O Código Penal da Vida Futura | Jorge Elarrat
📍 72ª Semana Espírita de Vitória da Conquista – Tema central: Justiça Divina Conferência com Jorge Elarrat (PR). 📅 29/08 a 07/09/2025 📍 Centro de Convenções Divaldo Franco – Vitória da Conquista, Bahia #SemanaEspírita #JustiçaDivina #Espiritismo #RodaDeConversa #Perdão #Reparação #JorgeGodinho #GeraldoCampetti #PauloDeTarso #WesleyCaldeira #TVMansãoDoCaminho #VitóriaDaConquista #DoutrinaEspírita
Boa noite para todos. Professor José Raul Teixeira, a sua permissão para falar de doutrina espírita na sua presença, por favor. Ao nos aproximarmos do conhecimento que a doutrina espírita nos oferece, a criatura humana é defrontada com quatro, ou melhor, cinco grandes novidades que se apresentam diante das nossas vidas, que são, na verdade, os cinco sustos que a criatura humana toma ao adentrar no conhecimento que a doutrina espírita nos apresenta. O primeiro dos grandes sustos que nós vamos tomar e que a morte nos traz esse tipo de informação é que verdadeiramente a vida não termina no túmulo. Este é o primeiro grande susto que nós tomamos, porque é nossa vida de sociedade nos conduz a uma leitura muito equivocada de que nós temos apenas essa janela estreita do berço ao túmulo como sendo a real condição de existência e de vida de todos nós. E ao nos defrontarmos com a morte, a primeira das grandes surpresas, o primeiro grande susto que nós tomamos é descobrir que a vida continua. Mas há um segundo grande susto que nós também tomamos quando chegamos do lado de lá. Não somente saber que a vida continua, mas descobrirmos também que nós não fomos tão bons quanto nós pensamos que éramos. É muito comum, Marcos Abade, que quando nós nos aproximamos do mundo espiritual e do lado de lá da vida, nós nos defrontamos como a realidade após a morte, nós iremos descobrir que sim, ao contrário do que nós imaginávamos, o pretenso bem que nós fazíamos não nos foi suficiente. Porque muitas vezes nós nos acomodamos em sermos simples cumpridores de obrigações, simples espíritos que nos desincumbimos das nossas responsabilidades sociais, laborais, sem que nós possamos dar um passo decisivo à frente, que é o altruísmo, a preocupação com o outro. característica indelével dos espíritos assinalados por Allan Kardec no capítulo segundo da segunda parte do livro O céu e o inferno, que nos serve de mote para o nosso grande momento da semana espírita de 2025, porque a obra está fazendo 160 anos. Ali, nesse capítulo segundo, Allan
gundo da segunda parte do livro O céu e o inferno, que nos serve de mote para o nosso grande momento da semana espírita de 2025, porque a obra está fazendo 160 anos. Ali, nesse capítulo segundo, Allan Kardec vai fazer o desfile das almas em condições felizes. E a característica dominante das 18 entidades que atravessam este capítulo é a preocupação com o semelhante, irem além do dever. E às vezes nós levamos esse grande susto de descobrirmos que cumprir com as nossas obrigações, sermos apenas diligentes com a nossa tarefa, não nos garante a felicidade futura, nos garante a condição de sermos espíritos em condições medianas. Mas há um terceiro susto que nós também tomamos quando chegamos ao mundo espiritual. O primeiro, descobrir que a vida continua. Sim, verdade, um susto grande. O segundo, descobrir que não fomos tão bons quanto imaginávamos que fôssemos. E o terceiro grande susto, não há tribunais de julgamento. Nós estamos acostumados com as doutrinas religiosas que nos falam muito de um tribunal. Desde a época do Egito antigo, havia o tribunal de Osiris, da balança, em que uma pena da deusa Maat era colocada num prato e no outro o coração do faraó para que se pudesse aquilatar se ele realmente era cumpridor dos seus deveres ou não. A deusa da justiça Maate retirava uma pena de suas asas e isso era usado para medir se o coração do faraó leve. Ao longo da nossa história, as diversas religiões sempre usaram balanças, julgamentos, juízes, senhores do outro lado da vida que se apresentariam para medir as nossas condições espirituais para saber se nós éramos merecedores ou não condição de sermos efetivamente espíritos que poderíamos ter acesso aos planos superiores, independente da doutrina. que fosse, mas os ambientes que eram assinalados como sendo reservados para as almas que teriam cumprido com todas as determinações dos deuses ou dous em particular. Sim, segundo aquilo que a doutrina espírita nos diz, não há juízes externos. Não existirão tribunais para nos julgarmos quando chegarmos do outro
das as determinações dos deuses ou dous em particular. Sim, segundo aquilo que a doutrina espírita nos diz, não há juízes externos. Não existirão tribunais para nos julgarmos quando chegarmos do outro lado da vida. Esse é um susto muito grande, porque nós ficamos esperando esse momento de juízo que não acontecerá. E o quarto grande susto que nós tomamos quando chegamos lá é que nós descobrimos que, na verdade, o que nos fez errar, o que nos fez estarmos numa condição infeliz, foram as nossas condutas, foram as nossas práticas, a maneira como a gente viveu, a forma como nós nos comportamos diante da vida, ou seja, aquilo que nós poderíamos dizer como sendo a nossa conduta. E o grave susto número quatro que a gente vai tomar do outro lado é descobrir que basta mudar para ficar bem. Só que mudar não é tão fácil assim. Nós vamos descobrir que as nossas imperfeições estão enraizadas no fundo das nossas almas e isso acaba produzindo em nós um esforço muito grande para que a gente consiga fazer um processo de transformação, exigindo muito tempo, exigindo às vezes décadas, muitas décadas, para que a gente consiga retirar das nossas almas todas as nossas condições de infelicidade em termos de conduta. Ah, como é difícil mudar. Será um grande susto, porque a gente às vezes acha que, ah, é só deixar o egoísmo, então amanhã já não serei mais egoísta. não funciona. Nós vamos lutar para conseguirmos nos desvencilhar das nossas imperfeições. E o quinto e último susto que nós temos ao lado desses outros quatro é descobrirmos que além de a vida continuar, além de nós descobrirmos que não formos tão bons, além de descobrir que não existe um tribunal inquisitorial nos aguardando e de que é difícil realizarmos o nosso processo de transformação, iremos descobrir que a reencarnação será a grande oportunidade pelo esquecimento do passado para que consigamos retornar à vida corporal para desatar os laços que ainda nos prendem às nossas imperfeições. reencarnação. Sim, a grande lei do universo nos aguarda para
