OLHAR PARA DENTRO: O AUTOCONHECIMENTO COMO PROTEÇÃO ESPIRITUAL - Enid Rocha [PALESTRA ESPÍRITA]

Comunhão Espírita de Brasília 03/05/2026 (há 1 mês) 691 visualizações

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Transcrição

Casa que aprendi, toda a beleza [música] de viver, doando [canto] amor, vibrando luz, buscando a ti, [música] Senhor. mesmo tão [música] longe de atingir [canto] a perfeição, [música] aqui eu entendi [música] qual o valor dessa missão. Foi nessa [canto] casa que aprendi [música] toda Belê. Bom dia a todos e todas. Sejam muito bem-vindos à comunhão espírita de Brasília. Mais uma vez aqui nos encontramos hoje no dia 4 de maio de 2026. Acabamos, já estamos, né, no quinto mês do ano. Vamos agradecer a oportunidade dessa reencarnação. Sejam muito bem-vindos mais uma vez e vamos uma breve leitura para não atrapalhar a Enid, que ela tem muito que falar conosco hoje. >> É o livrinho Vigiai e Orai. É do pelo espírito de do irmão José, o Carlos Patelli. Criar oportunidades. esquematiza as tuas prioridades e não deixes para depois as coisas essenciais. Não absorvas todo o tempo com questões sem relevância para a tua felicidade. Coisas e objetos não são mais importantes que pessoas. Problemas materiais que representam mais ou menos dinheiro para o teu bolso podem ser adiados. Nada mais importante que o investimento da paz. Sacrifica os teus interesses imediatos, ao que te proporcionará alegria duradoura. Os que te amam carecem mais de tua presença do que do teu talão de cheques. As tuas dádivas amed amoedadas nunca te substituirão no carinho que deves aos teus. Aprende a criar oportunidades de estar com os que te alimentam o espírito e se constituem no seu ponto de referência, referência moral na vida. Então é uma, voltando para falar, né, como é importante o ser humano, como é importante a amizade, como é importante compreendermos aqueles que mais necessitam. E vamos então aproveitar esses momentos. elevando os nossos pensamentos ao mais alto, agradecendo a espiritualidade pelo carinho pelo qual cada um recebe a sua luz, a sua irradiação, com certeza para saber que não estamos sozinhos nessa caminhada. Ave Maria, cheia de graças, o Senhor é convosco. Bendito sois vós entre as mulheres.

o qual cada um recebe a sua luz, a sua irradiação, com certeza para saber que não estamos sozinhos nessa caminhada. Ave Maria, cheia de graças, o Senhor é convosco. Bendito sois vós entre as mulheres. Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Jesus, rogai por todos nós encarnados e desencarnados e dai-nos a paz, a paz interior, a paz da felicidade, a paz de sabermos que estamos todos caminhando juntos. nessa nova experiência. Que assim seja. Graças a Deus. Vamos passar a palavra então para Enid, que irá apresentar o tema e a bibliografia que ela escolheu, que ela pesquisou para nos trazer o tema de hoje. >> Bom dia a todas e todos. É um prazer estar aqui com vocês nessa manhã de segunda-feira, 4 de maio. E estávamos estamos aqui, né, todos nós em busca de uma paz maior, eh, de buscar um autoconhecimento, né, de buscarmos ter uma semana mais promissora, em paz. Então, portanto, eu peço a Deus que nos abençoe, né, para que possamos levar daqui aquilo que viemos buscar. Hoje, eh, a palestra eh, tem o seguinte tema: olhar para dentro o autoconhecimento como proteção espiritual. Então, nós vamos falar dessa questão muito importante que é o olhar interno, o olhar para nós mesmos, né, no sentido de que esse olhar interno, né, esse autoconhecimento nos outorga, nos traz a proteção espiritual. Então, eu baseei eh os meus escritos, né, o que eu trouxe para conversar com vocês hoje aqui no livro dos espíritos, principalmente na questão 919, se eu não me engano, 970, e também eh em Emanuel numa das mensagens que nós vamos ler aqui. Então, quando a gente fala em autoconhecimento, parece pra gente que é algo muito distante, né? Parece que é uma coisa teórica, abstrata, mas no fundo eh o autoconhecimento é uma questão muito simples, né, mas ao mesmo tempo também profundo, porque é a capacidade da gente perceber a gente mesmo, né? Perceber o que estamos pensando, o que sentimos, como reagimos diante de situações da vida. é é reconhecer, por exemplo, né, ah, determinada coisa me irrita, né? O

