que tá aí, Cleozinha? >> Acho que voltou. >> Ah, >> voltou. Voltou, falando, >> voltou. >> Ai, nem fala, eu fiquei, eu fiquei bem chorosa que não é possível [risadas] nesse momento tão especial, não acredito, peço desculpas, né? São coisas que nosso controle, né? a gente tem um esforço para, mas não deu certo e agora está dando. Então, agradecemos aí pela paciência de todos e vamos a mais uma pergunta, Felipe, ali, quando tu no momento aí do capítulo 10 sobre o mar, nossa, eu também sou uma apaixonada contemplando o mar, as ondas que vêm, o bailado das ondas, né? e com certeza inspira reflexões profundas para nós sobre a nossa jornada humana. Você faz esse eh esse exercício, né, no livro, transcreve pro livro esse teu exercício aí da travessia no mar, né, como uma metáfora também paraa trajetória espiritual de cada um de nós. Uma jornada que exige escolhas conscientes, perseverança, né? Eu fiquei assim também encantada quando tu falas ali dos obstáculos, de ter que parar, do ritmo da abraçada. É, é, é maravilhoso mesmo. Então, assim como um navegador, né, também precisa compreender ventos, correntes, rotas,

ncantada quando tu falas ali dos obstáculos, de ter que parar, do ritmo da abraçada. É, é, é maravilhoso mesmo. Então, assim como um navegador, né, também precisa compreender ventos, correntes, rotas, isso aí tu relata assim com muita clareza também. Nós precisamos refletir sobre os nossos caminhos que seguimos em nossa vida, né? Então assim, só para nós assim, de que forma a imagem da travessia do mar pode ajudar a compreender melhor os desafios, as escolhas que fazem parte da nossa caminhada espiritual? >> Nossa, Cleusa, sabe que quando tava no processo de escrita do livro, já tinha alguns capítulos, né, e já desenvolvidos. E aí eu li, já tava também eh eh no processo de natação em águas abertas, então já com uma ainda mais uma conexão com o mar também. E aí eu li o livro que nunca tinha lido, né, mas achei aqui na bibliotequinha de casa e achei o livro do Amir Clink, em que ele relata a travessia que ele faz. Ainda foi a primeira pessoa a fazer a travessia, primeira pessoa no mundo a fazer a travessia do Oceano Atlântico sozinho. Anado, a anado não seria demais, né? A remo barco a remoemo. >> Num barco a remo ele fez a travessia remando com a força dos próprios braços. Claro, ajudado com as correntes do mar. E é muito impressionante o relato. E o tempo todo lendo, é inevitável a gente fazer metáforas com a jornada espiritual, porque é muito é muito interessante, porque no caso dele, que faz uma travessia saindo da costa da Namíbia, no continente africano, para chegar no litoral da Bahia, toda uma preparação foi necessária, todo um planejamento muito muito muito estudo. O Amir Clink se dedicou a estudar. Ele fez isso atravesses, né, assim, de fácil acesso, não havia uma série de tecnologias que nós temos hoje. Ele fez tudo isso com cartas náuticas e com um instrumento também que que marcava a posição do sol e que indicava para onde ele tinha que seguir, né? e também o o vento e e e muitas coisas foram chamando atenção, mas especialmente o processo de ir conversar com pessoas que já tinham

posição do sol e que indicava para onde ele tinha que seguir, né? e também o o vento e e e muitas coisas foram chamando atenção, mas especialmente o processo de ir conversar com pessoas que já tinham tentado realizar a travessia e tinham errado, não tinham conseguido. Então ele foi ouvir os erros das pessoas, que que as pessoas tinham errado, que ele para que ele tentasse não errar, não cometer os mesmos erros. Ele estudou muito, ele estudou a a as melhores rotas a serem feitas, os melhores fluxos a serem seguidos, eh, e se preparou, foi, né, pediu ajuda de nutricionistas que prepararam refeições próprias, a água, tudo. E ele fez a travessia em 100 dias sozinho num barco a remo. É claro que a gente começa a pensar no espírito. A gente também não se prepara para uma reencarnação. Por exemplo, se a gente for falar de uma reencarnação, é preciso muito estudo. Nós hoje aqui reencarnados, por exemplo, durante a travessia da reencarnação, nós temos acesso às histórias que os espíritos nos contam em que eles faliram, de travessias que eles tentaram realizar na sua jornada reencarnatória, nenhuma reencarnação, e falharam por esse, por aquele motivo, por orgulho, por vaidade, por rancor, por desejo de vingança, por uma série de questões em que nós tropeçamos também, mas ouvindo essas histórias, ouvindo os relatos desses companheiros, podemos buscar o aprendizado como o Amiro Flês, não. Então eu vou tentar não errar nesses pontos aqui, vou me esforçar. E apesar de todo o planejamento, está preparado para lidar com o imprevisto. Ele teve que lidar com vários imprevistos, né? com barco virando em tempestades, momentos em que as forças dele não davam conta e ele tinha que simplesmente recolher os remos, fechar o barco e deixar que a tempestade o levasse para depois ele corrigir a rota. Não havia como brigar com a natureza. [risadas] Então, eh, são muitas reflexões que especialmente essa, eh, essa travessia do Amir eh traz pro espírito, né? Essa, eu acho que a coisa, a, a relação com o mar é muito forte