lo esquecimento do passado para que consigamos retornar à vida corporal para desatar os laços que ainda nos prendem às nossas imperfeições. reencarnação. Sim, a grande lei do universo nos aguarda para que numa nova oportunidade tenhamos a possibilidade de reinetarmos um novo caminho e promovermos a mudança que tanto queremos. O grande susto é que não é tão fácil voltar. Não basta querer. Existem muitas condições que se inserem. E quando descobrimos a complexidade de um processo reencarnatório e das exigências para que um espírito retorne à vida corporal, nós ficamos muito preocupados. Sim, é verdade. Esses sustos são muito típicos nas criaturas humanas que adentram o mundo espiritual e se percebem, de repente colhidas por essas surpresas. mesmo para aqueles que eram detentores do conhecimento espírita e que se surpreendem com o que sabiam, mas que parece que faltava um que a de convicção das verdades espirituais. E quando nós falamos entre essas verdades, entre esses sustos que nós tomamos, que não existem juízes externos, que não existem julgadores, que não há um tribunal nos aguardando do outro lado da vida, como que isso vai acontecer? Se não tem um tribunal, então nós não seremos, portanto, conduzidos a uma reflexão do que fomos. Como que se expressa a justiça divina, uma vez que diz a doutrina espírita que não existem tribunais nos quais as nossas almas possam ser absolvidas ou sentenciadas a partir das nossas ações, das nossas palavras e dos nossos pensamentos. É preciso mergulharmos nessa verdade espiritual para que consigamos entender de uma maneira mais clara o que se esconde por trás dessas letras que a doutrina espírita nos empresta ao nos dizer que não existem tribunais exteriores, que não existem julgadores no mundo espiritual aguardando por nós. Então, se não tem o que há, o que existe do outro lado da vida para estabelecer esse mecanismo de avaliação das nossas encarnações. O livro dos espíritos, na sua questão 621, nos afirma que a lei de Deus está na
ão tem o que há, o que existe do outro lado da vida para estabelecer esse mecanismo de avaliação das nossas encarnações. O livro dos espíritos, na sua questão 621, nos afirma que a lei de Deus está na nossa própria consciência. Sim, é no interior de cada um de nós que está repousando a vontade do Criador. E na medida em que nós desenvolvemos as nossas potencialidades, essas verdades eternas desabrocham dentro de nós e nos fazem perceber o grande mecanismo da vida, do que acontece com as criaturas após a morte. Qual a revelação que a doutrina espírita nos concede para o entendimento efetivo de como se dá o mecanismo da do julgamento das almas após o nosso período de desencarne. Este assunto é tão fascinante, ele é tão extraordinário, que Allan Kardec, debruçado sobre os inúmeros elementos que compõem o grande processo de avaliação das almas no mundo espiritual, dedicou uma boa parte do capítulo sétimo da primeira parte do livro chamado O céu e Inferno que comemora 160 anos agora em 2025 para nos oferecer uma leitura didática do que acontece no grande mecanismo da vida para a avaliação dos espíritos. Sim, é verdade. Não há julgadores externos. Não, não, não, não, não teria, não seria assim. O julgamento todo se dá. dentro da criatura humana. É o próprio espírito que, consultando as suas próprias condições de entendimento, estabelece para si mesmo o juízo e faz a medida exata das suas condições espirituais. É isso que faz com que nas nossas vidas nós consigamos ter a certeza de que a justiça divina nunca erra. Por quê? Porque não há juízes externos. Porque se existissem juízes externos, não era possível que, de repente o julgamento não ficasse exato, que isso não ficasse tão perfeito. Mas o juízo, ele é todo interno, é todo no interior da criatura. É dentro de nós que vai se estabelecer o grande julgamento que todas as criaturas irão atravessar. após a desencarnação. Allan Kardec, portanto, analisando a beleza desse mecanismo de julgamento interno que a criatura passaria,
estabelecer o grande julgamento que todas as criaturas irão atravessar. após a desencarnação. Allan Kardec, portanto, analisando a beleza desse mecanismo de julgamento interno que a criatura passaria, ele começa a observar que é como se fosse uma grande lei que se manifestasse no sentido de avaliação das criaturas, na medição de cada uma das nossas faltas, na forma como nós desenvolvemos a nossa relação com as nossas responsabilidade. E aí, fazendo um paralelo com a lei humana que é dividida em artigos, parágrafos, Kardecide estabelecer um texto que é como se fosse a representação gráfica num papel daquilo que seriam os princípios da lei universal de sentenciamento da própria criatura. sobre si mesma. E como era uma lei que se encerra em si mesma e que contém todos os meandros daquilo que ela precisa trabalhar, Kardec resolveu chamá-la não de uma simples lei, mas de código. Porque como todo bom código abraça a inteireza de um tema, de sorte que a gente nem precise procurar fora dele, porque os elementos essenciais dessa discussão estariam contidos dentro desta lei básica. E ele então no capítulo s da primeira parte do livro O céu e o inferno nos oferece o código penal da vida futura. Hum. O que seria na verdade esse texto? Esse texto seria uma maneira comparativa de estabelecer com parágrafos, artigos, a estruturação da lógica do que acontece com as criaturas, dando a nós uma visão bastante lúcida do que que podemos aguardar do outro lado da vida. É uma lei curta, ela só tem 33 artigos. 33. Nesses 33 artigos, Kardec vai desfiando as várias facetas que existem dentro da dinâmica dessa justiça interna que acontece do lado de lá. Se nós nos debruçarmos sobre esse material, analisando os artigos que estão propostos nessa literatura, nós conseguiremos perceber que dentro desses 33 artigos que Allan Kardec nos oferece, ele trabalha 10 temas diferentes. Ele vai discorrer sobre 10 visões distintas de aspectos sobre o que ocorre com a criatura humana no que diz respeito ao mecanismo da lei