da gente perceber a gente mesmo, né? Perceber o que estamos pensando, o que sentimos, como reagimos diante de situações da vida. é é reconhecer, por exemplo, né, ah, determinada coisa me irrita, né? O que será que nos irrita e por nos irritamos tanto com determinadas coisas, né? Ou então aqui, por exemplo, nesse quesito, nessa questão, eu me sinto insegura, né? Por quê, né? Então, são essas percepções. Ou então em outras eu costumo agir por impulso, né? deixo aquela raiva, aquele sentimento ruim me dominar e perco o meu senso e ajo por impulso, né? Ou então, quando eu me sinto rejeitado, eu ataco. Eh, quando sou contrariada, aí eu prefiro me fechar, não quero conversar com mais ninguém. Quando eu sou criticado, eu nunca admito, né? E quando estou estressada, por exemplo, eu respondo mal criada para as pessoas mais próximas. Então são esses sinais de muita, muitas formas que a gente tem de ser, que significa que talvez se a gente se autoconhecesse, soubesse as razões, né, por exemplo, ah, quando eu tô estressada ou então quando eu estou ansiosa, né, tô muito ansiosa com determinada coisa, eu vejo que eu começo a responder de forma malcriada ou tenho uma dor de cabeça. Então são sinais de que talvez que se a gente se autoconhecesse, olhasse para dentro, a gente já conseguiria e se advertir a nós mesmos. A gente se advertiria, falar: "Olha, já sei, eu vou ficar ansiosa com determinada questão e vou começar a responder mal criado, vou ter dor de cabeça? Então, deixa eu, né, fazer as coisas mais planejadas para não me sentir assim". Então, a gente tá falando eh dessa dessa da necessidade desse autoconhecimento para que possamos nos proteger espiritualmente, porque partimos eh do princípio de que tudo é uma sintonia. Então, se eu eh inadvertidamente, né, tomo as posturas ou falo questões, né, ou ajo, né, de forma impulsiva, por exemplo, eu vou me sintonizar com energias, com pessoas encarnadas ou desencarnadas que vão potencializar aquele sentimento. Então, é por isso que nessa reflexão de hoje a

né, de forma impulsiva, por exemplo, eu vou me sintonizar com energias, com pessoas encarnadas ou desencarnadas que vão potencializar aquele sentimento. Então, é por isso que nessa reflexão de hoje a gente traz o autoconhecimento como uma chave de autoproteção espiritual. Então, autoconhecimento é começar a se enxergar com mais clareza, né? Não pra gente se condenar, não para culpar, mas para se compreender e a partir daí se transformar. Então, o autoconhecimento, ele não vem apenas para eu saber de mim mesma. Ah, eu sei que eu sou assim. Ah, eu sempre sou assim. Não, aqui quando, principalmente, talvez vocês já tenham ouvido isso daqui, quem passou pelo atendimento fraterno, né, leu, né, alguns livros daqui que sempre nos alertam pra necessidade do autoconhecimento e da reforma íntima. Então a gente se conhece mais paraa gente poder ser melhor, né? Paraa gente fazer essa reforma íntima, né? Transformar os nossos maus hábitos, os nossos vícios em coisas melhores, em virtudes. E isso é muito importante, porque quando a gente não se percebe, a gente não se conduz bem na vida. E quem não se conduz, anotei aqui, acaba sendo conduzido pelo quê? pelas circunstâncias, pelas emoções, pelos impulsos, pelas opiniões dos outros, pelas pressões do ambiente. E na visão espírita também, além de tudo isso, quando a gente não consegue se conduzir, também nós eh somos conduzidos pelas influências espirituais com as quais entramos em sintonia. Por isso já ouvi várias vezes aqui e sempre gosto de dizer que muitas vezes uma ideia, uma forma de conduzir, uma ação chega de repente em nossa mente e a gente quando não tá vigilante a gente acaba sendo conduzido por essa energia, por essa ideia, por esse pensamento, ao passo que se a gente estiver vigilante com esse autoconhecimento, com essa determinação, cabe nesse momento a gente desafiar a nossa mente e perguntar Tá, a ideia é minha. Será mesmo, né, que minha mente, esse pensamento tá correto de eu agir assim ou não, né? Então, por isso que

