Família, as Dores da Alma e a Justiça Divina: Família e os desafios do cuidado com o idoso

FEBtv Brasil 19/10/2025 (há 6 meses) 1:39:00 511 visualizações

O quarto ano do projeto de lives da Área da Família do Conselho Federativo Nacional da FEB apresenta “Família, as Dores da Alma e a Justiça Divina” como ponto de partida para reflexões no Movimento Espírita Nacional. No terceiro encontro do ano, o programa convida a palestrante Sandra Borba da Federação Espírita do Reio Grande do Norte, em um bate-papo com o subtema “Família e os desafios do cuidado com o idoso”, ao vivo no dia 18 de outubro, às 16h, com transmissão pela FEB Lives. Ao todo, ...

Transcrição

Olá, boa tarde a todos, amigas e amigos. Eu sou Alan Marques da Federação Espírita do Maranhão e coordenador da área da família da Comissão Regional Nordeste. Mas eu não estou sozinho. Trouxe companheiras de jornada para dividirem esse espaço comigo nesse dia tão especial, não é mesmo, minha amiga Ivaíta? >> Sim, sim. Meu querido amigo Alan Marques, boa tarde a você, boa tarde a todos que já estão aqui no chat nos acompanhando. E eu sou Ivaíta Souza, sou diretora da Federação Espírita aqui do Rio Grande do Norte e coordenadora de junta da área da família da Comissão Regional Nordeste. E é claro que ultrapassando as marés desse belo mar de Natal, vamos chegando até o Piauí, trazendo nossa amiga Helena, que na verdade já está aqui conosco na tela. Boa tarde, Helena. >> Boa tarde, Elã. Boa tarde, Evaita. Boa tarde a todos que já estão aqui nos acompanhando na FEB Lives, na nossa live de hoje, de um tema extremamente importante. Me chamo Helena. Eu estou como diretora do Departamento da Família da Federação Espírita do Piauí. É uma alegria imensa estar aqui com todos vocês. >> É com imensa alegria que damos as boas-vindas a todos nessa terceira live nacional da área da família de 2025, coordenada esta pela Comissão Regional Nordeste com o tema Família e os desafios do cuidado com o idoso. Agradecemos a presença dos companheiros de todo o Brasil e de outros países que nos acompanham pelas mídias da FEBTV. Muito bem. Então agora nós precisamos lembrar que compõe a grande equipe da área da família a nível nacional o nosso querido companheiro Marco Leite, que a qualquer momento estará conosco, coordenador nacional, e Bertolini, coordenador adjunto. A Comissão Regional Nordeste é formada pelas Federações Espíritas do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Todas unidas e felizes por este momento de aprendizado e fraternidade, não é isso, Helena? >> Verdade, Vanita. E a gente agradece especialmente a Federação Espírita Brasileira por meio do Conselho

ia. Todas unidas e felizes por este momento de aprendizado e fraternidade, não é isso, Helena? >> Verdade, Vanita. E a gente agradece especialmente a Federação Espírita Brasileira por meio do Conselho Federativo Nacional e a área de comunicação Social Espírita da FEB pelo apoio técnico e a divulgação desse evento. E aí a gente aproveita para convidar todos a se inscreverem no canal do Febes no YouTube e acompanhar os diversos conteúdos edificantes do nosso movimento espírita que também estão no Instagram da Federação Espírita Brasileira. E para iniciarmos as atividades desta tarde, convidamos o irmão Clude Ramalho do Departamento de Arte Espírita da Federação Espírita da Paraíba, que fará para nós uma vibração musical de abertura. Leve estou o teu amor até aqui sempre cuidou de mim. O tempo passou e aqui estou. O teu amor nunca vai ter um fim. Não importa o tempo. O que importa é hoje ou agora. Colho o que eu fiz de mim. Reflexo de outros tempos, outrora cultivo o bem que há em mim. Se esva todo mal. Aqui eu sinto teu amor atemporal. Lev estou o teu amor até aqui sempre cuidou de mim. O tempo passou e aqui estou. O teu amor nunca vai ter um fim. Levou o teu amor até aqui. Sempre cuidou de mim. O tempo passou e aqui estou. O teu amor nunca vai ter um fim. Eh, que beleza, que lindo. Então, vamos agradecer ao nosso querido Clude Ramalho por essa prece cantada tão linda. E finalmente dizer que nós temos a alegria na tarde de hoje de receber a nossa queridíssima irmã Sandra Maria Borba Pereira da Federação Espírita do Rio Grande do Norte, colaboradora da FEB, que compartilhará conosco suas reflexões sobre o tema família e os desafios do cuidado com o idoso. Lembramos que as perguntas podem ser enviadas no chat durante a exposição e serão respondidas pela nossa convidada logo após sua fala ou durante mesmo a sua fala. Seja muito bem-vinda à terceira live nacional da área da família, minha querida amiga, mentora, mãezona, guru e tudo mais aqui no RN, viu gente? A palavra é sua, minha amiga

durante mesmo a sua fala. Seja muito bem-vinda à terceira live nacional da área da família, minha querida amiga, mentora, mãezona, guru e tudo mais aqui no RN, viu gente? A palavra é sua, minha amiga querida, minha mais que amada. Boa tarde, Vaetaã. Como é o nome da jovem do Piauí? >> Helena. >> Helena. A quem tá aí no backstage, ao Marco, ao Eduardo. É uma alegria sempre estar aqui afinizada com a FAN. Eu sou da área da evangelização infante juvenil, mas sempre com um pedaço do meu coração, desenvolvendo atividades na área da AFAN. Então, eu gostaria inicialmente de dizer que eu não estou na minha terra, eu estou no outro Rio Grande, o do Sul. agradecer ao meu anjo que tá aqui invisível, Robson, agradecer a administração desse congresso. Eu estou participando do 13º Congresso Espírita do Rio Grande do Sul, que disponibilizou um espaço específico para nós, né, nesta nesta tarde. Então, agradecer a gentileza, mostrando realmente aquilo que Kardec tanto desejava e colocou na obra Livro dos Médiuns, que nós constituamos uma família. Então, esse sentido de família, de comunidade que nos faz, né, estar aqui, estar no Brasil ao mesmo tempo, né, participando dessa terceira live nacional sobre a responsabilidade do povo nordestino, esse povo arretado, né? E aí vamos nós trazer algumas reflexões. Já peço desculpas porque eu conduzo comigo uma gripe que não me deixa. Eu já ti tanto chá de gengibre, tanta coisa já. Olha, tanto remédio que eu estou esperando passar tudo com palestras, né, e com a participação nos eventos, mas eu já peço desculpas aí por algumas tos que me acompanham ao longo ao longo de décadas de atividade intensiva como aparelho vocal. Família é um tema sempre fundamental, é um tema sempre necessário, porque na verdade nós ainda em pleno século XX não aprendemos aprendemos o verdadeiro sentido dessa expressão família, né? Então, nós não temos muitas vezes essa compreensão mais dilatada e foi necessário que a doutrina espírita chegasse a nós a fim de nos eh

os aprendemos o verdadeiro sentido dessa expressão família, né? Então, nós não temos muitas vezes essa compreensão mais dilatada e foi necessário que a doutrina espírita chegasse a nós a fim de nos eh ampliar, vamos dizer assim, as possibilidades de compreensão. A família tal qual a gente conhece hoje, ela é recente so ponto de vista histórico, né? Ou seja, a família constituída a partir de uma eleição afetiva entre aqueles que a compõem hoje dentro de formatos os mais variados, né? Eh, e reconhecidos inclusive pela legislação oficial. Mas família implica, so ponto de vista espiritual na eh constituição de um grupo que tem como grande finalidade o processo de evolução espiritual. A família se localiza no contexto que a gente chama de social, porque afinal de contas a lei de sociedade, como o próprio nome diz, é uma lei que integra o quadro das chamadas leis, né, leis morais da vida. Nós dizem os espíritos para todos nós, não teríamos, né, sem razão de ser determinados atributos com especial destaque para o processo de reprodução, para o processo de comunicação, para o processo que envolve o progresso, em especial pela educação. Então, a sociedade, a lei de sociedade integra esse conjunto das leis morais. E na sociedade, a família, ela se constitui num grupo primário, onde espíritos se reúnem com grandes finalidades, com, vamos dizer assim, cenários de aprendizagens e, principalmente com amplas possibilidades diante de uma outra lei chamada lei de responsabilidade, de ação e reação, reencarnação, como quer que nós queiramos dizer, porque a definição de qual família será constituída. No nosso caso, espíritos de terceira ordem que vivemos no mundo de provas e expiações, mas já espíritos que usam a razão, o livre arbítrio. Hã, essa constituição familiar, ela tem as suas origens no plano espiritual. É muito interessante. Nós encontrávamos um amigo, né, por sinal pernambucano também, o Otávio. E Otávio Marques foi fazer doutorado fora do país, né? Eu não me lembro exatamente qual foi o país.

tual. É muito interessante. Nós encontrávamos um amigo, né, por sinal pernambucano também, o Otávio. E Otávio Marques foi fazer doutorado fora do país, né? Eu não me lembro exatamente qual foi o país. Ele estava, acho que nos Estados Unidos. Ele estava nos Estados Unidos e conheceu uma colega alemã. Então ele disse que quando bateu o olho nela, aquele negócio, disse assim para ele: "É tua mulher, você vai casar com ela?" E ele pensou assim: "Eu tô ficando doido, né? Não é assim, eu olho pra mulher e vou achar que vou casar com ela, tô ficando adolescente, né?" E eles se encontraram posteriormente. E aí quando se encontraram no segundo momento, né? Ele a abordou. E nessa abordagem, conversa vai, conversa vem. Você sabe, pernambucano é um bicho que gosta muito de falar, né? E aí ele descobriu que ela sentiu a mesma coisa. Quando ela olhou para ele, ela disse: "É ele, né?" Então foi aquele processo que a gente chamaria entre nós de reconhecimento. E foi muito engraçado porque ele disse: "Sandra, quando eu toquei nela a primeira vez, eu tive um choque e ela também teve um choque." Eu disse: "Mas isso é privilégio se ou não?" Porque quando eu conheci Pereira em 1900 votos e que eu, né, encostei meu braço no braço dele, eu tive um choque e foram necessários pelo menos 30 anos para eu saber que ele sentiu também o mesmo choque. Cuidado, não é? Porque você sente o choque que é ele que é ela. Mas essas situações acontecem. Então, muitas vezes nós nos reconhecemos por essa ou por aquela situação e constituímos então um grupo familiar, né? esse grupo familiar, eh, inicialmente com os aqueles que nós chamaríamos os esposos ou os cônjuges, né? Então, aquela família ela vai se constituir como um locus, um local de recepção de outros espíritos, de recepção de outros espíritos. Hoje nós vivemos muito mais a chamada família nuclear moderna. Mas uns tempos atrás, né, nós tínhamos as grandes famílias, então eram os patriarcas, as matriarcas e em alguns lugares visitamos recentemente uma linda propriedade lá em

