LIVE | O LAR - A PRIMEIRA ESCOLA DAS ALMAS - Débora Moraes (PADES)

Comunhão Espírita de Brasília 27/09/2020 (há 5 anos) 54:49 2,261 visualizações

TV Comunhão - Inscreva-se no nosso canal, deixe seu like e ative as notificações para ficar por dentro de tudo o que acontece na Comunhão Espírita de Brasília. Canais de Mídias e Redes Sociais da Comunhão Espírita de Brasília: HomePage: http://www.comunhaoespirita.org.br Rádio Comunhão: http://www.radiocomunhao.com.br TV Comunhão: http://www.tvcomunhao.com.br Facebook: http://www.facebook.com/comunhaoespirita Instagram: http://www.instragram.com/comunhaoespirita Twitter: http://twitter.com/ComunhaoOficial COMUNHÃO ESPÍRITA DE BRASÍLIA Missão: Promover o Ser Humano, facilitando-lhe o acesso ao Conhecimento da Doutrina Espírita, amparando-o e ofertando-lhe os meios para vivência cristã. Visão do Futuro: Ser uma Casa Espírita de excelência na sua organização, na geração de conhecimento, na educação, na difusão doutrinária, na assistência espiritual e social , com estímulo a vivência cristã. ESPIRITISMO O termo "Espiritismo" é sinônimo de Doutrina Espírita, porém, frequentemente, é utilizado erroneamente para designar qualquer prática do mediunismo (comunicação com os Espíritos), ou confundido com cultos afro-brasileiros (Umbanda, Candomblé, entre outros). O Espiritismo é uma doutrina que trata da natureza, da origem e do destino dos Espíritos e de suas relações com a vida material. Traz em si três faces: filosofia, ciência e religião (moral). Os adeptos da Doutrina Espírita são os espíritas e suas práticas se baseiam no estudo das obras básicas da Codificação e na assistência material e espiritual aos necessitados. Quando Surgiu? Foi revelada por Espíritos Superiores e codificada (organizada) em 1857 por um professor francês conhecido como Allan Kardec. Surgiu, pois, na França, há mais de um século. Porque estudá-lo? Em João 8:32, Jesus disse: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará ." Para sermos, verdadeiramente, espíritas – porque é impossível compreender e viver uma Doutrina tão complexa e abrangente sem dominar seus conhecimentos básicos.

Transcrição

Boa noite, meus amigos. É com muita alegria que nós aqui estamos neste projeto, né, o Pads Online. Vocês estão habituados a encontrar o Ebert e a Enô nesse horário, né, nossos amigos queridos, mas hoje, em virtude de compromissos profissionais eles não poderão estar aqui. Bem, eu quero dizer da minha alegria e da minha gratidão por esse trabalho, por essa oportunidade e gostaria de cumprimentar a todos vocês, né, aqueles que já tem o hábito de participar e aqueles que estão vindo pela primeira vez. Recebam todos o meu abraço fraterno, a minha vibração de alegria por este momento em que iremos compartilhar um pouco, não é, das das lições do Evangelho. Mas antes de entrarmos propriamente no nosso tema, eu vou convidá-los para que façamos uma prece, não é? Então, aqueles que se sentirem à vontade, que quiserem fechar os olhos, vamos então respirar profundamente. Vamos nos conectando com este ambiente de oração, de paz, de serenidade, que foi preparado pela espiritualidade responsável por este trabalho para nos acolher. Deus nosso pai, pai amoroso e bom. Nesses instantes, Senhor, em que nos reunimos com amigos do plano físico e extrafísico da vida, nós trazemos, Pai, os nossos corações repletos de alegria e gratidão por esta oportunidade que é nos oferecida Agradecemos e rogamos, Senhor, ampara-nos, aclarando-nos o entendimento, para que as lições do Evangelho possam ser por nós compreendidas, sentidas e que possamos fazer delas bússola segura. roteiro certo a nos guiar nos caminhos da vida. Agradecemos ainda a equipe de benfeitores espirituais responsáveis por este trabalho, a nossa gratidão e o nosso pedido de que estejam conosco nos amparando, nos intuindo e que cada um de nós receba na medida exata das nossas necessidades e do nosso merecimento. E assim, agradecidos a Deus, damos graças e iniciamos o as nossas reflexões, o nosso encontro da noite de hoje. Que assim seja. Muito bom, meus amigos. E o nosso tema de hoje é um tema delicado, é um tema muito importante,

