Os Transplantes de Órgãos na Visão Espírita - Emanuel Burck dos Santos
Programa Vida: Desafios e Soluções. www.fergs.org.br
Olá, seja bem-vindo a mais um programa Vida, Desafios e Soluções de Responsabilidade da Federação Espírita do Rio Grande do Sul. Vida, desafios e soluções. No programa de hoje, nós vamos falar sobre os transplantes de órgãos. O espiritismo é contra ou a favor? O que os espíritos falam sobre esse tema? Assista os depoimentos de Edgar Nunes e Nelson Monteiro e a entrevista com Dr. Emanuel Burk dos Santos. Meu nome é Edgar de Freitas Nunes, tenho 51 anos, sou consultor de informática e sou transplantado renal há 2 anos. Eu sou o Nelson Monteiro, eh, tenho eh 60 anos hoje, fiz um transplante de fígado com as 8 anos, tá fazendo. Moro em Viamão. Em 2006, eu comecei com sintomas de retenção de líquido. E como a a parada dos rins ela não ela é indolor, a gente acaba não sentindo de imediato a o efeito, né, que está acontecendo. Mas chegou um momento que esse líquido que estava muito eh acumulado subiu por meus pulmões, me levando a à emergência, né? E lá foi constatado na emergência que que os meus rinsam funcionando não pela retenção de líquido, pelos exames que fizeram, pelo exame da creatinina e e outros exames, né? Eu tive um problema com hepatite C, que a rigor eu não sei nem como é que eu peguei, eu morei muito tempo no interior e na parece que essa hepatite C foi descoberta ou identificada em 86. E é uma doença que ela não te dá, ela não te dá sintomas, é assintomática e tu vai convivendo normalmente até que um certo dia começa a dar problemas. lá pelas tantas começou alguma dificuldade de de digestão. Notava que alguma coisa não tava funcionando, comia, ficava meio estufado. Até que se começou, comia um feijão e inclusive o ventre crescendo. Aí vi que algo estava errado, procurei um clínico geral que pediu alguns exames e em seguida hepatite C. Aí me me encaminhou para outros especialistas, né? Na verdade, eu não fiz o transplante de imediato, porque o portador de de insuficiência renal crônica, tá, eh, em geral, ele entra primeiramente numa fila de espera e é uma fila que envolve compatibilidade
rdade, eu não fiz o transplante de imediato, porque o portador de de insuficiência renal crônica, tá, eh, em geral, ele entra primeiramente numa fila de espera e é uma fila que envolve compatibilidade e não uma fila de tempo. E imediatamente eu fui conduzido à hemodiálise para que lá seja feito a filtragem do sangue e um acompanhamento maior dos médicos, da do da enfermagem, né? Os os transplantes hoje eles dependem, não é numa fila de espera, digamos, eh, uniforme que um vai ir atrás do outro, não. Não há essa fila de espera é de acordo com as as gravidades. Então, na hora do transplante eh pula na frente quem tiver mais prejudicado. Então, tem a preferência. Eu sempre tive uma extrema confiança no corpo médico, tá? Eu entendo que um médico de alta complexidade, ele não, ele não faz aquilo por dinheiro, ele não, não é só por isso, não pode ser. E eu entendo, talvez eu esteja até super valorizando, mas eu entendo como um missionário, tá? Ele faz aquilo antes de mais nada por gosto. Ele não admite perder um paciente. Vai dar alguma coisa errada, vai. É gente, pode acontecer. Um organismo eh pode não reagir como o outro reage, tá? Mas eu acredito que tudo é feito com a melhor das intenções e a maior técnica, a maior dedicação. Então tem, em princípio, tem tudo para dar certo. Olha, eu sempre eu sempre confiei na espiritualidade e tudo na minha vida eh foi pautado dentro da espiritualidade, né? E realmente a a adrenalina é é grande, mas acima de tudo a confiança, né, eh, no melhor, né, a confiança na assistência dos amigos espirituais que eu sempre tive em todos os momentos da minha vida. Eu brinco hoje, eu brinco com o próprio médico com o tempo. Hoje fazem oito, desde o começo, tipo 10 anos que eu eu me trato com o meu guru, como eu chamo, é o Dr. Álvaro Caçal. Então ele é o coordenador da equipe de transplante. Eh, então uma pessoa, eu julgo, entendo como extremamente competente. Ele é muito direto. Às vezes quem não conhece o ele parece até meio duro, mas uma excelente
