Gustavo Silveira • Escolha das provas

Mansão do Caminho 04/04/2025 (há 1 ano) 43:58 2,132 visualizações

Toda sexta-feira, a União Espírita de Vitória da Conquista traz um convidado especial para falar sobre temas do cotidiano sob a luz da Doutrina Espírita. Palestrantes e estudiosos do Espiritismo se encontram para reflexões acerca do Evangelho de Jesus. Realização: União Espírita de Vitória da Conquista (UEVC) #escolhadasprovas #espiritismo

Transcrição

Que o divino amor de nossas almas ilumine as nossas consciências. Que a sua paz esteja em cada coração. Sejam bem-vindos em mais uma live aqui nos nossos canais da UVCTV e da TV Mansão do Caminho. Sempre uma imensa alegria saber que estamos na companhia de tantas almas queridas para mais um momento refletirmos em torno da mensagem do mestre, à luz da doutrina espírita. E para melhor sintonizarmos com esse instante, possamos elevar os nossos pensamentos uma prece. Rabi, amigo, eis-nos aqui, Senhor, mais uma vez te buscando pelas portas do coração, te rogando, Senhor, a assistência fraterna dos amigos espirituais que cooperam contigo, a fim de que desta feita possamos auxiliar-te, tendo ouvidos para ouvir a tua canção. de paz, de amor, de perdão. Que assim, Senhor, possamos ser cooperadores contigo na grande transformação de nós mesmos, sob o amparo de todos que comungam contigo para a transformação deste mundo em teu reino, primordialmente dentro de nós. Por isso, amigo, te rogamos que fique conosco, auxiliando-nos, iluminandoos nossos caminhos hoje e sempre. Hoje temos a honra e a alegria de receber mais uma vez em nossos canais nosso querido irmão Gustavo Silveira, que vai trazer o tema hoje para nós, escolha das provas. Gustavo, sempre uma imensa alegria tê-lo em nossos canais. Seja bem-vindo e rogando votos de muita paz, passamos a palavra para você. Sim, seja, minha amiga. Uma ótima noite para todos nós. Obrigado pela acolhida, pelo convite. Cumprimento aí a N que está conosco também fazendo a tradução para Libras. a todos os amigos que nos acompanham pelos canais de transmissão, em especial a minha companheira, minha esposa, Ana Cláudia, e dizer da alegria, né, da gente estar aqui, poder compartilhar um pouquinho das nossas reflexões, um pouquinho daquilo que vemos, viemos aprendendo e viemos refletindo, agradecendo aí a ao convite, né, a abertura das portas. Isso é para nós um, não só uma alegria, como dissemos, mas uma ótima oportunidade de refletir, de eh buscar

emos aprendendo e viemos refletindo, agradecendo aí a ao convite, né, a abertura das portas. Isso é para nós um, não só uma alegria, como dissemos, mas uma ótima oportunidade de refletir, de eh buscar um pouco mais dessa compreensão que a doutrina espírita nos facilita e nos permite, né? Aqui hoje, como dito, eh estamos para falar sobre a escolha das provas. Esse que é um item que está no livro dos espíritos. eh compreendendo ali as questões de 258 a 273 da obra. E é um momento assim muito instrutivo, eh, não que o livro dos espíritos como um todo não seja, mas esse é um item muito especial, porque toca diretamente na nossa existência atual, mas naquilo, mais detidamente, naquilo que a gente experimenta, naquilo que a gente vivencia ao longo longo da existência, ao longo do tempo. E creio eu que esse talvez tenha sido uma das essa talvez tenha sido uma das grandes revoluções que o Espiritismo tenha feito no pensamento não só religioso, mas filosófico. Porque com esse item, Kardec começa, né, e os espíritos começam a responder uma das perguntas base da filosofia, que é por que é que a gente sofre? Então, eh, é muito mais do que refletir meramente na capacidade que o espírito tem de escolher segundo as suas faltas, porque é uma das coisas que é abordado aqui, né, que a gente vai explorar um pouco mais. Mas é mais do que refletir sobre isso, é compreender que aqui há uma explicação filosófica e moral para uma questão que estava em aberto desde sempre. Ninguém até então havia conseguido responder com tanta lógica e tanta clareza o porquê dos sofrimentos. Por que é que a gente sofre? Por que é que a gente passa pelos desafios? E aqui, eh, é, é, vamos dizer assim, selado uma reflexão, selado um raciocínio, uma uma ideia extraordinária, porque eh embora a ideia da reencarnação já estava já estivesse presente no mundo, embora até mesmo de certa forma a gente já tinha uma ideia mais evolucionista, mas isso vai culminar depois da da publicação, né, do livro dos espíritos, um pouco depois aí da