minação, cabe nesse momento a gente desafiar a nossa mente e perguntar Tá, a ideia é minha. Será mesmo, né, que minha mente, esse pensamento tá correto de eu agir assim ou não, né? Então, por isso que fica essa, assim, eu queria que o que a gente fosse conversar hoje ficasse nesse sentido dessa ferramenta, desse instrumento, né? Então é, isso aparece de forma muito clara no nosso dia a dia. Às vezes, por exemplo, alguém fala algo que nos incomoda, aí naquele momento a gente até se controla um pouco, não responde, não discute, mas segue o dia pensando naquilo, né? fica o resto do dia pensando naquela questão. A gente recria a cena, imagina respostas, alimenta, né, aquela voz, aquele incômodo, fica repetindo mentalmente e quando percebe aquela situação, já tomou um espaço muito grande dentro de nós. E aí, mas na verdade eh quando a gente se observa bem, a gente não tropeça nas grandes pedras, né? E essa questão eu trouxe muito de um livro do Deluca que chama O Médico Jesus, que tem uma mensagemzinha que ele já fala assim: "Nós não tropeçamos em montanhas, mas tropeçamos em pequenas pedras". Então, as nossas quedas são aquelas pedrinhas que nos fazem tropeçar, né? Porque as grandes questões a gente vê, a gente se prepara, a gente desvia, a gente tropeça nas pequenas, por exemplo, naquela palavra que escapou, né? São pequenas coisas. Naquele pensamento que começou pequeno e a gente alimentou, naquela irritação que parecia pequena, né? Mas foi crescendo durante o dia naquela mágoa que a gente pensou, logo vai aparecer, mas que a gente ficou alimentando, foi ficando naquela comparação que a gente às vezes faz com outro que parecia inocente, mas que foi corroendo nossa alegria naquele orgulho ferido que a gente não confessou nem pra gente mesmo. Então são essas pequenas coisinhas que quando não observadas por essa chave do autoconhecimento, elas vão se acumulando e quando a gente percebe já nos tiraram o equilíbrio. Então às vezes eh, por exemplo, uma conversa em casa começa simples, né? Quem nunca não

por essa chave do autoconhecimento, elas vão se acumulando e quando a gente percebe já nos tiraram o equilíbrio. Então às vezes eh, por exemplo, uma conversa em casa começa simples, né? Quem nunca não passou por isso, né? Aquela conversa que vai começando simples e sem perceber um de nós já elevou a voz. Aí depois vem o arrependimento e a gente fala: "Puxa, não precisava ter sido assim". Mas naquele momento faltou consciência, faltou esse contato com a gente mesmo, esse autoconhecimento. Agimos sem prestar atenção em nós mesmos e no que estão nos impulsionando a ser rudes e a sermos malcriados, né? Falarmos ríspidos, falarmos falarmos alto. Então são essas pequenas coisas. ou no trabalho, alguém faz uma crítica, uma observação, uma correção e aquilo nos acompanha o dia inteiro, não pela crítica em si, mas pelo que passamos a alimentar dentro de nós, né? Que tem como base o quê, gente? O orgulho ferido, a necessidade de provar o valor, a sensação de injustiça, né? Ou a dificuldade de ouvir, né? às vezes, muitas vezes, uma crítica construtivas nas relações familiares. Às vezes a gente se irrita por essa pequena coisa. Uma pessoa querida faz uma escolha diferente daquilo que a gente gostaria que ela fizesse. E em vez da gente acolher, compreender, esperar, a gente tenta controlar. E quando percebe, a gente vê que por trás daquilo, da concordância com aquela escolha diferente, tá aquele apego, o medo, a vaidade, né? E [limpando a garganta] sempre aquela necessidade de ter razão. E no pano de fundo está sempre a vaidade, o orgulho, o apego. São questões que quando a gente faz essa autoanálise, que a gente se conhece, já naquele momento talvez ou um pouco depois, a gente vai falar: "Puxa, me chatei tanto". E aí começa a pensar, a gente vai ver que como raiz tanto o que a pessoa fez, né? Mas é mais dentro da gente aquele orgulho ferido, aquele aquele apego, aquela necessidade de controlar. E hoje, então, nas redes sociais, né, a gente abre o celular muitas vezes sem intenção, em poucos

