Mensagens de Sepé 🏹 | Episódio #20

FergsPlay - Canal da Federação Espírita do RS 04/11/2025 (há 4 meses) 19:10 273 visualizações

Um podcast que irá trazer fatos e exemplos que inspiram coragem e resiliência, baseados na obra "Sepé, o guerreiro da paz", psicografado por Maria Elisabeth Barbieri, ditado pelo Espírito Oscar Pithan. Para o povo gaúcho, o herói guarani missioneiro. Para a história oficial, a liderança indígena que se opôs ao Tratado de Madrid de 1750, organizando a resistência em época colonial, contra a intenção espanhola e portuguesa de ocupar a região em que estavam localizadas as comunidades indígenas Guaranis pertencentes aos Sete Povos das Missões. Confira novos episódios quinzenalmente, quintas -feiras, 20h, na TV RS Esperança! ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠#SepéOGuerreirodaPaz⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠#Espiritismo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠#Mediunidade

Transcrição

Meus filhos, na máxima, fora da caridade não há salvação. Estão contidos os destinos dos homens na terra e no céu. Na terra, porque sob a proteção desse estandarte, eles viverão em paz no céu, porque os que a tiverem praticado encontrarão graça diante do Senhor. Paulo, o apóstolo. O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo 15, item 10. Sepé uma alma que atua de forma incessante em socorro aos que sofrem. O impositivo da caridade pauta suas ações em favor do próximo. Nesse episódio de mensagens de CPÉ, vamos dar vazão às memórias da amiga [música] Maria Elizabeth Barbieri, médium e psicógrafa do livro CPÉ, O Guerreiro da Paz, obra editada pela FERGs e é repositório também das informações que nos ajudam a consolidar o projeto audiovisual. Mensagens [música] de CP. Anualmente, junto com a família, proímos [música] alguns dias de férias na pequenina Lavros do Sul, [música] minha terra natal. Ali as margens doamaquã [música] em meio à pujança das matas, o benfeitor Cé tem nos proporcionado muitas lições [música] e permitido participarmos de atividades espirituais muito belas. Elas dizem respeito a figuras folclóricas que conheci na [música] minha infância. >> E já nascera velha. Era assim que a minha mente infantil pensava [música] sobre ela. Saia comprida, arrastando no chão, cabelos cacheados muito sujos, desencardida pela absoluta falta de higiene que caracterizava a sua mendicância. Reava o lixo e carregava sempre restos de alimentos que recolhia. nas casas [música] da vizinhança. Maneca tinha os olhos verdes, resmungava muito e era seguidamente importunada pelos meninos que disparavam chistes contra ela. Diziam que era a musa de [música] outros mendigos que a importunavam vez por outra com propostas amorosas. Sua morada era o porão de uma casa cuja família não se incomodava com aquela estranha presença. Hoje, enquanto fazia as minhas preces, ela surgiu das sombras da noite, ainda vagando pelos sítios onde viveu. Pobre alma. Lembrei que nunca antes havia feito uma