Deus, damos graças e iniciamos o as nossas reflexões, o nosso encontro da noite de hoje. Que assim seja. Muito bom, meus amigos. E o nosso tema de hoje é um tema delicado, é um tema muito importante, é um tema muito importante, é um tema que diz respeito a todos nós. que é lar, essa escola de almas, lar, a primeira escola das almas. Muito bem. E nós temos visto nos últimos tempos com uma certa preocupação e também porque não dizer com uma certa tristeza que o movimento da sociedade, o movimento da atualidade, né, os movimentos da humanidade tem relegado o lar a um segundo plano. os afazeres do mundo exterior, as nossas demandas, né, portas aa dos nossos lares, tem nos consumido tempo, energia e por vezes temos assistido esse que é no dizer do próprio Cristo, a primeira escola das almas ser relegado a um plano secundário. Então, nós consideramos de capital importância as reflexões que traremos na noite de hoje acerca do lar, não é? Para nos auxiliar neste trabalho, nós contaremos com a ajuda de dois benfeitores. Um deles é Emanuel, no livro O Consolador e o outro é Néio Lúcio no livro Jesus no Lar. Muito bem. Num primeiro momento, nós poderíamos pensar, mas afinal o que vem a ser lar? Não é? A gente fala tanto em lar, o que seria lar? Será que há uma definição? O que poderíamos entender por lar? Não é? Então, essa reunião de corações, essa reunião de mentes que trazem compromissos comuns e que voltam aos palcos da carne juntos. Então, Cristo irá nos dizer que lar é a escola das almas, é o templo onde a sabedoria divina nos habilita pouco a pouco ao grande entendimento da humanidade. Então, vejam a sutileza de Jesus, não é? Ele irá nos dizer que Deus nos ama tanto e tem para conosco cuidados tão delicados que prevendo a nossa convivência com a grande família humana, ele nos treina, ele nos habilita pouco a pouco nessa essa oficina que recebe o nome de lar. Então, meus amigos, todos nós que aqui nos encontramos, voltamos à carne através dos caminhos abençoados da reencarnação,

a, ele nos habilita pouco a pouco nessa essa oficina que recebe o nome de lar. Então, meus amigos, todos nós que aqui nos encontramos, voltamos à carne através dos caminhos abençoados da reencarnação, tendo como benfeitores primeiros os nossos pais biológicos, não é? e as formações que fazemos nesse processo, as reuniões que fazemos nesse processo, as mais diferentes, as mais díspares, não é? nas constituições dos lares e números que o planeta abriga, traz no seu bojo a responsabilidade de reunir almas em processo de aprendizado. traz em seu bojo a importante tarefa de reunir corações compromissados que trazem tarefas a ser executadas, trazem aprendizados a se fazerem. Então, o lar, com tudo que ele contempla é de importância imensa nas nossas vidas. Muito bem. O Benfeitor Emanuel no livro O Consolador, que é um livro de perguntas e respostas, na questão 110 irá responder a seguinte pergunta: Qual a melhor escola de preparação das almas reencarnadas na Terra? Então, qual é a melhor escola para as almas reencarnadas na Terra? E o benfeitor responde que a melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter. Vejam, Emanuel a nos dizer que o lar representa então esse primeiro núcleo de aprendizado, onde a criatura deverá receber as bases do sentimento e do caráter. E aí então ele já nos alerta para a grande responsabilidade que pesa nos ombros dos que estão atualmente assumindo a tarefa da maternidade e da paternidade, não é? São esses que iniciarão as primeiras balizas, os primeiros alicerces no que tange ao caráter e ao sentimento. Quando vamos ao livro dos espíritos, os espíritos superiores irão nos dizer com relação à paternidade, à maternidade, não é? que os espíritos devem contribuir para o progresso uns dos outros e que os pais exercem uma grande influência no espírito dos filhos. Portanto, os pais têm como missão auxiliar o progresso desses filhos pela educação. Isso representa para aqueles que estão no papel de mãe e de pai, de mães e de