as é mais dentro da gente aquele orgulho ferido, aquele aquele apego, aquela necessidade de controlar. E hoje, então, nas redes sociais, né, a gente abre o celular muitas vezes sem intenção, em poucos minutos a gente já tá ali se comparando com a vida do outro, com o corpo do outro, com as conquistas do outro, com a família do outro, com a viagem do outro, com a aparente felicidade do outro. E dali a gente sai menor, a gente sai inseguro, desconectado de quem somos, sem perceber que nesses momentos que estamos nas redes sociais comparando, vendo, a gente já se desconectou da gente mesmo. Deixou, deixamos de olhar para tentar pra gente e a gente fica tentando se ajustar a uma imagem, uma imagem externa, né? E aqui tem um ponto muito importante, né? Ou seja, a nossa cultura, nós crescemos assim, né? Não, eh, nós não fomos educados, né, para o silêncio interior, né? Nós não fomos ensinados a olhar para nós mesmos. Ao contrário, desde cedo a gente aprendeu a responder ao olhar do outro, né? Na família, na escola, no trabalho, na vida social, sempre mirando em responder as expectativas, né? ficamos tentando ser aprovados a nos comportar, a produzir, mostrar resultados, aparecermos pessoas fortes, felizes, mas raramente alguém nos ensinou, né, a fazer uma pergunta bem simples assim: o que está acontecendo dentro de mim, né? E aí vem algo curioso, né? A gente cresce sabendo muito sobre o que eu esperam de nós, mas sabendo pouco sobre quem somos. sabendo pouco sobre o que nos motiva na vida, sobre o que nos motivou a responder daquela forma para aquela pessoa, sobre que nos irrita, sobre que nos impulsionou naquele momento que era importante eu me pronunciar, eu me fechar, né? Então, nós sabemos o que nós devemos aparentar, sabemos o que devemos entregar, sabemos o que devemos responder, mas nem sempre sabemos o que estamos sentindo. Reconhecer o nosso sentimento, os nossos medos, o que nós estamos escondendo, né, o que estamos tentando compensar. E isso, né, fica muito intensificado nesse mundo atual

bemos o que estamos sentindo. Reconhecer o nosso sentimento, os nossos medos, o que nós estamos escondendo, né, o que estamos tentando compensar. E isso, né, fica muito intensificado nesse mundo atual por conta, né, do acesso às redes sociais que a gente tem como rotina aquela comparação, acessar. Então, a gente tá sempre se medindo em função do olhar do outro. Aos poucos a gente vai deixando de lado aquilo que somos para que sejamos aceito. Mas isso tem um custo muito grande e é um custo interno, né? Porque aí a gente vai se afastando da nossa essência, vai perdendo o contato com aquilo que é a verdade dentro de nós, né? Que precisa, principalmente nesses momentos, virar tona, nos momentos de tomar uma decisão, naqueles momentos de impasse, a gente precisa trazer essa verdade, mas como a gente viveu afastado, naquele momento, a gente não consegue encontrar essa essência, né? Então a gente vai crescendo e vivendo desavisado da gente mesmo, né? Como fala assim, desadvertido de como somos, né? Então é como se a gente tiver, quando a gente tem um filho, a gente fala: "Ai, conheço meu filho, eu sei que se ele for ali, aquele menino fizer tal coisa, ele vai explodir." Então a gente sabe muito mais de determinada pessoa do que da gente mesmo. Então a gente adverte o marido, filho, um amigo, ó, não faça isso porque eu te conheço, se fizer isso, você vai fazer tal coisa. Mas a gente não fala a mesma coisa para nós, porque a gente se afasta da gente, né? Então, uma pessoa que é desavisada de si mesmo, então a gente fica mais vulnerável às influências, à emoções, aos impulsos, aos ambientes, à sugestões, né? Pessoas encarnadas, desencarnados, as pressões, né? e toda essa influência espiritual que se encontra nessas nossas brechas interiores. E aí começam as nossas pequenas quedas, não porque nós não sabemos o que é certo, porque sabemos, né, o reino de Deus está dentro de nós, na nossa consciência, né? Mas muitas vezes porque nós não estamos atentos ao que está acontecendo dentro de nós, né?