mada família nuclear moderna. Mas uns tempos atrás, né, nós tínhamos as grandes famílias, então eram os patriarcas, as matriarcas e em alguns lugares visitamos recentemente uma linda propriedade lá em Currais Novos, né, no Séridó Potiguá. E é uma casa de fazenda e ali a gente já soube, era o patriarca, matriarca, aí tinha os filhos, os tios, meninos agregados. Olha, era gente, era quarto que não acabava mais, né? Porque era aquele sentido de família bem grande. Hoje não. A família nuclear moderna, muito a ver, né, com os processos societais e especialmente econômicos e do mercado de trabalho. Hoje a família é bem menor, mas ela é um locus, né, que ela ancora, que ela recebe outros espíritos na condição, obviamente, dentro dessa visão de filhos. Então virão, né, aqueles eu tenho dois, o Otávio ele tem três, né? E aí a gente vai percebendo, cada um vai constituindo então o seu grupo familiar com aqueles que chegam. Mas acontece que a vida ela tem seus desenhos, ela tem suas configurações e muitas vezes em especial a depender de onde você está vivendo, onde você está vivendo, né? Eh, a sua vida vai ser diferente. né? Você vai ter ali uma tia, você vai ter, né, uma cunhada que mora com você e aí daqui a pouco aparece é o sogro, a sogra, o vovô, a vovó e aí de repente aquilo que era conhecido como família nuclear perde essa característica porque agrega, né, outros parentes, né, outras pessoas que chegam e que chegam muitas vezes para exatamente dar uma nova dinâmica naquilo que a gente chamaria da vida familiar, mas independentemente de estar ali dentro da sua casa, do seu lar, né, como um parente que foi morar com você, mas você que casou, né, você que organizou uma família, você tem a sua família de origem, ou seja, você tem pai, você tem mãe, você tem tio, você tem tia e assim por diante. É exatamente nessa hora que a gente entende que a gente não é só pai, mãe e filhos, a gente tem, né, aquele grupo que está conosco, então aqueles que nos trouxeram ao panorama da vida. E essas pessoas a

exatamente nessa hora que a gente entende que a gente não é só pai, mãe e filhos, a gente tem, né, aquele grupo que está conosco, então aqueles que nos trouxeram ao panorama da vida. E essas pessoas a depender, né, elas podem estar em seus locais também específicos, podem buscar hé os lares, os hotéis geriátricos e assim por diante e podem parar na sua casa, na minha casa, não é verdade? Então eu mesma casei, né, e depois vieram morar comigo, a minha madrinha e a minha mãe posteriormente. Então nós tivemos a oportunidade de conviver, né, com as duas, certo? As duas já desencarnadas. Os pais de Assis não moravam lá perto na casa, né, na casa deles e eh tiveram, vamos dizer assim, a sua vida, né, continuaram. Um neto viveu um pouco, a outra filha também, a outra filha também. Enfim, cada eh família tem uma um desenho, é como se fosse um caleidoscópio. Cada movimento vai mostrar então a configuração. Mas o que de fato aqui está a nos eh apresentar como objeto de reflexão é exatamente o grande desafio de cuidar do idoso. Ô meu pai do céu, o idoso não é fácil. O idoso não é fácil, né? Ser vô, ser vó, ser mais velho de uma casa, muitas vezes não representa facilidade para aqueles que nos recebem, não é verdade? Eu ainda estou em meu lar, em minha casa, com o Assis, com os dois filhos, com a neta e o cachorro, tudo dentro de casa, né? Mas eu sei que tem gente que não, né? Tem pessoas que de repente tiveram as suas dificuldades, as suas problemáticas e tiveram, né, a necessidade ou de receber um filho que fica cuidando ou de ir para a casa, né, de um filho ou de uma filha. Enfim, cada situação é específica, é peculiar, né? E aí a grande proposta da reflexão desse momento, dessa live aqui nacional da AFAN, é, e eu achei interessante que botaram mesma palavra, desafio, né? Então não foi somente a família, o cuidaram com idoso. Podia ter sido assim, né? Mas não foi. A família e os desafios, porque não é fácil. a chamada convivência, né, intergeracional, ou seja, de gerações diferentes, não é

a família, o cuidaram com idoso. Podia ter sido assim, né? Mas não foi. A família e os desafios, porque não é fácil. a chamada convivência, né, intergeracional, ou seja, de gerações diferentes, não é algo tão fácil por uma razão muito simples. Primeiro, pelas nossas individualidades. Segundo, porque as nossas individualidades elas são marcadas pelas características espirituais que nós trazemos, vícios, imperfeições, dificuldades e assim por diante. E terceiro, porque so o ponto de vista da reencarnação, nós estamos em tempos diferentes. Tempos diferentes. Você que tá me ouvindo aqui, alguns companheiros receb uns uns vídeos curiosos. Eu recebi um dia desse, você nasceu nos anos 50, 60 ou 70, aí coloca a gente tudo como privilegiado, né? Eu acho tão engraçado, né? Mas tudo bem, né? Então, eh, realmente a gente deve ser privilegiado, mas eh para mostrar que nós somos, né, de momentos históricos diferentes. É essa, né, questão intergeracional, em especial, é esse fato da gente ter erguido, construído, formatado uma personalidade em determinado momento da história que pode tornar difícil a relação. Se já não é fácil a relação de pais e filhos, exatamente por essa distância muitas vezes geracional, agora imagine colocar nesse balaio um avô e uma avó. Imagine, meu Deus do céu, ou um tio que de repente aparece também, né, e que a gente tem que cuidar. E aí, como é que fica a situação? É porque nós nos estruturamos a partir de experiências. As nossas experiências elas se dão com duas grandes matrizes, tempo e espaço. Cronologia, que é tempo, que é história, e espaço que diz respeito à cultura, a ambiente, né? Então, nós somos pessoas que trazemos enquanto espíritos nossas conquistas, nossas dificuldades e tudo isso vai se mesclar, vamos dizer assim, né, nesses processos de formação. E nós recebemos a formação dos nossos pais, que já tiveram também as suas formatações em outro momento histórico, muitas vezes em espaços um tanto quanto diferentes dos espaços culturais em que

mação. E nós recebemos a formação dos nossos pais, que já tiveram também as suas formatações em outro momento histórico, muitas vezes em espaços um tanto quanto diferentes dos espaços culturais em que nós somos criados. Então, na verdade, é como se houvesse, né, vamos dizer assim, uma sucessão, mas uma sucessão que nem sempre tem, vamos dizer assim, uma linha reta, nada disso, pelas nossas individualidades, pelas nossas experiências diferenciadas, né? E aí quando a gente fala da presença do idoso, a gente tá se referindo de modo geral a alguém que já passou aí dos 60, em algumas eh classificações 65, né? Em outras, já depois de 70, vai depender muito, a gente vai usar qual é o critério da Organização Mundial de Saúde, eh, nossa aqui da legislação e assim por diante. Mas o que interessa é que quando nós juntamos, né, essas gerações super diferentes que foram formatadas em situações diferentes, aí nós temos um caldeirão de situações. Todos nós que estamos aqui temos a voz e a voz. senão encarnados, né, mas já desencarnados, mas convivemos. Tomara que isso tenha ocorrido. Então, nós somos, por exemplo, de um momento, eu sou de uma época, porque quando a gente passa de 60, a gente começa a ser de época, né? Então, eu sou do paleozóico superior. Brincadeirinha. Então, o que é que ocorre? É que eu sou da época em que nenhum dos filhos da minha mãe se sentava à mesa sem camisa. Vocês devem aqui, alguns lembrar desse fato, né? E nem reclamar. A gente não reclamava nada. Essa história de tá fazendo que hoje a turma faz no boada. Eu lembro-me perfeitamente, acontei isso em algum lugar ou alguns lugares que lá em casa era assim, no sábado pela manhã meu irmão saía para jogar futebol, a gente ficava em casa, aquela coisa toda, né? E na hora do almoço, o cardápio era o mesmo. Feijão verde, arroz branco, farinha carioca e frango assado. Aqui ia colar quem quisesse um tomatezinho com alface, mas geralmente era só isso mesmo, porque nordestino não é muito chegado, né? Mas vamos lá. Então,

arroz branco, farinha carioca e frango assado. Aqui ia colar quem quisesse um tomatezinho com alface, mas geralmente era só isso mesmo, porque nordestino não é muito chegado, né? Mas vamos lá. Então, lembro-me, né, que meu irmão chegou, eu lembro da situação, meu irmão chegou, né, meu irmão número número três, né, ele tá encarnadinho aí, mora em Recife. E ele chegou, né, da bola, certo, suado. Aí a mãe disse: "Vá tomar banho, né, que sentado suado nem imaginar uma fronta dessa." Então lá foi ele exatamente tomar banho. tomou banho, tomou uma camisa, né? E quando ele chegou, que ele olhou, ele viu que o cardápio era o mesmo. Feijão verde, arroz, farinha carioca e frango frito. Ele olhou e disse de novo. É isso. E sim, e suco do maracujá é para acabar os nevos de novo. Eu não aguento mais esse esses esse prato, menino. Ainda lembro. Mamãe olhou para ele, disse: "Levante-se, saia, você não almoça hoje". Para aprender a valorizar a mãe era viúva, imagina a luta para sustentar seis filhos, né? Uma, um já trabalhava, ajudava em alguma coisa, a outra também, mas quatro para ela sustentar de tudo, inclusive ele. Aí ela disse: "Pode sair, ele eu tô com fome." "Pode sair. Você não almoça hoje". Para você aprender a respeitar, né? O que a gente pode colocar aqui para vocês almoçarem? Os outros nós imediatamente mergulhamos no feijão com arroz, né? farinha carioca e frango. Pronto. E ele, ela chamou, depois a gente soube, ela chamou minha minha madrinha que vivia conosco, e disse: "Ele está morto de fome, mas eu não posso perder minha autoridade. Então vai lá por debaixo do pano dá uma um comezinho para ele, para ele não ficar com fome." A gente só soube disso muito tempo depois. Mas o que era exatamente isso? era uma forma de educar, era uma maneira, né, vamos dizer assim, era uma linha de conduta usada, no caso dela, mãe, porque meu pai já tinha desencarnado para orientar os filhos. Muitos anos depois, ele já casava, já era professor, já trabalhava e tudo. Eu encontro minha cunhada e ela diz assim