vesse presente no mundo, embora até mesmo de certa forma a gente já tinha uma ideia mais evolucionista, mas isso vai culminar depois da da publicação, né, do livro dos espíritos, um pouco depois aí da publicação. Embora a gente já tivesse isso em mente, os espíritos vem aqui dizer que são os próprios reencarnantes que quando podem fazem as suas escolhas, escolhem as provas. Eh, então eu acho esse item muito significativo, porque ele dá um um peso filosófico muito profundo. Você a ponto de a gente poder dizer assim, né? A pessoa pode até não acreditar no espiritismo. Ela pode até não acreditar. Mas quando você leu que os o que os espíritos trouxeram para Kardec, você não vai poder dizer que não tem lógica. Isso você não pode dizer. Você pode não concordar, você pode você pode não acreditar, mas dizer que não tem lógica, isso você não pode dizer. Então, eh, eu acho esse item bastante significativo e acho que aqui ele permite várias reflexões, né? Ele permite várias abordagens. Tanto é que os temas das questões, sobretudo ali, né, 258, 259, 260, são questões muito exploradas em várias palestras e e com excelentes reflexões, né, porque a gente escolhe o gênero das provas. E aí Kardec vai vai falar: "Mas poxa, o espírito que escolhe, né?" É o espírito que escolhe. Por que que ele escolhe nascer em dificuldade? Essa é uma questão. Porque se existem provas que são impostas e se a gente pudesse dizer que todas elas são impostas, tudo bem, né? a gente poderia poderia aceitar isso, né, de alguma forma, olha, Deus impõe as provas, né, e de fato isso acontece. Mas pensar que espíritos conseguem escolher as próprias provas levanta uma indagação muito, muito interessante. Por que que ele escolhe provas tão difíceis, né? Como aquela questão que o nosso amigo Simão Pedro gosta de brincar a respeito, né? Aquela questão, se estão me falha memória, 260 ou 261. Kardec pergunta assim: "Como é que pode um espírito escolher nascer entre pessoas de má vida?" Essa é uma pergunta muito interessante, porque é a pergunta de um

se estão me falha memória, 260 ou 261. Kardec pergunta assim: "Como é que pode um espírito escolher nascer entre pessoas de má vida?" Essa é uma pergunta muito interessante, porque é a pergunta de um de um ser material avaliando a espiritualidade. Porque o ser material, o que que ele pensa? Fala: "Vou nascer num meio, numa família rica, com com muito conforto para eu viver bem. Eu não quero dificuldade, senão eu vou, senão eu vou ainda comprometer o meu destino mais ainda. Não, eu quero passar pela vida assim, como se aqui fosse um recreio, né? Uma recreação. Eu quero passar tranquilo. Esse é um ser material avaliando a espiritualidade, né? Só que a grande mudança aqui é uma mudança de perspectiva muito profunda, é um ser espiritual avaliando a materialidade. Então, quem tá escolhendo as provas não é um ser encarnado que tá pensando em espiritualidade. Quem tá escolhendo a prova é um ser desencarnado avaliando a materialidade. E essa mudança é assim, embora ela seja curta de dizer, ela é uma mudança muito profunda de um ponto de vista de perspectiva de vida. O que é que um espírito desencarnado quer? Sobretudo aqui nós vamos eh para não ficar tendo que fazer exceção toda hora, nós vamos considerar um espírito que mediano ali, né, que ele já tem uma uma consciência um pouco mais esclarecida. ele já tá em condições de, né, de fazer as suas próprias escolhas, de fazer as suas opiniões, trazer suas opiniões. Eh, o que que um espírito desencarnado quer? Conforto, pode ser. Mas aí ele olha paraas vidas em que ele teve conforto e ele fala assim: "Meu Deus do céu, quanto mais conforto eu tive, mais eu pisei na bola, mais eu desandei? Então eu quero o oposto, né? Como aquele caso que Humbert Campos traz, não me lembro se na no livro Instante da Vida ou se eh no Contos e Apólogos. Esses livros no B Campos tem um caso que o espírito tá prestes a a reencarnar. Ele olha para o passado, percebe o tanto de equívoco, ele fala assim: "Olha, eu quero ir numa família difícil, com dificuldade financeira, eu quero ter