não sabemos o que é certo, porque sabemos, né, o reino de Deus está dentro de nós, na nossa consciência, né? Mas muitas vezes porque nós não estamos atentos ao que está acontecendo dentro de nós, né? Aí, paraa gente entender um pouco mais isso, eu trouxe aqui uma historinha que é uma história budista que conta de dois monges, né, que caminhavam juntos em silêncio, eh, seguindo ali seu caminho. E eles haviam feito votos bem, eh, rigorosos, né, em relação à sua vida, né? Ao chegarem numa margem de rio, eles encontram uma mulher que não conseguia atravessar aquele rio. A correnteza era forte e ela tinha medo. Um dos monges, sem hesitar, colocou a mulher nos braços, atravessou o rio. Quando ele terminou de atravessar, ele deixou a mulher ali com segurança do outro lado. A mulher falou muito obrigado e seguiu o caminho dela. Aí conta essa história que os dois monges continuaram caminhando em silêncio. se passaram até que o outro monge que estava muito incomodado, disse o seguinte para aquele que carregou a mulher, disse assim: "Nós fizemos votos de não tocar em uma mulher. Como você pode fazer aquilo?" E o primeiro monge, né, respondeu com tranquilidade: "Eu deixei a mulher no rio horas atrás e você está carregando essa mulher até agora, né? Eh, e o primeiro monge, então, fala assim: "Por que você ainda está carregando a mulher até agora?" Então, essa história, gente, ela é muito profunda porque ela mostra onde fato acontece as nossas quedas. Ela não está, como diz essa nessa história, no ato externo, no fato do monge ter carregado aquela mulher, né? Mas está no que carregamos dentro de nós, né? Então o segundo monge ele não fez nada, né, aparentemente, mas por dentro ele continuou alimentando o julgamento, o incômodo, a rigidez, né, talvez uma malícia escondida sobre a aparência, né, de rigor, de zelo. E isso, gente, acontece com a gente o tempo todo. Às vezes não erramos na ação, mas erramos no pensamento que cultivamos depois. Então, um comentário, né, uma situação de mágoa, uma

de rigor, de zelo. E isso, gente, acontece com a gente o tempo todo. Às vezes não erramos na ação, mas erramos no pensamento que cultivamos depois. Então, um comentário, né, uma situação de mágoa, uma lembrança, um ressentimento e seguimos levando aquilo conosco. A até de noite a gente possivelmente tá pensando naquilo que aconteceu, no dia seguinte volta e às vezes aquilo cresce. E quando vemos, a gente já está reagindo de uma forma desproporcional, mas não ao fato em si, mas naquilo que a gente veio acumulando. E aí essa história nos ajuda [limpando a garganta] a perguntar, né, o que ainda eh estou carregando, né? O que que eu poderia ter deixado na margem do rio, né? Que julgamento eu alimento? Que mágoa eu repito cotidianamente? Que cena eu revivo, que incômodo eu cultivo como se fosse parte de mim. Todas essas questões são questões que nos remetem à necessidade do autoconhecimento, né? Então nós percebemos como que o autoconhecimento ele é libertador, porque ele nos ajuda a identificar o peso que estamos carregando sem perceber, né? Muitas vezes alguém comete uma ação, né? faz alguma coisa para nós, fala alguma coisa sem qualquer intenção. Mas como a gente já tá habituado a pensar, né, que eu estou sempre, ah, eu sou uma pessoa que me magou facilmente porque eu sou assim, a gente vai carregando aquilo o dia todo e muitas vezes nem isso foi. Por isso que é importante esse autoconhecimento, é importante a gente desafiar o nosso pensamento, olhar para nós mesmos e nos perguntarmos, né, tá certo isso que eu tô pensando? É isso mesmo? Isso é o autoconhecimento. São questões que precisamos praticar no nosso dia a dia, como diz o tema da palestra, para nossa proteção espiritual principalmente, né? Então, às vezes, eh, então isso, né, ressaltando que começa nesse pensamento que mantemos, na emoção que a gente alimenta, nessa interpretação que fizemos, né, e que ficamos repetindo no orgulho, né, aí a gente nem sabe talvez que aquilo tudo é por conta da nossa vaidade que foi ferida. Então, a gente