a, no caso dela, mãe, porque meu pai já tinha desencarnado para orientar os filhos. Muitos anos depois, ele já casava, já era professor, já trabalhava e tudo. Eu encontro minha cunhada e ela diz assim para mim: "Mas Sandra, teu irmão comeu tanto era um domingo, tua irmão comeu tanto ontem que eu fiquei com medo que ele passasse mal. Mulher, o que é que você fez tão diferente? Ela respondeu: "Feijão verde, arroz, farinha carioca e frango assado. E foi que maracujá." Eu digo, eu não acredito nisso. Eu não acredito. Aí eu contei para ela a situação que a gente tinha vivenciado, tradução ou conclusão. A lição valeu. A lição valeu, não é verdade? Então, o que ocorre? Os momentos diferentes. Hoje, né? Meu filho briga comigo com toda a razão. Quando eu ofereço a neta uma opção, ela não quer. Aí eu ofereço a segunda, ela não quer. Oferece a terceira. Tá errado. S borra, né? Tá errado. Não é isso não. Mas na época da minha mãe era assim. Então o que ocorre é exatamente isso que estamos tentando identificar, né? É a construção, vamos dizer assim, né? pessoal e uma construção de relações entre gerações diferentes. E aí o idoso ele chega exatamente naquela condição de quem tem uma experiência que de modo geral os jovens dizem: "Ah, lá atrás é de tempo atrás, isso é do seu tempo". Eu já escutei muito isso, viu? Isso é do seu tempo. E eu me lembro que uma vez um sobrinho de Chico Xavier soltou uma piadinha com ele dizendo exatamente que ele era de um outro tempo. E ele respondeu: "Pois é, meu filho, eu sou do tempo da vergonha. Eu sou do tempo da responsabilidade, eu sou do tempo do respeito, porque isso se refere a valores. E o que a gente observa em especial da segunda metade, né, do século passado, do século XX, são as inúmeras situações de conflitos, são as reminescências em termos de consequências das duas guerras mundiais, né, do da primeira metade do século. Aí vem os anos 60, aqueles anos considerados de sexo, droga e rock and roll. Aí os anos, os anos 70, a grande revolução feminista,

ncias das duas guerras mundiais, né, do da primeira metade do século. Aí vem os anos 60, aqueles anos considerados de sexo, droga e rock and roll. Aí os anos, os anos 70, a grande revolução feminista, os anos 80 o processo que é categórico de globalização. Então a gente vive grandes mudanças no século XX, né, a sua segunda metade e isso tem uma repercussão muito grande sob o ponto de vista, em especial do contexto familiar. A mulher vai para o trabalho, não tem com que deixar os filhos. Um dia desse, eu tava conversando com uma amiga, deixa uma filha de 8 anos, inclusive aqui em Porto Alegre, não tem com quem deixar, não tem parentes aqui. E aí 8 anos, mas dão orienta a tudo, diz tudo, mas a gente sabe que é sempre uma temeridade, é sempre um perigo, não é verdade? E aí nós começamos a ver a mulher do trabalho, né? algo chamado jornada de trabalho. E isso tem uma série de consequências e de consequências difíceis sob o ponto de vista das relações. Se as relações já começam a sofrer uma série de influências a partir, em especial, como já indicamos, a globalização dos anos 80, o que dizer do mundo digital, o que dizer das redes, né? Então nós estamos imersos, mergulhados nessa situação. E uma das características da ideologia perpetrada por essa nova dinâmica é exatamente a ideologia do descarte. Tudo é descartável até as pessoas. Tudo é consumível até as pessoas. Então a gente entra numa fase difícil da história da humanidade, em especial. na nossa tradição ocidental, a nossa tradição ocidental marcada por aquilo que nós diríamos, né, uma cultura, né, que espera que as coisas sigam uma espécie de trilha ou trilho, melhor dizendo, e que tudo se ajuste, tudo se acomode diante dos modelos, em especial dos modelos econômicos, profissionais, né, ideológicos vigentes. em nossa sociedade. Nesse sentido, o idoso, nesse nosso mundinho ocidental e pós todas essas situações às quais nos referimos, ele passa socialmente falando por uma situação estranha. Que por que estranha? Porque se de um lado nós temos as lutas,

sse nosso mundinho ocidental e pós todas essas situações às quais nos referimos, ele passa socialmente falando por uma situação estranha. Que por que estranha? Porque se de um lado nós temos as lutas, né, os depoimentos, as reivindicações de mudanças, hã, para que a chamada melhor idade, e não sei quem inventou essa história, que a melhor idade ela possa ter os direitos do idoso, estatuto do idoso, tudo bem. Mas por outro lado, a gente vive a realidade de que numa sociedade neocapitalista em especial, né, se idoso é complicado. O Japão hoje comemora 100.000 habitantes com mais de 100 anos de idade. Se fosse aqui no Brasil, acho que não tinha essa comemoração não. Porque a primeira pergunta é: se povo vai receber aposentadoria por quanto tempo, né? Como é que o plano de saúde aguenta? Na verdade, a gente ia ter um bando de perguntas e um bando de reclamações, mas o que é que ocorre conosco? Nós estamos vivendo mais. A expectativa de vida cresce aqui no Brasil cresce. É 70 e alguma coisa. Não sei se a Ivaita, se o Alan sabe, antigamente era 72, depois aumentou para 73, 74. Não sei se está mantido em 74. Eu já estou com medo, né? que eu já tô perto eh dos 70. Ave Maria do céu. Então a gente tá aí nesse viver. Mas o problema é quando você tem na família esse idoso, quando você tem, né, sobre os seus cuidados esse idoso, porque enquanto os idosos eles se cuidam, até aí você fica numa supervisão, né, olha para cá, olha para lá, né, fiscaliza alguma coisinha, ajuda, mas quando ele passa para a sua dependência, aí o processo é De fato, desafiador. Primeiro porque há idosos difíceis. Eu não sei se eu sou, viu? Eu tenho que perguntar aos meus filhos. Há idosos difíceis. Tem uma tropinha, né, que quer fazer o que não pode, né? Eh, que eu tava escutando aqui mesmo, né, no Rio Grande do Sul, alguém dizer: "Ah, tá aí, ó, 92 anos sai para fazer para fazer caminhada sozinha, né?" Aí você, ai meu Deus do céu, aí encontrei outra aqui bem pertinho, vive uma queda, eu digo, pronto, é o que mais

alguém dizer: "Ah, tá aí, ó, 92 anos sai para fazer para fazer caminhada sozinha, né?" Aí você, ai meu Deus do céu, aí encontrei outra aqui bem pertinho, vive uma queda, eu digo, pronto, é o que mais mata velha queda. Então tem que ter cuidado, né? Então você tem o povo que recebe golpes. Hoje em dia tem gangs especializadas exatamente em prejudicar idosos, né? Não tô falando da gangue do INSS, não, né? aquela situação. Tô falando gang mesmo. Você recebe o telefonema, um dia de Deus você recebeu o telefonema de um e queria perguntou se eu usava um determinado eh tal de cesta básica, sei lá o que é que era de de saúde. Não, não uso não. Eu tenho que cancelar. Disse: "Pois cancele, mas eu tenho que confirmar seus dados". Eu digo: "Aí agora complicou". Por quê? Porque eu não vou dar dado nenhum a você, meu querido telefone e assiste lá perto que é isso, eu digo, menino, é a confusão aqui. Eu digo três números, a senhora diz três. Digo, menino, que brincadeira bonita. Eu digo três, você diz três que que é isso? Digo não, meu filho. E aí eu vou ver até onde vai. Eu só sei que foi uma confusão lá em casa assim nervoso e aperreado. E eu disse, já sei. A senhora diz, a senhora diga seu nome. Digo não, eu não vou dizer meu nome porque como é que eu sei que a senhora é a senhora? Porque você ligou. Então você ligou, eu atendi, você perguntou meu nome, eu confirmei que era eu. Como é que agora você quer confirmar de novo? Quer que eu grave? Então a gente vive dentro de uma situação realmente difícil. E quando você está então na convivência do lar de um filho cá entre nós, sinal vermelho ou no mínimo a sinal amarelo, porque vocês vai, você vai ter ali três ou depender do número de filhos e da idade dos filhos, quatro gerações. E vou e voto. É um problema grave, um problema tão grave que Joana de Ângeles e Teresa de Brito. Jonas dees, inúmeras mensagens, especialmente constelação familiar. E a nossa querida Teresa de Brito, né, na obra Vereda Familiar do nosso querido Raul Teixeira. Ela bate

e Ângeles e Teresa de Brito. Jonas dees, inúmeras mensagens, especialmente constelação familiar. E a nossa querida Teresa de Brito, né, na obra Vereda Familiar do nosso querido Raul Teixeira. Ela bate forte, viu? Bate forte em relação aos avós. Por quê? Porque vai envolver essa sistemática na exatamente relação que ocorre entre os avós e os pais. os pais e os filhos. E às vezes no mesmo lar, no mesmo recanto físico, os netos. Ou seja, você tá lidando com filho, com neto e às vezes com bisneto. E nessa hora, o grande desafio é exatamente entender que você que tá me ouvindo como avô, como avó, não pode se meter, não deve se meter. Mas Sandra, é você que tá falando isso? Pois é. é o que eu tô repetindo, do que eu li em Teresa de Brito, do que eu li em Aliângel, mas não penso que isso a gente aceita e a gente pratica como a gente tá dizendo, não, porque às vezes a situação é específica, é complicada e aí a gente termina entrando, vamos dizer assim, né, nos chamados choques intergeracionais. Pois bem, o grande desafio é conseguir manter a relação, né, entre idosos, filhos, eh, netos e talvez bisnetos em clima de cooperação, em clima de paz, em clima de respeito múo. Essa a primeira grande dificuldade, o primeiro grande desafio. E é nessa hora que entra em jogo emoções, traumas, problemáticas que nós trazemos, não é verdade? Então, caminho que a nossa, né, Teresa de Brito e a nossa Jona de Angeles, né, apresenta para nós pais em especial. conversem com os seus pais, ou seja, com os vovós e com as vovós, né, para buscar exatamente, né, uma espécie de regra de conduta ou pelo menos, né, uma tentativa de pacificação nessas relações. Então significa que os avós e avós não possam palpitar, não possam de alguma forma interferir, mas nunca em afronta, nunca desafiando a autoridade paterna e a autoridade materna. O espírito Teresa de Brito diz que eles assumiram essa responsabilidade perante esses espíritos que reencarnam como seus filhos. Então, a não ser que haja o consentimento, né? Nós não