coordenador da equipe de transplante. Eh, então uma pessoa, eu julgo, entendo como extremamente competente. Ele é muito direto. Às vezes quem não conhece o ele parece até meio duro, mas uma excelente do pesso de uma pessoa. brinco que ele tem um humor assim muito próprio, um humor particular, eh, altamente responsável e ele te cobra. Isso é muito importante, porque assim como tem paciente que se cuida, tem outros que não se ajudam. Não era conformismo, tá? Ah, não tinha a doença porque é gente, tá? Ah, mas eu tenho a doença, mas não me sinto doente. Eu eu tenho uma crença muito grande na na capacidade mental da da força interior das pessoas. O círculo de amizades, a gente sabe que aquelas seja orações, seja pedido, seja desejo, mas isso são energias positivas que estão te passando e tu absorve. E isso eu acho que foi uma força, uma soma de de fatores e no fim tudo concepida para que dê certo, termina dando e buscando a a casa espírita, buscando a prece, né? um apoio maravilhoso de duas pessoas que que também reverenciam na minha vida, que é a minha mãe, 80 anos, e a minha esposa Márcia, as duas espíritas, duas espíritas. E a gente vai melhorando com muita fé, vai retomando o trabalho, né? Como eu sempre fui muito regrado, não foi muito difícil, porque muito antes da da do problema, eu sempre fui regrado de de alimentação, de não bebo, né, bebida alcoólica, sempre fui assim dentro da do movimento espírita. Quem me conhece sabe disso. Então, acho que fortaleceu, né, o organismo. A, o organismo se teve uma condição de se recuperar rápido, né? Tu tem uma chance de um dia mais teria valido a pena, tá? a o meu transplante ou as estatísticas eh que eles apresentaram na época do transplante, dizendo que a a média era acima de 5 anos de te dava uma sobrevida de mais 5 anos em média, uns menos, infelizmente, outros mais. Eu tive o privilégio de conhecer eh um transplantado com 14 anos de transplante. Eu hoje sou testemunho. Eu tenho praticamente 8 anos de transplante, muito bem aproveitado,
infelizmente, outros mais. Eu tive o privilégio de conhecer eh um transplantado com 14 anos de transplante. Eu hoje sou testemunho. Eu tenho praticamente 8 anos de transplante, muito bem aproveitado, muito, eu sou muito grato a isso. E a cada dia isso não é da boca para fora, daqui a pouco tu tá fazendo uma tece uma de uma muito braba, tá? E o simples fato de tá vivo, tu abrir a janela e vê o sol de novo, tá? ou tu vê uma chuva, ou tu vê uma criança brincando, vida é a coisa mais importante. E inclusive, eh, em passando por uma experiência dessa, eu não vou dizer que tu fique melhor ou tu fique pior, mas tu passa a ver a vida um pouco mais a valorizar, valorizar mais coisas que às vezes tu passava batido. Ã, eu hoje pode parecer piegas ou eu desvir o cascudo, tá? Se eu ver, se eu ver um cascudo se afogando na água, eu vou lá e tiro ele da água. Quer dizer, é vida. Poxa vida, o bicho tem uma vida desse tamaninho, tu vai deixar de se afogar. Então é uma coisa assim, tu passa a ver a coisa bem diferente. Vale a pena. O nosso convidado do programa de hoje é Manuel Burque dos Santos, médico, orador, escritor espírita, integrante da Associação Médico Espírita do Rio Grande do Sul, cirurgião da divisão de transplante renal do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, do Hospital Mãe de Deus. Emanuel, seja muito bem-vindo ao nosso programa. Muito obrigado, Guilherme, pelo convite. Muito me honra estar aqui para falar desse assunto que tanto me empolga. e que espero ser de benefício para aqueles que estiverem nos ouvindo. Emanuel, nós iniciamos com a pergunta: o que é transplante de órgãos e quais os tipos que existem? Muito bem. Então, o transplante de órgãos, na verdade, é um conjunto de medidas terapêuticas em que o órgão ou tecido de um indivíduo é transplantado em outro indivíduo, a fim de substituir um órgão insuficiente, não é? Os transplantes eles se dividem em três tipos, conceitualmente falando os cenotransplantes que ocorrem entre espécies diferentes, os alotransplantes
