Liderança e Relações Interpessoais na Casa Espírita | Espiritismo em Movimento
🔹 Liderança e Relações Interpessoais na Casa Espírita 📌 Apresentação: Enio Francisco - coordenador da ACSE 🎥 Produção: Espiritismo em Movimento Neste programa quinzenal, recebemos Christiane Drux, para uma conversa profunda e esclarecedora sobre Liderança na Casa Espírita. Inscreva-se no canal, curta 👍 e ative as notificações 🔔 para acompanhar novos episódios sobre Espiritismo, unificação, espiritualidade e ação com amor. #espiritismoemmovimento #podcastespirita #unificacaopelaarte #estreiahoje #arteespirita #movimentoespirita ---- Para mais informações sobre a FEEGO acesse o site: https://www.feego.org.br Instagram: / feego.oficial Facebook: / feego.oficial
Meus queridos irmãos, paz e luz a todos vocês. Então, nós estamos novamente com o programa Espiritismo em Movimento. Hoje com a graça grata satisfação de receber aqui em Goiânia a nossa companheira Cris Drux, que vem desenvolver uma atividade aqui na Federação Espírita e nos deu aqui a honra desse bate-papo aqui no nosso podcast da Federação. Cris, muito obrigado pela presença. >> Obrigada, olha, a honra é minha. Eu vinha falando com os companheiros que me trouxeram até a federação que eu já me sinto goiana. Então, é voltar para casa. >> Que maravilha. Que joia, [risadas] meus irmãos. Então, hoje nós vamos trabalhar aqui eh essa questão da liderança espírita e das relações interpessoais na casa espírita. O nosso grande amigo espiritual Bezerra de Menezes, ele nos diz o seguinte: que solidários seremos união, separados uns dos outros seremos pontos de vistas e que juntos alcançaremos a realização dos nossos propósitos. Mas, Cris, eh, como é que você vê, né? Eh, aliás, quem é a Cris Drux? >> A Cris Drux hoje uma tarefeira, né? Uma na na busca, né, do caminho de ser uma servidora de Jesus, mas tive o meu momento todo, a vida toda profissional calcada na comunicação, né, eh, no jornalismo. E hoje eu consigo, né, talvez trazer, carrear um pouco pra experiência doutrinária aquilo que aprendemos. profissionalmente dentro da seara das mídias, né, [música] eh, da comunicação. Então, hoje eu me sinto muito feliz porque a gente consegue aliar a potência da comunicação, ah, sendo essa comunicação uma comunicação atrelada aos conceitos morais construtivos da doutrina espírita. >> Que maravilha. A crise ela é da cidade do Rio de Janeiro, mas a crise hoje ela ela pertence a várias capitais e a várias outras cidades do país, né? Porque a crise ela é da área de comunicação social espírita da FEB, da Federação Espírita Brasileira e é uma trabalhadora assim muito, né, envolvida no nosso movimento. Palestrantes, né, em vários congressos, inclusive no nosso congresso estadual. >> No ano de 2026, nós não teremos a
írita Brasileira e é uma trabalhadora assim muito, né, envolvida no nosso movimento. Palestrantes, né, em vários congressos, inclusive no nosso congresso estadual. >> No ano de 2026, nós não teremos a satisfação de tê-la conosco em função de outros compromissos, mas ela é uma grande parceira do movimento espírita goiano. Então, se tem alguém que tem autoridade moral para falar sobre liderança, comunicação e relações interpessoais, é a nossa companheira Cris Drux, né? É isso. Seja muito bem-vinda. >> E são temas, Eno muito caros, né, ao nosso coração. Comunicação, relação interpessoal na casa espírita, a grande ciência da liderança, né? Eu acho que são eh conteúdos e oportunidades de reflexão muito preciosas pro movimento espírita. O próprio eh amigo espiritual Bezerra de Menezes já afirma, né, nas suas comunicações e em uma delas especificamente é ofertada, se não me engano, eh, numa comunicação psicofônica por Divaldo Pereira Franco após uma reunião do Conselho Federativo Nacional, onde o amigo espiritual nos incita a pensar que, [música] e ele fala exatamente essa frase, Eno, que sem comunicação Não há caminhos, porque o ato de comunicar é algo inerente ao ser humano. E o impositivo da lei de progresso já nos mostra que o homem precisa viver em sociedade. E para viver em sociedade ele se comunica, né? Não só verbalmente, você sabe muito melhor do que do que eu sobre isso, né? A nossa comunicação corporal também traz vários significados e várias várias dicas, né? dentro desse processo da relação interpessoal. Então, a sem comunicação não há caminho. E a comunicação social espírita, ela carreia consigo uma proposta de compromisso com a mensagem recebida do auto e uma proposta de comportamento, uma proposta de atitude. E o comunicador social espírita, ele pode ser esse mensageiro, né? a gente pode até depois ao longo do nosso bate-papo fazer aí as diferenciações. O que que é ser mensageiro, o que é o que que é ser um comunicador. >> Muito bom, Cris. Nós vimos aí eh