oridade materna. O espírito Teresa de Brito diz que eles assumiram essa responsabilidade perante esses espíritos que reencarnam como seus filhos. Então, a não ser que haja o consentimento, né? Nós não devemos muitas vezes fazer nada para criar problemas de relacionamento, de autoridade entre aqueles que estão convivendo conosco, né, no mesmo ambiente. Então, primeiro grande desafio, as relações. Segunda situação que é muito clara, que é muito visível, é o problema do idoso que vive, mas que é mais apático, é mais quieto, vamos dizer assim, ou que tem alguma problemática de doença física. E aí nós vamos nos deparar com um desafio muito grande, com um desafio muito triste também, que é ver aquela situação familiar aí no caso agora com a presença da doença, da vivez, né? E como é que nós vamos lidar com essa situação? Nós vamos lidar da forma cristã e espírita que nós aprendemos. atenção, carinho, cuidado, né? não esquecer jamais e dar uma forçadinha de barra se de repente vovô, vovó, titio idoso que mora conosco, né, quiser se acomodar ali naquelas situações muitas vezes como defensivas, né, usadas por eles, né, para não, não quero contrariar, não, não quero dar trabalho a ninguém, porque os idosos também, tem muitos de nós que somos autossuficientes, o suficiente, orgulhosos o suficientes, né? né? E então nós temos que ter esse cuidado. Esse desafio engloba uma atitude extremamente bonita, que é a atitude do diálogo inter geracional, que é o quê? Ouvir a experiência hoje no mundo de telas, né? No mundo de predominância do aqui, do agora. Então, como é que fica a coisa bonita de ouvir a experiência dos pais? a experiência dos avós, não é verdade? Então, filhos nossos devem ser estimulados a ouvir, a acompanhar, a saber um pouco da história de vida dos nossos idosos, né? Mesmo que estão doentes, não tem problema. mesmo que estejam com essa aquela dificuldade, ah, porque tem Alzheimer, aí é que lembra de passado mesmo. Então, aproveita essa situação. Então outro desafio muito

ue estão doentes, não tem problema. mesmo que estejam com essa aquela dificuldade, ah, porque tem Alzheimer, aí é que lembra de passado mesmo. Então, aproveita essa situação. Então outro desafio muito grande é que o idoso em nosso lar, né, primeiro desafio foi as relações, né, o segundo é que ele não seja o peso morto dentro de casa, o afastado, né, aquele que vai ficar longe, aquele que não participa da vida realmente familiar. Isso me faz lembrar um um videozinho que eu recebi, foi mensagem, não sei. Acho que é um vídeo em que nós temos um um vovô, um pai, a mãe e a criança. E o vovô é com alguns tremores derrubando a comida. Então, o que é que o pai faz, né? constrói algo em separado, de modo que o vovô não ficasse mais na à mesa com a esposa e com o filho. Qual é a surpresa dele? Ao perceber exatamente que o filho tá querendo construir alguma coisa em tempo de marcenaria e ele pergunta ao filho, o que é isso? Meu filho? Não, papai, já tô construindo a a sua cadeira para quando você for idoso, para quando você for velhinho. Então são essas coisas, né, esse sentido de indiferença. E em pesquisas múltiplas realizadas pelos órgãos especializados, há muita queixa desse isolacionismo ou dessa ausência da integração dos idosos na família, na dinâmica da família. Aí nós admiramos muito. Recentemente tive a oportunidade de participar lá na Lagoa do Bom Fim, né? Eh, de um chá chamado chá das flores. Quinto chá das flores. É uma família. Eu fiquei emocionada, vou dizer a vocês com toda a sinceridade, fiquei emocionada, Vaía, por quê? Não é órgão, né? Não é uma instituição, não é uma família que se reúne, né? para fazer esse evento e conseguir exatamente eh as doações e os recursos que eles canalizam para a Liga, para o L espíitorada Nova, para outras instituições também de diversas denominações religiosas. E eu fui participar pela primeira vez, achei tão bonito aquilo e era lá na Lagoa do Bom Fim, uma família, pai e mãe, 13 filhos. Só podia ser por aqui mesmo, né? Então,

iversas denominações religiosas. E eu fui participar pela primeira vez, achei tão bonito aquilo e era lá na Lagoa do Bom Fim, uma família, pai e mãe, 13 filhos. Só podia ser por aqui mesmo, né? Então, 13 filhos, eles fizeram o quê? Pegaram o terreno que eles tinham e dividiram em 13. Só que os filhos foram criados com tanta amorosidade, com tanto carinho, com tanta união, que eles começaram a construir em uma espécie de uma vila dentro, né, desse ambiente, né? E foi lindo ouvi, por exemplo, o coral deles cantando, coralzinho tem mais novinha de 84 no pedaço. Eu fiquei com a inveja, vai então eu ainda vou conseguir cantar um coral e de idosos desafinado, mas vou desafinada, mas vou, né? uma coisa linda. E eu perguntei ao companheiro nosso, Bruno lá, que é da família, eles eles tomam um café um na casa do outro, eles pegam um ou outro e levam para passear na lagoa. Mas que coisa? Então é um tipo de vida completamente diferente. E aí ele tem o quê? Menina, adolescente, jovem, adulto, adulto mais idoso, idoso, pós-doso. Cala a boca, não existe, né? Mas é o que já tá lá pelo 90 e vai fumaça. Mas eu fiquei encantada com o quê? Com a beleza da união em torno de um ideal, em torno, né, de um valor, ajudar as instituições que promovem o bem. Então, nós temos que exatamente ter essa noção de que o idoso não é um inútil. Ele pode até por uma história, por algumas situações, ter diminuídas, né, algumas das suas habilidades. Por exemplo, nós estávamos lá, né, eh, trabalhando e usando os crochés que elas faziam, lindos os materiais, vimos muita coisa bonita, telas, né, criadas por elas, né, pelas mulheres e toda a ação, eh, vamos dizer assim, integrativa. Então, acredito que relações são um desafio, mas a integração do idoso no sentido da sua valorização é, sem dúvida, um outro desafio que nos compete atender. Por quê? Porque nós também seremos idosos. E Deus queira que a gente chegue nessa idade contando com o quê? Com apoio, com alegria, né? Eu levei tanta lição moral nesse bendito desse chá, aquela que

. Por quê? Porque nós também seremos idosos. E Deus queira que a gente chegue nessa idade contando com o quê? Com apoio, com alegria, né? Eu levei tanta lição moral nesse bendito desse chá, aquela que andava, aquela que nadava, aquela eu digo: "Meu Deus do céu, e eu na minha preguiça, né? Meu pai do céu, eu tô acabada mesmo, né?" E vê a alegria de viver dessas pessoas. Então, relações, integração. Terceiro ponto, antes da gente abrir, se tiver aí já algumas perguntas, isso é muito bom. Doença. A doença não é privilégio de idoso, é uma coisa que a gente tem que entender. Eu vim adoecer mesmo, hã, de alguma coisa lá depois de 55 anos. Até então só tinha tido as doenças da infância. Depois é que a coisa começou a complicar. Mas a doença ela faz parte do nosso processo. E se o corpo físico ele tem um tempo de validade, é natural que na na velhice, na nossa idade de idoso, essas situações possam aparecer. E muita gente se apavora por causa disso. Muita gente, em especial, os filhos, né, no caso, aí ficam com medo por causa da criança, por causa do adolescente. Presta atenção, não é para ter medo. Deixa jovem, adolescente, criança acompanhado o processo, porque isso faz parte daquilo que a gente chama ciclo da vida. nascer, viver, morrer. E se a gente é espírita, a gente vai dizer para ele renascer ainda e progredir sempre, porque tal é a lei. Inscrição no D Allan Kardec. E para nós, na visão espírita, a grande lição é um ciclo que se fecha. Então, diante das doenças, é claro que nós entendemos, não estamos aqui dizendo que a gente vai ter que administrar isso. Às vezes a gente não tem condições de administrar a depender das nossas estruturas familiares, não é verdade? Mas o que não pode acontecer de forma alguma abandono, que é um dos maiores problemas que nós temos em relação à velice. Há poucos meses atrás, a televisão mostrava uma situação extremamente triste. Vocês acompanharam, era uma caminhonete, nessa caminhonete tinha dois idosos. Aí aparece nitidamente a caminhonete para, desce o homem, pega o

s, a televisão mostrava uma situação extremamente triste. Vocês acompanharam, era uma caminhonete, nessa caminhonete tinha dois idosos. Aí aparece nitidamente a caminhonete para, desce o homem, pega o idoso, era um homem e coloca na rua ao relentó e segue com a idosa que provavelmente ia ter a mesma destinação. Então, a doença, né, aquilo que muitas vezes pode significar, em especial para os filhos, uma problemática, uma dificuldade, há caminhos para isso, mas o abandono, o jogar, aí a gente vai se deparar com a crueldade, com a desumanidade, porque aquele que você colocou lá na caminhonete foi deixado né, numa rua qualquer, sem nada, é para que a criatura encontre o quê? Ou alguém que se apiete e cuide, né? ou morte, desencarnação. Então, o outro desafio que é o desafio da doença, nós entendemos que ela é um desafio grave, sério, mas que a gente tem que lançar a mão de toda uma rede, né, que a gente possa encontrar de proteção e de amparo e jamais usar o quê? usar ou descarte, né, ou então o processo, que a gente diria, né, de completa irresponsabilidade. Alguém pode dizer mais, aí vai pro hospital e morre, porque há também instituições lá estimavelmente acompanhamos um caso específico lá no Rio Grande do Norte, a cirurgia cardíaca maravilhosa, mas a pessoa foi a óbito pelo descaso, em especial da enfermagem. setor de enfermagem, coisa grave, coisa séria, coisa que teria dado inclusive panos para mangas, né, no processo de, né, entrar na justiça. Então, nós temos que nos informar, nós temos que tentar entender, por exemplo, no caso do idoso doente, a medicação que toma, aquelas consequências que vê com o uso, né, do medicamento, o idoso que fica, né, ou apático demais ou o idoso que fica agitado demais. Então nós temos que buscar uma rede de informações e de proteção, porque da mesma forma que quando chegamos nós quisemos o melhor e tivemos muitos de nós a exceções, claro que existem, mas tivemos o zelo, o cuidado, nós também temos a obrigação desse zelo e desse