que Allan Kardec nos oferece, ele trabalha 10 temas diferentes. Ele vai discorrer sobre 10 visões distintas de aspectos sobre o que ocorre com a criatura humana no que diz respeito ao mecanismo da lei do que acontece do lado de lá. São 10 os pontos essenciais que o Código Penal da Vida Futura nos oferece para o entendimento das nossas vidas. O primeiro desses pontos são os pontos que estão contidos nos artigos do primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto artigo e o último. Essa peça desses seis artigos trabalham fundamentalmente o discorrer sobre esse tópico do Código Penal da Vita Futura. Eles vão falar especificamente sobre uma questão essencial em doutrina espírita chamada imperfeição e infelicidade. Em síntese, esses artigos vão dizer o seguinte, que a condição de sofrimento da criatura humana do lado de lá da vida decorre das suas imperfeições, de tal sorte que quanto mais imperfeito é o espírito, maior é a infelicidade que ele tem. Se um espírito tem muitas imperfeições, automaticamente ele será conduzido a uma condição de maior número de infelicidades no mundo espiritual. E à medida que ele se desembaraça das suas imperfeições, se ele tem menos imperfeições, ele automaticamente tem uma situação de sofrimento menor. E isso é muito curioso, porque a gente às vezes fica olhando e fica assim: "Meu Deus, por que infelicidade? Por que sofrimento para nós que somos imperfeitos? Poxa vida, né? Se Como é que é isso? Eu queria tanto, queria tanto ser feliz. E por que que eu, por que que eu Deus não, não me dá uma felicidadezinha mesmo eu sendo imperfeito? E há uma lógica, Eli, que às vezes acontece na nossa cabeça. Por quê? Nós dizemos assim: "Ah, se todo mundo vai ser feliz no futuro, é fato, todos nós seremos felizes. E se Deus é bom, ora, se Deus é bom e todo mundo vai ser feliz no futuro, se Deus já sabe que eu vou ser feliz, porque ele não adianta um vale pra gente logo agora, né? Já vou ser feliz mesmo, pode me adiantar aí uns 10% de felicidade, 20%, poxa vida. E por que que ele não
se Deus já sabe que eu vou ser feliz, porque ele não adianta um vale pra gente logo agora, né? Já vou ser feliz mesmo, pode me adiantar aí uns 10% de felicidade, 20%, poxa vida. E por que que ele não nos concede? Por que que tem essa coisa de que quanto mais imperfeito, mais infeliz? Por que que ele não dá uma mexidinha nisso para que nós possamos ser eh felizes? Mesmo que a gente tenha as imperfeições, já que a gente vai ser feliz ou amanhã. É uma boa pergunta. Mas a questão 614 de O livro dos Espíritos, que é a que abre a terceira parte da obra, falando sobre o que é a lei de Deus, diz em sua resposta o seguinte: que a lei de Deus ou a lei divina é a única verdadeira para a felicidade do homem. indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer. E o homem só é infeliz quando dela se afasta. Então, a nossa condição de infelicidade é porque nós nos afastamos da lei de Deus. é o nosso afastamento que nos conduz à infelicidade. Se o meu desejo é ser feliz, qual seria a lógica para que eu fosse feliz? Que eu me aproximasse da lei de Deus. Porque se é quando eu me afasto que eu sou infeliz, é na medida em que eu me aproximo que eu me torno feliz. No livro Conflitos Existenciais de Joana de Angeles, a obra número 13 da série psicológica, em seu prefácio, Joana de Angeles diz o seguinte, que a felicidade é uma conquista. A felicidade não é dada gratuitamente aos espíritos. Nós temos que conquistar essa felicidade, embora seja o destino de todos nós. Sim, é verdade. É o destino de todos nós, não há dúvida, mas nós precisamos conquistar esta felicidade através da vivência do amor. É só o amor que nos conduz à felicidade. Quanto a criatura humana foge da vivência do amor, foge do perdão, foge dos exercícios de renúncia, de sacrifício, enquanto nós nos escondemos no ressentimento, na mágoa, no ódio, no desejo de vingança, nós consequentemente somos infelizes. Não existe um único espírito em todo o universo infinito que seja feliz sem amar. O amor é a condição inarredável para que nós
oa, no ódio, no desejo de vingança, nós consequentemente somos infelizes. Não existe um único espírito em todo o universo infinito que seja feliz sem amar. O amor é a condição inarredável para que nós alcancemos a felicidade. Então, é preciso que nós nos movimentemos na direção do amor para que nós consigamos perceber a felicidade. Porque quando eu tenho mágoa, quando eu tenho ódio, eu tenho meu coração pesado, eu não durmo direito, eu adoeço, tenho problemas, minha vida é muito difícil, fica bem complicado. E na medida em que nós amamos, que nós perdoamos, quem já teve essa experiência já deve ter sentido isso. Quando a gente perdoa, quando a gente desculpa alguém, a gente diz: "Nossa, parece que eu tirei um peso das minhas costas. É porque a gente não tava bem. Não dá para ser feliz sem amar". Então, o que diz esse primeiro tópico do Código Penal da Vida Futura? que quanto mais imperfeições o espírito tem, maior a sua infelicidade. Quanto menos imperfeições ele tem, mais próximo da felicidade ele se encontra. E isso é legal, sabe? Porque às vezes nós temos um um tipo de raciocínio que não é um raciocínio típico do movimento espírita, mas é um raciocínio pare que é muito comum eh no ambiente da teologia clássica cristã, em que a pessoa diz assim: "Ah, eu já vou pro inferno mesmo, então já que eu vou pro inferno, eu vou com mais razão ainda, porque eu já tô perdido". E a doutrina esp: "Não, não, não, não, não, não. Quanto mais imperfeições, mais sofrimento. Então, mesmo que eu eu tenha me equivocado, que eu tenha cometido erros, que eu tenha tropeçado, o que é bastante razoável na nossa existência terrena, que a gente tenha se equivocado em alguns momentos, isso não justifica que nós joguemos a toalha e desistamos de mudar. Ao contrário, é uma é um sinalizador de que se eu mantiver só essas imperfeições, o meu nível de sofrimento será menor. Mas se eu me abandonar diante de mim próprio, o volume de sofrimentos que me aguardam após a desencarnação serão evidentemente maiores, porque a cobrança
feições, o meu nível de sofrimento será menor. Mas se eu me abandonar diante de mim próprio, o volume de sofrimentos que me aguardam após a desencarnação serão evidentemente maiores, porque a cobrança da consciência nos será mais gravosa e, evidentemente, o processo de sofrimento da criatura humana se tornará maior. Acho lindo esse ponto, porque nos mostra a condição efetiva da criatura humana, na qual nós podemos nos perceber como indivíduos diante da lei de causa e efeito. Não uma massa que nos separa, errou, não errou, errou, não errou. Não. Cada um de nós carrega dentro de si o nível exato do comprometimento que possui, permitindo que o nosso nível de sofrimento seja de acordo com a nossa condição de equívocos diante da vida. Este é o primeiro dos tópicos que a obra O céu e o inferno, capítulo 7, primeira parte. Código Penal da Vida Futura nos apresenta nos artigos primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto e no último artigo que vai fechando esse conteúdo. Há um segundo bloco de artigos que tratam de um segundo tópico dentro do Código Penal da Vida Futura. Segundo tópico que a gente tem, qual é o segundo tópico dentro dessa estrutura, Júlio? O segundo tópico é o seguinte. Chama-se o progresso do espírito e o mal, em que se vai analisar que, tudo bem, eu tenho imperfeições, mas eu não sou um ser em condição estagnada no mundo espiritual, não. Não sou. Eu sou passível de melhoria no mundo espiritual. E isso é o que mais acontece, o espírito promover uma mudança mesmo do outro lado da vida. Então, nós vamos encontrar situações nas quais um indivíduo que desencarnou numa determinada condição espiritual com um conjunto de imperfeições morais, se do outro lado da vida ele começar a trabalhar do lado de lá ainda a desenvolver-se espiritualmente para abandonar determinadas imperfeições que ele tem, o seu nível de sofrimento vai diminuir. Sim, é passível de evolução no mundo espiritual. Nós todos temos a plena condição de desenvolvimento nosso do outro lado da vida. Não é só do lado