m caso que o espírito tá prestes a a reencarnar. Ele olha para o passado, percebe o tanto de equívoco, ele fala assim: "Olha, eu quero ir numa família difícil, com dificuldade financeira, eu quero ter problema de saúde e não quero ter relacionamento." Ou seja, aliás, quer ter relacionamento e ter problema no relacionamento, ter problema no casamento, ou seja, ele escolheu muitas provas, né? Aí o benfeitor dele pega a requisição, né? leva para os planos mais altos da vida e traz a resposta que trocaram tudo aquilo que ele havia pedido pela tarefa mediúnica, né? Ele seria médium. E mas isso eh revela um pouquinho de como a perspectiva é diferente, muito diferente pra gente fazer uma analogia com com a vida eh com a vida com a existência, né, física, eh eu sempre penso na pessoa planejando uma dieta, a pessoa planejando um projeto, né, eh, A pessoa quando ela vai, muita gente, né, quando vai planejar um projeto, ela pensava, vou construir uma casa espírita. Ah, uma casa espírita dois andar, vai ter atividade todo dia, vai. Ela pensa um negócio assim estrondoso. Aí a hora que ela vai construir o portão da casa espírita, ela começa a entender as dificuldades, né? Aí ela fala assim: "Nossa, quem foi que planejou isso aqui?" É, foi ela mesma. Porque o planejamento, né, a escolha é feita com uma perspectiva, a execução é com outra perspectiva, né? Então aqui os espíritos estão esclarecendo e eu acho que esse é um dos pontos mais fundamentais eh desse item é que a gente só vai entender esse item se a gente mudar a perspectiva, se a gente entender que é um ser espiritual avaliando materialidade e não um ser material avaliando a espiritualidade. Porque do ponto de vista material você fala assim: "Poxão, por que que é a pergunta, uma das perguntas que adec faz? Por que que o espírito escolhe nascer entre gente de má vida? Fala assim, porque ele não tá pensando em conforto. Porque toda hora que ele vê quão confortável ele viveu, ele vê quanto que ele caiu. E agora ele tá. E aí eu acho que é

ascer entre gente de má vida? Fala assim, porque ele não tá pensando em conforto. Porque toda hora que ele vê quão confortável ele viveu, ele vê quanto que ele caiu. E agora ele tá. E aí eu acho que é é um uma das mudanças maiores que a gente pode pode enxergar aqui. O espírito desencarnado, que já tá um pouquinho mais esclarecido, ele já entendeu que não adianta parecer puro, não adianta parecer evoluído, não adianta. Ah, eu vou viver aqui entre pessoas bem equilibradas. Eu vou viver aqui com muito dinheiro e e aí eu vou trabalhar pelo bem, vou fazer tudo certo, tá? Né? Você pode ainda assim passar por muitas dificuldades e como passam, né? Mas o fato é que eh em que isso te prova? Aí você fala assim: "Não, mas eu não quero ser provado". fala assim: "Olha, quem tá fugindo da prova ou tem um equívoco de interpretação ou quer fugir da verdade, né?" Então, a pessoa fala: "Ah, não, eu não quero passar por essa prova". Falou: "Por que que você não queria passar por essa prova? Qual que é o problema da prova?" O equívoco de interpretação que pode haver é a pessoa achar que a prova faz ela cair, né? E não é, não é a prova que o espírito desencarnado escolhe não faz ele cair. A prova revela se ele tá caído ou se ele tá de pé. Porque o que que adianta? Eu falo: "Não, eu imagina que eu sou um espírito que vivenciou muitas situações em que praticou o roubo, né, que é uma das situações abordadas lá por Karlec. E aí eu vou tendo outras experiências, né, outras existências. E aí nessas existências eu não pratiquei o roubo. Eu falo assim: "Ah, eu acho que eu venci, viu? Acho que eu venci esse esse vício aí. Acho que tô bem agora". E se eu não tiver E se eu não tiver vencido de fato, o que que adianta eu achar que eu venci? Não adianta nada, porque na verdade eu não venci. Então, o equívoco de interpretação é achar que a prova é posta e e aí eu caio. Fal, não, a prova vem para me mostrar se eu já superei ou não. E o fato de haver ou não haver tido a prova não muda o fato de ter ou não