o, porque da mesma forma que quando chegamos nós quisemos o melhor e tivemos muitos de nós a exceções, claro que existem, mas tivemos o zelo, o cuidado, nós também temos a obrigação desse zelo e desse cuidado com quem está se preparando para o retorno à pátria espiritual. Então, meus queridos amigos e irmãos, os desafios das relações, o desafio das interações, né, é para que o indivíduo não se sinta isolado. E o cuidado a partir da doença são o que nós identificamos três dos maiores desafios que nós temos exatamente em relação à convivência com o idoso. O que é possível, né, fazer é, em primeiríssimo lugar, entender que o idoso dentro mesmo dessa sociedade ocidental do descartável não é ser humano descartável. Nenhum ser humano é descartável. E se aquele idoso, ele está sobre nossa responsabilidade, se chegou por esse ou por aquele caminho na nossa convivência familiar, nos compete também o exercício fraternal cristão do cuidado, do zelo, da atenção, para que esses momentos que antecedem o retorno desse espírito à sua pátria verdadeira possa se dar num clima mínimo de respeito, de zelo, de cuidado e de amorosidade. Essa a nossa responsabilidade. Envelhecer, meus queridos irmãos, não é fácil. Hoje uma jovem aqui me perguntou se eu diria a idade, a minha idade. Eu disse minha idade biológica. Sim. Eu disse 69. Ai, como essa como é que a senhora se sente? Eu disse com 22. meu problema é é não é a cabeça, é o corpo, né, que precisa muitas vezes de mais atenção, de mais ajuda. Então, nós temos que buscar a compreensão em especial de que quem chega nesses patamares 70, 80, eu me lembrava, sabe, Vaita, Alan e Helena de Sueli, Calda Schubert, né, que com 80 anos de idade, meu Deus, batia a perna nesse Brasil todo, viajava muito com ela, né? E eu dizia: "Suelino, você é meu modelo guia encarnada. Eu quero chegar aos 80, assim como você. Nunca vi tanta jovialidade, tanto gosto de trabalhar pela doutrina, tanta capacidade de enfrentamento de problemas familiares e mais ainda, ainda

ia encarnada. Eu quero chegar aos 80, assim como você. Nunca vi tanta jovialidade, tanto gosto de trabalhar pela doutrina, tanta capacidade de enfrentamento de problemas familiares e mais ainda, ainda conheci e convivi com Cicília Rocha e aos mais gaúcha e aos mais de 90 anos cheiros. cheia de ideias, preocupações e ideias para resolver as preocupações. Então, prestem atenção o que eu vou dizer agora. Divaldou muito quando eu disse isso. Em pesquisa realizada pela Organização Mundial de Saúde, qual é a década onde mais se produz sobre o ponto de vista intelectual? Os 70 aos 80. Obá, vou entrar nele. Segundo lugar, dos 60 aos 70. Então, vamos buscar as grandes revelações, ganhadores de Premio Nobel. Tá aí tudo já bem passadinho, tem nenhum novinho não, né? Então é preciso desmistificar. E isso nos compete, compete a arfã, em especial essa ideia de que um, né, o idoso é um inválido, é um inútil, é um peso, é um fardo, é um problema. No dia que nós pararmos para identificar todas as possibilidades dessa faixa etária, dessas faixas etárias, nós estaremos caminhando para encontrar soluções de convivência, soluções de aproveitamento dessa capacidade intelectual, dessa capacidade moral, espiritual que os nossos idosos podem apresentar. Então, meus queridos amigos, os desafios são a gente só só selecionei três, mas os nossos desafios estão aí múltiplos, porque não quer nem entrar no campo dos temperamentos difíceis. Isso aí a gente faz um outro encontro, viu, Alan? Mas e não sou eu, bota outra pessoa para falar. Então, nós temos esse desafio. Vamos acabar com os rótulos, vamos tentar aproveitar esse manancial. que hã o idoso apresenta, esse potencial que esse idoso também tem de produção de coisas novas e diferentes. Aproveitemos principalmente essa oportunidade, né, do encontro entre gerações que nos tornará pessoas melhores, mais sábias, né, que sem dúvida nenhuma isso pode acontecer no momento em que libertos dos rótulos nos abrimos a essa capacidade que deve existir entre nós de convivência, de

tornará pessoas melhores, mais sábias, né, que sem dúvida nenhuma isso pode acontecer no momento em que libertos dos rótulos nos abrimos a essa capacidade que deve existir entre nós de convivência, de respeito, de integração, para nos conduzirmos como filhos de Deus. Afinal de contas, tá lá em boa nova. Não interessa ser jovem ou ser velho. O que interessa é ser de Deus. É com vocês, Ivaía, Alan Helena. >> Olá a todos. Muito obrigada, querida Sandra, pelas suas palavras tão acolhedoras, por tratar desse tema de forma tão leve, tão sublime, muito especial pra gente, na verdade está sendo especial aqui pra gente. E sim, nós já temos perguntas, Sandra, você perguntou durante aí a tua exposição se a gente já tem perguntas, nós temos perguntas, tá bom? E aí vou passar a bola pro Alan para ele já colocar aqui a primeira pergunta para vocês. >> Opa. Então vamos lá. Então não, não é o seguinte, a gente vai responder aí quando der mais ou menos o, né, 17, 15, aí eu queria que você colocasse aquele vídeo que eu tô deixando de presente aqui para todo mundo, que é a hora do arremesso, que obviamente alguns conhecem, é um capítulo de 2 minutos e pouco, menos de três, da família Dinossauro, né? Eh, exatamente a questão da vovó Zilda, né? E para o precipício para morrer. E é muito bonita a atitude em especial dos netos, né? Muito bonita a atitude dos netos. Então, manda aí as perguntas, mas vocês dão um sinal para mim quando tiver assim 17, 12, porque eu falo igual a mulher da cobra, >> tá certo? Pode deixar. >> Tranquilo. >> Então, vamos lá. A gente começa, Sandra, com uma pergunta que veio do Piauí, da Mercelane, que é trabalhadora da área da família lá no Piauí, e ela indaga o seguinte: o idoso que não teve filhos e que vive sozinho, como trazer essa pessoa idosa para o convívio familiar dos irmãos que a procuram? >> Ah, coisa grave, né? é grave porque o idoso ele vai também construindo, né, determinadas estruturas na própria cabecinha, né? E se você, eu acredito se a companheira que fez a pergunta, eh, se

ram? >> Ah, coisa grave, né? é grave porque o idoso ele vai também construindo, né, determinadas estruturas na própria cabecinha, né? E se você, eu acredito se a companheira que fez a pergunta, eh, se houver a pergunta ao idoso, ele vai dizer que ele prefere ir para casa geriátrica. Ele vai dizer alguns, outros não, mas e essa de outros não dependerá muito da forma de acolhimento, de valorização da não rotulagem, né, dele, dele ou dela, mas sem dúvida nenhuma é um fator complicador, porque a pessoa deve ter uma espécie de costume, seus hábitos, né? A gente vê isso em pessoas das mais variadas de idade, né? Eu conheço gente de 15, de 20, de 30, cada um com seus topes, né? Então tem que botar uma coisa no lugar, a outra só pode usar aquela caneca, porque se usar a outra, né, capaz de ter um problema. Então todos nós temos, mas na hora da convivência, né, são pessoas que estiveram, estejam ou estiveram longe dessa convivência e restabelecer a convivência às vezes é muito mais difícil. restabelecer, ou seja, aquele idoso, ele desejar ir para conviver com seus irmãos que não têm filhos. Nós conhecemos um caso recentemente, ele preferiu, né, estava numa casa isolada, era uma irmã que ia ajudar nisso ou naquilo, mas ele não aceitava. dizia assim: "Já me acostumei com a minha solidão." Pronto, estabeleceu. Então, é preciso sentir o que é que essa pessoa quer. Se para ela o mais importante é a convivência, ainda que ela sinta que vai haver problemas, rotulagens, dificuldades, eh, da dinâmica, né? Então, tem que sentir, se perceber que realmente a pessoa não quer dar um apoio à distância, né? Mas não precisa levar para a convivência. Cada caso é um caso, tenho certeza disso. >> Certo. Obrigado, Sandra. Ivaita, qual é a próxima, minha amiga? >> Opa, a próxima vem aqui do RN, viu, Sandra? Do nosso Fabinho, Fábio Queiroz, aqui da área da família. >> Alma, conheça a alma. Ele faz a seguinte pergunta: "Sandra, como o espiritismo pode nos ajudar a lidar com esgotamento físico e emocional

? Do nosso Fabinho, Fábio Queiroz, aqui da área da família. >> Alma, conheça a alma. Ele faz a seguinte pergunta: "Sandra, como o espiritismo pode nos ajudar a lidar com esgotamento físico e emocional de quem cuida de idosos, especialmente quando há pouco apoio da família? >> Au, muito boa pergunta, querido. Hoje há um consenso, quem cuida do cuidador? Porque cuidar de alguém, dizem aqueles que são especialistas, né? Os cuidadores de doentes, por exemplo, em hospitais, aqueles que ficam dormindo, acompanhando, precisam de cuidado, porque é uma coisa chamada desgaste emocional. E muitas vezes, a depender da família, a depender do número ou da insensibilidade, depende, né? Então, joga a situação, não, acompanhamos pela pela mídia a situação de uma garota que autista, que está há anos no hospital, não tem família, não tem quem vá resolver a situação dela. Alguém tem que resolver, uma instituição tem que resolver, uma autoridade tem que resolver. Então, é preciso cuidar de quem cuida. É preciso porque quem cuida estabelece, né, salvo exceções, que também existem relações de afeto, relações, né, eh, espirituais. E aí quando ocorre a desencarnação eh do idoso, a pessoa se ressente ou quando a pessoa acompanha o descaso, em especial de filhos, de parentes mais próximos, então há, vamos dizer assim, um processo muito dolorido. Então a resposta na sua pergunta, querido, é cuidar do cuidador. Tem que haver isso. A própria família tem que entender que não pode jogar a problemática, né? Porque inclusive isso envolve saúde mental, saúde emocional, saúde espiritual e saúde física também. Eu que passei um tempo doente, eu achava muito engraçado, porque a minha cuidadora que mora comigo há mais de 20 anos, ela tinha as dores e ela tinha os sintomas que era para eu ter. Nossa, que isso é um mataborrão, né? Falando uma linguagem bem antiga, isso é mata borrão. E é interessante que agora ela tá com uma parente bem próxima, uma problemática, né, também de saúde. E ela também tem, digo, vai ser empática assim