mensageiro, né? a gente pode até depois ao longo do nosso bate-papo fazer aí as diferenciações. O que que é ser mensageiro, o que é o que que é ser um comunicador. >> Muito bom, Cris. Nós vimos aí eh recentemente o resultado de um senso, né? >> Uhum. >> Dizendo que aconteceu um decréscimo, né, na eh de pessoas, né, de espíritas, tal. E nós observamos assim muitas justificativas na de pessoas sabidas, né, inclusive como o próprio Ela, né, que nos confortou, pessoas técnicas nessa área. Mas um detalhe é que quando nós eh passamos pelas casas espíritas, né, nós que lidamos aqui com a base, nós percebemos que há uma certa diminuição. Em que aspecto a comunicação e a ressignificação da liderança poderia ajudar a dar uma agnada, uma melhorada nisso aí? Eu acho que todo momento desafiador, Eno isso e foi assim e é assim na história da humanidade, cria oportunidade para um aprimoramento da tarefa e uma mudança de rumo no sentido de aperfeiçoarmos cada vez mais o nosso trabalho. E esse fenômeno, né, nos convida e nos nos incita a uma mudança de atitude nesse sentido. Eh, a casa espírita eh a presença na casa espírita reduziu, é um fenômeno que estamos observando >> por conta de várias injunções. >> Isso, >> né? Eh, quando tomamos por base outras eh manifestações religiosas, outros movimentos religiosos, outras instituições, o mesmo não acontece. Então, eh, o fato cria uma oportunidade para o espírita de reflexão. Agora, isso é prenúncio de algo negativo? Isso eu refuto. >> Uhum. Não, isso quer dizer que as pessoas talvez não estejam mais apenas enxergando a casa espírita como um núcleo de refazimento e de evolução espiritual. Eh, pode ser, né? E aí é um pode, é um fenômeno que precisaria ser estudado, mas eu percebo pela próprio, pela pelo próprio retorno que a gente observa nas campanhas midiáticas do mundo da comunicação rotineira, que o ser humano nunca esteve tão sedento de luz e tão eh voltado para algo que o que o explique no mundo. E tanto é assim que, por exemplo, a gente,
nhas midiáticas do mundo da comunicação rotineira, que o ser humano nunca esteve tão sedento de luz e tão eh voltado para algo que o que o explique no mundo. E tanto é assim que, por exemplo, a gente, eu não quero fazer propaganda, mas existe um grande super, uma grande rede de supermercado nacional que diz no seu slogan de comunicação que o importante é ser feliz, né? E quando ele fala isso, ele mostra as cenas do cotidiano, eh, que são cenas elevadas, a comunhão em família, o café da manhã em família, o auxílio na rua, aquele que necessita. Então, toda a programação de publicidade desse grande supermercado, trazendo esse slogan o importante a ser feliz, se utiliza dessas cenas positivas. Então, assim, sem querer eh eh sair muito da proposta do âmago da questão, o movimento espírita, ele acabou por encontrar outras maneiras de promover o seu próprio aperfeiçoamento individual, o indivíduo espírita. Mas é necessário que a comunicação social espírita reforce a importância da evangelização, eh, sendo que essa também pode se dar fora da casa espírita, mas a casa espírita continua sendo sempre o núcleo ideal para que essa evangelização ocorra, né? o núcleo ideal onde vamos conseguir praticar a integração, o núcleo ideal onde vamos conseguir praticar a troca de experiências. Os congressos espíritas, os seminários espíritas vão continuar sendo grandes momentos de aprendizado, grandes momentos de enriquecimento pessoal. Assistir as lives pela internet, no conforto da casa é maravilhoso, mas esse processo às vezes traz para o indivíduo prescindir de um abraço e nada cobre o valor de um abraço presencial. Então, a gente percebe que ao mesmo tempo que está havendo esse decréscimo da frequência da casa espírita, o mundo começa a deitar o seu olhar sobre essa vontade da espiritualização. E aí, ah, a comunicação social espírita pode ajudar muito atuando tanto nos meios midiáticos que vão atingir esse indivíduo em casa ou no caminho pro trabalho, no rádio do carro, enfim, em todas as mídias. E a comunicação social