co de interpretação é achar que a prova é posta e e aí eu caio. Fal, não, a prova vem para me mostrar se eu já superei ou não. E o fato de haver ou não haver tido a prova não muda o fato de ter ou não ter superado. O equívoco de interpretação é achar que a prova me traz problemas. Por isso que eu evito, como se eu já fosse puro e eu não quero fazer a, eu não quero passar pela prova porque a prova me faz cair isso, me faz tornar impuro. Não. Eh, ou você já superou e você vai passar bem pela prova, ou você não vai, ou não superou e a prova vai te mostrar isso. Então, o espírito desencarnado, ele não quer parecer elevado, pelo menos não o consciente, né? ele não quer parecer elevado ou não pode, né, querer porque o porque o processo evolutivo não é um processo de parecer, é um processo de ser. Então, quando vai escolher a prova, ele quer ser testado porque ele quer encontrar a verdade. Eu superei ou não? Aí eu escolho passar por um desafio. Fala assim: "Olha, eu quero passar por isso para ver se eu superei ou não, né? E aí vem e erra e se equivoca e mostra que ainda não superou, que precisa de mais experiência, precisa de mais situações, precisam de de mais encarnações para realmente superar aquilo. Porque o espírito que superou o instinto do roubo, ele pode nascer em qualquer lugar, né? Ele pode nascer em qualquer família, ele pode nascer em qualquer contexto. Se ele superou mesmo de verdade, ele não, ele ele pode nascer com pai, mãe, irmão, primo, tio, avô, tudo. Eh, pessoa que rouba, ele não vai roubar, né? Porque ele superou. Agora, é evidente que eh é muito fácil você extrapolar nisso e você pedir provas para as quais claramente você não não superou, né? Então o espírito faz assim escolhas que a espiritualidade olha, fala assim: "Não precisa, não precisa. Aqui tem chance eh tem chance dele dele se comprometer, dele criar confusão com quem não precisa. E aí a espiritualidade evita, mas é é o acho que o ponto assim, um dos pontos mais fundamentais aqui é perceber o

ance eh tem chance dele dele se comprometer, dele criar confusão com quem não precisa. E aí a espiritualidade evita, mas é é o acho que o ponto assim, um dos pontos mais fundamentais aqui é perceber o tanto que isso é pedagógico, porque a gente pensa assim, se se a gente pensar que eh eu venho, passo, passo por uma prova, né, eu escolho um gênero de prova que eu não dou conta e aí eu eu me equivoco nesse gênero, né, falo e não não dou conta, eh se eu se Se eu acreditar que por causa dessa escolha eu caí de nível, né, vamos dizer assim, bom, então talvez fosse melhor não passar mesmo, fosse melhor não escolher esse gênero de prova, não fosse melhor adiar, né? Só que como a justiça divina ela é pedagógica, Deus precisa que a gente tenha essas experiências. Deus precisa que a gente tenha essa experiência de tento e falho. Eu achei que eu dava conta e eu não dei. É claro que a gente cria uma necessidade futura cada vez que a gente se equivoca, sobretudo com as pessoas, né? A gente cria, a gente vai criando, né, essas essas necessidades que a gente vai resolvendo depois. Mas ao mesmo tempo, em em paralelo, o que há é um autoconhecimento mais aprofundado. Porque esse espírito que vai escolhendo provas e vendo quais ele realmente deu conta, quais eles não ele não deu, eh, ele vai melhorando o seu conhecimento sobre si mesmo. E isso é muito importante, né? Isso é muito relevante. Mas eh o um dos pontos assim que a gente também queria trazer, até vou passar aqui em duas em duas questões, eh ainda nesse nesse sentido, né, de a gente entender essa mudança de perspectiva que há nessa escolha das provas, eh como que esse esse processo é extremamente importante? Porque que Deus permite que a gente escolha provas para as quais nós não estamos preparados ainda? nessa mesma perspectiva, né, que tem essa questão de autoconhecimento, da gente poder entender a nós mesmos, né, a gente poder olhar pra gente mesmo e e dizer assim: "Nossa, eu ainda preciso aprender mais sobre isso, mais sobre aquilo".