que ele tem, o seu nível de sofrimento vai diminuir. Sim, é passível de evolução no mundo espiritual. Nós todos temos a plena condição de desenvolvimento nosso do outro lado da vida. Não é só do lado de cá. Do outro lado de lá os espíritos também evoluem. Vejamos o caso de André Luiz no primeiro capítulo do livro nosso lá e vejamos o mesmo André Luiz no 5º capítulo da obra, já na condição de cidadão do nosso lar. Ele não reencarnou. E a gente observa uma progressão desse espírito do outro lado. Observemos Camilo Botelho no primeiro capítulo da obra Memórias de um suicida. E observemos Camilo Botelho 52 anos depois, no término da obra, as transformações que ele conseguiu empreender do outro lado da vida, mesmo sem reencarnar. Isso nos traz uma questão. Ora, ora, ora, se é verdade, como nos diz a questão 76 de O livro dos Espíritos, que o mundo espiritual é o mundo real e primitivo, que ele é o verdadeiro mundo, que aqui na verdade é só uma ilusão, que nós, o nossa vida verdadeira é do lado de lá. Se a vida verdadeira é do lado de lá e se a gente pode evoluir do lado de lá, tem uma pergunta que se impõe. Se isso é verdade, por que vem? Porque se está lá, pode evoluir lá. Lá é que é o certo, é o mundo real. Por que a gente reencarna? Nós reencarnamos para que possamos avaliar se verdadeiramente a gente mudou. Porque muitos de nós quando estamos no mundo espiritual temos uma crença. Não, eu já perdoei meu irmão, não sinto mais nada não. O que ele me fez é isso aí já tá, a gente já conversou, já resolveu o fato dele ter me roubado a loja, eh ter levado todo o meu dinheiro, ter me jogado na miséria, ter levado minha mulher e ter levado meus filhos. eh ter conseguido um laudo para me jogar no manicômio, depois ter conseguido um bolo envenenado com o qual ele me matou. Tá tudo resolvido. Já perdoei. Nós estamos muito bem. Será mesmo que estamos bem? Eu preciso investigar o que se passa na profundeza do ser. E às vezes o ego nos engana. E mesmo no mundo espiritual, de cara para a realidade espiritual, a
tamos muito bem. Será mesmo que estamos bem? Eu preciso investigar o que se passa na profundeza do ser. E às vezes o ego nos engana. E mesmo no mundo espiritual, de cara para a realidade espiritual, a gente pode se enganar. Então o que que acontece? E os espíritos nos dizem: "Não, nós precisamos saber o que reside no fundo do seu coração. Aqui você pode até enganar a si mesmo. Do lado de lá a gente vai saber. Porque pelo amortecimento das lembranças, o que de fato repousa na sua intimidade é o que vai aflorar nesta relação. Você vai nascer irmão dele de novo. Ele vai ser seu irmão mais velho agora e você vai ser pobre, não é? e vão viver juntos, vão dividir o mesmo quarto, vão dividir a mesma cama, mesma escova de dente. Vamos dividir e vamos ver o que é que vai dar. Se realmente tiver acontecido o perdão, as coisas se organizam. Se não tiver acontecido o perdão, é possível que nós, de repente descubramos h que não era assim tão verdadeiro o perdão que eu concedi. Então, sim, segundo aquilo que o Espiritismo nos revela no Código Penal da Vida Futura, nesses artigos seguintes, que são o artigo 6, 7, 8 e 32, nós vamos ter esse segundo bloco de informação, aonde Kardec vai discutir o fato de que à medida que eu progrido, eu vou me desembaraçando. E as responsabilidades que nós temos do lado de lá não são só de acordo com o mal que nós fizemos, mas também o bem que deixamos de fazer. Todas essas essas condições, elas vão pesar na nossa economia emocional. vai ser bem complicado pra gente conseguir de fato resolver essa questão. E nós temos em seguida, depois deste segundo tópico que agrupa alguns artigos do Código Penal da Vida Futura, um terceiro bloco, um terceiro bloco marcados pelos artigos 9 e 10, 9º e 10º, que são artigos que tratam sobre a necessidade da quitação da dívida. Eh, nós não conseguiremos nos resolver enquanto a gente não de fato quitar o que fez. A nossa consciência não vai nos absolver se nós fizermos só metade daquilo que a gente tinha para fazer. Às
ívida. Eh, nós não conseguiremos nos resolver enquanto a gente não de fato quitar o que fez. A nossa consciência não vai nos absolver se nós fizermos só metade daquilo que a gente tinha para fazer. Às vezes a gente faz isso em casa, não é? Os maridos, principalmente, a mulher diz para ele: "Meu bem, dá para você lavar a louça, por favor?" E ele vai, ele lava tudo e diz: "Olha, terminei". Quando ela chega lá, realmente ele lavou a louça, mas ficaram as panelas, só a louça. Ela pediu a louça, ficou a panela, ficou o fogão, ficou a pia e ficou a própria cozinha. ficou um caos, mas a louça tá toda lavadinha e a gente acha que a gente resolveu. A gente pode se enganar do lado de cá, nós podemos nos enganar deste lado da vida, mas do outro lado da vida, a gente só vai conseguir se desatar das nossas imperfeições se nós verdadeiramente nos desembaraçarmos das diversas dificuldades morais que a gente tem. O Cristo não dizia que a gente tinha que ficar até pagar o último seitil. Esse último seitil, esse último centavo significa reabilitar as coisas no nível que a gente promoveu de equívoco. Eu só vou me reabilitar diante da lei divina quando eu conseguir construir de maneira positiva tudo aquilo que eu destruí de maneira equivocada. No livro Religião dos Espíritos, há uma mensagem chamada, perdão, no livro Justiça Divina, há uma mensagem de Emanuel chamada Compromissos em Nós. Na época que o livro não tinha numeração de capítulo, era a página 155. E ali ele discorre dos compromissos no lar, mostrando quantas dificuldades domésticas nós temos que são resultado de compromissos ocorridos no ontem. e que agora aportaram dentro de casa. E a gente só vai se desembaraçar desses compromissos na medida em que nós restaurarmos o outro na mesma condição que nós o encontramos antes de havermos corrompido os seus sentimentos e as suas existências. Na medida em que alguém escorrega, ele assume uma responsabilidade espiritual de reestruturar o outro até o ponto em que o prejudicou. Esse é o terceiro conjunto de