al espírita pode ajudar muito atuando tanto nos meios midiáticos que vão atingir esse indivíduo em casa ou no caminho pro trabalho, no rádio do carro, enfim, em todas as mídias. E a comunicação social espírita vai poder ter o seu poder transversal, o seu poder de suporte à demais áreas para que seja cada vez mais rica essa experiência da integração na casa espírita. >> Maravilha. Eh, Cris, eu já quero, nós vamos agora fechando esse primeiro bloco, mas eu quero já deixar uma reflexão eh para o nosso segundo bloco. Eu nós queremos saber se a maneira como nós nos comunicamos e e a maneira como nós nos comportamos como lideranças espíritas, né? Eh, como que isso tem refletido dentro do nosso movimento? Há o que aprimorar, o que que nós precisamos aprimorar, qual é a reflexão nesse sentido, tá? Mas daqui a pouquinho no nosso segundo bloco, meus amigos, então nós vamos deixar com vocês eh o que há de melhor, as novidades aí da nossa livraria espírita da fé. Até daqui a pouco no segundo bloco. >> Amigos, [música] estamos em mãos aqui um livro extraordinário que deve fazer parte das nossas leituras, das causas primárias, escrito pelo nosso grande amigo Otaciro Rangel Nascimento. Otaciro é doutor, professor, sênior de física da Universidade de São Paulo e é um grande trabalhador do movimento espírita [música] do Brasil. Com essa obra, ele nos facilita a compreensão de questões [música] científicas que às vezes temos dificuldade. Nós preocupamos muito com as questões práticas da vida, as questões [música] de relações emocionais e deixamos às vezes de visitar obras como esta que nos facilita compreensão até mesmo dessas questões que a vida nos traz. Olha que interessante, ele traz aqui questões sobre os elementos gerais do universo, sobre Deus da criação, princípio vital. Olha o que ele fala em relação à nossa reflexão sobre Deus, que é muito difícil entender Deus enquanto pensarmos [música] como homens e mulheres, mas será mais fácil buscar Deus como espíritos imortais que somos.
le fala em relação à nossa reflexão sobre Deus, que é muito difícil entender Deus enquanto pensarmos [música] como homens e mulheres, mas será mais fácil buscar Deus como espíritos imortais que somos. [música] Outra questão interessante também que nos traz sobre o pensamento, ele diz assim: "Ainda não [música] sabemos de todas as formas de energia que existem na natureza. Nada sabemos da energia radiante gerada pelo pensamento, [música] pois que não desenvolvendo medidores do pensamento. Olha só, então são [música] coisas muito importantes para a nossa compreensão da própria vida. Recomendo a todos. Está à disposição na livraria da Federação Espírita [música] do Estado de Goiás, editado pela própria FEGO e é uma recomendação [música] nossa que não pode fazer estar distante da vida de todos nós. [música] Então, boa leitura a todos. Meus amigos, então nós voltamos com o segundo bloco aqui com a nossa companheira Cris Drux. Eh, hoje nós estamos falando sobre liderança, comunicação, relações interpessoais na instituição espírita. a nossa companheira Cris, ela é da Federação Espírita Brasileira, da área de comunicação, [música] parceirona do nosso irmão André Siqueira, né, na área da comunicação. Cris, nós colocamos para você aí é como é que o nosso comportamento é como líder espírita, né, e a maneira como nós nos comunicamos na no nosso trabalho, na instituição. Como que isso reflete no nosso movimento? >> Bacana. Eno, olha, eu sempre costumo dizer e e quem me acompanha sabe que eu gosto muito de história. >> Uhum. história da humanidade, história. E tem um período da história que marcou a era moderna, que foi a Revolução Francesa. E ela, a Revolução Francesa, traz consigo uma uma bandeira linda, que é a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Nós já sabemos que a doutrina espírita ela se sedimenta na prática da caridade como uma sua máxima maior. Fora da caridade não há salvação. Então, nós já entendemos que o ser espírita no mundo se coaduna com a filosofia básica que alimentou os ideais
menta na prática da caridade como uma sua máxima maior. Fora da caridade não há salvação. Então, nós já entendemos que o ser espírita no mundo se coaduna com a filosofia básica que alimentou os ideais da Revolução Francesa. E aí, em obras póstumas, nós vamos encontrar num texto belíssimo de Kardec Revolução Francesa. E aí ele faz um desdobramento belíssimo. Em determinado momento do texto, ele analisa a questão da igualdade. Porque com o exercício do orgulho, defende Kardec, [música] não há perspectiva de se atuar em igualdade, porque o orgulhoso é sempre aquele que vai querer submeter o seu mais próximo ao seu modo de pensar, ao seu modo de agir, sem conferir ao outro esse patamar de igualdade, sem dar ao outro poder decisório da liberdade. de ação. Por isso que essas palavras elas se equilibram na formação máxima da prática fraterna que se coaduna com a caridade. Por que que eu tô fazendo esse preâmbulo todo antes de te responder? que nós sabemos que eh as casas espíritas e as lideranças espíritas são indivíduos investidos desse desse poder e dessa capacidade de determinação dos rumos, tanto da casa espírita quanto do movimento espírita. E a dinâmica do movimento, ela é colorida pelas atitudes dos elementos que o compõem. Então, o movimento espí um movimento espírita que trabalha sob a égede da liberdade, um movimento espírita que trabalha sobre a égede da ausência do orgulho, da caridade, da igualdade para com o outro, é um movimento espírita vigilante no nas su na atuação das suas lideranças. E aí sobram perguntas retóricas, meu amigo Heno, né? Será que o dirigente espírita ele está criando na casa espírita um contexto de hierarquias? Será que estamos sendo lideranças intelectomorais para o movimento espírita? Será que na nossa prática estamos vigilantes? eh, naquele impositivo, né, de dominar as nossas mais inclinações. Ou estamos usando a própria estrutura da casa espírita, a estrutura do movimento espírita para um exercício de poder, para um exercício de perpetuação