essa questão de autoconhecimento, da gente poder entender a nós mesmos, né, a gente poder olhar pra gente mesmo e e dizer assim: "Nossa, eu ainda preciso aprender mais sobre isso, mais sobre aquilo". Através dessa tentativa e erro, né? essa evolução vai acontecendo. Mas tem um outro ponto aqui que eu acho que é bastante importante, que é o que tá na questão 263. Cadê que eh vem estudando, né, sobre essa questão da escolha? Passa aí por essa questão que a gente falou da da escolha de má vida, né? Depois ele entra num ponto assim muito relevante que é sobre como que o espírito pode fazer essa escolha na sua origem se ele não tem livre arbítrio ou se ele é simples e ignorante, né? Como é que ele pode fazer essa escolha? E aí os espíritos explicam, né, que que Deus vai suprindo a inexperiência. Então, logo o espírito vai tendo condição de escolher, Deus vai deixando que ele escolha, porque eh por mais que essas escolhas possam trazer sofrimento, a gente às vezes esquece que a escolha traz autoconhecimento, que a escolha traz compreensão de si mesmo, né? Uma pessoa que se conhece profundamente, ela não fez, ela não só fez um processo de autoconhecimento profundo para ir se percebendo, ela foi analisando as escolhas que ela fez, o que que ela passou ao fazer, como ela se sentiu, como ela conduziu àquela escolha, né? Então Deus vai suprindo a nossa ignorância, a inexperiência, mas também aos poucos vai deixando ali que o que a gente vai escolhendo para justamente esse processo de autoconhecimento acontecer, enfim, em muitas outras razões. Mas aí na questão 263, Kardec pergunta assim: "O espírito faz a sua escolha logo depois da morte?" Ou seja, desencarnou, ele faz a escolha da vida da existência seguinte? Esse é um ponto que eu acho muito relevante por vários motivos, mas quero destacar aqui a resposta. Porque você poderia se perguntar assim: "Pô, por que que essa pergunta é importante, né? Faz escolha, a sua escolha logo depois da morte. Qual é, qual é uma resposta que a gente

tacar aqui a resposta. Porque você poderia se perguntar assim: "Pô, por que que essa pergunta é importante, né? Faz escolha, a sua escolha logo depois da morte. Qual é, qual é uma resposta que a gente esperaria, né? Olha, às vezes sim, às vezes não, né? Tem, ó, tem espírito que assim que desencarna já tem consciência, ele já sabe que desencarnou, às vezes já tá programando aí uma outra encarnação porque o seu tempo na erratidade vai ser curto, ele já desencarna, já começa a programar a próxima, tudo certo. Ou às vezes até já programou, né, antes programou várias encarnações já, enfim. Ou não, às vezes o espírito ainda vai passar algum tempo até ele sair desse torpor da desencarnação e ele vai precisar aí se recuperar e tudo mais. Depois ele vai pensar nisso. Seria uma resposta. né? Não, com essas palavras, né? Muito mais trabalhada certamente, mas poderia ser um caminho de reflexão. Os espíritos trazem aqui uma coisa que eu acho muito relevante. Ele diz assim: "É, o espírito faz a sua escolha logo depois da morte?" A resposta é não. Muitos acreditam na eternidade das penas, o que, como já se vos disse, é um castigo. E eu acho que essa resposta, ela tá trazendo um punhado de coisa pra gente refletir. Primeiro é fica claro nessa resposta que a gente passa pelas coisas ou a gente passa por aflições que não são necessárias. Passamos por aflições segundo as nossas crenças. Então, por que que os espíritos não conseguem escolher logo depois da desencarnação? Por que que eles não podem escolher as suas provas logo depois da desencarnação? Muitos motivos. O um dos que os espíritos estão trazendo aqui é porque eles acreditam na eternidade, das penas. Então, tem espírito que sofre muito mais do que devia. porque ele acha que ele vai sofrer pela para sempre. E isso, né, a gente sempre comenta sobre isso. Isso é uma característica de espírito de terceira ordem. Você pegar lá as características gerais lá no item 101, né, características do livro dos espíritos, características gerais de espírito de

isso. Isso é uma característica de espírito de terceira ordem. Você pegar lá as características gerais lá no item 101, né, características do livro dos espíritos, características gerais de espírito de terceira ordem. Você vai ver lá mais pro final que Kardec fala assim que uma das dificuldades desses espíritos é com relação à questão de fé, é falta de fé. e pouca compreensão sobre tempo. E aí ele diz assim: "Por muito sofrerem, acreditam que vão sofrer para sempre". Então, o espírito na erraticidade, ele sofre muito mais porque ele acha que tem que sofrer, porque ele acredita nisso, porque ele acha que merece, porque ele acha que precisa, porque ele acha que é isso, né? que é isso que tá posto. E isso para mim demonstra como que a nossa mente pode impactar a nossa vida. Não é à toa que o Emanu escreveu pensamento e vida. Não é à toa que a Joana veio através do Edivaldo falar da psicologia, a luz do Espiritismo, porque a gente vive aquilo que a gente acredita. E o que eu mais acho interessante nesse capítulo, né, nesse aspecto, é pensar que pela neurociência a gente entenderia algo semelhante, pensando que uma crença molda um comportamento, um comportamento ativa conexões neuronais e conexões neuronais reforçam o comportamento. Então, eu acredito que eu não valho nada. Eu reforço o comportamento como se eu realmente não valesse. Isso fortalece em mim a ideia de que eu não valho, que por sua vez reforça o comportamento. E a gente entrou num ciclo muito difícil de quebrar. Então, por que que a gente não consegue escolher bem? Porque a gente acredita que precisa do mal. Isso é muito impactante. Isso deveria mudar profundamente a nossa maneira de enxergar a vida. Porque muitos espíritos não recebem a misericórdia, não porque Deus não a dá, mas porque eles não a recebem. Os espíritos não a recebem. Os espíritos acham que eles não são dignos. Em outras palavras, acreditam na eternidade das penas e então sofrem mais do que devia. É o que vai chamar na mensagem desespero, né? Lá no livro