, a fim de substituir um órgão insuficiente, não é? Os transplantes eles se dividem em três tipos, conceitualmente falando os cenotransplantes que ocorrem entre espécies diferentes, os alotransplantes que são entre indivíduos diferentes, porém da mesma espécie, e, finalmente, os autotransplantes ou autoenxertos, que são órgãos provenientes do próprio indivíduo. O próprio indivíduo é o doador e o receptor. Um exemplo disso é o transplante autólogo de medula óssea, né? Ou mesmo enxertos cutâneos, no caso dos tecidos, e até mesmo autotransplante renal para tratamento de algumas doenças urológicas. Nós também perguntamos, Emanuel, porque nós tivemos um, por muito tempo a gente houve essa discussão até no meio espírita, né? Quando tem a questão do transplante de órgãos, quando a pessoa ainda é viva, da questão da morte cerebral, morte encefálica, o que que tu pode nos falar sobre isso? Claro. É, só complementando a pergunta anterior que faltou, os tipos de órgãos que podem ser transplantados, na verdade, as víceras sólidas incluem o coração, os pulmões, o fígado, os rins, o pâncreas e até mesmo o intestino em alguns em alguns protocolos, né? Eh, além disso, eh, tecidos também podem ser transplantados, inclusive a transfusão de sangue. O sangue não deixa de ser um teestino, tecido hematopoético, também tem que haver compatibilidade, não deixa de ser uma espécie de transplante, né? Da mesma maneira, enxertos cutâneos, né? Também e córneas, né? Bom, em relação agora especificamente à pergunta, né? O conceito de morte ele evoluiu ao longo do tempo, na verdade, né? Então, eh, inicialmente, quando não se conhecia muita coisa sobre fisiologia, se acreditava que a apneia, que é ausência de respiração, era sinônimo de morte. Havia velórios. Osórios, na verdade, surgiram com o intuito de observar o surgimento de marcas indeléves da morte, né, como os livores cadavéricos, a rigidez eh pós-me. Então, eh era observado aquela pessoa falecida para ver se confirmavam esses achados. Com o passar do tempo e o
ento de marcas indeléves da morte, né, como os livores cadavéricos, a rigidez eh pós-me. Então, eh era observado aquela pessoa falecida para ver se confirmavam esses achados. Com o passar do tempo e o advento da descoberta do sistema cardiirculatório, a morte passou a ser, o sinônimo de morte passou a ser a parada cardíaca, a parada cardiulatória, né? Mas mais modernamente, então, com o surgimento das manobras de ressuscitação cardiorrespiratória ou reanimação cardiopulmonar, essas pessoas, algumas delas começaram a ser trazidas de volta à vida a partir desses procedimentos médicos. Então, a parada do coração deixou também de ser um sinônimo de morte, até porque agora sim, nos transplantes o coração passe a ser um órgão substituível, né, em casos em que há indicação, como no caso do transplante de coração, né? Muito bem. Então, o conceito teve que evoluir pra morte encefálica. O que que é a morte enf que hoje ainda é irreversível, né? A morte encefálica não é a mesma coisa que morte cerebral, né? Ele nem coma. Uhum. Né? A morte, na morte encefálica, uma parte mais primitiva do cérebro, chamada de tronco encefálico ou tronco cerebral, conhecido também como cérebro reptiliano. Ele formado pelo mescéfal ponte e o bulubo, que comanda então a harmonia entre os diversos órgãos que contêm organismo. Ela deixa de funcionar. Então, funções básicas como a respiratória, o controle da pressão arterial, o controle dos batimentos cardíacos e a intercomunicação entre os diversos órgãos que compõem o organismo deixa de existir. Os órgãos ainda conservam alguma vitalidade por algum tempo e são mantidos nessa situação até que possam ser então captados para transplante por por manter essa viabilidade, mas ela não é duradora. É muito importante a gente diferenciar o conceito da morte do organismo da morte celular, que são coisas independentes. É a morte do tecido. Organismo humano não é a mesma coisa que a célula humana. Células humanas morrem, nascem a todo momento dentro do organismo, né? Então