nde influência no espírito dos filhos. Portanto, os pais têm como missão auxiliar o progresso desses filhos pela educação. Isso representa para aqueles que estão no papel de mãe e de pai, de mães e de pais, uma grande tarefa, né, em algumas situações, uma prova e que se falharem serão responsabilizados. Então, vejam a importância da tarefa dos pais na terra, não é? E segue o benfeitor dizendo os estabelecimentos de ensino propriamente do mundo podem instruir, mas só o Instituto da Família pode educar. Vejam, as escolas dão instrução, informam, mas somente o lar, o instituto sagrado do lar é capaz de educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar. Vejam que palavras sábias essas de Emanuel na sua grandiosa tarefa de cristianização. Essa é a profunda finalidade do espiritismo evangélico no sentido de iluminar a consciência da criatura, a fim de que o lar se refaça. novos e novo ciclo de progresso espiritual se traduza entre os homens em lares cristãos para a nova era da humanidade. Então, meus amigos, a escola informa, mas o lar forma, o larma. Então vocês imaginem o lar que se alicerça em bases seguras do evangelho, o lar que se alicerça nas bases luminosas do evangelho. E a pergunta que nos vem a nós que somos pais espíritas, não é? Somos imortalistas, acreditamos na reencarnação, sabemos que não estamos aqui por acaso, que ninguém vem à terra a passeio. A pergunta que nos vem após termos tido contato com todas essas verdades que Emanuel nos traz é o que temos feito com a nossa tarefa da maternidade e da paternidade, seja ela no molde que for, pais biológicos, pais de coração, aqueles filhos que nos chegam muitas vezes por vias não muito convencionais, mas independente do formato, desde que tenhamos sob a nossa guarda, não é? Filhos de Deus colocados temporariamente sob a nossa égede de a nossa condução. Cabe-nos nos perguntar o que temos feito? Será que temos nos esforçado por auxiliar essas criaturas na sua escalada evolutiva, no seu

s colocados temporariamente sob a nossa égede de a nossa condução. Cabe-nos nos perguntar o que temos feito? Será que temos nos esforçado por auxiliar essas criaturas na sua escalada evolutiva, no seu evoluir, no seu progredir? Ou estamos tão iludidos, distraídos com as questões do mundo, que são várias, não é? Nós sabemos hoje o quanto a vida nos exige trabalhos, tribulações, a vida material com todas as suas demandas. Mas é preciso voltarmos o olhar para o lar, não é? O que temos feito com essa experiência? Como temos conduzido essa tarefa que assumimos com o próprio criador no sentido de auxiliar a esses espíritos que chegam aos nossos núcleos familiares, trazendo necessidades de aprendizado, necessidades educativas que muitas vezes foi pensado, trabalhado pelos amigos espirituais para que acontecessem nossos lares. Nós sabemos que, apesar dos nossos filhos voltarem muitas vezes em corpinhos tão graciosos, não é? A criança por si só nos inspira simpatia, não é? Nos inspira ternura. Então, às vezes, encantados que ficamos com os nossos pequenos, nos esquecemos por momentos de que, apesar da nova forma infantil, nós temos ali espíritos imortais, espíritos velhos. Nenhum de nós que habitamos o planeta Terra estamos iniciando a nossa jornada de evolução. Nós já vivemos várias experiências na carne e assim é com aqueles que chegam até os nossos lares, como nossos tutelados. São espíritos que trazem uma bagagem. Não são, como podemos pensar de forma equivocada, páginas em branco. São espíritos imortais que trazem consigo uma bagagem de conquistas e uma bagagem de desafios, de dificuldades que terem que terão que trabalhar. Esse é um dos objetivos do lar dessas reuniões, não é? É que cada um de nós que forma aquele núcleo, que são todos espíritos imortais, né? Nós todos trazemos as nossas bagagens, a nossa mochila. E eu costumo dizer que ao nos reunirmos no lar, cada qualch eu ofereço aquele núcleo, o que há de bom, o que já é conquista em mim, não é? O que já é luz nessa minha mochila.