sentimentos e as suas existências. Na medida em que alguém escorrega, ele assume uma responsabilidade espiritual de reestruturar o outro até o ponto em que o prejudicou. Esse é o terceiro conjunto de informações espirituais que estão contidos no Código Penal da Vida Futura. Aí tem um quarto bloco de artigos que vão tratar especificamente de uma questão muito interessante, que são os agravantes e os atenuantes que existem nessas condições espirituais. Sim, existem atenuantes e agravantes a depender da condição de cada um. Eu não sei de onde o movimento espírita tirou isso. Eu não sei. Às vezes fico fico pensando, meu Deus, onde acharam isso que até hoje eu não achei? As pessoas vem alguém com uma determinada dificuldade, aí já vai assim numa tabela e já sabe o que aconteceu. Dis: "Olha, fulano, puxa da perna". Chutava as pessoas, chutava, chutava. Eu não sei de onde tiram isso. Eu não sei. Queria muito saber, porque isso não é verdade. Isso não é verdade. Isso não é verdade. Existem os atenuantes e os agravantes. E esse pedaço do Código Penal da Vida Futura nos traz uma informação muito interessante. nos diz o seguinte, que uma mesma causa pode gerar várias consequências, assim como uma consequência pode ter várias causas. E a gente fica lembrando do Geraldo Campete falando que cada livro o seu leitor, cada leitor o seu livro. Então, nós temos ali nessa parte compreensão que a gente precisa alargar no nosso entendimento sobre a lei de causa e efeito. Quando alguém, por algum motivo promove o assassinato de uma outra pessoa, Silvio, isso não significa dizer que obrigatoriamente, ah, esta pessoa, hum, matou, hum, vai nascer sem mão. Não, mas ele era pai de família aquele, hum, vai ser órfão. Então, a gente cria, eu não entendo de onde, um mecanismo de uma lei de causa e efeito rasa, que diz matou e ainda tem uns que diz assim: "Ah, se ele matou, ele vai morrer". Gente, não tem o menor sentido. Uma mesma causa pode ter diversas consequências. Alguém que assassinou, ele pode renascer como pai
ou e ainda tem uns que diz assim: "Ah, se ele matou, ele vai morrer". Gente, não tem o menor sentido. Uma mesma causa pode ter diversas consequências. Alguém que assassinou, ele pode renascer como pai daquele que ele tirou a vida. Você não tirou a vida? Agora você vai dar a vida a ele. Vai ter alguém que foi um desafeto do passado dentro de casa na condição de filho, de filha, sei lá, de irmão, depende de cada circunstância. Eu posso, por exemplo, ser médico, não é, Márcia? Pode, de repente aquele que tirou vida, agora vai dar vida. Se o sujeito quebrava os outros, agora ele pode ser um médico ortopedista, não é? para tentar consertar. Ou ele pode ser um bombeiro. Ele pode ser um bombeiro. Se ele foi alguém que assassinou, ele pode ser um policial. Ele pode ser um policial que vai impedir o crime. Ele pode ser um juiz. Pode ser um juiz. E ele pode ser um um advogado criminalista. Olha que espetáculo, não é? Ele pode ter várias alternativas. Ele pode nascer com algum alguma sequela física. Pode também, mas isso não é obrigatório, pelo amor de Deus. Não é porque a pessoa cometeu um deslize aqui que eu já tenho numa tabela, tá pregada no centro espírita, que a pessoa vai lá, matou, vai aqui. Não existe isso. Assim como não tem o contrário. Ah, falando é médico, né? Hum. Matou muita gente, hein? Também não faz sentido nem que o fato daqui me leve a uma obrigatória consequência do lado de lá. e nem que uma consequência me leve a uma obrigatória causa. Nós temos todo um mar de consequências, porque o que é consequência dos nossos equívocos é, na verdade, não isso, mas a experiência que nos sensibiliza, a a experiência que nos desperta para a necessidade que nós temos. Portanto, nesse quarto tópico da reunião dos artigos do Código Penal da Vida Futura, Kardec areja as nossas mentes saindo daquele quadrado dessa lei de causa e efeito eh biounívoca que não faz muito sentido que a gente tenha na medida em que a gente compreende de maneira mais clara o sentido daquilo que seja
entes saindo daquele quadrado dessa lei de causa e efeito eh biounívoca que não faz muito sentido que a gente tenha na medida em que a gente compreende de maneira mais clara o sentido daquilo que seja as nossas existências para que a gente entenda o mecanismo dessa lei de causa e efeito. E tem um quinto tópico. O quinto tópico ele fala já é do artigo 13. O anterior era artigo 11, artigo 12. No artigo 13 ele fala de um quinto tópico que é a duração da pena. Um outro ponto espetacular, magnífico, porque nós temos de uma herança, de uma leitura muito mais voltada para a percepção que o cristianismo clássico nos oferece, que a pena é eterna. Fez alguma coisa errada, a pena é eterna. Vai fazer o quê? A pena é eterna. E a doutrina espírita diz: "Não, a pena não é eterna". E é bonito a duração da pena. Acho tão lindo, porque é espetacular, gente, que a duração da pena não é uma coisa como a gente pensar, ah, mas o que que ele fez? Hum. Assassinato. Então, aí tem o Código Penal Brasileiro, artigo 121, quantas agravantes tem? Então, vai de 12 a 30, vê as qualificadoras que ele possui. Soma aqui as qualificadoras, motivo torp mais um pouquinho. Não é assim que funciona no mundo espiritual. Nós não temos uma uma dosimetria de penas do outro lado no Código Penal da Vida Futura. Não é como o Código Penal nosso aqui da nossa lei de 1940. Não é assim. O tempo da duração da pena, sabe quem arbitra? É uma coisa espetacular. Quem arbitra? O próprio espírito. Acho isso divino demais, porque isso mostra o quanto que a lei divina é perfeita e nunca nunca erra. Por quê? Porque sou eu que vou arbitrar. Aí poderia ter alguma algumas pessoas que, sei lá, de repente analisando eh isso, dis, ah, mas então sou eu que vou decidir, ah, então se eu vou decidir, vou dar logo só um ano para mim, já tá bom, já vou dar só um ano. Gente, não funciona assim, pelo amor de Deus, porque isso é a lei que está dentro da consciência. Não adianta eu querer dizer não, eu só me dei um ano e já tô tranquilo, já me