morte celular, que são coisas independentes. É a morte do tecido. Organismo humano não é a mesma coisa que a célula humana. Células humanas morrem, nascem a todo momento dentro do organismo, né? Então isso se dá com as diversas células que compõem o nosso corpo. Nós trocamos o nosso corpo a todo momento. Então você pode inclusive conservar essas células mesmo depois da morte do organismo. Por exemplo, com gametas crio preservados podem fecundar mais adiante, né? Ou células em laboratório de células ecarióticas. Eu tive a oportunidade de trabalhar com laboratório de de células de indivíduos adores já falecidos ou mesmo as células que permanecem nos órgãos transplantados, que são daquelas pessoas que doaram e que já desencarnaram. E assim sucessivamente. Também se observa o seguinte, que mesmo depois da morte do organismo, ainda há viabilidade celular. Não é à toa que na exumação de um cadáver, muitas vezes se observa o crescimento unguial e capilar, né? Então o crescimento desses fânos nada mais é do que a atividade celular. Então, a atividade celular não necessariamente significa, então a o morte celular não é a morte do do organismo. Isso é uma coisa que é que é importante a gente destacar. Sim. Certo? Uma coisa, Emanuel, a gente até convida o nosso espectador para conhecer o livro Conectando Ciência, Saúde, espiritualidade, o volume 3, da Associação Médico Espírita do Rio Grande do Sul, na parceria com a editora Francisco Espinelli da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, em que você escreve um dos capítulos que fala sobre transplantes de órgãos na visão espírita e que a gente convida você a adquirir também gravou um DVD, né, pela federação que trabalha esse assunto. E nós perguntamos, porque eh ainda esse assunto mexe muito, né? O espiritismo é contra ou a favor dos transplantes de órgãos? Muito bem, essa pergunta é muito interessante, né? E tem que se levar em consideração que muito antes do advento da transpantínica, né, ocorreu a codificação espiritista, né? Então, com
tes de órgãos? Muito bem, essa pergunta é muito interessante, né? E tem que se levar em consideração que muito antes do advento da transpantínica, né, ocorreu a codificação espiritista, né? Então, com o lançamento dos livros do livro dos espíritos, ah, codificado pelo professor Kardec em Paris em 1857, ano da publicação, foi muito antes desses conceitos de morte encefálica ah surgirem, né? Mas é interessante eh notar que dentro das perguntas que dizem respeito à morte, ao processo de morte, processo de desencarno, a espiritualidade superior tomou cuidado na hora de de dar as respostas, né, em que conceitos que ainda não estavam claros pra ciência da época, né, mas que mais adiante ficariam mais eh próximos do que a gente tem hoje, né, não fosse não fossem eh contraditos, né? Então isso a gente observa em algumas perguntas até que eu que eu citei, que eu tirei do livro dos espíritos, né? Eh, que dizem respeito a isso, né? Então, por exemplo, olha só, na questão de número eh 61, por exemplo, se fala do princípio vital. O princípio vital é uma coisa diferente do do espírito propriamente, né? O princípio vital, ele é o que é aquilo que animaliza a matéria, mas não a intelectualiza. Uhum. O espírito intelectualiza a matéria. O princípio vital só animaliza. Confere a quando ocorre o desencarne, né? O espírito e o perespírito deixam o corpo, segundo a codificação espiritista, mas o princípio vital ainda fica animando as células. É isso é o que mantém aquela vitalidade da vida orgânica. Mas isso, essa vida orgânica que se dá, não é a mesma coisa que a vida humana, é a vida celular, né? Então, e é interessante porque esses conceitos eles são abordados assim nas questões subsequentes. Então, por exemplo, aqui, não é, a gente viu eh o próprio Kardec, ele comenta assim: "O conjunto de órgãos constitui uma espécie de mecanismo que recebe a impulsão da atividade íntima. O princípio vital entre eles existe? O princípio vital é a força motriza os corpos orgânicos. Ao mesmo tempo que o
órgãos constitui uma espécie de mecanismo que recebe a impulsão da atividade íntima. O princípio vital entre eles existe? O princípio vital é a força motriza os corpos orgânicos. Ao mesmo tempo que o agente vital dá impulsão aos órgãos, a ação desses entretém e desenvolve a atividade daquele agente, quase como sucede com atrito que desenvolve o calor. Então é muito interessante isso. E se a gente for ainda aprofundar mais as questões doutrinárias, né? Então na questão 68 pergunta: "Qual é a causa então da morte dos seres orgânicos?" E como resposta é obtido que é o esgotamento dos órgãos. Uhum. Ele não fala na na parada cardíaca. Sim, sim. Esgotamento dos, né? Um conceito muito mais próximo daquele que então que a gente tem hoje em dia, né? E ele