itivo, né, de dominar as nossas mais inclinações. Ou estamos usando a própria estrutura da casa espírita, a estrutura do movimento espírita para um exercício de poder, para um exercício de perpetuação nos cargos, nas nossas atuações no movimento espírita. Buscamos dar as nossas digitais, buscamos assinaturas ou não? Nos colocamos como servidores de Jesus, tarefeiros do bem e que o nosso trabalho seja cada vez mais anônimo? Então são perguntas, sabe? que eu acho que o o o tarefeiro espírita, o dirigente espírita precisa, em vigilância sempre fazer para nos alistarmos nas fileiras do bem, do trabalho do bem, para não tnarmos com as nossas atitudes aquilo que já é grande, que é a doutrina espírita e o movimento que precisa traduzir a grandeza da sua própria doutrina. >> Que maravilha, Cris. Belíssima reflexão. Eh, nós encontramos assim dentro dos grupos familiares, né? Eu coloco isso até na minha experiência profissional mesmo, né? Como psicólogo, trabalho com famílias. Nós percebemos que um dos grandes motivos de desagregação familiar é a comunicação. >> Sim. casamentos também, né? Casais se separaram em função de problemas de comunicação. Nós vemos a dificuldade de comunicação entre pais e filhos, né? Choque de gerações e tal. Então, a a comunicação ela é a solução, mas ao mesmo tempo ela é a causa de grandes problemas, né? Quando distorcida, truncada. Eh, Cris, no centro espírita, como melhorar o processo de comunicação? Porque nós temos assim muitos cursos de oratória, né? >> Sim. >> Mas nós não temos aquele aquele treinamento para lidar com o semelhante, com o amigo dentro da casa espírita. Como que nós podemos melhorar isso para que a comunicação não seja um problema? Pois é. Eh, a gente se utiliza da linguagem, né? Mas a linguagem nem sempre é o esteio da comunicação. E eu vou explicar o que que eu quero dizer com isso. >> Quando emitimos palavras, nós estamos nos utilizando de linguagem. Existe um idioma que permeia o nosso entendimento. No Brasil falamos português, né? Então, eu emito palavras
quero dizer com isso. >> Quando emitimos palavras, nós estamos nos utilizando de linguagem. Existe um idioma que permeia o nosso entendimento. No Brasil falamos português, né? Então, eu emito palavras em português e o meu ouvinte entende o que eu quero dizer. Mas não é só o entendimento da linguagem que é a comunicação, a minha postura, o tom da minha voz e acima de tudo, né, somos espíritas. a gente não pode desconsiderar a dimensão espiritual, [música] né, da nossa influência no meio. Então, a nossa vibração, ela também comunica. E é curioso porque o lado materialista da vida, né, a ciência da matéria já nos incita a refletir sobre eh situações que o mundo nos oferta, como por exemplo a ciência, que é uma ciência hoje em dia da comunicação não violenta. as empresas, os grandes conglomerados, né, as indústrias, o a a o meio eh executivo já utiliza essa ciência da comunicação não violenta para gerar proximidade. É claro que o objetivo das empresas ao utilizarem a técnica da comunicação não violenta visa, né, materialmente a o crescimento do comércio, né? Mas o nosso objetivo enquanto espíritas é promover essa aproximação interpessoal entre os indivíduos. E nós temos à nossa disposição toda a expertise técnica de uma comunicação não violenta que leva em consideração questões importantíssimas, como por exemplo, a empatia. a empatia que faz parte inclusive do processo evangelizador do mestre, quando ele nos incita a sempre nos colocarmos no lugar do outro, termos indulgência para com o outro, temos termos benevolência para com o outro. E a é porque eh o homem ele acaba no seu posicionamento no mundo e no seu olhar diante do mundo dividindo as coisas, mas na criação tá tudo junto. >> Então a expertise da comunicação não violenta nos fala de empatia. O Cristo nos fala da necessária indulgência e benevolência para com o outro. Estamos falando da mesma coisa, com rótulos diferentes, com encaminhamentos diferentes. Então, o comunicador social espírita é aquele que vai promover