agagens, a nossa mochila. E eu costumo dizer que ao nos reunirmos no lar, cada qualch eu ofereço aquele núcleo, o que há de bom, o que já é conquista em mim, não é? O que já é luz nessa minha mochila. Mas ao mesmo tempo eu aprendo aquilo que já é luz da bagagem do outro e também eu compartilho o que em mim é dificuldade com outro que poderá me auxiliar na mesma medida em que me empenho em colaborar naquilo que ainda é dificuldade para o outro, no sentido de aliviar, de facilitar o aprendizado e o entendimento. Bem, e então ainda com Emanuel, nós gostaríamos de trazer para nossas reflexões de hoje a questão 113. Os pais espíritas, os pais espíritas que sabem acerca da reencarnação, que sabem que somos todos espíritos imortais, inclusive os filhos, devem ministrar a a educação doutrinária a seus filhos ou podem deixar de fazê-lo invocando as razões de que em matéria de religião apreciam mais a plena liberdade dos filhos. Meus amigos, eu tenho escutado no meio espírita irmãos nossos que se posicionam dessa maneira. Então, quando perguntamos acerca da evangelização, se trazem os filhos as aulas de evangelização, se se dedicam no lar ao estudo do evangelho, se praticam, se tem o hábito de se reunirem semanalmente acerca das lições do evangelho, através do evangelho no lar, do culto cristão no lar, do culto do evangelho Lar, nós ouvimos e esse tipo de resposta. Ah, não. Eu deixo os meus filhos livres para que eles possam no futuro, quando já na idade adulta, escolher a profissão, a a religião que gostarão de seguir. E os benfeitores irão nos dizer, André Luiz, Emanuel, que a primeira infância, mais especificamente do zero aos 7 anos e depois estendida até o final da adolescência, são momentos, são fases preciosas em que a criatura humana se encontra num momento de maior maleabilidade, de maior permeabilidade aos aspectos edificantes da educação. Então, os pais devem se atentar para esse período e se dedicarem a trazer para suas crianças, para os seus adolescentes, para os seus

ade, de maior permeabilidade aos aspectos edificantes da educação. Então, os pais devem se atentar para esse período e se dedicarem a trazer para suas crianças, para os seus adolescentes, para os seus jovens, as bases do evangelho, a educação do lar, os valores morais, o caráter, E para nos auxiliar nesse projeto, nós devemos sim contar com apoio da evangelização cristã das nossas casas espíritas. Devemos sim utilizar para nos auxiliar, para nos secundar os nossos, o nosso evangelho no lar. tão abençoado, não é? Essa semana conversando com uma pessoa amiga, espírita, que atravessa dificuldades no lar com os filhos. Eu perguntei a a essa pessoa: "Mas e o evangelho no lar?" E ela me disse assim: "Ah, Débora, eu não tenho cabeça para isso nesse momento". E eu perguntei a ela: "Minha irmã, e quando terá? Se nós não temos cabeça para usar as ferramentas de equilíbrio, tal qual o evangelho no lar, no momento de tormenta em que as águas se tornam turbulentas?" Quando usaremos? No dizer de Joana de Angeles, a prece pela manhã e à noite é apenas quando tudo está indo bem. Quando as coisas se tornam mais aceleradas, mais turbulentas, a prece deve ser a todo momento. Então, eu uso essa fala de Joana para o evangelho no lar. O evangelho no lar semanalmente é para quando as coisas estão mais calmas. Em época de pandemia associada à transição planetária, o Evangelho no lar quase que se nos torna uma necessidade diária. Bem, Emanuel então responde: "O período infantil em sua primeira fase é o mais importante para todas as bases educativas e os pais espíritas cristãos não podem esquecer seus deveres de orientação aos filhos nas grandes revelações da vida. Em nenhuma hipótese, essa primeira etapa das lutas terrestres deve ser encarada com indiferença. Vejam, é o benfeitor a nos dizer da importância do lar nesses primeiros anos e o que temos visto. Uma importância exagerada. aos aspectos externos, materiais da vida, não é? Nos preocupamos, e é uma preocupação legítima, em oferecermos aos nossos filhos as