completa ainda perguntando, né? Poderia comparar a morte sensação do movimento de uma máquina desorganizada? A resposta é sim. A máquina está mal montada, acessa o movimento. Se o corpo está enfermo, a vida se instingue. E aí o que vem de mais impressionante, na minha opinião, é a questão 69, em que Kardec pergunta por que, baseado nos conceitos vigentes, científicos vigentes da época, né? Então, por que é que uma lesão no coração mais depressa causa a morte do que a dos outros órgãos? Olha que interessante a resposta. O coração é a máquina da vida. Não é, porém, não é, porém o único órgão cuja lesão ocasiona a morte. ele não passa de uma das peças essenciais, tá? Dentro contrário ao que se pensava na naquela ocasião, né? E existem mais outros eh substratos doutrinários que a gente pode ainda analisando na questão 71, por exemplo, ele fala que o princípio vital, por exemplo, existe nas plantas, mas não o princípio intelectual, né? As plantas não têm inteligência propriamente, mas tem vida orgânica, né? Então a inteligência e a matéria são independentes das palavras de Kardec. Portanto, o corpo o corpo deve viver sem inteligência, mas a inteligência só através de órgãos materiais pode manifestar-se, né? Então é necessário
a matéria são independentes das palavras de Kardec. Portanto, o corpo o corpo deve viver sem inteligência, mas a inteligência só através de órgãos materiais pode manifestar-se, né? Então é necessário que o espírito se una a matéria animalizada para intelectualizada. A matéria é animalizada pelo princípio vital e é intelectualizada pelo espírito, tá? No momento que ocorre a morte encefálica, o espírito já não intelectualiza mais a matéria, que permanece ainda com a atividade vital graças ao princípio vital, que é uma coisa diferente do espírito propriamente dito. Já pode ter ocorrido o desligamento, mas a matéria, a vida organiza exatamente. E isso na questão 149, por exemplo, Kardec pergunta: "O que sucede com a alma no instante da morte? volta a ser espírito. Então isto é, volve o mundo dos espíritos onde se apartaram momentariamente. E uma pergunta que depois eu vou abordar que é na sequência se é dolorosa essa separação, mas eu vou guardar porque eu sei que deve ter alguma questão desse tipo aí, né? Mas uma coisa que eu acho que é importante, que eu gostaria assim de de citar na que são das obras complementares, né? Quando André Luiz também falando sobre aquilo em evolução em dois mundos, falando sobre a a diferença entre a vida celular e a vida humana, ele é interessante porque ele fala sobre isso. Eu até separei alguma coisa aqui, né? Então deixa eu até ler para vocês, ó. Na definição de André Luís, olha que interessante. As células são como animáculos infantinisimais que se revelam domesticados e ordeiros na coméia orgânica. assumem formas diferentes segundo a posição dos indivíduos e a natureza dos tecidos em que se agrupam, obedecendo ao pensamento simples ou complexo que comanda a existência, né? Então, ainda André Luiz, né, sobre o automatismo celular, ele diz a cultura artificial dos tecidos orgânicos, em que um fragmento qualquer desses mesmos tecidos, seja da epiderme, seja do céreo, permanece vivo por muito tempo, pode permanecer muito, muito tempo,
diz a cultura artificial dos tecidos orgânicos, em que um fragmento qualquer desses mesmos tecidos, seja da epiderme, seja do céreo, permanece vivo por muito tempo, pode permanecer muito, muito tempo, quando mergulhado em um soro que cuidadosamente imunizado e mantido a temperatura correspondente do corpo, acusa uma vida intensa, mas decorridos algumas horas, os produtos da escreta intoxicam o soro, impedindo o desenvolvimento celular. Mas se o líquido for removado, continuam as células a crescer no mesmo ritmo de movimento e expansão que lhes marca atividade no edifício corpóreo. Elas só não estão subjugadas pelo campo mental, que é as intelectualizadas, mas animadas pelo princípio vital. Então, se as condições de vida celular forem mantidas, essas células podem e se mantém se dividindo. Então, é muito interessante porque esses conceitos tem tudo a ver com aquilo que a gente estava vendo, né? Então, e outra coisa que ele fala, as células que se ausentam do conjunto, elas perdem a a morfologia, a forma