m, já vou dar só um ano. Gente, não funciona assim, pelo amor de Deus, porque isso é a lei que está dentro da consciência. Não adianta eu querer dizer não, eu só me dei um ano e já tô tranquilo, já me Não vai, porque aquilo fica dentro de nós, Lila, fica dentro de nós. Isso não se desata das nossas almas quando nós achamos que tem que ser, mas sim quando os nossos corações verdadeiramente dizem para nós mesmos: "Eu resolvi isso quando eu me absolvo porque eu sei o que eu fiz. As outras pessoas podem até achar que sabem, mas eu sei o que eu fiz. Eu sei até onde eu tive paciência e até onde eu não tive. Às vezes as pessoas diz assim: "Olha, fulano, a mãe dele tem Alzheimer, tá num numa condição tão sofrida e ele com essa mãe dele, ele leva para cá, leva e tão cuidadoso, gente. Olha, ele leva e traz. Vá ver como é que ele trata. Realmente ele leva trás, mas bora, senta, sai, come, engole, mastiga. Ele sabe o que ele tá fazendo. A vizinha que fica no portão diz assim: "Filho maravilhoso, maravilhoso". Mas ele sabe até onde ele foi. Então, não adianta ninguém dizer: "Não, não fez, fez, cuidou da mãe, foi uma maravilha, cuidou". Ele sabe. Então, sou eu que esse aqui é o negócio, porque sou eu que sei o que fiz e a minha consciência não me absolve daquilo que eu tiver praticado. Portanto, esse processo de entendimento sobre como é que se dá a duração da pena, ele decorre fundamentalmente daquilo que a gente já compreende. E aqui eu quero abrir um parêntese para comentar uma coisa que às vezes em doutrina espírita as pessoas falam que diz assim: "Ah, é, quer dizer, então que quanto mais a gente sabe, pior fica. Então eu não quero saber, então eu vou abandonar. Não quero ler, não quero ler. Não quero saber. Ora, gente, é verdade sim que quanto mais se sabe, maior é a pressão que a nossa própria consciência faz sobre nós mesmos. Fato, é fato. Só que é o seguinte, o que que você prefere para caminhar? Andar no escuro ou andar em plena luz? Porque mesmo que a gente tenha algumas
a nossa própria consciência faz sobre nós mesmos. Fato, é fato. Só que é o seguinte, o que que você prefere para caminhar? Andar no escuro ou andar em plena luz? Porque mesmo que a gente tenha algumas cobranças que acontecem em função do amadurecimento espiritual pelo conhecimento que temos, é notório que o conhecimento espiritual promove em nós uma transformação espetacular das nossas condições de velocidade. a gente consegue fazer muito mais coisa. Nós conseguimos andar com muito mais rapidez quando eu consigo de fato saber aonde eu estou pisando, quando eu não sei, coitadinho de mim, quando eu não sei o que é certo, que eu não sei o que é errado, quantas besteiras a gente faz, mas eu não quero saber para não ser cobrado, gente. Aí fica patinando, avança muito pouco. Então, ainda que nós tenhamos um uma cobrança mais efetiva e espiritual por aquilo que fizemos, é claro que nós precisamos promover nas nossas almas um processo de aprendizado para que haja mais velocidade em nós. Do ponto de vista de relação custo benefício, vale muito mais a pena. Ainda que a gente possa ter cobranças a mais, mas é disparado, muito mais vantajoso saber, porque eu só vou ser cobrado se eu errar, não é só não é o tempo todo, mas se eu souber, meu Deus do céu, que velocidade não poderei eu empreender na minha marcha com o conhecimento que tenho. Então essa desculpa de que não quero saber para não ser cobrado não vale, porque na verdade nós acabamos ficando como alguém que marca passo, não marcha, fica marcando passo na mesma posição sem sair de onde está, no com medo de enfrentar a realidade do conhecimento espiritual. Não vale a pena. É muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito mais vantajoso o conhecimento do que as possíveis cobranças que a consciência venha a nos fazer. Mas esse é o quinto ponto. Ainda tem mais cinco. Vocês podem avisar em casa que vocês vão dormir hoje aqui no centro de convenções. O sexto dos tópicos que nós temos no Código Penal da Vida Futura
er. Mas esse é o quinto ponto. Ainda tem mais cinco. Vocês podem avisar em casa que vocês vão dormir hoje aqui no centro de convenções. O sexto dos tópicos que nós temos no Código Penal da Vida Futura é o mais conhecido de todos. é o que todo mundo sempre fala, é o que tá incluso nos artigos 16 e 17. É o que todo mundo quando fala, ah, o Código Penal da Fida Futura aí vai direto no artigo 16, que é onde está concentrada a informação mais sabida que a gente encontra nessa literatura. é quando fala das etapas da regeneração da criatura, em que Kardec diz que existem três etapas para a nossa regeneração. As etapas são o arrependimento, a expiação e a reparação. Só que tem gente que acha que é isso mesmo, que a pessoa se arrepende, espia e repara. Pronto, tá resolvido. Não é bem assim, tá? Às vezes a gente arrepende, espia, espia, espia, espia, espia, espia, não repara a espia, espia, espia, espia. Repara lá na frente. Porque o fato de espiar não significa que reparou, porque expiação é passar pela experiência que nos devolve para o ambiente que nós nos comprometemos. na expectativa de que nós nos levantemos diante da lei, mas não tem garantia de que a expiação vai nos conduzir ao êxito. Então, o espírito passa pelo momento do arrependimento em que ele diz: "Gente, eu não deveria ter feito isso. Eu errei, preciso refazer o meu caminho." E aí as oportunidades de refazimento se apresentam diante dele e ele pode efetivamente mudar o curso da sua história e ele vai espiar, ele vai ter a possibilidade de experimentar as situações que podem reestruturá-lo emocionalmente. Só que essas experiências não quer dizer que você passou por ela tá resolvido. Pronto, passou, tá bom. Não, fã. Você vai ter que reencarnar numa condição difícil. Você vai ter que ter como irmão aquele sujeito que colocou você lá naquele manicômio, que levou sua esposa e seus filhos. Ah, não, tudo bem. Aí ele já espiou porque ele veio, passou, teve irmão nessa encarnação. Mas gente, ele teve o irmão, mas eles não se não se re não se
e manicômio, que levou sua esposa e seus filhos. Ah, não, tudo bem. Aí ele já espiou porque ele veio, passou, teve irmão nessa encarnação. Mas gente, ele teve o irmão, mas eles não se não se re não se reconciliaram. Houve muita discussão, muita briga, se odiaram, terminaram a existência e sem se falar, o ódio um do outro. Ah, espiou, né? Mas não reparou. Então, se espiou e não reparou, o que que vai acontecer? Vai espiar de novo. E se não reparar de novo, olha, eu não quero colocar preocupação em ninguém. Mas Deus não está com a menor pressa. Olha, e não tá com pressa. Porque a lei de Deus está na nossa consciência. Enquanto a consciência não disser, tá resolvido o problema, repete a experiência. até resolver, até resolver. Se não der neste planeta, não tem problema, noutro. E assim a gente vai se desenvolvendo tanto quanto seja necessário. Entre as características dos mundos de provas e expiações, capítulo terceiro do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec diz lá que entre as sete características dos espíritos em mundos de provas e expiações, uma delas é que eles são exóticos. Um espírito ser exótico não significa dizer que ele tem cinco olhos, três bocas, não é isso não. Exótico significa de fora, ou seja, é comum a migração em planetas de própria expiação, porque a gente é muito duro, sabe? Aí o planeta amadurece, a gente não migra de novo, amadurece, não migra, não vai. Então, se não se espiar e não reparar, a experiência se repete. E o tempo de duração da pena vai até onde? até a reabilitação do indivíduo. Enquanto a reabilitação não acontecer, a pena não acaba. Agora, se nós, reverso da medalha, fizermos o esforço legítimo de nos transformarmos, as penas se encurtam e nós podemos, no intervalo de tempo extremamente curto nos reabilitarmos diante da lei, ou seja, está nas nossas mãos alcançarmos a nossa felicidade mais cedo ou não. Este sexto ponto é um ponto muito interessante dentro do corpo do código penal da vida futura. Mas a sétima das partes que o Código