r com a natureza. [risadas] Então, eh, são muitas reflexões que especialmente essa, eh, essa travessia do Amir eh traz pro espírito, né? Essa, eu acho que a coisa, a, a relação com o mar é muito forte para nós, seres humanos. Eh, o, o Leão Denise escreve um capítulo inteiro sobre o mar, que vai falar sobre essa esse fascínio que o mar exerce sobre nós e como ele fala das forças superiores, né, das tempestades que ali também se desdobram, como fala também como nós somos pequenos diante dessa força da natureza. Eh, o Kardec vai falar, o Kardec, eu gosto muito de lembrar, né, o o Kardec se recolhe para escrever o Evangelho Segundo o Espiritismo no litoral da França. Ele e ele escreve para pra esposa, paraa Ameli, ele escreve narrando momentos de contemplação do mar e momentos em que ele veleja, em que ele entra num barco para velejar. E o quanto imerso naquele, naquelas vibrações, é que ele, amparado pelos espíritos superiores, inspirado, escreve o evangelho segundo o Espiritismo, ainda com o nome no começo de imitação do evangelho, né? E ele vai escrever para Ameli, falando dos momentos em que ele se entregava a contemplação, inclusive da melhora de saúde que ele experimenta, que ele também tinha, né, um um problemas de saúde. E ali eles eles ele fala e chega a falar, consegui subir os lances de escada sem ficar ofegante, enfim, ele vai descrevendo, né? Então, o quanto esses momentos são ricos de reflexões quando, como vai dizer o Kardec para Meli, tudo é oportunidade de aprendizado para quem quer aprender. Contemplando Mar, ele escreve, finaliza a carta dizendo isso para Ameli, né? Então, quando estamos dispostos, todas as possibilidades nessas experiências são possibilidades de bons aprendizados. sempre, né? A vida é esse aprendizado. Bom, nós temos uma surpresa agora no nesse nossa final, né, de de programa. Eh, e não podia faltar essa pessoa para nos representar aqui esse momento, essa estação, né, como o Felipe fala, que nós estamos agora no outono. Então, Cris, chama a nossa visita

né, de de programa. Eh, e não podia faltar essa pessoa para nos representar aqui esse momento, essa estação, né, como o Felipe fala, que nós estamos agora no outono. Então, Cris, chama a nossa visita o nosso querido Alexandre. Lindo, amigo. >> Lindo, >> obada, amigas. >> Nosso do saber ambiental, nosso coordenador do saber ambiental, que ele vem aqui também te fazer uma pergunta maravilha. Aí, Alexandre. Alexandre, fala um pouquinho por que tu está aqui nessa sexta-feira maravilhosa. Bom, primeiramente, boa noite, Vipe, Cleusa, Rosini, amigos e amigas que estão nos assistindo. Agradecer, né, a oportunidade, o privilégio de estar com vocês aqui essa noite. Então, primeiramente, em nome do Saber Ambiental, eu gostaria de parabenizar o Felipe por essa obra e agradecer esse livro tão inspirador e ressaltar a importância dele, né? Porque no movimento espírita nós temos alguns autores já que tratam especificamente da relação e ligação da doutrina espírita com o meio ambiente, com a natureza, ressaltando a questão da sustentabilidade ambiental. autores que o Felipe também faz as referência, né, como André Trigueiro, Carlos Larraga, além do tema ser presente outras obras que o Felipe também cita, né, como o Leon Deni que ele já falou bastante, o o grande enigma, que é uma obra muito inspiradora, que fala também de Jonathan Ângeles, André Luiz, além das obras básicas, o ambiental utiliza, né, quase essas obras, os seus eventos nessas atividades. Então, a gente fica muito feliz em termos mais uma obra do movimento espírita que trata desse tema específico, né, para estudar, para trabalhar, para se inspirar e para indicar com as pessoas que se interessam por esse tema, né? como foi falado no início, um momento no mundo necessita que todos nós, né, enquanto sociedade, enquanto pessoas, se interessemos e trabalhamos essa questão. Então, achei interessante que o Felipe colocou, né, hoje uma data importante, o início do outubo. E eu lembro também uma data importante também depois de amanhã,