lando uma linguagem bem antiga, isso é mata borrão. E é interessante que agora ela tá com uma parente bem próxima, uma problemática, né, também de saúde. E ela também tem, digo, vai ser empática assim longe, criatura. E a menina Jo está com ela, diz: "Não pode ser assim". Eu digo, pois era comigo, era assim. Era para eu ter isso ou não tinha? Ela tinha. Era para eu ter enjoo, eu não tinha, ela tinha. Era para ter uma dor, não sei o quê, ela que tinha, eu não tinha. Então, uma coisa impressionante. Cuida do cuidador, porque quem não fizer isso vai responder perante a lei divina natural. E a doutrina espírita nos diz que nós, né, somos absolutamente livres na semeadura, mas a colheita, ela é obrigatória. Então, é preciso cuidar, porque quem está ali cuidando do seu ser humano, idoso, familiar, é outro ser humano. Então, não pode haver essa atitude, vamos dizer assim, de entrega, de desleixo, de para lá. Não, não existe isso. Inclusive hoje alguns casos e o fato advogado sabe, né? Pode inclusive acontecer processos na justiça em relação à omissão do cuidado com o familiar e em relação a à forma de tratamento que deu ao cuidador. >> Muito bem. >> É uma questão realmente é uma questão realmente muito muitíssimo delicada. Achei muito interessante esse comentário a respeito lá da sua colaboradora, né? Ela somatiza, então você conhece >> os sintomas. Que coisa mais interessante. Helena querida, agora você tem uma pergunta aí também, não é minha amiga? >> Sim, a gente tem uma pergunta da nossa querida Emília, da área da família da Federação Espírita do Estado da Bahia. Eu vou pedir pro pessoal colocar aqui pra gente na telinha pra gente ver que olha só, olha aí como estabelecer limites entre o etarismo, capacitismo e o respeito à privacidade e as escolhas do idoso. Sandra, >> menino, só fazendo outro encontro. >> É muita coisa aí. >> É muita coisa, né? Porque cada casa é um caso, não é verdade? Então, né? a gente vai encontrar no interior da nossa própria família às vezes aquele idoso,

zendo outro encontro. >> É muita coisa aí. >> É muita coisa, né? Porque cada casa é um caso, não é verdade? Então, né? a gente vai encontrar no interior da nossa própria família às vezes aquele idoso, por exemplo, que tinha um tipo de atividade e que de repente começa outra coisa, de repente, né? Eu conheci um caso recentemente de um pessoal, amigo nosso, em que a pessoa se aposentou e aí começou uma aí veita conhece, começou a fazer colares, inclusive esse meu lindo de morrer. Maravilha, mas ela é jovem, é bem jovem. Mas outro caso que eu conheci recentemente, ela é bem idosa mesmo, tem mais de mais de 75 anos. Aí de repente assim, eu vou começar a pintar, menina, nem que fosse mediunidade. Ela tá pintando coisas fantásticas, nunca pintou na vida. Digo: "Meu Deus, tomara que apareça em mim uma coisa dessa, porque eu não sei fazer nada", né? Então, nós temos que, cada caso é um caso, né? Agora, com certeza, a experiência tem nos dito que é preciso que o idoso ele se sinta útil. A noção de utilidade é fundamental. Pode ser uma coisa mínima. Pode ser cuidar de um eh de um animal, pode ser colocar um neto para dormir, né? Que tem os netos sem vergonha que só dorme, né? Conheço um safado, lindo, coisa mais gostosa da vida. E ele chega da escola morto e cansado, fez dois anos agora. Aí já tem que ir pra escola. É coitadinho. Deus o abençoe. Aí ele já chega assim pra avó dando braça para dormir. Imagina como essa avó fica feliz de poder fazer isso tudo, né? Então é preciso identificar cada situação, as possibilidades, né? Ah, aquelas que diz assim: "Não, eu o que eu faço é orar. Menino, que maravilha! uma usina de energia de oração, deve ser muita coisa boa também. Então, cada caso é um caso e a gente vai administrando de conformidade com as possibilidades apresentadas. É o que eu posso dizer rapidamente nesse momento. >> Tudo bem, se alguém quiser completar, sem problema. >> Não, tá ótimo, Sandra. Até pelo nosso tempo, eu acho que a gente ainda consegue fazer mais duas perguntas. A

dizer rapidamente nesse momento. >> Tudo bem, se alguém quiser completar, sem problema. >> Não, tá ótimo, Sandra. Até pelo nosso tempo, eu acho que a gente ainda consegue fazer mais duas perguntas. A próxima vem do norte, a nossa amiga Socorro Brito, lá do Amapá, ela pergunta o seguinte: >> "Como saber quando é o momento de buscar ajuda profissional como um asilo ou um cuidador, sem que isso represente um abandono espiritual da nossa missão com aquele familiar?" >> Só uma avaliação pode dizer, porque cuidar do idoso é estressante. Quem quiser que diga que não é. Mas tem gente que tem tanto amor pelo seu idoso que não sente nada. Pelo contrário, quando idoso desencarna, a pessoa adoece porque tá tão vinculado. Com essa acompanhei recentemente um caso. Agora, a avaliação é o bom senso. É o bom senso. Eu conheço um caso em que o idoso tornou-se profundamente agressivo, né? agressivo e aí não tinha mais como eh Alzheimer em um grau de agressividade e teve que ir para uma, né, um local específico para ser e ele tá bem tratado. Agora, a família não abandonou, a família não jogou para lá, a família visita e ele obviamente nem reconhece às vezes, né? Não reconhece filho, nem esposa, nem nada. Então, o bom senso, eu acredito que é o grande elemento diferenciador. Ele está no seu ambiente, né, no seu ambiente de residência. Isso tá trazendo para eh problemas, perigos, porque há perigos também. Há perigos. A gente pensa que não, mas não, não. O plano espiritual protege. Pera aí. A gente não pode jogar pro plano espiritual a aquilo que nos pertence. Então, acredito, minha querida, socorro, que é o bom senso que vai dizer, muitas vezes o nosso familiar estará melhor fora do nosso ambiente, com mais cuidado. Remédio na hora que é para ter remédio, limite na hora que tem que ter limite. Agora, analisa bem para onde você vai levar. Nós temos instituições e instituições, né? Então é o bom senso e a avaliação e jamais o quê? Deixar. Então tem que estar sempre Ele não lhe reconhece. Ai nem me reconhece. Não

ara onde você vai levar. Nós temos instituições e instituições, né? Então é o bom senso e a avaliação e jamais o quê? Deixar. Então tem que estar sempre Ele não lhe reconhece. Ai nem me reconhece. Não interessa. O que interessa é o que você sabe que essa pessoa precisa e necessita, né? Eu acho que é o filme História de uma Paixão. É. É isso. Esse filme lindo, né? história de uma paixão. E só uma uma coisinha que eu vou dizer bem rapidinho. Nós temos uma uma amiga numa reunião virtual que nós eh acompanhamos e ela ela tá com Alzheimer. Mas gente, eu nunca vi uma coisa dessa. Os comentários evangélicodrinários é uma coisa impressionante. não reconhece o filho. Às vezes não reconhece a filha, mas diga assim para ela: "Faça o comentário dessa parábola, dessa passagem e aí você vai ficar: "Meu Deus do céu, o que é isso?" Então a gente tem que ter bom senso enquanto der para estar conosco ou outro. Na hora em que aquilo já gerou uma problemática que ultrapassa, né, o próprio cuidado com ele, não é problema ele ser ele ser encaminhado. O problema é o acompanhamento, é o cuidado, é o zelo. Então acredito, querida, que é doloroso, mas é o bom senso. Não sei se Alan, Helena evaí concordam, mas é o bom senso que deve gerenciar essa escolha. Isso, Sandra. Já são 17:13. Você pediu pra gente avisar. Tem mais uma pergunta. Você acha que a Ivaita consegue fazer? Mande manda, manda a pergunta. Manda a pergunta. >> Pronto. Nós vamos enviar uma pergunta do nosso amigo Antônio da Bahia e aí quando você terminar de responder, querida, você já se despede, não é? já faz considerações finais >> e a gente eh eh solicita a Cléber para eh eh colocar o vídeo no ar, não é isso, meninos? Helena e Alan, não é isso mesmo? Isso. E >> aí vocês vão aproveitar e comentar aí, né, o vídeo a hora do arremesso. >> E tomara que nenhum de nós esteja arremessado. É muito engraçado. Bom, gente, eh a pergunta que vem lá da Bahia, do nosso amigo Antônio, é essa aqui. Aí é para nós mesmo, idosos, não é? Como nós idosos, eu digo nós, eu e

de nós esteja arremessado. É muito engraçado. Bom, gente, eh a pergunta que vem lá da Bahia, do nosso amigo Antônio, é essa aqui. Aí é para nós mesmo, idosos, não é? Como nós idosos, eu digo nós, eu e Sandra, viu, gente? você, Alan e Helena são jovens. Como nós idosos deveríamos encarar o desafio de sermos cuidados? Porque assim, uma coisa é o cuidado com outra, outra coisa é a gente enfrentar o desafio, admitir que precisa ser cuidado, não é? Eu entendo o que ele está dizendo, porque eu já estou com essa preocupação. Como é que vai ser isso? Como é que eu vou encarar isso? Diga aí, Sandra. >> Antônio, você é terrível. Mas Deus te abençoe. Olha, eu passei por processos cirúrgicos, sabe? Passei por duas cirurgias e um certo tempo de convalescência. Eh, para mim, eh, logicamente que foi difícil, né? Muito difícil. Eu sou quem me conhece, sou inquieta, sou independente, né? Eh, procuro ter um máximo de autonomia. Agora, às vezes você tem que ser cuidado. E é um teste de humildade. Eu lhe digo com toda a sinceridade, é um teste de humildade. Eu vou só te contar uma para tu e pro Brasil todo. Quando eu saí da minha cirurgia e do meu processo de eh estar entada eh e desenganada em coma 2 dias e meio, quando eu acordei, né, no hospital, na UTI. Então, primeira coisa, receber um banho no próprio leito dado por um casal, uma moça e um rapaz. Ele ficou tão constrangido que ele me pediu desculpas. >> Oh, é isso, meu meu jovem, eu estarei participando do seu processo de formação. Bem lep de fagueira, mas por dentro tá acabada também, né? E os cuidados, né? Isso é natural. Eu acho que tem a ver com a a dupla, exatamente, né? Dupla situação, autonomia e reconhecimento do que daquilo que você precisa. Eu adoro dirigir, adorava dirigir, contribu, né? Mas eu hoje não consigo dirigir bem mais do que 1 hora, 1 hora e meia. Eu antigamente eu ia saía pra Barra de Charú, viu? Aí aí aí eu não tem mais condição. Então hoje eu reconheço os limites. Eu acho que a dificuldade nossa na condição de idoso,