a recebem. Os espíritos acham que eles não são dignos. Em outras palavras, acreditam na eternidade das penas e então sofrem mais do que devia. É o que vai chamar na mensagem desespero, né? Lá no livro hoje, man chamada desespero. Ele chama isso de sobretaxa de aflição, né? O existe a aflição, que é a o problema que Deus coloca pra gente resolver, né? ou que a gente até escolhe, mas existe a sobretaxa de aflição, que é o problema agravado pelas nossas crenças. Então, a gente acredita que um problema é insolúvel, a gente acredita que uma pessoa não é boa ou ela nunca vai valer nada, né? A gente acredita que a gente não pode perdoar. A gente acredita que a gente não pode reconciliar. A gente acredita que a gente não consegue avançar. E aí a gente cristaliza o pensamento. Isso reforça comportamento que, por sua vez, reforça o pensamento. E a gente fica nesse ciclo. Primeira parte da resposta. Avancemos para segunda. Muitos acreditam na eternidade das penas, o que, como já se vos disse, é um castigo. Isso é muito significativo, porque eh traz pra gente a ideia, uma uma das ideias, né, que que Kardecis vai trabalhar de novo lá no céu inferno. E também vai ter uma mensagem muito muito intrigante na segunda parte, que é a mensagem de um ateu que tá lá na no item dos suicidas. A expiação do ateu foi viver sem intuição da vida futura. Aí você pensa assim: "Poxa, mas como é que você tira a intuição da vida futura de um espírito?" É onde talvez fique claro pra gente que muitas das nossas intuições, dos nossos pensamentos, eles não são nossos. Eles são dados para nós por quem? Muitas fontes. Muitas fontes. Pode ser espiritualidade e pode ser, como também é trabalhado aqui no livro dos espíritos, mas mais à frente, né? Ali na lei de liberdade, quando vai se falar da da liberdade de consciência, Kardec faz uma pergunta intrigante, que é: o que que é a consciência? Aí os espíritos vão dizer assim: "A consciência é um pensamento que é dado ao homem, como todos os outros pensamentos". Então, a consciência é um

pergunta intrigante, que é: o que que é a consciência? Aí os espíritos vão dizer assim: "A consciência é um pensamento que é dado ao homem, como todos os outros pensamentos". Então, a consciência é um pensamento que é dado pra gente. O que pode significar, a gente poderia interpretar dizendo assim: "Poxa, se a consciência é um pensamento que me é dado, é porque ele não é meu". Originalmente alguém tá me dando a consciência. E esse alguém ou esse ser é o criador em primeira instância, né, como causa primária de todas as coisas. Então, se Deus tirar o amparo dele a nós, a gente tá perdido. Perdido. Então, por que que o espírito passa por crenças limitantes? Isso é em si prova. Porque a gente não pensa nisso, né? Quando a gente pensa escolha das provas, a gente pensa assim: "Ah, eu vou passar por dificuldade financeira, dificuldade familiar, vou passar por isso, por aquilo". Falou: "Mas você não entende que falta de fé é uma prova". Por que que é uma prova? fala assim: "E se Deus tirar de você a intuição da vida futura, que foi o que aconteceu eh com o ateu lá no livro céu inferno? A intuição foi tirada, ele encarnou, ele jurou que era que a vida acabava no túmulo. O fim dele foi suicídio de novo. Para ele entender que se ele é porque o convite para esse espírito foi assim: você acredita que Deus não existe? Acredito que ele não existe. Então deixa eu te mostrar como é que seria viver se ele não existisse. O espírito suicidou. Porque ele entrou em colapso. Quando ele quando ele começou a pensar vida finita, ele entrou em colapso. Por quê? Porque isso é completamente antinatural. E aí fala assim: "Nossa, mas Deus foi mal com ele". falou: "Não foi, Deus tá mostrando para ele como é que seria se acaso a vida fosse como ele acredita que é para que ele possa em algum momento ter um estalar de ideia falar assim: "Então, a vida não é como eu acho que ela, como eu tô pensando que é, porque se ela fosse, ela acabava, mas ela não acabou". E aqui, eh, a gente nem sempre considera