ária indulgência e benevolência para com o outro. Estamos falando da mesma coisa, com rótulos diferentes, com encaminhamentos diferentes. Então, o comunicador social espírita é aquele que vai promover a força integradora que a comunicação tem. E essa força integradora, ela só vai entrar em vigência [música] se tivermos esse olhar caridoso, esse olhar evangelizador para com o próximo. Falar ao coração, amigo Enio. >> Uhum. >> É isso que não só impressiona os sentidos, mas vai fazer a introjeção da mensagem. Deixar que a informação migre do cérebro para o coração. Esse é o desafio do comunicador social espírita. >> Que maravilha, Cris. Quantas vezes, né, assim, não só em família, mas na casa espírita, a gente também percebe muito isso e escutamos muito isso, né? Eh, aquela velha frasezinha assim, aquela expressão, nossa, não era isso que eu queria dizer, >> isso, >> né? >> Eh, na maioria das vezes, né, ou em quase todas as vezes, nós sabemos o que falamos quando nós temos uma devolutiva do outro, né? >> E essas comunicações truncadas têm trazido assim muitos prejuízos, né? Às vezes a pessoa tem uma boa intenção, mas fica muito no campo da linguagem. Eu achei muito muito importante, né, o que você falou. Nós vamos nos entender porque falamos a mesma língua, mas às vezes eu falo e desconfirmo aquilo que eu tô falando através da minha atitude, do meu corpo, né? Então, maravilha. Nós vamos fazer o seguinte, eh, nós vamos continuar isso aí no nosso terceiro bloco, porque tá bom demais, né, pessoal? É maravilhoso ouvir aqui a nossa companheira Cris Drux. É uma fluência fora do comum. Daqui a pouco nós voltamos e fiquem com as nossas novidades da livraria espírita Fego. Até daqui a pouco. Eu andando aqui pela livraria [música] da FEGO, me deparei com esse livro, A Hora do Espelho, né, que é do Juliano Fagundes, pelo espírito de Célia. E ele é um livro muito interessante que ele explica o desencarne de uma jovem de 16 anos, ou seja, para [música] os pais que perdem os filhos tão jovens, né? Então
no Fagundes, pelo espírito de Célia. E ele é um livro muito interessante que ele explica o desencarne de uma jovem de 16 anos, ou seja, para [música] os pais que perdem os filhos tão jovens, né? Então assim, é um é um acalento muito grande, é uma história muito [música] interessante que vai contar o despertar dessa alma, né, dessa jovem encarnada. Quando desencarna ainda se entende como jovem, né, até relembrar que ela é um espírito [música] imortal mostra toda essa jornada. Então é um livro muito interessante, recomendo eles para vocês. Estamos de volta com o nosso programa Espiritismo em Movimento, uma iniciativa da área de comunicação social espírita da Fé Ego. E hoje recebendo aqui a nossa companheira Cris Drux, que está falando para nós sobre comunicação, liderança e relações interpessoais na casa espírita. Cris, então, dando continuidade, né, a a aquela reflexão, >> eh, a comunicação assertiva, porque você tava dizendo que na empresa >> eles estão investindo muito nisso, né? comunicação não violenta, porque eles visam de algum modo, é claro que varia de empresa para empresa, tem empresas mais humanistas, outras não, né? >> Mas o grande objetivo do materialismo é o lucro, é o resultado, né? No nosso caso, na casa espírita, qual seria o nosso lucro quando nós investimos nessa questão da comunicação não violenta, nesse campo da fraternidade, como você citou, que é um lema da Revolução Francesa, né? >> Exato. A gente sabe, né, tem certeza disso, que o objetivo maior do espiritismo não é angarear adeptos. >> Uhum. Mas enquanto espíritas queremos buscar em nós o aperfeiçoamento espiritual, aperfeiçoamento íntimo. E sim, o objetivo maior, a finalidade maior do espiritismo é evangelizar, evangelizar corações, criarmos sobre a face da terra uma um grupo, né, de pessoas de bem, de homens de bem. que possam impulsionar inclusive a evolução planetária. Nós estamos eno no primeiro segundo do primeiro minuto da primeira hora do momento de transição planetária. Nós já estamos em transição planetária