ue a gente alimenta, nessa interpretação que fizemos, né, e que ficamos repetindo no orgulho, né, aí a gente nem sabe talvez que aquilo tudo é por conta da nossa vaidade que foi ferida. Então, a gente precisa olhar para isso também, né? Então, eh, existe também, ah, aqui talvez não dê tempo, né, mas, eh, no budismo zen tem uma imagem muito bonita que, eh, eu até instigo vocês a procurarem, que chama os 10 touros, né, que não dá pra gente entrar aí em detalhe, mas só trazendo a ideia principal nessa nessa imagem, né, o touro representa a mente, né, a força interior, essa natureza. profunda e quem tá buscando é cada um de nós, né? Então, que que é fal que que diz assim, né? Nessa nossa busca do autoconhecimento, no início a gente procura o touro, ou seja, procuramos saber quem somos, né? A gente sente aquele vazio, sente que algo falta, sente, a gente começa a se perceber que se irrita à toa, né? E mas a gente não sabe exatamente o que é. Então isso somos nós quando a gente tá ali vivendo no automático, ocupado, apressado, cheio de coisas para fazer, mas distante de nós mesmos. Aí depois a gente começa, né, pensando no touro, a encontrar as pegadas, né? A gente fala: "Nossa, realmente aqui foi porque eu falei assim, eu me irritei, eu sou uma pessoa assim". Eh, a gente ainda não encontrou o touro, mas a gente começa a perceber sinais na gente em busca, né, do nosso autonhecimento, numa reação da gente que se repete, uma tristeza que volta, na irritação recorrente, né, naquela insegurança antiga. São tudo pistas de que algo dentro de nós se está pedindo atenção. Aí em seguida, nessa imagem, a pessoa vê o touro, tem aquele primeiro vislumbre de si mesmo e percebe, é realmente eu sou assim, né? Eu ajo desse jeito, eu tenho essa fragilidade, eu preciso cuidar e olhar para isso. Aí depois a pessoa nessa imagem, né, nós tentamos capturar esse touro, tentamos capturar quem nós somos. E essa imagem então é a verdadeira reforma íntima. Quando a gente se vê como é, vê as coisas que a

depois a pessoa nessa imagem, né, nós tentamos capturar esse touro, tentamos capturar quem nós somos. E essa imagem então é a verdadeira reforma íntima. Quando a gente se vê como é, vê as coisas que a gente precisa mudar, aí é a reforma íntima que a gente sempre escuta aqui na comunhão espírita, né, que a gente percebe uma tendência dentro de nós e quer mudar. Vê que é importante a gente mudar aquele hábito, aquele comportamento, aquela forma de ser, mas nem sempre a gente consegue de uma vez, né? Por exemplo, a gente quer ser mais paciente, mas daqui a pouco se irrita, quer perdoar, mas aquela mágoa insiste em voltar. quer vigiar o pass o pensamento, mas quando a gente vê tá julgando o outro, né? E não tá olhando pro pensamento da gente. E aí, então a reforma íntima é isso, é aquele processo e aquele esforço de domar o touro, né? De domar os nossos impulsos, não pela violência, mas pela persistência. Ou seja, a gente se autoobserva, cai, levanta, né? Então fala: "Ah, eu quero ser mais paciente, daqui a pouco vou sair do quarto, vou na sala, já me irrito." Então, volta, tenta, mas pelo menos já tem um ganho impressionante. A gente tá se observando, né? Não tem problema cair. Faz parte da nossa trajetória humana, seguir rumo à perfeição, errando, caindo, mas não há cegas, né? não acega, sem saber aquilo que tá acontecendo. Quando a gente já observa as determinadas questões, significa que a gente tá no caminho do progresso, né? Então, a gente daí começa a respirar um pouco antes de responder, né? Pede, consegue pedir desculpa quando é necessário, ou seja, consegue voltar pro caminho do bem. Então, aos poucos vai surgindo aquela harmonia e aquela vitória interna. em poucas coisas, quando a gente diz assim: "Nossa, dessa vez eu consegui dominar meus impulsos, né, aquela irritação". Então é uma imagem muito bonita, né? Porque nos lembra então que o autoconhecimento não é a fuga do mundo, é o retorno ao mundo com mais consciência. Então, significa que a gente vive o nosso dia a dia,