r um estalar de ideia falar assim: "Então, a vida não é como eu acho que ela, como eu tô pensando que é, porque se ela fosse, ela acabava, mas ela não acabou". E aqui, eh, a gente nem sempre considera isso, né? Você considera aqueles momentos em que você não tem fé? A própria falta de fé ser em si uma prova. Porque se a gente escolhe pensar que Deus desamparou, uma prova possível é ele mostrar o que seria o desamparo. Você precisa entender que não tá desamparado, porque se acontecesse um desamparo mesmo, se Deus se ausentasse, a coisa ficaria impossível. Então, essa é uma questão relevante. E pra gente encerrar, eh, eu queria ler eh a questão 264, que é a questão seguinte, né? Que é o que dirige o espírito na escolha das provas que queira sofrer? Porque eu acho que essa resposta ela termina aí de de concluir, né? Ela amarra todas as reflexões que a gente fez até agora. A gente não vai detalhar tanto aqui, né? Como como dissemos, né? Se fôssemos aqui entrar nas questões, a gente ficaria vários e vários dias, porque aqui é um item muito relevante, é um item muito importante, né? A gente reforça o convite para que estudem, para que leiam, porque isso aqui tá falando da vida, isso aqui tá falando das coisas que a gente tá vivendo nesse momento e que a gente vai viver, porque a lei ela ela vai continuar regendo as nossas existências, né? Então, 264, o que é que dirige o espírito na escolha das provas que queira sofrer? Os espíritos dizem assim: Ele, o espírito, né, escolhe de acordo com a natureza de suas faltas que o levem à expiação destas e a progredir mais depressa. Uns, portanto, impõem a si mesmos uma vida de misérias e privações, objetivando suportá-las com coragem. Outros preferem experimentar as tentações da riqueza e do poder, muito mais perigosas pelos abusos e má aplicação a que podem dar lugar, pelas paixões inferiores que uma e outras desenvolvem. Muitos finalmente se decidem a experimentar suas forças nas lutas que terão de sustentar em contato com o vício. E é claro que

e podem dar lugar, pelas paixões inferiores que uma e outras desenvolvem. Muitos finalmente se decidem a experimentar suas forças nas lutas que terão de sustentar em contato com o vício. E é claro que aqui tem várias e várias nuances, vários e vários cenários. Mas o eh o que que a gente queria extrair aqui pra gente fechar, né? O que vai guiar o espírito na sua escolha é o profundo desejo que há em nós de nos conhecer, de avançar, né? Está em nós um desejo instintivo, um desejo que a gente não consegue explicar, mas está em nós o desejo de avançar, de aprimorar. E a gente meio que sabe que isso acontece pelo autoconhecimento, então a gente pede provas, a gente pede dificuldades, porque aqui na Terra e sobretudo eu diria por causa da nossa cultura, é que a gente tem uma ideia muito de avaliação, né, de de eh recompensa e punição. A gente tem muito essa ideia. Por quê? Porque a gente foi ensinado assim. Eh, se você estuda direitinho e faz a prova e vai bem, você passa de ano. Se não, você repete. Eh, no trabalho, aquele que é, o melhor, ele é mais ele é promovido, ele é mais reconhecido. Então, a gente tá sempre assim, numa recompensa punição ou numa competição que daria quase do mesmo. E aí a gente olha do ponto de vista físico, né, do ponto de vista material e fala assim: "Poxa, mas eh não faz sentido nenhum, né, a gente para que que eu vou querer dificuldades?" Porque no fundo parece, ou pelo menos me parece que a gente tá eh muito olhando isso, né? Poxa, mas aí eu vou sair prejudicado, né? A gente poderia até pensar isso, pá, mas eu sairia prejudicado ou eu seria prejudicado por causa disso, daquilo. E o espírito desencarnado, que já tem um grau de consciência maior, ele entendeu que a existência na Terra acontece para que haja experiência. Então não é uma, não é no final das contas fazer uma avaliação para você ser recompensado ou punido. É no final das contas fazer uma retrospectiva para entender quais são as suas necessidades atuais e quais são aqui, quais são as construções que você