e possam impulsionar inclusive a evolução planetária. Nós estamos eno no primeiro segundo do primeiro minuto da primeira hora do momento de transição planetária. Nós já estamos em transição planetária para regeneração. Nós não somos mais atores do mundo de provas e expiações. Nós já temos diante de nós o objetivo do aperfeiçoamento espiritual, da prevalência do bem sobre o mal. Aliás, o mal não existe. O mal é a ausência do bem. Então, nós temos que em filiação divina trabalharmos pela instauração do bem sobre a face da terra. Aí você me pergunta assim: "Cris, mas qual é o objetivo da doutrina espírita? ou melhor, qual é o objetivo da vinda de Jesus, sendo a doutrina espírita a terceira revelação? >> Uhum. >> Na no na no momento preparatório da terceira revelação, na segunda revelação, qual é o objetivo da vinda do Cristo para a face da Terra? Por que que o Cristo veio em processo profundo de imolação habitar entre nós, estar conosco, conviver conosco, exemplificar a boa nova? Qual era a sua finalidade, né? Ele poderia ter mandado prepostos seus missionários, como fez desde a Idade Média, como o Francisco de Assis, por exemplo. Mas o objetivo maior do Cristo e o objetivo maior da doutrina espírita é o salto quântico da humanidade em moralidade, porque o curso da ciência, o curso do intelecto, já está em pleno curso, mas precisamos unir o progresso intelectual com o saber da alma, a sabedoria, né? a a as virtudes morais. E isso é legado do espiritismo e isso é legado do comunicador social espírita que é um grande aralto da verdade, que deve ser um mensageiro. E qual é a diferença entre um mensageiro e um propagandista? Um elemento ordinário de comunicação é aquele que vive a mensagem. Por isso que eu falo em mensageiro. Aliás, essa fala ela está calcada em vários insumos filosóficos que baseiam a atuação da área nacional de comunicação social espírita. Somos tarefeiros do bem, então precisamos em verdade viver a mensagem para trazer o quê? credibilidade, porque o que a gente o que a gente eh aprende é
da área nacional de comunicação social espírita. Somos tarefeiros do bem, então precisamos em verdade viver a mensagem para trazer o quê? credibilidade, porque o que a gente o que a gente eh aprende é que todo jornalista, todo comunicador, todo elemento que trabalha com comunicação, ele precisa, antes de mais nada ter credibilidade, porque se ele não tiver credibilidade, a comunicação não acontece. >> Uhum. >> E como é que o comunicador social espírita pode ter credibilidade? vivenciando a mensagem, sendo mensageiro, comprovando por atitude aquilo que ele comunica para a instauração do bem sobre a face da terra. >> Uhum. Eh, que interessante, né, Cris? Porque assim, eh, tem acontecido às vezes, eh, [música] nós nos pegamos, né, com uma certa emoção assim mais acentuada. principalmente quando se entra nas questões ideológicas, >> sim, >> principalmente as questões políticas, né? E e a gente percebeu muito isso. Às vezes nós falamos algumas coisas dentro da casa espírita, na palestra, tal, mas aí lá no no na nossa intimidade, no silêncio do nosso escritório, do nosso quarto, nós fazemos comentários agressivos em relação a outros companheiros, às vezes até da casa espírita, que que pensam diferente de nós. Então eu eu tenho escutado muito isso assim, ah, mas fulano, nossa, mas Cicrano não poderia dizer isso porque lá no centro ele fala muito bonito, o outro é uma liderança tal, né? Então assim, nós temos que tomar cuidado com aquela aquela parábola lá do Platão do anel de Gige, né? Isso. >> Às vezes nós pensamos que estamos fazendo a coisa ali e nos esquecemos que tem centenas e milhares de pessoas que estão nos observando, né? Exato. Eno. Eh, existe uma postura desejável. E aí a gente não tá falando de fingimento, a gente tá falando daquilo que Kardec nos orientou sobre o esforço de domar as suas más inclinações. Então o espírita, >> ele precisa sempre estar vigilante para estar nesse percurso de esforço no domínio das mais inclinações, porque não somos perfeitos, né? Eu falo por mim,
as suas más inclinações. Então o espírita, >> ele precisa sempre estar vigilante para estar nesse percurso de esforço no domínio das mais inclinações, porque não somos perfeitos, né? Eu falo por mim, >> eu sou uma pessoa repleta de defeitos, mas a gente se esforça para ficar vigilante nesse sentido. Então a questão política, ela provoca arrastamentos, >> ela provoca emoções, ela provoca fervores ideológicos, né? E tudo que provoca essas distrações, tudo que provoca irritações, porque, aliás, é a expressão utilizada em de eh por André Luiz na conduta espírita, no livro, né, Monumento de Obra também, Conduta espírita André Luiz lá ele vai dedicar um capítulo a essa questão da do posicionamento político, né, que a tribuna espírita não faz parte de nenhum de não deveria fazer parte de nenhuma eh incitação política, de discurso político. Por quê? Ah, não temos liberdade de agir. Muito pelo contrário, a doutrina espírita é uma doutrina libertária. Temos e devemos exercitar em nós a liberdade do pensamento. A doutrina espírita tem fulcro no humanismo, na liberdade, mas em contrapartida também temos conhecimento do que esses acirramentos provocam. Então, por isso que André Luiz fala, não devemos utilizar a tribuna espírita para discurso político, porque isso provocaria irritações, instabilidades emocionais que vão deturpar a finalidade maior do trabalho, que é esse exercício de autoburilamento e de evangelização. >> Uhum. Então assim, existem espaços para os nossos exercícios filosóficos e políticos, mas que esse espaço não seja o núcleo de trabalho espírita, [música] porque no núcleo de trabalho espírita existem questões e finalidades muito maiores. O que é a política no mundo? É um é uma estrutura filosófica de pensamento para proporcionar bem-estar. coletivo, mas as máximas espíritas que ganham ligação com as máximas espirituais, a prevalência desse conteúdo de mensagem vai muito além do nosso bem-estar social no mundo. nos fala da vida do espírito, nos fala do aprimoramento espiritual daquele ser