tão é uma imagem muito bonita, né? Porque nos lembra então que o autoconhecimento não é a fuga do mundo, é o retorno ao mundo com mais consciência. Então, significa que a gente vive o nosso dia a dia, nossos relacionamentos no trabalho, na família, na rua, mas eh com mais consciência de quem somos, né? Porque quando a gente não olha para dentro, o que que acontece? A gente corre o risco de projetar no mundo as nossas próprias sombras, né? a impaciência, a vaidade, a insegurança, o ressentimento, o orgulho. Então, é muito importante. E então, eh, paraa gente e já encerrando, eu queria citar que isso tudo que nós conversamos se conecta conecta profundamente com a doutrina espírita. No livro dos espíritos, na questão 919, Allan Kardec pergunta: eh, qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal? E a resposta da espiritualidade é direta, simples e profunda. Um sábio, assim respondem, um sábio da antiguidade volo disse: "Conhece-te a ti mesmo". Então, gente, a pergunta era: Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e resistir à atração do mal? A resposta, conhece-te a ti mesmo. Mas Kardec, com sua lucidez não se contenta apenas com essa resposta, essa ideia mais geral. Aí tem a questão 919. Ele pergunta: "Mas qual o meio de conseguir? Como que a gente faz para nos conhecermos melhor, né?" E aí, quem responde? Santo Agostinho, que nos oferece não apenas uma orientação, mas um método, que é assim. Ele diz: "Fazei o que eu fazia quando vivi na terra. Ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara com algum dever. Se ninguém tivera motivo para mim, para de mim se queixar, foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Então, vejam que bonito, né? Ele não propõe um julgamento cruel de si mesmo. Ele propõe uma revisão sincera, uma conversa honesta com a própria consciência, né? Perguntando assim à

ecisava de reforma. Então, vejam que bonito, né? Ele não propõe um julgamento cruel de si mesmo. Ele propõe uma revisão sincera, uma conversa honesta com a própria consciência, né? Perguntando assim à noite: "O que eu fiz hoje, né? Faltei algum dever? Alguém teve motivo para se queixar de mim? Agi por amor ou por orgulho? Fui útil ou a ou apenas quis ter razão? Aquilo que falei ajudou ou feriu. Minha presença tornou aquele ambiente melhor ou mais pesado. Santo Agostinho, gente, vai além. Então, ele nos convida a examinar o bem e o mal que praticamos, as intenções com que agimos, aquilo que talvez não ousássemos confessar. E traz uma pergunta muito forte. Se Deus me chamasse nesse momento, eu teria algo a [limpando a garganta] temer, sabendo que nada pode ser ocultado? Essa pergunta, gente, não é para nos assustar, é para nos acordar, é para nos trazer de volta a responsabilidade eh espiritual. Portanto, a vida espiritual nos convida a olhar também para a intenção, para o pensamento, para a energia moral que colocamos naquilo que fazemos. Então, Santo Agostinho nos pede que examinemos o que fizemos contra Deus, contra o próximo e contra nós mesmos. E essa última parte contra nós mesmos, porque também ferimos a nós mesmos, né? Porque alimentamos culpa sem reparação, né? Quando mantemos mágoas. E aí ele afirma com muita clareza: "O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso espiritual. Ele não é um enfeite espiritual. E daí para encerrar, não, a gente já chegou no horário, eu acho que toda essa explicação de Santo Agostinho, ela nos mostra que o caminho do autoconhecimento, o nosso olhar para dentro, né, para saber das nossas reações, conhecermos a fundo, por tomei determinada decisão, falei de tal forma. Quando a gente coloca isso em prática, a gente vê que como ela tem interação com a vida com o outro. Então, o autoconhecimento se manifesta na relação com o outro, na relação com os nossos familiares, porque aí então que a gente observa se melhoramos como que a gente