esses primeiros anos e o que temos visto. Uma importância exagerada. aos aspectos externos, materiais da vida, não é? Nos preocupamos, e é uma preocupação legítima, em oferecermos aos nossos filhos as melhores escolas, as melhores roupas, os melhores calçados, os melhores passeios, as melhores viagens. Não há nada de errado nisso, mas são todos esses valores, exceto o da educação, da escola, mas todos os outros são valores passageiros. Vivemos no afal para oferecer bens materiais aos nossos filhos. esquecidos temporariamente que eles são espíritos imortais e que vieram novamente aos palcos da carne com o objetivo de adquirir bens imperecíveis que eles poderão levar na viagem de volta para casa. Muitas vezes tomamos contato com crianças e jovens que abririam mão dos presentes mais caros, das roupas mais estilosas, das melhores viagens para poderem sentar num parque com o pai, com a mãe, para poderem partilhar de uma refeição em família. em que esse pai e essa mãe poderiam nessa intimidade, nesse contato, trazer grandes valores morais para essas almas em evolução. O pretexto de que a criança deve desenvolver-se com a máxima noção de liberdade, pode dar ensejo a graves perigos. A criança pede amor, energia amorosa, diálogo, disciplina, limites. Já se disse no mundo que o menino livre é a semente do celerado, irá nos dizer Emanuel. A própria reencarnação não constitui em si mesma restrição considerável à independência absoluta da alma. Quando voltamos à carne, não temos o cerceamento natural do corpo denso? Claro que sim, não é? Então, a reencarnação, ela já representa essa restrição a independência absoluta da alma necessitada de expiação e corretivo. Então, vejam mais uma vez, Emanuel nos chamando atenção para a tarefa da maternidade, da paternidade. Não podemos, não devemos deixar os nossos pequenos, os nossos filhos muito livres, não é? Deve-se nutrir o coração infantil com a crença, com a bondade, com a esperança, com a fé em Deus? É trabalho do lar, apresentar Deus e suas leis aos nossos filhos

os nossos filhos muito livres, não é? Deve-se nutrir o coração infantil com a crença, com a bondade, com a esperança, com a fé em Deus? É trabalho do lar, apresentar Deus e suas leis aos nossos filhos tutelados, aqueles que estão sob nossa guarda. Os pais espíritas devem compreender que agir, contrariamente a essas normas, deixando os filhos muito livres, é abrir a esse espírito que traz débitos do passado, traz desafios a serem solucionados é deixar a porta larga para os excessos de toda sorte que poderá conduzi-lo novamente a caminhos equivocados. Devem os pais espíritas compreender essas características de suas obrigações sagradas, entendendo que o lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, mas sim para santuário, onde por vezes se exige a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira. Então, meus amigos, será que estamos dispostos a essa renúncia, a esse sacrifício em favor dessa instituição sagrada, em favor dessa primeira escola das almas? Ou será que estamos caminhando tão distraídos, tão esquecidos, não é, das nossas obrigações, das nossas dos nossos compromissos assumidos no nosso programa reencarnatório, iludidos por tudo o que o mundo traz, não é, de distrações, mas no que tange ao lar. Todos nós reunidos nessa instituição sagrada somos espíritos vinculados de alguma maneira. Trazemos compromissos que adquirimos em algum ponto da nossa jornada anterior. Via de regra. Nós estamos reunidos no lar com as melhores companhias que podemos ter naquele momento. Muitas vezes não são a que gostaríamos de ter, mas são aquelas que necessitamos ter. Então, é importante que ampliemos o nosso olhar. É importante que a ideia da imortalidade, da continuidade da vida esteja muito clara em nós. É importante sabermos que somos espíritos imortais e que nos reunimos com espíritos também imortais. Cada qual trazendo as suas conquistas espirituais e as suas e os seus desafios e as suas dificuldades, a sua luz e a sua sombra. E ao nos reunirmos no lar, nesse instituto sagrado,

os também imortais. Cada qual trazendo as suas conquistas espirituais e as suas e os seus desafios e as suas dificuldades, a sua luz e a sua sombra. E ao nos reunirmos no lar, nesse instituto sagrado, nós vamos, através da convivência, da troca, do compartilhamento, nos habilitando, nos capacitando, nos fortalecendo para saltos maiores. Porque a nossa família, na verdade, é a grande família humana, não é? os núcleos pequenos, os lares, seja o núcleo mais próximo ou núcleo familiar estendido, são estágios que a bondade de Deus, a providência divina nos oferece para que possamos adquirir o traquejo, adquirir o aprendizado necessário para então ampliarmos o nosso círculo de convivência, como diz o Cristo, não é? O lar é a escola das almas, é o templo divino onde Deus nos habilita para o perfeito entendimento da fraternidade universal. E isso é muito bonito. Então, é importante que estejamos dispostos a esse exercício de convivência que o lar oferece. É importante que ali naquele cadinho, não é, onde podemos de todos os agrupamentos sociais ser nós mesmos. O lar é aquele ambiente em que transitamos sem as máscaras sociais. Então, é importante que, sendo nós mesmos, nós nos coloquemos como alunos aplicados desse grande educandário que é a Terra, de cujo de cuja escola o lar representa classe especial. Então que sejamos alunos aplicados dessa turma, dessa classe que se chama lar, que possamos ir pouco a pouco nos despindo do orgulho, da mágoa, do ressentimento, das expectativas que criamos de que o outro deve ser como nós achamos que ele deve ou das expectativas de que o outro deve me fazer feliz. E devemos no lar dar o primeiro passo. Não, não vou dar o primeiro passo. Ele ou ela que me ofendeu, ele que me magoou. E ficamos patinando nessas posturas imaturas, alimentando mágoas e ressentimentos, esperando que o outro nos traga respostas que às vezes o outro ainda não tem condições de trazer. E nós vamos encontrar num texto belíssimo do no livro Jesus no Lar. que tem o mesmo título das nossas