o com as máximas espirituais, a prevalência desse conteúdo de mensagem vai muito além do nosso bem-estar social no mundo. nos fala da vida do espírito, nos fala do aprimoramento espiritual daquele ser divino que é filho de Deus e que tem na terra apenas um dos seus estágios. Então, visto sobre esse pano eh sobre esse pano de fundo do que é o pano de fundo espiritual e visto sobre essa esse recorte de olhar, a questão política fica muito a quem das questões espirituais, >> que deve ser o nosso elemento de ocupação. >> Muito bom. É, é interessante, né, Cris? Porque assim, eh, quando nós falamos em igualdade, eu acredito que para construir a igualdade, eh, nós precisamos respeitar a liberdade de pensar da outra pessoa, né? E às vezes nós vemos assim, tá tudo muito certo, desde que seja como eu penso. A partir do momento que você abre uma divergência, aí a coisa não tá muito legal, né? E como é que fica, qual seria o caminho, Cris, pra gente eh fazer aquele negócio do atritar sem conflitar? Porque é natural a contestação de ideias, o atrito e tal, mas não necessariamente isso precisa avançar para um conflito, né? Qual é o caminho para evitar o conflito? Respeito, respeito, [música] o entendimento que somos espíritos com histórias espirituais diferentes. E se o gerador da vida, se o criador nos lega dentro da sua lei natural a a perspectiva de decisão, né, a perspectiva do livre arbítrio, [música] quem somos nós para querermos cerciar no outro essa perspectiva do livre arbítrio? Então, de novo, voltando aos ideais da Revolução Francesa, a liberdade e o respeito tem a ver com isso, é uma das máximas, porque se você não exercita em você, ou melhor dizendo, se você exercita em você a virtude do desprendimento, a virtude da caridade, você não vai ter a tendência de cerciar o outro, porque você não se assenta no vício do egoísmo e no vício do orgulho. Você dá ao outro a flexibilidade no agir, você respeita, você não quer, você não quer se impor ao outro. Se a gente olha movimento espírita, Eno,
se assenta no vício do egoísmo e no vício do orgulho. Você dá ao outro a flexibilidade no agir, você respeita, você não quer, você não quer se impor ao outro. Se a gente olha movimento espírita, Eno, né? E aí, alargando um pouco mais a sua pergunta, >> se a gente olha movimento espírita, se a gente olha a dinâmica interpessoal dos trabalhadores dentro de uma casa espírita, qual é a origem, qual é o fulcro de todas as dificuldades? Agora eu tô te entrevistando de volta. >> Uhum. [risadas] >> Qual é, meu irmão, o fulcro de todas as dificuldades? >> O egoísmo. >> O egoísmo. >> O egoísmo. >> Então, eh, a pessoa que se exercita, e daí porque eu falo de vigilância contínua, ela vai estar com o seu radar ligado para perceber quando ela está se incensando na prática personalista, na prática do egoísmo. e deixa de ser uma liderança servidora e a gente tá costurando, né? Eu acredito que a gente esteja quase que a gente esteja quase estourando aí o tempo de produção dessa conversa tão agradável, meu amigo Hio, né? Então, a liderança servidora é aquele olhar que está voltado para fora e não para o atendimento das suas necessidades. Eu gosto muito de uma de uma simbologia que Jesus nos mostra na sua atitude. Ele atende demandas e, se possível, ele atendia expectativas. Quer dizer, ele sabe o que aquele indivíduo precisa, ele atende aquela demanda e, se possível, ele fazia de tudo para atender expectativas, para atender sonhos, né? E esse é essa eu acredito que seja a postura desejável do trabalhador espírita alinhado com Jesus. >> Que maravilha. Bom, eh, Cris, os meus discípulos serão reconhecidos por muitos se amarem, né? Essa é a proposta cristã. >> Sim. Mas isso não quer dizer que nós seremos amorzinhos dentro do centro espírita, né? >> Até porque a gente tá >> eh num processo de evolução >> Uhum. >> E reconhece o espírita pelo esforço em dominar as suas más inclinações, não pela pureza, né, mas pela nossa transformação. Então, a relação interpessoal na casa espírita, ela é um é um desafio, né?