e 1 hora, 1 hora e meia. Eu antigamente eu ia saía pra Barra de Charú, viu? Aí aí aí eu não tem mais condição. Então hoje eu reconheço os limites. Eu acho que a dificuldade nossa na condição de idoso, na minha condição de idosa, é o reconhecimento de algumas limitações. Então é um processo educativo, né? é um processo educativo, é um processo eh que a gente tem que cultivar a humildade. É isso que eu acho. >> Eu deixo meu abraço para vocês. Estou indo agora para uma roda de conversa, agradecer aí ao Alan, a Helena, a Ivaita, a todos vocês e dizer que vamos envelhecer sorrindo, trabalhando e seguindo os grandes exemplos que nós temos na história do Espiritismo. Um beijo para vocês. Grande abraço, querida. >> Vamos, querida. >> Bom, então assim, >> cuidado com os dedos, filho. >> Pai, olha. >> Não, olha você. Este é o meu momento. Este é o momento em que o mais humilde dos humildes pode ficar ombro a ombro com os mais importantes. Se eu perder isto, Bob, minha vida não significará nada. >> Então, acho que a minha vida não significa nada. >> O que está dizendo? >> Quando chegar a hora, eu não vou arremessar você. >> E por que não? Porque você é meu pai e só porque ficou velho não quer dizer que deixou de ser o meu pai. >> Ah, Bob. >> Alô? Alô. De repente fiquei invisível. Por que ninguém pergunta como me sinto? Como se sente, mamãe? >> Sou uma velha dinossaura. Não existe mais lugar seguro para mim neste mundo. >> Pode ficar com a gente em nossa casa. >> Já chega. Ambos irão para o Pich. Os tempos estão mudando, Dino. >> Hoje, mas tem que ser hoje. Ela é apenas uma velha dinossaura, Fran. Ela só irá atrapalhar. >> Ela só é velha porque viveu muito tempo. >> Ah, >> há coisas que podemos aprender com ela. O modo como tratamos os velhos pode estar errado. Talvez seja melhor ficarmos com eles do que o jogarmos. >> Vó, diz para eles que a senhora não quer ir. Bob querido, eu já fiz de tudo que existe para se fazer na vida, na minha idade, para que tenho que viver, >> Fran? Não vou deixar sua mãe morar em

mos. >> Vó, diz para eles que a senhora não quer ir. Bob querido, eu já fiz de tudo que existe para se fazer na vida, na minha idade, para que tenho que viver, >> Fran? Não vou deixar sua mãe morar em minha casa e passar o resto da vida dela, tornando minha vida um inferno. >> Leve-me para casa. >> É, valeu. >> Estou indo, Luiz. Dino, >> Fran, se você me ama, me arremesse. >> Dino, é apenas pro resto da vida dela. Quanto tempo pode durar isso? >> Como eu vou saber, Fran? Ninguém nunca morreu de velho antes. >> Sabem, eu sinto que ainda poderei viver por 1 milhão de anos. Esta floresta será removida para a construção de 10. >> Vamos lançamento. Sabem, eu quase a joguei para além do poço de Phi e Eí ela ela caiu, caiu, caiu e então ela quicou. É, ela quicou e subiu de volta e caiu sentada na cadeira dela. Foi um milagre, me disseram. Aí eu tive que a levar para casa. Essa é a verdade. >> Dino, você nos matou. Hum. Nós agradecemos então a querida Sandra Borba por suas inspiradoras reflexões, respostas tão enriquecedoras. E para encerrar este momento de forma ainda mais especial, nós convidamos o nosso querido coordenador nacional da área da família, Marco Leite, para deixar deixar aqui conosco sua mensagem carinhosa. Marco, >> olá, pessoal. Helena, Alan, Ivaita, todos que nos ouvem nesse momento. Meu abraço carinhoso a todos, né? E realmente, Alan, nossa gratidão a querida Sandra pela um momento de reflexão sobre família que ela nos trouxe, né? Se nós formos ver o momento em que o nosso mundo passa, tem a sua melhoria quando a família atua, quando ela está e se faz presente. É um dos problemas que hoje a gente verifica que nem sempre a família tá presente, né? E observamos que nesse instante de transformação planetária, a regeneração vai chegar anunciada pelas escrituras quando a família estiver em condições de equilíbrio. Razão essa que a gente não pode deixar de jeito nenhum de ter os nossos focos e as nossas ocupações com a família, porque ela vai est sendo a solução desse estante que a

er em condições de equilíbrio. Razão essa que a gente não pode deixar de jeito nenhum de ter os nossos focos e as nossas ocupações com a família, porque ela vai est sendo a solução desse estante que a gente tá. Então, quando a gente traz isso para uma casa espírita, nós vamos observar que a maior parte das pessoas que hoje demandam a casa espírita pela primeira vez estão relacionadas às questões familiares. É na família que a gente começa o nosso processo reencarnatório. E essa só se torna possível quando nesse planejamento familiar a gente retorna à terra com uma família que vai estar nos acadiante. Família, família, família. Saamos valorizar então o que a gente tem, saibamos aproveitar as oportunidades, desafios que estão nas nossas questões familiares e que tenhamos nós que passar. E a Sandrinha trouxe com muita maestria esse nosso momento lá na frente. Eu às vezes falo que se tudo der certo, a gente vai passar por essa fase de idoso, né? A gente tem que estar se preparando e se preparando mesmo, se preparando e se preparando antes de chegar lá. O grande foco é exatamente esse, porque depois que chega já tá arraigado algumas coisas, vai ser muito difícil. A gente vai dar muito trabalho para quem vai estar do nosso lado. Então é, se tudo der certo, a gente vai ficar dependente. Se tudo der certo, a gente vai precisar dos outros cuidando de nós, né? Da mesma maneira que nós cuidamos dos nossos filhos, cuidamos dos nossos sobrinhos. Os nossos sobrinhos, os nossos filhos, os nossos amigos vão querer cuidar da gente. Já venhamos nós começar se preparar com isso na nossa cabeça, família. Estamos aqui para isso. Meu abraço a todos vocês. Nossa gratidão novamente a Sandrinha e até uma a nossa próxima oportunidade, né? Em dezembro vai ser anunciado aqui a próxima live, onde encontraremos todos vocês lá novamente, né? Vamos lá. Ok, queridíssimo. Muitíssimo obrigada. E agora nós vamos convidar a nossa querida Pauline Kerman, trabalhadora da Federação Espírita da Paraíba, que partilhará conosco um breve

ovamente, né? Vamos lá. Ok, queridíssimo. Muitíssimo obrigada. E agora nós vamos convidar a nossa querida Pauline Kerman, trabalhadora da Federação Espírita da Paraíba, que partilhará conosco um breve depoimento sobre sua vivência relacionada ao tema de hoje, ou seja, os cuidados com o idoso. Seja bem-vinda, Pauline Kman ou simplesmente, querida Kerma. Obrigada, gente. Boa tarde. É, meu nome é Pauline Kerma, sou evangelizadora da Federação Espírita Paraibana desde o ano de 97 e tô aqui para contar um pouco da minha história em relação à minha querida mãezinha, que hoje eu sou a cuidadora dela, filha única, sem rede de apoio, que estou aqui eu entendendo perfeitamente e qual local me encontro hoje nessa situação. assim, eh, minha mãe, ela lutou muito para que eu viesse ao mundo. Há 13 anos depois de casada, foi que ela conseguiu que eu chegasse até aqui. Foi muito tratamento. Meu pai era médico obstetra e fazia de tudo. Eh, colocava colegas para poder ela tentar engravidar, não conseguia. útero invertido, infantilizado, ovulação apenas de um ano, uma vez por ano, mas conseguiu. 13 anos após esse essa tentativa. Antes disso, meu pai teve um transplante de rins e o qual não passou 10 anos lutando antes do do de que eu chegasse. E ele fez o transplante no ano de 73. E depois que eles relaxaram, no ano de 76, minha mãe consegue engravidar. Vamos dizer que para pessoas um milagre, mas enfim, hoje entendo perfeitamente o o local onde eu estou. Eh, minha mãe sempre foi uma pessoa muito eh, como se diz, de vida muito leve, muito dedicada à família. Só tenha eu, mas tenho as irmãs, a família dela toda. Eh, prestativa, caridosa, muito católica. Até hoje ela continua no nos agarradinhos dela com os terços, mas enfim. Eh, quando meu filho nasceu, ela começou a demonstrar sinais de Alzheimer. Eh, doença é essa que acomete na minha família toda. Todas as mulheres não conseguiram ainda escapar, vamos dizer assim, todas as tias dela, a uma irmã dela que mora em Fortaleza já está com a doença num estágio mais avançado

mete na minha família toda. Todas as mulheres não conseguiram ainda escapar, vamos dizer assim, todas as tias dela, a uma irmã dela que mora em Fortaleza já está com a doença num estágio mais avançado do que o dela. começou, iniciou e aí eu comecei a perceber que ela tava precisando de cuidados. Eh, colocamos uma pessoa porque ficava meu filho pequeno com ela e eh essa pessoa também começou a perceber esse declínio dela. Levei a geriatra e começaram as medicações e eu morando um bairro, um uma rua a no mesmo bairro, uma rua dela. Enfim, passaram-se os tempos e ela foi acometida pelo primeiro AVC no ano de 2021. E foi aí que eu entendi que eu sozinha, sem rede de apoio, tive que deixar minha casa, trazer meu marido, meu filho e minha cadelinha para vir morar com ela. Uma pessoa que não gostava de de depender de ninguém, vivia sozinha, que com a pessoa que tomava conta do meu filho, passou a tomar conta dela sem que ela percebesse. Foi uma técnica que a gente eh inventou aqui. E assim, não dava para vir a pé para cá, mas era pertinho de 2 minutos de carro e eu estava com os telefones e implantei uma câmera em casa, então dava aqui meio para eh ficar com ela, né? Eh, sem estar morando, mas depois o AVC foi impossível. Então eu tive que vi, tive que explicar a situação a meu filho, meu esposo e os dois, claro, me apoiaram. A família dela é pequena. Uma irmã mora em Natal, outra irmã mora em Fortaleza. A de Fortaleza já está com Alzheimer também. A de Natal tá firme e forte ainda. E eu tô aqui nesse trabalho de amor e dedicação a ela. E ela ficou uma criança, né? Ela ficou, o Alzheimer dela não foi fechado diretamente, porque até hoje ela ainda tem coisas que ela ainda ela não esquece de mim, apesar de me chamar de mamãe, porque eles fazem isso. Os idosos com o tempo pelos cuidadores, eles escolhem e chamam de mamãe, né, que é a pessoa que eles mais amam. E eu tô aí. Então, eh, em 2021 veio esse AVC que ela ficou infantilizou, ficou como se fosse uma criancinha de três aninhos,