que dê a origem a elas, justamente porque elas estão fora desse eh modelo organizador biológico, né? Então, o que que acontece? Elas elas se tornam semelhantes nas palavras de André Luiz a uma ameba, né? É um organismo simples, unicelular, fora do comando dos demais. Mas nós podemos afirmar então, eh, Emanuel, que quando nós falamos desde que não eh não vá contra esse princípio da morte encefálica, o espiritismo não é contra, então, o transplante de órgão. Nós podemos fazer essa afirmação. Exatamente. Existe um suporte doutrinário para isso. Além disso, a gente pode falar sobre as consequências espirituais do ador. Podemos avançar um pouquinho mais ainda. Jonas de Angeles escreve, né, que é transplante é a verdadeira bênção, né? Por quê? Porque ela concede a oportunidade, né, de prosseguimento da existência física na condição de moratório, através do qual o espírito continua o periproorgânico. Afinal, a vida no corpo é um meio para a plenitude, que é a vida em si mesmo, estudante real. Então é
existência física na condição de moratório, através do qual o espírito continua o periproorgânico. Afinal, a vida no corpo é um meio para a plenitude, que é a vida em si mesmo, estudante real. Então é texto é textual sim o que o que diz nas obras complementares. E se for analisar a codificação que ocorreu antes desses conceitos, ela também vai ao encontro da dessas mesmas ideias que foram trabalhadas e por Kardec, né, nas perguntas dirigidas ao Emanuel, nós temos já chegando na fase final do nosso programa, mas nós precisamos fazer essa pergunta para ti que é muito comum no meio espírita, no momento da doação dos órgãos, as pessoas falam: "Mas será que o espírito, pelo espírito vai sentir esse momento? da retirada do órgão e da doação e ficam até com receio de ser doadores pensando nas consequências depois da morte. Como é que o espiritismo vê isso? Essa pergunta é excelente. Trabalho com isso no livro e a gente tem um suporte doutrinário bem estabelecido para isso, né? Antevendo a tua pergunta, né? Adivinhando. Eu até separei umas questões sobre isso, né? Então o Kardec coloca naquela questão 154: "É dolorosa a separação da alma do corpo? taxativamente ele diz: "Não é a primeira coisa que ele não". Simples não. O corpo quase sempre sofre mais durante a vida do que no momento da morte. A alma nenhuma parte toma nisso. Os sofrimentos que algumas vezes experimentam no instante da morte são um gozo para o espírito que se vê chegar ao termo do seu exílio, né? Isso é muito muito interessante, porque a gente pode observar nas chamadas experiências de quase morte em que os indivíduos têm uma parada cardioocirculatória que são trazidos à vida por procedimentos bem sucedidos de reanimação cardiulatória em que chegam inconscientes sem fluxo sanguíneo cerebral e que tem lembrança do período cerca de 12% segundo o estudo holandês publicado no Lancer em 2001. Uhum. Eles apresentam as lembranças são muito positivas na grande maioria das vezes. Observa as manos de vibração, a dor toda
eríodo cerca de 12% segundo o estudo holandês publicado no Lancer em 2001. Uhum. Eles apresentam as lembranças são muito positivas na grande maioria das vezes. Observa as manos de vibração, a dor toda cessa. Pode ter sido um grande trauma e ou pode ter sido um infarto doloroso. Não tem uma sensação de paz, de um amor incondicional e consegue se observar, observar o próprio corpo, né? Normalmente a dor se dá quando retorna o corpo. Uhum. Né? Alguns escrevem com mergulho numa água gelada, né? tava no Então quer dizer que também além disso existe o depoimento das pessoas que passam por essa experiência, né? Somando o número de pessoas que se estimam que tenham tido uma IM, né? Ou seja, a lembrança desse período, eh, se acredita que sejam 25 milhões de pessoas já tenham tido essa experiência. É muita gente. Então, mesmo sendo uma experiência eh extraordinária, né? Torno 12%, a maior parte não é ordinária, né? A maior parte não tem, é uma experiência que não é tão incomum assim, né? E outra coisa, a questão 156 também é muito importante, eu trouxe para falar exatamente sobre isso. A separação definitiva da alma e do corpo pode ocorrer antes da cessação completa da vida orgânica. Olha só, é como ocorre na morte encefálica. Tá