teressemos e trabalhamos essa questão. Então, achei interessante que o Felipe colocou, né, hoje uma data importante, o início do outubo. E eu lembro também uma data importante também depois de amanhã, domingo, 22 de março, que é o Dia Mundial da Água, que é uma data estabelecida pela ONU, né, desde 1992, buscando conscientizar a importância, a preservação da água, né, tão importante pra vida, pra saúde. O espiritismo também ressalta essa importância. Então, Felipe, pensando no tu disse nessa relação que tu tem comar des de criança, no capítulo seis, desafios das águas, tu traz a um pouco da tua experiência, né, de como nador, né, de longas distâncias em mar aberto. Então, a descrever essa vivência, tu no capítulo seis, tu destaca, né, diversos elementos essenciais para esse tipo de travessia, né, como os equipamentos adequados, né, o bom treinamento físico, a preparação mental, a concentração, a meditação, além das das questões de atenção ao ao ambiente que o rodeia e a experiência adquirida ao longo do tempo, especificamente a importância de não nadar sozinho em águas abertas, né, como tu muito bem coloque. Então, meu amigo, eu te pergunto, como é que nós fazendo essa, pensando nessa analogia que propõe, como podemos nos preparar da melhor maneira possível para realizar a nossa própria travessia pelos ruídos da terra reencarnarmos? >> Que legal, Alexandre, que pergunta bacana, ó. Eh, te falo que a experiência de nadar em Águas abertas é realmente ela é transformadora, assim, né? Primeiro, porque há uma conexão com a natureza muito, muito intensa. Ela propicia a gente a perceber, por exemplo, a poluição no oceano. A gente muitas vezes sente eh eh vê plástico, vê, enfim, todo tipo de detrito ali, mas sente também, por exemplo, o óleo dos barcos que passam, o barulho. a gente, enfim, passa a refletir também o que sofrem os seres que vivem nas águas. Então, algumas reflexões que vão surgindo, né? Mas eu vou aproveitar, Alexandre, para contar um uma situação bem interessante

enfim, passa a refletir também o que sofrem os seres que vivem nas águas. Então, algumas reflexões que vão surgindo, né? Mas eu vou aproveitar, Alexandre, para contar um uma situação bem interessante que aconteceu, que foi no meio do ano passado, nós f, eu e a minha esposa fomos fazer uma prova de natação na cidade aqui, no litoral aqui do Rio de Janeiro, Cabo Frio, no litoral do estado, né, Cabo Frio. E ess a prova era numa praia que é um paraíso. A praia ela é to super reconhecida por ser sustentável, por ser muito preservada, as águas serem muito limpas, né? Praia do Peró, Cabo Frio. E fomos conhecer um dia antes a praia e a praia era belíssima mesmo. A o percurso já tava planejado, né, da prova de natação, saía de uma praia aqui, na verdade da praia das conchas, dava volta, o percurso que eu faria, né? Dava volta. por trás do morro e saía então na praia do Peró, enfim, dando duas voltas e tal e uma água parada, uma piscina assim, né? E tava um dia lindo, céu azul, eh, sem vento, aquela água cristalina, assim, tudo perfeito, né? Nossa, amanhã vai ser um, vai ser uma maravilha a experiência, né? Vai ser lindo e tal. Vamos nadar, ver os ver os recifes ali, ver as pedras e tal, vai ser uma beleza. Final da tarde começou a chover muito. Começou a chover muito, muito, muito, muito. E a noite começou a ventar muito. Tempo virou completamente. Quando amanheceu o dia, ainda tava um pouco chovendo, mas a chuva parou. Vamos, vamos, vamos. Quando chegamos na praia, o cenário era muito diverso. O vento, claro, levantou ondas. a coordenação da prova já tinha mudado o o percurso a ser realizado. Não, por segurança já não era mais possível fazer aquele percurso. Então, era preciso agora a a prova seria só na praia do Peró, um percurso reduzido e ainda muitas pessoas estavam desistindo, muitas pessoas com medo das ondas ali que se levantaram, mas é claro que tudo se faz com segurança, né? Mas às vezes a pessoa não tá acostumada. E foi uma experiência muito, muito reflexiva, muito mais do que uma