stá nas nossas mãos alcançarmos a nossa felicidade mais cedo ou não. Este sexto ponto é um ponto muito interessante dentro do corpo do código penal da vida futura. Mas a sétima das partes que o Código Penal nos oferece também é muito interessante. Ela vai nos falar sobre o local aonde a gente vai espiar, onde os espíritos irão fazer as suas experiências expiatórias. Ali no Código Penal da Vida Futura é dito que a gente espia em dois lugares. Um deles no mundo espiritual, ou seja, ali no mundo espiritual os nossos sofrimentos já podem ser minorados. a gente pode se rever, pode ter experiências para diminuir o nosso sofrimento. E a segunda localização onde a gente também pode experimentar o nosso processo de crescimento é nos mundos inferiores. Ele não fala que é nos mundos superiores. Se a gente tem questões em aberto para resolver, não vai. Nós temos que ficar nos mundos, Nilson, que são mais voltados para as nossas experiências eh expiatórias. Nós não conseguimos o ingresso nesses mundos de melhores condições espirituais por conta das nossas dificuldades, por conta das nossas grandes teimosias espirituais. Importa considerar que no livro O Evangelho Segundo Espiritismo, Allan Kardec diz que nos mundos de regeneração ainda tem as expiações. Sim, a gente ainda poderá ter expiações lá, mas não as as expiações candentes que nós experimentamos no mundo de provas expiações, mas é possível as experiências expiatórias individuais, porque não são ainda mundos superiores. Então, nos mundos superiores, quem tem questão em aberto de expiação não acessa, tem que ficar segregado aos mundos de baixo terror, teor evolutivo para que a gente consiga se desembaraçar. Mas o interessante disso é que nós iremos enxergar, pela lente que o espiritismo nos oferece, que nas nossas histórias de vida, no mundo espiritual, o local que a gente vai experimentar o desenvolvimento das nossas condições de crescimento são dois, tanto no mundo espiritual, onde os espírit podem viver a experiência de se
da, no mundo espiritual, o local que a gente vai experimentar o desenvolvimento das nossas condições de crescimento são dois, tanto no mundo espiritual, onde os espírit podem viver a experiência de se desembaraçarem de suas imperfeições, mas o mundo corporal acaba sendo o local ideal aonde essas experiências são resolvidas. Esse é o sétimo ponto que a gente encontra no Código Penal da Vida Futura. O artigo 21, ele isoladamente traz um tópico diferente que nenhum deles trouxe até então, compondo assim o oitavo elemento, a oitava face do Código Penal da Vida Futura. O artigo 21 vai nos contar que, na verdade, cada um de nós responde pelas suas próprias responsabilidades. Ninguém paga pela pena de ninguém. Você pode amar um filho desesperadamente. Você pode ser enlouquecido por ele, mas cada um de nós responde pela sua própria história. Você você vai ter a chance de poder ajudá-lo, sem dúvida. Mas as penas estabelecidas para os espíritos, elas são personalíssimas, ou seja, elas se vinculam a cada espírito em particular. Não havendo a possibilidade de que alguém cometendo um equívoco, outro espírito se responsabilize por aquilo que uma outra pessoa fez, que um outro espírito cometeu. No livro de Ezequiel, no Antigo Testamento, capítulo 29, Ezequiel diz assim: "Nós temos que acabar com essa crença de que os pais comeram uvas verdes e os filhos nasceram com os dentes estragados. Essa crença de que o que o pai fez, o filho vai responder ou que o que o pai realiza de equivocado, o filho vai ser responsável. Não cabe na leitura da doutrina espírita. E alguém poderia, de repente evocar em Êxodo 20, nos 10 mandamentos, uma fala que existe lá que diz: "Eu sou o Senhor, teu Deus, que puno a iniquidade dos pais nos filhos, na terceira e na quarta geração daqueles que me desobedecem". O texto em original, no original diz exatamente isso. Se consultarmos um rabino, ele vai dizer exatamente isso. Na terceira e na quarta geração. Não fala na segunda, diz assim: "Po os pais na terceira e na quarta". Algumas
o original diz exatamente isso. Se consultarmos um rabino, ele vai dizer exatamente isso. Na terceira e na quarta geração. Não fala na segunda, diz assim: "Po os pais na terceira e na quarta". Algumas traduções dizem até a terceira ou a quarta. Não é o original. A visão original desse conceito é na terceira e na quarta. Se alguém pegar a tradução de Zamenhof para o esperanto, vai confirmar isso, porque lá está escrito enlatvara generatio, ou seja, na terceira e na quarta geração. E é o que está também na Torá, nos originais, em hebraico, é o que está numa discussão do ambiente do rabinato, que seja esse o texto. Então, o texto é colocado na terceira e na quarta, mas não tem a segunda. Por quê? Porque a segunda é meu filho, né? Eu cometo um equívoco, meu filho não será alcançado, mas meu neto e meu bisneto sim. Qual a razão? É porque muito frequentemente, mas isso não é uma obrigatoriedade, nós renascemos próximo dos nossos vínculos familiares. Então a gente renasce às vezes neto de nós mesmos, bisnetos de nós próprios, não é, Júlio? A gente renasce às vezes dentro da própria família. É um tio, é um tio avô, é uma pessoa que fez parte da nossa história, a gente renasceu. Então, a gente renascer como um nosso, um um um ancestral nosso não é nada estranho, é plenamente razoável que seja dessa forma. Então não fere a ideia do personalíssimo, porque se acontecer de alguém eh ter um neto ou um bisneto que passa por uma experiência semelhante àquela que o avô, bisavô passou, entende a doutrina espírita que seja o mesmo espírito que retornando dentro da mesma família encontra a consequência daquilo que ele mesmo fez, garantindo o que está disposto no artigo 21 do Código Penal da Vida Futura quando nos estabelece a agudeza da aplicação da pena, exatamente naquele que é o responsável pelo ato, sem que outros espíritos sejam responsabilizados por aquilo que acontece. Nona parte, penúltima das partes que a gente tem, é a parte mais larga. Nós vamos ter ali os artigos 22, 23, 24, 25 e 26,