vendo só ali? A vida orgânica ainda existe. Perfusão se dá insito, resfrio, os órgãos, tudo antes de coletá-lo, né? E a então, olha a pergunta. Separação definitiva da pode ocorrer antes da sensação quando o coração ainda tá batendo? Olha a resposta. Na agonia, a alma algumas vezes já tem deixado o corpo. Nada mais há do que a vida orgânica. O homem já não tem mais consciência de si mesmo. Entretanto, ainda lhe resta um sopro da vida orgânica. O corpo é a máquina que o coração põe em movimento. Existe enquanto o coração faz circular veias no sangue para o que não necessita da alma. Então o o corpo pode apresenta ainda uma vitalidade celular. O coração ainda está batendo, mas ele não necessita uma para isso. Questão 156 do livro dos espíritos. Manuel, nós temos que
ssita da alma. Então o o corpo pode apresenta ainda uma vitalidade celular. O coração ainda está batendo, mas ele não necessita uma para isso. Questão 156 do livro dos espíritos. Manuel, nós temos que encerrar nosso programa. Ã, mas como é de é comum aqui, né, o nosso entrevistado, a gente sempre solicita que deixe uma mensagem final para o nosso telespectador. A gente pede tá nesse momento que tu possas fazê-lo já agradecendo a tua participação conosco e convidando para estar aqui mais vez. É, eu convido também a todos que não que não como não há tempo da gente explorar mais que leiam no livro dos espíritos o que o Kardec chama de ensaio teórico da sensação dos espíritos para compreender que a dor do espírita é toda de natureza moral e não é uma dor física. Ali Kardec descreve então como se os se a pessoa observando o próprio corpo, qualquer que seja o destino dele, sepultamento, a cremação, qualquer coisa ou transa captação dos gos, de qualquer maneira ele vai est pode estar testemunhando aquilo. É o desapego em relação à aquilo é que fazer que ele não sende dor, porque a dor não é do perespírito, a dor é do corpo. Isso é muito importante. Então o destino dos despojos, ele vai variar, mas sempre vai ser dado algum destino para isso, né? Como mensagem final, gostaria de dizer assim que a doação deve ser voluntária e altruísta e deve ser manifestada em vida. E cada um, cada família deve ter respeitado o seu direito de doar ou não, sem julgamento de valor, porque não nem nem todos estão preparados para aquilo naquele momento, né? Então não pode ser nada corcitivo, né? deve ser um ato realmente voluntário e de amor. E dizer o seguinte, que as consolações ocorrem seguramente aqui na terra e no mundo espiritual. A consolação paraa família que está vendo uma um um uma utilidade para aqueles órgãos que seriam sepultados ou queimados, né, e que vão est eh fazendo com que as pessoas possam ter uma uma melhor qualidade de vida e uma expectativa de vida que não teriam. caso fosse o
ra aqueles órgãos que seriam sepultados ou queimados, né, e que vão est eh fazendo com que as pessoas possam ter uma uma melhor qualidade de vida e uma expectativa de vida que não teriam. caso fosse o contrário. E da mesma forma paraa pessoa que tá recebendo aquele órgão, tem uma oportunidade então de estender um pouco a vida física. E seguramente para aquele que doou, que no mundo espiritual pelo seu ato expresso em vida de desapego e de amor, receberá as devidas consolações. Então, que isso seja trabalhado antes, porque no momento quem toma a decisão é a família depois. Mas essa decisão tem que ser expressa preferencialmente pelo indivíduo ainda em vida. Então, que as pessoas possam comunicar aos seus familiares se desejam ou não doar os órgãos e que esse desejo seja respeitado. Eu imagino alguém, qualquer pessoa que partiu dessa, morreu, tá, em algum canto que esteja, ficar sabendo que conseguiu da sua parte, do seu corpo, já não mais utilizado, fazer alguém feliz, devolver a vida, isto não tem preço. Isso é uma é um é uma atitude milagrosa, uma atitude praticamente, eu diria, quase seria uma obrigação, uma de de tu devolver para alguém aquilo que tu recebeu. Acesse o portal da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, www.fergs.org.br br e fique sabendo de tudo que acontece no movimento espírita do nosso estado. Aproveite. Até um próximo programa. Tchau. Vida, desafios e soluções.
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