as com medo das ondas ali que se levantaram, mas é claro que tudo se faz com segurança, né? Mas às vezes a pessoa não tá acostumada. E foi uma experiência muito, muito reflexiva, muito mais do que uma experiência de exercício físico, muito mais reflexiva de pensar na nossa vida. Exatamente. Eu entrei, fiz a prova, foram três voltas ali, bebi muita água salgada na primeira volta, especialmente para entrar, porque o vento soprando, não só as ondas da entrada, mas durante o percurso, as ondulações que se levantam e quebram no rosto. Então, tu tem que adaptar abraçada, tu tem que adaptar uma série de eh de deslizes na água para conseguir completar a prova e completar o percurso. E aí, é claro que a nossa vida também se desdobra assim. A gente planeja, a gente às vezes pensa que sabe o percurso, não, a minha reencarnação já tá planejada, vai dar tudo certo, vai dar, vai sair tudo dentro dos conformes, eu vou passar em todos os pontos que estão planejados e aí a gente reencarna, não é? E começam as transformações e as mudanças de circunstâncias. E aí levantam vento e aí às vezes a gente tem uma atitude, enfim, que levantam ventos da nossa vida, ventos do passado, ventos de discórdia, circunstâncias da vida alheias à nossa vontade que se transformaram. E como é que nós vamos lidar com isso? Como é que nós nos desdobramos, né? Para chegar ali, é claro que para entrar e fazer essa prova era preciso ter feito uma preparação antes. Quem não tinha um pouquinho de experiência, quem não num dia de chuva disse assim: "Não, eu vou levantar e vou treinar e vou lá e vou nadar no dia de chuva mesmo. Um dia que não com raios, né? Mas num dia assim que não é convidativo, que não é céu azul e tal e tudo mais. E vou lá e vou treinar nesse dia também. Quando chega o momento da prova, não entra para fazer, não. Não faz, mas é a preparação que te capacita para chegar naquele dia e dizer: "Não, eu eu estou pronto para fazer". E mesmo com dificuldades e mesmo com os desafios que vão surgindo, com a onda batendo no

faz, mas é a preparação que te capacita para chegar naquele dia e dizer: "Não, eu eu estou pronto para fazer". E mesmo com dificuldades e mesmo com os desafios que vão surgindo, com a onda batendo no rosto, com o vento soprando, com o receio, será que eu vou conseguir? Mas sabendo, puxa, mas tem salvavidas aqui, tem barco, tem os professores, o meu professor que me treina tá dizendo assim: "Não, vai que tu vai conseguir, tá tudo certo, tá, tem segurança, pode ir." Não são os benfeitores espirituais dizendo, nos orientando, aqueles que mesmo no percurso estarão dispostos a nos ajudar e a nos auxiliar, mas que nos prepararam também, disseram: "Você precisa estudar, você precisa se capacitar para quando a provação chegar você atravessá-la, ainda que com desafios, ainda que engolindo água salgada, ainda que tendo desconforto físico. E aí a gente vai fazendo as metáforas pra nossa vida, ainda que com tudo isso dar conta de realizar a travessia. Quando a gente nada em águas abertas é preciso também aprender a navegação. Então a gente vai nadando e a gente precisa a cada duas, três braçadas levantar a cabeça e olhar para onde se está indo, porque a corrente da maré pode te jogar para um lado, pode te jogar pro outro. facilmente quando a gente entra no nível do mar, a gente perde a noção. Quando a gente tá num nível mais alto, num plano mais alto, pensemos aqui fora do corpo físico, no plano espiritual, quando a gente tá em, enfim, em outros planos, a gente olha, a nossa percepção é diferente. Quando a gente mergulha e desce para o plano da ação, a gente muitas vezes perde a referência. Por isso é preciso estar sempre olhando para onde se vai, para onde se caminha, para onde se nada. Nesse caso aqui, né? A gente sabe qual é o nosso guia, não sabe? Na vida, na nossa travessia dessa reencarnação, é importante a gente sempre tá levantando os olhos. Tem uma cena muito linda, eu sei que a gente já tá no finalzinho, mas tem uma cena muito linda de uma série que eu amo, acho que vocês conhecem também, que é a