ma avaliação para você ser recompensado ou punido. É no final das contas fazer uma retrospectiva para entender quais são as suas necessidades atuais e quais são aqui, quais são as construções que você já conseguiu avançar de forma digna, de forma sólida na sua alma. Então, as experiências vão mostrar isso, que é que eu preciso ainda, né? O que ainda estou por aprender e o que é que eu ainda o que que eu já solidifiquei, o que que eu já realmente edifiquei dentro de mim. Bom, nessa perspectiva não tem tanto o medo. Ah, eu tô com medo, medo de ah, medo de cair, medo de não sei o quê. Por que que você tá com medo? Qual Qual que é a fundo? qual que é o fundamento desse medo? E aí você vai ver que não faz tanto sentido, ou pelo menos não nessa ótica espírita, eh, em que a justiça e misericórdia estão entrelaçadas para que a gente consiga avançar. Deus entrou na história, vamos dizer assim, né? fazer uma uma figura de linguagem aqui. Deus entrou na história não porque as conquistas já foram feitas, mas porque ele sabe que é só uma questão de tempo. Não é uma falta de capacidade, não é uma falta de possibilidade, é uma questão de tempo. Então ele permite que a gente escolha paraa gente vivenciar as experiências e porque as experiências vão contribuir com o nosso crescimento. A gente eh a gente não entende essa questão da do espírito poder escolher uma prova onde todo mundo sabe que ele vai cair, todo mundo sabe que ele vai falhar. Falei: "Por que que ele pode escolher isso? Ele vai cair, ele vai falhar." E aí? Aí resgata, aí restaura, aí reconstrói o que ele não pode. Não é que ele não pode errar. O que ele não pode é viver achando que ele já acertou, se ele não acertou ainda. É viver achando que ele já superou, que ele não superou ainda. E isso é um problema. Vir e errar, falhar, isso aí a gente resolve. Por quê? Porque enfrentou a verdade e viu o que que conquistou, o que que não conquistou. Agora, o que não dá é seguir o meu processo, eh, a minha caminhada espiritual, achando que eu já conquistei

e. Por quê? Porque enfrentou a verdade e viu o que que conquistou, o que que não conquistou. Agora, o que não dá é seguir o meu processo, eh, a minha caminhada espiritual, achando que eu já conquistei valores que eu não conquistei, que eu já solidifiquei valores que eu não solidifiquei. Não pode. Por quê? Porque nós não somos chamados a viver na ilusão. É por isso que dissemos, né? Nós não viemos para parecer espíritos puros. nós viemos purificar verdadeiramente. Para isso, nós precisamos das provas e das provas mais difíceis para a nossa alma. Eu agradeço a sua atenção, a sua presença. Ixe, acho que travou. Não sei se fui eu. Será? Voltou. Voltou. Então, agradeço a sua atenção, a sua presença, que Jesus nos abençoe, nos inspire sempre. Eh, agradecendo também ao convite, né, da dos amigos de Vitória da Conquista. sempre uma honra, uma alegria a gente estar junto e um grande abraço para todos nós. Nós que agradecemos, Gustavo, pela sua presença generosa conosco, trazendo-nos essas reflexões maravilhosas e quizá estejamos aptos a seguir o caminho, vencendo as nossas provas e tendo aí uma vida abundante. Lembrando que Gustavo é um dos nossos queridos companheiros que sempre participam conosco aqui na semana espírita, né? E aqueles que quiserem espel pessoalmente, podem vir na nossa séa segunda que encontrará. Então, nossa imensa gratidão, amigo, pela sua generosidade. Que o Senhor da vida te abençoe, te inspire e conduza sempre no caminho reto. Paz e luz a ti. Nossa gratidão também a tantos amigos aqui hoje conosco, operando vibratoriamente para as nossas reflexões. Nossa gratidão também aqueles que assistirão a posterior e essas reflexões. sempre uma grata satisfação saber que estamos na companhia de tantas almas queridas. sempre fazendo o convite para nos acompanhar todos os dias à 7 horas da manhã no nosso momento de reflexão. Estamos aqui ao vivo com o companheiro trazendo ali um momento de reflexão para começarmos o dia à luz da oração. E as quartas-feiras às 21 horas nosso

à 7 horas da manhã no nosso momento de reflexão. Estamos aqui ao vivo com o companheiro trazendo ali um momento de reflexão para começarmos o dia à luz da oração. E as quartas-feiras às 21 horas nosso programa Somos Todos Imortais, um programa de entrevista. Mais a nossa imensa gratidão pela presença de todos. Tenhamos uma bom fim de semana e paz e luz.

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