>> E reconhece o espírita pelo esforço em dominar as suas más inclinações, não pela pureza, né, mas pela nossa transformação. Então, a relação interpessoal na casa espírita, ela é um é um desafio, né? >> Uhum. é um aprendizado, tem que abrir mão dessa camada de egoísmo que às vezes nos direciona ainda, né, Cris? Vamos paraas suas palavras finais, suas considerações finais e nós já queremos assim agradecer profundamente, né, em nome da Federação Espírita do Estado de Goiás, porque esse trabalho é da FEGO, da área de comunicação social, o pessoal gosta muito de você, né? Não só na nossa comunicação, mas no nosso estado e queremos que você volte muito, tá? Com você. Obrigada, irmão. Olha, uma grata satisfação tá aqui no Espiritismo e Movimento, né? Eh, eu congratulo inclusive a área de comunicação da FEGO pela, por essa iniciativa, né? São temáticas, são propostas de trabalho que incitam o aprimoramento do trabalhador espírita e do espírita no movimento espírita. e usando, né, da comunicação e trabalhando um pouco a o título desse espaço, espiritismo em movimento. Movimento significa não estagnação. O convite nos é renovado, amigo Heno, todos os dias para que possamos nos colocarmos nas fileiras de trabalho do bem com propostas de melhoria em movimento, ausência de estagnação. O movimento espírita precisa se movimentar para cumprimento da sua finalidade maior. E nós sempre teremos como farol, né, como diretriz máxima a conduta cristã. O espiritismo é a terceira revelação, é a filosofia, é a ciência e é o olhar religioso que vai instaurar sobre a face da Terra, ou melhor dizendo, que tem o potencial de instaurar sobre a face da Terra toda uma reforma social para que atinjamos, né, esse upgrade enquanto planeta de provas expiações, rumando para a regeneração. Então, a palavra final é: não recalcitemos enquanto espíritas diante do compromisso da tarefa levada a sério, com afinco, com comprometimento e, acima de tudo, com verdade. Não mais falseemos as nossas atitudes enquanto
nal é: não recalcitemos enquanto espíritas diante do compromisso da tarefa levada a sério, com afinco, com comprometimento e, acima de tudo, com verdade. Não mais falseemos as nossas atitudes enquanto trabalhadores. Vamos buscar aprimoramento em nós e vamos buscar sermos sementes num processo fecundo de trabalho em auxílio do mestre, [música] né? nos alistamos para trabalhar junto a ele e precisamos dar veracidade a esse trabalho. Que maravilha, que lindo. Eh, então, mais uma vez, né, nós te agradecemos, agradecemos ao pessoal da produção, especialmente nosso companheiro Andrei Renato. E meus amigos, depois de todos esses ensinamentos, eu quero deixar uma perguntinha aqui para você. Você já fez a sua inscrição para o 42º Congresso Espírita do Estado de Goiás, que vai acontecer no período do carnaval lá no centro de convenções? [música] O nosso congresso em 2026, ele traz como tema central Jesus e Kardec para os tempos atuais, tá? Então nós teremos aí excelentes palestrantes, né, que vão trabalhar as temáticas do congresso. Entre no site da Federação Espírita no Instagram da FEGO e se informe. Faça a sua inscrição e vamos participar. Jesus e Kardec para os tempos atuais. Muito obrigado pela sua companhia. Muito obrigado, Cris. E até o próximo.