esperando que o outro nos traga respostas que às vezes o outro ainda não tem condições de trazer. E nós vamos encontrar num texto belíssimo do no livro Jesus no Lar. que tem o mesmo título das nossas reflexões de hoje, a escola das almas, um diálogo belíssimo de Jesus com a sogra de Pedro. Ela diz a ele: "Senhor, afinal de contas, que vem a ser a nossa vida no lar?" E é interessante porque esse diálogo aconteceu há 2000 anos, mas a gente lendo o texto do livro Jesus no Lar de Néo Lúcio, o texto dois, a impressão que a gente tem é que Jesus conversou com a sogra de Pedro ontem, de tão atuais que são os questionamentos, de tão atual que é a temática. Então ela irá dizer: "Iniciamos a vida no lar entre flores". E é verdade, não é? Tem aquela fase do namoro, depois encantados, resolvemos levar uma vida juntos. Tenha essa vida a conformação que tiver. Mas no início são flores, são expectativas, são sonhos, não é? São desejos para encontrarmos depois pesada colheita de espinhos. No começo, diz a senhora a Jesus, encontramos a promessa de paz e compreensão. Entretanto, logo após surgem pedras e de sabores. A nossa vida é ou não é assim? A nossa vida no lar, não é? No início temos aquelas expectativas acerca de tudo e à medida que a vida transcorre, nós vamos percebendo que pedras, tropeços, dificuldades vão aparecendo. Vejam como Jesus é esse mestre, esse educador de almas. Ele se utiliza para lidar com as os questionamentos da senhora de símbolos da vida cotidiana daquelas pessoas. Ele irá dizer que fazes inicialmente as lentilhas, que seria hoje o nosso feijão, né? antes de servi-las à refeição. E ela diz: "Naturalmente, Senhor, cabe-me levá-las ao fogo para que se façam suficientemente cozidas. Depois eu as tempero para que elas se tornem agradáveis ao paladar, para dar-lhes sabor". E Jesus continua: "E o pão serve pão cru à mesa? E naquela época, né, as mulheres fabricavam o pão. Ela diz: "De modo algum, Senhor, antes de entregá-lo para o consumo da família, para o consumo caseiro,

esus continua: "E o pão serve pão cru à mesa? E naquela época, né, as mulheres fabricavam o pão. Ela diz: "De modo algum, Senhor, antes de entregá-lo para o consumo da família, para o consumo caseiro, compete-me guardá-lo no calor do forno." Então, Jesus traz a pérola dessa lição. Ele irá dizer que o lar é assim também, é o cadinho santo ou o forno preparador. Vejam as analogias, né? o pão, os ingredientes, nós precisamos da farinha, da água, do leite, do ovo, do fermento. Então, nós podemos entender esse agrupamento que chamamos lar desses ingredientes do pão, não é? E o lar é o forno, é aquele calor, é aquela convivência, é aquele cotidiano, é aquela troca em que vamos crescendo e nos transformando nesse elemento nutritivo, nesse elemento que traz a capacidade ade saciar a fome tanto do corpo físico quanto do corpo espiritual, né? A a fome que temos em nossas almas. E Jesus irá dizer: "O que nos parece aflição e sofrimento dentro do lar, dentro do forno, né, no calor do forno, nada mais é do que recurso pedagógico, recurso de aprimoramento espiritual que a providência divina nos envia. O coração desperto para a vontade de Deus retira dessas experiências portas adentro do lar, as mais luminosas bênçãos dessas lutas no nosso dia a dia, na convivência. Nós retiramos elementos renovadores, porque somente aí no lar, nesse cadinho, nesse dia a dia, nessa troca, nesse encontro de uns com os outros, examinando as tendências, as as aspirações, os defeitos dos outros, suportando, compreendendo, lutando juntos, chorando, rindo, é que vamos aprender a nos desfazer das nossas próprias imperfeições. E o Cristo segue dizendo a senhora: "Nunca notou a rapidez da existência de um homem? É um ai que malsoa, como diz um outro poeta, não é? Jesus diz aqui, a vida na carne é semelhante à flor da erva. De manhã abre emitindo perfume e à noite já não existe mais. E o lar é um curso ligeiro, passa rápido, de fraternidade. É um curso ligeiro, com núcleo pequeno de fraternidade. Estamos matriculados, meus irmãos,