es, eles escolhem e chamam de mamãe, né, que é a pessoa que eles mais amam. E eu tô aí. Então, eh, em 2021 veio esse AVC que ela ficou infantilizou, ficou como se fosse uma criancinha de três aninhos, mais ou menos de idade. Então, eu fiquei cuidando e dava banho e colocava o almoço, mas ela comia sozinha. Mas, infelizmente veio o segundo AVC comigo presente. Eu que percebi que tava vendo o segundo AVC. Nunca deixei de descuidar de medicação, nem da pressão arterial, nem da diabetes, que no caso ela adquiriu após a ao primeiro AVC, mas um uma rede que eu consegui de apoio aqui na cidade, eh, a prefeitura veio para poder trazer todos os médicos, nutricionistas, enfermeiros que vieram me dar esse essas orientações no início. Então eu tive que aprender tudo, né, a ser enfermeira, a ser tudo, fisioterapeuta, fonudióloga, tudo. Eu fazia os exercícios com ela. Quando veio o segundo AVC, ela paralisou o lado direito, então ficou sem andar e afetou a voz dela. Ela tinha feito um transplante de córnea e o AVC foi diretamente no olhinho dela. Então ela ficou sem uma visão. Mesmo assim, com toda a paciência, com todo o amor, vamos de novo fazer a readaptação com ela. Então, foi aí que eu me vi mais ainda tendo a necessidade de me doar totalmente a ela. Saindo dos empregos, tinham dois, eu sou psicóloga, saí dos dois empregos, um concurso na num posto de saúde e outro numa escola. tive que sair para ficar tomando conta dela totalmente. Então, foi muito difícil no começo dessa reabilitação dela, nesse segundo estágio e estamos cá até hoje. Ela é alegre, divertida, a gente conseguiu eh voltar muita coisa menos o andar e o falar, porque isso daí não teve como. Mas ela não é totalmente acamada, porque eu coloco na sala, eu fiz tudo e faço tudo por ela e para ela. A parte financeira dela, assim, eu aplico do jeito que ela gostava, do jeito que ela precisa e é os cuidados com a beleza e coloco brochezinhos combinando com a roupa. Eu cuido como se fosse filha. A gente trocou os papéis, vamos dizer assim.

do jeito que ela gostava, do jeito que ela precisa e é os cuidados com a beleza e coloco brochezinhos combinando com a roupa. Eu cuido como se fosse filha. A gente trocou os papéis, vamos dizer assim. Então, hoje eu vejo que isso também dentro da nossa doutrina espírita se eh a gente tem essa visão de que é uma uma expiação, digamos assim, como a prova, porque em meados da adolescência, da vida, da infância, eh, ela era uma mãe muito castradora, porque por ser filha única e passou todo esse tempo para me ter, então ela me criou do que tipo numa redoma. Então, para mim foi bem difícil essa mãe castradora. Então, hoje eu eh coloco para ela o amor todinho, digamos assim, que o perdão, a gente trabalha várias coisas nessa situação que a gente tá hoje. E rogo muito a Deus eh muita força, muita perseverança nessa minha jornada. Tá sendo difícil, tá? Mas é como a tia Sandra tava falando, tem gente que gosta tanto que não sente tão pesado. Hoje eu eu tenho uma pequena rede de apoio que é uma pessoa que fica com ela do dois dias na semana para que eu voltasse a trabalhar, porque o problema da saúde mental a gente tem que ver, né? Eu voltei a trabalhar apenas dois dias aqui pertinho, eh, pela pelo estado. E aí ela fica dois dias aqui comigo, mas o restinho da semana, agora nesse momento, daqui a pouco, quando eu sair daqui, eu já vou colocar ela para jantar. E assim, gente, é a troca que a gente faz e Deus sabe de tudo, todas as coisas. E a gente tá aqui para isso, nessa terra, paraa gente ajudar nossos entes queridos. A aquela então que me trouxe até aqui com tanto sacrifício, hoje eu faço por ela muito mais do que eu fiz até pelo meu filho, vamos dizer assim. E ele tá aqui comigo também, ele ajuda. Ele tem 12 anos, me ajuda bastante. Meu esposo também é uma pessoa maravilhosa que mexe com ela também, coloca no lugar, coloca noutro. E eu aprendi várias técnicas para o cuidado com ela, então ficou um pouco mais leve. Mas é assim também, como tia Sandra comentou, a gente vai preparando esse

a também, coloca no lugar, coloca noutro. E eu aprendi várias técnicas para o cuidado com ela, então ficou um pouco mais leve. Mas é assim também, como tia Sandra comentou, a gente vai preparando esse espírito que daqui a pouco vai ter que retornar. E eu converso com ela, ela é muito católica, mas espiritualista, ela falava que era espiritólica. Eu morria de rir. Ela combatia a minha religião, não queria que eu fosse, tem raiva? Tinha raiva porque ela queria que eu fizesse todas a primeira comunhão, crisma, tal. Eu não fiz nada disso, gente. Três aninhos de idade, eu já tava eu sendo evangelizada por um tio e que esse tio me trouxe para o espiritismo e até hoje, né? A gente continua. E ela teve que ir aceitando e foi aceitando e graças a Deus no final aí ela já tava bem consciente de que realmente eu era espírita e sempre me perguntava coisas, leu a codificação inteira, era muito inteligente. Enfim, é isso que eu tenho que que eu tenho para dizer para vocês. É, amem seus familiares, independente que seja seu sua ou a mãe ou um pai, ou que venha a tia, ou que ven os sobrinhos, ou que vem o o a tia, alguém que você possa vir a cuidar, cuide com muito amor, porque aí a gente vai ter, vamos dizer que a nossa passagem vai ser bem mais tranquila também. Quando chegar a nossa hora, vai ser gratificante. É gratificante fazer isso que eu faço. Eu eu vejo muitas pessoas me elogiarem. Eu fico até envergonhada, às vezes até emocionada, eh com tanto amor e tanto zelo que eu tenho pela minha mãe. Eu acho que nosso tempo tá um pouquinho estourado. Mas é isso, gente. Eh, posso chamar os meninos para falar, mas antes eu quero mostrar. Falei tanto dela e preciso mostrar para vocês verem a minha joia rara, o meu amor, o amor da minha vida que tá ali na salinha esperando que eu daqui a pouco faça a jantinha dela, que ela come por horários todos certos, 6 horas, viu, gente? Ó, foi um prazer de compartilhar com vocês. Olha ela aí. Ah, gente, essa boneca aí não deu certo não, tá? Ela ganhou de uma

jantinha dela, que ela come por horários todos certos, 6 horas, viu, gente? Ó, foi um prazer de compartilhar com vocês. Olha ela aí. Ah, gente, essa boneca aí não deu certo não, tá? Ela ganhou de uma tia minha no Natal, mas ela é adulta, tá? Ela não, ela, eu não, infant, eu não deixo ela infantil de jeito nenhum, de jeito nenhum. Tá aí o amor da minha vida e eu o amor da vida dela. E estamos aqui, vamos dizer, nessa jornada nos eh entendendo de coisinhas que ficou para trás e que hoje a gente ajustou. Realmente missão cumprida, tudo ajustado e eu vou terminar de cumprir essa missão até a hora de seu desencarno. Tô aqui com ela. Eh, podem vir, pessoas. querida, muito obrigada pela sua participação, por essa história linda de superação, de compromisso de almas, não só de mãe e filha, de almas, né, que >> é o mais importante. >> E a gente eh se agradece muito. Um beijo aí para todos da Paraíba, em especial para todos os amigos da área da família da Paraíba. A nossa querida não pode continuar conosco porque tem uma atividade daqui a pouco na Federação Espírita do Rio Grande do Norte, mas deixou um beijo e um abraço em todos. E antes de eu passar a bola pro nosso coordenador da região Nordeste, nosso querido Alan, só avisar para vocês que a nossa próxima live nosso canal, anotem aí, marcem na agenda de vocês, será no dia 7 de dezembro de 2025 desse ano, das 17 horas às 19 horas, com a comissão regional sul, os nossos amigos da comissão lá da regional sul, tá? E o tema será as dores da alma na família e a justiça divina. E teremos como convidados Alessandro Viana Vieira de Paula e a nossa querida CAR Resând que quem é o trabalhador da área da família já conhece praticamente todas as músicas da nossa querida com relação à família. E agora eu passo pro nosso querido Alan. Nós então agradecemos de coração a presença de todos que estiveram conosco nesta tarde de muito aprendizado, de fraternidade. E para concluirmos, nós vamos assistir juntos ao vídeo com a canção A família é o lugar do grupo bem.

ração a presença de todos que estiveram conosco nesta tarde de muito aprendizado, de fraternidade. E para concluirmos, nós vamos assistir juntos ao vídeo com a canção A família é o lugar do grupo bem. Que Jesus então nos abençoe, abençoe os nossos lares, nossos corações e até a próxima. abençoe. Abençoe nos pai. Talvez eu viva bem sozinho e assim possa contigo. no lar, mas sei que tem um compromisso, que eu não posso me enganar. Errar faz parte do caminho, mas juntos vamos encontrar o amor de mãe, de pai e filhos. A família é o lugar. São muitas casas pelo mundo, mas muito poucas tem o lá. E eu vou tentar fazer de tudo para esse laço apertar. Errar faz parte do caminho. Mas juntos vamos encontrar o amor de mãe, de pai e filhos. A família é o lugar. Talvez eu viva bem sozinho e assim possa continuar. Mas sei que tem um compromisso e eu não posso me enganar. Errar faz parte do caminho, mas juntos vamos encontrar o amor de mãe, de pai e filhos. A família é o lugar. São muitas casas pelo mundo, mas muito poucas tem um lar. E eu vou tentar fazer de tudo para esse laço apertar. Terrar faz parte do caminho, mas juntos vamos encontrar o amor de mãe, de pai e filhos. A família é um lugar. A família é um lugar. A família é um lugar.

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