omodava com aquela estranha presença. Hoje, enquanto fazia as minhas preces, ela surgiu das sombras da noite, ainda vagando pelos sítios onde viveu. Pobre alma. Lembrei que nunca antes havia feito uma prece por ela e talvez ninguém fizesse. Vigilante e sempre presente para ações educativas, o benfeitor CPÉ comunica-se com a médium Bet Barbieri após as emanações de receio e dúvida. Engano seu, ser humano algum está ao desamparo. A romagem terrena, por mais exprovida que seja dos recursos materiais, tem investimentos [música] espirituais a mancheias para que a alma do réplubo liberte suas asas dos condicionamentos enfermos que criou para si. A partir da fala lúcida, impregnada de bondade de Cepé, a Médium teve uma visão espiritual que mostrava a beleza de uma casa de fazenda, daquelas antigas, do estado do Rio Grande do Sul, com janelas e portas imensas em meio a um arvoredo de figueiras gigantescas. Chamou-me atenção [música] o portão de ferro com o brasão, tendo ao centro uma cochilha onde pousava um gavião. Impressionava o tamanho da construção. muitos cômodos, nos quais eram dispostos móveis de consistência pesada [música] e desconfortáveis para os padrões atuais, mas que à época seriam, por certo os mais requintados. Os peitoris das janelas pareciam passeios, tal o tamanho e a largura de cada um. Ainda sob o registro da mediunidade, vi os jardins da fazenda muito bem cuidados. mostravam a afeição dos seus senhores pelas roseiras amarelas, que eram de muitas espécies e cultivadas com esmeriro. A varanda se abria para o pátio interno, onde ficava [música] o poço que abastecia a casa e as cenzalas. Mas contrastando com a beleza do lugar, havia ali a sombra sinistra [música] do tronco de castigo para os escravos. A lembrança de torturas físicas sempre me desconcerta, mas se pé, percebendo o rumo dos meus pensamentos, logo interferiu e disse-me que o tronco naquela fazenda nunca foi usado. Bela senhazinha repousava na cadeira, ricamente revestida com uma capa bordada, com fios de ouro em seda

dos meus pensamentos, logo interferiu e disse-me que o tronco naquela fazenda nunca foi usado. Bela senhazinha repousava na cadeira, ricamente revestida com uma capa bordada, com fios de ouro em seda puríssima. A moça era uma peça que não combinava com a construção imponente, mas sem requintes, e nem com um mobiliário, que, embora torneado, era sóbrio, ela parecia um recorte. retirado de uma corte europeia e engastado na paisagem tosca e singela do campo. A vida passa e eu aqui fico a observá-la sem maiores encantos. Uma solidão imposta na ausência de uma família. Resta meu convívio com os criados. Jupira, não pare de abanar. >> incomoda minhas moscas nessa tarde quente de verão. Herdara o título do pai, morto na guerra, e ficara sozinha, pois a mãe morrera de parto. Suas esquisitices eram cantadas e propagadas naqueles ermos. Não permitia que alguém a tocasse. Usava luvas sempre. Os alimentos todos eram preparados pela mesma pessoa, o cozinheiro que o pai, antes de partir para a guerra havia descoberto na capital do império e trouxera para a fazenda. Corria de boca em boca. Eu era um bruxo e praticava magia. negra impregnava com minhas mágicas a comida da condessa e somente assim ela se alimentava e não morria de inanição, meras e crendices. Na verdade, sou apenas um profissional que tenho bons hábitos de higiene e cozinha, desconhecidos nesses rincons gaúchos. Não tenho amigos. Não saio de casa se à noite, porque não permito que o sol me toque com seus raios. Minha tes é de uma [música] vura extrema. Nos meus passos à noite, sou seguida à distância pela ama que me viu nascer. É ela a única pessoa com quem divido palavras. Sabrina é merecedora dos meus cuidados. Eu sempre socorri assim azinha nas crises de loucura. Eram assim interpretados os assédios longos que desfiguravam a pobre condessa, fazendo jogar-se de encontro as [música] paredes do quarto. Eram transes de pavor quando falava [música] com as sombras, balbuciando palavras desconexas, [música] incompreensíveis.