e a gente sempre tá levantando os olhos. Tem uma cena muito linda, eu sei que a gente já tá no finalzinho, mas tem uma cena muito linda de uma série que eu amo, acho que vocês conhecem também, que é a série The Chosen, >> que conta, né, a história eh de Jesus pela visão dos apóstolos e uma cena belíssima que eles fazem, que é a cena, eh, em que Jesus caminha sobre as águas em meio à tempestade. Os apóstolos estão desesperados porque o barco, eles estavam fazendo a travessia, vem uma tempestade, o barco vai afundar e eles estão apavorados e Jesus vem caminhando sobre as águas. E aí Pedro diz assim: "Se é tu, mestre, manda que eu desça e vá até ti." E e ele diz: "Então vem". E a cena é tão linda. Esse episódio da série é maravilhoso, gente. Quem tiver assistindo, por favor, vejam esse episódio. Pedro desce e vai caminhando e tem ondas enormes e uma tempestade imensa. E Jesus olha para ele e diz assim: "Só não tire os olhos de mim. Só não tire os olhos de mim. Eu acho que essa cena resume o nosso desafio na nossa trajetória na Terra. Não tirar os olhos do nosso mestre e amigo Jesus. Ele é o nosso foco, é o nosso guia. Quando a gente se distrai e olha pros lados, aí a tempestade nos assusta. é tremendamente, mas se a gente mantiver os olhos nele, a mão dele estará sempre estendida para nos segurar e guiar em todos os caminhos. Felipe, a gente ficaria te ouvindo aqui muito tempo, porque o livro é lindo, cada capítulo é uma reflexão, a gente faz conexões com a nossa vida, com o nosso cotidiano, com as nossas vivências. Então assim, nós eh queremos te agradecer imensamente por estar aqui conosco. É, eu também tô com o livro aqui junto comigo aqui, ó. Tá aqui, >> tá os [risadas] quatro agora, >> né? É os quatro de livro aqui, ó. [risadas] Então assim, muito obrigado. Obrigado por esta obra. Obrigado pelo teu presença, pelo teu carinho com a nossa Federação Espírita do Rio Grande do Sul, né? Eh, tu tens no coração e nós também te temos no nosso coração. Muito obrigado, amigo.

r esta obra. Obrigado pelo teu presença, pelo teu carinho com a nossa Federação Espírita do Rio Grande do Sul, né? Eh, tu tens no coração e nós também te temos no nosso coração. Muito obrigado, amigo. >> Obrigado, Roseni, querida, aqui que segurou as pontas quando a minha internet me deixou na mão. [risadas] A a do Alexandre aqui conosco, né? Muito bom. Obrigado, Alexandre. Obrigado, saber ambiental. Obrigado, saber ambiental. Obrigado, Cris, que está conosco, aqueles que estão nos assistindo e a gente inovou com a uma visita hoje. Se você que está nos assistindo achou que a ideia é boa, gostou, coloca lá no chat para nós, porque aí logo em seguida, em abril, no dia 17, já vem a outra sexta literária e aí a gente faz o convite, né? Aguardamos vocês na próxima sexta literária. Uma boa noite para todos. >> Sabe [música] aquela parceria especial de todo dia? Queridas irmãs, queridos irmãos [música] espíritas, >> aquele amigo que tá sempre te dando os melhores conselhos, queria fazer [música] uma reflexão singela, mas muito profunda. Vai até o trabalho com você. >> Primeiro do prazer da gente estar aqui [música] juntos, né? E volta da faculdade acompanhando tua rotina intensa. Faça chuva, faça sol. O rádio está sempre com você, onde quer que você [música] esteja. AFERX Rádio agora está a um toque de distância. Baixe o aplicativo da FERX Rádio porque parceria boa mesmo é aquela [música] que esclarece, consola e edifica.

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