bre emitindo perfume e à noite já não existe mais. E o lar é um curso ligeiro, passa rápido, de fraternidade. É um curso ligeiro, com núcleo pequeno de fraternidade. Estamos matriculados, meus irmãos, num curso de fraternidade. Todas as vezes que voltamos a à carne e fazemos parte de um núcleo no lar, então os sofrimentos e os conflitos existentes no lar são lições. É muito interessante isso, porque um dia nós nos despediremos. E talvez essa reunião de corações e mentes de hoje nunca mais nos será possível nesse formato. Então vocês compreendem a importância de aproveitarmos essa oportunidade agora no momento atual. É muito importante, não é? que estejamos prontos para isso. E aí ela pergunta finalizando, Senhor, e o que faremos quando essas criaturas, esses corações que estagiam momentaneamente ao nosso lá, ao nosso lado no lar, jamais aprendem ou se revelam. E ele volta às lentilhas e pergunta: "Que fazes das lentilhas endurecidas que não cedem a ação do fogo?" Ah, sem dúvida, atiro-as ao lixo para que não firam a boca de quem irá comer. Jesus diz: "Pois muito bem, na vida também aqueles que se mantiverem endurecidos as sugestões edificantes do lar, aqueles que se mantiverem impermeáveis, não é? as lições portas a dentro do lar quando vier a morte. essa grande selecionadora de grãos, essas criaturas voltarão em outras circunstâncias aos palcos da carne, em outras reuniões, em outros lares, para passarem novamente pela fervura, pelo cadinho santo, pelo forno pelo calor do forno, quantas vezes forem necessárias até que tenham aprendido a lição. Então, não nos desesperemos, porque o filho não segue o que a gente ensina ou o cônjuge está endurecido, impedernido, ou porque esse ou aquele, não é? Quando já fizemos tudo que está ao nosso alcance, seguimos atuando, seguimos cumprindo com a tarefa que assumimos com o criador. Mas aqueles que estão sob a nossa guarda ou caminham ao nosso lado se mantém endurecidos. É a hora de entregarmos a providência divina para que então o Pai adote outros

fa que assumimos com o criador. Mas aqueles que estão sob a nossa guarda ou caminham ao nosso lado se mantém endurecidos. É a hora de entregarmos a providência divina para que então o Pai adote outros caminhos, outros recursos de aprendizado, outros recursos pedagógicos com essas criaturas. E se formos nós, né, esse elemento, porque às vezes esse elemento endurecido somos nós mesmos. Fica aqui o convite dos benfeitores para que possamos nos comportar como ingrediente de um grande pão que o evangelho leveda, fermenta. que o evangelho seja para nós esse fermento, fazendo com que a nossa alma se expanda em fraternidade, em bondade, em entendimento, em compreensão, para que possamos então atuar como pão da vida, levando nutrição a quantos se aproximarem de nós. Então, meus amigos, o tema é vasto, o assunto é é lindo e nós poderíamos ficar aqui uma vida inteira e que e com toda certeza ainda ter ainda teríamos muito a falar acerca do lar, mas o nosso tempo se extinguiu e eu gostaria de agradecer a presença de todos. Eu vejo que nós tivemos algumas perguntas, não é? Eu me comprometo. Vou combinar aqui com Rodrigo para respondê-las e talvez marcarmos um outro encontro pra gente poder responder, trazer. Vamos pensar numa forma, não é? Sendo assim, nós queremos agradecer a Deus pela oportunidade que tivemos e eu gostaria de deixar o meu abraço a cada um de vocês e dizer que semana que vem teremos novamente o encontro ou com Ébert En ou comigo. Fiquem todos muito bem, tenham uma grande semana e que Deus siga nos abençoando nos nossos propósitos, não é? Dentro dos nossos lares, nos nossos propósitos de crescimento. Um grande abraço a todos.

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