interação com a vida com o outro. Então, o autoconhecimento se manifesta na relação com o outro, na relação com os nossos familiares, porque aí então que a gente observa se melhoramos como que a gente falou ou não. E aí, eh, encerrando nessa reflexão, quando eu tava lendo sobre isso, eu vi que como isso dialoga inclusive com a nossa oportunidade de reencarnação, porque não é assim que a gente aprende. No mundo espiritual, a gente acumula conhecimento, né? Mas a evolução se dá aqui nesse corpo, nessa matéria, nessa existência. É aqui que a gente coloca a prova aquilo que aprendeu. Então, o autoconhecimento é esse exercício. Eu acumulo aquele conhecimento de mim, né? Mas eu vou saber realmente se eu tô andando pra frente na forma como eu me conduzo na relação com o outro, na relação com o próximo. Muito obrigada. agradecer a Enid por essa reflexão, lembrando que é todo dia nós temos as palestras e essas reflexões nós chamamos muito mais reflexão do que palestra, nos auxiliam a reorganizar o nosso ser. Então vamos aproveitar esses momentos agradecendo sempre a espiritualidade, o carinho dessa casa que nos acolhe, agradecer a Jesus, esse irmão querido, e mais uma vez a oração de Maria, porque nós estamos no mês de Maria e tá bom, vão dizer assim, não, mas é coisa do homem. Que bom que o homem conseguiu se lembrar de Maria. Ave Maria, cheia de graças, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres. Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Jesus, rogai por todos nós encarnados e desencarnados e ajudai-nos a vencer as nossas dificuldades, mágoas, rancores, as dores da alma. Que a paz esteja com todos. E nós temos a palestra, a palestra, desculpa, o atendimento do passe aqui e lá em cima já temos o pessoal esperando por quem desejar o atendimento fraterno. Vou em paz. Até a próxima oportunidade. Que assim seja. de comunhão. O passe tem como finalidade auxiliar a recuperação física, mental e espiritual, substituindo [música] os fluidos deletérios por fluidos

em paz. Até a próxima oportunidade. Que assim seja. de comunhão. O passe tem como finalidade auxiliar a recuperação física, mental e espiritual, substituindo [música] os fluidos deletérios por fluidos benéficos. Durante o [música] passe, temos uma troca de energias físicas, mentais e espirituais, guiadas [música] pelo melhor sentimento que é o amor. Essa energia amorosa auxilia no reequilíbrio dos pensamentos e emoções, restabelecendo a harmonia íntima. Assim deve ser [música] utilizado quando sentir necessidade ou até que se sinta reequilibrado. Nesse momento em que daremos início à aplicação do paz, pedimos que [música] em um ambiente tranquilo você se coloque de forma confortável, fechando os olhos, [música] respirando de maneira tranquila e serena, para que assim possamos sentir a presença do nosso Deus de amor, Senhor da vida e da misericórdia. Entrando em sintonia com o nosso mestre e amigo [música] de todas as horas e com os mentores espirituais dessa casa, rogamos que nesse momento desça sobre nós todos os fluidos salutares e benéficos necessários ao reequilíbrio [música] do nosso corpo físico, mental e espiritual. Senhor meu Deus, permita [música] que os bons espíritos que me cercam me auxiliem nos momentos de dificuldade. [música] Que eu tenha a força necessária para continuar a caminhada no sentido do bem, [música] do amor e da caridade. Trai, Senhor, [música] a cura para os males do corpo e da alma. Mas se não for o momento, traz o refrigério necessário para que eu continue a caminhada. Que nossos amigos espirituais possam visitar os nossos lares, abençoando a cada [música] um que lá se encontra, trazendo a alegria de viver, a paz, a harmonia e que cada um possa colocar o amor [música] do Mestre Jesus em seus corações. e também os mentores [música] espirituais possam visitar os nossos ambientes de trabalho, levando a cada canto [música] a tranquilidade, a fraternidade e a serenidade. Que esses bons fluidos se estendam para cada um de nós, [música] amigos e

possam visitar os nossos ambientes de trabalho, levando a cada canto [música] a tranquilidade, a fraternidade e a serenidade. Que esses bons fluidos se estendam para cada um de nós, [música] amigos e familiares, trazendo o conforto que tanto desejamos. a coragem e a fé para [música] continuarmos a nossa estrada da vida. Estamos chegando [música] aos momentos finais de nosso passe. Faremos [música] então a oração que o Mestre Jesus nos ensinou. Pai nosso [música] que estais no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na [música] terra como no céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos [música] aos que nos devem. Perdoa as nossas ofensas, assim como perdoamos aos que nos ofendem. Não nos deixes entregues à tentação, mas [música] livra-nos do mal. E nesse momento, calmamente, vamos abrindo os nossos olhos, [música] retornando ao nosso ambiente com paz e vibrações fraternais. E agradecidos que somos ao nosso mestre Jesus e aos mentores espirituais [música] desta casa, damos graças a Deus, graças a Jesus e assim seja. [música]

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