ato, sem que outros espíritos sejam responsabilizados por aquilo que acontece. Nona parte, penúltima das partes que a gente tem, é a parte mais larga. Nós vamos ter ali os artigos 22, 23, 24, 25 e 26, trabalhando esses pontos de uma maneira muito detalhada que são as penas que podem acontecer conosco do outro lado da vida. E a primeira grande descoberta que a gente faz é que as penas elas não são como a gente muitas vezes encontra na literatura da teologia clássica cristã, que fala que a gente vai para um caldeirão, que tem um cara que espeta, que aí quando o sujeito tenta sair do caldeirão, ele joga a pessoa para dentro de novo. penas não são dessa ordem e elas são divididas em dois grupos de penas. Existe um primeiro grupo de penas que Kardec chama de penas imediatas, que são aquelas que estão diretamente ligadas ao processo desencarnatório e as primeiras experiências depois da morte, os primeiros sustos que a gente tem depois da nossa desencarnação. Ali nós vamos ter uma informação curiosíssima. Nós vamos descobrir que sim, nós quando chegamos do lado de lá, se tivermos muitos conflitos, iremos desencarnar com dificuldade. Podemos ficar presos no corpo, ter dificuldade de sair, isso é é possível de acontecer. ter dificuldade de se desembaraçar, deixar o corpo físico, porque não entendo que sou uma alma imortal, acabo me deixando ser sepultado junto com o corpo, assistindo a decomposição, porque não sei que sou um espírito que vive diferente do corpo. O ateísmo nos conduz muitas vezes a essa situação e a gente acaba se vendo vítima de nós próprios, em que o sofrimento da desencarnação é muito doloroso e se segue a esse um período de perturbação, de alienação, de não saber o que tá acontecendo, não sei onde eu estou, o que que houve comigo, meu Deus, socorro, eu estou perdido. muito típico de sofrimentos imediatos, causas que se seguem à desencarnação em função do desconhecimento que o espírito tem e das suas parcas condições espirituais. Mas há um outro elenco de
perdido. muito típico de sofrimentos imediatos, causas que se seguem à desencarnação em função do desconhecimento que o espírito tem e das suas parcas condições espirituais. Mas há um outro elenco de imperfeições que também estão contidos nesse tópico sobre as penas, que são as penas não imediatas, mas as penas mediatas, ou seja, as penas de médio e longo prazo, que são as nossas frustrações. o desejo de nós nos desembaraçarmos das nossas imperfeições e não conseguirmos sentir o peso do nosso egoísmo, o desespero do nosso orgulho, a angústia da nossa licenciosidade, da nossa luxúria, os dramas que a gente vai viver por sermos espíritos que não cuidamos das nossas próprias existências, que vivemos distante de tudo aquilo que seria o bem, de que seria o belo, que seria a proposta que o próprio Cristo nos ofereceu como referência para as nossas vidas. Sermos almas amarguradas, que vivemos num processo de dor muito profundo, exatamente por havermos nos abandonado a nós próprios durante o largo período da existência, desinteressados das coisas materiais. Sim, haverá muito sofrimento imediato para todos nós em virtude das dificuldades que a gente pode ter para entender o sentido mais profundo da vida. E o décimo, o mais belo, o mais magnífico de todos os tópicos que o Código Penal da Vida Futura nos revela. Está no artigo número 20, aonde Allan Kardec não esqueceu de dizer que nenhum de nós se encontrará desamparado dos seus amores do mundo espiritual. Por maior que seja o sofrimento da criatura humana, nenhum de nós ficará sozinho. Os nossos amores, os nossos amados nos aguardam na grande fronteira de volta para a nossa grande pátria. Nós podemos rever os nossos filhos que já desencarnaram de braços abertos nos esperando. Nossos cônjuges que nos deixaram experimentar anos de solidão, de vivez, estarão na porta aguardando o nosso regresso, os nossos pais, o colo da nossa mãe para dizer: "Vem, filho, já está bom, você tá cansado, venha descansar um pouco." E além dos nossos amados, dos nossos
estarão na porta aguardando o nosso regresso, os nossos pais, o colo da nossa mãe para dizer: "Vem, filho, já está bom, você tá cansado, venha descansar um pouco." E além dos nossos amados, dos nossos espíritos familiares que fazem parte da nossa história, outros, os nossos mentores, os nossos tutelares também estarão apostos no nosso regresso para nos ajudar a nossa reinserção no mundo dos espíritos. Nós só não conseguiremos percebê-los às vezes quando estivermos muito perturbados. Podemos não percebê-los, mas eles nunca nos deixarão sozinhos. Eles cuidarão de nós. Na questão 976 de O livro dos Espíritos, Allan Kardec fala sobre essa questão dos espíritos estarem diligentemente cuidando daqueles que estão na retaguarda, porque isso é a natureza das suas condições e fazem felizes o trabalho de socorro daqueles que padecem. Esse é o magistral código penal da vida futura, o código alentador das nossas almas, o conjunto de verdades que descerra diante dos nossos olhos o horizonte extraordinário de justiça e de misericórdia que o Senhor reserva a todos nós. Nós não precisamos esperar pela nossa desencarnação para estreitar os nossos laços com esses que nos aguardarão na grande fronteira. Desde hoje, nos nossos momentos de sonho, de sonho, em que nós nos recolhemos para dormir, orar para que essa convivência se estreite cada vez mais, é fundamental para que após a nossa desencarnação, estejamos plenamente em condições de retornarmos ao mundo espiritual na companhia daqueles que tanto nos amam. Allan Kardec, ávido para deixar a nós essa informação extremamente consoladora, compôs este hino de amor, que é o código penal da vida futura, para saber que nenhum dos nossos filhos terá pena eterna, nenhum de nós estará consagrado ao sofrimento e que a despeito do que fizermos, os nossos amores nos aguardam para nos dizer: "Vem, nós te aguardamos com amor. para te dizer que apesar da morte, nós nunca deixamos de te amar e estamos aqui te aguardando para celebrar a continuidade da vida. Muito obrigado.
am para nos dizer: "Vem, nós te aguardamos com amor. para te dizer que apesar da morte, nós nunca deixamos de te amar e estamos aqui te aguardando para celebrar a continuidade da vida. Muito obrigado. Uma boa noite para todos.
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