m a pobre condessa, fazendo jogar-se de encontro as [música] paredes do quarto. Eram transes de pavor quando falava [música] com as sombras, balbuciando palavras desconexas, [música] incompreensíveis. eram horas a frio, ao termo das quais inocência ficava desacordada, extenuada, [música] herida. Alguns [música] benzedores, o padre do vilarejo próximo, um médico da corte, foram por vezes chamados para curá-la. Sem sucesso, recomendaram sangrias, novenas. O padre Tomás Leandre era o que mais se mobilizava [música] em seu auxílio. Filha mia, se queres te libertar de todo mal, só há uma sola alternativa. Recolha-se no convento e fique sobre a proteção della igreja. Eu me recuso veementemente a sair de minhas terras e trancarfiar-me em um convento. Isso jamais. O último assédio foi numa noite em que o luar derramava sobre a terra o seu véu esplendoroso. Inocência desvencilhando-se da vigilância de sua ama Sabrina. Ganhou a planície. A fazenda em Alvorosso, acordou com os gritos da velha serviçal pedindo socorro. Os peões, capatazes e criados da casa corriam sem rumo pelos campos atrás da condinha sem êxito. Com as primeiras claridades do dia, lembraram-se daquele lugar cuja visão passava pela mente de todos, mas ninguém ousava mencionar. Em silêncio, o cortejo dirigiu-se para a pedra do adeus. Assim era chamado o precipício que destava algumas léguas da sede da fazenda e onde muitas vezes os peões recolhiam rezpitavam e morriam. Ali diziam, o pai de inocência havia lançado alguns desafetos do passado nas lutas pelas terras e também alguns desaparecidos da redondeza, foram lá encontrados sem vida, denotando um local procurado para suicídios ou acidentes fatais. Do alto não era possível ver o fundo do abismo. Uma longa trilha indecida levava a uma clareira, onde eram não raro encontrados os vestígios [música] daquilo ou daqueles que se jogavam do alto. estava ali com os braços abertos e olhos fitos [música] na imensidão, ainda expressando o pavor que jamais seria explicado. Corpinho frágil de inocência.

a] daquilo ou daqueles que se jogavam do alto. estava ali com os braços abertos e olhos fitos [música] na imensidão, ainda expressando o pavor que jamais seria explicado. Corpinho frágil de inocência. Revela no CPÉ que a história da desventurada condescinha é a sequência dos crimes e equívocos de uma alma que aquela reencarnação atenuou, mas não impediu a consciência culpada. de imantar pelo remorço o ódio de suas vítimas. As perseguições soízes dos seus adversários colimaram com a tragédia presenciada. A velha ama [música] derramava lágrimas sentidas, cerrando pela derradeira vez [música] as pálpebras da sua menina. relembrava quantas vezes desfiar as suas preces para amenizar os acessos da infortunada criatura e no esforço supremo juntava as mãos da moça [música] as suas, convidando-a à oração sem que fosse atendida. Nas horas de lucidez, com a humildade das grandes almas, rogava a inocência [música] que buscasse a força da prece, ao que recebia ironia, sarcasmos [música] e reprimendas duras. Sabrina [música] unia as mãos da morta, balbuciando um pedido de perdão a Deus pelas faltas daquele [música] espírito, enquanto os peões recolhiam os despojos e o cortejo retornava [música] à casa. Nosso pai misericordioso possa te receber, minha menina. Que Jesus te ampare [música] e te guie pelas veredas do acolhimento. Quanta dor, [música] quanta desdita, porque foste a tentar contra a própria vida. Essa foi uma das existências de Maneca. Cristalizações mentais, preconceitos e a dureza de sentimentos foram lapidadas na penúria, no cérebro obliterado pelo estraçalhamento do crânio no suicídio. Cada passo desta alma, pelas ruas e becos escuros, na solidão do porão infecto onde viveu, revolveu o solo de sua sensibilidade. arroteando o terreno das emoções com o arado do sofrimento que o corpo não tinha meios de [música] expressar, preparando no tempo uma nova existência. Inocência [música] já está programada para reencarnar em breve. Nós a levaremos no momento [música] adequado para uma reorganização de

s de [música] expressar, preparando no tempo uma nova existência. Inocência [música] já está programada para reencarnar em breve. Nós a levaremos no momento [música] adequado para uma reorganização de forças perespirituais. Será uma menina com deficiência [música] mental moderada, mas será um lar onde pais amorosos ligados a ela por laços antigos, a acolherão para uma curta estada na terra, aproximadamente 20 anos, nos quais completará importante [música] ciclo evolutivo para prosseguir.

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